blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

A prepotência do governo Lula

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O rio São Frasncisco que nasce na Serra da Canastra em MG e desagua no oceano Atlantico em Pernanbuco

 

 

A prepotência do governo.

Na sexta feira passada, dia 23 de março, foi anunciado pela mídia de que foi dado pelo IBAMA a licença para construção do desvio das águas do Rio São Francisco.

O Brasil deveria estar de luto. Logo o IBAMA, subordinado ao Ministério do Meio Ambiente e à ministra Marina Lima. Como foi que se conseguiu isto? Ameaçaram a Ministra com algo terrível? Aparelharam todo o IBAMA para cuidar dos interesses do governo em vez de olhar os interesses da nação?

Existem centenas de estudos sobre a inviabilidade deste projeto louco e sem a menor chance de dar certo. A verba orçada para este projeto de 6,2 bilhões de reais, será toda desviada para campanhas políticas e benefícios sociais para os políticos.

Depois de comprovadas as inúmeras corrupções na SUDENE, e sem saber como lidar com tanto desvio, o governo FHC, acabou com este órgão que roubava toda as verbas para a indústria da seca. Com ele e já tarde, foi também desarticulado o DNOCS. Desta forma se inibiu um pouco a roubalheira. O que faz o governo (?) Lula?

Recria os dois órgãos para beneficiar apoiadores políticos de seu governo.

E são estes órgãos que vão administrar esta fantástica verba para a construção destas obra faraônica que está natimorta.

Que a maioria dos brasileiros esta totalmente desinformada sobre assuntos técnicos e políticos, é fato conhecido. Apostando nisto os políticos espertalhões, dão os seus golpes e conseguem o apoio da cidadania enganada pela falsidade das informações, e conseguem seus intentos para os ganhos pessoais.

Mas isto tem que acabar, existe artigos e mais artigos escritos por pessoas de conhecimento técnico, que devem ter peso considerável nas decisões do governo em gastar dinheiro para destruir um patrimônio histórico, como o Rio São Francisco.

A quem serve a transposição do São Francisco?,

24-02-2005

A quem serve a transposição do São Francisco?, artigo de Aziz Ab’Saber Aziz apresentou este texto no debate na ‘Folha de SP’ sobre a transposição do Rio São Francisco, em que se manifestou contrário à obra Aziz Ab’Sáber é geógrafo, professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professor convidado do Instituto de Estudos Avançados da USP, ex-presidente e presidente de honra da SBPC. Artigo publicado pela ‘Folha de SP’:

É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas idéias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas.

Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.

Tem faltado a eventuais membros do primeiro escalão dos governos qualquer compromisso com planificação metódica e integrativa, baseada em bons conhecimentos sobre o mundo real de uma sociedade prenhe de desigualdades.

Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Pessoalmente, estou cansado de ouvir propostas ocasionais, mal pensadas, dirigidas a altas lideranças governamentais.

Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar.

Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil. Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do país, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo.

O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte.

Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.

Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio -Paulo Afonso, Itaparica, Xingó.

Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região.

De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar. Mas parece que ninguém no Brasil se preocupa em saber nada de planejamentos pontuais, lineares e areolares. Nem tampouco em saber quanto o projeto de interesse macrorregional vai interessar para os projetos lineares em pauta.

Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela idéia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas? Uma interrogação indispensável em qualquer projeto que envolve grandes recursos, sensibilidade social e honestas aplicações dos métodos disponíveis para previsão de impactos.

Os ‘vazanteiros’ que fazem horticultura no leito dos rios que ‘cortam’ -que perdem fluxo durante o ano- serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: ‘A cultura de vazante já era’.

Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados.

De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm. É possível termos água disponível para o gado e continuarmos com pouca água para o homem habitante do sertão.

Nesse sentido, os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos.

Sobre a viabilidade ambiental pouca coisa se pode adiantar, a não ser a falta de conhecimentos sobre a dinâmica climática e a periodicidade do rio que vai perder água e dos rios intermitentes-sazonários que vão receber filetes das águas transpostas.

Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste.

No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses. Trata-se porém do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. Trata-se de um impasse paradoxal, do qual, até agora, não se falou.

Por outro lado, se esta água tiver que ser elevada ao chegar a região final de seu uso, para desde um ponto mais alto descer e promover alguma irrigação por gravidade, o processo todo aumentará ainda mais a demanda regional por energia.

E, ainda noutra direção, como se evitará uma grande evaporação desta água que atravessará o domínio da caatinga, onde o índice de evaporação é o maior de todos? Eis outro ponto obscuro, não tratado pelos arautos da transposição.

A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes.

Existindo dinheiro – em uma época de escassez generalizada para projetos necessários e de valor certo -, todos julgam que deve ser democrática a oferta de serviços, se possível bem rentosos. Será assim, repetindo fatos do passado, que acontecerá a disputa pelos R$ 2 bilhões pretendidos para o começo das obras.

O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da chapada do Araripe -com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política. No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
(Folha de SP, 20/2)

Existe até estudos onde a dessalinização das águas do Oceano Atlântico, para abastecer o nordeste brasileiro com água potável seria muito mais viável e barata e com mais possibilidades de sucesso do que simplesmente acabar com um rio maravilhoso em um projeto faraônico e impensado.

Outro dia assisti a uma entrevista de um técnico do governo confirmando que os estudos de engenharia podem demonstrar a viabilidade do projeto.

Tudo bem eu sou engenheiro e poderia fazer um projeto destes sem sair de casa.

Pode-se fazer um projeto de uma aeronave que sem dúvida alguma poderá voar.

Se não se fizer também um projeto para o aeroporto para esta aeronave, que é o projeto de viabilidade geral do projeto da aeronave, mecanicamente pode voar mas não vai sair do hangar por falta do projeto.

Para o projeto da transposição do São Francisco se usaram como medidas de cálculo a média de vazão do rio nos últimos 10 anos. Para um projeto destes, isto não vai funcionar porque durante as cheias do rio não se precisa irrigar a região nordestina porque nesta época os rios de lá também estarão cheios. Para este projeto deveria ser levado em consideração os períodos de vazão mínima do Rio São Francisco. Feito desta forma se verificará que a região não terá energia suficiente para tocar as bombas e nem água suficiente para bombear. Este é um projeto falido. Este é um avião sem pista para decolar ou pousar.

E esta consideração é a parte mecânica do projeto.

A licença ambiental concedida leva a entender que o Rio São Francisco está todo despoluído e com seus afluentes em ordem.

Mentira, um de seu principal afluente, o rio Paracatu, um rio anteriormente caudaloso e até perigoso, devida ao volume de água e a profundidade, está totalmente assoreado e vazio. Pode-se atravessar este rio a pé em qualquer lugar. Visitei este rio recentemente e fiquei triste pelas condições que encontrei.

O São Francisco em Pirapora/MG, um dos principais portos deste rio, somente é navegável em período chuvoso e as praias do rio têm quilômetros de largura, devido ao assoreamento das margens.

E o IBAMA agora dá uma licença ambiental para seguir a destruição do Rio São Francisco. E o governo mentiroso do Lula que prometeu ao Bispo Cáppio, que iria fazer uma revitalização do rio antes da consideração do desvio e não fez nada pois os afluentes estão assoreados e poluídos, as matas ciliares não existentes e as nascentes comprometidas estando a maioria morta ou quase morta.

Esta posição do IBAMA deveria ser investigada pelo MP, para saber se houve pressão para coagir a emissão desta licença.

Os links abaixo nos dão uma idéia sobre o estado do rio e as possibilidades desta obra com os danos previstos. Evidentemente o IBAMA nunca leu nada a respeito.

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/fran.html

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/simposio.html

http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/051007not01.asp

A maioria destes artigos foi escrita entre 1998 e 2002 e a situação desde então piorou, mas o IBAMA finge que não vê e não sabe.

Como podem observar os links superiores são de órgãos governamentais e os artigos são escritos por profissionais do assunto e nem assim o IBAMA sabe.

Saber ele sabe como o Lula que apesar de saber a origem do dinheiro do dossiê fingiu não saber de nada. O IBAMA aprendeu a mentir, mas vai ficar desmascarado.

25 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO | Deixe um comentário

É preciso saber.

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Se não sabe governar, tem que saber beber.

 

 

É preciso saber.

Na primeira vez em que foi eleito, Lula em campanha, rodeado por seus futuros ministros, quando argüido sobre a necessidade de uma melhor educação formal para governar Lula dizia: “Eu conheço o Brasil como poucos através das caravanas que faço. E eu tenho ao meu dispor, a melhor equipe de governo que um poderia desejar. Portanto a educação formal que me falta, posso dispensar e gastar o meu tempo com os problemas do Brasil” Em uma das ocasiões que disse esta frase tinha ao seu lado o senador Cristovam Buarque, e mencionou que para o seu ministério da educação, tinha reservado o melhor educador do Brasil.

Coitado do Cristovam, o Zé Dirceu que não gostava dele pessoalmente, contingenciou toda a verba da educação e quando o Cristovam reclamou de público, foi despedido por telefone.

Quanto a conhecer o Brasil de ponta a ponta através das caravanas, não é o bastante para saber como resolver todos os problemas. Eu tenho comentado que um motorista de ônibus da empresa Itapemirim que percorre todo o país, conhece o Brasil melhor do que muita gente, mas isto não o classifica para dirigir a nação. Dirigir ônibus e dirigir o Brasil é discretamente diferente. As caravanas do Lula foram apenas uns passeios à custa do PT. O grande guru ministro da economia Palocci se tornou um criminoso comum, indiciado pelo MP. O seu amigo e praticamente um primeiro ministro do governo, se apresentou também como chefe de quadrilha e mencionado pelo MP.

Lula se apresentou para o país, como um cachaceiro comum, mentiroso, e um mal administrador, de tudo, de crises ao mínimo problema. Para muitos de seus seguidores, ele se tornou um traidor e para os pobres de Pernambuco, seu estado natal, ele os esqueceu em uma das cheias que afligiu o estado. Para seus irmãos, ele se tornou ingrato, pois depois de presidente não mais se comunicava com eles. Para os cartunistas de plantão, ele se mostrou uma tremenda e inesgotável fonte de trabalho, com suas abobrinhas, cada vez mais ousadas.

A mídia mais esclarecida se refere a ele como Apedeuta. E eu também.

Em um país com o nível de analfabetismo do Brasil, temos um presidente que acaba de descobrir que a massa encefálica fica dentro do cérebro, que não vê a necessidade de ler, que acredita que o estudo apesar de aconselhável pode ser dispensado, e que ele é o dono da verdade.

Com estas posições, pode-se chegar a entender a falta de entrevistas à mídia, as tentativas de comprar o congresso, as tentativas de censura prévia, e a falta de pulso quando apareceu a única crise social de seu governo, o Apagão Aéreo. As crises legais e criminais ele apenas ignora e não dá explicação nenhuma. Chama cinicamente os amigos íntimos de aloprados, e, pronto está resolvido o problema. Ele está com medo da CPI do Apagão, com receio que esta entre nos superfaturamentos na reforma dos aeroportos, beneficiando seus amigos e partidários.

E agora na formação do seu ministério, Lula por falta de experiência política, está refém dos partidos coligados, que se sentindo prejudicados na distribuição de cargos, ameaçam com dificuldades nas votações das emendas do governo.

Até o seu partido o PT conseguiu empurrar para dentro da administração a incompetente da Martinha Sex Pot, que somente não foi presa em São Paulo em sua administração fajuta porque o governo do PT conseguiu com seu genial advogado Marcio Thomas Bastos, uma mudança na interpretação da lei de Responsabilidade Fiscal.

 

 

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Como demonstra a expressão facial, Lula não sabe nem beber.

Agora leiam mais um artigo sobre a incompetência pelo advogado Paulo Castelo Branco.

Este artigo foi retirado das páginas do Site Congresso em foco – http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=15724

 

As frágeis fundações do ministério de Lula

Paulo Castelo Branco *

Na reforma que o presidente Lula fez no seu ministério ficou faltando um projeto de fundações, uma planta baixa do que pretendia construir, além das especificações dos materiais que deveriam fortalecer as estruturas para receber o telhado.

O presidente, por mais de uma vez, se referiu simbolicamente à construção de uma casa para desenvolver seu raciocínio e explicar como pretende construir um país mais justo e democrático. Qualquer mestre-de-obras sabe que não bastam recursos para fazer uma boa obra, e dinheiro é a principal carência do governo. No orçamento da União, faltam recursos para quase tudo, apesar de o presidente estar sempre criando um novo programa de desenvolvimento que, para funcionar, necessitará ser aprovado pelo Congresso Nacional. Dessa forma, quando tudo estiver resolvido, sobrará para o ministro da Fazenda fazer os cortes para a adaptação do sonho à realidade.

Na nova composição do governo, o presidente está criando secretarias com status de ministério para atender aos muitos interesses políticos, gerando despesas incompatíveis com os recursos que possuímos. A fórmula mágica será o aumento de impostos para suportar os novos cabides de emprego. Dessa forma é que o governo, em oito anos, conseguirá criar os 10 milhões de empregos prometidos na primeira campanha. Não há razão para Lula praticar a pior das medidas na realização dos seus projetos; afinal, é sabido que ninguém pode gastar mais do que arrecada, e o próprio presidente já alertou para este fato. No entanto, apesar de saber quase tudo sobre quase todas as coisas, Lula insiste em gerar despesas e esmagar os contribuintes com a maior carga de impostos de toda a nossa história.

Se ainda vivêssemos na época de Tiradentes, com certeza o governo teria que enforcar, esquartejar e salgar um número enorme de cidadãos revoltados com tanto imposto. Como não estamos mais naquela época de barbárie, o governo se esforça em minguar as condições do povo através de pequenas intervenções que se multiplicam e acabam desanimando todos na luta pelos direitos fundamentais.

O ministério que o presidente apresenta é a caricatura de um governo que chegou trazendo esperança de mudanças radicais na vida nacional. A técnica usada na composição do ministério serve somente para atender aos interesses político-partidários e não para aprovar uma legislação ágil e eficiente que modifique os trâmites no Judiciário e encerre, de vez, a lentidão que afoga os juízes e serventuários. A presidente do Supremo Tribunal Federal anunciou que temos cerca de 60 milhões de processos em tramitação; quase o mesmo número de votos que reelegeram Lula. Como superar essa barreira? Só se desistirmos de buscar a Justiça, que em todos os tempos sempre condenou os absurdos confiscatórios dos governos. A salvação para aposentados e pensionistas é a decisão judicial que lhes garanta o direito de receber seus pequenos proventos. Pode ser que nunca recebam as diferenças; mas morrerão sabendo que a justiça prevalecerá.

No primeiro mandato, o presidente colocou ao seu lado somente os amigos. Entregou os postos mais importantes àqueles que, desde os tempos de sindicalismo, estavam juntos na busca de soluções para seus próprios problemas. Depois da vitória, os problemas continuaram a existir, só que passaram a ser dos outros. Não sobrou quase ninguém no governo. Agora, no segundo mandato, o presidente optou, para ajudá-lo na difícil missão de governar, pelos adversários. Melhor seria se tentasse composição com os da social-democracia e os democratas; pois, assim, estaria, com aqueles que realmente se opuseram à sua candidatura. É certo que o presidente de uma república tão complexa como a brasileira necessita de diversidade entre seus auxiliares, mas não precisava exagerar a ponto de quase não conseguir nome de expressão nacional para compor seu ministério e, ainda, perder os que o ajudaram no primeiro mandato. Sem fundações firmes, o telhado vai cair, especialmente se for de vidro.

 

* Paulo Castelo Branco é advogado, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e autor dos livros Brasília 2030 – a reconstrução, A morte de JK e A poeira dos dias.

25 mar 2007 Posted by | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, PINGA, POLÍTICA | Deixe um comentário

A música.

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Depois de ver uma foto destas, e se estivesse vivo o compositor amenricano autor de “El salon Mexico” Aaron Copland, poderia compor uma peça, denominada

“El salon Brazil”

 

 

A música.

 

Os dois artigos abaixo, escritos por Ralph J. Hofmann, estão muito interessantes e seu gosto para musica erudita está batendo com o meu.

O compositor americano Aaron Copland, http://en.wikipedia.org/wiki/Aaron_Copland está entre os meus favoritos, e acreditem pouca gente conhece a obra deste compositor.

A minha favorita é “El Salon Mexico”, onde Copland, enxerga de uma forma musical o que para ele deveria ser um cabaré mexicano nos meados do século XX.

Pode-se enxergar em sua música, uma visão simplista, típica da visão americana da vida mexicana, que não representa a realidade, mas é uma peça linda, com tiros de canhão e tudo.

A peça é constantemente tocada em solenidades mexicanas apenas com o nome de “Mexico”.

A peça que o Hofmann se refere no segundo artigo, foi escrita nos anos 40 pelo Copland.

Ela é linda e merece ser ouvida e desfrutada algum dia antes de se completar a nossa missão por aqui.

 

Um Retrato De Lincoln

Por Ralph J. Hofmann

 

O artigo que escrevi esta tarde sobre o valor do Homem Comum, me reportando à obra “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, me despertou a vontade de ouvir novamente a Primavera nos Apalaches, El Salón Mexico e outras obras. Quase por acaso em um dos CDs começou a tocar “ Lincoln Portrait”. Um louvor musical a Abraham Lincoln, em que tal qual em “ Pedro e o Lobo” de Prokoffiev um narrador intercala textos. Neste caso era a voz tonitruante do ator James Earl Jones. Valeu a pena anotar parte destes textos e traduzir:

“Concidadãos, não podemos fugir da história.”

Foi o que ele disse, foi o que Lincoln falou.

“Concidadãos, não podemos fugir da história. Nós deste congresso e desta administração seremos lembrados, a despeito de nós mesmos. Nenhuma característica significativa ou não poupará qualquer um de nós. As chamas do tribunal a que seremos submetidos iluminará nossa honra ou nossa desonra até o fim das gerações. Nós, nós aqui, temos o poder e a responsabilidade. Mensagem anual ao congresso, 1 de dezembro de 1862].”

Lincoln era um homem calmo, contido, mas ao falar de democracia eis o que disse:

“Assim como eu não desejaria ser escravo não quero ser mestre. Essa é minha idéia da democracia. O que for diferente disto não é democracia.”

Simples não? Mas compare a ética deste país, e de seus representantes eleitos.

A minguante classe média moureja para manter os políticos eleitos no luxo a que sempre aspirara. Os mesmos eleitos não têm a mínima preocupação quanto a como o mundo os vê ou as gerações futuras os verão.

Parece que deveriamos instituir a leitura obrigatória do “ Lincoln” de Carl Sandburg para toda pessoa que queira se candidatar a algo. Com sabatina pra verificar se entenderam.

 

Por Ralph J. Hofmann

Quando após 09/11 as televisões começaram a mostrar a massa de pessoas que abandonaram seus afazeres em todo o território americano para auxiliar as obras de busca e salvamento, para ajudar com limpeza ou mesmo para preparar refeições para os policiais e bombeiros encarregados das ações necessárias naquele momento a visão da cobertura de TV mostrava o efeito sobre as famílias das vítimas das torres, mais as centenas de bombeiros e policiais que acorreram após o primeiro choque.

Já na ocasião me veio à mente a idéia de que a “Fanfarra Para o Homem Comum” de Aaron Copland, algo como três minutos de música solene, seriam o epitáfio correto para o que assistíamos. Posteriormente ao longo de algumas das cerimônias ouvi na própria TV ocasionalmente o uso dessa música em fundo musical.

Sabemos que no mundo, em lugares como Darfur, e outros, ocorrem mortandade e fome, populações são reduzidas a nada, algumas pessoas tentam ajudar sempre, mas o evento de 09/11 é um dos poucos que foi compartilhado, que nos levou a sentir que devíamos estar lá, fritando um ovo para um bombeiro ou carregando água para o seu lugar de trabalho. Estava desde o primeiro momento em todas as TVs, em todos os jornais e em todas as revistas. Creio que nada, nem mesmo o desastre de Nova Orleans também coberto à saciedade pela imprensa passou uma sensação tão séria. Nova Orleans tinha tantos necessitados que não víamos espaço senão para profissionais.

E quem é o Homem Comum? Somos nós. Todos aqueles que compõem uma população. Aqueles que esperam responsabilidade de seu governo. Aqueles que supõem até prova em contrário que seus governantes consigam enterrar suas diferenças pelo bem comum.

Só que constata-se que nada disto é verdade. Há o Homem Comum. Mas os governantes não são o Homem Comum. Nem são Homens Especiais. São homens que se dedicaram à política. Sua carreira é ser político. Enquanto um homem comum pode se sobressair sendo um operário modelo, um doutorado especial, um mecânico muito hábil, ou borracheiro idem, o Homem Político se dedica à política. Estuda como se manter no poder. E, sendo esta sua missão na vida, como dali tirar o maior proveito possível seja em, termos de status e de fortuna pessoal. O Homem Comum não interessa a ele, senão como assunto de discurso.

Esta é a única explicação para partidos que se vendem ante ameaças reais à pátria, que garantem para os seus asseclas cargos em troca de votos, que ante a possibilidade de não terem uma fatia de poder se agarram com unhas e dentes a qualquer expediente. Lembro-me que ao tempo que Sarney garantiu seu quinto ano no poder um amigo comentou: “Parece-me ver o Sarney escorregando por uma placa de aço e deixando-a marcada com as unhas para não escorregar do poder.”

Dito isto, apreciem as nulidades que teoricamente serão os ministros deste país por mais 3 anos e meio.

E procurem um CD da “Fanfare for the Common Man” de Aaron Copland, para de vez em quando lembrar da grandiosidade do Homem Comum.

 

25 mar 2007 Posted by | ARTIGOS, ÉTICA | Deixe um comentário

Coincidências

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Aparenta ser vinho branco o que o Lula está tomando. Pode até ser cachaça.

Agora o detalhe do dedinho…..

 

 

Coincidência…

Coincidências acontecem, muito raramente, e sempre em pequenos fatos onde a chance de acontecer realmente é grande.

As coincidências onde existem milhares de fatos relevantes pertinentes, e onde os fatos passados recentes mostram certa tendência, não podem ser chamadas coincidências. Podem ser tomadas como fatos reais e que tiveram como desfecho o que se queira provar.

Eu estou me referindo, a uma notícia que anda tirando o sono de muita gente, e anda criando fofocas de todos os lados, pró e contra. Para que possamos entender e analisar friamente esta notícia vamos falar de alguns fatos posteriores.

1. Fato primeiro relacionado, foi quando o IBGE publicou uma pesquisa durante o primeiro anos do governo Lula, onde o principal programa social era e foi o tema de campanha, o “FOME ZERO”. O IBGE publicou em sua pesquisa que o Brasil tinha uma pequena população faminta sim, mas que o grande problema atual do Brasil era a obesidade. Este relatório acabou de vez com o programa FOME ZERO. Vocês já ouviram algum comentário sobre o FOME ZERO? Acabou e pronto. Neste tempo o Ministro da Casa Civil José Dirceu saiu com um comentário deselegante, mas bem próprio dele: “o IBGE parece não estar trabalhando com o governo que o paga, mas contra ele. Teremos que aparelhar melhor o IBGE, e toda pesquisa feita por ele (IBGE) tem que passar por aqui (GABINETE)antes.”

2. Marcelo Medeiros, jornalista escreveu:

A Presidência é responsável por 32,7% do total dos gastos com cartões corporativos da administração federal. O maior aumento, entretanto, ocorreu no Ministério do Planejamento – ao qual está subordinado o IBGE: de R$ 271 mil em 2005 para R$ 4,5 milhões em 2006.

Os cartões a que se refere o jornalista são os cartões corporativos do governo que no Governo Lula proliferou assustadoramente Leia o artigo completo em: http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=146 e o Senador Mercadante especificou que os gastos com estes cartões são segredo como parte da segurança nacional. Depois que o Ministério do Planejamento estourou os gastos com os cartões, incluindo nestes gastos a parcela referente ao IBGE, foi que o órgão decidiu anunciar o novo método de medida da economia, para que o Lula possa ficar bonito no pedaço.

3. Estes dois fatos mencionados acima, se colocados juntos, enquadra uma enorme possibilidade de que o Executivo tenha de fato comprado esta pesquisa do IBGE com os cartões executivos do governo.

Pesquisei bastante nas páginas econômicas e existem opiniões conflitantes sobre os fatos pertinentes à esta mudança nos métodos usados para avaliar o crescimento da economia.

Vejam a visão de Carlos Alberto Sardemberg:

23/03/2007 Para entender o PIB (3)

Comentando os novos números do PIB, hoje, o presidente Lula mandou ver: “O crescimento da economia, mesmo sem estar acompanhado do crescimento de investimento, se deve à extraordinária colocação de dinheiro nos programas sociais”.

Não é a verdade inteira, mas é boa parte dela. E a parte principal.

O PIB ficou maior e o ritmo de seu crescimento, no governo Lula, aumentou. Mas a metade desses ganhos deve-se ao crescimento do governo, nos impostos arrecadados e nos gastos.

Outra parte deve-se ao aumento do consumo das famílias, explicado especialmente pela distribuição de renda via governo (o Bolsa Família e outros programas, além do salário mínimo, pago pelo governo a mais de 17 milhões de pessoas, na forma de aposentadorias, pensões e outros benefícios).

Ora, não há exemplo de país que tenha crescido de modo forte e sustentado com base só na expansão do consumo.

É preciso turbinar os investimentos no setor produtivo e na infra-estrutura, de modo a aumentar a riqueza nacional e a capacidade futura de gerar riqueza.

Mas a mesma recontagem do PIB mostrou que os investimentos totais (públicos e privados) são menores do que se supunha e que o investimento do governo federal está em queda.

Conclusão rápida: o país está distribuindo, via transferências feitas pelo governo, uma renda já existente. E não está criando riqueza nova na velocidade necessária.

Não pode dar certo.

A China faz exatamente o inverso: mais investimento, menos consumo.

E ainda:

Para entender o novo PIB (1)
A melhor notícia está na redução da relação dívida pública líquida/PIB. Trata-se do mais importante – e mais acompanhado pelo mercado – indicador de solvência do país.
Essa relação estava em torno dos 50% do PIB, muito alta. Com os dados a serem conhecidos na semana que vem, relativos a 2006, é possível que tenha caído abaixo dos 45% já em dezembro último.
Para se ter uma idéia do tamanho dessa mudança: pelas contas antigas, somente se chegaria àquele número em 2010. Um ganho de quatro anos.
Mas, mesmo a 45%, ainda é muito alto.
Dos quatro principais países emergentes – Brasil, Rússia, China e Índia – apenas esta última tem indicador pior que o brasileiro (altíssimos 96,3%). Mas os juros reais que incidem sobre essa dívida são de 1% ao ano, contra os 8,5% do Brasil.
Para os países emergentes normais, digamos assim, sem crise atual ou que não estejam saído de crise profunda, como a Argentina, a relação dívida pública/PIB vai de 25% para baixo.
Para entender o novo PIB (2)
A redução dessa relação dívida/PIB se obtém pelo superávit primário, a economia que o governo faz em suas contas para o pagamento de juros.
Para simplificar: quanto maior o pagamento de juros, maior a redução do endividamento. Logo, quanto maior o superávit primário, menor a dívida.
A meta do governo para o superávit primário, fixada em lei, é de 4,25% do PIB, podendo cair a 3,75% caso o governo faça certos investimentos em infra-estrutura. Se o PIB é maior, claro que o superávit terá de ser maior.
Mas o superávit só existe para reduzir a dívida. Se esta ficou menor, o superávit também pode ser menor. Só será maior se o governo quiser acelerar a redução da dívida – que é o que devia fazer.
Mas parece que o governo vai aproveitar para gastar mais.

O novo método, de avaliação do crescimento do PIB, prima pela avaliação do consumo.

Quando o governo pega os nossos impostos, (Classe Média), que já estavam nas alturas, e acrescentam a estes impostos 4% do PIB, os números são fabulosos.

Depois pega esta quantia fabulosa e distribui como esmola para gente carente, é claro que o consumo aumenta, mas não com riqueza criada pelo crescimento econômico, mas com a riqueza roubada da classe média através de impostos.

Os números da Indústria e da Exportação caíram, mas o consumo aumentou.

Em meu modo de ver esta nova consideração das avaliações do crescimento através do consumo, poderia até ser, mas deveriam considerar retirar dos índices apresentados, os impostos que foram acrescentados para pagar a esmola que gerou o consumo.

 

25 mar 2007 Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA | Deixe um comentário

   

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