blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

O PAC emPACou….

O PAC emPACou

Depois de quatro anos de marasmo e corrupção o governo Lula inaugurou o novo governo com uma descoberta inédita de que o Brasil estava travado. E ele depois desta descoberta de gênio, anunciou com grande estardalhaço que havia descoberto a maneira de fazer o Brasil crescer. Faltando apenas o grito de “EURECA” o apedeuta criou o PAC. Conforme artigos publicados neste blog, o PAC pode significar muita coisa como:

Programa para Apropriação do CPMF, ou Plano para Acabar com o Chico, mas plano para o crescimento do Brasil, não havia.

Os dois ministros encarregados de anunciar o PAC, porque o presidente não tinha e não tem capacidade para tal, ficaram entre gaguejar e enrolar, mas não convenceram ninguém com algum conhecimento de causa. Até a mídia simpática ao governo criticou a falta de substancia do plano E pior ainda, a Radiobrás, órgão do governo apresentou opiniões desfavoráveis sobre a possibilidade de sucesso do PAC.

E agora, o gênio criador do PAC, o Lula Apedeuta da Silva está pondo em dúvida a possibilidade de sucesso deste plano imbecil e idiota de crescimento mágico depois de quatro anos estuprando o Brasil.

E sem encontrar o “Ponto G” da sociedade brasileira

O governo do Apedeuta da Silva deveria entender que nenhum país cresceu com uma taxa tributária de 40% do PIB, e pior ainda onde esta taxa imoral, está dependurada nas costas da classe média que paga 80% destes impostos ficando na prática com um imposto de 46% do PIB para esta classe que emprega 85% das pessoas com empregos formais do Brasil.

O crescimento do Superávit Primário à custa de elevação da carga tributária, não é sinal de sucesso e sim de fracasso em crescer sustentavelmente. As contas externas e o pagamento da dívida ao FMI foram feitas também à custa de aumento da carga tributária quando deveriam ser frutos do crescimento e do enxugamento da máquina pública que cresceu. Antes que qualquer plano de crescimento tenha alguma chance de sucesso, o Apedeuta da Silva deveria entender que enquanto as tarifas e impostos e contribuições não atingirem um limite máximo de 20% do PIB (deveria existir uma PEC neste sentido) não existe possibilidade de crescimento, com PAC ou sem PAC.

Em vez do mirabolante PAC, o Apedeuta Lula da Silva para incentivar o crescimento, deveria mostrar maturidade e responsabilidade e criar uma lei para ser votada pelo congresso onde:

O PAC deveria ser uma PEC:

 

1. Ficaria abolida a CPMF – O imposto mais irregular e ladrão de que se tem notícia.

2. Ficaria dispensada a multa emergencial do FGTS.

3. Ficaria proibida uma carga tributária superior a 20% do PIB

4. Seria obrigatório todo governo deste ponto em diante reduzir anualmente a carga tributária gradativamente até atingir um ponto sustentável de 20% do PIB

Uma lei destas, acompanhada da independência das agencias reguladoras, mostraria maturidade e confiança para os investidores privados na economia brasileira e os investimentos poderiam ter um ritmo mais acelerado.

Nenhum investidor de longo prazo poderia ter confiança em um país onde a economia está ancorada em uma CPMF

Leiam as duas matérias de Helena Chagas, publicadas no JB on Line

Pacote empacou no governo e no Congresso

 

À inquietação do presidente, em relação à eficácia do PAC para assegurar os investimentos necessários, soma-se a preocupação com a própria execução do programa. Boa parte dele até agora não saiu do papel e nem mesmo sua discussão engrenou no Congresso, mais envolvido com projetos da área de segurança e, agora, com a disputa entre governo e oposição em torno da criação da CPI do Apagão Aéreo.

Nesta semana, as primeiras medidas provisórias do PAC, editadas há 45 dias e não votadas, começam a obstruir a pauta da Câmara. E, embora a oposição não tenha investido contra as medidas destinadas a estimular o crescimento, a discussão tem sido morna e não se tornou, como Lula esperava, o centro da agenda política.

Na avaliação de parlamentares governistas, o Planalto, envolvido na reforma ministerial, perdeu um tempo precioso para patrocinar a discussão e a votação de matérias importantes no início da legislatura e do segundo mandato de Lula – a chamada lua-de-mel pós-eleitoral. O líder do governo na Câmara foi nomeado há apenas uma semana. O ministro das Relações Internacionais acaba de assumir a Justiça e ainda não foi formalmente substituído. E os ministérios da bancada do PMDB e de outros partidos da coalizão – importantes para “azeitar” a boa vontade dos deputados – só agora estão sendo anunciados.

– Acho que o governo tem que aproveitar o clima e votar logo as medidas do PAC. Depois cuida do resto — diz o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com a experiência de presidente da Câmara. (H.C.)

 

Lula passa da euforia à dúvida sobre o PAC

Helena Chagas

Brasília. Passadas as primeiras semanas de euforia com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula começa a ter dúvidas – e a expressá-las a interlocutores mais próximos – sobre a eficácia do programa em garantir investimentos suficientes para produzir, neste ano, crescimento econômico próximo de 4%.

Lula tem ouvido opiniões divergentes de políticos e economistas sobre o PIB de 2007 e o cenário internacional, mas a maioria delas converge num ponto: o programa de investimentos públicos é fundamental, mas precisará ser acompanhado de outras medidas, que estimulem investimentos da iniciativa privada, para que o país pegue o embalo do crescimento.

São cada vez mais frequentes também no gabinete presidencial as discussões sobre alterações na condução das políticas de juros e de câmbio, ainda que sejam descartadas mudanças drásticas.

– O presidente Lula está inseguro quanto à eficiência do PAC para garantir o crescimento com investimentos públicos. Está começando a perceber que talvez sejam necessárias outras medidas para estimular a economia. Ele não quer chegar a 2008, ano de eleição municipal, sem que a economia tenha dado sinais de que entrou num ritmo de crescimento maior – diz um dos integrantes do conselho político da coalizão que se reúne no Planalto.

A receita em relação aos juros é acelerar, nas reuniões do Copom, o ritmo de queda. Lula já disse isso diversas vezes ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a saída do diretor Joaquim Beviláqua é considerada um sinal de que os cortes na taxa Selic vão ser maiores até o fim do ano. Mas os setores “desenvolvimentistas” do governo e do PT continuam insistindo junto ao presidente para nomear um diretor que represente sua posição no Comitê. Meirelles resiste e nomeou Mário Mesquita, diretor com perfil considerado ortodoxo, para acumular as funções de Beviláqua. A queda-de-braço terá que ser arbitrada pelo próprio Lula, e o cerco a Meirelles vai continuar.

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e ex-líder do Governo, o senador Aloizio Mercadante fez críticas públicas à política de juros em audiência de Meirelles na Comissão e pretende aprovar projeto que obriga o presidente do Banco Central a ir ao Senado a cada três meses, para dar explicações.

– Minha posição sobre a política de juros é conhecida. É preciso acelerar o ritmo dos cortes na taxa. E queremos o Meirelles aqui no Senado para discutir o assunto conosco. Mas acho que só mexer nos juros não resolve – afirma Mercadante.

De outros interlocutores, Lula também tem ouvido que, a esta altura, não basta mexer apenas nos juros, e que é preciso haver algum tipo de providência em relação ao câmbio valorizado. Não se estuda nada drástico, mas já foi sugerida ao presidente, por exemplo, a contratação, para o BC, de um operador de mercado mais ousado. Nada disso passaria, porém, por medidas que restringissem a entrada de dólares no país ou qualquer alteração na política do câmbio flutuante. A ajuda a mais setores prejudicados pela política cambial também faz parte do rol de propostas que Lula tem discutido. (H.C.)

 

O PAC, não vai morrer como herói. Será uma morte de indigente. Não terá enterro de honra, mas sua inevitável morte se dará por causas genéricas. Ele morrerá na calada da noite, sem comentário algum, será enterrado como indigente e será esquecido como os montes de planos mirabolantes antes deste. O óbito anunciado ao nascer não deverá se estender além do outono. A causa do óbito será falta de substância. O atestado de óbito não será assinado nem pelo Mantega, nem pela Dilma, e muito menos pelo Apedeuta.

Este, simplesmente deverá dizer que o PAC foi morto pela “Zelite”.

 

19 mar 2007 - Posted by | CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, PAC, POLÍTICA

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