blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

O consumo e a poupança.

         

O consumo e a poupança.

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Não sou economista, mas tenho lido bastante sobre economia, principalmente sobre a economia dos países emergentes.

Em todas as economias que estão crescendo de maneira coerente e permanente, existe uma formula para o sucesso:

1. A carga tributária máxima para a economia poder crescer é de 25% do PIB.

2. O tamanho da poupança, para um crescimento sustentável é de no mínimo 25% do PIB.

3. E o investimento em educação básica de qualidade, nas nações que se sobressaíram em crescimento permanente foi de no mínimo 20% do PIB.

· Ainda neste tópico Educação, o ensino universitário destas nações em crescimento constante é quase todo pago. Quase não existe universidade grátis. As universidades estatais, são mais baratas, têm mais crédito e mais longa forma de pagamento, mas são pagas.

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Lula em sua sessão de mágica procurando o PIB que aumentou para tirá-lo da cartola.

 

Depois que o IBGE inventou a nova forma de se medir o PIB, levando em conta o consumo como um fator relevante do PIB, com a seguinte teoria: “Se consumiu é porque tem, e se tem é porque cresceu”, o crescimento do PIB melhorou um pouco e a carga tributária direta conseqüentemente diminuiu um pouco, de 40% para 38,5%. Mas ainda é altíssima para proporcionar um crescimento sustentável. Esta enorme carga tributária recai sobremaneira para os assalariados e os empregadores formais e seus empregados, mas também fomenta uma evasão de pagadores de imposto e uma economia informal de tamanho incerto. Se o tamanho da economia informal é incerta, o tamanho do PIB também é incerto. O aumento real dos salários que ocorreu nesta administração foi muito maior do que o crescimento do PIB. Este aumento proporciona mais consumo, mas se foi maior do que o PIB então alguém financiou este aumento. Este alguém foram as classes média B & C que encolheu. Se os programas assistencialistas como a bolsa família ou bolsa escola melhoraram o consumo, porque as pessoas beneficentes destes programas realmente consomem mais, alguém pagou por estes programas. Foi de novo a classe média B & C.

Moral da história: “ o consumo realmente aumentou mas foi sustentado pelo aumento da carga tributária que também subiu”.

Agora a poupança também aumentou um pouco nesta administração e chegou perto de 18% do PIB. Mas com o aumento artificial do PIB, regrediu para 16,5% do PIB.

Então o Brasil não chega a ter poupança para crescer.

E a educação básica no Brasil, até hoje, pois o presidente lançou um novo programa para a educação e não sabemos como vai ser ainda. Se for uma mágica como o PAC, está natimorta como o PAC. Mas voltando para a educação, o Brasil gastava até hoje uma merreca de 4% do PIB com educação e a maior parte destes recursos iam para o ensino superior gratuito. Se o ensino básico está esquecido, os alunos que chegam até as universidades, são pessoas com pouca cultura e o resultado é que o nível das universidades é muito ruim. Desta forma o crescimento sustentável está muito longe ainda de ser alcançado no Brasil.

Com um presidente, que não tem nenhuma educação, nem ruim nem boa, não gosta de ler e nem vê importância nisto, fala um português atroz, e usa metáforas imbecis o tempo todo, fica mais difícil ainda.

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Encontrei um artigo bem escrito na internet sobre a diferença entre consumo e poupança e o crescimento resultante.

Eis o artigo:

O que gera crescimento é a poupança, não o consumo
por
João Luiz Mauad em 23 de abril de 2007

Resumo: Defender os programas de transferência involuntária de renda como socialmente necessários, é uma coisa. Agora, dizer que estas iniciativas são economicamente producentes e vantajosas é um pouco demais

A mais nova falácia econômica na praça, defendida com energia, bravura e elevadas doses de imaginação por onze de cada dez economistas e jornalistas esquerdistas, prega que os tais programas de transferência involuntária de renda, tipo Bolsa-Família, Cheque-Cidadão, LOAS, etc., teriam o efeito de “turbinar” o crescimento da economia, através do aquecimento do consumo de baixa renda.

Recentemente, durante a inauguração de uma nova fábrica da Nestlé no Nordeste, o presidente Lula também defendeu o disparate, argumentando que o investimento da multinacional suíça naquelas plagas nordestinas só teria sido possível graças ao aumento da renda e, conseqüentemente, da demanda na região, aumento este derivado da expansão do programa Bolsa-Família e das aposentadorias do setor rural. O raciocínio (mais uma das muitas corruptelas da teoria keynesiana) parece, em princípio, bastante lógico e consistente, no entanto, como diria o grande Bastiat, ele está baseado somente naquilo que se vê e desconsidera todos os efeitos que permanecem ocultos, bem como os de longo-prazo.

O primeiro ponto a destacar é que crescimento econômico é sinônimo de geração de novas riquezas, algo só possível com novos investimentos (uma máxima econômica tão óbvia que nem mesmo os socialistas já ousaram negar). Todo e qualquer investimento, por seu turno, tem como pressuposto básico a formação prévia de poupança, cuja origem está na abstenção voluntária do consumo por parte de alguém, seja ele o próprio investidor ou terceiros. Num certo exagero retórico, Alfred Marshall chegou a dizer que o consumo poderia ser considerado como “produção negativa”.

Pois bem, tomemos o caso da famigerada unidade de produção da Nestlé na Bahia como exemplo. Sua implantação requereu, antes de mais nada, a realização de capital para o respectivo investimento que pode ter sido obtido de três formas distintas, porém não excludentes:

1. Lucros anteriores – e não distribuídos – da própria empresa (poupança de antigos acionistas);

2. Captação de recursos no mercado de capitais (poupança de novos acionistas);

3. Captação no mercado financeiro (poupança de terceiros).

O importante a destacar aqui é que a existência e disponibilidade dos recursos alocados no investimento pela Nestlé não guardam qualquer relação, direta ou indireta, com os programas assistencialistas do governo, cuja influência, no caso específico, se deu única e exclusivamente em relação à escolha do local da nova planta, já que pesquisas de mercado muito provavelmente detectaram alguma demanda reprimida naquela região.

A economia é chamada “ciência da escassez” justamente porque os recursos disponíveis são limitados, enquanto os desejos e necessidades são ilimitados. Dessa verdade, deriva que se não podemos ter tudo o que queremos ou precisamos e estamos forçados, constantemente, a fazer escolhas. Quando a Nestlé utiliza recursos para construir uma fábrica na Bahia, outro(s) investimento(s), desta ou de outra(s) empresas deixa(m) de ser realizado(s). Chama-se a isto de “custo de oportunidade”. Em outras palavras, o custo de determinado investimento “X” equivale ao de outro(s) que poderia(m) ter sido realizado(s) – utilizando a mesma poupança – mas não foram, em virtude da escolha “X”.

Entender este conceito é importante para que possamos inferir algumas outras coisas. Em primeiro lugar, como já foi dito, outro(s) investimento(s) deixaram de ser realizados para que a Bahia ganhasse uma nova fábrica. Quem sabe alguma outra indústria em São Paulo, um novo shopping no Rio de Janeiro, algumas escolas em Pernambuco ou um conjunto residencial em Porto Alegre? Não importa. O certo é que aquele mesmo capital estaria, agora ou em algum momento do futuro próximo, gerando riquezas – e trabalho – de alguma outra maneira, na Bahia ou alhures.

O segundo ponto, este quase sempre negligenciado pela maioria dos opinantes esquerdistas, está relacionado ao efeito altamente recessivo dos programas de transferência de renda – ditos sociais. Estou falando, especificamente, de uma parcela da poupança dos brasileiros que tem se transformado em consumo, no lugar de seguir o seu caminho natural de gerar investimento.

Vamos supor, apenas para efeito de raciocínio, que Paulo seja um cidadão de classe média baixa, cujo salário mal dá conta de suas próprias necessidades. Entretanto, com grande sacrifício e esforço ele consegue poupar todo mês uma pequena parte do que ganha para no futuro comprar a casa própria.

Imagine agora que um novo governo tomou posse e, para realizar as promessas de campanha, especialmente a de distribuir renda, tenha implementado um aumento na carga tributária do país de, digamos, 5%. Este aumento – que atingiu Paulo em cheio em função da redução do limite de isenção do IR – conjugado com o aumento generalizado dos preços que ele desencadeou, tornou impossível a Paulo continuar a sua poupança mensal, forçando-o, ademais, a cortar alguns itens de consumo.

Imaginemos ainda que todo o dinheiro tirado, coercitivamente, da família de Paulo pelo governo seja repassado à família de Pedro (relembro que falamos apenas hipoteticamente, já que, na vida real, boa parte ficaria retida para pagar as despesas de custeio do próprio governo), beneficiária da “caridade” pública que o consumirá por inteiro. Temos então a seguinte situação: dos recursos tirados de Paulo por este ente magnânimo e benemerente que é o Estado, uma parte deixou de ser consumida por sua família e outra deixou de ser poupada. Na outra ponta, os recursos destinados à família de Pedro serão integralmente consumidos.

Se a transferência de renda aumentou o consumo agregado na Bahia, onde mora Pedro, ele provavelmente diminuiu no Rio de Janeiro, onde mora Paulo. O incremento da demanda por laticínios e biscoitos no Nordeste é semelhante à redução da demanda por calçados, camisas ou qualquer outro item, no Sudeste. Se, por um lado, a Nestlé criou alguns empregos na Bahia, a Alpargatas pode ter demitido funcionários em São Paulo, bem como a Hering em Santa Catarina. Lembram-se do custo de oportunidade?

Em termos econômicos, o aspecto mais terrível desta estória, no entanto, não está na alteração dos padrões de consumo, mas no fato, extremamente pernicioso, de que uma parte da poupança privada foi apropriada pelo governo e transformada em consumo, freando novos investimentos e, conseqüentemente, o crescimento.

Defender os programas de transferência involuntária de renda como socialmente necessários, ainda que possamos discordar em seus aspectos morais, é uma coisa. Agora, dizer que estas iniciativas são economicamente producentes e vantajosas é um pouco demais.

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24 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO | 4 Comentários

Governar sem problemas.

Governar sem problemas.

Em novembro de 2006, o jornalista Josias de Sousa escreveu um artigo sobre a visão de governar do Lula. Um excelente que artigo que ilustra perfeitamente, o interior do pensamento lulista de governar (ou porque não faz nada, o que vem a ser a mesma coisa.)

Escreveu Josias:

A palavra da moda é “destravar”. Sua Excelência o Magnânimo vem repetindo o vocábulo a mais não poder. “Neste primeiro mandato, eu já estou há dez dias fazendo reuniões setoriais para destravar esse país”, disse nesta sexta. “Quero começar o segundo mandato agindo de forma muito mais forte e ousada. Eu quero anunciar esse processo de desobstrução do Estado brasileiro ainda neste primeiro mandato.”

O caminho de um governante, disse Lula, é pontilhado de provações: “Quando a gente é oposição, está tudo na ponta da língua. Mas quando a gente é governo, tem que fazer as coisas. E ao tentar fazer as coisas, encontra uma série de obstáculos.”
Que obstáculos são esses? O presidente esclareceu: “As leis, as questões ambientais, a burocracia, a oposição, o Congresso, o Ministério Público e o TCU.” Ora, ora, ora. Nunca na história desse país um governante foi assim, digamos, tão explícito. Chama de obstáculos o que, em verdade, é salvaguarda da coletividade contra eventuais abusos de seus governantes.
Desejaria o presidente governar acima das leis, devastando florestas à revelia, livre de incômodos opositores, sem a intermediação congressual e imune a fiscalizações? Por sorte, a democracia brasileira já ultrapassou a fase do pé-de-cabra destravador.

Agora vem o problema do PAC não conseguir sair da meta de partida, o anuncio com todo o estardalhaço, em que o presidente estranhamente não participou e deixou o encargo para a ministra professora Dilma, com o seu PPS e a sua gagueira e o ministro Mantega com a sua explicação cheia de entraves e contradições o lançamento do PAC. Aí parou.

Leia agora duas notícias sobre a espinha dorsal do PAC, a construção de três hidroelétricas, e a irritação do Lula com os entraves legais e necessários.

O artigo do Josias,

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=50

Está outra vez em cima da questão.

Lula definitivamente tem a certeza de ele é Deus. Ou o direto enviado do Mesmo.

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Ibama adia licença para hidrelétricas
21/04/2007

O Ibama pediu mais informações antes de autorizar a continuidade dos projetos de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Esta semana, o presidente Lula se mostrou irritado quanto à morosidade na liberação da licença pelo órgão.
O Ibama decidiu adiar a autorização para a continuidade dos projetos após detectar problemas que impediam a concessão. Entre esses entraves estão o acúmulo de sedimentos no rio em decorrência da futura construção das barragens e a ameaça à população de bagres, peixes grandes responsáveis pela sobrevivência de uma comunidade de 15 mil pescadores do Madeira.
Com a decisão do Ibama, o cronograma do PAC fica atrasado. A emissão de licença ambiental prévia estava prevista para o início de fevereiro. O atraso também provoca adiamento na data prevista para o leilão: maio, no caso da hidrelétrica de Santo Antônio, e outubro, no caso de Jirau.
A ministra do meio-ambiente, Marina Silva, declarou nesta sexta que não há razão para o Ibama se apressar.

País

Lula acusa Ibama de atrasar concessão de licença ambiental

20/04/2007

 

Rio Madeira

A demora na concessão de licença ambiental para construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Roraima, irrita o presidente.

Lula considera os empreendimentos importantes para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para a garantia de produção de energia elétrica a médio prazo.

Três obras são consideradas vitais pelo governo Lula para garantir crescimento econômico de 5% nos próximos anos: as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira – que prevêem a produção de 6.450 MW de energia elétrica – e a Belo Monte, um projeto de usina para o Norte.

 

Falta agora o Lula aparelhar melhor o IBAMA, no estilo do IBGE,

(QUE CRESCEU O PIB NO PAPEL)

para poder fazer seu governo sem muita preocupação com o

“MEIO AMBIENTE”.

22 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, PAC | Deixe um comentário

Promessas, Algarvio, e Cachaça

Promessas, Algarvio, e Cachaça

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Atividades como: Beber,(muito) viajar, divertir, roubar, mentir, ETC

Certa manhã, o pai exemplar diz ao filho de seis anos:

-“Filho, prepara-te para receber a notícia de uma grande e boa surpresa que lhe vou fazer hoje à noite quando voltar do trabalho.”

O pequeno menino ficou cheio de esperanças e curiosidade sobre a grande surpresa e até contou para todos os que a ele se aproximavam de quanto o seu pai era bom e legal para com ele. Mal podia esperar pela volta do pai.

O pai chega do trabalho, e encontra o filho com aquele olho brilhante de curiosidade sobre a grande surpresa. Olhou nos braços do pai procurando antever algo que poderia lhe dar uma dica sobre o que o pai tinha trazido do trabalho. Não vendo nada de diferente, pensou que poderia ter ficado no carro. Enquanto o pai tirava o paletó e lavava as mãos, correu na garagem para procurar no carro. Não encontrou nada. Ficou triste, será que o pai tinha se esquecido?

Foi procurar o pai e lhe perguntou:

“- Pai é hoje o dia da surpresa?”

E o pai:

“- Sim filho eu tenho uma boa surpresa para você. No ano que vem você completa sete anos, e vou matricular você no primeiro ano da escola.”

E, o filho sem esconder seu desapontamento disse:

“- Pai, esta é a surpresa? Pensei que matricular os filhos na escola fosse obrigação dos pais.”

Moral desta história:

“Os deveres e obrigações são uma questão de honra e querer transformar estes deveres e obrigações em dádivas por favores não passa de cabotinismo ostentado”

 

Eu detesto SPAN, ou seja as mensagens de Email que chegam a você sem serem solicitadas. Eu recebo um monte delas, e até fico desconfiado com a freqüência de algumas sobre:

· Viagra – Estas são pelo menos umas 200 por dia.

· Aumentar o tamanho do pênis – 50 Por dia.

· Emagrecer dormindo – 100 por dia.

· E por aí vai.

Hoje, recebi um Email de um departamento do Governo Federal, que eu não solicitei e nem tenho o desejo de que chegue em minha correspondência. Mais precisamente veio de :

Secretaria de Comunicação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Este Email não solicitado é uma propaganda sobre os investimentos do governo federal nos próximos quatro anos, especialmente ou quase totalmente sobre os investimentos da Petrobras.

Vou reproduzir na íntegra esta correspondência, para que vocês possam enxergar a semelhança desta propaganda com a história do pai cabotino no relato de entrada deste post.

PAC: petróleo, gás e biocombustíveis terão investimentos de R$ 171 bilhões

 

Os 183 projetos da Petrobras incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vão representar, até 2010, investimentos da ordem de R$ 171,7 bilhões. Para os quatro anos, a empresa pretende garantir a auto-suficiência brasileira em petróleo, acelerar a produção de gás natural, consolidar a liderança mundial na área de biocombustíveis, além de modernizar e ampliar o parque de refino. Para atingir essas metas, o PAC engloba obras importantes, como a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, do gasoduto Sudeste-Nordeste e da refinaria Abreu e Lima, bem como a renovação da frota nacional de petroleiros.

Oferta de gás

Um dos projetos mais significativos é o que prevê o aumento da produção de gás natural. O Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangás) envolve investimentos de R$ 25 bilhões para ampliar a oferta do produto dos atuais 26 milhões de metros cúbicos/dia para 55 milhões metros cúbicos/dia em 2010, reduzindo a dependência externa do gás. Para alcançar a meta de produção haverá, por exemplo, o desenvolvimento do Campo de Mexilhão, localizado na Bacia de Santos (SP), responsável pela oferta de 15 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Serão investidos R$ 4,4 bilhões no campo, que entrará em operação em 2009.

Para ampliar a rede de gasodutos, a Petrobras vai aplicar R$ 12,5 bilhões dentro do PAC. Há quatro projetos principais, como o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, com 662 km de extensão (que vai escoar para a capital do Amazonas o gás produzido em Urucu, na Bacia do Solimões – AM) e o gasoduto Sudeste-Nordeste (que vai interligar as redes de gás das duas regiões).

Auto-suficiência

Para preservar a auto-suficiência brasileira em petróleo, o Programa de Aceleração do Crescimento prevê investimentos de R$ 81 bilhões em projetos de aumento da produção e descoberta de novos reservatórios do óleo combustível e de gás. Os principais projetos estão localizados na plataforma continental, onde serão instaladas, até 2011, quase 20 novos sistemas de produção. Ali estão previstas plataformas de grande porte que vão elevar a produção dos atuais 1,8 milhão barris/dia para cerca de 2,4 milhões de barris diários em 2011, garantindo a continuidade da auto-suficiência. O índice de nacionalização das plataformas será de 70%.

Abastecimento

Para modernizar o parque de refino, a Petrobras vai realizar obras de ampliação em todas as suas refinarias, com o objetivo de aumentar o volume de petróleo nacional processado em 250 mil barris/dia (significa ampliar de 80% para 90% a carga processada) e elevar a oferta de derivados para o mercado brasileiro. Os investimentos vão também garantir a melhoria da qualidade dos combustíveis, tornando-os mais limpos. No caso do diesel haverá redução de 86 mil toneladas/ano de poluentes.

Em Pernambuco será construída a Refinaria Abreu e Lima para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia, obra em associação com a PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela. Os R$ 10 bilhões aplicados na instalação da refinaria incluem melhoria de infra-estrutura portuária na região, construção de linha de transmissão de energia elétrica, dutos para escoamento de petróleo e derivados, entre outros.

Na atividade de transporte, além das redes de dutos, serão construídos 42 navios petroleiros, todos em estaleiros nacionais, com entrega de 15 embarcações prevista para até 2010. A renovação da frota contará com R$ 4,1 bilhões.

No desenvolvimento de alternativas energéticas renováveis serão aplicados R$ 720 milhões, envolvendo a construção de usinas de biodiesel e a implantação em quatro refinarias do processo HBIO, inédito no mundo, para produção de óleo diesel com a mistura de petróleo e óleos vegetais. Somente para ampliar a capacidade de produção de biodiesel serão destinados R$ 570 milhões na construção das usinas de Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE), cada uma com capacidade para 50 mil toneladas/ano. A previsão da Petrobras é disponibilizar 855 milhões de litros de biodiesel por ano, o que vai evitar a emissão de 2,3 milhões de toneladas anuais de gás carbônico na atmosfera.

Complexo Petroquímico

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) terá investimentos de R$ 21 bilhões (R$ 8,2 bilhões até 2010). O Comperj terá capacidade para processar 150 mil barris/dia de petróleo pesado quando entrar em operação em 2012. Será a primeira unidade petroquímica do mundo a utilizar, como matéria-prima, petróleo pesado. Serão construídos, também, empreendimentos petroquímicos em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

Os projetos da Petrobras no PAC:

  • Aplicação de R$ 171,7 bilhões até 2010 em 183 projetos;

  • Construção e aquisição de 42 petroleiros (com entrega prevista de 15 até 2010);

  • Investimento de R$ 25 bilhões na ampliação da produção de gás natural aumentando de 26 milhões de metros cúbicos/dia para 55 milhões de metros cúbicos/dia em 2010;

  • Processamento de 1,9 milhão de barris de petróleo/dia nas refinarias, dos quais 1,7 milhão de barris de produção nacional;

  • Manutenção da auto-suficiência sustentável em petróleo e aumento das atividades de exploração e produção com investimentos de R$ 81 bilhões;

  • Produção de 855 mil metros cúbicos/ano de biodiesel.

Confira mais detalhes dos investimentos da Petrobras e do PAC
www.brasil.gov.br/pac

Viram a semelhança?

As entre linhas desta propaganda levam ou tentam levar a entender, que se não fosse pelo PAC, a Petrobrás não iria investir em nada, a auto-suficiência em energia é por causa do PAC, os novos petroleiros irão ser construídos por causa do PAC, e o Biodiesel, é uma coisa feita possível por causa do PAC.

Estes e outros investimentos fazem parte do programa da Petrobrás de expansão e procedimentos, FAZEM PARTE DO PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO DA EMPRESA, MUITO ANTES DA PALAVRA PAC SER CONSIDERADA.

Em outras palavras, é uma obrigação do governo e da empresa estatal.

A grande promessa do PAC faz parte das grandes promessas do governo Lula, desde as campanhas eleitorais.

· A canetada que iria resolver o problema da reforma agrária

· Os dez milhões de empregos

· O milagre do crescimento (real, manipulação estatística não vale).

· O conselho de segurança da ONU.

· O cortar na própria carne.

· A moralização da administração.

· A normalização da Previdência que de acordo com o Lula era questão de vontade política.

· E agora, a enganação do PAC.

E se vocês lerem bem como será dividido a participação do governo, no PAC, podem constatar que o investimento do governo, real, será igual à 10% do que se arrecadou em 2006 com a CPMF.

A manipulação pelo IBGE da maneira de se calcular o PIP, levou a uma desvalorisação de 0,92% do Superávit Primário anunciado deixando esta diferença nas mãos do governo, para investir no PAC.

A manutenção da multa de 10%, que foi instituída para sanear as contas do FGTS, propiciaram um saldo positivo neste tributo. Este saldo está cogitado para investimentos em obras de infraestrutura do PAC.

E as hidro elétricas do PAC, que são praticamente a espinha dorsal do programa, estão sem estudo de impacto ambiental (EIA), e não conseguiram uma licença para serem implementadas.

Resumindo: Se o congresso vetar a continuação desta roubalheira que é a CPMF, (Tem muito movimento popular e empresarial neste sentido) Se se calcular novamente o PIB pela forma que era feita anteriormente, quando o PAC foi proposto, se deixar de cobrar esta multa de 10% pagas pelo empresariado ao FGTS, e se o EIA das Hidro elétricas não forem conseguidos, (parece difícil em pelo menos tres delas, e que são as mais importantes), o PAC estará definitivamente deficitário, ou seja natimorto.

Já chega desta enganação deste governo cabotino, que além de enviar SPAN, está tentando nos tratar como crianças ou débeis mentais desinformados querendo que os cidadãos fiquem esperando as maravilhosas promessas que não são mais do que as obrigações de qualquer presidente decente.

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21 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

O DONO DO BRASIL?

O dono do Brasil?

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Se você é proprietário de alguma coisa, teoricamente pode usá-la da forma que desejar sem ter que prestar contas a quem quer que seja.

Se você tiver uma propriedade, sem visinhos muito próximos, não tiver família para sustentar, não usar seu automóvel na rua, não tiver telefone nem computador, e não tiver ninguém a quem prestar satisfação, pode fazer em sua propriedade o que quiser andar nu, gritar, ou qualquer outra coisa que não atinja ou ofenda outra pessoa.

Então como se pode ver o direito de fazer o que quiser com o que for seu, está limitado à conduta social e somente no dito e na crença popular tem validade a premissa: “É meu faço como quiser”.

O governo Lula, está pensando que o Brasil é dele para usar e gastar tudo que quiser, sem prestar contas de nada, embalado nesta premissa, “O povo me escolheu, e agora tudo é meu, gasto como quiser e quem votou agora que agüente.”

Eu não estou exagerando não, pode-se fazer uma tournée pelas notícias da mídia desde a primeira eleição, e esta atitude de dono de tudo está impregnada na administração petista. Até a adega do Palácio da Alvorada, que foi deixada intacta com garrafas históricas, autografadas, da época de JK, foi assaltada e beberam ou levaram tudo que havia. O primeiro ato de melhoria das instalações feitas pelo recém eleito governo Lula, foi a churrasqueira e os banheiros externos da Granja do Torto, onde gastaram onze milhões na reforma e uma churrasqueira de 3 metros de comprimento foi estendida para 6 metros, para melhor atender aos companheiros.

Isto tudo foi notícia, do passado e já esquecida na fraca memória do povão que elegeu este hipócrita e ladrão, e que agora se fazem de esquecidos e até tentam justificar a atitude do governo com uma comparação imbecil de que o FHC também fez e fez até pior. Não dá para comparar e nem será conveniente entrar nesta discussão de comparação, porque se houve erros de um, o outro foi eleito para tentar sanar e melhorar e não competir para ver quem consegue roubar mais.

Eu fico pensando que se houvesse um mínimo de vontade política para melhorar o Brasil, e se houvesse muitas suspeitas de que no governo anterior houve muitas coisas erradas e muito dinheiro roubado, o Excelente advogado que foi escolhido como Ministro da Justiça no primeiro governo, poderia ter pedido ao MP e ao TCU para investigar as contas prestadas no governo passado e se realmente aparecessem discrepâncias, teria que processar os envolvidos. Como não fez nada a respeito, se realmente houve muita roubalheira no governo anterior, esta atitude de apatia sobre o assunto demonstra conivência com a patifaria – No mínimo

O governo Lula gasta o dinheiro da nação como lhe dá na telha e os gastos com os famosos cartões coorporativos são no mínimo muito extravagantes e como foram classificados pelo Senador Mercadante como Segurança Nacional, não pode ser prestada as contas sobre estes gastos sem comprometer a segurança nacional.

Muito bacana esta posição do governo ético do PT.

E os gastos com a propaganda mentirosa do governo se auto exaltando, sobre os atos e desatinos do governo, publicando gastos que fazem parte do orçamento das empresas estatais, como parte do investimento do governo, publicando os programas como o PAC que não foram nem votados para começar a funcionar, publicando as boas novas da revitalização da malha viária, sem que nada esteja sendo feito. Sobre este tópico, apenas o que foi feito foi uma tapeação de um programa emergencial de tapar buracos, feito sem licitação e onde todo o dinheiro gasto não resultou em nada de concreto para a melhoria permanente das rodovias nacionais. Nos três primeiros meses deste governo, o gasto com a propaganda mentirosa superou todos os gastos com qualquer outro programa do governo.

Hoje lendo um post no Blog Prosa e Política – http://pep-home.blogspot.com/

Sobre as prestações de contas do governo, fico contente de ver uma coisa inédita.

Um órgão do governo federal como o TCU, reprovando quase todas as contas do governo. Não sei no que isto vai dar, mas deveria dar processo e reposição ao erário de todo o roubo apurado.

Estou publicando na íntegra o artigo do Blog Prosa e Política, e apesar das aparências e atitudes, eu quero enfatizar que o Lula, não é o dono do Brasil, e tem sim que prestar contas desta gastança desmedida.

Estamos roubados!

Por Pedro Oliveira – Jornalista e presidente do Instituto Cidadão.

(Brasília) O relatório dos técnicos da auditoria do Tribunal de Contas da União sobre os gastos do governo Lula é estarrecedor e choca qualquer um que a ele tenha acesso. O documento já foi a plenário e deixou os ministros perplexos diante de tantas irregularidades cometidas com o dinheiro do povo. Compras fictícias, saques em dinheiro com cartões de crédito corporativos, notas fiscais falsificadas, são alguns dos muitos itens apontados pela auditoria. De aproximadamente 648 notas analisadas pelo órgão, cerca de 35%, o equivalente a R$ 482,5 mil em compras, apresentaram indícios de irregularidades. A maioria delas de natureza fiscal, como alteração do valor pago, endereços inexistentes e evidências de sonegação fiscal por parte da empresa prestadora do serviço.
Vejamos alguns absurdos cometidos nas compras efetuadas por agentes do governo Lula nos últimos anos: de 2002 até agora, as compras com cartões corporativos de todos os órgãos do governo consumiram R$ 101,9 milhões dos cofres federais. Desse valor, quase a metade, R$ 48,1 milhões, se referem à Secretaria da Administração da Presidência da República. Somente no ano de 2006, o órgão desembolsou R$ 12,7 milhões com despesas dessa natureza. Neste início do segundo governo petista (três meses), a conta dos cartões corporativos da PR já acumulava R$ 3,5 milhões. O relatório foi aprovado pelo plenário e ninguém sabe o que poderá acontecer daqui pra frente.
Tive acesso ao processo TC-007.512/2006-0, um consubstanciado relatório com mais de quarenta páginas, dezenove anexos e quatro volumes.

Para se ter uma idéia das aberrações detectadas os saques em dinheiro totalizaram R$ 25,3 milhões, o que corresponde a 62,2% do total de gastos com o cartão corporativo. As principais irregularidades constatadas na auditoria do TCU foram de natureza fiscal, como a falta de registro de nota nos livros de controle, o que pode ser interpretado como crime contra a ordem tributária e de sonegação de impostos, além das chamadas “notas calçadas”, em que o valor da despesa é alterado para cima. Por exemplo, no caso de uma nota expedida pela empresa Belini Pães e Gastronomia Ltda, referente a “despesas com refeição”. Segundo o relatório, os auditores detectaram uma alteração no valor da compra de R$ 9,44 (na via da Receita Federal) para R$ 99,44, na via apresentada para comprovar despesas com o cartão. A maior parte dessas despesas envolvem a segurança do presidente, do vice-presidente e seus familiares.Está lá, no relatório para quem quiser ver.
O elevado índice de irregularidades nas notas da Presidência impressionou muito o ministro Ubiratan Aguiar, relator da matéria. Em se tratando de irregularidades de natureza fiscal e tributária, o Tribunal vai encaminhar os resultados da auditoria aos órgãos fiscais competentes, aos Ministérios Públicos estaduais e à Secretaria da Receita Federal para que tomem as devidas providências. O plenário da Corte de Contas decidiu ainda a remessa do relatório para o presidente do Senado Federal, os presidentes das Comissões de Constituição e Justiça do Senado e da Câmara, ao Ministério Público Federal, além de outras autoridades.
O TCU entre outras medidas a serem tomadas, quer se aprofundar mais no assombroso escândalo que se anuncia no governo Lula. Vai vasculhar as entranhas da Secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República com, o objetivo de investigar documentos fiscais utilizados para comprovar a realização das despesas suspeitas efetuadas com cartões de crédito do Governo Federal. Pessoalmente ouvi de um ministro: “pode vir um furacão por ai, mas o Brasil merece uma apuração isenta e rigorosa”.
A atitude do Tribunal de Contas da União é inédita e exemplar. Estaria o nosso Parlamento suficiente amadurecido para tratar do assunto? Se não tiver, estamos literalmente roubados!
PS. Os interessados poderão obter o relatório completo do TCU nos endereços:

institutocidadao@uol.com.br
pedrojornalista@terra.com.br

 

20 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, POLÍTICA | Deixe um comentário

MANGABEIRA UNGER

Quem será Roberto Mangabeira Unger?

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Roberto Mangabeira Unger formou-se em direito no Rio de Janeiro e continuou seus estudos nos Estados Unidos, em Harvard, e lá leciona desde o início dos anos setentas. De pai norte-americano e mãe brasileira (da família Mangabeira, de longa tradição política no Brasil), Unger destaca-se como ativista político e como teórico e (…) tal como Edward Said e Salman Rushdie, ele é parte da constelação de intelectuais do Terceiro Mundo ativa e respeitada no Primeiro, sem ter sido assimilada por ele, cujo número e influência estão destinados a crescer (ANDERSON, 2002, p. 176).

 

Em 15 de novembro de 2005 escreveu o artigo abaixo

PÔR FIM AO GOVERNO LULA

ROBERTO MANGABEIRA UNGER


(Publicado na Folha de S. Paulo em 15 de novembro de 2005)

AFIRMO que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.

Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem,em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.
Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.

Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou.

Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas.

Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República.

Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo.

Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas.

Agora este mesmo senhor, está sendo cotado para ser chamado para ocupar um cargo de Ministro no atual governo Lula.

Se o Lula oficializar o convite, oficializa também e assume a sua falta de vergonha na cara.

Se o Dr. Mangabeira aceitar um convite destes estará mostrando sua faceta de cinismo e de intelectual sem personalidade a trabalho de quem pagar mais.

Eta Brasil……

19 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | 3 Comentários

Economia friamente calculada?

 

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Friamente calculado.

Um Casal de contadores chega ao consultório de uma psicanalista especialista em disfunção sexual.
A psicanalista pergunta:

– O que posso fazer por vocês?
O rapaz responde:

– Você poderia ver a gente transando!
A psicanalista olha espantada, mas concorda.

Quando a relação amorosa termina, a psicanalista diz:
– Não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo.
E então, cobra R$ 70,00 pela consulta.

Isto se repete por várias semanas!
O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema, paga a psicanalista e deixa o consultório.
Finalmente a psicanalista resolve perguntar:
– O que vocês estão tentando descobrir?
E o rapaz respondendo, diz:
– Nada. O problema é que ela é casada e eu não posso ir a casa dela. Eu também sou casado e ela não pode ir até minha casa.
No Motel Dallas, um quarto custa R$ 140,00.
No Forest Hills custa R$ 120,00. Aqui nós transamos por R$ 70,00,
tenho acompanhamento psicanalítico, descolo um recibo, sou reembolsado em R$42,00 pelo meu plano de saúde e ainda consigo uma restituição do IR R$19,20. Tudo calculado o custo destas relações é só de R$ 8,80.
Tudo é questão de economia……

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19 abr 2007 Posted by | ANEDOTAS | Deixe um comentário

DIGA-ME COM QUEM ANDAS….

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Diga-me com quem andas…

O velho ditado tem procedência. Em outros idiomas existem outros ditames populares que expressam a mesma coisa. Em inglês, traduzindo ao pé da letra há um ditado que diz:

“As aves do mesmo tipo andam sempre juntas”

“Birds of same kind flock together”

Foi na observação popular, ou seja, o folclore, que também vem do inglês “FOLKLORE” Folk = povo e lore = lendas ou sabedoria, que a sabedoria desenvolve estes ditados que depois de gerações, costumam ser sempre representantes das verdades.

A educação social às vezes nos impede de dizer cruamente as verdades para não ofender pessoas, causar polêmicas, ou por outros motivos como estes.

Para evitar muitas delongas, de vez em quando, cita-se um ditado popular e deixa-se a carapuça entrar na cabeça em que servir. E invariavelmente encontra algum dono.

Agora, a promiscuidade relacional entre o presidente Lula e o crápula do Jader Barbalho, somente pode significar uma coisa.

“Os dois são aves da mesma espécie, e comungam da mesma ética, da mesma religião, e dos mesmos objetivos.”

Leiam agora um artigo do jornalista Giulio Sanmartini, do Blog http://pep-home.blogspot.com/ sobre a relação entre o Lula e o Jader:

 

O deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) entrou na política em 1971, sendo deputado estadual, governador, ministro da Previdência Social (governo José Sarney). Foi eleito senador em 1994 a presidente da Casa em 2000, todavia no ano seguinte foi acusado de enriquecimento ilícito e corrupção, assim renunciou a seu mandato para não ser cassado e ter os direitos políticos suspensos. Acreditou no olvido do eleitor e se deu bem. Foi eleito deputado federal em 2002, mesmo tendo sido preso pouco tempo antes pela Polícia Federal. Em 2006 foi reeleito com a maior votação do estado também integrou o conselho político da candidatura Lula.

Pelo fato de ser deputado responde em foro especial, aos seguintes processos por corrupção:AÇÃO PENAL 339 – Crime contra o sistema financeiro nacional, evasão de divisas AÇÃO PENAL 374 – Crime contra a administração pública, desvio de verbas, organização criminosa, lavagem de dinheiro INQUÉRITO 1332 – Crime contra a administração pública, peculato INQUÉRITO 1830 – Crime contra o sistema financeiro nacional, obtenção de financiamento mediante fraude INQUÉRITO 2051 – Crime contra a administração pública, desvio de verbas e organização criminosa INQUÉRITO 2052 – Crime contra a administração pública, peculato PETIÇÃO 3149.

Com um atestado de “maus” antecedentes, de fazer inveja, passou fazer parte dos “preferidos” do presidente Lula, que em dezembro último, na surdina, deu-lhe um presentão, autorizando por decreto que Jader transferisse sua concessão televisisiva da Rede Bandeirantes do Pará (RBA).

A RBA tem uma monumental dívida como erário, algo como R$ 82 milhões, que deveriam ser pagos à Receita Federal, ao INSS e ao Fundo de Garantia. A transferência foi feita à Sistema Clube do Pará que não deve nada a ninguém. A RBA, ao passar sua concessão, seu único patrimônio, ficou sem capital para saldar as dívidas.

A coisa já é ruim, mas fica pior quando se sabe que a Sistema Clube do Pará também pertence a Jader Barbalho, sua ex-mulher Elcione Barbalho e a seus filhos Helder e Jader. Nessa falcatrua Lula deu de mão beijada ao seu “amiginho” R$ 82 milhões, que não lhe pertencem, mas sim ao espoliado contribuinte.

No jantar que o PMDB promoveu em homenagem ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, este não poupou elogios ao gatuno Barbalho : “O deputado Jader Barbalho (PA), por exemplo, é um injustiçado. Todo mundo sabe que foi um dos mais destacados parlamentares do PMDB autêntico, o quanto foi importante para a conquista da democracia”.

 

 

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16 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | 6 Comentários

A RENUNCIA DA SOBERANIA!…

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A soberania recusada….

Apesar de todos os pesares, o Brasil é um grande país. Considerando sua posição global, pode ser que ainda falte bastante para fazer sombra aos gigantes do G7. Mas levando em consideração, o quintal brasileiro, a América Latina, o Brasil realmente brilha.

Temos o maior e mais bem estruturado parque industrial da AL.

O nosso crescimento anual percentualmente pode ser pífio e certamente merecemos mais, mas em números totais e absolutos, deixamos todo o resto da América do Sul comendo poeira.

Somos um dos maiores produtores de grãos do mundo, e a nossa capacidade energética inexplorada, faz inveja a quem seja. A duras penas desenvolvemos o nosso sistema de energia alternativa, que foi uma iniciativa do governo militar, e hoje dominamos uma tecnologia que é copiada pelos países desenvolvidos. Somos os maiores compradores de energia e gás boliviano. Somos os maiores compradores da energia produzida no Equador. Estamos financiando através do BNDES, projetos energéticos e de infra-estrutura na Venezuela. Como parceiros do MERCOSUL, estamos carregando a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.
São os brasiguaios, os responsáveis pela maior produção agrícola e pecuária daquele país, o Paraguai. Agora temos uma opção viável ao óleo diesel, produzindo e desenvolvendo o Bio-diesel. E sendo assim, temos de ser reconhecidos como tal e nestas reuniões e fóruns de país latino americanos, já temos tamanho suficiente para pelo menos fazer parte da organização da pauta destes encontros.

Durante o governo FHC, peitamos os grandes países produtores e donos das patentes de medicamentos contra a AIDES e ganhamos. Foi uma vitória expressiva, onde a pauta foi mediada pela diplomacia brasileira.

Agora neste governo fraquinho do Lula, estamos indo para estes encontros com os pequenos e atrasados novos ditadores latino americanos como Chaves e Morales, segurando as calças, e sofrendo humilhações que não poderiam nem ser pensadas, com um país de dimensões e importância do Brasil.

Os contratos com a Bolívia, que são contratos de risco, deveriam ser respeitados, e levados para a OMC para serem mediados e o Chaves, junto com o Kirchner, conseguem que o Brasil ceda tudo para o Morales com a desculpa que este país precisa de nossa compreensão e ajuda.

E somos uma nação em desenvolvimento, e este contrato quebrado custou aos cofres da nação, mais dinheiro do que o aumento dos gastos para a educação básica que realmente necessita de ajuda. Custou aos brasileiros, esta ajudinha do fraco desempenho do Lula, mais dinheiro do que o previsto para ser acrescentado aos gastos com a saúde pública. Aliás, esta verba foi encolhida por falta de dinheiro e estamos por aí ajudando um bando de descontrolados com a cabeça cheia de idéias retrogradas, que segundo a história recente, vão afundar ainda mais o seu país. E estamos às nossas custas, fomentando este atraso social. O que estamos fazendo com estes países nas mãos destes despreparados, seria com se déssemos armas carregadas para um monte de crianças se divertirem. O resultado já seria previsto mesmo antes de acontecer qualquer coisa.

E, no entanto estamos com uma política externa muito fraca, e estamos sendo o Bobo da Corte para estes paizinhos que são genuinamente uma Republica de Bananas.

Saia daí Lula saia daí Ministro Celso Amorim.

Deixem de pensar pequeno como um presidente da CUT.

O Brasil é muito maior do que isto. Tomem uma posição de respeito e represente o Brasil como ele deve ser representado, como um grande país com oportunidades para ser maior ainda.

16 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

WALDIR PIRES

Quem é Waldir Pires.

Estamos falando em currículo histórico do atual ministro da Defesa.

Nos parâmetros de educação e política, o atual ministro tem um curríclo de fazer vergonha ao do presidente Lula. Ainda que se contasse o diploma de Horroris Causis, recebido da universidade da Bahia, o currículo do presidente deixa muito a desejar e se comparado ao do atual ministro deixa então tudo a desejar.

Estou publicando o currículo do ministro da defesa:

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Francisco Waldir Pires de Souza tem uma história de mudança de partidos. Começou sua carreira no PTB, passou pelo PSD e PMDB, chegou a ser um nome forte do PDT e acabou no PT.

O ex-governador da Bahia e ex-deputado federal Waldir Pires tem experiência nesta pasta. Ele ocupou o Ministério da Previdência Social entre 1985-86.

Waldir Pires nasceu em outrubro de 1926, na Bahia. É casado com Yolanda Avena Pires e tem quatro filhos. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Bahia em 1949 e também é professor de direito constitucional da Universidade de Brasília.

O primeiro mandato eletivo de Waldir Pires foi como deputado estadual pela Bahia, de 1955 a 59, quando era filiado ao PTB. Depois, em 1959, foi eleito deputado federal, agora já no PSD. Fez oposição a Ditadura Militar e teve seus direitos políticos suspensos, por força do AI-1, 1964. Exilou-se no Uruguai e na França, retornando ao Brasil em 1970.

Entre 1985 e 1986, foi ministro da previdência social, no governo do presidente José Sarney. Em 1986, impôs uma das poucas derrotas políticas ao grupo do senador eleito Antônio Carlos Magalhães na Bahia ao vencer as eleições para governador, agora pelo PMDB. Até hoje, ACM e Waldir Pires são inimigos políticos. Seu governo na Bahia acabou com severas críticas e pouco depois se filiou ao PDT.

Em 1991, se elegeu deputado federal. Entrou em choque com o grupo do líder do PDT, Leonel Brizola, e acabou se filiando ao PT. Pelo Partido dos Trabalhadores, foi eleito deputado federal pelar terceira vez nas eleições de 1998.

Em suas legislaturas, ocupou diversas comissões, principalmente na área de ciência, comunicação e tecnologia. Também participou da Subcomissão de Relações Exteriores da Câmara. Recentemente, o projeto de lei nº 2.238/99, de sua autoria foi aprovado. Este projeto unirá todos os projetos e iniciativas de combate a seca em único programa.

Com uma bagagem destas e fazendo um trabalho onde não está sendo reconhecido, parece um mistério a permanência desta pessoa no Ministério da Defesa.

Está com toda a certeza sendo coagido a ficar.

Apesar de sua experiência, o cargo está totalmente acima das possibilidades do Waldir Pires.

E isto não quer dizer que ele seja incompetente, apenas que para ocupar esta pasta se necessite de uma pessoa com outro perfil e pronto.

O grande problema, eu penso, deve estar na relutância do Lula de deixar partir um correligionário, que seja competente e possa ajudar-lo a pensar e tomar decisões.

Poderia criar um cargo de conselheiro pessoal e empossar o Waldir como tal.

 

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14 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO | Deixe um comentário

Os dias (c)sem Lula

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Os cem dias de Lula

Esta charge, está se referindo apenas no segundo mandato, pois o primeiro, que foram 1461 dias de malandragem, viagens e vadiagens incansáveis, de corrupção, de enganação e mentiras, de diplomação em “Horroris causis” terminou em apagão aéreo, que devido à falta de atitude proveniente do primeiro mandato, continua sem uma solução.

Adriana Vandoni faz um raio-X de parte do problema:

O Sistema Está Nu

Por Adriana Vandoni

 

O espaço aéreo brasileiro é gerenciado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável também pelo treinamento, fiscalização e execução do controle aéreo e pela defesa aérea brasileira. A INFRAERO é quem administra os aeroportos, 66 dos 81 existentes no país estão sob controle da empresa, além de 32 terminais de carga.

Mas quem efetivamente executa a função são os Controladores de Tráfego Aéreo, porém, esta profissão não existe no Brasil, não é reconhecida, nem regulamentada. Apenas a atividade existe. Neste ponto começa a salada. A função é exercida por Sargentos da aeronáutica, por civis funcionários públicos estatutários, vinculados a aeronáutica, que são os DACTAs, e por civis, funcionários públicos, CLTistas da INFRAERO.

Primeiro ponto: se a profissão não existe, como pensar em uma desmilitarização? Não seria melhor antes criar e regulamentar? Essa discussão em torno da desmilitarização ou não é apenas “encheção” de lingüiça.

O controle aéreo brasileiro tem sido cada vez mais militarizado, não por uma questão estratégica ou natural, mas pela necessidade, para suprir a falta de pessoal capacitado, pois os baixos salários, a estrutura deficiente para o trabalho e a imensa pressão, têm provocado uma grande evasão de profissionais capacitados. Os Controladores que abandonam a profissão, o fazem exatamente no momento em que atingem a experiência plena de trabalho, entre cinco a dez anos de carreira. Este quadro tem se agravado nos últimos cinco anos, com o conhecimento do governo federal.

Para suprir essa evasão de pessoal são escalados os Sargentos, que tentam sim realizar um bom trabalho, mas sem a estrutura necessária. Mas eles não têm escolha, recebem a missão de operar equipamentos deficientes, controlam um tráfego além da capacidade e trabalham além da jornada estabelecida pelos organismos internacionais. Os que tentam reclamar ou questionar a situação, são reprimidos, inclusive com punições disciplinares, transferências indesejadas e assim por diante.

Acontece aqui uma simples distorção de formação. Os Sargentos são preparados e treinados para a defesa do espaço aéreo. É apenas uma questão de foco, não é por maldade ou por irresponsabilidade, apenas e tão somente o foco. Defesa e não Controle.

Após o acidente que matou 154 pessoas, os controladores do CINDACTA 1 estavam atônitos, perplexos e chocados com o ocorrido, quando um oficial, em discurso para a turma que estava assumindo o setor após o acidente disse: “Chega de choradeira, vamos lá, menos dois pra controlar, ficou melhor!” O oficial não disse isso por insensibilidade, mas porque assim aprendeu que se deve fazer em casos de baixa durante uma guerra. A sua missão é levantar o moral da tropa para que esteja preparada para o próximo ataque inimigo. Só que não estamos em guerra e os controladores não estão em uma missão militar.

O oficial não está errado, ele cumpre sua missão e coloca em prática seu treinamento. Errado está o governo reativo, omisso, irresponsável, e eu diria até mais, diria que o governo é assassino, pois esperou morrer 154 pessoas para escutar o grito dos controladores. Enquanto isso, o “bibelô” do Ministério da Defesa tenta minimizar a crise dizendo que tudo isso não passa de “rotina” em “países em desenvolvimento”. Conversa fiada. É pura falta de planejamento, compromisso, responsabilidade, competência, etc., etc. e etc. Em mais de seis meses de crise o que vimos foram reuniões, formação de Grupos de Trabalho, “puxão de orelha” do Presidente… nossa, como ele é firme!…tudo encenação. De concreto nenhuma medida foi tomada. O governo está inerte, os passageiros continuam correndo riscos e os controladores, pressionados a aceitar a porca situação de trabalho, são responsabilizados quando algo dá errado.

As informações acima foram obtidas através de conversas que mantive com controladores, da ativa ou não. E foi durante um dessas conversas que um deles me definiu com a mais absoluta perfeição a situação brasileira:

O SISTEMA ESTÁ NU.

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14 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, APAGÃO AÉREO, ARTIGOS, GOVERNO, TRABALHO | Deixe um comentário

A herança maldita

A Herança Maldita.

O FHC não deixou uma herança maldita para o Lula gerenciar.

O Lula encontrou o Brasil em boa ordem, as coisas estavam encaminhadas e se havia um pouco de risco Brasil e de inflação, era porque os investidores ainda estavam um pouco receosos diante da expectativa do que seria o Brasil de Lula. Uma vez que a poeira se assentou, as coisas tomaram novamente o rumo que deveriam estar e o pequeno sucesso no crescimento e na estabilidade do país, o governo Lula deve agradecer se não ao FHC, pelo menos ao Plano Real que possibilitou tudo que está acontecendo de estável na economia do país.

A herança que o Lula recebeu do FHC foi infinitamente melhor do que a herança que o Itamar e o FHC receberam do Collor.

Eu pessoalmente duvido que o governo Lula teria o sucesso atual se ele recebesse de presente uma inflação de 350% ao ano, e se o economista deste governo fosse o economista do PT o Senador Mercadante.

Mas tudo bem, o Lula recebeu o Brasil em uma situação estável e teve o mérito de não fazer nenhuma loucura mirabolante, mantendo a austeridade na economia, e seguindo os ditames originais do Plano Real.

E então o que será a herança maldita? Quem a recebeu? Será que ela existe?

Sim ela existe e é muito real.

Quem a recebeu foi o Brasil.

E ela se chama CPMF.

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O CPMF, criado no governo FHC, foi criado em uma emergência e deveria ter sido abolido no mesmo governo.

Foi um ato de total inconseqüência, o governo FHC, deixar para o Brasil esta excrescência arrecadatória, que não para de crescer, e que foi domada pelo grande capital, de forma que eles não pagam este imposto, mas os demais, Classe baixa e classe média pagam em cascata. Este imposto indecente e ilegal e inconstitucional está aumentando a desigualdade social no Brasil.

Veja um artigo muito interessante no “blog do Zé Melo”

 

http://traveler.com.br/blogs/ze/

Eu tenho um outro artigo publicado alguns meses atrás sobre este assunto nojento, de arrecadação ilegal e de imposto sobre o pagamento de impostos, o que em qualquer democracia decente seria inadmissível.

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=141

Vamos acabar com esta indecência arrecadatória, escrevam aos seus deputados e representantes e vamos tentar abolir este roubo.

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Vamos divulgar o nosso descontentamento por sermos roubados descaradamente por nove anos seguidos, sem uma prestação de contas decente sobre o que foi feito com o dinheiro deste assalto.

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10 abr 2007 Posted by | CPMF | 4 Comentários

AVESTRUZ.

Avestruz

Eu já escrevi algumas vezes sobre a atitude do Presidente Lula de imitar o avestruz, enfiando a cabeça na areia e fingir que não tem nenhum problema no país, e que tudo anda muito bem.

Acontece que os problemas são como o vento que não param de soprar e estão retirando toda a areia que cobre a cabeças do avestruz e queira ou não queira eventualmente não haverá mais cobertura e os problemas estarão lá maiores do que nunca e esperando uma solução.

O jornalista Carlos Chagas em sua coluna, expressa esta postura muito melhor do que eu fiz no passado.

Leiam a reportagem:

Quando se esconde a cabeça

Para não ver os problemas,avestruz-2.jpg

estes podem chegar e te

pegar pelo rabo.

 

A estratégia do avestruz

 

BRASÍLIA – Seria cômico se não fosse trágico: o presidente Lula justificou sua luta contra a CPI do Apagão Aéreo por estar preocupado com a imagem da Aeronáutica. Declarou que a força ficaria desgastada com as investigações, pois revelarão a falta de material, a escassez de pessoal especializado para a manutenção do equipamento e a ausência de recursos necessários ao seu funcionamento.

Ora bolas, depende da Aeronáutica esse regime de ausência de meios orçamentários para o seu bom desempenho? São os brigadeiros que ocupam os gabinetes da equipe econômica encarregados de promover os contingenciamentos permanentes? Tem sido decisão da FAB, nos últimos anos, recusar verbas para a preservação de suas atividades?

Se há culpa pela lamentável situação de penúria, é do governo. Aliás, dos governos, porque desde Fernando Henrique Cardoso a Aeronáutica vem sendo submetida à humilhação de ver metade de seus aviões no solo, impossibilitados de voar por falta de peças de reposição e de combustível, e, pior ainda, sem ter renovados seus diversos equipamentos, a começar pelos que cuidam do controle do tráfego aéreo.

O presidente Lula permanece mergulhado na velha prática de imitar o avestruz, enfiando a cabeça na areia em meio à tempestade. A responsabilidade não é dele, que pode mudar de opinião e alterar decisões a cada momento, mas das instituições sob seu comando.

Acresce faltar dinheiro para atividades essenciais à nossa sobrevivência como nação, mas não faltou para antecipar o pagamento da dívida com o FMI e para pagar os juros das dívidas externa e pública. Convenhamos, não passa pela opinião do presidente a saída para nossa mais recente crise.

“Foi Deus”

 

Com todo o respeito, a propósito dessa fuga de Lula frente às suas responsabilidades, vale contar episódio referido pelo saudoso professor Sobral Pinto, em suas aulas de Direito Penal. Ele defendia, no tribunal do júri, um conhecido matador, acusado de mais um assassinato. Lembrava estar no auge de sua capacidade oratória e desenvolveu uma das mais belas defesas de sua vida.

Ao terminar, chegou a ser aplaudido pela assistência, pelo promotor público e até pelo juiz. Confiante, aguardou o veredicto de inocência para o cliente, surpreendendo-se com uma condenação por sete a zero. Decepcionado, tomava um café no botequim da rodoviária, esperando o ônibus para voltar ao Rio. Percebeu que na mesa ao lado estavam os jurados, comemorando a sentença.

Foi até eles e indagou o porquê daquela sentença unânime, depois de sua excepcional defesa. Um deles respondeu pelos demais: “Dr. Sobral, nunca vimos uma performance assim tão brilhante como a sua. Estamos até pensando em inaugurar uma placa em sua homenagem. Mas matar daquele jeito, com uma bala bem no meio dos olhos, só podia ser mesmo o réu.”

O velho professor de liberdade ficou tão impressionado com o raciocínio, negativa de todos os tratados que havia lido, que resolveu perder o ônibus e voltar à cadeia, para uma última conversa com o condenado. E ouviu, pela primeira vez, a confissão de que ele realmente era o assassino. Quando indagou como tinha tido a coragem de matar um semelhante assim tão friamente, ouviu uma segunda lição: “Doutor, quem matou foi Deus. Eu só fiz um buraquinho na cabeça dele…”

“Alemão”

Outra bola fora do presidente foi sua afirmação de que não prende ninguém. Eximiu-se, assim, da sorte dos amotinados, que já começam a responder a inquéritos na FAB e são denunciados pelo Ministério Público militar. Não é o presidente que prende, é a Justiça… Importa menos aos controladores saber quem os mandará para a cadeia, ainda que conforme os regulamentos castrenses mereçam punição, por estarem constitucionalmente impedidos de fazer greve.

Essa situação mexe com os sentimentos da sociedade, obrigando-nos senão a rever o passado, ao menos a buscar nele exemplos para lamentar o presente. Não houve presidente mais truculento e tonitruante do que o general Ernesto Geisel, que prendia e até permitia e estimulava violências muito mais agudas. Mas fica impossível deixar de indagar a respeito do que teria feito o “alemão” diante da crise atual.

09 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO | 1 Comentário

O Piloto automático.

 

Resultado final de vôo sem piloto.

ou

Com o piloto fazendo outras coisas.

 

 

 

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É a mesma tecla.

Samba de uma nota só.

Está claro, todos estão vendo e sentindo na pele mais e mais, de que o Brasil está andando a sós.

Estamos em piloto automático, o comandante está dormindo. Ou fazendo coisas piores. Mas não está pilotando a aeronave.

Até aí tudo bem, estamos seguindo um rumo certo, pois o piloto automático não erra só que tem um detalhe, um dia o combustível acaba, e o piloto automático não consegue aterrissar, e o comandante tem que assumir para fazer esta parte.

Será que ele acorda ou vamos cair sem controle como o vôo 1907?

Leiam mais esta entrevista:

 

 

ENTREVISTA

Marco Antônio Villa: historiador

‘Nenhum presidente passou à história só com carisma’

Historiador diz que crise aérea é mais um dado produzido pelo governo de um presidente que não consegue fazer escolhas

 

Angélica Santa Cruz, entrevista

 

O caos imperou nos aeroportos no Natal, assombrou todos os feriadões e voltou a parar o País há uma semana. Por várias vezes, o governo declarou que a crise estava debelada. Para o historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, a administração da crise aérea é mais um dado da personalidade “indecisa” do presidente da República. Observador cáustico do governo, Villa afirma que Lula é inebriado por tudo o que é externo ao ato de governar, mas é avesso às obrigações executivas e montou um governo concebido para não decidir. “Nenhum presidente sobreviveu à história só com carisma. Getúlio era um administrador dedicado.”

 

O governo Lula tem sido identificado com a dificuldade de tomar decisões políticas e administrativas. O senhor concorda?

 

Lula não sabe tomar decisões, não fica confortável diante delas. É uma característica pessoal. Em 1980, por exemplo, sumiu de vista em dias decisivos da greve em São Bernardo do Campo. “Cadê o Lula?”, perguntavam todos. Estava em um sítio, perto de uma represa. Foram lá dar uma dura nele e ele reapareceu no dia seguinte, na assembléia da Vila Euclides. O jornal local estampou a manchete “Ele voltou!”. Lula tem uma dificuldade de tomar decisões que não começou na Presidência, ficou evidente em todos os momentos-chave de seu primeiro mandato e reapareceu agora, no primeiro trimestre de seu segundo governo. O apagão aéreo é apenas um exemplo de uma lista extensa.

 

Em que momentos essa característica ficou evidente?

 

Há até excesso de exemplos. Foi assim quando Lula tentou fazer a primeira reforma ministerial, processo que levou cinco meses e, ao final, acabou em mudanças irrelevantes. Foi assim com a escolha dos novos nomes do segundo mandato, que só acabou há poucos dias com a nomeação de mais de 34 ministros e secretários importantes. É a maior equipe da história do Brasil. Nesse ritmo, por pouco não dividiu a Secretaria Especial da Pesca nas pastas da Água Salgada e Água Doce. Ainda assim, aí está o Ministério da Defesa à espera de uma decisão. Na dificuldade de fazer escolhas, o presidente fatiou o governo para acomodar 11 partidos, outro recorde histórico. É impossível ter homogeneidade de decisões assim. Portanto, é um governo concebido para não decidir.

 

Não pode ser positivo ter um presidente que não toma suas decisões apressadamente e sob pressões?

 

O presidente Lula apresenta a lentidão de suas decisões como sapiência, como a elogiável capacidade dos líderes de decidir quando querem, como querem. É um recurso que não resiste nem mesmo a uma análise histórica. Grandes decisões foram tomadas no calor do momento. Se o presidente Lula estivesse no lugar de Dom Pedro I no momento em que recebeu a correspondência às margens do Ipiranga, dificilmente teria proclamado a Independência, provavelmente teria sugerido uma paradinha ali à beira do rio. A Revolução de 30 se deu rapidamente, no calor da conjuntura favorável – apenas para ficar em exemplos brasileiros. O presidente acredita que, passando o tempo, as coisas se acomodam sozinhas. Governar não é isso.

 

Em momentos de crise, quando ânimos estão exaltados, não pode ser prudente do ponto de vista político adiar decisões relevantes?

 

A indecisão do presidente é boa para ele, mas péssima para o País. Quando o caso Waldomiro Diniz estourou, ele adiou a decisão sobre o que fazer com José Dirceu, o homem que naquele governo representava quem de fato tinha pendor para as tarefas executivas. Acabou precisando tomar essa decisão mais adiante, em circunstâncias mais penosas. Demorou a decidir pela saída de Antonio Palocci – quando a quebra do sigilo bancário é um ato gravíssimo – , depois foi esvaziando o prestígio de Luiz Gushiken. Deixou a nação por dias esperando explicações sobre o mensalão e foi falar o que quis, sem contraditório, em uma entrevista em Paris. Politicamente, a indecisão pôde ser boa para ele, que foi reeleito. Mas são escolhas ruins para o Brasil, porque desmoralizam valores republicanos. No sentido mais amplo, é também uma escolha perigosa, porque tributária de uma política conservadora.

 

Como assim?

 

Apostar no esquecimento é uma característica do conservadorismo político. Nos últimos tempos as pessoas têm falado muito da frase do Ivan Lessa, que disse que a cada 15 anos o Brasil esquece de tudo o que aconteceu nos 15 anos anteriores. O governo Lula atua em uma faixa que mistura essa máxima com a lógica de Delúbio Soares, que previu que toda a denúncia do mensalão acabaria em “piada de salão” – e tinha razão. Lula assumiu o segundo mandato e os protagonistas do episódio continuam em lugares importantes dos partidos que atuam junto com o governo. É a vitória do esquecimento.

 

Na política internacional, há críticas contra o que seria a permissividade de Lula em episódios como a nacionalização do gás, com Evo Morales, ou com o populismo de Hugo Chávez. O senhor concorda?

 

Não defendo nem uma política agressiva, nem uma política de panos quentes. Parece mesmo ser uma bobagem para o presidente se transformar em um anti-Chávez ou anti-Morales, até porque o raio de influência deles, como se verá, não é tão grande quanto muitos acreditam. O problema da indecisão do presidente nessa área está em dois pontos. Um deles é que estamos falando de questões de soberania nacional brasileira, e fica claro que Lula não sabe como lidar com ela por não ter claro o que deve fazer, a não ser uma escolha por seguir a política hegemônica em curso no Itamaraty. O outro ponto é a maneira às vezes até clandestina de tentar resolver – como essa edição sem alarde de uma medida provisória que libera R$ 20 milhões para fazer uma reforma agrária na fronteira entre Bolívia e Brasil, sob a justificativa frágil de que há muitos agricultores brasileiros na área.

 

O presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a ser definido como um político que não sabia dizer não. Qual é a diferença entre ele e Lula nesse quesito?

 

Fernando Henrique também teve ampla base no Congresso, mas foi testado em outras esferas. Pegou a economia mundial em situação complicada, enfrentou problemas com as reservas. Aí tomou decisões. Lula pegou céu de brigadeiro na economia mundial e nem assim soube aproveitar o momento favorável para dar um salto em relação à situação que encontrou. Manteve a política econômica no ponto em que pegou. As crises econômicas mundiais aparecem em ciclos e os especialistas dizem que há outra em vista. Vai chegar em breve o momento em que vamos precisar de um presidente com perfil executivo, que saiba decidir. E nós não temos. Usando as analogias futebolísticas que agradam a Lula, uma coisa é ser técnico do Santos na década de 60, com aquela equipe de estrelas que se moviam sozinhas; outra é ser técnico do Corinthians hoje.

 

O senhor está dizendo que Lula não governa?

 

O presidente Lula não gosta de ser um executivo, reunir equipes, levar relatórios para casa, pegar retornos técnicos e, com base nisso, tomar decisões. Nesse sentido, ele não preside. O presidente gosta do poder, é encantado pelo cerimonial do Palácio e por tudo o que é externo ao ato de governar. Gosta de fazer discursos com temáticas pessoais, autobiográficas. Gosta do mundo palaciano em que presidentes jamais são vaiados e exerce uma “Presidência do Espetáculo” que até lembra o Absolutismo, em que tudo é revelado. Até no site da Presidência aparece sua história de sacrifícios. Mas Lula precisa se encantar também com o terceiro andar do Planalto, com a mesa de onde precisa administrar o País. Nenhum governante sobreviveu à história apenas com sua cota de carisma. Getúlio Vargas era um administrador dedicado. Criou grupos de trabalho, entendia seu governo. Em seus diários, essa rotina fica clara. Há anotações com lembretes para ler relatórios e livros que poderiam ajudá-lo a governar. Não à toa Lula se cerca de colaboradores com atribuições de primeiros-ministros, como José Dirceu, no primeiro governo, e Dilma Rousseff, agora. Presidentes que não fugiram de decisões não se cercaram de gente forte assim. A dificuldade para decidir, em um presidente, não é só curiosidade. O País precisa de administradores reais.

 

Quem é: Marco Antonio Villa

É historiador e professor do Departamento de Ciências

Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)

Possui mestrado em Sociologia e doutorado em História Social pela USP.

Tem 50 anos e é autor de 16 livros, entre eles Jango, um Perfil (1945-1964) e Vida e Morte no Sertão.

 

08 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO | 1 Comentário

DUAS SUGESTÕES DE PESO!

 

 

 

 

 selo-lula.jpg

pois de setenta e uma semanas de governo e trabalho intenso,

nada mais merecido.

Também ninguém é de ferro!

 

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em sugestiva esta mensagem.

Deveriam dinamitar e implodir as torres gêmeas da patifaria e da vergonha.

 

 

 

 

06 abr 2007 Posted by | ANEDOTAS | 1 Comentário

SERÁ FALTA DE INFORMAÇÃO?

Porque não falam para ele?

Ou se falam, ele não ouve.

Existem pessoas, que são cabeça dura.

Geralmente são pessoas que se julgam mais espertas do que as outras e que são os donos da verdade.

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Esta é a imagem que o Lula enxerga no espelho pela manhã.

Com tamanha possibilidade de ter à sua mão informações de primeira linha, fatos apresentados por autoridades em qualquer assunto, e que teriam as opiniões corretas sobre os fatos ou os acontecimentos reais.

Porque será que o nosso (?) presidente prefere abrir mão de tudo isto e sair por aí dizendo abobrinhas atrás de abobrinhas, como uma criança que descobriu algo diferente e não para de comentar sobre o fato.

Ou será que, por não ser muito chegado ao esforço, qualquer esforço, principalmente mental, que ele detesta de forma terrível, ele se recusa a entender as opiniões de pessoas responsáveis pelos assuntos em pauta?

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Lula em reunião da ONU trabalhando pelo Brasil

Mas o incrível continua a existir, e é o fato do mandatário,

continuar por aí, fazendo discursos de improviso, que já estão ficando datados e cansativos, e repassando informações erradas, sobre qualquer assunto que aborda.

Estas duas reportagens DO ANO PASSADO ilustram este fato.

 

E este ano está piorando.

 

Artigo – O absurdo do biodiesel… de mamona!

Autor: Vittorio Medioli – Data: 18/09/2006

O absurdo do biodiesel… de mamona!

http://www.otempo.com.br/colunistas/lerMateria/?idMateria=61479

O grande negócio é plantar Pinhão Manso, Tungue, gergelim, girassol, amendoim, canola, dendê etc…

Sexta, 15 setembro 2006 . Jornal O Tempo – MG

Não foi por falta de avisos desta coluna, em 5/2/06 e em 5/3/06, que o programa biodiesel está ficando uma brincadeira. Um programa que, se empreendido com seriedade, daria ao Brasil uma condição privilegiada e ainda geraria milhões de empregos.

O fracasso do programa, infelizmente, foi acelerado pela contaminação eleitoreira que tomou conta do pedaço. O presidente Lula foi levado a morder a maçã que a serpente prometia transformá-lo num Getúlio Vargas dos biocombustíveis. Sua equipe, fascinada pela idéia, desconheceu em cheio os resultados das pesquisas científicas (ficou com as eleitorais) e passou a abastecer o presidente de versões fantasmagóricas, esquecendo-se de que a produção de biodiesel é resultado de uma equação agro-industrial que conjuga realidade, ciência e trabalho.

Desconfio de que ele não foi informado sobre os pontos elementares da questão. Os bajuladores o convenceram (pelo jeito que fala da coisa) que produzir biodiesel é fácil como preparar uma caipirinha; não mostraram que resulta de uma longa cadeia de esforços sincronizados e de baixíssima rentabilidade (pelo menos até agora e mantendo-se inalterada a carga tributária).

Dizer que plantando mamona no semi-árido vão se resolver os problemas do mundo com energia limpa e gerar emprego abundante, é uma loucura. As reações dos profissionais do setor (não dos picaretas que invadiram a área e são muitos) e a propaganda sobre biodiesel veiculada no programa eleitoral do PT é de dar risadas. A decisão do TSE de proibir sua veiculação não é acertada apenas em termos de legislação eleitoral, mas em especial por evitar a desinformação e instigar o plantio de mamona.

Leia-se no “Diário do Nordeste” de 11/6/06, “ Produtores desistem de cultivar mamona”, o preço mínimo de R$ 0,56 caiu para R$ 0,25 por kg. Não há compradores de mamona e mesmo que existissem ficou comprovado que não compensa plantar e colher essa oleaginosa com produtividade de 700 quilos por hectare. Com ou sem preço mínimo –como já alertei no começo do ano– não há menor possibilidade de compensar os custos na lavoura. Qualquer técnico da área sabe que ela é inviável pela baixa produtividade, pelo elevado custo de plantio, pela composição química de seu óleo e ainda mais pela toxicidade de resíduos produzidos em larga escala.

É cem vezes melhor e lucrativo plantar no semi-árido o pinhão manso (Jatropha curcas). Semente que sequer é reconhecida, até hoje, pelo Ministério da Reforma Agrária como produto agrícola (espantoso!), apesar de ser considerada desde março de 2006 pela revista Bio-Magazine (referência do setor nos EUA) como a mais promissora semente “energética” do planeta (e olhe lá, o pinhão é brasileiro), mas é a Índia que está investindo nela.

O pinhão-manso gera condições de renda e de lucro ao agricultor –mais de R$ 1.000 por ano por hectare ao preço de R$ 0,26 por quilo, que sobem a R$ 4.000 com irrigação.

Não dá para entender como o presidente Lula, que tem no quintal a melhor solução do planeta e um CNPQ inteiro à disposição para lhe explicar isso, insista com a mamona!

Ninguém alerta o presidente? É absurdo.

VITTORIO MEDIOLI é colunista do jornal O Tempo de Belo Horizonte

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Autor: Xico Graziano – Data: 19/09/2006

ILUSÃO PRODUTIVA

Xico Graziano

Maior assentamento rural do país, a fazenda Itamaraty reflete a tragédia da reforma agrária brasileira. Milhares de famílias, subjugadas por líderes de araque, sofrem com a sorte. O sonho de Olacyr de Moraes se transforma em pesadelo.

Localizada a 45 km de Ponta Porã, MS, a enorme gleba, de 50 mil hectares, foi adquirida em 1973. Muito investimento e tecnologia geraram um projeto agropecuário exemplar. Seu proprietário, neófito no ramo, virou rei da soja. Fama se une ao dinheiro.

Tudo corria bem. Fortuna adquirida em contratos públicos impulsionava o progresso no campo. Produção e trabalho brotavam da terra. Quase uma centena de pivôs de irrigação, mais a pecuária integrada, movimentavam sete mil pessoas. Uma verdadeira cidade rural.

O império agropastoril da Itamaraty começou a ruir em 1995. Má gestão se somou ao custo trazido pelo Plano Real. Com inflação galopante, a ciranda financeira remunerava mais que a produção. Estabilizada a economia, as dívidas se tornaram reais. Muita gente quebrou.

Em 2001, o INCRA adquiriu metade da fazenda Itamaraty, elaborando um projeto de assentamento para 1140 famílias. Em 2003, arrematou o restante, atendendo mais 1.700 famílias de sem-terra. A transação, negociada, foi caríssima, cerca de R$ 200 milhões. Tudo se justifica, todavia, em nome da reforma agrária.

Elaborado pelo Idaterra, órgão do governo estadual, o plano de desenvolvimento do assentamento Itamaraty chega a emocionar seu leitor. Avançada agronomia se mistura com ideologia da libertação. Começa por citar Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia: “desenvolvimento é o aumento da capacidade de os indivíduos fazerem escolhas”. Perfeito.

Invasores de terras partiram para o “diagnóstico participativo”. Ex-bóias-frias e desempregados urbanos, gente excluída, são chamados a decidir sobre sua exploração agropecuária. Conforme se gaba no documento oficial, constroem juntos o conhecimento. É bonito.

Planeja-se tudo, desde a subsistência familiar até a agro-industrialização local, incluindo a logística. Mas a grande sacada reside na organização do labor: implanta-se o trabalho coletivo. Nas áreas comunitárias, irrigadas, se cultivará a solidariedade socialista. Será?

Como diria Joelmir Beting, na prática a teoria é outra. Passados quatro anos de experiência concreta, quem visita o assentamento Itamaraty teme pelo futuro. Os níveis de produção são baixíssimos, a qualidade de vida sofrível. Campeia a prostituição e a corrupção. Dá pena de ver.

Lotes são vendidos a céu aberto. No assentamento I, mais antigo, estima-se que 30% das terras já trocaram de dono. No assentamento II, recente, o comércio fundiário se instala. Defronte a Sta Virgínia, a benesse custa R$ 15mil, com casa novinha em folha. Mais: quem comprar se habilita a receber, do INCRA, novos créditos agrários. De graça.

Nada funciona, porém, sem a comissão do chefe. Sendo tudo irregular, a propina corre solta. Como passe de mágica, autoridades públicas não tomam conhecimento das transações. Seguem o modelo do assentamento Dorcelina Folador, pioneiro na região, onde metade dos lotes já se foi. Fulano do município de Dourados já comprou 8 lotes. Mas ninguém sabe de nada.

Pior é a subserviência. Quase 11 mil pessoas encontram-se subordinadas a três fortes organizações políticas, MST, CUT e Fetagri. Estas se subdividem em dezenas de grupos políticos, arregimentando 30 a 50 famílias cada. Os articulados chefetes mandam a rodo. As assembléias decisórias envergonhariam o indiano Sen, ideólogo do desenvolvimento com liberdade.

A grande jogada econômica reside no arrendamento rural. O frágil sucesso do assentamento da Itamaraty depende de esquema de corrupção jamais visto na reforma agrária. Ocorre que as áreas de exploração supostamente coletiva encontram-se cedidas para produtores da região. Afirma-se por lá que, dos 87 pivôs de irrigação, cinco são conduzidos pelos próprios assentados. Os demais são explorados por forasteiros.

Os agentes públicos conhecem a maracutaia, mas entendem que, embora proibido, o arrendamento configura a melhor forma de assegurar renda para as famílias assentadas. Assim, ou fingem não ver ou participam do esquema financeiro. A renda é paga diretamente ao chefe do grupo, que a reparte entre os apadrinhados. Parece divisão de furto.

Soja, milho, algodão e mamona saem da Itamaraty como se gerados fossem pelo assentamento. Nessa ilusão produtiva, a pecuária também encontra seu nicho. Por R$ 7 cabeça/mês, alugam-se pastagens de capim braquiária. Preposto do frigorífico de Ponta Porã, só ele, detém 800 bois na área reformada. O socialismo agrário se transforma em grossa picaretagem.

A triste realidade se impõe frente ao planejamento idealizado. Há, sim, tentativas sérias de aprimoramento técnico. Curiosamente, todavia, uma Ong carioca venceu a licitação para fornecimento de assistência agropecuária aos assentados. Na seqüência, fez uma triangulação financeira e repassou a tarefa para quatro entidades locais ligadas à CUT e MST. Tudo muito estranho.

Quando o presidente Lula visitou o assentamento Itamaraty, em 2003, se entusiasmou e galgou uma colheitadeira. Feliz, iniciando o governo, afirmou que faria ali uma reforma agrária exemplar. A máquina que ele pilotou, entretanto, não pertencia aos assentados, mas sim aos forasteiros da malandragem.

Ninguém teve a coragem de contar ao Presidente. Até hoje ele não sabe de nada.

Artigo publicado terça-feira, 12 de Setembro, nos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e O Tempo, de MG. Caso não disponha dos jornais, o artigo encontra-se abaixo. A relação completa das publicações pode ser encontrada em http://www.agrobrasil.agr.br .

agrobrasil@agrobrasil.agr.br .

06 abr 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, POLÍTICA | 2 Comentários

O Mandato do Eleitor!!!!!

eleitor-usado.jpg

 

O mandato do eleitor.

Esta questão de quem é o mandato parlamentar, do candidato ou do partido, não está levando em conta realmente quem é o legítimo dono do mandato, O ELEITOR.

Seja o partido, ou seja, o candidato, se não fosse a vontade e a presença às urnas do eleitor, não haveria mandato algum.

Algo anda muito errado em nosso sistema pseudo-democrático.

Em números gerais, temos 513 parlamentares deputados, dignamente representando os eleitores de suas respectivas partes do país. Correto?

Totalmente errado.

O que realmente temos atualmente são os 31 representantes eleitos pelos votos diretos de seus eleitores, e 482 pessoas, que estão ocupando lugar de parlamentares, e que não foram eleitos por ninguém, são os chamados legendários e os suplentes.

Aí entra o partido dizendo que eles foram eleitos, os legendários pelo voto da legenda e que, portanto ocuparam os cargos devidos ao partido. Mas isto não é verdade, pois depois de eleitos eles trocam de partido. E os suplentes, também deveriam ser os segundos mais votados, sejam de qual partido forem, pois obviamente esta é a vontade do eleitor. Mas aí novamente o partido entra e diz que a vaga é sua e então ele indica o suplente. E depois de ocupar a vaga o suplente está livre para trocar de partido. Que bagunça é essa? E onde entra a vontade do eleitor? Este coitado que democraticamente é obrigado a votar, está apenas para isto, para ajudar a fingir que temos uma democracia, onde o voto popular decide quem irá governar.

A tal reforma política deveria ser total em favor do eleitor, e não a favor de partido ou de candidato.

As iniciativas do Senador Marco Maciel, e do TSE e do Ministro Marco Aurélio, de determinar que se o voto é do partido, quem trocar ou sair do partido pede o mandato, é um bom começo para colocar em perspectiva o tipo de representação existente no Brasil.

Mas deveria haver um movimento maior, em favor dos eleitores, como por exemplo:

1. Como já foi uma vez no Brasil, a suplência seria do segundo mais votado.

2. Questões onde as decisões são em causa própria, como o salário dos parlamentares, deveria ser decidido pelo eleitor, pois foi este quem os colocou lá, e como está na constituição, estes assuntos seriam assuntos decididos por referendo popular, onde os cargos eletivos temporários seriam remunerados de acordo com a vontade popular.

3. A imunidade parlamentar deveria ser apenas sobre a palavra expressa e sobre as decisões parlamentares exclusivamente.

4. Os crimes comuns cometidos por parlamentares eleitos, e que deveriam ser o exemplo a ser seguido, seriam julgados sumariamente, por um tribunal comum, com toda a rigidez da lei e as penas provenientes de alguma condenação, deveriam ser cumpridas em regime fechado.

5. As condenações por pagamento de multa, deveriam ser pagas imediatamente e recolhidas antes de qualquer apelação e se depois de apelada a sentença fosse revertida, estes valores seriam devolvidos com os devidos juros e correções.

Se estas mudanças fossem realmente implementadas, nas próximas reuniões sobre o assunto, o mandato começaria a pertencer a quem de direito pertence,

O ELEITOR .

Compartilhem agora outra bem estruturada opinião sobre o assunto:

 

Mandato deve ser do eleitor

Pedro do Coutto

 

Respondendo a uma consulta do antigo PFL, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que os mandatos não pertencem aos eleitos, mas sim aos partidos. Isso porque são as legendas partidárias que representam a vontade das urnas, mais do que as pessoas que se candidatam. A decisão parte da proporcionalidade do voto. Muitos parlamentares são menos votados que seus concorrentes, mas terminam se elegendo com base na soma obtida pelas siglas através das quais concorreram.

A medida tem sua lógica, sem dúvida. E, por este motivo, o TSE não a estendeu aos senadores, pois neste caso a votação é individual, majoritária, e não proporcional. Até aí tudo bem. Mas, aprofundando o debate, creio que o mandato, além de pertencer ao partido, pertence ao eleitor. Deveria haver no Brasil o sistema americano de recall, que, inclusive, terminou levando o ator Schwarzzeneger ao governo da Califórnia. O eleitorado estadual decidiu afastar aquele que o antecedeu.

Em nosso País, esta seria uma saída democrática importante. Vejam os leitores o exemplo do Plano Cruzado, governo José Sarney, 1986. Foi estabelecido um congelamento de preços que, claro, não poderia durar, mas resistiu de fevereiro às eleições de novembro, realizadas no dia 15. No dia seguinte, 16, as apurações começavam, ainda não havia o voto eletrônico, o PMDB vencia disparado.

Nesta mesma data, o governo anunciou o Plano Cruzado 2, incluindo o fim do congelamento, extremamente popular, como os fatos comprovaram. Os eleitores sentiram-se traídos, tiveram o impulso de buscar seu voto nas urnas. Mas era tarde. Foi um sonho de uma noite de verão, como escreveu o poeta. Mais uma ilusão. À esta somam-se tantas outras.

A primeira delas, no governo Fernando Collor. Na campanha atribuiu a Lula a intenção de desapropriar as contas de poupança. Eleito, o presidente fez exatamente o que de negativo atribuía ao adversário. Bloqueou as cadernetas de poupança e os fundos de aplicação durante 18 meses. Neste período, a inflação atingiu 1.350 por cento. Terminado o prazo, iniciou a devolução em 12 meses.

Qual o deflator aplicado para a devolução? Praticamente a metade, 670 por cento. Quer dizer, todos nós perdemos 50 por cento do que tínhamos conseguido guardar e aplicar. Como não existe débito sem crédito em matéria financeira, a diferença foi parar nas mãos de quem? Dos bancos e dos banqueiros. Esta perda é irrecuperável. A correção utilizada para compensar o tempo do bloqueio foi a metade da que deveria ter servido de parâmetro.

Os planos Bresser e Maílson, antes, já haviam deixado uma trilha sinistra de expropriações indiretas. Foram garfadas colossais. Atingiram também a poupança. O Supremo Tribunal Federal determinou a devolução. Mas onde está a memória dos saldos nas diversas épocas? No sistema bancário. Os banqueiros não se mostram dispostos a fornecê-los espontaneamente, como deveriam fazer. Outro sonho de uma noite de verão.

Por todas essas, e outras, os mandatos, no fundo, devem pertencer aos eleitores. Não apenas aos partidos. Mas há outros aspectos a colocar. Inclusive para apreciação futura do TSE.

Uma delas, o descumprimento dos estatutos partidários. O caso da expulsão do PT da senadora Heloisa Helena e dos deputados Chico Alencar e Babá clama aos céus. Um absurdo total. Foram expulsos por quê? Porque votaram contra a emenda constitucional 41, que determinou a taxação dos aposentados do serviço público. Embora já tivessem contribuído com 11 por cento de seus vencimentos, sem limite, para garantir o direito à aposentadoria, um seguro social, tiveram que pagar novamente. Contribuição dupla para o mesmo direito. Heloisa Helena, Chico Alencar e Babá se opuseram. Seguiram o programa do Partido dos Trabalhadores. Como poderiam ser expulsos? A direção partidária foi que violou o programa contido no estatuto do PT.

Outro exemplo: o caso da nomeação do ex-deputado Carlos Lupi, aliás boa figura humana, para o Ministério do Trabalho. Como pode ser isso? O PDT, partido de Brizola, do qual Lupi é o presidente, opôs-se à candidatura Lula e sobretudo ao programa de ação do PT. Votou contra a contribuição dupla dos aposentados. Mas, para surpresa geral, Lupi vai ser ministro. Os eleitores do partido deveriam poder se pronunciar. Mas a lei não prevê isso. Como também não prevê, tampouco poderiam, acordos secretos como o firmado entre o senador Saturnino Braga e o próprio Lupi.

Para o mandato de oito anos, Saturnino cumpriria a primeira parte. Lupi a segunda. Ambos assinaram o escândalo, que atingiu a biografia do ex-senador, que descumpriu o acordo, por isso sequer conseguiu legenda para disputar a reeleição.

Os eleitores, na época em que a bomba veio ao conhecimento público, deveriam ter tido o direito de anular o mandato do titular e do suplente e levar a Justiça Eleitoral a convocar nova eleição. Todas as hipóteses que coloco deveriam se constituir em direitos legítimos do eleitorado. É essencial fazer a política retomar níveis de moralidade do passado.

Como está é demais.

 

 

salarios-dos-parlamentares.jpg

 

NO REGIME ATUAL O ELEITOR É OBRIGADO A VOTAR,

É OBRIGADO A ACEITAR QUALQUER QUE SEJA O RESULTADO,

É OBRIGADO A ACEITAR QUALQUER PARTIDO,

É OBRIGADO A PAGAR QUALQUER SALÁRIO QUE OS PARLAMENTARES DECIDIREM,

E AINDA ESTÁ OBRIGADO A ACREDITAR QUE ESTAMOS VIVENDO UMA DEMOCRACIA.

 

 

 

05 abr 2007 Posted by | POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | Deixe um comentário

GIULIO COMENTA:

Giulio Fala assim:

Q

uando iniciei este Blog, em julho do 2006, foi por sugestão de meu sobrinho, o José Melo (Blog do Zé Melo – http://traveler.com.br/blogs/ze/). Eu estava em franca campanha do Voto Nulo, assunto no qual fui fatalmente atingido quando o ministro Arco Aurélio Mello (não é parente do Zé Melo, notem que falta um L no nome do Zé) mudou a interpretação que estava no site do TSE sobre o voto nulo. Com a nova interpretação, (ainda afirmo que esta interpretação não está dentro da legislação), o Blog do Voto Nulo, ficou descaracterizado. Com isto, o Blog entrou em estado de recesso, e parei de colocar artigos. Em novembro de 2006, outra vez o Zé Melo, cobrou de mim a falta de interesse no Blog.

C

om esta nova cobrança, e querendo participar a minha opinião sobre vários assuntos polêmicos da atualidade, restabeleci uma nova relação com o Blog, e adotei um sistema já adotado em vários blogs. Vasculho os assuntos da mídia diária em várias fontes e outros blogs, e quando um deles me chama a atenção, comento sobre o assunto e publico na integra a reportagem que gerou o comentário, obviamente com os devidos créditos.

U

Ma de minhas fontes de assunto é o Blog Prosa e Política, editado pelo jornalista Giulio Sanmartini (http://pep-home.blogspot.com/) . Hoje ao ler as matérias deste endereço, encontrei uma boa versão do Giulio, sobre o que seja governar, ( FATO HISTÓRICO) e também sobre a crise dos controladores.

Estes artigos vieram em vários formatos, mas para resumir, vou colocar tudo junto, mas os créditos continuam a ser do Giulio e de outros mencionados por ele:

 

Giulio escreve sobre mão firme na administração

Por Giulio Sanmartini

Depois da derrubada de João Goulart (1964), no Brasil existiam 3 candidatos civis à presidência: Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto.

Juscelino, logo saiu da disputa, pois teve seus direitos políticos cassados em junho de 1964.

Os dois restantes, então governadores, Lacerda do Estado da Guanabara e Magalhães de Minas Gerais, quiseram eleições diretas para o governo do seu estado, que seria uma forma de garantir as presidencias no fim do mandato de Castello Branco, o primeiro presidente do regime militar. Castello atendeu a ambos e assim em 1965, na Guanabara foi eleito Francisco Negrão de Lima e em Minas Israel Pinheiro, ambos ligadíssimos a Juscelino, o que representou uma derrota aos dois ex-governadores.

Lacerda tentou convencer Castello Branco a não dar posse aos governadores eleitos, mas este fez pé firme e disse-lhe sem meias palavras que fora ele, Lacerda, quem quisera as eleições e estas seriam honradas. Lacerda inconformado começou a insuflar o ministro da Guerra Arthur da Costa e Silva e a oficialidade jovem da Vila Militar, no sentido que forçassem Castello a não dar a posse.

Na época, a Vila Militar representava o núcleo mais forte do exército brasileiro, era lá que se definiam as coisas. Costa e Silva foi à Vila, e os coronéis o ovacionaram, sentindo-se forte, pediu audiência ao presidente. Este o fez esperar dois dias, lhe era superior por dois motivos, primeiro era presidente da República, depois, militarmente, por ser de turma mais antiga. Quando Costa e Silva chegou ao palácio, foi logo introduzido no gabinete do presidente, que lia alguns papeis e sem levantar a cabeça disse:

– Pois, não general?

– Queria falar com o senhor, presidente.

Castelo levantou a cabeça e olhando fixamente o ministro perguntou de chofre:

– O senhor veio sentar em minha cadeira?

– De forma alguma, presidente.

– Então quando sair feche a porta – Castello encerrou a conversa. Voltou a ler os papeis e terminou com a crise que vinha se desenhando.

A outra crise, em 1977, não teve uma forma tão educada para ser resolvida, mas mudando o que deve ser mudado, foi a mesma coisa.

Governava o Brasil, o 4° presidente militar, Ernesto Geisel, o ministério da Guerra não existia mais com esse nome, em 1967, mudara para ministério do exército era seu titular, o general linha dura Silvio Frota, que queria substituir Geisel, mas este sabia que a escolha de Frota seria um retrocesso e foi contra. Frota usou os mesmo métodos de Lacerda, levantou a turma linha dura da Vila Militar, com um discurso inflamado, e foi dizer a Geisel, que queria ser seu substituto, este lhe disse sem meias palavras que não.

– Mas eu sou o ministro do Exército – argumentou Silvio.

– Mas o cargo e meu e o senhor está exonerado – contra argumentou Geisel

– Pega o cargo e enfia no rabo! – respondeu Silvio.

– Vai tomar no cu e sai daqui seu filho da puta. – encerrou Geisel

Silvio Frota saiu batendo a porta. E a crise estava resolvida.

Quando existe respeito à hierarquia, de forma inteligente ou de forma “digna” de um sargentão casca grossa, as crises são resolvidas de forma rápida e sem problemas futuros.

Desejar isso do incompetente e inerme governo Lula é querer demais!

 

Giulio escreve sobre fatos na crise aérea:

apunhalado-pelas-costas.jpg

Flagrante da vítima sendo apunhalada pelas costas.

“Até tu Brutus” (RL)

 

 

 

 

Desde o primeiro “Apagão” em outubro de 2006, nada foi feito pelas autoridades a começar pelo presidente da República e do ministro da Defesa,Waldir Pires, ambos esperavam que tudo se resolvesse sozinho. Sabiam na ocasião que o equipamento falhará, desde a queda do Boeing (29/9).

A crise começou de fato de 27 de outro 2006, quando operadores do Cindacta-1 iniciaram uma operação-padrão para chamar atenção para suas condições de trabalho, e passaram a aplicar com exatidão regras internacionais de espaçamento entre pousos e decolagens. A medida gerou problemas em diversos aeroportos. Só em São Paulo, pelo menos 32 vôos atrasam.

No dia 5 de dezembro o presidente decidiu que seriam instaladas novas centrais de controle em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mandou comprar quatro equipamentos (US$ 2,5milhões cada), o ministro do Planejamento Paulo Bernardo, não que tinha problemas – “Tudo que precisar será liberado”

Nada foi comprado e a crise acalmou-se sozinha, Waldir Pires ficou na sua e o presidente fingiu que nada acontecera.

Na primeira crise do apagão aéreo, Lula pegou seu avião e foi passear de sunga na Bahia.

Neste segundo surto, Lula pegou seu avião e foi de camisa vermelha fazer campanha eleitoral na Venezuela, para o “compañero” Hugo Chávez

Ninguém mais falava no assunto, mas no último dia 15 de março Miriam Leitão publicou em seu blog, algo que ouvira do jornalista Kiko Brito

“Como ultimamente só vinha ouvindo falar do caos nos aeroportos brasileiros em situações chamadas de exceção – como as tempestades sobre São Paulo -, ontem me dirigi com alguma tranqüilidade até Congonhas para pegar a ponte aérea de 22h da Gol. Cheguei uma hora antes da hora do vôo mas acabei embarcando somente 3 horas e 48 minutos depois. Finalmente no avião, o comandante nos informava, pelo alto-falante, que, se os passageiros que chegavam a bordo não se acomodassem logo, não conseguiríamos decolar antes de uma da manhã, a pista seria fechada e o avião não poderia partir. Naquele instante, eu e os demais passageiros tivemos certeza de que, se não chegássemos ao Rio, a culpa seria nossa.

Nas quase cinco horas que passei em Congonhas, tempo suficiente para chegar de carro ao Rio, não vi nenhum vôo decolar no horário marcado. Todos saíram com atrasos de, pelo menos, 3 horas. Durante todo esse tempo, a única explicação que ouvíamos era que os atrasos se deviam ao intenso tráfego aéreo em Congonhas. Em outras palavras, se não houvesse tantos de nós querendo utilizar aviões como transporte, toda aquela confusão simplesmente não estaria acontecendo. O curioso era que, segundo as informações nos balcões das companhias e nos painéis do saguão, nada de anormal estava acontecendo. Em tese, todos os vôos estavam confirmados para sair à hora marcada. Mais curioso ainda foi quando desligaram os painéis com informações sobre as partidas de vôos na sala de embarque. Para completar, por volta de meia-noite, o ar condicionado do aeroporto foi gentilmente desligado.

Como acontece muito nestes momentos, nada de encontrar os funcionários das companhias aéreas; a não ser em raras aparições logo seguidas de sumiço. O tráfego aéreo, claro, era a explicação dada para todos os problemas. No fim, cheguei mesmo a conclusão de que os culpados somos nós, por insistir nesta idéia de usar o avião como meio de transporte num país continental como o Brasil.”

Tinha razão Kiko Brito,

Vejamos:

18/3 – houve uma pane no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego

Aéreo (Cindacta 1) provocando uma caos infernal nos principais aeroportos do país.

19/3 – Lula irritou-se (pela enésima vez) e convocou uma reunião de emergência.

20/3 – O caos deu uma melhorada, mas os atrasos continuaram.

21/3 Nova pane no Cindacta 1, os engenheiros dizem que a pane foi provocada por sabotagem.

23/3 – Segundo a Infraero, a crise começou com o movimento dos controladores de tráfego, ligados ao departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, que após o acidente exigiram melhorias no sistema, visando a mais investimentos. Os aeroportos sofreram com essa crise associada à excessiva demanda de passageiros em seus terminais, que cresceu o dobro em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) no período. Como os vôos não conseguiram vagas no espaço aéreo, os atrasos foram inevitáveis.

27/ 3 – Lula exige dia e hora para a solução definitiva do “apagão”, na reunião com os representantes do setor aéreo.

28/3 O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária, brigadeiro José Carlos Pereira disse ser impossível estabelecer dia e hora para resolver a crise. Tem começo o movimento dos controladores preparando-se para um greve.

30/3 – Teve início a greve!

31/3 – O Palácio do Planalto confirmou no início da madrugada deste sábado o fechamento de um acordo que põe fim à greve dos controladores de vôo e cujo principal ponto é a desmilitarização gradual da atividade. De acordo com minuta assinada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e a secretária-executiva da Casa Civil da Presidência, Erenice Guerra, a discussão de um novo modelo de controle de tráfego aéreo começará na próxima terça-feira.

2/4 – Lula se diz surpreendido pelo sucateamento dos aparelhos para controle aéreo, ele já sabia disso em 2006, tanto que ordenou a compra emergencial de equipamentos.

3/4 – “Eles (os controladores de vôo) me apunhalaram pelas costas. Só esperaram eu sair do país para causar confusão.” – disse Lula

A nota do primeiro parágrafo da crise, em 2006, mostra que presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, como é seu hábito, mente, ele não podia surpreender-se do sucateamento, já sabia disso desde dezembro.

Fazer a parte de vítima, como fez a vida inteira, não tem mais seriedade, pois ele é o algoz de si mesmo por incompetência, descaso e não querer trabalhar. Ninguém o apunhalou pelas costas, a confusão já se arrastava desde o dia 18 de março e ele viajou tão somente no dia 30. A greve já estava fermentando antes de sua viagem, o governo nas coisas básicas, não pode ter surpresas, isto é, fatos inesperados, repentinos, não anunciados previamente, imprevistos.

Não havia mínima preocupação por parte dos controladores de vôo, onde estivesse Lula, se no Brasil, ou se no exterior. Eles não esperaram sua viagem, foi ele quem quis viajar, para distanciar-se da crise, assim como das outras vezes, foi tirar férias, fazer campanha eleitoral para o “compañero” Chávez, dessa vez ele foi aos Estados Unidos, para resolver assuntos importantíssimos, pena que voltou sem ter resolvido nada, porque nada tinha a resolver.

Se ele não teve conhecimento do que poderia acontecer é que seu serviço de inteligência, ou não funcionou, ou ele não lhe deu importância. Também esperar algo relacionado com a inteligência nesse governo é querer demais. Não é mesmo?

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MENSALÃO, NÃO SABIA DE NADA

DA EMINÊNCIA DA CRISE AÉREA IDEM.

DE FORMAR MINISTÉRIOS IDEM.

E DE GOVERNAR?(RL)

 

 

 

05 abr 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, APAGÃO AÉREO, GOVERNO | 4 Comentários

A definição de NADA.

 

 

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A DEFINIÇÃO DE NADA.

Quando era eu estudante do primeiro ano ginasial em Minas Gerais, no Colégio Estadual de Belo Horizonte, e cursando o primeiro ano ginasial, o meu professor de desenho e geometria era o Professor Osvaldo Pierosette. Um excelente professor, como todos os professores que eu tive.

Um dia, estando eu sem muito interesse em sua aula, estava com a cabeça baixa lendo alguma coisa diferente do assunto sendo discutido em classe. O professor percebendo que o meu primeiro interesse estava fora de sua matéria, me chamou a atenção e perguntou o que estava eu fazendo.

Eu respondi que não estava fazendo nada. Resposta padrão de menino apanhado fazendo arte.

Ele então me disse:

Nada? Como nada? Se estava fazendo nada então defina nada para a classe.”

“Bem nada, é nada, é tudo o que eu sei de nada

“Então você estava fazendo nada, e não sabe o que é nada

Nesse ponto, eu era o foco de atenção da classe, que diante do meu dilema, já estava começando a rir de mim.

E o professor Pierosette seguia com sua pergunta sobre o nada:

“Como é possível eu ter em minha classe de aula um aluno que me afirma que está fazendo nada, e que não consegue dizer para a classe nem para mim o que seja nada? Ele seguramente estava fazendo algo, mas não sabe o que era e se sabe não diz, e em vez de dizer, diz que estava fazendo nada sem saber o que seja nada. Como pode ser possível uma pessoa fazer algo sem saber o que esteja fazendo ou fazer nada sem conseguir dizer para a gente o que seja nada.”

Nesse ponto, o meu constrangimento era total e para deleite da classe, o meu ridículo já era a alegria geral.

Então, para tirar o foco de cima de mim, o professor Pierosette perguntou para a classe toda:

“Alguém sabe o que seja nada?”

Ninguém respondeu

Ele então saiu com esta:

Nada é uma faca sem cabo que perdeu a lâmina. E chega de nada para hoje e vamos seguir com a aula.”

Nunca mais me esqueci desta aula e daí por diante, antes de responder algo com a palavra nada, lembro-me desta lição e sempre troco a palavra nada, por outra palavra que indique realmente o que seja desejado saber.

Hoje de manhã, ao ler as notícias na mídia noticiosa da net, encontrei várias referencias sobre a viagem relâmpago do nosso presidente aos EEUU. Ao ser perguntado pela mídia sobre o resultado de sua viagem e sua conversa com o Presidente Bush, e o que tinha resultado para o Brasil nas conversas, sua resposta foi esta:

“NADA”

Aí eu tive vontade de dizer para ele:

Nada! Defina nada para o Brasil saber o que seja NADA!”

Tenho a absoluta convicção que o nosso presidente Apedeuta não saberia responder a esta questão.

“Presidente NADA é uma faca sem cabo que perdeu a lâmina, invente ou pense se for capaz em outra desculpa para sair passeando pelo mundo e deixar para trás as responsabilidades de governar, com milhares de brasileiros que confiaram a você o país, parados em aeroportos, morrendo em aeroportos esperando uma solução que teria de acordo com Vossa Excelência, data e hora para ocorrer.

A hora e a data, foram:

Zero hora de primeiro de Abril.

Leiam agora a notícia que gerou este post:

31/03/2007 – 20h23

Lula diz que volta ao Brasil com “nada”, mas que reunião com Bush foi mais produtiva

Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que volta ao Brasil “certamente” com “nada” em termos de acordos efetivos, mas afirmou que a reunião de duas horas com George W. Bush foi “a mais produtiva” que teve com o colega americano.

“Eu quero dizer, presidente Bush, que de todas as reuniões que participei, em reuniões com o governo americano, esta foi a reunião mais produtiva”, afirmou o presidente Lula, durante conferência de imprensa em Camp David (EUA), ao lado de Bush.

“Se alguém perguntar para mim: ‘o que você está levando para o Brasil?’ Certamente, eu direi: ‘nada’. Agora, certamente, os acordos que nós assinamos hoje e os acordos que poderemos assinar daqui para adiante podem garantir, definitivamente, que as relações entre os Estados Unidos e o Brasil não só são necessárias, mas são estratégicas”, acrescentou.

A visita do presidente Lula é parte de um processo de negociação entre Brasil e Estados Unidos para os americanos reduzam a tarifa cobrada sobre o álcool brasileiro. O presidente Bush, ainda em território brasileiro, havia afirmado que um ajuste nessas tarifas não aconteceria antes de 2009.

Na declaração conjunta veiculada após a conferência, os dois mandatários mencionam avanços na discussão sobre o álcool brasileiro, mas aparentemente restritos ao âmbito de cooperação técnica entre os dois países.

Lula também afirmou que mencionou ao colega americano que não seria possível avançar na questão do álcool brasileiro sem discutir o fim dos subsídios agrícolas nos EUA, outra questão polêmica na negociação entre os dois países. Nos EUA, os fazendeiros não apreciam a idéia do país ajudar a indústria brasileira, vista como um possível competidor no mercado interno.

“Sem a eliminação dos subsídios, a oportunidade de desenvolvimento representada pelos biocombustíveis será perdida e, com ela, a possibilidade de melhoria das condições de vida de centenas de milhões de homens e mulheres”, disse Lula.

O presidente brasileiro também afirmou que discutiu com Bush sobre o auxílio a países mais pobres, e que foi objeto de acordo entre os dois países para auxiliar no combate e erradicação de doenças em países africanos.

“Estou disposto a reunir-me com ele [Bush] quantas vezes forem necessárias, e com todos os chefes de Estado do mundo quantas vezes forem necessárias, para que a gente possa neste século 21 despertar um pouco de alento na parte da população mais pobre do planeta”,afirmou.

Com agências internacionais

 

 

 

02 abr 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, APAGÃO AÉREO, EDUCAÇÃO, GOVERNO | Deixe um comentário

A ÚLTIMA PEROLA!!!!

A última pérola…

Se não houver acordo [sobre a rodada de Doha], certamente não teremos vencedores nem perdedores.

Todos seremos perdedores

 

É muito estranho mesmo o comportamento do ser humano.

Com todos os indícios de corrupção apresentados da administração do Governo Lula, os brasileiros vão lá às urnas e dão novamente a ele uma segunda oportunidade, como se dizendo:

“Ele já roubou o bastante no primeiro mandato e agora, que está farto de roubar, já transformou o seus filhos em milionários, sua filha Lurian se tronou independente com sua contas milionária em Miami, seus amigos todos cheios do nosso suado dinheirinho, vamos votar nele novamente e esperar que ele reconheça e desta vez trabalhe para melhorar o Brasil.”

Temos de contar também que muitos votaram nele embalados pelos programas assistencialistas, que a classe média financiou, e alguns fazendo justiça, receberam realmente algum benefício real e não assistencialista como o programa “Luz para todos” que foi um programa iniciado no governo FHC e renomeado no governo Lula.

Estes votos, assistenciais e beneficiais foram praticamente a metade dos votos do Lula.

A outra metade eu acredito que foram os votos dos esperançosos e os que se recusam a acreditar em uma incompetência generalizada por parte do governo.

Eu tenho escrito muitas matérias e publicado outras tantas de outros jornalistas que estão sempre enumerando e demonstrando a falta de preparo para governar o país.

A ultima pérola acima foi confeccionada durante a visita ao presidente americano este fim de semana.

Antes das eleições, a imprensa estrangeira, que sempre defendeu muito o Lula, caiu matando em cima das corrupções de seu governo, e a imprensa espanhola, que antes das maracutaias tinha um carinho imenso ao Lula, publicou este cartaz :


lula_cartelito.jpg

 

Mas nem assim, os brasileiros perderam as esperanças e conseguiram separar o joio do trigo.

Eles esqueceram, ou preferiram não enxergar que o governo do Lula não vai agir de outra maneira simplesmente porque não sabe o que fazer, e tenta fazer com que o Brasil funcione como uma central sindical, com suas maracutaias, suas fofocas, e onde as conseqüências disto tudo, é apenas dentro da central. Esta compostura dentro do Brasil, é um câncer que lentamente e as vezes não tão lentamente assim, vai consumindo o Brasil.

Os petistas mais fanáticos até condenaram a mídia dizendo que a imprensa brasileira estava trabalhando para desestabilizar o país, paga e vendida pela mídia internacional.

Esqueceram contudo de mostrar qual o interesse teriam em agir assim.

A mídia mostrava o que era notícia. A mídia não inventou o mensalão, os dossiês, o Delúbio, o Dirceu, a invasão do congresso por petistas, os pagamentos em dinheiro da dívida do Lula. E continua mostrando tudo isto mas o povo, o povo que colocou o Lula novamente lá em cima, o povo que fica parado três dias em aeroportos, que paga mais impostos do que qualquer povo do mundo, este povo, que poderia acabar com este reinado de ladrões incompetentes sofre tudo isto impassível.

Muito estranho e quase incompreensível.

Leia agora um bom artigo sobre a competência do governo, do jornalista Petrônio Gonçalves.

 

Um governo tapa buracos.

 

Petrônio Gonçalves (*)

 

Lula, o primitivista, tem uma visão simplista das coisas, uma compreensão limitada da realidade, de muita pouca profundidade. Para ele, as coisas são o que aparentam ser e não o que elas realmente são no seu mais profundo e intrínseco existir. Para acabar com a pobreza no Brasil, ele acredita que doando um prato de comida e uma esmola federal mês a mês tem-se a solução do problema. É a realidade que ele nos passa dia a dia, desde os seus primeiros discursos.

Antes das eleições, fez aquela maquiagem em nossas estradas, passando uma fina camada de asfalto por sobre nossas esburacadas Brs e declarou ter reformado nossas rodovias. Agora, usa do mesmo artifício para maquiar e manipular os números do nosso PIB e dizer que o país cresceu mais do que foi divulgado.

Ora, tudo neste governo são palavras alçadas ao vento, reles divagações, falsas promessas, um amontoado de mentiras e iniqüidades. Tudo pueril, como as várias promessas do nosso presidente. O botox na cara do Lula é a síntese suprema da sua personalidade, do seu governo, do seu modo de ser, agir e pensar.

O governo Lula sofre de um apagão ideológico, programático, de um apagão governamental. Está tudo prostrado, rendido pelos dividendos políticos, pela vontade apenas de exercer e permanecer no poder. Não há uma composição para pensar e reestrutura o Brasil, nossas políticas públicas, nossa possibilidade de crescer e desenvolver. Tudo que se vê é maquiagem, paisagem, um botox governamental para enganar os poucos que vivem de ilusão e promessa.

Falta ao nosso presidente um comprometimento político e ideológico, engajamento programático, uma vontade de governar e presidir um país com seus milhões de problemas e seus bilhões de dívidas e debilidades.

Até agora, aguardamos o início do governo Lula, o governo que começou pensando apenas em um fim: governar o Brasil por 20 anos. Enquanto ele não chega ao seu fim almejado, vai tapando um buraco aqui, maquiando outro ali, comprando um deputado lá, doando um ministério acolá. E o brasileiro fica a ver o avião presidencial passar e perguntando para si e para os outros: o presidente viaja, meu Deus, para onde?

 

http://petroniosouzagoncalves.blogspot.com

nadasei.jpg

 

 

 

01 abr 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

PRIMEIRO DE ABRIL.

EM HOMENAGEM AO GOVERNO E AO CHARGISTA ESPONHOLTZ, NÃO PODERIA DEIXAR PASSAR ESTA OPORTUNIDADE DE PUBLICAR

 

sponholz-01-abr-2007.jpg

A CHARGE DO DIA

 

 

01 abr 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

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