blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

A música.

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Depois de ver uma foto destas, e se estivesse vivo o compositor amenricano autor de “El salon Mexico” Aaron Copland, poderia compor uma peça, denominada

“El salon Brazil”

 

 

A música.

 

Os dois artigos abaixo, escritos por Ralph J. Hofmann, estão muito interessantes e seu gosto para musica erudita está batendo com o meu.

O compositor americano Aaron Copland, http://en.wikipedia.org/wiki/Aaron_Copland está entre os meus favoritos, e acreditem pouca gente conhece a obra deste compositor.

A minha favorita é “El Salon Mexico”, onde Copland, enxerga de uma forma musical o que para ele deveria ser um cabaré mexicano nos meados do século XX.

Pode-se enxergar em sua música, uma visão simplista, típica da visão americana da vida mexicana, que não representa a realidade, mas é uma peça linda, com tiros de canhão e tudo.

A peça é constantemente tocada em solenidades mexicanas apenas com o nome de “Mexico”.

A peça que o Hofmann se refere no segundo artigo, foi escrita nos anos 40 pelo Copland.

Ela é linda e merece ser ouvida e desfrutada algum dia antes de se completar a nossa missão por aqui.

 

Um Retrato De Lincoln

Por Ralph J. Hofmann

 

O artigo que escrevi esta tarde sobre o valor do Homem Comum, me reportando à obra “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, me despertou a vontade de ouvir novamente a Primavera nos Apalaches, El Salón Mexico e outras obras. Quase por acaso em um dos CDs começou a tocar “ Lincoln Portrait”. Um louvor musical a Abraham Lincoln, em que tal qual em “ Pedro e o Lobo” de Prokoffiev um narrador intercala textos. Neste caso era a voz tonitruante do ator James Earl Jones. Valeu a pena anotar parte destes textos e traduzir:

“Concidadãos, não podemos fugir da história.”

Foi o que ele disse, foi o que Lincoln falou.

“Concidadãos, não podemos fugir da história. Nós deste congresso e desta administração seremos lembrados, a despeito de nós mesmos. Nenhuma característica significativa ou não poupará qualquer um de nós. As chamas do tribunal a que seremos submetidos iluminará nossa honra ou nossa desonra até o fim das gerações. Nós, nós aqui, temos o poder e a responsabilidade. Mensagem anual ao congresso, 1 de dezembro de 1862].”

Lincoln era um homem calmo, contido, mas ao falar de democracia eis o que disse:

“Assim como eu não desejaria ser escravo não quero ser mestre. Essa é minha idéia da democracia. O que for diferente disto não é democracia.”

Simples não? Mas compare a ética deste país, e de seus representantes eleitos.

A minguante classe média moureja para manter os políticos eleitos no luxo a que sempre aspirara. Os mesmos eleitos não têm a mínima preocupação quanto a como o mundo os vê ou as gerações futuras os verão.

Parece que deveriamos instituir a leitura obrigatória do “ Lincoln” de Carl Sandburg para toda pessoa que queira se candidatar a algo. Com sabatina pra verificar se entenderam.

 

Por Ralph J. Hofmann

Quando após 09/11 as televisões começaram a mostrar a massa de pessoas que abandonaram seus afazeres em todo o território americano para auxiliar as obras de busca e salvamento, para ajudar com limpeza ou mesmo para preparar refeições para os policiais e bombeiros encarregados das ações necessárias naquele momento a visão da cobertura de TV mostrava o efeito sobre as famílias das vítimas das torres, mais as centenas de bombeiros e policiais que acorreram após o primeiro choque.

Já na ocasião me veio à mente a idéia de que a “Fanfarra Para o Homem Comum” de Aaron Copland, algo como três minutos de música solene, seriam o epitáfio correto para o que assistíamos. Posteriormente ao longo de algumas das cerimônias ouvi na própria TV ocasionalmente o uso dessa música em fundo musical.

Sabemos que no mundo, em lugares como Darfur, e outros, ocorrem mortandade e fome, populações são reduzidas a nada, algumas pessoas tentam ajudar sempre, mas o evento de 09/11 é um dos poucos que foi compartilhado, que nos levou a sentir que devíamos estar lá, fritando um ovo para um bombeiro ou carregando água para o seu lugar de trabalho. Estava desde o primeiro momento em todas as TVs, em todos os jornais e em todas as revistas. Creio que nada, nem mesmo o desastre de Nova Orleans também coberto à saciedade pela imprensa passou uma sensação tão séria. Nova Orleans tinha tantos necessitados que não víamos espaço senão para profissionais.

E quem é o Homem Comum? Somos nós. Todos aqueles que compõem uma população. Aqueles que esperam responsabilidade de seu governo. Aqueles que supõem até prova em contrário que seus governantes consigam enterrar suas diferenças pelo bem comum.

Só que constata-se que nada disto é verdade. Há o Homem Comum. Mas os governantes não são o Homem Comum. Nem são Homens Especiais. São homens que se dedicaram à política. Sua carreira é ser político. Enquanto um homem comum pode se sobressair sendo um operário modelo, um doutorado especial, um mecânico muito hábil, ou borracheiro idem, o Homem Político se dedica à política. Estuda como se manter no poder. E, sendo esta sua missão na vida, como dali tirar o maior proveito possível seja em, termos de status e de fortuna pessoal. O Homem Comum não interessa a ele, senão como assunto de discurso.

Esta é a única explicação para partidos que se vendem ante ameaças reais à pátria, que garantem para os seus asseclas cargos em troca de votos, que ante a possibilidade de não terem uma fatia de poder se agarram com unhas e dentes a qualquer expediente. Lembro-me que ao tempo que Sarney garantiu seu quinto ano no poder um amigo comentou: “Parece-me ver o Sarney escorregando por uma placa de aço e deixando-a marcada com as unhas para não escorregar do poder.”

Dito isto, apreciem as nulidades que teoricamente serão os ministros deste país por mais 3 anos e meio.

E procurem um CD da “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, para de vez em quando lembrar da grandiosidade do Homem Comum.

 

25 mar 2007 - Posted by | ARTIGOS, ÉTICA

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