blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Peleguismo

Peleguismo.

perleguismo

Eu fico impressionado com a capacidade do Lula em convencer as pessoas de que ele é a salvação do Brasil, e um exemplo para o mundo.

Ele nunca me convenceu.

Eu sempre vi no Lula um retrato do Sindicato Brasileiro, que diferente de outros sindicatos, usa uma taxa compulsória para existir, faz muito pouco para os sindicalizados, e não tem que prestar contas.

Este terreno fértil para proliferação da desonestidade, do peleguismo, e para vantagens em uso próprio foi a escola do Lula.

Ali ele aprendeu a mentir, usar as pessoas certas, e a roubar o dinheiro do sindicato para ajudar em suas ambições pessoais e políticas. Daí para ser presidente e fundador de um partido político foi um pulo pequeno e este partido tem como alicerce os fundamentos sindicais, onde todos os fundos são para uso dos dirigentes que não têm que prestar contas.

Foi esta singeleza de atitude para com o dinheiro público ou da tesouraria dos sindicatos ou partidos políticos, que alimentou as peripécias do mensalão e outros escândalos, que apenas por ser o Lula, o imigrante pau de arara que chegou lá, foram tolerados pela população durante tanto tempo.

A bonança causada por seis anos ininterruptos de crescimento global também ajudaram a tolerar as peripécias do Lula.popularidade

Mas como tudo no mundo, tudo tem um fim e a sorte do Lula tomou uma quinada para pior com esta crise. Como tudo foi festa durante seis anos, festa e mentiras, o Brasil não se preparou para uma eventualidade como agora e a turma do barulho, está sem rumo.

Não existe nenhum plano para tirar o Brasil desta crise.

Para os que não acreditam nos problemas do futuro podem se atualizar no artigo abaixo:

Encontrei isto hoje na coluna da Miriam Leitão:

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

Coluna Panorama Econômico

Nau sem rumo

A crise já atingiu o Brasil há meses, mas o governo ainda não formulou qualquer resposta à altura. Se o governo tivesse mantido suas despesas com pessoal e previdência em proporção do PIB, no patamar de 2003, teria R$ 75 bilhões a mais para investir. As decisões tomadas nos últimos anos limitam a resposta governamental, a tendência de subestimar a crise é um complicador a mais.

A conta acima foi feita pelo economista político Alexandre Marinis, da Mosaico. Os gastos com pessoal subiram de 4,2% para 5% do PIB, as despesas previdenciárias, em parte pelos aumentos reais do salário mínimo, subiram de 5,9% para 7,2% do PIB. Como são despesas que não podem ser reduzidas, o governo não tem muita margem agora para fazer política contracíclica. E há mais gastos em andamento.

— Apenas para 2009, o Orçamento da União prevê que o Executivo [sem o Judiciário e Legislativo] contratará mais 30.879 servidores, a um custo anual de R$ 1,8 bilhão. Além disso, prevê a substituição de mais 19.423 terceirizados, a um custo de R$ 678 milhões. Como o governo Lula aumentou o quadro de servidores civis e militares em 298.232 servidores, podemos dizer que as contratações custaram R$ 17,2 bilhões por ano aos contribuintes. Como a maioria das contratações foi efetuada a partir do ano eleitoral de 2006, temos um impacto total nas contas públicas de R$ 51,7 bilhões — diz Alexandre Marinis.

Números estarrecedores, que mostram exatamente o peso que o estado brasileiro assumiu para os próximos anos e décadas e que, neste momento, limita a ação do governo.

Os aumentos salariais são outro peso.

— Só em 2008, conforme dados do Ministério do Planejamento, a reestruturação de cargos e carreiras teve impacto de R$ 30,5 bilhões nos gastos de pessoal — conta Marinis.

Isso impactará, no médio e longo prazos, os gastos da previdência pública, que já tem déficit anual de R$ 43 bilhões em 2009.

— Em síntese, os dados mostram que o governo Lula cometeu um tremendo erro de estratégia fiscal ao contratar um número excessivo de servidores e reajustar seus salários em demasia. Este erro custará caro ao país, já que agora não tem recursos para enfrentar o tsunami mundial que já varre emprego e crescimento no Brasil — conclui Alexandre Marinis.

Além da estratégia errada nos tempos do boom, o governo não tem estratégia agora para enfrentar a crise. Foram tomadas medidas tópicas, o Banco Central acudiu as emergências bancárias que estouraram em outubro, quando secou o crédito externo. O presidente Lula suou de palco em palco, desde o início da crise, em discursos em que apostava no improvável: o Brasil não seria atingido.

Um líder não pode dizer que o país será derrotado. Mas basta comparar com o que os outros presidentes dizem: todos admitem a gravidade da crise, todos avisam que esse é um ano terrível, todos alertam para os perigos, e a partir destas constatações é que passam a convocar o país para a superação da crise. Assim faz presidente Barack Obama o tempo todo. Assim faz o presidente da França, o primeiro ministro do Reino Unido. Mas para ficar num exemplo mais emergente, até o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, de um país conhecido pela absurda capacidade de censurar as informações até na web, disse claramente, ao abrir a reunião anual do Congresso, que este seria “um dos anos mais difíceis da história da China”.

A crise é grave, chegou há meses ao Brasil. Só nos últimos dias, o país soube que a produção industrial de janeiro caiu 17%, que o PIB teve queda de 3,6% no último trimestre de 2008, que o governo arrecadou R$ 10 bilhões a menos do que previa no primeiro bimestre, que o Ministério do Trabalho registrou quase 800 mil empregos perdidos de novembro a janeiro, que a Fiesp contou 235 mil postos de trabalho eliminados de outubro para cá. Ninguém precisa de um novo número para saber que a crise está entre nós. Cabe ao governo ter uma equipe que lide com o problema com seriedade, que se antecipe aos fatos, que saiba em que direção está indo. Não há uma ação que resolva tudo. Portanto, o plano habitacional que está sendo aguardado há meses, se for bem formulado, será uma parte da resposta. Mas não toda ela.

O governo Lula teve duas vantagens. Primeiro, recebeu de herança uma economia que tinha feito avanços importantes, como a estabilização, as metas de inflação, o câmbio flutuante, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a autonomia do Banco Central. Segundo, o país passou a ser extraordinariamente favorecido pela onda internacional de crescimento, provocada em grande parte pela bolha de crédito americana. A alta das commodities metálicas, o boom de comércio de alimentos, o aumento do fluxo de comércio, a explosão do fluxo de capitais de toda a natureza.

Estar preparado para aproveitar uma boa onda é tão importante quanto saber que ela é temporária leva a decisões sensatas. Foi o que alguns países fizeram, como o Chile, ao montar um fundo para acumular o excesso de receitas dos bons tempos. O governo Lula tomou algumas decisões certas, como a de manter o superávit primário, acumular as reservas, aumentar os gastos com os muito pobres. Mas ele desperdiçou o bom momento ao interromper o ciclo de reformas que preparariam o país para tempos mais duros e ao aumentar de forma extravagante as despesas que não pode cortar.

O improviso diário do presidente, as apostas do ministro da Fazenda, o ensaio de campanha da ministra da Casa Civil não vão resolver a crise. Podem aprofundá-la.

transformacao

15 mar 2009 Posted by | AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, CRESCIMENTO ECONÔMICO, CRISE ECONÔMICA, GOVERNO, POLÍTICA | 3 Comentários

Acordei invocado.

Acordei invocado.garfield

Esta é uma das frases preferidas do Lula, quando se encontra em algum problema e não tem alguma resposta apropriada.

Realmente, ele não tem resposta para quase nada, gosta de fazer metáforas idiotas, como a do “SIFU”, ou a do J. Bush, onde disse que acordou invocado e ligou para o Bush.

Pode ser que para alguns de seus eleitores com pouca educação isto possa parecer verdade, mas a realidade é que para ligar para o Bush, primeiro tinha que falar inglês o que o Lula não fala, e nem o bush fala português. Aí a mentira cai por terra ou caiu antes de ser anunciada.

Mas algo o Lula está fazendo certo, não sei bem o que será, mas 85% de aprovação de seu governo está duro de engolir.

Hoje lendo o Blog da Adriana, (http://www.prosaepolitica.com.br/) encontrei este artigo do Chico Bruno que está muito bem escrito e atual de verdade.

Leiam o Texto do Chico:

ppernas-curtasÉ por isso que acordei invocado

Por Chico Bruno

Hoje acordei invocado, como diz o presidente que nos guia. Passei uma vista d’olhos nas primeiras páginas dos jornalões e fiquei mais invocado ainda.

É que as manchetes dos paulistas Folha e Estadão e do carioca JB tratam de dar vazão a megalomania lulista. Nosso Guia, como diz o Elio Gaspari, antes de tomar o Aerolula arrotou um monte de bravatas para cima do presidente dos EUA.

Ora, todo mundo que tem juízo, sabe que Lula fala da boca para fora, que ao ficar frente a frente com Obama vai se comportar como manda o figurino de todos os presidentes de todos os presidentes brasileiros que bateram as portas da Casa Branca.

No popular, vai colocar o galho dentro ou o rabo entre as pernas. É assim que as coisas funcionam.

A nossa metamorfose ambulante saiu do país ciscando para dentro e quando chegar a Casa Branca vai ciscar para fora. Vale frisar, que o verbo ciscar foi reintroduzido pelo Collor no linguajar diário do país, no momento em que ele era reintroduzido no noticiário graças ao perdão de Lula aos seus antigos desafetos. Interessante que a cada dia essa lista só cresce.

A jornalista Mônica Bergamo publicou que o Lula anda descendo a ripa no camarada Fidel pelo tratamento dado a dois ministros exonerados pelo Raul Castro. Isso é apenas uma amostra da megalomania que atinge a nossa metamorfose ambulante.

A última piada do governo é a criação da carteirinha do torcedor, o que me deixou muito irritado, por que descobri que a idéia foi vendida ao Orlandinho, aquele que é ministro do Esporte por obra e graça do PC do B, por um lobista de uma empresa que fornece torniquetes e cartões magnéticos para universidades e colégios particulares só permitirem o ingresso as aulas de quem esteja em dia com as mensalidades.

Imaginem quando esse pessoal vai faturar e quando vai render para a próxima campanha eleitoral.

A sacanagem vai funcionar assim:dando-instrucoes

Cada torcedor vai se cadastrar e receber uma carteirinha. De posse do “documento” ele vai comprar o ingresso (cartão magnético) em qualquer casa lotérica, que carregará eletronicamente, como ocorre com um telefone celular, o dito cujo.

Como a divisão do bolo é grande, o cartão magnético será de uso obrigatório para todas as pessoas que quiserem frequentar estádios com capacidade superior a 10 mil a partir do Brasileiro de 2010, valendo para as séries A e B, pois abaixo disso não valerá a pena.

Agora, imaginem se isso não é abolir o direito de ir e vir aos estádios.

É por essas e outras sacanagens, como a insistência da VEJA em misturar alhos com bugalhos no que tange a Operação Satiagraha, como esclarece o jornalista Leandro Fortes, em matéria (abaixo) na Carta Capital, que acordei invocado e com vontade de distribuir bordoadas a torto e a direito.

É mole ou quer mais! Se quiser veja o vídeo.

Memória: Visita de Lula a Bush não rendeu nada

O primeiro encontro do presidente Lula com o então presidente dos EUA George W. Bush, em 20 de junho de 2003, terminou sem resultados concretos.

O Brasil prometeu “cooperar para a conclusão exitosa” da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) até 2005, o que não aconteceu, e pediu apoio para obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, que nunca se concretizou.

Bush disse a Lula que os dois tinham de mudar sua imagem: “Você, de esquerdista que não entende de economia, e eu, de fanático que não tem interesse pelo social”. O brasileiro foi o primeiro presidente de um país a se opor à Guerra no Iraque a encontrar Bush após a invasão.

Lula disse a ele que a relação entre os países poderia “surpreender o mundo” e o convidou a visitar o Brasil, que, “além de Carnaval e futebol, tem coisas maravilhosas”. Bush riu e afirmou que Lula tinha “um grande coração”. (Folha de São Paulo)

conversa-com-obama

15 mar 2009 Posted by | ABOBRINHAS, AUTORITARISMO, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

   

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