blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Verdade na lei

Comprovação da verdade na lei.

Hoje quarta feira 29 de março de 2017, aconteceu em minha vida algo diferente, e para não passar em branco vou escrever a respeito.

Levo o meu filho Roberto para a escola, bem cedo para evitar o pesado trafico que acontece nas horas mais próximas ao horário escolar.

Hoje, não sendo diferente, chegamos à porta da escola bem cedo e como não havia nem uma pessoa ainda estacionei o carro e fiquei conversando com o Roberto, sobre várias coisas, a maioria referente à sua escola.

Em dado momento, eis que surge um cão, de porte médio, uns 30 a 40 quilos, que sempre anda por lá. Deve pertencer a algum lar das vizinhanças, pois, não está magro nem em aparência carente.

Este cão, por não aparente razão decidiu nos dar um show de civilidade, e bem na nossa frente se agachou e executou o ritual nº 2 das suas necessidades fisiológicas cotidianas no meio da rua, um pouco à direita da faixa central. É uma rua de aproximadamente 8 metros de largura, e a arte final ficou exposta ligeiramente à direita da faixa divisória da sinalização horizontal de tráfego.

Com sua obra em exposição plena este artista se retirou deixando lá a evidencia de sua presença nesta manhã.

Em dado momento, com toda a rua vazia e tendo também a disponibilidade das calçadas, um senhor, provavelmente em sua jornada para a labuta, vem andando no centro da rua e por questões de centímetros não estragou com o seu tênis a grande obra do artista canino. 0 interessante é que provavelmente distraído nem se deu conta do quão perto chegou ao seu grande prêmio. A rua então estava se tornando mais movimentada pelos alunos chegando e esperando a abertura dos portões da escola. Vem uma aluna, que com pleno espaço para se locomover pelas calçadas se decide cortar pelo centro da rua e sem perceber a presença da obra no centro da rua pisou parcialmente em um dos lados da maravilha e um pedaço se desprendeu e passou a fazer parte de um de seus tênis.

Logo depois vem um dos ocupantes da rua, um veículo automotor que chegava para deixar mais um aluno.

Este, que com todos os direitos garantidos para o uso da rua, e com real possibilidades para absorver toda aquela obra de arte, passou incólume por cima dela sem nem esbarrar. Alguns alunos deixaram este veículo e imediatamente passaram a atravessar a rua em direção ao cocô que ficou bem atrás do carro. Uma aluna vinha arrumando as suas coisas e deixou cair um pano ou um lenço, bem em cima do cocô.  Assim como este veículo outros foram e vieram, e não tocaram no cocô que estava bem à vista. E o faziam sem perceber a presença inoportuna do legado do cão.

As pessoas, no entanto, continuaram a passar por perto e inúmeras vezes o encontraram em cheio, levando em seus sapatos e tênis os vestígios do crime da destruição da obra de arte. Quando os portões finalmente se abriram a destruição deste legado já estava em bom andamento, quando surgiu uma motocicleta, que tendo toda a rua ao seu dispor, acertou a merda em cheio, terminando assim, a total obliteração do trabalho do cão. Esta obra não foi destruída pelos carros como deveria ter sido, por não ter uma grande escolha em seus movimentos, mas sim pelas pessoas que poderiam facilmente ter evitado o encontro, e finalmente foi obliterada por uma moto que poderia por sua agilidade ter também evitado o encontro fétido desta maravilha matutina.

A lei de Murphy – Se puder dar errado,  vai dar errado.

E para não perder o costume, mais uma do Sponholtz

29 mar 2017 Posted by | CRONICAS, CURIOSIDADES, Uncategorized | Deixe um comentário

Fernandos

Fernandos

Minha vida é cercada por Fernandos.
Diretamente tenho um irmão dentista que se chama Fernando. Tenho uma filha que também se chama Fernanda.
No começo de meus discernimentos como ser humano, aprendi a ler e conheci os livros através de Monteiro Lobato, de José de Alencar, de Érico Veríssimo e, também de Fernando Sabino.
Vários membros da família de Fernando Sabino, como sua irmã Luisa e seu irmão Gerson eram clientes de meu pai, dentista em Belo Horizonte. Não me lembro muito bem se o Fernando também era cliente de meu pai. Mas de todos os modos, Fernando Sabino entrava pela porta da frente de minha casa através de seus livros sempre dedicados e autografados por ele à minha mãe que adorava suas crônicas. Eu também me interessei por estes livros, e também por sua vida, pois como ele eu era nadador do Minas Tênis Clube, e depois como ele fui ganhar a vida nos Estados Unidos.
Seu estilo de escrever me influenciou muito e nos escritos da juventude houve pessoa como professores meus que fizeram este comentário. Diziam que eu escrevia como Fernando Sabino. Poderia ser alguma formatação parecida, mas realmente eu não escrevia nem escrevo como ele.
Gosto muito de escrever crônicas, mas para por aí.
Mais recentemente conheci através da mídia outro Fernando que tem me influenciado por sua forma de escrever e de pensar.
Fernando Gabeira. O primeiro artigo seu que me chamou atenção, foi escrito por ele durante o escândalo do mensalão. Este artigo se intitula “Flores para los Muertos”

https://rleite.wordpress.com/2008/10/17/flores-para-los-muertos/

Depois deste artigo tenho acompanhado suas idéias e pesquisei sua carreira.
Ele como eu nasceu em Juiz de Fora – MG, um pouco antes de mim. 1941.
Diferente de mim, ele se lançou na defesa da implantação do comunismo no Brasil, e em ações contra a ditadura militar, participou de várias ações como seqüestro, etc.
Atualmente no Partido Verde, luta contra a destruição do meio ambiente algo que eu concordo e defendo plenamente.
Seus artigos continuam bons e recentemente li o artigo que publico abaixo

 Fernando Gabeira300px-Fernando_Gabeira

Bom dia, Cinderela
Fernando Gabeira* – O Estado de S.Paulo
As pesquisas eleitorais recentes mostram Dilma Rousseff em queda. Quando se está caindo, a gente normalmente diz opa!. Não creio, porém, que Dilma vá dizer opa! e recuperar o equilíbrio. Além dos problemas de seu governo, ela é mal aconselhada por Lula nos dois temas que polarizam a cena política: Petrobrás e Copa do Mundo.
São cada vez mais claras as evidências de que se perdeu muito dinheiro em Pasadena. Lula, no entanto, não acredita nas evidências, mas nas versões. Se o seu conselho é partir para a ofensiva quando se perdem quase US$ 2 bilhões, a agressividade será redobrada quando a perda for de US$ 4 bilhões e, se for de US$ 6 bilhões, o mais sábio será chegar caindo de porrada nos adversários antes que comecem a reclamar.
Partir para a ofensiva na Copa do Mundo? Não é melhor deixar isso para os atacantes Neymar e Fred? Desde o ano passado ficou claro que muitas pessoas não compartilham o otimismo do governo nem consideram acertada a decisão de hospedar a Copa.
O governo acha que sufoca as evidências. O próximo passo desse voluntarismo é controlar as evidências. O papel do IBGE e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, começa a ser deformado pelo aparelhamento político. Pesquisas que contrariam os números de desemprego são suspensas. E o Ipea foi trabalhar estatísticas para Nicolás Maduro, que acredita ver Hugo Chávez transmutado em passarinho e, com essa tendência ao realismo mágico, deve detestar os números.
Controlar as evidências, determinar as sentenças pela escolha de ministros simpáticos à causa, tudo isso é a expressão de uma vontade autoritária que vê a oposição como vê os números desfavoráveis: algo que deva ser banido do mundo real. A visão de que o País seria melhor sem uma oposição, formada por inimigos da Petrobrás e por gente que torce contra a Copa, empobrece e envenena o debate político.
Desde o mensalão até agora o PT decidiu brigar com os fatos, e isso pode ter tido influência na queda de Dilma nas pesquisas. O partido foi incapaz, embora figuras como Olívio Dutra o tenham feito, de reconhecer seus erros. Está sendo incapaz de admitir os prejuízos que sua política de alianças impôs à Petrobrás ou mesmo que a Copa do Mundo foi pensada num contexto de crescimento e destinava-se a mostrar nossa exuberância econômica e capacidade de organização a todo o planeta. Gilberto Carvalho revelou sua perplexidade: achava que a conquista da Copa seria saudada por todos, mas as pessoas atacaram o governo por causa dela.
Bom dia, Cinderela. O mundo mudou. Dilma e o PT não perceberam, no seu sono, que as condições são outras. Brigar com os fatos num contexto de crescimento econômico deu a Lula a sensação de onipotência, uma crença do tipo “deixa conosco que a gente resolve na conversa”. Hoje, em vez de contestar fatos, o PT estigmatiza a oposição como força do atraso. Ele se comporta como se a exclusão dos adversários da cena política e cultural fosse uma bênção para o Brasil. A concepção de aniquilar o outro não é vivida com culpa por certa esquerda, porque ela se move num script histórico que prevê o aniquilamento de uma classe pela outra. O que acabará com os adversários é a inexorável lei da história, eles apenas dão um empurrão.
Sabemos que a verdade é mais nuançada. O governo mantém excelentes relações com o empresariado que financia por meio do BNDES e com os fornecedores de estatais como a Petrobrás. Não se trata de luta de classes, mas de quem está se dando bem com a situação contra quem está ou protestando ou pedindo investigações rigorosas contra a roubalheira, na Petrobrás ou na Copa.
A aliança do governo é aberta a todos os que possam ser controlados, pois o controle é um objetivo permanente. Tudo o que escapa, evidências, vozes dissonantes, estatísticas indesejáveis, tudo é condenado à lata de lixo da História. Felizmente, a História não se faz com líderes que preferem partir para cima a dialogar diante de evidências negativas, tanto na Petrobrás como na Copa ou no mensalão. Nem com partidos incapazes de rever sua tática diante de situações econômicas modificadas.
Dilma, com a queda continuada nas pesquisas, sai da área de conforto e cai no mundo em que os candidatos dependem muito de si próprios e não contam com vitória antecipada pelo peso da máquina. Será a hora de pôr de novo em xeque a onipotente tática de eleger um poste. Nem o poste nem seu inventor hoje conseguem iluminar sequer um pedaço de rua. Estão mergulhados no escuro e comandarão um exército de blogueiros amestrados para nublar as redes sociais. Com a máquina do Estado, o prestígio de Lula, muita grana em propaganda e na própria campanha eleitoral, o governo tem um poderoso aparato para enfrentar a realidade. Mas essa abundância de recursos não basta. Num momento como este no País, será preciso horizonte, olhar um pouco adiante das eleições e estabelecer um debate baseado no respeito às evidências.
Esse é um dos caminhos possíveis para recuperar o interesse pela política. No momento, a resposta ao cinismo é a indiferença com forte tendência ao voto em branco ou nulo. Embora a oposição também seja parte do jogo, a multidão que dá as costas para a escolha de um presidente é uma obra do PT que subiu ao poder, em 2002, prometendo ampliar o interesse nacional pela política, mas conseguiu, na verdade, reduzi-lo dramaticamente. Para quem se importa só com a vitória eleitoral, essa questão da legitimidade não conta. Mas é o tipo de cegueira que nos mantém no atraso político e na ilusão de que adversários são inimigos. O PT comanda um estranho caso de governo cujo discurso nega o próprio slogan: Brasil, um país de todos. De todos os que concordam com a sua política.
Até nas relações exteriores o viés partidário sufocou o nacional, atrelando o País aos vizinhos, alguns com sonhos bolivarianos, e afastando-o dos grandes centros tecnológicos. Contestar esse caminho quase exclusivo é defender interesses americanos; denunciar corrupção na empresa é ser contra a Petrobrás; assim como questionar a Copa é torcer contra o Brasil.
Bom dia, Cinderela, acorde. Em 2014 você pode se afogar nos próprios mitos.
*Fernando Gabeira é jornalista.

26 abr 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, CRONICAS, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

História curta

Uma história curta

Hoje recebi por email, de minha amiga Pernelle, uma curta historinha, muito sugestiva.

Não trazia o nome do autor, para que se pudesse anotar o devido crédito, não dizia a origem tampouco de tal história.

Mas de qualquer forma vale à pena lê-la, pois o seu final, muito breve e curto é de uma grandeza incrível.

Fiquei contente e recebê-la e estou publicando para que os visitantes também possam desfrutar:

História Curta

 Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que
acontece dentro das pessoas.
 Ele disse: – “Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.

 Um é o Lobo Mau: Ele é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça,
 a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade,
 o orgulho falso, a superioridade e o ego.

 O outro é o Lobo Bom: – Ele é a alegria, a fraternidade, a paz, a esperança, a serenidade,
a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade,
 a compaixão e a fé”.

 O neto pensou nessa luta e voltou a perguntar para o avô: – “Vô, qual dos dois lobos

pode vencer esta luta”?

 O velho índio respondeu: – “Aquele lobo que você alimentar melhor”!

28 nov 2011 Posted by | CRONICAS, CURIOSIDADES, exemplos | Deixe um comentário

Reação humana

Reação humana

Nunca se sabe qual vai ser a reação humana em uma situação inesperada.

Eu pessoalmente conheci um indivíduo que ganhou em uma das loterias, Sena, quina, ou outra qualquer, não me recordo qual delas, dois milhões de reais.

Ele era o contador em uma empresa de autopeças.

No dia seguinte, pediu demissão da empresa, comprou um Opala novo, e começou a gastar dinheiro.

Morava na Ceilândia, que era um bairro de classe baixa em Brasília.

Os lotes por lá eram bem pequenos, então ele comprou os vizinhos dos lados, e os da parte de traz.

Reconstruiu a sua casa totalmente e neste empreendimento ele gastou mais do que uma casa custaria no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Seu sogro era padeiro lá no Piauí. Ele comprou na esquina de sua casa uma padaria e deu de presente para o sogro. Seu irmão gostava de negociar com carros usados, ele comprou um lote com uns oito carros e deu para o irmão de presente.

Em pouco mais de um ano, havia gastado tudo.

A padaria faliu, pois o sogro não sabia administrar, e o lote de carros do irmão também foi para o brejo pela mesma razão.

O sogro voltou para a terra natal falando mal do genro, que lhe havia comprado uma padaria furreca, e que tinha equipamentos velhos e não valia nada.

O irmão se desentendeu com o cara, pois vendeu todos os carros e gastou o dinheiro, sem investir mais nada, e faliu também dizendo que o irmão havia lhe dado de presente um lote de carros sem condições de sobreviver.

A casa que ele construiu não valia quase nada, pois o local da mansão não era apropriado, e não havia quem queria comprar uma casa destas na Ceilândia.

Quebrado, foi tentar o emprego de volta, mas já tinha outro e não se interessaram por alguém que os havia deixado na mão.

Eu não sei o que aconteceu com este rapaz, mas deve ser a pessoa mais triste do mundo, pois teve uma grande chance, perdeu tudo, ajudou quem não merecia, e quem já provou o mundo da boa vida, nunca esquece e fica sonhando sempre com outra chance que não vai acontecer.

Estou relatando isto, pois recebi uma anedota muito boa hoje, mostrando como pode ser uma reação a uma coisa que pode ser feita com bons interesses e ser muito mal interpretada.

Uma carta dirigida à DEUS

Um dia no correio, os carteiros estavam separando as cartas para enviar.
Uma das cartas estava endereçada para DEUS, e um carteiro falou:
– Como vamos mandá-la para o céu?
… – Já sei, vamos abrir a carta e vamos ver se conseguimos ajudar esta pessoa.
A carta era de um menino e na carta estava escrito:
-Senhor Deus, meu pai esta desempregado, sem dinheiro, e tem que sustentar a minha mãe, minha irmã, e eu. As contas estão vencendo… por favor, nos mande mil reais.
Sentindo muita pena, os carteiros fizeram uma vaquinha e arrecadaram oitocentos reais. Não conseguiram mil reais, mas mesmo assim mandaram a carta de volta para o menino, com os oitocentos reais.
Na outra semana, o menino mandou mais uma carta pelo correio:

DEUS
– Muito obrigado Senhor. Rezarei por várias noites lhe agradecendo, só que da próxima vez, mande em cheque porque os filhos da p… desses carteiros já roubaram duzentos reais!

24 out 2011 Posted by | ANEDOTAS, CRONICAS, CURIOSIDADES, Humor | Deixe um comentário

Eu e Kadhafi

Eu e Kadhafi

Eu realmente  vivi uma experiência, onde pessoalmente conheci Muammar Kadhafi .

Assim foi:

Corria o ano de 1986, eu trabalhava com gerente internacional de uma empresa norte americana no ramo de exploração e produção petróleo e gás.

O meu trabalho incluía às vezes resolver ou tentear resolver problemas relacionados aos nossos produtos nos campos de exploração ou produção.

Eu estava na Nigéria terminando de resolver um problema enorme em um campo de exploração de gás, onde existia no momento um vazamento em 400 poços produtores de gás.  A tubulação destes poços era de nossa responsabilidade, pois as roscas que uniam os tubos de produção eram de nossa fabricação.

Era um problema antigo, e várias pessoas da empresa haviam tentado solucionar em vão. Neste caso, eu pesquisei, e descobri que os fabricantes das válvulas de produção no fundo, do poço, continham roscas não compatíveis com os nossos tubos e estavam vazando.

Com muito custo, consegui que um dos poços fosse desativado e toda a tubulação de produção testada por vazamentos. Isto foi feito e se constatou que na junção entre as válvulas e os tubos de produção havia realmente um vazamento. Isto tirou a nossa responsabilidade sobre este campo.

Já era Abril de 1986, e eu estava terminado o meu relatório, no hotel em Lagos, capital da Nigéria, quando me telefonaram para ir para a Líbia resolver outro problema semelhante.

Embarquei para Trípoli, no dia 10 de Abri.  Chegando, estava à minha esperai um avião da empresa italiana de petróleo ENI, que me levaria a Ajdabyia que ficava a uns trezentos km de Trípoli.

Cheguei ao aeroporto de Agedabin, que servia à cidade de Ajdabyia.  Neste aeroporto, embarquei em uma caminhonete da empresa Agoco que me levaria ao campo de exploração a uns 400 km ao sul.

Chegando ao acampamento de exploração, consegui uma cabine com um engenheiro belga da empresa Slumberger.

Depois de uma conferência com o encarregado do acampamento sobre o problema de vazamento, comecei a recolher os dados e as referencias para estudar as possíveis causas.

Aproximadamente  uma semana depois de estar neste acampamento, pesquisando o problema existente ouve-se um tremendo ruído de uma grande aeronave, que poderia ser um helicóptero.

 Não era um somente um Helicóptero, mas sim quatro helicópteros militares, de fabricação russa, do modelo MI-5.

Os soldados fardados chegaram e reuniram todos os estrangeiros do acampamento, que eram uns 15, de todas as nacionalidades, e pediram os passaportes. Eu viajava com um passaporte americano e havia neste acampamento mais três engenheiros americanos.

 Fomos  convidados, os quatro a subir em um dos Helicópteros, sem maiores explicações e fomos levados para uma cidade litorânea chamada Brega.

Nossos pertences foram confiscados, e fomos interrogados várias vezes sobre espionagem americana.

Não sabíamos de nada, mas alguns dias antes, houve  um ataque aéreo à cidade de Trípoli, o palácio de Kadhafi havia sido atingido, e parece que havia falecido no ataque uma de suas filhas adotivas.

O ataque supostamente teria sido feito por aviões norte-americanos partindo da Inglaterra.

Teriam sido FB-111.

 Kadhafi então estava reunindo todos os ingleses e norte americanos para interrogá-los. Não nos maltrataram, mas havia um tremendo clima de hostilidade no ar.

Ficamos sem notícias e detidos por uns 15 dias, quando veio a notícia que iriam nos deportar do país e que um avião francês ia nos levar para a Europa. Éramos neste ponto uns 25 americanos e ingleses em Brega que fomos algemados pela primeira vez e postos em caminhões militares de transporte com destino a Trípoli.

Chegando a Trípoli, fomos encaminhados a um Hangar militar no aeroporto.  Este hangar estava danificado por algum bombardeio. Lá chegando encontramos mais uns 35 trabalhadores americanos e ingleses.

Estávamos todos algemados neste ponto. E ficamos esperando todo o dia sem comida ou água e sem permissão para ir ao banheiro.

À noite, chegou um Boeing 747 da Air France, e parou perto do hangar militar onde estávamos.

Fomos então arrastados para fora, e postos em fila deitados de cara para o chão.

Foi então que ele apareceu Kadhafi.  Estava com um dos braços em uma tipóia.

A sua ação, começou com os primeiros da fila que estavam deitados, e imobilizados por dois brutamontes.

Kadhafi de aproximava da pessoa, falava algo em árabe e chutava brutalmente esta pessoa. O individuo então, com muitas dores era arrastado para o avião da Air France.

No pé da escada para o avião, as algemas eram retiradas, e funcionários da Air France ajudavam os feridos a subirem para a aeronave.

O ritual se repetiu com todos os estrangeiros e eu fui um deles que tive três costelas quebradas pelos pontapés de Kadhafi.

Dentro do avião fomos recolhidos carinhosamente por enfermeiras e médicos franceses,  e tratados das lesões. Houve alguns dos prisioneiros, que ficaram gravemente feridos pela ação de Kadhafi. Eles me contaram que os últimos foram os piores, pois Kadhafi ficou cansado de bater, e mandou seus asseclas terminarem o trabalho, e eles eram ainda mais violentos. Neste caso eu me considerei com sorte, pois era dos primeiros da fila. O Avião partiu sem problemas com destino a Paris.

Este foi o primeiro e único encontro que eu tive com Muammar Kadhafi, que faleceu brutalmente hoje nas mãos de seu próprio povo.

De minha parte fico por aqui pensando que ele dois anos mais velho do que eu, morreu violentamente da mesma forma em que viveu.

 Eu continuo vivo, porém com as três costelas que cicatrizaram, mas desalinhadas e tortas, como resultado dos pontapés de Kadhafi.

Outra coisa interessante deste episódio, nada disto foi publicado na mídia. Um mistério.

Recuperando em Paris, eu soube por informação pessoal que houve um acordo mediado pela França e Itália para o retorno dos prisioneiros ingleses e americanos na Líbia. As notícias que eu tive foi que Kadhafi tinha planejado matar estes cidadãos em retaliação ao ataque americano, mas foi convencido a soltá-los, pois as conseqüências poderiam ser muito piores. Nossa sorte que Kadhafi teve juízo neste episódio e ouviu os mediadores franceses e italianos.

No inicio de 1987, devido a uma crise econômica, a empresa onde eu trabalhava foi reestruturada e reduzida em tamanho para tentar sobreviver à crise e eu perdi o meu emprego nesta reestruturação.

21 out 2011 Posted by | CRONICAS | Deixe um comentário

Exemplo de vida

Um incrível exemplo de vida.

NA MISSA DAS SEIS HORAS DE UM DOMINGO, NA IGREJA DE S. PAULO APÓSTOLO, EM COPACABANA, AO FINAL DA HOMILIA, O PADRE EUSÉBIO PERGUNTOU AOS FIÉIS:

“QUANTOS DE VOCÊS JÁ CONSEGUIRAM PERDOAR SEUS INIMIGOS?”

 A MAIORIA LEVANTOU A MÃO E ELE, PARA REFORÇAR A VISÃO DO GRUPO, VOLTOU A
REPETIR A MESMA PERGUNTA E ENTÃO TODOS LEVANTARAM A MÃO, MENOS UMA
PEQUENA E FRÁGIL VELHINHA QUE ESTAVA NA SEGUNDA FILEIRA, APOIADA NUMA
ENFERMEIRA PARTICULAR.

– “DONA MARIAZINHA? A SENHORA NÃO ESTÁ DISPOSTA A PERDOAR SEUS
INIMIGOS OU SUAS INIMIGAS?”

– “EU NÃO TENHO INIMIGOS!” RESPONDEU ELA, DOCEMENTE.
 
– “SENHORA MARIAZINHA, ISTO É MUITO RARO!” DISSE O SACERDOTE.

E PERGUNTOU: “QUANTOS ANOS TEM A SENHORA?

E ELA RESPONDEU: “98 ANOS!”

A TURMA PRESENTE NA IGREJA SE LEVANTOU E APLAUDIU A IDOSA, ENTUSIASTICAMENTE.

– “DOCE SENHORA MARIAZINHA, SERÁ QUE PODERIA VIR AQUI À FRENTE E CONTAR PARA TODOS NÓS COMO SE VIVE 98 ANOS E NÃO SE TEM INIMIGOS?”
 
– “COM PRAZER”, DISSE ELA.

AÍ AQUELA GRACINHA DE VELHINHA SE DIRIGIU LENTAMENTE AO ALTAR,
AMPARADA PELA SUA ACOMPANHANTE E OCUPOU O PÚLPITO. VIROU-SE DE FRENTE PARA OS FIÉIS, AJUSTOU O MICROFONE COM SUAS MÃOZINHAS TRÊMULAS E ENTÃO DISSE EM TOM SOLENE, OLHANDO PARA OS PRESENTES, TODOS VISIVELMENTE EMOCIONADOS:

– “PORQUE JÁ MORRERAM TODOS, AQUELES FILHOS DA PUTA!”

25 ago 2011 Posted by | ANEDOTAS, CRONICAS, CURIOSIDADES, Humor | 1 Comentário

O bicho fome.

O bicho fome.

Não posso deixar este ano de 2009 ir embora sem relatar uma pequena história verdadeira que aconteceu em meu lar.

Constituímos uma família de cinco pessoas, eu minha esposa, minha filha de 11 anos meu filho de 5 anos e o meu caçula de 4 anos. Este relato é sobre ele.

O nome dele é Arquimedes, mas logo ganhou dos outros dois o apelido de Kimo. Eu suponho que seja a lei do menor esforço mostrando sua presença.

Pois bem, o Kimo, é uma criança que tem um apetite ávido por proteínas, e tem a tendência de somente comer as carnes, ovos, e não gosta de comer nada de verduras ou massas. Ele cata no prato as carnes todas e pronto quando acabam já sai da mesa sem comer mais nada. Para tentar sanar este hábito, eu criei uma figura temerária, à qual dei o nome de “Bicho Fome”. E de acordo com minha criação, o Bicho Fome, mora dentro da barriga e se alimenta de arroz com feijão e muita coisa verde. Quando sente falta destas coisas, destes alimentos, ele fica furioso e morde a barriga com muita força e dói muito.

Kimo tem pouca tolerância para dores, e a estratégia deu certo, e apesar da relutância, ele com medo do tal Bicho Fome, começou a comer uma comida mais balanceada.

Outra coisa que comecei a moderar em minha casa na hora da comida foram os refrigerantes. Estavam realmente passando da conta e meus filhos só comiam com a presença de refrigerantes na mesa. Para controlar este hábito, determinei que somente houvesse refrigerantes no final da semana, e durante a semana se tomava água na hora das refeições.

Bem, certo sábado, como prometido, eu comprei uma garrafa de dois litros de Coca Cola, e na hora do almoço, eu servi os copos das crianças. A comida estava boa, minha esposa havia preparado um arroz com carne moída, pedaços de bacon, lingüiça, tudo bem cortadinho e misturado, um feijão carioquinha, e um quiabo sem baba nenhuma. Estava realmente muito saboroso.

O Kimo, logo de cara tomou um copo inteiro de Coca Cola, e começou a separar e comer toda a carne. Os pedaços eram realmente pequenos e ele foi separando tudo e somente comeu toda a carne, bacon, lingüiça, ignorando tudo mais. Enquanto comia estas proteínas, tomou outro copo inteiro de Coca Cola. Eu fiquei observando isto e esperando para ver o que ele ia fazer quando as carnes acabassem.

E acabaram como era inevitável e o Kimo disse:

“- Pronto, já comi tudo e estou cheio.”

Eu então disse:

“- Não senhor, falta comer o arroz, o feijão e este quiabo que está muito bom.”

Kimo respondeu:

“– Eu já estou cheio e na minha barriga não cabe mais nada”

Eu então:

“– Kimo, se você não der de comer para o Bicho Fome, ele vai ficar com raiva e vai morder a sua barriga e vai doer muito”

E Kimo retrucou imediatamente:

“– Pai, sabe o Bicho Fome, ele morreu afogado na Coca Cola.”

Eu tive muita vontade de rir da presença de espírito de uma criança de quatro anos, mas tive de bancar o durão, dizer a ele que o Bicho Fome não morreu coisa nenhuma e que ele teria de comer para que a barriga não doesse e coisas assim e ele relutantemente comeu tudo.

O Bicho Fome continua a ter presença na hora das refeições para que o Kimo tenha uma dieta  balanceada.

27 dez 2009 Posted by | ARTIGOS, CRONICAS, Humor | 2 Comentários

A esquizofrenia da obsessão

A esquizofrenia da obsessão

Quando eu estava cursando o quarto ano primário, no Grupo Escolar Barão Do Rio Branco em Belo Horizonte/MG, a minha professora, uma paulista muito simpática de Campos do Jordão, e que se chamava (ou chama) Dona Maria Passos, passou para a nossa turma como dever de féria de julho, uma composição com o título “A esquizofrenia da obsessão”.

Pode até parecer uma loucura, mas é a mais pura verdade.

Com esta incumbência em foco, fui logo perguntar para minha mãe o que era isto. Ela me sugeriu procurar no dicionário.

O melhor dicionário que havia na minha casa, era uma coleção do “Laudelino Freire”.

Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa (1939-1944), de publicação póstuma, em cinco volumes.

Não tenho mais acesso a este dicionário, e como tenho o Aurélio no computador vamos às definições sobre o tema de acordo com o tio do Chico Buarque:

Esquizofrenia

[De esquiz(o)- + -fren(o)- + -ia1.]

Substantivo feminino.

1.Psiq. Termo que engloba várias formas clínicas de psicopatia e distúrbios mentais próximos a ela (v. distúrbio esquizotípico); sua característica fundamental é a dissociação e a assintonia das funções psíquicas, disto decorrendo fragmentação da personalidade e perda de contato com a realidade.

Esquizofrenia hebefrênica. 1. Psiq. Forma de esquizofrenia observada, em geral, em adolescente, e que se caracteriza por distúrbios da afetividade, regressão e hipocondria; hebefrenia.

obsessão

[Do lat. obsessione.]

Substantivo feminino.

1.Impertinência, perseguição, vexação.

2.Psiq. Pensamento, ou impulso, persistente ou recorrente, indesejado e aflitivo, e que vem à mente involuntariamente, a despeito de tentativa de ignorá-lo ou de suprimi-lo; idéia fixa, mania.

Eu me recordo bem que cheguei à conclusão que o tema deveria se referir, a uma loucura temporária sobre um assunto qualquer, em que o indivíduo perdia o contato com a realidade, se dedicando a uma idéia sua sobre qualquer assunto, mas que obstruiria as outras visões sobre o mesmo assunto. Em resumo, uma espécie de mania temporária. Se esta mania persistisse, poderia ser considerada uma loucura.

Foi o que escrevi sobre o tema em pauta. Uma análise pessoal sobre o significado do título proposto. Não se esqueçam que eu tinha apenas 10 anos de idade.

Dona Maria Passos, aceitou a redação, mas se mostrou desapontada, pois não era o que tinha em mente.

Dos 45 alunos, apenas três entregaram os trabalhos

Até hoje penso nisto e não sei qual era a idéia de dona Maria Passos sobre este tema.

Aí penso no Brasil, o mesmo Brasil do Laudelino Freire, o mesmo Brasil do Aurélio Buarque de Holanda, o mesmo Brasil de dona Maria Passos, o mesmo Brasil seu e o meu.

Vejo na televisão, uma propaganda caríssima do Ministério da Educação sobre o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Uma simpática e sorridente senhora aparece falando sobre este indicador, que em 2005 era de 3,8 e agora já está em 4,2 e que a meta almejada é de 6,0.

Enquanto fala, ela vai subindo uns degraus, e parece que a melhoria até o momento foi bem grande, mas não é. Prestem atenção de 3,8 para 4,2, é apenas um ganho de 0,4, mas na proporção do anuncio parece bem grande, e a distância da meta é proporcionalmente igual à distância percorrida nestes três anos. Mas, não é assim de 4,2 para 6,0 faltam 1,8 que significa 4,5 vezes o ganho em três anos. Neste ritmo levaríamos 13,5 anos para a meta de seis. Esta é mais uma propaganda enganosa e cara deste governo de mentiras.

Ficamos em ultimo lugar entre 56 países pesquisados sobre os conhecimentos do ensino médio, em quase todas as matérias, e nas matérias que não tiramos a pior nota ficamos bem próximas do final da escala.

O Brasil da atualidade, o mesmo Brasil do Pré-sal, o mesmo Brasil do futuro, o mesmo Brasil da erradicação da pobreza, está gastando com toda a educação pública, 2,5 do PIB (Produto Interno Bruto).

Os gastos com as propagandas enganosas com esta do IDEB somam três vezes mais do que o gasto com a educação básica.

Destes 2,5 do PIB (aproximadamente 62.000.000.000), 80% é gasto com a educação universitária, ou seja, 50 bilhões de reais. ( aí estão incluídos os cartões corporativos, as mordomias, e os desvios de praxe) Com a educação básica apenas esta merreca de 12 bilhões de reais.

Como poderemos esperar que o Brasil melhore, se os estudantes que chegam à universidade mal sabem ler e escrever?

Este governo está gastando muito com o ensino universitário (este dá votos), quando os alunos que lá chegam não foram preparados para absorver os ensinamentos universitários. Para se evitar uma reprovação geral, as universidades têm que abaixar o nível e formar estes ignorantes que serão o futuro do Brasil. Qual futuro?

O presidente Lula, umas das vítimas deste descaso escolar, não para de propagar o futuro do Brasil. Ele sim foi vítima do descaso, mas poderia ter se aplicado melhor, pois teve ampla oportunidade para isto, mas optou para continuar ignorante.

E apregoa aos quatro ventos o quanto está gastando com as universidades.

E o ensino básico senhor presidente? Este mesmo que lhe faltou e ainda faz falta quando em público sem nenhum pejo, recita estas abobrinhas que lhe parecem engraçadas, mas matam de vergonha os ex-alunos de dona Maria Passos, assim como matam de vergonha esta aluna da UFRG do curso de direito que escreveu a redação abaixo que me foi enviada por Email pelo meu amigo o Dr. João.

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES


Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de  jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.   REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES


Tema:‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’

Por Clarice Zeitel Vianna Silva

UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ


‘PÁTRIA MADRASTA VIL’

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez… Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos,
estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’ .

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com  outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

Se este tema da obsessão fosse dado nos tempos atuais eu certamente escreveria sobre a obsessão pelo poder do presidente Lula e da esquizofrenia para conseguir isto a todos os custos passando pelas mentiras, ridículos e tudo o mais, sem se importar realmente com o futuro da nação que sem dúvida nenhuma espera que algum mandatário se preocupe realmente com a educação básica, o que o Lula desconhece e por isto não está nem aí.

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10 set 2008 Posted by | ARTIGOS, CRONICAS, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Uma História do Norbelino

Uma História do Norbelino

Recebi outro dia por Email, do meu amigo Dr. João, esta interessante história que estou reproduzindo:

Para os que não conhecem a figura, Norbelino é um engenheiro de Teresina que também comete alguns escritos.

Uma das Histórias do Norbelino…

Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e liguei.
Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:
– Fale!!!
– Bom dia. Poderia falar com Andréa?
O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara.
Não podia acreditar que existia alguém tão grosso.
Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo.
Quando a mesma pessoa atendeu, falei:
– Você é um Filho da puta!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão ‘Filho Da puta’ e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava pra ele, e quando atendia, lhe dizia ‘Você é um Filho da puta’ e desligava sem esperar resposta.
Isto me fazia sentir realmente muito melhor. Ocorre que a Telemar introduziu o novo serviço ‘bina’ de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o ‘Filho da puta’.
Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo ‘Alô ‘ e mudei de identidade:
– Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telemar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas ‘bina’.
– Não estou interessado! – disse ele, e desligou na minha cara.
O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
– Alô?
– É por isso que você é um Filho da puta!!! – e desliguei.
Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor: simplesmente disque 0xx86-xxxx.xxxx ou o número de algum outro Filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.
Acontece que eu fui até o Teresina Shoping, comprar umas camisas.
Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro deuma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair.
Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: ‘Grande!’ pensei, ‘finalmente vai embora’.
Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
– Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo. Diante da sua atitude, pensei: ‘esse cara é um grande Filho da puta! Com toda certeza tem uma grande quantidade de
Filhos da puta neste mundo!’. Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de ‘VENDE-SE’ no vidro do Vectra. Então,anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar.
Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone – após ter discado o 0xx86-xxxx.xxxx do meu velho amigo e dizer ‘Você é um Filho da puta’ (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: ‘Deveria ligar para esse
cara também’.
E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
– Alô.
– Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto?
– Sim, é ele.
– Poderia me dizer onde posso ver o carro?
– Sim, eu moro na Rua xx, n° xx. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente.
– Qual e o seu nome?
– Meu nome e Eduardo Marques – diz o cara.
– Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
– Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana.
– É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?
– Sim.
– Eduardo, você é um grande Filho da puta!!! – e desliguei o telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter ‘bina’, pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: eram dois
‘Filhos da puta’ para ligar.
Após algumas ligações ao par de ‘Filhos da puta’ e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes. Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o ‘Filho da puta 1’. O cara, mal-educado como sempre, atendeu:
– Alô – e então falei:
– Você é um Filho da puta – mas desta vez não desliguei.
O ‘Filho da puta 1’ diz:
– Ainda está aí, desgraçado?
– Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! – respondi rindo.
– Pare de me ligar, seu filho da mãe – disse ele, irritadíssimo.
– Não paro nããão, Filho da putinha querido!!!
– Qual é o teu nome, lazarento? – berrou ele, descontrolado!
Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
– Meu nome é Eduardo Marques, seu Filho da Puta. Porquê???
– Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado? – gritou ele.
– Você acha que eu tenho medo de um Filho da puta? Eu moro na Rua xx, n°xx, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na
frente. Seu palhaço filho da puta. E agora, vai fazer o quê???? – gritei eu.
– Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. – rosnou ele.
– Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, Filho da puta. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!! – e desliguei o telefone na cara dele.
Imediatamente liguei para o ‘Filho da puta 2’.
– Alô – diz ele.
– Olá, grande Filho da puta!!! – falei.
– Cara, se eu te encontrar vou…
– Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu Filho da puta!
– Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!!
– Acha que eu tenho medo de você, Filho da puta? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu Filho da puta!!! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu Filho da puta!!! – e bati o telefone no gancho.
Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua xx, n° xx, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa.
Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da Cidade Verde do Amadeu Campos, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua xx, n° xx. Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua xx, n° xx, para ver o espetáculo.
Foi demais, observar um par de ‘Filhos da puta’ chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.

27 jul 2008 Posted by | ANEDOTAS, CRONICAS, CURIOSIDADES, Humor | 1 Comentário

Horácio e Maria Helena

Horácio e Maria Helena

Às vezes fico pensando se vale a pena estar escrevendo e descrevendo as coisas erradas que estão acontecendo no Brasil, quando da obviedade dos fatos podem por si somente estar aos gritos dizendo que está tudo muito errado e que tem que haver uma mudança de rumos pois assim não vamos melhorar, vamos continuar a ser uma nação de poucos espertos e muitos bobões, que dizem amém aos gritantes desmandos e crimes quer são publicados e irradiados diariamente na mídia atuante.

Estou escrevendo, sem ter realmente tempo para isto, porque acredito na frase do Rui de que “maior do que a tristeza da derrota é a vergonha de não ter lutado.” Estou desempenhando a minha luta, com as armas que tenho e com as possibilidades e a democracia da internet.

Mas chega a um ponto que tem que haver uma pausa na luta contra este desgoverno que se instalou no Brasil. Uma pausa para uma reflexão sobre a luta e a possibilidade da vitória.

Então, desta vez vou publicar um post, com um diálogo que recebi à muito tempo por Email.

É de autoria de
Reinaldo Moraes

Está muito real e muito cômico

A linguagem, é um pouco crua, lembra um pouco os escritos do Nelson Rodrigues, e se por acaso alguém não gostar deste tipo de linguagem, peço que pare por aqui.

Horácio e Maria Helena

(Reinaldo Moraes)

– Vai, Horácio. Toma logo.!!!

– Eu não tomo nada sem antes ler a bula. Cadê meus óculos?

– Pendurados no seu pescoço.

– Isso é ridículo, Maria Helena. Ridículo.

– Então todos os homens da sua idade são ridículos. Porque todos estão tomando.E não me puxa esse lençol, fazendo o favor. Olha aí o bololô que você me faz nas cobertas – A humanidade conseguiu crescer e se multiplicar durante milênios sem isso..

Nós dois crescemos e nos multiplicamos sem isso. Taí o Pedro Paulo, taí o Zé Augusto que não medeixam mentir.Fora aquele aborto que você fez.

– Horácio, eu não vou discutir isso com você agora. Toma logo esse negócio..

– Isso aqui faz mal pro coração, sabia? Um monte de gente já morreu tentando dar uma trepadinha farmacêutica.

– Foi por uma boa causa. E não faz mal coisa nenhuma. Só pra quem é cardíaco e toma remédio.

Você não é cardíaco. Nem coração você tem mais.

– Não começa Maria Helena, não começa.

– Pode ficar sossegado que você não vai morrer do coração por causa dessa pilulinha.

Eu vi num programa do GNT um velhinho de 92 anos que toma isso todo dia.

– Sério?

– Preciso de sexo, Horácio.

– Mas hoje é segunda, Maria Helena…

– Quero trepar. Foder. Ser comida por um macho de pau duro.

– Francamente, Maria Helena, que boca. Parece que saiu da zona.

– Quero ser penetrada, quero gozar.

– O sexo é uma ditadura, Maria Helena. A gente tá na idade de se livrar dela.

– Saudades da dita dura. Olha só, você me fez fazer um trocadilho de merda..

– Além do mais, Maria Helena, nós já tivemos um número mais do que suficiente de relações sexuais na vida,por qualquer padrão de referência, nacional ou estrangeiro. A quantidade de esperma que eu já gastei nesses anos todos com você dava pra encher a piscina aqui do prédio.

– Com o esperma que você ordenhou manualmente, talvez. O que o senhor gastou comigo não daria nem pra encher o bidê aqui de casa. Um penico, talvez. Até a metade.

– Maria Helenaaaa………

– E faz quase um ano que não pinga uma gota lá dentro!

– Sossega o facho, mulher. Vai fazer ioga, tai chi chuan. Já ouviu falar em feng shui, bonsai, shiatsu?

Arranja um cachorro. Quer um cachorro? Um salsichinha?

– Quero um salsichão, Horácio.

Olha aí: outra piadinha infame.

– É porque você está com idéia fixa nessa porcaria.

– Que porcaria?

– O sexo, Maria Helena, o sexo.

– Sabe o que mais que deu naquele programa sobre sexo, Horácio?

– Não estou interessado.

– Deu que as mulheres com vida sexual ativa têm muito menos chance de ter câncer. É científico

– Come brócolis que é a mesma coisa, Maria Helena. Protege contra tudo que é câncer . Também é científico, sabia? E puxado no azeite, com alho, fica uma delícia.

– A que ponto chegamos, Horácio. Eu falando de sexo e você me vem com brócolis puxado no azeite!

– Com alho.

– Faça-me o favor, Horácio!

– Maria Helena, escuta aqui, você já tem 50 anos, minha filha, dois filhos adultos, já tirou um ovário, já…

– Não fiz 50 ainda. Não vem não. E o que é que filho e ovário têm a ver com sexo?

– Maria Helena, me escuta. Depois de certa idade as mulheres não precisam mais de sexo.

– Ah, não? Quem decidiu isso?

– Sexo nessa idade é pras imaturas. Pras deslumbradas, pras iludidas que não sabem envelhecer com dignidade.

– Prefiro envelhecer com orgasmos.

– O que é que o Freud não diria de você, Maria Helena.

– E de você, então, Horácio? No mínimo, que você virou gay depois de velho. Boiola.

– Maria Helena! Faça-me o favor. Eu tenho que ouvir isso na minha própria casa, na minha própria cama, diante da minha própria televisão?

– Aliás, gay gosta de trepar. É o que eles mais gostam de fazer. Você virou outra coisa, sei lá o quê.

Um pingüim de geladeira, talvez.

– Maria Helena, dá um tempo, tá? Tenho mais o que fazer.

– Fazer? Essa é boa. O que é que um funcionário público aposentado com salário integral tem pra fazer na vida, posso saber?

– Sem comentários, Maria Helena, sem comentários.

– Tá bom, sem comentários. Bota os óculos e lê duma vez essa bendita bula.

– Só que precisa de dois óculos pra ler isso. Olha só o tamanhico da letra.

Se é um negócio pra velho, deviam botar uma letra bem grande. Pelo menos isso.

– Vira o foco do abajur para cá…. assim… melhorou?

– Abaixa essa televisão também. Não consigo me concentrar ouvindo novela. Mais. Mais um pouco.

– Pronto, patrãozinho. Sem som. Vai, lê duma vez.

– O princípio ativo do medicamento é o citrato de sildenafil.

-Sei.

– Veículos excipientes: celulose microcristalina…

– Celulose vem da madeira. Pau, portanto. Bom sinal.

– Onde foi parar a sua pouca educação, Maria Helena?

– Vai lendo, Horácio. Depois conversamos sobre a minha pouca educação.

– Cros… camelose sádica. Croscamelose. Castrepa, Maria Helena.

Recuso-me a tomar um troço com esse nome. Deve ser alguma secreção de camelo. Se não for coisa pior.

– Não é camelose. Num tá vendo aí?

É caRmelose. Deve ser algum adoçante artificial. Pro seu pau ficar doce, meu bem.

– Putz. Só rindo mesmo. A menopausa acabou com a sua lucidez, Maria Helena.

– Troco toda a lucidez do mundo por um pau tinindo de tesão por mim.

– Absurdo, absurdo.

– Que mais, que mais, Horácio?

– Dióxido de titânio.

– Ah, titânio. Pro negócio ficar bem duro.

– índigo carmim…

– índigo? Deve ser o que dá o azul da pilulinha.

– Será que esse negócio não vai deixar o meu pau azul, MariaHelena?

– E daí, se deixar? Você não sai por aí exibindo o seu pênis, que eu saiba. Ou sai?

– Mas, e se eu for a um mictório público? O que é que o cara ao lado não vai pensar do meu pinto azul?

– Diz que você é um alienígena, ora bolas. Que o seu corpo está pouco a pouco se adaptando à Terra, que ainda faltam alguns detalhes. . Ou explica que você é um nobre, de sangue e pinto azul. Ou não diz nada, ora bolas. Acaba de mijar, guarda o pinto azul e vai embora, pô.

– Escuta. Agora vem a parte que explica como esse petardo funciona.

– Isso. Quero ver esse petardo funcionando direitinho.

– Presta atenção. “O óxido nítrico, responsável pela ereção do pênis, ativa a enzima guanilato ciclase que, por sua vez, induz um aumento dos níveis de monofosfato de guanosina cíclico, produzindo um relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis e permitindo assim o influxo de sangue. Cacete. Corpos cavernosos!….. ‘ Já pensou, Maria Helena? Corpos cavernosos sendo inundados de sangue? Puro Zé do Caixão.

– Corpo cavernoso só pode ser herança do homem das cavernas. Vocês homens evoluem muito lentamente.

– Pára de viajar, Maria Helena. Parece que fumou maconha.

– Não era má idéia. Pra relaxar. Vou roubar do Pedro Paulo. Eu sei onde ele esconde. Podíamos fumar juntos

– Eu já tô relaxado. Tô até com sono, pra falar a verdade.

– Lê, lê, lê, lê aí. …..Você já dormiu tudo a que tinha direito nessa vida.

– Vou ler. “Todavia, o sildenafil não exerce um efeito relaxante diretamente sobre os corpos cavernosos..:

– Não?

– Não, Maria Helena. Ele apenas “aumenta o efeito relaxante do óxido nítrico através da inibião da fosfodiesterase-5, a qual- veja bem, Maria Helena, veja bem -“a qual é a = responsável, pel degradação do monofosfato de guanosina cíclico no corpo cavernoso?”. Ouviu isso? Degradação, MariHelena.Dentro dos meus próprios corpos cavernosos.Degradante..

– Degradante é pau mole.

– Olha o nível, Maria Helena, olha o nível. Vamos ver os efeitos colaterais. Olha lá: dor de cabeça. Você sabe muito bem que se tem uma coisa que eu não suporto na vida é dor de cabeça.

– Na cultura judaico-cristã é assim mesmo, Horácio. Pra cabeça de baixo gozar, a de cima tem que padecer.

– Não me venha com essa sua erudião de internet, Maria Helena. Estamos off-line.

– Deixa de ser criança, Horácio. Se der dor de cabeça você toma um Tylenol, reza uma ave-maria, canta o “Hava Naguila’; que passa.

– Outro efeito colateral: rubor.. Rá, rá. Vou ficar com cara de quê, Maria Helena? De camarão no espeto?

– Se for camarão com espeto, tá ótimo. Que mais, que mais?

– Enjôos. Ó céus. Enjôos…

– Você sempre foi um tipo enjoado, Horácio. Ninguém vai notar a diferença..

– Vamos ver o que mais… hum…. dispepsia. Que lindo. Vou trepar arrotando na sua cara.

– Você me come por trás. Arrota na minha nuca.

– É brincadeira… É essa a sua idéia de amor, Maria Helena?

– Isso não tem nada a ver com amor, Horácio. Já disse: é profilaxia contra o câncer

. E arrotar, você já arrota mesmo o dia inteiro, sem a menor cerimônia. Na mesa, na sala, em qualquer lugar.

– Como se você não arrotasse, Maria Helena.

– Mas não fico trombeteando os meus arrotos. Isso é coisa de machão broxa. Em vez de trepar com a esposa, fica arrotando alto pra se sentir o cara do pedaço.

– Como você é simplória, Maria Helena, como você é… menor.Desculpe, mas acho que o seu cérebro anda encolhendo, sabia? Oumofando. Ou as duas coisas.

– Vai, Horácio, chega de conversa mole. E de pau idem. Pula os efeitos colaterais.

– Como, “pula os efeitos colaterais”? É porque não é você quem vai tomar essa meleca, né? Vou ler até o fim. Os efeitos colaterais são as partes mais importantes. Olha lá: gases. Que é que tá rindo aí

– Do efeito cu-lateral. Desculpa. Esse foi de propósito. Não agüentei.

– Admiro seu humor refinado, Maria Helena. Torna você uma mulher tão mais sedutora, sabia?

– Obrigada, Horácio.’Agora, quanto aos seus gases, pode relaxar o esfíncter, meu filho. Numa boa. Tô tão acostumada que até sinto falta quando estou sozinha. Sério. Fico pensando:Ah, se o Horácio estivesse aqui agora pra soltar uma bufa de feijoada com cerveja na minha cara…

– Maria Helena, qualquer dia você vai ganhar o Oscar da vulgaridade universal.

– Vou dedicar a você.

– Vamos ver que mais temos aqui em matéria de efeitos colaterais. Ah! Congestão nasal. Que gracinha. Vou ficar fanho, que nem o Donald. Qém, qém. Qém.

– Um pateta com voz de pato. Perfeito.

– Ridículo. Absurdo. Idiota.

– Ridículo você já é, Horácio. E quem não é? Além do mais, é só calar a boca que você não fica fanho.

– Ah, tá. E se eu quiser falar alguma coisa na hora?

– Você não diz nada de interessante há mais de dez anos, Horácio. Vai dizer justo na hora de trepar?

– Eu não nasci para dizer coisas interessantes a você, Maria Helena.

– Já percebi.

– Hum. Ouve só; diarréia!

– Quê?

– É outro efeito colateral dessa bomba aqui. Fala sério, Maria Helena. Isto aqui é um veneno.Não sei como eles vendem sem receita.

– Deixa de ser pueril, Horácio. Magina se alguém vai ter todos os efeitos colaterais ao mesmo tempo. No máximo um ou dois

– A caganeira e os arrotos, por exemplo? Ou a ânsia de vômito e os gases?

– Faz um cocozinho o antes. Pra esvaziar. Faz agora, Horácio. Eu espero.

– Eu não estou com vontade de fazer cocozinho nenhum, Maria Helena. Faça-me o favor. E olha aqui, mais um efeito colateral: visão turva.

– Você bota os seus óculos de leitura. E que tanto você quer ver que já não viu?

– Maria Helena, você não entendeu? Essa droga perturba seriamente a visão. Vou ficar cego por sei lá quantas horas, quantos dias. E tudo por causa de uma reles trepadinha? E se a minha visão não voltar? Vou andar de bengala branca pro resto da vida?

– Pode deixar que eu guio a sua bengala, Horácio. Olha, pensa no lado bom da cegueira: você vai poder me imaginar 20 anos mais moça. Trinta, se quiser.

– Maria Helena, desisto. Não vou tomar essa porcaria e ta acabado.

– Dá aqui essa cartela, Horácio. Abre a boca. Pronto. Engole. Olha a água aqui. Isso.

Que foi? Engasgou, amor?! Tosse pra lá,ô! Me borrifou toda!Que nojo! Quer . que bata nas suas costas? Ai, meu Deus! Horácio? Você está bem? Respira fundo! Isso, isso

… E aí, amor? Melhorou? Morrer afogado num copo d’água ia ser idiota demais, até prum cara como você.

-Arrr! E com essa pílula monstruosa entalada na garganta, ainda por cima! Ufff! Me dá mais água

– Quanto tempo isso aí demora pra bater?

– Isso aí o quê?

– A pílula, Horácio, a pílula.

– E eu sei lá?

– Vê na bula, Horácio.

– Hum… tá aqui: 30 minutos.

– Ótimo. Dá tempo de ver o fim da minha novela.

 

19 maio 2008 Posted by | ANEDOTAS, CRONICAS | Deixe um comentário

Caminhos Cruzados

Caminhos cruzados

Durante a minha adolescência, apareceram as linhas de escolha políticas prevalecentes no mundo até então. O nosso jovem mundo é o que quero dizer.

Encontrei colegas muitos amigos, que freqüentavam a nossa casa em Belo Horizonte, e que andavam com os livros de Marx e Engels debaixo do braço, e tentavam me convencer que a doutrina socialista era o futuro e que o capitalismo era um grande erro.

Eu confesso que não me aprofundei muito nos ensinamentos dos filósofos alemães, por uma razão simples, falta de tempo. Eu aos dezesseis anos havia lido e ainda lia romances e livros de autores nacionais e internacionais, como Machado de Assis, Monteiro Lobato, José de Alencar, Érico Veríssimo, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Alexandre Dumas, Steinbeck, Castro Alves, e muitos outros incluindo os livros da Coleção Terra Mar e AR, com as aventuras de Tarzan, e uma revista policial chamada X9. Sobrou pouco tempo para os Alemães. Mas mesmo assim li um pouco de sua doutrina e ensinamentos, e realmente não me convenci de sua aplicação e possibilidade de sucesso.

Eu lia também uma revista assinada por meu pai, em espanhol, pois não havia em português, e que era a Mecânica Popular, nela eu via os projetos mecânicos e eletrônicos feitos por pessoas simples da sociedade americana, e que espelhava o sucesso do sistema deles, que era o capitalismo tão condenado pelos socialistas.

Com a falta de tempo, gasto em outros autores, e com a vontade de fazer o que faziam os cidadãos americanos, não fui contaminado com as idéias de Marx, que sempre tratei com respeito, mas também com certo desdém.

 

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O tempo passou e o modelo estatal, se bem que um pouco modificado de Marx, se provou ineficiente, e o modelo capitalista tão condenado por ele, continuou dando aos cidadãos americanos um meio de vida razoavelmente melhor do que os países que adotaram uma economia estatal.

Mas existem os “die hard”, expressão com tradução um pouco fraca em português, ou seja, “duro de morrer”.

 

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Um deles é o homenageado do ano Oscar Niemeyer que completou cem anos de uma vida produtiva e talentosa como arquiteto de fama mundialmente reconhecida.

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Outro dia recebi em um email outra visão sobre a atitude de Niemeyer, escrita por um autor chamado Rodrigo Constantino. Não pude ou não tive como constatar a veracidade da autoria e a internet é notório para modificar ou atribuir autoria a outras pessoas. Vou publicar a visão dele com restrição e se houver qualquer discrepância quanto à autoria, peço aos leitores que interfiram que eu corrijo.

UM SÉCULO DE HIPOCRISIA

por Rodrigo Constantino

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola…” (Roberto Campos)capitalism.jpg

O arquiteto Oscar Niemeyer completou um século de vida sob grande reverência da mídia. Ele foi tratado como “gênio” e um “orgulho nacional”, respeitado no mundo todo. Não vem ao caso julgar suas obras em si, em primeiro lugar porque não sou arquiteto e não seria capaz de fazer uma análise técnica, e em segundo lugar porque isso é irrelevante para o que pretendo aqui tratar.

Entendo perfeitamente que podemos separar as obras do seu autor, e julgá-los independentemente. Alguém pode detestar a pessoa em si, mas respeitar seu trabalho. O problema é que vejo justamente uma grande confusão no caso de Niemeyer e tantos outros “artistas e intelectuais”. O que acaba sendo admirado, quando não idolatrado, é a própria pessoa. E, enquanto figura humana, não há nada admirável num sujeito que defendeu o comunismo a vida inteira.

Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. Seus inúmeros trabalhos realizados para governos, principalmente o de JK, lhe renderam uma vasta e incalculável fortuna. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem muito rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o regime comunista, a “igualdade” material entre todos. Não consta nas minhas informações que ele tenha doado sua fortuna para os pobres. Enquanto isso, o capitalista “egoísta” Bill Gates já doou vários bilhões à caridade.

Além disso, a “igualdade” pregada por Niemeyer é aquela existente em Cuba, cuja ditadura cruel o arquiteto até hoje defende. Gostaria de entender como alguém que defende Fidel Castro, o maior genocida da América Latina, pode ser uma figura respeitável enquanto ser humano. São coisas completamente contraditórias e impossíveis de se conciliar. Mostre-me alguém que admira Fidel Castro e eu lhe garanto se tratar ou de um perfeito idiota ou de um grande safado. E vamos combinar que a ignorância é cada vez menos possível como desculpa para defender algo tão nefasto como o regime cubano, restando apenas a opção da falta de caráter mesmo. Ainda mais no caso de Niemeyer.

Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários. Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para 400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha. Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe. Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão, aqui ou em Paris. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos.

A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas: “No meu dicionário, ‘socialista’ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros”.

Aquelas pessoas que realmente são admiráveis, como tantos empresários que criam riqueza através de inovações que beneficiam as massas, acabam vítima da inveja esquerdista. O sujeito que ficou rico porque montou um negócio, gerou empregos e criou valor para o mercado, reconhecido através de trocas voluntárias, é tachado de “egoísta”, “insensível” ou mesmo “explorador” por aqueles mordidos pela mosca marxista. Mas quando o ricaço é algum hipócrita que prega aos quatro ventos as “maravilhas” do socialismo, vivendo no maior luxo que apenas o capitalismo pode propiciar, então ele é ovacionado por uma legião de perfeitos idiotas, de preferência se boa parte de sua fortuna for fruto de relações simbióticas com o governo . Em resumo, os esquerdistas costumam invejar aquele que deveria ser admirado, e admirar aquele que deveria ser execrado. É muita inversão de valores!

Recentemente, mais três cubanos fugiram da ilha-presídio de Fidel Castro. Eles eram artistas, como o cantor Chico Buarque, por exemplo. Aproveitaram a oportunidade e abandonaram o “paraíso” comunista, que faz até o Brasil parecer um lugar decente.

Eu gostaria de aproveitar a ocasião para fazer uma proposta: trocar esses três “fugitivos” que buscam a liberdade por Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Verissimo, três adorados artistas brasileiros, defensores do modelo cubano. Claro que não seria uma troca compulsória, pois estas coisas autoritárias eu deixo com os comunistas, que abominam a liberdade individual. A proposta é uma sugestão, na verdade. Acho que esses três comunistas mostrariam ao mundo que colocam suas ações onde estão suas palavras, provando que realmente admiram Cuba. Verissimo recentemente chegou a escrever um artigo defendendo Zapata e Che Guevara. Não seria maravilhoso ele demonstrar a todos como de fato adora o resultado dos ideais dessas pitorescas figuras?

Enfim, Niemeyer completa cem anos de vida. Um centenário defendendo atrocidades, com incrível incapacidade de mudar as crenças diante dos fatos. O que alguém como Niemeyer tem para ser admirado, enquanto pessoa? Os “heróis” dos brasileiros me dão calafrios! Eu só lamento, nessas horas, não acreditar em inferno. Creio que nada seria mais justo para um Niemeyer quando batesse as botas do que ter de viver eternamente num lugar como Cuba, a visão perfeita de um inferno, muito mais que a de Dante. E claro, sem ser amigo do diabo, pois uma coisa é viver em Cuba fazendo parte da nomenklatura de Fidel, com direito a casas luxuosas e Mercedes na garagem, e outra completamente diferente é ser um pobre coitado qualquer lá. Acredito que esse seria um castigo merecido para este defensor de Cuba, que completa um século de hipocrisia sendo idolatrado pelos idiotas.

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E o excelente jornalista Laurence Bittencourt Leite, disse a mesma coisa sem mencionar o nosso herói, e de uma forma mais sutil. Bem mais sutil.

 

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

Por muito tempo acreditei em socialismo e bobagens como ser o Estado o motor do desenvolvimento. Não é. Tempos bobos e infantis. Para quem ele seria o motor do desenvolvimento? Isso é importante responder. E se fosse, por que a União Soviética faliu? Ninguém responde. Silêncio estratégico. Isso claro, porque não há resposta. Idem a mesma pergunta com o “socialismo” da China? Ou por que Cuba é uma miséria, onde as pessoas fazem fila para conseguir um pedaço de pão e falta o mínimo (para a maioria bem entendido)? Se política e Estado resolvesse o problema por que o Sudão é o que é, vivendo apenas em guerras tribais? Nem falo nos países onde o que temos é um misto de religião e Estado. A economia entre eles simplesmente não existe.
É infantil acreditar no Estado como motor do desenvolvimento. O Brasil é o exemplo, onde estamos parados e emperrados há séculos. Crescer dói. A única questão séria, certamente é (foi) a grande percepção de Bernard Shaw de que Marx nos ganha moralmente. E ganha. Isso para quem o leu direitinho, com sua análise do capitalismo nascente. Quem pode ficar a favor de um sistema que põe para trabalhar mulheres e crianças 10, 12, horas por dia? Ninguém obviamente. Isso foi o capitalismo nascente. Incrível que hoje as mulheres fazem parte da mão de obra do mundo moderno, instituído por esse mesmo capitalismo, amedrontando o poder masculino. Essa pode ser uma outra história, se bem que faça parte dessa história, repito, para que entende mesmo.

Bernard Shaw foi um gênio ao dizer que Marx nos ganha moralmente. Mas sem esquecer de acrescentar ao final, “e ponto final”. Shaw não era marxista, bem entendido. Mas não vou entrar aqui nesse detalhe. Fica para um outro momento. Ou então como escreveu Merleau Ponty ao dizer que Marx era um clássico. E é. Mas Marx não escreveu uma virgula sobre o que seria a economia socialista. Não há economia socialista. É ai que ele emperra e todos os grandes teóricos que escreveram sobre ele, de Isaiah Berlin, Raymond Aron, Sartre, até Noberto Bobbio. Deixo de fora os revolucionários de 17. O que Marx fez foi produzir uma critica sobre a economia capitalista passando a imaginar (criar) um sistema fechado que achou que a humanidade iria seguir. No entanto, deixou de fora desse sistema a economia. Esse foi o nó.
Se riqueza fosse dinheiro no bolso, seria fácil resolver o problema do mundo. Mas não é. Quem entende isso? Adianta? Aqui na América Latina, uma das latrinas do mundo ainda se acredita nisso. Produzem-se quilos de papeis para defender o atraso. Mas vejam os que defendem isso? Estão mamando direta ou indiretamente com o Estado à custa da população esquálida e miserável. Sabem disso? Riem com isso.
Quando li Roberto Campos escrever que riqueza não era dinheiro no bolso, tremi da raiva, no meu tempo de esquerdismo. Ele estava totalmente certo. Eu errado. Será que as pessoas que defendem o socialismo ou o Estado como motor do desenvolvimento acreditam mesmo nisso? A picaretagem não tem limites. Não se envergonham, nem se acanham. Se riqueza fosse dinheiro no bolso bastaria colocar um grupo de 100 (bastaria 100) pessoas dividido em grupo de 10 trabalhando um dia (um dia) por semana para “fabricar” dinheiro e dar para cada contribuinte 100 mil reais por mês. A burrice não tem limites. Esse tipo de “saída” segue o mesmo raciocínio “lógico” de querer derrubar a inflação por decreto. Mas decreto num país como o nosso, no setor público, é a grande produção. Adianta?
O grande fascínio de Marx foi moral. Na prática um desastre. Marx, para quem entende, virou Hegel de cabeça baixo, esquecendo o desenvolvimento ou evolução espiritual se concentrando na existência ou relações materiais, que para ele, Marx, moveria o mundo. Deixou de lado o psicológico e viu na religião o ópio do povo. Um avanço? Hoje um dos ópios do povo, são as produções esquerdistas. Imaginar que o capitalismo seja algo ideal é tolice, mas sua vitória é inconteste no mundo. Basta perceber que a democracia (no socialismo não tem democracia) aceita tudo. Repito, aceita tudo. Ou seja não é excludente. Ao contrário do socialismo. Haja picaretagem. Mas adianta? No mundo artístico as provas são incalculáveis. Um autor como J. D. Salinger que detesta o mundo moderno, escreveu um livro e ficou milionário, virando as costas para esse mundo não saindo de dentro de casa. Impossível isso no socialismo de Fidel. Mas nossos escritores querem vender muito ficando contra o mercado. Olhem a incoerência. Mas repito, o capitalismo é duro.

01 jan 2008 Posted by | ARTIGOS, CRONICAS, POLÍTICA | 3 Comentários

Os milhões de Lula

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Sábado dia 19 de maio de 2007, eu tive de sair para sacar algum dinheiro no caixa eletrônico e fazer alguns pagamentos em uma lotérica. Já pronto para sair, e ao despedir da família, minha filha mais velha a Fernanda Heloisa de oito anos, se aproximou e pediu para ir junto. Ela estava toda arrumadinha, com uma roupa rosa e um bonezinho também rosa. Estava realmente uma gatinha, e não pude recusar e disse para ela dizer à sua mãe e entrar no carro. No caminho, ela perguntou aonde íamos e se por acaso não íamos passar perto do Mc Donalds.

Eu evito dar aos meus filhos, muita comida na rua, mas a Fernanda adora e o Mc Donalds, é um desejo imenso. Como já havia algum tempo que não dava a ela um Mc Lanche Feliz, resolvi ir ao Conjunto Nacional (para quem não conhece, é um shopping no centro de Brasília perto da rodoviária). Daria para eu fazer o saque, pagar as contas e dar a ela um Mc Lanche Feliz.

Ao ver que realmente estávamos procurando estacionamento no Conjunto Nacional a Fernanda ficou mesmo radiante diante da expectativa do tratamento em foco. Mas primeiro fomos ao caixa eletrônico depois na loteca e…..parei sem acreditar no que estava vendo.

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Ao lado da escada rolante descendo para o subsolo onde se encontra a loteca, estava escrito:

“Exposição

são milhões de Lula”

Senhores pasmem…. pensei, será que isto é verdade?

Que milhões serão estes?

Será que finalmente estarão apresentando os milhões do dossiê?

Será que estará explicada a fortuna do Lulinha?

Será que Lula está fazendo uma apresentação de como se ganha dinheiro fácil?

Será que são os milhões que vieram de Cuba?

Será que estarão apresentando a comissão que o Lula vai levar com a transposição do Rio São Francisco?

Será que serão os milhões que causaram a morte do Celso Daniel?

Será que são os milhões desviados dos governos do PT pelo compadre Roberto?

Será que são os milhões pagos como comissão pela compra do Aero Lula?

Será que são os milhões ganhos pelo Gurshiquen com a impressão de cartilhas fantasmas?

Será que são os milhões que serão repartidos com o mapeamento do PAC?

Será, Será, Será……

A escada rolante chegou ao subsolo e desembarcando com a Fernanda pela mão dei a volta para ver realmente o que era aquela exposição.

Que desapontamento, era uma exposição de fotos, uma enorme exposição de fotos, quase todas do Lula no meio da multidão com o seu sorriso plástico e os retoques de praxe do Photoshop.

Uma tremenda exposição de auto-indulgência, paga com o meu e o seu dinheiro, mostrando o Lula no meio do povo que ele neste mesmo ano de 2007 em Paulínia no interior paulista chamou de “Meu Gado”.

Era uma exposição do Lula sorrindo entre os milhões de cabeça do seu rebanho de gado.

Desapontado, fui até a loteca, paguei as contas atrasadas, peguei a Fernanda pela mão e fomos ao Mc Donalds fazer a felicidade dela.

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23 maio 2007 Posted by | CRONICAS | 3 Comentários

   

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