blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Pesquisa de opinião.

Pesquisa de opinião.

Eu nunca fiz parte de nenhuma pesquisa de opinião. Indo um pouco mais longe, eu não conheço ninguém de minhas relações, incluindo parentes e amigos, e amigos dos parentes e amigos que tenham participado de alguma pesquisa de mercado. E veja que eu tenho uma família de média para grande. Somos seis pessoas, todas vivas e desfrutando de relativa saúde, todos casados com filhos e netos, e com muitos conhecidos e amigos.

Outro dia em uma reunião celebrando um aniversário, estavam reunidas pelo menos umas cinqüenta pessoas. Fiz uma ligeira pesquisa e nenhum deles havia participado de pesquisa ou conheciam alguém que tivesse participado.

E para terminar uma comparação, eu pessoalmente conheço duas pessoas que ganharam na megacena. E não é ninguém relacionado com o João Alves (anão do orçamento).

Sendo totalmente ignorante do conteúdo do questionário de pesquisa da “CNT Census”, que pertence ao ex-sócio do Marcus Valério, e vendo o resultado das recentes pesquisas sobre a aprovação do Lula e a vontade de um terceiro mandato, eu chego à seguinte conclusão:

· A pesquisa foi feita bem longe do meu circulo de relações.

· O questionário deve ter sido formulado na seguinte seqüência:

a. O que sabe você sobre o governo do presidente Lula

Resposta: Nada

b. Então conheça os fatos:

A saúde no Brasil está de primeiro mundo!

A educação também está entre as melhores e teremos este ano, mais quarenta mil vagas nas universidades.

Estamos totalmente independentes de petróleo e em pouco tempo seremos exportadores.

Pagamos a dívida externa, e ainda sobrou quaro bilhões de dólares.

Temos quarenta milhões de pessoas sendo atendida no programa de distribuição de renda.

Temos o governo mais ético e responsável da história deste país. Haja vista a quantidade de prisões sendo feita pela Polícia Federal, que é sintonizada com o governo.

Este governo do Lula com suas viagens diplomáticas por todo o mundo tornou o Brasil reconhecido e quase conseguimos a vaga de nação permanente no conselho da ONU.

A energia do Brasil está em franca ascensão e teremos a garantia de energia até 2014.

Temos a gasolina da mais barata do mundo e apesar da alta do petróleo não houve nenhum aumento de preços.

Somos autoridades na produção de álcool, e este governo foi o responsável pela tecnologia.

As nossas estradas estão entre as melhores do mundo.

Os portos brasileiros são reconhecidamente os melhores do mundo.

O sistema de aviação mais seguro e reconhecidamente melhor do mundo é o brasileiro através de seu ministro da defesa e da ANAC.

O Brasil é um exemplo de democracia.

Formamos a Força de Segurança Nacional, e com isto garantimos a total segurança dos cidadãos brasileiros.

Construímos três prisões federais que são modelos de segurança, e estamos licitando mais seis.

Tem mais, mas muito mais, mas estes bastam para se ter uma idéia da qualidade do governo do presidente Lula da Silva.

c. Agora conhecedor dos fatos, você aprova o governo do Presidente Lula?

d. Se houvesse uma possibilidade de se modificar a constituição, para o presidente Lula continuar a governar o Brasil você aprovaria?

Com um questionário destes, a aprovação que deveria ser de 100% foi de 58% e na pergunta D sobre a continuidade do mandato foi de 52%, quando deveria ser de 100% também.

Eu penso que quando a esmola é demasiada até o pobre desconfia.

Você acha que se os brasileiros tivessem um vislumbre da realidade a pesquisa teria o mesmo resultado?

a. Saúde foi abandonada por este governo, com um gasto inferior a 5% do PIB, os resultados são uma pequena amostra de como se comporta o governo na maior e mais mortífera epidemia de Dengue que se tem notícia.

b. Educação foi abandonada pelo governo com um investimento de 2,5% do PIB, sendo que deste parco percentual, 80% é investido com universidades (isto dá voto). Abandono total do ensino básico e que a evasão escolar está em maré crescente, e a qualidade deste ensino está entre as piores do mundo dentre os países emergentes.

c. Nunca se importou tanto petróleo como agora, e com o preço nas alturas, esta importação está causando um tremendo buraco no superávit exportador brasileiro, e quanto às descobertas anunciadas, estas não são recentes e são apenas expectativas e para que o Brasil possa começar a desfrutar destas descobertas serão pelo menos dez anos de exploração.

d. Dívida Externa, devido á compra desesperada de dólares no mercado pelo Banco Central, para tentar evitar uma desvalorização do Dólar, prejudicando com isto a balança superavitária do mercado brasileiro, o Brasil acumulou uma reserva internacional maior do que a dívida externa e se quiser liquidar esta dívida pode ainda sobrar uns quatro bilhões de dólares. Mas não foi de graça esta façanha, e os dólares adquiridos, foram muito caros e acarretou a maior dívida interna da história deste país. Esta dívida paga um juros de 14% ao ano de média e a dívida externa paga apenas 3% de média ao ano. O que o Brasil fez, foi se como uma pessoa pagasse o seu carro com o cartão de crédito parcelado e quitasse a dívida no banco. E sabe qual é o montante da dívida? Sabe quanto se paga de juros aos bancos nacionais?

Leia esta reportagem da Radiobrás:

(Brasília – A dívida interna do país cresceu R$ 25,27 bilhões no mês de fevereiro, chegando à marca histórica de R$ 1,01 trilhão. Os títulos da dívida, emitidos pelo Tesouro Nacional, aumentaram 2,6% no mês passado, se comparados com janeiro. O anúncio foi feito hoje (15) por Paulo Valle, coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro.

Valle considerou normal o resultado, já que Plano Anual de Financiamento (PAF) estima endividamento de até R$ 1,2 trilhão no final deste ano. O aumento, segundo ele, é resultado da emissão de títulos, que superou os resgates em R$ 14,82 bilhões e dos gastos de R$ 10,45 bilhões.

A maior parte da dívida pública brasileira é corrigida pela taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) – a taxa básica de juros da economia brasileira. Cerca de 47,20% da dívida está atrelada à Selic. Quase 28% dos títulos tem com correção prefixada – já que têm sua correção definida previamente e não são corrigidas por nenhum índice. Outros 20,46% são corrigidos por índices de preços e apenas 2,39% são remunerados pelo câmbio. “)


http://www.radiobras.gov.br/abrn/brasilagora/materia.phtml?materia=258 896

Você pode calcular agora porque o lucro absurdo dos bancos brasileiros que enquanto toda a economia do país cresce 4% ao ano, o lucro dos principais bancos saltou 110% em 2007.

E pelo andar da carruagem vai ser maior este ano.

E com 47% de toda a arrecadação sendo dirigida ao serviço da dívida não sobra muito para os problemas do país.

e. Os programas assistenciais, que o governo está chamando de uma distribuição mais justa de renda, dos quais o carro chefe é o “Bolsa Família”, nada mais é do que uma assistência sem contra partida nem fiscalização do programa iniciado no governo FHC denominado “Bolsa Escola”, que no entanto tinha uma fiscalização severa e uma contra partida, que incentivava o participante a se empenhar em melhorar a sua situação. O “Bolsa Família” pelo contrário, torna os participantes totalmente dependentes no programa e a distribuição de renda alegada pelo governo Lula nada mais é do que uma esmola perene sem chance de se programar uma agenda para o beneficiado a deixar o programa para uma vida melhor fora do programa. São realmente mais de 40 milhões de participantes e isto representa mais de 30% do eleitorado brasileiro tornando este programa uma máquina de fazer votos.

f. A ética neste governo foi totalmente e cinicamente enterrada. No primeiro governo, todos os principais colaboradores do Lula foram indiciados pelo Procurador Federal como a maior quadrilha formada para lesar o erário. As prisões e apreensões feitas pela Polícia Federal se devem ao fato de nunca na história deste país tanta gente roubou ou usou o cargo para tirar vantagens pecuniárias. E a atuação da PF quando a investigação que podem prejudicar o governo, nada acontece como no caso dos aloprados onde o dinheiro continua retido na PF sem chance de se descobrir a origem.

g. As viagens do Lula em sua maioria são apenas passeio. Os países visitados e beneficiados pelas viagens do Lula votaram contra a permanência do Brasil no conselho da ONU. A imagem do Brasil, com seu presidente falastrão e ignorante perante o mundo são motivos de deboche por parte da comunidade internacional. Lula foi flagrado dormindo em uma conferência na ONU, e os marqueteiros editaram uma filmagem colocando para Lula os aplausos dirigidos ao Coffe Anan, então o presidente da ONU.

h. O gerenciamento da energia brasileira está muito aquém para um país em desenvolvimento. Este ano, com a seca prolongada, faltou muito pouco para um apagão geral. O desvio de gás pela Petrobrás para o abastecimento das termoelétricas emergenciais foi o que impediu um apagão. Com este desvio, faltou combustível para abastecer a frota brasileira de veículos movidos a GLP. Esta energia emergencial além de poluir, tem um custo 100% maior para o governo, que subsidia para se evitar a inflação.

i. A gasolina brasileira está entre as mais caras do mundo devido à extorsiva carga tributária embutida nela. São aproximadamente 60% do preço total. Com o aumento do preço do petróleo que atualmente custa ao Brasil 8 bilhões de dólares ao mês, o governo subsidiou o preço da gasolina em detrimento ao lucro da Petrobrás, que também é do Brasil. Pelo menos no controle ineficiente da estatal. Se fosse uma empresa privada visando lucro, o preço estaria nas bombas. Para pagar o subsídio, faltou dinheiro para outros programas. Mas já se fala em aumento do produto e não deve tardar. Se o governo fosse um bom governo, poderia abrir mão de parte da tributação embutida para amenizar a alta no final do produto. Mas não irá fazer isto, pelo contrário como a tributação faz uma parte percentual do preço final. O governo Lula com um aumento no preço da gasolina vai ganhar mais dinheiro com a tributação. Tirando principalmente da CLASSE MÉDIA.

j. A tecnologia do programa do álcool foi um legado da ditadura militar, que iniciou o Proálcool.

k. As estradas brasileiras são as mais perigosas e mortais do planeta, por falta de fiscalização, segurança, sinalização e capeamento asfáltico. Em 2006, ano eleitoral o governo Lula promoveu um programa emergencial de tapa buracos, em plena estação chuvosa que devido ao caráter emergencial dispensava licitação. Foi tanta a roubalheira que até hoje as contas não foram aprovadas pelo TCU.

l. Os portos brasileiros foram totalmente abandonados nos cinco anos de governo do Lula. São os mais ineficientes e caros dos países emergentes, e a combinação de péssimas estradas e péssimos e caros portos tiram do Brasil uma vantagem comercial. Devida à nossa alta tecnologia em agricultura, o preço da mão de obra e o clima favorável, temos um preço no plantio de soja, de setenta e cinco dólares mais barato por tonelada do produto comparado aos Estados Unidos. Isto no mercado internacional seria uma vantagem imbatível. No entanto esta vantagem se perde e se transforma em uma diferença de 25 dólares favorável aos Estados Unidos, depois do embarque nos portos de Santos e Paranaguá.

m. A aviação civil brasileira está entre as piores do mundo. Vários aeroportos foram realmente modernizados, apenas nos saguões e estacionamentos que são visíveis ao eleitorado, mas os equipamentos de segurança foram esquecidos e durante este governo os dois piores acidentes aéreos da história deste país foram ocasionados pelas péssimas condições de segurança dos aeroportos, pistas, equipamentos de navegação e segurança de vôo.

n. A democracia no Brasil é muito tênue e este governo tentou de tudo para piorar esta democracia. No primeiro governo foi feito uma tentativa de comprar o legislativo através de propinas. Um legislativo totalmente comprado e votando com o governo é o fim da democracia. Depois foi tentado o amordaçamento da imprensa com a criação de um controle dos jornalistas e repórteres através de uma agencia controladora da profissão. Não conseguiram, mas não está descartada. Foi tentado também um plebiscito para desarmar totalmente o cidadão honesto, que também não vingou. Entre todas tentativas neste governo do Lula, a democracia foi realmente desvirtuada. Outros meios antidemocráticos são os decretos ilegais como o que criou a TV pública, as incessantes medidas provisórias que não têm nada de emergencial e são usadas para impedir votações não favoráveis ao governo. Tudo isto torna este o governo menos democrático da história deste país. (fora o período da ditadura militar)

o. A Força Nacional de Segurança, foi criada como uma medida emergencial, não tem função declarada ou específica e não tem quartel nem residência. Com toda esta desorganização, esta força tem realmente servido e tem sido útil no controle do crime. Mérito dos componentes da força e não do governo.

p. As prisões federais de segurança máxima são apenas duas concluídas e na prisão de MS, Campo Grande, está o Fernandinho Beira Mar que lá de dentro continua a monitorar o crime através de telefone celular.

Depois dos esclarecimentos sobre a real situação do Brasil, o que você poderia esperar de uma pesquisa de opinião real e meritória de crédito?

Confira mais este bom artigo do Laurence.

Por Laurence Bittencourt Leite

Lula está nas alturas e os lulistas idem. Lula faz pose ainda que o disfarce seja evidente. Disse a frase chavão e a meu ver peculiar: “ninguém consegue fazer tudo em oito anos”.

O que isso significa? E daria para fazer em quanto em tempo, cara pálida? Lula disfarça a euforia, mas claro, seu Ibope subiu ainda mais, e o mais surpreendente (confesso a vocês que não para mim) foi ler que mais da metade da população ouvida na pesquisa, admite ser favorável (ops!) a um terceiro mandato para Lula. Que país! A miséria imensa, a falta de futuro, a falta de capitalismo, a falta de perspectiva leva a isso. Mas o mérito é de Lula ou a culpa é das elites (humm, que elite!!??) que passaram antes dele pelo governo e não colocaram esse país nos rumos do capitalismo? No Brasil a hipocrisia é tamanha, que é possível vermos pessoas agindo de forma capitalista, mas negando o capitalismo.

De qualquer forma, afirmo sem medo: Lula é um populista e o populismo é a morada principal na América Latina. Permanentemente. E daí? Podem perguntar alguns. È o velho mote para encerrar o debate. Outros dirão que isso é desculpa e coisa de derrotado. Risos. Mas por que desculpa, se é uma verdade? De qualquer forma como em futebol, o que importa é “bola na rede”, ou seja, o que importa é o resultado final. Ok.

Mas há questões de fundo, e é preciso enfrentá-las, ainda que o resultado não invalide de nenhuma maneira, de dizermos que Lula é um populista e paternalista. O nosso eterno “pai dos pobres”. Como isso é repetitivo. É o anti-capitalismo, o anti-Marx, sim senhor e o anti-mundo moderno. Mas Lula entende de marxismo? Nem ele, nem os lulistas. Marx jamais apoiaria Lula. No “Manifesto do Partido Comunista”, Marx deixou claro: a maior revolução até aquele momento (em que ele escreveu o livrinho) era a revolução capitalista, que (sic) acabou com todos os laços paternais e feudais. Marx cientificamente defendia isso e diria com todas as letras, que Lula deveria liberar os meios de produção capitalista. Mas Lula nada entende disso, e faz violentamente populismo e paternalismo, fazendo transferência de impostos para os miseráveis. E ai cabe a questão: imagine uma legião de miseráveis que sequer recebiam (devido a vários fatores) cem reais ao mês, e agora com os Bolsas da vida, que sequer foi um programa criado pelo PT, conseguem receber (algumas famílias chegam a isso) mais de mil reais ao mês. Quem pode ser contra isso, no sentido humano? As nossas elites estão pagando um preço alto, se bem que todas elas vivam confortavelmente. Mas a questão humana por trás do Bolsa família, Lembra muito aquilo que Bernard Shaw disse de Marx, ao ler “O Capital” a primeira vez, que em sua fúria contra o capitalismo “Marx nos ganhava moralmente”. A questão é: mas o que rendeu o comunismo? Nada. Faliu. Caiu de podre. É fato. Na China, na União Soviética, ou em Cuba. Aqui no Brasil nem somos capitalistas nem socialistas, somos aquilo que Marx identificou como o atraso supremo, um misto de nacionalismo, populismo e paternalismo. É isso que Lula faz com sua transferência de impostos. E tome ibope.

É essa transferência de impostos (que alguns chamam de “renda”) para os bolsa família que coloca Lula nas alturas. Imagine alguém que nunca recebeu nada, passar receber mais de mil reais, e melhor, ou pior, sei lá, não recair sobre ele ou família nenhuma a exigência produtiva. Nenhuma. Eu estando no lugar dessa gente, jamais deixaria de votar no Lula. É fácil explicar.

Lula conseguiu (sem esforço algum, repito, já que nem o programa partiu da cabeça do PT) tirar dinheiro dos impostos para as famílias miseráveis. Mesmo que as estradas (a infra-estrutura para ser mais exato) não funcionem, que os postos de saúde continuem sendo uns matadouros, que a educação básica seja um desastre e que o PAC seja uma farsa. Só para se ter uma idéia, o investimento do PAC (a parte do governo) para os próximos quatro anos, consegue ser menor que o que foi aplicado, imagine, nos primeiros quatros anos desse mesmo governo. Vocês entendem? O resto é conversa fiada e populismo, garantido por um sujeito competente que é o Henrique Meireles.

A máquina pública cresceu nos quatro primeiro anos de governo Lula a uma media de 6% ao ano. O consumo (por conta da transferência de impostos, ainda que não seja crescimento sustentável) cresceu algo em torno de 5% e agora no segundo mandato já chega próximo de 8 a 9%. Por isso Lula diz que “pobre está comendo”. Já o PIB, o crescimento da produção, nos primeiros quatro anos, cresceu em média de 2,5%, e agora a previsão é para algo em tornou de 4,5%, o que mostra a nossa realidade nua e crua. Lula é um ferrenho populista e paternalista. Está em casa na América Latina. É o seu palco.

30 abr 2008 Posted by | Cinismo, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, Uncategorized | 1 Comentário

Comentário Surpresa.

Comentário Surpresa.

A maior prazer que encontro em escrever artigos para o blog, são os comentários, dos leitores.

Qualquer comentário pro ou contra, tem um enorme valor para mim.

Eu não tenho o costume de pescar, mas posso imaginar uma pessoa com uma vara e uma isca no anzol, esperando pegar alguma coisa. O pescador evidentemente sempre sonha com um bom resultado na forma de um peixe de bom tamanho e boa qualidade. E a surpresa do resultado deve ser a razão pela qual tantas pessoas têm esta verdadeira fascinação pela pescaria. Nunca se sabe qual será o resultado.

Também existem pessoas que vão pescar para ter uma razão para beber cachaça, e não se importam nada com os peixes, o negócio é beber. Peixes eles podem comprar no mercado depois. Não sei bem porque mas tenho uma idéia que este tipo de pescaria poderia ser o tipo que o Lula gostaria.

Mas o assunto hoje, é que pesquei com um de meus artigos um bom peixe.

Foi com grata surpresa que encontrei nos comentários de um dos meus artigos (http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=308)

O comentário de Haroldo Pereira Barbosa.

Quem é Haroldo?

Na internet, encontrei seu auto-perfil que copiei:

BIOGRAFIA

Haroldo Pereira Barboza

Carioca – Nascido em 1945 – Vila Isabel/Andaraí-RJ – Esposa : Irene (* anos) – Filho : Marcelo (27).

* de mulher não se diz a idade para não levar com o rolo de pastel na cuca.

Formado : Matemática (estudei no Pedro II) – Analista de Computador aposentado.

Desde 1997 comecei a participar de concursos literários (19 prêmios já obtidos).

Participei de 8 antologias (tenho 565 trabalhos no micro e registrados na FBN).

Time : Fluminense (nasci no mesmo dia de sua fundação – 21/07)

Música : Beatles, Dicró, Gabriel Pensador, Beth Carvalho, Chico Buarque e Ray Coniff.

Literatura : Veríssimo, Carlos E. Novaes, Ziraldo, Jô e Isaac Asimov.

Comida: strognoff, língua, abacate, manga e goiaba.

Bebida: sucos diversos sem álcool (menos abacaxi e maracujá).

Filmes: ficção científica, policiais e suspense.

Além de contos e poemas, gosto de escrever sobre política, esporte, temas infantis e sobre qualidade de vida. Várias matérias já publicadas em jornais da empresa, de clubes e de bairros (além de sítios da rede).

Assinante de Superinteressante, JB, O Farol, Alternativa, Ecos da Taba, DCL e Tribuna da Imprensa (35 artigos publicados).

Membro da UBQ e da SUIPA. Sócio dos clubes Fazenda Clube Marapendi e Tijuca Tênis Clube.

Jogo futebol, sinuca, bocha, ping-pong, xadrez e canastra (nesta preferência).

Nas horas vagas, dou aulas de Matemática para jovens (9 a 12 anos) que precisam tirar nota acima de 7 na prova dentro de 25 dias. Palestras grátis sobre qualidade de vida somente durante as festas sociais (grupos de 4 a 8 curiosos).

Autor do livro: Brinque e cresça feliz – minha contribuição contra uma das causas que estão tornando nossa hipócrita sociedade violenta além dos limites toleráveis.

Nunca tive certeza se minhas faculdades mentais são equilibradas. O certo é que jamais visitei a colônia Juliano Moreira com receio de ficar retido por lá … para sempre. Se me convidarem para alguma solenidade, deixem-me longe do microfone, pois sou capaz de tomá-lo e não largá-lo mais, contando piadas diversas. Creio que poderia ser um bom animador de auditório. Isto não significa que “dou” para radialista.

E o seu comentário foi o seguinte:

Só faltam 492.

Cavalos de raça são oriundos do acasalamento de animais de alta linhagem. Assim como o cruzamento de Dobermans produz filhotes com enormes chances de obterem prêmios em exposições caninas. Fato que não ocorrerá com filhotes gerados pelo encontro de uma Doberman com um vira-latas. Ou por dois vira-latas!

O mesmo se dá na espécie humana. Gerações produzidas por uma seqüência de acasalamentos entre seres possuidores de boas qualidades humanas vão refinando os elementos que contribuem para um longo aprimoramento da sociedade que os abriga.

Infelizmente nossa terra foi descoberta e usada apenas com o objetivo de servir de celeiro de recursos para a Europa e não como ponto de lazer ou futura moradia de seus descendentes. Por isto não se preocuparam em aprimorar o ambiente em pauta. Para realizar o sujo e estafante trabalho de extração das riquezas era preciso usar a mão de obra de pessoas sem um mínimo de preparo. O importante era serem fortes e receberem baixas gratificações (ou nada, sendo escravos).

E foi desta base heterogênea que nosso povo se formou. Jamais tivemos oportunidade de criar identidade própria, pois em curtos ciclos sofremos influência negativa de novos estrangeiros que aqui aportavam na busca de falsas promessas de seus algozes. Nossos antepassados não tiveram nenhuma oportunidade para lutarem por uma causa que unisse a nação e trouxesse orgulho aos seus herdeiros.

E o resultado desta miscigenação hoje se externa pelo comportamento de nossa sociedade sem nenhum vínculo positivo com alguma cultura vencedora do passado. É por causa desta nossa caminhada sem rumo onde a maioria pensa no individualismo sem perceber a deterioração do coletivo que a prejudicará mais à frente. Por isto seremos conhecidos por “colônia” até completarmos 1000 anos de idade. Só faltam 492!

Formamos legiões volumosas de adoradores de Big Bobo Brasil (pagamos tarifas para vermos calcinhas, cuecas e esfregadelas) e apreciadores de sons (que chamam de música) que fazem apologia de barbaridades comportamentais. Milhões de resignados que suportam ficar noites em filas em busca de escolas para filhos, que se contaminam em portas de hospitais degradados e tendo dezenas de direitos desrespeitados por feitores que possuem bom trânsito nos corredores da “justiça”(?). Nossos jovens não sabem 25% do Hino Nacional. A melodia que acompanha a maior parte deles (os que ainda não estão surdos) é o zumbido provocado pelas drogas comercializadas livremente. Nos resignamos com salários congelados enquanto banqueiros, operadoras de telefonia, empreiteiras e laboratórios lucram 70 vezes acima da inflação “oficial”.

Aceitamos que 50 ou 100 chefes da marginalidade dominem centros urbanos com mais de 6 milhões de habitantes e permitimos com naturalidade que dirigentes corruptos permaneçam em seus cargos e sejam reeleitos fazendo rodízios em todas as esferas. Idolatramos canalhas que desviam verbas que seriam destinadas em nosso benefício. Convivemos harmoniosamente com mosquitos dengosos e amarelados que ceifam vidas.

Nosso futuro próximo tende a ser pior, pois multidões de desesperançados são aprovadas nas escolas (até com nota zero) sem uma base mínima que lhes ofereça uma compreensão adequada em busca de uma qualidade razoável de vida em troca dos impostos desumanos que precisam pagar. Os poucos iluminados que superam estas adversidades e se projetam em suas atividades específicas, são atraídos para o estrangeiro onde podem desenvolver o potencial que carregam e são devidamente remunerados. No máximo permanecem aqui a serviço de alguma corporação multinacional.

O restante que não foi acostumado a raciocinar (apenas seguem a bula que a mídia coloca nas manchetes), atua como mera boiada para legitimar a farsa que dirigentes públicos encenam prometendo milagres para melhorar a vida de seus “eleitores”. Ficamos exultantes quando nossos herdeiros conseguem um diploma e montam uma barraca de camelô para vender produtos piratas.

Existem duas remotas chances para revertermos tal penúria:
1 – esgotamento completo das minas que farão com que nossos algozes nos abandonem na miséria total e então seremos obrigados a nos unir para levantar nossa pátria.
2 – Uma catástrofe natural (ou mesmo provocada pela ganância) que destrua toda a estrutura podre que nos envolve e nos permita enxergar um destino (ainda que distante) que ofereça esperanças.

Até lá continuaremos escorregando docilmente para o subterrâneo do poço, tendo em vista que o fundo deste já desabou há muito tempo e a luz da lanterna apagou-se por desvio de verbas reservadas para as pilhas.

A locomotiva dos condenados segue tranqüila para a estação zero da degradação humana. Quem desejar saltar antes, terá de pular pela janela e arriscar-se a pisar na lama podre encoberta pelos tapetes administrativos.

Boa viagem para todos nós.

Referendo de sucesso será o que permitir expurgo no Congresso.

Haroldo P. Barboza – Matemática e Recreação pedagógica.
Autor do livro: BRINQUE E CRESÇA FELIZ!

27 abr 2008 Posted by | ARTIGOS | 1 Comentário

Comendo mundo afora.

Comendo mundo afora.

Outro dia recebi de meu irmão o José, um email interessante.

Espelhava a disponibilidade de comida e o custo semanal de uma família típica, em nove países diferentes.

Infelizmente o Brasil não aparecia na lista, mas se pode fazer um calculo aproximado, pelo custo da cesta básica de alimentos que seria para o consumo de um mês.

Devido a inúmeras reportagens sobre este assunto, sabemos que realmente esta cesta não pode alimentar decentemente uma família de quatro pessoas e tem que ser complementada com outros itens. Mas para comparação, uma cesta de meio salário mínimo seria equivalente ou um pouco melhor do que o Equador. Seriam aproximadamente 40 dólares por semana.

Vejam agora o que veio no Email:

1 – Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares

2 – Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 – Italia: Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares

4 – México: Família Casales de Cuernavaca
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 – Polónia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares

6 – Egito: Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares

7 – Equador: Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares

8 – Butão: (pequeno reino nas encostas do Himalaia entre a China e a Índia)
Família Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares

9 – Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares

Comparando-se com o que gasta a família Alemã, que é neste exemplo a que gasta mais com alimentação e com o que vive a família no campo de refugiados no Chade, que neste exemplo é a que gasta menos, esta família no Chade poderia se alimentar por sete anos e 10 meses com os $500,00 dólares por semana.

Parece incrível mas se o que recebi for verdadeiro, o que aparenta ser, é só fazer as contas….

Agora, outra coisa interessante:

Não se tem uma fotografia da família Silva com suas compras semanais.

Pode ser que seja uma destas paranóias de segurança nacional. Realmente não sei.

Mas felizmente existe certo controle das compras de alimentos e outros bens de consumo diário dentro dos ambientes freqüentado pelo primeiro mandatário e sua dama italiana, e também dos serviçais que desempenham os serviços gerais do casal.

Esta lista anda um pouco defasada, pois foi editada em 2004 e desde esta data as contas não pararam de crescer.

Mas serve para os brasileiros ter uma idéia como se alimenta a turma dos Silva.

Os alemães não estão com nada

Está tudo no Diário Oficial da União, com número de licitação e tudo.

DESPESAS DO GABINETE PRESIDENCIAL:

1995 – FHC – R$ 38,4 milhões.

2003 – Lula – R$ 318,6 milhões.

2004 – Lula – R$ 372,8 milhões (R$ 1,5 milhões por dia útil de trabalho).

Quer saber mais?

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO PALÁCIO DO PLANALTO

Itamar Franco – 1,8 mil

FHC – 1,1 mil

Lula – 3,3 mil

PS: No Palácio da Alvorada, existem 75 empregados. O ano passado Lula assinou um decreto, de número 5.087, aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.

FOME ZERO No Palácio do Planalto, o programa ‘Fome Zero’ funciona. Fome e sede zero. Todos querem, literalmente, se entupir de comida e bebida.

Vejam estes números:

O processo de licitação de número 00140.000226/2003-67, publicado no Diário Oficial da União, previu a compra de 149 itens para o Palácio. Dentre eles constam: – sete toneladas de açúcar; duas toneladas e meia de arroz; 400 latas de azeitona; 600 quilos de bombons; 800 latas de castanhas de caju; 900 latas de leite condensado

Tudo altamente calórico.

O pior é que pelo prazo da licitação, tudo isso deverá ser consumido em 120 dias. Mas tem mais. Constam ainda: dois mil vidros de pimenta; dois mil e quinhentos rolos de papel alumínio; quatrocentos vidros de vinagre; quatrocentos e sessenta pacotes de sal grosso e ainda seis mil barras de chocolate.

Se você, caro leitor, apanhar uma calculadora, vai concluir que a turminha de Lula está consumindo por dia: 58 quilos de açúcar (ou dona Marisa faz muito bolo ou Lula toma muita caipirinha); 22 quilos de arroz; 50 barras de chocolate; 15 vidros de pimenta……….pimenta???

Como a repercussão dessa compra foi negativa, Lula mandou tirar do site oficial do governo o processo de licitação, que já havia sido publicado na edição número 463 do Diário Oficial. Lula é assim: num dia esconde o que faz, no outro camufla o que compra.

E a coisa vai mais longe: em outra licitação (00140.000217/2003-36) dá para perceber que Lula gosta de festa. O Gabinete da Presidência comprou um pouco de tudo para beber. Entre os itens: 129 mil litros de água mineral (consumo: mais de mil litros por dia); duas mil latas de cerveja; 35 mil latas de refrigerante; 1344 garrafas de sucos naturais; 610 garrafas de vinho (consumo de cinco por dia); 50 garrafas de licor. A sede dos deslumbrados vai além, mesmo com muita gente morrendo por falta de água no sertão, que Lula diz que conhece bem.

Em outra licitação, (00140.000228/2003-56), o nosso Presidente, que devia ser exemplo, mandou comprar para seu Palácio: 495 litros de suco de uva; 390 litros de suco de acerola; o mesmo tanto de suco de maracujá, laranja, tangerina e manga. Outra compra diz a respeito a 2.250 quilos de pó de café. Numa conta simples, este valor resulta em 2.145 cafezinhos por dia.

Desse jeito Lula vai acabar perdendo o sono.

Mas a farra não termina por aqui. Numa outra compra (00140.000126/2003-31) Lula prova que é bom de estômago: três toneladas e meia de batata: duas mil dúzias de ovos; duas toneladas de cebola e uma tonelada de alho porró. Na mesma compra tem mais: 2400 abacaxis; uma tonelada e meia de banana; outro tanto de ameixa e ainda uma tonelada de caqui.

Pelo que se entende de outra compra (00140..000227/2003-10), dona Marisa Letícia anda cozinhando pra fora, servindo marmita. Foram comprados para serem consumidos em 120 dias: dez botijões de gás de dois quilos; 170 botijões de 13 quilos; 20 cilindros de 45 quilos e mais 45 toneladas de gás a granel. Continha simples: 24 botijões por dia consumidos.

Quer mais farra?

Então aqui vai: O gabinete da presidência mandou comprar: dois mil CDs para gravação, com as respectivas caixinhas, e 20 mil disquetes…

Estaria Lula montando uma gravadora pirata?

E alguém tem idéia de quanto se paga de roupa lavada no Palácio, em 120 dias? 54 toneladas – ou 13 toneladas e meia por mês, ou ainda, 450 quilos de roupa por dia. Lula torna feliz qualquer tintureiro.

Talvez a justificativa para a lavanderia seja outra compra a de número 00140.000143/2003-78: 300 colchas; 330 lençóis; 300 fronhas; 50 travesseiros; 66 cobertores (cobertor em Brasília é grave, hein?); 15 roupões; 20 jogos de toalha; 20 toalhas de banho e 120 colchões… 120 colchões!!! Quando Lula pra lá se mudou, também tratou de providenciar todo conforto possível.

A presidência comprou: dois fogões; duas cafeteiras; quarto fornos de microondas; quatro geladeiras – oito ventiladores; seis aparelhos de ar condicionado; dois bebedouros; sete televisores; dois aparelhos de CDs; três liquidificadores; uma sanduicheira;

E haja fome!!!!!! E tempo para consumir e usar tudo isto.

Observem que muito supermercado não consegue vender este volume de produtos!

Independente da sua preferência política, algumas coisas precisam ser mostradas!!!

Principalmente os abusos.

24 abr 2008 Posted by | ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

Justiça democrática.


Justiça democrática.

Para que um país seja um país democrático de fato, um dos quesitos mais importantes é o funcionamento da justiça.

A justiça de um país democrático tem que ser totalmente neutra, tem que ser célere, e tem que haver conseqüências graves para o desrespeito à lei.

Justamente como no Brasil!!!!!

O prefeito de Santo André/SP, o Celso Daniel, foi assassinado convenientemente por não querer participar do jogo de cartas marcadas na arrecadação de fundos para a campanha presidencial de 2001. Existem muitos fatos ligados à este assassinato, carentes de qualquer investigação. Existem sete testemunhas chaves e até um médico legista que questionou o laudo oficial, mortos de forma no mínimo estranha nos meses que se seguiram o assassinato.

E as doações suspeitas, dadas por empresários de transporte e obras das cidades do ABC paulista, nunca foram devidamente investigadas. Uma Delas, Ribeirão Preto foi feito uma sindicância e resultou no indiciamento do Palocci. O delegado responsável foi sumariamente demitido e transferido para outra delegacia de menor importância. No caso do Celso Daniel, a delegada que encerrou o caso, Dra. Sato, é sogra da Lurian Cordeiro, filha do Lula. Toninho do PT foi misteriosamente morto também com apuração duvidosa.

Existe o caso do dossiê, onde foram apanhados com a mão na massa, (flagrante delito) em um quarto de hotel, os assessores mais próximos de Lula. (Este não sabia de nada) Eles estavam com reais e dólares em um valor de um milhão e setecentos mil, e uma cópia de um dossiê fajuto supostamente para atrapalhar a campanha política de José Serra no governo de São Paulo. O dinheiro foi todo fotografado com os maços de notas envolvidos por faixas do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.

Ninguém foi responsabilizado por este dinheiro, o presidente chamou os assessores de aloprados, não existiu nem crime de sonegação fiscal, e o delegado que foi encarregado da investigação foi promovido escandalosamente para uma tremenda posição de destaque em Mato Grosso. O delegado que divulgou as fotos do dinheiro foi punido com transferência para um lugar escondido. Não apareceu nenhum dono para o dinheiro. Eu já escrevi sobre isto anteriormente.

O crime da menina paulista Daniela Nardoni, não sai da mídia e revoltou todo o país. A polícia de São Paulo fez uma perícia dirigida não para apurar o autor do crime, mas para condenar de antemão o pai e a madrasta da menina.

Estranhamente todas as diligências feitas até o momento, e todas as testemunhas ouvidas foram para corroborar uma teoria de culpa iniciada no primeiro momento depois do assassinato. Não estou desculpando os possíveis culpados, mas da maneira em que foi feita estas perícias e os indiciamentos, ficou um prato cheio para a defesa, desclassificar toda esta investigação como tendenciosa e montada contra os seus clientes.

Provavelmente, não vai haver culpados neste crime.

Em um país onde existem coisas como prisão especial para quem tem curso superior, a justiça está totalmente invertida. Um pobre coitado que não tenha instrução alguma e por não conhecer as leis comete um crime, vai para o calabouço sem nenhum privilégio. Um promotor que friamente assassinou pessoas na rua, responde tudo em liberdade, continua ganhado seu salário e provavelmente vai ser absolvido. Um advogado que por ciúmes assassina friamente sua namorada, quando preso teve cela especial e responde agora em liberdade e vai provavelmente ser punido com uma pena alternativa. Estas pessoas assim como diversas outras, que têm o conhecimento da lei como profissão deveriam pagar mais rigidamente pelos crimes cometidos. Um cidadão instruído e consciente da existência das leis e as conseqüências dos atos praticados em detrimento da mesma deveriam quando em delito pagar de forma mais exemplar do que um pobre ignorante que desconheça a lei e suas implicâncias.

Os crimes de colarinho branco, sem nenhum tipo de violência, onde o culpado não apresente perigo para a sociedade, e onde seja a primeira ofensa, poderiam sem dúvida ter penas alternativas.

Um país onde as ONGs dos direitos humanos consideram que o preso não seja obrigado a trabalhar para compensar parte de seus gastos, onde presos recebam indiscriminadamente visitas sociais, onde os presídios sejam ordenados em classes sociais, e onde o comando do crime continue regendo a orquestra do crime por controle remoto de dentro de sua cela é um país sem democracia.

Para que haja uma democracia mais justa,(Democracia justa é pleonasmo) as leis do país que foram criadas dentro de um sistema democrático têm que funcionar plenamente, as penas têm que ser cumpridas, e as prisões têm que ser lugares para cumprir penas, onde os presos sejam tratados com dignidade, mas também com seriedade e severidade, e onde se a família tiver dinheiro para sustentar o preso, ele fique sem trabalhar, mas onde o estado tiver que sustentar este preso, ele tem obrigatoriamente o dever de trabalhar. Um preso deste sistema poderia se recusar a trabalhar, mas neste caso cumpriria a pena total sem direito a nenhuma regalia.

Os presídios seriam menores e mais numerosos, com capacidade máxima de 250 presos.

Com um sistema destes, a democracia poderia começar a acontecer no Brasil.

Os representantes políticos que cometessem crimes, e fossem indiciados pelo MPF, perderiam seu salário e teriam um julgamento célere por um júri popular, pois foi o povo que o colocou lá em cima.

Tem quer haver uma revolução branca apenas para forçar mudanças como esta, para que o Brasil tenha chance de participar como membro do Clube da Democracia.

Este artigo abaixo do Jornal do Brasil tem muito em comum com as minhas idéias:

A volta dos que não foram

Ana Maria Tahan

A burla às leis, os códigos retrógrados, a lentidão do Judiciário andam escrevendo uma história brasileira por vias tortas. Ou tortuosas. Aquela máxima do não há mal que sempre dure vai acabar se incorporando aos contos de carochinhas reescritos para um público infantil que hoje se nutre nos teclados do computador quando ainda nem alfabetizado foi.

A introdução acima não é uma tese de colunista que anda de mal com a vida ou desencantada com a política. Resulta de fatos e acontecimentos que alimentam o dia-a-dia e acabam tragados, momentaneamente, por tragédias como o assassinato de Isabella Nardoni, a ameaça da falta de alimentos no mundo, as estripulias do mercado financeiro americano, a eleição do esquerdista Fernando Lugo no Paraguai, as andanças de Lula pelo mundo… O parágrafo inicial foi inspirado por dois fatos recentes. O primeiro, pela indicação do ex-ministro e deputado petista Antonio Palocci para a presidência da comissão especial que irá analisar a proposta de reforma tributária enviada pelo governo Lula ao Congresso. O outro, pelo retorno ao palco do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Dois anos atrás (parece mais, não é?), Antonio Palocci era o todo-poderoso ministro da Fazenda do presidente Lula. Integrava o restrito grupo de assessores que aconselhavam o chefe e, algumas vezes, tinham a opinião acatada. Ganhara status e o reconhecimento depois de comandar a feitura do programa de governo do então candidato do PT ao Planalto além de reordenar o discurso econômico para acalmar mercados e investidores temerosos de uma reviravolta das práticas que lhes garantiram o lucro e a bonança na era FH.

Palocci foi desbancado do pedestal por um simplório caseiro. Francenildo Costa, que cuidava de uma mansão erguida no Lago Sul de Brasília, contou que o então ministro freqüentava a casa mantida com o dinheiro de lobistas originários de Ribeirão Preto, cidade do interior paulista que Palocci administrara como prefeito e onde se fez politicamente. O então ministro contou várias historinhas à época e movimentou a máquina para desacreditar o autor da denúncia. O extrato bancário de Francenildo foi violado e divulgado. Aliados governistas tentaram vender a versão de que os R$ 20 mil encontrados na conta do caseiro foram pagos pela oposição para atingir o então pai da economia de Lula. No mês passado, a Procuradoria-Geral da República denunciou Palocci, seu ex-assessor de imprensa Marcelo Netto e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso por quebra de sigilo funcional e bancário de Francenildo. Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre a abertura de processo contra a trinca. Paralelamente, Francenildo move ação na Justiça cobrando uma indenização milionária da Caixa, enquanto ganha a vida trabalhando como jardineiro diarista em algumas casas do Lago Sul ou como garçom em festas.

Três anos atrás, Delúbio Soares controlava as finanças do PT. Arrecadava fundos, distribuía dinheiro para as campanhas da sigla, repartia o fundo partidário e as doações compulsórias dos petistas incrustados em cargos públicos país afora. Era o homem da mala da legenda, unha e carne do então ministro com crista de ouro José Dirceu, chefe da Casa Civil, e o resolve-encrencas do presidente petista José Genoino. Flagrado no escândalo do mensalão, perdeu o posto, a filiação, mas não a pose. Transformado em réu por decisão dos ministros do Supremo, acusado de ser um dos cabeças da organização criminosa que trocou apoios no Congresso por dinheiro, reapareceu no fim de semana político de Goiânia. Discursou na churrascada que comemorou, numa chácara, a oficialização da aliança entre o PT e o PMDB para manter na prefeitura da capital de Goiás o peemedebista Íris Rezende, com um petista de vice. Falou para mais ou menos 200 convidados com a empáfia de quem protagonizou as articulações para a montagem da coligação. E, depois, sumiu no mapa do anonimato, até os próximos atos da campanha (especialmente aquele momento em que será preciso passar o saco para recolher fundos, coisa que ele sabe fazer tão bem quanto os mais espertos banqueiros).

Enquanto os processos vão indo, a passos de tartaruga, Palocci e Delúbio seguem, sem perder tempo, a vida. Um vai tratar de como ficarão os tributos (coitado do contribuinte!). E o outro, do futuro político de Goiânia. Se não mais.

[22/04/2008] 02:01

Encontrei no blog da Adriana.

Em que dá o mau exemplo!

Pássaros de Brasília, agindo segundo aprenderam:

22 abr 2008 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | 2 Comentários

Existência reaL e o local.


Existência reaL e o local.

Tentando manter um nível razoável dentro dos artigos deste blog, eu evito os xingamentos de baixo calão, colocando em seu lugar, as iniciais como FDP – PQP – Vá se danar – ………

Desta forma, a emoção do momento fica, mas o nível se mantém, (as vezes).

Aí, eu recebo do meu irmão o Guilherme, um email esclarecedor, sobre um local nas Minas Gerais, que possibilita substituir uma destas abreviaturas com o seu nome real sem ter que necessariamente baixar o nível do blog.

O Local:

Fica na cidade de Bela Vista de Minas…. Perto de Joao Monlevade..MG!!!

Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais, claro no Brasil, e uma grande surpresa. Um dos bairros tem esse nome… Acredite se quiser!

O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era (New Era City), declarando naquele momento, às margens do Córrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas.

A cidade é divida em 7 bairros, Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que pariu (que lugar é esse ?), e Boca das Cobras (A Europa de Bela Vista).

http://www.guiadosmunicipios.com.br/mg/Bela%20Vista%20de%20Minas/

Depois da descoberta deste bairro, em MG, quando um jornalista, um bloguista, ( Ou blogueiro) um cidadão qualquer que estiver indignado com uma ou outra posição de um político pode mandar este político desfrutar as suas férias na “Puta Que Pariu” sem medo de ser processado.


Veja as fotos abaixo.

22 abr 2008 Posted by | ANEDOTAS | Deixe um comentário

A revolução ética.


A revolução ética.

O povo tem que acordar.

Eu não morava no Brasil na época do Fernando Collor. Acompanhei os fatos da época nas revistas que eu conseguia ler nos consulados do Brasil. Acompanhei com surpresa, de que os brasileiros resolveram sair do ostracismo e demandar um pouco de ética nas políticas publicas. Os brasileiros foram às ruas e pintaram as caras e forçaram o congresso a fazer as coisas como era a vontade popular.

É bem verdade de que naquela época existia uma militância de esquerda, comandada pelo PT que era o partido mais popular. Esta militância está hoje com a alma partida, também depois de todos os esforços do passado, a mesma militância viu o seu partido, o PT cometer as mesmas vigarices ou muito pior do que as cometidas pelo governo Collor.

Não estou querendo dizer que os erros do presente possam ser comparados com os erros do passado como justificativa ou vice versa, os erros do passado possam justificar os erros do presente, mas se naquela época as malandragens do Collor indignaram a população, estas pilantragens do governo Lula, estas mentiradas empurradas goela abaixo da população, deveriam ser suficientes para um grito de “BASTA CAMBADA DE LADRÕES”.

Os cinqüenta e oito milhões de votos não deram o Lula o direito de fazer o que quiser. Existe, além da constituição e as leis do código civil e criminal, uma ética moral com o povo que o elegeu como, por exemplo, cumprir as promessas de campanha. Uma delas, e que gerou milhares de votos foi a de diminuir a carga tributária.

Ele além de não fazer nem a tentativa de diminuir, aumentou descaradamente os impostos .

Os mais fanáticos dos eleitores do Lula continuam a querer justificar estas pilantragens, estas mentiras, estes gastos abusivos esta falta de iniciativa, este abandono da infra-estrutura, este descaso com a saúde pública e com a educação básica, usando o fato de ele ter sido eleito democraticamente e estar com uma aprovação acima de 60% da população.

Sadan Hussein foi eleito democraticamente e tinha uma aprovação de 99,5%.

Para não ser totalmente radical, temos no Brasil o Getúlio Vargas. Foi eleito democraticamente e tinha antes de se tornar ditador uma aprovação de mais de 70% da população votante.

Eu não consigo encontrar dentro do meu circulo de relações nem uma só pessoa que tenha respondido ao questionário de uma destas pesquisas de opinião. E não adianta dizer que estas pesquisas são éticas, porque não o são. Por dinheiro eles fazem as pesquisas onde o cliente quiser. Eu me recordo da eleição do segundo mandato do FHC, quando as pesquisas indicavam uma eleição sem segundo turno com a vitória de FHC e quando o Lula em um de seus discursos inflamados chamou a pesquisa de “Pesquisa Chapa Branca” e de “Pesquisa Fajuta”.

O Lula poderia até ter razão na época, mas agora, com o teto de vidro a coisa muda, a pesquisa é uma coisa séria.

Os inconformados eleitores do Lula ficam com vergonha das abobrinhas que o imbecil irradia todos os dias e promove a mídia a chamá-lo de ignorante e apedeuta, e os chargistas com insinuações de burro e imbecil, e dizem para se consolarem de que o imbecil ganhou democraticamente (com o voto obrigatório) do PHD Geraldo.

Mas não foi uma competição de sabedoria nem de preparo, foi uma competição de popularidade.

Eu, constantemente comparo o espetáculo da política brasileira com o BBB da Rede Globo.

Apenas neste ultimo episódio, um imbecil, e uma modelo sem nenhum preparo formal, sem saber conversar, não somente conseguiram uma votação maior do que a do Lula em um tempo de campanha muito menor. No processo e caminho da vitória, deixaram para trás, várias pessoas com muito mais preparo inclusive um médico formado. E no mesmo final a modelo apesar de despreparada tinha muito mais preparo do que o imbecil, e perdeu para ele. Assim é o Brasil.

O governo Lula botou a mão já sabe…..

Agora, eu não me conformo com a apatia destes eleitores do Lula, perante a demonstração de falta de caráter, lisura, atitude, hombridade, deste presidente.

Será que o fato deles terem acreditado que votando no Lula estariam melhorando o Brasil, e insistido no voto mesmo diante dos fatos do mensalão e das mentiras do dossiê, justifique esta insistência em defender um governo sem defesa?

Esta atitude seria como especular na bolsa, e com pouca sorte e ou conhecimento e preparo ver seus investimentos caírem, e insistirem em vender as ações pelo preço que pagaram dizendo que pagaram com bom dinheiro então elas valem.

O maior valor das ações Lula era a ética na política e a administração honesta, com reforma política e tributária.

Estes valores não apareceram e era uma mentira. E agora? Quanto vale estas ações sem as tangentes que lhe deram os valores iniciais?

Voltando à bolsa de valores, uma empresa de tecnologia anuncia que acabou de descobrir um carro que anda sem combustível e que o governo acreditou e vai comprar a idéia.

As suas ações sobem instantaneamente, e a empresa fica bem no pedaço.

Um ano depois se descobre de que era tudo uma farsa e que foi planejado para lesar o investidor.

O que acontece?

O preço das ações despenca, e os agentes reguladores entram com processo para punir a empresa mentirosa.

Provavelmente os investidores lesados, arcam com o prejuízo.

Porque será que os investidores que investiram no Lula,

não arcam com os seus prejuízos e metem este FDP na cadeia?

Seria muito melhor para o Brasil e para a democracia.

E no rastro dele, metessem também na cadeia, os representantes

corruptos que andam dando apoio a este governo de merda.

E também os corruptos que fazem oposição a este governo de merda.

Este artigo abaixo foi o que ocasionou o meu comentário e encontrei em outro blog:

http://pep-home.blogspot.com/

E foi postado por Giulio Sanmartini.

Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008 | Versão Impressa

Estadão

Uma questão de respeito

João Mellão Neto

Há poucas semanas, eu dava conta, aqui, da lassidão moral, do sentimento generalizado de indulgência que, de uns três anos para cá, vêm tomando conta da opinião pública brasileira. Que não venham alegar que a moralidade está fora de moda em todo o mundo, ou que as pessoas, na verdade, nunca se incomodaram para valer com a existência ou não de um mínimo de ética no trato da coisa pública. Há menos de 16 anos, quando fui ministro do então presidente Fernando Collor, vivenciei de perto um desses surtos de demanda ética que, de quando em quando, acometem toda a Nação, forçando a ocorrência de mudanças profundas. Por mais que se argumentasse, com pragmatismo, que os males do governo já haviam sido todos corrigidos, ou que se procurasse demonstrar que um trauma político de tais proporções jamais seria benéfico para a sociedade, nada disso adiantava. Ninguém estava disposto a perdoar Collor. Com o tempo, fui-me conformando com a queda iminente do presidente, o que eu considerava lastimável, uma vez que todas as medidas já haviam sido tomadas para que aquele governo, dali em diante, fosse um dos melhores de toda a História republicana.

Napoleão, num de seus momentos de reflexão, reconhecera, com toda a crueza, que havia vertido muito sangue, e talvez ainda vertesse mais, “não com ódio ou revanchismo, mas, tão-somente, porque a sangria faz parte da medicina política”. Conformei-me, então, com o óbvio: era crucial, naquele momento, para a auto-estima nacional, que a sacralidade do mandato presidencial fosse violada. Aquele povo que, por tantas décadas, fora espezinhado, despojado e vilipendiado em seus mais elementares direitos necessitava agora – como prova maior de sua cidadania – consumar um processo de impeachment.

Hoje em dia, mais e mais estou convicto de que, o que quer que Collor tenha feito, o problema, em 1992, não era ele, mas sim as circunstâncias. O Brasil ansiava por confrontar supremos mandatários. E o Fernando das Alagoas era a bola da vez.

Embora polêmica, essa tese não é de difícil comprovação. Basta comparar o que acontecia naqueles dias com o que ocorre hoje. Desde os escândalos do mensalão até agora, todas as feridas, embora continuem abertas, curiosamente jamais infeccionaram. Nesse ínterim, o próprio presidente Lula ainda foi premiado com a reeleição. Por muito menos o presidente Collor foi impiedosamente apeado do poder. O tempora, o mores…

O que mudou? O que ocorreu para que, em tão pouco tempo, os brios cívicos dos brasileiros se tivessem abrandado tanto? Há duas explicações, que se complementam.

A primeira é a de que Lula descobriu, meio sem querer, que custa muito barato comprar a consciência das camadas mais destituídas da população – R$ 70 por mês é o que o governo transfere para as cerca de 11 milhões de unidades familiares mais pobres do País. É discutível a eficácia de programas de transferência de renda como o Bolsa-Família na promoção econômica dos seus beneficiários. Como as contrapartidas das famílias-alvo não são fiscalizadas, tudo não passa de mero assistencialismo. Trata-se de uma “mãozinha” que o governo dá para atenuar as carências dos mais pobres. Não é tanto dinheiro assim, uma vez que tais dispêndios cabem folgadamente no Orçamento da Nação. O problema maior é que, se esmola curasse pobreza, há muito não haveria mais miseráveis no mundo. Lincoln, há um século e meio, já advertia sobre quão enganoso é acreditar que se ajudam efetivamente os cidadãos “fazendo por eles o que eles podem e devem fazer por si próprios”. As conseqüências diretas dessa política são a eterna dependência, o conformismo e o total aniquilamento do que ainda restava da ética do trabalho.

O problema é que esses R$ 70, que parecem muito pouco para uma família urbana do Sul ou do Sudeste, fazem toda a diferença quando o beneficiário habita as regiões mais pobres do Brasil. Volta e meia nos chegam notícias sobre a “falta de mão-de-obra” em certas comunidades pobres do País. Não se trata de falta de trabalhadores. A falta é de gente que queira trabalhar. Para muitos, os R$ 70 que o governo dá são mais do que suficientes para que os indivíduos deixem de procurar alguma outra forma de auferir renda. Essas pessoas formam uma clientela política extremamente fiel ao governo. Como são muitas, elas também ajudam a diluir e amortecer, na consciência geral, o impacto de eventuais transgressões morais por parte dos governantes. Tudo isso é muito conveniente ao status quo, mas a pergunta que não quer calar continua a ser a seguinte: existe, na História universal, o registro de um único povo que tenha prosperado por meio de esmolas? Não, não existe. E essa, sem dúvida, será a mais maldita das heranças legadas pela gestão Lula.

A outra explicação para a absoluta complacência moral em que vivemos advém do fato de que, em raras ocasiões, a economia internacional passou por uma fase tão próspera. O Brasil foi muito beneficiado com isso. Aos olhos de muitos se atribui tal afluência às virtudes do governo atual. Esse é outro poderoso fator que faz muitos relevarem ou mitigarem as recorrentes notícias de escândalos.

Esses fatores explicam, mas nem de longe justificam o torpor moral atual dos brasileiros. A história é uma só: todos os povos que, por um motivo ou outro, abriram mão de seus valores e convicções ou descuidaram de seus brios cívicos acabaram pagando um alto preço por isso. Quem no mundo haverá de respeitar um povo que, em troca de migalhas, deixou de se respeitar a si próprio? O tempo, como sempre, haverá de dar a resposta. Ai de ti, Brasil!

João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado

E-mail: j.mellao@uol.com.br

Fone-fax: (11) 3845 1794

Lula vai realizar uma reforma geral no Palácio da Alvorada.

Ele e a sua súcia estão de mudança para o Palácio do Buriti.

Deveria ser uma reforma geral na praça dos três poderes

12 abr 2008 Posted by | ABOBRINHAS, ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

Menos fiscalização.

Menos fiscalização.

Esta é a meta do governo Lula.

Seria muito bom se esta meta fosse para diminuir a burocracia, e o governo se meter menos na vida dos cidadãos honestos que pagam os custos desta praga desnecessária que é o tamanho do governo se metendo em tudo e na vida de todos.

Mas com o demonstrado pelo veto presidencial na fiscalização pelo TCU no dinheiro repassado aos sindicatos, indica que a desburocratização que ele prima é apenas nas contas em que existe interesse pessoal como nos sindicatos.

Em suas palavras

“[Quando] vieram me trazer para assinar, eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato”.

O nosso imbecil presidente perdeu uma grande chance de fazer a coisa certa.

Quando se tentou desvincular de obrigatoriedade o pagamento por parte do trabalhador da contribuição sindical, poderia ter sido um grande avanço em direção a uma democracia de fato, democracia que atualmente não existe no Brasil.

E seria a única possibilidade de autonomia sindical.

Como pode falar o idiota do presidente de autonomia vinculada a uma obrigatoriedade constitucional.

É a mesma autonomia que ele deseja com os cartões corporativos.

“O dinheiro vem do povo e eu fui eleito pelo povo para gastar com o que eu quiser!!!”

“Eu fui eleito pela maioria do povo, e agora posso fazer o que quiser com o dinheiro que eles pagam.”

Esta é a mensagem gritante que este molusco está divulgando.

Ele foi eleito com 58 milhões de votos em um universo de 120 milhões de eleitores, o que deixa de fora 62 milhões de eleitores.

Se ele quer gastar sem dar satisfação o dinheiro dos contribuintes, que seja o dinheiro dos que votaram nele e deixe os outros 62 milhões de brasileiros isentos de qualquer tributação.

Eu por exemplo estou entregando para ele gastar 80% do que eu produzo. Poderia me deixar de fora. A família agradeceria.

Ele com sua política de destilar ódio e separação dos brasileiros formando uma casta de pessoas e segregando outras (A Zelite) os paulistas e paranaenses, ele está acendendo um pavio em um paiol de munições.

A pressão sindical contra a medida criando o fim da obrigatoriedade foi tremenda, pois perderiam muito dinheiro que entra sem nenhum trabalho por parte do sindicato, mas por força da lei o que torna a maioria dos sindicatos um cabide de vantagens para os dirigentes e nenhuma contrapartida para o trabalhador que está pagando.

Agora, por lei e por definição, dinheiro pago por obrigação é imposto e imposto tem que ser fiscalizado pelo TCU, que é o órgão criado para este fim.

Então, o veto do presidente foi imoral e ilegal, e deve ser contestado na justiça.

Se a contribuição sindical fosse voluntária, seria como em uma agremiação onde os fundos que entram são pertinentes apenas para os associados desta agremiação como um clube, um condomínio e onde a fiscalização ficaria apenas por conta dos associados.

Agora cobram um imposto (imposto = imposição, obrigatoriedade) e imposto tem que ser fiscalizado pelo órgão criado para este fim e isto deveria ser a posição do presidente se este fosse ético, preparado, inteligente, e disposto a dar pelo Brasil e pela democracia, um passo à frente.

Leia um artigo sobre este assunto na Folha de São Paulo:

DEM vai ao STF contra veto de Lula à fiscalização de centrais sindicais pelo TCU

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da Folha Online

O presidente do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), disse hoje que o seu partido vai ao STF (Supremo Tribunal Federal) nos próximos dias para questionar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao artigo do projeto de lei que regulamenta a atividade das centrais sindicais. O artigo vetado previa que o TCU (Tribunal de Contas da União) iria fiscalizar a utilização do imposto sindical repassado para as centrais sindicais.

Em nota, Maia diz que o veto de Lula contraria o que foi negociado no Congresso durante a aprovação do projeto de lei. “O Congresso estabeleceu a fiscalização do TCU”, afirma Maia. “O Congresso agiu de forma correta. Como se trata de contribuição obrigatória, imposta por lei, a cobrança de um dia de salário do trabalhador se transforma em um tributo. E todo tributo tem de ter a aplicação fiscalizada. Além do mais, até sindicalistas concordam em um ponto: o veto do presidente Lula beneficia a banda podre dos sindicatos.”

O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Marisco, criticou o veto do presidente Lula ao artigo da lei que possibilitava ao TCU fiscalizar as contas de sindicatos, confederações e federações.

Segundo o “Jornal Nacional”, Marisco chamou a decisão de retrocesso. “São milhares de sindicatos, milhares de documentos de despesa. Se isso fosse sistematizado pelos sindicatos, naturalmente ficaria muito mais fácil fiscalizar”, afirmou o procurador do TCU.

O veto também foi criticado por especialistas. Para o professor Pedro Serrano, da PUC-SP, “deve ser papel do TCU fiscalizar a aplicação de qualquer verba pública, em especial em entidades que são privadas, mas têm caráter comunitário”.

Segundo Serrano, o ponto central está na obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical. “Qualquer contribuição compulsória do dinheiro das pessoas ao governo é dinheiro público. Seria diferente se fosse pagamento voluntário”, afirma.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vetou o artigo do projeto de lei que determinava ao TCU (Tribunal de Contas da União) o poder de fiscalizar as centrais sindicais por acreditar que os trabalhadores podem desempenhar essa função –por meio das categorias e entidades sindicais. Segundo ele, sua decisão foi tomada porque, assim, os trabalhadores ficarão resguardados.

“Não tem porque não acreditar que o trabalhador não é capaz de fazer a fiscalização. Por isso que eu vetei. É um mérito da persistência de vocês”, disse o presidente, no encontro que reuniu líderes de diversas centrais sindicais, no Palácio do Planalto.

Em março, a Câmara aprovou o projeto de lei que regulamenta as centrais sindicais. O texto previa que o TCU passaria a fiscalizar o uso do dinheiro arrecadado com o imposto sindical.

“Se nós não tomássemos o cuidado de vetar a fiscalização, eu já fico sabendo em cima de quem e em que momento iria a fiscalização”, afirmou o presidente, na cerimônia, referindo-se indiretamente às ameaças a que estariam submetidos os trabalhadores.

Em seguida, Lula afirmou: “Imagina se a cada vez que chegar uma eleição, uma campanha eleitoral no sindicato, alguém toma a decisão de fiscalizar, quanto nós estaremos tirando do trabalhador o direito de propor em assembléia mecanismo de fiscalização”.

Anteontem, ao anunciar o veto, o presidente contou ter sido influenciado por sua história como sindicalista. “[Quando] vieram me trazer para assinar, eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato”, disse.

07 abr 2008 Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

A minha visão do caso “Dossiê”

A minha visão do caso “Dossiê”

Depois que alguns dos 37 ministros do Lula foram pegos abusando da obrigação de trabalhar honestamente, e usaram o “Cartão Corporativo” para gastos pessoais, como se este cartão fosse uma extensão do seu salário que não é lá muito pequeno, ficou insustentável a pressão que o governo fazia para segurar uma investigação pelo judiciário do uso destes cartões.

Desde o primeiro mandato, havia certo murmurinho sobre os abusos com estes cartões. Durante a segunda campanha, o Geraldo em um debate com o Lula levantou a questão sobre a divulgação dos gastos da presidência com os cartões.

A resposta do Lula foi a seguinte:

“- Geraldo não seja leviano, o cartão corporativo foi provavelmente a única coisa boa do governo FHC”

E ponto final, não disse mais nada.

Existe no “you tube”, um clipe sobre isto.

Os gastos com os cartões durante os oito primeiros meses do governo Lula, foram publicados em uma página da presidência denominada “Portal da Transparência”.

Ao fim deste período ficou comprovado o mal uso e o abuso destes cartões, e para não parar a mordomia e não pegar mal para o governo, a casa civil, aconselhada pelo senador Mercadante, considerou os gastos com os cartões da presidência como segurança nacional e retirou da página da transparência os gastos com os cartões mais perto do Lula.

Para se ter uma idéia como era o abuso com estes cartões, o cartão de uma ecônoma denominada Maria Emilia Évora, designada a acompanhar a Galega do Lula, e usar o cartão com os gastos desta senhora, acusavam uma despesa diária de

R$ 2.700,00, sendo que R$ 1.800,00 eram saques em dinheiro na boca do caixa. Isto estava no “Portal da Transparência” e foi retirado.

Voltando ao caso do dossiê, quando a administração Lula através da casa civil, percebeu que estava ficando difícil segurar uma CPI dos cartões, começou a vasculhar as contas do governo passado, para comparar os gastos do governo FHC com os gastos do governo Lula. Era a teoria maquiavélica de que a melhor defesa é o ataque. Se fosse encontrado alguma coisa parecida com o escândalo atual, serviria como ataque e tiraria o foco das contas do Lula. E como era de se esperar, encontraram alguns gastos espúrios que poderiam levar dúvidas e carecer de explicação.

Houve até gastos com tapioca.

Então de acordo com apanhados da mídia, houve uma equipe montada para pesquisar os dados dos cartões FHC, e todas as vezes que apareciam algumas destas evidências a equipe festejava.

Depois de compilados todos os dados das despesas suspeitas, foi feito uma planilha no programa EXELL da Microsoft e esta planilha foi entregue dissimuladamente ao Senador da oposição Álvaro Dias do PSDB.

Era de se esperar que este senador, com medo da exposição do governo FHC, atenuasse as pressões sobre a divulgação dos gastos da família Silva.

Isto não aconteceu. O PSDB brigou por uma das posições de comando na CPMI, conseguiu esta posição, mas o governo manteve forte maioria dentro da CPI e tudo o que era proposto e que poderia causar problemas ao governo era sumariamente vetado. Vendo-se sem nenhuma alternativa de sucesso na investigação dos cartões e o governo segurando o depoimento dos principais envolvidos, começou a se pensar em uma CPI somente no Senado onde existe equilíbrio de forças entre a situação e a oposição.

O governo então para ganhar tempo e confundir a CPMI, enviou umas dez toneladas de papel praticamente inútil, para ser revisada pela CPMI.

Vendo que se estava assando mais uma bela pizza e com os nomes da oposição envolvidos, e depois de ler o dossiê enviado à ele pela casa civil, provavelmente o Senador Álvaro Dias, depois é claro de ter confabulado com FHC, vazou este dossiê para a revista VEJA, configurando uma chantagem do governo para evitar que se investigasse os gastos de sua família com os cartões.

Esta é a minha visão do Caso do Dossiê.

Nada mais.

Veja uma outra visão do jornalista Carlos Chagas:

Pensam que somos crianças

BRASÍLIA – À beira do leito de um parente desenganado, a família precisa explicar a um netinho o que está acontecendo. Falam ser a febre a causa de tudo, já chegava aos 42 graus. A criança, dentro da lógica peculiar da idade, agarra o termômetro, joga no chão, pisa em cima e conclui: a febre acabou, meu avô está salvo…

Outro não parece o comportamento do governo ao reduzir a crise do dossiê FHC à busca desenfreada do funcionário que vazou para a revista “Veja” e para o senador Álvaro Dias detalhes de compras efetuadas em favor de Dona Ruth, com cartões corporativos. Como no caso do termômetro, estão atribuindo a um possível tucano infiltrado entre os companheiros toda a responsabilidade pela lambança.

Porventura identificado o servidor, pronto: acabou a crise.

Parece coisa de criança, mas é pior. Trata-se de desfaçatez pura. De uma pueril tentativa de abafar responsabilidades, porque no fundo da questão está a iniciativa da Casa Civil, de sua chefe e, quem sabe, do chefe dela, de vasculharem os gastos do antecessor e seus familiares com os famigerados cartões corporativos. Esse é o delito maior, perpetrado com a intenção de ameaçar tucanos e penduricalhos com a alternativa: se investigarem os gastos do presidente Lula, mulher e filhos, divulgaremos os gastos dos tempos do sociólogo.

É bem provável, até, que não tenha havido espião nenhum, mas que um indigitado funcionário palaciano recebeu a incumbência de fazer chegar ao PSDB detalhes da longa pesquisa feita nas contas do ex-presidente. A cocada azedou porque alguém da bancada tucana repassou o material para a revista semanal, e não foi o senador Álvaro Dias.

O importante no episódio não é sequer identificar o cérebro responsável pela ameaça feita às oposições. Identificada já está a ministra Dilma Rousseff e suas auxiliares na Casa Civil. Se o presidente Lula participou e autorizou, se simplesmente tomou conhecimento ou, no reverso da medalha, se não sabia de nada, é outra história.

O que positivamente não dá para aceitar é a farsa da procura do suposto criminoso. Para o governo, a crise estará encerrada com a identificação. Quanto à devassa nos negócios de FHC, a ameaça feita aos adversários e, acima de tudo, a necessidade de evitar a investigação de supostas irregularidades no uso dos cartões corporativos da família Lula – tudo isso precisa ir para debaixo do tapete. Convenhamos, pensam no Palácio do Planalto que somos todos crianças?

Lula entregando um resumo de seu governo


05 abr 2008 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O clamor da inconfidência!!!!

O clamor da inconfidência!!!!


No início do Século XVIII, era conhecido que as colônias dos impérios europeus eram muito ricas. A extração e mineração de ouro e prata despertou a cobiça dos mandatários dos reinados europeus e vários meios de controle para poder taxar as riquezas garimpadas foram implantados. Havia como hoje o peleguismo habitual e os representantes dos reis e monarcas da época sempre se davam bem afanado um pouco para si do que era recolhido. Quando era pouco, não fazia falta porque sem fazer nada a corte recebia enormes riquezas que não dava na cara o desvio. Mas a ganância era tal que o surrupiado ia sempre aumentando, e começava a fazer falta. Aí o soberano era aconselhado a aumentar os impostos para cobrir o que estava faltando. (Soa familiar? Pois é).

Houve a guerra dos emboabas, entre os paulistas e os portugueses justamente para se libertarem dos pagamentos de impostos, que cresciam todos os dias.

E mais conhecida, foi a inconfidência mineira.

O rei português D. João V, foi aconselhado a regularizar uma forma de recolher consistentemente os impostos sobre o ouro garimpado no Brasil.

Minas era a província onde se garimpava mais ouro.

Foram criadas então as casa de intendência onde era obrigatória a pesagem e a fundição do ouro garimpado. Depois de pesado de fundido em barras, o intendente assinava um certificado de propriedade para o dono do ouro e ficava com 20% do garimpado em nome do Rei. Como de costume, o intendente roubava um pouco para ele, e o transportador roubava mais um pouco, o capitão do navio mais um pouco, e assim por diante e a parte do Rei já chegava defasada.

Com as reclamações por parte da corte português, os governantes começaram a se preocupar com suas posições de mordomia e bolaram um meio de estabilizar a coleta de impostos tivesse ou não sido garimpado o ouro.

A mudança criada pelo Marquês de Pombal, a mudança seria a seguinte: o quinto seria uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a colônia era obrigada a mandar para a metrópole, independente da real produção de ouro. Cobrado dos mineradores e colonos em Minas Gerais no tempo do Brasil Colônia foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira. Correspondia a uma pesada taxa cobrada da população e que, durante o governo do secretário de Estado (espécie de primeiro-ministro) Sebastião José de Carvalho e Melo (ou Marquês de Pombal), foi fixada em 100 arrobas anuais (1 arroba = 32 arráteis = ~ 15 quilos), ou seja, 1500kg aproximadamente. Como -não raramente- o quinto não era pago integralmente e os valores não pagos eram acumulativos, era preciso intensificar a cobrança, confiscando-se bens e objetos d’ouro. Essa prática de cobranças de valores atrasados era chamada de derrama.

A derrama começou a ser realizada em 1751. A partir de então, foi acionada algumas poucas vezes. Depois de se realizar um censo em que se indicavam os bens e rendas dos moradores, funcionários do governo português, violentamente recolhiam uma proporção das rendas pessoais.

Resumidamente, a derrama foi uma espécie de cobrança forçada dos impostos atrasados.

Então mais ou menos em 1788, chegou para governar a província de minas o Barão De Barbacena, com o encargo de organizar e estabilizar o recolhimento dos impostos que por causa dos desvios estavam minguando.

Depois o imposto do quinto foi substituído por outro chamado capitação. Consistia em o senhor pagar todos os anos ao Rei 230$ por cabeça de escravo que minerasse por sua conta; os escravos sujeitos a esse imposto chamavam-se capitados. Mais tarde foi esse imposto substituído por outro — o de uma contribuição anual marcada pelo Rei (25 arrobas de ouro). Anos depois voltou de novo o imposto da capitação. Finalmente de 1751 até a Independência do Brasil (1822), voltou a vigorar de novo, como era no princípio, o imposto do quinto. De sorte que o imposto do ouro, na época colonial de nosso Estado, percorreu a seguinte escala: quinto — capitação — contribuição anual — capitação — quinto.

Os impostos atrasados pela lei do Rei poderiam ser cobrados com o confisco de bens e se denominou Derrama.

Mais ou menos o que se chama hoje de “Divida Ativa da União”

A Inconfidência Mineira e outras revoltas ocorreram pela relutância de pagar impostos abusivos.

Seria um pouco complicado, porém possível se calcular a taxa total dos impostos que por demasiados resultaram em revolta da população.

Na realidade, a atual taxa tributária brasileira é extorsiva.

Calculado em função do PIB e dos impostos diretos, a taxa brasileira está encostada em 40% do PIB.

Em 2005 houve uma nova maneira de se calcular o PIB, levando-se em conta o valor do trabalho exercido por pessoas não remuneradas, como donas de casa e outros. Desta forma o PIB cresceu artificialmente 2% a partir daí. Com este novo calculo a taxa em percentual do PIB decresceu proporcionalmente também os 2%. Pela maneira antiga de se medir o PIB, a nossa taxa tributária direta está em 42% do PIB.

Portem, existe uma medida em que o Brasil é o campeão mundial disparado. È a taxa tributária chamada taxa plena, e que é o potencial total de arrecadação pelos governos Federal, Estadual e Municipal, sem nenhuma sonegação.

A Taxa plena brasileira está a 79,8% do PIB.

Bem perto dos 80% de toda a riqueza produzida pelo país.

Um funcionário público bem remunerado, que paga sem descontos os seus 27,5% de IR, e paga também todos os outros impostos embutidos nos custos de tudo que compra para sobreviver, vestir, locomover, enfim viver decentemente está pagando 80% para o governo.

É mole?

Os países escandinavos, Suécia, Noruega, Dinamarca e outros, cobram muitos impostos, e como praticamente não têm sonegação, a taxa real cobrada e a taxa ampla, se vão igualando.

Na Suécia se cobra total de impostos 58% do PIB.

O cidadão sueco, por este preço, tem boas e decentes escolas.

Bom atendimento médico e boa segurança para ir e vir sem medo de ser assaltado e roubado.

Os 42% que o Sueco conservou para ele depois dos impostos são para ele comer e sobra para fazer o que bem entender

Com os 20% que sobra ao cidadão brasileiro, ele tem que pagar as escolas de seus filhos, o plano de saúde particular, contratar alarmes e seguranças para sua casa, repara o carro que caiu em buracos nas péssimas vias de acesso e aí tem que, comer, vestir, e viver um pouco.

Uma reforma tributária tem que ser urgente, mas parece que a sanha arrecadatória do governo é de tal modo cega que a reforma mandada ao congresso pelo executivo, depois de analisada por vários economistas, chegou-se à conclusão de que a burocracia poderia diminuir mas, a arrecadação iria aumentar se fosse aprovada.

Tem que haver no Brasil uma forma moderna e menos burocrática de se coletar impostos. Uma forma justa em que todos possam contribuir proporcionalmente com sua carga tributária e que não pese em uns mais do que em outros. Uma forma justa em que não seja preciso se calcular a sonegação.

Existe um projeto a ser pensado com carinho.

É o projeto do economista Marcos Cintra da FGV.

http://www.marcoscintra.org/novo/

Este projeto já foi examinado e aprovado por comissão especial em 2001, e está engavetado esperando ser colocado em pauta para votação.

Ou por mudar drasticamente o Brasil para melhor está engavetado esperando o ostracismo.

Se for aprovado este projeto acabará de vez com a burocracia, e também com as boquinhas sedentas do dinheiro público que estão lá dentro dos três poderes, principalmente no legislativo.

Ora que esperança!!!! A raposa votar em que as galinhas sejam protegidas (ooops atualmente não se pode falar de galinhas).

Aparentemente este projeto terá de ser aprovado por um plebiscito e temos que fazer campanha.

Teremos que chamar o povo para outra inconfidência

O que não podemos deixar acontecer, é isto:

05 abr 2008 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, IMPOSTO ÚNICO, POLÍTICA | 2 Comentários

Entrevista com Roberto Romano

 

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Por Adriana Vandoni

Esta semana tive a oportunidade de conversar com o professor Roberto Romano, um dos mais importantes intelectuais brasileiros. Ele é professor de Filosofia e de Ética da UNICAMP, Doutor em Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, autor de vários livros e consultado sempre quando o tema é comportamento ético dos políticos. Na juventude foi militante da esquerda ligado a Ação Popular – AP, movimento de inspirado nas idéias de Teilhard Chardin e de Hegel. Esteve preso pela ditadura militar (1964-1985) e depois exilado em Paris. Conversamos sobre a esquerda brasileira pós chegada ao poder, sobre as mudanças nos discursos e nos rumos, a corrosão das Instituições brasileiras e sobre o que ele denomina de retorno ao absolutismo. Conversamos até sobre fatos de Mato Grosso. Leia a entrevista abaixo:

Qual foi a reação de acadêmicos como Marilena Chauí, em relação aos desvios éticos do governo Lula? E antes, em relação à “Carta aos brasileiros”, onde era anunciada uma mudança de comportamento?

Roberto Romano: A Marilena no começo, como boa parte da esquerda pensante, tentou fazer críticas à Carta aos brasileiros e à política econômica. Na reforma da previdência houve um debate em que nós dois fomos convidados. Uma semana antes essa senhora tinha ido ao Palácio do Planalto e dito que quando Lula fala o mundo se ilumina e tudo se esclarece. Quando eu soube, mandei uma carta aos organizadores perguntando se eles não tinham vergonha de convidar alguém que tivesse uma posição daquele tipo, não por defender o governo, acho legítimo defender qualquer governo. Pois bem, esta senhora foi e criticou a reforma da previdência. Isso fez com que o corpo docente emitisse uma nota dizendo que eu era ranheta, que meu nível mental era muito baixo e coisas parecidas. Um mês depois ela escreveu um artigo na Folha de SP defendendo a reforma da previdência. E ai a associação docente da Unicamp lançou uma nota de repúdio à professora Marilena Chauí porque ela tinha quebrado com sua própria palavra.

Então como ficam os intelectuais?

Roberto Romano: Sempre você tem essa história do poder e dos intelectuais. Os intelectuais quase sempre, salvo honrosas exceções, têm a veleidade de elaborar idéias e programas e quando aqueles que têm o poder para executar as idéias e programas rompem com essas idéias, ou eles se afastam para a vida privada ou eles fazem esse triste papel que essa senhora está fazendo.

Depois disso o que ocorreu com a esquerda?

Roberto Romano: Ocorreu algo muito comum na esquerda quando chega ao poder, sem nenhuma novidade em termos históricos. Entre o programa arvorado pelo partido, antes de chegar ao poder, e as medidas práticas, sobretudo de ordem econômica, há uma distância muito grande. Há uma quebra, lógica, doutrinária, tendo em vista a adaptação. Aconteceu na União Soviética na revolução de 1917, na social-democracia alemã, na social-democracia francesa. O interessante é que para esses a mudança era apenas um recuo tático, para que a Revolução ganhasse força e depois seguisse outras etapas. Aqui no Brasil essa idéia está mantida apenas na consciência dos líderes de esquerda mais radicais e de alguns militantes.

Se a postura adotada não surpreendeu, o que surpreendeu foi a corrupção?

Roberto Romano: Isso surpreendeu só aos muitos ingênuos ou aos muito idealistas. Há muito tempo, ainda no período FHC, os militantes do PT já percebiam corrupção. Em SP teve o caso Lubeca. E dentro do PT teve o caso do Paulo de Tarso Venceslau que ficou muito claro. Ele denunciou a corrupção, foi feita uma espécie de comissão de análise e julgamento … e ele [Paulo de Tarso ] foi condenado e as pessoas que estavam providenciando a corrupção foram absolvidas.

Então essa mudança da ética imaculada, ao “somos iguais a todo mundo” não ocorreu depois que o Lula tomou posse. Ela já vinha.

E em função disso o PT conseguiu chegar ao poder?

Roberto Romano: Não gosto de ser maniqueísta. Acho que o PT naquele período teve experiências admiráveis na administração de prefeituras, algumas premiadas pela Unesco, e ao mesmo tempo teve essa entrada na corrupção generalizada que ocorre em toda a federação brasileira, essa super centralização dos poderes e dos impostos no campo federal e a difícil ida desses impostos para o município, o que leva muitos prefeitos à tentação da corrupção.

Por isso o senhor diz que estamos vivendo um retorno ao absolutismo?

Roberto Romano: Exatamente. Nós estamos retornando a esse princípio absolutista da irresponsabilidade do governante máximo e dos seus ministérios, e ao mesmo tempo essa ganância por impostos e essa concentração de poderes em suas mãos.

Lula é um autoritário camuflado por uma pseudo-ignorância?

Roberto Romano: Não. Lula é claramente autoritário. Fazendo uma análise do discurso, Lula fala sempre a partir do eu, é ‘egocrata’ (que significa poder personalizado; etmologicamente, poder do eu) no seu limite. ‘Eu concedo isso’, ‘Eu imagino aquilo’. Não há nenhum disfarce quanto ao autoritarismo. Todas as vezes em que ocorreu uma crise, primeiro ele apelou para o povão com discurso demagógico, mas nesses discursos ele reafirma que é o dono do poder.

Isso o torna perigoso à democracia?

Roberto Romano: Lula é uma pessoa perigosa à democracia porque ele conseguiu encarnar a figura do ditador sul-americano. Entrou no modelo Peron, Vargas e tudo mais, soube utilizar esse modelo, inclusive com todas as suas características. Ele não tem a Evita Peron, mas ele tem a Dilma Rousseff, que agora é a mãe do PAC. E pode ter certeza que se a Dilma for candidata, o que certamente os petistas não vão deixar, ela virá com esse modelo. O slogan será “Dilma, a mãe dos pobres”.

Lula encarna todos os elementos das ditaduras populistas da América do Sul.

Aonde Lula queria chegar ao afagar Severino Cavalcanti e elevar Chávez à posição de pacificador?

Roberto Romano: Isso é próprio dessa linhagem de ditadores populistas. Quando Lula decide que Severino Cavalcanti foi injustiçado pela elite paulista e paranaense, ele usa o discurso autoritário onde sempre há a benção a um indivíduo ou grupo, contra um abstrato. O que e quem é a elite paulista e a elite paranaense? Isso é muito próprio de quem imagina que a sua vontade está acima da racionalidade e inclusive das doutrinas.

Lula passou a existir além do PT?

Roberto Romano: Bem no começo do PT as propagandas eram realistas como o realismo socialista. Lula aparecia feio, barbudo, mal vestido, falando errado, e todos os demais eram desse modo. Ele continua falando errado, mas melhorou bem. Pouco a pouco eles foram contratando técnicos de comunicação, marqueteiros, e foram glamorizando sua figura e o seu discurso, mantendo esse apelo às massas populares e, ao mesmo tempo, vendendo-se como fiáveis e confiáveis.

E qual a mensagem que o PT passa hoje?

Roberto Romano: Hoje eles estão dizendo o seguinte: estamos fazendo o possível. Eles prometiam o céu e a terra, se prometiam como santos, o que era uma temeridade e agora estão fazendo o possível. Ora, o possível qualquer um pode fazer! Fernando Henrique oferecia a utopia do possível, o pessoal do PFL, agora DEM, também sempre ofereceu o possível, então eles não estão oferecendo nenhuma novidade.

O Brasil corre o risco de se transformar em uma Venezuela?

Roberto Romano: Não vejo risco de isso acontecer. O risco é que as Instituições brasileiras estão sendo corrompidas, e isso não é obra só do Lula, é um trabalho que vem sendo executado há um bom tempo, mas ele levou essa corrupção à perfeição. Nós não temos mais um legislativo de verdade, nós temos uma instância de aceitação dos decretos presidenciais, que são as medidas provisórias. Então existe essa corrosão institucional patrocinada pelo Lula, mas com um padrão diferente.

Essa corrosão se reflete em outras esferas, não é? O senhor acompanhou o caso de um acordo firmado entre o governo de MT e o TJ.

Roberto Romano: Sim, acompanhei. Primeiro no seu blog, o prosa e política, depois li na Folha de São Paulo. Isso é a maior prova de uma corrosão das instâncias autônomas do estado. É o fim do mundo, é o fim da picada, é uma coisa de ficar com vergonha do estado brasileiro. Porque a Constituição de 88 tem a virtude de ser baseada no conceito de autonomia, quando existe a abdicação dessa autonomia pelo Poder que deveria ser, obrigatoriamente, o defensor da autonomia, que é o judiciário. Se o judiciário faz isso com a autonomia, o que não faz com a cidadania? Onde vai parar o direito do indivíduo?

Quais as conseqüências da concentração dos impostos e de poderes nas mãos do governo federal?

Roberto Romano: Nós vemos a corrupção nas instâncias mais baixas que são as prefeituras. Em Ribeirão Preto, por exemplo, Palocci está respondendo até hoje a processo de corrupção. Em Santo André o prefeito foi assassinado.

Como está esse caso?

Roberto Romano: Nada foi feito até agora. Inclusive o ‘Sombra’, acusado de ser o mandante, entrou com uma representação no Supremo Tribunal, dizendo que o Ministério Público não tem poderes de investigação, e pode prejudicar toda a investigação feita até agora. Como a polícia paulista muito apressadamente decidiu que o crime era comum e como os promotores de SP, do Gaeco, mostraram com provas que não se tratava de um crime comum, mas político e de corrupção e indicavam a ele (o sombra) como mandante, ele entrou com a alegação que o ministério público não teria poderes, que isso seria usurpação de poderes. Se o supremo decidir pela representação, nós teremos o fim das investigações.

Porque a população aceita todas essas aberrações?

Roberto Romano: Existe algo recorrente na política brasileira que é o machismo e a masculinidade exacerbada. Isso foi uma característica de todo nosso passado, sobretudo do período pré-ditadura. O Lula, dias depois de tomar posse, em um comício em Porto Alegre, disse, inclusive rebaixando o estatuto de sua esposa, ‘aqui está a galega, eu emprenhei porque pernambucano não faz por menos’. É uma visão social masculinizante e isso remete ao lado valente, forte, daquele que faz as coisas porque quer. Esse é o caldo de cultura para uma ditadura.

Então a população busca um líder que seja mais forte que ela?

Roberto Romano: Exato, até do ponto de vista da sofistica. Aquele João Santana (Marqueteiro petista), ele na propaganda, acentuava que Lula estava sendo massacrado por fortes, pela elite branca, rica, etc. Quando os outros estavam sendo atacados, ele era o fortão. Então Lula é um carisma fabricado por técnicas de propaganda sofisticadíssimas, por pessoas altamente qualificadas, como é o caso do João Santana. É uma manipulação tecnicamente muito bem fundamentada. Quer dizer, não basta reduzir o estatuto do personagem Lula ao elemento folclore. A figura dele é tecnologicamente bem construída.

Esses escândalos todos causaram uma visível apatia nos jovens, será essa herança do PT?

Roberto Romano: Infelizmente sim porque o mimetismo dos fatos culturais é dos mais ambivalentes. Você tem o mimetismo que pode levar para o bem e o mimetismo que pode levar para o péssimo. Isso ninguém pode explicar de maneira mais ampla do que Platão em A República. Os jovens mimetizam o que vêem os adultos fazendo. Então, se você tem uma política que além de ceder à corrupção, quebra a palavra, veja, quando Lula diz que era bravata tudo que ele dizia antes, muita gente acreditou nessa bravata e essas pessoas se sentem enganadas. O que a esquerda quase sempre faz, desde a Revolução de 17 e agora novamente é isso. Ela oferece um figurino e depois diz “olha, esse figurino sempre foi jeca, fora de moda e você que compraram erraram”. Ou seja, ninguém se sente seguro depois de ter sido enganado por alguém que tinha um padrão de excelência.

Eu sempre adverti o PT, em especial os militantes que vinham com aquele discurso de que o PT era ético e os outros eram farinha do mesmo saco contra essa arrogância que é própria da ignorância. Qualquer agremiação política, dada que é composta por seres humanos é falível, evidente de dentro do PT indivíduos ou grupos poderiam ter a mesma marca, portanto, dizer de boca cheia que todos dentro do PT eram éticos, era uma temeridade, no mínimo, mas eles fizeram isso. Então eles se venderam como imaculados, como o exército dos anjos, a falange angélica, quando na verdade o que eles faziam era aquela brincadeira que o Oscar Wide coloca no retrato de “Dorian Gray”, quer dizer, eles ofereciam o retrato jovem, bonito, saudável, maravilhoso, mas lá no funda da casa um monstro imundo e horrendo estava sendo produzido. Eles esconderam o monstro horrendo enquanto puderam. Agora o que eles estão querendo dizer é que todo mundo é um monstro horrendo e ninguém pode ter um retrato bonito.

Diante desse Lula egocrata, qual seria o discurso da oposição?

Roberto Romano: É muito difícil. Há um livro de um autor soviético analisando a propaganda nazista, mostrando o que poderia ter sido feito pela social-democracia para neutralizar a propaganda nazista. O problema é que nem sempre você pode dispor de intelectuais para produzir um discurso contrário que seja ao mesmo tempo eficaz. Quer dizer, de um lado você tem as pessoas que estão no poder, que tem essa capacidade nata de demagogia e contam com consultores como João Santana, altamente sofisticados. Por outro lado, na política econômica a oposição fica imobilizada porque ela não pode contra-atacar uma política que foi feita por ela mesma. Na política social, boa parte do que Lula tem feito, reitera o que começou no governo anterior. Além disso, no caso dos tucanos, tem aquilo que chamo de parentesco, eles são primos dos petistas. Inclusive tem relações de ordem afetiva, de amizade. Boa parte dessas pessoas foi pro exílio e viveram juntos. Não eram nem petistas nem tucanos, eram a esquerda com suas várias agremiações. Veja, o Marco Aurélio Garcia viveu muito tempo à sombra do Paulo Renato de Souza. Foi Paulo Renato que o arrumou emprego, bolsa. Assim como esses dois, muitos tucanos e petistas que dividiram as agruras do exílio e que formaram laços. Então fica muito difícil se transformar numa oposição.

Resta então a oposição exercida pelo DEM?

Roberto Romano: O DEM tem uma característica muito interessante porque na sua gênese ele é ligado à oligarquia, por outro lado ele tem a expressão intelectual da UDN que tinha um perfil anti-estatista e liberal. Então nessa medida o DEM, quando entrou para a sustentação do FHC, primeiro que foi uma relação muito tensa com os tucanos, perdeu um pouco a característica. Agora ele está se descobrindo e descobriu um filão que é muito promissor, que é o dos impostos. O DEM está batendo muito mais na carga tributária e com essa postura ele vai se firmar e conseguir boa dose de audiência.

Como fica o discurso do acadêmico de esquerda que pregava o anti-liberalismo?

Roberto Romano: Ai eu ataco a incultura da própria esquerda. O que é neoliberalismo? Se você perguntar a cem militantes e mesmo intelectuais renomados da esquerda, sobretudo do PT, quantos livros eles leram do Hayek, você verá que eles não leram nenhum. Quer dizer, o que era neoliberalismo? Era um conjunto de slogans que tinham como conteúdo velhas doutrinas como o anti-capitalismo, o anti-imperialismo norte americano, quer dizer era quase como uma palavra mágica. Então tudo passou a ser neoliberalismo. E não houve um esforço para analisar mais profundamente o que era neoliberalismo, inclusive nas suas vertentes várias desde as mais autoritárias até as menos. Não houve esforço de analisar a emergência.

Então, esse discurso dos termos e conceitos frágeis que circulavam pelos textos e pelas opiniões petistas e da esquerda, é dos mais lamentáveis, porque quando se pergunta a um militante o que é liberalismo, ele vai dar toda a resposta do que não é, mas ele não sabe o que é.

04 abr 2008 Posted by | entrevistas, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Sobre o desarmamento..

Sobre o desarmamento..black-hawk-1.jpg

Hoje pela manhã, apareceu oriundo de várias fontes, um novo conceito sobe a tentativa de desarmamento da população.

Realmente não tive como verificar a veracidade dos fatos recebidos pela minha caixa de correio eletrônico e, parece um pouco fantasioso todo este complô para satisfazer apenas as ganâncias de uma pessoa.

Vou publicar primeiro a mensagem recebida na íntegra, e depois, republicar alguns artigos antigos do blog sobre as minhas idéias do desarmamento.

Veio no Email o seguinte:

REPASSANDO

Lembra da história do desarmamento?

Pouco antes do Referendo de 23 de outubro de 2005,

circulou por toda Internet uma notícia dando conta

de que, a razão pela qual a Rede Globo apoiava

fervorosamente a Campanha de Desarmamento , seria o

fato de que essa empresa teria se associado a

Glock, fabricante austríaca de pistolas

semi-automáticas, para dominar o mercado de

segurança privada em todo o País.

Com o cidadão proibido de ter armas e com a

segurança pública praticamente falida, a Rede Globo

criaria uma gigantesca empresa de segurança

particular e a Glock por sua vez, forneceria as

armas com exclusividade.

Na época, tal idéia parecia absurda! Alguns

afirmaram que

era um simples boato ou invenção dos defensores do

NÃO! Ora, como uma empresa de armas de fogo

estrangeira se instalaria em um País cujo Governo

estava em franca campanha contra o comércio de

armas de fogo?

Pois agora a verdade veio a se confirmar. Acaba de

ser inaugurada a Glock do Brasil S.A. na Av. Cidade

Jardim, 400 em São Paulo/SP. Uma distribuidora

oficial das pistolas Glock em solo brasileiro.

E agora a surpresa; quem teria dado suporte

político para mais essa falcatrua? Ele mesmo, o

mentor do desarmamento brasileiro, o senador

antiarmas Renan Calheiros!

Renan , segundo notícias que somente agora vazaram,

teve a canalhice de, na época em que começaram a

fermentar as primeiras propostas de desarmamento,

ameaçar a diretoria das Forjas Taurus do Rio Grande

do Sul ( maior fabricante de armas leves da América

do Sul), com a seguinte proposta criminosa:

ele exigia três milhões de reais da empresa para,

não apenas engavetar o então projeto do Estatuto do

Desarmamento, como continuaria usando as pistolas

Taurus nas Forças Nacionais de Segurança.

Como a Taurus recusou-se a fazer tal negociata,

Renan Calheiros e sua comparsa Rede Globo levaram a

cabo seus planos, iniciando aquela brutal campanha

contra o comércio de armas de fogo no Brasil. É

verdade que o povo brasileiro não engoliu todas

aquelas mentiras e eles acabaram sendo derrotados

no Referendo com uma carraspana de 64,93% de NÃO!

Hoje está comprovado que tudo era verdade. Aliás, o

próprio presidente da Glock do Brasil, Luiz A.

Horta declarou:

‘… o maior garoto propaganda de nossas armas é o

próprio Presidente Lula, pois todos os agentes de

segurança do Governo e os homens do Serviço

Secreto, tiveram suas pistolas Taurus trocadas por

Glocks novinhas em folha’.

Se, após tomar conhecimento de mais essa vergonha,

você, mesmo não gostando de armas, ficou indignado,

repasse o mais possível essa mensagem. Vamos fazer

com que todos saibam de mais essa sujeira

do ‘ Senador das laranjas’ Renan Calheiros !

Agora se tiverem vontade confiram minhas idéias e de outros autores sobre este assunto

As armas e o cidadão.

Uma dos pilares da democracia foi a possibilidade do cidadão comum de se defender sem o auxilio do governo. Os governos medievais defendiam os cidadãos do reino, mas exploravam estes mesmos cidadãos e abusavam dos seus poderes armados e cometiam todas as classes de arbitrariedades, sem que os cidadãos pudessem se defender, pois as armas eram um privilégio de poucos e o treinamento com estas armas, era o privilégio dos membros da corte.
Com o progresso da indústria de armas e a possibilidade de que uma pessoa comum pudesse adquirir uma arma e treinar com ela e conseguir dominá-la o suficiente para se defender, eliminou as dependências do povo somente no poder do governo para defender-los e as arbitrariedades passaram a ser mais arriscadas, pois os plebeus podiam se defender respaldados por uma arma de defesa pessoal.
No século XVI quando foi fundada a republica americana, um dos artigos da constituição da nova republica era que o cidadão tinha o direito de ter e portar armas.
Isto foi feito, porque no domínio inglês, era proibido o uso de armas de fogo pelos cidadãos comuns e apenas os membros da corte inglesa e seus asseclas podiam fazer uso destas armas. Com estas regras, pensavam em manter para sempre o domínio sobre os moradores das províncias.
Em todo tipo de domínio déspota e ditatorial, a primeira providência que um soberano toma, é desarmar a cidadania. Seja de esquerda ou de direita, um ditador se sente inseguro se a população estiver bem armada.
Isto, historicamente, vem sendo provado desde os tempos medievais. Sem poder se defender, os cidadãos não têm voz ativa e, portanto não tem democracia.
A democracia sempre se baseou no poder dos cidadãos para existir e as armas sempre foram o início e a manutenção da democracia.
Para que haja democracia, tem que haver um equilíbrio de forças entre o governo e a população e isto inclui a presença de armas nas mãos dos cidadãos.
Não apenas armas, mas também a responsabilidade e o treinamento com elas devem ser atrelados ao ato e vontade de possuir uma arma de defesa pessoal.
As experiências de desarmamento popular que tiveram início nos anos noventa, na Inglaterra e na Austrália, mostram que a violência aumentou e muito depois das proibições, e que hoje depois de dez anos de proibição as armas são mais numerosas, o controle sobre elas menor e o crime violento e os assaltos tiveram um aumento exponencial.
O meu pensamento pessoal sobre a posse de armas pelo cidadão, e o dever do governo de interferir é o seguinte:
1. O cidadão deve ter o direito de comprar legalmente qualquer tipo de arma que desejar.
2. Ao comprar uma arma, serão pedidas a este cidadão pelo vendedor, todas as formas de identificação legal e depois de receber um cheque ou qualquer caução, o comprador escolhe uma academia de tiro para receber a sua arma. O vendedor apresentará a lista dosa estabelecimentos registrados.
3. Na academia, antes do comprador receber a sua arma, ele faz um teste psicotécnico, tipo do teste usado na Policia Federal para os portes de armas.
4. Se ele se mostrar equilibrado passando nos testes, ele começa a freqüentar um curso, sobre o que representa ter uma arma e as responsabilidades sobre o uso da mesma.
5. Depois do curso teórico ele passa a freqüentar um curso prático, já com a arma comprada por ele.
6. Neste curso ele aprende não apenas a manejar a arma como aprende a guardá-la, limpá-la e também as responsabilidades sobre o uso e efeitos da arma. Neste curso será mostrado o potencial destrutivo de um projétil partindo de uma arma, e modelos com gel serão usados para simular carne humana atingida por uma bala. Será um tratamento de choque.
7. Se ele for aprovado com a arma comprada por ele, este novo portador poderá portar a sua arma e receberá para isto um documento de porte.
8. Se ele escolheu a arma errada e não se classificou, poderá trocar por outra menor e mais fácil de usar, pagará ou receberá a diferença, ou poderá fazer o curso com uma arma alugada da academia, e depois comprar igual.
9. Depois de aprovado, este novo portador deverá ser reciclado todos os anos ou de dois em dois anos, de acordo com o tipo de arma escolhida por ele.
10. A ingerência do governo em toda esta transação seria:
Regulamentar as academias.
Criar uma legislação especial para os crimes cometidos pelos portadores de armas licenciados.
Regulamentar os tipos de armas a serem vendidos.
Proibir as armas de defesa, modificadas para ataques como silenciosos, ETC.
5. Com uma atitude destas, um governo preserva os direitos dos cidadãos, recupera o controle sobre as armas legais existentes, desestimula os assaltos, e mostra que a democracia está sendo preservada.
6. Esta conversa que o número de armas nas mãos do cidadão, estimula a violência não procede. Veja um exemplo, os quartéis, qualquer quartel. Do exercito, da polícia ou mesmo uma delegacia. Estão todos armados nestes estabelecimentos, todos são seres humanos, sujeitos ao mesmo stress do dia a dia, todos têm problemas pessoais, e as estatísticas de violência com armas nestes ambientes são bem pequenas. Porque será então que o governo tem este medo de que o cidadão possa andar com uma arma de defesa? Isto não tem o menor sentido direto ou lógico a menos que se esteja planejando algum golpe de estado e seja antes necessário desarmar primeiro o cidadão.

Existem organizações que reprovam qualquer tipo de controle e que desejam que o cidadão possa portar qualquer tipo de arma sem o menor controle ou treinamento.
Estes pensadores devem lembrar que da mesma forma que um controle muito rígido prejudica a democracia, uma falta total de controle por parte das autoridades também coloca a democracia em cheque, pois para existir democracia se supões algum tipo de governo e se existe um governo, este tem que ter algum tipo de controle sobre os cidadãos para que não se estabeleça uma barbárie como está acontecendo com as milícias no Rio de Janeiro.

O artigo abaixo, escrito por Ralph J. Hofmann tem um ponto de vista atual e interessante sobre o uso e porte de armas por classes sociais e organizações sindicais.
Isto, está tramitando porque o cidadão está se sentindo indefeso e não confiando nas capacidade do governo de defender-lo.

Esta onda de desarmamento da população começou no governo FHC. Um de seus ministros da justiça, precisamente o DR. José Gregori disse que a população não deveria reagir a um assalto, mas também não sair de casa sem pelo menos dez reais no bolso, para que o bandido ao assaltá-lo não ficasse zangado se não encontrasse nada e resolvesse agredir o assaltado.
Esta atitude me encheu de vergonha de ser brasileiro, e pessoalmente resolvi dar uma olhada de como vivia o Ministro. Parei o meu carro, ostensivamente em frente a sua casa executiva na Península dos Ministros. Não demorou mais do que dois minutos apareceram dois seguranças armados e o da frente veio me perguntar o que desejava e o de trás ficou de arma na mão. Eu disse não desejar nada apenas queria saber quantos seguranças armados protegia o ministro. Eles então disseram para seguir em frente e não parar mais ali. Assim é fácil dar conselhos para não resistir e ficar passivo sendo assaltado.

O governo Lula, continuou esta onda de desarmamento, com o seu desarmador mor,
Márcio Thomás Bastos o hipócrita que abraçou a causa sabendo que estava desvirtuando a democracia, como demonstrou em seu artigo recente publicado neste BLOG.

Agora chega desta discussão e leiam o artigo do Ralph:

Por Ralph J. Hofmann

Vejam que gracinha:

PROJETO DE LEI QUE LIBERA ARMA PARA ADVOGADO ESTÁ EM EXAME NA CÂMARA
A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 07/07, do deputado federal Carlos Lapa (PSDB-PE), que autoriza o porte de arma de fogo para advogados.

Os advogados se consideram espécimes em perigo? Há perigo de extinção dos advogados? Qual é a estatística de advogados mortos sob fogo inimigo? É maior do que a soma de outras pessoas, não-advogadas?
Não que eu seja contra o porte de armas para advogados, mas há um aspecto que perpetua o conceito de “os porcos serem mais iguais do que os outros animais, nestepaiz.
O registro das armas dos advogados seria na OAB. A esta altura será que o CRECI não poderia registrar armas para agentes imobiliários, o CREA para engenheiros e a AMB para médicos?
Será que não caberia a criação de uma entidade que congregasse todos os que em algum momento já tivessem sido assaltados ou escapado por pouco de serem assaltados para manter registro das armas. Poderia ter subcategorias, “Associação do Carro Roubado, Associação de Vítimas e Parentes de Seqüestrados, e por aí afora, todos com direito de registrar armas.
Na verdade eu gostaria de saber se bandidos portadores de arma poderão registrá-las numa “Associação Brasileira dos Fora-da-Lei.
O policial se aproxima de um portador de AK-47 e diz: – Vou ter de ficar com sua arma. O sujeito se identifica com o porte de arma de Fora-da-Lei e ameaça o guarda por interferir em suas atividades profissionais.
A verdade é que em Tombstone no Velho Oeste Wyatt Earp primeiro matou ou expulsou todos os fora-da-lei. Depois passou a exigir que os vaqueiros que entravam na cidade deixassem as armas em custódia no escritório do Xerife até deixar a cidade.
Aqui se faz o contrário. Se desarma a cidade, prende o cidadão que se defende dos criminosos e se deixa os fora-da-lei à vontade para massacrar a população.
Menos os advogados. Estes deverão andar com uma carteirinha da OAB presa na lapela para que os bandidos não se metam com eles. Aliás, não seria de bom alvitre sagrar cavaleiro esses advogados? Cria-se uma nova casta de nobreza. Dom Advogado Fulano de Tal. Como na Idade Média. Os cavaleiros podiam portar espada. Dali para o presidente da República ter um título mais a altura é um passo pequeno.
Imaginem Lula da Silva Rex Imperator , Duquesa Dilma de Roussef .
Fevereiro 16, 2007

Hipocrisia,

A verdade tardia.

Não se pode negar a competência e o preparo do Dr. Marcio Thomas Bastos.

É uma pena, que como ministro da justiça, ele tenha usado esta capacidade não para defender a justiça e garantir a prevalência desta, mas usou a sua capacidade técnica para defender o governo Lula com unhas e dentes até pondo em risco a sua idoneidade.

No caso do caseiro foi por pouco e por incapacidade do MPF que ele não entrou pelo cano.

Uma das primeiras defesas que ele fez no governo como Ministro foi a defesa do desarmamento público, uma das táticas mais usadas pelos governos totalitaristas para evitar revoltas armadas. (Hitler – Mussolini – Stalin – Castro – Milosevic – Idi-Amim – entre muitos outros)

Ele sabia como sabe que a culpa da violência e o crescimento desta não está apenas na posse das armas. As armas, não atiram por si, e são e devem ser consideradas como um instrumento de precisão. Um bisturi cirúrgico é um instrumento de precisão e deve ser usado por pessoas treinadas, assim como as armas.

Em uma ocasião perguntaram ao Ministro Bastos, em plena campanha de desarmamento, quantas armas perigosas como AR15, Lança Rojão, Pistolas 9mm, ele havia recolhido nesta campanha.

Ele respondeu mais ou menos assim: Nós não estamos em campanha para desarmar bandidos que são os que usam estas armas. Isto é trabalho para as polícias. O nosso trabalho nesta campanha é tirar as armas das mãos das pessoas honestas para que elas não se machuquem com elas.

Ministro, para que esta cara de pau do Lula, sobre um assunto que conhece bem. A sua resposta não reflete a realidade. Estaria então, enfocado com a sua resposta, recolher não somente as armas de fogo, mas as facas, foices, machados, martelos, chave de fenda, e tudo mais para que os debiloides cidadãos que lhe ouvem, não se machuquem com estes instrumentos. Deveria trocar tudo por instrumentos de plástico, mas com cuidadosas instruções para que os usuários não usassem de forma imprópria e se intoxicassem.

O Ministro Thomas Bastos sabe melhor do que ninguém que as armas não matam e nem causam aumento da violência por si só. Elas precisam das pessoas que as manejam.

Estas mesmas pessoas, sem nenhuma perspectiva na vida, sem uma boa educação, passando fome ou sobrevivendo com um salário da fome. Com estas características, os desesperados cidadãos olham os seus representantes que praticamente o único trabalho que desenvolvem é legislar em causa própria, ganhando ou gastando a mixaria de R$685.0pria, ganhando ou gastando a micharia de R$685. 00 todos os meses. (mil novecentos e cinqüenta e sete salários) Então estes mesmos cidadãos de segunda categoria cansados de esperar a vida melhorar, pegam em armas e a violência aumenta, e vem o Senhor Ministro, legislar a violência proibindo o cidadão honesto e trabalhador de possuir armas para sua própria defesa.

Naquele instante, querendo mostrar serviço para o governo, comandado pelo Zé Dirceu que nos moldes de CASTRO tinha os planos para desarmar o cidadão para melhor os controlar, o Ministro entra de cabeça no programa dizendo e repetindo as abobrinhas do PT para justificar e mostrar o seu trabalho.

No texto abaixo, muito bem escrito e com toda a razão de uma pessoa treinada dentro dos parâmetros legais o Ministro Bastos fala com propriedade sobre os acontecimentos da recente violência e as conseqüências dela.

No texto abaixo, vamos retirar do contexto um parágrafo e vamos substituir algumas palavras referentes às armas para ver como fica e demonstrar desta forma a hipocrisia do Senhor Bastos:

Original:

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que visse a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Modificado:

Vamos mudar apenas cinco palavras para demonstrar a nossa tese.

Vamos retirar do texto o seguinte: @O simples aumento de pena@e em lugar destas palavras vamos acrescentar e vamos ver se fica coerente:

A simples supressão das armas

No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. A simples supressão das armas não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Para esclarecer ainda mais, a palavra grifada PENAL pode ser subtraída.

Entenderam agora o título do artigo

Hipocrisia

Ainda bem que o referendo não funcionou para o PT, mas mesmo assim, o Ministro interfere e uma ADIM posta pelo PDT contra o estatuto do desarmamento está esperando o julgamento por anos, e está cheio de argumentos fortes contra o desarmamento sistemático da população. O Brasil já possui uma legislação contra o uso e porte de armas das mais rígidas do mundo, e eles, as autoridades insistem em desarmar definitivamente todos os cidadãos.

Se as leis vigentes não estão conseguindo controlar os bandidos que para usar armas desafiam qualquer tipo de lei, a tentativa de desarmar os cidadãos honestos vai é levá-los de condição de cidadãos obedientes à uma condição de foras da lei.

A intenção deste comentário foi mostrar os reais interesses do Ministro e do Governo que o contratou.

Estamos em desacordo sobre o assunto ARMAS, mas concordo plenamente com a sua posição referente à impunidade e já escrevi outros artigos sobre o assunto.

Volto a criticar e acusar o EMA como: Catalisador da violência urbana

Duas coisas têm que ser mudadas:

1. A pena para o crime existe e tem que ser cumprida por qualquer um que cometa a infração, nos moldes da Inglaterra onde dois garotos um de 10 anos e um de 11 anos estão no memento cumprindo pena por crime de assassinato.

2. A folha corrida existe para que um magistrado ao julgar um crime, possa entender o caráter do réu, e os crimes cometidos em qualquer idade, têm que constar da folha corrida de uma pessoa. Um criminoso com várias mortes nas costas quando menor comete um pequeno crime já como adulto. Como não tem ficha corrida sobre os seus crimes anteriores, o magistrado pode decidir soltá-lo para que ele responda em liberdade. Ele então vai lá e mata todas as testemunhas que possam testemunhar contra ele.

3. Os seus escrúpulos ou falta destes, falarão mais alto e se o Magistrado tivesse idéia da periculosidade deste indivíduo, poderia mantê-lo preso até o julgamento – Assassino mirim não pode ser considerado réu primário quando adulto –

Agora podem ler o artigo do Ministro Márcio Thomaz Bastos em sua íntegra:

Reformar o processo penal é preciso*

Márcio Thomaz Bastos**

A morte trágica do garoto João Hélio reacendeu a discussão sobre a necessidade de reformas na legislação penal. Inúmeras propostas foram apresentadas como solução instantânea para a complexa questão da criminalidade, como a redução da maioridade penal ou o endurecimento das penas. No entanto, nem sempre essa urgente discussão é realizada com a maturidade e a racionalidade necessárias.

As modificações na legislação penal não devem ser pensadas sob uma perspectiva emocional, mas precisam ser discutidas com um enfoque pragmático, que vise a redução concreta da criminalidade. O simples aumento de pena não leva à diminuição da atividade ilícita. Logo, qualquer alteração na lei penal deve ser avaliada em relação a sua contribuição real para o incremento da segurança pública.

Por isso, em vez de centrar a análise nas propostas que surgem no calor dos acontecimentos, seria importante retomar projetos que já foram amplamente debatidos e cuja concreta utilidade é reconhecida, como as propostas para aceleração do processo penal. É evidente que não adianta ampliar o tempo máximo de prisão ou o prazo para a progressão de regime se o julgamento pela prática de um delito demora oito ou nove anos para chegar a seu termo.

Esse estado de letargia é contraproducente porque, em muitos casos, garante a impunidade pela prescrição. Essa morosidade é prejudicial à própria organização social, pois cria uma sensação de incerteza para todos os envolvidos em uma prática criminosa (vitimas, réus, comunidade) que dificulta a vida em comum. A certeza e a eficiência na aplicação da pena são mais relevantes do que sua duração.

A reforma do processo penal é, portanto, uma necessidade. A supressão de gargalos e a redução do tempo de tramitação dos processos são fundamentais para criar um ambiente de segurança e certeza da aplicação das leis penais em um tempo razoável.

Por outro lado, é importante que essas mudanças sejam feitas sempre com respeito aos parâmetros constitucionais que regem o direito penal, para evitar a arbitrariedade e o cerceamento do direito de defesa. Nesse sentido, já existem propostas amplamente debatidas e amadurecidas em tramitação no Congresso que, uma vez aprovadas, representarão um processo penal mais dinâmico e ágil. Trata-se de cinco projetos de lei (PL) que foram reconhecidos como importantes para o aprimoramento da política criminal nacional pelos três Poderes da República.

O PL 4.207/01 tem o objetivo de acelerar a tramitação do processo penal por meio de uma série de medidas simples, como a unificação das audiências para ouvir as testemunhas de acusação e defesa – que hoje são realizadas em momentos distintos – e a citação por hora certa – que evita que o processo seja prolongado pela dificuldade de encontrar o réu.

O PL 4.203/01 regulamenta o processo no Tribunal do Júri. Os processos de julgamento de crimes dolosos contra a vida são complexos e levam muito tempo até sua conclusão devido à existência de recursos específicos que postergam a solução final, como é o caso do protesto por novo júri, recurso admitido apenas para condenações iguais ou maiores que 20 anos. Para enfrentar tais questões, o projeto propõe a racionalização de procedimentos, como a unificação de audiências para ouvir testemunhas, a previsão de que os atos do processo só serão adiados por motivos excepcionais e a supressão do protesto por novo júri, por ser injustificável um recurso que tenha como único fundamento o tamanho da pena aplicada.

Já o PL 4.205/01 regulamenta de maneira mais clara a produção e a validade das provas para evitar anulações de processos. O quarto projeto (PL 4.208/01) estabelece novas medidas cautelares para assegurar o andamento do processo penal. Hoje, quando o réu atrapalha a tramitação da ação ou quando há evidências de que ele não vai cumprir a pena, o juiz pode determinar sua prisão preventiva. Com a aprovação da proposta, o juiz poderá aplicar outras medidas para garantir a ordem processual, como prisão domiciliar, retenção de documentos ou suspensão do exercício de cargo público.

Por fim, o governo federal, a partir da decisão do STF sobre a inconstitucionalidade da lei que regulava a progressão de regime prisional nos crimes hediondos, apresentou ao Congresso um projeto para tratar do tema (PL 6.793/06) (clique aqui). De acordo com ele, o sentenciado por crime hediondo só terá direito à progressão após cumprir um terço da pena, e não um sexto como prevê a legislação ordinária.

A aprovação desse conjunto de propostas é uma resposta racional para uma sociedade que clama por mais segurança. A maturidade com que cada uma delas foi discutida e apresentada e sua concreta eficácia para a redução dos delitos fazem desses projetos medidas fundamentais para o combate efetivo à criminalidade.

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo de hoje (15/2/2007)

 

02 abr 2008 Posted by | AUTORITARISMO, CENSURA, Desarmamento | 1 Comentário

Decisões.

Decisões.

Hoje pela manhã recebi um email do meu amigo Merison com este relato abaixo.

Servirá de carapuça a muita gente menos para o Lula.

O Lula sabe como ninguém espalhar merda e contar mentiras.

E Só.

Nem cortar cabeças o imbecil sabe.mentir-sempre.jpg

Esta sua ministra, que realmente pisou na bola, em um governo de decisões já estaria na rua há muito tempo.

Tomar decisões então, quando?

Falar mentiras aí sim.

Leiam este relato:

Esta é a fábula de um alto executivo que, estressado, foi ao psiquiatra e relatou ao médico o seu caso.

O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:

 

O Sr. precisa se afastar por duas semanas da sua atividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia-a-dia e busque algumas atividades que o relaxem.

Munido de vários livros, CDs e lap-top, mas sem o celular, partiu para a fazenda de um amigo.

Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs.
Continuava inquieto. Pensou então que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava. Chamou o administrador da fazenda e pediu para fazer algo.
O administrador ficou pensativo e viu uma montanha de esterco que havia acabado de chegar. Disse ao nosso executivo:
O Sr. pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.
O administrador pensou consigo: ‘Ele deverá gastar uma semana com essa tarefa’. Ledo engano. No dia seguinte o nosso executivo já tinha distribuído o esterco por toda a área.
O administrador então lhe deu a seguinte tarefa, abater 500 galinhas cortando as cabeças com uma faca.
Essa foi fácil em menos de 3 horas já estavam todas prontas para serem depenadas e pediu logo uma nova tarefa.
O administrador então lhe disse:
Estamos iniciando a colheita de laranjas. O Sr. vá ao laranjal levando três cestos para distribuir as laranjas por tamanho. Pequenas, médias e grandes.
No fim daquele primeiro dia o nosso executivo não retornou.

 

Preocupado, o administrador se dirigiu ao laranjal. Viu o nosso executivo com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, falando sozinho:
– Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena???
– Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média???
– Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???
Moral da história:
Espalhar merda e cortar cabeças é fácil.

O difícil é tomar decisões.


 

ficando-louco.jpg

02 abr 2008 Posted by | ANEDOTAS, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Mais abusos!!!

Mais abusos!!!casa-civiu.jpg

É incrível a variedade de notícias sobre os abusos de poder na era Lula.

Sua Esposa, a Galega Italiana, no início do primeiro mandato, achou que o Alvorada era dela e começou a destruir o jardim do Burle Max com um enorme canteiro em forma de estrela plantado com flores vermelhas. Pegou tão mal que eu acho que mandaram desmanchar. Depois mandou buscar os filhos com os amigos no avião da FAB para passarem as férias na mordomia do Alvorada.

Depois arranjou uma “Ecônoma” com um cartão corporativo, onde gastava a merreca de R$ 2.500,00 por dia sendo que R$ 1.800,00 eram saques em dinheiro. Pegou tão mal quando a notícia se espalhou que o Mercadante colocou os gastos da Galega como segurança nacional para não serem divulgados.

Os abusos do Lula não ficam menores, reformou seu apartamento com o cartão corporativo, e outras mordomias, que se forem divulgadas, a sua popularidade pode até cair se não cair o mandato.mentira.jpg

Mas existem pequenas coisas absurdas que devemos perguntar sobre elas pois estamos pagando por elas.

Hoje lendo o blog da Adriana Vandoni

 http://pep-home.blogspot.com/

Encontrei este artigo do Ralph:

O rei que não desfila nu

Por Ralph J. Hofmann

Notícias do Planalto relatam que Lula gasta R$ 70.000,00 de alfaiate ao mês. Este valor paga facilmente dez ternos ingleses feitos em Savile Row, a rua onde está a nata das alfaiatarias mundiais. As grifes italianas vão e vem, mas ter um terno de Savile Row é algo muito especial, especialmente se for uma das casas mais tradicionais. Claro que o alfaiate brasileiro de Lula deve ser muito melhor que estas vetustas casas inglesas, onde as pessoas herdam o castelo da família e o direito de fazer ternos nesta ou naquela casa. Ao menos, se fizer dez ternos ao mês está cobrando como eles. A menos de dez ternos por mês merece ser nomeado o digno sucessor daqueles alfaiates da Meia Idade que convenceram todos de que só os estultos não enxergavam suas supremas criações e fizeram o rei desfilar nu.

A pergunta que não pode calar?

Lula sabe que se pode mandar um terno ao tintureiro?Se não sabe será que algum Gerdau ou Ermírio de Moraes pode ceder o nome de seu tintureiro?

Outra pergunta. Lula já está ha mais de sessenta meses no poder.Será que não podia leiloar alguns de seus 600 ternos em benefício dos pobres. Não!

Deve estar estocando para quando não for mais presidente.

Quanto ele paga por par de sapatos? Em Savile Row custa US$ 2.800. Mas tem loja com ponta de estoque na rua ao lado. Uns 35% de desconto.

Por que um sujeito que tem 600 ternos e ao entregar o governo terá 960 ternos não quer usar fraque em certos eventos oficiais como a vista a Buckingham Palace. Baita hipócrita não é?

De mais a mais, geralmente Lula anda com jaquetas safári, calça esporte (ainda bem que não adotou o uniforme vermelho do Chavez. Hoje ele parece um Ewok do mal. De vermelho pareceria que o Lobo Mau depois de comer a Chapeuzinho vestiria sua capinha), e outras vestimentas esporte. Acho que os ternos são para poder ficar no closet escolhendo roupa todas as manhãs. É alguma coisa para ocupar seus dias quando não viaja.

Gostaria de um depoimento de algumas pessoas relevantes. Não o Dr. Antonio Ermírio pois mesmo que seus ternos sejam caros ele os veste com tamanha displicência que parecem ser da Casa José Silva, mas Eike Batista e Daniel Dantas, Jorge Johanpeter, vocês gastam 480 mil dólares ao ano em alfaiate? O Lula gasta.

Por que não nasci no sertão nordestino e vim ao ABC ser sindicalista e político? Eu gosto de bons ternos também.

a-entrega.jpga-vidente.jpg

01 abr 2008 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, Crimes e emntiras, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

   

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