blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

AVESTRUZ.

Avestruz

Eu já escrevi algumas vezes sobre a atitude do Presidente Lula de imitar o avestruz, enfiando a cabeça na areia e fingir que não tem nenhum problema no país, e que tudo anda muito bem.

Acontece que os problemas são como o vento que não param de soprar e estão retirando toda a areia que cobre a cabeças do avestruz e queira ou não queira eventualmente não haverá mais cobertura e os problemas estarão lá maiores do que nunca e esperando uma solução.

O jornalista Carlos Chagas em sua coluna, expressa esta postura muito melhor do que eu fiz no passado.

Leiam a reportagem:

Quando se esconde a cabeça

Para não ver os problemas,avestruz-2.jpg

estes podem chegar e te

pegar pelo rabo.

 

A estratégia do avestruz

 

BRASÍLIA – Seria cômico se não fosse trágico: o presidente Lula justificou sua luta contra a CPI do Apagão Aéreo por estar preocupado com a imagem da Aeronáutica. Declarou que a força ficaria desgastada com as investigações, pois revelarão a falta de material, a escassez de pessoal especializado para a manutenção do equipamento e a ausência de recursos necessários ao seu funcionamento.

Ora bolas, depende da Aeronáutica esse regime de ausência de meios orçamentários para o seu bom desempenho? São os brigadeiros que ocupam os gabinetes da equipe econômica encarregados de promover os contingenciamentos permanentes? Tem sido decisão da FAB, nos últimos anos, recusar verbas para a preservação de suas atividades?

Se há culpa pela lamentável situação de penúria, é do governo. Aliás, dos governos, porque desde Fernando Henrique Cardoso a Aeronáutica vem sendo submetida à humilhação de ver metade de seus aviões no solo, impossibilitados de voar por falta de peças de reposição e de combustível, e, pior ainda, sem ter renovados seus diversos equipamentos, a começar pelos que cuidam do controle do tráfego aéreo.

O presidente Lula permanece mergulhado na velha prática de imitar o avestruz, enfiando a cabeça na areia em meio à tempestade. A responsabilidade não é dele, que pode mudar de opinião e alterar decisões a cada momento, mas das instituições sob seu comando.

Acresce faltar dinheiro para atividades essenciais à nossa sobrevivência como nação, mas não faltou para antecipar o pagamento da dívida com o FMI e para pagar os juros das dívidas externa e pública. Convenhamos, não passa pela opinião do presidente a saída para nossa mais recente crise.

“Foi Deus”

 

Com todo o respeito, a propósito dessa fuga de Lula frente às suas responsabilidades, vale contar episódio referido pelo saudoso professor Sobral Pinto, em suas aulas de Direito Penal. Ele defendia, no tribunal do júri, um conhecido matador, acusado de mais um assassinato. Lembrava estar no auge de sua capacidade oratória e desenvolveu uma das mais belas defesas de sua vida.

Ao terminar, chegou a ser aplaudido pela assistência, pelo promotor público e até pelo juiz. Confiante, aguardou o veredicto de inocência para o cliente, surpreendendo-se com uma condenação por sete a zero. Decepcionado, tomava um café no botequim da rodoviária, esperando o ônibus para voltar ao Rio. Percebeu que na mesa ao lado estavam os jurados, comemorando a sentença.

Foi até eles e indagou o porquê daquela sentença unânime, depois de sua excepcional defesa. Um deles respondeu pelos demais: “Dr. Sobral, nunca vimos uma performance assim tão brilhante como a sua. Estamos até pensando em inaugurar uma placa em sua homenagem. Mas matar daquele jeito, com uma bala bem no meio dos olhos, só podia ser mesmo o réu.”

O velho professor de liberdade ficou tão impressionado com o raciocínio, negativa de todos os tratados que havia lido, que resolveu perder o ônibus e voltar à cadeia, para uma última conversa com o condenado. E ouviu, pela primeira vez, a confissão de que ele realmente era o assassino. Quando indagou como tinha tido a coragem de matar um semelhante assim tão friamente, ouviu uma segunda lição: “Doutor, quem matou foi Deus. Eu só fiz um buraquinho na cabeça dele…”

“Alemão”

Outra bola fora do presidente foi sua afirmação de que não prende ninguém. Eximiu-se, assim, da sorte dos amotinados, que já começam a responder a inquéritos na FAB e são denunciados pelo Ministério Público militar. Não é o presidente que prende, é a Justiça… Importa menos aos controladores saber quem os mandará para a cadeia, ainda que conforme os regulamentos castrenses mereçam punição, por estarem constitucionalmente impedidos de fazer greve.

Essa situação mexe com os sentimentos da sociedade, obrigando-nos senão a rever o passado, ao menos a buscar nele exemplos para lamentar o presente. Não houve presidente mais truculento e tonitruante do que o general Ernesto Geisel, que prendia e até permitia e estimulava violências muito mais agudas. Mas fica impossível deixar de indagar a respeito do que teria feito o “alemão” diante da crise atual.

09 abr 2007 - Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO

1 Comentário »

  1. Sepro fui antipetista , só votei no luna no segundo turno poque contra os tucanos votaria até no capeta de rabo e xifre, ele está pelo menos deixando a policia federal trabalhar .Não somos o primeiro do primeiro mundo,por causa
    da falta de vergonha dos politicos principalmente da empresa que muitas vezes considero inimiga do país.com raras excersoes com o jornalista carlos chagas.

    Comentário por margarida | 29 jun 2007 | Responder


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