blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Enganação e hipocrisia.

Enganação e hipocrisia.

Os dirigentes da nação, comandados pela presidente que com o seu alto conhecimento da língua pátria criou uma nova categoria excluindo o substantivo comum de dois, onde o gênero fica explicito pelo artigo do sujeito e não pela terminação do substantivo, inventando para si mesma o honroso título de presidenta(?).

O professor Helio Fontes, suposto autor de um texto que recebi por email diz o seguinte sobre este assunto:

“SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA”

Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos
e despachos iniciais de Dilma Rousseff.

As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras
(maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão, afinal os veículos de comunicação têm a
ética de escrever e falar certo.

* * *

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada
de Presidenta. E ponto final.

Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
intitulado “Olha a Vernácula”

Vejam:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
mendicar é mendicante.

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz a estudante, e
não “estudanta”; se diz a adolescente, e não “adolescenta”; se diz a
paciente, e não “pacienta”.

Um bom exemplo seria:

“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
português, só para ficar contenta.”

Assim ela pareceria mais inteligenta e menos jumenta.

Não bastasse esta cretinice demagoga, inventaram agora, uma nova lei, proposta pelo excelentíssimo ministro que comprou o título de doutor, plagiando uma tese de outrem Aloísio Mercadante, e sancionada pela presidente (a) de que nos diplomas conste também o gênero feminino e não somente o masculino ou o comum de dois.

Coisa de maluco que não tem mesmo o que fazer.

De acordo com o colunista Celso Arnaldo de Veja on Line, um diploma de um homem que terminou o curso técnico de torneiro seja descrito como sua profissão, “Torneiro Mecânico” e uma mulher que terminar o mesmo curso seja classificada como “Torneira Mecânica”.

É mole minha gente, com tanta coisa a ser feita, esta administração está preocupada com estas mesquinharias que em vez de solucionar algum problema vai criar embaraços na vida da futura Torneira Mecânica.

A primeira vez em que me vi envolvido com um sufrágio nacional foi em 1960 na eleição do Jânio Quadros.

Com apenas 16 anos, eu ainda não votava, mas participava das opiniões em casa, onde o meu pai votaria no General Teixeira Lott e parte da família votaria no Jânio Quadros.

Como reza a história ganhou a esperança do povo de mudança ética personalizada pela vassoura do candidato Quadros, que jurava varrer para o lixo toda a corrupção existente no país desde ou antes da república.

Eleito o Professor de português Jânio Quadros, tomou posse democraticamente e se instalou no recém inaugurado palácio da Alvorada.

Logo se encantou pela mordomia e dizem os historiadores que passava horas em fio assistindo filmes de faroeste na sala de projeção do palácio e bebendo cachaça da boa.

Seus primeiros atos foram um desastre, pois em vez de se preocupar com os problemas sérios herdados de seu antecessor, ele se preocupou com ninharias como proibir brigas de galos, exibição de soutiens em vitrines e proibir mulheres de usar biquínis na praia pública, e outras besteiras como estas. Sua primeira obra civil foi à construção de um horrível pregador de roupa que está lá até hoje, para servir de moradia a centenas de pombos na praça dos três poderes.

O seu governo durou apenas sete meses. Houve até uma anedota de que a UDN (partido do Jânio) que levou vinte anos para fazer um filho e o fez de sete meses!

Este novo governo está nos mesmos moldes das imbecilidades.

E temos problemas de sobra, somos de acordo com as estatísticas internacionais a sexta economia do mundo. Isto não é mérito do governo, pois o nosso PIB (Produto Interno Bruto) cresceu por conta do preço das comodites que exportamos e que subiram vertiginosamente. A distribuição de renda continua desigual, a nossa infraestrutura de energia transportes, segurança e educação estão pela morte. E a nossa indústria está diminuindo ano a ano em favor das importações principalmente da China com produtos baratos feitos com mão de obra escava.

O Power Point abaixo ilustra uma das rodovias federais.

Veja se na sétima economia do mundo, a Inglaterra tem algo semelhante!!!

 

CUIABA-MT – SANTAREM – PA

15 abr 2012 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, POLÍTICA | 2 Comentários

Fé e espiritualidade

Fé e espiritualidade

Eu realmente não tenho nenhuma religião ou fé religiosa, não acredito que haja um ser que controle a nossa vida, e achei sempre desde a mais tenra idade, que é o ser em si que determina o céu ou o inferno em sua vida e que estas posições são vividas aqui na terra durante a vida e não depois que esta termina.

Tenho tentado e com relativo sucesso viver em paz comigo e com outros, sem nenhuma necessidade de ajuda divina.

Ajudo a quem posso ajudar e como posso ajudar, sem pensar em nenhuma recompensa.

Isto reflete em minha vida desde o momento em que desperto pela manhã dia após dia e é suficiente para que eu sinta vontade de seguir vivendo.

Mas não sou contrário a nenhuma religião ou fé que possa trazer felicidade às pessoas que praticam estes ritos, desde que o pratiquem com verdadeira fé e com a mente voltada para o bem.

Mas a espiritualidade e a religião, apesar de parecerem andar de mãos dadas, são muito distante uma da outra, e encontrei em um blog uma boa definição destas diferenças.

Estou publicando com os devidos créditos:

O texto é do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes, que escreve em seu blog:

A religião não é apenas uma, são centenas.

A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.

A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que
fazer e querem ser guiados.

A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.

A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.

A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.

A espiritualidade lhe diz: “aprenda com o erro”..

A religião reprime tudo, te faz falso.

A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.

A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.

A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona.

A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.

A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.

A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.

A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.

A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.

A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.

A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.

A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.

A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.

A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.

A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.

A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.

A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.

A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.

A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.

A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida

 

15 abr 2012 Posted by | ARTIGOS, religião | , , , , | 3 Comentários

Irritação.

Irritação.

Recebi a algum tempo um email de um de meus amigos com a história abaixo.

Não mencionava o autor. Procurei na internet e encontrei várias menções ao mesmo conto, sem nenhuma indicação de sua autoria.

Então por achar relevante o exemplo deste conto estou também publicando em um de meus posts.

O homem que não se irritava

Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.

Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.

A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa. Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:

– O que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente:

– A senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:

– Servi sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos. Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:

– A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente. Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.

Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça. Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão. Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério. Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma. Queridos amigos!! Que possamos tirar ensinamentos dessa história. Vamos tentar não nos irritarmos por coisas poucas, vamos fazer esse bem para nosso próprio ser.

Quando alguém quiser lhe irritar não entre em seu jogo, encontre uma saída diferente, façamos como o homem no restaurante, tenhamos serenidade e calma diante das situações.

“ONDE HÁ RESPEITO HÁ PAZ”.

“Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer.”

John Powell

E finalmente, encontrei um dia a frase que também não conheço o autor, mas vale para finalizar este artigo:

“Guardar raiva a alguém ou alguma coisa, é como beber veneno e esperar que o outro morra”

15 abr 2012 Posted by | ARTIGOS, CURIOSIDADES, exemplos | , , | 1 Comentário

Outra vez a educação básica.

Outra vez a educação básica.

Já escrevi vários artigos sobre a deficiência educacional no Brasil.

Já comentei sobre os gastos, sobre os métodos sobre os salários, sobre os méritos, e sempre todos estes tópicos, que são os alicerces de uma educação básica e onde esta é o alicerce da cultura de uma nação, mas estão sempre a desejar. E não é por falta de conhecimento sobre o assunto, porque os parlamentares sabem muito bem do problema, e como o resolver. Quase todos os parlamentares têm currículo razoável, alguns deles com currículo admirável, mas deixam o barco correr ao sabor da correnteza, sem realmente fazer coisa alguma.

Durante o governo do FHC, os gastos com a educação em geral eram bem mirrados, acho que somavam pouco mais de 2% do PIB (Produto Interno Bruto). No seu segundo mandato, houve por intermédio do Ministro Paulo Renato, uma decisão recomendável que foi a criação do sistema de Verba Direta para a escola básica cadastrada, sem passar pelas burocracias existentes até então.

No programa, bastava a escola se cadastrar, abrir uma conta bancária e solicitar a verba para qualquer melhoria, salários, programa docente, ou qualquer benefício para a instituição, e a verba era depositada. A escola então executaria o programa previsto nesta verba e mandaria um relatório da execução ou do resultado desta implementação.

O TCU iria supervisionar estes gastos e se tudo fosse feito de forma correta e legal, a escola poderia continuar a receber verbas que iriam melhorar o estabelecimento.

Eu creio que isto foi feito em 1996, e começou a dar resultados positivos, mas foi interrompido no governo Lula.

Outro dia escutando a radio CBN, ouvi uma notícia que o programa iria ser reaberto. Menos mal.

Como já mencionado em outros posts, a verba para educação melhorou no governo Lula chegando a 7% de um PIB bem maior.

Mas estes gastos foram com o ensino técnico, superior, ou a distancia, geralmente comandados por ONGs, ou o Pro Uni, onde as irregularidades são marcantes. O ensino básico continua desdenhado pelas autoridades, com salários da fome, prédios inadequados, professores sem condições de dar aulas e outras mazelas.

Outro dia passeando pelo blog do Giulio Sanmartini (http://prosaepolitica.wordpress.com), encontrei em um de seus artigos um comentário de um leitor que se identifica como “Joszef Janosek”. Este comentário se resumiu em um lindo artigo de autoria da professora,  Sandra Cavalcanti.Artigo repleto de verdades e que reproduzo agora:

Você pode gostar ou não da autora deste texto, mas aí está a colocação perfeita do regime de cotas.

POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES…
Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio.

Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.

Eram jovens de todas as camadas.
Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.

Elas compunham um quadro muito equilibrado.

Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena.

As brancas também eram diferentes.

Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas.

Enfim, um pequeno Brasil em cada sala.
Todas estavam ali por mérito!
O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências.

Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos.
Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele!

Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.
Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante.

Eram os 50 anos da formatura delas!

Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.

Lá estavam elas, muito felizes.

Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.
Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.

Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.
Estabelecer igualdade com base na cor da pele?

A raiz do problema é bem outra.

Onde é que já se viu isso?

Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.
Uma das minhas alunas hoje é titular na Uerj. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras.

As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras.

Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu.

O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza!

Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele.

Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.
Perguntei: qual é o problema, então?
É simples, mas é difícil.
A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres.

Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos.
Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.
Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo.

Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.
Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!
Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos.
Tratem de investir de verdade no ensino público básico.
Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.
Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejarem que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.
O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto?
É claro que não.
É na largada que se consagra a igualdade.
Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.

*Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.

 

 

 

15 abr 2012 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, EDUCAÇÃO, GOVERNO | , , | 2 Comentários

Heranças

Heranças

Em 2007, quando o Lula disse que foi o governo dele, ou melhor, que foi ele mesmo, que com toda sua falta de cultura, que havia acabado com uma dívida externa que há cinqüenta anos assombrava o Brasil, eu corri atrás dos fatos para verificação do fenômeno.

Consultei vários economistas on line, e a opinião geral era que ele havia trocado a dívida externa com um juro médio anual de 2% por uma dívida interna com um juro de 14% (isto naquela época de 2007).

Com os fatos constatados escrevi um post sobre este assunto.

Depois, encontrei um gráfico no site Contas Abertas, em que depois de transferir a dívida externa para os bancos brasileiros, a lucratividade destes bancos cresceu assustadoramente, em uma economia que na época cresceu 5%, o Bradesco, o Itaú, e o BB cresceram em média 300%. E ainda pior, outro gráfico no mesmo artigo mostrava que toda a arrecadação de imposto no Brasil, a segunda maior do mundo, 48,5% era para pagar os juros desta dívida interna.

Bem, hoje tem um título na Veja on line, que é preocupante:

Investimento do governo recua 16% no primeiro trimestre

Apenas no Ministério dos Transportes a queda chega a 51% na comparação com o mesmo período de 2011

Quem quiser ler todo o texto o link é:

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/investimento-publico-cai-16-no-primeiro-trimestre

 

Recebi pela manhã um email de meu irmão Guilherme sobre o mesmo assunto, porém muito mais sintetizado e esclarecido sobre as dívidas brasileiras.

Na íntegra o email que recebi:

Veja abaixo !

Leia e observe a análise ponderada, muito bem explicada pelo economista Waldir Serafim.

SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A “DÍVIDA INTERNA/EXTERNA” DO BRASIL

Você ouve falar em DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA em jornais e TV e não entende direito.
Vamos explicar a seguir:

DIVIDA EXTERNA
é uma dívida com os Bancos, Mundial, o FMI e outras Instituições, no exterior em moeda externa.

DIVIDA INTERNA

é uma dívida com Bancos em R$ (moeda nacional) no país.

Então, quando LULA assumiu o Brasil, em 2002, devíamos:

ü Dívida externa = 212 Bilhões
ü Dívida interna = 640 Bilhões
ü Total da Dívida = 851 Bilhões

Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa.

E é verdade, só que ele não explicou que,
para pagar a dívida externa,

ele aumentou a dívida interna
:

Em 2007 no governo Lula:
ü Dívida Externa = 0 Bilhões
ü Dívida Interna = 1.400 Trilhão
ü Total da Dívida = 1.400 Trilhão
ou seja, a Dívida Externa foi paga, mas a dívida interna mais que dobrou.

Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.

Sabe por quê?
É que ela voltou…

Em 2010 no governo Lula:
ü Dívida Externa = 240 Bilhões
ü Dívida Interna = 1.650 Trilhão
ü Total da Dívida = 1.890 Trilhão

ou seja, no governo LULA, a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão!!!

Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura, bolsa para presos, dentre outras mais bolsas…
E de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza !!!
E não é com dinheiro do crescimento, mas sim, com dinheiro de ENDIVIDAMENTO.

Compreenderam?
Ou ainda acham que Lula é mágico?
Ou que FHC deixou um caminhão de dólares para Lula gastar?

Quer mais detalhes, sobre dívida interna e externa do Brasil?
acesse o site:

www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

Os brasileiros, vão pagar muito caro pela atitude perdulária do governo Lulla, que não está conseguindo pagar os juros dessa “Dívida trilhardária” tendo que engolir um “spread”(txa. juros) muito caro para refinanciar os “papagaios”, sem deixar nenhum benefício para o povo, mas apenas DIVIDAS A PAGAR por todos os brasileiros,
que pagam seus impostos…!!!

A pergunta que não quer calar é:
Dilma continua esta gastança?

(Dilma já disse por todo o país que seu governo é a continuação do governo Lula…)


REPASSE PELO BEM DO PAÍS

!!! ACORDA, BRASIL !!!

” O maior castigo para os que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”
(Arnold Toynbee)

… e fazendo as contas, cada cidadão brasileiro tem uma dívida , feita pelo Lula, de quase 1.0 MILHÃO DE REAIS.

Entendeu pq querem ressuscitar a CPMF ?

“Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida…”

Bem, este foi o email na íntegra.

Eu refiz as contas e não bate, se dividir 1 trilhão e oitocentos bilhões, que é a dívida atual, por 190 milhões de brasileiros não dá 1 milhão para cada um, e sim R$10.000 o que não é pouco.

Quando o FHC saiu do governo cada um de nós devia R$ 4.500,00

Resumindo a história com uma questão

O que foi a herança maldita?

 

12 abr 2012 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, ECONOMIA, GOVERNO, lucros | , , , , , | Deixe um comentário

   

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