blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

COVARDE CORAÇÃO VALENTE

apoio 1Em meu passeio matinal pelos blogs encontrei este artigo no blog do Jiulio Sanmartine

http://prosaepolitica.wordpress.com/

 

COVARDE CORAÇÃO VALENTE
Mauro Pereira da Silva
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Mesmo que os brasileiros dêem um basta à ensandecida jornada da patética versão lulomalufista do comunismo do século 21 ao centro do poder eterno elegendo Aécio Neves presidente dia 26 próximo, o rastro de destruição deixado pelos governos de Lula e Dilma Rousseff é um indicador bastante forte de que certamente o Brasil ainda vai padecer muito para superar os estragos deixados pelo vendaval que o assola ao longo desses doze anos de jugo petista.
No entanto, apesar do cenário de terra arrasada que herdaria, tomo por óbvio que uma vitória do candidato tucano seria naturalmente um fator positivo na hercúlea tarefa de reconstruir o País. A sensação de bagunça generalizada e de falta de comando na administração de Dilma Roussef, me levam a presumir que, entre outras decorrências positivas, uma mudança no comando do governo federal teria como resultado imediato a interrupção das negociatas engendradas por corruptos e corruptores que mamam à vontade nas tetas generosas dos governos de Lula e Dilma desde janeiro de 2003.
Respaldado em uma bilionária máquina de propaganda concebida nos moldes nazistas, o governo sempre vendeu à sociedade a imagem mentirosa de um país desenvolvido socialmente, solidificado democraticamente e desassociado da miséria. Esse Brasil Maravilha não passa de apenas mais um embuste articulado pelo Partido dos Trabalhadores e sustentado a peso de ouro pela vassalagem ordinária alugada.culpa 1
Nada mais que outra empulhação concebida pela sanha autoritária do ex-ministro da comunicação social Franklin Martins e que encontrou no solo fértil e devidamente adubado do egocentrismo exacerbado de sua principal liderança a condição ideal para florescer e vicejar.
Entretanto, o retumbante NÃO! que a grande maioria dos brasileiros disse à presidente-candidata e ao lulopetismo no primeiro turno da eleição presidencial do dia 06 último, mostra de forma cabal que a farsa caminha para o seu desmantelamento e os primeiros resultados das pesquisas no segundo turno indicam que é grande a possibilidade do deus de Marta e astro-rei do universo marilênico ter de curvar-se ao restabelecimento da verdade imposto pelo veredito das urnas.
O recado enviado por cerca de 60% dos eleitores brasileiros foi claro e direto: Nem todo o Brasil é feito de tolos.
saco cheioFicou mais do que nítido o estupor que tomou conta das hostes petistas com a espetacular reação do candidato tucano Aécio Neves. Linchado eleitoralmente pelos institutos de pesquisas, que de forma acintosa passaram a ignorá-lo, e condenado por antecipação ao ostracismo político pela mídia que deliberadamente o asilou no esquecimento, o senador mineiro ressurgiu das cinzas para qualificar-se como a principal referência da insatisfação manifestada por várias dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras que não estavam dispostos a submeterem-se aos desmandos petistas, cuja soberba já não conseguia esconder a certeza da vitória no primeiro turno do pleito.
Atônitos, viram desmoronar, também, a possibilidade do enfrentamento com Marina Silva na eleição do dia 26 de outubro próximo. Consternados, sentiram escapar por entre os dedos a concretização apoteótica do ideário petista e a consolidação definitiva do estado lulopetista. À elite malvada e aos brancos de olhos azuis restaria somente como alternativa assistir o ápice da consagração de Lula representada por duas vertentes do PT, decidindo qual ala do partido subiria a rampa do Palácio do Planalto.
Debatendo-se em mais uma enxurrada de denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras e os Correios, o partido liderado por Lula já deixou claro logo no primeiro programa político do segundo turno que não abrirá mão daquilo que sabe fazer de melhor quando pressente o menor sinal de ameaça ao seu projeto de tomada definitiva do poder. Sob as bênçãos do sumo pontífice da seita, a santanidade do mago do marketing político não se constrangerá em tentar convencer o eleitorado das virtudes de um coração valente. Resta saber se ele terá competência suficiente para esconder o vazio ético de uma alma covarde.debvate
Mais uma vez, assistiremos ao mais refinado espetáculo da sordidez. O debate de alto nível com a apresentação de propostas dará lugar a um rosário interminável de mentiras, de armações, de ataques pessoais, de manipulação dos fatos visando ludibriar o eleitor. Uns por necessidade, muitos por interesse, se deixarão encantar pelo mantra à empulhação escrito por João Santana e recitado à exaustão por Dilma. Mais que desconstruir o adversário, urge destruir o inimigo. Porém, tudo indica que a sociedade brasileira já se cansou desse modo canhestro de fazer política e a recepção festiva ao apoio à candidatura de Aécio Neves de lideranças expressivas, entre elas Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e Marina Silva, terceira colocada no primeiro turno com mais de 20 milhões de votos, sinaliza a chegada de dias de mudanças.
“Os desatinos que vêm assolando nosso país há praticamente nove anos, infelizmente, demandarão o esforço de gerações para recolocá-lo nos trilhos do desenvolvimento”, escrevi há algum tempo. “No entanto, apesar de todos os percalços, haveremos de ver triunfar a lisura e a retidão. Ainda que tardia, despida da toga servil maculada pela gratidão irrestrita, a história se incumbirá de fazer justiça a esses vendilhões da pátria. É só uma questão de tempo”. Hoje, esse tempo de ajuste de contas legitimado pelo voto não está tão distante quanto me parecia em 2010.verba escolar1

14 out 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, CRISE ECONÔMICA, ELEIÇÕES, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Mais coisas do Jabor

jabor 11Este artigo foi publicado no blog do Giulio pelo

colaborador “Old Man”BOMBA 11

O BRASIL ESTÁ COM ÓDIO DE  SI MESMO.
Old Man
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CIRCO 11Uma preciosidade de artigo e importante diagnóstico do Brasil de hoje. Temos de nos defrontar com esta dolorosa realidade e tentar com todo empenho mudá-la. Precisamos acreditar que somos capazes disso. Este mal não pode e não deve nos vencer.

O Brasil está com ódio de si mesmo

06 de maio de 2014

Arnaldo Jabor – O Estado de S.Paulo

DISFARCE 11O Brasil está irreconhecível. Nunca pensei que a incompetência casada com o delírio ideológico promoveria este caos. Há uma mutação histórica em andamento. Não é uma fase transitória: nos últimos 12 anos, os donos do poder estão a criar um sinistro “espírito do tempo” que talvez seja irreversível. A velha “esquerda” sempre foi um sarapatel de populismo, getulismo tardio, leninismo de galinheiro e agora um desenvolvimentismo fora de época. A velha “direita”, o atraso feudal de nossos patrimonialistas, sempre loteou o Estado pelos interesses oligárquicos.IMPUNIDADE 11
A chegada do PT ao governo reuniu em frente única os dois desvios: a aliança das oligarquias com o patrimonialismo do Estado petista. Foi o pior cenário para o retrocesso a que assistimos.
Antes dessa terrível dualidade secular, a mudança de agenda do governo FHC por sorte criou um pensamento mais “presentista”, começando com o fim da inflação, com a ideia de que a administração pública é mais importante que utopias, de que as reformas do Estado eram fundamentais. Medidas simples, óbvias, indutivas, tentaram nos tirar da eterna “anestesia sem cirurgia”. Foi o Plano Real que tirou 28 milhões de pessoas da pobreza e não este refrão mentiroso que os petistas repetem sobre o Bolsa Família ou sobre o PAC imaginário.massfiAa 11
Foi um período renegado pelo PT como “neoliberal” ou besteiras assim, mas deixou, para nossa sorte, algumas migalhas progressistas.
Tudo foi ignorado e substituído pelo pensamento voluntarista de que “sujeitos da história” fariam uma remodelagem da realidade, de modo a fazê-la caber em suas premissas ideológicas. Aí começou o desastre que me lembra a metáfora de Oswald de Andrade, de que “as locomotivas estavam prontas para partir, mas alguém torceu uma alavanca e elas partiram na direção oposta”.
Isso causa não apenas o caos administrativo com a infraestrutura morta, como também está provocando uma mutação na psicologia e no comportamento das pessoas. O Brasil está sendo desfigurado dentro de nossas cabeças, o imaginário nacional está se deformando.
Há uma grande neurose no ar. E isso nos alarma como a profecia de Lévi-Strauss de “que chegaríamos à barbárie sem conhecer a civilização”. Cenas como os 30 cadáveres ao sol no pátio do necrotério de Natal, onde os corpos são cortados com peixeiras, fazem nossa pele mais dura e o coração mais frio. Defeitos e doçuras do povo, que eram nossa marca, estão dando lugar a sentimentos inesperados, dores nunca antes sentidas. Quais são os sintomas mais visíveis desse trauma histórico?
Por exemplo, o conceito de solidariedade natural, quase ‘instintiva’, está acabando. Já há uma grande violência do povo contra si mesmo.pac copa 11
Garotos decapitam outros numa prisão, ônibus são queimados por nada, com os passageiros dentro, meninas em fogo, presos massacrados, crianças assassinadas por pais e mães, uma revolta sem rumo, um rancor geral contra tudo. O Brasil está com ódio de si mesmo. Cria-se um desespero de autodestruição e o País começa a se atacar.
Outro nítido efeito na cabeça das pessoas é o fatalismo: “É assim mesmo, não tem jeito não”. O fatalismo é a aceitação da desgraça. E vêm a desesperança e a tristeza. O Brasil está triste e envergonhado.
Outro sintoma claro é que as instituições democráticas estão sem força, se desmoralizando, já que o próprio governo as desrespeita. Essa fragilização da democracia traz de volta um desejo de autoritarismo na base do “tem de botar para quebrar!”. Já vi muito chofer de táxi com saudades da ditadura.
A influência do petismo também recriou a cultura do maniqueísmo: o mal está sempre no outro.
Alguém é culpado disso tudo, ou seja, a ‘media conservadora’ e a oposição.presos 11
A ausência de uma política contra a violência e a ligação de muitos políticos com o tráfico estimula a organização do crime, que comanda as cadeias e já demonstra uma busca explícita do horror. A crueldade é uma nova arte incorporada em nossas cabeças, por tudo que vemos no dia a dia dos jornais e TV. Ninguém mata mais sem tortura. O horror está ficando aceitável, potável.
O desgoverno, os crimes sem solução, a corrupção escancarada deixam de ser desvios da norma e vão criando uma nova cultura: a cultura da marginalidade, a “normalização” do crime.
Uma grande surpresa foi a condenação da Copa. Logo por nós, brasileiros boleiros. Recusaram o ‘pão e circo’ que Dilma/Lula bolaram, gastando mais de 30 bilhões em estádios para “impressionar os imperialistas” e bajular as massas. Pelo menos isso foi um aumento da consciência política.
Artistas e intelectuais não sabem o que pensar – como refletir sem uma ponta de esperança?
QUADRILHA 11Temos aí a “contemporaneidade” pessimista.
Cria-se uma indiferença progressiva e vontade de fuga. Nunca vi tanta gente falando em deixar o País e ir morar fora. As mutações mentais são visíveis: nos rostos tristes nos ônibus abarrotados, na rápida cachaça às 6 da manha dos operários antes de enfrentar mais um dia de inferno, nos feios, nos obesos, no desânimo das pessoas nas ruas, no pessimismo como único assunto em mesas de bar.
Vimos em junho passado manifestações bacanas, mas sem rumo; contra o quê? Um mal-estar generalizado e sem clareza, logo escrachado pelos black blocs, a prova estúpida de nosso infantilismo político.
É difícil botar a pasta de dente para dentro do tubo. Há uma retroalimentação da esculhambação generalizada que vai destruindo as formas de combatê-la. Tecnicamente, não estamos equipados para resolver as deformações que se acumulam como enchentes, como um rio sem foz.
E o pior é que, por trás da cultura do crime e da corrupção, consolida-se a cultura da mentira, do bolivarianismo, da preguiça incompetente e da irresponsabilidade pública.
O Brasil está sofrendo uma mutação gravíssima e nossas cabeças também. É preciso tirar do poder esses caras que se julgam os “sujeitos da história”. Até que são mesmo, só que de uma história suja e calamitosa.
TREM BALA 11Fonte: Jornal O ESTADO DE S. PAULO

22 maio 2014 Posted by | ARTIGOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Educação hoje

educação 10
Tenho muitos artigos sobre a nossa educação e de outros lugares, tenho filhos na idade escolar, e vejo neste artigo abaixo a realidade triste da situação da educação básica no Brasil.
Professores de escola pública, apenas corrigem deveres que os alunos levam para casa e os pais têm que se virar para ensinar.
Se o aluno for um pouco mais difícil, mandam para um psicopsocorro -10edagogo para identificar o problema, pois não é possível que ele PROFESSOR/A não consiga ensinar a matéria. Deve ser aluno com problemas sérios.
Não existe paciência por parte destes senhores e senhoras, (com exceções é claro) que se dizem vítimas de pouco salário e de falta de compreensão por parte de autoridades. Ainda com exceções, estes professores são contra um sistema meritório, apoiam sempre os famigerados sindicatos que fazem a media por baixo, onde os líderes não fazem nada a não ser desordem e ganham mais do que os filiados.
Gustavo mostrou sem nenhuma dúvida ou preconceito que este é o caminho errado.
Grande artigo.

Gustavo Ioschpe
Professores, acordem!diaq das mães- 10
O respeito da sociedade não virá quando vocês tiverem um contracheque mais gordo. Virá com a educação de qualidade para nossos filhos
Normalmente escrevo esta coluna pensando nos leitores que nada têm a ver com o setor educacional. Faço isso, em primeiro lugar, porque creio que a educação brasileira só vai avançar (e com ela o Brasil) quando houver demanda pública por melhorias. E, segundo, porque nos últimos anos tenho chegado à conclusão de que falar com o professor médio brasileiro, na esperança de trazer algum conhecimento que o leve a melhorar seu desempenho, é mais inútil do que o proverbial pente para careca. Não deve haver, nos 510 milhões de quilômetros quadrados deste nosso planeta solitário, um grupo mais obstinado em ignorar a realidade que o dos professores brasileiros. O discurso é sempre o mesmo: o professor é um herói, um sacerdote abnegado da construção de um mundo melhor, mal pago, desvalorizado, abandonado pela sociedade e pelos governantes, que faz o melhor possível com o pouco que recebe. Hoje faço minha última tentativa de falar aos nossos mestres. E, dado o grau de autoengano em que vivem, eu o farei sem firulas.
Caros professores: vocês se meteram em uma enrascada. Há décadas, as lideranças de vocês vêm construindo um discurso de vitimização. A imagem que vocês vendem não é a de profissionais competentes e comprometidos, mas a de coitadinhos, estropiados e maltratados. E vocês venceram: a população brasileira está do seu lado, comprou essa imagem (nada seduz mais a alma brasileira do que um coitado, afinal). Quando vocês fazem greve — mesmo a mais disparatada e interminável —, os pais de alunos não ficam bravos por pagar impostos a profissionais que deixam seus filhos na mão; pelo contrário, apoiam a causa de vocês. É uma vitória quase inacreditável. Mas prestem atenção: essa é uma vitória de Pirro. Porque nos últimos anos essa imagem de desalento fez com que aumentassem muito os recursos que vão para vocês, sem a exigência de alguma contrapartida da sua parte. Recentemente destinamos os royalties do pré-sal a vocês, e, em breve, quando o Plano Nacional de Educação que transita no Congresso for aprovado, seremos o único país do mundo, exceto Cuba, em que se gastam 10% do PIB em educação (aos filocubanos, saibam que o salário de um professor lá é de aproximadamente 28 dólares por mês. Isso mesmo, 28 dólares. Os 10% cubanos se devem à falta de PIB, não a um volume de investimento significativo).
Quando um custo é pequeno, ninguém se importa muito com o resultado. Quando as coisas vão bem, ninguém fica muito preocupado em cortar despesas. E, quando a área é de pouca importância, a pressão pelo desempenho é pequena. No passado recente, tudo isso era verdade sobre a educação brasileira. Éramos um país agrícola em um mundo industrial; a qualificação de nossa gente não era um elemento indispensável e o país crescia bem. Mas isso mudou. O tempo das vacas gordas já era, e a educação passou a ser prioridade inadiável na era do conhecimento. Nesse cenário, a chance de que se continue atirando dinheiro no sistema educacional sem haver nenhuma melhora, a longo prazo, é zero.
Vocês foram gananciosos demais. Os 10% do PIB e os royalties do pré-sal serão a danação de vocês. Porque, quando essa enxurrada de dinheiro começar a entrar e nossa educação continuar um desastre, até os pais de alunos de escola pública vão entender o que hoje só os estudiosos da área sabem: que não há relação entre valor investido em educação — entre eles o salário de professor — e o aprendizado dos alunos. Aí esses pais, e a mídia, vão finalmente querer entrar nas escolas para entender como é possível investirmos tanto e colhermos tão pouco. Vão descobrir que a escola brasileira é uma farsa, um depósito de crianças. Verão a quantidade abismal de professores que faltam ao trabalho, que não prescrevem nem corrigem dever de casa, que passam o tempo de aula lendo jornal ou em rede social ou, no melhor dos casos, enchendo o quadro-negro de conteúdo para aluno copiar, como se isso fosse aula. E então vocês serão cobrados. Muito cobrados. Mas, como terão passado décadas apenas pedindo mais, em vez de buscar qualificação, não conseguirão entregar.
Quando isso acontecer, não esperem a ajuda dos atuais defensores de vocês, como políticos de esquerda, dirigentes de ONGs da área e alguns “intelectuais”. Sei que em declarações públicas esse pessoal faz juras de amor a vocês. Mas, quando as luzes se apagam e as câmeras param de filmar, eles dizem cobras e lagartos.
Existem muitas coisas que vocês precisarão fazer, na prática, para melhorar a qualidade do ensino, e sobre elas já discorri em alguns livros e artigos aqui. Antes delas, seria bom começarem a remover as barreiras mentais que geram um discurso ilógico e atravancam o progresso. Primeira: se vocês são vítimas que não têm culpa de nada, também não poderão ser os protagonistas que terão responsabilidade pelo sucesso. Se são objetos do processo quando ele dá errado, não poderão ser sujeitos quando ele começar a dar certo. Se vocês querem ser importantes na vitória, precisam assimilar o seu papel na derrota.
Segunda: vocês não podem menosprezar a ciência e os achados da literatura empírica sempre que, como na questão dos salários, eles forem contrários aos interesses de vocês. Ou vocês acreditam em ciência, ou não acreditam. E, se não acreditam — se o que vale é experiência pessoal ou achismo —, então vocês são absolutamente dispensáveis, e podemos escolher na rua qualquer pessoa dotada de bom-senso para cuidar da nossa educação. Vocês são os guardiães e retransmissores do conhecimento acumulado ao longo da história da humanidade. Menosprezar ou relativizar esse conhecimento é cavar a própria cova.
Terceira: parem de vedar a participação de terceiros no debate educacional. É inconsistente com o que vocês mesmos dizem: que o problema da educação brasileira é de falta de envolvimento da sociedade. Quando a sociedade quer participar, vocês precisam encorajá-la, não dizer que só quem vive a rotina de “cuspe e giz” é que pode opinar. Até porque, se cada área só puder ser discutida por quem a pratica, vocês terão de deixar a determinação de salários e investimentos nas mãos de economistas. Acho que não gostarão do resultado…
Quarta: abandonem essa obsessão por salários. Ela está impedindo que vocês vejam todos os outros problemas — seus e dos outros. O discurso sobre salários é inconsistente. Se o aumento de salário melhorar o desempenho, significa que ou vocês estavam desmotivados (o que não casa com o discurso de abnegados tirando leite de pedra) ou que é preciso atrair pessoas de outro perfil para a profissão (o que equivale a dizer que vocês são inúteis irrecuperáveis).
O respeito da sociedade não virá quando vocês tiverem um contracheque mais gordo. Virá se vocês começarem a notar suas próprias carências e lutarem para saná-las, dando ao país o que esperamos de vocês: educação de qualidade para nossos filhos.petromerda 10

 

11 maio 2014 Posted by | ARTIGOS, EDUCAÇÃO | , , , , , | Deixe um comentário

A recusa de mudanças.

Encontrei no blog do Giulio esta reportagem de Rapphel Curvo.
Achei excelente e reproduzo com os créditos.
O mais incrível é que todos sabem dos problemas, querem soluções, e nada acontece. O ECA. Está totalmente exagerado, e necessita de alguma mudança urgente, O Senador Aécio, em um discurso recente, disse o que já comentei neste espaço inúmeras vezes: “os crimes praticados contra a vida, ou crimes hediondos, Têm que ser punido com a força da lei existente”
Isto quer dizer o seguinte:

Existem leis severas no Brasil e devem ser aplicadas às pessoas de qualquer idade que cometem estes crimes e ponto final. Se um menor de 14 anos pega uma arma assalta e mata, tem que cumprir a pena inteira. Fica em um lugar diferenciado até os 18 anos e depois cumpre pena na penitenciária junto com os adultos iguais a ele.
Não se mexe em nada da “Idade Penal”.
Se isto for feito, se resolve praticamente todo o problema da impunidade infanto/juvenil.
Vejam por exemplo o nosso código de transito, esta aberração que foi relatada em 2005 pelo deputado paulista dono da verdade, Ary Kara. Foi modificado inúmeras vezes para poder funcionar mediocremente. Mas melhorou.
Por esta e outras vejo que o título do artigo do Rapphel está correto.
Existe uma recusa de mudança no Brasil, e isto está matando o país. Tem que haver mudanças profundas em nossa sociedade.

Blog do Giulio Sanmartini (1944/2013) evolução - 8
RECUSA DE MUDANÇA
A COLUNA DE RAPPHAEL CURVO
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Existe uma grande dificuldade no Brasil em se produzir propostas e projetos inovadores. O País não é adepto da criatividade, muito menos ainda a estrutura administrativa de governo. Inovar parece algo agressivo a população e aos governantes. Mesmo nas empresas brasileiras da iniciativa privada há certa aversão a pesquisa e a aplicação de novas idéias a sua forma de administrar e mesmo na sua produção. Propostas e projetos inovadores que poderiam resultar em avanços ao desenvolvimento das empresas ou Instituições, são bloqueados pela insegurança provocada pelo fator mudança que é um processo temeroso aos administradores, sejam públicos ou privados.

visita - 8Há muita reserva e desconfiança a qualquer idéia que possa mudar o traçado evolutivo com maior dinâmica e eficiência. Acredito que este estado refratário tem sua origem na falta de um estado jurídico mais imperativo, firme e reto. O cidadão não estabelece crença no seu cotidiano, repleto de acontecimentos hostis em, praticamente, todos os campos de sua relação social. Existe, mais forte ainda, um estado beligerante nas relações dos negócios empresariais e econômicos. Cada qual estabelece seu arsenal competitivo como se ele fosse o único e não um grupo, o que prejudica, sobremaneira, a troca de informações e conhecimentos tão importante ao crescimento da economia como um todo.
Isto é muito visível no mercado produtivo e os reflexos são intensos nas relações comerciais até entre países. Essa composição de competição não é a movedora principal do desenvolvimento, mas sim, da imposição dominadora, de conquistas e domínios, traduzidos em submissão de povos, nada diferente da época romana. Trocaram-se apenas as armas e a estratégia, a finalidade é a mesma, subjugar. Aí está um dos pontos que atravanca o crescimento do Mercosul e ainda provoca danos no mercado comum europeu. No caso dos subdesenvolvidos, existe uma frente dos demais países do Mercosul que temem pelo poderio brasileiro e este, dominado pelo sentimento da parceria ideológica bolivariana, submete o Brasil a irrisórios índices de crescimento ao frear a expansão de suas relações comerciais. Lulla e Dillma são as causas ante a obediência cega ao reduto cubano e as inadmissíveis linhas de ação política do Foro São Paulo.tucano - 8
Vemos em grande parte da Europa problemas da população no mercado de trabalho, a Espanha, Grécia e Portugal chamam a atenção com o alto índice de desemprego. Lá também aparece com muita força o lado da vaidade da população a qual recusa aceitar outras experiências em nome da homogeneidade cultural e patamar evolutivo. Os chamados especialistas da Espanha ou Grécia, como exemplos, não conseguiram estabelecer caminhos que minorasse a sofrida situação de desemprego do povo. Tanto lá como cá, recusam escutar e avaliar propostas e projetos em razão de auto-suficiência dos dirigentes e governantes. São incapazes de promover debates e reuniões com finalidade de estimular a criatividade para dar maior celeridade à solução dos problemas. Ainda vivemos a fase pré histórica do “nós” e “eles”.
Assim então, vamos vivendo a ineficiência dos transportes para o escoamento de nossa produção o que resultou em ação dos produtores de soja ao criar proposta e projeto para uma solução ante as condições deploráveis de nossas estradas, com a construção de ferrovias. Assim, continuamos nos últimos lugares de avaliação internacional na área da Educação e submetendo nossas crianças ao massacre físico de escolas sem carteiras e roubando-lhes o seu futuro, jogando-os na vala dos desesperançados como se descartados das possibilidades de uma vida melhor. Assim vemos nossa Justiça caminhar pelo aparelhamento e com isso transmitir insegurança e descrença. Vemos os descalabros administrativos grassando por toda administração governamental sem qualquer penalidade aos seus praticantes. Desvios de dinheiro, corrupção e por ai vai, tornaram-se normalidade.
Existe solução? Existe, para tudo há uma solução. No nosso caso ela é urgente. Ainda há tempo para mudar, só não pode existir a recusa de mudança.caindo  - 8

 

10 maio 2014 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ARTIGOS, ÉTICA, ideologias, Justiça, POLÍTICA | | Deixe um comentário

A NAU DOS PESADELOS

Encontrei esta matéria no blog do Giulio Sanmartini, postada por Anhanguera
O único comentário que me resta fazer, é Excelente.
Parabéns Maurozebu - 7

 

A NAU DOS PESADELOS
Mauro Pereira
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Anhangüera disse: Tá lá no JBF do Papa Berto. Como de hábito, supimpa. Como o Mauro não mandou para nós, nóis copeia
“Pode ser apenas coincidência, mas as recentes reações destrambelhadas de figuras proeminentes do Partido dos Trabalhadores, agravadas por pronunciamentos de autoridades federais carreados de indisfarçável apelo eleitoreiro, deixaram transparecer que os resultados das últimas pesquisas de intenção de votos para presidente da República apontando a contínua e vertiginosa queda livre passadena - 7da presidente-candidata à reeleição, Dilma Rousseff, causaram sérios abalos nas estruturas do universo petista, elevando ainda mais a temperatura naquele espaço que se notabiliza pelo permanente estado de ebulição.
Se analisadas à luz da razão, não será difícil concluir que a entrevista concedida pelo ex-presidente Lula a uma jornalista portuguesa e a mensagem da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão homenageando o Dia do Trabalho, revelaram a dimensão exata do desespero que se abateu sobre as hostes petistas. A razia (*) substituiu a razão e o que se sucedeu é de conhecimento de todos. O Olimpo dedicado a Lula foi declarado área conflagrada. No meio do fogo amigo cruzado zanza atônita a democracia, potencial vítima a ser encontrada pelas balas da decência perdida.
Na condição de líder máximo da seita, Lula tomou a iniciativa nessa batalha estrelada disparando contra seus companheiros os cartuchos poderosos da perfídia. Flanando faceiro pelos céus da ingratidão, pousou sua valentia em terras lusitanas. Na segurança da distância, criou coragem para constranger toda uma nação ao declarar que os prisioneiros do mensalão não eram gente de sua confiança. Porém, a natureza reagiu de pronto à sandice de Lula e se incumbiu de lhe fazer justiça. Exatamente no dia dedicado ao trabalhador, um dos fundadores e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores era reconduzido à penitenciária da Papuda.
gravidade - 7Dilma Rousseff, por sua vez, sentindo-se encurralada contra-atacou utilizando como munição os devastadores projéteis da insurreição. Perambulando meio trôpega pelo front da alforria, buscou guarida na trincheira da sobrevivência política afirmando que seria candidata à reeleição com ou sem o apoio do seu partido e da base aliada. Estrategicamente posicionada, mostrou o dedo do meio da mão para seus companheiros adversários avisando que estava disposta a adorná-lo com a aliança da discórdia.
Enquanto eu escrevia este texto, fiquei sabendo que Lula e Dilma tinham marcado para hoje, sexta-feira, uma reunião cuja agenda seria dedicada à elaboração dos termos e à assinatura do armistício visando selar a paz entre os petistas. No entanto, o pronunciamento da presidente Dilma em cadeia, opa!, em rede nacional de rádio e televisão originariamente concebido para homenagear os trabalhadores brasileiros pelo dia a eles dedicado, me levou a presumir que naquele território hostil à sanidade tudo havia voltado à normalidade. Anormalidade é a minha incontrolável presunção de tentar entender o que se passa pela alma petista e imaginar que o desfecho daquela recaída libertária presidencial seria diferente.
groucho - 7Exercitando com extrema perícia o incomparável jeito petista de ser, a presidente não se fez de rogada e deu uma banana à responsabilidade ao se aproveitar do episódio para descambar para o discurso de candidata em campanha, sem se preocupar em encobrir o viés eleitoreiro do seu pronunciamento. Aluna aplicada, não decepcionou o mestre e apresentou aos brasileiros as delícias do Brasil Maravilha inventado por Lula e gerenciado por ela.
Confiante que a pelegada sindicalista correria em seu auxílio, mais uma vez prejudicou a classe trabalhadora reajustando o Imposto de Renda abaixo da inflação. Utilizando-se de um recurso de retórica enviesada e de honestidade um tanto quanto duvidosa no seu objetivo, usou e abusou da palavra mudança, causando inveja até mesmo ao mais acirrado palanque oposicionista. Sem demonstrar o menor vestígio de rubor garantiu que não permitirá que destruam a Petrobras, uma conquista do trabalhador brasileiro. Pode até parecer implicância, mas eu fiquei com a impressão de que ela estava querendo pautar o discurso de Aécio Neves e Eduardo Campos. Sei lá, pode ser que tenha restado algum resquício daquela súbita crise de rebeldia, avaliei.
Pura ilusão. Logo Dilma voltou ao seu estágio natural e tratou de um tema que ela tem certeza que domina e conhece a teoria profundamente: Miséria. Disposta a não permitir que se vinculasse à sua alma caridosa a menor conotação oportunista, rendeu-se à índole populista e sapecou 10% de aumento para o Bolsa-Família. Alguma medida para encontrar uma porta de saída para esse programa mais preocupado em preservar a submissão do eleitor do que resgatar a dignidade do cidadão, nenhuma palavra.
Sobre a inflação que bate à porta, sobre o pibinho renitente, sobre o desastre na saúde, sobre a falência da educação, sobre o caos na segurança pública, por exemplo, o mais sepulcral dos silêncios, afinal, ela dissertava sobre o Brasil Maravilha empulhado por Lula e lá essas irrelevâncias foram superadas faz muito tempo.
No Brasil de verdade, entretanto, sequestrada pelo discurso samaritânico do governo federal, parte significativa da população se dá por satisfeita com a verve filantrópica e eleitoreira do estado. Tangida pelo mais desenvolvido dos instintos, o da sobrevivência, pouco se importa com quem a comanda. Sem perspectivas, não consegue visualizar um futuro além do oferecido pela servidão das bolsas que alicia e encontra no ócio a única referência da pátria mãe gentil e traz no número do cartão de benefícios fragmentos de sua cidadania.droga - 7
Há praticamente doze anos, uma horda de políticos venais tem se esforçado para perenizar esse estado decadente, desumano e opressor, que descobriu na miséria do povo a fórmula ideal para se perpetuar no poder. A mediocridade é a nação que os identifica e lhes dá asilo e a corrupção é a justiça que os rege e os iguala.
O que me faz manter viva a esperança de que haveremos de retomar o País das mãos desses embusteiros, é que, apesar de suas dimensões continentais, ainda assim, o Brasil se mostrará pequeno para acomodar tantos egos exacerbados movidos a ambição desenfreada. Já se pode notar no horizonte, até pouco tempo tão calmo, os primeiros sinais de autofagia.
Prudentes por natureza, os ratos já começaram a abandonar os porões imundos dessa nau dos pesadelos. “
(*) Razia:
s.f. Incursão feita em território inimigo para aprisionamento de tropas, saque de rebanhos, cereais, etc.
Figurado: Devastação, assolação.
Postado por Anhanguera

 

08 maio 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, ELEIÇÕES, GOVERNO, POLÍTICA | , , , , , | Deixe um comentário

dilmachuck - 6

Mais uma das incríveis e indecifráveis narrações da presi-Danta.orelha queimando - 6

O Lula, é um imbecil, fala besteiras por atacado, mas pelo menos você sabe o que ele está dizendo: Se o mundo fosse quadrado, levar o SUS para o Obama aprender o que é saúde pública, ETC., mas a Anta, não se sabe realmente o que ela diz. E fala desta forma em qualquer lugar.

Em Davos, os tradutores simultâneos não sabiam como traduzir mais da metade de seu discurso, pois nada fazia sentido.
Agora encontrei esta na coluna do Augusto Nunes, e está imperdível.

Quem decifrar o Enigma de Feira de Santana ganhará um diploma de doutor em dilmês
O jornalista Celso Arnaldo Araújo acaba de ordenar a internação de Dilma Rousseff amparado em outro trecho do atordoante palavrório produzido em Feira de Santana. Na primeira leitura da frase entre aspas, bateu-me a suspeita de que faltaram algumas palavras. Na segunda, desconfiei que o grande caçador de cretinices estava brincando comigo. Na terceira, achei melhor passar a bola para o timaço de comentaristas.
O neurônio solitário, como sabem os leitores da coluna, é um craque insuperável na arte de não falar coisa com coisa. Mas quase sempre fornece indícios e pistas que permitem suspeitar do que queria explicar à plateia. Desta vez, nada encontrei que me ajudasse a decifrar o enigma.dilmalinda - 6
Na justificativa da internação, Celso Arnaldo informa que a paciente decidiu “dar um exemplo dramático de como é complicado negociar com bancos no Brasil”. É isso, mas talvez existam mais recados submersos na sopa de letras servida abaixo:
“Quando você chega no banco, ele (sic) vai te perguntar: ’Qual é a garantia que você me dá? Eu vou pagar a vocês, para me aceitar te emprestar um dinheiro para você me pagar’”.
Quero saber o que cada um de vocês imagina o que a presidente quis dizer. Quem desvendar o mistério vai ganhar um diploma de doutor honoris causa em dilmês.
• RECADO DO CELSO ARNALDO dilma 1
No começo desta tarde, nosso PhD em dilmês enviou a seguinte mensagem:
Consegui enfim ouvir o áudio do discurso de Feira de Santana e, de fato, ao vivo, tudo é ainda pior que na transcrição do Portal do Planalto. Especificamente na frase deste post, eis o original literal e apavorante:
“Quando você chega no banco, ele vai te perguntá qual é a garantia que cê me dá. Eu vô pagá vocês pra mim, aliás, pra me aceitá ti emprestar um dinheiro procê me pagar”.
Lamento não ter podido solucionar o enigma que você propõe em seu post – ao contrário, agravei-o. Mas podia ser pior: já imaginou essa senhora comandando a sétima economia do mundo? Epa! Ela comanda a sétima economia do mundo!dilma cega - 6

 

03 maio 2014 Posted by | ABOBRINHAS, ARTIGOS, GOVERNO, POLÍTICA | , , , | Deixe um comentário

Mais bolsa família

cagadas - 5Mais bolsa família

Encontrei isto no blog do velho comandante,
http://velhocomandante.blogspot.com.br/
Esta tem sido a minha opinião o tempo todo e tenho vários artigos sobre isto neste blog. Mas, uma a mais apenas indica que não estou só, e isto me faz bem.
Estou reproduzindo o texto na íntegra, que é uma opinião forte de uma pessoa que lida com o seu povo cara a cara e fala com muita propriedade sobre este programa vazio e eleitoreiro que é o “Bolsa Família” da forma em que foi implantado.
Poderia ter sido realmente um programa melhor, com inclusão social e distribuição de renda, mas teria seu resultado a médio e longo prazo, e isto não interessa aos governantes do imediatismo.
Eta Brasil…vamos que vamosvolta lula - 5

Juíza de Cajazeiras-PB é contra o “bolsa-famíia” e diz por quê
Por Adriana Lins de Oliveira Bezerra*

Apenas a título de esclarecimento, aos que respeitam opiniões contrárias, e apenas a esses, é que escrevo agora. Fui alvo de críticas e agressões acerca de minha opinião avessa ao ‘Bolsa-Família’, programa criado pelo Governo Federal há 10 anos. Grande parte optou por uma justificativa simplista.

– “Ah, ela é rica, juíza, elite, fala porque nunca passou necessidades, nunca passou fome…”. Pronto! Essa justificativa encerra a questão e resolve o problema. É uma idiotia de quem nada sabe sobre a vida.

Apenas a título de informação saibam que não sou rica, nunca fui e nunca serei. Meu salário é bom, e com ele, se Deus quiser, nunca passarei fome nem necessidade, mas lutei por ele; e como lutei! Sofri, estudei, trabalhei e lutei, repita-se. Mas isso é outra estória que em outro momento, se interessar a alguém, posso contar.

Aquele final de semana retrata exatamente um dos fatores que me levam a formar a opinião que tenho. Um simples “boato” de que o ‘Bolsa-Família’ iria acabar, foi suficiente para causar um caos em várias agências da Caixa Econômica Federal. Uma pessoa me disse que teve que pedir dinheiro emprestado para sair do seu sítio para receber o ‘bolsa-família’, “antes que acabasse”…

A pergunta é: de que viveriam essas pessoas, se o ‘bolsa-família acabasse? A minha resposta: passariam ainda mais fome do que tinham quando começaram a recebê-lo. E sabem por quê? Porque agora, com a certeza do “benefício”, do óbolo, elas não se propõem mais a trabalhar, ou a estudar e se profissionalizar. Enfim. Estão escravizados à merreca que recebem, como qualquer dependente químico da droga que consomem.charge_grd_488genuino - 5

É a isso que me oponho, pois quando esse “programa social” foi implantado, a situação das pessoas era caótica, lastimável. Hoje elas estão sendo tratadas como inúteis, como incapazes, com a única serventia de massa de manobra eleitoral! A partir do momento em que se implanta um ‘programa assistencialista’ como esse, sem uma política paralela de reestruturação, de capacitação para o restabelecimento de condições de trabalho, de auto-sustento, enfim, de busca por uma atividade que traga um mínimo de independência como contrapartida pela ajuda oferecida pelo estado, ou esse estado passa a considerar essas pessoas como não tendo capacidade alguma para tal ou, simplesmente, não se está querendo ajudar, mas tão somente escravizar, ou seja, obter delas a única coisa de valor que têm a oferecer: o seu voto – e a preço módico. É no que acredito.

Segundo a ONU, o ‘bolsa-família’ – que antes era chamado de ‘bolsa-escola’ e exigia a contrapartida das crianças e adultos analfabetos estarem cursando o ensino fundamental – rendeu muita popularidade e votos, mas as DESIGUALDADES continuam elevadas e os progressos obtidos são pífios.

diabo gosta - 5Como programa de caráter EMERGENCIAL, o ‘Bolsa-Família’ foi importante, mas onde está a tão decantada “inclusão socioeconômica” sustentável dos seus beneficiários?

O saudoso Luiz Gonzaga já dizia em uma de suas canções, de composição com Zé Dantas:

– “Seu Doutor, uma esmola para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão…”.

A Coordenadora do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil afirmou que, da forma que o programa funciona, não tem sido útil para ela identificar e retirar as crianças do trabalho e que esse programa não tem impacto nenhum na redução do trabalho infantil.

O programa existe há dez anos e pouquíssimo foi mudado na vida dessas pessoas. O que foi feito de efetivo para reestruturar essas famílias?

Visitem as casas dessas pessoas e me digam o quanto mudou! Enquanto apresentam índices de redução de evasão escolar, em razão do que era o ‘Bolsa-Escola’, os adolescentes que passam hoje pela Vara que ocupo não sabem a data de seus nascimentos, não sabem o seu nome completo, não sabem o nome de seus pais e, pasmem, não tem a menor ideia de seus endereços. Que noção de civilidade esses meninos tem? Esses mesmos meninos que agora estão querendo jogar na prisão!?!

O ‘bolsa-família não dignifica. Escraviza. Vicia no ócio. É o que acho.

As pessoas se tornam escravas da vontade política e não formadoras dessa vontade. E isso para mim é um FAZ-de-CONTA, sim. Defender a redução da maioridade penal é um exemplo disso. Defender a pena de morte também. Fazem de conta que isso vai resolver a criminalidade, mas não vai.

Da mesma forma que fazem de conta que cumprem o ECA, que existe há mais de vinte anos, não o cumprem. Nunca o cumpriram.papuda - 5

Como eu posso cobrar algo de alguém a quem eu nunca dei a chance que produzisse esse algo? As pessoas não podem viver de esmolas. Precisam aprender a andar com as próprias pernas e precisam saber que isso é da responsabilidade delas também.

Vejo mulheres jovens e saudáveis pedindo dinheiro nas ruas. Cada uma com seus três ou quatro filhos. Mas nenhuma pede um emprego. Por quê?

Os senhores tem ideia de quantos cartões desse programa estão nas famosas “bocas de fumo”?

Vejo homens jovens e saudáveis nas portas dos bares ou papeando nas esquinas em pleno dia da semana. Porque não estão trabalhando?

Qual o trabalho que as políticas públicas oferecem ou a simples, mas fundamental capacitação para eles?

É certo que existem alguns programas profissionalizantes. Mas são tímidos, limitados, e não recebem a milésima parte do investimento que o programa de “caridade” gasta, com essa barganha evidente to “toma lá e dá cá o seu voto”.

Não sou contra partido político algum. Sou contra políticas públicas inúteis, mal intencionadas e danosas ao futuro da nossa gente e nação. Sou e serei sempre.falando demais - 5

Respeitem a minha opinião. Discordem dela, mas a respeitem. E não sejam tão simplistas assim. As coisas não são simples e não podem ser “explicadas” dessa forma populista e demagógica como tem sido a prática dos governos na última década, principalmente por quem não me conhece.

O homem precisa ser dignificado e não escravizado ou comprado por aparentes favores de seus governantes. As pessoas continuam sofrendo com a seca… Absolutamente TODAS AS PESSOAS, TODOS OS ANOS, HÁ DÉCADAS. E o que foi feito da política de irrigação, da política que permaneça que se perpetue e que de fato transforme a vida do sertanejo do nordeste, onde – todo mundo sabe, menos o governo – a água está no subsolo e não na superfície?

Não precisamos disso. Somos inteligentes e capazes. Temos força e vontade de trabalhar. Só precisamos de oportunidades e onde elas estão? Onde está a água das chuvas do ano passado?

Aos que apenas me agrediram gratuitamente, fico com a dor que me causaram e com o consolo de que o tempo cura quase tudo. Aos que perderam alguns minutos de suas vidas para lerem essa minha resposta, agradeço a atenção.

Que Deus esteja conosco!

03 maio 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, GOVERNO, ideologias, POLÍTICA | , , | Deixe um comentário

Rir é o melhor remédio

Encontrei isto hoje no Blog do Giulio Sanmartinipapuda
http://prosaepolitica.wordpress.com
Quase morri de rir. É bem triste, eu sei disto, mas as vezes rir é o melhor remédio.
O comentário do Anhanguera esta impecável.

MAIS PÉROLAS… DA GOVERN ANTA
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Ih! A coisa tá fedendo…ta fedendo
Adoro a eloqüência desta Presidenta… é dilmais, como se expressa bem!
TEORIA GERAL DA DILMA
“O início do Brasil e o fim do Brasil e o meio do Brasil são os municípios, porque não existe, de fato… nem é União, nem é um estado, um estado fisicamente. Existem, fisicamente, os municípios, as cidades e as zonas rurais”.
PRA FRENTE, PARÁ
“Então, eu vou concluir dizendo para a maioria e para a minoria, para todos, por que é que eu dei esse exemplo? Eu dei esse exemplo pelo seguinte, eu quero dizer para vocês que o Brasil só vai para frente se o Pará for para frente”.
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Anhangüera comenta: – A culpa do Brasil ter parado, então é do Pará, porque se o Pará parou, o Brasil parou junto. Puta que o parou… paralisou, pariu. A perua pirou. Do Chauí ao Óia a porcaria que ela arrumou… existem os municípios, fisicamente, quimicamente e matematicamente. Já a União fabricava açúcar e está quase falindo, e os Estados, como o próprio nome indica, estão em péssimo estado.
Postado por Anhangüerapetralha

 

 

 

02 maio 2014 Posted by | ABOBRINHAS, ANEDOTAS, ARTIGOS, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Fernandos

Fernandos

Minha vida é cercada por Fernandos.
Diretamente tenho um irmão dentista que se chama Fernando. Tenho uma filha que também se chama Fernanda.
No começo de meus discernimentos como ser humano, aprendi a ler e conheci os livros através de Monteiro Lobato, de José de Alencar, de Érico Veríssimo e, também de Fernando Sabino.
Vários membros da família de Fernando Sabino, como sua irmã Luisa e seu irmão Gerson eram clientes de meu pai, dentista em Belo Horizonte. Não me lembro muito bem se o Fernando também era cliente de meu pai. Mas de todos os modos, Fernando Sabino entrava pela porta da frente de minha casa através de seus livros sempre dedicados e autografados por ele à minha mãe que adorava suas crônicas. Eu também me interessei por estes livros, e também por sua vida, pois como ele eu era nadador do Minas Tênis Clube, e depois como ele fui ganhar a vida nos Estados Unidos.
Seu estilo de escrever me influenciou muito e nos escritos da juventude houve pessoa como professores meus que fizeram este comentário. Diziam que eu escrevia como Fernando Sabino. Poderia ser alguma formatação parecida, mas realmente eu não escrevia nem escrevo como ele.
Gosto muito de escrever crônicas, mas para por aí.
Mais recentemente conheci através da mídia outro Fernando que tem me influenciado por sua forma de escrever e de pensar.
Fernando Gabeira. O primeiro artigo seu que me chamou atenção, foi escrito por ele durante o escândalo do mensalão. Este artigo se intitula “Flores para los Muertos”

https://rleite.wordpress.com/2008/10/17/flores-para-los-muertos/

Depois deste artigo tenho acompanhado suas idéias e pesquisei sua carreira.
Ele como eu nasceu em Juiz de Fora – MG, um pouco antes de mim. 1941.
Diferente de mim, ele se lançou na defesa da implantação do comunismo no Brasil, e em ações contra a ditadura militar, participou de várias ações como seqüestro, etc.
Atualmente no Partido Verde, luta contra a destruição do meio ambiente algo que eu concordo e defendo plenamente.
Seus artigos continuam bons e recentemente li o artigo que publico abaixo

 Fernando Gabeira300px-Fernando_Gabeira

Bom dia, Cinderela
Fernando Gabeira* – O Estado de S.Paulo
As pesquisas eleitorais recentes mostram Dilma Rousseff em queda. Quando se está caindo, a gente normalmente diz opa!. Não creio, porém, que Dilma vá dizer opa! e recuperar o equilíbrio. Além dos problemas de seu governo, ela é mal aconselhada por Lula nos dois temas que polarizam a cena política: Petrobrás e Copa do Mundo.
São cada vez mais claras as evidências de que se perdeu muito dinheiro em Pasadena. Lula, no entanto, não acredita nas evidências, mas nas versões. Se o seu conselho é partir para a ofensiva quando se perdem quase US$ 2 bilhões, a agressividade será redobrada quando a perda for de US$ 4 bilhões e, se for de US$ 6 bilhões, o mais sábio será chegar caindo de porrada nos adversários antes que comecem a reclamar.
Partir para a ofensiva na Copa do Mundo? Não é melhor deixar isso para os atacantes Neymar e Fred? Desde o ano passado ficou claro que muitas pessoas não compartilham o otimismo do governo nem consideram acertada a decisão de hospedar a Copa.
O governo acha que sufoca as evidências. O próximo passo desse voluntarismo é controlar as evidências. O papel do IBGE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, começa a ser deformado pelo aparelhamento político. Pesquisas que contrariam os números de desemprego são suspensas. E o Ipea foi trabalhar estatísticas para Nicolás Maduro, que acredita ver Hugo Chávez transmutado em passarinho e, com essa tendência ao realismo mágico, deve detestar os números.
Controlar as evidências, determinar as sentenças pela escolha de ministros simpáticos à causa, tudo isso é a expressão de uma vontade autoritária que vê a oposição como vê os números desfavoráveis: algo que deva ser banido do mundo real. A visão de que o País seria melhor sem uma oposição, formada por inimigos da Petrobrás e por gente que torce contra a Copa, empobrece e envenena o debate político.
Desde o mensalão até agora o PT decidiu brigar com os fatos, e isso pode ter tido influência na queda de Dilma nas pesquisas. O partido foi incapaz, embora figuras como Olívio Dutra o tenham feito, de reconhecer seus erros. Está sendo incapaz de admitir os prejuízos que sua política de alianças impôs à Petrobrás ou mesmo que a Copa do Mundo foi pensada num contexto de crescimento e destinava-se a mostrar nossa exuberância econômica e capacidade de organização a todo o planeta. Gilberto Carvalho revelou sua perplexidade: achava que a conquista da Copa seria saudada por todos, mas as pessoas atacaram o governo por causa dela.
Bom dia, Cinderela. O mundo mudou. Dilma e o PT não perceberam, no seu sono, que as condições são outras. Brigar com os fatos num contexto de crescimento econômico deu a Lula a sensação de onipotência, uma crença do tipo “deixa conosco que a gente resolve na conversa”. Hoje, em vez de contestar fatos, o PT estigmatiza a oposição como força do atraso. Ele se comporta como se a exclusão dos adversários da cena política e cultural fosse uma bênção para o Brasil. A concepção de aniquilar o outro não é vivida com culpa por certa esquerda, porque ela se move num script histórico que prevê o aniquilamento de uma classe pela outra. O que acabará com os adversários é a inexorável lei da história, eles apenas dão um empurrão.
Sabemos que a verdade é mais nuançada. O governo mantém excelentes relações com o empresariado que financia por meio do BNDES e com os fornecedores de estatais como a Petrobrás. Não se trata de luta de classes, mas de quem está se dando bem com a situação contra quem está ou protestando ou pedindo investigações rigorosas contra a roubalheira, na Petrobrás ou na Copa.
A aliança do governo é aberta a todos os que possam ser controlados, pois o controle é um objetivo permanente. Tudo o que escapa, evidências, vozes dissonantes, estatísticas indesejáveis, tudo é condenado à lata de lixo da História. Felizmente, a História não se faz com líderes que preferem partir para cima a dialogar diante de evidências negativas, tanto na Petrobrás como na Copa ou no mensalão. Nem com partidos incapazes de rever sua tática diante de situações econômicas modificadas.
Dilma, com a queda continuada nas pesquisas, sai da área de conforto e cai no mundo em que os candidatos dependem muito de si próprios e não contam com vitória antecipada pelo peso da máquina. Será a hora de pôr de novo em xeque a onipotente tática de eleger um poste. Nem o poste nem seu inventor hoje conseguem iluminar sequer um pedaço de rua. Estão mergulhados no escuro e comandarão um exército de blogueiros amestrados para nublar as redes sociais. Com a máquina do Estado, o prestígio de Lula, muita grana em propaganda e na própria campanha eleitoral, o governo tem um poderoso aparato para enfrentar a realidade. Mas essa abundância de recursos não basta. Num momento como este no País, será preciso horizonte, olhar um pouco adiante das eleições e estabelecer um debate baseado no respeito às evidências.
Esse é um dos caminhos possíveis para recuperar o interesse pela política. No momento, a resposta ao cinismo é a indiferença com forte tendência ao voto em branco ou nulo. Embora a oposição também seja parte do jogo, a multidão que dá as costas para a escolha de um presidente é uma obra do PT que subiu ao poder, em 2002, prometendo ampliar o interesse nacional pela política, mas conseguiu, na verdade, reduzi-lo dramaticamente. Para quem se importa só com a vitória eleitoral, essa questão da legitimidade não conta. Mas é o tipo de cegueira que nos mantém no atraso político e na ilusão de que adversários são inimigos. O PT comanda um estranho caso de governo cujo discurso nega o próprio slogan: Brasil, um país de todos. De todos os que concordam com a sua política.
Até nas relações exteriores o viés partidário sufocou o nacional, atrelando o País aos vizinhos, alguns com sonhos bolivarianos, e afastando-o dos grandes centros tecnológicos. Contestar esse caminho quase exclusivo é defender interesses americanos; denunciar corrupção na empresa é ser contra a Petrobrás; assim como questionar a Copa é torcer contra o Brasil.
Bom dia, Cinderela, acorde. Em 2014 você pode se afogar nos próprios mitos.
*Fernando Gabeira é jornalista.

26 abr 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, CRONICAS, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Coisas do ENEM

 

Coisas do ENEMsacanagem

No ano passado resolvi me inscrever e fazer as provas do ENEM. Cumpri todos os requisitos e no resultado final fiquei com uma média de 832 +/-.
Tudo bem, entre outras coisas bobas que fiz, foi confundir um gabarito e marquei coluna errada, ficando com isto com umas 15 respostas inutilizada, mas foi uma boa experiência no final.
Estou escrevendo este artigo para falar da redação.
O tema foi a lei seca.
O título pedido era:
“Efeitos da implantação da lei seca no Brasil”
Minha redação foi a seguinte:

sugeiras-2Devido ao elevado número de acidentes de trânsito envolvendo motoristas embriagados, foi elaborado e aprovado a toque de caixa, um projeto de lei que proibia terminantemente qualquer porcentagem de álcool no sangue de qualquer um na direção de um veiculo automotivo.

O motorista que fosse apanhado dirigindo um veiculo automotivo, com qualquer porcentagem de álcool em seu organismo, pagaria enormes multas, poderia perder o privilégio de dirigir veiculo, e se envolvido em acidente fatal, seria enquadrado no código criminal como homicídio culposo.
Depois de aprovada esta lei, houve no início uma decaída no número total de acidentes de transito, e uma enorme elevação nas cobranças de multas.

A meu ver, os efeitos desta lei foram muito relativos, pois com equipamentos feitos apenas para detectar o uso de álcool, os motoristas dirigindo sob os efeitos de outras drogas passariam incólumes pelas barreiras de “blitz”, mas pondo em risco igual ou maior os usuários das rodovias e os pedestres no Brasil.bons números -2

Os veículos pesados trafegam por nossas vias com motoristas obrigados a trabalhar horas a fio e que para conseguir ficar acordados usam o chamado “rebite” que deteriora consideravelmente os reflexos, e são estes veículos que causam a maioria dos acidentes fatais em nossas vias.
As outras drogas como maconha, crack, cocaína, heroína, alucinógenos com o LSD, entre tantos outros podem ser consumidos pelos motoristas sem nenhum problema, pois os “bafômetros” apenas detectam a presença de álcool.

Depois do primeiro susto, onde os motoristas se retraíram um pouco de beber, os números de acidentes voltaram a subir. O maior sucesso desta lei foi a arrecadação pecuniária pelos órgãos fiscalizadores.

governado - 2Bem, esta foi a minha redação onde me deram nota 700, e onde eu expressei a minha opinião sem puxar o saco do governo que fez esta lei.

Cumpri os requisitos estipulados, falei sobre o assunto em pauta, mantive o número de linhas e palavras, e não mencionei nada no texto que não fosse relativo ao mesmo.
Várias pessoas obtiveram a nota máxima, e aposto que escreveram algo favoravelmente à atuação do magnífico governo que criou esta lei estúpida e preconceituosa.
Volto a dizer como já disse várias vezes em outros posts, que este governo incompetente, tenta legislar os problemas nacionais como se com isto estes seriam resolvidos.
Se assim fosse, poderíamos fazer as seguintes leis:black blocks 2

1. É proibido ser pobre. Com isto estava resolvido o problema da pobreza.
2. É proibido não ter casa própria. Com isto estaria resolvido o problema da residência.
3. É proibido ser analfabeto. Com isto estaria resolvido o problema do analfabetismo.
4. E assim por diante.

O que falta no país é educação em geral. Nos Estados Unidos. A educação no trânsito faz parte do currículo escolar secundário e o aluno tem que fazer provas e se não passar é motivo de reprovação.
obediência 2Porque não fazem uma coisa destas por aqui, e durante estas aulas fica enfatizado o fato responsável de não beber e dirigir?
Eu respondo:

Não interessa, pois não teria resultados imediatos e isto não seria conveniente a um governo que pensa apenas em ficar no poder. As ações que pudessem beneficiar outros governos vindouros são desprezadas em detrimento do povo e do Brasil.

Eta Brasil – Vamo que vamo.

gato por lebre 2

 

reunião de familia 2

20 abr 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, EDUCAÇÃO, POLÍTICA | Deixe um comentário

A carta aberta

A carta aberta

Este email de Gilberto Geraldo Garbi, está rolando por aí há algum tempo.

Na primeira vez que circulou, parecia muito radical para ser publicado, e esperei um pouco mas após ver o Lula abraçando o Maluf, depois de ver que a CPI instituída era para abafar e não desvendar, saltam às vistas as veracidades descritas nesta carta.

O Brasil da turma do Lula, somente pensa em tirar vantagens e ficarem ricos à custa do erário.

Por esta razão, vale à pena reler agora esta carta que foi escrita há algum tempo e cheia de verdades

Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula.

Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instituição. Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS.

A CAMINHO DOS 99,9999995%
( Gilberto Geraldo Garbi )

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.
Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo…(Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição…

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.

Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços… Mas, esqueça… Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.
Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes.
E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse.
Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.
Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.
Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?


Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria.
Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.
Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis“.
Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.


Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-ageneralizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração.

O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia corruptiva.
Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso.
Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.


Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.
A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?
Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar…


Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão
Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho
Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas.

Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante.
Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las.
Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas.
Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.
Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.
Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.
Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.
Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.
Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.

Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí…. Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa…

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta.

Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos.
Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?
E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.


A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.

O que houve entre o BNDES e as redes de televisão?
O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos?
Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: “O plata, o plomo”. Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.


Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.

Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?
É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.
Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo..
Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.


É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje… E, como se diz na França, “l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien”.

Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino…

Gilberto Geraldo Garbi

 

 

21 jun 2012 Posted by | ARTIGOS, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | 3 Comentários

Uma foto vale mil palavras!

Uma foto vale mil palavras!

Não sei realmente de quem é esta frase, mas é verdade.

Você pode enganar muita gente durante muito tempo, mas nunca vai conseguir enganar todo mundo o tempo todo.

Esta eu sei de quem é: – Abraham Lincoln  

Também sempre se mostrou verdadeira.

Então aqui vamos ver:

Quando por interesse político, nos aproximamos dos párias da sociedade, de bandidos procurados por polícias do mundo inteiro, de pessoas da mais baixa espécie, estamos deixando entrever que somos iguais a eles os bandidos.

O Lula durante anos enganou muita gente, ganhou a confiança de brasileiros e foi eleito presidente por oito anos. Elegeu o seu substituto, usando todos os tipos de artimanha, propaganda irregular, dossiês falsos dos concorrentes, caixa dois de campanha, aviões do governo para fazer campanha, inaugurou obras já inauguradas para ter palanque para sua pupila, etc.

Agora quer eleger a toque de caixa, seu candidato para a prefeitura de São Paulo, o incompetente e presumido Fernando Haddad. Para isto está fazendo tudo quanto é manobra possível, pois seu candidato está se saindo bem fraquinho de voto.

A ultima foi abraçar o bandido Paulo Maluf, procurado pela Interpol por lavagem de dinheiro entre outras acusações. Quem ainda alimentava algum respeito por esta figura ridícula, se tiver ainda algum senso de decência humana, deve ser apegar nas fotos do evento para deixar de lado qualquer respeito por esta figura desprezível.

A Luisa Erundina finalmente enxergou a verdade, bom para ela…

 

Encontrei no meu email esta semana uma carta aberta de uma professora mineira como eu, aposentada, para a presidente Dilma.

Esta carta cheia de verdades vai publicada na íntegra para ilustrar mais uma verdade nas palavras do Lincoln. O texto é meio longo, mas vale à pena:

 

BRASIL  CARINHOSO

Bom dia, dona Dilma!

Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera
do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó,
pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu
contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em
cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o
anúncio do BRASIL CARINHOSO.

Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista?
Faça-me o favor, senhora presidentA!  É preciso que o Brasil crie um
mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos
seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para
que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.

Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos
entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o
convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza,
reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para “engordar”
sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo
para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem
dúvida, um plano qüinqüenal engenhoso de estímulo à vagabundagem,
claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer
gracinha, jogar para a platéia. É fácil e é um sintoma evidente de que
se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.

Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora.
Sou bastante madura,  bastante politizada, marxista, sobrevivente da
ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem
votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT
é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no
mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do “quanto pior, melhor”.
São discricionários, praticantes do “bullying” mais indecente da
História do Brasil.

Em 1988 a Assembléia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço
espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e
moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a
lei*.  Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição,
enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu
modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei,
menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das
bolsas-esmola. A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro
é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que
vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras,
colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram
com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos. Não
fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza,
publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou
num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de
qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.
Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido
fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual,
empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou?
O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual
presidentA endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma
escola de qualidade, laica, gratuita e democrática. A senhora disse
que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?  Oi,
por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!

Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País
empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem
remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto
que o Brasil precisa. Para ontem.  De ensino técnico,
profissionalizante. Para ontem. Nossa grade curricular é tão
superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio
incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal
de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe
regra de três. Não sabe calcular juros.  Não sabe o nome dos Estados
nem de suas capitais. Em casa não sabe consertar o ferro de passar
roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudantA
brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar
bomba, o que é mais triste. Nossos meninos e jovens lêem (quando
lêem), mas não compreendem o que leram.  Estamos na rabeira do mundo,
dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino
o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública
mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que
Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a
senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contracheque
confirma o que estou informando.

Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se
anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento
familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma
escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu
ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio
Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e
fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel
Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo, mesmo
que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina.

A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa. De escola
em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as
camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições
diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente.
Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado,
sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos
e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis,
para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em
instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por
prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a
dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula
dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a
educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os
finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam. Lá eles
permanecem. Aqui a evasão é exorbitante. Educação custa caro? Depende
do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa. É
investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente
sério e minimamente inteligente. Povo educado ganha mais, consome
mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para
as burras dos  governos. Vale à pena investir mais em educação do que
em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.

Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar
não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida
capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma
medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela.
Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro
de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do
Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à
época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade,
apenas para a senhora saber com quem está falando.

Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo
sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida
é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para
empunhar o chicote e bater forte, se for preciso. A primeira chibatada
é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim,
precisado de muito amadurecimento e aprendizado. O planeta terra é
muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da
reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.  Sou  fazendeira e
ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a
sensatez.  Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não
dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para
isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se
aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar
seu partido e sua base aliada. Outros usaram? E daí? A senhora não é
“os outros”. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para
ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de
aluguel, qualquer.

Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro.
Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães
excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe
média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por
quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os
homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos,
sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo
tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.

A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários
da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar
qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o
benefício. Estou firmemente convencida de que este novo programa,
BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda
tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem
qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum.
E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita
incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está
na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que
entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis,
se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e
brasileiras vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na
ociosidade que os levará à delinqüência e às drogas.

Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que
eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da
pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado
a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de
alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes
ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a
obrigação de votar e o direito de votar e ser  votado, mas gostou da
sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social,
desprecisada  e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um
lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade,
mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na
urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar
o peixe, ao invés de ensinar a pescar, esta foi a escolha de vocês.

A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu
pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de
crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista,
burro-de-carga  brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o
dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos
miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense
bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o
bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.
Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou
niente?  Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil
miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo
de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do
BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de
dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de
capital.  Democracia é isto, minha cara. Transparência. Não ofende.
Não dói.

Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.  Não sou
impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim,
francês e português. Por favor, corrija esta informação.

Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na
Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca
saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet.
Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém,
ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.

Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda.
R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma
criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem
insultuosa, não é não, dona Dilma? Carinho de presidentA da república
do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional
a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos.
É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em
tempo integral com quatro refeições diárias. É professor dentro da
sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino
profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.

Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da
corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não.
Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um
desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo,
utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as
classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente
desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos,
excluídos? Os miseráveis são.  Mas votam, como qualquer cidadão
produtivo, pagador de impostos. Esta é a jogada. Suja.

A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social.
Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a
população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando
oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas,
a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de
estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!

Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da
minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para
sustentar a máquina extraviada do governo petista.

Último lembrete: a pobreza é uma conseqüência da esmola. Corta a
esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.

Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de
protestar, sabe por quê?  Porque, de cada delírio seu, quem paga a
conta sou eu.

Atenciosamente,

Martha de Freitas Azevedo Pannunzio

Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012

marthapannunzio@hotmail.com

CPF nº 394172806-78

*CONSTITUIÇÃO FEDERAL

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade,
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos
desta Constituição;

19 jun 2012 Posted by | ARTIGOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | 2 Comentários

Advogado Criminoso

Advogado Criminoso

 A lei criminal brasileira, pode até estar um pouco defasada, mas ela é explicita.

Nesta lei, os crimes previstos contra uma harmonia social, são escritos, aprovados por representantes dos cidadãos, e entram em vigor após esta aprovação. As punições decorrentes do não cumprimento da lei aprovada são também explícitas, e estão expressas dentro do texto da lei.

Existe um pouco de jurisprudência sobre decisões jurídicas controversiais em casos pontuais, mas no caso de um trabalho bem feito da promotoria, onde as provas obtidas são legais, as perícias feitas com profissionalismos, onde o criminoso sendo julgado é plenamente desfavorecido de dúvidas quanto sua culpa, a condenação é simplesmente um fato, sem muita necessidade de um defensor muito experiente, pois nada pode ser feito. O principal trabalho de um defensor em um caso destes é apenas na aplicação da pena prevista, que dentro de todas as leis tem uma variação razoável. O defensor pode apenas tentar convencer o juiz, de que o réu merece uma pena branda e apresentar os motivos para tal.  

Nos países, onde o direito, ou a maioria deste, se baseia em costumes populares e decisões jurídicas anteriores, como no caso dos países de língua inglesa, o papel de um advogado criminal, é imprescindível, pois deve entender os meandros da jurisprudência e o trabalho de um procurador é muito maior, pois tem que prever tudo isto antes de acusar criminalmente o cidadão preso por ter supostamente cometido uma agressão ao sistema legal. Mesmo com um flagrante, o criminoso pode com ajuda de um bom advogado, no sistema com um inglês ser considerado inocente.

Ao contrário do nosso sistema, os bons advogados americanos, dão verdadeiros espetáculos dentro das cortes legais e isto já gerou muitos filmes interessantes sobre este assunto.

O que seria um bom advogado criminal no Brasil?

No nosso sistema, um bom advogado, pode descobrir erros ou falsidades dentro das acusações, confissões decorridas de tortura, coação de policiais, e dentro destas investigações, inocentar um suposto criminoso.

Se o trabalho da polícia e da procuradoria for bem feito, a lei tem que ser aplicada e as penas previstas devem ser cumpridas.

Como pode então adquirir fama um advogado criminal dentro do sistema brasileiro?

Na maioria dos casos, o advogado criminal fica famoso por comprar a inocência dentro das promotorias.

A corrupção pode acontecer em qualquer sistema, mas no nosso sistema legal, ela está enraizada profundamente, desde os primórdios de nossa história.

Uma condenação depende da promotoria. Se esta não apresentar uma acusação, não tem como se condenar um infrator. Os procuradores são poderosos neste sistema e se não quiserem apresentar a denuncia ninguém pode obrigá-los. Se o procurador for corrompido com dinheiro do acusado, ele simplesmente não apresenta a denúncia e o acusado é solto na sociedade. O procurador corrupto também, em casos de muita visibilidade na mídia, pode simplesmente apresentar um caso furado, onde a defesa consegue anular o caso e o criminoso escapa pelo vão deixado pela procuradoria.

Então os famosos advogados criminais do Brasil, são os que simplesmente encontraram os caminhos dentro da lama da corrupção do sistema jurídico brasileiro.

Podem existir pessoas contrárias a estas idéias minhas dizendo que o nosso arcaico sistema jurídico criminal, tem que ser revisto e que existem leis contraditórias dentro dele que podem ser usadas por um bom advogado. Isto pode até ser verdade, mas um bom procurador deve saber disto antes de apresentar a acusação e contemplar todas as versões dentro da lei para que esta possibilidade seja minimizada ou até excluída diante de uma boa acusação.  Estes bolsões de discrepância dentro do sistema produzem as janelas esquecidas abertas pela compra de uma promotoria corrupta.

Eu sempre desconfiei destes famosos advogados criminais, que cobram honorários altíssimos e conseguem “inocentar” seus clientes. Parte dos honorários certamente foi saciar a fome corrupta das promotorias regiamente pagas pelos pagadores de impostos.

Encabeçando a minha lista particular destes famosos defensores, está o Sr. Marcio Tomás Bastos.

Leia na íntegra um dos motivos da minha linha de pensamento apresentada por um procurador que definitivamente não faz parte do lamaçal do sistema jurídico:

Em meu artigo, uma das partes do nome do advogado citado foi propositalmente escrita de forma diferente por motivos pessoais.

MANOEL PASTANA, Procurador Regional da República, lotado na Procuradoria Regional da República da 4ª Região, localizada em Porto Alegre/RS, Rua Sete de Setembro, 1133, Centro, com supedâneo no artigo 236, inciso VII, da Lei Complementar 75/1993, artigo 27 do Código de Processo Penal e artigo 5º, inciso XXXIV, alínea a, da Constituição Federal, vem

 

R E P R E S E N T A R

 

Em face do advogado MÁRCIO THOMAZ BASTOS, ex-ministro da Justiça, que patrocina a defesa do Sr. CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS, empresário de jogos ilegais, conhecido como Carlos ou Carlinhos Cachoeira. A qualificação e endereço do representado podem ser encontrados na procuração, presente nos procedimentos criminais defendidos por ele, que estão sob a atribuição funcional dessa Procuradoria da República.

 

DOS FATOS E DO DIREITO

Consoante investigação amplamente divulgada na imprensa, o contraventor Carlinhos Cachoeira é apontado como líder de uma gigantesca organização criminosa, com tentáculos na estrutura político-administrativa do Estado brasileiro. Cachoeira é suspeito da prática de diversos tipos de ilícitos penais, com envolvimento, segundo divulgado na mídia, de políticos, agentes públicos e empresários, todos unidos com o propósito de saquear os recursos públicos.

Não é ético nem moral alguém com potencial e alcance criminal desse jaez ser assistido por defensor que teve, pelo menos em tese, a missão de, como ministro da Justiça, defender o Estado brasileiro da ação deletéria de infratores perniciosos para a democracia, porquanto se tem notícia de que, além do saque a recursos do erário e corrupção de agentes públicos, Cachoeira teria influenciado processo político-eleitoral, assim como a indicação de agentes para cargos no serviço público, incluindo setores da polícia e do Ministério Público; daí, não é razoável que alguém como o representado, que, na titularidade da Pasta da Justiça, participou de indicações de autoridades para ocupar posições de destaque no combate e no julgamento de indivíduos com perfil do seu atual cliente, venha agora defendê-los. Isso fere de morte a ética e a moral.

Esta representação, contudo, embora enfatize o acutilo à ética e à moral, não tem por fundamento tais aspectos, mas o lado criminal. É que o cliente do representado não ostenta renda lícita, que justifique o pagamento de honorários de um advogado em início de carreira, a fortiori de um causídico do nível do ex-ministro da Justiça, que, segundo divulgado na imprensa, teria cobrado 15 milhões de reais a títulos de honorários advocatícios (doc. anexo).

Aliás, quando políticos brasileiros adoecem, eles não procuram hospitais públicos, tampouco colocam seus filhos nas escolas públicas. Da mesma forma, pessoas acusadas de corrupção, embora sem renda lícita declarada, não procuram os serviços da Defensoria Pública, que padece com falta de pessoal e de estrutura. Assim, os serviços públicos deficitários ficam para o cidadão que paga os impostos, que, pela elevadíssima carga tributária, deveriam ser de Primeiro Mundo. Daí concluir-se, sem muito esforço, que as montanhas de recursos, produto de cinco meses de trabalho por ano do contribuinte brasileiro, não vão para onde deveriam ir; pois, se o fossem, os serviços públicos seriam ótimos. Certamente esses recursos, produto do suor do extorquido contribuinte, vão para outros bolsos. É por isso que os titulares desses bolsos não usam os serviços públicos deficitários.

Embora haja informação de que os bens e recursos de Cachoeira estejam bloqueados, a medida restritiva parece não ter sido suficiente, porquanto, se o fosse, ele não teria condições de custear o contrato advocatício em epígrafe. Destarte, faz-se necessário aprofundar a investigação, incluindo o próprio advogado, ora representado. É que, conquanto o patrocínio do ex-ministro da Justiça não seja ilegal (embora ofenda a moral e a ética), o recebimento dos honorários em tais circunstâncias é ilegal, por configurar, em tese, ilícito penal, conforme se verá a seguir.

Cachoeira não tem renda lícita para justificar legalmente pagamento de honorários de advogado famoso. Ademais, ele está sendo investigado por vários ilícitos, tais como crimes contra a administração pública, o que enseja o delito de lavagem de dinheiro, nos termos do artigo 1º, inciso V, da Lei 9.613/1998. Além disso, como as atividades ilícitas em questão foram praticadas, segundo as investigações divulgadas, por organização criminosa, nos termos do inciso VII, do referido dispositivo legal, também são consideradas lavagem de dinheiro.

Assim, ao receber recursos provenientes de condutas insculpidas na referida Lei como lavagem de capitais, o Dr. Márcio Thomaz Bastos, em tese, pratica o ilícito previsto no artigo 1º,  parágrafo 1º, inciso II, da Lei 9.613/1998, que assim dispõe:

Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime:

(…)

V – contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, de qualquer vantagem, como condição ou preço para a prática ou omissão de atos administrativos;

(…)

VII – praticado por organização criminosa.

(…)

§ 1º Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:

(…)

II – os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere;”

Ora, um dos objetivos do combate a crimes de lavagem de dinheiro é justamente impedir que o infrator tire proveito da prática criminosa. Aliás, enquanto nos crimes violentos como estupro, latrocínio, roubo e outros análogos dizem que “bandido bom é bandido preso” (há quem diga outra coisa), em crimes que envolvem manejo de recursos, que são utilizados para corromper agentes públicos, como no caso do famoso bicheiro, “bandido bom é bandido pobre”, pois, uma vez pobre, o infrator fica sem sua arma principal de atuação: o dinheiro. Prendê-lo é importante, mas o principal é fazê-lo ficar sem recursos, porquanto, mesmo preso, mas com recursos, ele continua forte. No entanto, sem recursos, ele não terá como pagar advogados caros, para encontrar brechas na lei e subterfúgios defensivos, a fim de livrá-lo impunemente, tampouco teria a fidelidade de amigos e colaboradores influentes, que o ajudam na esperança de serem contemplados com o dinheiro sujo que o suposto criminoso movimenta.

Nessa senda, deixar o Dr. Bastos receber os recursos de alguém que está sendo investigado por vários ilícitos, que dão ensejo ao crime de lavagem de dinheiro, sem que nada seja feito, estar-se-á permitindo, em tese, que Cachoeira tire proveito do produto do crime, e os recursos sujos ingressem no patrimônio do representado e passem a circular como capitais limpos, ganhos em atividade regular de advocacia, o que, a toda evidência, não é, porquanto salta aos olhos que o seu cliente não tem condições financeiras de pagar honorários, ainda que pequenos, com recursos legais. A propósito, permitir que o Dr. Márcio Thomaz Bastos usufrua de tais recursos, seria o mesmo que, mutatis mutandis, entender lícito que o advogado receba honorários de assassino, que paga sua defesa com o dinheiro recebido para matar a vítima.

De mais a mais, ainda que não se cogite de enquadramento na Lei de Lavagem de Dinheiro, a conduta do representado, Dr. Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, enquadra-se no tipo incriminador do delito de receptação culposa, prevista no parágrafo 3º do artigo 180 do Código Penal:

Art. 180 – Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)

(…)

§ 3º Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso.” Grifo nosso.

Ora, ora, o Dr. Bastos, assim como toda a sociedade brasileira, sabe que Cachoeira não tem condições de pagar honorários elevados com renda lícita; logo, é de se presumir que os recursos foram obtidos por meio criminoso, o que atrai a aplicação do tipo que pune a receptação culposa. Ressalta-se que, no crime de receptação, o delito antecedente pode ser qualquer um, tal como peculato, corrupção, estelionato, sequestro, latrocínio, furto, roubo etc., bem como o objeto material do delito pode ser dinheiro, joias, veículos, imóveis etc. (há divergência doutrinária em relação ao bem imóvel, mas não há quanto ao dinheiro e outros recursos, uma vez que ativos financeiros são considerados “coisa”, para fins penais, aptos, portanto, a configurar a elementar do tipo).

De outro giro, verificou-se, na oitiva de Cachoeira, ou melhor, na ausência de oitiva perante a CPMI, que o seu advogado o orientou a permanecer calado, louvando-se do artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal e artigo 8º, item 2, alínea g, da Convenção Americana de Direitos Humanos(CADH), também conhecida como Pacto de San José da Costa Rica.

Nesse diapasão, em respeito à sociedade brasileira, que não entendeu por que Cachoeira tem o direito de não falar, sob o princípio nemo tenetur se detegere, previsto nos referidos dispositivos legais, o Ministério Público Federal, na condição de fiscal do cumprimento da ordem jurídica e defensor da sociedade, assustada com a impunidade, deve promover a responsabilidade do representado. Para isso, pode empregar o mesmo ordenamento jurídico que o representado utilizou para orientar a defesa do seu cliente; afinal, dispositivos legais e princípios jurídicos não devem ser aplicados somente quando favorecem a defesa, mas também quando reclamam tomadas de responsabilidades.

O mister de promovê-las, in casu, cabe ao Ministério Público Federal, uma vez que a infração penal a ser apurada é da competência federal, seja em decorrência do disposto na Lei de Lavagem de Capitais, seja porque, em se tratando de receptação culposa, vislumbrasse a ocorrência da conexão prevista no artigo 76, inciso II, do Código de Processo Penal.

Para que nenhuma dúvida reste, enfatizo que o objeto desta delatio criminis postulatória não é questionar o aspecto ético do mencionado patrocínio, até porque a ética em questão está relacionada a razões de foro íntimo. Também não se pretende instar o Ministério Público a interferir, de alguma forma, na relação do advogado com seu cliente, e muito menos embaraçar o direito de defesa. O objetivo é provocar o titular da ação penal a agir no sentido de aferir se os honorários pagos, que, segundo divulgado na imprensa, estariam cifrados em milhões de reais, são oriundos de fontes lícitas. Isso porque as condições do cliente indicam às escâncaras que provêm de fontes ilegais.

Sendo de fontes ilícitas, o representado estaria, em tese, incurso, ou no tipo incriminador que penaliza o delito de lavagem de dinheiro, ou no tipo penal da receptação culposa. Em qualquer das hipóteses, o crime é de ação penal pública incondicionada, reclamando a atuação do Ministério Público.

Em face do exposto, conforme demonstrado nesta representação, há indícios de que o representado já cometeu, ou está prestes a cometer o delito de lavagem de dinheiro, ou, no mínimo, receptação culposa, em decorrência da percepção de honorários advocatícios oriundos de atividades criminosas. Em tais situações, a prisão em flagrante é possível, caso o advogado seja pego recebendo os recursos oriundos de condutas ilícitas perpetradas por Cachoeira.

Não sendo possível o flagrante, a infração criminal pode ser apurada pelos meios normais de investigação, inclusive com a quebra dos sigilos bancário e fiscal do representado. Além disso, outros meios de apuração podem ser empregados, como prestação de informações pelo COAF, que deve ser perquirido sobre movimentação financeira ingressa na(s) conta(s) bancárias do ora requerido, consoante o disposto no artigo 14, parágrafo 2º e artigo 15, da Lei 9.613/1998.

Porto Alegre, 28 de maio de 2012.

MANOEL PASTANA

Procurador Regional da República

Esta acusação foi rebatida pela assessoria de imprensa do Márcio Thomaz Bastos, como se o procurador Manoel Pastana estivesse tentando cercear os direitos de defesa do acusado.

Isto foi propriamente rebatido aqui:

Assunto: Representação contra Márcio Thomaz Bastos

O Procurador Manoel Pastana, ao vislumbrar veracidade nas informações de que o advogado Márcio Thomaz Bastos teria cobrado R$ 15 milhões do acusado Carlinhos Cachoeira, para defendê-lo em processo criminal, que envolvem vários delitos, entre eles lavagem de dinheiro; por dever de ofício (art.236, inciso VII da LC 75/1993), representou para que seja apurada a origem dos recursos pagos a títulos de honorários.

O Dr. Pastana há quase duas décadas é procurador do Ministério Público Federal, atuando na área criminal; por isso, sabe que jamais conseguiria intimidar um advogado criminalista com a experiência de 60 anos. Ademais, nunca foi leviano e não tem interesse algum em prejudicar a defesa de quem quer que seja. Assim, causa espécie o tom da nota expedida pelo representado ao dizer: “Causa indignação, portanto, a tentativa leviana de intimidar o advogado, para cercear o direito de defesa de um cidadão.”

O exercício da advocacia não isenta o advogado, assim como qualquer profissional, de justificar que a renda recebida de seu trabalho provém de origem lícita. Não existe nenhum dispositivo legal que contemple o advogado com tal imunidade. Até porque, se houvesse, tornaria a Lei 9.613/98 (Lei de Lavagem de Dinheiro) letra morta, pois bastaria o criminoso celebrar um contrato milionário com o advogado. Este, sem ter que justificar a origem do dinheiro recebido a título de honorários, incluiria no seu patrimônio como renda lícita e, depois, poderia retornar mediante doação ao próprio infrator ou a quem ele indicasse.

Dessa forma, longe de ser leviano ou de querer atrapalhar a defesa do cidadão Cachoeira, o Procurador Pastana tenciona apenas que a lei seja cumprida, pois como há indícios de crime de lavagem de dinheiro ou de receptação, uma vez que a Lei Penal, neste último caso, presume que o recebimento de vultosa quantia de quem não tem renda lícita constitui crime de receptação culposa, representou para que seja apurada a origem dos recursos.

Considerando que há presunção relativa de que o recebimento do dinheiro em tal situação constitui ilícito penal, basta que o representado prove que o recurso recebido no pagamento dos seus honorários não é de origem ilícita e o problema está resolvido. Isso porque o questionamento não diz respeito ao patrocínio advocatício, mas ao vultoso recurso vindo de quem não tem renda lícita para arcar com tal patrocínio. Se o pagamento foi realizado por terceiros, basta provar que os pagantes têm renda para tanto.

Por fim, o fato de nunca ter sido questionado situação dessa natureza não impede que a lei seja cumprida neste caso, bem como não representa retrocesso, mas sim progresso no cumprimento da ordem jurídica.

TEREZINHA TARCITANO

Assessora de imprensa

 

Quando Ministro da Justiça, o senhor advogado criminal, encabeçou a famigerada campanha pelo desarmamento dos cidadãos honestos, como foi claramente expresso por ele mesmo em diversas ocasiões. A lei do desarmamento foi derrotada vergonhosamente em um milionário plebiscito patrocinado pelo mesmo vergonhoso governo que contratou um reconhecidamente corrupto advogado criminal para ministro da justiça.

Segundo ele, os bandidos teriam que ser desarmados pela polícia, mas os cidadãos de bem, deveriam entregar as suas armas para não se ferirem com elas…. Hah bom…..

Se tivessem sido acatadas as suas idéias sobre o direito do cidadão em possuir armas de defesa pessoal, o desfecho deste caso citado na reportagem abaixo poderia ter sido claramente outro em detrimento da corajosa idosa que manteve sua arma para se proteger.

Leiam no link abaixo:

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/06/mulher-de-87-anos-mata-assaltante-dentro-de-casa-em-caxias-do-sul-rs.html

 

 

 

10 jun 2012 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ARTIGOS, ÉTICA, Crimes e emntiras, GOVERNO, Justiça, POLÍTICA | Deixe um comentário

Enganação e hipocrisia.

Enganação e hipocrisia.

Os dirigentes da nação, comandados pela presidente que com o seu alto conhecimento da língua pátria criou uma nova categoria excluindo o substantivo comum de dois, onde o gênero fica explicito pelo artigo do sujeito e não pela terminação do substantivo, inventando para si mesma o honroso título de presidenta(?).

O professor Helio Fontes, suposto autor de um texto que recebi por email diz o seguinte sobre este assunto:

“SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA”

Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos
e despachos iniciais de Dilma Rousseff.

As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras
(maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão, afinal os veículos de comunicação têm a
ética de escrever e falar certo.

* * *

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada
de Presidenta. E ponto final.

Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
intitulado “Olha a Vernácula”

Vejam:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
mendicar é mendicante.

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz a estudante, e
não “estudanta”; se diz a adolescente, e não “adolescenta”; se diz a
paciente, e não “pacienta”.

Um bom exemplo seria:

“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
português, só para ficar contenta.”

Assim ela pareceria mais inteligenta e menos jumenta.

Não bastasse esta cretinice demagoga, inventaram agora, uma nova lei, proposta pelo excelentíssimo ministro que comprou o título de doutor, plagiando uma tese de outrem Aloísio Mercadante, e sancionada pela presidente (a) de que nos diplomas conste também o gênero feminino e não somente o masculino ou o comum de dois.

Coisa de maluco que não tem mesmo o que fazer.

De acordo com o colunista Celso Arnaldo de Veja on Line, um diploma de um homem que terminou o curso técnico de torneiro seja descrito como sua profissão, “Torneiro Mecânico” e uma mulher que terminar o mesmo curso seja classificada como “Torneira Mecânica”.

É mole minha gente, com tanta coisa a ser feita, esta administração está preocupada com estas mesquinharias que em vez de solucionar algum problema vai criar embaraços na vida da futura Torneira Mecânica.

A primeira vez em que me vi envolvido com um sufrágio nacional foi em 1960 na eleição do Jânio Quadros.

Com apenas 16 anos, eu ainda não votava, mas participava das opiniões em casa, onde o meu pai votaria no General Teixeira Lott e parte da família votaria no Jânio Quadros.

Como reza a história ganhou a esperança do povo de mudança ética personalizada pela vassoura do candidato Quadros, que jurava varrer para o lixo toda a corrupção existente no país desde ou antes da república.

Eleito o Professor de português Jânio Quadros, tomou posse democraticamente e se instalou no recém inaugurado palácio da Alvorada.

Logo se encantou pela mordomia e dizem os historiadores que passava horas em fio assistindo filmes de faroeste na sala de projeção do palácio e bebendo cachaça da boa.

Seus primeiros atos foram um desastre, pois em vez de se preocupar com os problemas sérios herdados de seu antecessor, ele se preocupou com ninharias como proibir brigas de galos, exibição de soutiens em vitrines e proibir mulheres de usar biquínis na praia pública, e outras besteiras como estas. Sua primeira obra civil foi à construção de um horrível pregador de roupa que está lá até hoje, para servir de moradia a centenas de pombos na praça dos três poderes.

O seu governo durou apenas sete meses. Houve até uma anedota de que a UDN (partido do Jânio) que levou vinte anos para fazer um filho e o fez de sete meses!

Este novo governo está nos mesmos moldes das imbecilidades.

E temos problemas de sobra, somos de acordo com as estatísticas internacionais a sexta economia do mundo. Isto não é mérito do governo, pois o nosso PIB (Produto Interno Bruto) cresceu por conta do preço das comodites que exportamos e que subiram vertiginosamente. A distribuição de renda continua desigual, a nossa infraestrutura de energia transportes, segurança e educação estão pela morte. E a nossa indústria está diminuindo ano a ano em favor das importações principalmente da China com produtos baratos feitos com mão de obra escava.

O Power Point abaixo ilustra uma das rodovias federais.

Veja se na sétima economia do mundo, a Inglaterra tem algo semelhante!!!

 

CUIABA-MT – SANTAREM – PA

15 abr 2012 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, POLÍTICA | 2 Comentários

Fé e espiritualidade

Fé e espiritualidade

Eu realmente não tenho nenhuma religião ou fé religiosa, não acredito que haja um ser que controle a nossa vida, e achei sempre desde a mais tenra idade, que é o ser em si que determina o céu ou o inferno em sua vida e que estas posições são vividas aqui na terra durante a vida e não depois que esta termina.

Tenho tentado e com relativo sucesso viver em paz comigo e com outros, sem nenhuma necessidade de ajuda divina.

Ajudo a quem posso ajudar e como posso ajudar, sem pensar em nenhuma recompensa.

Isto reflete em minha vida desde o momento em que desperto pela manhã dia após dia e é suficiente para que eu sinta vontade de seguir vivendo.

Mas não sou contrário a nenhuma religião ou fé que possa trazer felicidade às pessoas que praticam estes ritos, desde que o pratiquem com verdadeira fé e com a mente voltada para o bem.

Mas a espiritualidade e a religião, apesar de parecerem andar de mãos dadas, são muito distante uma da outra, e encontrei em um blog uma boa definição destas diferenças.

Estou publicando com os devidos créditos:

O texto é do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes, que escreve em seu blog:

A religião não é apenas uma, são centenas.

A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.

A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que
fazer e querem ser guiados.

A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.

A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.

A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.

A espiritualidade lhe diz: “aprenda com o erro”..

A religião reprime tudo, te faz falso.

A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.

A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.

A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona.

A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.

A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.

A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.

A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.

A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.

A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.

A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.

A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.

A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.

A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.

A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.

A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.

A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.

A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.

A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.

A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida

 

15 abr 2012 Posted by | ARTIGOS, religião | , , , , | 3 Comentários

Irritação.

Irritação.

Recebi a algum tempo um email de um de meus amigos com a história abaixo.

Não mencionava o autor. Procurei na internet e encontrei várias menções ao mesmo conto, sem nenhuma indicação de sua autoria.

Então por achar relevante o exemplo deste conto estou também publicando em um de meus posts.

O homem que não se irritava

Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.

Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.

A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa. Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:

– O que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente:

– A senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:

– Servi sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos. Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:

– A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente. Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.

Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça. Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão. Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério. Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma. Queridos amigos!! Que possamos tirar ensinamentos dessa história. Vamos tentar não nos irritarmos por coisas poucas, vamos fazer esse bem para nosso próprio ser.

Quando alguém quiser lhe irritar não entre em seu jogo, encontre uma saída diferente, façamos como o homem no restaurante, tenhamos serenidade e calma diante das situações.

“ONDE HÁ RESPEITO HÁ PAZ”.

“Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer.”

John Powell

E finalmente, encontrei um dia a frase que também não conheço o autor, mas vale para finalizar este artigo:

“Guardar raiva a alguém ou alguma coisa, é como beber veneno e esperar que o outro morra”

15 abr 2012 Posted by | ARTIGOS, CURIOSIDADES, exemplos | , , | 1 Comentário

Outra vez a educação básica.

Outra vez a educação básica.

Já escrevi vários artigos sobre a deficiência educacional no Brasil.

Já comentei sobre os gastos, sobre os métodos sobre os salários, sobre os méritos, e sempre todos estes tópicos, que são os alicerces de uma educação básica e onde esta é o alicerce da cultura de uma nação, mas estão sempre a desejar. E não é por falta de conhecimento sobre o assunto, porque os parlamentares sabem muito bem do problema, e como o resolver. Quase todos os parlamentares têm currículo razoável, alguns deles com currículo admirável, mas deixam o barco correr ao sabor da correnteza, sem realmente fazer coisa alguma.

Durante o governo do FHC, os gastos com a educação em geral eram bem mirrados, acho que somavam pouco mais de 2% do PIB (Produto Interno Bruto). No seu segundo mandato, houve por intermédio do Ministro Paulo Renato, uma decisão recomendável que foi a criação do sistema de Verba Direta para a escola básica cadastrada, sem passar pelas burocracias existentes até então.

No programa, bastava a escola se cadastrar, abrir uma conta bancária e solicitar a verba para qualquer melhoria, salários, programa docente, ou qualquer benefício para a instituição, e a verba era depositada. A escola então executaria o programa previsto nesta verba e mandaria um relatório da execução ou do resultado desta implementação.

O TCU iria supervisionar estes gastos e se tudo fosse feito de forma correta e legal, a escola poderia continuar a receber verbas que iriam melhorar o estabelecimento.

Eu creio que isto foi feito em 1996, e começou a dar resultados positivos, mas foi interrompido no governo Lula.

Outro dia escutando a radio CBN, ouvi uma notícia que o programa iria ser reaberto. Menos mal.

Como já mencionado em outros posts, a verba para educação melhorou no governo Lula chegando a 7% de um PIB bem maior.

Mas estes gastos foram com o ensino técnico, superior, ou a distancia, geralmente comandados por ONGs, ou o Pro Uni, onde as irregularidades são marcantes. O ensino básico continua desdenhado pelas autoridades, com salários da fome, prédios inadequados, professores sem condições de dar aulas e outras mazelas.

Outro dia passeando pelo blog do Giulio Sanmartini (http://prosaepolitica.wordpress.com), encontrei em um de seus artigos um comentário de um leitor que se identifica como “Joszef Janosek”. Este comentário se resumiu em um lindo artigo de autoria da professora,  Sandra Cavalcanti.Artigo repleto de verdades e que reproduzo agora:

Você pode gostar ou não da autora deste texto, mas aí está a colocação perfeita do regime de cotas.

POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES…
Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio.

Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.

Eram jovens de todas as camadas.
Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.

Elas compunham um quadro muito equilibrado.

Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena.

As brancas também eram diferentes.

Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas.

Enfim, um pequeno Brasil em cada sala.
Todas estavam ali por mérito!
O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências.

Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos.
Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele!

Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.
Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante.

Eram os 50 anos da formatura delas!

Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.

Lá estavam elas, muito felizes.

Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.
Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.

Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.
Estabelecer igualdade com base na cor da pele?

A raiz do problema é bem outra.

Onde é que já se viu isso?

Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.
Uma das minhas alunas hoje é titular na Uerj. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras.

As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras.

Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu.

O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza!

Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele.

Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.
Perguntei: qual é o problema, então?
É simples, mas é difícil.
A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres.

Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos.
Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.
Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo.

Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.
Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!
Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos.
Tratem de investir de verdade no ensino público básico.
Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.
Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejarem que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.
O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto?
É claro que não.
É na largada que se consagra a igualdade.
Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.

*Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.

 

 

 

15 abr 2012 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, EDUCAÇÃO, GOVERNO | , , | 2 Comentários

Fazer cumprir…

Fazer cumprir…

Recebi de meu amigo Marcelo uma pequena história que vou compartilhar com os leitores.

Vejamos:

 

Existem pessoas que têm o dom da síntese.

Esse Abraham Shapiro conseguiu em poucas palavras explicar, através de uma historinha, como funciona o governo Dilma!

então vejamos:

 

ABRAHAM SHAPIRO
Navegando há vários meses sem que os marujos tomassem banho ou trocassem de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio fedia.
O Capitão chama seu Imediato:
Mr. Simpson, o navio fede. Mande os homens trocarem de roupa!
Yes, Sir!
Simpson reúne seus homens e diz:
Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John. John troque a sua com Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred…
E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele retorna ao Capitão e diz:- — Sir, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.

 

Você acaba de entender exatamente o que é o Brasil no governo atual. 

 

 

12 mar 2012 Posted by | ARTIGOS, GOVERNO, História, Humor, POLÍTICA | Deixe um comentário

Uma visão da realidade

Uma visão da realidade

Estou publicando esta coluna que me foi enviada por email, pelo meu primo Camilo, sem realmente pesquisar se a autoria é realmente do alegado Marcelo Tas.

Apesar de não possuir os fatos documentados na presente coluna, publico por concordar totalmente com o que está relatado.

Pelo conteudo, nota-se que é um artigo um pouco datado, escrito ha alguns anos, mas isto não retira dele as realidades retratadas.

Se alguém discordar ou comprovar que não seja dele(Marcelo), é somente me mandar algum comentário com as correções que eu corrijo. Apenas a autoria, pois o fato relatado está totalmente de acordo com os meus pensamentos.

Uma maneira de olhar o significado de PT, segundo Marcelo Tas do CQC

 

“Por não ser petista, sempre fui considerado “de direita” ou “tucano”
pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.”

Vejam, nunca fui “contra” o PT. Antes dessa fase arrogante
mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a
votar nos “cumpanheiro”.
A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de
80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual
aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido
dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas.
Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é
petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um
dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que “dos Trabalhadores”? Nunca
entendi. Qual a intenção? Quem é ou não é “trabalhador”? Se o PT
defende os interesses “dos Trabalhadores”, os demais partidos defendem
o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam.
Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava.
Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser
“dirigentes do partido”. Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae
deles.

Repare no choro do Zé Genuíno quando foi ejetado da presidência do
partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a
câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele.
Ia ter “que sobreviver” sem o partido. Isso é: procurar emprego. São
palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20,
talvez 30 anos… Diga-me, qual foi a última vez, antes de virar
presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando
metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu
da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina
mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe
no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores
não trabalhava!!!
Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a
enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é
sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir
para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de
um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e
conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de
dólares ou o Marcos Valério.
A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive
nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em
Paris…misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da
França…outro que está mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço
do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é
bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa
2…

Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram
convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe)
de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o
filme do início jogando todos na lama.
Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca
fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os
“dirigentes”, “conselheiros”, “tesoureiros”, “intelectuais” e demais
cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos,
todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal,
peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a
realidade brasileira.

Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no
batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de
trabalhadores.

11 mar 2012 Posted by | ARTIGOS, GOVERNO, POLÍTICA, TRABALHO | Deixe um comentário

A despedida

A despedida

Recebi por email de minha amiga Pernelle, esta mensagem da ex-esposa de Hugo Chávez.

Pesquisei sobre o assunto para ter a certeza de que a informações recebidas são de fato verdadeiras.

Não encontrei nada em “El Universal” como se refere o Email, mas encontrei em uma revista chilena, uma referência em espanhol desta missiva de despedida precoce.

http://despiertachile.cl/not/469/despedida_de_nancy_iriarte_diaz__su_exesposa__a_hugo_chavez_/

 

Quanto ressentimento por parte de uma pessoa que participou e compartilhou sua vida com alguém.

Impressionante.

 

 

        Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:

          Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal… Porque o fim dos tempos não te alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu “ciclo vital” se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado… Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aparecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?… Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces… Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua corte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil… Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida? Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.

Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário… imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura… Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma corte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham… Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.

Também no Email que recebi faltou o final que está na publicação chilena:

“El Socialismo solo funciona en dos lugares:

en el Cielo, donde no lo necesitan, y en el Infierno donde ya lo tienen”

Nancy Iriarte Díaz

Que traduzo:

“O socialismo funciona apenas em dois lugares:

No céu onde não se necessita, e no inferno onde é a realidade”

Nancy Iriarte Díaz.

 

09 out 2011 Posted by | ARTIGOS, CURIOSIDADES | Deixe um comentário

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