blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Eike e sua súbita riqueza!!!

Eike e sua súbita riqueza!!!

Recebi este Email do meu irmão José, recentemente mas eu já havia recebido de outra pessoa  da qual não me recordo agora, em uma data mais próxima da entrevista.

A data não importa nem muda os gravíssimos fatos nela contidos.

Não publiquei na época pois estava muitíssimo ocupado e depois foi mesmo esquecimento.

Com a repetição do assunto neste novo email, estou publicando.

Os relatos têm uma ordem pragmática e parecem genuínos, mas na internet nunca se sabe, prevalecendo os fatos mencionados da inexplicável fortuna do Sr. Eike.

Ele já era muito rico, pois o seu pai quando ministro militar das minas e energia, se apoderou do muitas terras que continham minas de minerais valiosos e deixou este pé de meia para o filho.

Agora o salto recente foi mesmo fabuloso.

Leiam esta entrevista:  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ido Sauer denuncia como José Dirceu entregou o Pré-Sal para Eike Batista

I (Parte final – Os leilões dos campos da Petrobras)

Para quem não sabe o Prof. Dr. Ildo Sauer é respeitado internacionalmente como autoridade

em energia. É professor catedrático da USP e é petista militante e juramentado. O Plano de

energia do Governo Lula, apresentado nas campanhas do candidato a presidente Lula,

sempre foi elaborado pelo Dr. Sauer. Ele foi diretor de Gás e Energia da PETROBRAS no

primeiro mandato do governo Lula. Após sua saída da diretoria da empresa esta engajado

juntamente com a Associação dos Engenheiros da Petrobras – AEPET, na divulgação e

esclarecimento da campanha o PRÉ SAL TEM QUE SER NOSSO.

sexta-feira, 02 de dezembro de 2011 | 04:12

Ildo Sauer denuncia como José Dirceu entregou o Pré-Sal para Eike Batista (Parte final – Os

leilões dos campos da Petrobras)

Agradecendo ao comentarista Mario Assis, que nos enviou a matéria, publicamos hoje a

segunda parte da importantíssima entrevista do professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de

Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, concedida a Pedro Estevam da Rocha

Pomar e Thaís Carrança, da revista da Associação dos Docentes da USP (ADUSP).

Considerado um dos maiores especialistas em energia do país, ex-diretor da Petrobras no

primeiro governo Lula, Sauer conta como foi descoberto o Pré-Sal e denuncia o lobby feito por

José Dirceu para entregar a Eike Batista a maior parte das reservas.

Revista ADUSP: Você ainda estava na Petrobras, quando o Pré-Sal foi descoberto?

Ildo Sauer – Eu ajudei a tomar essa decisão. Nós tomamos essa decisão, não sabíamos quanto

ia custar. O poço de Tupi custou US$ 264 milhões, para furar os 3 km de sal e descobrir que

tinha petróleo.

O Lula foi avisado em 2006 e a Dilma também, de que agora um novo modelo geológico havia

sido descoberto, cuja dimensão era gigantesca, não se sabia quanto.

Então, obviamente, do ponto de vista político, naquele momento a nossa posição, de muitos

diretores da Petrobras, principalmente eu e Gabrielli, que tínhamos mais afinidade política

com a proposta do PT de antigamente, a abandonada, achávamos que tinha que parar com

todo e qualquer leilão, como aliás foi promessa de campanha do Lula.

Na transição, ainda a Dilma falou, “não vai ter mais leilão”. 

Mas se subjugaram às grandes pressões e mantiveram os leilões.

Fernando Henrique fez quatro, Lula fez cinco.

Lula entregou mais áreas e mais campos para a iniciativa privada do petróleo do que Fernando

Henrique.

Um ex-ministro do governo Lula e dois do governo FHC foram assessorar Eike Batista.

O que caberia a um governo que primasse por dignidade?

Cancelar o leilão.

Por que não foi feito?

Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, estavam nessa empreitada”.

Revista ADUSP : Mas Gabrielli era contra e acabou concordando?

Ildo Sauer – Não. A Petrobras não manda nisso, a Petrobras é vítima, ela não era ouvida.

Quem executa isso é a ANP [Agência Nacional do Petróleo], comandada pelo PCdoB, e a mão

de ferro na ANP era da Casa Civil.

Então a voz da política energética era a voz da Dilma, ela é que impôs essa privatização na

energia elétrica e no petróleo. Depois do petróleo já confirmado em 2006, a ANP criou um

edital pelo qual a Petrobras tinha limitado acesso.

Podia ter no máximo 30% ou 40% dos blocos, necessários para criar concorrência.

Porque, em 2006, Tupi já havia sido furado e comunicado.

O segundo poço de Tupi, para ver a dimensão, foi feito mais adiante, esse ficou pronto em

2007.

Só que o Lula e a Dilma foram avisados pelo Gabrielli em 2006.

Muitos movimentos sociais foram a Brasília, nós falávamos com os parlamentares, os

sindicatos foram protestar.

O Clube de Engenharia, que é a voz dos engenheiros, mandou uma carta ao Lula, em 2007,

pedindo para nunca mais fazer leilão.

Em 2005-6, o [Rodolfo] Landim, o queridinho do Lula e da Dilma, saiu da Petrobras.

Porque o consultor da OGX, do grupo X, do senhor [Eike] Batista, era o ex-ministro da Casa

Civil (José Dirceu), e ele sugeriu então que Eike entrasse no petróleo.

Aí ele contratou o Landim, que começou a arquitetar.

Como o centro nevrálgico da estratégia da Petrobras é a gerência executiva de exploração, o

geólogo Paulo Mendonça, nascido em Portugal, formado aqui na USP, e o Landim, articularam

para em 2007 criar uma empresa nova, a partir dos técnicos da Petrobras.

E o senhor Batista queimou alguns milhões de dólares para assinar os contratos e dar as luvas

desses novos cargos, que estavam dentro da Petrobras mas, desde que o Landim foi trabalhar

com o senhor Batista, ele já estava lá para arrancar de dentro da Petrobras esses técnicos.

Aí chegou o fim de 2007, todos nós pressionando para não ter mais leilão, o Lula tira 41

blocos… Mas vamos voltar a 2006. 

Em 2006, quem anulou o leilão foi a Justiça, por discriminação contra a Petrobras fazer essas

coisas.

Ouvi isso da Jô Moraes, num debate na Câmara dos Deputados.

Só que aí se criou o seguinte imbróglio: um ex-ministro do governo Lula e dois do governo

Fernando Henrique, Pedro Malan e Rodolpho Tourinho, foram assessorar o Eike Batista.

Ele já tinha gasto um monte para criar sua empresa de petróleo.

Se o leilão fosse suspenso, ele ia ficar sem nada, e já tinha aliciado toda a equipe de exploração

e produção da Petrobras.

O que caberia a um governo que primasse por um mínimo de dignidade para preservar o

interesse público?

Cancelar o leilão e processar esses caras que saíram da Petrobras com segredos estratégicos.

Por que não foi feito?

Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, os dois do governo anterior e um do

governo Lula, estavam nessa empreitada.

Revista ADUSP: Quem era o ex-ministro?

Ildo Sauer – O ex-chefe da Casa Civil, antecessor de Dilma.

Revista Adusp: José Dirceu?

Ildo Sauer – É, ele foi assessor do Eike Batista, consultor.

Para ele, não era do governo, ele pegou contrato de consultoria, para dar assistência nas

negociações com a Bolívia, com a Venezuela e aqui dentro.

Ele [Dirceu] me disse que fez isso.

Do ponto de vista legal, nenhuma recriminação contra ele, digamos assim.

Eu tenho (recriminação)contra o governo que permitiu se fazer.

E hoje ele [Eike] anuncia ter 10 bilhões de barris já, que valem US$ 100 bilhões.

Até então, esse senhor Batista era um milionário, tinha cerca de US$ 200 milhões.

Todo mundo já sabia que o Pré-Sal existia, menos o público, porque o governo não anunciou

publicamente.

As empresas que operavam sabiam, tanto que a Ente Nazionale Idrocarburi D’Italia (ENI) pagou 

US$ 300 milhões por um dos primeiros poços leiloados em 2008.

Três ou quatro leilões foram feitos quando o leilão foi suspenso pela justiça.

Até hoje, volta e meia o [ministro] Lobão ameaça retomar o leilão de 2008, 2006.

A oitava rodada.

Para entregar.

Tudo em torno do Pré-Sal estava entregue naquele leilão.

No leilão seguinte, o governo insiste em leiloar.

E leiloou.

E na franja do Pré-Sal é que tem esse enorme poderio.

Como é que pode?

A empresa dele (Eike) foi criada em julho de 2007. Em junho de 2008 ele fez um Initial Public

Offering, arrecadou R$ 6,71 bilhões por 38% da empresa, portanto a empresa estava valendo

R$ 17 bilhões, R$ 10 bilhões dele.

Tudo que ele tinha de ativo: a equipe recrutada da Petrobras e os blocos generosamente

leiloados por Lula e Dilma.

Só isso.

Eu denunciei isso já em 2008.

Publicamente, em tudo quanto é lugar que eu fui, eu venho falando para que ficasse registrado

antes que ele anunciasse as suas descobertas.

Porque fui alertado pelos geólogos de que lá tinha muito petróleo.

Foi um acordo que chegaram a fazer, numa conversa entre Pedro Malan, Rodolpho Tourinho e

a então ministra-chefe da Casa Civil (Dilma), em novembro, antes do leilão.

O Lula chegou a concordar, segundo disse o pessoal do MST e os sindicalistas, em acabar com

o leilão.

Mas esse imbroglio, de o empresário ter gasto dezenas de milhões de dólares para recrutar

equipe e apoio político nos dois governos fez com que eles mantivessem…. 

Tiraram o filé-mignon, mas mantiveram o contra-filé.

O contra-filé é alguém que hoje anuncia ser o oitavo homem mais rico do mundo.

E tudo foi mediante essa operação no seio do governo.

Contra a recomendação dos técnicos da Petrobras, do Clube de Engenharia, do sindicalismo.

Foi a maior entrega da história do Brasil.

O ato mais entreguista da história brasileira, em termos econômicos.

Pior, foi dos processos de acumulação primitiva mais extraordinários da história do capitalismo

mundial.

Alguém sai do nada e em três anos tem uma fortuna de bilhões de dólares.

A Petrobras durante a vida inteira conseguiu descobrir 20 bilhões de barris de petróleo, antes

do Pré-Sal.

Este senhor, está no site da OGX, já tem 10 bilhões de barris consolidados.

Os Estados Unidos inteiros têm 29,4 bilhões de barris.

Ele anuncia que estará produzindo, em breve, 1,4 milhão de barris por dia — o mesmo que a

Líbia produz hoje.

É esse o quadro.

Ou a população brasileira se dá conta do que está em jogo, ou o processo vai ser o mesmo de

sempre.

Do jeito que foi-se a prata, foi-se o ouro, foram-se as terras, irão também os potenciais

hidráulicos e o petróleo, para essas negociatas entre a elite.

O modelo aprovado não é adequado.

Mantém-se uma aura de risco sem necessidade, para justificar que o cara está “correndo 

risco”, mas um risco que ele já sabe que não existe.

Qual é a nossa proposta?

Primeiro, vamos mapear as reservas: saber se temos 100 bilhões, 200 bilhões, 300 bilhões de

barris.

Segundo, vamos criar o sistema de prestação de serviço: a Petrobras passa a operar, recebe

por cada barril de petróleo produzido US$ 15 ou US$ 20, e o governo determina o ritmo de

produção.

Porque há um problema: a Arábia Saudita produz em torno de 10 milhões de barris, a Rússia

uns 8 milhões de barris, depois vêm os outros, com 2 a 4 milhões de barris por dia: Venezuela,

Iraque, Irã.

O Eike Batista anuncia a produção de 1,4 milhão de barris, a Petrobras anuncia 5 milhões de

barris e pouco.

Significa que o Brasil vai exportar uns 3 ou 4 milhões de barris.

Já é o terceiro ator.

Não se pode fazer mais isso.

Fonte: de 02/12/2011

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=26923

&

http://www.claudiohumberto.com.br/bronca_geral

de 02/12/2011.

http://brazilianvoices.wordpress.com

/2011/12/11/os-leiloes-dos-campos-da-petrobras-parte-

 

final/

 

VOCÊ NÃO ACHA QUE DEVE DIVULGAR ISSO PARA OS SEUS AMIGOS ????

12 mar 2012 - Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA

2 Comentários »

  1. roberto,
    parabens pelo site.
    Para qual email posso lhe enviar uma mensagem ?

    Comentário por clarice zeitel | 24 mar 2012 | Responder


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