blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

O horário de verão.

O horário de verão

Existem opiniões conflitantes sobre o horário de verão.

Este horário que em primeira mão foi proposto pelo inventor americano Benjamin Franklin em 1784, com o intuito de economizar a cera das velas, pois não existia ainda o uso de energia elétrica distribuída. A idéia não foi bem aceita na época.

No Brasil, foi implantado pela primeira vez pelo presidente Getúlio Vargas, em 1931, inspirado na economia feita pela Alemanha com este sistema na primeira guerra mundial.

Depois caiu em desuso e foi novamente criado em 1985.

Neste presente ano de 2011, será um horário de verão mais longo devido a coincidência com o carnaval na ultima semana deste horário.

Estima-se que a economia será de 80.200 Mwh de energia ou aproximadamente 30 milhões de reais que o estado economizará pela prática do horário de verão.

Além da economia monetária, dizem os especialistas que um grande benefício se dará com a desconincidência da demanda por iluminação, com o horário em que as pessoas chegam à sua casa e começam a ligar os equipamentos como chuveiros e televisões, etc.

Esta ocorrência acontece apenas em quatro meses do ano, e esta demanda está presente nos outros oito meses, o que não se justifica a parte técnica, pois a disponibilidade de energia deverá existir o tempo todo. Fica, portanto o ganho pecuniário como razão lógica e principal.

Vejamos se vale a pena economizar. Em que será usado este dinheiro? Na saúde? Na Segurança? Na expansão do Sistema? Na educação?

Nada disto, será roubado por um bando de ladrões que tomou posse do governo.

O sacrifício imposto à população por esta medida tem reflexo na saúde, na segurança, na educação, que são as bases de responsabilidade do governo.

Existem opiniões médicas, que ao se levantar uma hora mais cedo, para trabalhar, ou estudar, sujeita o corpo e a mente a um trauma causado pela privação de sono profundo, ocorrente justamente neste período da manhã, e o relógio biológico do corpo fica desregulado, por várias semanas, momento em que o estudante está chegando ao fim do período escolar, necessita de controle para o estresse dos exames finais, as pessoas com idade entre 40 e 50 anos, ficam com estresse aumentando a possibilidade de enfartos (Fato comprovado por estatística médica).

Tudo isto para uma economia porca, que se dividida entre os cidadãos do Brasil (190.000.000), dará uma contribuição de R$0,15 por pessoa para este enorme sacrifício. Em minha casa somos seis pessoas, seria uma contribuição de R$ 0,90 que diluído nos quatro meses seriam  R$ 0,22 por mês. Eu pessoalmente pagaria esta quantia para o governo, mesmo sabendo que seria roubada, para que os meus filhos pudessem ter esta hora a mais de sono nas manhãs de primavera/verão.

Sobre o tema, de roubalheira do dinheiro público, a oportuna leitura do artigo do Carlos Chagas:

“OS GENERAIS PRESIDENTES

“Erros foram praticados durante o regime militar, eram tempos
difíceis. Claro que no reverso da medalha foi promovida ampla
modernização de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador
do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos.”

Mas uma evidência salta aos olhos.

Quando Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram os
herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento em Ipanema e
umas poucas ações de empresas públicas e privadas.

Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, recebeu de favor o
privilégio de permanecer até o desenlace no palácio das Laranjeiras,
deixando para a viúva a pensão de marechal e um apartamento em
construção, em Copacabana.

Garrastazu Médici dispunha como herança de família, de uma fazenda de
gado em Bagé, mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da
Aeronáutica, no Galeão.

Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da República, comprou o
Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que a filha vendeu para poder
manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.

João Figueiredo, depois de deixar o
poder, não agüentou as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis,
vendendo primeiro os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva,
recentemente falecida, deixou um apartamento em São Conrado que os
filhos agora colocaram à venda, ao que parece em estado lamentável de
conservação.

Não é nada, não é nada, mas os cinco generais-presidentes até podem
ter cometido erros, mas não se meteram em negócios, não enriqueceram
nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas durante seus
governos.

Sequer criaram institutos destinados a preservar seus documentos ou
agenciar contratos para consultorias e palestras regiamente
remuneradas.

Bem diferente dos tempos atuais, não é?

Por exemplo, o Lulinha filho do Lula era até pouco tempo atrás
funcionário do Butantã/SP, com um salário (já na peixada politica) de
R$ 1200,00 e hoje é proprietário de uma fazenda em Araraquara,
adquirida por 47 milhões de reais, e detalhe, comprada a vista.

Centenas de outros políticos, também trilharam e trilham o mesmo caminho.

Se fosse aberto um processo generalizado de avaliação dos bens de
todos os políticos, garanto que 95% não passariam, até, seria
comprovado destes o enriquecimento ilícito. Como diria Boris Casoy:
“Isto é uma vergonha” e pior, ninguém faz nada.”

 

  O  horário de verão tem influência sobre nossa saúde?

14 outubro, 2011 in !! ConsCiência no Dia-a-Dia !!, Sono & Saúde

  Dr Ricardo Teixeira

 As opiniões sobre as mudanças na rotina com o início do horário de verão são bem divididas: muitos gostam enquanto outros optariam pela manutenção do horário antigo. E qual é a opinião do nosso corpo? Essa mudança faz diferença para nossa saúde?  Um estudo sueco publicado em 2008 pelo respeitado periódico New England Journal of Medicine aponta que a primeira semana do horário de verão está associada a um maior risco de infarto do coração. O efeito é ainda mais significativo entre indivíduos com menos de 65 anos e entre as mulheres. Os pesquisadores avaliaram a incidência de infarto do coração na Suécia entre1987 a 2006.

A melhor explicação para esses resultados é o conhecido efeito da privação do sono no sistema cardiovascular. Pesquisas demonstram que a privação do sono é capaz de aumentar marcadores de inflamação, aumenta o nível de atividade do sistema nervoso autônomo simpático, podendo gerar alterações metabólicas significativas.

 Será que não seria justo oferecer à população uma transição mais flexível na implantação do horário de verão, como por exemplo, poder começar o trabalho uma hora mais tarde nos primeiros dias? Isso poderia ser especialmente relevante na segunda-feira e para aqueles que têm reconhecido risco vascular, pois já sabemos que é na segunda-feira que ocorre o maior número de casos de infarto do coração e derrame cerebral. Esse efeito pode ser explicado pelo estresse de ter que voltar ao trabalho e até mesmo pelos excessos do fim de semana.

Pode ser que no futuro as autoridades passem a implantar o horário de verão com uma maior flexibilização de horário na primeira semana. Na hora de fazer as contas do custo-benefício da mudança, é importante considerar que pesquisas tanto no Canadá quanto nos EUA mostram que na primeira semana da implantação do horário os acidentes de trânsito aumentam cerca de 8%.

 Veja abaixo algumas atitudes que podem ser tomadas 1-2 dias antes da implantação do horário de verão e que podem facilitar a adaptação:

 – Acertar os horários das refeições e de ir para a cama – UMA HORA MAIS CEDO;

 – Aumentar a exposição à luz do dia, especialmente ao sol da manhã;

 – Evitar fatores que possam atrapalhar o sono: cafeína, álcool, alimentação pesada;

 – Atividade física pode ajudar.

E depois da implantação? Será que vale a pena voltar para o horário antigo?

 Defende-se a idéia de que manter o horário de verão indefinidamente pode ser uma forma de promoção de saúde da população simples e sem custos.  Essa seria uma medida que incentivaria mais atividades físicas em ambientes externos, melhorando o bem estar físico e mental e prevenindo doenças. Essa tese parte do pressuposto que as horas de luz depois do trabalho são mais acessíveis à realização de atividade física do que aquelas antes do trabalho.

 Estudos apontam que, no hemisfério norte, nas épocas do ano com dias mais longos, as pessoas adoecem menos, sentem-se mais felizes e com mais energia. Manter o horário de verão pode favorecer as atividades de comércio e turismo, a segurança no trânsito, e pode até mesmo reduzir a incidência de acidentes de trabalho.

24 out 2011 - Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA, Saúde

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