blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Participação no sonho.

Participação no sonho.

 

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A participação da população necessária para o meu sonho se realizar, está no povo todo, apenas falta se congregarem as idéias e as forças para este sentimento de algo errado não ficar pulverizado pela enormidade do Brasil.

Duas excelentes jornalistas, com o mesmo sentimento meu, e com as mesmas razões, apenas com uma melhor retórica do que a minha escreveram esta semana exatamente o que eu sinto na alma. Parabéns.

No blog de Adriana Vandoni, encontrei esta coluna de Dora Kramer que foi publicada no estado de São Paulo.

Eu estou discordando apenas na maneira das ações.

Sinto que a culpa de tudo se encontra na constituição e que devemos mudar isto com um golpe branco, tomando o congresso, com o apoio das forças armadas e da OAB e fazer uma limpeza geral, com reforma política e judiciária, previdenciária, e executiva deixando o Lula em seu lugar para terminar o mandato com novas regras de decências e ordem pública.

 Isto não é um golpe, mas uma faxina geral para o Brasil respirar fundo e renovar as esperanças perdidas.

Vamos povo e não se esqueçam das profundas palavras do Rui:

 

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”

(Rui Barbosa)

 

 

Adriana escreve:

 

“… começam a surgir na sociedade movimentações aqui e ali de cobranças organizadas por correções de rumo.
A cidadania mostra sinais de vida e, nisso influiu decisivamente a perda das 200 vidas no dia 17 de julho.”

Abaixo, o artigo de Dora Kramer no Estado de São Paulo.

Discordar é preciso

Em sua mágoa e melancolia infindas, o ex-ministro Waldir Pires disse na quarta-feira em entonação de defesa o que o presidente Luiz Inácio da Silva repetiu na quinta em modulação de ataque: que a lógica eleitoral preside todas as críticas feitas ao governo, notadamente em função da letargia no trato da crise aérea.
Para Pires, sua demissão foi fruto de “pressão de forças políticas” tomadas de indisfarçável sanha para atingir o presidente da República porque não aceitam sua reeleição. “Essa eleição não termina nunca”, afirmou, ao que Lula acrescentou: “No Brasil, a eleição não termina nunca. Ela é eterna”.
Reclamava aí da “classe política”, na opinião dele carente de civilidade, desprovida da percepção de que há momento de “fazer oposição” e momento de “construir o Estado”.
Nenhuma novidade nessa maneira enviesada de ver as coisas, de olhar no espelho e enxergar no mundo a conduta do PT quando oposição em tempo integral, durante o qual muitas vezes prestou bons serviços à Nação, embora em vários momentos tenha se posicionado na contramão da reconstrução do Estado.
Como depois de assumir o poder o partido associou-se a preceitos mais modernos, essa parte poderia ser relegada ao terreno dos perdoáveis equívocos de perspectiva, não fossem dois aspectos: a apropriação dos conceitos antes rejeitados para ações de auto-exaltação e a “denúncia” dos mesmos como malfeitos para uso na disputa com o adversário. Caso típico das privatizações.
O fato em relevo agora na retomada da prática de creditar toda e qualquer discordância à inconformidade com a eleição de Lula, é que ela se dá no momento exato em que começam a surgir na sociedade movimentações aqui e ali de cobranças organizadas por correções de rumo.
A cidadania mostra sinais de vida e, nisso influiu decisivamente a perda das 200 vidas no dia 17 de julho.
Há o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, lançado pela OAB, há passeatas programadas para este domingo em homenagem às vítimas do desastre, mas também em apelo ao fim da “passividade e da tolerância”, há um sentimento latente de necessidade de o Brasil começar a adotar padrões mais altos em todas as áreas, inclusive no comportamento da população, há as vaias e há a falta de traquejo de Lula para conviver com elas.
Por causa da crise, do desastre, dos escândalos, dos planos de publicidade vasta e execução escassa, por causa das atitudes fugidias, irônicas, grosseiras do presidente Lula e seus auxiliares diante de tudo, a mobilização evidentemente acaba assumindo tom oposicionista.
Mas não só, visto que quando se fala em “cansaço” com “tudo isso que está aí”, fala-se também do Congresso, do Judiciário, da oposição partidária incapaz de estabelecer um contraponto positivo nas proposições; fala-se da ausência de interlocução entre Estado e sociedade, falam-se dos desmandos em série, ora agravados pela falta completa de cerimônia, mas velhos conhecidos do Brasil.
Governos levam sustos quando não estão cientes de que a eleição não lhes dá só a prerrogativa festiva do poder. Implica o cumprimento de tarefas.
E quando o senso comum julga-se subtraído, não enxerga nos governantes e nas instituições esforços no incremento do bem maior, a reação natural é a grita.
Confundi-la propositadamente com intenções golpistas decorrentes de inconformidade eleitoral seria apenas pueril, não revelasse também o vezo autoritário de dar ao exercício da crítica e da cobrança um caráter criminoso. Só em ditaduras há crime de opinião.
Na democracia, reza norma acaciana, a cidadania, a discordância, a prática da política, o embate, o contraditório, não se restringem ao ato de votar.
Fosse assim, teríamos de admitir como cabíveis manifestações apenas de dois em dois anos – ocasiões em que sempre se pode atribuí-las a intenções mesquinhas de poder. No período da entressafra eleitoral, por esse raciocínio o País fica obrigado a dizer amém a tudo a fim de permitir ao governo “construir o Estado” em paz.
Ainda que a concepção dessa construção não esteja em conformidade com a opinião de uma boa parcela da população. Seja ela rica, pobre ou remediada.
Desse modo, pretende-se uma nação submissa, uma população de carimbadores reverentes de atos oficiais.
Todas as cobranças apresentadas agora em gradação mais exacerbada vinham sendo feitas em feitio de alerta. Dizia-se que os escândalos não sanados cobrariam um preço adiante, falava-se sobre a necessidade de preservação de princípios, de rejeição vigorosa a práticas viciadas, mais recentemente, de dez meses para cá, apelava-se com rigor à sensibilidade governamental para a situação do tráfego aéreo.
Os ouvidos fizeram-se de mercador e as bocas de praguejadores confiantes e zombeteiros. A sociedade começa, então, a mostrar-se farta.
Não faz isso como desrespeito à democracia. Antes por respeito a seus direitos de reclamar da maneira de Lula governar. Não custava a ele, mais não seja em atenção à tão estimada lógica eleitoral, ao menos escutar no lugar de incriminar.

 

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29 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

O sonho de um país compreensivo.

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Continuo falando dos meus sonhos para que o país Brasil seja um país mais justo e para poder acomodar melhor os meus jovens filhos que resolvi criar já em matura idade.

Os sonhos de muita gente também com o mesmo propósito, foram depositados na eleição para presidente do candidato do povo. Um simples torneiro mecânico que chegava ao ponto culminante de uma posição política do país. O despreparo, e as doutrinas erradas e datadas do PT, as várias escolas dentro do partido, os trotskyquistas, os marxistas, os leninistas, os castristas, os farquistas, os mstistas, os gramscilianos, os maoístas (Marco Aurélio Garcia), e finalmente os ladrões e aproveitadores, transformaram o partido em uma salada de ineficiência e corrupção.

Isto foi vindo à tona devagarzinho, como na expulsão do partido aos sectários da Heloisa Helena, principalmente por divergir da política monetária do governo, que por não saber o que fazer na área, contratou um experiente presidente do Banco Central e um médico para ser o Ministro da Fazenda que por não querer arriscar seguiu as políticas de metas iniciadas no governo anterior. Foi bom isto. Mas o resto do país começou a parar de funcionar, depois de quatro anos de abandono, de corrupção explicita, e de gastos exagerados em áreas que não eram estratégicas. Os projetos chefe do inicio do governo não deram certo e pararam. Um dos projetos sociais mais abrangentes do governo anterior, o “Comunidade Solidária”, comandado pela primeira dama, foi reestruturado e retirado dele as contrapartidas inclusas para que o cidadão contemplado pudesse ter algo de dignidade ao ser beneficiado pelo programa. A estrutura do programa foi usada e travestida de um novo programa chamado “Bolsa Escola”, “Bolsa Família” “Cartão Cidadão” entre outros, que não tem nenhuma exigência de contrapartida por parte dos contemplados, gerando uma classe social totalmente dependente no governo para sua subsistência.

Mas a falta de ética prevalecia, e um dos maiores programas do novo governo era de se perpetuar no governo, custe o que custasse. Este programa comandado pelo castrista José Dirceu consistiu em primeiro aparelhar todo o aparato administrativo do governo com seus companheiros mais confiáveis. Depois foi conseguir comprar com dinheiro de empreiteiras, os políticos mais sem ética para poder votar sem problemas os seus programas de dominação total, como foi a tentativa de votar uma associação de jornalistas, que puniria até com perda de seu diploma ao jornalista que escrevesse algo impróprio à ética (leia-se ética do governo). Ao desarmamento geral da população para evitar alguma demonstração por parte de pessoas não contentes com os programas do novo governo. Um aparato de censura prévia disfarçada em associação. Aliás, este é um dos ensinamentos de Roberto Gramsci, fazendo do Dirceu um castrista gramsciliano. A pressa foi tanta, que contrariando os princípios do próprio Gramsci, esqueceu a paciência. A impaciência ajudada por incompetência e desonestidade, virou o caso do Mensalão. O procurador da republica, nomeado pelo Lula, acusou o Dirceu como chefe da gangue dos quarenta ladrões e pediu o indiciamento de todos, com o argumento que: “Nuca na história deste país, foi preparado um esquema como este para se locupletar com o dinheiro do erário”. Este caso ainda não foi julgado pelo supremo, depois de três anos.

Depois deste ocorrido, começaram a desmoronar os sonhos dos petistas honestos e com vontade de mudar o país para melhor. Depois, vieram os outros casos de corrupção, de abandono, de desgoverno, da miraculosa genialidade do Lulinha (o filho primogênito do Lula, não o jogador de futebol), e do lambari Vavá. Como se não bastasse, começaram a morrer gente em acidente aéreo. O da Gol, e agora o da TAM, que fora anunciado pelo TCU em dezembro de 2006.

 

http://www.youtube.com/watch?v=YBHQF6TxUbM&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eclaudiohumberto%2Ecom%2Ebr%2F

E mais pessoas que votaram e confiaram no novo governo, começaram a ver as verdades e deixaram de apoiar esta forma imbecil de governar. Mas como em todo lugar, existem pessoas que não querem e nem conseguem deixar de lado a ilusão de um governo seu, para o qual lutaram e votaram. Estas pessoas são as mais iludidas e convencidas de que as intenções finais do governo Lula são para uma melhoria social tão necessária ao nosso sofrido povo. Estas pessoas se recusam a ver nos discursos idiotas e cínicos repletos de erros do Lula, as verdadeiras intenções do governo. Recentemente em um discurso no nordeste, o Lula dentre um monte de asneiras disse que o brasileiro tem mania de falar mal do Brasil. Ele nunca viu um suíço, falando mal da Suíça. E que tem mania de falar em tributação. Se há serviços tem que haver tributação, senão quem paga pelos serviços?

É Lula é a classe média que paga a sua aposentadoria precoce, que paga a do seu irmão Frei Chico que não é nem frei e nem Chico, mas que foi preso por baderneiro por 16 dias, e por causa disto ganhou uma compensação de 400.000,00 e tem uma aposentadoria precoce de R$ 3.700,00, paga por quem paga imposto, a classe média.

E os outros serviços Lula, você já enfrentou uma fila de posto de saúde? Com seu filho nos braços para ser atendido de pneumonia? Você já foi levar e buscar seu filho em uma escola pública Lula? Você vai e volta para casa em meio de tiro cruzado Lula? É, é para isto é que servem os impostos Lula? Ou será que servem também para o Professor Luizinho tomar Romanée Conti no gargalo?

E as pessoas “Die Hard” ou traduzindo que se recusam a morrer, retraduzindo que se recusam a enxergar o óbvio, conseguem achar que as merecidas vaias ao Lula foi um desrespeito ao esporte, e que foi tudo ensaiado pelo prefeito do Rio Cezar Maia. No link abaixo, existem filmagens de todos os ângulos e repórteres sobre o incidente das vaias. Não foi um incidente localizado, foi o Maracanã inteirinho, mais de noventa mil pessoas. Foi por isto que o Lula saiu amuado de lá, Se fosse um incidente localizado, ele faria a apresentação e sairia rindo de lá. No link tem também uma entrada de algum “Die Hard” intitulado: “Câmera flagra os dirigentes do PSDB e do Democrata ensaiando as vaias”. Eu fiquei curioso e olhei. Não se consegue ver ou identificar e nem ouvir nitidamente absolutamente nada. Pura tolice. O momento não foi por causa do esporte foi por causa da ocasião que poderia ter sido um jogo do Flamengo ou do Bota Fogo. Poderia ter sido até uma missa campal. Foi a ocasião em que o presidente estava presente em frente à multidão cansada das maracutaias do governo PT.

http://br.youtube.com/watch?v=bdsi1ivEfao&mode=related&search=

Falando em esporte, é muito bonito uma competição esportiva, que pode em seu mérito mudar as condições sociais de alguma pessoa mais esforçada ou mais prendada. Mas deve ser uma conseqüência da evolução de um povo e não uma razão para tal. Os Estados Unidos, sempre levam muitas medalhas das competições internacionais, mas não é por isto que eles têm mais prêmios Nobel. Não é pelo esporte que eles são mais ricos. Não é pelo esporte que eles têm melhores universidades. É justamente o contrário, antes dos esportes eles cultivaram as demais melhorias sociais e as conseqüências disto foram as melhorias técnicas e com resultados finais relevantes. Cuba por exemplo é uma merda de evolução social, um país pobre e medíocre e, no entanto se sobressai nos esportes, justamente porque tenta mostrar para o mundo as vantagens de sua sociedade que não existe. As melhores e mais civilizadas das sociedades no planeta, vivem e têm uma cultura invejável e não estão nem aí para a hegemonia esportiva. Alguém que cultive a curiosidade sobre este assunto, que procure encontrar as medalhas da Suíça, Suécia, da Dinamarca, da Noruega, da Finlândia, da Islândia. O Brasil deve ter em mente, melhorar as condições sociais e morais do país para poder pensar em Hegemonia esportiva. Temos que começar por derrubar e despedir todo este congresso corrupto e nojento que se implantou e se enraizou de tal modo que somente pela força e com um golpe rápido poderemos ter esperança de alguma melhora.

O Lula tem sua parte de culpa no que se está se transformando o Brasil por isto foram as vaias. Veja o que escreveu o Cezar Maia em seu blog de hoje:

O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, pede que se mande um recado ao presidente Lula: – Eu não estava em Aracaju, nem falei com qualquer pessoa de Sergipe ontem. Portanto, não posso ser responsabilizado pelas vaias que o Lula recebeu por lá.
Cesar Maia oferece seu sigilo telefônico para quem quiser checar se ele ligou para Sergipe.”

Esta posição mostra quanta bobagem o pode existir no coração de um “Die Hard”.

E agora o governo Lula por total falta de opção, contratou um ex-ministro do FHC, ex-chefe do Chelotti, para tentar colocar uma perspectiva em seu governo medíocre. Este senhor Jobin, não é nenhum santo e em tempo da constituinte onde era um deputado como era o Lula, se vangloriava de haver colocado alguns artigos na constituição, depois de votada, o que na verdade inviabiliza toda a Carta Magna. E ele tem como profissão a defesa da lei. Se realmente se apurar isto, pau nele também.lula-e-jobin.jpg

E para finalizar este post, a ultima abobrinha de nosso tão querido governante, como não Poderia deixar de ser:

Aconteceu em João Pessoa

“quem fala ingreis é metido a besta”

Grande artigo este surrupiado do Blog da Adriana Vandoni:

 

Pilotos e cirurgiões

Por Alfredo Guarischi, Cirurgião, RJ

Que paralelo pode ser traçado entre pilotos e cirurgiões? Pode ser traçado algum paralelo?

Pilotos e cirurgiões erram, como qualquer ser humano, mas ambos são extremamente bem treinados e comprometidos em não errar. Cirurgiões, atualmente, não são condenados à morte ou mutilação quando erram, já que o código de Hamurábi que previa estas punições, não é mais aplicado.

Hoje é na base da lei do talião – com letras minúsculas mesmo.

Diferentemente dos cirurgiões os pilotos continuam morrendo quando ocorrem graves desastres aéreos. É uma morte inerente à sua escolha de uma profissão de risco. Da mesma forma os cirurgiões podem ser contaminados por um vírus letal da hepatite C ou do HIV.

Os pilotos são obrigados a obter licença para voar cada tipo de avião. Um piloto de Boeing-777, só pode conduzir um Airbus após ser submetido a treinamento específico (teórico, simulador e prático, sob supervisão).

Tenho inveja dos pilotos. Atualmente não consigo treinar novos cirurgiões, de modo tão sistemático e preciso. Faltam vagas para residência médica e não temos na medicina nada comparável aos atuais simuladores de vôo.

Cirurgiões fazem cursos de reciclagem como os pilotos, mas apenas estes têm que renovar anualmente suas licenças.

Pilotos necessitam de equipes para operar seus aviões. Cirurgiões precisam de anestesistas, além de auxiliares médicos e não médicos no seu trabalho de levantar e pousar pacientes em segurança. Esta viagem- cirurgia pode durar horas, sem descanso. Sempre necessita de um bom plano de vôo, de controladores e para-médicos que ganham pouco, mas sem os quais nada seria possível voar ou operar. Equipes são formadas e desfeitas em função de escalas. Cirurgiões ou pilotos poucas vezes conseguem escalar seu time, como nosso famoso técnico do voleibol.

Independente das razões, Bernardinho tem e exerce sua autoridade, ao barrar o Ricardinho, recém-eleito o melhor jogador do último campeonato da liga mundial. Não conheço casos semelhantes em cirurgia. Em aviação talvez seja ainda mais improvável.

O material com que operamos ou voamos é um problema. São atualmente raros os cirurgiões proprietários de hospitais, assim como de pilotos donos de aeroportos ou grandes aviões. Todos (pilotos e cirurgiões), de um modo ou de outro, são assalariados direta ou indiretamente, empregados de companhias ou trabalham para governos e planos de saúde. Alguns poucos cirurgiões conseguem comprar certos equipamentos (tesouras ou pinças), mas não mesas de cirurgia, focos ou potentes microscópicos.

Meus amigos pilotos conseguem apenas comprar óculos escuros, pois o restante é fornecido pelo patrão.

A população vai continuar necessitando de cirurgia e cirurgiões, assim como de vôos e pilotos. Infelizmente, erros vão continuar acontecendo, mormente com a incrementação de novas tecnologias e busca da superação de desafios. É necessário que se aprenda com os erros (raramente existirá uma causa isolada), de modo, a saber, como evitá-los.

Se isto for impossível poderemos identificá-los e superá-los. A imensa maioria dos erros tem causas primárias longe da ponta – onde ocorreu o fato. O planejamento e conhecimento de sistemas complexos são fundamentais para que a execução de tarefas possa atingir o objetivo pretendido – operar ou voar com segurança.

Acidentes raramente ocorrem por um erro simples. É necessário que haja a combinação do erro latente (previsível) associada ao erro ativo (falha), com a quebra dos mecanismos de defesa (segurança e plano de contingência). Não podemos modificar a condição humana (falibilidade), mas podemos modificar (de forma urgente e contínua) suas condições de trabalho (segurança).

Em qualquer processo que envolva a ação de seres humanos estes podem falhar. Se esta ação final é seguida de um efeito indesejado, diagnostica- se como falha humana. Cirurgiões e pilotos podem falhar, mas na maioria das vezes não é por imperícia, imprudência ou negligência – erro. O sistema atual é que é inseguro. Está errado. A ação final – na ponta – é confundida como causa-raiz do efeito indesejado.

É muito mais fácil culpar pessoas, principalmente quando não são poderosas, encontram-se emocionalmente vitimadas ou estão mortas, do que organizações ou sistemas gerenciais que, embora anacrônicos, são poderosos. Possivelmente a causa-raiz do acidente da TAM, em Congonhas foi decorrente de falhas graves sistêmicas e evitáveis se houvesse atenção às normas vigentes de segurança de vôo.

E finalizando:

Existe um fundo aeroviário no Brasil. Ele é constituído pelas tarifas de embarque pagas pelo cidadão e pelas tarifas de uso do aeroporto pagas pelas empresas aéreas. As tarifas de embarque são em média a segunda mais cara do mundo e as de uso do aeroporto são as mais caras do mundo. Desde 2003, o dinheiro deste fundo que atualmente soma dois bilhões de reais, está sendo usado para formar Superávit primário, e para pagar os juros da dívida. Este fundo têm este crédito a seu favor mas não tem nenhum centavo nele que possa ser usado para as melhorias necessárias no sistema aéreo. Foi tudo gasto em superávit primário e não tem volta. Eta administração fajuta. Vaia nela.

Se o Jobin conseguir destravar este fundo e apurar as responsabilidades para este contingenciamento já vai ser uma vitória. (RL)

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28 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

O sonho de uma vaia geral.

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No começo do governo Lula, foi tudo uma festa.

O governo FHC treinou uma equipe de transição, deu ao PT todo o espaço que eles queriam. A idéia era mostrar os rumos da nação para que os petistas não estragassem o que havia sido feito a duras custas. Mas os petistas ainda reclamaram que precisavam ainda mais gente deles trabalhando com a equipe de transição. O governo deu o que queriam e foram tantos os exageros, que ficaram sem lugar e tiveram de conseguir mais espaço para caber a petrelhada. No final sobrou gente que não teve o que fazer, mas ganhou para não fazer nada. Tomando o clichê do Lula, nunca na história deste país, se tratou a oposição vitoriosa como foi tratado o PT pelo governo FHC. Foi realmente um tratamento muito evoluído e civilizado.

Aí o Lula toma posse.

Foi uma festa. A granja do Torto ficou pequena para o PT. Foi reformada. A reforma ficou em 11 milhões de reais. A churrasqueira que serviu a vários presidentes tinha aproximadamente 3 metros de comprimento e foi estendida para seis metros. Os banheiros e vestiários foram aumentados várias vezes para comportar a turma do Lula. E eram pelada e cachaça todos os dias, até que o Lula caiu em cima do ombro e manerou um pouco depois disto.

A maior farra foi na adega do Palácio da Alvorada, a residência oficial. Esta adega que continha aproximadamente 600 garrafas de uísque e vinhos antigos e raros, algumas garrafas com legendas comemorativas e que foram sempre respeitadas por todos os governantes que ocuparam o Palácio, desapareceram em menos de uma semana.

Eu li na coluna do Claudio Humberto, que tinha a cópia das notas fiscais que no segundo mês de governo, foi necessário comprarem R$700.000,00 em vinhos e outras bebidas para suprir a adega do palácio.

E nos jardins do Palácio, patrimônio histórico e desenhado por Burle Max a dona Marisa Letícia, como primeira dama mandou cortar o gramado em forma de estrela e plantou flores vermelhas nesta estrela.

Na primeira oportunidade, um avião da FAB foi mandado a São Paulo para transportar os filhos do Lula e seus amigos para nadarem na piscina do Palácio.

E a festa continuou, o Lula mandou a FAB comprar um avião novo, decorado com alto luxo para suas viagens como representante da nação. Este avião da mesma marca que o modelo que caiu, porém mais antigo, é um A319, fora de linha no dia da compra e o que caiu é um A320. Deveria poder viajar a qualquer país da Europa sem se abastecer, mas não consegue levantar vôo com os tanques cheios em Brasília, e tem que fazer uma escala no nível do mar para reabastecer. Custou 56 milhões de dólares. Existe uma pergunta que não quer calar, mas não houve resposta: “quem ganhou a comissão de venda deste avião?” O sucatão, um carinhoso apelido para o 707 que serviu desde o Sarney até o FHC é um avião antigo com os motores muito velhos, do tipo turbo Jet, que são gastadores de combustível e muito ruidosos. Este avião porem é muito mais aeronave do que o Airbus. É intensamente usado até hoje como KC135 pela força aérea Americana como avião de reabastecimento aéreo. Existem empresas americanas especialistas em reformas deste e outros aviões mais antigos. Uma reforma geral do Sucatão com a troca dos quatro reatores por modernos “turbofans” e de todo o sistema elétrico e hidráulico, reaparelhamento total e com as acomodações de acordo com os desejos do comprador, custaria na época 10 milhões de dólares. E mais, é maior, teria 35 lugares a mais e com os novos reatores teria melhor autonomia do que o atual Aerolula. Poderia sair de Brasília e chegar sem problema a qualquer lugar na Europa. E seria ainda um pouco mais veloz do que o atual. Mas também a comissão seria menor. As viagens inúteis do Lula pelo mundo todo, querendo inventar a água morna, fazendo da África uma economia de mercado para o Brasil, e divulgando o seu programa principal, “Fome Zero” que no Brasil não saiu do papel, foram uma grande festa. Quando a novidade acabou, e somando-se o que restou de melhorias para a política externa do Brasil, sobrou muito pouco. A queda de popularidade mundial acabou tão depressa que para uma propaganda eleitoral os marqueteiros tiveram a infeliz idéia de roubar os aplausos, que eram dirigidos ao Coffee Annan, e montar um filme como se fossem para o Lula. Parte da festa petista foi aparelhar todo o sistema administrativo brasileiro com indivíduos seus, levando em consideração a lealdade partidária e desprestigiando a capacidade técnica. Apenas o José Dirceu, comandou nos primeiros seis meses uma contratação recorde de 55.000 pessoas escolhidas a dedo por ele ou por seus assessores mais confiáveis. E depois da boa política de transição, quando a turma do FHC mostrou ou tentou mostrar a necessidade para seguir com as privatizações, o PT ignorou tudo e enquanto os governos conjuntos de Itamar e FHC desmontaram privatizando ou extinguindo 54 empresas estatais, dispensando com incentivos ou repassando para a área privada 192.000 postos de trabalho. O governo do PT formou 27 novas estatais e contratou apenas no primeiro mandato 184.000 trabalhadores. E é por isto que não está sobrando dinheiro e a carga tributária segue subindo.

E é por isto que a CPMF não pode acabar, pois iria faltar dinheiro para a festa das contratações políticas.

Pela primeira vez em sua história a produção da Petrobras não cresceu. Foi no ano de 2003. Foi devido a dois fatores, um deles a incompetência dos diretores políticos e a segundas foi a decisão do Lula em fazer as plataformas no Brasil para criar empregos aqui, o que atrasou todo o programa e as plataformas feitas aqui no Brasil ficaram mais caras do que se fossem feitas em Singapura. O pior é que foi a mesma empresa de Singapura que comprou os estaleiros brasileiros e construiu as plataformas. Também pagou propinas aos políticos do PT.

Os escândalos começaram cedo na festa petista.

O Waldomiro Dinis, companheiro de quarto do Dirceu e seu fiel escudeiro, foi filmado pedindo propina a um bicheiro para a campanha política de Benedita da Silva e para o candidato do PT no DF. Tudo foi abafado rapidamente. Foi no total 104 escândalos e suspeitas de irregularidades no primeiro mandato do governo Lula, todos publicados e comentados pela mídia e todos sem faltar um foram tapados e não foram apurados. Houve o mensalão onde dos 40 envolvidos, dois perderam os mandatos. Houve o caso do caseiro com seu sigilo quebrado e onde o Palocci perdeu o posto, mas foi eleito deputado e agora tem imunidade. Houve até o caso do dossiê, onde as pessoas mais chegadas ao presidente, seu churrasqueiro e seu segurança pessoal foram envolvidos até o pescoço e o Lula não sabia de nada. Chamou até os seus mais íntimos de Aloprados.

Veio o segundo mandato e ficou tudo na mesma. Viagens inúteis, ministérios inúteis e inoperantes ministros racistas e sexistas, o Lula se escondendo e tomando vaias.

Agora isto é diferente, no primeiro mandato não houve nenhuma vaia.

Será que o povo está acordando e saindo deste estupor? Já era tempo de isto acontecer para mostrar para o mundo que existe gente no Brasil que pensa um pouco e que esta festa tem que acabar. Quando o primeiro mandatário vive em um mundo de oba-oba, escondendo dos escândalos e não exigindo nenhuma punição para os culpados, ele dá o exemplo e o congresso fica querendo participar da festa e tudo acaba em pizza para perda e detrimento do Brasil.

O Lula que já não fazia nada, agora com medo das vaias está evitando aparecer em publico. Ele pensa que estará a salvo no nordeste, mas tem muita gente por lá que ainda não esqueceu o abandono sofrido nas enchentes em Pernambuco, quando ele fingiu de avestruz e se escondeu também e depois disse que não sabia de nada de pessoas sem teto e vítimas das enchentes. Lula pode sim tomar uma grande vaia no nordeste e aí ficará sem lugar no Brasil.

Isto poderia acontecer também com os parlamentares, com o Renan, com o Jader, com o Maluf, e com todos estes ladrões que por anos a fio se locupletaram dos nossos impostos.

Então neste artigo, este é o meu sonho.

Que esta gente que não presta e está se servindo dos nossos impostos para ficarem ricos e poderosos tomem uma tremenda vaia aonde quer que apareçam em publico, para podermos organizar melhor a tomada do congresso.

Leiam agora este artigo da Tribuna da Imprensa on Line.

Medo de vaias faz Lula mudar agenda

BRASÍLIA – A preocupação do Planalto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja alvo de vaias e protestos modificou a agenda do presidencial. Lula decidiu mudar o roteiro de viagens de lançamento do PAC do Saneamento Básico e da Habitação. Foram tirados do cronograma previsões de eventos em Porto Alegre – cidade de onde saiu o avião da TAM que se acidentou em Congonhas -, Curitiba e Florianópolis.

No lugar, entraram Natal, Aracaju, João Pessoa e Teresina, capitais nordestinas aonde o governo é bem avaliado. A princípio, Lula só irá à capital gaúcha depois de uma viagem a países da América Central, que vai de 5 a 10 de agosto. O presidente deveria lançar o PAC no Sul na semana passada, mas cancelou depois da tragédia em Congonhas.

Auxiliares do presidente se esforçaram ontem para justificar o fato de Lula priorizar, nesta semana, as capitais nordestinas. Primeiro, eles disseram que havia problema nos acordos com governos e prefeituras de Santa Catarina e Paraná.

Depois, afirmaram que a mudança de roteiro levava em conta uma série de complicações regionais no Norte, Nordeste e Sul. Em junho, Lula havia cancelado viagens do PAC para São Paulo e Belo Horizonte, pois os técnicos do governo avaliavam os estudos de saneamento apresentados pelos governos paulista e mineiro.

Mas as duas cidades foram mantidas na agenda do presidente, que não optou em viajar para outros lugares. Desta vez é diferente. Até ontem, não havia informação se Lula poderia viajar para São Paulo ou Porto Alegre, para participar de alguma cerimônia em memória das vítimas de Congonhas.

Lula também cancelou a viagem que pretendia fazer ao Rio, para encerrar o Pan. Irritado com as vaias que recebeu na abertura, há duas semanas, no Maracanã, Lula decidiu não participar da festa. Diante do caos aéreo, Lula estará nesta quinta-feira, às 11h30, em Aracaju, e às 15h30, em João Pessoa.

Na sexta-feira, o presidente lançará o PAC do Saneamento Básico e da Habitação em Natal, às 11 horas, e em Teresina, às 16h30. Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) se deslocaram, no final de semana, para reconhecer a área que será visitada pelo presidente.

Isolamento

O acidente com o avião da TAM resultou no mais longo isolamento do presidente desde a primeira posse dele, em janeiro de 2003. De terça-feira para cá, Lula evitou contatos com platéias, ainda que formadas por convidados.

A imagem dele só foi vista pelo público na gravação do pronunciamento sobre a tragédia divulgada em rede nacional de televisão e ontem, pela internet, nas fotografias do encontro que teve com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Das emissoras de televisão, só a estatal Radiobrás teve autorização de entrar no gabinete. Há uma semana, o presidente não aparece em solenidades públicas. A agenda do Planalto foi totalmente alterada. Foram suspensas as tradicionais solenidades com claques petistas para anúncios de medidas de pouco impacto dos ministérios, realizadas com a presença de Lula nos salões Nobre, Leste e Oeste do palácio.

Ontem, por exemplo, ele passou o dia trancado no gabinete do terceiro andar, em reuniões e encontros sobre a crise aérea. O presidente, porém, tem evitado comentários públicos sobre o caos nos aeroportos.

 

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25 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Ainda sonho – mais razões.

Ainda sonho – mais razões.

 

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”

 (Rui Barbosa)

 

 

A carta magna de 1988 foi um documento feito às pressas, com muitos artigos tentando refazer os danos causados por 25 anos de ditadura, tenteando fazer justiça social por decreto, e com isto deixando o documento e a lei máxima do país inviável e impraticável levando de roldão as leis ordinárias e as modificações constitucionais espúrias votadas pelo congresso. Dizendo-se defensor e corretor de discrepâncias o congresso modifica a constituição ao seu prazer e benefício, deixando cada dia mais difícil de fazer justiça ou de se legislar dignamente em favor de todo o povo.

Se isto não bastasse, se isto que está ocorrendo não se fizesse necessário tomar o congresso pela força, e modificar a constituição de maneira a colocar as coisas em perspectiva, um acontecimento grotesco de que tive conhecimento recentemente, justificaria por si somente, a dissolução de todo o congresso, para uma reforma total e geral em prol da moralidade no Brasil.

 

Eu soube através da mídia que o ex-ministro Nelson Jobim quando foi um dos deputados da constituinte, depois de votada a carta magna, se vangloriou de ter colocado lá alguns artigos que não passaram pelos votos do plenário.

 

Se isto foi fato, esta ação do Jobim por si somente invalida toda a constituição brasileira e uma nova teria de ser votada.

 

Agora, fazer uma nova constituinte, comandada por este congresso viciado e sem nenhuma representatividade, e estando no poder este governo que sonha com sua perpetuação na mamata, e em total promiscuidade com os outros poderes, não vai dar.

 

A solução, portanto está em uma revolta justificada da população apoiada nas leis democráticas, nos órgãos legisladores e nas forças armadas, para tomar o congresso, e votar uma nova constituição que seja desinfetada da poluição atual e mais justa para com o povo do Brasil.

O mesmo povo que a irá sustentar.

 

A atual situação administrativa brasileira está se mostrando cada vez mais crítica e difícil de gerenciar.

Os pequenos atropelos estão acumulando e somando, tornando os pequenos problemas esquecidos em grandes problemas atuais e que não vão se sanar por si só.  A estratégia do governo por quatro anos foi esquecer-se dos problemas que se assomavam esperando que a onda passasse e as coisas fossem novamente para os lugares devidos.

Isto realmente pode acontecer em alguns casos isolados, mas não pode ser a regra geral, até que se isto funcionasse não se precisaria de nenhum mandatário no poder.

Hoje temos no poder um mandatário, que foi reeleito com um número expressivo de votos, e que não sabe tomar nem uma decisão de demitir um ministro que abertamente ofende o povo que o elegeu.

Seria obrigação do mandatário em poder, sumariamente demitir a Marta Sinistra, no momento de sua infeliz declaração do “relaxa e goza”. Esta declaração foi tão flagrantemente ofensiva para com o povo brasileiro que elegeu o Lula, que a autora se sente insegura em viajar de avião com, medo de retaliações violentas por parte da população.

Por causa desta insegurança, ela ganhou do presidente Lula uma premiação especial de ter à sua disposição um jatinho da FAB, para suas viagens particulares. Assim não tem a necessidade de compartilhar com os brasileiros da classe média, os saguões lotados, os aviões inseguros e os acidentes eventuais que poderão acontecer por falta de decisões da parte do governo. Assim também, não correrá o risco de ser linchada pelo povo que paga as suas contas e extravagâncias.

Bem que ela mereceria.

Este presidente tem uma tendência a premiar os que estão realmente cometendo os maiores erros e maiores ofenças para o povo que o elegeu, com foi o caso da condecoração da inoperante ANAC.

O seu aspone favorito manda o povo se f….., e se retrata piorando a situação, alegando estar sendo vítima de invasão de privacidade, com isto considerando o Palácio do Planalto sua casa pessoal. O aspone do aspone mostra ao vivo e a cores como deve ser tratado o povo (idiota) que elegeu o Lula, e eles continuam lá fazendo o que querem e sendo pago por isto com o nosso dinheiro. (o da classe média)

 Sem saber como tomar as mais simples decisões, se escondendo do povo que o elegeu, alegando uma seriíssima  delicada e perigosa cirurgia de remoção de um tersol, este presidente também se assessora com a classe mais inútil e sem ética jamais vista na recente história desta país como ele gosta de apregoar.

O tersol provavelmente foi causado pelo estresse das vaias recebidas recentemente.

E tersol tem uma vida própria de aproximadamente uma semana, e desaparece sem deixar vestígios.

Eu duvido muito que quando metalúrgico ele tenha tido que remover cirurgicamente um tersol. Mas com os idiotas pagando as contas fica mais fácil.

A pasta da defesa está sendo rifada para quem quiser e não aparece nenhum candidato.

Deveria ser entregue a algum general de carreira com experiência para isto como era no passado e não tinha muito problemas como agora.

Mas o Waldir prato na mão continua lá com o titulo apenas pois as ações não existem.

O ministro Mantega, está meio calado, pois a sua ultima aventura para explicar o caos aéreo como uma prova inequívoca de que o Brasil está progredindo, ficou mais difícil de justificar para as famílias dos 200+ passageiros e vitimas terrestres.

A própria filha do ministro está mais encantada e encantadora em suas fotos nas revistas masculinas do que nas idiotices apregoadas por seu pai. A pasta da fazenda anda só, desde o governo FHC.

O governo FHC cometeu muitas gafes e erros, teve ministros fazendo e dizendo bobagens também.

A diferença era que estes autores foram sumariamente demitidos como foi o caso do Recupero e do Mendonça de Barros, do Andrea Calabi e de vários outros que com suas declarações impensadas poderiam ofender o eleitor brasileiro.

A menor suspeita e improbidade era razão para substituição.

A primeira crise do governo que foi a do Waldomiro Diniz deveria ter sido o sinal para o Governo demitir o Dirceu e o Waldomiro, assim como qualquer outro envolvido.

Isto não aconteceu então ficou instituída a impunidade no governo e deu no mensalão, nos aloprados, na revelação empresarial do Lulinha e do Vavá, e também na impunidade no congresso que está engessando toda a administração do país. A relutância do Renan em se demitir e assumir a sua falta, se deve na esperança de que a impunidade geral existente no governo Lula se espelhe nele também e ele possa continuar no poder como se nada tivesse acontecido.

E o Lula se transverte de vítima da “Zelite”.

O cinismo está sobrando.

Eu pessoalmente quero e penso que ele deve permanecer no governo até o fim, mas que o congresso deve ser saneado e novas regras de governo sejam impostas para tentar inverter esta tendência maligna que irradia desta impunidade.

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A reportagem a seguir, mostra uma terrível possibilidade para o regresso do Brasil  ao mundo dos irresponsáveis, devido à irresponsabilidade de um governante inepto e inoperante

 

 

                Comandante diz que nunca viu situação igual

 

Vôo da American teve de voltar a Miami por falta de contato com controle no espaço aéreo brasileiro

 

Rafael Barion

Duas horas depois de ter saído de Miami, ontem, à 0h30 (horário de Brasília), com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, o comandante do vôo 995 da American Airlines informou aos seus 245 passageiros que iria fazer meia-volta e reconduzir a aeronave ao seu ponto de partida. A decisão foi tomada depois que o piloto americano tentou fazer contato com os controladores do espaço aéreo brasileiro, mas não obteve nenhuma resposta. “Ele disse aos passageiros que, em 30 anos de profissão, nunca tinha visto algo assim”, disse a psicóloga Fernanda Morandini, de 41 anos, que esperava no aeroporto pela filha Bruna, de 14 anos.

Após desfazer-se do seu combustível e pousar de novo em solo americano, a aeronave (que também levava passageiros do vôo C8103, da TAM) ficou uma hora e meia em Miami até poder decolar novamente – para chegar ao Brasil às 13h21 de ontem, com quase cinco horas de atraso.

Pelo menos mais um vôo que partiu entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem dos Estados Unidos com destino a Guarulhos foi afetado pela falha nos geradores de energia do Cindacta-4. O vôo 981 da American (que levava também passageiros do vôo C8163, da TAM) partiu de Dallas, no Texas, e tinha chegada ao Brasil prevista para as 5h40 de ontem. Teve que ser desviado para Santiago. Segundo a companhia, o avião chegaria ao Brasil só às 23h45 de ontem.

No vôo 995, a informação de que a aeronave voltaria a Miami causou apreensão entre alguns passageiros. “Pensei que tinha sido algo sério e que todo mundo iria morrer”, disse a estudante Amália Teixeira, de 15 anos, que estava em um grupo de 40 adolescentes de Ponta Grossa, no Paraná, que tinha ido de férias a Orlando. “Depois que tudo se acalmou, achamos que a gente teria que dormir no aeroporto.” Os passageiros tiveram de ficar no avião enquanto ele ficou em solo, em Miami. Segundo a companhia, quem descesse só teria chance de voltar ao Brasil em três dias.

Mais nervosos ficaram os pais de 11 adolescentes de Ribeirão Preto que também voltavam de Orlando, na primeira viagem ao exterior. Eles haviam chegado em São Paulo na noite de anteontem e se hospedado em hotéis, esperando encontrar os filhos na manhã de ontem.

A informação de que o avião não chegaria no horário veio às 2h30, quando os adolescentes passaram a ligar para os pais, de dentro do avião. Sem saber da pane dos geradores de Manaus – e desconfiados de que o problema pudesse ser mais sério -, vários pais tentaram contato com a Infraero. Quando receberam a informação da estatal de que estava “tudo normal” nos aeroportos brasileiros, ficaram ainda mais preocupados. “Aí pensei: é um problema no avião ou tem terrorista ali”, disse Fernanda. A preocupação só acabou quando o avião pousou nos Estados Unidos – e quando as primeiras notícias sobre os problemas no Cindacta-4 foram divulgadas.

 

Os adolescentes emocionaram-se ao reencontrar os pais, em Guarulhos. “Quando o vôo chegou em Miami outra vez, não sabíamos quanto tempo demoraria para a gente voltar ao Brasil. Ficamos preocupadas. E também estávamos com saudades”, explica Bruna Morandini, sobre as lágrimas das colegas.

Os passageiros dividiam-se sobre os efeitos do vôo em suas futuras viagens. “Infelizmente tenho que viajar bastante. Estou com medo de voar sim”, disse o diretor de marketing Alexandre Gibim, de 35 anos. O cansaço, porém, era o que mais incomodava os recém-chegados. “Embarquei em Miami depois de uma viagem desde São Francisco”, disse a bióloga Cecília Vergana, de 43 anos, que estava com o marido e os dois filhos pequenos. Ela contou que ficou constrangida com o comentário do comandante sobre a falta de resposta dos operadores. “Deu uma certa vergonha de ser brasileira.”

 

SALGADO FILHO

Os passageiros que transitaram pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, voltaram a conviver com demoras intermináveis para embarcar e desembarcar. A causa, mais uma vez, foi a neblina. A pista fechou para pousos e decolagens às 6h38, reabriu para decolagens às 7h41, voltou a fechar às 8h40 e só foi totalmente reaberta às 10h55.

Alguns passageiros de um vôo para o Rio que a Gol cancelou ficaram muito irritados e passaram às agressões verbais contra os funcionários. A Gol retirou os atendentes dos guichês por uma hora e 15 minutos, período em que conseguiu vagas em outros vôos para quem perdeu a viagem.

Marcado para sair às 20 horas para o Rio, o vôo JJ 3414 da TAM teve overbooking e atraso. Após anunciar um problema de manutenção técnica no avião, a TAM mudou o horário do vôo várias vezes. Os passageiros embarcaram às 22h57, mas até as 23h30 a aeronave não havia saído do solo. A Assessoria de Imprensa da TAM informou que o avião passou por uma manutenção não programada.

O vôo também teve overbooking. A TAM pediu dois voluntários para ficar e embarcar hoje ao meio-dia. A empresa ofereceu hospedagem, alimentação e R$ 300 em crédito de passagem. O balcão da Anac no aeroporto informou que, devido a reclamações de overbooking no vôo, foi aberto um procedimento para apurar o caso.

 

 

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23 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

O sonho interrompido.

O sonho interrompido.

 

Esta semana, que começou no dia 15 de julho de 2007, não foi uma boa semana.

Não foi uma boa semana nem para mim nem para o Brasil.

O sonho de um companheiro de toda uma vida foi bruscamente interrompido por um câncer de pulmão, que rapidamente o levou de nossa companhia.

O meu primo, Sérgio Barroso de Assis Fonseca, professor emérito da UNB, que galgou todas as fases da carreira pedagógica superior chegando a vice-reitor antes de se aposentar, foi sepultado nesta quinta feira passada.

Somos os dois nascidos em 1944, sendo o Sérgio seis meses mais jovem do que eu. Em Belo Horizonte, sempre fomos companheiros em todas as coisas e aventuras do tempo de juventude.

Sergio tinha um sonho, como o meu sonho, de que de alguma forma algo se pudesse ser feito, para que como em um passe de mágica, estes pulhas que se apresentam como políticos pudessem repentinamente desaparecer, dando lugar para as pessoas decentes, que realmente pudessem fazer algo melhor para o Brasil, para que seus filhos pudessem viver em um mundo sonhado por nossos pais.

Às vezes pensávamos juntos, as coisas que poderiam ser feitas para mudar este rumo insano que está caminhando o Brasil. Ele achava que eu era um pouco otimista demais, e talvez tivesse razão, mas não posso mudar, vou seguir lutando por mudanças drásticas mas para melhor. O câncer interrompeu os sonhos do Sérgio. Vou sentir muita falta dele.

Esta semana também foi muito mal para o Brasil.garcia-e-asistente.jpg

Depois de longa espera e esperança, 184 pessoas conseguiram embarcar em um avião em Porto Alegre rumo a São Paulo. Eram de idosos a crianças, passando por uma senhora grávida de sete meses.

Os sonhos de todos estes brasileiros foram interrompidos bruscamente, ao chegarem a seu destino.

Por uma razão ainda parcialmente desconhecida, o avião que os abrigava e transportava, não conseguiu parar na pista do aeroporto de Congonhas, e acabou por se espatifar contra um prédio fora dos limites do aeroporto, se incendiando e matando todos a bordo.

Uma tragédia, Uma tragédia.

Esta é a segunda tragédia aérea do governo do Lula. Foram apenas dez meses entre uma e outra, sendo que ambas foram em seus respectivos tempos as maiores tragédias aéreas da história deste país.

“Nunca na história deste país” se apreciou tanto descaso pelo sofrimento das pessoas de classe média como neste governo.

Eu queria sinceramente parar de bater no governo (ou desgoverno) do presidente Lula, mas não tem jeito, ele não ajuda em nada.

E para coroar toda esta falta de governo, os seus ministros escolhidos a dedo, depois de muita polêmica, não param de falar besteiras e fazerem gestos obscenos em público, mostrando total descaso pelos cidadãos deste país.

E o Lula não faz nada. E quem cala consente. Eu pessoalmente acho que o Lula, está aprovando estas maluquices que são ditas e feitas pelos seus ministros, porque ele os mantém em seus postos, e os presenteia com concessões como aviões particulares etc.

Eu gostaria de ver o Ministro Mantega dizer para as famílias das pessoas mortas e incineradas no acidente do vôo 3054, que isto é apenas um reflexo e conseqüência do estupendo crescimento econômico desempenhado pelo Brasil durante o Governo Lula.

Gostaria também que como conforto para as pessoas e parentes das vítimas do acidente do vôo 3054, a ministra  Marta sinistra se apresentasse e repetisse as famosas palavras “relaxa e gozem, porque depois tudo vai ser maravilhoso”.

E que o conselheiro mor do presidente, Marco Aurélio Garcia o apresentasse em público, batendo com a palma da mão, em cima da outra mão fechada, e dizendo: “viram como estes bestas se f…..”fina-flor.jpg

Enquanto que seu assessor ficava ao lado imitando o gesto da cópula.

E o Waldir Pires, mostrando uma enorme surpresa, diria: “acidente, não vi nenhum acidente. Isto deve ser coisa que os inimigos do país devem estar inventando para desestabilizar o governo”

E para não faltar ao seu desempenho, o Lula se apresentaria e faria seu discur5so predileto:

“e, nunca na história deste País, tive tanta confiança em meus assessores e como sempre, ponho a mão no fogo por eles.” “ Estas pessoas da zelite, estão é gostando que o circo pegue fogo, para tentarem desta forma impedir que o sucesso de meu governo seja reconhecido pelo povo de meu país”

“ estou profundamente triste com estes acontecimentos e tragédias que recentemente abalaram nossa nação, mas como disse o Ministro Mantega, sempre ocorre alguma tragédia quando se está em marcha acelerada como anda correndo o Brasil.”

“ E como disse a ministra Marta Sinistra, neste momento de tristeza profunda vocês devem relaxar e gozar, preparando-se para melhores dias que estão por vir.”

“e depois da confiança demonstrada pelo nosso corajoso ministro da defesa o Waldir Pires, em nossa aviação, estes pequenos problemas estão em sua reta final e serão resolvidos em uma data próxima”

“estou dizendo isto, porque ontem dei uma ordem expressa para que todos os problemas sejam resolvidos e assim serão.”

Aplausos ou vaias?

Vocês decidam.a-catastrofe.jpg

 

Voltando para a realidade, temos reportagens         indicando o maior descaso feito por este governo aos mecanismos de segurança aérea do país. Os radares do sistema SIVAM, estão sucateados e as estações desativadas ou não funcionando. Os aviões Super Tucanos, que deveriam estar patrulhando a Amazônia, foram transferidos para Goiás, os sistemas de comunicação como telefones remotos estão sem funcionar e os radares que deveriam abranger todo o sistema estão apenas acompanhando parcialmente os vôos comerciais acima de três mil metros.

Os traficantes estão soltos para voar abaixo desta altitude e nada pode ser feito. E gastamos para isto, a bagatela de 1,7 bilhões de dólares.

As rotas do leste estão sendo monitoradas pelos antigos radares do sistema Frances da Tomson. As modernizações necessárias ao sistema estão esperando a verba que no momento está ocupada a preencher a lacuna do “Superávit Primário”.

É, mas as reformas superfaturadas dos estacionamentos e saguões dos aeroportos, “para dar comodidade e luxo para os viajantes”, no comando do ex e agora deputado Carlos Wilson, estão lindas e a todo o vapor.

Seria uma boa idéia, construir também um anexo aos aeroportos para abrigar uma parte do IML e dos necrotérios, para agilizar e confortar os parentes das vítimas nos acidentes que apenas começaram.

Eta Brasil.

 

E para não deixar de mostrar uma boa reportagem escrita por um excelente repórter. Leiam o texto do Reinaldo de Azevedo, retirada de seu Blog, intitulada:

 “Os nojentos”

 

Asquerosa!

Deprimente!

Revoltante!

Vagabunda!

Delinqüente!

 

A que outras palavras se pode recorrer para definir os gestos despudorados do velho Marco Aurélio Garcia (publico acima, de novo, o vídeo), assessor especial de Lula, e do ainda jovem Bruno Gaspar, assessor de Imprensa? Vejam aí: a maturidade não faz o decoro. Num, a idade foi acrescentando tolice, fatuidade, arrogância. No outro, a falta dela confere jactância, fanfarrice, prepotência. E o velho, ali, era o retrato bem-sucedido do moço. Marco Aurélio é Bruno quando maduro. Bruno é Marco Aurélio quando jovem. Essa gente é uma espécie.

O Brasil ainda chora quase 200 vítimas; enlutadas, as famílias anseiam, ao menos, pelos despojos de seus mortos, para que possam concluir suas respectivas tragédias, já que aqueles a quem amavam lhes foram arrancados, surrupiados, seqüestrados por um governo incompetente; que, quando não é só incompetente, consegue ser pior porque incompetente e corrupto. Corrupção e incompetência fartamente documentadas justamente na Infraero, especialmente na reforma do Aeroporto de Congonhas, mortalha de inocentes; picadeiros de palhaços da morte; valhacouto de assassinos.

O que tanto comemoravam aquelas duas tristes figuras? Quem Marco Aurélio achava que estava f_ _ _ _ _o? Quem estava sendo violado pelo sr. Bruno Gaspar? Quais eram seus inimigos imaginários que estavam ali sendo subjugados em seu festim patético? Por que tripudiavam, eufóricos, sobre 200 mortos, sobre histórias interrompidas, sobre famílias moralmente destruídas, que, a esta altura, não têm de seu nem os corpos para enterrar, carbonizados que foram na pira da incúria, da loucura, da irresponsabilidade, da prevaricação? Por que festejam estes vândalos? Qual foi a grande vitória que obtiveram? Quem o assessorzinho chama de “filho da puta”?

A resposta é simples e chegou a este blog na pena dos acólitos, da Al Qaeda eletrônica, dos esbirros menores da ditadura da corrupção, da incompetência e da vulgaridade. Para estas alimárias, a matéria de William Bonner, no Jornal Nacional, provando que a aeronave estava com um dos reversores desativado (e que enfrentara problema no dia anterior ao do acidente) livrava o governo de qualquer responsabilidade. Mais uma vez, a “mídia”, inimiga eterna de ditadores e, por que não?, dos petistas, seria, então, acusada de conspiração. Como se a informação não tivesse sido tornada pública pela própria mídia que se procurava execrar, ferrar, violar, subjugar, submeter, humilhar.

Feios! Sujos! Malvados!

 

Só que não prova nada! O reversor desativado lhes saiu pela culatra. Todos os técnicos, incluindo a voz oficial da Aeronáutica, sustentam que, em pista adequada, é perfeitamente possível aterrissar sem o reversor — de fato, sem os dois reversores. Ele pode ajudar a diminuir a velocidade de um avião, mas, deixam claríssimos os especialistas, naquela situação vivida pelo AirBus, teria sido inútil. Sabem o que isso significa? Que a hipótese de problema na pista, em vez de ter diminuído, aumentou. A reportagem do Jornal Nacional, não obstante, é muito importante: em sua entrevista coletiva, Marco Antonio Blogna, presidente da TAM, omitira tal dado. Disse que a aeronave estava em perfeitas condições. Poderiam até ser adequadas, mas perfeitas não eram. Também omitiu que a mesma aeronave quase saíra na pista no dia anterior ao acidente. A relação Infraero-empresas-Anac, vai ficando evidente a cada dia, não pode ser mais obscura, confusa, estranha. Sargento Garcia e o Tonto vibraram inutilmente.

Vocês leram; os posts estão nos arquivos. Desde a primeira hora do acidente, apontei a responsabilidade do governo, seja lá qual for a causa desta tragédia em particular. Tanto é, que Lula vai hoje à TV anunciar medidas. Os três órgãos que cuidam do setor são subordinados ao Executivo: Infraero, Anac e Ministério da Aeronáutica. Lembrem-se: quase uma hora depois do acidente, não se sabia que avião ardia em chamas, não se sabia o nº do vôo, não se sabia nada. Trata-se do maior acidente aéreo no mundo em cinco anos. Na história da aviação, é a primeira vez que um país registra dois casos tão graves em prazo tão curto: 10 meses. Não! Ocorre que este governo não suporta cobranças. Como fica claro num vídeo que postei ontem, Lula ainda espera que lhe sejamos gratos por cumprir tão mal as suas obrigações.

Desde o primeiro post sobre o caso, a Al Qaeda eletrônica tenta se infiltrar aqui. A acusação estúpida, maledicente, que segue o velho princípio de acusar os adversários dos vícios que “eles” têm, é que eu estaria contente com a tragédia. A cobrança política que fiz foi tachada de exploração da dor alheia; foi chamada de insensível. O lema passou a ser, então: “Vamos parar de politizar o acidente”. Revejam o vídeo de Marco Aurélio e de Bruno Gaspar. Agora respondam: quem, de fato, explora a tragédia? Quem se ocupa unicamente de sua dimensão política? Quem, com efeito, está mais preocupado com a imagem do governo do que com a dor das famílias dos mortos?

Marco Aurélio, o Dom Giovanni da ditadura do proletariado, e seu Leporello pegador, de crachá e camisa amarrotada, são mais indecorosos pelo que pensam do que pelos gestos obscenos que fazem. São o retrato de um governo mais interessado em achar uma desculpa do que uma resposta; mais interessado em se safar do juízo da opinião pública do que em resolver um problema. E poderia ser diferente? Garcia é um dos artífices de nossa política externa; foi o homem enviado por Lula à Venezuela, logo nos primeiros dias de seu primeiro mandato, para atestar a “democracia até em excesso” de Hugo Chávez. É o pensador por trás da aproximação de Lula com as ditaduras islâmicas. É, não custa lembrar, co-fundador, com o Apedeuta, do Foro de São Paulo, um ajuntamento de partidos e grupos de esquerda da América Latina em que as narcoguilheiras Farc têm assento. Presidiu o PT durante a crise do dossiê e foi um dos formuladores da tese de que se tratava, vejam só, de uma tentativa de golpe de Estado.

 

Tremores e desculpa

Marco Aurélio resolveu dar uma pequena entrevista se explicando, com seus óculos redondinhos, como a anunciar que atrás daquelas lentes mora um intelectual refinado. Nós vimos. Classificou as imagens de “clandestinas” e disse que, em público, não se comportaria daquela maneira. Falo já disso. Clandestinas? Ele estava no Palácio do Planalto, na sede do Poder Executivo. Talvez ignore, mas aquele é um espaço público, e ele podia ser visto próximo à janela. Ninguém invadiu a sua casa para flagrá-lo na intimidade. Muito ao contrário. O que ele esperava? Que o cinegrafista, vendo-o ali, desligasse por pudor a câmera? Talvez sim. Os indecorosos sempre esperam que os decorosos se intimidem. Contam com isso.

Mas estupenda e reveladora é sua afirmação de que jamais faria aquilo em público. Ora, todos sabemos, não é? A frase é um emblema. Existe o petismo público e existe o petismo de corredor; existe o petismo para a massa de néscios, e existe o petismo para os escolhidos; existe o petismo oficial, e existe o petismo não-contabilizado, paralelo, caixa dois. Estamos falando, afinal, desde sempre, de um esquerdista para quem, por definição, a moral está a serviço de um projeto. E, na trajetória da esquerda, nunca importou quantos poderiam ou precisariam morrer para que esse projeto se realizasse.

“A nossa moral e a deles”

Marco Aurélio não vem da banda do PT stalinista. Vem do trotskismo — e ele não se curou: ficou mais doente. Porque agora aderiu também à vida pançuda da burocracia estatal. Trotsky é autor de um célebre texto em que fala da “nossa moral [dos socialistas] e da deles [dos burgueses]” Saibam, leitores: tudo aquilo que reconhecemos como escrúpulo, decência, limite, individualidade, respeito ao outro, tudo isso não passa da moral burguesa, a ser descartada liminarmente em nome de uma outra moral, uma doutrina aberta que, supostamente, vai-se construindo na história, mas que, de fato, atende exclusivamente aos interesses do partido encarregado da revolução. No caso, a revolução possível: essa porcaria que o PT vem fazendo.

Para realizar seus objetivos, temos outros exemplos, essa gente já demonstrou não ter limites e não se intimidar jamais. Nas suas explicações, ao ajeitar os seus óculos redondinhos, Marco Aurélio tremia feito uma gelatina. Era alguém acostumado, como se viu, a gestos bastante eloqüentes nos bastidores obrigando-se a fingir uma civilidade que, com efeito, não tem. Pelo menos, vá lá, é um medalhão do partido. E aquele outro coitado? E o Robin ideológico do Batman pançudo do socialismo?

Acusam seus adversários daquilo que eles próprios fazem. Não! Eu não celebrei a morte de ninguém. Lamentei. Lamentei todas elas e uma em particular, a do deputado Julio Redecker (PSDB-RS), e já expus aqui os motivos. Ah, eles sim. Eles tentaram comemorar o que seria a vitória sobre os adversários. Na entrevista, Marco Aurélio teve o mau gosto adicional de citar os mortos, que seriam a causa original de sua indignação. Conversa! Ele julgou, junto com o seu “Menino Prodígio” rompedor, que a fatura estava liquidada. Para ele, Lula havia ganhado mais essa. Para ele, Lula havia derrotado os 200 mortos.

Mas não derrotou. Eles lhe pesam sobre os ombros, junto com os 154 do avião da Gol. Hoje o demiurgo fala. Embora “não tenha nada com isso”, vai anunciar medidas. Se não der um pé no traseiro do Batman Gorducho e do Robin matusquela, estará repetindo ele próprio o gesto de seus subordinados. E, aí, para todo o povo brasileiro. Nunca uma gente tão baixa chegou tão alto. E, por isso, morremos assim: esturricados na fogueira de sua incompetência.

E saibam: eles sempre podem ir um pouco mais longe.

Vejam o vídeo no link:

 

http://www.youtube.com/watch?v=dai2DYOiu9U&eurl=http%3A%2F%2Fveja%2Eabril%2Ecom%2Ebr%2Fblogs%2Freinaldo%2F

 

E aproveitando o embalo, vejam a fúria do Reinaldo para com o Marco Aurélio Garcia:

 

Marco Aurélio Top, Top, o Rei do Tártaro

 

Marco Aurélio, o do “top, top”, agora está acusando a mídia de explorar evento privado. Ele vá fazer coisas privadas em sua casa. Despudorado! Tivesse alguma reserva de dignidade, pediria demissão.

Este senhor cuida tão bem das idéias quanto cuida dos dentes. É o verdadeiro Rei do Tártaro, tanto o odonto como o mitológico. Os petralhas vão dizer que este é um dos meus “argumentum ad hominem”. Não é: pela absoluta ausência do segundo termo da expressão. Ele tem aquela boca porque quer. É uma escolha, não uma determinação da natureza. Talvez um dentista desse um jeito na sua boca, mas não há o que possa consertar a sua alma.

Suas idéias não seriam menos repugnantes se ele fosse um Apolo, mas não posso deixar de apontar que ele é dono de impressionante coerência paradigmática, adaptando a aparência à essência, numa cadeia de repugnâncias.

Ele vai permanecer no cargo, prova cabal de que o estado brasileiro foi seqüestrado por uma súcia. O texto, abaixo, em que trato de suas obscenidades morais tem publicados, até o momento em que escrevo este post, 495 comentários. Deve ter recebido o dobro disso. É que muitos leitores ultrapassam, muitas vezes, a linha da indignação. Até compreendo os motivos. Há um casamento perfeito entre a demanda por higiene física e a demanda por higiene moral. Mas recomendo alguma contenção.

 

 

 

  

 

  

 

20 jul 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | 1 Comentário

O sonho de uma Suíça.

O sonho de uma Suíça.

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” (Rui Barbosa)

Eu mudei as referencias do blog.

Virei revolucionário e eu quero convencer ao maior número de pessoas possível de que existe um meio de se dar um golpe não no Brasil, não no presidente e assumir o comando da nação. Isto seria impensável.

Este tempo já passou.

Mas eu quero dar um golpe no congresso.

Fazer uma reforma legal, corrigir as discrepâncias da constituição, fazer a reforma política, instituir o imposto único, fazer mudanças no judiciário, corrigir o nefasto código de transito, mudar as regras do executivo limitando o número de medidas provisórias, criar um foro parlamentar e levar os parlamentares acusados a um rito sumário com júri popular obrigatório. Criar a figura do magistrado de transito, e fazer esta corte especial zelar pela educação no transito, criar uma agência especial da educação, totalmente autônoma com verba dedicada e com foco na educação primária e elementar, coibir o ensino superior totalmente gratuito.

E depois de criar todas estas mudanças, entrar com elas no congresso, e em vez de apresentá-las à apreciação, obrigar os parlamentares a aceitarem todas estas mudanças com o apoio da OAB, MP, Forças Armadas, e pelo menos dois milhões de cidadãos cansados de serem violentados em seus direitos.

Esta é a minha idéia de revolução.

Eu não tenho a mínima intenção de tocar no mandato do presidente Lula. A revolução que tenho em mente é deixá-lo como está com os seus 58 milhões de eleitores, mas governando um país sério, sem maracutaias, e sem infinitas medidas provisórias, e sem parlamentares comprados.

Não tenho a certeza de que ele gostaria de ser presidente de um país sério.

Eu não queria falar mais dele, mas não tem mesmo jeito.ideias-de-jirico.jpg

 

O Lula, em recente discurso em dissintonia com seu ministro da fazenda, disse que sobre as altas tarifas, não tem nada de errado com elas. São elas que pagam todos os serviços que desfrutamos, e não tem jeito, tem mais é que pagar mesmo. Como é possível querer viver em um país moderno de graça. Eu não estou escrevendo exatamente as palavras do Lula, mas foi este o tom de seu discurso.

O Lula recentemente diz que o brasileiro gosta de falar mal de seu país, e que nunca viu um suíço falando mal da Suíça.

O Lula endoidou de vez, comparando a Suíça com o Brasil. Será que o Lula que a Suíça, é o país mais bem armado do planeta, e que seu exercito é composto por reservistas que guardam em casa suas armas de guerra para qualquer eventualidade? Será que ele sabe que apesar de quase todo mundo ter armas de guerra em suas casas, o índice de violência e crimes é dos menores do mundo? E agora, mostrando um total desprezo pelas pessoas nas filas dos hospitais, nas filas e nos saguões dos aeroportos, nas pessoas construindo prisões para se protegerem dos bandidos nas ruas, dos índices escolares, os piores do mundo, do crescimento pífio do Brasil comparado aos seus competidores, das estradas em péssimo estado, ele diz que os exorbitantes impostos cobrados dos brasileiros estão pagando pelos magníficos serviços prestados com estes impostos.

Como na Suíça.

Ora bolas seu Lula tudo tem limites. As suas abobrinhas estão ficando cada vez mais ousadas, e as suas asneiras cada vez mais cansativas, o seu despreparo cada vez mais aparente. O povo está cansado é de pagar impostos que em vez de se transformarem em serviços para a população, se transforma em mensalão, em dinheiro aloprado, em cartões coorporativos, em aero lula, em genialidade da Lulinha, e em churrasquinhos marca Lorenzetti na granja do Torto.

O povo está cansando sim, e é por esta razão que você foi vaiado, não uma vez, mas quatro vezes e seria vaiado mais cem vezes se o povo tivesse esta chance.vaia.jpg

E não se esqueça de uma antiga frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.”

O povo está acordando, e este povo é que vai fazer o meu sonho se tornar realidade.

Eu quero marchar e tomar o congresso, votar as medidas e transformar o Brasil em um país governável e decente, e que o Lula se quiser permanecer como presidente vai ter que aprovar as reformas e governar um país que depois das reformas propostas vai ficar melhor do que a Suíça.

 

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14 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

O sonho de um golpe.

 

 

O sonho de um golpe.

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” (Rui Barbosa)

Vamos pensar em um multirão para se construir uma casa grande para abrigar várias famílias.

Para que dê certo, tem que:

1. Primeiro se fazer um projeto de engenharia.

2. No projeto, deve-se aproveitas as idéias funcionais existentes e adequar às necessidades.

3. Depois consultar todos os envolvidos.

4. Depois fazer uma pesquisa sobre os preços e qualidades do material.

5. Depois contratar pessoas competentes para execução da obra.

6. Para que tudo dê certo, todas as dependências dos integrantes devem ser bem equiparadas.

7. Os integrantes do multirão colaboram com o que lhes tocar fazer.

8. As funções dos integrantes devem ser também igualmente distribuídas.

O multirão é uma obra democrática aonde com a cooperação de todos, todos se beneficiam igualmente.

Se for executado na forma descrita acima tem uma grande chance de dar certo.

Vamos a outra forma de fazer a mesma coisa:

1. Primeiro consegue-se as pessoas para colaborarem.

2. Depois de juntas coleta-se o dinheiro para a obra.

3. O iniciante da idéia, pega o dinheiro compra os materiais e começa a construção.

4. Não existe projeto, tudo é feito de acordo com os planos orais.

5. Cada um decide como fica a sua parte.

6. Cada um faz o que pensa ser o certo.

7. Sem projeto, os materiais são desperdiçados, pois tudo ou quase tudo tem que ser refeito.

8. O dono da idéia inicial sente-se no direito de fazer o melhor para ele.

9. Começam as desconfianças e reclamações, e geralmente a obra pára.

Da forma como foi descrito acima, pode parecer também uma democracia, mas de fato não é.

Em uma democracia, os trabalhos e os dividendos são repartidos de acordo, e qualquer dúvida tem que ser esclarecida antes do início dos trabalhos, por isto a razão da existência do projeto é tão importante, pois no papel pode-se vislumbrar qualquer dúvida que esteja aparecendo, e procurar os devidos esclarecimentos.

Na sociedade moderna, o principal projeto de uma democracia é a constituição, que define as normas, os direitos e os deveres do cidadão.

Uma constituição deve ser bem simples. Não deve conter muitas definições, apenas os direitos e deveres das necessidades de uma sociedade moderna. Os detalhes devem ser feitos na legislação ordinária.

Quando se tenta construir algo sem o devido projeto, ignorando as coisas mais práticas, acaba-se tendo que modificar, e adaptar, e nunca fica funcionando perfeitamente. E depois de muito adaptar, chega-se à conclusão que tem que derrubar tudo, fazer um novo projeto e construir corretamente, para que a obra finalizada possa ser duradoura.

Assim, está a nossa constituição, que foi feita em um espírito de revanche, sem um projeto real, ignorando as constituições de democracia sólida para servir de exemplo, cheia de idéias novas e não comprovadas, feita como um código legal, muito detalhada em certos pontos e totalmente cega em outras instâncias.

E mais, foi elaborada e aprovada por legisladores inexperientes e outros experientes, mas corroídos por um espírito de vingança e tentando corrigir as desigualdades sociais por decreto, impuseram condições inatingíveis, mas que estão aí levando o país para o buraco, protegendo uma classe de pessoas que não colaboraram nunca com nada. A nossa atual constituição foi o que gerou depois de 19 anos de existência este estado de ingovernabilidade que está beneficiando apenas quem pode, ou tem o poder de mudar as coisas, e que obviamente sem interesse que isto aconteça, produz cada vez mais maneiras para que as coisas continuem como estão. Não existe nenhuma forma de mudar esta plutocracia para uma verdadeira democracia sem algum tipo de golpe de estado.

O golpe de estado, quando dissolvem o congresso, e demitem o presidente, é geralmente seguido de um estado de barbárie, desgoverno, despotismo, que negam o estado democrático de direito, e por esta razão devem ser evitados a todo o custo.

A menos, que se consiga fazer um golpe de estado que coíba estas tendências daninhas ao regime social democrático.

E aí nasceu o meu sonho.

Tem que se aplicar o golpe apenas para corrigir a obra feita sem projeto.

Com o apoio das forças legais influentes que são os representantes da OAB.

Constrói-se um novo projeto constitucional, baseado nas constituições de países que estão funcionando, adaptadas às nossas necessidades.

Convoca o apoio da Forças Armadas, e do povo em geral, que deverá apoiar o esforço com um números de assinaturas de concordância de no mínimo 2 milhões de assinaturas.

Com estes parâmetros, ocupa-se o plenário do congresso, e com novas regras organizacionais desta casa, se demite todo e qualquer representante que esteja se fazendo de representante sem ter sido votado, e que se tiver sido votado tenha pendências judiciais resolvidas ou não resolvidas.

Com novas regras eleitorais comandadas e pensadas pela OAB, convocam-se imediatamente novas eleições gerais.

Não se toca no mandato do presidente, que eleito com voto popular, se mantém no poder mas deve se adaptar e aprovar as novas regras constitucionais.

Eu penso que desta forma se suavizará a idéia de golpe ditatorial que não beneficia ninguém, mas apenas se troca de mosca ficando a merda no mesmo lugar.

Tomei a liberdade de publicar um artigo sobre a nossa atual constituição escrito por Peter Wilm Rosenfeld

CONSTITUIÇÃO X CONGRESSO

Por

Peter Wilm Rosenfeld

Quem acompanhou a elaboração de nossa Constituição Federal nos anos 1987/88, sabe que prevaleceu, em todas as discussões, o revanchismo em relação à “Redentora” de 1964. Foi batizada de “Constituição Coragem”, como se lê antes mesmo de seu Preâmbulo e de “Constituição Cidadã”, pelo Deputado Ulysses Guimarães em seu discurso quando da promulgação, em 05 de outubro de 1988.

A leitura desse pré-preâmbulo, “A Constituição Coragem” revela quão inviável ela se provou desde o início. Exemplos dessa afirmativa são os dois últimos parágrafos:

Andou, imaginou, inovou, ousou, ouviu, viu, destroçou tabus, tomou partido dos que só se salvam pela lei.

A Constituição durará com a democracia e só com a democracia sobrevivem para o povo a dignidade, a liberdade e a justiça.

Originalmente continha 232 artigos, com uma infinidade de parágrafos e de incisos, além de 12 Disposições Constitucionais Gerais e de 70 Disposições Constitucionais Transitórias.

Passaram-se 19 anos desde então. E o que vimos ?

Já sofreu 59 emendas, sendo 53 emendas constitucionais e 6 emendas de revisão.

Das 70 Disposições Constitucionais Transitórias, a grande maioria ainda não foi transformada em definitivas, por pura e simples omissão tanto do Congresso como do Poder Executivo.

A leitura do Título I – Dos Princípios Fundamentais, levaria qualquer cidadão sério e responsável às gargalhadas(ou, talvez, às lágrimas), motivadas pela comparação do que está escrito com a realidade do que está acontecendo no Brasil.

O Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais, em seu Capítulo I, Dos Direitos Individuais e Coletivos, enumera 77 incisos, muitos com várias ou muitas alíneas, de direitos ; não há referência a deveres. Aliás, a ausência da referência a deveres é marcante.

E, como é sobejamente sabido, a cada direito do cidadão deve caber um dever; inexistindo esse equilíbrio, passa a prevalecer o caos.

O Constituinte de 1988 julgou que, para prevenir futuros movimentos como tinha sido o de 1964, bastaria inserir dispositivos na Constituição que tornassem tais movimentos proibidos ou impossíveis. Belo raciocínio, quando se sabe que uma das características dos golpes é a de passar por cima de qualquer lei, inclusive da chamada Lei Maior.

No Brasil os políticos tem o mau costume de pensar primeiro em seus próprios interesses e só muito subsidiariamente nos interesses da nação ou do de seus cidadãos.

O melhor e mais acabado exemplo dessa afirmativa é que entre nossos 513 deputados federais e 81 senadores, há um sem número deles com pendências judiciais bastante sérias que, com um judiciário que verdadeiramente funcionasse, já teriam sido condenados. No Brasil, ao contrário, mesmo os criminosos são beneficiados com o incrível foro privilegiado que lhes proporciona uma vergonhosa impunidade !

Quando penso em termos de Constituição sempre me vem à mente a dos Estados Unidos da América do Norte, promulgada em 17 de setembro de 1787, que consta de apenas 7 (sete) artigos com um total de 21 seções. Sofreu, nesses 220 anos, apenas 27 emendas.

Isso porque os 55 verdadeiros cidadãos, chamados de Pais da Pátria, tiveram em mente os interesses dessa Pátria, e não seus próprios.

E, por essa última razão, impuseram aos futuros senadores e deputados uma série de obrigações e muito poucos direitos. Mais, por sua sabedoria e seu patriotismo, inscreveram na Constituição que, para ser emendada, requeria a aprovação de pelo menos 2/3 dos legislativos estaduais. Sabiam esses cidadão que a Lei Maior é demasiadamente importante para poder ser emendada à toda hora, em muitos casos à revelia do que os cidadãos e eleitores desejam.

Impossível que não venha à mente dos verdadeiros patriotas brasileiros (e, surpreendentemente, eles existem e não são poucos…) a pergunta de qual razão levou nossos Constituintes de 1988 e nossos políticos de lá para cá a não buscarem o exemplo de democracias consolidadas, em funcionamento há alguns séculos, ao redigirem a Constituição e a criarem legislações adequadas ao funcionamento de uma verdadeira democracia.

Na marcha em que estão indo as leis de nosso País e, ademais, a prática deturpada de muitas delas, estaremos em breve em situação semelhante à da Venezuela atual, do inconseqüente e amalucado Hugo Chávez: uma ditadura, com roupagem de democracia.

A inveja é um sentimento que não deveríamos ter. Em meu caso, sinto inveja dos paises que têm sistemas verdadeiramente democráticos, como o Reino Unido, o mais antigo de todos, os EE.UU. da América, a que já me referi, e tantos outros países, quer sejam repúblicas, reinados ou impérios.

E não me envergonho de dizer que a Constituição “Cidadã” de Ulysses Guimarães é a pior de todas quantas existem em democracias ou supostas democracias.

Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).

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12 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

O sonho da educação.

O sonho da educação.

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” (Rui Barbosa)

A educação básica brasileira é uma vergonha internacional.

Nas avaliações internacionais, sempre ficamos entre os piores, e nas ciências exatas, somos pior ainda.

Os nossos índices universitários, não são muito melhores, e as faculdades de ciências biológicas e médicas, formam pessoas incrivelmente incompetentes, que depois de formados irão fazer parte da saúde pública do país, inserindo no sistema sua incompetência enquanto esperam por uma vaga no serviço público, não como médico ou algo relacionado, mas alguma coisa como polícia rodoviário, polícia federal, ou algo parecido sem nenhum nexo com a profissão escolhida e diplomado.

Esta situação, está piorando todos os dias, simplesmente porque a educação básica piora todos os dias, e é a base do ensino universitário. O Brasil gasta pouco com educação. Gastamos com a educação aproximadamente 4% do PIB (Produto Interno Bruto) enquanto que a Argentina, gasta 12%. Em outras partes do mundo gastam mais, a Coréia do Sul gasta 20% do PIB.

E gastando pouco, ainda gastamos mal, desta cifra do PIB, que chega à cerca de R$110 bilhões, 75% são gastos com a educação superior, que depende do ensino básico para funcionar, e onde são gastas apenas 25% do orçamento da educação.

Para melhorar o ensino no Brasil, precisamos inverter esta distribuição orçamentária da educação, e aumentar os gastos com ela, a Educação Básica.

Em nenhum país evoluído do mundo existem universidades inteiramente gratuitas. Tudo a que se refere às universidades, tem um custo para o usuário. E as universidades, são todas mantidas com o seu lucro sobre os programas de desenvolvimento de projetos, os custos sobre os estudos, estacionamentos pagos, uso de laboratórios, etc. E são muito ricas, e pagam muito bem aos professores e as qualidades dos cursos estão sempre melhorando. Os projetos desenvolvidos para a indústria pelos monitores e alunos, não somente dão lucro como fazem a cama para os formandos que trabalharam no projeto que, geralmente são contratados pelas empresas que utilizaram os seus trabalhos.

Porque então, se temos um exemplo em várias partes do mundo, que um sistema assim está dando certo, não adotamos uma coisa parecida no Brasil? Muito simples a resposta, aluno da escola do ensino básico não vota, então não precisamos contemplá-lo com muita coisa, temos é que gastar com os que dão voto. Os universitários. Este é o pensamento político brasileiro e que não deixa o sistema ser melhorado. Os professores universitários, que nunca souberam ganhar o próprio dinheiro, e se formaram dentro de um sistema paternalístico, consideram a possibilidade de a universidade gerar o seu próprio dinheiro um sacrilégio, e sendo estes os principais elos do sistema, a coisa vai continuar como está.

E o sistema político, que se baseia nos votos do povo, se esmera em cuidar destes funcionários, para que os votos continuem a chegar. Eles votam e os meninos que se danem.

Eu tenho um sonho de como inverter esta situação. Temos que seguir os conselhos de dois mestres em ciência política.

Nicolau Maquiavel em o Príncipe, sua obra mais clássica disse: “…não há nada mais difícil de realizar, mais perigoso de conduzir ou de êxito mais incerto do que tomar a iniciativa na introdução de uma nova ordem de coisas. Porque o inovador tem como inimigo todos os que estavam bem nas condições antigas, e defensores pouco dispostos naqueles que talvez venham a ficar bem nas novas”.

E Mao Tse-tung, o lider chinês, que análogo do Maquiavel, dizia: “Somente a força pode mudar um sistema político implantado e atuante”

Então, com estes dois clássicos sobre os estudos da natureza humana se completando, estamos chegando à uma conclusão que somente à força poderemos fazer o que seria necessário para mudar esta indecência de congresso representativo, que apenas representam os seus interesses e que assassinam a ética e a decência em nome do conforto e do lucro pessoal.

Sempre fui contra a violência na política, e os golpes de estado, são com pouquíssimas exceções, seguidos de barbárie, injustiça, e despotismo. Mas os golpes de estado, como conhecemos, são em sua maioria desferidos contra o presidente eleito e algum golpista sempre ocupa o posto do presidente.

O meu sonho é diferente:

Temos que colocar pelo menos dois milhões de pessoas na esplanada dos ministérios, com ou sem as caras pintadas, e invadir o congresso, acompanhados dos comandantes militares, da OAB, e do Ministério Público.

Dentro do congresso, demitimos todos os representantes sem votos, Suplentes e legendas, e comandamos uma reforma constitucional, acabando com estas pastas, e convocamos uma eleição com as novas regras, que serão apresentadas e comandadas pelos os representantes da OAB. Esta reforma política e constitucional será completa, e envolverá os três poderes.

O presidente eleito continuará no poder, mas terá que aprovar estas reformas, e obedecer às modificações que lhe tocarem.

Esta revolução não será um golpe, mas uma reforma forçada e pacífica contra esta situação que está se formando, de ingovernabilidade extrema e que a atitude de poucos, pouquíssimos está prejudicando e impossibilitando o progresso e o futuro do Brasil.

Pode até parecer uma incoerência, mas o meu sonho é fazer uma revolução pacífica e sem nenhuma violência.

A única justificativa para a palavra revolução, é que esta palavra vem de revolta, que já existe no sentimento do povo contra esta oligarquia de ladrões e criminosos impunes disfarçados de representantes do povo.

Os representantes eleitos com os votos populares permanecem assim como o presidente eleito. Mudam-se apenas as regras.

E com esta reforma profunda, se tramitará também uma reforma do sistema educacional.

Eu penso que pode funcionar algo assim:

Por constituição, elabora-se um número da porcentagem do PIB que poderá e será usado na educação do povo.

Esta verba constitucional deverá ser no mínimo 10% do PIB e com uma previsão de aumento gradativo até alcançar a cifra de 20%.

Cria-se uma agencia federal da educação, que será totalmente autônoma e seus dirigentes serão apontados e aprovados pelo congresso nacional, com função vitalícia. O chefe da agencia educacional, deverá ao fim de cada ano prestar um depoimento no congresso e apresentar o que está acontecendo na educação do país e deverá se submeter à uma sabatina pelos membros.

O seu relatório poderá ser contestado por qualquer cidadão que não tiver de acordo com os dados apresentados.

Esta agencia se encarregará unicamente do ensino fundamental e básico.

O sistema universitário será temporariamente cuidado pelo MEC. As universidades públicas deverão gradativamente implementar programas lucrativos, os cursos deverão serem todos pagos, e se o aluno não tiver comprovadamente condição de arcar com estes custos, terá que se comprometer a reembolsar o governo do custo de sua educação e terá de apresentar um avalista para o seu compromisso. Se por acaso decidir mudar de curso terá de pagar por tudo que custou ao governo em seu curso anterior. Após sua formatura, a dívida poderá ser dividida em vários anos. Se não se formar terá de pagar pelo o que custou ao governo. Parte dos lucros das universidades poderá vir de estacionamentos que deixarão de ser gratuitos.

As universidades que puderem dentro de dez anos se tornarem lucrativas ou no mínimo auto-sustentantes, continuarão a existir por conta própria. As outras serão vendidas ou simplesmente extintas se não houver compradores.

Depois deste prazo, o MEC deixará de existir.

O Chile é nosso vizinho e o único país que apresenta uma economia de primeiro mundo e uma educação sistematicamente melhor do que a brasileira. Não é um país rico, existem ainda muitas diferenças sociais, existe analfabetismo, mas estão sendo sistematicamente melhorados. Eles privatizaram praticamente tudo. As universidades são pagas. E a economia deles apesar de menor do que a nossa, está com os pés no chão. Dando tempo, eles vão melhorar e fazer as diferenças sociais diminuírem, sem choques e sem violência.

Porque não podemos seguir o exemplo deles e caminhar no rumo certo?

Porque isto não é do agrado da classe política atuante no Brasil. Os nossos representantes não querem dividir as riquezas eles querem é roubar o mais possível. E sendo eles que fazem as leis, eles apenas fazem leis para perpetuar o “estatus quo”.

Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).

Estamos convocando voluntários para a revolução dos fracos.

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11 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | 3 Comentários

A raízes do sonho.

A raízes do sonho.

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” (Rui Barbosa)

Muitas vezes, senti vontade de parar de pensar em melhorar o Brasil. Estamos sendo todos os dias bombardeado pela mídia, que fazendo o seu papel de publicar as notícias, enche os meios de comunicação de notícias das impunidades, dos índices presidenciais, dos índices de crescimento e inflação que melhoraram porque mudaram se os métodos de pesquisa, notícias do PAC em que se baseia na transposição do Rio São Francisco, projeto nefasto condenado pelos próprios funcionários do governo responsáveis pelo assunto, mas que vai render propinas para as campanhas políticas de pessoas como Gedel e Ciro Gomes, representantes do coronelismo ultrapassado, mas que ainda mata.

Tenho amigos e colaboradores do Blog, que dizem que estou muito sério, para relaxar e gozar, conselho de ministra sinistra. E às vezes fico desanimado. Mas lendo a frase acima de um compatriota fracassado em suas ambições de ser um presidente para melhorar o Brasil. Mas um bem sucedido e respeitado pensador, que não conseguiu o seu sonho, mas em suas tentativas deixou um legado de exemplo e de perseverança espelhado em sua obra, de onde se retira os pedacinhos em forma de frases de efeito para seguir em frente, com um projeto um sonho e uma esperança.

Temos em nosso meio, político de rara plumagem ética e de raízes profundas herdadas de uma geração de pais e mães honestas que souberam transmitir a estes atuais políticos a vantagem de se viver honestamente com o fruto do seu trabalho e sem deixar um rabo exposto para alguém pisar.

Estes raros exemplos estão espalhados de norte a sul do Brasil, sem se misturar em picuinhas regionais e nem preconceitos de nenhuma espécie. Tenho citado nomes que apenas conheço pelos escritos e ações comentadas na mídia, mas que podem fazer sim parte de meu sonho de conseguir um Brasil melhor. Estes políticos vão se manifestando devagar e timidamente, largamente superados pela classe podre, mas que como óleo e água não se misturam.

Nunca havia antes mencionado o nome de Jarbas Vasconcelos, mas pela reportagem do jornalista Augusto Nunes ele pode ser uma das aves de rara plumagem que fazem o grupo da esperança do futuro do Brasil como Jefferson Peres, Eduardo Suplicy, Pedro Simon, Fernando Gabeira, e alguns outros poucos que em um futuro próximo estarei anexando à minha lista.

Leiam agora a reportagem do Augusto Nunes:

Augusto Nunes

Recife Jarbas Vasconcelos tinha 12 anos quando ouviu do pai a frase que jamais esqueceria: “Nunca volte para casa com marcas de briga nem dizendo que achou dinheiro na rua”, disse o rude e reto funcionário público. O menino nascido e criado na Zona da Mata entendeu o recado, mas assimilou a lição pela metade. Agora com 65 anos, o senador Jarbas Vasconcelos foi sempre um homem irretocavelmente honesto. Mas bom de briga também.

Na década de 70, integrante do combativo “grupo autêntico” do velho MDB, o jovem deputado brigava pela restauração da democracia no Brasil. As lembranças da guerra distendem o rosto sempre sóbrio, quase sisudo do senador pernambucano.

– Em muitas cidades, as janelas eram fechadas quando a comitiva aparecia – recorda. – Já discursei num comício sem ninguém na platéia. Ninguém.

Hoje incorporado ao diminuto bloco dos decentes, Jarbas briga pela restauração da moralidade no Senado. Ao ouvir os primeiros mugidos do rebanho suspeitíssimo, entendeu que Renan Calheiros deveria deixar a presidência. A teimosia de Renan transformou o pedido em exigência.

– Quem está sangrando não é o presidente do Senado, mas a instituição, que fede como um corpo em decomposição – repetiu na casa no Recife onde se refugia nos fins de semana, cercado de relíquias da arte popular sertaneja.

Como as coisas não são diferentes na Câmara dos Deputados, Jarbas suspeita de que pode estar no começo o pior quatriênio da história do Congresso.

– Vergonha não sinto, porque luto contra isso abertamente – ressalva. – O que sinto é um profundo desconforto, por ser senador e por pertencer ao PMDB. Sou um dissidente, como o senador Pedro Simon. O partido que ajudei a fundar não existe mais.

Promete seguir brigando no Senado com a mesma determinação dos tempos da ditadura.

– A renúncia de Joaquim Roriz não deixa de ser uma vitória, e Renan não vai resistir muito tempo no cargo – tenta animar-se.

Mas desistiu do PMDB. Acha que o partido não tem jeito. Perdeu de vez a compostura.

Por que continua por lá?

– Porque um político sem partido é um homem sem direção, e ainda não sei para onde ir – lamenta. – Nunca tive formação petista. Nem tenho formação tucana.

Se só lhe restassem esses dois caminhos, provavelmente optaria pelo que leva ao PSDB.

Ali tem muitos amigos, começando pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

– Acho que ele fez um bom governo, principalmente nos primeiros quatro anos – diz. – Não deveria ter permanecido.

Para Jarbas, o segundo mandato é sempre mais difícil.

– Sei disso por ter vivido a experiência – afirma. – O governante está mais desgastado, o entusiasmo diminui. A reeleição foi uma má idéia.

O tom de voz se torna mais agreste quando se refere ao PT.

– O partido sempre se apresentou como um templo da moralidade – registra. – Os petistas tinham soluções para tudo até chegarem ao governo. No poder, têm superado todos os limites da corrupção e da inépcia.

Convidado para figurar como vice-presidente na chapa vitoriosa em outubro passado, Jarbas acha que agiu com sensatez ao recusar a parceria. Incomoda-o particularmente o estilo de Lula.

– Ele nunca tem nada a ver com nenhum problema, só é responsável por êxitos eventuais – espanta-se o senador. – Nos momentos de crise, Lula fala como se fosse o líder da oposição ou um brasileiro comum.

Companheiro de calvário dos flagelados das salas de embarque, Jarbas se declara cada vez mais perplexo com as declarações do presidente sobre o apagão aéreo que já completou nove meses.

– Lula age como um passageiro qualquer – constata. – Critica a inexistência de uma política para o setor, cobra providências urgentes dos ministros, exige respeito das empresas aéreas. Mas é ele o responsável pelo apagão.

Jarbas atribui a programas como o Bolsa-Família o bom desempenho de Lula nas pesquisas.

– O assistencialismo rende votos – admite Jarbas. – Mas piora o Brasil e os brasileiros.

Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).

 Rir, pode não ser o melhor remédio, mas é paliativo, e ajuda.

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09 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO, POLÍTICA | Deixe um comentário

As dificuldades do sonho

As dificuldades do sonho

Sonhar é muito bom.

Existe uma linha de pensamento que afirma que quando você para de sonhar, está começando a morrer.

Sonhar porem tem que ter certas condições, e uma delas, talvez a principal, é sonhar com os pés no chão ciente de todas as dificuldades em realizar o seu sonho.

E o meu sonho, está repleto de dificuldades sendo a maior delas o “Estatus Quo” ou seja as coisas estão enraizadas bem profundas e para remover estas raízes vai ser difícil, mas pode ser feito.

O jornalista Laurence Bittencourt Leite comenta uma destas dificuldades de maneira brilhante:

Por Laurence Bittencourt Leite

Com toda sinceridade, na minha avaliação, a única classe política que existe no Brasil é a estatal. Só. E sua única produtividade é a burocracia. Essa classe política estatal é aquela mesma, por exemplo, que Emil Sader chamou de “burguesia mafiosa no poder”, ao falar do que resultou o socialismo da ex-União Soviética sob o stalinismo, e que foi tão brilhantemente acusada e acuada por Trotsky. E se a humanidade “não está condenada a qualquer destino pré-determinado”, aqui no Brasil, infelizmente, contrariando esse fato, podemos dizer que sim.
O governo atual (ia escrever apenas o federal, mas sei que serve como uma luva para os estaduais também) em nosso país, é aquilo que podemos chamar de “ídolo erguido” através de uma falsificação ideológica. Da mesma forma que o stalinismo “venceu” através de uma falsificação grosseira, inescrupulosa e sistemática do passado, aqui também ocorre o mesmo.
A imagem glorificada de um homem sem culpas ou manchas como grande parte da população carente (e também não carente) vê em Lula, não pode continuar. É um desejo meu? Certamente. Mas vale a pena. Certamente, que também não deve ser um objeto de um retrato onde só impere a fraqueza ainda que essa seja, talvez, a mais correta. Lula e seu governo são tão responsáveis por esse Brasil atual, como todos os governantes e partidos que já o precederam. O mundo não começou hoje.

Mas a grande revolução nesse país, insisto, ainda está por acontecer, que seria a construção e solidificação de uma cultura capitalista. Mas quem há de implantá-la? O golpe de Estado patrocinado e realizado pelos militares a partir de 1964 tinha esse objetivo, segundo todos os historiadores recentes. Tenho minhas dúvidas. O certo é que após a derrubada de Jango, o que vimos foi a implantação gradual, firme e ampla dos objetivos da esquerda ou das diversas esquerdas, com uma estatização sem precedentes no país. Como parênteses, um amigo meu de “esquerda” esteve recentemente no Chile. Voltou impressionado com o que viu de positivo. Chegou a dizer que o Chile era o único país da América Latina que parecia com a Europa. Deu vontade de perguntar qual a explicação para tal fato. Preferi o silencio, porque certamente, ele iria dizer qualquer coisa, menos que se deve a implantação de um regime de mercado na economia com privatização total.
Bom, mas voltando a nossa história, é possível dizer que mesmo com a parca iniciativa de industrialização iniciada por JK nos anos de 1950 foi contraposta (tanto é verdade que o próprio JK foi perseguido pelos militares) às idéias “esquerdizantes” dos militares. Eu sempre costumo dizer que a mentalidade esquerdista e a militar se não são siameses, chegam próximos (ok, o Chile foi exceção, mas que só confirma a regra). Daí minha tese de que a grande revolução a ser feita nesse país, continua sendo a de tirá-lo das traças medievais e da burocracia ineficiente estatal. Quem será esse homem? Quem? Ou qual partido? Collor esboçou um rascunho, mas foi abatido em pleno vôo, pelas forças que não admitiam (nem admitem) a intransigência com elas, alijando-as do processo. Sei que não foi apenas por isso, claro.
Por fim, resta repetir as palavras geniais e proféticas de Maquiavel no clássico “O Príncipe”: “…não há nada mais difícil de realizar, mais perigoso de conduzir ou de êxito mais incerto do que tomar a iniciativa na introdução de uma nova ordem de coisas. Porque o inovador tem como inimigo todos os que estavam bem nas condições antigas, e defensores pouco dispostos naqueles que talvez venham a ficar bem nas novas”.

laurencebleite@zipmail.com.br

 

 

E o Roris foi confiar em quem mesmo?

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08 jul 2007 Posted by | ÉTICA, O SONHO | Deixe um comentário

EU TENHO UM SONHO

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Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

http://www.portalafro.com.br/religioes/evangelicos/discursoking.htm

Este ativista americano, dos anos sessenta, e que foi assassinado em 1868, teve realmente um sonho, e conseguiu com suas marchas pacíficas, uma atenção da população americana para os abusos cometidos contra os negros. Este discurso, na íntegra no link acima foi em uma famosa marcha de Washington de 1963 onde ele marchou com seus seguidores, do capitólio ao monumento de Abraão Lincoln, de onde fez o seu pronunciamento.

Pelos seus esforços e pela sua atividade completamente pacifista, ele foi indicado e recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1964.

– De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

A famosa frase de Rui Barbosa, que está sendo incessantemente mencionada nos diversos blogs e comentários que acesso diariamente, apesar de real e verdadeira, está se tornando um clichê.

É uma verdadeira pena que as pessoas chegam a mencionar os escrito do famoso e ilustre baiano, sem mencionar outras do mesmo autor, que incitam às pessoas a fazerem algo a respeito desta falta de vergonha e de desgoverno que se tornou o sistema político brasileiro.

Rui também disse:

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” (Rui Barbosa)

Esta grande e gritante verdade deveria chamar aos brios os cidadãos brasileiros que estão reféns do sistema governamental, e dos três poderes. Todos os poderes estão de tal maneira entrelaçados, em uma promiscuidade daninha, e que se traduz em impunidade para os infratores que são constantemente alvo de matérias sérias na mídia, que são pegos diariamente com as mãos na massa, em gravações e filmagens vergonhosas feitas pela polícia ou por outros meios. Temos que lutar para que a lei e a honra prevaleçam.

Temos que ajudar os poucos como Simon, Peres, Gabeira, entre outros poucos que representam a tímida voz da decência entre este mar de indecência que se traduz em Congresso Nacional.

A esperança é o mais tenaz dos sentimentos humanos: o náufrago, o condenado, o moribundo, aferram-se-lhe convulsivamente aos últimos rebentos ressequidos. (Rui Barbosa – A Ditadura de 1893, IV-207).

E não está acontecendo apenas no congresso, está também o judiciário, todo armado para preservar a impunidade parlamentar. A indecência deste foro privilegiado, onde o parlamentar tem que ser julgado pelo Supremo Tribunal, é apenas uma desculpa inventada para dizer que o parlamentar não será punido.

Em 25 anos, o supremo julgou apenas 16 processos, e não condenou nenhum deles. É mole?

E a tal da prescrição jurídica? O parlamentar pego e comprovadamente culpado, sem nenhuma desculpa para não ser punido, como foi o caso do Jader Barbalho, que desviou quase 6 bilhões de reais do SUDAM, está protelando com artifícios jurídicos o seu julgamento ou julgamentos, e a maioria deles está prescrevendo na justiça, prevalecendo novamente a impunidade.

E esta barbaridade onde um político descaradamente culpado, para não enfrentar um Conselho de Ética, pede demissão do cargo para não serem cassado perdendo desta forma seus direitos políticos por oito anos.

É o caso do ACM e do atual governador do DF José Roberto Arruda, que como recentemente o ex-governador Roris, que renunciaram, chorando e pedindo perdão a Deus por seus pecados e se dizendo inocentes. Melhor jurando inocência em nome de seus filhos.

Eu duvido que tenham chorado enquanto recebiam seus dividendos frutos de suas roubalheiras.

E o executivo, embalado pela onda de impunidade, onde um presidente que deveria dar o exemplo passa as mãos pela cabeça de seus principais auxiliares pegos todos com a arma fumegante nas mãos, e depois quando não tem mais jeito, os chama de aloprados, e pronto está tudo limpo de novo. Onde o seu filho mais velho, se transforma em milionário instantâneo, embalado por empresas que têm grande interesse nas decisões presidenciais, e descaradamente diz que o menino tem talento e pronto, com isto fica explicado o inexplicável.

E se todo o sistema está armado, para se purificar entre si, sem prestar atenção ou dar satisfações a quem de direito, que são os eleitores que pagam os seus salários, se a justiça que deveria depurar o sistema punindo os infratores, ou está comprada ou amarrada em miríades de leis fantásticas ou retrogradas, ou se o executivo perdeu a vergonha, e está governando em seu próprio interesse, ou melhor, não governa e se refestela-se com o dinheiro dos eleitores, o que fazer?

Parece difícil esta situação, como a fábula do cordeiro e do lobo, que querendo uma desculpa para devorar o cordeiro, diz que ele está turvando a água que ele está bebendo. Quando o cordeiro diz que a água está correndo do lobo para ele e que se alguém está turvando a água é o lobo. O lobo vendo-se sem resposta diz que se ele não está turvando agora então turvou ontem o que vem a ser a mesma coisa. O cordeiro então diz que é a primeira vez qua vem a este riacho. E o lobo sem mais desculpas diz, se não foi você então foi seu pai ou seu irmão o que vem ser a mesma coisa e devorou o cordeiro de qualquer forma.

Em verdade, o lobo não precisava de nenhuma desculpa para devorar o cordeiro, pois tinha a sua força a seu favor, mas assim na marra poderia pegar mal.

Nós o eleitores somos as presas fáceis dos administradores, que pretendem se apoiar nas frágeis e retrógadas leis de nosso sistema para aparentar que estamos em uma democracia.

Não estamos em nenhuma democracia. Temos um sistema em que predomina a corrupção desenfreada, e onde se são pilhados com a mão na massa, não existe punição.

Pois aqui cem o conselho do Rui novamente:

Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).

Pois após esta entrada e destes conselhos do Rui Barbosa, este ilustre baiano, que infelizmente também é compatriota do ACM e do Gedel Vieira Lima o agatunado que foi agora nomeado o guardião dos seis bilhões de reais da transgressão contra o Rio São Francisco eu vou me basear no início do post:

Eu também tenho um sonho……

Não é um sonho realmente para mim, mas para o passado e o futuro.

O passado a que me refiro, foi a geração de meu finado pai e tios que sempre trabalharam honestamente, participaram da vida do país, sempre com a esperança tenaz que se referiu com propriedade o Rui, de que o Brasil deveria ter um futuro brilhante e que nós os seus filhos teríamos um grande orgulho em ser cidadãos deste país. Para eles o meu sonho, deverá ser uma homenagem póstuma aos seus esforços, no sentido de transformar o Brasil no país que eles tinham em mente durante a sua vida de lutas contra a tirania que agora vigora mais do que nunca.

O futuro a que me refiro, é a geração de meus filhos e sobrinhos para que eles sintam e desfrutem dos sonhos de meu pai.

O meu sonho….

Como vou descrever o meu sonho, falarei na primeira pessoa, mas poderia ser qualquer um que viesse a realizar este sonho, e que teria o meu voto e o meu apoio.

Eu quero organizar e realizar uma marcha na esplanada dos ministérios. Não uma pequena marcha como MLK em Washington, com um pequeno número de seguidores, amedrontados, seguindo o pastor.

Eu quero organizar uma marcha de no mínimo dois milhões de pessoas, sem medo e com as caras pintadas, entrando pelos portões do congresso, e atingindo o plenário, com um número expressivo de representantes da sociedade, como OAB, MPF, e os representantes eleitos com o voto popular direto, que hoje na câmara são apenas 31.

Assumir a presidência da mesa e sumariamente demitir todo e qualquer parlamentar que não fosse eleito com um voto direto. Ao mesmo tempo demitir todo e qualquer parlamentar que estivesse envolvido em processo jurídico criminal. Declarar extinto o “Foro Privilegiado” e as imunidades gerais, ficando valendo apenas a imunidade por atos jurídicos e a palavra. Fazer valer o princípio de Cezar que o parlamentar não apenas tem que ser honesto como também tem que parecer honesto e com isto retirar todo e qualquer sigilo de parlamentares e auxiliares diretos enquanto forem empregados dos eleitores.

Com o auxílio da OAB, promulgar uma reforma no judiciário e no executivo, limitando os tempos e tramites dos processos penais e criar não um “Foro Privilegiado”, mas um “Foro Parlamentar”, onde um parlamentar suspeito de crime seria julgado rapidamente, com direito à defesa, mas sem as manobras dilatórias e estes crimes não teriam prescrição. Teriam que enfrentar um júri popular, pois foram empossados pela confiança popular.

Outras medidas seriam votadas e se aprovadas implementadas diretamente, como o salário dos parlamentares, seria decidido pelo voto ou referendo popular, como, aliás, recomenda a atual constituição.

Fazer uma reforma política real, onde os partidos seriam os responsáveis diretos de seus candidatos, e se o candidato do partido fosse pilhado realizando algum ato criminal, o partido seria punido como um todo ficando proibido de participar de eleições durante certo período. Também o partido seria responsável de fornecer aos seus candidatos, um curso de dois anos com um número mínimo de horas atendidas, sobre administração pública e ética política. Os gastos com a campanha seriam limitados, e as doações legais que passassem dos limites estabelecidos seriam doados a instituições de caridade escolhidos à priori pelo doador.

Todas estas medidas seriam constitucionais e apoiadas na presença de dois milhões ou mais de cidadãos reunidos na explanada dos ministérios.

Enfim, o meu sonho é que os cidadãos, apoiados e armados na força de seu direito, possam fazer uma reforma radical que transforme o Brasil no país que merece ser por direito, em nome do passado e do futuro.

Este deverá ser o novo tema do blog, que andou um pouco desleixado enquanto eu procurava um sentido para ser brasileiro e ter orgulho do Brasil.

Roberto Leite de Assis Fonseca.

Brasília, 8 de julho de 2007.

Para não ficar apenas nas coisas ruins, um pouco de humor é preciso. Também ninguém é de ferro.

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08 jul 2007 Posted by | O SONHO, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | Deixe um comentário

   

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