blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Radiografia.

Radiografia.

Este texto do Guzzo forma uma imagem real dos fatos atuais e do comportamento do atual governo

com sua propaganda falsa, esperando que a tese do Lula de que uma mentira repetida incansavelmente

se transforma magicamente em verdade, seja realmente um fato consumado.canalhas 2

Eta Brasil………

Vamos que vamos

Dinheiro falso’, de J.R. Guzzo
PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJAdedo duro 2
J.R. GUZZO
Governos que mentem para o público o tempo todo acabam mais cedo ou mais tarde mentindo para si mesmos e, pior ainda, acreditando nas mentiras que dizem; o resultado é que sempre chegam a uma situação em que não sabem mais fazer a diferença entre o que é verdadeiro e o que é falso. Eis aí onde veio parar o governo da presidente Dilma Rousseff nestes momentos decisivos da campanha eleitoral. Muito pouco do que está dizendo faz nexo – resultado inevitável do hábito, desenvolvido já há doze anos, de navegar com o piloto automático cravado na contrafação dos fatos e na falsificação das realidades.
Entre atender à sua consciência e atender a seus interesses, o governo jogou todas as fichas na segunda alternativa, ao se convencer de que seria muito mais proveitoso tapear o maior número possível de brasileiros com a invenção de virtudes do que ganhar seu apoio com a demonstração de resultados. Não compensa: para que fazer toda essa força se dá para comprar admiração, cartaz e votos com dinheiro falso? Foi o que concluíram, lá atrás, os atuais donos do país. Agora, como viciados em substâncias tóxicas, vivem na dependência da embromação; está muito tarde para mudar, e a única opção é continuar mentindo até o dia das eleições. Sua esperança é que a maioria dos eleitores, como acontece com frequência, ache mais fácil acreditar do que compreender.
Para se ter uma ideia de onde foram amarrar nosso burro: o estado-maior da campanha de Dilma considerou que sua vitória mais importante no primeiro debate entre os candidatos foi ter escapado “de todas as perguntas difíceis”. É triste. Quando a verdade é substituída pelo silêncio, ensina o poeta Ievgeni Ievtushenko, o silêncio torna-se uma mentira – talvez seja, aliás, sua modalidade mais eficiente. A partir daí, vale tudo, e por conta disso os brasileiros têm ouvido as coisas mais extraordinárias por parte do governo.eleitores 2
Os candidatos da oposição, sobretudo Aécio Neves, foram publicamente acusados, por exemplo, de já terem decidido fazer uma recessão econômica se forem eleitos; no mesmo momento, comicamente, saíram os resultados da economia nos primeiros seis meses de 2014, mostrando que o Brasil andou para trás nos dois primeiros trimestres do ano. Ou seja: a recessão que os adversários iriam provocar no futuro já está sendo praticada pelo governo Dilma no presente. Na média dos seus quatro anos, por sinal, será o pior desempenho econômico do Brasil desde o presidente Floriano Peixoto.
fraudes 2Diante dos canais de concreto em ruínas na obra de transposição do Rio São Francisco, que, segundo as mais solenes promessas do ex-presidente Lula, estaria pronta em 2010, depois em 2012 e hoje é um mistério em termos de prazo, Dilma disse em sua propaganda eleitoral que a culpa do atraso é da “curva do aprendizado” – ou seja, pelo que dá para entender, ainda não aprendemos a fazer direito esse tipo de coisa. Ainda? O Canal de Suez está pronto desde 1869, o do Panamá desde 1914; será que já não deu tempo de aprender?
A Ferrovia Norte-Sul, que vem sendo construída pelos governos Lu¬la-Dilma desde 2005, e que foi inaugurada mais uma vez em maio, continua fechada ao tráfego de trens, por falta de equipamentos – para piorar, ladrões vêm roubando os trilhos. São os únicos, além das empreiteiras, para quem a ferrovia tem tido alguma utilidade. O programa de formação de mão de obra técnica, descrito como “o maior do mundo”, formou até agora mais de 100 000 recepcionistas e manicures – o triplo do número de mecânicos. Em suma: já nem é mais um caso de mau governo. É anarquia.
Um dos diretores mais influentes da Petrobras durante o governo do PT, tão graduado que assumiu 24 vezes a presidência da empresa em substituição aos titulares, está na cadeia desde março, entalado em espetaculares denúncias de corrupção; foi figura-chave na tenebrosa compra da refinaria americana de Pasadena e está no centro da investigação sobre as negociatas na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, um pesadelo cujo custo final pode passar dos 20 bilhões de dólares. Indagada a respeito, Dilma nada respondeu. Preferiu dizer que o grande problema da empresa foi a sugestão, feita no governo Fernando Henrique, de trocar o nome da Petrobras para “Petrobrax” – apenas uma ideia tola, de vida curtíssima e sem importância nenhuma. E a economia parada? “Eu criei 5,5 milhões de empregos”, diz a candidata. Como assim – “eu criei”?
Uma mentira começa com o ato de fazer o que é falso parecer verdadeiro.

Acaba deste jeito: em alucinação.petrobras 2

15 set 2014 Posted by | ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, CRISE ECONÔMICA, ELEIÇÕES, GOVERNO, POLÍTICA | , | Deixe um comentário

A NAU DOS PESADELOS

Encontrei esta matéria no blog do Giulio Sanmartini, postada por Anhanguera
O único comentário que me resta fazer, é Excelente.
Parabéns Maurozebu - 7

 

A NAU DOS PESADELOS
Mauro Pereira
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Anhangüera disse: Tá lá no JBF do Papa Berto. Como de hábito, supimpa. Como o Mauro não mandou para nós, nóis copeia
“Pode ser apenas coincidência, mas as recentes reações destrambelhadas de figuras proeminentes do Partido dos Trabalhadores, agravadas por pronunciamentos de autoridades federais carreados de indisfarçável apelo eleitoreiro, deixaram transparecer que os resultados das últimas pesquisas de intenção de votos para presidente da República apontando a contínua e vertiginosa queda livre passadena - 7da presidente-candidata à reeleição, Dilma Rousseff, causaram sérios abalos nas estruturas do universo petista, elevando ainda mais a temperatura naquele espaço que se notabiliza pelo permanente estado de ebulição.
Se analisadas à luz da razão, não será difícil concluir que a entrevista concedida pelo ex-presidente Lula a uma jornalista portuguesa e a mensagem da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e televisão homenageando o Dia do Trabalho, revelaram a dimensão exata do desespero que se abateu sobre as hostes petistas. A razia (*) substituiu a razão e o que se sucedeu é de conhecimento de todos. O Olimpo dedicado a Lula foi declarado área conflagrada. No meio do fogo amigo cruzado zanza atônita a democracia, potencial vítima a ser encontrada pelas balas da decência perdida.
Na condição de líder máximo da seita, Lula tomou a iniciativa nessa batalha estrelada disparando contra seus companheiros os cartuchos poderosos da perfídia. Flanando faceiro pelos céus da ingratidão, pousou sua valentia em terras lusitanas. Na segurança da distância, criou coragem para constranger toda uma nação ao declarar que os prisioneiros do mensalão não eram gente de sua confiança. Porém, a natureza reagiu de pronto à sandice de Lula e se incumbiu de lhe fazer justiça. Exatamente no dia dedicado ao trabalhador, um dos fundadores e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores era reconduzido à penitenciária da Papuda.
gravidade - 7Dilma Rousseff, por sua vez, sentindo-se encurralada contra-atacou utilizando como munição os devastadores projéteis da insurreição. Perambulando meio trôpega pelo front da alforria, buscou guarida na trincheira da sobrevivência política afirmando que seria candidata à reeleição com ou sem o apoio do seu partido e da base aliada. Estrategicamente posicionada, mostrou o dedo do meio da mão para seus companheiros adversários avisando que estava disposta a adorná-lo com a aliança da discórdia.
Enquanto eu escrevia este texto, fiquei sabendo que Lula e Dilma tinham marcado para hoje, sexta-feira, uma reunião cuja agenda seria dedicada à elaboração dos termos e à assinatura do armistício visando selar a paz entre os petistas. No entanto, o pronunciamento da presidente Dilma em cadeia, opa!, em rede nacional de rádio e televisão originariamente concebido para homenagear os trabalhadores brasileiros pelo dia a eles dedicado, me levou a presumir que naquele território hostil à sanidade tudo havia voltado à normalidade. Anormalidade é a minha incontrolável presunção de tentar entender o que se passa pela alma petista e imaginar que o desfecho daquela recaída libertária presidencial seria diferente.
groucho - 7Exercitando com extrema perícia o incomparável jeito petista de ser, a presidente não se fez de rogada e deu uma banana à responsabilidade ao se aproveitar do episódio para descambar para o discurso de candidata em campanha, sem se preocupar em encobrir o viés eleitoreiro do seu pronunciamento. Aluna aplicada, não decepcionou o mestre e apresentou aos brasileiros as delícias do Brasil Maravilha inventado por Lula e gerenciado por ela.
Confiante que a pelegada sindicalista correria em seu auxílio, mais uma vez prejudicou a classe trabalhadora reajustando o Imposto de Renda abaixo da inflação. Utilizando-se de um recurso de retórica enviesada e de honestidade um tanto quanto duvidosa no seu objetivo, usou e abusou da palavra mudança, causando inveja até mesmo ao mais acirrado palanque oposicionista. Sem demonstrar o menor vestígio de rubor garantiu que não permitirá que destruam a Petrobras, uma conquista do trabalhador brasileiro. Pode até parecer implicância, mas eu fiquei com a impressão de que ela estava querendo pautar o discurso de Aécio Neves e Eduardo Campos. Sei lá, pode ser que tenha restado algum resquício daquela súbita crise de rebeldia, avaliei.
Pura ilusão. Logo Dilma voltou ao seu estágio natural e tratou de um tema que ela tem certeza que domina e conhece a teoria profundamente: Miséria. Disposta a não permitir que se vinculasse à sua alma caridosa a menor conotação oportunista, rendeu-se à índole populista e sapecou 10% de aumento para o Bolsa-Família. Alguma medida para encontrar uma porta de saída para esse programa mais preocupado em preservar a submissão do eleitor do que resgatar a dignidade do cidadão, nenhuma palavra.
Sobre a inflação que bate à porta, sobre o pibinho renitente, sobre o desastre na saúde, sobre a falência da educação, sobre o caos na segurança pública, por exemplo, o mais sepulcral dos silêncios, afinal, ela dissertava sobre o Brasil Maravilha empulhado por Lula e lá essas irrelevâncias foram superadas faz muito tempo.
No Brasil de verdade, entretanto, sequestrada pelo discurso samaritânico do governo federal, parte significativa da população se dá por satisfeita com a verve filantrópica e eleitoreira do estado. Tangida pelo mais desenvolvido dos instintos, o da sobrevivência, pouco se importa com quem a comanda. Sem perspectivas, não consegue visualizar um futuro além do oferecido pela servidão das bolsas que alicia e encontra no ócio a única referência da pátria mãe gentil e traz no número do cartão de benefícios fragmentos de sua cidadania.droga - 7
Há praticamente doze anos, uma horda de políticos venais tem se esforçado para perenizar esse estado decadente, desumano e opressor, que descobriu na miséria do povo a fórmula ideal para se perpetuar no poder. A mediocridade é a nação que os identifica e lhes dá asilo e a corrupção é a justiça que os rege e os iguala.
O que me faz manter viva a esperança de que haveremos de retomar o País das mãos desses embusteiros, é que, apesar de suas dimensões continentais, ainda assim, o Brasil se mostrará pequeno para acomodar tantos egos exacerbados movidos a ambição desenfreada. Já se pode notar no horizonte, até pouco tempo tão calmo, os primeiros sinais de autofagia.
Prudentes por natureza, os ratos já começaram a abandonar os porões imundos dessa nau dos pesadelos. “
(*) Razia:
s.f. Incursão feita em território inimigo para aprisionamento de tropas, saque de rebanhos, cereais, etc.
Figurado: Devastação, assolação.
Postado por Anhanguera

 

08 maio 2014 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, ELEIÇÕES, GOVERNO, POLÍTICA | , , , , , | Deixe um comentário

   

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