blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Murro na mesa

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“Eu quero prazo, dia e hora para anunciar que não haverá mais problemas nos aeroportos brasileiros”,

Logo depois desta frase, o nosso presidente foi passear nos EEUU, para um “chat” com o Bush, e deixou o caos para que seus eleitores, os 58.000.000, que representam aproximadamente 1/3 de todos os brasileiros fiquem sabendo quem é ele de fato.

Ele quer mais é que os brasileiros vão se lixar.

Eu fico até imaginando se tudo isto não está friamente calculado para tirar das mãos dos militares o controle aéreo do Brasil, que é uma função extremamente vital e estratégica para o país, e colocar nas mãos de sindicatos que são mais fáceis de comprar do que os militares.

Ele, que com seu administrador da Infraero Carlos Wilson PT/PE, contingenciaram toda a verba arrecadada com as taxas de embarque, que superfaturaram as reformas dos aeroportos por todo o Brasil, e que não investiram em infra-estrutura técnica e com o pessoal técnico, e que são diretamente responsáveis por toda esta bagunça generalizada que se instalou no sistema aéreo.

O Lula, que tem como ministro da defesa, uma pessoa ineficiente ao extremo, mas que está por ele encarregado de resolver esta crise vive apenas dizendo estas frases de efeito, cada vez mais sem conteúdo e que não resolvem nada dos problemas da crise aérea no Brasil.

E o Lula não quer de nenhuma forma que se instale uma CPI do Apagão, com medo que esta CPI descubra de tabela as falcatruas na Infraero na administração de Carlos Wilson.

31 mar 2007 Posted by | ABOBRINHAS, APAGÃO AÉREO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Aprendendo com a idade.

Frase do lula em março de 2007:

-”É preciso melhorar a massa encefálica dentro do cérebro para as pessoas compreenderem que as mulheres devem ser respeitadas”.

A idade tem uma tendência a melhorar os conhecimentos humanos mesmo que a pessoa se recuse a ler ou aprender. O instinto de melhoria da espécie humana nos ensina a coisa certa, queira-se ou não queira. No caso do Lula que se recusa a estudar, tendo muitas oportunidades para isto, a vida vem dando muito devagar os conhecimentos que lhe faltavam quando era jovem.

Veja a foto abaixo:

 

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Lula está jovem e mostrando para o mundo onde ele pensa que fica a massa encefálica.

 

 

Na frase mencionada no começo deste post, ele demonstra que a vida já lhe ensinou que massa encefálica fica mais acima do umbigo.

 

31 mar 2007 Posted by | ABOBRINHAS | Deixe um comentário

Nova maneira de fazer política.

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Lula está mostrando o tamanho da nova maneira de fazer política no Brasil.

 

 

Lula acha e disse:

“Se fui eu que indiquei, só posso estar satisfeito”, afirmou. “Nós estamos construindo uma coalizão importante. Eu acho que é um exemplo de consolidação e um novo tipo de fazer política no Brasil”

Vejamos um resumo do novo tipo de fazer política no Brasil:

1. 150 dias para conseguir completar um ministério,

2. O ministro dos transportes tem uma folha corrida de dar inveja ao Fernandinho Beira Mar.

3. A ministra do turismo admitiu de público que não sabe o que fazer com a pasta do turismo.

4. O ministro da defesa, não tem a menor idéia o que seja ser ministro da defesa.

5. A ministra da Secretaria Especial da Igualdade Racial comprovou de publico que é racista,

6. O ministro da fazenda mudou as regras do jogo, e conseguiu fazer o Brasil crescer no papel.

Isto é um apanhado geral e rápido do ministério.

Com mais apuro, vamos descrevê-lo todo.

Agora a continuação da nova maneira de fazer política.

O amigo e compadre do Lula, Roberto Teixeira, foi quem levou o Constantino ao palácio do planalto e de lá saiu com a negociação para compra da Varig. Tráfego de influência?

Não senhor, consolidação da nova (?) forma de se fazer política no Brasil.

Leiam a reportagem de VEJA:

Lula declara reforma ministerial encerrada

30 de Março de 2007 | 17:07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira em Recife (PE) que a reforma ministerial está concluída. Durante rápida conversa com a imprensa, Lula respondeu aos jornalistas que não vai mais trocar ninguém do seu Ministério. Ele se disse satisfeito com a nova equipe. “Se fui eu que indiquei, só posso estar satisfeito”, afirmou. “Nós estamos construindo uma coalizão importante. Eu acho que é um exemplo de consolidação e um novo tipo de fazer política no Brasil”, disse.

Lula voltou a recorrer às metáforas futebolísticas ao explicar as razões pelas quais promoveu uma reforma no Ministério. “O técnico troca o jogador na hora que ele entende que deve trocar. Acho que alguns companheiros saíram do governo porque quiseram sair, como o Furlan (Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento). Outros foram remanejados, porque entendi que estava na hora de fazer remanejamentos”, destacou.

Na conversa, o presidente também fez questão de elogiar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que seu governo tenta implementar. “Estou convencido de que, depois que nós aprovamos o PAC, nós vamos ter um conjunto de obras a serem cumpridas em quatro anos, que vão dar ao Brasil uma sustentabilidade que o país não tinha.”

O presidente disse ainda que este é um bom momento de se pensar o Brasil até o ano 2022, quando a Independência completará 200 anos. Ao deixar Pernambuco, Lula seguiu para os Estados Unidos, onde neste sábado, encontrará seu colega norte-americano George W. Bush, no rancho do último, em Camp David.

 

O nosso mandatário é mesmo decidido. Primeiro ele “acha” depois ele está convencido, e as inovações estão cada vez mais ousadas. Ele tem sorte, até sem querer e de férias faz a coisa certa. Se ele não coopera, sua esposa dona Marisa cobre a retaguarda e mostra a presença indispensável para que a era LULA, não seja nunca esquecida.

Dizem por aí, eu encontrei esta afirmação na internet, que foi a Dona Mariza que cerziu a primeira estrela vermelha na primeira bandeira do PT.

Depois disto, ficou no sangue e sempre que tem uma oportunidade, coloca a bandeira de novo.

Algum tempo atrás, ela mutilou um patrimônio público, que é o jardim do Palácio da Alvorada, cortando a grama e colocando uma estrela feita com flores vermelhas no meio do jardim do Burle Marx.

Recentemente, em viagem de férias com o presidente, apareceu vestindo um maiô branco, com uma enorme estrela vermelha bem no centro.

Infelizmente, nesta nova forma de marcar presença dona Marisa ficou parecida mais com um barril de óleo da TEXACO ou com uma caixa de fogos de artifício.

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31 mar 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO | Deixe um comentário

PROGRAMAS DE GOVERNO

Programas de Governo(?)

 

Meu amigo Ronaldo me mandou por Email uma relação dos novos programas do Governo Lula.

Estes programas vieram depois do sucesso mercadológico do PAC


1 – Base de Operações Legislativas Avançadas – B.O.L.A.
2 – Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto – P.I.A.D.A.
3 – Projeto de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais Nacionais e Autarquias – P.R.O.P.I.N. A.
4 – Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas – M.E.R.D.A

5 – PROGRAMA ORGANIZACIONAL DE RECUPERAÇÃO DAS RODOVIAS ASFALTADAS. – P.O.R.R.A.

6 – PROJETO DE INVENÇÕES NACIONAIS GOZADAS AUTÁRQUICAS. – P.I.N.G.A

29 mar 2007 Posted by | ANEDOTAS | Deixe um comentário

A ética do PT

E as maracutaias do governo Lula continuam

Até quando?

Vejam a cara de pau deste governo ético do PT.

Lula disse :

“Está para nascer um brasileiro que possa discutir ética comigo”

Depois do incidente milionário do Lulinha, que inexplicavelmente não foi mencionado na campanha eleitoral, vieram à tona muitos incidentes provando que a palavra ética, não está dentro das conhecidas pelo Senhor das Verdades, o molusco Apedeuta Lula da Silva.

E agora, neste negócio milionário, quem mediou?

Seu amigo de muitos anos, que lhe vendeu (?) sua cobertura em São Bernardo, que é padrinho do Lulinha, que pagou os estudos deste no estrangeiro, que emprestou a custo zero sua casa para o Lula morar, e que foi alvo das acusações de Wenceslau sobre maracutaias e propinas no governo Erundina.

Roberto Teixeira

 

Leiam primeiro um muito bem escrito artigo de Karla Correia e depois uma entrevista de Wenceslau de um ano atrás.

 

Advogado amigo de Lula articulou negócio

Karla Correia

 

BRASÍLIA.O pedido do presidente Lula para que a Gol comprasse a Varig não é o único detalhe curioso do maior negócio realizado na aviação civil brasileira. O advogado e compadre do presidente, Roberto Teixeira, foi um dos articuladores da operação. Ontem, Teixeira acompanhou os donos da Gol na visita que fizeram ao Palácio do Planalto para anunciar a Lula o fechamento do negócio.

Após deixar o encontro com o presidente, o empresário Constantino Júnior explicou os motivos que levaram a Gol a pagar um valor muito superior ao que foi pago pela Varilog, no ano passado, para adquirir a Varig.

– É preciso ressaltar que houve um investimento importante por parte do antigo acionista. A Varig saiu de dois aviões, na época do leilão, e hoje opera com 17 – explicou.

O empresário também disse que a operação não envolve risco de concentração de mercado.

– A Gol e a Varig serão empresas administradas com independência, que competirão entre si, inclusive atraindo novos clientes com suas vocações específicas. Cada uma atua para atrair um público determinado.

A compra da Varig, que se manterá como marca independente, foi feita por uma subsidiária da Gol, a GTI S.A. A manobra evitará que os bilionários passivos trabalhistas, previdenciários e tributários da Varig pesem sobre o caixa da Gol.

A operação comercial foi desenhada por Roberto Teixeira, que trabalhou em conjunto com o dono da Gol, Nenê Constantino. As duas empresas acertaram a compra há, pelo menos, oito dias, quando marcaram a audiência com o presidente Lula.

Segundo o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, a agência deve se manifestar sobre a compra dentro de dois meses.

Ontem mesmo manifestou-se informalmente o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.

– Não acho a melhor solução – criticou.

 

Venceslau se diz vingado do PT

Publicada em 30-01-2006

Raquel Lima e Ricardo Alécio / Agência Anhangüera

Dez anos se passaram até que o economista Paulo de Tarso Venceslau se sentisse finalmente vingado. Foi em 1995 que ele levou a Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente nacional do PT, a denúncia de esquema de arrecadação de caixa 2 promovido pela empresa Consultoria para Empresas e Municípios (Cpem) em prefeituras petistas. A Cpem era representada por Roberto Teixeira, compadre de Lula, e Paulo Okamotto, ex-dirigente do partido. A denúncia foi abafada e Venceslau, além de tachado de louco, foi expulso do PT no início de 1998. Agora, assiste o partido que ajudou a criar se afundar em denúncias de corrupção e levar o Brasil a uma de suas piores crises políticas.

“De um lado não deixa de ser, evidentemente, uma satisfação pessoal ver uma história sendo colocada no seu lugar”, desabafou. Ex-secretário de Finanças e da Fazenda em duas importantes cidades administradas pelo PT (Campinas e São José dos Campos), e ex-diretor financeiro da Companhia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo (CMTC) durante a administração de Luiza Erundina, Venceslau não esconde o rancor que sente do atual presidente da República, a quem se refere como “caudilho”.

“Quem rasgou o estatuto do PT foi o Lula. Ele tem um padrão de comportamento que não muda, que é sempre tampar o sol com a peneira e fingir que não vê e não sabe”, disse. “O Lula sabe perfeitamente o que está acontecendo e tem uma responsabilidade muito grande sobre isso”, completou.

Filho de integralista, ex-guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) e um dos seqüestradores do embaixador norte-americano Charles Elbrick, no Rio de Janeiro, em 1969, o economista também não poupa o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. “Lamento muito que um companheiro das origens tenha se desvirtuado dos compromissos éticos e morais que construímos.”

Desde que foi expulso do PT, não se filiou a nenhuma outra legenda e disse que nem pretende. Venceslau afirmou não saber em quem votar nas eleições deste ano. Em Lula? “Prefiro anular o voto a votar nele.” Aliás, o economista disse que só votou no petista em 1989.

Venceslau voltou à cena política na semana passada, ao depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos. Reafirmou toda a denúncia que fez em 1995 ao PT e em 1997 à imprensa. Agora pensa como contar a sua trajetória num livro. Mas quer um romance.

Leia abaixo a entrevista que Venceslau concedeu à Agência Anhangüera de Notícias (AAN), a décima oitava que analisa a atual crise política no País.

Agência Anhangüera – Depois de dez anos que você denunciou o Caso Cpem ao PT, que resultou na sua expulsão do partido, o senhor se sente vingado?

Paulo de Tarso Venceslau – É um sentimento muito ambíguo para mim. De um lado, não deixa de ser, evidentemente, uma satisfação pessoal por ver uma história sendo colocado no lugar. E foi por causa dessa história que eu fui, literalmente, linchado pelo PT. Tive que agüentar todas as mentiras que eles inventaram. Nunca divulgaram os fatos corretamente dentro da militância. Foi algo assim deliberado, no melhor estilo da burocracia soviética. Foi um horror. Fui chamado de louco, psicótico, maníaco, depressivo, obsessivo e até de agente do Sérgio Motta (ex-ministro das Comunicações durante a gestão do PSDB, morto em 1998) dentro do PT. Por outro lado, fico desconfortável por ser um partido que ajudei a criar. Velhos companheiros seduzidos pelo poder fizeram essa barbaridade que estamos vendo. Se o problema tivesse sido tratado lá atrás, baseado no estatuto do partido, muita coisa poderia ter sido evitada. Mas eles cederam às pressões do Lula, curvaram-se aos desejos do caudilho e deu nisso que deu.

Agência Anhangüera – O Caso Cpem pode ser considerado como a primeira grande denúncia de irregularidades dentro PT?

Paulo de Tarso Venceslau – Não saberia dizer. Na época passou batido e pouca gente entendeu.

Agência Anhangüera – Mas o senhor entende que foi a partir desse caso que começou a deterioração ética do partido?

Paulo de Tarso Venceslau – Eu diria que ali foi quando se consumou uma situação em que os militantes e os dirigentes do partido perderam a autoridade perante o caudilho Lula. A partir dali, tudo dependeria da bênção do Lula. Quem rasgou o estatuto do partido foi o Lula. Não estou dizendo que o Lula foi quem fez essa parafernália toda, mas ao defender o compadre dele como ele defendeu, ele instituiu uma prática.

Agência Anhangüera – É possível fazer um paralelo entre o Caso Cpem e o escândalo do mensalão?

Paulo de Tarso Venceslau – É difícil traçar esse paralelo porque um caso é anterior à chegada ao poder e outro depois. Acho que, a partir do momento que um esquema de captação de recursos começa a funcionar, quando se chega ao poder você pode comprar a governabilidade.

Agência Anhangüera – O senhor fez a denúncia ao partido em março de 1995. Quando foi que o senhor tomou conhecimento do que denunciou?

Paulo de Tarso Venceslau – Em 95 eu fiz a denúncia formalmente ao PT por meio de uma carta ao Lula. Dentro do partido, já havia dois anos que eu vinha tentando alguma providência. Já tinha conversado com muita gente…

 

Agência Anhangüera – E além do Lula, quem foi o principal obstáculo para que a sua denúncia fosse investigada?

Paulo de Tarso Venceslau – Um monte de gente. Todos os dirigentes da época que acataram as ameaças do Lula. O Lula ameaçou claramente: ou ele ou eu. Na época, se alguém se comprometesse com as minhas posições, iria ter o ódio eterno dele e iria perder status dentro do PT. Quando ele recebeu minha carta, via cartório, ele ficou transtornado. E ninguém queria cair em desgraça com o Lula. Era o caminho natural para quem queria fazer uma carreira política.

Agência Anhangüera – E você tem alguma mágoa do PT?

Paulo de Tarso Venceslau – Não, muito pelo contrário. Admiro muito a militância petista, que considero a mais combativa, a mais firme, a mais séria e a mais honesta, inclusive. Não confundo o papel dessa burocracia da direção petista, que levou o PT para esse desastre, com a militância, que não vive do dinheiro do partido, que não está ligada à máfia do partido, que está inserida nos movimentos sociais e se recusa, de certa forma, a acreditar que tudo isso seja verdade. Eu sei porque já vivi essa realidade. As pessoas têm resistência em acreditar nisso para não perder o seu norte.

Agência Anhangüera – E como o senhor analisa o comportamento do partido diante da atual crise?

Paulo de Tarso Venceslau – Não sei porque não estou mais no PT. Pelas pessoas que saíram, pelas manifestações de solidariedade que venho recebendo, tenho a impressão de que quem ficar no partido é aquele pessoal que faz muito esforço para acreditar que tudo isso não é verdade. Na minha opinião, a saída para o PT é dar um jeito de se livrar dos Lulas e dos Dirceus da vida, que são os maiores causadores desse atraso, dessa dificuldade que nós estamos vivendo.

Agência Anhangüera – E o senhor acha que isso seria de fato possível?

Paulo de Tarso Venceslau – Claro que isso não acontece em um passe de mágica. Tem que ter uma corrente dentro do partido que tome consciência dentro disso e que reconstrua o partido numa direção em que se torne incompatível com as práticas do Lula e do Zé Dirceu. Não é simplesmente extirpá-los do partido no sentido de força, mas extirpá-los politicamente.

Agência Anhangüera – À CPI, o senhor também não poupou o presidente Lula. O senhor entende que o Lula está tendo hoje, diante da crise, um comportamento semelhante ao que ele teve quando o senhor o comunicou do Caso Cpem?

Paulo de Tarso Venceslau – Ele tem um padrão de comportamento que não muda, que é sempre tapar o sol com a peneira e fingir que não vê e não sabe. Ele nunca sabe de nada. O Zé Dirceu é outro. É uma conversa muito antiga essa. O Lula sabe perfeitamente o que está acontecendo e tem uma responsabilidade muito grande sobre isso.

Agência Anhangüera – Na sua avaliação, quem seria o responsável pela adoção de esquemas obscuros de arrecadação dentro do partido?

Paulo de Tarso Venceslau – Acho que não tem um nome só. É resultado de uma cultura que foi plantada dentro do partido e que foi assumida. Muito difícil você ver um dirigente do partido que está participando do processo eleitoral e que, de repente, vê recursos incompatíveis com aqueles recursos que estariam vindo de fontes tradicionais, como venda de broches e camisetas, ficar num silêncio conivente. É resultado da cultura que se criou. Por isso, não dá para nomear os responsáveis. É mais justo generalizar a conivência em relação à burocracia petista.

Agência Anhangüera – O senhor acha que o PT se tornou ou sempre foi um partido igual aos outros?

Paulo de Tarso Venceslau – Acho que se tornou. Na busca desesperada de se chegar ao poder, o PT acabou assumindo uma prática que o jogou numa vala comum. Quando o Lula rasgou o estatuto do partido em 1997, naquele momento ele institucionalizou uma cultura. A coisa complicou a partir dali. Ou seja, as regras não são para todos. Quando isso fica claro, o PT já não é o mesmo partido que pretendia ser. E a burocracia foi responsável por isso porque sabia o que estava acontecendo. Eu vivi isso de perto. O partido foi levado a isso por dirigentes irresponsáveis, ambiciosos por chegar ao poder a qualquer custo.

Agência Anhangüera – O senhor se filiou a outro partido?

Paulo de Tarso Venceslau – Não

Agência Anhangüera – Pretende se filiar?

Paulo de Tarso Venceslau – Não. Acho que há outras formas de se fazer política que não seja dentro de um partido político.

Agência Anhangüera – Qual a sua opinião sobre o PSOL?

Paulo de Tarso Venceslau – É muito interessante, tenho bons amigos lá dentro, mas tem muita coisa parecida com o projeto original do PT e vai dar muita cabeçada até entrar nos eixos. Não existe uma unidade político-ideológica e de ação. Isso é muito difícil num partido hoje. Mas quem sabe daqui a algum tempo eles possam encontrar um rumo que permita construir um partido, quem sabe, à imagem e semelhança do PT de antigamente.

Agência Anhangüera – Como antigo militante da esquerda radical e ex-guerrilheiro, qual a sua avaliação sobre o futuro da esquerda no País?

Paulo de Tarso Venceslau – A esquerda do Brasil sofreu muito com esse problema do PT. Vai passar por um período muito difícil para se recuperar desse golpe, mas acho que tem um lado positivo: a esquerda não é só o PT. O PT tentou o tempo todo assumir o monopólio da esquerda. Ao tentar fazer isso, o partido transferiu para a esquerda o ônus de uma prática extremamente nefasta. A esquerda hoje tem de combater esse tipo de prática, sem cair no moralismo e, ao mesmo tempo, ter em seus princípios e valores o compromisso de que a regra será aplicada para todos. Sem exceções. Eu cumpri a regra do PT e fui punido por isso, por ordem de um caudilho. Se a esquerda conseguir construir um programa, restabelecer uma prática de inserção social, com certeza vai crescer e recuperar o seu espaço, e vai separar a sua imagem do PT. O PT já não é mais um partido de esquerda faz tempo. É um partido de centro. Esse Campo Majoritário (ala que perdeu poder nas últimas eleições internas, mas mantém o comando da legenda desde 1995) é o PFL do PT.

Agência Anhangüera – O senhor entende que a atual crise pode abrir espaço para projetos mais radicalmente à direita?

Paulo de Tarso Venceslau – Uma retomada de uma ditadura ou de um governo autoritário acho muito difícil. A democracia brasileira já está razoavelmente consolidada. Hoje não existe espaço para esse tipo de golpe.

Agência Anhangüera – Qual a sua expectativa para a eleição deste ano?

Paulo de Tarso Venceslau – Espero que apareça algum candidato que me motive a votar nele. Por enquanto, não tem nenhum.

Agência Anhangüera – O senhor votou no Lula depois de ser expulso do PT?

Paulo de Tarso Venceslau – Votei no Lula uma única vez, em 1989. Em 1994 já o conhecia suficientemente para não votar nele. Participei da campanha porque era um compromisso partidário. Prefiro anular o voto do que votar nele.

Agência Anhangüera – O senhor foi do grupo do José Dirceu, nos anos 60. Qual o seu relacionamento com ele hoje?

Paulo de Tarso Venceslau – Nenhum e isso faz muito tempo. Não tenho mais nenhuma simpatia e amizade por ele. Lamento muito que um companheiro das origens tenha se desvirtuado dos compromissos éticos e morais que construímos.

Agência Anhangüera – E com o senador Aloizio Mercadante (petista que também foi comunicado na época do Caso Cpem)?

Paulo de Tarso Venceslau – Com o Mercadante a situação não é a mesma. De certa forma, ele tentou tomar alguma iniciativa, mas tenho que reconhecer que ele tem uma carreira política promissora e ele não iria abrir mão dessa carreira para defender um companheiro. Ele ficou em cima do muro. Mas eu não o coloco no mesmo patamar do Zé Dirceu.

Agência Anhangüera – Você pretende contar a sua história em um livro?

Paulo de Tarso Venceslau – Esse livro já tenho, mas preciso arrumar um tempo para organizá-lo. Eu tenho a fantasia de escrevê-lo em forma de romance. Tem um escritor que sou vidrado nele, que eu acho brilhante, que é o Jorge Semprún, um escritor espanhol. Me identifico muito com a maneira com que ele conta as histórias.

Agência Anhangüera – Série está disponível na internet

Paulo de Tarso Venceslau – O economista Paulo de Tarso Venceslau é o décimo oitavo entrevistado da série sobre a crise política no País publicada aos domingos pelo Correio Popular. Agora, as entrevistas também estão disponíveis no Cosmo Online (www.cosmo.com.br), da Rede Anhangüera de Comunicação (RAC). A série começou no dia 18 de setembro do ano passado, no auge da crise, com a entrevista do filósofo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano. Também foram ouvidos o sociólogo e ex-petista Francisco de Oliveira (ele foi um dos fundadores do PT); o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso; o deputado e presidente do PMDB, Michel Temer; o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini; o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB); o cartunista e jornalista Ziraldo; o escritor Luis Fernando Verissimo, entre outros.

PERFIL

NOME – Paulo de Tarso Venceslau

BIOGRAFIA – O economista nasceu em Santa Bárbara d’Oeste, em 15 de setembro de 1943. Mora em São Paulo. É casado, tem um filho e uma enteada.

ATIVIDADES – Ex-guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN), participou do histórico seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em setembro de 1969. Após ter sido preso durante cinco anos por conta do seqüestro e de ter se exilado no Chile, Venceslau foi convidado pelo PT para participar, como economista, de vários governos do partido.

ATUAÇÃO – Foi diretor da Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC), durante o governo Luiza Erundina. Também foi secretário de Finanças da Prefeitura de Campinas, durante a gestão do ex-prefeito Jacó Bittar, e secretário da Fazenda da Prefeitura de São José dos Campos, na administração de Angela Guadagnin. Atualmente, mantém um jornal semanal em Taubaté e um escritório de consulta e pesquisa em São Paulo.

AS FRASES

“Lamento que um companheiro das origens tenha se desvirtuado dos compromissos éticos.”, Ao comentar sobre José Dirceu

“Votei no Lula uma única vez, em 1989. (…) Prefiro anular o voto do que votar nele.”, Sobre a sua votação nas eleições.

 

 

 

 

29 mar 2007 Posted by | ÉTICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

Temos sangue de barata!

O cinismo é mesmo impressionante,

E o povo absorve tudo. Pura mágica.

A mudança nos métodos usados pelo IBGE para calcular o novo pibão, foi muito conveniente ao governo do pipinho.

Não existe nesta turma nenhum burro e os mais bobos de lá estão dando nó em pingo d’água. Meireles, Mantega e a Dilma, foram encarregados pelo Lula da seguinte tarefa:

“companheiros, assim não vai dar, temos que fazer o Brasil crescer de qualquer forma, e tem que ser rápido.”

E o IBGE, que está todo comprado e aparelhado com os cartões executivos do governo resolveu o problema da seguinte forma:

Em alguns países do primeiro mundo, o consumo é uma das formas de se medir o PIB.

No Brasil, como existe uma grande economia informal, o consumo era apenas estimado, e seus números, eram considerados apenas percentualmente dentro da configuração do PIP.

Com o Bolsa esmola, e os outros programas assistencialistas, e o aumento real dos salários, apareceu uma oportunidade de se medir o consumo de uma forma positiva, apesar de artificial.

Para sustentar o aumento real dos salários e para financiar os programas assistencialistas, o governo incrementou a carga tributária em 4% diretamente. E continua querendo elevar a arrecadação, exemplo visto é a tentativa de cinicamente elevar as taxas de embarque para encontrar mais dinheiro para aplicar nos aeroportos e solver os problemas dos apagões aéreos.

Se houve acréscimo nos tributos, e este acréscimo financiou o consumo, este consumo financiado pela classe média não poderia fazer parte direta do calculo do PIB. Como poderia estar havendo um acréscimo do PIP, baseado no aumento de consumo se os números da produção industrial diminuíram?

Se o consumo estivesse realmente aumentando, a indústria estaria aumentando também para suprir esta demanda. E por detrás disto, está o tal PAC, que deveria encontrar parte dos recursos no encolhimento do Superávit Primário. Como isto pegaria mal, pois representaria uma mudança de regras no meio do jogo e as economias internacionais com potencial para investir no Brasil poderiam ver estas mudanças como um sinal de falta de seriedade por parte do governo, esta mudança de método, propiciou este ganho no superávit primário, sem o trauma de mudanças de regra.

Tudo muito conveniente para este governo mágico e ineficiente que está nos tratando como se fossemos um bando de imbecis.

Todos os índices indicam que a classe média está encolhendo e que os impostos estão aumentando e que os pequenos empresários estão passando para a informalidade para poderem sobreviver, e que a vida para eles está pior. E vem o IBGE que trabalha para o governo com estes novos números, que mostram o Brasil crescendo, somente no papel.

Haja paciência, e sangue de barata.

Hoje também a mídia está cheia dos comentários racista da Ministra Matilde Ribeiro.

Pelas conclusões desta ministra, as minorias podem fazer o que quiserem, porque existe em sua condição um pretexto para serem perdoadas, pois se elas são hoje minoria, deve haver um motivo muito forte por parte das maiorias que no mínimos as oprimiu. Os crimes praticados pela minoria devem ser relevados e até perdoados, pois eles as minorias sofreram algum dano moral nas mãos das maiorias oligarcas.

Este deve ser o pensamento Petista explicando a razão pela qual o Pit-Bull Bruno Maranhão, comandou uma invasão totalmente desrespeitosa e danosa ao congresso nacional, não foi punido por isto e até foi premiado com um cargo de confiança no governo da Bahia. Ele no momento do crime estava representando uma minoria explorada pela maioria. Aí pode. Ah bem.

Leiam um dos artigos muito bem escritos sobre a matéria:

DORA KRAMER

A ministra Matilde tem o direito de pensar o que bem entender e se expressar como melhor lhe aprouver. Não pode, contudo, esperar compreensão nem candidatar-se ao perdão

Racismo de Estado

A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial da Igualdade Racial, talvez não tenha consciência de que ninguém mais além do presidente Luiz Inácio da Silva dispõe, neste País, do direito de dizer disparates impunemente.

Lula conquistou essa prerrogativa e dela faz uso diário e permanente. Tornou-se inimputável no assunto. Não causa espécie nem provoca desconforto porque fala muito e a inconveniência de hoje é sempre anulada pela incontinência de amanhã.

Já a ministra Matilde raramente pronuncia-se em público. Ontem, manifestou-se em entrevista à BBC Brasil a propósito da passagem dos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico. E, convenhamos, caprichou no desatino.

Superou o chefe. Lula, em matéria de incorreção política havia produzido uma declaração imbatível quando de sua visita à capital da Namíbia, surpreendendo-se pelo fato de Windhoek não dar ao visitante a impressão de estar na África, tão desenvolvida apresentava-se a cidade.

A ministra Matilde – note-se, da Igualdade Racial -, em sua entrevista à BBC, foi além do politicamente incorreto. Incorreu em manifestação de racismo puro. Aquele que quando se configura um crime é inafiançável e pune quem prega a distinção – ou exibe convicção sobre as diferenças – entre os seres humanos mediante o critério racial.

Disse, sem nenhum pejo e muito vezo, a ministra a título de justificativa do preconceito de negros contra brancos: Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta os direitos dos outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.

Defende, portanto, a seguinte idéia: oprimidos ancestrais têm todo o direito de repudiar os que lhe invocam a opressão, ainda que no cerne dessa reação esteja a disseminação da intolerância racial na Humanidade. Minorias, só por serem minorias, sejam elas políticas, econômicas, raciais ou simplesmente numéricas dispõem de licença social e legal ao exercício do preconceito e da insurgência.

A se considerar aceitável o pensamento da ministra de que o racismo se traduz no poder da maioria de coibir ou vetar o direito do semelhante – sendo inválido o inverso – teríamos de aceitar que às minorias tudo é permitido, inclusive o crime.

A ministra Matilde tem o direito de pensar o que bem entender e se expressar como melhor lhe aprouver. Não pode, contudo, esperar compreensão nem candidatar-se ao perdão.

E não parece adequado que, sendo defensora convicta da naturalidade contida no ato de um ser humano recusar-se à convivência do outro por rejeição à cor de sua pele e ao formato de suas feições, a ministra Matilde Ribeiro permaneça no cargo de representante do Estado brasileiro na pasta responsável pela promoção da igualdade racial. Por um simples e óbvio motivo:

dona Matilde é racista.

29 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, POLÍTICA, Racismo | Deixe um comentário

O notório saber!!!

Ele tem respostas para tudo, e na ponta da língua!!!

Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela primeira vez, nós estávamos em transito do regime militar para a democracia.

O presidente era João Batista de Oliveira Figueiredo.

O Papa perguntou ao Presidente o motivo de ter tantos ministros, ao que obteve como resposta:

Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 ministros”.

Em 2007, quando o Papa Bento XVI chegar ao Brasil e perguntar ao Lula para quê 34 (35?) ministros?

O molusco, certamente irá responder:

“Veza bem companheiro santidade……Ali Babá num tinha 40 ladrões?

Tô chegando lá!”.

He. He. He. He.

 

 

“Para ser ministro no Governo Lula não precisa ter histórico, basta folha corrida”.

 

28 mar 2007 Posted by | ANEDOTAS | 1 Comentário

A prepotência do governo Lula

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O rio São Frasncisco que nasce na Serra da Canastra em MG e desagua no oceano Atlantico em Pernanbuco

 

 

A prepotência do governo.

Na sexta feira passada, dia 23 de março, foi anunciado pela mídia de que foi dado pelo IBAMA a licença para construção do desvio das águas do Rio São Francisco.

O Brasil deveria estar de luto. Logo o IBAMA, subordinado ao Ministério do Meio Ambiente e à ministra Marina Lima. Como foi que se conseguiu isto? Ameaçaram a Ministra com algo terrível? Aparelharam todo o IBAMA para cuidar dos interesses do governo em vez de olhar os interesses da nação?

Existem centenas de estudos sobre a inviabilidade deste projeto louco e sem a menor chance de dar certo. A verba orçada para este projeto de 6,2 bilhões de reais, será toda desviada para campanhas políticas e benefícios sociais para os políticos.

Depois de comprovadas as inúmeras corrupções na SUDENE, e sem saber como lidar com tanto desvio, o governo FHC, acabou com este órgão que roubava toda as verbas para a indústria da seca. Com ele e já tarde, foi também desarticulado o DNOCS. Desta forma se inibiu um pouco a roubalheira. O que faz o governo (?) Lula?

Recria os dois órgãos para beneficiar apoiadores políticos de seu governo.

E são estes órgãos que vão administrar esta fantástica verba para a construção destas obra faraônica que está natimorta.

Que a maioria dos brasileiros esta totalmente desinformada sobre assuntos técnicos e políticos, é fato conhecido. Apostando nisto os políticos espertalhões, dão os seus golpes e conseguem o apoio da cidadania enganada pela falsidade das informações, e conseguem seus intentos para os ganhos pessoais.

Mas isto tem que acabar, existe artigos e mais artigos escritos por pessoas de conhecimento técnico, que devem ter peso considerável nas decisões do governo em gastar dinheiro para destruir um patrimônio histórico, como o Rio São Francisco.

A quem serve a transposição do São Francisco?,

24-02-2005

A quem serve a transposição do São Francisco?, artigo de Aziz Ab’Saber Aziz apresentou este texto no debate na ‘Folha de SP’ sobre a transposição do Rio São Francisco, em que se manifestou contrário à obra Aziz Ab’Sáber é geógrafo, professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professor convidado do Instituto de Estudos Avançados da USP, ex-presidente e presidente de honra da SBPC. Artigo publicado pela ‘Folha de SP’:

É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas idéias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas.

Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.

Tem faltado a eventuais membros do primeiro escalão dos governos qualquer compromisso com planificação metódica e integrativa, baseada em bons conhecimentos sobre o mundo real de uma sociedade prenhe de desigualdades.

Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Pessoalmente, estou cansado de ouvir propostas ocasionais, mal pensadas, dirigidas a altas lideranças governamentais.

Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar.

Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil. Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do país, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo.

O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte.

Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.

Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio -Paulo Afonso, Itaparica, Xingó.

Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região.

De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar. Mas parece que ninguém no Brasil se preocupa em saber nada de planejamentos pontuais, lineares e areolares. Nem tampouco em saber quanto o projeto de interesse macrorregional vai interessar para os projetos lineares em pauta.

Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela idéia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas? Uma interrogação indispensável em qualquer projeto que envolve grandes recursos, sensibilidade social e honestas aplicações dos métodos disponíveis para previsão de impactos.

Os ‘vazanteiros’ que fazem horticultura no leito dos rios que ‘cortam’ -que perdem fluxo durante o ano- serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: ‘A cultura de vazante já era’.

Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados.

De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm. É possível termos água disponível para o gado e continuarmos com pouca água para o homem habitante do sertão.

Nesse sentido, os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos.

Sobre a viabilidade ambiental pouca coisa se pode adiantar, a não ser a falta de conhecimentos sobre a dinâmica climática e a periodicidade do rio que vai perder água e dos rios intermitentes-sazonários que vão receber filetes das águas transpostas.

Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste.

No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses. Trata-se porém do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. Trata-se de um impasse paradoxal, do qual, até agora, não se falou.

Por outro lado, se esta água tiver que ser elevada ao chegar a região final de seu uso, para desde um ponto mais alto descer e promover alguma irrigação por gravidade, o processo todo aumentará ainda mais a demanda regional por energia.

E, ainda noutra direção, como se evitará uma grande evaporação desta água que atravessará o domínio da caatinga, onde o índice de evaporação é o maior de todos? Eis outro ponto obscuro, não tratado pelos arautos da transposição.

A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes.

Existindo dinheiro – em uma época de escassez generalizada para projetos necessários e de valor certo -, todos julgam que deve ser democrática a oferta de serviços, se possível bem rentosos. Será assim, repetindo fatos do passado, que acontecerá a disputa pelos R$ 2 bilhões pretendidos para o começo das obras.

O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da chapada do Araripe -com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política. No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
(Folha de SP, 20/2)

Existe até estudos onde a dessalinização das águas do Oceano Atlântico, para abastecer o nordeste brasileiro com água potável seria muito mais viável e barata e com mais possibilidades de sucesso do que simplesmente acabar com um rio maravilhoso em um projeto faraônico e impensado.

Outro dia assisti a uma entrevista de um técnico do governo confirmando que os estudos de engenharia podem demonstrar a viabilidade do projeto.

Tudo bem eu sou engenheiro e poderia fazer um projeto destes sem sair de casa.

Pode-se fazer um projeto de uma aeronave que sem dúvida alguma poderá voar.

Se não se fizer também um projeto para o aeroporto para esta aeronave, que é o projeto de viabilidade geral do projeto da aeronave, mecanicamente pode voar mas não vai sair do hangar por falta do projeto.

Para o projeto da transposição do São Francisco se usaram como medidas de cálculo a média de vazão do rio nos últimos 10 anos. Para um projeto destes, isto não vai funcionar porque durante as cheias do rio não se precisa irrigar a região nordestina porque nesta época os rios de lá também estarão cheios. Para este projeto deveria ser levado em consideração os períodos de vazão mínima do Rio São Francisco. Feito desta forma se verificará que a região não terá energia suficiente para tocar as bombas e nem água suficiente para bombear. Este é um projeto falido. Este é um avião sem pista para decolar ou pousar.

E esta consideração é a parte mecânica do projeto.

A licença ambiental concedida leva a entender que o Rio São Francisco está todo despoluído e com seus afluentes em ordem.

Mentira, um de seu principal afluente, o rio Paracatu, um rio anteriormente caudaloso e até perigoso, devida ao volume de água e a profundidade, está totalmente assoreado e vazio. Pode-se atravessar este rio a pé em qualquer lugar. Visitei este rio recentemente e fiquei triste pelas condições que encontrei.

O São Francisco em Pirapora/MG, um dos principais portos deste rio, somente é navegável em período chuvoso e as praias do rio têm quilômetros de largura, devido ao assoreamento das margens.

E o IBAMA agora dá uma licença ambiental para seguir a destruição do Rio São Francisco. E o governo mentiroso do Lula que prometeu ao Bispo Cáppio, que iria fazer uma revitalização do rio antes da consideração do desvio e não fez nada pois os afluentes estão assoreados e poluídos, as matas ciliares não existentes e as nascentes comprometidas estando a maioria morta ou quase morta.

Esta posição do IBAMA deveria ser investigada pelo MP, para saber se houve pressão para coagir a emissão desta licença.

Os links abaixo nos dão uma idéia sobre o estado do rio e as possibilidades desta obra com os danos previstos. Evidentemente o IBAMA nunca leu nada a respeito.

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/fran.html

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/simposio.html

http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/051007not01.asp

A maioria destes artigos foi escrita entre 1998 e 2002 e a situação desde então piorou, mas o IBAMA finge que não vê e não sabe.

Como podem observar os links superiores são de órgãos governamentais e os artigos são escritos por profissionais do assunto e nem assim o IBAMA sabe.

Saber ele sabe como o Lula que apesar de saber a origem do dinheiro do dossiê fingiu não saber de nada. O IBAMA aprendeu a mentir, mas vai ficar desmascarado.

25 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO | Deixe um comentário

É preciso saber.

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Se não sabe governar, tem que saber beber.

 

 

É preciso saber.

Na primeira vez em que foi eleito, Lula em campanha, rodeado por seus futuros ministros, quando argüido sobre a necessidade de uma melhor educação formal para governar Lula dizia: “Eu conheço o Brasil como poucos através das caravanas que faço. E eu tenho ao meu dispor, a melhor equipe de governo que um poderia desejar. Portanto a educação formal que me falta, posso dispensar e gastar o meu tempo com os problemas do Brasil” Em uma das ocasiões que disse esta frase tinha ao seu lado o senador Cristovam Buarque, e mencionou que para o seu ministério da educação, tinha reservado o melhor educador do Brasil.

Coitado do Cristovam, o Zé Dirceu que não gostava dele pessoalmente, contingenciou toda a verba da educação e quando o Cristovam reclamou de público, foi despedido por telefone.

Quanto a conhecer o Brasil de ponta a ponta através das caravanas, não é o bastante para saber como resolver todos os problemas. Eu tenho comentado que um motorista de ônibus da empresa Itapemirim que percorre todo o país, conhece o Brasil melhor do que muita gente, mas isto não o classifica para dirigir a nação. Dirigir ônibus e dirigir o Brasil é discretamente diferente. As caravanas do Lula foram apenas uns passeios à custa do PT. O grande guru ministro da economia Palocci se tornou um criminoso comum, indiciado pelo MP. O seu amigo e praticamente um primeiro ministro do governo, se apresentou também como chefe de quadrilha e mencionado pelo MP.

Lula se apresentou para o país, como um cachaceiro comum, mentiroso, e um mal administrador, de tudo, de crises ao mínimo problema. Para muitos de seus seguidores, ele se tornou um traidor e para os pobres de Pernambuco, seu estado natal, ele os esqueceu em uma das cheias que afligiu o estado. Para seus irmãos, ele se tornou ingrato, pois depois de presidente não mais se comunicava com eles. Para os cartunistas de plantão, ele se mostrou uma tremenda e inesgotável fonte de trabalho, com suas abobrinhas, cada vez mais ousadas.

A mídia mais esclarecida se refere a ele como Apedeuta. E eu também.

Em um país com o nível de analfabetismo do Brasil, temos um presidente que acaba de descobrir que a massa encefálica fica dentro do cérebro, que não vê a necessidade de ler, que acredita que o estudo apesar de aconselhável pode ser dispensado, e que ele é o dono da verdade.

Com estas posições, pode-se chegar a entender a falta de entrevistas à mídia, as tentativas de comprar o congresso, as tentativas de censura prévia, e a falta de pulso quando apareceu a única crise social de seu governo, o Apagão Aéreo. As crises legais e criminais ele apenas ignora e não dá explicação nenhuma. Chama cinicamente os amigos íntimos de aloprados, e, pronto está resolvido o problema. Ele está com medo da CPI do Apagão, com receio que esta entre nos superfaturamentos na reforma dos aeroportos, beneficiando seus amigos e partidários.

E agora na formação do seu ministério, Lula por falta de experiência política, está refém dos partidos coligados, que se sentindo prejudicados na distribuição de cargos, ameaçam com dificuldades nas votações das emendas do governo.

Até o seu partido o PT conseguiu empurrar para dentro da administração a incompetente da Martinha Sex Pot, que somente não foi presa em São Paulo em sua administração fajuta porque o governo do PT conseguiu com seu genial advogado Marcio Thomas Bastos, uma mudança na interpretação da lei de Responsabilidade Fiscal.

 

 

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Como demonstra a expressão facial, Lula não sabe nem beber.

Agora leiam mais um artigo sobre a incompetência pelo advogado Paulo Castelo Branco.

Este artigo foi retirado das páginas do Site Congresso em foco – http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=15724

 

As frágeis fundações do ministério de Lula

Paulo Castelo Branco *

Na reforma que o presidente Lula fez no seu ministério ficou faltando um projeto de fundações, uma planta baixa do que pretendia construir, além das especificações dos materiais que deveriam fortalecer as estruturas para receber o telhado.

O presidente, por mais de uma vez, se referiu simbolicamente à construção de uma casa para desenvolver seu raciocínio e explicar como pretende construir um país mais justo e democrático. Qualquer mestre-de-obras sabe que não bastam recursos para fazer uma boa obra, e dinheiro é a principal carência do governo. No orçamento da União, faltam recursos para quase tudo, apesar de o presidente estar sempre criando um novo programa de desenvolvimento que, para funcionar, necessitará ser aprovado pelo Congresso Nacional. Dessa forma, quando tudo estiver resolvido, sobrará para o ministro da Fazenda fazer os cortes para a adaptação do sonho à realidade.

Na nova composição do governo, o presidente está criando secretarias com status de ministério para atender aos muitos interesses políticos, gerando despesas incompatíveis com os recursos que possuímos. A fórmula mágica será o aumento de impostos para suportar os novos cabides de emprego. Dessa forma é que o governo, em oito anos, conseguirá criar os 10 milhões de empregos prometidos na primeira campanha. Não há razão para Lula praticar a pior das medidas na realização dos seus projetos; afinal, é sabido que ninguém pode gastar mais do que arrecada, e o próprio presidente já alertou para este fato. No entanto, apesar de saber quase tudo sobre quase todas as coisas, Lula insiste em gerar despesas e esmagar os contribuintes com a maior carga de impostos de toda a nossa história.

Se ainda vivêssemos na época de Tiradentes, com certeza o governo teria que enforcar, esquartejar e salgar um número enorme de cidadãos revoltados com tanto imposto. Como não estamos mais naquela época de barbárie, o governo se esforça em minguar as condições do povo através de pequenas intervenções que se multiplicam e acabam desanimando todos na luta pelos direitos fundamentais.

O ministério que o presidente apresenta é a caricatura de um governo que chegou trazendo esperança de mudanças radicais na vida nacional. A técnica usada na composição do ministério serve somente para atender aos interesses político-partidários e não para aprovar uma legislação ágil e eficiente que modifique os trâmites no Judiciário e encerre, de vez, a lentidão que afoga os juízes e serventuários. A presidente do Supremo Tribunal Federal anunciou que temos cerca de 60 milhões de processos em tramitação; quase o mesmo número de votos que reelegeram Lula. Como superar essa barreira? Só se desistirmos de buscar a Justiça, que em todos os tempos sempre condenou os absurdos confiscatórios dos governos. A salvação para aposentados e pensionistas é a decisão judicial que lhes garanta o direito de receber seus pequenos proventos. Pode ser que nunca recebam as diferenças; mas morrerão sabendo que a justiça prevalecerá.

No primeiro mandato, o presidente colocou ao seu lado somente os amigos. Entregou os postos mais importantes àqueles que, desde os tempos de sindicalismo, estavam juntos na busca de soluções para seus próprios problemas. Depois da vitória, os problemas continuaram a existir, só que passaram a ser dos outros. Não sobrou quase ninguém no governo. Agora, no segundo mandato, o presidente optou, para ajudá-lo na difícil missão de governar, pelos adversários. Melhor seria se tentasse composição com os da social-democracia e os democratas; pois, assim, estaria, com aqueles que realmente se opuseram à sua candidatura. É certo que o presidente de uma república tão complexa como a brasileira necessita de diversidade entre seus auxiliares, mas não precisava exagerar a ponto de quase não conseguir nome de expressão nacional para compor seu ministério e, ainda, perder os que o ajudaram no primeiro mandato. Sem fundações firmes, o telhado vai cair, especialmente se for de vidro.

 

* Paulo Castelo Branco é advogado, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e autor dos livros Brasília 2030 – a reconstrução, A morte de JK e A poeira dos dias.

25 mar 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, PINGA, POLÍTICA | Deixe um comentário

A música.

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Depois de ver uma foto destas, e se estivesse vivo o compositor amenricano autor de “El salon Mexico” Aaron Copland, poderia compor uma peça, denominada

“El salon Brazil”

 

 

A música.

 

Os dois artigos abaixo, escritos por Ralph J. Hofmann, estão muito interessantes e seu gosto para musica erudita está batendo com o meu.

O compositor americano Aaron Copland, http://en.wikipedia.org/wiki/Aaron_Copland está entre os meus favoritos, e acreditem pouca gente conhece a obra deste compositor.

A minha favorita é “El Salon Mexico”, onde Copland, enxerga de uma forma musical o que para ele deveria ser um cabaré mexicano nos meados do século XX.

Pode-se enxergar em sua música, uma visão simplista, típica da visão americana da vida mexicana, que não representa a realidade, mas é uma peça linda, com tiros de canhão e tudo.

A peça é constantemente tocada em solenidades mexicanas apenas com o nome de “Mexico”.

A peça que o Hofmann se refere no segundo artigo, foi escrita nos anos 40 pelo Copland.

Ela é linda e merece ser ouvida e desfrutada algum dia antes de se completar a nossa missão por aqui.

 

Um Retrato De Lincoln

Por Ralph J. Hofmann

 

O artigo que escrevi esta tarde sobre o valor do Homem Comum, me reportando à obra “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, me despertou a vontade de ouvir novamente a Primavera nos Apalaches, El Salón Mexico e outras obras. Quase por acaso em um dos CDs começou a tocar “ Lincoln Portrait”. Um louvor musical a Abraham Lincoln, em que tal qual em “ Pedro e o Lobo” de Prokoffiev um narrador intercala textos. Neste caso era a voz tonitruante do ator James Earl Jones. Valeu a pena anotar parte destes textos e traduzir:

“Concidadãos, não podemos fugir da história.”

Foi o que ele disse, foi o que Lincoln falou.

“Concidadãos, não podemos fugir da história. Nós deste congresso e desta administração seremos lembrados, a despeito de nós mesmos. Nenhuma característica significativa ou não poupará qualquer um de nós. As chamas do tribunal a que seremos submetidos iluminará nossa honra ou nossa desonra até o fim das gerações. Nós, nós aqui, temos o poder e a responsabilidade. Mensagem anual ao congresso, 1 de dezembro de 1862].”

Lincoln era um homem calmo, contido, mas ao falar de democracia eis o que disse:

“Assim como eu não desejaria ser escravo não quero ser mestre. Essa é minha idéia da democracia. O que for diferente disto não é democracia.”

Simples não? Mas compare a ética deste país, e de seus representantes eleitos.

A minguante classe média moureja para manter os políticos eleitos no luxo a que sempre aspirara. Os mesmos eleitos não têm a mínima preocupação quanto a como o mundo os vê ou as gerações futuras os verão.

Parece que deveriamos instituir a leitura obrigatória do “ Lincoln” de Carl Sandburg para toda pessoa que queira se candidatar a algo. Com sabatina pra verificar se entenderam.

 

Por Ralph J. Hofmann

Quando após 09/11 as televisões começaram a mostrar a massa de pessoas que abandonaram seus afazeres em todo o território americano para auxiliar as obras de busca e salvamento, para ajudar com limpeza ou mesmo para preparar refeições para os policiais e bombeiros encarregados das ações necessárias naquele momento a visão da cobertura de TV mostrava o efeito sobre as famílias das vítimas das torres, mais as centenas de bombeiros e policiais que acorreram após o primeiro choque.

Já na ocasião me veio à mente a idéia de que a “Fanfarra Para o Homem Comum” de Aaron Copland, algo como três minutos de música solene, seriam o epitáfio correto para o que assistíamos. Posteriormente ao longo de algumas das cerimônias ouvi na própria TV ocasionalmente o uso dessa música em fundo musical.

Sabemos que no mundo, em lugares como Darfur, e outros, ocorrem mortandade e fome, populações são reduzidas a nada, algumas pessoas tentam ajudar sempre, mas o evento de 09/11 é um dos poucos que foi compartilhado, que nos levou a sentir que devíamos estar lá, fritando um ovo para um bombeiro ou carregando água para o seu lugar de trabalho. Estava desde o primeiro momento em todas as TVs, em todos os jornais e em todas as revistas. Creio que nada, nem mesmo o desastre de Nova Orleans também coberto à saciedade pela imprensa passou uma sensação tão séria. Nova Orleans tinha tantos necessitados que não víamos espaço senão para profissionais.

E quem é o Homem Comum? Somos nós. Todos aqueles que compõem uma população. Aqueles que esperam responsabilidade de seu governo. Aqueles que supõem até prova em contrário que seus governantes consigam enterrar suas diferenças pelo bem comum.

Só que constata-se que nada disto é verdade. Há o Homem Comum. Mas os governantes não são o Homem Comum. Nem são Homens Especiais. São homens que se dedicaram à política. Sua carreira é ser político. Enquanto um homem comum pode se sobressair sendo um operário modelo, um doutorado especial, um mecânico muito hábil, ou borracheiro idem, o Homem Político se dedica à política. Estuda como se manter no poder. E, sendo esta sua missão na vida, como dali tirar o maior proveito possível seja em, termos de status e de fortuna pessoal. O Homem Comum não interessa a ele, senão como assunto de discurso.

Esta é a única explicação para partidos que se vendem ante ameaças reais à pátria, que garantem para os seus asseclas cargos em troca de votos, que ante a possibilidade de não terem uma fatia de poder se agarram com unhas e dentes a qualquer expediente. Lembro-me que ao tempo que Sarney garantiu seu quinto ano no poder um amigo comentou: “Parece-me ver o Sarney escorregando por uma placa de aço e deixando-a marcada com as unhas para não escorregar do poder.”

Dito isto, apreciem as nulidades que teoricamente serão os ministros deste país por mais 3 anos e meio.

E procurem um CD da “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, para de vez em quando lembrar da grandiosidade do Homem Comum.

 

25 mar 2007 Posted by | ARTIGOS, ÉTICA | Deixe um comentário

Coincidências

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Aparenta ser vinho branco o que o Lula está tomando. Pode até ser cachaça.

Agora o detalhe do dedinho…..

 

 

Coincidência…

Coincidências acontecem, muito raramente, e sempre em pequenos fatos onde a chance de acontecer realmente é grande.

As coincidências onde existem milhares de fatos relevantes pertinentes, e onde os fatos passados recentes mostram certa tendência, não podem ser chamadas coincidências. Podem ser tomadas como fatos reais e que tiveram como desfecho o que se queira provar.

Eu estou me referindo, a uma notícia que anda tirando o sono de muita gente, e anda criando fofocas de todos os lados, pró e contra. Para que possamos entender e analisar friamente esta notícia vamos falar de alguns fatos posteriores.

1. Fato primeiro relacionado, foi quando o IBGE publicou uma pesquisa durante o primeiro anos do governo Lula, onde o principal programa social era e foi o tema de campanha, o “FOME ZERO”. O IBGE publicou em sua pesquisa que o Brasil tinha uma pequena população faminta sim, mas que o grande problema atual do Brasil era a obesidade. Este relatório acabou de vez com o programa FOME ZERO. Vocês já ouviram algum comentário sobre o FOME ZERO? Acabou e pronto. Neste tempo o Ministro da Casa Civil José Dirceu saiu com um comentário deselegante, mas bem próprio dele: “o IBGE parece não estar trabalhando com o governo que o paga, mas contra ele. Teremos que aparelhar melhor o IBGE, e toda pesquisa feita por ele (IBGE) tem que passar por aqui (GABINETE)antes.”

2. Marcelo Medeiros, jornalista escreveu:

A Presidência é responsável por 32,7% do total dos gastos com cartões corporativos da administração federal. O maior aumento, entretanto, ocorreu no Ministério do Planejamento – ao qual está subordinado o IBGE: de R$ 271 mil em 2005 para R$ 4,5 milhões em 2006.

Os cartões a que se refere o jornalista são os cartões corporativos do governo que no Governo Lula proliferou assustadoramente Leia o artigo completo em: http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=146 e o Senador Mercadante especificou que os gastos com estes cartões são segredo como parte da segurança nacional. Depois que o Ministério do Planejamento estourou os gastos com os cartões, incluindo nestes gastos a parcela referente ao IBGE, foi que o órgão decidiu anunciar o novo método de medida da economia, para que o Lula possa ficar bonito no pedaço.

3. Estes dois fatos mencionados acima, se colocados juntos, enquadra uma enorme possibilidade de que o Executivo tenha de fato comprado esta pesquisa do IBGE com os cartões executivos do governo.

Pesquisei bastante nas páginas econômicas e existem opiniões conflitantes sobre os fatos pertinentes à esta mudança nos métodos usados para avaliar o crescimento da economia.

Vejam a visão de Carlos Alberto Sardemberg:

23/03/2007 Para entender o PIB (3)

Comentando os novos números do PIB, hoje, o presidente Lula mandou ver: “O crescimento da economia, mesmo sem estar acompanhado do crescimento de investimento, se deve à extraordinária colocação de dinheiro nos programas sociais”.

Não é a verdade inteira, mas é boa parte dela. E a parte principal.

O PIB ficou maior e o ritmo de seu crescimento, no governo Lula, aumentou. Mas a metade desses ganhos deve-se ao crescimento do governo, nos impostos arrecadados e nos gastos.

Outra parte deve-se ao aumento do consumo das famílias, explicado especialmente pela distribuição de renda via governo (o Bolsa Família e outros programas, além do salário mínimo, pago pelo governo a mais de 17 milhões de pessoas, na forma de aposentadorias, pensões e outros benefícios).

Ora, não há exemplo de país que tenha crescido de modo forte e sustentado com base só na expansão do consumo.

É preciso turbinar os investimentos no setor produtivo e na infra-estrutura, de modo a aumentar a riqueza nacional e a capacidade futura de gerar riqueza.

Mas a mesma recontagem do PIB mostrou que os investimentos totais (públicos e privados) são menores do que se supunha e que o investimento do governo federal está em queda.

Conclusão rápida: o país está distribuindo, via transferências feitas pelo governo, uma renda já existente. E não está criando riqueza nova na velocidade necessária.

Não pode dar certo.

A China faz exatamente o inverso: mais investimento, menos consumo.

E ainda:

Para entender o novo PIB (1)
A melhor notícia está na redução da relação dívida pública líquida/PIB. Trata-se do mais importante – e mais acompanhado pelo mercado – indicador de solvência do país.
Essa relação estava em torno dos 50% do PIB, muito alta. Com os dados a serem conhecidos na semana que vem, relativos a 2006, é possível que tenha caído abaixo dos 45% já em dezembro último.
Para se ter uma idéia do tamanho dessa mudança: pelas contas antigas, somente se chegaria àquele número em 2010. Um ganho de quatro anos.
Mas, mesmo a 45%, ainda é muito alto.
Dos quatro principais países emergentes – Brasil, Rússia, China e Índia – apenas esta última tem indicador pior que o brasileiro (altíssimos 96,3%). Mas os juros reais que incidem sobre essa dívida são de 1% ao ano, contra os 8,5% do Brasil.
Para os países emergentes normais, digamos assim, sem crise atual ou que não estejam saído de crise profunda, como a Argentina, a relação dívida pública/PIB vai de 25% para baixo.
Para entender o novo PIB (2)
A redução dessa relação dívida/PIB se obtém pelo superávit primário, a economia que o governo faz em suas contas para o pagamento de juros.
Para simplificar: quanto maior o pagamento de juros, maior a redução do endividamento. Logo, quanto maior o superávit primário, menor a dívida.
A meta do governo para o superávit primário, fixada em lei, é de 4,25% do PIB, podendo cair a 3,75% caso o governo faça certos investimentos em infra-estrutura. Se o PIB é maior, claro que o superávit terá de ser maior.
Mas o superávit só existe para reduzir a dívida. Se esta ficou menor, o superávit também pode ser menor. Só será maior se o governo quiser acelerar a redução da dívida – que é o que devia fazer.
Mas parece que o governo vai aproveitar para gastar mais.

O novo método, de avaliação do crescimento do PIB, prima pela avaliação do consumo.

Quando o governo pega os nossos impostos, (Classe Média), que já estavam nas alturas, e acrescentam a estes impostos 4% do PIB, os números são fabulosos.

Depois pega esta quantia fabulosa e distribui como esmola para gente carente, é claro que o consumo aumenta, mas não com riqueza criada pelo crescimento econômico, mas com a riqueza roubada da classe média através de impostos.

Os números da Indústria e da Exportação caíram, mas o consumo aumentou.

Em meu modo de ver esta nova consideração das avaliações do crescimento através do consumo, poderia até ser, mas deveriam considerar retirar dos índices apresentados, os impostos que foram acrescentados para pagar a esmola que gerou o consumo.

 

25 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA | Deixe um comentário

Uma fábrica de vagabundos!!!

A fábrica de vagabundos.

A coisa está ficando feia.

Tudo está dando errado, como construção de favela.

Em tempo de seca, tudo festa e samba.

Choveu, caiu tudo.

O governo do Lula está assim. Acabou a festa e começou a chuva.

Os programas estão caindo. E vão continuar caindo, pois a falta de competência e o excesso de ignorância é a garantia de que tudo vai dar para trás.

Hoje recebi um Email do meu irmão Fernando que é dentista no DF, trabalha muito e quase não tem tempo para escrever Emails.

Hoje ele tomou tempo de me escrever sobre um dos programas falidos do governo apedeuta, o bolsa esmola.

Leiam este reporte:

Lula trabalhou muito pouco e há anos vive na boa e na mamata.

A maioria dos petista prega mais direitos que obrigações.

O pensamento deles é esse – não é que queira implantar algo maluco – eles imaginam que os ricos nada fazem e tudo que têm vem do “espaço”.

Paulo Sérgio

Para tirarem as dúvidas, vejam primeira página da Folha de São Paulo de hoje dia 25/02/2007 – fala exatamente sobre o assunto abaixo. Tá todo mundo querendo trabalhar sem carteira assinada, pois assim, podem aposentar em regime especial (menor tempo) não perdem a bolsa escola, bolsa família, bolsa sei lá mais o que…

Zelador que pediu p/ ser demitido

O zelador de um prédio em Natal-RN pediu à administração do condomínio para que o demitissem.

Contou o motivo: tem dois cunhados desempregados lá mesmo em Natal e que, por conta da bolsa escola, cartão cidadão, cartão alimentação, vale gás, transporte gratuito, refeição (acreditem, Vale Refeição) e demais benefícios do governo, dado a título de esmola, vivem melhor que ele.

Aí paramos e fomos fazer umas continhas:
1.. Bolsa escola – R$ 175 para cada filho que freqüente as aulas (suponhamos que sejam apenas dois): R$ 350,00 (em dinheiro);

2. Cartão cidadão (Que o intuito é restituir a cidadania): R$ 350,00 (em dinheiro);
3. Vale gás – (um por mês): R$ 70,00
4. Transporte (calculamos quatro passagens diárias, que é uma boa média) R$ 8,00/dia x 20 dias: R$ 160,00;
5. Vale refeição – (uma por dia) R$ 3,50/dia x 30 dias x quatro pessoas (ele a esposa e os dois filhos): R$ 420,00;
6. Total em dinheiro: R$ 700,00; Total em serviços: R$ 650,00, equivalendo R$ 1.350,00 mensalmente.

Motivo do zelador: O seu salário acrescido de horas extras e tudo mais, girava em torno de R$ 830,00.

Como ele tem três filhos em idade escolar, para ele é mais vantajoso ficar desempregado e ter esses benefícios. Seu “salário” iria girar em torno de R$ 1.525,00, quase o dobro do que ganha trabalhando.


Obs.: Tudo isso é o *Bolsa Família* pela *LEI No 10.836, DE 9 DE JANEIRO DE 2004.*
Como diria o Boris Casoy (expurgado da TV por se opor ao Lula ):

*ISTO É UMA VERGONHA !*

Sabe quem paga por isso? Claro que VC sabe. *NÓS, os OTÁRIOS* que damos um duro danado e passamos restrições que só nós sabemos.
Distribuir a renda, eu acho correto, mas isso é ESMOLA em exagero, e o pior é que ainda tem um ditado muito conhecido por todos, mas no caso o santo não desconfia né?

Porque você acha que o nordeste em peso votou no Lula?

20 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, POLÍTICA | 9 Comentários

Re-bublicação – Obispo e o Velho Chico.

O Bispo e o Velho Chico

 

Nos Estados Unidos já foram feitas obras caríssimas para a modificação da geografia original. Poucas destas obras deram certo.

O rio Colorado, uma vez foi desviado para irrigar as terras áridas do deserto da Califórnia chamado Vale Imperial.

O corpo de engenheiros do exercito, no fim do século XIX e início do XX, construíram um desvio do Rio Colorado, para irrigar as terras férteis, porém áridas do Vale Imperial.

Em 1905, uma enchente de proporções muito maiores do que a prevista derrubou a barreira de controle do desvio e quase todo o Rio Colorado despejou para dentro do vale.

Este vale está 65 metros abaixo do nível do mar e o desastre ecológico que poderia ser se o rio Colorado enchesse todo ele, seria difícil de prever. Os engenheiros do exercito, levaram quase dois anos para retornar o Colorado ao seu antigo leito. Neste período, o antigo colorado que abastecia parte do norte do México e desaguava na Bahia de Baja Califórnia, secou causando um enorme prejuízo aos Mexicanos, e que é recompensado até hoje pelos EEUU.

No tempo em que ficou jorrando para dentro do vale, o Colorado formou um enorme lago, que se chama “Salton Sea”. (mar Salton)

http://en.wikipedia.org/wiki/Salton_Sea

É o maior lago em Califórnia, mas tem muitos problemas ecológicos e tem que ser cuidado constantemente.

Outro problema causado pela mudança geográfica feita pelo homem nos EEUU, foi a drenagem das “Everglades”. As Everglades são umas terras alagadas no sul da Florida, muito parecidas com as terras do Pantanal. A biodiversidade nelas também é parecida com a do pantanal.

Em 1947, uma drenagem sistemática foi iniciada por ingerência do governo americano para aproveitamento para a agricultura das terras alagadas.

Vários canais, de diferentes tamanhos foram abertos e barragens foram feitas para desviar a água e direcionada para o oceano Atlântico ou o golfo do México.

Para a agricultura deu certo, as terras muito férteis, deram frutos e a produção agrícola da Florida aumentou e seu clima ameno proporcionou a possibilidade de cultivo o ano inteiro. Mas, para a ecologia foi um desastre, várias espécies de pássaros e animais foram extintos. As plantas também e com o enfraquecimento do ecossistema, plantas estrangeiras principalmente da Amazônia, invadiram este sistema enfraquecido pelo homem e progrediram se tornando praga e matando as espécies nativas. Não fosse o bastante, com a retirada da água doce das terras, o subsolo foi ocupado pelo, mar salgado que cerca as terras da Florida e todos os poços se tornaram salgados e água potável ficou escassa. Hoje, o corpo de engenheiros do exercito americano está desfazendo o que foi feito e tentando restaurar o estado original das coisas com um custo de bilhões de dólares.

http://en.wikipedia.org/wiki/Everglades

Estou citando os EEUU, por serem os mais ricos e onde as coisas mal sucedidas podem às vezes ser refeitas. Na Europa existem centenas de exemplos onde o homem tentou mudar a geografia e não deu certo. Na Ásia também e por aí vai.

Voltando ao nosso Brasil.

Encontrei hoje nas páginas noticiosas, uma referencia ao Bispo D. Luiz Flávio Cappio, que fez uma demonstração contra o desvio do Rio São Francisco para irrigar terras áridas do nordeste brasileiro. Ele fez uma greve de fome e o desvio ficou para depois.

Ele pedia apenas que o rio fosse tratado e sanado dos séculos de ofensas, antes de ser sangrado. O que ele pedia era e é o mínimo antes de se cometer o assassinato deste rio maravilhoso, que um dia se chamou o Rio da Unidade Nacional. O velho Chico já tem inúmeras barragens antiecológicas, está todo assoreado, não tem quase matas ciliares, e sobrevive por ter uma nobreza enorme. Não satisfeitos com este martírio ao rio, os engenhosos brasileiros (leia-se políticos nordestinos com interesse na transposição e nas terras a serem irrigadas), inventaram esta transposição que sem dúvida será um enorme gasto de dinheiro público com os seus desvios e superfaturamentos de praxe, e que não foi totalmente estudado e que tem mais chance de não dar certo do que o desvio do Rio Colorado nos EEUU. Como já foi mencionado, após o protesto do Bispo Cappio, o desvio ficou para depois e o depois é agora, com um novo governo irresponsável e um plano já falido denominado PAC.

Plano para Acabar com o Chico.

 

Eu estou muito mais radical do que o Bispo, eu sou de opinião que se deva sim restaurar as matas ciliares e criar eclusas nas barragens, subidas para os peixes, dragar os assoreamentos, despoluir os afluentes e em geral restaurar parte da antiga saúde do Chico. E só. Não fazer esta besteira de transposição nunca, porque a história mostra que terá que ser desfeito depois.

Apesar de a mídia ter também notícias contra atitude do Bispo Cappio,

este autor elogia a coragem e a dignidade desta pessoa que tomou as dores

e a defesa do Velho Chico

– Parabéns –

E continue sempre.

Leia agora a reportagem que gerou o artigo acima:

Bispo retoma polêmica sobre obra no Rio São Francisco

D. Luiz Flávio Cappio deve protocolar carta cobrando debate público sobre projeto

Leonencio Nossa

AE

D. Luiz Flávio Cappio

BRASÍLIA – O bispo de Barra, na Bahia, d. Luiz Flávio Cappio, protocola nesta quinta-feira, 22, no Palácio do Planalto uma carta cobrando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um debate público sobre o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco.

Em 2005, Cappio ficou conhecido no País por ficar 11 dias em greve de fome contra as mudanças no curso do rio. A obra, que ficou inviabilizada por meio de liminares na Justiça, é uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

A greve de fome de Cappio, numa capela de Cabrobó, no semi-árido pernambucano, levou o governo a suspender o início das obras. Depois, a Justiça impediu os trabalhos dos técnicos. Numa audiência no Palácio do Planalto no dia 15 de dezembro de 2005, Lula disse ao bispo que estava aberto ao debate sobre a transposição, mas não iria deixar de fazer as obras.

À época, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Santa Sé criticaram Cappio pela greve de fome. O religioso disse em entrevistas que não temia ameaças, especialmente do Vaticano.

Cappio conta agora com o apoio de dois governadores aliados de Lula. Jacques Wagner, da Bahia, e Marcelo Déda, de Sergipe, avisaram ao Planalto que não aceitam a transposição. Lula costuma dizer que Bahia e Sergipe deveriam olhar mais para o problema da falta de água em Estados como Ceará e Rio Grande do Norte, que seriam beneficiados com o projeto do São Francisco.

Em janeiro passado, numa visita à cidade cearense de Crateús, o presidente voltou a defender as obras. “Não é possível que milhões de brasileiros continuem vendo seu cabritinho morrer, vendo as famílias passarem necessidade, porque não tem água”, afirmou, à época, o presidente. “Então nós vamos fazer agora”.

Na carta, segundo pessoas próximas do religioso, Cappio observará que setores do próprio governo não mencionam a transposição como alternativa para acabar com a falta de água no semi-árido. O bispo conta com o apoio de entidades da área do meio ambiente. Ambientalistas e lideranças comunitárias argumentam que o projeto do governo não contempla a revitalização do São Francisco e medidas para conter a destruição da vegetação das margens do rio.

20 mar 2007 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Re-publicação – Projeto mirabolante

Projeto Mirabolante e sem respaldo ciêntífico.

 

Hoje estava eu comentando com o Maurício, um amigo meu sobre o artigo anterior sobre o Bispo e o Chico, quando ele me disse que o Bisbo estava errado e que a água retirada do rio para abastecimento e irrigação, era apenas a água que já havia cumprido a sua função e depois estava indo para o mar. Ele disse que aquilo era demagogia barata e aquilo era vontade de aparecer como estas ONGs da vida.

Sem ter no momento argumento sobre o assunto, resolvi pesquisar um pouco e verifiquei que não é bem assim não.

A verdade, é que o ponto escolhido para extração da água fica entre as represas de Sobradinho e Xindó, restando entre o ponto de captação e o mar, dois sistemas de geração de energia, essenciais para a demanda energética do Nordeste e que já estão estressados ao máximo. Para se ter uma idéia, a estação geradora de Paulo Afonso, perderá com a captação desta água na quantidade especificada no projeto, um potencial energético que daria para uma cidade de 35.000 habitantes.

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/simposio.html

Esta PÁGINA ACIMA É UM ARTIGO RETIRADO DE:

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/fran.html

Outra página no assunto, e muito interessante é:

http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/051007not01.asp

 

Entre outros artigos lidos, verifiquei mais uma vez o perigo desta obra, que não vai beneficiar o Brasil mas sim terras e bolsos de políticos em detrimento do país.

Dizem que em terras férteis irrigadas com as águas do Chico serão criados milhares de empregos e que desta forma uma parte da constante migração nordestina ficaria contida.

Estes tão famosos empregos mencionados podem até ser verdade, mas serão subempregos onde se paga e quando pagam, um salário apenas.

Esta possibilidade de emprego também é desfavorável à outras opções como:

  1. Empregar pessoas para restabelecer as matas ciliares do Rio São Francisco.
  2. Empregar pessoas para trabalhar desassoreando o Rio São Francisco.
  3. Empregar pessoas para trabalhar despoluindo o Rio São Francisco e afluentes.
  4. Empregar pessoas para construir eclusas e cascatas para a vida fluvial poder desfrutar todo o rio como antes.
  5. Empregar pessoas para fazerem propaganda e falar sobre o projeto de revitalização viável do Rio São Francisco.

 

Poderia eu ficar falando sobre projetos que deveriam ser feitos antes de uma captação a toque de caixa como a proposta do governo, e que dariam muito mais resultados a médio e a longo prazo do que esta idéia de sangrar um rio agonizante, para pagar dividendos para políticos gananciosos e corruptos.

 

Tem mais polêmica sobre este assunto em:

http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article200

 

 

 

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de integração do rio São Francisco “é uma questão humanitária”, pois ele foi concebido para “garantir que o povo nordestino, que tem outros problemas, não tenha o (problema) de água para beber”.

 

Este presidente adora estas palestras de efeito como o programa fome Zero, que acabou sendo o oposto do problema no Brasil. O maior problema do brasileiro não é a fome, mas a obesidade. Isto foi uma pesquisa do IBGE que é órgão do governo federal.

Os cinco bilhões, orçado para esta obra, será conforme norma nacional:

  1. Superfaturado.
  2. Negligenciado.
  3. Prazos indefinidos e não cumpridos.
  4. Cabide de emprego para filhos e parentes de políticos.
  5. E tudo isto para ajudar a matar o Rio São Francisco.

 

Um outro dado que acabei descobrindo enquanto pesquisava sobre o assunto:

    • A quantidade de energia necessária para bombear a quantidade de água proposta seria pouco menos do que a produção energética da Usina de Sobradinho/BA em pleno funcionamento. Se houver um período de seca semelhante ao ocorrido em 2000, não haveria nem energia para bombear água e nem água para ser bombeada.
    • Haveria, no entanto, políticos como o nosso presidente bem contentes com estas verba enorme e imunda que seria gasta com um projeto mirabolante que seria implementado antes da revitalização do Rio como foi prometido pelo presidente mentiroso Lula da Silva ao Bispo Cappio.

 

Roberto Leite em 24 de fevereiro de 2004.

20 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Duas condenações à morte!!!

 

Duas condenações à morte? Sem nenhuma apelação?

 

Uma do Bispo Cáppio outra do velho Chico.

Não sei se vocês souberam, mas o servidor onde publico os meus artigos foi invadido e parte de meus artigos se perderam e fiquei fora do ar por algum tempo.

Consegui salvar muita coisa e sobre o famigerado projeto de transposição das águas do São Francisco, vou editar e publicar dois artigos anteriores no assunto.

1. Projeto mirabolante, e

 

2. O Bispo e o Velho Chico.

Este projeto, já nasceu como o tal PAC, natimorto, pois os estudos existentes, por vários órgãos responsáveis mostram a inviabilidade deste projeto monstruoso e idiota que o presidente também monstruoso e idiota vai tentar levar em frente na marra.

Sua ganância é insaciável e estes cinco ou seis bilhões de reais que estão orçados para o projeto falam mais alto em sua ética (?) do que o bom senso e os estudos técnicos de viabilidade sobre o assunto.

Para ele, apedeuta, não importa a morte do Bispo Cáppio que provavelmente ocorrerá, e também a morte lenta do Rio São Francisco que também provavelmente ocorrerá. Para ele apedeuta com sua tradição sindical, o que importa e unicamente o que importa é o imediato resultado das comissões e desvios desta enorme verba para este projeto mirabolante. Pelas tradições brasileiras em projetos desta natureza se foi orçado em seis bilhões, vai terminar em quinze ou vinte bilhões sem resultado prático e seus amigos, sua conta bancaria seu filhinho empresário todos vão se beneficiar destas mortes impunes, e deste enorme orçamento.

O reaparecimento da SUDENE e do DNOS, durante este governo calhorda, foi planejada e desejada para comandar e distribuir esta enorme verba.

Eta Brasil…..!!!!

Recebi um Email de minha irmã Sônia que mora em BH/MG sobre este assunto e vou publicar na íntegra porque está bom e dentro da parte responsável que ainda resta de bom no Brasil.

Não sei se vai dar resultado, mas vamos fazer pressão.

Água mole em pedra dura (cabeça e ética do Lula) tanto dá até que fura.

Vejam agora o Email da Sônia:

Paulo Nogueira Batista – Jornal A Tarde (15/03/2007)

Dom Luiz e o São Francisco

Retomo um tema que sempre me causa certa angústia. Anteontem, o governo publicou no Diário Oficial o edital para o início das obras do projeto de transposição de águas do Rio São Francisco. Estão previstos gastos de R$3,3 bilhões para as obras. O governo estima que a despesa total alcance R$6,6 bilhões, incluindo, além da construção de canais, gastos com projetos executivos, supervisão das obras e aquisição de equipamentos, entre outros. Desde o início da semana, centenas de representantes de movimentos sociais estão acampados em Brasília, reivindicando a retomada do diálogo com o governo, a revitalização do São Francisco e o arquivamento do projeto de transposição.

A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio em outubro de 2005, em Cabrobó. A greve foi suspensa por acordo negociado pelo então ministro Jaques Wagner, atual governador da Bahia. O ponto mais importante do acordo foi a promessa do governo de “prolongar o debate” sobre a transposição das águas do São Francisco, “ainda na fase anterior ao início de obras, para o esclarecimento amplo de questões que ainda suscitem dúvidas e divergências”, conforme documento negociado com dom Luiz pelo ministro Wagner e aprovado pelo presidente Lula.

Até onde sei, esse debate apenas começou. O ano de 2006, dominado pelas eleições, não foi propício ao aprofundamento da discussão.

A polêmica é intensa e o projeto vem dividindo o Nordeste. Em artigo publicado há poucos dias pela Agência Carta Maior, Leonardo Boff advertiu que, se o governo levar adiante o projeto sem levar em conta a existência de alternativas que muitos especialistas consideram mais baratas e socialmente mais eficazes, “podemos contar com nova greve de fome do bispo”. E acrescentou: “Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, dom Luiz ficará do lado do povo. E irá até o fim. Então, a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico.

Estará o governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?”.

Um bispo “santo e evangélico”.

Em minha vida, já conheci homens de grande espírito público (Octávio Gouvêa de Bulhões e meu pai, por exemplo), já conheci figuras heróicas (Dilson Funaro), mas devo dizer que nunca havia conhecido um santo, o que não é de espantar, dada a extraordinária raridade do fenômeno. No ano passado, contudo, tive a honra de me encontrar diversas vezes com dom Luiz. Quem sou eu para dizer quem é ou não é santo? Mas Leonardo Boff tem autoridade e conhecimento para tal. Conhece dom Luiz há muito tempo, foi seu professor no seminário de teologia em Petrópolis, no início dos anos 70, e tornou-se seu amigo e admirador. Desde aquela época, relembrou Boff em artigo escrito na época da greve de fome, dom Luiz se destacava por “uma aura de simplicidade e santidade”.

No final de fevereiro, dom Luiz esteve em Brasília para protocolar carta ao presidente da República. A sua disposição é retomar o debate sobre o São Francisco e as soluções para o Semi-árido.

Nessa carta, o bispo observa, por exemplo, que a Agência Nacional de Águas propõe 530 obras para solucionar os problemas de abastecimento hídrico até 2015 em todos os núcleos urbanos com mais de cinco mil habitantes do Semi-árido. “Essas obras beneficiariam as populações mais necessitadas e custariam R$ 3,6 bilhões, sendo portanto mais baratas, mais abrangentes, mais eficientes do que qualquer obra de transposição hídrica”, argumenta.

Dom Luiz não faz ameaças. Pede apenas “que se retome o diálogo e que se garanta que seja amplo, transparente, verdadeiro e participativo, incluindo toda a sociedade do São Francisco e do Semi-árido, conforme foi pactuado em Cabrobó em outubro de 2005”.

Se as dúvidas são tantas, se há tanta incerteza sobre os méritos do projeto de transposição, esse apelo precisa ser atendido. Trata-se de cumprir o que foi acordado pelo governo, em negociação difícil e até dramática, graças à qual se preservou a vida de dom Luiz e se abriu a perspectiva, ainda não concretizada, de uma discussão profunda sobre a transposição e as alternativas.

“A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio”

Transposição das águas do Rio São Francisco: Um novo desfile e a mesma fantasia, por Washington Novaes

5/03/2007

[O Estado de S. Paulo] Haja fôlego, paciência, persistência. Há uns 15 anos vem o autor destas linhas transcrevendo periodicamente graves questões levantadas por cientistas, administradores públicos, Tribunais de Contas, a respeito do famigerado projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. A todas responde a administração federal – quando responde – com argumentos do tipo “não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da seca”. E vai em frente, até que surja uma nova barreira – como foi a greve de fome do bispo dom Luiz Flávio Cappio.

Agora, esquecido o bispo e derrubadas na Justiça medidas liminares, anuncia o ministério da Integração Nacional que fará imediatamente licitações (no valor aproximado de R$ 100 milhões) para contratar empresas que façam os projetos executivos da obra, orçada em R$ 6,6 bilhões nesta etapa. E o bispo manda nova carta ao presidente, lembrando que o Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de pessoas que se alardeia, que a Agência Nacional de Águas propõe obras em 530 municípios para solucionar os mesmos problemas com metade dos recursos previstos para a transposição e que populações a 500 metros do rio continuarão, apesar da transposição, a sofrer com a falta de água. Já o Comitê de Gestão da bacia (que por 44 votos a 2 foi contra a transposição) diz que esta atende a menos de 20% do semi-árido, que 44% da população do meio rural continuará sem acesso a água – “exatamente os que mais precisam” – e que a revitalização do rio prometida pelo ministério da Integração Nacional precisa “sair do campo da retórica”. E o ministério Público volta a recorrer à Justiça, lembrando que nos termos da Constituição, por atingir terras indígenas, a obra precisa de autorização do Congresso Nacional, o que ainda não aconteceu.

Como já foi dito aqui, parece uma assombração que some e reaparece de tempos em tempos. Sem falar no governo imperial, foi no começo da década de 1980, ainda nos tempos do “Brasil Grande” da ditadura militar, que o projeto ressuscitou, para uma vida muito breve. Pouco mais de uma década depois, embora o então ministro do Meio Ambiente Rubens Ricupero dissesse que o São Francisco já era “um rio ameaçado de extinção”, por causa do desmatamento nas regiões onde nascem e por onde passam seus formadores, o ministério do Interior voltou à carga, com um projeto de transpor 150 metros cúbicos por segundo, a um custo de US$ 1,5 bilhão. Mas ele foi fulminado por um parecer do Tribunal de Contas da União, que mostrava ser um fantasma esdrúxulo, pois o ministério do planejamento dele não sabia, assim como os ministérios da Agricultura (que cuida de irrigação), da Reforma Agrária e da Fazenda (que libera recursos). Além disso, o projeto implicava prejuízos de US$ 1 bilhão anuais na geração de energia, inviabilizava mais áreas para irrigação a montante do que beneficiava a jusante e concentrava os benefícios num pequeno número de grandes produtores rurais.

Foi para o limbo até 1998, quando ressurgiu em nova versão de túneis que levariam água para o abastecimento de cidades, ao custo de US$ 700 milhões. Durou pouco a reaparição. Mas já estava de volta no final de 2000, numa versão em que 127 metros por segundo transpostos beneficiariam 8 milhões de pessoas e o abastecimento de água de 268 cidades, além de irrigar 260 mil hectares. O professor Aziz Ab’Saber, da USP, lembrou na época que os beneficiados seriam menos de um terço das vítimas da seca (27 milhões). A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) observou que pelo menos 30% da água se perderia por evaporação. E a Cáritas mostrou que a solução para comunidades isoladas está na implantação de cisternas de placa (das quais já há 160 mil), não na transposição, que não chegaria a esses lugares.

Levou algum tempo para recuperar-se o combalido. Mas retornou em 2003. Dessa vez, teve a oposição do Comitê de Gestão da bacia, da CNBB, da OAB, das arquidioceses à beira-rio. Custaria R$ 4,2 bilhões para uma transposição de 53 metros cúbicos por segundo. Vários especialistas (professor Aldo Rebouças, da USP, professor Abner Curado, da UFRN, professor João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, entre muitos) mostraram a desnecessidade: o problema no semi-árido é de gestão, não de escassez.

Mesmo levantando mais de 40 questões, o Ibama concedeu em 2005 licença prévia. Sabendo que 70% da água seria para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades, e não para proporcionar “uma caneca de água para as vítimas da seca”. Que não estava equacionada a questão dos subsídios necessários para uma água que poderia custar até cinco vezes mais que a então disponível. Que a maior parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por evaporação. Que havia enormes discrepâncias a cada citação do número de beneficiados (12 milhões? 7,24 milhões? 9,02 milhões? 7,21 milhões?) e dos hectares irrigados (161 mil? 186 mil?). Mais grave que tudo: o próprio estudo de impacto ambiental dizia que 20% dos solos que se pretendia irrigar “têm limitações para uso agrícola”; e “somados aos solos líticos, notadamente impróprios, respondem por mais de 50% do total” das terras que seriam irrigadas. Não bastasse, “62% dos solos precisam de controle, por causa da forte tendência à erosão”. Ainda assim, concedeu licença prévia ao projeto, pois as objeções do Comitê de Gestão haviam sido ignoradas pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos.

Agora, o velho abantesma retorna à avenida, sem responder a nenhuma das muitas questões levantadas principalmente por cientistas.

E retorna com a mesma fantasia.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

( www.ecodebate.com.br ) artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo – 02/03/2007

Se você é contra a Transposição do Rio São Francisco escreva para os deputados no site:

www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/

Ou mande diretamente para o presidente mostrando a sua posição:

https://sistema.planalto.gov.br/falepr/exec/index.cfm?acao=email.formulario&CFID=1006323&CFTOKEN=88203168

 


20 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, PAC, POLÍTICA | 1 Comentário

O PAC emPACou….

O PAC emPACou

Depois de quatro anos de marasmo e corrupção o governo Lula inaugurou o novo governo com uma descoberta inédita de que o Brasil estava travado. E ele depois desta descoberta de gênio, anunciou com grande estardalhaço que havia descoberto a maneira de fazer o Brasil crescer. Faltando apenas o grito de “EURECA” o apedeuta criou o PAC. Conforme artigos publicados neste blog, o PAC pode significar muita coisa como:

Programa para Apropriação do CPMF, ou Plano para Acabar com o Chico, mas plano para o crescimento do Brasil, não havia.

Os dois ministros encarregados de anunciar o PAC, porque o presidente não tinha e não tem capacidade para tal, ficaram entre gaguejar e enrolar, mas não convenceram ninguém com algum conhecimento de causa. Até a mídia simpática ao governo criticou a falta de substancia do plano E pior ainda, a Radiobrás, órgão do governo apresentou opiniões desfavoráveis sobre a possibilidade de sucesso do PAC.

E agora, o gênio criador do PAC, o Lula Apedeuta da Silva está pondo em dúvida a possibilidade de sucesso deste plano imbecil e idiota de crescimento mágico depois de quatro anos estuprando o Brasil.

E sem encontrar o “Ponto G” da sociedade brasileira

O governo do Apedeuta da Silva deveria entender que nenhum país cresceu com uma taxa tributária de 40% do PIB, e pior ainda onde esta taxa imoral, está dependurada nas costas da classe média que paga 80% destes impostos ficando na prática com um imposto de 46% do PIB para esta classe que emprega 85% das pessoas com empregos formais do Brasil.

O crescimento do Superávit Primário à custa de elevação da carga tributária, não é sinal de sucesso e sim de fracasso em crescer sustentavelmente. As contas externas e o pagamento da dívida ao FMI foram feitas também à custa de aumento da carga tributária quando deveriam ser frutos do crescimento e do enxugamento da máquina pública que cresceu. Antes que qualquer plano de crescimento tenha alguma chance de sucesso, o Apedeuta da Silva deveria entender que enquanto as tarifas e impostos e contribuições não atingirem um limite máximo de 20% do PIB (deveria existir uma PEC neste sentido) não existe possibilidade de crescimento, com PAC ou sem PAC.

Em vez do mirabolante PAC, o Apedeuta Lula da Silva para incentivar o crescimento, deveria mostrar maturidade e responsabilidade e criar uma lei para ser votada pelo congresso onde:

O PAC deveria ser uma PEC:

 

1. Ficaria abolida a CPMF – O imposto mais irregular e ladrão de que se tem notícia.

2. Ficaria dispensada a multa emergencial do FGTS.

3. Ficaria proibida uma carga tributária superior a 20% do PIB

4. Seria obrigatório todo governo deste ponto em diante reduzir anualmente a carga tributária gradativamente até atingir um ponto sustentável de 20% do PIB

Uma lei destas, acompanhada da independência das agencias reguladoras, mostraria maturidade e confiança para os investidores privados na economia brasileira e os investimentos poderiam ter um ritmo mais acelerado.

Nenhum investidor de longo prazo poderia ter confiança em um país onde a economia está ancorada em uma CPMF

Leiam as duas matérias de Helena Chagas, publicadas no JB on Line

Pacote empacou no governo e no Congresso

 

À inquietação do presidente, em relação à eficácia do PAC para assegurar os investimentos necessários, soma-se a preocupação com a própria execução do programa. Boa parte dele até agora não saiu do papel e nem mesmo sua discussão engrenou no Congresso, mais envolvido com projetos da área de segurança e, agora, com a disputa entre governo e oposição em torno da criação da CPI do Apagão Aéreo.

Nesta semana, as primeiras medidas provisórias do PAC, editadas há 45 dias e não votadas, começam a obstruir a pauta da Câmara. E, embora a oposição não tenha investido contra as medidas destinadas a estimular o crescimento, a discussão tem sido morna e não se tornou, como Lula esperava, o centro da agenda política.

Na avaliação de parlamentares governistas, o Planalto, envolvido na reforma ministerial, perdeu um tempo precioso para patrocinar a discussão e a votação de matérias importantes no início da legislatura e do segundo mandato de Lula – a chamada lua-de-mel pós-eleitoral. O líder do governo na Câmara foi nomeado há apenas uma semana. O ministro das Relações Internacionais acaba de assumir a Justiça e ainda não foi formalmente substituído. E os ministérios da bancada do PMDB e de outros partidos da coalizão – importantes para “azeitar” a boa vontade dos deputados – só agora estão sendo anunciados.

– Acho que o governo tem que aproveitar o clima e votar logo as medidas do PAC. Depois cuida do resto — diz o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com a experiência de presidente da Câmara. (H.C.)

 

Lula passa da euforia à dúvida sobre o PAC

Helena Chagas

Brasília. Passadas as primeiras semanas de euforia com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula começa a ter dúvidas – e a expressá-las a interlocutores mais próximos – sobre a eficácia do programa em garantir investimentos suficientes para produzir, neste ano, crescimento econômico próximo de 4%.

Lula tem ouvido opiniões divergentes de políticos e economistas sobre o PIB de 2007 e o cenário internacional, mas a maioria delas converge num ponto: o programa de investimentos públicos é fundamental, mas precisará ser acompanhado de outras medidas, que estimulem investimentos da iniciativa privada, para que o país pegue o embalo do crescimento.

São cada vez mais frequentes também no gabinete presidencial as discussões sobre alterações na condução das políticas de juros e de câmbio, ainda que sejam descartadas mudanças drásticas.

– O presidente Lula está inseguro quanto à eficiência do PAC para garantir o crescimento com investimentos públicos. Está começando a perceber que talvez sejam necessárias outras medidas para estimular a economia. Ele não quer chegar a 2008, ano de eleição municipal, sem que a economia tenha dado sinais de que entrou num ritmo de crescimento maior – diz um dos integrantes do conselho político da coalizão que se reúne no Planalto.

A receita em relação aos juros é acelerar, nas reuniões do Copom, o ritmo de queda. Lula já disse isso diversas vezes ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a saída do diretor Joaquim Beviláqua é considerada um sinal de que os cortes na taxa Selic vão ser maiores até o fim do ano. Mas os setores “desenvolvimentistas” do governo e do PT continuam insistindo junto ao presidente para nomear um diretor que represente sua posição no Comitê. Meirelles resiste e nomeou Mário Mesquita, diretor com perfil considerado ortodoxo, para acumular as funções de Beviláqua. A queda-de-braço terá que ser arbitrada pelo próprio Lula, e o cerco a Meirelles vai continuar.

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e ex-líder do Governo, o senador Aloizio Mercadante fez críticas públicas à política de juros em audiência de Meirelles na Comissão e pretende aprovar projeto que obriga o presidente do Banco Central a ir ao Senado a cada três meses, para dar explicações.

– Minha posição sobre a política de juros é conhecida. É preciso acelerar o ritmo dos cortes na taxa. E queremos o Meirelles aqui no Senado para discutir o assunto conosco. Mas acho que só mexer nos juros não resolve – afirma Mercadante.

De outros interlocutores, Lula também tem ouvido que, a esta altura, não basta mexer apenas nos juros, e que é preciso haver algum tipo de providência em relação ao câmbio valorizado. Não se estuda nada drástico, mas já foi sugerida ao presidente, por exemplo, a contratação, para o BC, de um operador de mercado mais ousado. Nada disso passaria, porém, por medidas que restringissem a entrada de dólares no país ou qualquer alteração na política do câmbio flutuante. A ajuda a mais setores prejudicados pela política cambial também faz parte do rol de propostas que Lula tem discutido. (H.C.)

 

O PAC, não vai morrer como herói. Será uma morte de indigente. Não terá enterro de honra, mas sua inevitável morte se dará por causas genéricas. Ele morrerá na calada da noite, sem comentário algum, será enterrado como indigente e será esquecido como os montes de planos mirabolantes antes deste. O óbito anunciado ao nascer não deverá se estender além do outono. A causa do óbito será falta de substância. O atestado de óbito não será assinado nem pelo Mantega, nem pela Dilma, e muito menos pelo Apedeuta.

Este, simplesmente deverá dizer que o PAC foi morto pela “Zelite”.

 

19 mar 2007 Posted by | CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

O juramento petista

O juramento petista.

(antes da eleição)

 

1. Nosso partido cumpre o que promete,

 

2. Só os tolos podem crer que

 

3. Não lutaremos contra a corrupção.

 

4. Por que se há algo certo para nós, é que

 

5. A honestidade e a transparência são fundamentais

 

6. Para alcançar nossos ideais.

 

7. Mostraremos que é grande estupidez crer que

 

8. As máfias continuarão no governo, como sempre.

 

9. Asseguramos sem dúvida que

 

10. A justiça social será o alvo de nossa ação.

 

11. Apesar disto, há idiotas que imaginam que

 

12. Se possa governar com as manchas da velha política.

 

13. Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

 

14. Se termine com os marajás e as negociatas.

 

15. Não permitiremos de nenhum modo que

 

16. nossas crianças morram de fome.

 

17. Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

 

18. Os recursos econômicos do país se esgotem.

 

19. Exerceremos o poder até que

 

20. Compreendam que

 

21. Somos a nova política.

Para saber as verdades ocultas na mente petista, basta ler as 21 frases abaixo na ordem inversa.

Comece a ler a frase 21 e termine na frase 1.

O primeiro mandato, foi permeado com corrupção, mentiras e roubos descarados, com dólares na cueca, com mensalão, com crescimento pífio com enriquecimento ilícito (do Lulinha), fazendo o juramento inverso ficar cheio de verdades.

O segundo mandato, que realmente ainda nem começou (por incompetência do Apedeuta), já está mostrando a cara da desonestidade, com parlamentares sendo comprados com franquias do DNIT.

A verdade é que o PT não muda, o PT esconde a incompetência com a desonestidade.

O PT tenta comprar a mídia ou censurá-la. O PT está tentando comprar o congresso de novo.

Até quando vamos ver tudo isto e não fazer nada?

18 mar 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Dois bons artigos publicados anteriormente.

O perfil do brasileiro.

Autor desconecido.

Este artigo foi publicado no dia 11/12/06 neste Blog.

Outro dia o José Ronaldo o mandou novamente por Email, e decidi publicá-lo novamente.

Todos já sabemos da verdade, estamos batendo na mesma tecla, mas água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, vamos continuar batendo e esperando que a tecla não quebre.

Estou publicando depois deste artigo um artigo de um professor de economia de Petrópolis/RJ, que também pegou pesado na realidade dos fatos atuais, e que foi publicado em,05/12/2006 neste blog.

É a mesma tecla.

 

Brasileiro é um povo solidário.  Mentira.

Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais  importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem  para ser gari , só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de  sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de  cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONGs de  direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa  criminalidade; não protestar cada vez que o governo compra um colchão  para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de  gente solidária.

É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira.

Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar  bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.

Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

 Brasileiro é um povo trabalhador.  Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar três dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe – lá no fundo – que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do programa bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

 Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se v. oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente v. irá preso. 

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o  mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha  dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua  cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora.  Mentira. Já foi.

Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente.

Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam  existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque  podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os  de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um país democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.

A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas  sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido  que foi morto numa troca de tiros, foi executado  friamente.

Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

 

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe  democracia, mas um simulacro hipócrita.

 

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal:

·        Um rei que detém o poder central (presidente e suas MP), seguido de  duques, condes

 arquiduques e senhores feudais  (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

·        Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder.

·        E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso?

Pense nisso!!!

O famoso jeitinho brasileiro.

Em minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que  se tornou a política brasileira.

Brasileiro se acha malandro, muito esperto.

Faz um “gato” puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de  lá com a felicidade de ter ganhado na loto…malandrões, esquecem que  pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é  zero.

Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeão do mundo né?

Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro.

Caramba, meu avô dizia isso em 1950.

Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem  vivos.

Dessa vergonha eles se safaram…

Brasil, o país do futuro.

Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de  crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.

Puxa,  essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória no primeiro turno do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão.

O  brasileiro merece!

Como diz o ditado popular, é igual mulher de  malandro, gosta de apanhar.

Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo,  

continuemos  fazendo nossa parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do  país novamente, aí sim teremos  todas as  chances de ser a maior potência  do planeta.

Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.

Temos petróleo, álcool, biodiesel, e sem dúvida nenhuma o  mais importante. Água doce!

 

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

A DESFIGURAÇÃO MORAL E ÉTICA E UMA NAÇÃO DECADENTE.

 

Este professor, realmente pegou pesado. Mas, apesar de gostar de uma aproximação mais sutil de nossos problemas, não consigo encontrar nada de errado na posição do Professor Geraldo. Eu como ele estou descontente do rumo de nossa política e sinto revolta pelo estelionato eleitoral que democraticamente tem sido o cenário atual de nossa nação, onde somos obrigados a votar democraticamente.

Leia o seu exelente artigo:

Geraldo Almendra
Economista e professor de matemática
Petrópolis (RJ)

glaf@terra.com.br

Não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me pergunte a solução, que eu não a tenho, mas vou encontrar, porque o país precisa crescer“. Lula – depois das eleições.

O estelionato eleitoral de outubro de 2006 está sendo festejado com a união de oposições em torno do presidente reeleito. Não pode existir no processo político de um país, nada mais degradante do que o horror da aética e da imoralidade desta torpe coalizão que estamos presenciando, movimento antipatriótico que força uma covarde e absoluta maioria parlamentar a favor do fascismo populista, “maioria muito maior do que as urnas permitiram”.

“O que temem os traidores do país que patrocinam a coalizão espúria para acabar com a oposição ao desgoverno petista?”.

Estamos próximos da segunda posse do pior presidente da República que os eleitores já colocaram no poder, eleito e reeleito por dois sucessivos e grotescos estelionatos eleitorais – mentiras vrs verdades e confirmação pública de mentiras –, aceitos e validados por uma sociedade apática, acovardada, aética e imoral, que está entregando sua pátria pacificamente nas mãos de um latente Estado Comunista de Direito.
Um homem criado no laboratório da traição aos nossos sonhos de democracia e liberdade, e principal agente da entrega do nosso país nas mãos sujas de uma esquerda fascista, decadente e corrupta, irá assumir, pela vontade majoritária de um povo comprado com um projeto preservador da pobreza e motivador, por opção, da indolência paga com o dinheiro dos contribuintes, o poder absolutista da prostituição da política por mais quatro anos, consolidando o projeto de domínio do país pela oligarquia petista da gang dos 40, seus cúmplices e seus lacaios.
Desde o fim do regime militar que acompanhamos a infiltração, na sociedade organizada, especialmente na administração pública, de gente da pior espécie da decadência da política, corja disfarçada de adoradores do povo e promotores da “democracia”.
A infiltração dessa gentaça vermelha, no submundo da prostituição política nos corredores do poder público, objetivou, explicitamente, viabilizar um projeto de um socialismo mentiroso, com o fito de chegar ao poder perpétuo, autocrático e autoritário, com a mensagem estelionatária de um assistencialismo fascista, hipócrita, leviano e picareta.
A desqualificação do homem de Caetés, que após sua chegada ao poder presidencial, se apresentou, sem meios termos, como uma grotesca fraude humana e política, não se deve ao fato de ser um retirante apedeuta, pois existem milhares de pessoas humildes de mesma origem que carregam valores fundamentados na ética e na moralidade, muitos agindo apenas por instinto, fruto de uma índole pura de gente simples, honesta e não prostituída em seus valores humanos, mas levados à convocação marqueteira do aceite ao espúrio usufruto dos favores de um desgoverno corrupto e populista, que transforma, sem controle, a compulsória assistência social aos excluídos, em assistencialismo fascista comprador de votos.
O “arauto” dos nossos sonhos “de sermos felizes novamente” já demonstrou ser, na verdade, um digno habitante do lado mais permissivo e prostituído da política, em que a leviandade, a falsidade, a hipocrisia, a mentira, e as meias verdades voláteis dos seus “comícios” de uma campanha eleitoral que nunca termina, formam um espírito político maligno – um anticristo da política –, que tem demonstrado um absoluto domínio maquiavélico do balcão de negociação com as prostitutas e os prostitutos das “Vitrines de Amsterdã”.
Sua desqualificação, enfim, se deve à traição de todos os princípios que devem nortear as ações de um presidente da República – um estadista –, e acabou se apresentando como um espelho de uma histórica decadência moral e ética do país que, no seu caso, foi “autopermitida” em nome e na defesa de uma gang denunciada, formada por seus melhores amigos, construtores comuns e parceiros do maior engodo político da história do Brasil.
Não existe prova mais evidente da relativização espúria e da falência da Justiça no desgoverno petista, do que a impunidade de todos os que foram denunciados pelo Procurador Geral da República como a gang dos 40, tendo como boi de piranha, para livrar a cara do verdadeiro chefe da máfia da prostituição da política – o deficiente mental, auditivo e mental – o seu antigo e poderoso “ex-primeiro-ministro”.
Os subprodutos mais pérfidos da degeneração política do nosso país são as prostitutas e os prostitutos das “Vitrines de Amsterdã” – merecido codinome para o Parlamento das Pizzas –, cooptados com sinecuras públicas temporais ou permanentes no jogo sujo do corporativismo bandoleiro, com o poder consentido dos cargos públicos, e com bilhões roubados dos contribuídos, dinheiro maquiado com a sacanagem da denominação de “recursos não contabilizados”, com suas cotas algumas vezes entregues no meio de cuecas ou festas com garotas de programa pagas pelos palhaços e imbecis dos contribuintes.
Depois de tantos escândalos – que continuam impunes à luz de uma Justiça relativista e inoperante – no mundo da prevaricação no poder público petista, como cidadãos contribuintes que trabalham mais de cinco meses por ano para pagar seus impostos escorchantes, não enxergamos mais muitos dos que habitam os Poderes da República, no papel de qualificados representantes das lutas da sociedade por um país mais justo e mais digno, mas sim, como habitantes coniventes de um antro, de um covil de malfeitores, uma horda de prostitutos e prostitutas da política, uma camarilha de corruptos ou, simplesmente, ladrões e bandidos.
Muitos desses vândalos dos nossos sonhos de democracia e justiça social estão vendendo quase coletivamente suas “ideologias”, suas responsabilidades de defesa da cidadania, e seus escassos sentimentos de patriotismo, nos balcões de negociação das almas espúrias, com seus agentes espalhados nos corredores do submundo do sujo jogo do poder, um sórdido ambiente corporativista público-privado mais calhorda de nossa história, semeado em desgovernos anteriores, depois do regime militar, e trazido à tona na sua face mais maquiavélica e cruel na administração petista.

 

Temos que continuar batendo, pois alguma coisa vai acontecer.

Somente espero que depois deste pesadelo, reste algo para alguém com capacidade e honestidade possa reconstruir o que o governo Apedeuta destruiu.

Vai ser difícil, mas o Brasil tem raízes profundas apesar da cobertura de mato daninho que está escondendo o solo fértil.

 

 

 

18 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, POLÍTICA | Deixe um comentário

Visões.

Boas visões.

 

O Giulio Sanmartini do “Prosa e Politica”  http://pep-home.blogspot.com/ publicou um bom artigo do André Luiz Leite.

Procurei mas não encontrei uma identidade definitiva deste autor. No Google existem mais de dez páginas deste nome e homônimos, portanto não sei quem realmente é o autor do texto.

Sabe o que tem de errado com o texto? – Nada e por isto tomei a iniciativa de publicá-lo também em meu blog.

 

Por André Luiz Leite

 

Nos últimos anos o que não nos faltou foram escândalos de corrupção. O atual inquilino do poder, o partido dos trabalhadores, patrocinou desvios de recursos públicos das mais diversas formas. Sempre com auxilio luxuoso dos partidos de aluguel, PP (agora o PR), PTB, PL, etc…. Assunto enfadonho e velho, eu admito. Mas o foco do artigo não é esse. Apenas citei os inúmeros casos de corrupção para lembrar que apesar dos pesares, o nosso povo não foi para as ruas para protestar. Que eu me lembre, apenas o capo José Dirceu levou umas merecidas bengaladas cívicas de um senhorzinho.

Pois bem, na última semana tivemos a visita do presidente americano ao Brasil. Cinco mil desocupados foram para a Avenida Paulista em dia útil protestar (de forma violenta) contra a presença de George W. Bush em solo tupiniquim. Nosso povo é assim mesmo, pode ser roubado que nem liga. Até reconduz aos cargos eletivos os que assaltam o erário. Mas culpam os Estados Unidos de tudo de mal que nos acontece. Assim funciona a curta mente dos semoventes de esquerda. Assim funciona a limitada cabeça de nosso povo. Foi o Bush o culpado pela morte do João Hélio. Foi o Bush que roubou para pagar o mensalão. Foi o Bush que fez a sanguessuga. Foi Bush que superfaturou a reforma de Congonhas. Não juntou meia dúzia para dar um couro nos corruptos, mas juntaram cinco mil quadrúpedes para protestar contra Bush.

O brasileiro médio tem essa característica de avestruz. Ao menor sinal de problemas enfia a cabeça na terra e de preferência culpa aos outros pelas suas falhas. Os Estados Unidos são um povo admirável, que construíram a maior economia democrática do mundo. Podem falar mal deles, mas até hoje nenhum povo construiu nada nem parecido. São duros ao defenderem seus interesses? Sim. São protecionistas? Sim. Menos que os europeus, mas também protegem seus mercados. Nós é que deveríamos aprender com eles a defender nossos interesses. Não essa política externa vergonhosa onde apanhamos da Bolívia dia sim e dia sim também. O Apedeuta trouxe para o Itamaraty a política do perde-perde. Das grandes economias é difícil ganhar, das pequenas ele entrega o jogo, pois são coitadinhos. É o Brasil na vanguarda. Perder ou perder é o lema dos petistas no front externo.

Até na questão da violência vemos a característica procrastinadora do nosso povinho. Falam em combater a violência e pedem a paz. Palavras vazias e sem objetivos. Ora bolas, nosso problema não é a violência e sim o crime. Quais propostas práticas para encarceramos por mais tempo e de maneira mais rápida o maior número possível de bandidos? Isso ninguém fala, fica nesse trololó de pedir paz. Os bandidos adoram essa mania do brasileiro de não enfrentar o problema de frente. Os políticos que espoliam o estado também adoram essa mansidão abilolada do nosso povo.

Enquanto não atingirmos a maturidade de nos responsabilizarmos pelas nossas falhas e desvios de caráter, não vamos andar para frente. Chega de acharmos bodes expiatórios e inimigos imaginários. Nós somos o nosso problema. Um povo que reelege tantos corruptos tem sérios problemas. A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro tem 55% dos deputados respondendo a algum processo na justiça. O povo que os colocou (de novo) lá tem problemas de valores morais. Nas outras “Casas do Povo” os números são parecidos. Que eu saiba, Bush não tem título de eleitor brasileiro.

Parabéns André por tanta verdade dita de maneira tão concisa, equilibrada e balanceada.

Pelo andar da carruagem e o próximo mensalão dentro do DNIT, estamos prontos para mais quatro anos do mesmo, e o Brasil/PT vai continuar a buscar o culpado por suas mazelas nas outras freguesias, como sempre o fez.

Com a saúde e a educação não se brinca……?????

Luiz Inácio Lulla da Silva.

Pelo jeito que a coisa vai, o crescimento e o PAC não passam de brincadeira para o Apedeuta, assim como a CPI, qualquer uma, a política externa, o turismo que vai para as mãos da Martinha Sexpot, o DNIT que já está todo fatiado para a troca de partidos, vá para o PR e ganhe uma franquia, e tudo mais com exceção da saúde que está muito pior do que no governo FHC e a educação que o próprio Lula admitiu relutantemente que vai mal. Pensem nisto o que o presidente considera que não é brincadeira vai mal e as brincadeiras……??? Que mal gosto.

17 mar 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ARTIGOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Censura II.

Censura II.

Completam agora algumas semanas em que alguém entrou no servidor que hospeda o meu Blog, e tirou tudo do ar.

Deu um trabalho danado colocar tudo de volta, mas está aí, e eu não vou parar de falar as verdades e tentar demonstrar a falta de competência deste governo mentiroso e corrupto.

E não sou apenas eu que sofro censura desta corja de incompetentes e corruptos que tomou de roldão o país, na carona suspeita de 58 milhões de votos de eleitores enganados pela belíssima campanha de mentiras e ajudados pela pífia campanha do opositor.

Leiam a matéria do Giulio e mais abaixo a matéria do Hélio Gaspari:

 

Mais censura.

As vergonhas da Esquerda brasileira

 

No dia 27 de novembro de 1935, num ato revolucionário que ficou conhecido como Intentona (ataque imprevisto, conspiração para a revolta) Comunistas, estes tomaram o 3° Regimento de Infantaria que ficava na Praia Vermelha (Rio de Janeiro). Os revoltosos comunistas mataram 28 entre oficiais, sargentos, cabos e soldados. Não foram mortes em luta, mas execuções sumárias, onde alguns estavam até dormindo.

O fato é lembrado por memorial na Praça Tibúrcio no local onde estava o quartel onde se pode ler o nome de todos os mortos.

Alguns historiadores baseados mais em sua ideologia que na historiografia, querem negar o fato pois não interessa revelar a verdade.

Do que aconteceu nesse quartel tenho o testemunho de um oficial do exército a quem fui muito ligado e que como tenente fazia parte das forças legalistas que foram retomar o forte. Por isso pôde ouvir o testemunho dos militares que sobreviveram à intentona. Como ele não tinha necessidade de mentir, me vejo obrigado a creditar no que me disse.

Elio Gaspari escreve sobre a censura que o jornalista Boris Casoy sofreu por parte do ministro da Defesa, pois pediram-lhe para colaborar com um artigo no “Informe Defesa” e ele citou estes mortos.

O ministro Waldir Pires proibiu pessoalmente a publicação da matéria, mas depois do artigo de Elio Gaspari, emitiu uma nota oficial tentando explicar o inexplicável: “Não sabia, nem meu gabinete igualmente, do convite ao jornalista Boris Casoy, para sua contribuição (…). Divergi desde sempre de suas convicções (…) mas a página que escreveu esta desenganadamente inadequada, ao conteúdo de um informe oficial.”

Portanto, o que se pode entender é que o ministro do “apagão aéreo”, nada sabia sobre um assunto que está dando essa polêmica, depois deixa entender que o artigo foi considerado inadequado, pois ele Waldir Pires, diverge das convicções do jornalista.

Isso se chama patrulhamento ideológico, a vilania pusilânime de censurar.

Waldir Pires que sempre se jactou de ser um liberal e de ter luta contra o regime militar, mostra que a censura só é ruim se aplicada contra ele.

Este homem, ao que tudo indica continuará no ministério depois do festival de incompetência que apresentou em suas funções e que agora mostra ser desprovido de qualquer caráter.

Por esse motivo e outros que estão acontecendo no dia a dia, mais se reforça a certeza que ética, honestidade, lisura e sinceridade não têm espaço no governo Lula. (G.S.)

 

ELIO GASPARI

Waldir Pires censurou Boris Casoy

14/03/2007 01:53

Pela primeira vez em 51 anos de profissão, o jornalista Boris Casoy teve um texto expressamente censurado por um ministro. O censor foi o titular da Defesa, Waldir Pires, no episódio que aqui vai narrado.

No dia 5 de outubro, Casoy recebeu uma mensagem do encarregado da edição da revista “Informe Defesa”, uma publicação trimestral da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa. Pediam-lhe um artigo para a seção “Abre Aspas”, sobre qualquer assunto que julgasse relevante. Ofereciam-lhe o espaço para que opinasse “de forma livre e transparente”.

Nove em dez jornalistas que recebem esse tipo de solicitação argumentam que estão atarefados, agradecem e seguem em frente, mas Casoy decidiu atender ao pedido. Escreveu pouco mais de vinte linhas, relembrando o levante comunista de 27 de novembro de 1935.

Disse coisas assim:

“Ai de quem invoca as vítimas da fracassada tentativa comunista de tomada do poder! Imediatamente sofre a censura e os ataques das ‘patrulhas’ dispostas a levar adiante seus propósitos, que apesar dos fracassos, agora sob nova roupagem, ainda motivam – por volúpia de poder ou ignorância – parcelas de nossa sociedade. E mais: há todo um movimento pela deificação do executor da Intentona, Luiz Carlos Prestes. (à) A ação comunista produziu 33 vítimas, cujas famílias nunca reivindicaram nada do governo brasileiro.”

 

Proféticas palavras. No dia 27 de dezembro, o jornalista recebeu uma mensagem informando que seu texto fora mandado às urtigas. Nas seguintes palavras, de um assessor de Waldir Pires:

“Ao ser levada a prova gráfica à consideração do Ministro (como de praxe) ele solicitou-me retirar o “Abre Aspas”. O argumento do Ministro é o de evitar-se a reabertura de feridas do passado. Ele chegou a conversar com o Comandante do Exército sobre isso”.

O Ministro, no caso, é um cidadão que, em 1964, teve seus direitos políticos suspensos pela ditadura militar. Tornou-se um “cassado”, nome que se dava à época aos malditos da política. Durante anos a mazorca dos generais proibiu a imprensa de “veicular declarações, opiniões ou citações de cassados ou seus porta-vozes”.

Censura não fecha “feridas do passado”. Elas são cicatrizes da História, com as quais é necessário conviver. A grandeza da França convive com a degola da Luís XVI e com o encarceramento do octogenário marechal colaboracionista Philippe Pétain, mandado em 1945 para uma enxovia de pedra no meio do oceano. (Está lá até hoje.) Na História do Brasil, os comunistas de 1935 matando colegas de farda, e os generais de 1974, ordenando o extermínio de guerrilheiros presos no Araguaia, são feridas que não têm remédio pela ação da censura. Elas pedem debate em vez de silencio.

Dá vontade de chorar quando se sabe que em novembro do ano passado, no meio do apagão aéreo, o ministro da Defesa, um advogado, ocupava-se conferindo “a prova gráfica” de um boletim de sua assessoria. Devia estar sob a influência de um ex-estudante de Direito da universidade de Kazan que lia os editoriais do Pravda antes que circulassem. Com uma diferença: Lênin lendo o Pravda rendeu uma bonita fotografia.

Waldir Pires lendo o “Informe Defesa” não dá xilogravura de feira.

ELIO GASPARI é jornalista.

17 mar 2007 Posted by | ÉTICA, CENSURA, GOVERNO | Deixe um comentário

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