blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Tramóias

TramóiasFérias 2

Fico pensando em tramoias todo o tempo, pois a turma do PT não brinca em serviço. Não estou querendo dizer que são trabalhadores como a maioria da classe média que está bancando esta aventurada ideologia social que eles dizem ter abraçado. Eles trabalham com afinco e buscando meios de fazer caixa com dinheiro ilegal, ficando os dirigentes todos muito ricos e que antes de fazer parte do poder eram em sua maioria trabalhadores filiados ou dirigentes sindicais. Sua aventura é muito cara, pois as carências sociais brasileiras são muitas e quando se presenteia 50 milhões de pessoas com meio de sustento, à custa dos impostos pagos pela classe média, fica difícil. Então tem que arranjar dinheiro a qualquer custo, e como não gostam de prestar contas, a festa foi inventar obras em países estrangeiros, financiadas com o nosso dinheiro, e totalmente superfaturadas.
A grande vantagem de obras em outros países independentes é que não se pode auditar. Então fica fácil. Planeja obra, superfatura tudo, paga propinas aos dirigentes do outro país e recebem o seu troco limpinho.
Isto é totalmente inconstitucional e todos estes gastos em outros países deveriam ser aprovados primeiramente pelo congresso, que neste caso poderia fazer uma comissão para acompanhar a obra evitando-se superfaturamento.
papuda 2Encontrei no blog do Ricardo Froes uma lista de 20 obras executadas em outros países.
Grande ideia esta desta turma, poder roubar sem precisarem nunca der prestar contas.
Vai funcionar até que se abra um inquérito para apurar a razão que estas obras não foram para aprovação do congresso.
Aí a coisa vai feder e é um perfeito motivo para o impedimento da presidência por atuação inconstitucional.
casra de pau 2

Blog do Ricardo Froes,
http://toma-mais-uma.blogspot.com.br/
Conheça 20 obras financiadas pelo BNDES em outros países

Desde que Guido Mantega se tornou Ministro da Fazenda, no ano de 2006, os empréstimos realizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social saltaram de R$ 9,9 bilhões (0,4% do PIB) – para R$ 414 bilhões (8,4% do PIB).
Muitos desses empréstimos eram considerados secretos pelo banco e só foram revelados após requerimento judicial do Ministério Público. Estando o BNDES obrigado a fornecer os dados que o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem é que tornou possível o descobrimento de uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco para a construção de rodovias, aeroportos, usinas e portos no exterior.
Os empréstimos desenfreados levantam polêmica em relação aos juros abaixo do mercado que o banco concede. Subsidiando os empréstimos, o BNDES atua como uma espécie de “Bolsa Família reversa”, conduzindo à desigualdade pois tira dos pobres para dar aos ricos. Em outras palavras, ele capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa Selic (11% ao ano) e empresta a 6%. Dessa forma, o banco arca com 5% de todo o dinheiro emprestado. Dos R$ 414 bilhões emprestados em 2014, R$ 20,7 bilhões são pagos pelo banco. Tal valor é muito próximo do que o governo aplica no Bolsa Família (R$ 25 milhões).
Confira a seguir , 20 investimentos que o governo brasileiro fez no exterior:ministerio 2investigação
Conheça 20 obras financiadas pelo BNDES em outros países

1. Porto de Mariel (Cuba)

Valor da obra: US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES)vama que vamos 2
Empresa responsável: Odebrecht

2. Hidrelétrica de San Francisco (Equador)

Valor da obra: US$ 243 milhões
Empresa responsável: Odebrecht
Obs: após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente do país ameaçou dar calote no BNDES.

3. Hidrelétrica Manduriacu (Equador)

Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável: Odebrecht
Obs: Brasil e Equador reataram relações após 3 anos. Mesmo com a ameaça de calote, o Brasil concedeu novo empréstimo ao Equador.

4. Hidrelétrica de Chaglla (Peru)

Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)stf independente2
Empresa responsável: Odebrecht

5. Metrô Cidade do Panamá (Panamá)

Valor da obra – US$ 1 bilhão
Empresa responsável: Odebrecht

6. Autopista Madden-Colón (Panamá)

Valor da obra – US$ 152,8 milhões
Empresa responsável – Odebrecht

7. Aqueduto de Chaco (Argentina)

Valor da obra: US$ 180 milhões do BNDESPresos 2
Empresa responsável: OAS

8. Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)

Valor da obra: US$ 1,5 bilhões do BNDES
Empresa responsável: Odebrecht

9. Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)

Valor da obra: US$ 732 milhões
Empresa responsável: Odebrecht

10. Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)

Valor da obra: US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável: Odebrecht

11. Barragem de Moamba Major (Moçambique)

Valor da obra: US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)otario 2
Empresa responsável: Andrade Gutierrez

12. Aeroporto de Nacala (Moçambique)

Valor da obra: US$ 200 milhões (US$ 125 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável: Odebrecht

13. BRT de Maputo (Moçambique)

Valor da obra: US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável: Odebrecht

14. Hidrelétrica de Tumarín (Nicarágua)

Valor da obra: US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões do BNDES)
Empresa responsável: Queiroz Galvão

15. Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)mar de lama 2

Valor da obra: US$ 199 milhões
Empresa responsável: Queiroz Galvão

16. Exportação de 127 ônibus (Colômbia)

Valor: US$ 26,8 milhões
Empresa responsável: San Marino

17. Exportação de 20 aviões (Argentina)

Valor: US$ 595 milhões
Empresa responsável: Embraer

18. Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)

Valor da obra: Não informado
Empresa responsável: Andrade Gutierrez

19. Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)lava rato 2

Valor: Não informado
Empresa responsável: OAS

20. Via Expressa Luanda/Kifangondo (Angola)

Valor: Não informado
Empresa responsável: Queiroz Galvão

16 nov 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, CRISE ECONÔMICA, GOVERNO, POLÍTICA, TRABALHO | Deixe um comentário

Celso outra vez…


celso 1

evolução 1

 

 

 

 

 

 Celso outra vez…

Eu já escrevi neste blog, alguns artigos sobre a morte de Celso Daniel.
Existem evidências de manipulação sobre o caso que dariam um filme de intriga muito bom.

corpo 1Além dos fatos apanhados na mídia, existem até fatos de conhecimento pessoal de minha parte que colocam o PT muito envolvido no assassinato de Celso Daniel.

Quando eu trabalhava em instalações telefônicas rurais, tinha entre meus clientes um ex-agente da PF.
Certo dia estando em manutenção em sua chácara, fui apresentado a um colega e parente dele, também agente da PF, que coordenou uma escuta telefônica que culminou com a prisão do juiz Rocha Mattos por venda de sentenças.
Processado na Operação Anaconda sob acusação de venda de sentenças, cumpriu pena de cinco anos no regime fechado e dois no semiaberto.

Durante esta investigação, e sem ordem judicial para tal, esta operação interceptou uma ligação telefônica entre o secretário de Celso Daniel, Gilberto de Carvalho e um interlocutor não identificado, em Brasília..

O timbre da voz parecia com a do José Dirceu, e o diálogo foi o seguinte segundo o agente da PF:GRandes obras 1

Gilberto de Carvalho falando:
-“ Estamos com um problema por aqui. Parece que o homem (Celso Daniel) vai mesmo denunciar o esquema por aqui.”
O interlocutor em Brasília:gilberto
-“ Isto não pode acontecer, faça o que tiver de fazer e pare com esta possibilidade.”

Dois dias depois deste diálogo o Celso Daniel estava morto.

Como relatei antes, esta escuta foi ilegal, pois não teve uma ordem judicial e foi relatado a mim por um agente muito sério porém sem nenhuma prova concreta.

Todo o processo deste caso teve interferência de autoridades e foi sempre conduzido com inúmeras suspeitas.

Agora meu irmão José me enviou este artigo que pode ser esclarecedor e que reproduzo na íntegra.

ipope 1Fantasma de Celso Daniel assombra companheiros
JOSÉ NÊUMANNE
O ESTADO DE S.PAULO – 27/08

Quem poderia imaginar que na quarta campanha presidencial posterior ao aparecimento do cadáver do prefeito de Santo André licenciado para coordenar o programa de governo da candidatura vitoriosa de Luiz Inácio da Silva, do PT, o fantasma de Celso Daniel deixaria o limbo para assombrar seus companheiros? E, pelo visto, o espírito vindo do além não se limitou a puxar o dedão do pé de uns e outros em sono solto, mas deixou-os a descoberto em pleno inverno. Para sorte deles, este inverno não tem sido tão gélido assim. Mas a alma é fria que só. E como é!seis por meia dúzia - 1

Sábado, em reportagem assinada por Andreza Matais, de Brasília, e Fausto Macedo, este jornal noticiou que a Polícia Federal (PF) apreendeu no escritório da contadora Meire Poza, que prestou serviços ao famigerado doleiro Alberto Youssef, contrato de empréstimo de R$ 6 milhões. O documento, assinado em outubro de 2004, reconhece dívida de tal valor, a ser paga em prestações em 2004 e 2005 pelas empresas Expresso Nova Santo André e Remar Agenciamento e Assessoria à credora, a 2S Participações Ltda. A primeira pertence a Ronan Maria Pinto, empresário do ABC e personagem do sequestro e morte de Celso Daniel, cujo cadáver foi encontrado no mato em Itapecerica da Serra em janeiro de 2002. A 2S pertencia ao publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, peculato e evasão de divisas a pena de 37 anos, quatro meses e seis dias e multa de R$ 3,062 milhões.

melancia1O elo encontrado pelos federais entre o assassinato do principal assessor de Lula na campanha presidencial de 2002, o escândalo de corrupção do mensalão e as denúncias apuradas na Operação Lava Jato, protagonizadas pelo doleiro acusado de lavar R$ 10 bilhões de dinheiro sujo, estava numa pasta identificada como “Enivaldo” e “Confidencial”. A PF supõe que este seja Enivaldo Quadrado, condenado no mensalão.

A investigação em que o juiz federal Sérgio Moro encontrou provas suficientes para mandar prender o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que substituiu Sérgio Gabrielli na presidência da empresa 24 vezes, apurou que a corretora Bônus Banval não era de Enivaldo Quadrado, mas, sim, de Alberto Youssef. Costa, que o ex-presidente Lula, conforme testemunhos citados no noticiário do escândalo, chamava de Paulinho e teria oferecido ajuda nas investigações em troca de alívio na pena (pelo visto, ele conta até com a eventual liberdade), tem sido motivo de aflição de gente poderosa na República, temendo que suas revelações cheguem a comprometer a realização das eleições gerais de outubro.

O que já se sabe sem sua ajuda é grave. E a entrada em cena do espectro de Celso Daniel – que não é Hamlet, mas já expôs parte considerável da podridão que reina nestes tristes trópicos -, se não alterar o calendário eleitoral, abalará significativamente a imagem de vários figurões que disputam o posto mais poderoso de nossa velha e combalida República. delação 1

Em depoimento ao Ministério Público (MP) em dezembro de 2012, também revelado pelo Estado, Valério, chamado pejorativamente de “carequinha” pelo delator Roberto Jefferson, seu colega no banco dos réus do mensalão, contou que dirigentes do PT lhe pediram R$ 6 milhões a serem destinados ao empresário Ronan Maria Pinto. Conforme o depoente, o dinheiro serviria para calar Ronan, que estaria chantageando Lula, o secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, e o então chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu. Gilberto Carvalho, conforme se há de lembrar quem ainda não perdeu a memória, tinha sido secretário de Celso Daniel e foi acusado pelos irmãos deste de transportar malas com as propinas cobradas de empresários de ônibus em Santo André para Dirceu, à época presidente do PT.

de saida 1De acordo com a reportagem do Estado no sábado, há 20 meses “o PT não se manifestou oficialmente, mas dirigentes declararam que ele não merecia crédito”. Com a descoberta do documento, contudo, parte da versão de Valério – a que se refere à “dívida”, embora não se possa afirmar o mesmo em relação ao motivo desta – deve ter passado a merecer crédito, se não do PT, ao menos da PF. Crédito similar, por exemplo, ao dado pelo partido no poder federal ao chamado “operador do mensalão” quando o mineirinho emergiu como o gênio do esquema de distribuição de dinheiro, que o relator do processo no STF, Joaquim Barbosa, desvendou de maneira lógica e implacável.

O documento assinado por Valério nos papéis da contadora do doleiro acaba com qualquer dúvida, se é que alguém isento e de boa-fé possa ter tido alguma, de que nada há a imputar de político ou fictício à condenação de Dirceu, Valério, José Genoino e outros petistas de escol a viverem parte de sua vida no presídio da Papuda, em Brasília. Isso bastaria para lhe garantir a condição de histórico no combate à corrupção. Mais valor terá se inspirar o MP estadual a exigir da Polícia Civil paulista uma investigação mais atenta e competente sobre a morte de Daniel.gandhi 1

Ao expor a conexão entre o assassinato do prefeito, a compra de apoio ao governo Lula e a roubalheira desavergonhada na Petrobrás, a dívida contraída por Ronan põe em xeque todos quantos, entre os quais ministros do Supremo, retiraram a “formação de quadrilha” da lista de crimes cometidos por vários réus do mensalão. Negar a prática continuada por mais de dez anos de um delito em bando formado pelos mesmos personagens conotaria cinismo e até cumplicidade.

postes  1A delação de Paulo Roberto merecerá um prêmio, sim, se ele for capaz de informar quem são os verdadeiros chefões nos três delitos. Acreditar que possam ser um menor da favela, um publicitário obscuro e um doleiro emergente seria como nomear Papai Noel ministro dos Transportes.

13 set 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, Crimes e emntiras, ELEIÇÕES, GOVERNO, História, POLÍTICA | , , , , , , | Deixe um comentário

A NAU DOS PESADELOS

Encontrei esta matéria no blog do Giulio Sanmartini, postada por Anhanguera
O único comentário que me resta fazer, é Excelente.
Parabéns Maurozebu - 7

 

A NAU DOS PESADELOS
Mauro Pereira
________________________________________
Anhangüera disse: Tá lá no JBF do Papa Berto. Como de hábito, supimpa. Como o Mauro não mandou para nós, nóis copeia
“Pode ser apenas coincidência, mas as recentes reações destrambelhadas de figuras proeminentes do Partido dos Trabalhadores, agravadas por pronunciamentos de autoridades federais carreados de indisfarçável apelo eleitoreiro, deixaram transparecer que os resultados das últimas pesquisas de intenção de votos para presidente da República apontando a contínua e vertiginosa queda livre passadena - 7da presidente-candidata à reeleição, Dilma Rousseff, causaram sérios abalos nas estruturas do universo petista, elevando ainda mais a temperatura naquele espaço que se notabiliza pelo permanente estado de ebulição.
Se analisadas à luz da razão, não será difícil concluir que a entrevista concedida pelo ex-presidente Lula a uma jornalista portuguesa e a mensagem da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão homenageando o Dia do Trabalho, revelaram a dimensão exata do desespero que se abateu sobre as hostes petistas. A razia (*) substituiu a razão e o que se sucedeu é de conhecimento de todos. O Olimpo dedicado a Lula foi declarado área conflagrada. No meio do fogo amigo cruzado zanza atônita a democracia, potencial vítima a ser encontrada pelas balas da decência perdida.
Na condição de líder máximo da seita, Lula tomou a iniciativa nessa batalha estrelada disparando contra seus companheiros os cartuchos poderosos da perfídia. Flanando faceiro pelos céus da ingratidão, pousou sua valentia em terras lusitanas. Na segurança da distância, criou coragem para constranger toda uma nação ao declarar que os prisioneiros do mensalão não eram gente de sua confiança. Porém, a natureza reagiu de pronto à sandice de Lula e se incumbiu de lhe fazer justiça. Exatamente no dia dedicado ao trabalhador, um dos fundadores e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores era reconduzido à penitenciária da Papuda.
gravidade - 7Dilma Rousseff, por sua vez, sentindo-se encurralada contra-atacou utilizando como munição os devastadores projéteis da insurreição. Perambulando meio trôpega pelo front da alforria, buscou guarida na trincheira da sobrevivência política afirmando que seria candidata à reeleição com ou sem o apoio do seu partido e da base aliada. Estrategicamente posicionada, mostrou o dedo do meio da mão para seus companheiros adversários avisando que estava disposta a adorná-lo com a aliança da discórdia.
Enquanto eu escrevia este texto, fiquei sabendo que Lula e Dilma tinham marcado para hoje, sexta-feira, uma reunião cuja agenda seria dedicada à elaboração dos termos e à assinatura do armistício visando selar a paz entre os petistas. No entanto, o pronunciamento da presidente Dilma em cadeia, opa!, em rede nacional de rádio e televisão originariamente concebido para homenagear os trabalhadores brasileiros pelo dia a eles dedicado, me levou a presumir que naquele território hostil à sanidade tudo havia voltado à normalidade. Anormalidade é a minha incontrolável presunção de tentar entender o que se passa pela alma petista e imaginar que o desfecho daquela recaída libertária presidencial seria diferente.
groucho - 7Exercitando com extrema perícia o incomparável jeito petista de ser, a presidente não se fez de rogada e deu uma banana à responsabilidade ao se aproveitar do episódio para descambar para o discurso de candidata em campanha, sem se preocupar em encobrir o viés eleitoreiro do seu pronunciamento. Aluna aplicada, não decepcionou o mestre e apresentou aos brasileiros as delícias do Brasil Maravilha inventado por Lula e gerenciado por ela.
Confiante que a pelegada sindicalista correria em seu auxílio, mais uma vez prejudicou a classe trabalhadora reajustando o Imposto de Renda abaixo da inflação. Utilizando-se de um recurso de retórica enviesada e de honestidade um tanto quanto duvidosa no seu objetivo, usou e abusou da palavra mudança, causando inveja até mesmo ao mais acirrado palanque oposicionista. Sem demonstrar o menor vestígio de rubor garantiu que não permitirá que destruam a Petrobras, uma conquista do trabalhador brasileiro. Pode até parecer implicância, mas eu fiquei com a impressão de que ela estava querendo pautar o discurso de Aécio Neves e Eduardo Campos. Sei lá, pode ser que tenha restado algum resquício daquela súbita crise de rebeldia, avaliei.
Pura ilusão. Logo Dilma voltou ao seu estágio natural e tratou de um tema que ela tem certeza que domina e conhece a teoria profundamente: Miséria. Disposta a não permitir que se vinculasse à sua alma caridosa a menor conotação oportunista, rendeu-se à índole populista e sapecou 10% de aumento para o Bolsa-Família. Alguma medida para encontrar uma porta de saída para esse programa mais preocupado em preservar a submissão do eleitor do que resgatar a dignidade do cidadão, nenhuma palavra.
Sobre a inflação que bate à porta, sobre o pibinho renitente, sobre o desastre na saúde, sobre a falência da educação, sobre o caos na segurança pública, por exemplo, o mais sepulcral dos silêncios, afinal, ela dissertava sobre o Brasil Maravilha empulhado por Lula e lá essas irrelevâncias foram superadas faz muito tempo.
No Brasil de verdade, entretanto, sequestrada pelo discurso samaritânico do governo federal, parte significativa da população se dá por satisfeita com a verve filantrópica e eleitoreira do estado. Tangida pelo mais desenvolvido dos instintos, o da sobrevivência, pouco se importa com quem a comanda. Sem perspectivas, não consegue visualizar um futuro além do oferecido pela servidão das bolsas que alicia e encontra no ócio a única referência da pátria mãe gentil e traz no número do cartão de benefícios fragmentos de sua cidadania.droga - 7
Há praticamente doze anos, uma horda de políticos venais tem se esforçado para perenizar esse estado decadente, desumano e opressor, que descobriu na miséria do povo a fórmula ideal para se perpetuar no poder. A mediocridade é a nação que os identifica e lhes dá asilo e a corrupção é a justiça que os rege e os iguala.
O que me faz manter viva a esperança de que haveremos de retomar o País das mãos desses embusteiros, é que, apesar de suas dimensões continentais, ainda assim, o Brasil se mostrará pequeno para acomodar tantos egos exacerbados movidos a ambição desenfreada. Já se pode notar no horizonte, até pouco tempo tão calmo, os primeiros sinais de autofagia.
Prudentes por natureza, os ratos já começaram a abandonar os porões imundos dessa nau dos pesadelos. “
(*) Razia:
s.f. Incursão feita em território inimigo para aprisionamento de tropas, saque de rebanhos, cereais, etc.
Figurado: Devastação, assolação.
Postado por Anhanguera

 

08 maio 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, ELEIÇÕES, GOVERNO, POLÍTICA | , , , , , | Deixe um comentário

Voltei

verdades

Vou voltar a escrever, pois ficando apenas de espectador aumenta enormemente a minha frustração.
Não ia me cadastrar para votar pois aos 70 anos não seria obrigado a fazer-lo, mas mudei de idéia, fui lá e me cadastrei biometricamente.

Ficar somente de observador não é a minha praia.
Vou votar sim apesar de ter medo da idoneidade da urna eletrônica brasileira que de acordo com o TSE, é a “melhor e mais segura do mundo”, e por isto não necessita de aparelhagem de conferência física dos votos suspeitos. Ah bom!!!!!
O ultimo post escrito neste espaço foi no dia 21 de junho de 2012. Está próximo do segundo aniversário deste post.

Com os escândalos da Petrobras, que em vários posts anteriores previ que não demoraria a explodir, o que está se concretizando, resolvi escrever algo a respeito.
Na entrevista que hoje li na mídia, do procurados do TCU Marinus Marsico, um comentário dele me chamou particularmente a atenção:mamando
“ Esse mal de misturar o público com o privado é algo que sempre existiu, desde o surgimento dessa esdrúxula figura da sociedade de economia mista. Mas, ultimamente, essa situação aumentou muito, é só ver os escândalos.”
Em 1980, trabalhava com uma indústria no ramo petroleiro, que produzia equipamentos para a exploração e produção de petróleo. Era uma empresa relativamente pequena, de cunho muito internacional, com sedes em vários países.
Era eu, nesta ocasião, gerente internacional de vendas e serviços, e freqüentava regulamente os escritórios da empresa em vários países.
Tínhamos, um filial vem Zurique na Suíça. Era um escritório pequeno, com um representante e uma secretária. A principal função deste escritório ira o de receber pedidos de visitas de representantes ou requisito de algum serviço de nossos produtos.
QuadrillhaO edifício onde se encontrava, este escritório era ocupado por várias empresas do ramo petrolífero, ou de representantes de grandes clientes como Arábia Saudita, Iraque, Líbia, ETC, e tinha doze andares.
O nosso escritório ocupava uma sala no nono andar.
O oitavo andar era todo ocupado pela Braspetro, que era o nome da divisão internacional da Petrobras.
O nosso aluguel desta sala era pago em dólares, pois ainda não existia o euro e a moeda americana era ainda uma referencia internacional. Existia sim o Fraco Suíço, mas os contratos eram estabelecidos em Dólar. Pagávamos nesta época por esta sala um aluguel de R$ 10.000 dólares mensais Tinha aproximadamente 30m².
Por este preço podem imaginar o que a Petrobrás pagava pelo andar inteiro que ocupava.
Outra coisa interessante, quando estava por lá, a nossa empresa permitia o aluguel de automóveis para deslocamento, visita a clientes etc., mas o custo deste privilégio era controlado e o carro mais caro que eu poderia alugar naquela época era um Peugeot 305.
Quando os meus compatriotas, que trabalhavam na Petrobrás viram o meu carro, virou motivo de chacota, pois todos eles andavam de Mercedes ou BMW.
Eles diziam olha aí o Roberto Trabalhando em uma empresa americana e dirigindo esta porcaria…..
Bem isto descrito acima mostra o desperdício inerente de uma estatal que gasta muito e gasta mal.
Mas os acontecimentos recentes de uma investigação da PF mostram que os gastos anteriores, apesar de mal gerenciados, não chegam aos pés desta empresa administrada pelo governo do PT que de uma posição de 12ª maior empresa do ramo, passou subitamente a ser a 120ª com uma dívida impagável, superior ao patrimônio da empresa. comeram tudo
O valor acionário desta empresa administrada tão casualmente pelo governo do PT caiu pela metade, mesmo depois de subir alguma coisa quando a aprovação do governo caiu, em detrimento dos pequenos acionistas que acreditaram no potencial da empresa.
Em qualquer pais sério, quando o preço de algo orçado em projeto passa dos 400% do preço inicial, pessoas vão para a cadeia, são multados, isto se acontecer pois não deixariam chegar a este ponto parando a obra e investigando a fundo a causa do sobre preço.
Mas aqui é diferente, a “Transposição do Rio São Francisco”, foi orçada em 6,2 bilhões, foi iniciada sob a gerencia do baiano Gedel Vieira Lima e quando a operação atingiu um bilhão de reais em irregularidades fiscais, o TCU parou os repasses parando com isto a obra inacabada.
A única parte desta obra que foi acabada dentro do prazo e do orçamento foi o que foi feito pelo Corpo de Engenharia do Exercito Brasileiro.
Foi feito um inventário da situação por uma empresa independente e foi constatado que além do que foi feito pelo exercito nada se pode aproveitar e tem que ser destruído e refeito a um custo aproximado de 14 bilhões de Reais.Sabedoria

O porto de Mariel em Cuba, foi a maior obra terminada pelos doze anos de administração do PT, e até hoje não se sabe para que serviu esta obra e investimento brasileiro nesta ilha prisão.
O imposto recolhido dos brasileiros foi usado pelo governo do PT para uma obra faraônica em um país sem futuro para o que?
Todo o dinheiro investido na Venezuela vai ser perdido, pois o pais está nas ultimas e vai quebrar de uma forma ou de outra. Este regime que lá vigora é realmente insustentável. Uma revolta vai acontecer a qualquer hora e o nosso investimento vai ser totalmente ignorado seja qual for a nova força a assumir este pais.
Já escrevi muito a respeito da Venezuela, pois morei por lá algum tempo, e sei qual será o desfecho desta festança iniciada pelo Chávez.
Falando nisto as filhas do Chávez se recusaram a sair do palácio do governo, pois se sentem no direito de ficar por lá indefinidamente.
Espero que a PF, que é dirigida pelo Ministério da Justiça (Deveria ser independente) consiga chegar ao fundo desta investigação, e que o MP possa indiciar os culpados por esta gastança sejam eles quem for. O nosso povo que trabalha de janeiro ao dia cinco de junho para o governo, e que por todo este trabalho não recebe o devido que seria Educação de Qualidade, Segurança de Qualidade e Sistema de saúde de Qualidade não merece ser estuprado por esta quadrilha que se apossou do país.

 

 

13 abr 2014 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Algemados

O país dos tolos

O clichê é antigo e desgastado mas se justifica pela realidade explícita dos acontecimentos diários.

O cinismo e a impunidade de uma sociedade e a conseqüência da falta de consciência (Sem intenção), da presença incabível de demagogia, de presunção política e outros males parasíticos que crescem em nosso meio sem maneira de contenção.

As pessoas que cometem crimes estão conscientes dos riscos envolvidos, incluindo risco de prisão, com uso de algemas.

A lei diz que todas as pessoas são inocentes até que se prove a sua culpa. Tudo bem até aí, mas as prisões são necessárias por que se continuar esta sanha de direitos humanos, em pouco tempo não se pode nem prender, terá que haver um julgamento prévio, onde se prove sem sombra de dúvida a culpa da pessoa envolvida e depois se leva o culpado julgado, preso, docilmente, para sua reclusão social.

Sinceramente gente vocês acham que isto funcionaria?

Pode ser que se vote uma lei, em nosso congresso magnânimo onde os colarinhos brancos deveriam ser tratados assim. Teriam que ser julgados à priori.

Esta invenção de fórum privilegiado, já é uma excrescência da justiça, e para que haja outra no mesmo nível não custaria nada.

Eu tenho dito neste blog, em várias ocasiões, que os políticos eleitos pelo  povo, deveriam ser julgados pelo povo em regime de urgência.

Haveria uma investigação pelo Ministério Público, e comprovado os indícios de crime, haveria em trinta dias um júri popular para então se julgar o político eleito.

Este sim deveria ser o caminho para uma regularização do sistema legal no Brasil.

Hoje recebi de meu sobrinho o José Melo (http://zefonseca.com/blogs/ze/) este email sobre os presos de la´ e os de cá.

Está um pouco longo mas vale a pena acompanhar.

OS ALGEMADOS DE LÁ E DE CÁ !

Mais
OS ALGEMADOS DE LÁ E DE CÁ
http://2.bp.blogspot.com/_bXxTXRHLt3U/TR39zBDvidI/AAAAAAAAATo/WTPa1uAhf0A/s640/0%252C%252C27771867-FMM%252C00.jpg
Raj Rajaratnam, fundador do Galleon Group,
ganhou ilicitamente 36 milhões de dólares na venda e compra de ações usando informação privilegiada.
(EUA). ALGEMADO !
http://2.bp.blogspot.com/_bXxTXRHLt3U/TR399fITq_I/AAAAAAAAAUo/a6OYqxUgnA8/s640/madoff.jpg
O juiz Denny Chin, do Tribunal de Manhattan, decretou a prisão imediata do investidor Bernard Madoff (foto) até a divulgação da sentença, em 16 de junho.
Se confirmada a sentença, Madoff pode pegar até 150 anos de prisão (a penalidade máxima para o caso) por uma colossal fraude de US$ 50 bilhões.
ALGEMADO!
http://1.bp.blogspot.com/_bXxTXRHLt3U/TR39zsEesaI/AAAAAAAAATs/sin3Y2WAREw/s640/7126a5d2335011f9ce127eda4ae9_grande.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_bXxTXRHLt3U/TR3-A_MIVDI/AAAAAAAAAVE/A2-fuSH4rm8/s640/Robert+Rizzo.jpg
Robert Rizzo, uma espécie de gerente administrativo da cidade que, com ganhos duas vezes maiores que o do presidente Barack Obama, foi o pivô de um caso de corrupção na cidade de Bell, Califórnia.
ALGEMADO!
Scott Sullivan, ex-chefe-financeiro da WorldCom, 47 anos, foi condenado a cinco anos de prisão após ser considerado mentor da fraude contábil de US$ 11 bilhões na empresa (EUA).
ALGEMADO!
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Kenneth Lay  envolvido numa das maiores fraudes financeiras da história dos Estados Unidos, na qual se criou sociedades financeiras que serviram para a Enron dissimular a magnitude de suas perdas e fazer o mercado financeiro acreditar que o grupo estava financeiramente saudável.
ALGEMADO!
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Andrew Fastow, comparsa de Kenneth Lay, considerado o cérebro de uma das maiores fraudes financeiras da história dos Estados Unidos, foi sentenciado nesta terça-feira a seis anos de prisão, quatro a menos que o máximo permitido, depois de se declarar culpado em um acordo feito com a promotoria.
ALGEMADO!
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Jeffrey Skilling  é comparsa de Andrew Fastow e Kenneth Lay nas fraudes financeiras .
(EUA). ALGEMADO !
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O congressista Keith Ellison é preso depois de cruzar uma linha de policiais em protestos diante da embaixada do Sudão (EUA).
ALGEMADO!
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Karl Rove, um dos principais assessores políticos do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, envolvido com a revelação do nome de uma agente secreta americana.
ALGEMADO!
Os assessores daqui não…
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Michel Jackson.
ALGEMADO!
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Paris Hilton.
ALGEMADA!
Russel Crowe.
ALGEMADO!
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O. J. Simpson. ALGEMADO! (e depois absolvido…)
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O ator Quaid e sua esposa foram acusado por Rancho San Ysidro, dono de um hotel em Santa Bárbara (EUA),
de não terem pago 10.000 dólares em contas de hotel.
ALGEMADOS!
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Até os velhinhos…
ALGEMADOS!
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Adolescentes?
ALGEMADOS!
Os daqui o estatuto da ECA não permite…pode causar trauma nos pequeninos…
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Mickey Mouse,
ALGEMADO!
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Homem Aranha,
ALGEMADO!
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Ah, não… Peter Pam?
ALGEMADO!
Um dos três porquinhos, coitado!
ALGEMADO!
O porquinho daqui não…
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A justiça de Taiwan condenou o ex-presidente Chen Shui-bian à prisão perpétua.
O ex-líder foi declarado culpado por corrupção e – porca miséria! – foi  ALGEMADO!
O daqui , mesmo roubando o crucifixo não…
E no Brasil, hein?
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“A Corte jamais validou esta prática, que viola a presunção da inocência e o princípio da dignidade humana”. Gilmar Mendes
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“[O uso de algemas] é uma prática aviltante que pode chegar a equivaler à tortura,
por violar a integridade física e psíquica do réu”. Eros Grau
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“O que se provoca [com as algemas] é um estado de exacerbação,
um agravo no estado de privação da liberdade de locomoção.
As algemas, quando usadas desnecessariamente, se tornam expressão de descomedimento por parte das autoridades e caracterizam abuso de poder”.
Carlos Ayres Brito
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“É hora de este Supremo Tribunal Federal (…) inibir uma série de abusos notados,
tornando clara até mesmo a concretude da lei reguladora do abuso de autoridade”.
Marco Aurélio
Se você não sabe o que é concretude, procure no Aurélio forense…
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“A prisão há de ser pública, mas não há de se constituir em espetáculo.
Menos ainda, espetáculo difamante e degradante para o preso, seja ele quem for.
Menos ainda, se haverá de admitir que a mostra das algemas, como símbolo público e emocional de humilhação de alguém, possa ser transformado em circo de horrores numa sociedade que quer sangue, porque cansada de ver sangrar.
Não é com mais violência que se cura violência. Não é com mais degradação que se chegará a honorabilidade social.” Carmem Lúcia
O TROFÉU”Argumento Espetaculoso” vai para a… Ministra Carmem Lúcia!!!
Já no quesito HIPOCRISIA, houve empate técnico.
No Brasil só funciona o “princípio da dignidade humana” para a RALÉ (PPP) deste país…como o 3P abaixo
video
CONCLUSÃO: o Estado Democrático e de Direito vale apenas para a PLUTOCRACIA.
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VAMOS RIR….
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VAMOS GARGALHAR …
PARA REFLEXÕES!
No mundo inteiro (exceto neste lindo e romântico Brasil), as ALGEMAS são usadas de forma INDISCRIMINADA.
Ou seja, não há discriminação de cor, classe social, credo, sexo, faixa etária, nacionalidade, profissão, etc.

17 ago 2011 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

O Lula e Maquiavel!!!!

O Lula e Maquiavel!!!!não me abandone sarney

Outro dia, conversando com amigos sobre a estratégia do governo para a eleição de “Dilma Rousifu”, começou a surgir em nossas mentes, uma possibilidade ainda não veiculada em nenhuma mídia sobre a possibilidade do Lula entregar passivamente o poder, possivelmente para uma oposição, e com seus 84% de popularidade.

E o desgaste sofrido com a permanência do Sir Ney, que claramente foi uma iniciativa do executivo.

E este agora com este desgaste com as mentiras da Dilma.

Isto não condiz, com uma possibilidade de uma eleição majoritária a pouco mais de um ano.

Não faz sentido, a situação de se expor desta forma, e ter a pretensão de eleger sua candidata.

E está mais do que comprovado que a transferência de votos e popularidade é uma tarefa muito difícil e quase impossível de se concretizar.

Para acabar com este preâmbulo, resta apenas dizer que um possível candidato, o José Serra que ainda não se manifestou como tal, anda disparado na frente de qualquer simulação de intenção de votos e que a Dilma, que realmente progrediu um pouco, ainda não mostrou a que veio.

E então, como se equaliza esta questão?você não presta

E foi então que apareceu uma possibilidade que contempla todas estas situações, e coloca em perspectiva, todos estes desmandos e erros do executivo.

Vamos enumerar as possibilidades antes das conclusões.

1. O Lula não quer, e não pode deixar o poder, por razões óbvias:

a. Com uma popularidade de 84%, seria um desperdício, apenas colocar o rabo entre as pernas e ir-se embora.

b. Com tantas maracutaias e pendências abertas, com o súbito enriquecimento de sua família, seria um tremendo risco entregar o governo ao inimigo que poderia abrir inquéritos, e causar muita dor de cabeça.

c. O Lula não vai arriscar tentar um plebiscito ou referendo em favorecimento de um terceiro mandato, pois o risco de ser considerado um golpe é grande como aconteceu em Honduras.

2. Se não está disposto a entregar democraticamente o mandato, como vai conseguir eleger seu candidato, que no momento é candidata e não consegue decolar?

a. A Dilma não decola.

b. A transferência de popularidade é coisa incerta.o remédio

c. O desgaste no congresso é coisa inexplicável.

d. E o desgaste na receita, é inaceitável em começo de campanha.

3. E então qual seria o plano?

a. O Sarney, aliado inconseqüente, teria de ser mantido como presidente do congresso e terceiro na fila presidencial. (Por isto o risco do desgaste)

b. A Dilma será a candidata, e o Lula se afasta da presidência em março e compõe a chapa como vice da Dilma.

c. Deste modo, não existe problema de transferência de votos, pois o próprio Lula é o candidato.

d. Procurando superficialmente pelas possibilidades jurídicas desta possibilidade, (Não sou jurista), não encontro nenhuma razão constitucional ou legal que impeça o presidente de se afastar da presidência e se tronar vice em alguma chapa.

e. O atual vice está mais com um pé na cova do que fora, e no caso de não poder assumir, entra então a necessidade de manter o Sarney, pois o vice do Sarney é o Marconi Perilo que é da oposição, e como presidente assumido poderia causar dificuldades para este plano.

  1. f. A Dilma também não está lá estas coisas de saúde, e se o plano der certo, ela se afastaria deixando o Lula mais quatro anos e com caminho livre para as eleições de 2014, pois não seria considerado presidente, mas sim vice e poderia continuar no poder.

4. Foram estas as considerações a que chegamos para explicar estes atos aparentemente tresloucados da atual administração, mas que se olhados do ângulo certo podem mostrar um tremendo plano muito maquiavélico, que deixa aparente sem sombra de dúvidas as mãzinhas do senhor José Dirceu e do Marco Aurélio Garcia.

Que tal, temos agora começar a lutar para impedir a concretização deste plano que nada mais é do que um golpe disfarçado de democracia nos mesmos moldes de um referendo, mas com mais peculiaridades, aproveitando as brechas da legislação brasileira. o placar

29 ago 2009 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA, Reforma eleitoral, REFORMA POLÍTICA | 6 Comentários

Peleguismo

Peleguismo.

perleguismo

Eu fico impressionado com a capacidade do Lula em convencer as pessoas de que ele é a salvação do Brasil, e um exemplo para o mundo.

Ele nunca me convenceu.

Eu sempre vi no Lula um retrato do Sindicato Brasileiro, que diferente de outros sindicatos, usa uma taxa compulsória para existir, faz muito pouco para os sindicalizados, e não tem que prestar contas.

Este terreno fértil para proliferação da desonestidade, do peleguismo, e para vantagens em uso próprio foi a escola do Lula.

Ali ele aprendeu a mentir, usar as pessoas certas, e a roubar o dinheiro do sindicato para ajudar em suas ambições pessoais e políticas. Daí para ser presidente e fundador de um partido político foi um pulo pequeno e este partido tem como alicerce os fundamentos sindicais, onde todos os fundos são para uso dos dirigentes que não têm que prestar contas.

Foi esta singeleza de atitude para com o dinheiro público ou da tesouraria dos sindicatos ou partidos políticos, que alimentou as peripécias do mensalão e outros escândalos, que apenas por ser o Lula, o imigrante pau de arara que chegou lá, foram tolerados pela população durante tanto tempo.

A bonança causada por seis anos ininterruptos de crescimento global também ajudaram a tolerar as peripécias do Lula.popularidade

Mas como tudo no mundo, tudo tem um fim e a sorte do Lula tomou uma quinada para pior com esta crise. Como tudo foi festa durante seis anos, festa e mentiras, o Brasil não se preparou para uma eventualidade como agora e a turma do barulho, está sem rumo.

Não existe nenhum plano para tirar o Brasil desta crise.

Para os que não acreditam nos problemas do futuro podem se atualizar no artigo abaixo:

Encontrei isto hoje na coluna da Miriam Leitão:

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

Coluna Panorama Econômico

Nau sem rumo

A crise já atingiu o Brasil há meses, mas o governo ainda não formulou qualquer resposta à altura. Se o governo tivesse mantido suas despesas com pessoal e previdência em proporção do PIB, no patamar de 2003, teria R$ 75 bilhões a mais para investir. As decisões tomadas nos últimos anos limitam a resposta governamental, a tendência de subestimar a crise é um complicador a mais.

A conta acima foi feita pelo economista político Alexandre Marinis, da Mosaico. Os gastos com pessoal subiram de 4,2% para 5% do PIB, as despesas previdenciárias, em parte pelos aumentos reais do salário mínimo, subiram de 5,9% para 7,2% do PIB. Como são despesas que não podem ser reduzidas, o governo não tem muita margem agora para fazer política contracíclica. E há mais gastos em andamento.

— Apenas para 2009, o Orçamento da União prevê que o Executivo [sem o Judiciário e Legislativo] contratará mais 30.879 servidores, a um custo anual de R$ 1,8 bilhão. Além disso, prevê a substituição de mais 19.423 terceirizados, a um custo de R$ 678 milhões. Como o governo Lula aumentou o quadro de servidores civis e militares em 298.232 servidores, podemos dizer que as contratações custaram R$ 17,2 bilhões por ano aos contribuintes. Como a maioria das contratações foi efetuada a partir do ano eleitoral de 2006, temos um impacto total nas contas públicas de R$ 51,7 bilhões — diz Alexandre Marinis.

Números estarrecedores, que mostram exatamente o peso que o estado brasileiro assumiu para os próximos anos e décadas e que, neste momento, limita a ação do governo.

Os aumentos salariais são outro peso.

— Só em 2008, conforme dados do Ministério do Planejamento, a reestruturação de cargos e carreiras teve impacto de R$ 30,5 bilhões nos gastos de pessoal — conta Marinis.

Isso impactará, no médio e longo prazos, os gastos da previdência pública, que já tem déficit anual de R$ 43 bilhões em 2009.

— Em síntese, os dados mostram que o governo Lula cometeu um tremendo erro de estratégia fiscal ao contratar um número excessivo de servidores e reajustar seus salários em demasia. Este erro custará caro ao país, já que agora não tem recursos para enfrentar o tsunami mundial que já varre emprego e crescimento no Brasil — conclui Alexandre Marinis.

Além da estratégia errada nos tempos do boom, o governo não tem estratégia agora para enfrentar a crise. Foram tomadas medidas tópicas, o Banco Central acudiu as emergências bancárias que estouraram em outubro, quando secou o crédito externo. O presidente Lula suou de palco em palco, desde o início da crise, em discursos em que apostava no improvável: o Brasil não seria atingido.

Um líder não pode dizer que o país será derrotado. Mas basta comparar com o que os outros presidentes dizem: todos admitem a gravidade da crise, todos avisam que esse é um ano terrível, todos alertam para os perigos, e a partir destas constatações é que passam a convocar o país para a superação da crise. Assim faz presidente Barack Obama o tempo todo. Assim faz o presidente da França, o primeiro ministro do Reino Unido. Mas para ficar num exemplo mais emergente, até o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, de um país conhecido pela absurda capacidade de censurar as informações até na web, disse claramente, ao abrir a reunião anual do Congresso, que este seria “um dos anos mais difíceis da história da China”.

A crise é grave, chegou há meses ao Brasil. Só nos últimos dias, o país soube que a produção industrial de janeiro caiu 17%, que o PIB teve queda de 3,6% no último trimestre de 2008, que o governo arrecadou R$ 10 bilhões a menos do que previa no primeiro bimestre, que o Ministério do Trabalho registrou quase 800 mil empregos perdidos de novembro a janeiro, que a Fiesp contou 235 mil postos de trabalho eliminados de outubro para cá. Ninguém precisa de um novo número para saber que a crise está entre nós. Cabe ao governo ter uma equipe que lide com o problema com seriedade, que se antecipe aos fatos, que saiba em que direção está indo. Não há uma ação que resolva tudo. Portanto, o plano habitacional que está sendo aguardado há meses, se for bem formulado, será uma parte da resposta. Mas não toda ela.

O governo Lula teve duas vantagens. Primeiro, recebeu de herança uma economia que tinha feito avanços importantes, como a estabilização, as metas de inflação, o câmbio flutuante, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a autonomia do Banco Central. Segundo, o país passou a ser extraordinariamente favorecido pela onda internacional de crescimento, provocada em grande parte pela bolha de crédito americana. A alta das commodities metálicas, o boom de comércio de alimentos, o aumento do fluxo de comércio, a explosão do fluxo de capitais de toda a natureza.

Estar preparado para aproveitar uma boa onda é tão importante quanto saber que ela é temporária leva a decisões sensatas. Foi o que alguns países fizeram, como o Chile, ao montar um fundo para acumular o excesso de receitas dos bons tempos. O governo Lula tomou algumas decisões certas, como a de manter o superávit primário, acumular as reservas, aumentar os gastos com os muito pobres. Mas ele desperdiçou o bom momento ao interromper o ciclo de reformas que preparariam o país para tempos mais duros e ao aumentar de forma extravagante as despesas que não pode cortar.

O improviso diário do presidente, as apostas do ministro da Fazenda, o ensaio de campanha da ministra da Casa Civil não vão resolver a crise. Podem aprofundá-la.

transformacao

15 mar 2009 Posted by | AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, CRESCIMENTO ECONÔMICO, CRISE ECONÔMICA, GOVERNO, POLÍTICA | 3 Comentários

Acordei invocado.

Acordei invocado.garfield

Esta é uma das frases preferidas do Lula, quando se encontra em algum problema e não tem alguma resposta apropriada.

Realmente, ele não tem resposta para quase nada, gosta de fazer metáforas idiotas, como a do “SIFU”, ou a do J. Bush, onde disse que acordou invocado e ligou para o Bush.

Pode ser que para alguns de seus eleitores com pouca educação isto possa parecer verdade, mas a realidade é que para ligar para o Bush, primeiro tinha que falar inglês o que o Lula não fala, e nem o bush fala português. Aí a mentira cai por terra ou caiu antes de ser anunciada.

Mas algo o Lula está fazendo certo, não sei bem o que será, mas 85% de aprovação de seu governo está duro de engolir.

Hoje lendo o Blog da Adriana, (http://www.prosaepolitica.com.br/) encontrei este artigo do Chico Bruno que está muito bem escrito e atual de verdade.

Leiam o Texto do Chico:

ppernas-curtasÉ por isso que acordei invocado

Por Chico Bruno

Hoje acordei invocado, como diz o presidente que nos guia. Passei uma vista d’olhos nas primeiras páginas dos jornalões e fiquei mais invocado ainda.

É que as manchetes dos paulistas Folha e Estadão e do carioca JB tratam de dar vazão a megalomania lulista. Nosso Guia, como diz o Elio Gaspari, antes de tomar o Aerolula arrotou um monte de bravatas para cima do presidente dos EUA.

Ora, todo mundo que tem juízo, sabe que Lula fala da boca para fora, que ao ficar frente a frente com Obama vai se comportar como manda o figurino de todos os presidentes de todos os presidentes brasileiros que bateram as portas da Casa Branca.

No popular, vai colocar o galho dentro ou o rabo entre as pernas. É assim que as coisas funcionam.

A nossa metamorfose ambulante saiu do país ciscando para dentro e quando chegar a Casa Branca vai ciscar para fora. Vale frisar, que o verbo ciscar foi reintroduzido pelo Collor no linguajar diário do país, no momento em que ele era reintroduzido no noticiário graças ao perdão de Lula aos seus antigos desafetos. Interessante que a cada dia essa lista só cresce.

A jornalista Mônica Bergamo publicou que o Lula anda descendo a ripa no camarada Fidel pelo tratamento dado a dois ministros exonerados pelo Raul Castro. Isso é apenas uma amostra da megalomania que atinge a nossa metamorfose ambulante.

A última piada do governo é a criação da carteirinha do torcedor, o que me deixou muito irritado, por que descobri que a idéia foi vendida ao Orlandinho, aquele que é ministro do Esporte por obra e graça do PC do B, por um lobista de uma empresa que fornece torniquetes e cartões magnéticos para universidades e colégios particulares só permitirem o ingresso as aulas de quem esteja em dia com as mensalidades.

Imaginem quando esse pessoal vai faturar e quando vai render para a próxima campanha eleitoral.

A sacanagem vai funcionar assim:dando-instrucoes

Cada torcedor vai se cadastrar e receber uma carteirinha. De posse do “documento” ele vai comprar o ingresso (cartão magnético) em qualquer casa lotérica, que carregará eletronicamente, como ocorre com um telefone celular, o dito cujo.

Como a divisão do bolo é grande, o cartão magnético será de uso obrigatório para todas as pessoas que quiserem frequentar estádios com capacidade superior a 10 mil a partir do Brasileiro de 2010, valendo para as séries A e B, pois abaixo disso não valerá a pena.

Agora, imaginem se isso não é abolir o direito de ir e vir aos estádios.

É por essas e outras sacanagens, como a insistência da VEJA em misturar alhos com bugalhos no que tange a Operação Satiagraha, como esclarece o jornalista Leandro Fortes, em matéria (abaixo) na Carta Capital, que acordei invocado e com vontade de distribuir bordoadas a torto e a direito.

É mole ou quer mais! Se quiser veja o vídeo.

Memória: Visita de Lula a Bush não rendeu nada

O primeiro encontro do presidente Lula com o então presidente dos EUA George W. Bush, em 20 de junho de 2003, terminou sem resultados concretos.

O Brasil prometeu “cooperar para a conclusão exitosa” da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) até 2005, o que não aconteceu, e pediu apoio para obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, que nunca se concretizou.

Bush disse a Lula que os dois tinham de mudar sua imagem: “Você, de esquerdista que não entende de economia, e eu, de fanático que não tem interesse pelo social”. O brasileiro foi o primeiro presidente de um país a se opor à Guerra no Iraque a encontrar Bush após a invasão.

Lula disse a ele que a relação entre os países poderia “surpreender o mundo” e o convidou a visitar o Brasil, que, “além de Carnaval e futebol, tem coisas maravilhosas”. Bush riu e afirmou que Lula tinha “um grande coração”. (Folha de São Paulo)

conversa-com-obama

15 mar 2009 Posted by | ABOBRINHAS, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

A lei seca do Lula II.

A lei seca do Lula II.

Outro dia em uma conversa com o meu irmão José, ele manifestou a sua opinião sobre as estatísticas favoráveis depois de estabelecida a Tolerância Zero pelo governo Lula:

“Se houvesse o aparato de fiscalização nas ruas o tempo todo da mesma maneira que estão atuando agora depois da Tolerância Zero, teriam também diminuído os incidentes com os bêbados dirigindo. Os limites antigos com 0,6% de álcool no organismo, não são considerados embriaguês suficiente para o motorista perder o controle e causar acidentes”

Outro comentário inteligente sobre esta nova medida, é que isto é mais uma medida arrecadatória, mais uma maracutaia para alguém ganhar muito dinheiro com a venda de bafômetros que podem ser comprados no site de compras “EBay” por US$100,00 e estão sendo vendidos aos órgãos fiscalizadores pela merreca de R$6.000,00. E o comandante da Polícia Rodoviária Federal ainda disse cinicamente que importação é um negócio lucrativo e não uma obra de caridade.

Recebi também um Email revoltado que vou reproduzir na íntegra por conter muitas verdades e bater com a minha revolta sobre esta lei idiota que foi assinada pelo Lula para tirar um pouco o foco das ultimas maracutaias que foram divulgadas sobre sua administração, da crescente onda inflacionária que também é o fruto da gastança e do descaso infra-estrutural do país. Funciona assim assina-se uma lei destas e a revolta popular faz o povo colocar em segundo plano a perigosa onda inflacionária que não para de crescer.

Leiam este Email cheio de verdades:

Quem é o amigo da vez se você fizer um brinde no motel?

Da série “Curiosidades da Lei Filha da Puta/2008”:

1) O Dep. Hugo Leal, relator dessa obra de mestre, é evangélico e pertence ao PSC-RJ, eleito no palanque de ninguém menos que Anthony Garotinho. Nós sabemos que Garotinho por ser evangélico não bebe, mas o que ele faz sóbriozinho todo mundo sabe pela imprensa. E o que eu tenho a ver com a religião deles? Eles não podem respeitar a minha?

2) Os acidentes caíram 24% e o movimento noturno no Brasil todo caiu 60%, familias não brindam, namorados não brindam, um bombom é crime, restaurantes estão quebrando, garçons e cozinheiros sendo demitidos, pessoas não saem mais de casa.

3) Esse negócio de amigo da vez é coisa de moleque. Você sinceramente tem um amigo barbado, barrigudo, pai de familia que vai dirigir para você depois do happy hour? Você sinceramente vai com essa sua cara de babaca combinar com outros marmanjos de 50 anos de um de vocês não beber? É coisa de babaca não é? Isso é, ou não é pra destruir todos os bares e restaurantes? Só adolescente tem “amiguinho” que não bebe.

4) Tem coisa mais brochante do que não poder brindar num motel? Imagina, você brinda e do lado de fora já tem uma gente fina te esperando. Pensam que é brincadeira? Passem no motel flamingo em Brasília entre 19 e 22 horas, fica uma viatura do lado de fora vigiando um por um.

5) Depois de brochar, tem coisa mais brochante que pedir pra amiguinho dirigir pra você depois do happy hour?

6) Depois de brochar 2 vezes tem coisa mais brochante do que parar para um guarda fedorento que brochou a semana toda em casa e está louco pra te multar em R$ 500000 e ainda te obrigar a soprar naquela bosta chinesa transistorizada que agora tem poder de te prender?

7) Depois de brochar pela terceira vez dê um soco no nariz do filho da puta que defende essa lei porque “diminuiu 24%” dos acidentes. É claro, Einstein, ninguém mais está saindo. Se ninguém sai, ninguém bate o carro.

8) Eu experimentei sair de taxi. Depois de brochar 4 vezes, só isso é mais brochante. Você vai dar um beijinho nela e o taxista ta babando no retrovisor ouvindo Radioatividade sertaneja 2 AM.

9) Com esse transporte público de merda que tem no Brasil resta chamar um taxi. Uma corrida de 3 quarteirões custa R$ 15,00 na bandeirada 2. É, na verdade, mais um imposto brochante que o governo criou.

10) Sinceramente? Se você não se revoltar e não passar este email a TODOS seus amigos, você é um brocha.

É realmente revoltante ver que as polícias brasileiras, mal treinadas e incompetentes como vêm demonstrando ultimamente as notícias dos equívocos cometidos por esta gente, em vez de procurar dar mais segurança ao cidadão comum, estão todas as noites em plantão permanente perto dos lugares mais concorridos da noite, para pegar os incautos que tomaram talvez dois chopes, ou como vêm dizendo as autoridades que se você comer dois Bon bons de licor, você é uma ameaça à segurança pública.

Se houvesse uma forma de educar o cidadão nas escolas de base sobre as responsabilidades no trânsito, eu garanto que os índices de acidentes vão diminuir. Nos Estados Unidos a educação obrigatória no transito começa aos dez anos. E para terminar, os bêbados de plantão já saem de casa dirigindo bêbados às oito horas da manhã, quando não estão de plantão as Blitz do DETRAN.

Vou relatar um fato ocorrido comigo em 1980 no Chile, em pleno regime de força Pinochet:

Estava eu trabalhando com petróleo na cidade de Punta Arenas no sul do Chile, quando foi necessário fazer um inventário de tubos em um armazém a uns 80 quilômetros de distancia. No carro da empresa de petróleo, iniciamos a viagem quando uns 30 quilômetros à frente encontramos uma barreira com vários soldados armados e outras pessoas à paisano.

Um destes homens à paisano, muito bem vestido, se aproximou da janela do motorista e disse:

“- Senhores peço desculpas pelo incomodo, mas sou representante do judiciário local e tenho em minhas mãos um mandato judicial oficial que vou lhes dar uma cópia. Este mandato nos dá o direito de interromper a via pública para identificar os passageiros que passarem por aqui. Vou precisar apenas de seus documentos pessoais, para conferencia rápida e não vamos deter-los por muito tempo.”

E assim foi feito, os documentos foram conferidos em uns dez minutos, os soldados armados não se aproximaram, ficaram à distância apenas como uma garantia. E isto foi em uma ditadura.

Quase igual ao Brasil!

Constitucionalmente, o direito de ir e vir é uma garantia, e como no exemplo acima, deveria haver uma ordem judicial para interromper uma via pública, com pessoas educadas e a paisano para lidar com os cidadãos, deixando ao lado os integrantes armados, apenas para as emergências. Deveriam fornecer uma cópia do mandato aos cidadãos incomodados com a interrupção de sua rotina em uma via pública. Isto seria no mínimo uma atividade democrática e respeitosa às pessoas que estão pagando os salários das autoridades.

Mas o que esperar em um país democrático onde o cidadão é obrigado a votar????????????

Realmente, eu creio que depois da euforia inicial, as blits vão arrefecer e tudo vai ficar mais ou menos normal, como sempre acontece no Brasil. Menos a existência da lei que vai ficar pairando indefinidamente sobre as nossas cabeças.

Eu posso visualizar em uma festa dada por um cidadão com alguma ambição política, é motivo de preocupação para outro político da oposição deste pretensioso futuro político. Então este político preocupado move seus contatos políticos e consegue uma blits em uma das ruas principais perto da casa do futuro político e quase todas as pessoas que saem da festa são paradas e multadas. No dia seguinte no noticiário sai a manchete “Orgia e bebedeira em casa de fulano dá multa e cadeia dos participantes”

Qualquer desafeto de qualquer um pode ficar de espreita e produzir coisa semelhante enquanto existir esta lei imbecil.

20 jul 2008 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, CENSURA, GOVERNO, Justiça, POLÍTICA | 1 Comentário

Sobre o desarmamento..

Sobre o desarmamento..black-hawk-1.jpg

Hoje pela manhã, apareceu oriundo de várias fontes, um novo conceito sobe a tentativa de desarmamento da população.

Realmente não tive como verificar a veracidade dos fatos recebidos pela minha caixa de correio eletrônico e, parece um pouco fantasioso todo este complô para satisfazer apenas as ganâncias de uma pessoa.

Vou publicar primeiro a mensagem recebida na íntegra, e depois, republicar alguns artigos antigos do blog sobre as minhas idéias do desarmamento.

Veio no Email o seguinte:

REPASSANDO

Lembra da história do desarmamento?

Pouco antes do Referendo de 23 de outubro de 2005,

circulou por toda Internet uma notícia dando conta

de que, a razão pela qual a Rede Globo apoiava

fervorosamente a Campanha de Desarmamento , seria o

fato de que essa empresa teria se associado a

Glock, fabricante austríaca de pistolas

semi-automáticas, para dominar o mercado de

segurança privada em todo o País.

Com o cidadão proibido de ter armas e com a

segurança pública praticamente falida, a Rede Globo

criaria uma gigantesca empresa de segurança

particular e a Glock por sua vez, forneceria as

armas com exclusividade.

Na época, tal idéia parecia absurda! Alguns

afirmaram que

era um simples boato ou invenção dos defensores do

NÃO! Ora, como uma empresa de armas de fogo

estrangeira se instalaria em um País cujo Governo

estava em franca campanha contra o comércio de

armas de fogo?

Pois agora a verdade veio a se confirmar. Acaba de

ser inaugurada a Glock do Brasil S.A. na Av. Cidade

Jardim, 400 em São Paulo/SP. Uma distribuidora

oficial das pistolas Glock em solo brasileiro.

E agora a surpresa; quem teria dado suporte

político para mais essa falcatrua? Ele mesmo, o

mentor do desarmamento brasileiro, o senador

antiarmas Renan Calheiros!

Renan , segundo notícias que somente agora vazaram,

teve a canalhice de, na época em que começaram a

fermentar as primeiras propostas de desarmamento,

ameaçar a diretoria das Forjas Taurus do Rio Grande

do Sul ( maior fabricante de armas leves da América

do Sul), com a seguinte proposta criminosa:

ele exigia três milhões de reais da empresa para,

não apenas engavetar o então projeto do Estatuto do

Desarmamento, como continuaria usando as pistolas

Taurus nas Forças Nacionais de Segurança.

Como a Taurus recusou-se a fazer tal negociata,

Renan Calheiros e sua comparsa Rede Globo levaram a

cabo seus planos, iniciando aquela brutal campanha

contra o comércio de armas de fogo no Brasil. É

verdade que o povo brasileiro não engoliu todas

aquelas mentiras e eles acabaram sendo derrotados

no Referendo com uma carraspana de 64,93% de NÃO!

Hoje está comprovado que tudo era verdade. Aliás, o

próprio presidente da Glock do Brasil, Luiz A.

Horta declarou:

‘… o maior garoto propaganda de nossas armas é o

próprio Presidente Lula, pois todos os agentes de

segurança do Governo e os homens do Serviço

Secreto, tiveram suas pistolas Taurus trocadas por

Glocks novinhas em folha’.

Se, após tomar conhecimento de mais essa vergonha,

você, mesmo não gostando de armas, ficou indignado,

repasse o mais possível essa mensagem. Vamos fazer

com que todos saibam de mais essa sujeira

do ‘ Senador das laranjas’ Renan Calheiros !

Agora se tiverem vontade confiram minhas idéias e de outros autores sobre este assunto

As armas e o cidadão.

Uma dos pilares da democracia foi a possibilidade do cidadão comum de se defender sem o auxilio do governo. Os governos medievais defendiam os cidadãos do reino, mas exploravam estes mesmos cidadãos e abusavam dos seus poderes armados e cometiam todas as classes de arbitrariedades, sem que os cidadãos pudessem se defender, pois as armas eram um privilégio de poucos e o treinamento com estas armas, era o privilégio dos membros da corte.
Com o progresso da indústria de armas e a possibilidade de que uma pessoa comum pudesse adquirir uma arma e treinar com ela e conseguir dominá-la o suficiente para se defender, eliminou as dependências do povo somente no poder do governo para defender-los e as arbitrariedades passaram a ser mais arriscadas, pois os plebeus podiam se defender respaldados por uma arma de defesa pessoal.
No século XVI quando foi fundada a republica americana, um dos artigos da constituição da nova republica era que o cidadão tinha o direito de ter e portar armas.
Isto foi feito, porque no domínio inglês, era proibido o uso de armas de fogo pelos cidadãos comuns e apenas os membros da corte inglesa e seus asseclas podiam fazer uso destas armas. Com estas regras, pensavam em manter para sempre o domínio sobre os moradores das províncias.
Em todo tipo de domínio déspota e ditatorial, a primeira providência que um soberano toma, é desarmar a cidadania. Seja de esquerda ou de direita, um ditador se sente inseguro se a população estiver bem armada.
Isto, historicamente, vem sendo provado desde os tempos medievais. Sem poder se defender, os cidadãos não têm voz ativa e, portanto não tem democracia.
A democracia sempre se baseou no poder dos cidadãos para existir e as armas sempre foram o início e a manutenção da democracia.
Para que haja democracia, tem que haver um equilíbrio de forças entre o governo e a população e isto inclui a presença de armas nas mãos dos cidadãos.
Não apenas armas, mas também a responsabilidade e o treinamento com elas devem ser atrelados ao ato e vontade de possuir uma arma de defesa pessoal.
As experiências de desarmamento popular que tiveram início nos anos noventa, na Inglaterra e na Austrália, mostram que a violência aumentou e muito depois das proibições, e que hoje depois de dez anos de proibição as armas são mais numerosas, o controle sobre elas menor e o crime violento e os assaltos tiveram um aumento exponencial.
O meu pensamento pessoal sobre a posse de armas pelo cidadão, e o dever do governo de interferir é o seguinte:
1. O cidadão deve ter o direito de comprar legalmente qualquer tipo de arma que desejar.
2. Ao comprar uma arma, serão pedidas a este cidadão pelo vendedor, todas as formas de identificação legal e depois de receber um cheque ou qualquer caução, o comprador escolhe uma academia de tiro para receber a sua arma. O vendedor apresentará a lista dosa estabelecimentos registrados.
3. Na academia, antes do comprador receber a sua arma, ele faz um teste psicotécnico, tipo do teste usado na Policia Federal para os portes de armas.
4. Se ele se mostrar equilibrado passando nos testes, ele começa a freqüentar um curso, sobre o que representa ter uma arma e as responsabilidades sobre o uso da mesma.
5. Depois do curso teórico ele passa a freqüentar um curso prático, já com a arma comprada por ele.
6. Neste curso ele aprende não apenas a manejar a arma como aprende a guardá-la, limpá-la e também as responsabilidades sobre o uso e efeitos da arma. Neste curso será mostrado o potencial destrutivo de um projétil partindo de uma arma, e modelos com gel serão usados para simular carne humana atingida por uma bala. Será um tratamento de choque.
7. Se ele for aprovado com a arma comprada por ele, este novo portador poderá portar a sua arma e receberá para isto um documento de porte.
8. Se ele escolheu a arma errada e não se classificou, poderá trocar por outra menor e mais fácil de usar, pagará ou receberá a diferença, ou poderá fazer o curso com uma arma alugada da academia, e depois comprar igual.
9. Depois de aprovado, este novo portador deverá ser reciclado todos os anos ou de dois em dois anos, de acordo com o tipo de arma escolhida por ele.
10. A ingerência do governo em toda esta transação seria:
Regulamentar as academias.
Criar uma legislação especial para os crimes cometidos pelos portadores de armas licenciados.
Regulamentar os tipos de armas a serem vendidos.
Proibir as armas de defesa, modificadas para ataques como silenciosos, ETC.
5. Com uma atitude destas, um governo preserva os direitos dos cidadãos, recupera o controle sobre as armas legais existentes, desestimula os assaltos, e mostra que a democracia está sendo preservada.
6. Esta conversa que o número de armas nas mãos do cidadão, estimula a violência não procede. Veja um exemplo, os quartéis, qualquer quartel. Do exercito, da polícia ou mesmo uma delegacia. Estão todos armados nestes estabelecimentos, todos são seres humanos, sujeitos ao mesmo stress do dia a dia, todos têm problemas pessoais, e as estatísticas de violência com armas nestes ambientes são bem pequenas. Porque será então que o governo tem este medo de que o cidadão possa andar com uma arma de defesa? Isto não tem o menor sentido direto ou lógico a menos que se esteja planejando algum golpe de estado e seja antes necessário desarmar primeiro o cidadão.

Existem organizações que reprovam qualquer tipo de controle e que desejam que o cidadão possa portar qualquer tipo de arma sem o menor controle ou treinamento.
Estes pensadores devem lembrar que da mesma forma que um controle muito rígido prejudica a democracia, uma falta total de controle por parte das autoridades também coloca a democracia em cheque, pois para existir democracia se supões algum tipo de governo e se existe um governo, este tem que ter algum tipo de controle sobre os cidadãos para que não se estabeleça uma barbárie como está acontecendo com as milícias no Rio de Janeiro.

O artigo abaixo, escrito por Ralph J. Hofmann tem um ponto de vista atual e interessante sobre o uso e porte de armas por classes sociais e organizações sindicais.
Isto, está tramitando porque o cidadão está se sentindo indefeso e não confiando nas capacidade do governo de defender-lo.

Esta onda de desarmamento da população começou no governo FHC. Um de seus ministros da justiça, precisamente o DR. José Gregori disse que a população não deveria reagir a um assalto, mas também não sair de casa sem pelo menos dez reais no bolso, para que o bandido ao assaltá-lo não ficasse zangado se não encontrasse nada e resolvesse agredir o assaltado.
Esta atitude me encheu de vergonha de ser brasileiro, e pessoalmente resolvi dar uma olhada de como vivia o Ministro. Parei o meu carro, ostensivamente em frente a sua casa executiva na Península dos Ministros. Não demorou mais do que dois minutos apareceram dois seguranças armados e o da frente veio me perguntar o que desejava e o de trás ficou de arma na mão. Eu disse não desejar nada apenas queria saber quantos seguranças armados protegia o ministro. Eles então disseram para seguir em frente e não parar mais ali. Assim é fácil dar conselhos para não resistir e ficar passivo sendo assaltado.

O governo Lula, continuou esta onda de desarmamento, com o seu desarmador mor,
Márcio Thomás Bastos o hipócrita que abraçou a causa sabendo que estava desvirtuando a democracia, como demonstrou em seu artigo recente publicado neste BLOG.

Agora chega desta discussão e leiam o artigo do Ralph:

Por Ralph J. Hofmann

Vejam que gracinha:

PROJETO DE LEI QUE LIBERA ARMA PARA ADVOGADO ESTÁ EM EXAME NA CÂMARA
A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 07/07, do deputado federal Carlos Lapa (PSDB-PE), que autoriza o porte de arma de fogo para advogados.

Os advogados se consideram espécimes em perigo? Há perigo de extinção dos advogados? Qual é a estatística de advogados mortos sob fogo inimigo? É maior do que a soma de outras pessoas, não-advogadas?
Não que eu seja contra o porte de armas para advogados, mas há um aspecto que perpetua o conceito de “os porcos serem mais iguais do que os outros animais, nestepaiz.
O registro das armas dos advogados seria na OAB. A esta altura será que o CRECI não poderia registrar armas para agentes imobiliários, o CREA para engenheiros e a AMB para médicos?
Será que não caberia a criação de uma entidade que congregasse todos os que em algum momento já tivessem sido assaltados ou escapado por pouco de serem assaltados para manter registro das armas. Poderia ter subcategorias, “Associação do Carro Roubado, Associação de Vítimas e Parentes de Seqüestrados, e por aí afora, todos com direito de registrar armas.
Na verdade eu gostaria de saber se bandidos portadores de arma poderão registrá-las numa “Associação Brasileira dos Fora-da-Lei.
O policial se aproxima de um portador de AK-47 e diz: – Vou ter de ficar com sua arma. O sujeito se identifica com o porte de arma de Fora-da-Lei e ameaça o guarda por interferir em suas atividades profissionais.
A verdade é que em Tombstone no Velho Oeste Wyatt Earp primeiro matou ou expulsou todos os fora-da-lei. Depois passou a exigir que os vaqueiros que entravam na cidade deixassem as armas em custódia no escritório do Xerife até deixar a cidade.
Aqui se faz o contrário. Se desarma a cidade, prende o cidadão que se defende dos criminosos e se deixa os fora-da-lei à vontade para massacrar a população.
Menos os advogados. Estes deverão andar com uma carteirinha da OAB presa na lapela para que os bandidos não se metam com eles. Aliás, não seria de bom alvitre sagrar cavaleiro esses advogados? Cria-se uma nova casta de nobreza. Dom Advogado Fulano de Tal. Como na Idade Média. Os cavaleiros podiam portar espada. Dali para o presidente da República ter um título mais a altura é um passo pequeno.
Imaginem Lula da Silva Rex Imperator , Duquesa Dilma de Roussef .
Fevereiro 16, 2007

Hipocrisia,

A verdade tardia.

Não se pode negar a competência e o preparo do Dr. Marcio Thomas Bastos.

É uma pena, que como ministro da justiça, ele tenha usado esta capacidade não para defender a justiça e garantir a prevalência desta, mas usou a sua capacidade técnica para defender o governo Lula com unhas e dentes até pondo em risco a sua idoneidade.

No caso do caseiro foi por pouco e por incapacidade do MPF que ele não entrou pelo cano.

Uma das primeiras defesas que ele fez no governo como Ministro foi a defesa do desarmamento público, uma das táticas mais usadas pelos governos totalitaristas para evitar revoltas armadas. (Hitler – Mussolini – Stalin – Castro – Milosevic – Idi-Amim – entre muitos outros)

Ele sabia como sabe que a culpa da violência e o crescimento desta não está apenas na posse das armas. As armas, não atiram por si, e são e devem ser consideradas como um instrumento de precisão. Um bisturi cirúrgico é um instrumento de precisão e deve ser usado por pessoas treinadas, assim como as armas.

Em uma ocasião perguntaram ao Ministro Bastos, em plena campanha de desarmamento, quantas armas perigosas como AR15, Lança Rojão, Pistolas 9mm, ele havia recolhido nesta campanha.

Ele respondeu mais ou menos assim: Nós não estamos em campanha para desarmar bandidos que são os que usam estas armas. Isto é trabalho para as polícias. O nosso trabalho nesta campanha é tirar as armas das mãos das pessoas honestas para que elas não se machuquem com elas.

Ministro, para que esta cara de pau do Lula, sobre um assunto que conhece bem. A sua resposta não reflete a realidade. Estaria então, enfocado com a sua resposta, recolher não somente as armas de fogo, mas as facas, foices, machados, martelos, chave de fenda, e tudo mais para que os debiloides cidadãos que lhe ouvem, não se machuquem com estes instrumentos. Deveria trocar tudo por instrumentos de plástico, mas com cuidadosas instruções para que os usuários não usassem de forma imprópria e se intoxicassem.

O Ministro Thomas Bastos sabe melhor do que ninguém que as armas não matam e nem causam aumento da violência por si só. Elas precisam das pessoas que as manejam.

Estas mesmas pessoas, sem nenhuma perspectiva na vida, sem uma boa educação, passando fome ou sobrevivendo com um salário da fome. Com estas características, os desesperados cidadãos olham os seus representantes que praticamente o único trabalho que desenvolvem é legislar em causa própria, ganhando ou gastando a mixaria de R$685.0pria, ganhando ou gastando a micharia de R$685. 00 todos os meses. (mil novecentos e cinqüenta e sete salários) Então estes mesmos cidadãos de segunda categoria cansados de esperar a vida melhorar, pegam em armas e a violência aumenta, e vem o Senhor Ministro, legislar a violência proibindo o cidadão honesto e trabalhador de possuir armas para sua própria defesa.

Naquele instante, querendo mostrar serviço para o governo, comandado pelo Zé Dirceu que nos moldes de CASTRO tinha os planos para desarmar o cidadão para melhor os controlar, o Ministro entra de cabeça no programa dizendo e repetindo as abobrinhas do PT para justificar e mostrar o seu trabalho.

No texto abaixo, muito bem escrito e com toda a razão de uma pessoa treinada dentro dos parâmetros legais o Ministro Bastos fala com propriedade sobre os acontecimentos da recente violência e as conseqüências dela.

No texto abaixo, vamos retirar do contexto um parágrafo e vamos substituir algumas palavras referentes às armas para ver como fica e demonstrar desta forma a hipocrisia do Senhor Bastos:

Original:

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que visse a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Modificado:

Vamos mudar apenas cinco palavras para demonstrar a nossa tese.

Vamos retirar do texto o seguinte: @O simples aumento de pena@e em lugar destas palavras vamos acrescentar e vamos ver se fica coerente:

A simples supressão das armas

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. A simples supressão das armas não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Para esclarecer ainda mais, a palavra grifada PENAL pode ser subtraída.

Entenderam agora o título do artigo

Hipocrisia

Ainda bem que o referendo não funcionou para o PT, mas mesmo assim, o Ministro interfere e uma ADIM posta pelo PDT contra o estatuto do desarmamento está esperando o julgamento por anos, e está cheio de argumentos fortes contra o desarmamento sistemático da população. O Brasil já possui uma legislação contra o uso e porte de armas das mais rígidas do mundo, e eles, as autoridades insistem em desarmar definitivamente todos os cidadãos.

Se as leis vigentes não estão conseguindo controlar os bandidos que para usar armas desafiam qualquer tipo de lei, a tentativa de desarmar os cidadãos honestos vai é levá-los de condição de cidadãos obedientes à uma condição de foras da lei.

A intenção deste comentário foi mostrar os reais interesses do Ministro e do Governo que o contratou.

Estamos em desacordo sobre o assunto ARMAS, mas concordo plenamente com a sua posição referente à impunidade e já escrevi outros artigos sobre o assunto.

Volto a criticar e acusar o EMA como: Catalisador da violência urbana

Duas coisas têm que ser mudadas:

1. A pena para o crime existe e tem que ser cumprida por qualquer um que cometa a infração, nos moldes da Inglaterra onde dois garotos um de 10 anos e um de 11 anos estão no memento cumprindo pena por crime de assassinato.

2. A folha corrida existe para que um magistrado ao julgar um crime, possa entender o caráter do réu, e os crimes cometidos em qualquer idade, têm que constar da folha corrida de uma pessoa. Um criminoso com várias mortes nas costas quando menor comete um pequeno crime já como adulto. Como não tem ficha corrida sobre os seus crimes anteriores, o magistrado pode decidir soltá-lo para que ele responda em liberdade. Ele então vai lá e mata todas as testemunhas que possam testemunhar contra ele.

3. Os seus escrúpulos ou falta destes, falarão mais alto e se o Magistrado tivesse idéia da periculosidade deste indivíduo, poderia mantê-lo preso até o julgamento – Assassino mirim não pode ser considerado réu primário quando adulto –

Agora podem ler o artigo do Ministro Márcio Thomaz Bastos em sua íntegra:

Reformar o processo penal é preciso*

Márcio Thomaz Bastos**

A morte trágica do garoto João Hélio reacendeu a discussão sobre a necessidade de reformas na legislação penal. Inúmeras propostas foram apresentadas como solução instantânea para a complexa questão da criminalidade, como a redução da maioridade penal ou o endurecimento das penas. No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Por isso, em vez de centrar a análise nas propostas que surgem no calor dos acontecimentos, seria importante retomar projetos que já foram amplamente debatidos e cuja concreta utilidade é reconhecida, como as propostas para aceleração do processo penal. É evidente que não adianta ampliar o tempo máximo de prisão ou o prazo para a progressão de regime se o julgamento pela prática de um delito demora oito ou nove anos para chegar a seu termo.

Esse estado de letargia é contraproducente porque, em muitos casos, garante a impunidade pela prescrição. Essa morosidade é prejudicial à própria organização social, pois cria uma sensação de incerteza para todos os envolvidos em uma prática criminosa (vitimas, réus, comunidade) que dificulta a vida em comum. A certeza e a eficiência na aplicação da pena são mais relevantes do que sua duração.

A reforma do processo penal é, portanto, uma necessidade. A supressão de gargalos e a redução do tempo de tramitação dos processos são fundamentais para criar um ambiente de segurança e certeza da aplicação das leis penais em um tempo razoável.

Por outro lado, é importante que essas mudanças sejam feitas sempre com respeito aos parâmetros constitucionais que regem o direito penal, para evitar a arbitrariedade e o cerceamento do direito de defesa. Nesse sentido, já existem propostas amplamente debatidas e amadurecidas em tramitação no Congresso que, uma vez aprovadas, representarão um processo penal mais dinâmico e ágil. Trata-se de cinco projetos de lei (PL) que foram reconhecidos como importantes para o aprimoramento da política criminal nacional pelos três Poderes da República.

O PL 4.207/01 tem o objetivo de acelerar a tramitação do processo penal por meio de uma série de medidas simples, como a unificação das audiências para ouvir as testemunhas de acusação e defesa – que hoje são realizadas em momentos distintos – e a citação por hora certa – que evita que o processo seja prolongado pela dificuldade de encontrar o réu.

O PL 4.203/01 regulamenta o processo no Tribunal do Júri. Os processos de julgamento de crimes dolosos contra a vida são complexos e levam muito tempo até sua conclusão devido à existência de recursos específicos que postergam a solução final, como é o caso do protesto por novo júri, recurso admitido apenas para condenações iguais ou maiores que 20 anos. Para enfrentar tais questões, o projeto propõe a racionalização de procedimentos, como a unificação de audiências para ouvir testemunhas, a previsão de que os atos do processo só serão adiados por motivos excepcionais e a supressão do protesto por novo júri, por ser injustificável um recurso que tenha como único fundamento o tamanho da pena aplicada.

Já o PL 4.205/01 regulamenta de maneira mais clara a produção e a validade das provas para evitar anulações de processos. O quarto projeto (PL 4.208/01) estabelece novas medidas cautelares para assegurar o andamento do processo penal. Hoje, quando o réu atrapalha a tramitação da ação ou quando há evidências de que ele não vai cumprir a pena, o juiz pode determinar sua prisão preventiva. Com a aprovação da proposta, o juiz poderá aplicar outras medidas para garantir a ordem processual, como prisão domiciliar, retenção de documentos ou suspensão do exercício de cargo público.

Por fim, o governo federal, a partir da decisão do STF sobre a inconstitucionalidade da lei que regulava a progressão de regime prisional nos crimes hediondos, apresentou ao Congresso um projeto para tratar do tema (PL 6.793/06) (clique aqui). De acordo com ele, o sentenciado por crime hediondo só terá direito à progressão após cumprir um terço da pena, e não um sexto como prevê a legislação ordinária.

A aprovação desse conjunto de propostas é uma resposta racional para uma sociedade que clama por mais segurança. A maturidade com que cada uma delas foi discutida e apresentada e sua concreta eficácia para a redução dos delitos fazem desses projetos medidas fundamentais para o combate efetivo à criminalidade.

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo de hoje (15/2/2007)

 

02 abr 2008 Posted by | AUTORITARISMO, CENSURA, Desarmamento | 1 Comentário

Aí está o bolsa eleitor.

bolsa-familia.jpgAí está o bolsa eleitor.aguadolulabmp.jpg

O principal programa “social” do governo Lula, este que agora foi ampliado para os menores com direito a votar de 16 e 17 anos, que teria como finalidade principal evitar a evasão escolar, está furado.

Com dados fornecidos pelo próprio governo, a evasão escolar aumentou nos principais centros onde se gasta mais com o auxílio e em outras tantas cidades, ficou no mesmo nível que estava antes de existir bolsa família.

No mesmo embalo, a popularidade do presidente aumentou muito onde a evasão também aumentou de acordo com pesquisa feita com os dados do próprio governo.

E agora?

Será que o Brasil não acorda?

Está descaradamente comprovado de que o programa é eleitoreiro, sua função é a dependência da classe mais pobre nas tetas do governo, e sua função principal, é aumentar a popularidade do Lula perante os eleitores de menor renda.

Deveriam existir no Brasil, políticos que defendessem o eleitor. Políticos que não tivessem medo de falar a verdade, políticos que tivessem brio na cara. Políticos com a coragem de propor uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) modificando a lei eleitoral e impedindo do direito ao voto, as pessoas que participarem dos programas sociais do governo.rei-lula-2.jpg

Seria um pouco polêmico, mas com todas as evidências de que estamos pagando para o governo comprar mais votos, seria muito discutível e passível de aprovação pelo menos no Senado. Poderia então ir ao supremo com todas as provas de que a cidadania não estaria comprometida, pois as pessoas poderiam sair dos programas e voltar ao quadro eleitoral, e para as pessoas que estivessem com a cidadania em foco, seria um incentivo para deixarem os programas o mais rápido possível.

Os cidadãos que preferissem viver de esmola abririam mão de seu direito ao voto.

rei-lula.jpgDEMOCRACIA PURA E DIRETA.

Leiam agora a reportagem de VEJA que propiciou este artigo.

Brasil

Bolsa Família é ineficaz contra a evasão escolar

08 de Março de 2008

O Bolsa Família, principal programa social do governo Lula, não está cumprindo o seu principal objetivo, propagado pelo Planalto: o de manter as crianças e adolescentes de regiões carentes na escola. Um em cada quatro brasileiros recebe do governo alguma ajuda do programa – em forma de dinheiro vivo – em troca da garantia de que os jovens completem pelo menos os oito anos do ensino fundamental. Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de dados dos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Educação, entretanto, aponta que nos 200 municípios onde há mais famílias dependentes do Bolsa Família, a evasão escolar, contando os abandonos da 1ª a 8ª séries, cresceu de 2002 a 2005.

De acordo com o diário paulista, o abandono aumentou em 45,5% destes municípios (91). Em outros 18,5% (37 cidades), a taxa de evasão escolar é igual à da época em que o programa não existia, em 2002. Ou seja: somando-se os dois números, chega-se à conclusão de que em 128 (ou 64%) das 200 cidades que mais têm beneficiários do Bolsa Família, o programa é simplesmente ineficaz.

Em alguns casos, o número de crianças que deixam a escola mais do que dobrou. Acauã, uma das cidades-símbolo do programa Fome Zero, visitada por ministros no primeiro ano do governo Lula, tem 71,6% de suas famílias no Bolsa Família. Ali, o abandono escolar subiu de 4,4% para 12%. Em 13 cidades, o índice superou 20% de estudantes largando a escola, um número considerado assustador pelo próprio Ministério da Educação. Em Lagoa dos Gatos (PE), o abandono passou de 8% para 17,6% em apenas três anos.

Custos – Não seria nada se o custo da assistência social bancada apenas pelo governo federal – incluindo programas como o Bolsa Família, Previdência, educação e saúde – não tivesse ultrapassado os 300 bilhões de reais em 2006, um aumento de 40% em relação a 2003. Também não seria nada se o governo não tivesse anunciado, no começo de 2008, que o programa vai receber uma injeção extra de 2 bilhões de reais, com a inclusão dos jovens acima de 16 anos

Os críticos do Bolsa Família sempre enxergaram nele um programa com interesses eleitoreiros. Pois bem. Segundo o levantamento, o desempenho de Lula como candidato a presidente melhorou muito nestes 200 municípios entre as eleições de 2002 e de 2006. Comparando os segundos turnos da eleição e da reeleição, o jornal revela que o presidente ganhou mais votos em todas as cidades com mais população atendida pelo Bolsa Família. Em alguns casos, registrou votações fenomenais: os 3.408 votos de Araioses (MA), em 2002, por exemplo, viraram 12.958 votos na campanha da reeleição; os 2.996 votos de Girau do Ponciano (AL) subiram para 12.550 votos.

Meio de vida – Em troca de votos, o governo do PT criou um programa que se transformou num meio de vida, e não numa ajuda emergencial e transitória. Nas áreas mais pobres, como o sertão nordestino e o mineiro, já há falta de mão-de-obra para a lavoura. Em vez de roçarem ou semearem, os ex-agricultores preferem ficar em casa, sacando mensalmente sua parcela do Bolsa Família. E basta as crianças ultrapassarem a idade em que estão aptas a receber o benefício para que sejam tiradas da escola e colocadas para trabalhar pelos pais.

E agora petralhada?

Está caindo a máscara?

E agora seus covardes políticos de oposição?

Vão seguir seguir olhando sem faz nada?

rui-barbosa.jpgE o Rui Barbosa quando disse:

“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado”

Ele falou para quem?

O PT?

09 mar 2008 Posted by | AUTORITARISMO, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Memória curta.

Memória curta.

 

A “tchurma” do PT tem memória muito curta.o-estado-e-eu.jpg

Durante uma apuração das contas de campanha, ficou configurada uma irregularidade que se fosse interpretada ao pé legal da letra, impugnaria a campanha do Lula.

Uma empreiteira que servia no porto de Santos,me parece, doou vinte e poucos mil reais para a campanha do PT à presidência o que é irregular e proibido.

Em decisão única e sem precedentes o Ministro Marco Aurélio disse que esta quantia não representava uma vantagem muito grande na eleição e descartou um pedido de impugnação por parte da oposição.

Foi uma decisão no mínimo parcial, pois a lei não pode ser quebrada quantitativamente e na lei eleitoral, qualquer quantia que for dada irregularmente tem que influenciar na decisão de impugnação do candidato. Um governador perdeu o mandato por que doou cem reais a um candidato e foi considerado compra de votos.

Com esta decisão, o Ministro Marco Aurélio beneficiou a campanha do Lula que poderia ter perdido o mandato.

Agora, vem o Ministro Marco Aurélio, dar uma opinião correta em que estes programas sociais estão retirando da sociedade a oportunidade de uma imparcialidade de escolha na hora da votação, e a “Tchurma” do PT fica aí choramingando e dando apoio à irritação do presidente que sempre acontece quando alguém critica alguma de suas barbaridades.aprendiz-de-ditador.jpg

O nosso filhote de ditador está realmente passando dos limites com estas campanhas sociais visando benefícios na hora do sufrágio.

O ministro deve estar se arrependendo por não ter cumprido a lei ao pé da letra e impugnado a campanha do apedeuta no momento oportuno em que poderia ter sido feito.

Ainda tem um jeito para consertar esta tentativa de transformar o nosso sistema eleitoral em uma farsa montada pelo Lula nos moldes do Chavez.

Bastaria o Ministro, ou alguém da oposição, sugerir uma PEC

(Proposta de Emenda Constitucional) para considerar quem estiver sendo favorecido pelos programas sociais do governo sejam impedidos de votar.

Eu realmente não sei se o Ministro pode sugerir isto, mas alguém precisa fazê-lo.

Leiam agora a reportagem no Estado De São Paulo:sapos-e-largatos.jpg

O Estado de São Paulo

5 de março de 2008

Bancada do PT decide representar contra Marco Aurélio no Supremo

Deputados alegam que ministro desrespeitou Lei da Magistratura ao dar declarações sobre Territórios da Cidadania

Denise Madueño e Felipe Recondo, BRASÍLIA

A bancada do PT na Câmara encampou a irritação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Judiciário e decidiu representar contra o ministro Marco Aurélio Mello no próprio Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho da Magistratura. Os deputados petistas argumentam que o ministro desrespeitou a Lei da Magistratura ao dar declarações sobre o programa Territórios da Cidadania, lançado por Lula na semana passada. A representação se baseia no inciso 3 do artigo 36 da lei que veda ao magistrado manifestar por meio de comunicação opinião sobre processo pendente de julgamento.

Os petistas reclamam de declarações do ministro, segundo as quais analisaria eventuais ações contra o caráter eleitoreiro do programa antes de formalização de processo. De acordo com informações de petistas, a proposta partiu dos deputados José Eduardo Martins Cardozo (SP) e Fernando Ferro (PE) e obteve o apoio de toda a bancada. A decisão de questionar a conduta do ministro foi tomada durante reunião da bancada na Câmara. O texto das representações será elaborado pelo departamento jurídico do partido.

“O ministro desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura opinando sobre programas sociais do governo que ainda não tinham sido questionados judicialmente. E, o mais grave, essa não é a primeira vez que ele tem essa postura, emitindo opinião política sobre o governo Lula”, argumentou Martins Cardozo.

“O ministro fez um prejulgamento, emitiu opinião sugerindo que o programa Territórios da Cidadania, lançado pelo governo Lula no início da semana passada, poderia ser eleitoreiro. Ora, essa foi a deixa para que os partidos de oposição entrassem na Justiça questionando o processo”, disse.

CONFRONTO

A ação da bancada petista é o segundo capítulo da disputa do Palácio do Planalto com o ministro. O confronto começou na noite de quinta-feira passada, quando Lula usou um palanque em Aracaju para criticar o Judiciário.

O presidente aproveitou seu discurso para fazer um duro ataque a Marco Aurélio, ainda que não o citasse explicitamente. “Seria tão bom que o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele”, afirmou. “Se cada um ficar no seu galho, o Brasil tem chance de ir em frente. Se cada um der palpite , pode conturbar a tranqüilidade que a sociedade espera de nós.”

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio havia criticado o Territórios da Cidadania, em sua avaliação um programa social lançado em ano eleitoral, o que é proibido por lei. Segundo o ministro, a oposição poderia contestar a iniciativa na Justiça – e isso de fato foi feito pelo DEM, no dia seguinte.

Um dia após o desabafo presidencial, Marco Aurélio disse ter estranhado a “acidez” do discurso em Aracaju e foi irônico com as queixas de Lula. “Há um fenômeno que é denominado o direito de espernear”, comentou na ocasião. Parlamentares condenaram o discurso de Lula. “É a última crítica que ele poderia fazer”, disse o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Diante da repercussão negativa, o próprio Lula adotou tom um pouco mais moderado no dia seguinte ao episódio, embora não se retratasse. “No Brasil, as pessoas que dão palpites precisam aceitar que outras dêem palpites”, argumentou.

“Eu não sabia que eles estavam tão incomodados”, reagiu ontem Marco Aurélio, referindo-se à iniciativa dos deputados petistas. “Esqueceram-se de que o Tribunal Superior Eleitoral tem a função de planejamento das eleições e consultiva, de interpretar a lei. Eu penso que estou cumprindo o meu dever como presidente do TSE.”

FRASES

José Eduardo Martins Cardozo Deputado (PT-SP)

“O ministro desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura opinando sobre programas sociais do governo que ainda não tinham sido questionados judicialmente. E não é a primeira vez que ele tem esta postura”

“O ministro fez um prejulgamento, emitiu opinião sugerindo que o programa poderia ser eleitoreiro”

Tem cabimento gente esta Tchurma está demais.

 

Quando o Ministro ignora a lei beneficiando o PT ai “PODE”.hora-de-decisao.jpg

Quando em um ataque de cidadania o Ministro interpreta corretamente o que o Lula está fazendo de errado e se manifesta, aí “NÃO PODE”

 

Nota do editor:

Thurma = companheirada = + ou – corja ( para este termo existem exceções, mas são poucas).

 

 

 

 

06 mar 2008 Posted by | AUTORITARISMO, ÉTICA, POLÍTICA | 1 Comentário

Renan o democrata.

Renan o democrata.

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A democracia é definida quando os cidadãos de um país têm maturidade suficiente para escolher os representantes que encontrarem mais capazes de administrar a coisa pública que conseguida à custa do dinheiro dos impostos, que estes mesmos cidadãos contribuem para que sejam feitas as melhorias para transformar a vida de todos em uma vida mais confortável. Estes representantes são os que fazem as leis que pode organizar a vida do país. Estes mesmos representantes devem zelar dentro de suas atribuições que a carta magna ou constituição seja respeitada.

Então dentro deste conceito de democracia, o conjunto de todos os representantes do povo, o Congresso, é a expressão máxima da existência de uma democracia. Dentro do congresso o povo está expressando a sua vontade.

Sem um congresso atuante, não poderia haver democracia, e sem democracia não poderia haver justiça, e sem justiça não poderia haver um país e sem pais, não poderia haver os impostos que contribuem para um bem estar geral.

Dentro desta premissa, o povo deve sempre zelar pela existência de um congresso, que os represente.

Bem no atual Brasil, o congresso anda tão desmoralizado com suas maracutaias, tão desacreditado em suas funções, que o povo, que colocou lá seus representantes, perdeu totalmente a confiança nas instituições democráticas, e em uma enquete realizada recentemente, a grande maioria, aproximadamente 80% disse que deveriam acabar com o Congresso.

Até para roubar o dinheiro público tem que haver moderação. Até para mentir tem que haver um basta, se não o povo perde o interesse e decreta a morte do congresso, que neste caso mataria ou feriria de morte a democracia.

O atual caso que veio à tona, não por eficiência total da polícia federal, que teve sim uma participação importante, mas mais por causa do descaso e cinismo dos representantes que de tanto abusar e saírem ilesos pensaram que era uma festa e se deram mal.

Há alguns anos atrás, outro presidente do congresso, deve que pedir demissão para não ser cassado, onde as mutretas foram apresentadas com provas irrefutáveis de desvio descarado de dinheiro público. Entre as maracutaias encontradas existia ate um ranário de sua esposa que consumiu milhões de Reais e o que existia era apenas uma placa indicando o local. O Caso do Jader Barbalho, já era um indicativo de que algo andava muito podre. Este político chegou até a ser preso e algemado, mas foi solto, se candidatou novamente e agora com um mandato novinho representa o povo do estado do Pará. Seus inquéritos não deram em nada e alguns já até prescreveram. E este senhor tem de acordo com a sua declaração de bens um patrimônio de, pasmem os seus eleitores, um bilhão de reais. Eu não tenho provas, mas também não sou muito idiota, e tenho a minha convicção. Ele não ganhou este patrimônio trabalhando honestamente. Ele roubou este dinheiro.

Este dinheiro que ele roubou, está fazendo muita falta para milhares de seus eleitores, que confiaram nele e ele usou e usa esta confiança para o uso próprio e de sua família.

Desde os começo dos anos noventa houve outros casos de corrupção que foram descobertos, mas ninguém foi punido. Os anões, o mensalão, o Severino Cavalcante, somente para mencionar alguns, onde ninguém foi punido exemplarmente.

E finalmente vem o mais recente e a meu ver o pior de todos.

O Caso da quadrilha do Renan Calheiros.

Este hipócrita e ladrão ficou milionário na política, era de família humilde e morava em rua de terra.

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Hoje tem uma fortuna incalculável, e quando foi ministro da justiça, e era chefe da polícia federal, agiu como J.Edgar Hoover do FBI americano, que dominou o órgão por 48 anos e construiu dossiês de muita gente importante e com a chantagem do conhecimento sobre fatos delicados da vida das pessoas era praticamente intocável. O Renan não somente roubou, mas induziu os outros a participarem, e tem provas contra todo mundo. Agora, ele está chantageando os antigos e atuais companheiros de crime, para forçarem o arquivamento de seu processo.

Ele como Hoover, se julga acima da lei e do direito, e a desfaçatez com que encara a mídia e seus colegas dizendo:

“Eu não vou renunciar, pois sou um homem batalhador”, mostra que está muito seguro de sua impunidade.

Quando recebeu os documentos para elaborar o relatório para o arquivamento, o Epitácio Cafeteira, já tinha em mãos o relatório que foi confeccionado pelos pilantras de carreira encabeçados pelo José Ribamar, o Sir Ney.

O senil Epitácio nem sabia do conteúdo do relatório, mas era para arquivar o processo contra o Renan, pois o relatório provava que o Renan era muito rico. Ele nem tocou no assunto da empreiteira que eras o foco da questão.

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O ex sem terra e ex-coveiro Sibá, que foi batizado como Sebastião e provavelmente não gostou e ficou sofisticado com Sibá, disse simplesmente em uma das reuniões que estava aberta a sessão para o arquivamento do processo contra Ilustríssimo Presidente do Congresso. Imagine, falar mal logo do Presidente! Direto para o arquivo e não se fala maia nisto. Sibá, que não teve sequer um voto, não representa ninguém, se tornou de fato uma celebridade.

E para coroar a sua atuação, quando o Cafeteira depois de dizer que pediria demissão, pois não mudaria o seu relatório de forma nenhuma, (como poderia mudar se não o escreveu e foi incumbido apenas de ler-lo senão…)

O Sibá encontrou outro sem voto, o cabeludo de MG, Wellington Salgado que também não representa ninguém e que quis ter o seu momento de glória arquivando o caso contra o seu amado Presidente. Acontece que o congresso está sangrando e o cabeludo ficou com medo de ser linchado e pulou fora. A sua braveza durou pouco mais de três horas.

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E a polícia federal, que não é mais controlada pelo Renan, e que deveria apenas verificar se havia rasuras nos documentos, não aceitou fazer papel ridículo e em uma pequena investigação constatou inúmeras falcatruas nos documentos apresentados pelo Renan.

Agora, o Renan tem dois problemas, além da falta de ética, uso e falsificação de documentos.

Ele ainda teve o descaramento de enviar a todos os seus colegas um envelope com cópia dos documentos de seus ganhos pessoais, e nesta relação incluiu a verba indenizatória de R$15.000,00 mensal para engrossar as possibilidades de bancar a sua aventura extraconjugal. E mais errou nas contas apressadas e a verba cresceu em suas contas. O cinismo é tanto que a verba para despesas do gabinete, e que não é dele, foi admitida como pagamento à Mônica, sua amante. A comissão de ética tem a obrigação de verificar o uso e abuso desta verba indenizatória e a declaração simples com a admissão que usou esta verba para fins pessoais seria em si o suficiente para o Renan perder o mandato.

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A desculpa que isto é prática comum, não serve mais para este cenário dantesco que está se tornando o Congresso Nacional.

Está mais é para justificar a dissolução deste Congresso.

Renan, você está Fu………e bem pago. Cai fora.

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Eta Brasil

 

 

21 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | 1 Comentário

Cheyenne Social Club.

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Em 1970, apresentaram um filme em Hollywood, que se chamou “Cheyenne Social Club”. Estrelavam Henry Fonda, e Jimmy Stewart e se tratava de uma comédia, onde um velho cowboy texano ganhou uma herança inesperada, e junto com um sócio, fundou um bordel, e o filme rodou por aí com aventuras dentro deste bordel, com fofocas e tentativas de golpe, ETC.

http://movies.yahoo.com/movie/1800046666/info

Eu não estou seguro se este filme passou por aqui ou como se chamou depois da tradução em português.

Estou falando deste filme, porque os acontecimentos atuais deste nosso congresso estão me lembrando as farras e comédias cínicas (digo cínica não no sentido filosófico da escola de Diógenes, mas no sentido do dicionário Aurélio, como Impudico ou obsceno)ocorridas dentro do desenrolar do filme.

A falta de vergonha é totalmente absurda:

Como pode ser possível que a nossa população se mantenha impassível, recebendo da mídia responsável tanta notícia ruim do comportamento destes nossos políticos, que se concentraram em seu clubinho social particular, para fingir que estão trabalhando, e ficam coorporativamente se protegendo. Está muito mais cômica a atitude do congresso do que a história do filme de comédia.

No caso do Senador Renan Calheiros, o foco da questão de ética foi completamente distorcido e desviado. A questão da ética profissional de não favorecer empreiteiras com suas emendas parlamentares, foi desviada para a possibilidade monetária de o Senador poder arcar com as responsabilidades de sustentar sua filha ilegítima.

O que deveria ser investigado pela comissão de ética seria a eventualidade da empreiteira estar pagando as despesas do Senador, tendo ele dinheiro ou não para tais despesas.

O foco agora, se passou para provar que o Senador Renan tem ou não tem condições financeiras para sustentar a sua aventura extraconjugal. Sustentar como? Vendendo o seu gado. E que gado e que confusão. Nem ele sabe como vendeu este gado, e diz que foi o seu veterinário, que é o secretário de saúde do município onde seu filho é o prefeito, que cuidou deste assunto. Ah bem!

Mirian Leitão escreveu com a picardia que lhe é peculiar sobre o gado do Senador:

“A melhor notícia econômica foi política: o senador Renan Calheiros lançou um novo produto no mercado de carnes. Todo mundo já conhecia o Boi Gordo. Mas das fazendas do senador sai o Boi Obeso: aquele que consegue um super preço no mercado. Mas como o administrador disse que tem menos bois do que o senador garante ter em suas terras, pode ser que seja uma nova espécie de boi voador.
O senador Romeu Tuma que há 21 anos caçava boi no pasto, no Cruzado, agora perdeu o jeito.
Está lá na turma do “vamos arquivar que a carne é fraca.
Um dos líderes da turma é o Cafeteira, aquele que em vez de carne prefere um caranguejo na praia.”

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Eu pessoalmente penso que a emenda ficou pior do que o soneto. Preocupado como demonstrar que teria condições financeiras, o Renan, conseguiu um monte de papeis forjados ou falsos, com a firme intenção de apenas apresentar um pretexto para que o caso seja arquivado. Agora as desconfianças são duas, uma a do favorecimento da empreiteira e a outra de falsificação de documentos e mentira dentro do congresso.

Em recentes casos de perda de mandato no congresso, o ACM junto com o Roberto Arruda, foram pegos em mentiras e perderam o mandato, o Severino Cavalcante, em um simples caso de mensalinho, perdeu o mandato.

Seguindo as ações do Renan, bastaria o Severino provar que não precisava do dinheirinho do Buani, para ficar tudo resolvido. E não precisava mesmo, mas o Severino era o chefe do baixo clero, e não tinha tanta bala na agulha como o Renan.

O Renan tem a quadrilha, e seus cúmplices. Eu penso que está por aí assim:

“ O Renan foi pego gente e se a gente não livrar a cara dele, estamos todos fritos pois ele pode falar e pegam todo mundo”

Foi mais ou menos isto que o Zé Dirceu disse sobre o Silvinho e o Delúbio. “Se levarem (a depor) estes dois estaremos fritos”

E a coisa está então assim:

(Cúmplice nº1) Romeu Tuma corregedor da casa não encontra nenhuma prova de irregularidades. Ele muda o foco da questão e diz que o Senador não precisava de ajuda da empreiteira para manter seus compromissos financeiros.

(cúmplice nº 2) Vem o Sibá Machado, com a incumbência de valorizar esta tese e concordar com o corregedor, o que faz sem nenhuma demonstração de pejo. Em uma declaração sobre a convocação da principal envolvida e o pivô da crise, ele simplesmente saiu com a pérola: Convocar a Mônica para depor para que? Fazer fofoca? Somente por esta declaração deveria perder o mandato por demonstração de preconceito contra a classe feminina.

(cúmplice nº 3) Depois vem o Epitácio Cafeteira e como relator do conselho de ética, produz um relatório, baseado no fato de que o Renan comprovou que é rico o suficiente para sustentar a sua amante e filha com esta e pronto, está arquivado o caso. E mais, ele diz que não muda o relatório, nem que a vaca tussa. Podem provar o que quiserem, o meu relatório está pronto e vai ser este.

Isto no mínimo é crime de formação de quadrilha.

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Agora adiaram o julgamento para que a PF faça a perícia da documentação apresentada. Mas de acordo com a PF, não será uma perícia contável, como averiguação se as empresas que adquiriram o gado do Senador eram legítimas ou não. A perícia, vai apenas verificar se as notas e documentação apresentadas podem ter sido adulteradas.

A gente isto é demais, os blocos de notas podem ter sido feitos sobre encomenda, na gráfica do congresso, que a perícia não vai encontrar nada errado nelas. Basta não ter rasuras e pronto estão legitimadas.

Em nota do Claudio Humberto de hoje, parece que já estão considerando trazer a vizinha da Mônica para depor.

Que bobagem, que a comissão de ética faça uma acareação pública entre a Mônica e o Gontijo, e se ficar aparente, de que o Senador mentiu ferro nele. Fora pilantra.

Se o Gontijo disser de público, durante a acareação, corroborado pelo depoimento da Mônica, que o Senador lhe deu o dinheiro para os pagamentos, aí sim. O Senador deverá provar que teria condições para tal.

Está fora de ordem os acontecimentos relevantes.

E mais, os Senadores da República, não apenas têm que ser honestos como têm que parecer honestos, e a jornalista Adriana Vandoni, em sua reportagem sobre as peripécias do Blairo Maggi, iniciou o seu artigo assim:

A história nos conta que no ano 62 a.C., durante os festejos da “boa deusa”, era realizada uma festa com acesso reservado às mulheres. Durante o evento, Pompéia, a jovem mulher de Júlio César foi pega em uma armadilha. Publius Clodius, um jovem rico e audacioso, encantado pela beleza de Pompéia, se vestiu de mulher e entrou na festa com o propósito de se aproximar dela. Porém, a mãe de Julio Cesar descobriu antes que Pompéia tomasse conhecimento do fato. César divorciou-se de Pompéia, que ficou mal falada por toda Roma.

Chamado a depor César, ao perceber que o povo estava contra ele, surpreendeu a todos ao dizer que não sabia de nada entre os dois. Um dos senadores então perguntou: – “Então porque se divorciou da sua mulher?”; e César respondeu: – “À mulher de César não basta ser, terá que parecer”.

E não é este o presente caso?

A atitude da comissão de ética do Senado e a de seus principais protagonistas (é claro que existem exceções, que não pertencem ao clube mencionado no artigo nem à quadrilha formada para perdoar o Renan), está toda podre.

Está mais parecendo coisa de bordel, e neste caso não é uma comédia, mas uma tragédia, onde a vítima é o Brasil.

Acorda Brasil.

Vamos aproveitar esta deixa onde os pilantras estão com as calças baixas para fazer algo produtivo, como uma demonstração de que não estamos mais agüentando esta situação.

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Leiam o artigo completo da Adriana:

Por Adriana Vandoni

 

A história nos conta que no ano 62 a.C., durante os festejos da “boa deusa”, era realizada uma festa com acesso reservado às mulheres. Durante o evento, Pompéia, a jovem mulher de Júlio César foi pega em uma armadilha. Publius Clodius, um jovem rico e audacioso, encantado pela beleza de Pompéia, se vestiu de mulher e entrou na festa com o propósito de se aproximar dela. Porém, a mãe de Julio Cesar descobriu antes que Pompéia tomasse conhecimento do fato. César divorciou-se de Pompéia, que ficou mal falada por toda Roma.

Chamado a depor César, ao perceber que o povo estava contra ele, surpreendeu a todos ao dizer que não sabia de nada entre os dois. Um dos senadores então perguntou: – “Então porque se divorciou da sua mulher?”; e César respondeu: – “À mulher de César não basta ser, terá que parecer”.

Dois mil anos depois a frase de César ainda vale para qualquer situação em que esteja implicada retidão de comportamento e decência de atitudes. Daí vem o clichê que pode parecer piegas, mas não é, de que uma atitude pode ser legal, mas é imoral. Não é piegas, principalmente nos dias de hoje em que o Brasil vive um verdadeiro caos moral, afinal, comportar-se de forma ética é seguir além das regras, é seguir princípios e agir dignamente. A transparência cobrada dos agentes públicos está exatamente no que César cobrava de sua mulher: não basta ser, deve parecer. O gestor deve estar acima de qualquer suspeita e para permanecer assim, deveria partir dele a iniciativa de esclarecer atos que possam comprometer sua honra. É, a honra tem valor!, para uns. E para os que a prezam, esse valor é imensurável.

Esta semana o BNDES aprovou um financiamento de R$ 360 milhões para a construção de um parque gerador de energia elétrica, localizado no rio Juruena, entre os municípios de Sapezal e Campos de Júlio, ambos no Estado de Mato Grosso, conforme encontra-se no seu site. As 5 PCHs – Pequenas Centrais Elétricas, que receberão o reforço financeiro do BNDES são: PCH Cidezal – R$ 63 milhões; PCH Parecis – R$ 62 milhões; PCH Rondon – R$ 51 milhões; PCH Sapezal – R$ 64 milhões; PCH Telegráfica – R$ 120 milhões.

As cinco fazem parte do Consórcio Juruena, que foi composto em dezembro de 2002 pela Linear Participações e Incorporações, pela MCA Engenharia e Barragem e pela Maggi Energia S/A. Esta última, notoriamente, de propriedade do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. Segundo consta, o grupo empresarial do governador ainda é partícipe do Consórcio.

As cinco PCHs já possuem, de acordo com o BNDES, “Licença de Instalação. As obras associadas aos programas ambientais relacionados nas licenças contemplam, dentre outros, os programas de monitoramento e controle ambiental, conservação da fauna e flora, preservação do patrimônio arqueológico, comunicação social e gestão ambiental”. Autorizações dadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do estado de MT, do qual um dos empresários interessados é o próprio governador.

Todo o processo pode ser legal, embora sejam conhecidas as dificuldades que outros empresários estão enfrentando para obter essas mesmas licenças ambientais. Os trâmites desse processo que envolve os interesses de Blairo Maggi pode ter corrido normalmente, mas o silêncio como ele tramitou deixará sempre a dúvida de que ocorreu o uso do cargo público em benefício privado.

A questão é que não pode pairar a suspeita de que o empresário Blairo Maggi tomou de assalto o estado de Mato Grosso e o usa para beneficiar seus interesses privados. De que, como governador age seguindo seus interesses empresariais e que como empresário, se vale de ser governador.

Nossa história mostra dezenas, centenas, talvez milhares de casos onde atitudes canalhas foram realizadas por governantes em benefício próprio e em detrimento do povo. Blairo deve, em defesa da sua honra, mostrar que não fez uso pessoal do cargo que hoje ocupa.

Se no Direito cabe à acusação o ônus da prova, na vida pública, pairando suspeitas e desentendidos, recomenda a moral de César que essa imposição se inverta.

17 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

A Venezuela.

A Venezuela.

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Vou descrever abaixo, minha experiência pessoal de viver na Venezuela:

Era o ano de 1980, e como gerente internacional de uma empresa americana que vendia e prestava serviços aos produtores de petróleo, tive que contrair moradia na Venezuela por aproximadamente oito meses.

Eles estavam iniciando a exploração de um novo campo de gás na região de Maracaíbo, perto da Colômbia e os nossos produtos eram necessários e também a proximidade de um agente da empresa para as emergências que poderiam aparecer.

A primeira surpresa foi quando fui alugar um apartamento em Maracaíbo para morar durante a estadia.

O agente imobiliário me levou para ver um apartamento em um prédio perto do centro em uma área de boa vizinhança. Era um bom apartamento, que parecia novo e em fase de acabamento. Faltavam os apagadores e tomadas com os respectivos espelhos, não tinha nenhuma louça nos banheiros ou na cozinha, não tinha lustres ou janelas e portas internas. Tinha piso de cerâmica, porta da frente e da área de serviço. Eu perguntei quando seria terminado para eu poder morar, e o agente imobiliário me disse que era assim mesmo. Eu alugava daquele jeito, colocava o que faltava por minha conta, e quando saísse, poderia levar comigo o que havia colocado e instalado.

Eu não entendi e o agente explicou que antigamente se alugava completo, mas ao sair, os inquilinos levavam tudo e não havia como recuperar, então houve uma mudança de atitude dos locadores e alugavam sem as partes que poderiam ser removidas facilmente.

Desisti, apesar de mais caro fui morar em um hotel.

Segunda surpresa

O lago de Maracaíbo é um belo lago. Estava totalmente poluído com petróleo. A poluição era tanta que não havia nenhum vestígio de vida aquática no lago. Eu perguntei aos engenheiros da estatal que me acompanhavam, na época creio que era Petroven, a razão de tal descaso. Eles então responderam, que os poços de petróleo dentro do lago, haviam centenas deles, eram fluentes, quer dizer que fluíam sem auxilio de bombeamento. Eram, no entanto poços pequenos e de pouca pressão. Os venezuelanos que os engenheiros chamavam de índios, iam de canoa e roubavam as válvulas dos poços, para vender na Colômbia, e deixavam os poços fluindo dentro do lago poluindo tudo.

Certo dia, antes de eu ir morar na Venezuela, mas passando por lá a trabalho, fui convidado a participar de uma festa em casa de um dos engenheiros responsáveis pela área de Maracaíbo. Colaborei com um litro de Uísque Escocês e fui à festa. Eles estavam celebrando, a chegada de uma geladeira nova, importada dos EEUU. Era tope de linha, da marca Maitag, e era no momento a melhor que se poderia comprar no mercado americano. A propaganda dela dizia que era para durar 40 anos sem manutenção.

Foi uma boa festa.

Um ano depois, já morando na Venezuela, fui convidado novamente pelo mesmo engenheiro, que na época já era meu amigo, para outra festa em sua casa. Desta vez para celebrar a inauguração de outra geladeira.

Ao chegar, vi a geladeira do ano anterior encostada no quintal, totalmente destruída. E estavam inaugurando uma nova, igualzinha, à do ano anterior que deveria durar 40 anos.

Durante a minha estadia, eu alugava carros para deslocamento para os locais de trabalho. O carro preferido eram as caminhonetes tipo “Pick up”. Eu alugava uma Chevrolet, parecida com a nossa Silverado. O aluguel destas caminhonetes era cinco vezes mais caro do que nos EEUU. Perguntei a razão deste alto custo e eles responderam que era por causa dor roubos. De fato em menos de um ano em que morei no país, foram roubadas 16 destes carros alugados, que depois de roubados trafegavam livremente na Colômbia com as mesmas placas venezuelanas.

Quando cheguei para morar na Venezuela, estava governando o país, Carlo Andrés Peres, que tinha uma tremenda fama de corrupto e mantinha uma policia federal com a sigla PTJ que tinha poderes totais sobre os cidadãos.

Depois deste presidente foi eleito em 1984 um médico pediatra de nome Jaime Lusinchi, que também praticou os maiores desatinos de corrupção. Dizem os Venezuelanos que ele comprava algo para o país, em dobro, e sempre ficava com um para ele. Teve um caso com uma amante que foi um tremendo escândalo. Quando acabou seu mandato foi substituído pelo Andrés Peres, que neste novo mandato cometeu os maiores desatinos ainda, e que resultou na eleição de Hugo Chavez.

Eu pessoalmente achei os Venezuelanos muito orgulhosos e bairristas. O único país da América latina que nunca visitei a trabalho foi o Paraguai. De todos os países os mais bairristas e pedantes e orgulhosos, foram igualmente os Argentinos e os Venezuelanos. Com uma diferença marcante, os argentinos têm muito mais educação do que os venezuelanos.

Esta é a minha opinião baseada em minha experiência própria em visita a estes países.

Estou plenamente consciente de que a generalização é discriminativa, e que existem muitos cidadãos destes países que não se encaixam nesta descrição e quando falei sobre bairrismo e orgulho, foi o sentimento geral que tive em visita ao país.

Sendo este artigo sobre a minha experiência na Venezuela, quero terminar dizendo que os poucos pontos citados das surpresas que tive ao tentar entender o povo venezuelano, não fico surpreso da atitude do Hugo Chavez.

A sua arrogância, o seu despreparo, é condizente de suas atitudes e da personalidade do povo Venezuelano.

Deveria o Brasil, apenas reforçar seus exércitos nas fronteiras, e ignorar este caudilho imbecil, parar de fomentar obras para a Venezuela através do BNDES, e esperar que ele se enrole em sua própria corda e se enforque.

Querer ajudar um povo que sente prazer em comemorar a destruição em um ano de um produto que poderia durar 40 anos, é jogar conversa fora. Este povo tem o que merece e vai se destruir só.

Para terminar, quero enfatizar o que é comentário corrente na Venezuela:

O seu maior herói, o Simon Bolívar, em que quer se espelhar o Hugo detestava a Venezuela e mudou-se para a Colômbia onde viveu melhor e onde faleceu.

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Deve ter sido por causa do tal povinho de lá.

04 jun 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, GOVERNO | 5 Comentários

A prepotência do governo Lula

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O rio São Frasncisco que nasce na Serra da Canastra em MG e desagua no oceano Atlantico em Pernanbuco

 

 

A prepotência do governo.

Na sexta feira passada, dia 23 de março, foi anunciado pela mídia de que foi dado pelo IBAMA a licença para construção do desvio das águas do Rio São Francisco.

O Brasil deveria estar de luto. Logo o IBAMA, subordinado ao Ministério do Meio Ambiente e à ministra Marina Lima. Como foi que se conseguiu isto? Ameaçaram a Ministra com algo terrível? Aparelharam todo o IBAMA para cuidar dos interesses do governo em vez de olhar os interesses da nação?

Existem centenas de estudos sobre a inviabilidade deste projeto louco e sem a menor chance de dar certo. A verba orçada para este projeto de 6,2 bilhões de reais, será toda desviada para campanhas políticas e benefícios sociais para os políticos.

Depois de comprovadas as inúmeras corrupções na SUDENE, e sem saber como lidar com tanto desvio, o governo FHC, acabou com este órgão que roubava toda as verbas para a indústria da seca. Com ele e já tarde, foi também desarticulado o DNOCS. Desta forma se inibiu um pouco a roubalheira. O que faz o governo (?) Lula?

Recria os dois órgãos para beneficiar apoiadores políticos de seu governo.

E são estes órgãos que vão administrar esta fantástica verba para a construção destas obra faraônica que está natimorta.

Que a maioria dos brasileiros esta totalmente desinformada sobre assuntos técnicos e políticos, é fato conhecido. Apostando nisto os políticos espertalhões, dão os seus golpes e conseguem o apoio da cidadania enganada pela falsidade das informações, e conseguem seus intentos para os ganhos pessoais.

Mas isto tem que acabar, existe artigos e mais artigos escritos por pessoas de conhecimento técnico, que devem ter peso considerável nas decisões do governo em gastar dinheiro para destruir um patrimônio histórico, como o Rio São Francisco.

A quem serve a transposição do São Francisco?,

24-02-2005

A quem serve a transposição do São Francisco?, artigo de Aziz Ab’Saber Aziz apresentou este texto no debate na ‘Folha de SP’ sobre a transposição do Rio São Francisco, em que se manifestou contrário à obra Aziz Ab’Sáber é geógrafo, professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professor convidado do Instituto de Estudos Avançados da USP, ex-presidente e presidente de honra da SBPC. Artigo publicado pela ‘Folha de SP’:

É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas idéias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas.

Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.

Tem faltado a eventuais membros do primeiro escalão dos governos qualquer compromisso com planificação metódica e integrativa, baseada em bons conhecimentos sobre o mundo real de uma sociedade prenhe de desigualdades.

Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Pessoalmente, estou cansado de ouvir propostas ocasionais, mal pensadas, dirigidas a altas lideranças governamentais.

Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar.

Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil. Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do país, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo.

O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte.

Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.

Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio -Paulo Afonso, Itaparica, Xingó.

Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região.

De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar. Mas parece que ninguém no Brasil se preocupa em saber nada de planejamentos pontuais, lineares e areolares. Nem tampouco em saber quanto o projeto de interesse macrorregional vai interessar para os projetos lineares em pauta.

Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela idéia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas? Uma interrogação indispensável em qualquer projeto que envolve grandes recursos, sensibilidade social e honestas aplicações dos métodos disponíveis para previsão de impactos.

Os ‘vazanteiros’ que fazem horticultura no leito dos rios que ‘cortam’ -que perdem fluxo durante o ano- serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: ‘A cultura de vazante já era’.

Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados.

De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm. É possível termos água disponível para o gado e continuarmos com pouca água para o homem habitante do sertão.

Nesse sentido, os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos.

Sobre a viabilidade ambiental pouca coisa se pode adiantar, a não ser a falta de conhecimentos sobre a dinâmica climática e a periodicidade do rio que vai perder água e dos rios intermitentes-sazonários que vão receber filetes das águas transpostas.

Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste.

No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses. Trata-se porém do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. Trata-se de um impasse paradoxal, do qual, até agora, não se falou.

Por outro lado, se esta água tiver que ser elevada ao chegar a região final de seu uso, para desde um ponto mais alto descer e promover alguma irrigação por gravidade, o processo todo aumentará ainda mais a demanda regional por energia.

E, ainda noutra direção, como se evitará uma grande evaporação desta água que atravessará o domínio da caatinga, onde o índice de evaporação é o maior de todos? Eis outro ponto obscuro, não tratado pelos arautos da transposição.

A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes.

Existindo dinheiro – em uma época de escassez generalizada para projetos necessários e de valor certo -, todos julgam que deve ser democrática a oferta de serviços, se possível bem rentosos. Será assim, repetindo fatos do passado, que acontecerá a disputa pelos R$ 2 bilhões pretendidos para o começo das obras.

O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da chapada do Araripe -com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política. No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
(Folha de SP, 20/2)

Existe até estudos onde a dessalinização das águas do Oceano Atlântico, para abastecer o nordeste brasileiro com água potável seria muito mais viável e barata e com mais possibilidades de sucesso do que simplesmente acabar com um rio maravilhoso em um projeto faraônico e impensado.

Outro dia assisti a uma entrevista de um técnico do governo confirmando que os estudos de engenharia podem demonstrar a viabilidade do projeto.

Tudo bem eu sou engenheiro e poderia fazer um projeto destes sem sair de casa.

Pode-se fazer um projeto de uma aeronave que sem dúvida alguma poderá voar.

Se não se fizer também um projeto para o aeroporto para esta aeronave, que é o projeto de viabilidade geral do projeto da aeronave, mecanicamente pode voar mas não vai sair do hangar por falta do projeto.

Para o projeto da transposição do São Francisco se usaram como medidas de cálculo a média de vazão do rio nos últimos 10 anos. Para um projeto destes, isto não vai funcionar porque durante as cheias do rio não se precisa irrigar a região nordestina porque nesta época os rios de lá também estarão cheios. Para este projeto deveria ser levado em consideração os períodos de vazão mínima do Rio São Francisco. Feito desta forma se verificará que a região não terá energia suficiente para tocar as bombas e nem água suficiente para bombear. Este é um projeto falido. Este é um avião sem pista para decolar ou pousar.

E esta consideração é a parte mecânica do projeto.

A licença ambiental concedida leva a entender que o Rio São Francisco está todo despoluído e com seus afluentes em ordem.

Mentira, um de seu principal afluente, o rio Paracatu, um rio anteriormente caudaloso e até perigoso, devida ao volume de água e a profundidade, está totalmente assoreado e vazio. Pode-se atravessar este rio a pé em qualquer lugar. Visitei este rio recentemente e fiquei triste pelas condições que encontrei.

O São Francisco em Pirapora/MG, um dos principais portos deste rio, somente é navegável em período chuvoso e as praias do rio têm quilômetros de largura, devido ao assoreamento das margens.

E o IBAMA agora dá uma licença ambiental para seguir a destruição do Rio São Francisco. E o governo mentiroso do Lula que prometeu ao Bispo Cáppio, que iria fazer uma revitalização do rio antes da consideração do desvio e não fez nada pois os afluentes estão assoreados e poluídos, as matas ciliares não existentes e as nascentes comprometidas estando a maioria morta ou quase morta.

Esta posição do IBAMA deveria ser investigada pelo MP, para saber se houve pressão para coagir a emissão desta licença.

Os links abaixo nos dão uma idéia sobre o estado do rio e as possibilidades desta obra com os danos previstos. Evidentemente o IBAMA nunca leu nada a respeito.

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/fran.html

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/simposio.html

http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/051007not01.asp

A maioria destes artigos foi escrita entre 1998 e 2002 e a situação desde então piorou, mas o IBAMA finge que não vê e não sabe.

Como podem observar os links superiores são de órgãos governamentais e os artigos são escritos por profissionais do assunto e nem assim o IBAMA sabe.

Saber ele sabe como o Lula que apesar de saber a origem do dinheiro do dossiê fingiu não saber de nada. O IBAMA aprendeu a mentir, mas vai ficar desmascarado.

25 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO | Deixe um comentário

Duas condenações à morte!!!

 

Duas condenações à morte? Sem nenhuma apelação?

 

Uma do Bispo Cáppio outra do velho Chico.

Não sei se vocês souberam, mas o servidor onde publico os meus artigos foi invadido e parte de meus artigos se perderam e fiquei fora do ar por algum tempo.

Consegui salvar muita coisa e sobre o famigerado projeto de transposição das águas do São Francisco, vou editar e publicar dois artigos anteriores no assunto.

1. Projeto mirabolante, e

 

2. O Bispo e o Velho Chico.

Este projeto, já nasceu como o tal PAC, natimorto, pois os estudos existentes, por vários órgãos responsáveis mostram a inviabilidade deste projeto monstruoso e idiota que o presidente também monstruoso e idiota vai tentar levar em frente na marra.

Sua ganância é insaciável e estes cinco ou seis bilhões de reais que estão orçados para o projeto falam mais alto em sua ética (?) do que o bom senso e os estudos técnicos de viabilidade sobre o assunto.

Para ele, apedeuta, não importa a morte do Bispo Cáppio que provavelmente ocorrerá, e também a morte lenta do Rio São Francisco que também provavelmente ocorrerá. Para ele apedeuta com sua tradição sindical, o que importa e unicamente o que importa é o imediato resultado das comissões e desvios desta enorme verba para este projeto mirabolante. Pelas tradições brasileiras em projetos desta natureza se foi orçado em seis bilhões, vai terminar em quinze ou vinte bilhões sem resultado prático e seus amigos, sua conta bancaria seu filhinho empresário todos vão se beneficiar destas mortes impunes, e deste enorme orçamento.

O reaparecimento da SUDENE e do DNOS, durante este governo calhorda, foi planejada e desejada para comandar e distribuir esta enorme verba.

Eta Brasil…..!!!!

Recebi um Email de minha irmã Sônia que mora em BH/MG sobre este assunto e vou publicar na íntegra porque está bom e dentro da parte responsável que ainda resta de bom no Brasil.

Não sei se vai dar resultado, mas vamos fazer pressão.

Água mole em pedra dura (cabeça e ética do Lula) tanto dá até que fura.

Vejam agora o Email da Sônia:

Paulo Nogueira Batista – Jornal A Tarde (15/03/2007)

Dom Luiz e o São Francisco

Retomo um tema que sempre me causa certa angústia. Anteontem, o governo publicou no Diário Oficial o edital para o início das obras do projeto de transposição de águas do Rio São Francisco. Estão previstos gastos de R$3,3 bilhões para as obras. O governo estima que a despesa total alcance R$6,6 bilhões, incluindo, além da construção de canais, gastos com projetos executivos, supervisão das obras e aquisição de equipamentos, entre outros. Desde o início da semana, centenas de representantes de movimentos sociais estão acampados em Brasília, reivindicando a retomada do diálogo com o governo, a revitalização do São Francisco e o arquivamento do projeto de transposição.

A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio em outubro de 2005, em Cabrobó. A greve foi suspensa por acordo negociado pelo então ministro Jaques Wagner, atual governador da Bahia. O ponto mais importante do acordo foi a promessa do governo de “prolongar o debate” sobre a transposição das águas do São Francisco, “ainda na fase anterior ao início de obras, para o esclarecimento amplo de questões que ainda suscitem dúvidas e divergências”, conforme documento negociado com dom Luiz pelo ministro Wagner e aprovado pelo presidente Lula.

Até onde sei, esse debate apenas começou. O ano de 2006, dominado pelas eleições, não foi propício ao aprofundamento da discussão.

A polêmica é intensa e o projeto vem dividindo o Nordeste. Em artigo publicado há poucos dias pela Agência Carta Maior, Leonardo Boff advertiu que, se o governo levar adiante o projeto sem levar em conta a existência de alternativas que muitos especialistas consideram mais baratas e socialmente mais eficazes, “podemos contar com nova greve de fome do bispo”. E acrescentou: “Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, dom Luiz ficará do lado do povo. E irá até o fim. Então, a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico.

Estará o governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?”.

Um bispo “santo e evangélico”.

Em minha vida, já conheci homens de grande espírito público (Octávio Gouvêa de Bulhões e meu pai, por exemplo), já conheci figuras heróicas (Dilson Funaro), mas devo dizer que nunca havia conhecido um santo, o que não é de espantar, dada a extraordinária raridade do fenômeno. No ano passado, contudo, tive a honra de me encontrar diversas vezes com dom Luiz. Quem sou eu para dizer quem é ou não é santo? Mas Leonardo Boff tem autoridade e conhecimento para tal. Conhece dom Luiz há muito tempo, foi seu professor no seminário de teologia em Petrópolis, no início dos anos 70, e tornou-se seu amigo e admirador. Desde aquela época, relembrou Boff em artigo escrito na época da greve de fome, dom Luiz se destacava por “uma aura de simplicidade e santidade”.

No final de fevereiro, dom Luiz esteve em Brasília para protocolar carta ao presidente da República. A sua disposição é retomar o debate sobre o São Francisco e as soluções para o Semi-árido.

Nessa carta, o bispo observa, por exemplo, que a Agência Nacional de Águas propõe 530 obras para solucionar os problemas de abastecimento hídrico até 2015 em todos os núcleos urbanos com mais de cinco mil habitantes do Semi-árido. “Essas obras beneficiariam as populações mais necessitadas e custariam R$ 3,6 bilhões, sendo portanto mais baratas, mais abrangentes, mais eficientes do que qualquer obra de transposição hídrica”, argumenta.

Dom Luiz não faz ameaças. Pede apenas “que se retome o diálogo e que se garanta que seja amplo, transparente, verdadeiro e participativo, incluindo toda a sociedade do São Francisco e do Semi-árido, conforme foi pactuado em Cabrobó em outubro de 2005”.

Se as dúvidas são tantas, se há tanta incerteza sobre os méritos do projeto de transposição, esse apelo precisa ser atendido. Trata-se de cumprir o que foi acordado pelo governo, em negociação difícil e até dramática, graças à qual se preservou a vida de dom Luiz e se abriu a perspectiva, ainda não concretizada, de uma discussão profunda sobre a transposição e as alternativas.

“A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio”

Transposição das águas do Rio São Francisco: Um novo desfile e a mesma fantasia, por Washington Novaes

5/03/2007

[O Estado de S. Paulo] Haja fôlego, paciência, persistência. Há uns 15 anos vem o autor destas linhas transcrevendo periodicamente graves questões levantadas por cientistas, administradores públicos, Tribunais de Contas, a respeito do famigerado projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. A todas responde a administração federal – quando responde – com argumentos do tipo “não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da seca”. E vai em frente, até que surja uma nova barreira – como foi a greve de fome do bispo dom Luiz Flávio Cappio.

Agora, esquecido o bispo e derrubadas na Justiça medidas liminares, anuncia o ministério da Integração Nacional que fará imediatamente licitações (no valor aproximado de R$ 100 milhões) para contratar empresas que façam os projetos executivos da obra, orçada em R$ 6,6 bilhões nesta etapa. E o bispo manda nova carta ao presidente, lembrando que o Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de pessoas que se alardeia, que a Agência Nacional de Águas propõe obras em 530 municípios para solucionar os mesmos problemas com metade dos recursos previstos para a transposição e que populações a 500 metros do rio continuarão, apesar da transposição, a sofrer com a falta de água. Já o Comitê de Gestão da bacia (que por 44 votos a 2 foi contra a transposição) diz que esta atende a menos de 20% do semi-árido, que 44% da população do meio rural continuará sem acesso a água – “exatamente os que mais precisam” – e que a revitalização do rio prometida pelo ministério da Integração Nacional precisa “sair do campo da retórica”. E o ministério Público volta a recorrer à Justiça, lembrando que nos termos da Constituição, por atingir terras indígenas, a obra precisa de autorização do Congresso Nacional, o que ainda não aconteceu.

Como já foi dito aqui, parece uma assombração que some e reaparece de tempos em tempos. Sem falar no governo imperial, foi no começo da década de 1980, ainda nos tempos do “Brasil Grande” da ditadura militar, que o projeto ressuscitou, para uma vida muito breve. Pouco mais de uma década depois, embora o então ministro do Meio Ambiente Rubens Ricupero dissesse que o São Francisco já era “um rio ameaçado de extinção”, por causa do desmatamento nas regiões onde nascem e por onde passam seus formadores, o ministério do Interior voltou à carga, com um projeto de transpor 150 metros cúbicos por segundo, a um custo de US$ 1,5 bilhão. Mas ele foi fulminado por um parecer do Tribunal de Contas da União, que mostrava ser um fantasma esdrúxulo, pois o ministério do planejamento dele não sabia, assim como os ministérios da Agricultura (que cuida de irrigação), da Reforma Agrária e da Fazenda (que libera recursos). Além disso, o projeto implicava prejuízos de US$ 1 bilhão anuais na geração de energia, inviabilizava mais áreas para irrigação a montante do que beneficiava a jusante e concentrava os benefícios num pequeno número de grandes produtores rurais.

Foi para o limbo até 1998, quando ressurgiu em nova versão de túneis que levariam água para o abastecimento de cidades, ao custo de US$ 700 milhões. Durou pouco a reaparição. Mas já estava de volta no final de 2000, numa versão em que 127 metros por segundo transpostos beneficiariam 8 milhões de pessoas e o abastecimento de água de 268 cidades, além de irrigar 260 mil hectares. O professor Aziz Ab’Saber, da USP, lembrou na época que os beneficiados seriam menos de um terço das vítimas da seca (27 milhões). A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) observou que pelo menos 30% da água se perderia por evaporação. E a Cáritas mostrou que a solução para comunidades isoladas está na implantação de cisternas de placa (das quais já há 160 mil), não na transposição, que não chegaria a esses lugares.

Levou algum tempo para recuperar-se o combalido. Mas retornou em 2003. Dessa vez, teve a oposição do Comitê de Gestão da bacia, da CNBB, da OAB, das arquidioceses à beira-rio. Custaria R$ 4,2 bilhões para uma transposição de 53 metros cúbicos por segundo. Vários especialistas (professor Aldo Rebouças, da USP, professor Abner Curado, da UFRN, professor João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, entre muitos) mostraram a desnecessidade: o problema no semi-árido é de gestão, não de escassez.

Mesmo levantando mais de 40 questões, o Ibama concedeu em 2005 licença prévia. Sabendo que 70% da água seria para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades, e não para proporcionar “uma caneca de água para as vítimas da seca”. Que não estava equacionada a questão dos subsídios necessários para uma água que poderia custar até cinco vezes mais que a então disponível. Que a maior parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por evaporação. Que havia enormes discrepâncias a cada citação do número de beneficiados (12 milhões? 7,24 milhões? 9,02 milhões? 7,21 milhões?) e dos hectares irrigados (161 mil? 186 mil?). Mais grave que tudo: o próprio estudo de impacto ambiental dizia que 20% dos solos que se pretendia irrigar “têm limitações para uso agrícola”; e “somados aos solos líticos, notadamente impróprios, respondem por mais de 50% do total” das terras que seriam irrigadas. Não bastasse, “62% dos solos precisam de controle, por causa da forte tendência à erosão”. Ainda assim, concedeu licença prévia ao projeto, pois as objeções do Comitê de Gestão haviam sido ignoradas pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos.

Agora, o velho abantesma retorna à avenida, sem responder a nenhuma das muitas questões levantadas principalmente por cientistas.

E retorna com a mesma fantasia.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

( www.ecodebate.com.br ) artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo – 02/03/2007

Se você é contra a Transposição do Rio São Francisco escreva para os deputados no site:

www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/

Ou mande diretamente para o presidente mostrando a sua posição:

https://sistema.planalto.gov.br/falepr/exec/index.cfm?acao=email.formulario&CFID=1006323&CFTOKEN=88203168

 


20 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, PAC, POLÍTICA | 1 Comentário

A grande festa

O TRABALHO É UMA FESTAbebendo-em-casa.jpg

Eu já escrevi neste blog, varias vezes que o Lula não é muito e nunca foi chegado ao trabalho.

Mesmo sem trabalhar ele é um indiscutível sucesso, pois assumiu sua posição de primeiro mandatário com um currículo obscuro e duvidoso. Em sua declaração de renda, ele conservadoramente é um milionário e seu apartamento de cobertura, é um total mistério de aquisição.

Em um país repleto de analfabetos ele dá declarações contrastantes de que não tem muita necessidade de leitura. Não se tem notícia de algo que ele tenha escrito pessoalmente, e não se tem notícia que ele saiba utilizar um PC. Eu nunca vi dentre tantas fotos e filmes ele sentado diante de um PC. Agora fotos dele traçando uma branquinha, têm de monte e dele escornado depois de uma noitada de excessos também existem várias espalhadas pela Internet.

O único trabalho para o qual foi treinado, o de torneiro mecânico, não pode desempenhar sua função sem perder um dedo, mostrando a falta de capacidade para este trabalho. Como deputado da constituinte ele não se mostrou capaz do desempenho esperado, e foi até muito apagado. Não encontrei referencias se durante aquele tempo ele se mostrava propenso às suas festinhas com a branquinha. Por isto não tenho comentários.

Quando um jornalista americano residente no Brasil fez referencia ao seu apego à branquinha, ele em um rampante de autoritarismo queria que se expulsasse este jornalista.

“Quem tem fama deita na cama” e ele pode até se indignar, mas seu currículo não deixa dúvidas, que ele é chegado a uma “marvada” ele é.

Mas também ninguém é de ferro.

E melhor posto do que o artigo do Villas que está aí abaixo reproduzido na integra, não tem:

Opinião: Governar é divertir-se

Villas-Bôas Corrêa, repórter político do JB

Nos quatro meses do segundo mandato do governo que não começou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva forneceu mais elementos para a decifração da sua personalidade – que não chega a ser tão complicada – do que nos quatro anos iniciais embalados pelos elogios em boca própria ao maior em tudo de todos os tempos.

Nas picuinhas ao antecessor que jogou nos seus ombros a tal herança maldita, misturou viagens pelos quatro cantos do planeta para a afirmação de uma liderança mundial, de que tanto se orgulha. O modelito inaugural do seu gabinete no Palácio do Planalto só cuidou de política para a montagem do esquema da reeleição. Descuidos intencionais ou não fecharam os olhos para os desatinos petistas na armação da temporada dos escândalos: do caixa 2, do mensalão, das ambulâncias superfaturadas, da trapaça das sanguessugas, ampliados pela maciça cobertura pela mídia das CPIs que desandaram na dança do plenário da Câmara para comemorar a absolvição em cascata dos denunciados.

Lula abandonou o PT às merecidas traças, adubou a reeleição com os 11 milhões de Bolsa Família para matar a fome de 44 milhões de eleitores especialmente nas áreas mais pobres do Norte e do Nordeste.

Quando o núcleo político bichado pelos escândalos foi dissolvido, o presidente-candidato, em estalo afortunado, descobriu a fórmula perfeita do gabinete administrativo, que confiou à competência e energia da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil. Livre da papelada burocrática, que jamais leu, contentando-se com os resumos em meia folha de papel, pôde dedicar-se em tempo integral à campanha nas suas diversas etapas.

E desde então, o estilo Lula de governar ampliou o esboço até o retrato em corpo inteiro, com a transparência das suas singularidades. Da casmurrice das frases curtas do presidente Dutra à variedade dos cinco generais-presidente do rodízio de quase 21 anos da ditadura militar, passando por JK, Jânio, Jango, Sarney, Collor, Itamar e FH, nada pode ser comparado ao presidente Lula do bis.

Joalheiro amador, aplicou-se em enfeitar a faixa presidencial com as pedras coloridas da fantasia para a festa do governo desfrutado como uma diversão. Lula adora presidir reuniões com grande número de participantes que ocupem todas as cadeiras das mesas imponentes dos palácios do Planalto e da Alvorada ou das aperturas da Granja do Torto. Como não pode convocar governadores, prefeitos ou ministro todos os dias, conforma-se com a modéstia de encontros com os chamados núcleos de ministros para assuntos que interessam o público com a garantia de ampla cobertura na mídia.

Mas o recheio doce do mandato são as viagens. Qualquer uma, para qualquer lugar, com qualquer justificativa. Claro, as rotas internacionais para a exibição nos palcos do mundo são manjares para o paladar dos deuses que voam nas asas do Aerolula com a pompa e os agrados das mordomias. Reconheça-se que os giros patrocinados pelo Mercosul pelo mapa do nosso continente quase que se igualam ao deslumbramento da Europa, da Ásia ou da África. Lula é um temperamento eclético.

Nunca pareceu mais feliz e à vontade como no segundo mandato, sem a tentação de brincar com a democracia para mais quatro anos. Se cair no colo, claro que não recusará o sacrifício.

Por enquanto, pretende curtir os três anos e 10 meses no ritmo de festa, concentrando os esforços oficiais em três ou quatro programas que iluminem a imagem do grande presidente, o maior de todos os tempos.

Além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mesinha milagrosa para a cura de todas as enfermidades do país; três ou quatro obras de truz, como a irrigação de áreas do Nordeste com a transposição das águas do Rio São Francisco. E, um degrau abaixo, o pacote de emergência para o investimento de mais R$ 8 bilhões na educação.

A rede rodoviária em pandarecos, com recorde de desastres, ou a calamidade nacional da insegurança, com o registro de mortes diárias no Rio e nas grandes cidades são assuntos para a pauta da burocracia, dos governadores e prefeitos.

Poupem Lula: o governo é uma festa.

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08 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, TRABALHO | Deixe um comentário

AUTORITARISMO

Mais sintomas autoritários.

Podem alguns até pensar que eu fiquei paranóico, dizendo das tendências autoritárias do PT, coisa antiga coisa de Fidel Castro.

Não é paranóia não, é sério mesmo, e a demonstração e os sintomas aparentes, são demonstrados constantemente na mídia.

Quando alguém entrou no meu servidor e desmontou todo o meu blog, passei algum tempo imaginando que poderia ser alguma pane. Procurei várias pessoas que tentaram me ajudar, não encontrei o responsável pelo blog que estava de férias, e o tempo passando, pessoas me ligando e perguntando por Email o que havia ocorrido. Sem nenhuma resposta conclusiva, não me restou alternativa. Acreditar na intrusão de algum petralha que se magoou com as verdades escritas no blog sobre o governo do PT.

Já conseguiram um funcionário do MP para processar o Mainardi, e como tudo que eu escrevo ou é referencia ao escrito de outro ou é documentado pelos próprios órgãos governamentais, processo não procede. Sem nenhum respaldo legal para acabar com o meu blog, somente restou a ilegalidade e se intrometer e apagar tudo.

Agora, esta tarde visitando o Blog do Josias, eu encontrei uma notícia fresquinha que ilustra mais uma vez a veia antidemocrática do PT.

Queiram conferir:

Artigo do Blog do Josias:

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

Governistas barram CPI Aérea; oposição vai ao STF

Os partidos governistas acabam de aprovar no plenário da Câmara o requerimento que suspende a instalação da CPI do Apagão Aéreo. As legendas oposicionistas decidiram que vão recorrer ao STF. Mais: prometeram obstruir as votações de todos os projetos de interesse do governo até que o impasse seja resolvido.

Na manhã desta quinta-feira (8), frustrou-se a tentativa de acordo, ensaiado na noite passada. Embora o PSDB, autor do requerimento da CPI, tenha concordado em modificar o texto do documento, o governo manteve-se irredutível.

E o líder do PT, Luiz Sérgio (RJ), exigiu que fosse votado o requerimento que apresentara na véspera, pedindo a suspensão da instalação da CPI até que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) se manifeste sobre a legalidade do requerimento. Votado, o recurso do PT foi aprovado por 261 votos contra 46. Houve sete abstenções.

PSDB, PFL e PPS decidiram que não vão aguardar pela manifestação da CCJ. Já estão providenciando um mandado de segurança ao STF. Alegam que a manobra do governo fere direitos da minoria parlamentar.

O confronto aberto em torno da CPI azedou as relações partidárias na Câmara. Está sob risco a atmosfera de harmonia que vinha permitindo ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), imprimir aos trabalhos legislativos um ritmo que há muito não se via.

Embora tenha decidido a favor da instalação da CPI, Chinaglia aceitou submeter ao plenário o recurso apresentado pela liderança do PT. Algo inédito em casos do gênero. Não há notícia de CPI que tenha sido brecada por meio de recurso da maioria depois de ter sido declarada aberta pela presidência da Câmara ou do Senado.

Ao dar curso ao recurso, Chinaglia tornou-se, ele próprio, alvo dos ataques da oposição: “As relações da oposição com o presidente Chinaglia só poderão ser recompostas no momento em que for instalada a CPI”, discursou, por exemplo, o líder do PFL, Onyx Lorenzoini (RS).

Para Lorenzoni, Chinaglia estaria “sendo induzido a erro” pelo Planalto. E “vai escrever na sua biografia uma passagem em que cede aos instintos autoritários que perturbam o Brasil sob o governo Lula”. Completou: “O Planalto não cansa de mandar sinais para essa Casa e para o país de que poderá ser cada vez mais ‘chavista’ e menos democrático.”

O líder do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio (SP), lembrou que é atribuição da minoria oposicionista fiscalizar o governo. “O que assistimos agora é pior do que apagão aéreo que se pretende investigar”, disse ele. “Negar às minorias o direito à CPI, ainda que dentro das regras constitucionais, é o mesmo que conduzir a Câmara a um apagão democrático.”

A despeito do apelo à racionalidade feito por alguns integrantes do consórcio governista, sobretudo Miro Teixeira (RJ), líder do PDT, a cúpula do governismo manteve-se intransigente na decisão de bloquear a CPI. O que acomodou uma pulga atrás da orelha de oposicionistas.

“Não consigo entender o que leva o PT e o governo a se posicionarem contra uma CPI como essas, de pequeno potencial de embate político”, disse Chico Alencar (RJ), líder do PSOL. “Isso nos leva a supor que o governo tema pelo surgimento de coisas mais sérias, como o superfaturamento de obras em aeroportos, por exemplo.”

Nunca na história desse país um governo pagou tão caro para abafar uma CPI tão barata.

Escrito por Josias de Souza às 13h16

São tantas e tamanhas as maracutaias do PT, que qualquer investigação pode levantar a poeira que está cobrindo e escondendo os esqueletos do PT. É por isto que não querem nenhuma classe de investigação em curso.

E a democracia? E a separação dos poderes? E os direitos da oposição?

Eta Brasil !………

Comentado e publicado por Roberto Leite

Dia 8/3/07 – 21 horas

08 mar 2007 Posted by | AUTORITARISMO | Deixe um comentário

   

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