blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

R$ 11.545,04 por minuto.

 

R$ 11.545,04 por minuto.

 

Transparência Brasil, – http://www.transparencia.org.br/index.html – Publicou em suas páginas, um grande estudo em detalhes e com todas as fontes, das despesas com o congresso nacional.

O número acima é mesmo estarrecedor, mas é quanto os nossos impostos estão pagando para estes pilantras e moleques trabalharem três dias por semana, roubarem sete dias seguidos tudo o que puderem carregar, e legislar em causa própria o tempo todo.

Os interesses são sempre os mesmos, tirar a maior vantagem possível.

Com raras exceções, os atuais representantes populares, não representam o povo, mas seus próprios interesses.

Os gastos com o congresso brasileiro é o maior do mundo.

Não satisfeitos com estes gastos, os parlamentares tentaram no ano passado, votar um aumento nojento de 100%. O povo gritou e voltaram atrás, mas durante a visita do Papa, com a mídia obscurecida pelas notícias da visita, eles rapidamente votaram um aumento de 28%, dizendo ser a perda com a inflação.

Para quem ganha quinze salários anuais têm 120 dias de recesso, e quando vem trabalhar se apresenta de terça feira à quinta feira, e podem usufruir de uma verba de gabinete de R$ 15.000,00 até para pagar as pensões alimentícias dos filhos ilegítimos com o fez o Renan, a inflação poderia é colocar mais perspectiva real nos ganhos e não dilapidar. A inflação afeta sim é o assalariado que não pode fazer nada.

Eu escrevi antes, não querendo ser pessimista, mas realista de que o PAC não iria funcionar nunca. Não foi porque  sou do contra ou não gosto do governo. Eu não gosto mesmo é do congresso.

O PAC foi baseado em seis principais medidas provisórias, para que pudesse andar e estas medidas foram apresentadas no congresso para aprovação.

Vou descrever um trecho de uma reportagem de hoje do JB on Line: http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2007/02/20/pais20070220000.html

Só uma das 685 emendas apresentadas às sete medidas provisórias do PAC representará, caso aprovada, gasto adicional de R$ 4,8 bilhões para o governo. De autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), aumenta de R$ 5,2 bilhões para R$ 10 bilhões o crédito concedido pela União à Caixa Econômica Federal. O custo adicional dessa proposta é cerca de 15% maior do que o estimado para toda a obra de transposição do Rio São Francisco.

O link acima leva à notícia completa.

Podem acreditar que este aumento absurdo para aprovar estas MPs, tem comissão agregada para enriquecer ainda mais estes pilantras.

Com um salário destes, o maior do mundo real, este congresso da carochinha não cansa de buscar uma maneira de complementar os seus roubos, com propinas das empreiteiras favorecidas nas emendas.

Não tenho a certeza, mas desconfio que deva ser assim:

Deputado fulano de tal liga para uma empreiteira:

“Tenho aqui em minhas mãos, um assunto de seu interesse. Posso emendar para que seja dirigido em sua direção este serviço extra no valor de 50 milhões, mas preciso de uma comissão para isto porque tenho que molhar a mão de muita gente para que isto aconteça”

Se for vantagem, a empreiteira topa, superfatura tudo, a gente paga, e o deputado fica mais rico.

Eu estou apostando que todas as 685 emendas são passivas de alguma vantagem monetária para o autor da mesma.

E voltando à carga com a célebre frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” (Abraham Lincoln)

 

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De vez em quando, a casa cai e alguns mais atrevidos são pegos com a mão na massa.

E quando isto acontece, eles choram, fazem feio, inventam mentiras, a mídia é a culpada, a imprensa maldita, perseguição política, falsificam documento, fazem chantagem, inventam teorias de conspiração e até citam Franz Kafka invertido. Tudo isto para não largar a mamata. Que vergonha.

Eu sinceramente tenho mais respeito pelo Fernandinho Beira Mar que é bandido assumido e quando foi pego lutou e foi ferido, mas não fez este papel ridículo, este espetáculo dantesco que envergonhou toda a nação.

O Senador e ex-governador Roriz, chorando ao pronunciar as suas explicações sem convencer ninguém, e apelando por ajude de Deus, depois que foi flagrado em um telefonema para lá de suspeito.

Vamos fingir que acreditamos que toda a origem do dinheiro foi exatamente como diz o Senador. Um cheque do Nonô de 1,2 milhões, do Banco do Brasil, para ser descontado em dinheiro vivo e depois emprestado uma parte para o Roriz comprar a participação de uma bezerra. O restante ficou mesmo foi com o Nonô.

Irregularidades:

1.      Cheque do BB foi descontado no BRB em dinheiro. Isto é proibido. Quem autenticou as assinaturas?

2.      Não houve previsão de saque como manda o Banco Central.

3.      Porque dinheiro vivo? Tudo poderia ser feito por transferência bancária, muito mais seguro e transparente.

4.      E porque ele disse no telefone que cada um sairia com a sua parte? Isto é suspeitíssimo e até parece coisa de filme de gangster.

5.      E mais, apesar de não ter condenações, o Roriz tem inúmeros processos em andamento, e onde tem fumaça tem fogo.

6.      A cena dos papeis assinados em branco, são tão bons quanto os recibos apresentados por Renan Calheiros. O Roriz já foi flagrado com propriedades em nome de laranjas mais de uma vez, e seu sigilo bancário e fiscal deve até dar pena. Ele pode até estar passando necessidades de acordo com a documentação encontrada.

Roriz deixa de ser palhaço, você foi pego e agora deve ter a hombridade de assumir. Seja homem.

E Renan, que palhaçada, ele já foi desmentido várias vezes e as mentiras continuam acumulando.

A falta de decoro parlamentar, não está nem na ajudinha ganha pela empreiteira que ele pegou sim senhor, Não está na relação extraconjugal, não está nos recibos e guias falsificadas, não está nos bois mais caros e gordos do Brasil, não está nos bois emprestados que chegara a Murici em três grandes carretas de dois pisos, não está em chantagear os colegas para que arquivem o caso.  A falta de decoro está na mentira para o Brasil e para os cidadãos de Alagoas que o elegeram.

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Roriz e Renan pisaram na jaca, e devem deixar a mamata para outros.

Fora Roriz e fora Renan, menos merda no congresso. E coincidentemente, são do mesmo partido.

Eu somente não estou sugerindo a desclassificação do PMDB como um partido político, porque este partido abriga também um Pedro Simon. (deve haver mais gente séria lá dentro, mas eu não conheço todos).

Outro dia no Programa do Jô, a Jornalista Lúcia Hipólito, mencionou uma coisa interessante:

“Os políticos fazem sempre amizades com Doleiros, Banqueiros, Bicheiros, Marqueteiros, churrasqueiros, e nunca se houve dizer que o Médico amigo, o advogado amigo, o dentista amigo”

Eu digo sempre que as aves da mesma  espécie se congregam.

Fizeram uma tentativa de reforma política, apenas para dar uma tênue esperança à sociedade mas como houve maiores interesses, nada foi feito e continua na mesma roubalheira,  e a gente pagando mais de onze mil reais por minuto para que eles sigam roubando.

Eu tenho um sonho:

Posicionar dois milhões de pessoas na explanada dos ministérios e na praça dos três poderes, invadirem o congresso, e retirar de lá todo e qualquer parlamentar que tenha ou teve algum processo contra ele. Os outros ficam para votar uma reforma política verdadeira, onde os salários e os gastos com o congresso sejam decididos por referendo popular. Os horários todos cumpridos, com ponto e tudo, e ao menor suspeita de irregularidade, o parlamentar fica afastado sem remuneração, até que se apure a suspeita. Se confirmada perde o mandato e se não confirmada ele assume novamente com os seus salários atrasados.

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29 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

As perguntas sem respostas.

As perguntas sem respostas.

De vez em quanto se tem vontade de escrever besteiras, somente para se afastar das evidências da patifaria e sacanagem proveniente justamente dos lugares onde se deverias vir o exemplo.

Juízes, comprados? Como pode ser possível que o poder judiciário possa ser comprado?

Quando morava nos EUA, uma vez trabalhando em Nova York, ouvi uma anedota envolvendo os poloneses.

As piadas com poloneses no norte dos EUA são praticamente as mesmas que fazemos com os portugueses.

Porém esta anedota por sua natureza não dá para colocar os portugueses no lugar dos poloneses. Aí vai:

“como se identifica o polonês na rinha de galos?”

“É o que entra segurando um pato”

“E como se sabe que a máfia foi envolvida na decisão desta briga de pato com galo?

“É fácil, o pato ganhou a briga”

Com o judiciário se vendendo ao melhor preço, como pode haver justiça?

“Resposta direta: ‘Não há justiça no Brasil”.

E agora no poder legislativo?

Se existem juízes comprados, pessoas de carreira, com anos de estudo e experiência, então estes parlamentares, com trabalho transitório, e sem nenhuma representatividade (94% na câmara foram empossados sem nem um voto), não teriam escrúpulos nenhum em cometerem as maiores maracutaias e mamatas favorecendo a si mesmo principalmente, e aos seus mais chegados. Tem se o caso recente do sem voto nem representação do presidente do conselho de ética, o Ex coveiro o Sebastião Machado, que trocou Sebastião para Sibá para ficar mais exótico, que ocupa o posto que seria da Marina Lima. Ficou claro que este sem voto foi encarregado pela máfia de proclamar a vitória do pato, nesta briga desigual entre bons e maus elementos dentro do Senado Federal.

Da equipe dos bons elementos, até o Renan como presidente fez chacota de um deles ao ignorá-lo descaradamente dentro do plenário e cortando sua palavra. O senador Suplicy, senador verdadeiro, eleito com o voto popular, se ofereceu para ser o relator do processo e foi simplesmente ignorado pelo Ex-coveiro e quando em plenário o Senador Suplicy perguntou ao Renan se eram verdades os boatos de que ele estava chantageando vários senadores com os podres que sabia, o Renan disse rapidamente que não, citou até Franz Kafka que não leu e não conhece e imediatamente cortou no meio as palavras do Senador Suplicy. Suplicy é um honesto Galo de Briga, e o pato Renan, está ganhando uma briga que deveria ter sido perdida há umas três semanas atrás. Renan deveria ter sido preso e algemado como aconteceria em um país honesto, sem um judiciário comprado e um legislativo corrupto. Outro Galo de Briga,do mesmo time do pato Renan, o Senador Pedro Simon, do PMDB gaúcho e Senador real e representante popular, está claramente em desacordo com a montagem e do cenário preparados para arquivar o caso do Renan.

 

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E o Senador Jefferson Peres do PDT do Amazonas, outro verdadeiro Galo de Briga, e representante popular, está também muito contrariado com esta ferida aberta no senado, que foi apunhalado pelo Renan que agora quer ser sumariamente perdoado a força. Na marra mesmo. As evidências contra o Renan são claramente evidentes e suas mentiras, são tão óbvias, que mais parecem uma dissimulada confissão de culpa.

E tem uma pergunta que não necessita de resposta:

“Será Renan culpado?”

Hoje a minha prima de Juiz de Fora, a Claudia me mandou um Email com mais perguntas sem respostas.

Para descontrair e esquecer estes problemas perenes e intrínsecos de nosso pobre país vou publicar esta lista.

Alguns são mesmo engraçado.

PERGUNTAS SEM A NESSECIDADE DA RESPOSTA. ( tipo da pergunta sobre o Renan)

1. Porque laranja chama laranja e limão não chama verde?

2. Porque lojas abertas 24 horas possuem fechadura?

3. Porque que quem trabalha no mar se chama marujo? Então quem trabalha no ar deveria se Araujo, nao?
4. Porque “separado” se escreve tudo junto e “tudo junto” se escreve separado?
5. Porque os kamikazes usavam capacetes? (BOA!)
6. Porque se deve usar agulha esterilizada para injeção letal em um condenado a morte?

7. Como que os cegos sabem quando terminaram de se limpar quando estão no banheiro?
8. Para que serve um bolso em um pijama? (Muito Boa)
9. Porque os aviões não são fabricados com o mesmo material usado nas suas caixas pretas? (BOA!)
10. Adão tinha umbigo??????

11. Porque o Pato Donald depois do banho sai com uma toalha em volta da cintura, se ele nao usa short no desenho?
12. Se o Super Homem e tão inteligente, porque usa a cueca por fora da calca?
13. O Pluto e o pateta são cachorro certo? Porque o Pateta fala e o Pluto não?
14. Porque tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo?
15. Porque os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
16. Porque os filmes de batalhas espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo?
18. Se o vinho e liquido, como pode ser seco?

19. Como se escreve zero em algarismos romanos?
20. Porque as pessoas apertam o controle remoto com mais forca, quando a pilha esta mais fraca?
21. O instituto que emite os certificados de qualidade ISSO 9000 tem qualidade certificada por quem? (BOA!)
22. Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo?
23. Porque quando você para no sinal vermelho, tem sempre alguém no carro do lado com o dedo no nariz?
24. Se depois do banho estamos limpos porque lavamos a toalha?

25. Como foi que a placa “E proibido Pisar Na Grama” foi colocada?

26. Alguém já conseguiu ver um Chester vivo.
27. SE OS HOMENS SAO TODOS IGUAIS, PORQUE AS MULHERES ESCOLHEM TANTO????

 

 

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A nova bandeira do Brasil.

25 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ANEDOTAS, ÉTICA | Deixe um comentário

Prosperidade e crescimento.

Prosperidade e crescimento.

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Sabem vocês porque o Brasil não vai crescer?

È o óbvio ululante de que as condições para o Brasil crescer sustentavelmente e em um ritmo permanente condizente com os países em desenvolvimento, devem passar pelo estado atual da infra-estrutura essencial.

O primeiro governo do Lula foi um oba-oba sem fim, com experimentos sociais que não deram certo, com os postos chaves do governo ocupado por pessoas ineficientes, e sendo que os últimos dois anos foram anos de campanha para uma reeleição. De entre meio, a primeira administração foi permeada e temperada com escândalos e corrupção, que ajudaram a paralisar o andamento de qualquer vislumbre de administração que poderia ter havido.

Em outras palavras durante o primeiro ano do governo Lula o Brasil andou sozinho, sem comando algum e no embalo do Plano Real, herdado do governo anterior. O único mérito do governo neste sentido, foi não querer mudar esta situação, que ajudou o Brasil a se manter estável.

As melhorias na infra-estrutura, que no governo anterior foi pífia, e permeada de crises, internas e externas, no governo Lula foram nenhuma.

Para o bem da verdade, as obras de expansão do sistema de distribuição elétricas iniciadas timidamente no governo anterior foram mantidas, e as duplicações de rodovias também iniciadas no governo anterior seguiram em seu ritmo patético, mas seguiram.

O aumento da capacidade energética, as melhorias portuárias, as melhorias rodoviárias, ferroviárias e aeroviárias, foram praticamente nenhuma. E sem estas estruturas, o crescimento sustentável não pode existir.

O ministro Mantega não disse nada de errado quando disse: São sinal de prosperidade. Parte do preço do sucesso da economia. Se referindo ao caos aéreo. Somente esqueceu-se de acrescentar: Prosperidade sem infra-estrutura”.

Se um governo qualquer, chega a um lugar rural e abandonado, e resolve mudar a economia local, investindo em educação, insumos, maquinaria adequada, pode sim ter um enorme sucesso na produção agrícola, mas se depois da colheita não existir um método eficiente para se transportar esta colheita, tudo vai acabar se perdendo. Em outras palavras, os métodos de transporte da safra, devem ser feitos antes da colheita senão, se perde a colheita e todos os investimentos feitos para esta colheita.

É simplesmente por esta razão óbvia que as terras localizadas perto das rodovias de acesso são mais caras.

Para que o Brasil cresça, deve investir primeiro na infra-estrutura base.

Os portos, por exemplo, estavam cotados no PAC para serem melhorados, pois não comportam os grandes navios modernos. O ministro encarregado destes portos está reclamando na mídia da falta de fundos para este serviço.

O PAC, é uma tremenda enganação e a única obra que está sendo feita a “toque de caixa”, é a obra mais desnecessária de todas, que é a transposição do Rio São Francisco. Está encarregado da verba desta obra, o senhor conhecido em seu estado natal, a BAHIA como “AGATUNADO”. A verba de seis bilhões, nas mãos do agatunado, será realmente bem aproveitadas por ele.

A grande besteira desta obra, é que quando falta água no nordeste, também falta água no rio São Francisco.

A despeito do que muita gente está acreditando, a captação da água em Cabrobó, está logo depois da barragem de Sobradinho, e vai prejudicar duas outras hidroelétricas à sua frente, Timbó e Paulo Afonso.

A equipe do Agatunado anda disseminando por aí, de que a água que eles vão captar, é a água que irá se perder no mar, coisa que se fosse verdade, justificaria o projeto. Mas não é nada disto não, podem acessar os mapas da região e verão que entre Cabrobó e o mar, existem duas usinas geradoras e o projeto de mais uma.

E voltando para a infra-estrutura, este projeto tocado pelo Agatunado, irá sem dúvida nenhuma, ralear mais ainda a quantidade de energia disponível para o crescimento sustentável.

E tem mais, para bombear 600m³ por segundo, de acordo com os projetos, vão ser consumidos 1.000MW de energia, que é a total produção da usina hidroelétrica de Sobradinho (1050MW), que irá fornecer esta energia.

Vejam que grande besteira esta:

Um projeto que vai funcionar somente quando o rio estiver com água suficiente, e que coincide com as chuvas do semi-árido que irá favorecer. Durante estas chuvas não será preciso retirar água do rio. E nesta carência energética em que estamos toda a produção de uma usina muito importante será desviada para o projeto. E mais ainda, somente em Paulo Afonso, a falta desta água diminuirá a energia produzida suficiente para alimentar uma cidade de 45.000 habitantes.

Este é o principal programa do PAC.

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Dizem agora, que o projeto está mudando, (depois da verba aprovada).

Agora dizem que a água será retirada durante as cheias, e acumulada em açudes, para ser distribuída no período da seca. Ah bem…

A evaporação desta água será terrível, na casa dos 30%.

Um terço da energia gasta para retirar esta água, será gasto na evaporação que as correntes aéreas vão levar para a Amazônia onde não se precisa desta água.

300MW de energia para irrigar a Amazônia.

Este é o PAC, ou parte dele, e tudo o mais é assim mesmo.

E agora o que fazer?

Relaxa e goza.

 

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23 jun 2007 Posted by | CRESCIMENTO ECONÔMICO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Renan o democrata.

Renan o democrata.

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A democracia é definida quando os cidadãos de um país têm maturidade suficiente para escolher os representantes que encontrarem mais capazes de administrar a coisa pública que conseguida à custa do dinheiro dos impostos, que estes mesmos cidadãos contribuem para que sejam feitas as melhorias para transformar a vida de todos em uma vida mais confortável. Estes representantes são os que fazem as leis que pode organizar a vida do país. Estes mesmos representantes devem zelar dentro de suas atribuições que a carta magna ou constituição seja respeitada.

Então dentro deste conceito de democracia, o conjunto de todos os representantes do povo, o Congresso, é a expressão máxima da existência de uma democracia. Dentro do congresso o povo está expressando a sua vontade.

Sem um congresso atuante, não poderia haver democracia, e sem democracia não poderia haver justiça, e sem justiça não poderia haver um país e sem pais, não poderia haver os impostos que contribuem para um bem estar geral.

Dentro desta premissa, o povo deve sempre zelar pela existência de um congresso, que os represente.

Bem no atual Brasil, o congresso anda tão desmoralizado com suas maracutaias, tão desacreditado em suas funções, que o povo, que colocou lá seus representantes, perdeu totalmente a confiança nas instituições democráticas, e em uma enquete realizada recentemente, a grande maioria, aproximadamente 80% disse que deveriam acabar com o Congresso.

Até para roubar o dinheiro público tem que haver moderação. Até para mentir tem que haver um basta, se não o povo perde o interesse e decreta a morte do congresso, que neste caso mataria ou feriria de morte a democracia.

O atual caso que veio à tona, não por eficiência total da polícia federal, que teve sim uma participação importante, mas mais por causa do descaso e cinismo dos representantes que de tanto abusar e saírem ilesos pensaram que era uma festa e se deram mal.

Há alguns anos atrás, outro presidente do congresso, deve que pedir demissão para não ser cassado, onde as mutretas foram apresentadas com provas irrefutáveis de desvio descarado de dinheiro público. Entre as maracutaias encontradas existia ate um ranário de sua esposa que consumiu milhões de Reais e o que existia era apenas uma placa indicando o local. O Caso do Jader Barbalho, já era um indicativo de que algo andava muito podre. Este político chegou até a ser preso e algemado, mas foi solto, se candidatou novamente e agora com um mandato novinho representa o povo do estado do Pará. Seus inquéritos não deram em nada e alguns já até prescreveram. E este senhor tem de acordo com a sua declaração de bens um patrimônio de, pasmem os seus eleitores, um bilhão de reais. Eu não tenho provas, mas também não sou muito idiota, e tenho a minha convicção. Ele não ganhou este patrimônio trabalhando honestamente. Ele roubou este dinheiro.

Este dinheiro que ele roubou, está fazendo muita falta para milhares de seus eleitores, que confiaram nele e ele usou e usa esta confiança para o uso próprio e de sua família.

Desde os começo dos anos noventa houve outros casos de corrupção que foram descobertos, mas ninguém foi punido. Os anões, o mensalão, o Severino Cavalcante, somente para mencionar alguns, onde ninguém foi punido exemplarmente.

E finalmente vem o mais recente e a meu ver o pior de todos.

O Caso da quadrilha do Renan Calheiros.

Este hipócrita e ladrão ficou milionário na política, era de família humilde e morava em rua de terra.

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Hoje tem uma fortuna incalculável, e quando foi ministro da justiça, e era chefe da polícia federal, agiu como J.Edgar Hoover do FBI americano, que dominou o órgão por 48 anos e construiu dossiês de muita gente importante e com a chantagem do conhecimento sobre fatos delicados da vida das pessoas era praticamente intocável. O Renan não somente roubou, mas induziu os outros a participarem, e tem provas contra todo mundo. Agora, ele está chantageando os antigos e atuais companheiros de crime, para forçarem o arquivamento de seu processo.

Ele como Hoover, se julga acima da lei e do direito, e a desfaçatez com que encara a mídia e seus colegas dizendo:

“Eu não vou renunciar, pois sou um homem batalhador”, mostra que está muito seguro de sua impunidade.

Quando recebeu os documentos para elaborar o relatório para o arquivamento, o Epitácio Cafeteira, já tinha em mãos o relatório que foi confeccionado pelos pilantras de carreira encabeçados pelo José Ribamar, o Sir Ney.

O senil Epitácio nem sabia do conteúdo do relatório, mas era para arquivar o processo contra o Renan, pois o relatório provava que o Renan era muito rico. Ele nem tocou no assunto da empreiteira que eras o foco da questão.

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O ex sem terra e ex-coveiro Sibá, que foi batizado como Sebastião e provavelmente não gostou e ficou sofisticado com Sibá, disse simplesmente em uma das reuniões que estava aberta a sessão para o arquivamento do processo contra Ilustríssimo Presidente do Congresso. Imagine, falar mal logo do Presidente! Direto para o arquivo e não se fala maia nisto. Sibá, que não teve sequer um voto, não representa ninguém, se tornou de fato uma celebridade.

E para coroar a sua atuação, quando o Cafeteira depois de dizer que pediria demissão, pois não mudaria o seu relatório de forma nenhuma, (como poderia mudar se não o escreveu e foi incumbido apenas de ler-lo senão…)

O Sibá encontrou outro sem voto, o cabeludo de MG, Wellington Salgado que também não representa ninguém e que quis ter o seu momento de glória arquivando o caso contra o seu amado Presidente. Acontece que o congresso está sangrando e o cabeludo ficou com medo de ser linchado e pulou fora. A sua braveza durou pouco mais de três horas.

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E a polícia federal, que não é mais controlada pelo Renan, e que deveria apenas verificar se havia rasuras nos documentos, não aceitou fazer papel ridículo e em uma pequena investigação constatou inúmeras falcatruas nos documentos apresentados pelo Renan.

Agora, o Renan tem dois problemas, além da falta de ética, uso e falsificação de documentos.

Ele ainda teve o descaramento de enviar a todos os seus colegas um envelope com cópia dos documentos de seus ganhos pessoais, e nesta relação incluiu a verba indenizatória de R$15.000,00 mensal para engrossar as possibilidades de bancar a sua aventura extraconjugal. E mais errou nas contas apressadas e a verba cresceu em suas contas. O cinismo é tanto que a verba para despesas do gabinete, e que não é dele, foi admitida como pagamento à Mônica, sua amante. A comissão de ética tem a obrigação de verificar o uso e abuso desta verba indenizatória e a declaração simples com a admissão que usou esta verba para fins pessoais seria em si o suficiente para o Renan perder o mandato.

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A desculpa que isto é prática comum, não serve mais para este cenário dantesco que está se tornando o Congresso Nacional.

Está mais é para justificar a dissolução deste Congresso.

Renan, você está Fu………e bem pago. Cai fora.

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Eta Brasil

 

 

21 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | 1 Comentário

O painel de partidas em Santos Dumont.

O painel de partidas em Santos Dumont.

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A ministra Martha, deveria pedir demissão, para parar de envergonhar o governo.

Logo ao assumir o cargo, com muito desdém admitiu que não soubesse nada de turismo.

E não sabe mesmo. Até o momento, a única coisa que o seu ministério produziu foi desentendimento, brigas e bobagens, em uma tentativa de absorver o Ministério dos Esportes que já pertenceu ao turismo. A única coisa que ela entende é de verba. Quer ter verba porque para ela, verba é poder. Dinheiro compra tudo. E com muita verba para gastar a Martinha pode até comprar dignidade e reconhecimento. A sua administração na prefeitura de São Paulo foi tão corrupta que as contas não fecharam e quando viram que ela poderia ir para cana, o PT deu um jeitinho e modificou a lei para salvar a Rainha do Laquê. Martha Está segurando ao cargo como o Renan Calheiros à presidência do Senado, mas este barco está fazendo água e vai afundar,

Adeus Martha, vá para o inferno e fique por lá.   

 

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20 jun 2007 Posted by | ABOBRINHAS, APAGÃO AÉREO | 2 Comentários

Classificação social.

Classificação social.

Esta semana, alem da quantidade enorme de “Spams“, também recebi inúmeros Emails de grande valor e de informações preciosas e diversas. Foi de verdade uma boa mistura de correspondência.

A minha prima Claudia, que mora em Juiz De Fora MG, me enviou esta descrição de classificação social inusitada, mas cheia de verdades e vou publicar para compartilhar com vocês de uma boa teoria.

È de acordo com o Email enviado de Autoria de Martha Medeiros.

Estou repassando os créditos em confiança à origem, mas se houver alguém que saiba mais a respeito da origem pode reclamar que eu corrijo

Os ricos e os pobres – Martha Medeiros

Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava R$ 1 milhão por mês e que em entrevista vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como um exemplo de pessoa pobre.

Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas idéias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, shows ou galerias de arte, apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.

Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não têm saldo invejável no banco, mas são criativos, efervescentes, abertos. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira.

O que temos aqui, em maior número, é um grupo que Olivetto nem mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso à cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à margem, feito zumbis.
E temos os ricos-pobres, que têm o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste país um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito.

Exemplos? Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada. Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública. O Audi é só um disfarce que ele pôde comprar, no fundo é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial.

Os ricos-pobres não têm verniz, não têm sensibilidade, não têm alcance para ir além do óbvio. Só têm dinheiro. Os ricos-pobres pedem no restaurante o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém, vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas, viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet, possuem tevês de plasma em todos os aposentos da casa e só assistem programas de auditório, mandam o filho pra Disney e nunca foram a uma reunião da escola. E, claro, dirigem um Audi e jogam lixo pela janela. Uma esmolinha para eles, pelo amor de Deus.

O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os ricos-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e se valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros indivíduos que fazem malabarismo para sobreviver mas, por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante. É este o luxo de que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube. E recurso não é só Money: é atitude e informação.


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20 jun 2007 Posted by | ARTIGOS, EDUCAÇÃO | 2 Comentários

A verdade pode tardar mas….

 

A verdade pode tardar mas….

Recebi hoje de minha amiga Ana Maria, um manifesto de revolta, escrito por um jornalista de Alagoas.

Esta carta aberta reflete bem os sentimentos do povo brasileiro, cansado de ser violentado por políticos inescrupulosos, e de ser comandado por um presidente que pensa ser o presidente da Suíça.

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Este jornalista parece que acompanhou bem a carreira do Renan Calheiros, e o Renan parece não conhecer a célebre frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.”

 

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Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

“Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz”.

As vacas de Renan dão cria 24 h por dia.

Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!

Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana.

Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual em1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino que é vencer a qualquer preço.

E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um ou mil artifícios para vence-los, e, quem sabe um dia, derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados, cujo serviço exclusivo era abanar , por horas, um leque imenso, sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe um dia, com a alavanca da

política, não seria Renan Calheiros, o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua espessa ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de vencedor.

Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria,em tudo.

 Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seria rebatizados em fausto e opulência.; Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei.

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível. Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia:

Suje-segordo!  Quer sujar-se? Suje-se gordo!

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço.

O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política brasileira a tem? Quem neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais; atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu; pai velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o; golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?

No velho dizer dos canalhas, todos fazem isto, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para blindá-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Siba, é o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a sua carreira.

Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe.

É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan. Que Corregedor! Que Senado!

Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE.

Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,

2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,

3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$100 mil,

4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!!

Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale R$ 3.000.000.

Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja? Que herança moral você deixa para seus descendentes.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?

Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: Não tenho uma tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho. É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso.

Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Mendonça Neto – JORNAL EXTRA

http://www.extralagoas.com.br/noticia.kmf?noticia=6173007&canal=335

Pode desistir Renan, você já era, e está frito.

Deveria era ir direto para a cadeia.

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19 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ÉTICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

Cheyenne Social Club.

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Em 1970, apresentaram um filme em Hollywood, que se chamou “Cheyenne Social Club”. Estrelavam Henry Fonda, e Jimmy Stewart e se tratava de uma comédia, onde um velho cowboy texano ganhou uma herança inesperada, e junto com um sócio, fundou um bordel, e o filme rodou por aí com aventuras dentro deste bordel, com fofocas e tentativas de golpe, ETC.

http://movies.yahoo.com/movie/1800046666/info

Eu não estou seguro se este filme passou por aqui ou como se chamou depois da tradução em português.

Estou falando deste filme, porque os acontecimentos atuais deste nosso congresso estão me lembrando as farras e comédias cínicas (digo cínica não no sentido filosófico da escola de Diógenes, mas no sentido do dicionário Aurélio, como Impudico ou obsceno)ocorridas dentro do desenrolar do filme.

A falta de vergonha é totalmente absurda:

Como pode ser possível que a nossa população se mantenha impassível, recebendo da mídia responsável tanta notícia ruim do comportamento destes nossos políticos, que se concentraram em seu clubinho social particular, para fingir que estão trabalhando, e ficam coorporativamente se protegendo. Está muito mais cômica a atitude do congresso do que a história do filme de comédia.

No caso do Senador Renan Calheiros, o foco da questão de ética foi completamente distorcido e desviado. A questão da ética profissional de não favorecer empreiteiras com suas emendas parlamentares, foi desviada para a possibilidade monetária de o Senador poder arcar com as responsabilidades de sustentar sua filha ilegítima.

O que deveria ser investigado pela comissão de ética seria a eventualidade da empreiteira estar pagando as despesas do Senador, tendo ele dinheiro ou não para tais despesas.

O foco agora, se passou para provar que o Senador Renan tem ou não tem condições financeiras para sustentar a sua aventura extraconjugal. Sustentar como? Vendendo o seu gado. E que gado e que confusão. Nem ele sabe como vendeu este gado, e diz que foi o seu veterinário, que é o secretário de saúde do município onde seu filho é o prefeito, que cuidou deste assunto. Ah bem!

Mirian Leitão escreveu com a picardia que lhe é peculiar sobre o gado do Senador:

“A melhor notícia econômica foi política: o senador Renan Calheiros lançou um novo produto no mercado de carnes. Todo mundo já conhecia o Boi Gordo. Mas das fazendas do senador sai o Boi Obeso: aquele que consegue um super preço no mercado. Mas como o administrador disse que tem menos bois do que o senador garante ter em suas terras, pode ser que seja uma nova espécie de boi voador.
O senador Romeu Tuma que há 21 anos caçava boi no pasto, no Cruzado, agora perdeu o jeito.
Está lá na turma do “vamos arquivar que a carne é fraca.
Um dos líderes da turma é o Cafeteira, aquele que em vez de carne prefere um caranguejo na praia.”

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Eu pessoalmente penso que a emenda ficou pior do que o soneto. Preocupado como demonstrar que teria condições financeiras, o Renan, conseguiu um monte de papeis forjados ou falsos, com a firme intenção de apenas apresentar um pretexto para que o caso seja arquivado. Agora as desconfianças são duas, uma a do favorecimento da empreiteira e a outra de falsificação de documentos e mentira dentro do congresso.

Em recentes casos de perda de mandato no congresso, o ACM junto com o Roberto Arruda, foram pegos em mentiras e perderam o mandato, o Severino Cavalcante, em um simples caso de mensalinho, perdeu o mandato.

Seguindo as ações do Renan, bastaria o Severino provar que não precisava do dinheirinho do Buani, para ficar tudo resolvido. E não precisava mesmo, mas o Severino era o chefe do baixo clero, e não tinha tanta bala na agulha como o Renan.

O Renan tem a quadrilha, e seus cúmplices. Eu penso que está por aí assim:

“ O Renan foi pego gente e se a gente não livrar a cara dele, estamos todos fritos pois ele pode falar e pegam todo mundo”

Foi mais ou menos isto que o Zé Dirceu disse sobre o Silvinho e o Delúbio. “Se levarem (a depor) estes dois estaremos fritos”

E a coisa está então assim:

(Cúmplice nº1) Romeu Tuma corregedor da casa não encontra nenhuma prova de irregularidades. Ele muda o foco da questão e diz que o Senador não precisava de ajuda da empreiteira para manter seus compromissos financeiros.

(cúmplice nº 2) Vem o Sibá Machado, com a incumbência de valorizar esta tese e concordar com o corregedor, o que faz sem nenhuma demonstração de pejo. Em uma declaração sobre a convocação da principal envolvida e o pivô da crise, ele simplesmente saiu com a pérola: Convocar a Mônica para depor para que? Fazer fofoca? Somente por esta declaração deveria perder o mandato por demonstração de preconceito contra a classe feminina.

(cúmplice nº 3) Depois vem o Epitácio Cafeteira e como relator do conselho de ética, produz um relatório, baseado no fato de que o Renan comprovou que é rico o suficiente para sustentar a sua amante e filha com esta e pronto, está arquivado o caso. E mais, ele diz que não muda o relatório, nem que a vaca tussa. Podem provar o que quiserem, o meu relatório está pronto e vai ser este.

Isto no mínimo é crime de formação de quadrilha.

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Agora adiaram o julgamento para que a PF faça a perícia da documentação apresentada. Mas de acordo com a PF, não será uma perícia contável, como averiguação se as empresas que adquiriram o gado do Senador eram legítimas ou não. A perícia, vai apenas verificar se as notas e documentação apresentadas podem ter sido adulteradas.

A gente isto é demais, os blocos de notas podem ter sido feitos sobre encomenda, na gráfica do congresso, que a perícia não vai encontrar nada errado nelas. Basta não ter rasuras e pronto estão legitimadas.

Em nota do Claudio Humberto de hoje, parece que já estão considerando trazer a vizinha da Mônica para depor.

Que bobagem, que a comissão de ética faça uma acareação pública entre a Mônica e o Gontijo, e se ficar aparente, de que o Senador mentiu ferro nele. Fora pilantra.

Se o Gontijo disser de público, durante a acareação, corroborado pelo depoimento da Mônica, que o Senador lhe deu o dinheiro para os pagamentos, aí sim. O Senador deverá provar que teria condições para tal.

Está fora de ordem os acontecimentos relevantes.

E mais, os Senadores da República, não apenas têm que ser honestos como têm que parecer honestos, e a jornalista Adriana Vandoni, em sua reportagem sobre as peripécias do Blairo Maggi, iniciou o seu artigo assim:

A história nos conta que no ano 62 a.C., durante os festejos da “boa deusa”, era realizada uma festa com acesso reservado às mulheres. Durante o evento, Pompéia, a jovem mulher de Júlio César foi pega em uma armadilha. Publius Clodius, um jovem rico e audacioso, encantado pela beleza de Pompéia, se vestiu de mulher e entrou na festa com o propósito de se aproximar dela. Porém, a mãe de Julio Cesar descobriu antes que Pompéia tomasse conhecimento do fato. César divorciou-se de Pompéia, que ficou mal falada por toda Roma.

Chamado a depor César, ao perceber que o povo estava contra ele, surpreendeu a todos ao dizer que não sabia de nada entre os dois. Um dos senadores então perguntou: – “Então porque se divorciou da sua mulher?”; e César respondeu: – “À mulher de César não basta ser, terá que parecer”.

E não é este o presente caso?

A atitude da comissão de ética do Senado e a de seus principais protagonistas (é claro que existem exceções, que não pertencem ao clube mencionado no artigo nem à quadrilha formada para perdoar o Renan), está toda podre.

Está mais parecendo coisa de bordel, e neste caso não é uma comédia, mas uma tragédia, onde a vítima é o Brasil.

Acorda Brasil.

Vamos aproveitar esta deixa onde os pilantras estão com as calças baixas para fazer algo produtivo, como uma demonstração de que não estamos mais agüentando esta situação.

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Leiam o artigo completo da Adriana:

Por Adriana Vandoni

 

A história nos conta que no ano 62 a.C., durante os festejos da “boa deusa”, era realizada uma festa com acesso reservado às mulheres. Durante o evento, Pompéia, a jovem mulher de Júlio César foi pega em uma armadilha. Publius Clodius, um jovem rico e audacioso, encantado pela beleza de Pompéia, se vestiu de mulher e entrou na festa com o propósito de se aproximar dela. Porém, a mãe de Julio Cesar descobriu antes que Pompéia tomasse conhecimento do fato. César divorciou-se de Pompéia, que ficou mal falada por toda Roma.

Chamado a depor César, ao perceber que o povo estava contra ele, surpreendeu a todos ao dizer que não sabia de nada entre os dois. Um dos senadores então perguntou: – “Então porque se divorciou da sua mulher?”; e César respondeu: – “À mulher de César não basta ser, terá que parecer”.

Dois mil anos depois a frase de César ainda vale para qualquer situação em que esteja implicada retidão de comportamento e decência de atitudes. Daí vem o clichê que pode parecer piegas, mas não é, de que uma atitude pode ser legal, mas é imoral. Não é piegas, principalmente nos dias de hoje em que o Brasil vive um verdadeiro caos moral, afinal, comportar-se de forma ética é seguir além das regras, é seguir princípios e agir dignamente. A transparência cobrada dos agentes públicos está exatamente no que César cobrava de sua mulher: não basta ser, deve parecer. O gestor deve estar acima de qualquer suspeita e para permanecer assim, deveria partir dele a iniciativa de esclarecer atos que possam comprometer sua honra. É, a honra tem valor!, para uns. E para os que a prezam, esse valor é imensurável.

Esta semana o BNDES aprovou um financiamento de R$ 360 milhões para a construção de um parque gerador de energia elétrica, localizado no rio Juruena, entre os municípios de Sapezal e Campos de Júlio, ambos no Estado de Mato Grosso, conforme encontra-se no seu site. As 5 PCHs – Pequenas Centrais Elétricas, que receberão o reforço financeiro do BNDES são: PCH Cidezal – R$ 63 milhões; PCH Parecis – R$ 62 milhões; PCH Rondon – R$ 51 milhões; PCH Sapezal – R$ 64 milhões; PCH Telegráfica – R$ 120 milhões.

As cinco fazem parte do Consórcio Juruena, que foi composto em dezembro de 2002 pela Linear Participações e Incorporações, pela MCA Engenharia e Barragem e pela Maggi Energia S/A. Esta última, notoriamente, de propriedade do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi. Segundo consta, o grupo empresarial do governador ainda é partícipe do Consórcio.

As cinco PCHs já possuem, de acordo com o BNDES, “Licença de Instalação. As obras associadas aos programas ambientais relacionados nas licenças contemplam, dentre outros, os programas de monitoramento e controle ambiental, conservação da fauna e flora, preservação do patrimônio arqueológico, comunicação social e gestão ambiental”. Autorizações dadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do estado de MT, do qual um dos empresários interessados é o próprio governador.

Todo o processo pode ser legal, embora sejam conhecidas as dificuldades que outros empresários estão enfrentando para obter essas mesmas licenças ambientais. Os trâmites desse processo que envolve os interesses de Blairo Maggi pode ter corrido normalmente, mas o silêncio como ele tramitou deixará sempre a dúvida de que ocorreu o uso do cargo público em benefício privado.

A questão é que não pode pairar a suspeita de que o empresário Blairo Maggi tomou de assalto o estado de Mato Grosso e o usa para beneficiar seus interesses privados. De que, como governador age seguindo seus interesses empresariais e que como empresário, se vale de ser governador.

Nossa história mostra dezenas, centenas, talvez milhares de casos onde atitudes canalhas foram realizadas por governantes em benefício próprio e em detrimento do povo. Blairo deve, em defesa da sua honra, mostrar que não fez uso pessoal do cargo que hoje ocupa.

Se no Direito cabe à acusação o ônus da prova, na vida pública, pairando suspeitas e desentendidos, recomenda a moral de César que essa imposição se inverta.

17 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

Até mais tarde Renan.

Até mais tarde Renan.

O filósofo alemão – Tem um pouco de sua vida em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx

Karl Heinrich Marx

 (Tréveris, 5 de maio de 1818Londres, 14 de março de 1883), criticava o sistema capitalista na ordem em que em sua opinião, este sistema de lucratividade, escravizava a sociedade que trabalhava, pagando pouco para que estes trabalhadores não pudessem melhorar de classe social, enquanto lucravam muito com o seu trabalho, ficando cada vez mais ricos e aumentando a distância social entre patrão e trabalhador.

Ele acusava a sociedade PRODUTORA, de que para obter lucro, pagava menos do que era decente para os trabalhadores, e a diferença entre o que deveria ser pago e o que se pagava, era a origem de seu lucro.

A isto ele denominou “MAIS VALIA”.

Em seu tempo, pode ser que tivesse razão, pois a revolução industrial estava em seus primórdios, e nas minas de carvão, fonte energética da época havia mesmo muita exploração. As legislações eram omissas quanto a controle das condições de trabalho e de pagamento mínimo, previdência social, etc.

Nestes tempos, o trabalho em minas de carvão, era mesmo quase um trabalho escravo, e o que era pago aos empregados mal dava para eles vestirem e comer. O que o patrão ganhava com o fruto do trabalho deles, era de fato muito dinheiro.

A sociedade mudou e as leis e as condições de trabalho melhoraram muito, e sua teoria ficou datada.

A essência do capitalismo, ainda é a “MAIS VALIA”, pois é o conjunto de trabalhadores que ganhando o suficiente para uma vida decente, proporcionam ao patrão, um lucro bem maior do que o seu salário.

No entanto,os salários atuais dos empregados , é um ganho confortável, sem muitos riscos e sem muita responsabilidade, sendo esta bem pequena, dividida entre todos os outros empregados.

O ganho dos patrões é maior como também é maior o seu investimento, riscos e responsabilidades.

Não tem como mudar isto, porque este é o espírito social humano. Uns assumem riscos e responsabilidades maiores, dando emprego e sustento a muitos que não querem assumir estes riscos e responsabilidades. A divisão dos lucros, não é simplesmente a valor físico da mão de obra, mas o pagamento pelo risco assumido, e das responsabilidades maiores sobre o todo.

Em geral, o lucro atual de uma empresa, é menor do que a soma dos salários de todos os funcionários.

Atualmente no Brasil, existem dois empreendimentos que ganham lucros exageradamente superiores ao custo da mão de obra, o que até justificaria as antigas idéias de Marx.

1. Os bancos. Estes estabelecimentos puramente capitalistas encontraram no Brasil, com os seus juros exorbitantes e suas outras condições propícias, território fértil para aumentarem os seus lucros de forma exponencial. Em 1995, as tarifas bancárias, sobre a movimentação de seus clientes, pagavam 20% do custo da mão de obra dos bancos. Hoje, estas tarifas, subiram de tal maneira desproporcional com o custo da mão de obra, que inverteu a proporção. 20% do ganho com as tarifas pagam o custo de todos os salários dos bancos. O seu dinheiro depositado na poupança de um banco rende em média 8% ao ano, e este mesmo dinheiro, usado para manter o cheque especial rende ao banco 80% ao ano em empréstimos simples, e quando se atrasa ou passa do limite do cheque especial, este custo vai para até 200% mais as multas etc. Comparado com os salários dos bancários, este lucro se encaixa na idéia de Marx da “MAIS VALIA”.

2. Os salários dos políticos. Aí a coisa foi invertida totalmente. Quem paga os salários de um empregado, é o patrão que de acordo com as regras do capitalismo deveria ganhar mais do que o empregado, e menos do que o conjunto deles, certo? No Brasil, a classe política, que é paga com os impostos recolhidos dos cidadãos, que neste caso são os patrões que deveriam determinar quanto se deveria pagar aos seus contratados, pelo tipo de trabalho executado. Estes mesmos cidadãos deveriam ser os que ao avaliar o desempenho destes contratados poderiam imediatamente despedi-los por justa causa, caso o seu desempenho fosse menor do que o esperado. Não acontece nada disto atualmente. Os exorbitantes salários pagos aos parlamentares, que absolutamente não representam a sociedade, foram legislados em causa própria, assim como os benefícios suplementares, que estes parlamentares desfrutam. As distorções ficaram de tal maneira, que o que o Brasil gasta com seus parlamentares, é proporcionalmente o seguinte: Para pagar os salários e os benefícios e as instalações onde trabalham 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores), tem que se somar um milhão e trezentos mil assalariados. Em uma comparação capitalista, seria como, 1.300.000 pessoas se associassem, corressem todos os riscos e investissem todo o seu salário mínimo, e assumissem todas as responsabilidades, para pagar os salários e as instalações de trabalho de 594 de seus funcionários, e sem condições de criticarem ou apreciassem seu trabalho. Lucro então nem se fala, somente prejuízo neste caso falência à vista.

E mesmo com toda esta mordomia, executando um trabalho em desfavor da sociedade, ganhando um salário pago por tantos trabalhadores sofredores, não estão satisfeitos e conseguem através de ações sombrias e ilegais, duplicarem, quadruplicarem, multiplicar por milhões, os ganhos pessoais.

Enquanto durar a paciência dos patrões com um trabalho mal feito, com o roubo das instituições, com um salário enorme que não condiz absolutamente com as condições atuais do país, estes empregados vão levando a vida na flauta, mas quando a paciência acaba eles têm que ser demitidos.

No caso do Renan Calheiros, que está roubando o nosso dinheiro sem trabalhar a muito tempo, a paciência esgotou. A venda de seu gado sem recibos os guias de embarque, as suas terras em nome de laranjas, as suas amantes sustentadas por empreiteiras favorecidas com a sua influência, tudo isto, ou melhor, qualquer destas razões é motivo suficiente para uma demissão por justa causa.

Até mais ver Renan.

Você já está frito.

Leiam a reportagem do Globo logo abaixo:

Cada senador custa mais de R$ 33 milhões por ano aos cofres públicos

Plantão | Publicada em 11/06/2007 às 19h13m

O Globo Online

BRASÍLIA – Um levantamento da Transparência Brasil sobre os orçamentos da União, dos estados e municípios revela que o Senado é a casa legislativa que tem o orçamento mais confortável por legislador: seus R$ 2,7 bilhões anuais correspondem a R$ 33,4 milhões para cada um dos 81 senadores. Na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais, segundo a ONG. Dentre as assembléias legislativas, o maior orçamento por legislador é o da Câmara Legislativa do Distrito Federal: equivale a R$ 9,8 milhões para cada um dos 24 deputados distritais (o DF não tem Câmara de Vereadores). O mais exíguo é o de Tocantins: pouco mais de R$ 2 milhões para cada um dos 24 deputados.

Nas câmaras municipais, a mais rica é a do Rio: seu orçamento equivale a R$ 5,9 milhões para cada um dos 50 vereadores. No outro extremo, em Rio Branco (AC), a provisão para 2007 equivale a R$ 715,3 mil para cada um dos 14 vereadores.

A Câmara dos Deputados custa R$ 18,14 por ano para cada brasileiro, enquanto o Senado sai por R$ 14,48. Entre os estados, a assembléia legislativa mais cara por habitante é a de Roraima (R$ 145,19), e a mais barata, a de São Paulo (R$ 10,63). Entre as capitais de estados, a câmara de vereadores mais cara por habitante é a de Palmas (TO), que custa anualmente R$ 83,10 para cada morador da cidade. A mais barata é a de Belém (PA), com R$ 21,09 por ano.

A fatia do Orçamento da União destinada ao Congresso Nacional (R$ 6,1 bilhões) chega perto de equivaler à soma do Orçamento destinado ao legislativo em todos os estados e capitais do país (R$ 6,4 bilhões). O montante orçamentário por parlamentar do Congresso (deputados federais e senadores) é mais do que o dobro do que custam os deputados estaduais, que por sua vez custam acima do dobro dos vereadores das capitais.

O estudo revela que as três esferas do legislativo custam em média R$ 117,42 por habitante nas capitais brasileiras e que o trabalho legislativo é mais caro para habitantes de capitais menos habitadas – geralmente, as mais pobres. Enquanto em Boa Vista (RR) cada habitante paga R$ 224,82 anuais pelos serviços associados ao trabalho de seus representantes eleitos nas três esferas, em São Paulo o custo é de R$ 68,51 por habitante.

Em Boa Vista, o gasto total com o legislativo (federal, estadual e municipal) representa 4,7% do PIB per capita. No outro extremo, em Vitória (ES), o gasto total de cada habitante com o legislativo representa 0,4%. Em cinco estados – Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins – e doze capitais os dados orçamentários não estavam disponíveis na internet. Em três casos, nem o orçamento estadual e nem o da capital estavam na internet: Rio, Tocantins e Sergipe.

 

 

12 jun 2007 Posted by | ÉTICA, CURIOSIDADES, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA, TRABALHO | Deixe um comentário

Os Pára Raios do Senado.

Os Pára Raios do Senado.

Vou começar este artigo com uma frase do Gal. Olimpio Mourão Filho:

“Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso”
Olympio Mourão Filho – 1978.

Tenho uma pequena empresa no DF especializada em instalar, Corrigir, testar e fazer laudos sobre as condições dos Pára Raios. Hoje em dia o nome técnico para um pára raios é SPDA que significa Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. No começo dos anos 60, foi patenteada uma inovação nestes aparatos para captar e encaminhar as descargas para um aterramento seguro. De acordo com a teoria, se parte perto do captor, que é o elemento mais alto do sistema, fosse energizado com uma carga radioativa, criaria um campo propício para uma descarga atmosférica pudesse encontrar o sistema e ali iniciar a sua descida para o aterramento. Era esta a primeira inovação no sistema descoberto por Benjamin Franklin, e que havia funcionado até o momento. Este novo sistema utilizava uma partícula de baixa radioatividade chamada Amerício. Que ficava situada em um copo ou saia em volta da ponta captora e teria a função de criar um campo propício para facilitar o caminho da descarga ao solo. Este novo sistema de captação virou moda no DF, e era caríssimo comparado ao antigo.

Foram instalados por todos os lados. Principalmente em repartições públicas, escolas, quartéis, etc.

Em meados de 1998, após anos de estudos comparatórios, chegou-se à conclusão de que este novo sistema não apresentava nenhuma vantagem sobre o sistema clássico de Franklin, e com a desvantagem do perigo de contaminação tóxica causada pelo Amerício. Nesta época então ficou proibido a instalação destes aparatos radioativos e foi determinado que em época de manutenção estes captores fossem substituídos pelos captores Franklin tradicionais. Os aparatos radioativos deveriam ser descartados pela CNEN, ou seja, a Comissão Nacional de Energia Nuclear. A nossa empresa executa este trabalho. No ano de 1997, foi votada pela Câmara Distrital do DF, uma lei que obriga a substituição de todos estes aparatos instalados no DF. O órgão de governo encarregado para fiscalizar a retirada e substituição destes aparatos é o Copo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Ironicamente, existem ainda em alguns quartéis do CBM/DF, alguns aparatos destes que legalmente deveriam ser substituídos. Depois de 10 anos de vigência da lei estes captores radioativos ainda estão por toda parte.

Principalmente no Congresso Federal, nos anexos, no mastro da bandeira nacional, e nunca foram revisados ou trocados como manda a lei. E estes senhores que ocupam o congresso é que fazem as leis. Fazem mas não cumprem. Existe até um local no DF chamado Clube do Congresso que está irregular com as normas que regem o uso do SPDA.

Bem toda esta conversa acima foi para chegar a este ponto, o Clube do Congresso.

Não este prédio localizado ao lado do INCRA em Brasília, mas o clube do Bolinha virtual, formado pelos senadores, que podem ser de vários partidos, mas apenas para fachada, no âmbito do congresso, cada um defendo o outro em um corporativismo nojento, e que já começa a pegar mal. Estou generalizando o congresso, mas quero enfatizar que existem exceções e que apear de raras, ainda servem para dar ao nosso sofrido povo, um vislumbre de esperança.

O Senador Renan Calheiros, vem de longa data, comandando um clube que abriga empreiteira e lobistas que tiram vantagens de emendas parlamentares, decisões políticas e que lhe dão sua parte nas vantagens recebidas.

Os benefícios recebidos são em nome de laranjas ou são repassados para cobrir despesas pessoais, de maneira dissimulada para não chamar atenção, mas um dia a casa cai.

No presente episódio, os benefícios recebidos, serviram para cobrir a sua obrigação social de uma relação amorosa com uma repórter e sua filha ilegítima. O Raciocínio dele foi o seguinte:

“Tenho que sustentar de forma decente esta minha despesa extra, então que as comissões desta empreiteira que sejam passadas diretamente para a Mônica e nossa filha, em dinheiro para que não seja detectada”

Ele não contava, no entanto com os grampos da PF na operação Navalha. E não contava com a confissão da Mônica sobre o assunto.

Então depois de fisgado, este peixe saiu, em sua defesa, e ajudado por outro membro do Clube do Bolinha, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.

Não conhece?

O Pai dele trabalhava na propriedade de um inglês, o Sir Ney e adotou o nome do proprietário usando como nome José Sir Ney que variou para Sarney.

O nosso membro do Clube, em um acesso de personalidade, em 1955 trocou o Ribamar para Sarney, ficando conhecido como é até hoje por José Sarney, com Épsilon e tudo que atualmente nem existe na língua portuguesa.

Voltando ao nosso membro inicial, o Renan Calheiros, que condizente com a ética parlamentar deveria deixar a presidência do Senado enquanto se defendia, não o fez, e subiu na tribuna como presidente e leu o discurso afinado com a ajuda do Sir Ney. Neste discurso ele disse que a mídia havia invadido a sua privacidade, esquecendo que como homem público, a sua privacidade estava em limbo durante seu mandato, pois deveria provar a confiança nele depositada pelos eleitores. Ele se esqueceu que o que foi invadido foi a inteligência do seu eleitorado, que foi chamado de idiota ouvindo as estapafúrdias explicações de uma coisa que não tinha explicações.

Outro membro do clubinho, o senador Romeu Tuma, ex-delegado de polícia foi escalado para averiguar o incidente e pasmem senhores de inocentar o membro em questão como declarou de público.

Isto pegou tão mal que agora anda pedalando para trás dizendo que vai investigar a sério o incidente.

E perguntado se iria convocar a Mônica para depor, disse que não queria fofocas neste inquérito.

Fofocas? Machismo? De uma das pessoas mais envolvidas no escândalo? Tenha paciências e pena do seu eleitorado Tuma.

O Renan, merece é cadeia pois é culpado sim, de corrupção ativa e passiva.

Sai daqui seu ladrão corrupto.

Este clubinho de merda deveria é ser extinto.

 

Editorial do Jornal O Estado De São Paulo de sexta feira 8 de junho de 2007

Simulação no Senado

O processo aberto no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, Renan Calheiros, para apurar se houve quebra de decoro parlamentar, é como a hipocrisia: a homenagem que o vício presta à virtude. Aparentemente, foi a dignidade da chamada Câmara Alta da República que determinou a virtuosa decisão de apurar se o seu dirigente máximo de fato aceitou que uma conhecida empreiteira lhe pagasse despesas pessoais advindas de um relacionamento extraconjugal. Na realidade, porém, o processo resulta de uma intenção viciosa – a de fazer a sociedade acreditar que o Senado não compactua com eventuais desvios de conduta de seus integrantes – quando tudo foi preparado para uma absolvição.

A decisão de abrir o processo só foi tomada depois que o PSOL, que pedira sua abertura, ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal se o seu pleito fosse sumariamente desconsiderado, como pretendiam os pressurosos pares do senador alagoano. Pelo menos duas vezes, nos últimos anos, a Corte acolheu queixas do gênero contra o rolo compressor das maiorias congressuais. Mas que ninguém se engane: tudo o que for preciso fazer para o processo terminar em pizza será feito, no devido ritmo, enquanto os pizzaiolos adotarão a costumeira expressão corporal de quem busca a verdade, nada mais do que a verdade. Por exemplo, cuidaram de não entregar a relatoria do processo a um correligionário ou aliado político de Calheiros, como seria um senador do PMDB ou do PT.

Mas, por trás da fachada, os andaimes do palco em obras já se deixam ver. A escolha, para relator, do octogenário maranhense Epitácio Cafeteira, do PTB, que deve a senatoria ao cabo eleitoral José Sarney, praticamente garante uma investigação breve, rasa e mansa. E, se o barco balançar, não faltará quem acuda o neófito presidente do Conselho, o petista acreano Sibá Machado, que chegou ao Senado quando a titular da cadeira, Marina Silva, se tornou ministra. O fato é que, não bastasse a sabida solidariedade suprapartidária entre os 81 membros do que é tido como o “clube” do Legislativo, o afável Calheiros, seu sócio há mais de sete anos, armou ali uma rede aparentemente inabalável de amigos e, mais do que isso, devedores.

Ainda assim, a história que deu origem ao inquérito fez mais até do que a notória promiscuidade dos Calheiros – o senador e seu irmão Olavo, deputado federal – com o desenvolto Zuleido Veras, da Construtora Gautama, para descerrar o retrato de um político habilidoso que, vindo do PC do B, logo descobriu sendas mais promissoras para subir na vida pública e se dar bem nos negócios. A sua desinibida trajetória, a começar do papel exercido na fabricação do “caçador de marajás” Fernando Collor, nunca foi segredo. Eis por que escrevemos neste espaço, em seguida às revelações da revista Veja sobre o senador e o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, que a única surpresa com essas revelações foi o tempo que levou para algo do gênero vir à tona.

Depois, as cifras fornecidas por Calheiros para provar que tinha recursos de sobra para pagar ele mesmo suas contas ajudam a traçar o perfil de um personagem que, apesar da relativa pouca idade (51 anos), está à vontade no molde dos tradicionais oligarcas nordestinos, o coronelato da terra e da política provincial, uma coisa aparentada à outra. Tomem-se as informações do senador sobre as suas fontes de renda. Segundo o noticiário, ele declarou ter faturado R$ 1,9 milhão com a venda de 784 das suas 2.488 cabeças de gado. Se assim é, as suas fazendas de criação são as mais rentáveis do País – e Murici, seu feudo a 60 quilômetros de Maceió, um pólo pecuário ignorado pelos desatentos especialistas em economia agrária brasileira.

Esses números têm tanto crédito quanto os nomes que, nas certidões, figuram como donos dos bens fundiários que todos em Murici sabem de quem são. O caso mais notório é o da Fazenda Cocal. Em 2005, o ex-administrador das terras da família Calheiros, por sinal primo e irmão adotivo do senador, ficou sabendo que aparecia na escritura de compra da propriedade como se a tivesse comprado dois anos antes. O que ele não ficou sabendo é que a “vendeu” a outro laranja. Certidão de janeiro de 2006 atesta que a Cocal pertencia a uma certa Marlene Gomes da Silva, ex-empregada da fazenda. Detalhe: ela falecera há nove anos.

 

10 jun 2007 Posted by | ÉTICA, POLÍTICA | 1 Comentário

A realidade e o pessimismo.

A realidade e o pessimismo.

Eu já escrevi anteriormente porque o Brasil não vai crescer. Não é uma onda de pessimismo, porque desejar que o circo pegue fogo não beneficia ninguém, e comprometeria o futuro de meus quatro filhos todos menores. Eu desejaria que o Brasil deslanchasse fosse quem fosse que estivesse no poder, fosse de que partido fosse. Eu gostaria que o Brasil tivesse uma taxa de crescimento sustentável de 10% do PIB ao ano mesmo no governo Lula. Principalmente no governo Lula. Mas sou também realista e sei que pelo andar da carruagem o crescimento brasileiro vai continuar no mesmo ritmo dos últimos 10 anos, sem nenhuma esperança de milagres. Apenas um ponto em foco para quem pensa que estou errado, é o problema energético. O Brasil somente tem no momento a energia suficiente para crescer 6% total. Mais do que isto, é apagão. E não tem nada sendo feito para normalizar este problema. A indústria está crescendo bem e o agronegócio também, mas estão encostados nos problemas da infra-estrutura viária, que está tornando impossível o escoamento da produção. Os investimentos federais prometidos estão próximos ao nada, e este crescimento industrial tende a se congelar por causa dos custos elevados para o escoamento da produção.

Não se consegue esconder mais o sol com a peneira, e através dos furos da peneira estão aparecendo as figuras da realidade atual.

O maior mérito do governo Lula, foi não querer mexer no sistema econômico herdado do governo FHC. O sistema de metas, a desvinculação do dólar e o superávit primário, foi o que deu confiança no mercado, e proporcionou a estabilidade financeira que gozamos no momento. O que poderia ser feito e não foi, foi uma reforma tributária real, e um desabono tributário maior da economia brasileira. Se isto fosse realizado estaríamos ainda em melhor situação financeira. Para qualquer país democrata crescer, a carga tributária não deve ultrapassar os 25% do PIB.

Eu li ontem na coluna do Claudio Humberto, que o IBGE, está planejando uma nova maneira de calcular o PIB, considerando as funções não remuneradas com dona de casa como produção e desta forma dar uma bombada artificial no PIB.

DA coluna do CH:

Novo PAC do PIBhttp

O PIB brasileiro vai dar mais um salto metodológico. Agora o IBGE quer quantificar todo o trabalho sem remuneração, e quase sempre sem folga, que a mulher, principalmente, dedica à família, criando filhos e cuidando de parentes idosos. A nova tendência é incluir o valor do trabalho doméstico no cálculo da riqueza do País. Falta dar a essas mulheres a contrapartida da aposentadoria. As chamadas atividades não-remuneradas representam 60% do PIB da Espanha e 44% da França.

Eu preferiria que fosse um crescimento real e não apenas estatístico. Será esta a segunda vez que no governo Lula se muda as regras do jogo para parecer que se está ganhando.

Se realmente quiser valorizar o trabalho não remunerado das mulheres e outras pessoas do lar, poderia se fazer uma estatística paralela, mas conservando-se a estatística tradicional para manter em perspectiva o real crescimento do país.

Tem gente muito preparada, vendo nesta atual apatia do governo Lula, um prelúdio do fim de governo. Os juros vão continuar caindo gradativamente até atingirem um patamar compatível com os países em desenvolvimento, ou os desenvolvidos, as ações do governo continuarão a ser tímidas e inconclusas impróprias para um país com o potencial do Brasil, a Dilma Rousef vai continuar a mandar (governar mesmo) e o Lula vai ser como o fenômeno do Lech Walesa na Polônia,

Leiam sobre o Lech Walesa aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lech_Wa%C5%82%C4%99sa

Um retrocesso, e um desapontamento geral, fruto do despreparo, da ignorância e do corporativismo sindical.

O Lech Walesa, ainda levou um premio Nobel da páz coisa que o Lula está muito longe de conseguir.

Leiam um bom artigo do Villas:

Opinião: Um jeito de fim de governo

Villas-Bôas Corrêa, repórter político do JB

A impressão de que o governo da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva custou a começar deu uma cambalhota, virou pelo avesso: hoje e cada vez mais, toma o jeito de que curte a vida e arruma as malas para passar a faixa para o sucessor que aspira eleger.

O governo mira-se no espelho dos inegáveis êxitos emplacados nos quatro anos iniciais e que ainda saboreia, como quem custa a deixar a mesa antes de provar de todas as sobremesas. Estatísticas é o que não faltam para o oba-oba de fim de festa: índices de inflação domada, o risco do país despenca em queda livre, o superávit comercial nas nuvens, a dívida externa é menor do que as reservas e o balanço de pagamentos está no azul.

Mas pisar no freio e parar diante do painel dos sucessos não é atitude adequada para o ambicioso líder sindical que galgou cada degrau da escada e tentou três vezes, para na quarta emplacar a vitória, enfeitada pelo bis.

De lá para cá, a traquitana anda com a morosidade de um jegue das suas memórias do filho da Dona Lindu, nascido em Garanhuns, cidade do sertão pernambucano maltratada pela seca, em 27 de outubro de 1945. E não há uma boa explicação para o seu desligamento diante do modesto, contraditório governo, deformado pela extravagância das improvisações.

Não há como dissimular a evidência de que a rotina administrativa escorregou para as mãos da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e virtual presidente em exercício, seja nas ausências do recordista de viagens internacionais e domésticas ou mesmo nos dias em que o titular passa em Brasília. Pelo visto, a semana da madraçaria parlamentar de dois a três dias úteis pegou como tiririca.

Agora, exatamente neste momento, a ausência presidencial agrava e prolonga as encrencas em que o governo e o Congresso se enroscam. E as suas viagens pelos quatro cantos do mundo baixaram para o nível da rotina. Rendem poucos e sumários registros na mídia e passam batidas pela desatenção popular.

Mais de uma semana nas asas do exausto Aerolula, para encontros de escassa significação na Inglaterra – que a pífia atuação da indefinida Seleção Brasileira das experiências de Dunga, na inauguração do novo estádio de Wembley, não aliviou as angústias do antigo peladeiro e torcedor fanático – o cancelado encontro em Marrocos, as cerimônias na Índia e os três dias em Berlim para participar de encontro da cúpula do G-8 compõem uma agenda de quem tem pouco o que fazer.

Por cá, as coisas se complicam. A Polícia Federal decidiu ir à luta e impor a sua autonomia com a iniciativa de operações em série para desbaratar as quadrilhas que roubam o dinheiro público na espantosa estimativa oficial de R$ 40 bilhões anuais.

No último bote, a PF caiu em cima da gangue envolvida com a máfia dos caça-níqueis e prendeu 77 integrantes da turma em seis Estados e em Brasília. Claro que Lula não tem que se envolver na atuação da Polícia Federal. Só que desta vez, um dos 50 mandados de busca e apreensão, em São Bernardo do Campo (SP) varejou a casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente e que fora acusado de fazer lobby, no Palácio do Planalto, para empresas do ABC paulista.

Vavá foi preso. Ainda na capital da Índia, o presidente Lula, falando aos jornalistas, emplacou uma declaração perfeita. Não negou a solidariedade ao irmão, que conhece “há 61 anos” e dúvida que tenha feito “alguma coisa errada”. Renovou rasgados elogios à Polícia Federal e fechou o raciocínio com lógica direta: quem provar a inocência, será solto; quem tiver culpas no cartório, pagará por elas. O que vale para todos, seja ou não parente do presidente da República.

No Congresso experiente em lidar com tais enredos, a poeira assenta nos acertos em surdina. O senador Renan Calheiros conta as horas para a sumária absolvição pelo severo Conselho de Ética do Senado.

No mais, as reformas continuam empacadas. Na forma do louvável costume.

 

07 jun 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA | Deixe um comentário

A esperança existe.

A esperança existe.

Hoje li dois artigos que acenderam uma tênue esperança da possibilidade de uma onda de moralidade começar a se formar em nosso pobre país.

O primeiro, da tribuna da Imprensa on Line, fala da corajosa decisão da Juíza Mônica Jacqueline Sifuentes que determinou a extinção da verba indenizatória para os parlamentares, que não era nada mais do que o descarado disfarce de um aumento salarial.

O segundo artigo foi do jornalista Pedro Oliveira, do Jornal do Brasil on Line, que fala com muita propriedade de dois discursos. Um de FHC e o outro do Renan o culpado e cínico.

Leiam estes artigos:

 

 

Juíza suspende verba indenizatória de parlamentares

BRASÍLIA – A Justiça Federal no Distrito Federal determinou a suspensão do pagamento da verba indenizatória que os deputados e os senadores recebem por mês para pagar os gastos nos estados. A Câmara e o Senado foram notificados e recorrerão da decisão, em caráter liminar, da juíza Mônica Jacqueline Sifuentes, da 3ª Vara.

Os parlamentares podem usar até R$ 15 mil por mês para pagar despesas nos estados com gasolina, aluguel de escritório, alimentação, passagens, entre outros gastos. Jacqueline considerou que os congressistas recebem por esse tipo de gasto.

“O ressarcimento de despesas com aluguel já está previsto na concessão do auxílio-moradia. Para a manutenção de escritórios, existe a previsão da verba de gabinete. Para a locomoção, o parlamentar conta com o auxílio de cotas de transporte aéreo, semestralmente reajustadas. Sem mencionar aquelas verbas, relacionadas ao exercício do mandato parlamentar, como a verba para gastos de telefonia e correspondência, ou confecção de trabalhos gráficos”, argumenta a juíza.

Jacqueline considera que a verba violaria a Constituição, que proíbe o acréscimo de adicional à remuneração do detentor de mandato eletivo e “também, e essencialmente, o princípio da moralidade administrativa”. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou no plenário que a Casa toma as medidas para contestar a resolução tomada em ação popular movida pelo ex-deputado João Cunha (PDT-SP), que exerceu quatro mandatos na Casa, de 1975 a 1991.

Registros na administração da Câmara mostram que Cunha tentou aumentar o valor da aposentadoria antes de ir à Justiça. Em 22 de março, ele protocolou um requerimento na Casa pedindo que o vencimento fosse proporcional ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 24 mil, e não ao do parlamentar, atuais R$ 12.847,00, mas que subirá para R$ 16.512,00 retroativos a 1º de abril.

Cunha aposentou-se, proporcionalmente, e recebe 65,6% da remuneração do parlamentar. O ex-deputado do PDT de São Paulo argumentou que a lei fundamental prevê isonomia salarial entre os poderes. No dia 10 de maio, a Câmara negou o pedido de Cunha.

Entre fevereiro e março, apenas nos dois primeiros meses do atual mandato, a Câmara gastou R$ 11,2 milhões a título de verba indenizatória dos deputados. Só com combustíveis, os deputados apresentaram notas fiscais no total de R$ 2,5 milhões, o que daria para comprar 1 milhão de litros de gasolina.

A verba indenizatória foi criada em 2001 pelo estão presidente da Câmara e atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), como forma de compensar as pressões por reajuste salarial dos deputados. A Câmara divulga uma suscinta totalização dos gastos por deputado com a verba indenizatória na página oficial da Casa na internet (www.camara.gov.br), mas o Senado esconde o uso dos recursos.

Neste ano, durante as discussões de aumento salarial dos parlamentares, o presidente da Comissão de Finanças, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), propôs e aprovou um projeto no qual parte dessa verba seria gasta pelos congressistas sem a apresentação de recibos ou notas fiscais para comprovar os gastos. A proposta não teve apoio do presidente da Câmara e não foi a ser submetida à votação pelo plenário da Casa.

Segundo artigo:

 

O roto e o esfarrapado

Por Pedro Oliveira – Jornalista e presidente do Instituto Cidadão

Dois artigos na imprensa nacional me chamaram a atenção esta semana principalmente pela ousadia de seus autores que seriam as últimas pessoas com autoridade para abordar os temas em questão. Muitos consideraram um acinte, alguns um despropósito fico eu com aqueles que estarrecidos os reconhecem como verdadeiros “caras de paus”.

O primeiro tem o titulo “Corrupção, voto e orçamento” e tem como autor, pasmem: Fernando Henrique Cardoso que aborda os recentes episódios envolvendo o presidente do Senado Renan Calheiros e a safra de corrupção que assola o Brasil. No artigo ele comenta: “O sentimento de impunidade é tanto que a repressão, mesmo arbitrária, traz a esperança de que afinal se coíbam os abusos. Assim como as fotos das pontes inacabadas são metáfora do desperdício e da corrupção, as algemas colocadas indiscriminadamente passam a simbolizar a moralidade”. É como se o passado recente tivesse sido apagado e o seu governo fosse exemplo de moralidade. Esquece o “articulista” coisas que o Brasil viu e condena em seu governo. A corrupção desenfreada em muitos setores da administração, a negociação espúria para aprovação da emenda da reeleição, onde alguns parlamentares chegaram a ganhar R$ 200 mil para votar a favor do projeto, o desvio de R$ 1,4 bilhão em projetos da Sudene, o levantamento do Tribunal de Contas da União onde foi indicada a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades e nada foi apurado ou alguém punido. E vai além FHC em seu faroleiro texto: “É preciso agir. A responsabilidade maior é do Executivo que deveria comandar uma ação enérgica de reforma política. Na falta desse comando, as lideranças políticas e as da sociedade, em vez de se amesquinharem no dia-a-dia de compromissos de tapar o sol com a peneira, poderiam pressionar em duas direções, ambas coibidoras dos abusos e da corrupção”. E ele o que fez em seu governo senão jogar o lixo da podre política para debaixo do tapete e manter sob o manto protetor da impunidade os casos mais escabrosos de corrupção?

A dose se completa com um segundo artigo com frases dignas de um autêntico paladino da moralidade e da ordem pública. Começa assim: “Indignação, ceticismo, acusações. Tudo isto é muito pouco – e tem resultado nulo – diante do desvio de dinheiro público, corrupção e manipulação indevida do Orçamento. É hora de trocar os discursos inflamados por uma agenda positiva de combate à relação promíscua entre o poder público e empresas privadas (sic), que vem abrindo um rombo de bilhões de reais, a cada ano nos cofres nacionais” (sic, sic, sic). Em qual das alternativas você indicaria o autor desta frase: Pedro Simon, Eduardo Suplicy, Arthur Virgilio? Errou amigo leitor. O autor do artigo em questão é simplesmente Renan Calheiros. Ele mesmo, atingido por gravíssimas acusações de relação promiscua entre o público e o privado e que não convenceu a nação de sua inocência na participação em manipulações marginais do erário. Transformou o plenário do senado em “teatro bufão” de quinta categoria confessando um dramalhão familiar, sem convencer a ninguém (a exceção dos seus iguais) a sua submissão ao dinheiro sujo de empreiteiras corruptas.

Ainda no artigo Renan nos dá lições de moralidade: “Para fechar os ralos por onde escoa o dinheiro do contribuinte, uma das medidas urgentes é a atualização da Lei de Licitações e Contratos. O resultado será maior transparência e mais economia nos gastos públicos. Apertar o cerco a quem infringe a lei é, obviamente fundamental. Mas também não basta a independência do Ministério Público, e a agilidade da Policia Federal. O que o brasileiro cobra, e com absoluta razão, é o fim da impunidade”.

Renan e FHC se assemelham até no quesito traição conjugal. Ambos têm filhos fora do casamento com jornalistas. Tudo igual.

O que se precisa mesmo senhores Renan Calheiros e Fernando Henrique é, mudar a cara do Brasil, botar políticos corruptos na cadeia, fazer uma assepsia no Congresso Nacional mesmo que com isto grande número de cadeiras fiquem vazias. Expurgar ministros, desembargadores, deputados, prefeitos e vereadores corruptos da vida pública brasileira. Vasculhar e confiscar o patrimônio de quem enriqueceu ilicitamente. É necessário e urgente que a sociedade e as instituições, os estudantes e o povo ganhem as ruas, invadam o Congresso e os palácios, tirando se preciso à força, a escória que saqueia os cofres públicos, e torna o Brasil um modelo internacional de corrupção.

 

06 jun 2007 Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, Cinismo, Justiça | Deixe um comentário

O Brasil e a saúva.

 

O Brasil e a saúva.

Ou o Brasil acaba com a Saúva ou a Saúva acaba com o Brasil.

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Esta frase, de autor desconhecido, era propagada com afinco nos anos 60, e hoje está comprovado que era um equívoco total por parte dos pesquisadores.

Leiam sobre a saúva aqui:

http://fgaia.org.br/texts/brasil.html

Atualmente, existe uma linha de pensamento que até explora a possibilidade de que a frase seja de autoria de uma campanha dos produtores de agrotóxicos para justificar a venda dos seus produtos.

Agora, eu vou aproveitar esta frase equivocada para construir outra parecida, mas que não vai estar nunca equivocada, e vai permanecer atual para sempre.

Retirando-se a presunção aqui vai:

“Ou o Brasil acaba com a corrupção endêmica ou a corrupção acaba com o Brasil.”

O Lula em vez de mandar investigar a fundo o mensalão, abraçou o Roberto Jefferson e disse que confiaria sua vida à ele.

Disse algo parecido com ocaso do Palocci.

Agora vem falando o mesmo do seu irmão Vavá pela segunda vez, pois este já foi investigado por tráfico de influência e a investigação foi “influenciada” pelo ex-ministro da justiça.maracutais.jpg

Agora vem o caso do Renan Calheiros, que em uma averiguação fajuta pelo congresso, apresentou provas de que financeiramente poderia estar bancando a sua ex-amante e sua filha com esta. Este não é o caso, poderia é claro que poderia, pois ganha suficiente para isto. Mas se faria é outra coisa, pois a ganância não tem limites e como a revista veja publicou, o congresso tem é que vasculhar os extratos bancários dos dois para ver se saiu de um para ir para no outro. Existem inúmeras maneiras de se fazer isto, e uma delas é pelos pagamentos do CPMF. Pelo menos este imposto indecente deveria servir para algo decente.pizza-salva-vidas.jpg

Acorda Brasil, isto tem que acabar senão estamos perdidos.

Onde tem fumaça, certamente tem fogo.

Uma coisa o Brasil tem de sobra, são bons escritores e jornalistas falando sobre este assunto.

Liam o artigo do Jarbas logo abaixo:

Opinião: Endemia da ladroagem

Jarbas passarinho escreve:

Ao pregar diante de Dom João IV e sua corte, na Igreja da Misericórdia, o padre Vieira iniciou audaciosamente o sermão dizendo ser a Capela Real, e não aquela a que assomara, porque falaria de coisas atinentes à Sua Majestade Real e não de piedade, pois nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar, com eles, os reis.

Louvado em São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, vergastou os grandes que sabia ladrões, parte deles na Corte Real. Sem nomear quem quer que fosse, muitos que o ouviam sabiam ser seus alvos. Como vários santos trataram de ladrões protegidos pelos reis, advertiu: “O que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levarem consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno”.

Concluídas as invectivas, disse estar respondendo a Sua Majestade, que lhe perguntava se havia ou não conveniência de unirem-se as duas capitanias, do Maranhão e do Pará, em um só governo ou em dois. Menos mal – disse ele – será melhor um ladrão que dois, já que é mais difícil achar dois homens de bem.

Temos, hoje, 27 governadores e 38 ministros de Estado. Padre Vieira teria de mudar seus exemplos, pensando quão difícil é indicar não dois, mas muitos homens de bem para assessorarem Suas Excelências, sem o receio de desagradáveis procedimentos que os levem, junto com os protegidos, ao inferno. Há que fugirem de tal futuro os três poderes da República, bem assim as organizações sindicais patronais, até de terceiro grau, a representar milhares de empresários.

O quadro atual da desalentadora corrupção, que parece endêmica, bem mereceria uma defesa de tese de doutorado, receita para prevenir, evitar e impedir que o inferno do padre Vieira venha a ter dificuldade de alojá-los, tantos são. A triste realidade brasileira pode ser objeto não das increpações substantivas do padre Vieira, mas as adjetivas de seu contemporâneo Souza Macedo, o verdadeiro autor de A arte de furtar.

Não temos reis para ouvir, ao lado de seus ladrões, fingindo não saber nada, mas render-se aos indícios escandalosos de desonra, de pérfido exemplo, sobretudo para os jovens. São tantos, de pertinente autoridade não honrada, que, parodiando Norberto Bobbio, já não despertam a “santa indignação” que os provocava o furto do dinheiro público.

Repetir-se-ia, séculos depois, a engenhosa imaginação de Machado ao comparar as diversas fraudes com a conjugação dos tempos e modos do verbo rápio, de que derivam nosso rapinar e o substantivo rapina. Furtam pelo modo indicativo presente, quando, noviços, louvam os veteranos nas lições de como furtar nas licitações; pelo modo imperativo, mandando terceiros receber a propina depositada nos bancos ou no cofre das secretárias dos grandes empresários, e especialmente o imperativo negativo, ao bradarem, ofendidos, nunca terem recebido propina nem conhecerem sequer o propinador; pelo conjuntivo, lobistas experientes, que conjuntam a sua argúcia ao cabedal de magistrados, negociando suas sentenças, ou ao parlamentar zeloso e habilidoso a aprovar emendas para obras em que tem generosa participação e, descarado, ainda tenta chantagear o governo a cuja bancada pertence; pelo modo permissivo porque permitem que se furte, desde que se reparta o furto; pelo modo infinitivo, quando acha pouco e pede mais; e finalmente furtam pelo modo mais-que-perfeito, construindo pontes que ligam o nada ao nada coniventes com governador.

Mas o que essa novela Gautama mais estranha são os substantivos cuja significação varia com a mudança do gênero, em que Zuleide muda em Zuleido, original na troca e nada original na arte de furtar. Tantos se anteciparam, a ele, como os graúdos petistas, por exemplo, que surrupiaram, através de um intermediário experimentado na profissão de fraudador, muitos milhões de reais e quase mais ninguém se lembra disso. Talvez porque foram modestos e não furtaram o bilhão e meio de reais que o masculino de Zuleide amealhou em inocentes relações com seis ministérios e dezenas de honestos representantes de nosso povo.

Jarbas Passarinho foi ministro, senador, governador e é escritor

Agora, temos um excelente artigo do Laurence:

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

A política brasileira caberia num romance de Dostoievski, mas não certamente em “Crime e Castigo”. Aqui só há o crime. Lembrei-me dessa frase lendo a primorosa crônica do jornalista Woden Madruga do último sábado sobre a “mentira” no nosso mundo (ou seria submundo?) político. Lembrei-me também que no Brasil nunca (já imagino os defensores!) ganhamos um prêmio Nobel. Vale acrescentar: em nada. Nadica de nada. Talvez muitos quisessem acabar até mesmo com a Física e a Química porque seus cientistas criaram a energia a vapor que criou a revolução industrial. Quanta, quanta picaretagem. Mas haveria um Nobel que se fosse instituído nós seriamos imbatíveis: Nobel de corrupção. Nesse nós somos Phd, com todos os “méritos”. Nesse nós exportamos “tecnologia”. O crime da corrupção, esse, esse é o nosso grande “patrimônio cultural”, acrescido do dificílimo mérito de não haver o castigo.

Lembro agora que na década de 80, Henry Kissinger, em entrevista a jornalistas brasileiros, disse que o Brasil era o maior potencial econômico do mundo. Sequer falava-se em China ou Índia. Percebam. No entanto, outra figura notável, essa do mundo das letras, Stefan Zweig escreveu um livro chamado “Brasil, o país do futuro”. O primeiro, Kissinger, hoje, ninguém mais fala. E Zweig suicidou-se. Como acréscimo aconselho a leitura do livro biográfico do jornalista Alberto Dines sobre Zweig chamado “Morte no paraíso”. O paraíso, claro, é o Brasil. O paraíso fiscal, o paraíso das incoerências, da corrupção.

Mas numa coisa eu posso concordar tanto com Kissinger quanto com Zweig. Nossas riquezas são imensas, inúmeras. Mas estão enterradas. De que valem? A questão é que para desenterrá-las nos falta cabeça. Falta “cérebro” para explorá-las. Não conheço nenhuma árvore, que sozinha produza papel, é preciso a parte do homem, para explorar a árvore, que se faz o papel que se faz o jornal, por exemplo. Mas nosso cérebro só funciona quando é para a exploração política. Exploração, mentira e corrupção. Ai, ele é imbatível. Eis a nossa civilização. Uma civilização sem culpa.

E qual a raiz a sociológica ou psicológica para não mentir? Sem dúvida, o medo da punição. Esse é outro nosso grande mérito: nós abolimos a punição. Somos um país livre. É outro nosso paradoxo. Aqui se muda de ideologia como se muda de roupa. Aqui se muda de partido sem nenhum constrangimento. E nesse momento, eu fico me perguntando para aqueles que defendem a sociedade: onde está a força da nossa sociedade para punir a mentira, o excesso? Essa sociedade é uma miragem? Ou justamente pelo (excesso) de miséria se torna manipulável? Algo natural ou premeditado?

Aqui o que temos é o Estado gastador, assistencialista e provedor. Que vai entregar casa, comida e roupa lavada. Mas sem acabar com a miséria. Percebem a contradição? É a saída marota? Os pobres se avolumam com seus pedidos porque a idéia não é acabar com a miséria e sim “explorar” a miséria. A nossa política se faz com o assistencialismo que nunca termina com a miséria. É o Estado gerador da dependência.

O incrível é que passamos mais de vinte anos de ditadura militar combatendo e criticando a dependência educacional, a dependência financeira, a dependência econômica da miséria, dos pobres ingnorantes e miseráveis. O combate, Jesus, hoje sabemos, era apenas para mudar de “dono” do Estado, ou de “dono” do poder. Resolver e acabar com a miséria pela geração de emprego e trabalho eles não querem nunca. Eles vivem de “dar” as coisas, mas esse “dar” é com o dinheiro dos outros, e pressupõe a continuação, a perpetuação da miséria. Pobre dependência.

Quem foi mesmo que disse que o homem se tornava homem quando recebia seu primeiro salário? Ah sim, foi Sartre. Ok. Mas repito: o nosso Nobel disparado seria o da corrupção. Esse é nosso eternamente.

 

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06 jun 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA | 2 Comentários

A Venezuela.

A Venezuela.

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Vou descrever abaixo, minha experiência pessoal de viver na Venezuela:

Era o ano de 1980, e como gerente internacional de uma empresa americana que vendia e prestava serviços aos produtores de petróleo, tive que contrair moradia na Venezuela por aproximadamente oito meses.

Eles estavam iniciando a exploração de um novo campo de gás na região de Maracaíbo, perto da Colômbia e os nossos produtos eram necessários e também a proximidade de um agente da empresa para as emergências que poderiam aparecer.

A primeira surpresa foi quando fui alugar um apartamento em Maracaíbo para morar durante a estadia.

O agente imobiliário me levou para ver um apartamento em um prédio perto do centro em uma área de boa vizinhança. Era um bom apartamento, que parecia novo e em fase de acabamento. Faltavam os apagadores e tomadas com os respectivos espelhos, não tinha nenhuma louça nos banheiros ou na cozinha, não tinha lustres ou janelas e portas internas. Tinha piso de cerâmica, porta da frente e da área de serviço. Eu perguntei quando seria terminado para eu poder morar, e o agente imobiliário me disse que era assim mesmo. Eu alugava daquele jeito, colocava o que faltava por minha conta, e quando saísse, poderia levar comigo o que havia colocado e instalado.

Eu não entendi e o agente explicou que antigamente se alugava completo, mas ao sair, os inquilinos levavam tudo e não havia como recuperar, então houve uma mudança de atitude dos locadores e alugavam sem as partes que poderiam ser removidas facilmente.

Desisti, apesar de mais caro fui morar em um hotel.

Segunda surpresa

O lago de Maracaíbo é um belo lago. Estava totalmente poluído com petróleo. A poluição era tanta que não havia nenhum vestígio de vida aquática no lago. Eu perguntei aos engenheiros da estatal que me acompanhavam, na época creio que era Petroven, a razão de tal descaso. Eles então responderam, que os poços de petróleo dentro do lago, haviam centenas deles, eram fluentes, quer dizer que fluíam sem auxilio de bombeamento. Eram, no entanto poços pequenos e de pouca pressão. Os venezuelanos que os engenheiros chamavam de índios, iam de canoa e roubavam as válvulas dos poços, para vender na Colômbia, e deixavam os poços fluindo dentro do lago poluindo tudo.

Certo dia, antes de eu ir morar na Venezuela, mas passando por lá a trabalho, fui convidado a participar de uma festa em casa de um dos engenheiros responsáveis pela área de Maracaíbo. Colaborei com um litro de Uísque Escocês e fui à festa. Eles estavam celebrando, a chegada de uma geladeira nova, importada dos EEUU. Era tope de linha, da marca Maitag, e era no momento a melhor que se poderia comprar no mercado americano. A propaganda dela dizia que era para durar 40 anos sem manutenção.

Foi uma boa festa.

Um ano depois, já morando na Venezuela, fui convidado novamente pelo mesmo engenheiro, que na época já era meu amigo, para outra festa em sua casa. Desta vez para celebrar a inauguração de outra geladeira.

Ao chegar, vi a geladeira do ano anterior encostada no quintal, totalmente destruída. E estavam inaugurando uma nova, igualzinha, à do ano anterior que deveria durar 40 anos.

Durante a minha estadia, eu alugava carros para deslocamento para os locais de trabalho. O carro preferido eram as caminhonetes tipo “Pick up”. Eu alugava uma Chevrolet, parecida com a nossa Silverado. O aluguel destas caminhonetes era cinco vezes mais caro do que nos EEUU. Perguntei a razão deste alto custo e eles responderam que era por causa dor roubos. De fato em menos de um ano em que morei no país, foram roubadas 16 destes carros alugados, que depois de roubados trafegavam livremente na Colômbia com as mesmas placas venezuelanas.

Quando cheguei para morar na Venezuela, estava governando o país, Carlo Andrés Peres, que tinha uma tremenda fama de corrupto e mantinha uma policia federal com a sigla PTJ que tinha poderes totais sobre os cidadãos.

Depois deste presidente foi eleito em 1984 um médico pediatra de nome Jaime Lusinchi, que também praticou os maiores desatinos de corrupção. Dizem os Venezuelanos que ele comprava algo para o país, em dobro, e sempre ficava com um para ele. Teve um caso com uma amante que foi um tremendo escândalo. Quando acabou seu mandato foi substituído pelo Andrés Peres, que neste novo mandato cometeu os maiores desatinos ainda, e que resultou na eleição de Hugo Chavez.

Eu pessoalmente achei os Venezuelanos muito orgulhosos e bairristas. O único país da América latina que nunca visitei a trabalho foi o Paraguai. De todos os países os mais bairristas e pedantes e orgulhosos, foram igualmente os Argentinos e os Venezuelanos. Com uma diferença marcante, os argentinos têm muito mais educação do que os venezuelanos.

Esta é a minha opinião baseada em minha experiência própria em visita a estes países.

Estou plenamente consciente de que a generalização é discriminativa, e que existem muitos cidadãos destes países que não se encaixam nesta descrição e quando falei sobre bairrismo e orgulho, foi o sentimento geral que tive em visita ao país.

Sendo este artigo sobre a minha experiência na Venezuela, quero terminar dizendo que os poucos pontos citados das surpresas que tive ao tentar entender o povo venezuelano, não fico surpreso da atitude do Hugo Chavez.

A sua arrogância, o seu despreparo, é condizente de suas atitudes e da personalidade do povo Venezuelano.

Deveria o Brasil, apenas reforçar seus exércitos nas fronteiras, e ignorar este caudilho imbecil, parar de fomentar obras para a Venezuela através do BNDES, e esperar que ele se enrole em sua própria corda e se enforque.

Querer ajudar um povo que sente prazer em comemorar a destruição em um ano de um produto que poderia durar 40 anos, é jogar conversa fora. Este povo tem o que merece e vai se destruir só.

Para terminar, quero enfatizar o que é comentário corrente na Venezuela:

O seu maior herói, o Simon Bolívar, em que quer se espelhar o Hugo detestava a Venezuela e mudou-se para a Colômbia onde viveu melhor e onde faleceu.

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Deve ter sido por causa do tal povinho de lá.

04 jun 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, GOVERNO | 5 Comentários

Lama por todas as partes.

Lama por todas as partes.

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O brasileiro está pagando muito caro para ter à sua disposição, os maiores corruptos do mundo e não somente corruptos, mas cínicos de plantão.

Depois que o governo Lula assumiu e os outros políticos viram que de governo ou governar ou trabalhar ele não entendia quase nada, tudo virou festa e nunca na história desta País se roubou tanto e tão descaradamente.

È também verdade que a PF está prendendo muito, neste governo, mas para prender é preciso que se flagre o delito, que neste governo aumentou em proporção exponencial. Tem mais contravenção e crimes e conseqüentemente tem mais prisões.

De acordo com um artigo do Giulio Sanmartini, como se suspeita que o superfaturamento seja na ordem de 40 bilhões, está tocando a cada um de nós R$ 550,00 por ano para sustentar estes pilantras.

Eta Brasil.

Leia agora um artigo do Laurence:

 

 

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista.

 

É obvio que Renan Calheiros está encalacrado até o pescoço. E ouso dizer, com todas as culpas possíveis e imagináveis. Jesus! Isso é a historia desse país. A entrevista que a jornalista Mônica Veloso deu ao jornal Folha de São Paulo de hoje, 01/06/2007, fica mais que evidente toda a situação de tráfico de influencias e falcatruas que o presidente do Senado construiu para si e se meteu. Pode resultar em alguma mais grave? Só deus sabe. Ou talvez Sarney.

Mais o incrível nessa historia toda, nesse mar de lama envolvendo Zuleido (o novo Marcos Valério) e sua empresa Gautama, e agora com Renan, Mônica, e a empresa Mendes Júnior, tinha que acontecer sob o PT. O pior de tudo isso, está sendo acompanhar o corporativismo do Congresso para encobrir e defender Renan. Fica claro, que a defesa também é em causa própria. Há medo de que essa coisa toda chegue a outros senadores.

O mundo político brasileiro é uma podridão só. Há exceções? Certamente. Jefferson Peres continua sendo uma delas. Mas são poucos, muito poucos. E Lula continua na sua linha de defender e ao mesmo tempo lavar as mãos. Lula é um cretino desonesto. Num país como o nosso tem vida longa. Aliás, Lula elogia Chaves ou mais uma vez lava as mãos na declarada e exibida censura à liberdade de expressão patrocinada pelo ditador venezuelano, que não admite criticas e nem discordâncias ao seu pensamento, acusando quem faz critica de ser uma “oligarquia” conservadora.

Lula não toma partido porque teme Hugo Chaves e teme represálias. Lula é covarde. Bom, mas infelizmente parece que a oposição está tão encalacrada quanto Renan nesse caso atual. Resta torcer para que a imprensa continue sendo o grande porta-voz da sociedade e traga novas informações.

 

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A lama avançando sobre o congresso

 

 

 

01 jun 2007 Posted by | ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

As aves novamente juntas.

As aves novamente juntas.

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Disse o Senador Pedro Simon, com toda a propriedade e seriedade que lhe é peculiar, que quando se ocupa um cargo público eletivo, não deve existir nenhum tipo de sigilo do ocupante do cargo.

O mínimo que se pode dizer desta afirmação, que isto em um país sério seria o óbvio ululante.

Na Alemanha, por exemplo, quando se descobriu que o chanceler Helmut Khol, tinha um pequeno chalé que não estava declarado entre os seus bens, este caiu na desgraça, foi obrigado a devolver, teve que pagar multa ETC.

O Jader Barbalho declarou conservadoramente, o valor de seus bens um bilhão.

Agora vem defender o Renan Calheiros, dizendo que também foi vítima de perseguição política.

Quem teria interesse em prejudicar o Renan, que politicamente navega em céu de brigadeiro, que interesse teria alguém em inventar que um lobista estaria pagando suas contas?

Os ditados populares são muito sábios:

· Diga-me com quem andas e te direi quem é você.

· As aves da mesma espécie andam juntas.

· A mulher de Cezar não tem apenas que ser honesta, ela tem que parecer honesta também.

· Quem não deve não teme.

· Onde há fumaça deve haver fogo.

O Renan, não tem que apresentar papeis mostrando que tem condições para sustentar a filha, ele tem que mostrar as razões porque as emendas parlamentares dele favoreceram a empresa Mendes Junior.

Abaixo, leiam seu perfil e uma reportagem sobre o Jader Barbalho que partiu em sua defesa.

Renan Calheiros

José Renan Vasconcelos Calheiros (Murici, 16 de setembro de 1955) é um político brasileiro filiado ao PMDB. Desde 1994 é um dos três representantes do estado de Alagoas no Senado Federal, casa da qual é presidente desde 2005, tendo sido reeleito em 1 de fevereiro de 2007.

Fez parte da base de apoio de Fernando Collor de Mello e atualmente apóia o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Foi também ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, ocasião em que presidiu, em julho, a XI Conferência dos Ministros da Justiça dos Países Ibero-Americanos, e em novembro, a reunião dos ministros do Interior do Mercosul, Bolívia e Chile.

Conselho Nacional de Trânsito

Foi também presidente do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) nessa época; do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA); do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e do Conselho Nacional de Segurança Pública (CONASP). Já em 2002, foi um dos mentores do Estatuto do Desarmamento.

Presidente do Senado Federal

Foi eleito senador pelo estado de Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. Em 2005, foi eleito presidente do Senado e reeleito em 2007.

25 de maio de 2007 – 17:20

Jader Barbalho parte em defesa de Renan Calheiros

Denúncia parece só escândalo pelo escândalo, diz o ex-presidente do Senado

Pablo Valadares/AE

BRASÍLIA – O deputado e ex-presidente do Senado Jader Barbalho (PMDB-PA) defendeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), das denúncias publicadas nesta sexta-feira, 25, na edição antecipada da revista Veja, de que Renan teria algumas de suas despesas pessoais financiadas pela construtora Mendes Júnior e afirmou que reportagens sobre a vida privada de pessoas, ainda que sejam homens públicos, buscam somente “o escândalo pelo escândalo”.

Segundo a matéria, Cláudio Gontijo, lobista da empreiteira, pagava até recentemente o aluguel de um apartamento em Brasília e a pensão de uma menina de 3 anos que seria filha de Renan com Mônica Veloso, jornalista de Brasília.

Em defesa de Renan, Jader disse que o presidente do Senado é acusado de ter um filho fora do casamento e de ter, eventualmente, recorrido a um amigo para resolver “problemas particularíssimos, da sua mais absoluta intimidade, e não de ter mantido relações de fraude ou condenáveis com uma construtora como a Mendes Júnior.”

Experiência própria

Além de amigo de Renan e companheiro de grupo partidário, Jader passou por situação semelhante a dele quando era senador. Foi obrigado a renunciar ao mandato e à presidência do Senado no curso de uma onda de denúncias contra ele lideradas pelo também ex-presidente do Senado, senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Depois, ACM também foi levado à renúncia sob a acusação de ter violado o painel eletrônico do Senado em uma votação secreta.

Jader aconselhou Renan a reagir e dar explicações sobre a existência ou inexistência de relações entre ele e a empresa que supostamente o teria financiado. Em conversa por telefone, na manhã desta sexta-feira, Jader sugeriu a Renan que se recuse a falar sobre a sua vida particular e que diga, se considerar necessário, que “sobre isso deve explicações apenas à sua mulher”.

Interesses ocultos

Jader não descarta a hipótese de que existam interesses políticos, instalados no próprio governo, por trás da onda de denúncias que atingiu um setor expressivo do PMDB que mantém aliança mais antiga com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele avalia como “muita coincidência” o acúmulo de referências ao presidente do Senado na investigação da Operação Navalha, da Polícia Federal. Em tom de ironia, ele diz que não consegue acreditar que a origem da denúncia da revista seja parte do processo da Operação Navalha. “Na minha vida política, aprendi que governo não gera crise, mas as equaciona; quem gera crise é a oposição, e às vezes setores do governo tomados de euforia que resolvem fazer também o papel de oposição”.

Acusações contra Jader

O próprio Jader Barbalho responde a pelo menos cinco ações no Supremo Tribunal Federal (STF) por desvio de verba. Em uma delas, é acusado de desviar recursos no processo de desapropriação do imóvel rural Vila Amazônia por meio da supervalorização da indenização.

A desapropriação ocorreu em 1988, quando o deputado era ministro da Reforma Agrária. As terras, situadas no município de Parintins, no Estado de Amazonas, seriam usadas na reforma agrária.

Em outras duas, o parlamentar é acusado de desvios de recursos destinados a projetos da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), localizados em Tocantins e no Mato Grosso.

Em outra ação, o deputado é acusado de envolvimento com o desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará) entre outubro de 1984 e agosto de 1985. Naquela época, exercia o cargo de governador do Pará. No entanto, o STF concluiu recentemente que parte das acusações já prescreveu. O parlamentar também responde a outra ação no STF por suposta remessa ilegal de divisas para o exterior.

 

 

 

01 jun 2007 Posted by | ÉTICA, POLÍTICA, Uncategorized | Deixe um comentário

   

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