blog do Roberto Leite

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Novamente a educação

Novamente a educaçãomão no jato  - 4
Encontrei esta notícia e fiquei pensando se pode dar certa esta mudança na distribuição de verba para a educação.
Não vai dar certo sabe por quê? Porque todas as escolas construídas pelo governo em anos passados, não funcionam bem. Faltam professores treinados, Sofrem paralisações constantes por greves e outros motivos fúteis, e os professores mal remunerados não têm interesse no aprendizado dos alunos, que são promovidos em total ignorância das matérias

Veja esta notícia

Com Agência Brasil
A Câmara Federal decidiu que a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação poderá incluir gastos com programas de transferências para instituições privadas, como o ProUni e o Financiamento Estudantil (Fies). Os parlamentares rejeitaram o destaque que destinava a porcentagem apenas para a educação pública.
O financiamento era um dos destaques do PNE a ser votado, depois que o texto base foi aprovado na terça-feira, dia 22. A comissão especial volta a se reunir em 6 de maior para apreciar outros destaques antes que o projeto siga para plenário.
O PNE estabelece metas para a educação a serem cumpridas em um período de dez anos. O PNE prevê investimento público mínimo de 7% do PIB em educação no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano de vigência. Caso o plano seja sancionado em 2014, a meta deverá ser cumprida até 2023.
Pelo texto aprovado, ficam incluídos na conta dos 10% recursos aplicados, além do ProUni e Fies, também o Ciência sem Fronteiras e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A questão é defendida pelo governo, mas é criticada por movimentos sociais, profissionais e entidades que atuam no setor por representar menos dinheiro para resolver os problemas mais urgentes da educação.
O porcentual de 10% para educação pública foi calculado para garantir o padrão mínimo de qualidade. Leva em conta desde a ampliação de infraestrutura, com bibliotecas e laboratórios em todas as escolas, até valorização docente – que concentra a maior atenção no plano.

A educação no Brasil, realmente deixa muito a desejar por vários motivos óbvios que frequentemente são desprezados totalmente pela classe política.
Vamos citar alguns:
1. Desprezo dos governos pela educação básica, favorecendo a educação média e ou a superior

a. A base de qualquer estrutura deve ser a mais preparada possível para que esta estrutura seja cela qual for, mecânica, educacional, civil, ou outra qualquer. Possa se sustentar por um período prolongado que justifique os gastos com a base. Explico com mais detalhes, se vamos construir um prédio de grande porte, estes gastos com esta obra devem ser distribuídos de tal forma que a base do projeto seja muito bem feita para que esta estrutura dure pelo menos 50 anos justificando com isto o investimento total.
b. Assim deve ser com a estrutura da educação, pois gastar com o sistema superior ou secundário, sem garantir o ensino básico de qualidade, seria construir um prédio sem as bases adequadas e a duração deste projeto seria no mínimo sofrível.
c. Os governos nos últimos cinqüenta anos no Brasil gastam muito com universidades, e projetos do ensino médio, que sem uma base muito bem feita formas profissionais medíocres que com o diploma na mão se dedicam a estudar para passar em concursos ou aceitam trabalhar muito aquém das possibilidades de um bom profissional.
d. Porque esta discrepância? Realmente não sei como se iniciou este processo viciado, mas não está funcionando, quando fica evidente o nível de nossos formandos comparados com formandos de outros países na mesma ou parecida situação econômica brasileira.
e. Neste governo atual, posso garantir que o dinheiro investido em educação priorizou o ensino médio superior e superiores, em detrimento da educação básica por motivos eleitoreiros. Alunos do primário não votam. Simplesmente por isto. Programas cheios de maracutaias como Pro – Uni, produzem universitários despreparados, mas com seu título de eleitor votam na permanência do governo que lhes facilitou o diploma que conseguiu sem preparo.

2. Os representantes de classe, que formam sindicatos onde os salários são isonômicos e onde um bom profissional deve ganhar o mesmo o que ganha um professor medíocre e que não produz pelo seu salário alunos capazes de seguir com um curso de qualidade. Isto deveria ser mudado para um sistema meritório onde um bom profissional acumulasse prêmios pecuniários para justificar seu esforço, e os professores medíocres ficassem apenas com seu salário base.

3. Os ensinos básicos são em sua maioria pagos pelas prefeituras, e esta verba geralmente é desvirtuada por prefeitos ignorantes e desonestos que as transformam em verbas extras para outros projetos em detrimento do ensino básico local. Estas escolas deveriam ser federalizadas totalmente. Os alunos das escolas de base deveriam ficar na escola das 07 horas às 17 horas. Neste período o aluno deverá frequentar a escola comer 5 refeições fazer o dever de casa , fazer esporte, e atividades extra curriculares.

4. Isto fica muito caro? Sim mas é o preço a pagar para que em um futuro médio, aproximadamente 15 anos, o crime diminuía, a saúde fique mais barata, pois nas escolas vai haver um sistema de prevenção e primeiros tratamentos de enfermidades, assim como vacinação. Os mestres e professores têm que ganhar bem, o uniforme deve ser fornecido pelas escolas, e as instalações devem ser adequadas. As escolas devem ser de número limitado de alunos, e devem ser quantas forem necessárias para atender toda a população da faixa etária correspondente. Vocês vão dizer: “isto já foi tentado, foram os CIEPS da era Collor” – Errado, os CIEPS eram apenas estruturas caríssimas, sem nenhuma forma para manutenção e professores mal treinados e mal pagos. Eram superfaturadas e os construtores ficaram milionários. Não é por aí. Antes de construir as escolas necessitamos dos profissionais treinados, e a maneira de conservar o imóvel com todas as suas facilidades, Ginásio, bibliotecas, laboratórios, enfermarias, etc.

5. E aí é de onde deve aparecer a porcentagem do PIB necessária para fazer tudo isto. Sem isto estamos condenados a este tipo de sociedade que não está funcionado, com cada vez menos alunos nas escolas que estão cada dia pior, e com menos segurança nas ruas e com as drogas dominando todos os cenários urbanos.

6. E as universidades? Bem estas devem ser privatizadas ou no máximo subsidiadas pelo governo, pois estas instituições têm como se sustentar e os alunos devem pagar para frequentá-las como em todo país desenvolvido. A atuação do governo deve ser apenas de conseguir um financiamento mais barato e com um fiador para que o aluno responsavelmente freqüente estas instituições. Se o aluno desistir do curso isto tem um preço e deve ser pago. Ao final do curso o formando escolhe a melhor maneira de pagar de volta o que ele custou para a universidade. Assim fica mais justo todo o sistema e vamos economizar muito, pois não vai ser necessário o ENEM, o vestibular, os PROUNI, as cotas, ou estas outras coisas caríssimas que estamos pagando com nossos impostos e que em vez de melhorar o sistema está piorando a nossa sociedade e formando pessoas totalmente despreparadas para assumir uma vida produtiva.

E esta utopia descrita acima tem alguma possibilidade de acontecer com o atual sistema político onde os políticos são os donos das escolas privadas beneficiadas pelo PROUNI?
E as escolas primárias são sustentadas por verbas repartidas por prefeituras?
E as construções destas escolas ficam a cargo de empreiteiras que se não pertencem a parlamentares são constantemente os financiadores de campanhas políticas?

A resposta é não se não mudarmos o atual sistema político.butim - 4

E se não fizermos estas mudanças, a nossa sociedade está com os dias contados.

27 abr 2014 - Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, ELEIÇÕES, GOVERNO, POLÍTICA

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