blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

SERÁ FALTA DE INFORMAÇÃO?

Porque não falam para ele?

Ou se falam, ele não ouve.

Existem pessoas, que são cabeça dura.

Geralmente são pessoas que se julgam mais espertas do que as outras e que são os donos da verdade.

super-homem2.jpg

Esta é a imagem que o Lula enxerga no espelho pela manhã.

Com tamanha possibilidade de ter à sua mão informações de primeira linha, fatos apresentados por autoridades em qualquer assunto, e que teriam as opiniões corretas sobre os fatos ou os acontecimentos reais.

Porque será que o nosso (?) presidente prefere abrir mão de tudo isto e sair por aí dizendo abobrinhas atrás de abobrinhas, como uma criança que descobriu algo diferente e não para de comentar sobre o fato.

Ou será que, por não ser muito chegado ao esforço, qualquer esforço, principalmente mental, que ele detesta de forma terrível, ele se recusa a entender as opiniões de pessoas responsáveis pelos assuntos em pauta?

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Lula em reunião da ONU trabalhando pelo Brasil

Mas o incrível continua a existir, e é o fato do mandatário,

continuar por aí, fazendo discursos de improviso, que já estão ficando datados e cansativos, e repassando informações erradas, sobre qualquer assunto que aborda.

Estas duas reportagens DO ANO PASSADO ilustram este fato.

 

E este ano está piorando.

 

Artigo – O absurdo do biodiesel… de mamona!

Autor: Vittorio Medioli – Data: 18/09/2006

O absurdo do biodiesel… de mamona!

http://www.otempo.com.br/colunistas/lerMateria/?idMateria=61479

O grande negócio é plantar Pinhão Manso, Tungue, gergelim, girassol, amendoim, canola, dendê etc…

Sexta, 15 setembro 2006 . Jornal O Tempo – MG

Não foi por falta de avisos desta coluna, em 5/2/06 e em 5/3/06, que o programa biodiesel está ficando uma brincadeira. Um programa que, se empreendido com seriedade, daria ao Brasil uma condição privilegiada e ainda geraria milhões de empregos.

O fracasso do programa, infelizmente, foi acelerado pela contaminação eleitoreira que tomou conta do pedaço. O presidente Lula foi levado a morder a maçã que a serpente prometia transformá-lo num Getúlio Vargas dos biocombustíveis. Sua equipe, fascinada pela idéia, desconheceu em cheio os resultados das pesquisas científicas (ficou com as eleitorais) e passou a abastecer o presidente de versões fantasmagóricas, esquecendo-se de que a produção de biodiesel é resultado de uma equação agro-industrial que conjuga realidade, ciência e trabalho.

Desconfio de que ele não foi informado sobre os pontos elementares da questão. Os bajuladores o convenceram (pelo jeito que fala da coisa) que produzir biodiesel é fácil como preparar uma caipirinha; não mostraram que resulta de uma longa cadeia de esforços sincronizados e de baixíssima rentabilidade (pelo menos até agora e mantendo-se inalterada a carga tributária).

Dizer que plantando mamona no semi-árido vão se resolver os problemas do mundo com energia limpa e gerar emprego abundante, é uma loucura. As reações dos profissionais do setor (não dos picaretas que invadiram a área e são muitos) e a propaganda sobre biodiesel veiculada no programa eleitoral do PT é de dar risadas. A decisão do TSE de proibir sua veiculação não é acertada apenas em termos de legislação eleitoral, mas em especial por evitar a desinformação e instigar o plantio de mamona.

Leia-se no “Diário do Nordeste” de 11/6/06, “ Produtores desistem de cultivar mamona”, o preço mínimo de R$ 0,56 caiu para R$ 0,25 por kg. Não há compradores de mamona e mesmo que existissem ficou comprovado que não compensa plantar e colher essa oleaginosa com produtividade de 700 quilos por hectare. Com ou sem preço mínimo –como já alertei no começo do ano– não há menor possibilidade de compensar os custos na lavoura. Qualquer técnico da área sabe que ela é inviável pela baixa produtividade, pelo elevado custo de plantio, pela composição química de seu óleo e ainda mais pela toxicidade de resíduos produzidos em larga escala.

É cem vezes melhor e lucrativo plantar no semi-árido o pinhão manso (Jatropha curcas). Semente que sequer é reconhecida, até hoje, pelo Ministério da Reforma Agrária como produto agrícola (espantoso!), apesar de ser considerada desde março de 2006 pela revista Bio-Magazine (referência do setor nos EUA) como a mais promissora semente “energética” do planeta (e olhe lá, o pinhão é brasileiro), mas é a Índia que está investindo nela.

O pinhão-manso gera condições de renda e de lucro ao agricultor –mais de R$ 1.000 por ano por hectare ao preço de R$ 0,26 por quilo, que sobem a R$ 4.000 com irrigação.

Não dá para entender como o presidente Lula, que tem no quintal a melhor solução do planeta e um CNPQ inteiro à disposição para lhe explicar isso, insista com a mamona!

Ninguém alerta o presidente? É absurdo.

VITTORIO MEDIOLI é colunista do jornal O Tempo de Belo Horizonte

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Autor: Xico Graziano – Data: 19/09/2006

ILUSÃO PRODUTIVA

Xico Graziano

Maior assentamento rural do país, a fazenda Itamaraty reflete a tragédia da reforma agrária brasileira. Milhares de famílias, subjugadas por líderes de araque, sofrem com a sorte. O sonho de Olacyr de Moraes se transforma em pesadelo.

Localizada a 45 km de Ponta Porã, MS, a enorme gleba, de 50 mil hectares, foi adquirida em 1973. Muito investimento e tecnologia geraram um projeto agropecuário exemplar. Seu proprietário, neófito no ramo, virou rei da soja. Fama se une ao dinheiro.

Tudo corria bem. Fortuna adquirida em contratos públicos impulsionava o progresso no campo. Produção e trabalho brotavam da terra. Quase uma centena de pivôs de irrigação, mais a pecuária integrada, movimentavam sete mil pessoas. Uma verdadeira cidade rural.

O império agropastoril da Itamaraty começou a ruir em 1995. Má gestão se somou ao custo trazido pelo Plano Real. Com inflação galopante, a ciranda financeira remunerava mais que a produção. Estabilizada a economia, as dívidas se tornaram reais. Muita gente quebrou.

Em 2001, o INCRA adquiriu metade da fazenda Itamaraty, elaborando um projeto de assentamento para 1140 famílias. Em 2003, arrematou o restante, atendendo mais 1.700 famílias de sem-terra. A transação, negociada, foi caríssima, cerca de R$ 200 milhões. Tudo se justifica, todavia, em nome da reforma agrária.

Elaborado pelo Idaterra, órgão do governo estadual, o plano de desenvolvimento do assentamento Itamaraty chega a emocionar seu leitor. Avançada agronomia se mistura com ideologia da libertação. Começa por citar Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia: “desenvolvimento é o aumento da capacidade de os indivíduos fazerem escolhas”. Perfeito.

Invasores de terras partiram para o “diagnóstico participativo”. Ex-bóias-frias e desempregados urbanos, gente excluída, são chamados a decidir sobre sua exploração agropecuária. Conforme se gaba no documento oficial, constroem juntos o conhecimento. É bonito.

Planeja-se tudo, desde a subsistência familiar até a agro-industrialização local, incluindo a logística. Mas a grande sacada reside na organização do labor: implanta-se o trabalho coletivo. Nas áreas comunitárias, irrigadas, se cultivará a solidariedade socialista. Será?

Como diria Joelmir Beting, na prática a teoria é outra. Passados quatro anos de experiência concreta, quem visita o assentamento Itamaraty teme pelo futuro. Os níveis de produção são baixíssimos, a qualidade de vida sofrível. Campeia a prostituição e a corrupção. Dá pena de ver.

Lotes são vendidos a céu aberto. No assentamento I, mais antigo, estima-se que 30% das terras já trocaram de dono. No assentamento II, recente, o comércio fundiário se instala. Defronte a Sta Virgínia, a benesse custa R$ 15mil, com casa novinha em folha. Mais: quem comprar se habilita a receber, do INCRA, novos créditos agrários. De graça.

Nada funciona, porém, sem a comissão do chefe. Sendo tudo irregular, a propina corre solta. Como passe de mágica, autoridades públicas não tomam conhecimento das transações. Seguem o modelo do assentamento Dorcelina Folador, pioneiro na região, onde metade dos lotes já se foi. Fulano do município de Dourados já comprou 8 lotes. Mas ninguém sabe de nada.

Pior é a subserviência. Quase 11 mil pessoas encontram-se subordinadas a três fortes organizações políticas, MST, CUT e Fetagri. Estas se subdividem em dezenas de grupos políticos, arregimentando 30 a 50 famílias cada. Os articulados chefetes mandam a rodo. As assembléias decisórias envergonhariam o indiano Sen, ideólogo do desenvolvimento com liberdade.

A grande jogada econômica reside no arrendamento rural. O frágil sucesso do assentamento da Itamaraty depende de esquema de corrupção jamais visto na reforma agrária. Ocorre que as áreas de exploração supostamente coletiva encontram-se cedidas para produtores da região. Afirma-se por lá que, dos 87 pivôs de irrigação, cinco são conduzidos pelos próprios assentados. Os demais são explorados por forasteiros.

Os agentes públicos conhecem a maracutaia, mas entendem que, embora proibido, o arrendamento configura a melhor forma de assegurar renda para as famílias assentadas. Assim, ou fingem não ver ou participam do esquema financeiro. A renda é paga diretamente ao chefe do grupo, que a reparte entre os apadrinhados. Parece divisão de furto.

Soja, milho, algodão e mamona saem da Itamaraty como se gerados fossem pelo assentamento. Nessa ilusão produtiva, a pecuária também encontra seu nicho. Por R$ 7 cabeça/mês, alugam-se pastagens de capim braquiária. Preposto do frigorífico de Ponta Porã, só ele, detém 800 bois na área reformada. O socialismo agrário se transforma em grossa picaretagem.

A triste realidade se impõe frente ao planejamento idealizado. Há, sim, tentativas sérias de aprimoramento técnico. Curiosamente, todavia, uma Ong carioca venceu a licitação para fornecimento de assistência agropecuária aos assentados. Na seqüência, fez uma triangulação financeira e repassou a tarefa para quatro entidades locais ligadas à CUT e MST. Tudo muito estranho.

Quando o presidente Lula visitou o assentamento Itamaraty, em 2003, se entusiasmou e galgou uma colheitadeira. Feliz, iniciando o governo, afirmou que faria ali uma reforma agrária exemplar. A máquina que ele pilotou, entretanto, não pertencia aos assentados, mas sim aos forasteiros da malandragem.

Ninguém teve a coragem de contar ao Presidente. Até hoje ele não sabe de nada.

Artigo publicado terça-feira, 12 de Setembro, nos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e O Tempo, de MG. Caso não disponha dos jornais, o artigo encontra-se abaixo. A relação completa das publicações pode ser encontrada em http://www.agrobrasil.agr.br .

agrobrasil@agrobrasil.agr.br .

06 abr 2007 - Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, POLÍTICA

2 Comentários »

  1. caro amigo só queria te perguntar uma coisa
    o que prefere presidentes que falam abobrinhas e faz do nosso pais um pais digno lá fora e aqui dentro , um presidente que mudou a cara do brasil , um presidente que melhorou a exportação e que deu uma guinada no nosso país ou um que n fale abobrinhas e que somente afunde o nosso brasil como foi o presidente anterior fhc ?

    ( despreze as letras minúsculas )

    um fraterno abraço
    obs: n sou de nenhum partido e tenho apenas 18 anos
    obridago !!!!

    Comentário por johnny milan | 10 mar 2009 | Responder

  2. Pelo que vejo não é só o presidente que anda desinformado, pois, vc, no cúmulo de sua ignorância, icentiva a produção de uma oleaginosa que não se tem ne cultivar ainda específico, além disso, incentivar o plantio do pião para pequenos produtores é suicído, pois, ele não pode esperar em torno de 4 anos para se obter a primeira produção e, o pinhão manso tem n desvantages que vc não pode imaginar…

    Leia um pouco antes de pensar só em criticar as pessoas..

    Comentário por vlademir | 27 maio 2009 | Responder


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