blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Governar sem problemas.

Governar sem problemas.

Em novembro de 2006, o jornalista Josias de Sousa escreveu um artigo sobre a visão de governar do Lula. Um excelente que artigo que ilustra perfeitamente, o interior do pensamento lulista de governar (ou porque não faz nada, o que vem a ser a mesma coisa.)

Escreveu Josias:

A palavra da moda é “destravar”. Sua Excelência o Magnânimo vem repetindo o vocábulo a mais não poder. “Neste primeiro mandato, eu já estou há dez dias fazendo reuniões setoriais para destravar esse país”, disse nesta sexta. “Quero começar o segundo mandato agindo de forma muito mais forte e ousada. Eu quero anunciar esse processo de desobstrução do Estado brasileiro ainda neste primeiro mandato.”

O caminho de um governante, disse Lula, é pontilhado de provações: “Quando a gente é oposição, está tudo na ponta da língua. Mas quando a gente é governo, tem que fazer as coisas. E ao tentar fazer as coisas, encontra uma série de obstáculos.”
Que obstáculos são esses? O presidente esclareceu: “As leis, as questões ambientais, a burocracia, a oposição, o Congresso, o Ministério Público e o TCU.” Ora, ora, ora. Nunca na história desse país um governante foi assim, digamos, tão explícito. Chama de obstáculos o que, em verdade, é salvaguarda da coletividade contra eventuais abusos de seus governantes.
Desejaria o presidente governar acima das leis, devastando florestas à revelia, livre de incômodos opositores, sem a intermediação congressual e imune a fiscalizações? Por sorte, a democracia brasileira já ultrapassou a fase do pé-de-cabra destravador.

Agora vem o problema do PAC não conseguir sair da meta de partida, o anuncio com todo o estardalhaço, em que o presidente estranhamente não participou e deixou o encargo para a ministra professora Dilma, com o seu PPS e a sua gagueira e o ministro Mantega com a sua explicação cheia de entraves e contradições o lançamento do PAC. Aí parou.

Leia agora duas notícias sobre a espinha dorsal do PAC, a construção de três hidroelétricas, e a irritação do Lula com os entraves legais e necessários.

O artigo do Josias,

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=50

Está outra vez em cima da questão.

Lula definitivamente tem a certeza de ele é Deus. Ou o direto enviado do Mesmo.

lulamoises1.jpg

Ibama adia licença para hidrelétricas
21/04/2007

O Ibama pediu mais informações antes de autorizar a continuidade dos projetos de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Esta semana, o presidente Lula se mostrou irritado quanto à morosidade na liberação da licença pelo órgão.
O Ibama decidiu adiar a autorização para a continuidade dos projetos após detectar problemas que impediam a concessão. Entre esses entraves estão o acúmulo de sedimentos no rio em decorrência da futura construção das barragens e a ameaça à população de bagres, peixes grandes responsáveis pela sobrevivência de uma comunidade de 15 mil pescadores do Madeira.
Com a decisão do Ibama, o cronograma do PAC fica atrasado. A emissão de licença ambiental prévia estava prevista para o início de fevereiro. O atraso também provoca adiamento na data prevista para o leilão: maio, no caso da hidrelétrica de Santo Antônio, e outubro, no caso de Jirau.
A ministra do meio-ambiente, Marina Silva, declarou nesta sexta que não há razão para o Ibama se apressar.

País

Lula acusa Ibama de atrasar concessão de licença ambiental

20/04/2007

 

Rio Madeira

A demora na concessão de licença ambiental para construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Roraima, irrita o presidente.

Lula considera os empreendimentos importantes para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para a garantia de produção de energia elétrica a médio prazo.

Três obras são consideradas vitais pelo governo Lula para garantir crescimento econômico de 5% nos próximos anos: as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira – que prevêem a produção de 6.450 MW de energia elétrica – e a Belo Monte, um projeto de usina para o Norte.

 

Falta agora o Lula aparelhar melhor o IBAMA, no estilo do IBGE,

(QUE CRESCEU O PIB NO PAPEL)

para poder fazer seu governo sem muita preocupação com o

“MEIO AMBIENTE”.

22 abr 2007 - Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, PAC

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