blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

A foto que já foi tirada.

 

A foto que já foi tirada.

( Frase de Agripino Maia)

as-provas-do-crime.jpg

Roberto Leite escreve:

Este governo é mesmo cara de pau. Primeiro tenta de todos os modos comandar o legislativo que por constituição deve ser um poder independente. Tentou impedir de maneira truculenta um direito da minoria de se instalar uma CPI para investigar o caos aéreo que se instalou no país i mediatamente após o terrível acidente da Gol. Alegando que de acordo com as regras, a CPI deveria se basear em um fato definido o que não existia naquela instancia, o conselho barrou a instalação da CPI. O fato ou fatos que não existiam eram:

1. Acidente da Gol.

2. Insubordinação de militares na aeronáutica.

3. Vôos cancelados deixando os passageiros sem nenhuma explicação.

4. Caos nos atrasos e milhares de pessoas morando dias a fio em aeroportos esperando chegar ao seu destino.

5. Óbitos gerados por atrasos e falta de vôos.

6. Contingenciamento de verbas desviadas de apoio aos equipamentos de controle, para outras coisas do governo, incluindo a compra do BAF-LI (Brasilian Air Force 51).

7. Os bilhões de reais arrecadados com as taxas de embarque mais caras do mundo e que deveriam ser usadas para melhorar os serviços incluindo os equipamentos de controle de vôo. E que foram usadas em outros assuntos.

8. A inércia e o desgoverno durante o caos aéreo tanto do Ministro da Defesa como do Presidente Lulla. (com dois eles para não ofender o molusco seu homônimo).

9. A tentativa de desmoralização da disciplina militar por ordem do presidente Lulla.

10. A gestão fraudulenta de Carlos Wilson do PT de Pernambuco sendo investigada pelo TCU.

Estes fatos são reais e justificam qualquer CPI, pois os abusos cometidos levaram tremendos prejuízos aos eleitores e alguns dos prejuízos são irreparáveis, como as mortes prematuras dos protagonistas desta crise. A única forma que resta aos prejudicados seria um pequeno consolo na forma de uma investigação correta e punição severa aos responsáveis.

A CPI do Apagão, como não poderia deixar de ser, foi defendida pelo supremo com um voto unânime e foi instalada com tremenda má vontade pela câmara comandada pelo governo, e que agora quer ditar as regras e dizer o pode ou que não pode ser investigado pela casa do povo.

Ora seu governinho de republica de banana, isto aqui não é a Venezuela, e o que estiver errado e dentro do foco que está causando esta repercussão internacional sobre a segurança de vôo dentro do território brasileiro, deverá ser investigado sim senhor e se a Infraero, que é sem a menor dúvida parte do problema deve sim ser investigado. Se aparecer algum culpado, deverá ser punido e este recorrente problema das CPIs se transformarem em pizza, deve ser abolida para que a casa do povo começa a merecer um pouco de credibilidade.

Leiam a notícia abaixo que gerou este comentário:

Tribuna da Imprensa on line

Governo ameaça reagir se CPI focar Infraero

BRASÍLIA – Depois de tentar inviabilizar a abertura da CPI do Apagão Aéreo no Senado, os governistas mudaram a estratégia: resolveram indicar os integrantes da comissão e apostar que a concorrência com a mesma CPI na Câmara vai enfraquecer as investigações.

Os líderes dos partidos da base no Senado prometeram indicar, na próxima terça-feira, também os integrantes da CPI das ONGs, que deveria ter iniciado no fim do ano passado. Mais uma vez, com a expectativa de que as CPIs vão atrapalhar umas as outras.

Apesar da aposta de naufrágio das CPIs, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deixou claro que haverá reação se a oposição insistir em investigar denúncias de irregularidades, como superfaturamento e direcionamento de licitações, na Infraero, a estatal responsável pelos aeroportos do País.

A tática será mostrar que a Infraero firmou convênios e parcerias com os governos estaduais, inclusive os da oposição. “No caso da Infraero, os governos são parte da operação. Governo de Goiás, governo de Pernambuco”, afirmou Jucá ontem.

Até o ano passado, Goiás era administrado pelo tucano Marconi Perillo e Pernambuco, pelo peemedebista Jarbas Vasconcelos. Ambos fora eleitos senadores e estão na linha de frente da oposição no Senado. O próprio líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN) tem dito que a Infraero não será o foco inicial das investigações.

Ele diz que as diligências mostrarão uma opção do governo por investir mais em aeroportos do que em segurança de vôo e, aí sim, será a vez da CPI se voltar para os contratos da estatal. Agripino diz que o governo erra por apostar no esvaziamento das CPIs.

“Eles desistiram de tentar evitar o inevitável. Não querem ficar mal na fotografia que já foi tirada”, afirmou o líder do DEM. Segundo Agripino, a CPI do Apagão Aéreo no Senado terá mais facilidade para fazer convocações do que a da Câmara, dominada por parlamentares governistas, que ocupam a presidência e a relatoria.

No Senado, o mais provável é que o PMDB, de ampla maioria governista, fique com a presidência e o DEM com a relatoria da CPI, por serem as duas maiores bancadas. Para evitar o excesso de CPIs, o DEM poderá adiar a instalação da CPI das ONGs.

“Não queremos fazer manobra para evitar CPI, só se fosse por entendimento político”, afirmou Jucá. “No fundo, vai ter disputa entre as CPIs”, previu o líder. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que decidir, na próxima semana, o que fazer com um requerimento do senador em que pede o arquivamento da CPI no Senado, segundo ele inconstitucional por já existir outra na Câmara com o mesmo foco.

O mais provável é que Renan Calheiros mande o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Mas a questão de ordem não tem efeito suspensivo, não impede o andamento das CPIs”, afirmou Jucá.

 

 

11 maio 2007 - Posted by | APAGÃO AÉREO, GOVERNO, POLÍTICA

1 Comentário »

  1. A proposito da Infraereo, pessoas bem informadas dizem que a Petrobras chegou a conclusão que a construção de um aeroporto no Cabo de São Tomé (RJ)sairá mais barato que operar atravez do aeroporto de Macaé como vem sendo feito. Com esta medida a Petrobras se livraria das altas taxas cobradas pela Infraereo e de quebra evitaria que helicopteros ao sobrevoarem certas zonas controladas pelo poder paralelo aqui em Macaé fossem alvejados,fato que esta se tornando corriqueiro.

    Comentário por Maninho | 18 maio 2007 | Responder


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