blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

GIULIO COMENTA:

Giulio Fala assim:

Q

uando iniciei este Blog, em julho do 2006, foi por sugestão de meu sobrinho, o José Melo (Blog do Zé Melo – http://traveler.com.br/blogs/ze/). Eu estava em franca campanha do Voto Nulo, assunto no qual fui fatalmente atingido quando o ministro Arco Aurélio Mello (não é parente do Zé Melo, notem que falta um L no nome do Zé) mudou a interpretação que estava no site do TSE sobre o voto nulo. Com a nova interpretação, (ainda afirmo que esta interpretação não está dentro da legislação), o Blog do Voto Nulo, ficou descaracterizado. Com isto, o Blog entrou em estado de recesso, e parei de colocar artigos. Em novembro de 2006, outra vez o Zé Melo, cobrou de mim a falta de interesse no Blog.

C

om esta nova cobrança, e querendo participar a minha opinião sobre vários assuntos polêmicos da atualidade, restabeleci uma nova relação com o Blog, e adotei um sistema já adotado em vários blogs. Vasculho os assuntos da mídia diária em várias fontes e outros blogs, e quando um deles me chama a atenção, comento sobre o assunto e publico na integra a reportagem que gerou o comentário, obviamente com os devidos créditos.

U

Ma de minhas fontes de assunto é o Blog Prosa e Política, editado pelo jornalista Giulio Sanmartini (http://pep-home.blogspot.com/) . Hoje ao ler as matérias deste endereço, encontrei uma boa versão do Giulio, sobre o que seja governar, ( FATO HISTÓRICO) e também sobre a crise dos controladores.

Estes artigos vieram em vários formatos, mas para resumir, vou colocar tudo junto, mas os créditos continuam a ser do Giulio e de outros mencionados por ele:

 

Giulio escreve sobre mão firme na administração

Por Giulio Sanmartini

Depois da derrubada de João Goulart (1964), no Brasil existiam 3 candidatos civis à presidência: Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto.

Juscelino, logo saiu da disputa, pois teve seus direitos políticos cassados em junho de 1964.

Os dois restantes, então governadores, Lacerda do Estado da Guanabara e Magalhães de Minas Gerais, quiseram eleições diretas para o governo do seu estado, que seria uma forma de garantir as presidencias no fim do mandato de Castello Branco, o primeiro presidente do regime militar. Castello atendeu a ambos e assim em 1965, na Guanabara foi eleito Francisco Negrão de Lima e em Minas Israel Pinheiro, ambos ligadíssimos a Juscelino, o que representou uma derrota aos dois ex-governadores.

Lacerda tentou convencer Castello Branco a não dar posse aos governadores eleitos, mas este fez pé firme e disse-lhe sem meias palavras que fora ele, Lacerda, quem quisera as eleições e estas seriam honradas. Lacerda inconformado começou a insuflar o ministro da Guerra Arthur da Costa e Silva e a oficialidade jovem da Vila Militar, no sentido que forçassem Castello a não dar a posse.

Na época, a Vila Militar representava o núcleo mais forte do exército brasileiro, era lá que se definiam as coisas. Costa e Silva foi à Vila, e os coronéis o ovacionaram, sentindo-se forte, pediu audiência ao presidente. Este o fez esperar dois dias, lhe era superior por dois motivos, primeiro era presidente da República, depois, militarmente, por ser de turma mais antiga. Quando Costa e Silva chegou ao palácio, foi logo introduzido no gabinete do presidente, que lia alguns papeis e sem levantar a cabeça disse:

– Pois, não general?

– Queria falar com o senhor, presidente.

Castelo levantou a cabeça e olhando fixamente o ministro perguntou de chofre:

– O senhor veio sentar em minha cadeira?

– De forma alguma, presidente.

– Então quando sair feche a porta – Castello encerrou a conversa. Voltou a ler os papeis e terminou com a crise que vinha se desenhando.

A outra crise, em 1977, não teve uma forma tão educada para ser resolvida, mas mudando o que deve ser mudado, foi a mesma coisa.

Governava o Brasil, o 4° presidente militar, Ernesto Geisel, o ministério da Guerra não existia mais com esse nome, em 1967, mudara para ministério do exército era seu titular, o general linha dura Silvio Frota, que queria substituir Geisel, mas este sabia que a escolha de Frota seria um retrocesso e foi contra. Frota usou os mesmo métodos de Lacerda, levantou a turma linha dura da Vila Militar, com um discurso inflamado, e foi dizer a Geisel, que queria ser seu substituto, este lhe disse sem meias palavras que não.

– Mas eu sou o ministro do Exército – argumentou Silvio.

– Mas o cargo e meu e o senhor está exonerado – contra argumentou Geisel

– Pega o cargo e enfia no rabo! – respondeu Silvio.

– Vai tomar no cu e sai daqui seu filho da puta. – encerrou Geisel

Silvio Frota saiu batendo a porta. E a crise estava resolvida.

Quando existe respeito à hierarquia, de forma inteligente ou de forma “digna” de um sargentão casca grossa, as crises são resolvidas de forma rápida e sem problemas futuros.

Desejar isso do incompetente e inerme governo Lula é querer demais!

 

Giulio escreve sobre fatos na crise aérea:

apunhalado-pelas-costas.jpg

Flagrante da vítima sendo apunhalada pelas costas.

“Até tu Brutus” (RL)

 

 

 

 

Desde o primeiro “Apagão” em outubro de 2006, nada foi feito pelas autoridades a começar pelo presidente da República e do ministro da Defesa,Waldir Pires, ambos esperavam que tudo se resolvesse sozinho. Sabiam na ocasião que o equipamento falhará, desde a queda do Boeing (29/9).

A crise começou de fato de 27 de outro 2006, quando operadores do Cindacta-1 iniciaram uma operação-padrão para chamar atenção para suas condições de trabalho, e passaram a aplicar com exatidão regras internacionais de espaçamento entre pousos e decolagens. A medida gerou problemas em diversos aeroportos. Só em São Paulo, pelo menos 32 vôos atrasam.

No dia 5 de dezembro o presidente decidiu que seriam instaladas novas centrais de controle em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mandou comprar quatro equipamentos (US$ 2,5milhões cada), o ministro do Planejamento Paulo Bernardo, não que tinha problemas – “Tudo que precisar será liberado”

Nada foi comprado e a crise acalmou-se sozinha, Waldir Pires ficou na sua e o presidente fingiu que nada acontecera.

Na primeira crise do apagão aéreo, Lula pegou seu avião e foi passear de sunga na Bahia.

Neste segundo surto, Lula pegou seu avião e foi de camisa vermelha fazer campanha eleitoral na Venezuela, para o “compañero” Hugo Chávez

Ninguém mais falava no assunto, mas no último dia 15 de março Miriam Leitão publicou em seu blog, algo que ouvira do jornalista Kiko Brito

“Como ultimamente só vinha ouvindo falar do caos nos aeroportos brasileiros em situações chamadas de exceção – como as tempestades sobre São Paulo -, ontem me dirigi com alguma tranqüilidade até Congonhas para pegar a ponte aérea de 22h da Gol. Cheguei uma hora antes da hora do vôo mas acabei embarcando somente 3 horas e 48 minutos depois. Finalmente no avião, o comandante nos informava, pelo alto-falante, que, se os passageiros que chegavam a bordo não se acomodassem logo, não conseguiríamos decolar antes de uma da manhã, a pista seria fechada e o avião não poderia partir. Naquele instante, eu e os demais passageiros tivemos certeza de que, se não chegássemos ao Rio, a culpa seria nossa.

Nas quase cinco horas que passei em Congonhas, tempo suficiente para chegar de carro ao Rio, não vi nenhum vôo decolar no horário marcado. Todos saíram com atrasos de, pelo menos, 3 horas. Durante todo esse tempo, a única explicação que ouvíamos era que os atrasos se deviam ao intenso tráfego aéreo em Congonhas. Em outras palavras, se não houvesse tantos de nós querendo utilizar aviões como transporte, toda aquela confusão simplesmente não estaria acontecendo. O curioso era que, segundo as informações nos balcões das companhias e nos painéis do saguão, nada de anormal estava acontecendo. Em tese, todos os vôos estavam confirmados para sair à hora marcada. Mais curioso ainda foi quando desligaram os painéis com informações sobre as partidas de vôos na sala de embarque. Para completar, por volta de meia-noite, o ar condicionado do aeroporto foi gentilmente desligado.

Como acontece muito nestes momentos, nada de encontrar os funcionários das companhias aéreas; a não ser em raras aparições logo seguidas de sumiço. O tráfego aéreo, claro, era a explicação dada para todos os problemas. No fim, cheguei mesmo a conclusão de que os culpados somos nós, por insistir nesta idéia de usar o avião como meio de transporte num país continental como o Brasil.”

Tinha razão Kiko Brito,

Vejamos:

18/3 – houve uma pane no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego

Aéreo (Cindacta 1) provocando uma caos infernal nos principais aeroportos do país.

19/3 – Lula irritou-se (pela enésima vez) e convocou uma reunião de emergência.

20/3 – O caos deu uma melhorada, mas os atrasos continuaram.

21/3 Nova pane no Cindacta 1, os engenheiros dizem que a pane foi provocada por sabotagem.

23/3 – Segundo a Infraero, a crise começou com o movimento dos controladores de tráfego, ligados ao departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, que após o acidente exigiram melhorias no sistema, visando a mais investimentos. Os aeroportos sofreram com essa crise associada à excessiva demanda de passageiros em seus terminais, que cresceu o dobro em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) no período. Como os vôos não conseguiram vagas no espaço aéreo, os atrasos foram inevitáveis.

27/ 3 – Lula exige dia e hora para a solução definitiva do “apagão”, na reunião com os representantes do setor aéreo.

28/3 O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária, brigadeiro José Carlos Pereira disse ser impossível estabelecer dia e hora para resolver a crise. Tem começo o movimento dos controladores preparando-se para um greve.

30/3 – Teve início a greve!

31/3 – O Palácio do Planalto confirmou no início da madrugada deste sábado o fechamento de um acordo que põe fim à greve dos controladores de vôo e cujo principal ponto é a desmilitarização gradual da atividade. De acordo com minuta assinada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e a secretária-executiva da Casa Civil da Presidência, Erenice Guerra, a discussão de um novo modelo de controle de tráfego aéreo começará na próxima terça-feira.

2/4 – Lula se diz surpreendido pelo sucateamento dos aparelhos para controle aéreo, ele já sabia disso em 2006, tanto que ordenou a compra emergencial de equipamentos.

3/4 – “Eles (os controladores de vôo) me apunhalaram pelas costas. Só esperaram eu sair do país para causar confusão.” – disse Lula

A nota do primeiro parágrafo da crise, em 2006, mostra que presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, como é seu hábito, mente, ele não podia surpreender-se do sucateamento, já sabia disso desde dezembro.

Fazer a parte de vítima, como fez a vida inteira, não tem mais seriedade, pois ele é o algoz de si mesmo por incompetência, descaso e não querer trabalhar. Ninguém o apunhalou pelas costas, a confusão já se arrastava desde o dia 18 de março e ele viajou tão somente no dia 30. A greve já estava fermentando antes de sua viagem, o governo nas coisas básicas, não pode ter surpresas, isto é, fatos inesperados, repentinos, não anunciados previamente, imprevistos.

Não havia mínima preocupação por parte dos controladores de vôo, onde estivesse Lula, se no Brasil, ou se no exterior. Eles não esperaram sua viagem, foi ele quem quis viajar, para distanciar-se da crise, assim como das outras vezes, foi tirar férias, fazer campanha eleitoral para o “compañero” Chávez, dessa vez ele foi aos Estados Unidos, para resolver assuntos importantíssimos, pena que voltou sem ter resolvido nada, porque nada tinha a resolver.

Se ele não teve conhecimento do que poderia acontecer é que seu serviço de inteligência, ou não funcionou, ou ele não lhe deu importância. Também esperar algo relacionado com a inteligência nesse governo é querer demais. Não é mesmo?

nao-sabe-de-nada.jpeg

MENSALÃO, NÃO SABIA DE NADA

DA EMINÊNCIA DA CRISE AÉREA IDEM.

DE FORMAR MINISTÉRIOS IDEM.

E DE GOVERNAR?(RL)

 

 

 

05 abr 2007 - Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, APAGÃO AÉREO, GOVERNO

4 Comentários »

  1. Oi Beto, você me engrandece quando exagera o quanto eu tive a ver com seu blog!

    Na verdade você de certa forma já tinha um blog, pois sempre criticou os governos e sempre teve sua posição, só que o meio de comunicação era diferente.

    Quando, um dia na sua casa tomando uma cerveja com você, imaginei sua determinação sendo difundida por um blog, foi quando ví que talvez fosse a ferramenta pra você.

    Parabéns pelo blog, é divertido e controverso. Passo aquí sempre apesar de andar sumido. Em breve botamos o papo em dia.

    Por falar nisso nos tiraram do ar por 4 horas ontem, problema semelhante. Ainda bem que hoje você tem este daquí.

    Abração, Zé

    Comentário por Zé Melo | 23 maio 2007 | Responder

  2. Seu nomé é Roberto Melo Leite ???

    Comentário por JOSÉ AUGUSTO BENEVIDES SILVEIRA | 18 ago 2007 | Responder

  3. Oi zé. Ve se entra em contato comigo Prada

    Comentário por jose carlos prada | 27 out 2009 | Responder

  4. Olá amigo, vim aqui para deixa o link onde estão todas as obras do Cientista Herbert Alexandre Galdino Pereira da área de Eletromagnetismo Aplicado e Aviónica. Ele é autor da Teoria do Triângulo das Bermudas, que visa explicar o que ocorre com os aviões ao entrarem nessa zona, Teoria dos Celulares e Eletricidade Estática, e Orientação aos Aviadores Brasileiros ao voarem a Serra do Cachimbo, em Mato Grosso, pois existe campo Magnético na área do Brasil (relaciona-se ao vôo 1907 e com o Tráfico Aéreo). Entre outras obras.
    Deixo o Link aqui em baixo para Leitura e Downloads das Obras deles.

    http://www.scribd.com/people/documents/13555060-fuma-a

    Um abraço.

    Comentário por Silva | 23 jun 2010 | Responder


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