blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

A iluminação política.

A iluminação política.

a-luz.jpg

Eu não esqueci o momento da campanha do Lula onde ele falava sobre o seu programa social “Luz para Todos”.

Disse o Lula:

Estava eu na cidade de …… (me esqueci o nome do povoado, mas não importa) quando uma jovem mãe se aproximou com lágrimas nos olhos e disse Lula eu te agradeço de coração porque foi apenas depois que colocaram a luz elétrica que eu pude ver o rosto de meu filhinho dormindo”

Eu até escrevi um comentário sobre esta cena imaginando que antes da luz elétrica não havia nem querosene, nem vela e nem lua cheia, que poderiam facilitar a vida desta senhora e mostrar para ela o rostinho de seu filho dormindo.

Somente mesmo o Lula em campanha, para inventar esta história para boi dormir.

Mas voltando ao ponto inicial, eu queria acreditar que o programa “Luz para Todos” seria um bom programa e ademais muito necessário para colocar o Brasil dentro do Ultimo vagão do trem do desenvolvimento social.

Andei pesquisando ultimamente sobre o andamento do programa, e tive certa dificuldade em descobrir a quantas andava.

Até pensei que havia parado ou trocado de nome.

Mas não foi o que aconteceu, leiam Este artigo do Estado de São Paulo por Eduardo Nunomura, de Teresina:

Corrupção do século 21 faz suas vítimas viverem no século 19

No Piauí, a Construtora Gautama deixou milhares de pessoas que esperavam o Luz para Todos desiludidas

Eduardo Nunomura, de Teresina

Vítimas da corrupção têm nome e endereço, mas não contam com energia elétrica. Em planilhas fictícias, representam números de beneficiados pelo Programa Luz para Todos. Nas comunidades em que vivem, são brasileiros que já deveriam ter geladeira e TV funcionando, mas a Construtora Gautama não fez as obras que diz estar fazendo. Deixou a maioria no breu. E o que aflige esses milhares de piauienses é que, mais uma vez, a luz não chegue.

A família de Isaías Cícero de Carvalho, de 57 anos, da comunidade Pau Pombo, município de Boa Hora, proseia sempre que escurece. Na semana passada, um assunto os inquietou como nunca. Descobriram-se personagens da Voz do Brasil, o programa de rádio que os informa sobre o resto do mundo. Ouviram que a empresa Gautama fraudava o Luz para Todos, que seu dono havia sido preso, que políticos estavam envolvidos, que eram vítimas de mais um caso de corrupção no País.

“Soubemos que a solicitação dessa nossa energia foi roubada, 40 e poucos chefes eram para ser presos ou não vão presos e fica naquele papo”, diz Isaías. “É muita covardia uma empresa roubar de uma nação descaradamente.”

Na casa de adobe, três lamparinas iluminam os seis cômodos. Isaías mora com a mulher e cinco netos. Os dois sonham com a energia que nunca chega. Ele quer uma geladeira, mas ela prefere uma TV. “Quando estou em Teresina, vou dormir já tarde, com os olhos secos na televisão e meus irmãos mangando de mim”, brinca Maria de Lourdes, de 57 anos.

No passado, usava-se querosene nos candeeiros. Não dá mais. O litro custa R$ 4 e dura oito dias. O óleo diesel sai mais em conta: R$ 1,99 por litro para duas semanas. Mas o diesel queimado fede, solta uma fumaça preta, irrita os olhos. Melhor ficar conversando do lado de fora da casa e só entrar para dormir, lá pelas 9 da noite. O jantar tem de ser por volta das 17 horas, quando ainda tem luz.

A energia elétrica teria muitos mais significados para a comunidade de Pau Pombo. A bomba d’água que abastece 38 casas às vezes fica parada por falta de óleo diesel. As crianças poderiam ter uma creche. Na época da colheita do caju, a fruta viraria doces e sucos. Hoje só se aproveita a castanha. Um quilo vendido a R$ 0,50. O resto da fruta é jogado fora, assim como o peixe, a carne, as verduras, porque não há geladeira.

É o Brasil do século 19 insistindo em sobreviver no século 21. O bisavô de Isaías, Pedro José de Souza, que formou a comunidade, viveu até os 106 anos. O avô, Justino Carvalho da Cunha, chegou à mesma idade. Seu pai, Cícero Carvalho Cunha, morreu aos 87. “E nunca no mundo teve energia aqui, moço. Já morreram os mais velhos que foram enganados.”

A Construtora Gautama informou que na cidade de Boa Hora as obras para ligar 105 pontos de luz começaram em 27 de abril e já consumiram R$ 22 mil a mais do que os R$ 267 mil previstos no contrato assinado com a Companhia Energética do Piauí (Cepisa). Mas nas comunidades de Pau Pombo, Pitombeira e Barra do Brejo não há um único poste erguido. Só tocos numerados foram deixados no caminho pelos técnicos. O de Isaías é o de número 79.

Em março deste ano, um morador de Barra do Brejo aceitou o serviço de capinar o mato para a empresa. Juntou mão-de-obra e abriu o caminho de mais de mil metros e 12 de largura por onde passariam os postes. Levou calote, de R$ 150. Na mesma época, Dimas Veras, irmão do dono da Gautama, Zuleido Soares Veras, tinha outras preocupações: “Eu vou procurar uma fórmula de a gente faturar os projetos, que a gente tem mil quilômetros de projeto lá feito… e os postes não estão no canteiro”, segundo escutas obtidas pela Polícia Federal (PF).

A Gautama foi contratada pela Cepisa numa concorrência considerada fraudulenta pela PF. O edital teria sido elaborado por membros da estatal federal e da construtora. Em dois contratos de dezembro, de R$ 61 milhões, a empresa se tornou responsável por fazer 15.850 ligações do Luz para Todos em 14 meses. Desde que a Operação Navalha desbaratou a ação da quadrilha, a fábrica de postes da construtora em Teresina parou de funcionar, assim como todas as obras que estavam sendo tocadas. A Controladoria-Geral da União investiga falhas na licitação.

EM TEMPO

Sorte tiveram 60 famílias no município de Jardim Mulato. A luz chegou na quarta-feira, dia 16, 24 horas antes da Operação Navalha. “Liguei a televisão e vimos o noticiário. Ainda bem que a nossa energia já tinha chegado”, alegra-se a presidente da associação de assentados, Eva Maria Pereira de Carvalho Silva. Há três anos, quando o Incra decidiu criar o Assentamento Ouro Verde, os moradores que se mudaram para lá encontraram uma casa bem feitinha, de cinco cômodos, mas sem água ou eletricidade.

“Íamos direto na Cepisa ficar ‘avivando’, e mesmo assim a luz não chegava”, lembra Eva. TV, DVD, geladeira, aparelho de som, ventilador, tudo ia sendo comprado e amontoado pelos cantos da casa. Quem podia ia até a cidade tomar contato com a realidade. Muitos ficavam na escuridão do assentamento. A casa de Eva era um ponto de encontro. Não é mais. Cada um fica na sua moradia, vendo TV.

Numa outra cidade piauiense, Campo Maior, Antonia Martins, de 64 anos, continua na escuridão. E não por falta de reclamação. Quando pode, ela vai até “o Arnaldo Ribeiro”, da Rádio 100, pedir a ele para “botar a boca no trombone”. Ela quer luz, há 50 anos pede isso. “Não tenho precisão de água gelada, não gosto, mas para guardar carne, peixe, fazer um suco, a gente precisa. É uma luz para alumiar a nossa vida.” A comunidade de Coqueiro, onde ela mora, já deveria ter vestígios de obras da Gautama. Assim como em São Bernardo e na Baixa dos Touros. O contrato previa 40 ligações elétricas, mas nem a marcação dos postes foi feita.

Segundo planilha da construtora do início de maio, a Gautama executava obras para 1.100 consumidores. Já deveriam ter feito 396 ligações, mas apenas 132 foram entregues.

“Uma comadre me perguntou se já chegou a luz santa. Eu respondi que não. Nem a santa, nem a do diabo”, reclama Antonia Martins. Com alguns dias de atraso, soube que o presidente da Cepisa, Jorge Targa Juni, havia sido preso. “Gastam dinheiro do nosso, porque o deles não mexem”, diz, para em seguida se arrepender do que falou. Tem medo de ser perseguida.

ISOLADOS

Na casa iluminada por três lamparinas, Antonia viu seus 11 filhos vivos irem embora aos poucos. Restaram só dois, Sávio e Saulo, mais um sobrinho, todos já adultos. Estes não partiram para cuidar dela. Antes se distraíam assistindo TV alimentada com bateria de caminhão. Quando esta arriava, Sávio tinha de ir até a cidade de Cocal da Telha para recarregá-la, 20 quilos na garupa da bicicleta. Encostaram o aparelho. Agora, se querem ver o futebol, precisam ir até Sambaíba, uma comunidade a dez minutos que já tem energia elétrica.

No universo de Antonia Martins e outros moradores de Boa Hora, a escuridão esconde outros perigos. Um deles é o de facilitar a vida de ladrões de documentos. Nas redondezas, há casos de pessoas que viram seus nomes serem usados como laranjas. É em comunidades pobres que eles atuam. Na dúvida, ela decidiu esconder bem longe de sua casa escura o RG, o CPF e o título eleitoral. Se já é difícil viver sem luz, imagine na penumbra da criminalidade.

Voltando ao assunto da energia elétrica, sempre desconfiei de quer o PT em um momento eleitoreiro e de marketing político, desejaria que todas as residências humildes pudessem ver televisão, pois na televisão teria o Lulla, que inegavelmente tem o poder carismático de dominar a mídia mais humilde e com suas lorotas cosmeticamente tratadas poderia dominar de vez o cenário político.

Os larápios roubaram também esta oportunidade ao PT.

Eta Brasil….

 

lula-na-tv.jpg

28 maio 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

Hienas e Abutres.

Hienas e Abutres.

 

Outro dia, um dos jornalistas que leio diariamente, o Ralph J. Hofmann falou sobre a Receita Federal.

Ele dentro do conteúdo de sua matéria mencionou que o animal que representa a Receita, o Leão, deveria ser substituído por outro animal como a Hiena, ou o Abutre.

Ele em sua matéria estava com a sua razão que falava sobre a absurda carga tributária brasileira. Concordo com tudo o que ele disse.

Eu vou mais longe, o site do Ex-deputado Marcus Cintra, autor da idéia do imposto único, deve ser visitado e avaliado, pois a sua idéia é muito boa e seria o fim da burocracia empresarial e uma oportunidade para que as médias e pequenas empresas possam florescer de verdade no Brasil, sem ter que contemplar a informalidade.

Confira o site:

http://www.marcoscintra.org/novo/

A gora falando sobre os abutres, desfrutem a visão dos parlamentares chegando para trabalhar no que eles fazem de melhor:

abutres-1.jpg

Leiam o artigo do Ralph:

 

Por Ralph J. Hofmann

Não adianta espernear, não adianta chorar, não adianta nada. As empresas tentam reduzir custos, os indivíduos tentam reduzir o saque desmesurado aos seus ganhos, usando fórmulas perfeitamente legais, mas o governo persiste em persegui-los.

O símbolo da Receita Federal neste país não deveria ser um leão. Deveria ser uma hiena ou um abutre.

Sugestão para um logo da Receita Federal. Um abutre numa árvore observando um homem estrebuchante. Ou, em termos de heráldica um abutre rampante sobre um “homo sapiens” moribundo.

A emenda N° 3, em relação às prestadoras de serviços, vetada pelo Grande Timoneiro tem uma mensagem clara. “ Queremos que vocês comam três refeições ao dia, tenham uma muda de roupa, e possam se locomover até seus postos de trabalho. O resto é para a estrutura de apoio do executivo e para os sem-terra. E estamos conversados.”

Acho que a grande massa de pessoas que realmente trabalha deve começar a pegar cotações de plástico preto. Assim no dia que for necessário já teremos como construir nossas barracas embaixo da ponte.

Usamos o máximo de nossa ingenuidade para minorar nossas perdas ante o absoluto egocentrismo de nossos governantes, e estes, que no mais não demonstram a menor capacidade administrativa, no que tange fechar qualquer brecha legal para assistirmos nossas famílias se revelam gênios, aliás, gênios operosos.

Em 1968 o AI 5 foi desencadeado por uma sugestão de que as meninas não deveriam namorar membros das forças armadas.

Será que seria demais hoje sugerirmos que as meninas não namorem filhos de deputados, senadores, fiscais da recita federal e estadual, ou mesmo os pais desses?

27 maio 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ECONOMIA, IMPOSTO ÚNICO | Deixe um comentário

Os milhões de Lula

Os milhões de Lulasao-milhoes.jpg

Sábado dia 19 de maio de 2007, eu tive de sair para sacar algum dinheiro no caixa eletrônico e fazer alguns pagamentos em uma lotérica. Já pronto para sair, e ao despedir da família, minha filha mais velha a Fernanda Heloisa de oito anos, se aproximou e pediu para ir junto. Ela estava toda arrumadinha, com uma roupa rosa e um bonezinho também rosa. Estava realmente uma gatinha, e não pude recusar e disse para ela dizer à sua mãe e entrar no carro. No caminho, ela perguntou aonde íamos e se por acaso não íamos passar perto do Mc Donalds.

Eu evito dar aos meus filhos, muita comida na rua, mas a Fernanda adora e o Mc Donalds, é um desejo imenso. Como já havia algum tempo que não dava a ela um Mc Lanche Feliz, resolvi ir ao Conjunto Nacional (para quem não conhece, é um shopping no centro de Brasília perto da rodoviária). Daria para eu fazer o saque, pagar as contas e dar a ela um Mc Lanche Feliz.

Ao ver que realmente estávamos procurando estacionamento no Conjunto Nacional a Fernanda ficou mesmo radiante diante da expectativa do tratamento em foco. Mas primeiro fomos ao caixa eletrônico depois na loteca e…..parei sem acreditar no que estava vendo.

o-final-da-escada.jpg

Ao lado da escada rolante descendo para o subsolo onde se encontra a loteca, estava escrito:

“Exposição

são milhões de Lula”

Senhores pasmem…. pensei, será que isto é verdade?

Que milhões serão estes?

Será que finalmente estarão apresentando os milhões do dossiê?

Será que estará explicada a fortuna do Lulinha?

Será que Lula está fazendo uma apresentação de como se ganha dinheiro fácil?

Será que são os milhões que vieram de Cuba?

Será que estarão apresentando a comissão que o Lula vai levar com a transposição do Rio São Francisco?

Será que serão os milhões que causaram a morte do Celso Daniel?

Será que são os milhões desviados dos governos do PT pelo compadre Roberto?

Será que são os milhões pagos como comissão pela compra do Aero Lula?

Será que são os milhões ganhos pelo Gurshiquen com a impressão de cartilhas fantasmas?

Será que são os milhões que serão repartidos com o mapeamento do PAC?

Será, Será, Será……

A escada rolante chegou ao subsolo e desembarcando com a Fernanda pela mão dei a volta para ver realmente o que era aquela exposição.

Que desapontamento, era uma exposição de fotos, uma enorme exposição de fotos, quase todas do Lula no meio da multidão com o seu sorriso plástico e os retoques de praxe do Photoshop.

Uma tremenda exposição de auto-indulgência, paga com o meu e o seu dinheiro, mostrando o Lula no meio do povo que ele neste mesmo ano de 2007 em Paulínia no interior paulista chamou de “Meu Gado”.

Era uma exposição do Lula sorrindo entre os milhões de cabeça do seu rebanho de gado.

Desapontado, fui até a loteca, paguei as contas atrasadas, peguei a Fernanda pela mão e fomos ao Mc Donalds fazer a felicidade dela.

exposicao.jpg

23 maio 2007 Posted by | CRONICAS | 3 Comentários

Um dia a casa cai!…

Um dia a casa cai!…

navalhada-no-dedo.jpg

O deputado distrital Pedro Passos, tem um passado sombrio, e misterioso sobre a sua fortuna.

Ele e seus irmãos já foram autuados pelo MP e investigados pela PC de Brasília, o DEMA, sobre grilagem de terras, e até hoje não se sabe exatamente o resultado e no que deram os inquéritos sobre este problema de grilagem.

Também o ex-deputado Vigberto Tartuce, o Vigão, esteve metido em várias investigações e uma delas dobre um grande desvio de fundos do FAT, para criar uma escola para trabalhadores, foi tudo investigado e não deu em nada. Até hoje no site do TCU, existe um pedido de informações sobre esta investigação para ver se consegue provas suficientes para obrigar os envolvidos a devolverem o dinheiro desaparecido com o tal projeto de escola.

O ex-senador da republica, Luiz Estevão, também tem um passado misterioso e sombrio sobre a sua fortuna. Com o caso do Juiz Lalau, perdeu o cargo de senador, que foi preenchido pelo primeiro suplente Almir Amaral (também de passado misterioso e sombrio) que havia colaborado com sete milhões para a sua campanha. O Luiz Estevão virou cartola e é o dono do Brasiliense, um time de futebol que ainda novo se sobressaiu nos campeonatos locais e nacionais. Apesar de muitos indícios de fraudes durante seu mandato de Senador e durante seu mandato de Deputado Distrital, ele continua solto e vira e mexe está nas manchetes de jornais sobre algo obscuro.

A impunidade destes e outros políticos é uma coisa que acontece freqüentemente neste nosso país, e nos dá um indício de que o crime realmente compensa.

Às vezes dá zebra, como escreveu Adriana Vandoni em seu blog – http://pep-home.blogspot.com/

Com muita propriedade e com algumas charges que vou revelar Adriana mostra que ainda podemos ter alguma esperança de que estes políticos corruptos e de fortunas misteriosas, dêem um tiro no pé

Que os coloque em seu lugar apropriado.

Eu fico aguardando, tomando Chá de cadeira como diz o Juca Kfouri enquanto esperamos que o Ricardo Teixeira deixasse a presidência da CBF. ( E vá direto para a cadeia)

O Eurico Miranda foi condenado, já era tempo para isto acontecer e eu fico aguardando o Jader Barbalho pisar na bola.

Leiam os artigos retirados do site da Adriana:

Este é sobre o Roberto Jefferson :

A Operação Navalha revela, antes de mais nada, a falência absoluta da moral no trato da coisa pública, por administradores de todos os níveis e escalões. É triste, muito triste, constatar que obras e grandes projetos só saem do papel depois que o acerto prévio do butim foi repartido entre os cúmplices do assalto aos cofres da nação.

A frase acima é de ninguém menos que Roberto Jefferson em seu blog. Dá pra acreditar? Pois é, mas ele deve acreditar nisso. Tenho a impressão que algum distúrbio psíquico faz com que ele acredite no próprio cinismo. Essa não é uma síndrome apenas de Jefferson e infelizmente tem contagiado cada vez mais pessoas.

E este é sobre o Ex governador José Reinaldo Tavares:

Janio De Freitas em seu artigo de hoje na Folha, lembra da comemoração de vinte anos da concorrência pública fraudulenta que incriminou o então Ministro dos Transportes no governo Sarney, José Reinaldo Tavares. Vinte anos se passou, o ex-ministro e ex-governador nunca foi punido. Hoje ele está na cadeia, novamente por desvio de dinheiro público. Talvez seja solto nesta semana e talvez daqui a vinte anos ele ainda esteja impunemente na ativa.

Feliz aniversário

Por Janio de Freitas

Ainda que pareça, não é coincidência. É o final feliz, embora não para todos, construído pelo longo percurso que levou José Reinaldo Tavares a ministro, a parlamentar, a governador e, nesta semana, à cadeia. Na ocasião mesma em que faz exatos 20 anos, completados no dia 13, o maior dos escândalos provocados pela corrupção em licitações públicas: o da concorrência de US$ 2,5 bilhões, que a Folha comprovava ser fraudulenta, para construção da ferrovia Norte-Sul (ou Maranhão-Brasília) sob a responsabilidade de José Reinaldo Tavares, ministro dos Transportes no governo Sarney.

Concorrências e obras públicas sempre foram cenários de fraudes e alta corrupção, com duas barragens protetoras. Uma, a dificuldade de comprovação, na hipótese (nunca mais do que hipótese) de que um político se dispusesse à denúncia; outra, as variadas ligações das grandes empreiteiras com os meios de comunicação. Ao valor inicial fabuloso, porém, o projeto da Norte-Sul acrescentou a novidade de um esquema complexo para sua implantação.

Uma subsidiária obscura da então estatal Vale do Rio Doce, chamada Valec, foi reativada e deslocada para a órbita do Ministério dos Transportes, com o encargo de fazer as operações relativas à Norte-Sul. A longa extensão da ferrovia foi dividida em 18 setores de construção, cada um deles a ser atribuído a uma empreiteira. A licitação equivalia, portanto, a 18 concorrências. Ou à complicada acomodação dos interesses de 18 grandes empreiteiras, na divisão de lotes com tarefas e valores diferentes, e ainda, no outro lado, os interesses dos que criaram o projeto, geriam a concorrência e conduziriam a obra.

Ainda assim, no dia 7 de maio pude telefonar da redação carioca da Folha para a sede paulista, com um assunto importante. Já diretor de redação, Otavio Frias Filho estava no exterior, falei com Octavio Frias de Oliveira: na semana seguinte haveria uma concorrência de US$ 2,5 bilhões (ele estava a par) e nós já sabíamos os futuros ganhadores, mas o problema era a comprovação do conhecimento antecipado, que desnudaria a concorrência como farsa e demonstraria a fraude e a corrupção. “Já sabemos?” -era mais um desejo irônico de confirmação do que espanto. Sabemos, e a idéia seria publicar disfarçadamente o resultado em alguma parte do próprio jornal.

Não ouvi mais do que uma breve resposta com o sentido indireto de assentimento. Nenhuma advertência, nenhum sinal de apreensão. Não creio que alguém, em qualquer tempo do jornalismo brasileiro até então, pudesse imaginar uma atitude assim, tão objetivamente livre, tão puramente jornalística, de um empresário de imprensa diante de um assunto sempre imaculado por força dos seus muitos perigos. De minha parte, todos os minutos daqueles dias foram de tensão pura, mas com a certeza de que já encontrara naquele telefonema o momento culminante, para mim, de todo o episódio jornalístico da concorrência.

Com o aspecto de comunicado referente a sorteio ou algo assim, e sob o título “Lotes”, montei um anúncio, posto entre os classificados, combinando letras que identificassem cada empreiteira e, ao lado de cada uma, o número do setor que lhe caberia como “vencedora” na disputa das propostas técnicas e de preço. Presença já secular nos jornais, os classificados enfim tornavam-se parte do jornalismo: à noite do dia 12 a Valec divulgava o resultado da concorrência e, na manhã seguinte, a Folha reproduzia o anúncio publicado cinco dias antes. A relação oficial dos “vencedores” da disputa era exatamente igual ao antecipado pelo anúncio.

O escândalo foi imediato. No governo sucederam-se reuniões. José Reinaldo Tavares comunicou um processo contra mim na Lei de Segurança Nacional. Dissuadido por Saulo Ramos, consultor-geral da República, transferiu a Romeu Tuma, diretor da Polícia Federal, a instauração de inquérito policial para me incriminar pela afirmação, no texto do dia 13, da ocorrência de fraude e corrupção, que não estariam provadas. Poucos dias depois, em sua reportagem de capa, “Veja” explicava serem necessários uns 10 milhões de anúncios, considerando-se o alto número de concorrentes e de setores em disputa, para acertar o resultado com a precisão exibida.

O procurador da República designado para me interrogar com a PF, e participar da investigação, mostrou-se mais hostil e determinado a me incriminar do que o delegado incumbido do inquérito. Mas, no relatório final, chegou à conclusão da existência de motivos para processo criminal, sim, mas contra os responsáveis e operadores da concorrência, os do lado governamental como os das empreiteiras. Meses de manobras, para esfriar o assunto até o esquecimento, encerraram-se pelo arquivamento do inquérito e da recomendação do procurador.

A anulação da concorrência não impediu José Reinaldo Tavares de seguir sua carreira e sua vocação autêntica, até ser preso, agora, sob acusação de relações corruptas com uma empreiteira, quando governador do Maranhão (até cinco meses atrás). As grades da carceragem da Polícia Federal em Brasília o impediram de também estar na inauguração, feita anteontem por Lula, de um trecho da Norte-Sul. Mas, para celebrar ao menos os fatos que gerou, e que me permitiram provar a corrupção em concorrências de obras públicas, mandei-lhe na cadeia um cartão de cumprimentos. Acompanhado de um bolo com as velinhas de 20 anos.

Este político continuou a fazer mutretas e depois de vinte anos foi pego de novo com mais propriedade e provas difíceis de se esconder.

Eu continuo a esperar……..

Pelos demais.

Eta Brasil…….

_cadeia-1.jpg

 

 

21 maio 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA | 2 Comentários

Foi tudo muito rápido.

Foi tudo muito rápido.

o-reino-do-ceu.jpg

A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou.
Deu um gemido e apagou.Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.
Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

– Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

– No céu.


– No céu?…

– É. Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero.

– Certamente. Aqui nós todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de
que aquela situação era inaceitável.

Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:


– Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.


– É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

– Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

– Assim? (…)

– Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.
Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

– Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e…


– Executiva… Que palavra estranha. De que século você veio?


– Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

– Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim
dizer, celestial ali na organização.

– Sabe meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

– É mesmo?

– Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?


– Ah, não sabemos.


– Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?


– Hã?


– Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aquí vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.


– Que interessante…


– Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional
impactante, tipo: “O melhor céu da América Latina”.


– Fantástico!


– É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.


– Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista… Ele existe certo?


– Sobre todas as coisas.


– Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto
valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.


– Incrível!


– É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro.
Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e
mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical..


– Impressionante!


– Isso significa que podemos partir para a implementação?


– Não. Significa que você terá um futuro brilhante … se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno…

Autor: Max Gehringer (Revista Exame)

padre_no_inferno.jpg

18 maio 2007 Posted by | ANEDOTAS | 13 Comentários

A morte do leão.

A morte do leão.

leao-morto.jpg

Existe no regime democrático da América do Norte, um dispositivo totalmente antidemocrático.

Tem um terrível nome e desperta nos mais comuns cidadãos um temor inominado quando mencionado.

É mais conhecido pela sigla IRS que significa em inglês, “Internal Revenue Service” e traduzindo seja serviço de receitas internas o que no Brasil é a Receita Federal.

Este dispositivo, não tem necessidade de provar que o cidadão deve alguma coisa, ele apenas tem que acusar e o cidadão é que tem a obrigação de apresentar provas de que não deve nada. Isto é uma aberração do sistema democrático onde o acusador tem que apresentar as provas do delito. Mas isto para os EEUU é uma válvula de proteção, que eles podem ativar quando quiserem para colocar em cheque qualquer pessoa ou empresa que possa representar uma ameaça ao resto do sistema democrático. Existem abusos denunciados por muita gente, jornais, mídia, mas o sistema persiste e não vai deixar de existir nunca.

Não tenho exatamente a data em que foi iniciado este sistema, mas desconfio que foi na época de Al Capone em Chicado, Illinois. Eles pegaram Capone através de impostos sonegados. Depois disto, ninguém mais segurou o sistema de segurança estatal através dos impostos.

Temos que conseguir um sistema em que não favoreça um habitat natural para o Leão proliferar se temos que conter a fome deste animal, que inibe a justiça social e promove a desigualdade e a injustiça.

leao-matando.jpg

Temos que acabar realmente com o Leão e seus asseclas.

Temos que acabar com a necessidade de haver uma Receita Federal que necessite de fiscalização.

Temos que descentralizar a arrecadação

Temos que acabar com a sonegação

Temos que acabar com a evasão de impostos e com a informalidade ocupacional.

Temos que diminuir a carga tributária.

E temos de fazer isto de uma só vez.

E como pode ser isto possível?

O Imposto Único.

http://www.marcoscintra.org/novo/

O pai desta idéia, em nosso país, é o professor de economia da FGV Marcos Cintra. Em 2001, quando era deputado, ele lançou a PEC-474/2001, que criava o imposto único federal, sendo que a comissão especial que foi criada para analisar a questão deu voto favorável unânime, ficando o projeto para ser colocado na pauta de votação nos plenários da Câmara e do Senado. O curioso é que o projeto permanece até hoje com esta configuração, sendo que nunca foi colocado em pauta.

Você já parou para pensar o que seria isto?

No site do Imposto Único existe uma boa explicação desta idéia, mas vou tentar fazer um resumo:

Recentemente, eu tenho batido forte na CPMF, por ser mais um imposto totalmente ilegal, por ter provisões nefastas que facilitam a vida de quem tem mais dinheiro, não é um imposto justo e sendo em cascata, taxa a movimentação de dinheiro que foi usada para pagar outros tributos, o que é imoral e inconstitucional.

Mas se for feito corretamente, não deixa de ser uma boa IDEIA.

Como poderemos corrigir os erros da CPMF atual?

De acordo com o professor Cintra, se fossem abolidos todos os outros impostos, e que toda e qualquer movimentação financeira, sem nenhuma exceção, incluindo a bolsa e os sistemas bancários, pagassem apenas 1% de imposto, a taxa tributária ficaria dentro dos números viáveis de aproximadamente 24% do PIB, o que daria para manter o atual governo funcionando.

Seria discutida a participação dos estados e municípios na distribuição de impostos e os bancos se encarregariam de fazer a distribuição sem passar pelo sistema federal.

Por exemplo: Municípios = 0,1% Estados = 0,3% Governo federal = 0,6%

Algo assim e pronto, Acabou a chantagem, o toma lá da cá, e os problemas de participação dos estados e municípios.

No máximo o que se poderia discutir seriam as alíquotas pertinentes a cada categoria.

Acabou a necessidade de fiscalizar e então acabou a mamata e a corrupção da receita.

Acaba-se com as ameaças e chantagens.

Acaba-se com as declarações de Imposto de Renda (este imposto com todas as suas alíquotas e distorções é uma das coisas mais inconstitucionais que existe).

Não se necessita nota fiscal e as guerras fiscais entre os estados acabam.

Não havendo o problema dos impostos em cascata, como PIS, COFINS, Imposto Sindical, ETC, não haverá necessidade de incentivo fiscal, de regularização da entrada e saída de capital, pois mexeu no capital para sair do país, pagou 1%. Entrou de novo no país pagou 1%.

Desta forma ficaria tudo mais transparente e desburocratizado.

Então está fácil?

Não, para convencer os políticos a votarem o fim das mamatas, das maracutaias, do domínio federal sobre o capital recolhido, somente uma ação popular, com participação de pelo menos seis estados federais, e com um total de assinaturas de 1,5 milhão de pessoas.

Para se ter uma idéia do tamanho do problema, vamos pensar em uma página com vinte assinaturas.

Seriam necessárias 75.000 páginas destas para que legalmente se pudesse obrigar o congresso a colocar em pauta e votar um referendo popular para decidir sobre o Imposto Único.

Eu estou em campanha e vou tentar organizar um comitê de campanha.

Mandem as idéias de como fazer isto.

Temos que de alguma forma tentar moralizar este país, e encontrei esta idéia para começar.

 

rembrandt-leao_deitado.jpg

Leão deitado

de

Rembrandt

 

17 maio 2007 Posted by | IMPOSTO ÚNICO | 3 Comentários

O país das maravilhas

inacio-no-pais-das-maravilhas.jpg

 

Lula retratou bem o Brasil em sua segunda entrevista

16 maio 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Ajuda moradia

ajuda-moradia.jpg

 

Esta é mais uma forma do magnânimo ajudar aos sem teto

16 maio 2007 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

Preparando para a entrevista

preparando-a-entrevista.jpg

 

 

Lula em seu camarim preparando para enfrentar os jornalistas,

na sua segunda entrevista coletiva depois de eleito

16 maio 2007 Posted by | ANEDOTAS | 2 Comentários

Lorotas.

Lorotas.

o-super-lula.jpg

Hoje, foi a segunda vez em que o presidente Lula concedeu uma entrevista coletiva à imprensa.

A segunda vez em cinco anos, pois no primeiro mandato pouco antes do escândalo do mensalão, concedeu uma primeira prometendo muitas outras o que aconteceu agora depois de muito anos.

Honestamente foi um bom desempenho dele nesta entrevista, e eu concordo plenamente com a idéia dele de coibir os funcionários públicos de fazerem greve. O argumento dele é totalmente válido de que quando se faz uma greve em uma indústria privada, e se paralisa a indústria, o patrão se sente prejudicado com o prejuízo causado pela paralisia e vem para a mesa negociar. No emprego público não se tem patrão e os prejudicados são os cidadãos mais necessitados porque se a greve é nas escolas públicas, os pobres é que têm filhos em escolas públicas, se a greve é no Metrô, os pobres é que usam o Metrô, se é no sistema de saúde, os pobres é que usam o sistema e assim por diante.

Eu pessoalmente concordo com ele em tudo. Funcionário público é para servir ao público e se não está satisfeito com o seu salário, busque outro meio de ganhar a vida. Não pode haver greve em serviços públicos. Meu finado pai era funcionário público, professor universitário, e um de seu dizer constante era, que greve é coisa de vagabundo. E é mesmo.

Sobre o tema do aborto, ele se saiu muito bem também, e o aborto legal, é um problema de saúde pública e pronto. O problema da fé religiosa para determinar a decisão de cada pessoa, é problema pessoal e também responsabilidade pessoal de cada um com a sua decisão. Eu ainda vou mais longe, se por decisão religiosa uma candidata a aborto por qualquer razão médica e não for atendida, e vier a óbito, o responsável pela decisão também deve ser responsável pela morte e julgado de acordo.

Não pude realmente ouvir toda a entrevista, mas o pouco que ouvi, deu para constatar que o presidente Lula, estava bem na fita.

As lorotas foram quando ele na abertura comentou a situação real em que se encontra o país.

Ele disse que como uma boa dona de casa, no primeiro mandato ele fez o seu dever de casa, e não gastou mais do que tinha para gastar. Fez o que pode com o que tinha nas mãos. Aí sim foi feia a lorota. Ele elevou os impostos para 40% do PIB (conta antiga antes da manipulação do IBGE), e conservou o roubo da CPMF e a multa de 10% do FGTS. Com ajuda destes impostos, ele contratou 97.000 funcionários públicos quase todos sem outra qualificação além de pertencerem ao partido ou a partidos aliados, e criou 27 estatais, quase todas, cabides de emprego e deficitárias.

Isto é fazer o dever casa? E mais lorotas: “O Bolsa Família é o programa mais abrangente e realista do mundo. O segredo deste programa é o cadastro”. Mentira senhor Lula, o Bolsa Família, é o programa mais assistencialista do mundo e está totalmente fora de controle, e apenas na semana passada foi anunciado pelo governo que 3% dele estava em situação irregular e seriam desativados milhões de pessoas que estavam recebendo ajuda do governo sem se categorizar para tal. Cadastro? Esta é demais. O programa Luz para todos, foi bom, mas está paralisado neste novo mandato.

O governo está indo para a formação de um ministério de 40 ministros, sem a menor necessidade para tal ministério, ficando um ministério atropelando o outro, em suas atividades.

Isto é gasto desnecessário e não o dever de casa senhor Lula.

E os pequenos gastos que se transformam rapidamente em desgastes, como os famigerados “Cartões Corporativos”, em que a Dona Marisa Letícia saía com a sua guardiã a senhora Maria Emília Évora, gastando e retirando dinheiro vivo em uma média mensal de R$ 2.500,00.

Isto é o dever de casa senhor Lula? Isto é gastança desenfreada o que impossibilita a redução de nossos impostos, que impossibilita a extinção do CPMF, e que dificulta o crescimento do Brasil.

Isto sim é lorota.

Parabéns pelo seu desempenho na entrevista, mas, por favor, para de mentir para o povo.

E para finalizar, devo repetir as recomendações da comentarista política Lúcia Hipólito:

“estas entrevista coletiva para a mídia deveria acontecer uma vez ao mês, para dar transparência ao governo e deveria ser no estilo Norte Americano onde o repórter pode fazer a pergunta que quiser, sem ser previamente censurado.”

Seria realmente muito mais honesto da parte do Lula.os-filhos-da-patria.jpg

 

 

15 maio 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

O fundo do poço.

O fundo do poço.

fundo_do_poco.jpg

Bater sempre nas mesmas teclas, denunciando o óbvio e dizendo as mesmas coisas sobre as mazelas do Brasil, leva a leitura de tudo isto a uma situação de tédio porque realmente as pessoas comuns já sabem disto tudo e ninguém realmente gosta de ser relembrado o tempo todo de que estamos em um beco quase sem saída.

Quase!!!!!

Se uma pessoa for vítima de um conto do vigário e levar um tombo feio, existem duas situações que dispensam comentários:

1. Quase sempre quem entra e vira vítima de um conto do vigário está tentando levar alguma vantagem.

2. Depois que virou a vítima, detesta que se comente o acontecido.

Muito semelhante ao atual quotidiano nacional:

1. Fomos vítima de um tremendo estelionato eleitoral. (ainda estamos sendo vítimas)

2. Quem entrou nesta (58.000.000 de pessoas) não gosta de ficar sendo relembrado do fato.

Existem maneiras de não esquecer estes fatos reais, e ainda manter as perspectivas atuais sem se tornar muito pedante e repetitivo.

Resume-se em escrever com bom gosto e picardia, os fatos relacionados aos acontecimentos, reservando aos leitores algo leve, mas real.

Alguns dos jornalistas da atualidade fazem isto com primor e sempre que leio algo nesta ordem procuro publicar, com os devidos créditos obviamente.

Outro dia a minha amiga Ana Maria me presenteou com um excelente artigo.

Compartilho com vocês:

SE O POÇO TIVER FUNDO

TIÃO MARTINS (http://www.revistaencontro.com.br/maio07/artic_tiao.asp)

Vocês não se lembram, porque nem eram nascidos, mas não sai da cabeça o dia em que o arrogante presidente Charles de Gaulle, o grandão que metia medo nos franceses, disse que o Brasil não é um país sério. Não é mesmo, e jamais quis ser.

Como afundar na seriedade um país tão tropical e brasileiro quanto o nosso? Só se a gente fosse um bando de doidos.

Nossos governantes federais são uma comédia. Preferem se espreguiçar mornamente, à beira da lagoa, do mar ou da piscina (os rios andam muito poluídos, ultimamente), enquanto as nuvens correm. Trabalham um dia, folgam no outro e conversam à toa nos demais. Mas adoram os trabalhadores da cidade ou do campo. Quem trabalha e paga impostos então é venerado, pois mantém o embalo da patota.

Quantas dezenas de discursos você já ouviu, elogiando os trabalhadores rurais e urbanos? “São heróis do cotidiano, são símbolos da Nação que trabalha e produz”, trovejam os oradores, nos comícios. Ou, pelo menos, os que sabem falar uma frase inteira, sem trocar o sujeito por aquele indivíduo. Depois, sorvem o uísque, o vinho francês e a companheira da noite, não necessariamente nesta ordem.

E vamos levando, no presente, pois ninguém garante que haverá futuro. Saber levar, empurrar com a barriga, fazer de conta e dar jeitinhos são as bases da cultura nacional.

Enquanto isso, Brasília dorme e os bandidos esperam do lado de fora. Estes, sim, são sérios, planejam, importam o melhor da experiência internacional e não vendem ou compram cadeiras no Congresso Nacional.

Por enquanto.

Brasileiros há mais de 500 anos, admiramos a energia dos alemães, o otimismo dos americanos e a faina formigueira dos japoneses e coreanos, esses incansáveis, mas ninguém aqui quer ser como eles. Basta que nos deixem um pouco de sol, uma bananeira velha para dar frutos e sombra e uma caneca de água fresca.

Mas os políticos são a obra-prima da cultura nacional, síntese do nosso caráter e expressão viva da inteligência brasileira. Quem viu o Lula na casa do Bush sabe disso. Não precisa ver mais nada. Pena que as criancinhas ainda estavam acordadas, quando aconteceu e a TV mostrou.

Quem disser que sou por demais nacionalista, radical e antiquado não entendeu nada. Político brasileiro sempre se deu bem com os ianques. Já beijamos a mão de Roosevelt, fomos comandados por Eisenhower, puxamos o saco de Kennedy, adoramos Carter (aquela tia velha) e abraçamos o canastrão Reagan. Como deixar George W. Bush na chuva e no vento, agora que anda tão sem prestígio? O problema é que os gringos não descansam, e a gente gosta de sossego. Que tomem a terra e bebam a cachaça. Se deixarem a mamona e a mulata já está bom. Mas sem impostos. Afinal, desde que Cabral desembarcou aqui e nos encontrou livres e soltos estamos pagando impostos aos poderosos.

Outro dia, encontrei o William às quatro da tarde. Apesar do nome, não é gringo, mas mineiro de Pirapora, e estava com cara de quem assassinou o chefe.

– Aonde vai, malandro? – perguntei, sutil.

– À piscina, com a gata.

– E amanhã, como será? – insisti, com o ceticismo de decente pai de família.

– Amanhã é outro dia. Se der, vou de novo. Estou pronto para o inesperado.

Bela frase. Mas o William não é sujeito de posses. Vive do salário de assessor de um político. Como pôde financiar as orgias vespertinas?

– Amigo, calculei quanto pagamos de imposto para manter deputados e senadores, ministros e assessores, prefeitos e vereadores. Esse bolo vai dar bolo. Dividi as despesas entre todos nós e concluí que jamais conseguirei pagar minha parte. Sendo assim, antes que me tomem o resto (e a gatinha), passei a mão nela e na grana e vou queimar tudo.

Debaixo do sol. Abracei-o, comovido, e lhe desejei sorte.

Este país é a cara do William.

É melhor mesmo ir gastando assim, ao sol, até que caiam todos no fundo do poço.

Se o poço tiver fundo

sombra-e-agua-fresca.jpg.

 

13 maio 2007 Posted by | ARTIGOS, ÉTICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

A foto que já foi tirada.

 

A foto que já foi tirada.

( Frase de Agripino Maia)

as-provas-do-crime.jpg

Roberto Leite escreve:

Este governo é mesmo cara de pau. Primeiro tenta de todos os modos comandar o legislativo que por constituição deve ser um poder independente. Tentou impedir de maneira truculenta um direito da minoria de se instalar uma CPI para investigar o caos aéreo que se instalou no país i mediatamente após o terrível acidente da Gol. Alegando que de acordo com as regras, a CPI deveria se basear em um fato definido o que não existia naquela instancia, o conselho barrou a instalação da CPI. O fato ou fatos que não existiam eram:

1. Acidente da Gol.

2. Insubordinação de militares na aeronáutica.

3. Vôos cancelados deixando os passageiros sem nenhuma explicação.

4. Caos nos atrasos e milhares de pessoas morando dias a fio em aeroportos esperando chegar ao seu destino.

5. Óbitos gerados por atrasos e falta de vôos.

6. Contingenciamento de verbas desviadas de apoio aos equipamentos de controle, para outras coisas do governo, incluindo a compra do BAF-LI (Brasilian Air Force 51).

7. Os bilhões de reais arrecadados com as taxas de embarque mais caras do mundo e que deveriam ser usadas para melhorar os serviços incluindo os equipamentos de controle de vôo. E que foram usadas em outros assuntos.

8. A inércia e o desgoverno durante o caos aéreo tanto do Ministro da Defesa como do Presidente Lulla. (com dois eles para não ofender o molusco seu homônimo).

9. A tentativa de desmoralização da disciplina militar por ordem do presidente Lulla.

10. A gestão fraudulenta de Carlos Wilson do PT de Pernambuco sendo investigada pelo TCU.

Estes fatos são reais e justificam qualquer CPI, pois os abusos cometidos levaram tremendos prejuízos aos eleitores e alguns dos prejuízos são irreparáveis, como as mortes prematuras dos protagonistas desta crise. A única forma que resta aos prejudicados seria um pequeno consolo na forma de uma investigação correta e punição severa aos responsáveis.

A CPI do Apagão, como não poderia deixar de ser, foi defendida pelo supremo com um voto unânime e foi instalada com tremenda má vontade pela câmara comandada pelo governo, e que agora quer ditar as regras e dizer o pode ou que não pode ser investigado pela casa do povo.

Ora seu governinho de republica de banana, isto aqui não é a Venezuela, e o que estiver errado e dentro do foco que está causando esta repercussão internacional sobre a segurança de vôo dentro do território brasileiro, deverá ser investigado sim senhor e se a Infraero, que é sem a menor dúvida parte do problema deve sim ser investigado. Se aparecer algum culpado, deverá ser punido e este recorrente problema das CPIs se transformarem em pizza, deve ser abolida para que a casa do povo começa a merecer um pouco de credibilidade.

Leiam a notícia abaixo que gerou este comentário:

Tribuna da Imprensa on line

Governo ameaça reagir se CPI focar Infraero

BRASÍLIA – Depois de tentar inviabilizar a abertura da CPI do Apagão Aéreo no Senado, os governistas mudaram a estratégia: resolveram indicar os integrantes da comissão e apostar que a concorrência com a mesma CPI na Câmara vai enfraquecer as investigações.

Os líderes dos partidos da base no Senado prometeram indicar, na próxima terça-feira, também os integrantes da CPI das ONGs, que deveria ter iniciado no fim do ano passado. Mais uma vez, com a expectativa de que as CPIs vão atrapalhar umas as outras.

Apesar da aposta de naufrágio das CPIs, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deixou claro que haverá reação se a oposição insistir em investigar denúncias de irregularidades, como superfaturamento e direcionamento de licitações, na Infraero, a estatal responsável pelos aeroportos do País.

A tática será mostrar que a Infraero firmou convênios e parcerias com os governos estaduais, inclusive os da oposição. “No caso da Infraero, os governos são parte da operação. Governo de Goiás, governo de Pernambuco”, afirmou Jucá ontem.

Até o ano passado, Goiás era administrado pelo tucano Marconi Perillo e Pernambuco, pelo peemedebista Jarbas Vasconcelos. Ambos fora eleitos senadores e estão na linha de frente da oposição no Senado. O próprio líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN) tem dito que a Infraero não será o foco inicial das investigações.

Ele diz que as diligências mostrarão uma opção do governo por investir mais em aeroportos do que em segurança de vôo e, aí sim, será a vez da CPI se voltar para os contratos da estatal. Agripino diz que o governo erra por apostar no esvaziamento das CPIs.

“Eles desistiram de tentar evitar o inevitável. Não querem ficar mal na fotografia que já foi tirada”, afirmou o líder do DEM. Segundo Agripino, a CPI do Apagão Aéreo no Senado terá mais facilidade para fazer convocações do que a da Câmara, dominada por parlamentares governistas, que ocupam a presidência e a relatoria.

No Senado, o mais provável é que o PMDB, de ampla maioria governista, fique com a presidência e o DEM com a relatoria da CPI, por serem as duas maiores bancadas. Para evitar o excesso de CPIs, o DEM poderá adiar a instalação da CPI das ONGs.

“Não queremos fazer manobra para evitar CPI, só se fosse por entendimento político”, afirmou Jucá. “No fundo, vai ter disputa entre as CPIs”, previu o líder. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que decidir, na próxima semana, o que fazer com um requerimento do senador em que pede o arquivamento da CPI no Senado, segundo ele inconstitucional por já existir outra na Câmara com o mesmo foco.

O mais provável é que Renan Calheiros mande o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Mas a questão de ordem não tem efeito suspensivo, não impede o andamento das CPIs”, afirmou Jucá.

 

 

11 maio 2007 Posted by | APAGÃO AÉREO, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

A representatividade contratada.

A representatividade contratada.

a-farra.jpg


Em um sistema democrático real, todo o povo é representado por um número menor de pessoas eleitas por estes outros cidadãos, que a eles confia a manutenção do sistema legal e constitucional legislativo. Salvo engano, quase todas as constituições que regem estes sistemas provêm uma legislação dos salários dos representantes por referendo popular, pois são os eleitores que os colocaram lá em cima que também decidem quanto é que eles vão ganhar de remuneração pelo serviço desempenhado.

Aqui no Brasil está tudo misturado, e o sistema democrático totalmente desvirtuado, em favor de uma classe política que não representa os desejos do povo e que se empenha em legislar em causa própria promovendo distorções incríveis no sistema legislativo e de quebra envolvendo o poder executivo e judiciário.

Na atual legislatura, apenas 31 deputados federais foram eleitos pela vontade popular, e 482 são os políticos praticamente contratados pelos partidos ou negociados pelo poder executivo para ocupar o posto. Este pequeno número de eleitos diretos pelo povo não tem a menor chance de fazer alguma coisa, pois a decisões ficam em responsabilidade das comissões que sempre são dominadas pela classe contratada ou pelos partidos ou pelo o poder executivo. Sem passar pelo crivo das comissões parlamentares, as idéias e vontades dos parlamentares que realmente possam ser representantes populares, ficam nos inflamados discursos da tribuna e nunca passam deste ponto.

E neste ambiente no mínimo esdrúxulo, se consagram as maiores mutretas e mamatas jamais vistas em qualquer sistema. Estes parlamentares contratados e profissionais, que em sua grande maioria não sobreviveria em um mundo normal de trabalho honesto, no limiar do ultimo dia do ultimo mandato de 2006, votaram secretamente um aumento de salário de 97% para eles mesmos. Foi tão descarado este movimento que a população caiu matando com inúmeros Abaixo-assinados pedindo a revogação deste abuso que eles voltaram atrás. Ficaram receosos da indignação popular. Mas não parou por aí, o atual presidente da Câmara o petista Arlindo Chinaglia, prometeu em sua campanha para presidente que sim iria ter o aumento. Para cumprir a sua promessa, esperou o momento propício, que apareceu com a visita do Papa ao Brasil. Com a euforia popular dos Católicos Brasileiros dando vazão à sua fé e esquecendo momentaneamente de vigiar os patifes, eles rapidamente submeteram à votação um aumento salarial menor do que o ultimo, mas de todas as formas abusivo da maneira em que foi feito e votaram positivamente este aumento para eles mesmos.

mentira-e-cara-de-pau-copy.jpg

Um verdadeiro aceno de autoridade à patifaria parlamentar instituída.

Os empregados tomam as rédeas das mãos dos patrões e dividem entre si o dinheiro da empresa.

Somente pode dar falência.

Leiam abaixo a notícia que propiciou este comentário:

 

 

O aumento dos salários.________________________________________

Câmara aprova aumento para parlamentares, presidente e ministros

Publicada em 09/05/2007 às 22h21m

O Globo, Reuters

BRASÍLIA – A Câmara aprovou, em votação simbólica na sessão extraordinária desta quarta-feira, o aumento dos subsídios parlamentares de R$ 12.847,20 para R$ 16.512,09, um reajuste de 29,81% relativo à inflação com base no IPCA dos últimos quatro anos. As três emendas apresentadas ao projeto de decreto legislativo foram retiradas de ofício, depois de um acordo entre os líderes partidários.

O deputado Carlos William (PTC-MG) subiu à tribuna para defender uma das emendas e afirmar que se tratava de medida que tinha como intenção demonstrar que há deputados que agem de forma demogógica. Disse que sua emenda fora batizada de “pega demagogos”.

– Estou com medo de chegar em Belo Horizonte. Rejeitamos o feriado para Frei Galvão, teve aqui aquele problema ( Referindo-se ao bate-boca entre os deputados Clodovil e Cida Diogo ) e agora aprovamos aumento de salário para deputados – ironizou Carlos William.

O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), fez questão afirmar no microfone que o partido não tinha o direito de pedir verificação de quórum, para garantir que a votação fosse nominal, mas que era contrário à matéria.

Também em votação simbólica, sem polêmica ou manifestações contrárias nos microfones do plenário, a Câmara aprovou o reajuste de 29,81% que aumentará os subsídios do presidente da República para R$ 11.420,21 e do vice-presidente e ministros de Estado para R$ 10.748,43.

O artigo que previa que o valor fixado seria reajustado nas mesma data e índices dos concedidos aos servidores foi suprimido dos dois projetos. Não houve comemoração em plenário.

“ A Câmara dos Deputados não tem do que se envergonhar ”

________________________________________

A medida foi decidida no primeiro dia de visita do Papa ao país, num momento em que todas as atenções da imprensa estão voltadas para o Sumo Pontífice. A expectativa de alguns deputados é que a repercussão negativa em virtude do reajuste seja diluída pela visita de Bento XVI.

– A Câmara dos Deputados não tem do que se envergonhar – dizia Chinaglia no início da sessão.

A maioria dos deputados que foi à tribuna defender o reajuste fez questão de dizer que o fazia sem constrangimentos. Quando a aprovação foi confirmada, ao final de um dia de muito tumulto, o plenário silenciou, contido, sem comemoração. O clima era muito pesado.

– Hoje foi um dos piores dias do Congresso Nacional. A bruxa está solta. Precisamos chamar todos de volta à racionalidade – lamentou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), inconformado com o aumento.

A tentativa do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) de encaminhar contra o reajuste do subsídio dos parlamentares e cobrar transparência da Câmara em relação a gasto do dinheiro público, levou a um grande bate boca com o presidente Arlindo Chinaglia(PT-SP). Gabeira disse que era preciso ter coragem de apresentar um plano de corte de gastos, antes de falar em aumento de salários. E cobrou de Chinaglia explicação sobre quanto foi gasto esse final de semana com o custeio de uma viagem de dezenas de parlamentares ao Uruguai , para a instalação do Parlamento do Mercosul.

Ao patrocinar politicamente o reajuste dos seus pares, Arlindo Chinaglia faz um discurso “para dentro”. A interlocutores, ele reconheceu a impopularidade da deliberação, mas preferiu administrar o ônus a não defender os interesses dos colegas.

O apoio a ele, no entanto, não foi unânime. Até companheiros de partido condenaram a decisão, discutida previamente pela Mesa Diretora.

– Com tantos temas relevantes, temos a capacidade de, num único dia, decidir assuntos que produzirão manchetes negativas para imagem desta Casa, que vão reduzir ainda mais a nossa credibilidade – disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), antes do início da votação.

A votação do requerimento de urgência, à tarde, foi marcada por muita confusão . O segundo vice-presidente da Casa, Inocêncio Oliveira (PR-PE), tentou votar simbolicamente o requerimento, mas a oposição não aceitou alegando que não assinou o documento. Sem acordo, o requerimento acabou sendo aprovado nominalmente, por 356 votos a 85.

Os dois projetos seguem agora para apreciação do plenário do Senado.

Fundo de Participação dos Municípios passa em primeiro turno

Também nesta quarta, os deputados aprovaram, em primero turno, a PEC sobre o aumento de um ponto percentual do repasse ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O texto foi acordado em reunião do líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e aval do ministro da Fazenda Guido Mantega. Pela nova proposta assinada pela ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, o aumento do repasse acontecerá a partir de setembro, com desembolso de três decênios – R$450 milhões – em dezembro.

 enquantoissonacamara.jpg

 

10 maio 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ÉTICA, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | 3 Comentários

Assalto à mão armada.

Assalto à mão armada.

cpmf4.jpg

O povo brasileiro, os nossos irmãos, está sendo assaltados todos os dias, pelo seu governo.

Se somarem todos os roubos, contrabandos, assaltos resgates feitos pelos bandidos, que se tornaram bandidos provavelmente pela omissão do governo e pela falta de possibilidades de se encaixarem em seu nicho social, não alcançaremos uma cifra nem perto do que se rouba anualmente com a CPMF.

Apenas no ano passado foram arrecadados uns míseros 33,5 bilhões de reais, com o roubo legalizado pelo governo FHC, e herdado com uma benção pelo governo Lula. Este ano se planeja uma arrecadação maior ainda na casa dos 35/6 Bi.

E este era o governo que iria fazer a justiça social?

Este era o governo que iria acabar com o desemprego?

E este era o governo da ética?

Quem mais sofre com a carga tributária da CPMF, é justamente a classe pobre, que por causa deste incrível imposto em cascata, paga mais por tudo o que adquire.

O desemprego aumenta com este imposto, pois, este imposto, disfarçado em contribuição, aumenta o custo final de toda a produção nacional entre 0,75% e 2,5% de todos os produtos produzidos no Brasil, o que mata a concorrência com os produtos inferiores e importados principalmente da China, que o governo considera uma economia de mercado dando sérios privilégios fiscais na importação de seus produtos.

A ética tão discutida em campanhas eleitorais caríssimas previa uma diminuição da carga tributária e para isto deveria ser para começar, a abolição deste imposto indecente.

Mas com o crescente custo do governo, com os gastos absurdos de contratação de milhares de novos funcionários, (leia-se ASPONES), na recriação de 27 novas estatais, tudo que se arrecada, já tem destino certo e está até faltando fundos para manter este gasto fantástico da administração da ética palaciana.

Ainda hoje o congresso aprovou um aumento geral de salários para compensar as perdas para a inflação.

Como pode haver perda para inflação em um trabalho que ao começar o ano se paga um salário extra e ao terminar o ano se paga outro salário extra. E que trabalho onde se trabalha apenas nove meses por ano e durante estes nove meses se tem a obrigação de bater o ponto três dias por semana. E onde se paga verba de gabinete onde não se precisam comprovar os gastos, e que consomem por mês combustível suficiente para rodar todo o país, por quatro vezes.

O congresso deveria ser decente e revogar estas verbas de gabinete, exigir presença de todos os representantes cinco dias por semana, abolir o 14º salário, exigir recibos dos gastos com os gabinetes e também a justificativa para tanto combustível, e se contentar com um recesso de trinta dias como todo cidadão normal que não seja parlamentar.

Deveria sim fazer estas mudanças em nome da decência e da vergonha, mas não vai acontecer porque, não existe representatividade, não existe decência e não existe vergonha na cara destes parlamentares cínicos e hipócritas que foram negociados, e não votados.

Este novo congresso tem a representatividade de 5% da população.

E este novo congresso vai seguramente votar a continuação da CPMF porque este novo congresso não tem nenhum compromisso com o seu país, seus cidadãos, com a decência e a vergonha.

Eta Brasil…..


cpmf2.jpg

Leiam agora a publicação da Tribuna da Imprensa, que gerou o meu comentário:

Fiesp faz manifesto contra prorrogação da CPMF

SÃO PAULO – Entidades empresariais lançaram ontem na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o “Manifesto da sociedade brasileira contra a manutenção da CPMF”. O documento, que será encaminhado a representantes da sociedade civil organizada, em busca de adesões, busca impedir a prorrogação contribuição que vence no final do ano. Durante o evento, a Fiesp divulgou um estudo que critica a manutenção da contribuição.

“Apesar da CPMF ter sido criada em caráter provisório e com destino certo para o Fundo Nacional da Saúde, hoje já decorreram 11 anos de sua criação e o governo deseja prorrogá-la por mais quatro anos. O caráter provisório e destino certo perderam-se no tempo”, informa o documento da Fiesp.

Segundo o presidente da entidade, Paulo Skaf, a prorrogação da CPMF seria desnecessária pela previsão de aumento da arrecadação para este ano, que seria de cerca de R$ 40 bilhões. “Se os gastos fossem congelados não seria necessária a manutenção da CPMF. Só aí se resolveria o problema da perda de arrecadação do governo com a contribuição, que deve chegar a R$ 35 milhões neste ano”, afirma Skaf.

Entre os anos de 1997 e 2007, segundo estudo da Fiesp, o governo soma mais de R$ 185 milhões arrecadados com a CPMF. Para Skaf, outra maneira do governo compensar as perdas na arrecadação com o fim da CPMF seria com a redução dos juros. “A cada ponto porcentual de queda dos juros o País economiza R$ 10 bilhões por ano. Além de reduzir os gastos públicos, essa medida estimularia o crescimento do País”, argumenta, afirmando que existem ainda outros gastos a serem cortados pelo governo.

“O papel do governo é de identificar os gastos e os desperdícios públicos.” Conforme a Fiesp, a CPMF tem efeito direto sobre os juros. “Esse efeito (da CPMF) na taxa de juros aumenta as despesas públicas, inibe o investimento (maior custo de capital) e desestimula a expansão do crédito (efeitos nocivos sobre a produtividade da economia.”

O documento assinala que as despesas públicas crescem continuamente acima do crescimento do PIB, enquanto que as receitas crescem em ritmo semelhante.

“Durante algum tempo acreditou-se que a redução dos gastos públicos precederia à redução da carga tributária. Hoje, torna-se claro que a redução da carga tributária é precedente e indutora da redução do gasto público. É neste contexto que deve ser vista a eliminação da CPMF.”

O levantamento destaca também que a contribuição prejudica mais as famílias com renda familiar menor. As famílias com renda de até dois salário mínimos pagam 1,8%, em média, de CPMF, enquanto que às que recebem mais de 30 salários mínimos esse porcentual fica em 1,2%.

“Mesmo isento da CPMF no recebimento dos salários, o trabalhador arca com a carga embutida no custo dos produtos e serviços que consome. Como a carga é regressiva, quanto menor o rendimento, maior o impacto da CPMF”, explica Skaf.

Leiam outro artigo publicado anteriormente neste Blog:

 

https://rleite.wordpress.com/2007/04/10/a-heranca-maldita/

 

 

10 maio 2007 Posted by | CPMF | 5 Comentários

A presença de espírito.

A presença de espírito.

 

Recebi hoje de meu irmão Fernando um Email interessante.

A bem da verdade, eu já conhecia esta narrativa com nomes e créditos diferentes, e já faz algum tempo desde a ultima vez que li esta versão.

Agora, que já tenho o meu Blog, eu quero compartilhar com vocês esta interessante história.

As conclusões finais com os pensamentos de Einstein, eu também desconhecia.

 

o-capeta.jpg

Prova de Termodinâmica

Pergunta feita pelo Prof. Fernando, da FATEC, em sua prova final do curso em maio de 2006. Este professor é conhecido por fazer perguntas do tipo “Por que os aviões voam?” em suas provas finais.

Sua única questão nesta prova, para sua turma foi:

“O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta.”

Vários alunos justificaram suas opiniões baseadas na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.

Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

“Primeiramente, postulemos que, se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um conjunto de almas também tem massa. Então, a que taxa de velocidade as almas estão se movendo para fora e a que taxa de velocidade elas estão se movendo para dentro do inferno?

Podemos assumir seguramente que, uma vez que uma alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Por isso não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno… Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a ação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.

Existem, então, duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse, no primeiro ano “Só irei para cama com você no dia que o inferno congelar”, e levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.

______________________________________________________________

O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 na turma.

 

einstein1.jpg

CONCLUSÕES:

“A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.” (Einstein)

“A imaginação é muito mais importante que o conhecimento” (Einstein)

“Um raciocínio lógico leva você de A a B. A imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser” (Einstein)

 

06 maio 2007 Posted by | CURIOSIDADES | 2 Comentários

Mensagem a Garcia.

Mensagem a Garcia.

Recebi hoje pela manhã, um interessante Email de meu irmão mais novo o Guilherme.

O que me pareceu estranho, foi eu que gosto de ler e gosto muito de história, nunca ter sequer ouvido falar desta carta ou deste artigo do jornalista americano Elbert Hubbard.

http://en.wikipedia.org/wiki/Elbert_Hubbard

180px-elbert_hubbard_.jpg

Não importa também o que eu conheço ou desconheço, mas este artigo é deveras interessante e quero compartilhar com vocês:

Transcreveremos a seguir o texto integral do artigo que, com o título abaixo, o jornalista norte-americano Elbert Hubbard publicou despretensiosamente na revista “Philistine”, em março de 1899. Na primeira semana de circulação da revista, vários leitores solicitaram exemplares extras para a distribuição a amigos. Dez dias depois, a Estrada de Ferro Central de Nova York solicitou 100.000 exemplares do artigo para a distribuição aos seus funcionários e clientes. O sucesso foi tão grande que o pedido original acabou transformando-se em encomenda de 1,5 milhão de cópias. O príncipe Hilakof, diretor das Estradas de Ferro Russas, que visitava os Estados Unidos nessa época, leu o folheto, levou-o para sua pátria e, após mandá-lo traduzir para o russo, providenciou sua impressão e distribuição a todos os funcionários da ferrovia. Daí o artigo de Hubbard começou a ser produzido em muitas línguas e, em 1913, já tinham sido impressos mais de quarenta milhões de exemplares.

MENSAGEM A GARCIA

Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia , que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, tinha o Presidente que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto quanto antes. Que fazer?

Alguém lembrou ao Presidente: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”.

Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão para depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia – são coisas que não vem ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou-a e nem perguntou: “Onde ele está?”

Hosana! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altiva no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.

O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros “Garcias”. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, tem sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.

Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal-feito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para orbigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.

Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corregio.”

Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: “Sim, senhor”, e executar o que se lhe pediu?

Nada disso! Olhar-te-á perplexo e soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:

-Quem é ele?

-Que enciclopédia?

-Onde é que está a enciclopédia?

-Fui eu acaso contratado para fazer isso?

-Não quer dizer Bismark?

-E se Carlos o fizesse?

-Já morreu?

-Precisa disso com urgência?

-Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?

-Para que quer saber isso?

E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar “Garcia”, e depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu “ajudante” que Corregio se escreve com “C” e não com “K”, mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso: “Não faz mal; não se incomode”, e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, está inépcia moral, esta invalidez de vontade, esta atrofia de disposição de solicitadamente se pôr em campo e agir são as coisas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benfício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não o fizer, será despedido no fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar – e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo.

Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia?

“Vê aquele guarda-livros?”, dizia-me o chefe de uma grande fábrica.

“Sim, que tem?”

“É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não recordasse da incumbência que lhe fora dada”.

Será possível confiar-se a tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?

Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais, externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.

Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo”, logo que ele volta às costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostra incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação se está operando incessantemente, em tempos adversos ou não, com a única diferença de que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores: aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.

Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que, ademais, se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido a suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimí-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você mesmo”.

Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única coisa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico largo.

Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e ingratidão atroz, justamente daqueles que sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar.

Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; quando todo mundo se apraz em divagações, quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros, e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; salvo a sua mera subsistência.

Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro como, também, tenho sido patrão. Sei, portanto, que alguma coisa se pode dizer de ambos os lados.

Não há excelência de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.

Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranquilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário; este homem nunca fica “encostado”, nem tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado.

A civilização busca ansiosa, insistentemente, homens nestas condições. Tudo que tal homem pedir se lhe há de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.

04 maio 2007 Posted by | ARTIGOS | Deixe um comentário

PAC-MAN

PAC-MAN

pac-man-copy.jpg

Vocês se lembram do joguinho do computador denominado “PAC-MAN” –

Este jogo do início dos anos 80 foi um sucesso absoluto, e deu até cogitações sobre as pessoas se envolvendo de tal maneira que se tornariam dependentes deste jogo.

Em universidades americanas houve até matéria dedicada a este tema e suas implicações no comportamento da sociedade.

Não houve nada de mal neste jogo e assim que a febre passou, vieram mais jogos com maior sofisticação, e esta tendência continuou até hoje.

Agora vem o governo Lula com o seu programa de governo denominado PAC.

O PAC-MAN, era constituído de uma bolinha com uma enorme boca que comia o tempo todo, outras bolinhas menores. De vez em quando encontrava pelo caminho uns monstros, que dificultavam o trabalho, mas que poderiam ser evitados. Quando não se evitava um destes monstros, se perdia pontos e depois de vários encontros, o jogo era perdido e terminava.

O PAC do Lula parece ser a mesma coisa:

· O governo Lula é a bolinha com a enorme boca.

· As bolinhas menores são o nosso dinheiro, que contribuímos com os impostos.

· Os monstros que dificultam a tarefa de comer o nosso dinheiro são as dificuldades encontradas pelo Lula e já mencionadas como – As leis, o IBAMA, o Ministério Público, a mídia, a Polícia Federal, ETC. –

· Quando se ficava melhor em jogar o PAC-MAN, se escolhia uma velocidade maior para elevar o grau de dificuldade. O governo quer maior velocidade no PAC para ter maior velocidade em comer o nosso dinheiro com mais facilidade. Esta é a maior diferença entre os dois PACs.

Como o governo tem encontrado muitos monstros pelo caminho, dificultando a continuação da comilança, ele está com vergonha de mostrar o resultado de suas jogadas até aqui. O placar ainda está baixo. Quando ele ganhar mais destreza neste jogo de comer o nosso dinheiro ele então mostrará o placar com grande orgulho.

Confiram agora a reportagem do Jornal do Brasil:

Insatisfeito, governo adia balanço do PAC para semana que vem

Karla Correia

BRASÍLIA. O governo decidiu adiar a divulgação do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que seria apresentado hoje pela chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. A ausência do titular da Fazenda, Guido Mantega, foi a explicação oficial dada pelo Palácio do Planalto para transferir para segunda-feira a apresentação dos resultados. Três meses depois de lançar as medidas que servirão de base para o prometido crescimento econômico de 5% ao ano, o governo enfrenta dificuldades para realizar os investimentos previstos.

Reportagem publicada ontem pelo JB revelou que as estatais investiram no primeiro bimestre só R$ 4,5 bilhões – ou cerca de 9% do total reservado para o ano – muito aquém da meta fixada pelo Ministério do Planejamento, que era de R$ 8 bilhões. O investimento das estatais nas obras previstas pelo plano continua baixo.

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou transparecer impaciência com o andamento do programa em conversa com o governador da Bahia, Jaques Wagner.

– O presidente me disse que gostaria de ver o PAC com mais velocidade, com velocidade de cruzeiro – disse Wagner, no percurso entre o gabinete presidencial e a Casa Civil, onde apresentaria a Dilma projetos nas áreas de saneamento e habitação.

Segundo o governador, Lula tem “pressa” para ver os projetos em execução.

– O PAC está em fase de amadurecimento, quando é natural alguma lentidão. Com o tempo, ganhará a velocidade desejada. A partir do segundo semestre, é desejável que essa velocidade cresça – declarou Wagner.

A pressa do governo já levou a uma reestruturação do Ministério do Meio Ambiente, visto por setores da Esplanada como um dos principais entraves ao andamento do plano, por conta da lentidão do processo de licenciamento ambiental. O grande nó no relacionamento entre Meio Ambiente e a área de infra-estrutura do governo é a construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira (RO) – os dois principais projetos de geração de energia.

– O presidente tem pressa porque quer que o segundo mandato seja melhor do que o primeiro

– disse Wagner.

Ora, Ora, senhor governador, se no primeiro mandato o que o PT e o Lula fizeram foi roubar e deixar roubar, fica confusa a sua resposta. Será que a pressa do presidente é para roubar mais rápido, ou para que com o PAC em andamento o roubo seja mais difícil de identificar?

Eu sei de uma coisa, com o Gedel em controle da CODEVASF, e com a transposição do Rio São Francisco como um dos projetos principais do PAC, a roubalheira vai ser maior neste governo.

 

mamata.jpg

 

03 maio 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, PAC | Deixe um comentário

PAC…PAC…PAC.

PAC…PAC…PAC.

Porque será que a ministra está de mau humor ?

o-bom-humor-da-ministra.jpg

Durante a apresentação do PAC, com o seu “lap top” e o seu “data show”, em SUA AULA INICIAL, a ministra apresentou o PAC como a salvação do Brasil.

Para o bem da verdade, ela não usou o clichê do Lula “nunca na história deste país”, mas faltou pouco para isto. Nas entre linhas, é possível ver esta frase tão popular hoje em dia.

Ela deu uma aula como se estivesse falando com uns alunos da terceira série, mas faltou preparo para a aula inicial e ficou durante vários momentos gaguejando e voltando atrás, num vai e vem em que se o Sergio Motta estivesse vivo chamaria de “masturbação explicatória”.

Assisti a tudo isto com uma esperança de que finalmente o governo iria começar a trabalhar, e que o Brasil finalmente iria crescer, e eu e a minha pequena empresa, iríamos a começar a pagar menos tributos, e enfrentar menos burocracia, e que a infra-estrutura tão necessária iria sair do papel.

Depois de cinco minutos da aula inicial, perdi a esperança e entendi a razão da gagueira da ministra. Nem ela estava convencida de que este programa seria para valer. E quando se está dando uma aula de mentirinha, quando se está procurando esconder a verdadeira razão por detrás deste programa natimorto, nem treinando muito se pode deixar de gaguejar.

E como todo mentiroso profissional, a maneira mais eficaz de esconder a mentira é fingindo indignação quando enfrentado com uma pergunta sobre porque o anunciado não está funcionando?

A resposta correta para esta pergunta seria:

“Ora bolas, não está funcionando, porque não existe programa nenhum e não irá funcionar nunca”

Agora esta resposta ela não dará nunca, porque um mentiroso profissional, ainda que pego na mentira, se finge indignado, mas sempre insiste na mentira.

Vejam este edital da Folha de São Paulo:

Dia dois de Maio de 2007

Em marcha lenta

Nada parece irritar mais a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do que críticas ao atraso na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado com estardalhaço há mais de três meses para marcar o segundo mandato de Lula e do qual ela é coordenadora. Para rebatê-las, a ministra costuma mostrar dados porcentuais sobre o andamento dos projetos do PAC, e promete apresentar nos próximos dias um balanço ainda mais completo. Apenas admite que, como ocorre em todo grande programa de governo, também neste possa haver problemas pontuais. Números do próprio governo, no entanto, justificam as críticas.

Para os que anseiam pela retomada das obras de infra-estrutura, indispensáveis para a aceleração do crescimento prometida pelo governo, são frustrantes os dados divulgados pelo Tesouro Nacional a respeito dos investimentos do governo central. Principal mecanismo para assegurar a concretização da parte que cabe ao governo federal dos elevados investimentos previstos no PAC – e que totalizam R$ 503 bilhões no segundo mandato de Lula -, o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) só teve executados, nos três primeiros meses do ano, R$ 504,9 milhões, ou apenas 4,5% da meta de R$ 11,3 bilhões fixada para todo o ano.

O governo Lula discutiu intensamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a exclusão do PPI do cálculo do superávit primário, que indica a capacidade do setor público de pagar sua dívida. O argumento principal do governo, acolhido pelo FMI, foi o de que o PPI incluiria obras de infra-estrutura com grande potencial para estimular o crescimento e, assim, gerar mais renda para o governo. Além disso, os investimentos previstos no PPI não estão sujeitos a cortes pela área econômica do governo, como estão os demais investimentos.

Não é impossível que, daqui para a frente, superados alguns dos problemas políticos e administrativos que vem enfrentando, o governo consiga acelerar a execução do PPI e aplique, até o fim do ano, o valor previsto. Seria bom para o País que o conseguisse. Mas o retrospecto não é dos melhores. Em 2005, do total de recursos previstos para o PPI, no limite de 0,2% do PIB, nem tudo foi executado. No ano passado, a aplicação nesse tipo de projeto foi limitada a 0,15% do PIB. Para 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o aumento dos recursos para o PPI de 0,2% do PIB, conforme foi estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para 0,5%. Em valor, isso significa um aumento de R$ 4,6 bilhões para R$ 11,3 bilhões.

Para integrar o PPI, uma obra ou projeto precisa passar por um grupo de representantes dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e da Casa Civil. Nos dois anos anteriores, o atraso em alguns projetos se deveu à sua lenta tramitação nesse grupo. Agora, procurou justificar o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, há outro problema que retarda o programa: a necessidade de aprovação, pelo Congresso, de uma emenda à LDO em vigor, elevando de 0,2% para 0,5% do PIB o limite para o PPI.

Problemas como esses fazem parte do que o secretário do Tesouro denomina “dificuldades intrínsecas” para a execução dos investimentos. Pelo balanço por ele apresentado das contas do Tesouro nos três primeiros meses deste ano, o mal se disseminou pelo governo. Ministérios essenciais para fazer andar o PAC (fora do PPI) apresentam, em 2007, desempenho pior do que em 2006. É o caso do Ministério das Cidades, que nos três primeiros meses do ano passado conseguiu investir R$ 126,8 milhões, valor que caiu para R$ 112,4 milhões neste ano. Também caíram, na comparação do primeiro trimestre de 2006 com o de 2007, os investimentos dos Ministérios dos Transportes (de R$ 702 milhões para R$ 570,8 milhões) e da Integração Nacional (de R$ 185,5 milhões para R$ 131,7 milhões).

Se confirmada a afirmação do secretário do Tesouro ao Estado, de que “não há contenção de recursos, que são liberados tempestivamente”, o problema é outro. Ou o governo não tem projetos suficientes, o que confirmaria a inconsistência do PAC apontada pelos críticos, ou não os administra com a eficácia necessária, o que revelaria má gestão.

O governo diz que este será o “ano do PAC”. Mas, criado para acelerar o crescimento, ele avança em marcha lenta.

03 maio 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

   

%d blogueiros gostam disto: