blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

A grande festa

O TRABALHO É UMA FESTAbebendo-em-casa.jpg

Eu já escrevi neste blog, varias vezes que o Lula não é muito e nunca foi chegado ao trabalho.

Mesmo sem trabalhar ele é um indiscutível sucesso, pois assumiu sua posição de primeiro mandatário com um currículo obscuro e duvidoso. Em sua declaração de renda, ele conservadoramente é um milionário e seu apartamento de cobertura, é um total mistério de aquisição.

Em um país repleto de analfabetos ele dá declarações contrastantes de que não tem muita necessidade de leitura. Não se tem notícia de algo que ele tenha escrito pessoalmente, e não se tem notícia que ele saiba utilizar um PC. Eu nunca vi dentre tantas fotos e filmes ele sentado diante de um PC. Agora fotos dele traçando uma branquinha, têm de monte e dele escornado depois de uma noitada de excessos também existem várias espalhadas pela Internet.

O único trabalho para o qual foi treinado, o de torneiro mecânico, não pode desempenhar sua função sem perder um dedo, mostrando a falta de capacidade para este trabalho. Como deputado da constituinte ele não se mostrou capaz do desempenho esperado, e foi até muito apagado. Não encontrei referencias se durante aquele tempo ele se mostrava propenso às suas festinhas com a branquinha. Por isto não tenho comentários.

Quando um jornalista americano residente no Brasil fez referencia ao seu apego à branquinha, ele em um rampante de autoritarismo queria que se expulsasse este jornalista.

“Quem tem fama deita na cama” e ele pode até se indignar, mas seu currículo não deixa dúvidas, que ele é chegado a uma “marvada” ele é.

Mas também ninguém é de ferro.

E melhor posto do que o artigo do Villas que está aí abaixo reproduzido na integra, não tem:

Opinião: Governar é divertir-se

Villas-Bôas Corrêa, repórter político do JB

Nos quatro meses do segundo mandato do governo que não começou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva forneceu mais elementos para a decifração da sua personalidade – que não chega a ser tão complicada – do que nos quatro anos iniciais embalados pelos elogios em boca própria ao maior em tudo de todos os tempos.

Nas picuinhas ao antecessor que jogou nos seus ombros a tal herança maldita, misturou viagens pelos quatro cantos do planeta para a afirmação de uma liderança mundial, de que tanto se orgulha. O modelito inaugural do seu gabinete no Palácio do Planalto só cuidou de política para a montagem do esquema da reeleição. Descuidos intencionais ou não fecharam os olhos para os desatinos petistas na armação da temporada dos escândalos: do caixa 2, do mensalão, das ambulâncias superfaturadas, da trapaça das sanguessugas, ampliados pela maciça cobertura pela mídia das CPIs que desandaram na dança do plenário da Câmara para comemorar a absolvição em cascata dos denunciados.

Lula abandonou o PT às merecidas traças, adubou a reeleição com os 11 milhões de Bolsa Família para matar a fome de 44 milhões de eleitores especialmente nas áreas mais pobres do Norte e do Nordeste.

Quando o núcleo político bichado pelos escândalos foi dissolvido, o presidente-candidato, em estalo afortunado, descobriu a fórmula perfeita do gabinete administrativo, que confiou à competência e energia da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil. Livre da papelada burocrática, que jamais leu, contentando-se com os resumos em meia folha de papel, pôde dedicar-se em tempo integral à campanha nas suas diversas etapas.

E desde então, o estilo Lula de governar ampliou o esboço até o retrato em corpo inteiro, com a transparência das suas singularidades. Da casmurrice das frases curtas do presidente Dutra à variedade dos cinco generais-presidente do rodízio de quase 21 anos da ditadura militar, passando por JK, Jânio, Jango, Sarney, Collor, Itamar e FH, nada pode ser comparado ao presidente Lula do bis.

Joalheiro amador, aplicou-se em enfeitar a faixa presidencial com as pedras coloridas da fantasia para a festa do governo desfrutado como uma diversão. Lula adora presidir reuniões com grande número de participantes que ocupem todas as cadeiras das mesas imponentes dos palácios do Planalto e da Alvorada ou das aperturas da Granja do Torto. Como não pode convocar governadores, prefeitos ou ministro todos os dias, conforma-se com a modéstia de encontros com os chamados núcleos de ministros para assuntos que interessam o público com a garantia de ampla cobertura na mídia.

Mas o recheio doce do mandato são as viagens. Qualquer uma, para qualquer lugar, com qualquer justificativa. Claro, as rotas internacionais para a exibição nos palcos do mundo são manjares para o paladar dos deuses que voam nas asas do Aerolula com a pompa e os agrados das mordomias. Reconheça-se que os giros patrocinados pelo Mercosul pelo mapa do nosso continente quase que se igualam ao deslumbramento da Europa, da Ásia ou da África. Lula é um temperamento eclético.

Nunca pareceu mais feliz e à vontade como no segundo mandato, sem a tentação de brincar com a democracia para mais quatro anos. Se cair no colo, claro que não recusará o sacrifício.

Por enquanto, pretende curtir os três anos e 10 meses no ritmo de festa, concentrando os esforços oficiais em três ou quatro programas que iluminem a imagem do grande presidente, o maior de todos os tempos.

Além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mesinha milagrosa para a cura de todas as enfermidades do país; três ou quatro obras de truz, como a irrigação de áreas do Nordeste com a transposição das águas do Rio São Francisco. E, um degrau abaixo, o pacote de emergência para o investimento de mais R$ 8 bilhões na educação.

A rede rodoviária em pandarecos, com recorde de desastres, ou a calamidade nacional da insegurança, com o registro de mortes diárias no Rio e nas grandes cidades são assuntos para a pauta da burocracia, dos governadores e prefeitos.

Poupem Lula: o governo é uma festa.

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08 mar 2007 - Posted by | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, AUTORITARISMO, TRABALHO

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