blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Certamente, talvez…..

Certamente, talvez…..

Certamente, talvez seja uma das maiores crises que o mundo já viveu”.(Lula da Silva)

Que tremenda falta faz uma escolinha básica ao seu presidente.

Sem uma boa escola básica, que o presidente menospreza e despreza as 300.000 vagas universitárias que ele está apregoando vão ser preenchidas por pessoas como ele e o que sair destas vagas universitárias estarão envergonhando o mundo com suas asneiras.

Exatamente como ele.

E as obras do PAC (Programa de Aceleração da Corrupção)?

Desde que foi implementado, não pararam de sair notícias sobre as irregularidades nas obras do PAC.

Para início de conversa, o tal PAC, nada mais é do que as obrigatoriedades orçamentárias do governo sob um novo nome de mercado. 70% destes investimentos serão feitos pela Petrobrás, que já constavam de seus planos orçamentários de longo prazo. Os restantes 30%, são as obras que deveriam ter sido feitas no primeiro mandato, que foram esquecidas em favor do aparelhamento da máquina e o inchaço no governo.

Depois que a infra-estrutura desabou, o governo resolve fazer a toque de caixa o que deveria ter feito e que não foi feito e chama isto de PAC.

O resultado é o que se esperava, sem controle e com metas impossíveis de serem cumpridas, os recibos e notas são esquecidos em favor da urgência, o superfaturamento vira uma constante, e o contribuinte se encarrega de cobrir este enriquecimento ilícito.

Este enriquecimento não é privilégio das obras do PAC, o Flavio Luiz da Silva, não está executando nenhuma obra do PAC e se enriqueceu repentinamente, e provavelmente ilicitamente.

Na inútil e perigosa OBRA DA TRRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO, o encarregado da obra, Agatunado Gedel Vieira Lima, gastou os primeiros 90 milhões com poucas ou nenhuma nota fiscal ou empenho regularizado e a obra foi embargada pelo TCU.

Vocês estão lembrado da famosa operação de emergência “Tapa Buracos” pouco antes das eleições de 2006 ?

Pois é 90% destas obras estão em dívida com o TCU, por falta de justificativa dos gastos.

O seu presidente (meu eu garanto que não é) como recompensa por este escalavro, por suas famosas abobrinhas ganha em uma pesquisa (questionável) 80% de aprovação do seu governo.

É mole?

Para não ficar como apenas fofoca reproduzo uma recente reportagem sobre as obras deste governo, e apenas a mais recente de várias que geralmente aparecem nas notícias.

Com estas freqüentes notícias e esta aprovação de 80%, fica evidente que 80% dos eleitores usam o jornal apenas para limpar o rabo

Leiam a reportagem:

TCU pede a paralisação de 48 obras da União

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 16h26

O TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou nesta terça-feira a paralisação de 48 obras federais, sendo 13 do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A recomendação foi feita ao Congresso Nacional, que é quem decidirá pela paralisação ou não das obras.

Entre as obras do PAC está a construção do terceiro terminal de passageiros em Guarulhos (SP). O tribunal encontrou sobrepreço no projeto básico, além de restrições à competição no edital e outras irregularidades no documento. O tribunal pediu também a paralisação da reforma do aeroporto Santos Dumont (RJ), que, de acordo com o tribunal, apresentou alterações indevidas no projeto.

O tribunal pediu ainda a retenção do pagamento de 12 obras. O órgão encontrou ainda 78 obras com irregularidades, mas não recomendou a paralisação. Das 153 obras fiscalizadas, apenas 15 não tinham ressalvas.

A previsão é que as recomendações do tribunal tragam uma economia de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. O total de obras fiscalizadas soma R$ 26 bilhões.

No ano passado, o tribunal determinou a paralisação de 77 obras, entre as quais a transposição do rio São Francisco

02 out 2008 Publicado por | ABOBRINHAS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Feliz aniversário-PAC

Feliz aniversário-PAC

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O PAC está fazendo um ano.comendo-mel.jpg

Foi lançado com todo o estardalhaço, tendo como protagonistas principais, o Ministro da Mentira o Guido Mantega e a Ministra da Verdade Dilma Rousseff.

O Mantega, falou sobre números e mais números e de acordo com as suas explicações incompreensíveis, não teria como errar, o PAC era tiro certo e o Brasil seria em um futuro muito próximo a futura potência econômica do mundo.

A Dilma, como sempre dona da verdade, deu uma aula com o seu “Data Show”, mas estava pouco preparada e disparou numa gagueira sem fim, voltando atrás e refazendo suas afirmações, deixando transparente que nem ela estava totalmente convencida da possibilidade que o PAC fosse germinar.

E não germinou.

Em total irresponsabilidade, o PAC estava ancorado em uma possibilidade irreversível da aprovação da CPMF.ferias-no-centrooeste.jpg

E em outra demonstração de irresponsabilidade do governo, também todo o orçamento para 2008, estava ancorado na aprovação da CPMF por mais cinco anos.

Como a aprovação da CPMF não aconteceu, e realmente não deveria ter acontecido, pois era um imposto injusto que retirava da economia 40 bilhões de reais e colocava este dinheiro nas mãos do governo que desperdiça e gasta muito mal, todo o orçamento foi para o espaço e o PAC morreu.

Eu não sou nem um pouco fatalista, pelo contrário sou sonhador por natureza e o meu otimismo sempre foi até criticado por outros colegas dizendo que eu era trouxa de acreditar tanto no Brasil e outras coisas.diarias.jpg

Mas no caso do PAC, não foi preciso me criticar, pois estava óbvio e patente que era apenas outra maneira deste governo tentar enganar o povo para aprovar a CPMF.

Escrevi vários artigos sobre este assunto e publiquei opiniões diversas, de pessoas entendidas e realistas sobre as possibilidades do PAC.

Nos links abaixo, estão alguns dos artigos sobre o PAC, que publiquei durante todo o ano passado.

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=114o-depoimento.jpg

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=112

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=127

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=125

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=123

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=121

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=119

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=116

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=115

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http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=156

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=149

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=169

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=205

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=204

 

São muitas as indicações de que o PAC era mais uma enganação deste governo incompetente, mentiroso, desonesto e corrupto.

E para finalizar esta comemoração de aniversário, temos o nosso presidente (digo “nosso” por força de expressão, pois meu ele não é), querendo colocar a responsabilidade por uma eventual crise econômica no governo dos Estados Unidos, incluindo um provável apagão que se acontecer será por falta da presença do governo nas áreas estratégicas da economia.pedindo-esmola.jpg

Não houve investimentos por parte do governo em nenhuma área de infra-estrutura.

Os investimentos foram concentrados na área que o governo denomina social, mas que de social somente tem o nome, pois o principal programa social do governo é o “Bolsa Esmola”, que tira a dignidade das pessoas contempladas e promove uma estrutura de corrupção da parte dos encarregados da implementação deste programa.

E o PAC, que nasceu sem ter nascido, fruto de uma enganação, fez aniversário sem comemoração por parte de seus pais ou responsáveis, e vai morrer como nasceu, sem ter morrido, não será velado e nem sepultado.

Foi tudo faz-de-conta.

Exatamente como o governo do Lula.acabou-o-doce.jpg

 

A gastança é real.diarias.jpgo-cartao.jpg

O nosso dinheiro é festa!!!!

 

O Artigo abaixo, surrupiado do Blog Prosa e Política (http://pep-home.blogspot.com/) não é sobre o PAC, mas um retrato da situação política atual.

O governo Lula, é quase totalmente responsável por esta situação, pois apesar da situação da política nacional ter sempre sido corrupta, neste governo, o recorde não foi apenas batido, mas estraçalhado de tal maneira, que os parâmetros atualmente não existem entre; errado e correto, punição e impunidade, política e conchavo, verdade e mentira.

A Falência da Política

As aventuras de Lobão e Lobinho ilustram bem as fragilidades do sistema político brasileiro. Aliás, fragilidade é uma palavra fraca. O sistema político brasileiro faliu.
O presidente da República (qualquer um) é eterno refém de um modelo de relacionamento com a classe política, que funciona à base da negociação de varejo.
Pode ser com mensalão ou simplesmente a partir da tradicional “cesta básica” do clientelismo e do fisiologismo: nomeações, empregos, liberação de emendas.
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O fato é que este modelo gera uma Presidência que oscila entre a extrema arrogância e auto-suficiência e a extrema submissão. E nenhuma accountability, isto é, nada de prestar contas ao distinto público (os eleitores).
O modelo gera também uma classe política viciada na pequena e na grande mordomia, na pequena e na grande corrupção. E nenhuma accountability, isto é, nada de prestar contas ao distinto público (os eleitores).
Atualmente, como o presidente escolheu José Sarney como seu “cupido”, com o objetivo de pacificar suas relações com os senadores, lá se vai Edison Lobão para o ministério das Minas e Energia, sem conhecer rigorosamente nada do assunto.
Enquanto isso, as estatais distribuidoras de energia administradas pela Eletrobrás causaram R$ 3 bilhões de prejuízo ao país em 2007, muito em razão das dificuldades do presidente Lula para nomear logo as diretorias.
Várias estatais estão acéfalas desde a saída de Silas Rondeau do Ministério das Minas e Energia, isto é, desde maio de 2007.
Resultado: apagão gerencial, justo num setor que passa por um momento tão delicado.
No Senado, também brilham as fragilidades do sistema aparecem, na posse do suplente de Lobão, seja ele Lobinho ou o segundo suplente. Mais um senador sem voto vem se juntar a vários outros.
O suplente de senador sempre foi um problema, desde a promulgação da Constituição de 88, mas ficou particularmente agudo com o escândalo que envolveu Renan Calheiros.
Em geral, senadores escolhem para suplente o pai, outros escolhem o filho. Aí seria apenas compadrio, clientelismo.
A coisa fica mais séria quando alguns escolhem como suplente o “Espírito Santo”: um empresário, que financia a campanha do titular. Depois o titular se licencia, e o suplente assume, para aprovar ou barrar projetos de seu interesse.
No caso de Lobinho (o talvez ex-futuro senador Edison Lobão Filho), há ainda outra aberração.
Bombardeado por denúncias de uso de laranjas em vários negócios (mais um, meu Deus!), Lobinho pode nem ir ao Conselho de Ética, beneficiado por um entendimento defendido por vários senadores, mas principalmente pelo senador petista Aloísio Mercadante.
Malfeitorias cometidas antes de assumir o mandato não são objeto de processo no Conselho de Ética.
Com isso, Eduardo Azeredo conseguiu escapar a duas representações, ambas se referindo a sua participação no valerioduto mineiro. Mais recentemente, Gim Argello também escapou, no caso das bezerras de ouro que levaram Joaquim Roriz a renunciar à sua cadeira no Senado.
Argello, suplente de Roriz, assumiu tranqüilamente o mandato.
Nada indica que no caso de Lobinho vá ser diferente.
Atualização das 17:51 – Lobão tomou posse há pouco do cargo de ministro das Minas e Energia. Não discursou. Lula falou qualquer coisa – nada de relevante. Foi aplaudido por Dilma Rousseff, ministra Chefe da Casa Civil, e mais seis senadores de um total de 19 senadores do PMDB.
O senador José Sarney (PMDB-AP), que indicou Lobão para o cargo, não compareceu. Está ocupado no Maranhão. Lobinho, o filho enrolado do novo ministro, foi aconselhado pela família a ficar longe da posse. Está nos Estados Unidos.
O PMDB ganhará mais um senador caso Lobinho, filiado ao DEM, não assuma a vaga do pai. É suplente dele. O segundo suplente é do PMDB.

Por Lucia Hippolito

 

 

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22 jan 2008 Publicado por | ÉTICA, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | 1 Comentário

R$ 11.545,04 por minuto.

 

R$ 11.545,04 por minuto.

 

Transparência Brasil, – http://www.transparencia.org.br/index.html – Publicou em suas páginas, um grande estudo em detalhes e com todas as fontes, das despesas com o congresso nacional.

O número acima é mesmo estarrecedor, mas é quanto os nossos impostos estão pagando para estes pilantras e moleques trabalharem três dias por semana, roubarem sete dias seguidos tudo o que puderem carregar, e legislar em causa própria o tempo todo.

Os interesses são sempre os mesmos, tirar a maior vantagem possível.

Com raras exceções, os atuais representantes populares, não representam o povo, mas seus próprios interesses.

Os gastos com o congresso brasileiro é o maior do mundo.

Não satisfeitos com estes gastos, os parlamentares tentaram no ano passado, votar um aumento nojento de 100%. O povo gritou e voltaram atrás, mas durante a visita do Papa, com a mídia obscurecida pelas notícias da visita, eles rapidamente votaram um aumento de 28%, dizendo ser a perda com a inflação.

Para quem ganha quinze salários anuais têm 120 dias de recesso, e quando vem trabalhar se apresenta de terça feira à quinta feira, e podem usufruir de uma verba de gabinete de R$ 15.000,00 até para pagar as pensões alimentícias dos filhos ilegítimos com o fez o Renan, a inflação poderia é colocar mais perspectiva real nos ganhos e não dilapidar. A inflação afeta sim é o assalariado que não pode fazer nada.

Eu escrevi antes, não querendo ser pessimista, mas realista de que o PAC não iria funcionar nunca. Não foi porque  sou do contra ou não gosto do governo. Eu não gosto mesmo é do congresso.

O PAC foi baseado em seis principais medidas provisórias, para que pudesse andar e estas medidas foram apresentadas no congresso para aprovação.

Vou descrever um trecho de uma reportagem de hoje do JB on Line: http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2007/02/20/pais20070220000.html

Só uma das 685 emendas apresentadas às sete medidas provisórias do PAC representará, caso aprovada, gasto adicional de R$ 4,8 bilhões para o governo. De autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), aumenta de R$ 5,2 bilhões para R$ 10 bilhões o crédito concedido pela União à Caixa Econômica Federal. O custo adicional dessa proposta é cerca de 15% maior do que o estimado para toda a obra de transposição do Rio São Francisco.

O link acima leva à notícia completa.

Podem acreditar que este aumento absurdo para aprovar estas MPs, tem comissão agregada para enriquecer ainda mais estes pilantras.

Com um salário destes, o maior do mundo real, este congresso da carochinha não cansa de buscar uma maneira de complementar os seus roubos, com propinas das empreiteiras favorecidas nas emendas.

Não tenho a certeza, mas desconfio que deva ser assim:

Deputado fulano de tal liga para uma empreiteira:

“Tenho aqui em minhas mãos, um assunto de seu interesse. Posso emendar para que seja dirigido em sua direção este serviço extra no valor de 50 milhões, mas preciso de uma comissão para isto porque tenho que molhar a mão de muita gente para que isto aconteça”

Se for vantagem, a empreiteira topa, superfatura tudo, a gente paga, e o deputado fica mais rico.

Eu estou apostando que todas as 685 emendas são passivas de alguma vantagem monetária para o autor da mesma.

E voltando à carga com a célebre frase de Abraão Lincoln:

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” (Abraham Lincoln)

 

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De vez em quando, a casa cai e alguns mais atrevidos são pegos com a mão na massa.

E quando isto acontece, eles choram, fazem feio, inventam mentiras, a mídia é a culpada, a imprensa maldita, perseguição política, falsificam documento, fazem chantagem, inventam teorias de conspiração e até citam Franz Kafka invertido. Tudo isto para não largar a mamata. Que vergonha.

Eu sinceramente tenho mais respeito pelo Fernandinho Beira Mar que é bandido assumido e quando foi pego lutou e foi ferido, mas não fez este papel ridículo, este espetáculo dantesco que envergonhou toda a nação.

O Senador e ex-governador Roriz, chorando ao pronunciar as suas explicações sem convencer ninguém, e apelando por ajude de Deus, depois que foi flagrado em um telefonema para lá de suspeito.

Vamos fingir que acreditamos que toda a origem do dinheiro foi exatamente como diz o Senador. Um cheque do Nonô de 1,2 milhões, do Banco do Brasil, para ser descontado em dinheiro vivo e depois emprestado uma parte para o Roriz comprar a participação de uma bezerra. O restante ficou mesmo foi com o Nonô.

Irregularidades:

1.      Cheque do BB foi descontado no BRB em dinheiro. Isto é proibido. Quem autenticou as assinaturas?

2.      Não houve previsão de saque como manda o Banco Central.

3.      Porque dinheiro vivo? Tudo poderia ser feito por transferência bancária, muito mais seguro e transparente.

4.      E porque ele disse no telefone que cada um sairia com a sua parte? Isto é suspeitíssimo e até parece coisa de filme de gangster.

5.      E mais, apesar de não ter condenações, o Roriz tem inúmeros processos em andamento, e onde tem fumaça tem fogo.

6.      A cena dos papeis assinados em branco, são tão bons quanto os recibos apresentados por Renan Calheiros. O Roriz já foi flagrado com propriedades em nome de laranjas mais de uma vez, e seu sigilo bancário e fiscal deve até dar pena. Ele pode até estar passando necessidades de acordo com a documentação encontrada.

Roriz deixa de ser palhaço, você foi pego e agora deve ter a hombridade de assumir. Seja homem.

E Renan, que palhaçada, ele já foi desmentido várias vezes e as mentiras continuam acumulando.

A falta de decoro parlamentar, não está nem na ajudinha ganha pela empreiteira que ele pegou sim senhor, Não está na relação extraconjugal, não está nos recibos e guias falsificadas, não está nos bois mais caros e gordos do Brasil, não está nos bois emprestados que chegara a Murici em três grandes carretas de dois pisos, não está em chantagear os colegas para que arquivem o caso.  A falta de decoro está na mentira para o Brasil e para os cidadãos de Alagoas que o elegeram.

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Roriz e Renan pisaram na jaca, e devem deixar a mamata para outros.

Fora Roriz e fora Renan, menos merda no congresso. E coincidentemente, são do mesmo partido.

Eu somente não estou sugerindo a desclassificação do PMDB como um partido político, porque este partido abriga também um Pedro Simon. (deve haver mais gente séria lá dentro, mas eu não conheço todos).

Outro dia no Programa do Jô, a Jornalista Lúcia Hipólito, mencionou uma coisa interessante:

“Os políticos fazem sempre amizades com Doleiros, Banqueiros, Bicheiros, Marqueteiros, churrasqueiros, e nunca se houve dizer que o Médico amigo, o advogado amigo, o dentista amigo”

Eu digo sempre que as aves da mesma  espécie se congregam.

Fizeram uma tentativa de reforma política, apenas para dar uma tênue esperança à sociedade mas como houve maiores interesses, nada foi feito e continua na mesma roubalheira,  e a gente pagando mais de onze mil reais por minuto para que eles sigam roubando.

Eu tenho um sonho:

Posicionar dois milhões de pessoas na explanada dos ministérios e na praça dos três poderes, invadirem o congresso, e retirar de lá todo e qualquer parlamentar que tenha ou teve algum processo contra ele. Os outros ficam para votar uma reforma política verdadeira, onde os salários e os gastos com o congresso sejam decididos por referendo popular. Os horários todos cumpridos, com ponto e tudo, e ao menor suspeita de irregularidade, o parlamentar fica afastado sem remuneração, até que se apure a suspeita. Se confirmada perde o mandato e se não confirmada ele assume novamente com os seus salários atrasados.

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29 jun 2007 Publicado por | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Prosperidade e crescimento.

Prosperidade e crescimento.

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Sabem vocês porque o Brasil não vai crescer?

È o óbvio ululante de que as condições para o Brasil crescer sustentavelmente e em um ritmo permanente condizente com os países em desenvolvimento, devem passar pelo estado atual da infra-estrutura essencial.

O primeiro governo do Lula foi um oba-oba sem fim, com experimentos sociais que não deram certo, com os postos chaves do governo ocupado por pessoas ineficientes, e sendo que os últimos dois anos foram anos de campanha para uma reeleição. De entre meio, a primeira administração foi permeada e temperada com escândalos e corrupção, que ajudaram a paralisar o andamento de qualquer vislumbre de administração que poderia ter havido.

Em outras palavras durante o primeiro ano do governo Lula o Brasil andou sozinho, sem comando algum e no embalo do Plano Real, herdado do governo anterior. O único mérito do governo neste sentido, foi não querer mudar esta situação, que ajudou o Brasil a se manter estável.

As melhorias na infra-estrutura, que no governo anterior foi pífia, e permeada de crises, internas e externas, no governo Lula foram nenhuma.

Para o bem da verdade, as obras de expansão do sistema de distribuição elétricas iniciadas timidamente no governo anterior foram mantidas, e as duplicações de rodovias também iniciadas no governo anterior seguiram em seu ritmo patético, mas seguiram.

O aumento da capacidade energética, as melhorias portuárias, as melhorias rodoviárias, ferroviárias e aeroviárias, foram praticamente nenhuma. E sem estas estruturas, o crescimento sustentável não pode existir.

O ministro Mantega não disse nada de errado quando disse: São sinal de prosperidade. Parte do preço do sucesso da economia. Se referindo ao caos aéreo. Somente esqueceu-se de acrescentar: Prosperidade sem infra-estrutura”.

Se um governo qualquer, chega a um lugar rural e abandonado, e resolve mudar a economia local, investindo em educação, insumos, maquinaria adequada, pode sim ter um enorme sucesso na produção agrícola, mas se depois da colheita não existir um método eficiente para se transportar esta colheita, tudo vai acabar se perdendo. Em outras palavras, os métodos de transporte da safra, devem ser feitos antes da colheita senão, se perde a colheita e todos os investimentos feitos para esta colheita.

É simplesmente por esta razão óbvia que as terras localizadas perto das rodovias de acesso são mais caras.

Para que o Brasil cresça, deve investir primeiro na infra-estrutura base.

Os portos, por exemplo, estavam cotados no PAC para serem melhorados, pois não comportam os grandes navios modernos. O ministro encarregado destes portos está reclamando na mídia da falta de fundos para este serviço.

O PAC, é uma tremenda enganação e a única obra que está sendo feita a “toque de caixa”, é a obra mais desnecessária de todas, que é a transposição do Rio São Francisco. Está encarregado da verba desta obra, o senhor conhecido em seu estado natal, a BAHIA como “AGATUNADO”. A verba de seis bilhões, nas mãos do agatunado, será realmente bem aproveitadas por ele.

A grande besteira desta obra, é que quando falta água no nordeste, também falta água no rio São Francisco.

A despeito do que muita gente está acreditando, a captação da água em Cabrobó, está logo depois da barragem de Sobradinho, e vai prejudicar duas outras hidroelétricas à sua frente, Timbó e Paulo Afonso.

A equipe do Agatunado anda disseminando por aí, de que a água que eles vão captar, é a água que irá se perder no mar, coisa que se fosse verdade, justificaria o projeto. Mas não é nada disto não, podem acessar os mapas da região e verão que entre Cabrobó e o mar, existem duas usinas geradoras e o projeto de mais uma.

E voltando para a infra-estrutura, este projeto tocado pelo Agatunado, irá sem dúvida nenhuma, ralear mais ainda a quantidade de energia disponível para o crescimento sustentável.

E tem mais, para bombear 600m³ por segundo, de acordo com os projetos, vão ser consumidos 1.000MW de energia, que é a total produção da usina hidroelétrica de Sobradinho (1050MW), que irá fornecer esta energia.

Vejam que grande besteira esta:

Um projeto que vai funcionar somente quando o rio estiver com água suficiente, e que coincide com as chuvas do semi-árido que irá favorecer. Durante estas chuvas não será preciso retirar água do rio. E nesta carência energética em que estamos toda a produção de uma usina muito importante será desviada para o projeto. E mais ainda, somente em Paulo Afonso, a falta desta água diminuirá a energia produzida suficiente para alimentar uma cidade de 45.000 habitantes.

Este é o principal programa do PAC.

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Dizem agora, que o projeto está mudando, (depois da verba aprovada).

Agora dizem que a água será retirada durante as cheias, e acumulada em açudes, para ser distribuída no período da seca. Ah bem…

A evaporação desta água será terrível, na casa dos 30%.

Um terço da energia gasta para retirar esta água, será gasto na evaporação que as correntes aéreas vão levar para a Amazônia onde não se precisa desta água.

300MW de energia para irrigar a Amazônia.

Este é o PAC, ou parte dele, e tudo o mais é assim mesmo.

E agora o que fazer?

Relaxa e goza.

 

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23 jun 2007 Publicado por | CRESCIMENTO ECONÔMICO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

PAC-MAN

PAC-MAN

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Vocês se lembram do joguinho do computador denominado “PAC-MAN” –

Este jogo do início dos anos 80 foi um sucesso absoluto, e deu até cogitações sobre as pessoas se envolvendo de tal maneira que se tornariam dependentes deste jogo.

Em universidades americanas houve até matéria dedicada a este tema e suas implicações no comportamento da sociedade.

Não houve nada de mal neste jogo e assim que a febre passou, vieram mais jogos com maior sofisticação, e esta tendência continuou até hoje.

Agora vem o governo Lula com o seu programa de governo denominado PAC.

O PAC-MAN, era constituído de uma bolinha com uma enorme boca que comia o tempo todo, outras bolinhas menores. De vez em quando encontrava pelo caminho uns monstros, que dificultavam o trabalho, mas que poderiam ser evitados. Quando não se evitava um destes monstros, se perdia pontos e depois de vários encontros, o jogo era perdido e terminava.

O PAC do Lula parece ser a mesma coisa:

· O governo Lula é a bolinha com a enorme boca.

· As bolinhas menores são o nosso dinheiro, que contribuímos com os impostos.

· Os monstros que dificultam a tarefa de comer o nosso dinheiro são as dificuldades encontradas pelo Lula e já mencionadas como – As leis, o IBAMA, o Ministério Público, a mídia, a Polícia Federal, ETC. –

· Quando se ficava melhor em jogar o PAC-MAN, se escolhia uma velocidade maior para elevar o grau de dificuldade. O governo quer maior velocidade no PAC para ter maior velocidade em comer o nosso dinheiro com mais facilidade. Esta é a maior diferença entre os dois PACs.

Como o governo tem encontrado muitos monstros pelo caminho, dificultando a continuação da comilança, ele está com vergonha de mostrar o resultado de suas jogadas até aqui. O placar ainda está baixo. Quando ele ganhar mais destreza neste jogo de comer o nosso dinheiro ele então mostrará o placar com grande orgulho.

Confiram agora a reportagem do Jornal do Brasil:

Insatisfeito, governo adia balanço do PAC para semana que vem

Karla Correia

BRASÍLIA. O governo decidiu adiar a divulgação do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que seria apresentado hoje pela chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. A ausência do titular da Fazenda, Guido Mantega, foi a explicação oficial dada pelo Palácio do Planalto para transferir para segunda-feira a apresentação dos resultados. Três meses depois de lançar as medidas que servirão de base para o prometido crescimento econômico de 5% ao ano, o governo enfrenta dificuldades para realizar os investimentos previstos.

Reportagem publicada ontem pelo JB revelou que as estatais investiram no primeiro bimestre só R$ 4,5 bilhões – ou cerca de 9% do total reservado para o ano – muito aquém da meta fixada pelo Ministério do Planejamento, que era de R$ 8 bilhões. O investimento das estatais nas obras previstas pelo plano continua baixo.

Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou transparecer impaciência com o andamento do programa em conversa com o governador da Bahia, Jaques Wagner.

- O presidente me disse que gostaria de ver o PAC com mais velocidade, com velocidade de cruzeiro – disse Wagner, no percurso entre o gabinete presidencial e a Casa Civil, onde apresentaria a Dilma projetos nas áreas de saneamento e habitação.

Segundo o governador, Lula tem “pressa” para ver os projetos em execução.

- O PAC está em fase de amadurecimento, quando é natural alguma lentidão. Com o tempo, ganhará a velocidade desejada. A partir do segundo semestre, é desejável que essa velocidade cresça – declarou Wagner.

A pressa do governo já levou a uma reestruturação do Ministério do Meio Ambiente, visto por setores da Esplanada como um dos principais entraves ao andamento do plano, por conta da lentidão do processo de licenciamento ambiental. O grande nó no relacionamento entre Meio Ambiente e a área de infra-estrutura do governo é a construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira (RO) – os dois principais projetos de geração de energia.

- O presidente tem pressa porque quer que o segundo mandato seja melhor do que o primeiro

- disse Wagner.

Ora, Ora, senhor governador, se no primeiro mandato o que o PT e o Lula fizeram foi roubar e deixar roubar, fica confusa a sua resposta. Será que a pressa do presidente é para roubar mais rápido, ou para que com o PAC em andamento o roubo seja mais difícil de identificar?

Eu sei de uma coisa, com o Gedel em controle da CODEVASF, e com a transposição do Rio São Francisco como um dos projetos principais do PAC, a roubalheira vai ser maior neste governo.

 

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03 mai 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, PAC | Deixe um comentário

PAC…PAC…PAC.

PAC…PAC…PAC.

Porque será que a ministra está de mau humor ?

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Durante a apresentação do PAC, com o seu “lap top” e o seu “data show”, em SUA AULA INICIAL, a ministra apresentou o PAC como a salvação do Brasil.

Para o bem da verdade, ela não usou o clichê do Lula “nunca na história deste país”, mas faltou pouco para isto. Nas entre linhas, é possível ver esta frase tão popular hoje em dia.

Ela deu uma aula como se estivesse falando com uns alunos da terceira série, mas faltou preparo para a aula inicial e ficou durante vários momentos gaguejando e voltando atrás, num vai e vem em que se o Sergio Motta estivesse vivo chamaria de “masturbação explicatória”.

Assisti a tudo isto com uma esperança de que finalmente o governo iria começar a trabalhar, e que o Brasil finalmente iria crescer, e eu e a minha pequena empresa, iríamos a começar a pagar menos tributos, e enfrentar menos burocracia, e que a infra-estrutura tão necessária iria sair do papel.

Depois de cinco minutos da aula inicial, perdi a esperança e entendi a razão da gagueira da ministra. Nem ela estava convencida de que este programa seria para valer. E quando se está dando uma aula de mentirinha, quando se está procurando esconder a verdadeira razão por detrás deste programa natimorto, nem treinando muito se pode deixar de gaguejar.

E como todo mentiroso profissional, a maneira mais eficaz de esconder a mentira é fingindo indignação quando enfrentado com uma pergunta sobre porque o anunciado não está funcionando?

A resposta correta para esta pergunta seria:

“Ora bolas, não está funcionando, porque não existe programa nenhum e não irá funcionar nunca”

Agora esta resposta ela não dará nunca, porque um mentiroso profissional, ainda que pego na mentira, se finge indignado, mas sempre insiste na mentira.

Vejam este edital da Folha de São Paulo:

Dia dois de Maio de 2007

Em marcha lenta

Nada parece irritar mais a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do que críticas ao atraso na execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado com estardalhaço há mais de três meses para marcar o segundo mandato de Lula e do qual ela é coordenadora. Para rebatê-las, a ministra costuma mostrar dados porcentuais sobre o andamento dos projetos do PAC, e promete apresentar nos próximos dias um balanço ainda mais completo. Apenas admite que, como ocorre em todo grande programa de governo, também neste possa haver problemas pontuais. Números do próprio governo, no entanto, justificam as críticas.

Para os que anseiam pela retomada das obras de infra-estrutura, indispensáveis para a aceleração do crescimento prometida pelo governo, são frustrantes os dados divulgados pelo Tesouro Nacional a respeito dos investimentos do governo central. Principal mecanismo para assegurar a concretização da parte que cabe ao governo federal dos elevados investimentos previstos no PAC – e que totalizam R$ 503 bilhões no segundo mandato de Lula -, o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) só teve executados, nos três primeiros meses do ano, R$ 504,9 milhões, ou apenas 4,5% da meta de R$ 11,3 bilhões fixada para todo o ano.

O governo Lula discutiu intensamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a exclusão do PPI do cálculo do superávit primário, que indica a capacidade do setor público de pagar sua dívida. O argumento principal do governo, acolhido pelo FMI, foi o de que o PPI incluiria obras de infra-estrutura com grande potencial para estimular o crescimento e, assim, gerar mais renda para o governo. Além disso, os investimentos previstos no PPI não estão sujeitos a cortes pela área econômica do governo, como estão os demais investimentos.

Não é impossível que, daqui para a frente, superados alguns dos problemas políticos e administrativos que vem enfrentando, o governo consiga acelerar a execução do PPI e aplique, até o fim do ano, o valor previsto. Seria bom para o País que o conseguisse. Mas o retrospecto não é dos melhores. Em 2005, do total de recursos previstos para o PPI, no limite de 0,2% do PIB, nem tudo foi executado. No ano passado, a aplicação nesse tipo de projeto foi limitada a 0,15% do PIB. Para 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o aumento dos recursos para o PPI de 0,2% do PIB, conforme foi estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para 0,5%. Em valor, isso significa um aumento de R$ 4,6 bilhões para R$ 11,3 bilhões.

Para integrar o PPI, uma obra ou projeto precisa passar por um grupo de representantes dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e da Casa Civil. Nos dois anos anteriores, o atraso em alguns projetos se deveu à sua lenta tramitação nesse grupo. Agora, procurou justificar o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, há outro problema que retarda o programa: a necessidade de aprovação, pelo Congresso, de uma emenda à LDO em vigor, elevando de 0,2% para 0,5% do PIB o limite para o PPI.

Problemas como esses fazem parte do que o secretário do Tesouro denomina “dificuldades intrínsecas” para a execução dos investimentos. Pelo balanço por ele apresentado das contas do Tesouro nos três primeiros meses deste ano, o mal se disseminou pelo governo. Ministérios essenciais para fazer andar o PAC (fora do PPI) apresentam, em 2007, desempenho pior do que em 2006. É o caso do Ministério das Cidades, que nos três primeiros meses do ano passado conseguiu investir R$ 126,8 milhões, valor que caiu para R$ 112,4 milhões neste ano. Também caíram, na comparação do primeiro trimestre de 2006 com o de 2007, os investimentos dos Ministérios dos Transportes (de R$ 702 milhões para R$ 570,8 milhões) e da Integração Nacional (de R$ 185,5 milhões para R$ 131,7 milhões).

Se confirmada a afirmação do secretário do Tesouro ao Estado, de que “não há contenção de recursos, que são liberados tempestivamente”, o problema é outro. Ou o governo não tem projetos suficientes, o que confirmaria a inconsistência do PAC apontada pelos críticos, ou não os administra com a eficácia necessária, o que revelaria má gestão.

O governo diz que este será o “ano do PAC”. Mas, criado para acelerar o crescimento, ele avança em marcha lenta.

03 mai 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Governar sem problemas.

Governar sem problemas.

Em novembro de 2006, o jornalista Josias de Sousa escreveu um artigo sobre a visão de governar do Lula. Um excelente que artigo que ilustra perfeitamente, o interior do pensamento lulista de governar (ou porque não faz nada, o que vem a ser a mesma coisa.)

Escreveu Josias:

A palavra da moda é “destravar”. Sua Excelência o Magnânimo vem repetindo o vocábulo a mais não poder. “Neste primeiro mandato, eu já estou há dez dias fazendo reuniões setoriais para destravar esse país”, disse nesta sexta. “Quero começar o segundo mandato agindo de forma muito mais forte e ousada. Eu quero anunciar esse processo de desobstrução do Estado brasileiro ainda neste primeiro mandato.”

O caminho de um governante, disse Lula, é pontilhado de provações: “Quando a gente é oposição, está tudo na ponta da língua. Mas quando a gente é governo, tem que fazer as coisas. E ao tentar fazer as coisas, encontra uma série de obstáculos.”
Que obstáculos são esses? O presidente esclareceu: “As leis, as questões ambientais, a burocracia, a oposição, o Congresso, o Ministério Público e o TCU.” Ora, ora, ora. Nunca na história desse país um governante foi assim, digamos, tão explícito. Chama de obstáculos o que, em verdade, é salvaguarda da coletividade contra eventuais abusos de seus governantes.
Desejaria o presidente governar acima das leis, devastando florestas à revelia, livre de incômodos opositores, sem a intermediação congressual e imune a fiscalizações? Por sorte, a democracia brasileira já ultrapassou a fase do pé-de-cabra destravador.

Agora vem o problema do PAC não conseguir sair da meta de partida, o anuncio com todo o estardalhaço, em que o presidente estranhamente não participou e deixou o encargo para a ministra professora Dilma, com o seu PPS e a sua gagueira e o ministro Mantega com a sua explicação cheia de entraves e contradições o lançamento do PAC. Aí parou.

Leia agora duas notícias sobre a espinha dorsal do PAC, a construção de três hidroelétricas, e a irritação do Lula com os entraves legais e necessários.

O artigo do Josias,

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=50

Está outra vez em cima da questão.

Lula definitivamente tem a certeza de ele é Deus. Ou o direto enviado do Mesmo.

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Ibama adia licença para hidrelétricas
21/04/2007

O Ibama pediu mais informações antes de autorizar a continuidade dos projetos de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Esta semana, o presidente Lula se mostrou irritado quanto à morosidade na liberação da licença pelo órgão.
O Ibama decidiu adiar a autorização para a continuidade dos projetos após detectar problemas que impediam a concessão. Entre esses entraves estão o acúmulo de sedimentos no rio em decorrência da futura construção das barragens e a ameaça à população de bagres, peixes grandes responsáveis pela sobrevivência de uma comunidade de 15 mil pescadores do Madeira.
Com a decisão do Ibama, o cronograma do PAC fica atrasado. A emissão de licença ambiental prévia estava prevista para o início de fevereiro. O atraso também provoca adiamento na data prevista para o leilão: maio, no caso da hidrelétrica de Santo Antônio, e outubro, no caso de Jirau.
A ministra do meio-ambiente, Marina Silva, declarou nesta sexta que não há razão para o Ibama se apressar.

País

Lula acusa Ibama de atrasar concessão de licença ambiental

20/04/2007

 

Rio Madeira

A demora na concessão de licença ambiental para construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Roraima, irrita o presidente.

Lula considera os empreendimentos importantes para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para a garantia de produção de energia elétrica a médio prazo.

Três obras são consideradas vitais pelo governo Lula para garantir crescimento econômico de 5% nos próximos anos: as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira – que prevêem a produção de 6.450 MW de energia elétrica – e a Belo Monte, um projeto de usina para o Norte.

 

Falta agora o Lula aparelhar melhor o IBAMA, no estilo do IBGE,

(QUE CRESCEU O PIB NO PAPEL)

para poder fazer seu governo sem muita preocupação com o

“MEIO AMBIENTE”.

22 abr 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, PAC | Deixe um comentário

Promessas, Algarvio, e Cachaça

Promessas, Algarvio, e Cachaça

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Atividades como: Beber,(muito) viajar, divertir, roubar, mentir, ETC

Certa manhã, o pai exemplar diz ao filho de seis anos:

-“Filho, prepara-te para receber a notícia de uma grande e boa surpresa que lhe vou fazer hoje à noite quando voltar do trabalho.”

O pequeno menino ficou cheio de esperanças e curiosidade sobre a grande surpresa e até contou para todos os que a ele se aproximavam de quanto o seu pai era bom e legal para com ele. Mal podia esperar pela volta do pai.

O pai chega do trabalho, e encontra o filho com aquele olho brilhante de curiosidade sobre a grande surpresa. Olhou nos braços do pai procurando antever algo que poderia lhe dar uma dica sobre o que o pai tinha trazido do trabalho. Não vendo nada de diferente, pensou que poderia ter ficado no carro. Enquanto o pai tirava o paletó e lavava as mãos, correu na garagem para procurar no carro. Não encontrou nada. Ficou triste, será que o pai tinha se esquecido?

Foi procurar o pai e lhe perguntou:

“- Pai é hoje o dia da surpresa?”

E o pai:

“- Sim filho eu tenho uma boa surpresa para você. No ano que vem você completa sete anos, e vou matricular você no primeiro ano da escola.”

E, o filho sem esconder seu desapontamento disse:

“- Pai, esta é a surpresa? Pensei que matricular os filhos na escola fosse obrigação dos pais.”

Moral desta história:

“Os deveres e obrigações são uma questão de honra e querer transformar estes deveres e obrigações em dádivas por favores não passa de cabotinismo ostentado”

 

Eu detesto SPAN, ou seja as mensagens de Email que chegam a você sem serem solicitadas. Eu recebo um monte delas, e até fico desconfiado com a freqüência de algumas sobre:

· Viagra – Estas são pelo menos umas 200 por dia.

· Aumentar o tamanho do pênis – 50 Por dia.

· Emagrecer dormindo – 100 por dia.

· E por aí vai.

Hoje, recebi um Email de um departamento do Governo Federal, que eu não solicitei e nem tenho o desejo de que chegue em minha correspondência. Mais precisamente veio de :

Secretaria de Comunicação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Este Email não solicitado é uma propaganda sobre os investimentos do governo federal nos próximos quatro anos, especialmente ou quase totalmente sobre os investimentos da Petrobras.

Vou reproduzir na íntegra esta correspondência, para que vocês possam enxergar a semelhança desta propaganda com a história do pai cabotino no relato de entrada deste post.

PAC: petróleo, gás e biocombustíveis terão investimentos de R$ 171 bilhões

 

Os 183 projetos da Petrobras incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vão representar, até 2010, investimentos da ordem de R$ 171,7 bilhões. Para os quatro anos, a empresa pretende garantir a auto-suficiência brasileira em petróleo, acelerar a produção de gás natural, consolidar a liderança mundial na área de biocombustíveis, além de modernizar e ampliar o parque de refino. Para atingir essas metas, o PAC engloba obras importantes, como a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, do gasoduto Sudeste-Nordeste e da refinaria Abreu e Lima, bem como a renovação da frota nacional de petroleiros.

Oferta de gás

Um dos projetos mais significativos é o que prevê o aumento da produção de gás natural. O Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangás) envolve investimentos de R$ 25 bilhões para ampliar a oferta do produto dos atuais 26 milhões de metros cúbicos/dia para 55 milhões metros cúbicos/dia em 2010, reduzindo a dependência externa do gás. Para alcançar a meta de produção haverá, por exemplo, o desenvolvimento do Campo de Mexilhão, localizado na Bacia de Santos (SP), responsável pela oferta de 15 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Serão investidos R$ 4,4 bilhões no campo, que entrará em operação em 2009.

Para ampliar a rede de gasodutos, a Petrobras vai aplicar R$ 12,5 bilhões dentro do PAC. Há quatro projetos principais, como o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, com 662 km de extensão (que vai escoar para a capital do Amazonas o gás produzido em Urucu, na Bacia do Solimões – AM) e o gasoduto Sudeste-Nordeste (que vai interligar as redes de gás das duas regiões).

Auto-suficiência

Para preservar a auto-suficiência brasileira em petróleo, o Programa de Aceleração do Crescimento prevê investimentos de R$ 81 bilhões em projetos de aumento da produção e descoberta de novos reservatórios do óleo combustível e de gás. Os principais projetos estão localizados na plataforma continental, onde serão instaladas, até 2011, quase 20 novos sistemas de produção. Ali estão previstas plataformas de grande porte que vão elevar a produção dos atuais 1,8 milhão barris/dia para cerca de 2,4 milhões de barris diários em 2011, garantindo a continuidade da auto-suficiência. O índice de nacionalização das plataformas será de 70%.

Abastecimento

Para modernizar o parque de refino, a Petrobras vai realizar obras de ampliação em todas as suas refinarias, com o objetivo de aumentar o volume de petróleo nacional processado em 250 mil barris/dia (significa ampliar de 80% para 90% a carga processada) e elevar a oferta de derivados para o mercado brasileiro. Os investimentos vão também garantir a melhoria da qualidade dos combustíveis, tornando-os mais limpos. No caso do diesel haverá redução de 86 mil toneladas/ano de poluentes.

Em Pernambuco será construída a Refinaria Abreu e Lima para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia, obra em associação com a PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela. Os R$ 10 bilhões aplicados na instalação da refinaria incluem melhoria de infra-estrutura portuária na região, construção de linha de transmissão de energia elétrica, dutos para escoamento de petróleo e derivados, entre outros.

Na atividade de transporte, além das redes de dutos, serão construídos 42 navios petroleiros, todos em estaleiros nacionais, com entrega de 15 embarcações prevista para até 2010. A renovação da frota contará com R$ 4,1 bilhões.

No desenvolvimento de alternativas energéticas renováveis serão aplicados R$ 720 milhões, envolvendo a construção de usinas de biodiesel e a implantação em quatro refinarias do processo HBIO, inédito no mundo, para produção de óleo diesel com a mistura de petróleo e óleos vegetais. Somente para ampliar a capacidade de produção de biodiesel serão destinados R$ 570 milhões na construção das usinas de Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE), cada uma com capacidade para 50 mil toneladas/ano. A previsão da Petrobras é disponibilizar 855 milhões de litros de biodiesel por ano, o que vai evitar a emissão de 2,3 milhões de toneladas anuais de gás carbônico na atmosfera.

Complexo Petroquímico

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) terá investimentos de R$ 21 bilhões (R$ 8,2 bilhões até 2010). O Comperj terá capacidade para processar 150 mil barris/dia de petróleo pesado quando entrar em operação em 2012. Será a primeira unidade petroquímica do mundo a utilizar, como matéria-prima, petróleo pesado. Serão construídos, também, empreendimentos petroquímicos em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

Os projetos da Petrobras no PAC:

  • Aplicação de R$ 171,7 bilhões até 2010 em 183 projetos;

  • Construção e aquisição de 42 petroleiros (com entrega prevista de 15 até 2010);

  • Investimento de R$ 25 bilhões na ampliação da produção de gás natural aumentando de 26 milhões de metros cúbicos/dia para 55 milhões de metros cúbicos/dia em 2010;

  • Processamento de 1,9 milhão de barris de petróleo/dia nas refinarias, dos quais 1,7 milhão de barris de produção nacional;

  • Manutenção da auto-suficiência sustentável em petróleo e aumento das atividades de exploração e produção com investimentos de R$ 81 bilhões;

  • Produção de 855 mil metros cúbicos/ano de biodiesel.

Confira mais detalhes dos investimentos da Petrobras e do PAC
www.brasil.gov.br/pac

Viram a semelhança?

As entre linhas desta propaganda levam ou tentam levar a entender, que se não fosse pelo PAC, a Petrobrás não iria investir em nada, a auto-suficiência em energia é por causa do PAC, os novos petroleiros irão ser construídos por causa do PAC, e o Biodiesel, é uma coisa feita possível por causa do PAC.

Estes e outros investimentos fazem parte do programa da Petrobrás de expansão e procedimentos, FAZEM PARTE DO PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO DA EMPRESA, MUITO ANTES DA PALAVRA PAC SER CONSIDERADA.

Em outras palavras, é uma obrigação do governo e da empresa estatal.

A grande promessa do PAC faz parte das grandes promessas do governo Lula, desde as campanhas eleitorais.

· A canetada que iria resolver o problema da reforma agrária

· Os dez milhões de empregos

· O milagre do crescimento (real, manipulação estatística não vale).

· O conselho de segurança da ONU.

· O cortar na própria carne.

· A moralização da administração.

· A normalização da Previdência que de acordo com o Lula era questão de vontade política.

· E agora, a enganação do PAC.

E se vocês lerem bem como será dividido a participação do governo, no PAC, podem constatar que o investimento do governo, real, será igual à 10% do que se arrecadou em 2006 com a CPMF.

A manipulação pelo IBGE da maneira de se calcular o PIP, levou a uma desvalorisação de 0,92% do Superávit Primário anunciado deixando esta diferença nas mãos do governo, para investir no PAC.

A manutenção da multa de 10%, que foi instituída para sanear as contas do FGTS, propiciaram um saldo positivo neste tributo. Este saldo está cogitado para investimentos em obras de infraestrutura do PAC.

E as hidro elétricas do PAC, que são praticamente a espinha dorsal do programa, estão sem estudo de impacto ambiental (EIA), e não conseguiram uma licença para serem implementadas.

Resumindo: Se o congresso vetar a continuação desta roubalheira que é a CPMF, (Tem muito movimento popular e empresarial neste sentido) Se se calcular novamente o PIB pela forma que era feita anteriormente, quando o PAC foi proposto, se deixar de cobrar esta multa de 10% pagas pelo empresariado ao FGTS, e se o EIA das Hidro elétricas não forem conseguidos, (parece difícil em pelo menos tres delas, e que são as mais importantes), o PAC estará definitivamente deficitário, ou seja natimorto.

Já chega desta enganação deste governo cabotino, que além de enviar SPAN, está tentando nos tratar como crianças ou débeis mentais desinformados querendo que os cidadãos fiquem esperando as maravilhosas promessas que não são mais do que as obrigações de qualquer presidente decente.

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21 abr 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Re-publicação – Projeto mirabolante

Projeto Mirabolante e sem respaldo ciêntífico.

 

Hoje estava eu comentando com o Maurício, um amigo meu sobre o artigo anterior sobre o Bispo e o Chico, quando ele me disse que o Bisbo estava errado e que a água retirada do rio para abastecimento e irrigação, era apenas a água que já havia cumprido a sua função e depois estava indo para o mar. Ele disse que aquilo era demagogia barata e aquilo era vontade de aparecer como estas ONGs da vida.

Sem ter no momento argumento sobre o assunto, resolvi pesquisar um pouco e verifiquei que não é bem assim não.

A verdade, é que o ponto escolhido para extração da água fica entre as represas de Sobradinho e Xindó, restando entre o ponto de captação e o mar, dois sistemas de geração de energia, essenciais para a demanda energética do Nordeste e que já estão estressados ao máximo. Para se ter uma idéia, a estação geradora de Paulo Afonso, perderá com a captação desta água na quantidade especificada no projeto, um potencial energético que daria para uma cidade de 35.000 habitantes.

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/simposio.html

Esta PÁGINA ACIMA É UM ARTIGO RETIRADO DE:

http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/fran.html

Outra página no assunto, e muito interessante é:

http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/051007not01.asp

 

Entre outros artigos lidos, verifiquei mais uma vez o perigo desta obra, que não vai beneficiar o Brasil mas sim terras e bolsos de políticos em detrimento do país.

Dizem que em terras férteis irrigadas com as águas do Chico serão criados milhares de empregos e que desta forma uma parte da constante migração nordestina ficaria contida.

Estes tão famosos empregos mencionados podem até ser verdade, mas serão subempregos onde se paga e quando pagam, um salário apenas.

Esta possibilidade de emprego também é desfavorável à outras opções como:

  1. Empregar pessoas para restabelecer as matas ciliares do Rio São Francisco.
  2. Empregar pessoas para trabalhar desassoreando o Rio São Francisco.
  3. Empregar pessoas para trabalhar despoluindo o Rio São Francisco e afluentes.
  4. Empregar pessoas para construir eclusas e cascatas para a vida fluvial poder desfrutar todo o rio como antes.
  5. Empregar pessoas para fazerem propaganda e falar sobre o projeto de revitalização viável do Rio São Francisco.

 

Poderia eu ficar falando sobre projetos que deveriam ser feitos antes de uma captação a toque de caixa como a proposta do governo, e que dariam muito mais resultados a médio e a longo prazo do que esta idéia de sangrar um rio agonizante, para pagar dividendos para políticos gananciosos e corruptos.

 

Tem mais polêmica sobre este assunto em:

http://www.terrazul.m2014.net/spip.php?article200

 

 

 

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de integração do rio São Francisco “é uma questão humanitária”, pois ele foi concebido para “garantir que o povo nordestino, que tem outros problemas, não tenha o (problema) de água para beber”.

 

Este presidente adora estas palestras de efeito como o programa fome Zero, que acabou sendo o oposto do problema no Brasil. O maior problema do brasileiro não é a fome, mas a obesidade. Isto foi uma pesquisa do IBGE que é órgão do governo federal.

Os cinco bilhões, orçado para esta obra, será conforme norma nacional:

  1. Superfaturado.
  2. Negligenciado.
  3. Prazos indefinidos e não cumpridos.
  4. Cabide de emprego para filhos e parentes de políticos.
  5. E tudo isto para ajudar a matar o Rio São Francisco.

 

Um outro dado que acabei descobrindo enquanto pesquisava sobre o assunto:

    • A quantidade de energia necessária para bombear a quantidade de água proposta seria pouco menos do que a produção energética da Usina de Sobradinho/BA em pleno funcionamento. Se houver um período de seca semelhante ao ocorrido em 2000, não haveria nem energia para bombear água e nem água para ser bombeada.
    • Haveria, no entanto, políticos como o nosso presidente bem contentes com estas verba enorme e imunda que seria gasta com um projeto mirabolante que seria implementado antes da revitalização do Rio como foi prometido pelo presidente mentiroso Lula da Silva ao Bispo Cappio.

 

Roberto Leite em 24 de fevereiro de 2004.

20 mar 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

Duas condenações à morte!!!

 

Duas condenações à morte? Sem nenhuma apelação?

 

Uma do Bispo Cáppio outra do velho Chico.

Não sei se vocês souberam, mas o servidor onde publico os meus artigos foi invadido e parte de meus artigos se perderam e fiquei fora do ar por algum tempo.

Consegui salvar muita coisa e sobre o famigerado projeto de transposição das águas do São Francisco, vou editar e publicar dois artigos anteriores no assunto.

1. Projeto mirabolante, e

 

2. O Bispo e o Velho Chico.

Este projeto, já nasceu como o tal PAC, natimorto, pois os estudos existentes, por vários órgãos responsáveis mostram a inviabilidade deste projeto monstruoso e idiota que o presidente também monstruoso e idiota vai tentar levar em frente na marra.

Sua ganância é insaciável e estes cinco ou seis bilhões de reais que estão orçados para o projeto falam mais alto em sua ética (?) do que o bom senso e os estudos técnicos de viabilidade sobre o assunto.

Para ele, apedeuta, não importa a morte do Bispo Cáppio que provavelmente ocorrerá, e também a morte lenta do Rio São Francisco que também provavelmente ocorrerá. Para ele apedeuta com sua tradição sindical, o que importa e unicamente o que importa é o imediato resultado das comissões e desvios desta enorme verba para este projeto mirabolante. Pelas tradições brasileiras em projetos desta natureza se foi orçado em seis bilhões, vai terminar em quinze ou vinte bilhões sem resultado prático e seus amigos, sua conta bancaria seu filhinho empresário todos vão se beneficiar destas mortes impunes, e deste enorme orçamento.

O reaparecimento da SUDENE e do DNOS, durante este governo calhorda, foi planejada e desejada para comandar e distribuir esta enorme verba.

Eta Brasil…..!!!!

Recebi um Email de minha irmã Sônia que mora em BH/MG sobre este assunto e vou publicar na íntegra porque está bom e dentro da parte responsável que ainda resta de bom no Brasil.

Não sei se vai dar resultado, mas vamos fazer pressão.

Água mole em pedra dura (cabeça e ética do Lula) tanto dá até que fura.

Vejam agora o Email da Sônia:

Paulo Nogueira Batista – Jornal A Tarde (15/03/2007)

Dom Luiz e o São Francisco

Retomo um tema que sempre me causa certa angústia. Anteontem, o governo publicou no Diário Oficial o edital para o início das obras do projeto de transposição de águas do Rio São Francisco. Estão previstos gastos de R$3,3 bilhões para as obras. O governo estima que a despesa total alcance R$6,6 bilhões, incluindo, além da construção de canais, gastos com projetos executivos, supervisão das obras e aquisição de equipamentos, entre outros. Desde o início da semana, centenas de representantes de movimentos sociais estão acampados em Brasília, reivindicando a retomada do diálogo com o governo, a revitalização do São Francisco e o arquivamento do projeto de transposição.

A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio em outubro de 2005, em Cabrobó. A greve foi suspensa por acordo negociado pelo então ministro Jaques Wagner, atual governador da Bahia. O ponto mais importante do acordo foi a promessa do governo de “prolongar o debate” sobre a transposição das águas do São Francisco, “ainda na fase anterior ao início de obras, para o esclarecimento amplo de questões que ainda suscitem dúvidas e divergências”, conforme documento negociado com dom Luiz pelo ministro Wagner e aprovado pelo presidente Lula.

Até onde sei, esse debate apenas começou. O ano de 2006, dominado pelas eleições, não foi propício ao aprofundamento da discussão.

A polêmica é intensa e o projeto vem dividindo o Nordeste. Em artigo publicado há poucos dias pela Agência Carta Maior, Leonardo Boff advertiu que, se o governo levar adiante o projeto sem levar em conta a existência de alternativas que muitos especialistas consideram mais baratas e socialmente mais eficazes, “podemos contar com nova greve de fome do bispo”. E acrescentou: “Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, dom Luiz ficará do lado do povo. E irá até o fim. Então, a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico.

Estará o governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?”.

Um bispo “santo e evangélico”.

Em minha vida, já conheci homens de grande espírito público (Octávio Gouvêa de Bulhões e meu pai, por exemplo), já conheci figuras heróicas (Dilson Funaro), mas devo dizer que nunca havia conhecido um santo, o que não é de espantar, dada a extraordinária raridade do fenômeno. No ano passado, contudo, tive a honra de me encontrar diversas vezes com dom Luiz. Quem sou eu para dizer quem é ou não é santo? Mas Leonardo Boff tem autoridade e conhecimento para tal. Conhece dom Luiz há muito tempo, foi seu professor no seminário de teologia em Petrópolis, no início dos anos 70, e tornou-se seu amigo e admirador. Desde aquela época, relembrou Boff em artigo escrito na época da greve de fome, dom Luiz se destacava por “uma aura de simplicidade e santidade”.

No final de fevereiro, dom Luiz esteve em Brasília para protocolar carta ao presidente da República. A sua disposição é retomar o debate sobre o São Francisco e as soluções para o Semi-árido.

Nessa carta, o bispo observa, por exemplo, que a Agência Nacional de Águas propõe 530 obras para solucionar os problemas de abastecimento hídrico até 2015 em todos os núcleos urbanos com mais de cinco mil habitantes do Semi-árido. “Essas obras beneficiariam as populações mais necessitadas e custariam R$ 3,6 bilhões, sendo portanto mais baratas, mais abrangentes, mais eficientes do que qualquer obra de transposição hídrica”, argumenta.

Dom Luiz não faz ameaças. Pede apenas “que se retome o diálogo e que se garanta que seja amplo, transparente, verdadeiro e participativo, incluindo toda a sociedade do São Francisco e do Semi-árido, conforme foi pactuado em Cabrobó em outubro de 2005″.

Se as dúvidas são tantas, se há tanta incerteza sobre os méritos do projeto de transposição, esse apelo precisa ser atendido. Trata-se de cumprir o que foi acordado pelo governo, em negociação difícil e até dramática, graças à qual se preservou a vida de dom Luiz e se abriu a perspectiva, ainda não concretizada, de uma discussão profunda sobre a transposição e as alternativas.

“A minha atenção para o drama do São Francisco e das populações que dele dependem foi despertada pela greve de fome realizada pelo bispo Luiz Flávio Cappio”

Transposição das águas do Rio São Francisco: Um novo desfile e a mesma fantasia, por Washington Novaes

5/03/2007

[O Estado de S. Paulo] Haja fôlego, paciência, persistência. Há uns 15 anos vem o autor destas linhas transcrevendo periodicamente graves questões levantadas por cientistas, administradores públicos, Tribunais de Contas, a respeito do famigerado projeto de transposição das águas do Rio São Francisco. A todas responde a administração federal – quando responde – com argumentos do tipo “não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da seca”. E vai em frente, até que surja uma nova barreira – como foi a greve de fome do bispo dom Luiz Flávio Cappio.

Agora, esquecido o bispo e derrubadas na Justiça medidas liminares, anuncia o ministério da Integração Nacional que fará imediatamente licitações (no valor aproximado de R$ 100 milhões) para contratar empresas que façam os projetos executivos da obra, orçada em R$ 6,6 bilhões nesta etapa. E o bispo manda nova carta ao presidente, lembrando que o Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de pessoas que se alardeia, que a Agência Nacional de Águas propõe obras em 530 municípios para solucionar os mesmos problemas com metade dos recursos previstos para a transposição e que populações a 500 metros do rio continuarão, apesar da transposição, a sofrer com a falta de água. Já o Comitê de Gestão da bacia (que por 44 votos a 2 foi contra a transposição) diz que esta atende a menos de 20% do semi-árido, que 44% da população do meio rural continuará sem acesso a água – “exatamente os que mais precisam” – e que a revitalização do rio prometida pelo ministério da Integração Nacional precisa “sair do campo da retórica”. E o ministério Público volta a recorrer à Justiça, lembrando que nos termos da Constituição, por atingir terras indígenas, a obra precisa de autorização do Congresso Nacional, o que ainda não aconteceu.

Como já foi dito aqui, parece uma assombração que some e reaparece de tempos em tempos. Sem falar no governo imperial, foi no começo da década de 1980, ainda nos tempos do “Brasil Grande” da ditadura militar, que o projeto ressuscitou, para uma vida muito breve. Pouco mais de uma década depois, embora o então ministro do Meio Ambiente Rubens Ricupero dissesse que o São Francisco já era “um rio ameaçado de extinção”, por causa do desmatamento nas regiões onde nascem e por onde passam seus formadores, o ministério do Interior voltou à carga, com um projeto de transpor 150 metros cúbicos por segundo, a um custo de US$ 1,5 bilhão. Mas ele foi fulminado por um parecer do Tribunal de Contas da União, que mostrava ser um fantasma esdrúxulo, pois o ministério do planejamento dele não sabia, assim como os ministérios da Agricultura (que cuida de irrigação), da Reforma Agrária e da Fazenda (que libera recursos). Além disso, o projeto implicava prejuízos de US$ 1 bilhão anuais na geração de energia, inviabilizava mais áreas para irrigação a montante do que beneficiava a jusante e concentrava os benefícios num pequeno número de grandes produtores rurais.

Foi para o limbo até 1998, quando ressurgiu em nova versão de túneis que levariam água para o abastecimento de cidades, ao custo de US$ 700 milhões. Durou pouco a reaparição. Mas já estava de volta no final de 2000, numa versão em que 127 metros por segundo transpostos beneficiariam 8 milhões de pessoas e o abastecimento de água de 268 cidades, além de irrigar 260 mil hectares. O professor Aziz Ab’Saber, da USP, lembrou na época que os beneficiados seriam menos de um terço das vítimas da seca (27 milhões). A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) observou que pelo menos 30% da água se perderia por evaporação. E a Cáritas mostrou que a solução para comunidades isoladas está na implantação de cisternas de placa (das quais já há 160 mil), não na transposição, que não chegaria a esses lugares.

Levou algum tempo para recuperar-se o combalido. Mas retornou em 2003. Dessa vez, teve a oposição do Comitê de Gestão da bacia, da CNBB, da OAB, das arquidioceses à beira-rio. Custaria R$ 4,2 bilhões para uma transposição de 53 metros cúbicos por segundo. Vários especialistas (professor Aldo Rebouças, da USP, professor Abner Curado, da UFRN, professor João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, entre muitos) mostraram a desnecessidade: o problema no semi-árido é de gestão, não de escassez.

Mesmo levantando mais de 40 questões, o Ibama concedeu em 2005 licença prévia. Sabendo que 70% da água seria para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades, e não para proporcionar “uma caneca de água para as vítimas da seca”. Que não estava equacionada a questão dos subsídios necessários para uma água que poderia custar até cinco vezes mais que a então disponível. Que a maior parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por evaporação. Que havia enormes discrepâncias a cada citação do número de beneficiados (12 milhões? 7,24 milhões? 9,02 milhões? 7,21 milhões?) e dos hectares irrigados (161 mil? 186 mil?). Mais grave que tudo: o próprio estudo de impacto ambiental dizia que 20% dos solos que se pretendia irrigar “têm limitações para uso agrícola”; e “somados aos solos líticos, notadamente impróprios, respondem por mais de 50% do total” das terras que seriam irrigadas. Não bastasse, “62% dos solos precisam de controle, por causa da forte tendência à erosão”. Ainda assim, concedeu licença prévia ao projeto, pois as objeções do Comitê de Gestão haviam sido ignoradas pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos.

Agora, o velho abantesma retorna à avenida, sem responder a nenhuma das muitas questões levantadas principalmente por cientistas.

E retorna com a mesma fantasia.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

( www.ecodebate.com.br ) artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo – 02/03/2007

Se você é contra a Transposição do Rio São Francisco escreva para os deputados no site:

www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/

Ou mande diretamente para o presidente mostrando a sua posição:

https://sistema.planalto.gov.br/falepr/exec/index.cfm?acao=email.formulario&CFID=1006323&CFTOKEN=88203168

 


20 mar 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, AUTORITARISMO, ÉTICA, PAC, POLÍTICA | 1 Comentário

O PAC emPACou….

O PAC emPACou

Depois de quatro anos de marasmo e corrupção o governo Lula inaugurou o novo governo com uma descoberta inédita de que o Brasil estava travado. E ele depois desta descoberta de gênio, anunciou com grande estardalhaço que havia descoberto a maneira de fazer o Brasil crescer. Faltando apenas o grito de “EURECA” o apedeuta criou o PAC. Conforme artigos publicados neste blog, o PAC pode significar muita coisa como:

Programa para Apropriação do CPMF, ou Plano para Acabar com o Chico, mas plano para o crescimento do Brasil, não havia.

Os dois ministros encarregados de anunciar o PAC, porque o presidente não tinha e não tem capacidade para tal, ficaram entre gaguejar e enrolar, mas não convenceram ninguém com algum conhecimento de causa. Até a mídia simpática ao governo criticou a falta de substancia do plano E pior ainda, a Radiobrás, órgão do governo apresentou opiniões desfavoráveis sobre a possibilidade de sucesso do PAC.

E agora, o gênio criador do PAC, o Lula Apedeuta da Silva está pondo em dúvida a possibilidade de sucesso deste plano imbecil e idiota de crescimento mágico depois de quatro anos estuprando o Brasil.

E sem encontrar o “Ponto G” da sociedade brasileira

O governo do Apedeuta da Silva deveria entender que nenhum país cresceu com uma taxa tributária de 40% do PIB, e pior ainda onde esta taxa imoral, está dependurada nas costas da classe média que paga 80% destes impostos ficando na prática com um imposto de 46% do PIB para esta classe que emprega 85% das pessoas com empregos formais do Brasil.

O crescimento do Superávit Primário à custa de elevação da carga tributária, não é sinal de sucesso e sim de fracasso em crescer sustentavelmente. As contas externas e o pagamento da dívida ao FMI foram feitas também à custa de aumento da carga tributária quando deveriam ser frutos do crescimento e do enxugamento da máquina pública que cresceu. Antes que qualquer plano de crescimento tenha alguma chance de sucesso, o Apedeuta da Silva deveria entender que enquanto as tarifas e impostos e contribuições não atingirem um limite máximo de 20% do PIB (deveria existir uma PEC neste sentido) não existe possibilidade de crescimento, com PAC ou sem PAC.

Em vez do mirabolante PAC, o Apedeuta Lula da Silva para incentivar o crescimento, deveria mostrar maturidade e responsabilidade e criar uma lei para ser votada pelo congresso onde:

O PAC deveria ser uma PEC:

 

1. Ficaria abolida a CPMF – O imposto mais irregular e ladrão de que se tem notícia.

2. Ficaria dispensada a multa emergencial do FGTS.

3. Ficaria proibida uma carga tributária superior a 20% do PIB

4. Seria obrigatório todo governo deste ponto em diante reduzir anualmente a carga tributária gradativamente até atingir um ponto sustentável de 20% do PIB

Uma lei destas, acompanhada da independência das agencias reguladoras, mostraria maturidade e confiança para os investidores privados na economia brasileira e os investimentos poderiam ter um ritmo mais acelerado.

Nenhum investidor de longo prazo poderia ter confiança em um país onde a economia está ancorada em uma CPMF

Leiam as duas matérias de Helena Chagas, publicadas no JB on Line

Pacote empacou no governo e no Congresso

 

À inquietação do presidente, em relação à eficácia do PAC para assegurar os investimentos necessários, soma-se a preocupação com a própria execução do programa. Boa parte dele até agora não saiu do papel e nem mesmo sua discussão engrenou no Congresso, mais envolvido com projetos da área de segurança e, agora, com a disputa entre governo e oposição em torno da criação da CPI do Apagão Aéreo.

Nesta semana, as primeiras medidas provisórias do PAC, editadas há 45 dias e não votadas, começam a obstruir a pauta da Câmara. E, embora a oposição não tenha investido contra as medidas destinadas a estimular o crescimento, a discussão tem sido morna e não se tornou, como Lula esperava, o centro da agenda política.

Na avaliação de parlamentares governistas, o Planalto, envolvido na reforma ministerial, perdeu um tempo precioso para patrocinar a discussão e a votação de matérias importantes no início da legislatura e do segundo mandato de Lula – a chamada lua-de-mel pós-eleitoral. O líder do governo na Câmara foi nomeado há apenas uma semana. O ministro das Relações Internacionais acaba de assumir a Justiça e ainda não foi formalmente substituído. E os ministérios da bancada do PMDB e de outros partidos da coalizão – importantes para “azeitar” a boa vontade dos deputados – só agora estão sendo anunciados.

- Acho que o governo tem que aproveitar o clima e votar logo as medidas do PAC. Depois cuida do resto — diz o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) com a experiência de presidente da Câmara. (H.C.)

 

Lula passa da euforia à dúvida sobre o PAC

Helena Chagas

Brasília. Passadas as primeiras semanas de euforia com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula começa a ter dúvidas – e a expressá-las a interlocutores mais próximos – sobre a eficácia do programa em garantir investimentos suficientes para produzir, neste ano, crescimento econômico próximo de 4%.

Lula tem ouvido opiniões divergentes de políticos e economistas sobre o PIB de 2007 e o cenário internacional, mas a maioria delas converge num ponto: o programa de investimentos públicos é fundamental, mas precisará ser acompanhado de outras medidas, que estimulem investimentos da iniciativa privada, para que o país pegue o embalo do crescimento.

São cada vez mais frequentes também no gabinete presidencial as discussões sobre alterações na condução das políticas de juros e de câmbio, ainda que sejam descartadas mudanças drásticas.

- O presidente Lula está inseguro quanto à eficiência do PAC para garantir o crescimento com investimentos públicos. Está começando a perceber que talvez sejam necessárias outras medidas para estimular a economia. Ele não quer chegar a 2008, ano de eleição municipal, sem que a economia tenha dado sinais de que entrou num ritmo de crescimento maior – diz um dos integrantes do conselho político da coalizão que se reúne no Planalto.

A receita em relação aos juros é acelerar, nas reuniões do Copom, o ritmo de queda. Lula já disse isso diversas vezes ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a saída do diretor Joaquim Beviláqua é considerada um sinal de que os cortes na taxa Selic vão ser maiores até o fim do ano. Mas os setores “desenvolvimentistas” do governo e do PT continuam insistindo junto ao presidente para nomear um diretor que represente sua posição no Comitê. Meirelles resiste e nomeou Mário Mesquita, diretor com perfil considerado ortodoxo, para acumular as funções de Beviláqua. A queda-de-braço terá que ser arbitrada pelo próprio Lula, e o cerco a Meirelles vai continuar.

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e ex-líder do Governo, o senador Aloizio Mercadante fez críticas públicas à política de juros em audiência de Meirelles na Comissão e pretende aprovar projeto que obriga o presidente do Banco Central a ir ao Senado a cada três meses, para dar explicações.

- Minha posição sobre a política de juros é conhecida. É preciso acelerar o ritmo dos cortes na taxa. E queremos o Meirelles aqui no Senado para discutir o assunto conosco. Mas acho que só mexer nos juros não resolve – afirma Mercadante.

De outros interlocutores, Lula também tem ouvido que, a esta altura, não basta mexer apenas nos juros, e que é preciso haver algum tipo de providência em relação ao câmbio valorizado. Não se estuda nada drástico, mas já foi sugerida ao presidente, por exemplo, a contratação, para o BC, de um operador de mercado mais ousado. Nada disso passaria, porém, por medidas que restringissem a entrada de dólares no país ou qualquer alteração na política do câmbio flutuante. A ajuda a mais setores prejudicados pela política cambial também faz parte do rol de propostas que Lula tem discutido. (H.C.)

 

O PAC, não vai morrer como herói. Será uma morte de indigente. Não terá enterro de honra, mas sua inevitável morte se dará por causas genéricas. Ele morrerá na calada da noite, sem comentário algum, será enterrado como indigente e será esquecido como os montes de planos mirabolantes antes deste. O óbito anunciado ao nascer não deverá se estender além do outono. A causa do óbito será falta de substância. O atestado de óbito não será assinado nem pelo Mantega, nem pela Dilma, e muito menos pelo Apedeuta.

Este, simplesmente deverá dizer que o PAC foi morto pela “Zelite”.

 

19 mar 2007 Publicado por | CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

NADA MAIS DIFÍCIL….

 

 

“Nada é mais difícil e cansativo do que tentar demonstrar o óbvio.”

Nelson Rodrigues

 

 

Está ficando cada vez mais difícil de digerir esta sopa.

(Para os eleitores do Apedeuta)

Na tabela abaixo nota-se que a vinheta usada na magnífica campanha política do Lula, (Deixa o homem trabalhar) não espelha a verdade, porque o homem nunca trabalhou e não vai trabalhar agora que conseguiu o seu lugar na sombra. Desde JK, houve seis períodos em que o mundo em geral cresceu em média mais do que o Brasil. Durante os mandatos de Jango e Castelo, eram períodos de turbulência nacional.

 

 

mandato

periodo

Média de crescimento por ano de governo em percentagem do PIP.

Média de crescimento mundial nos mesmos períodos

Diferença entre Brasil e Mundo

JK

56/61

8,1

3,8

4,3

QUADROS

1961

8,6

3,1

5,5

JANGO

61/64

3,6

4,8

-1,2

CASTELO

64/67

4,2

5,5

-1,3

COSTA

67/69

7,8

4,9

2,9

MÉDICI

69/74

11,9

4,4

7,5

GEISEL

74/79

6,7

3,5

3,2

FIGUEIREDO

79/85

3,5

2,8

0,7

SARNEY

85/90

4,3

3,8

0,5

COLLOR

90/92

-1,3

2,3

-3,6

ITAMAR

92/94

5,4

3,1

2,3

FHC 1

94/98

2,6

3,7

-1,1

FHC 2

98/02

2,1

3,6

-1,5

LULA 1

02/06

2,6

4,8

-2,2

 

No período Collor em que o crescimento do Brasil ficou negativo, também era tempos de ajustes com uma constituição nova e as mudanças, congelamentos de poupança e planos que não deram certo. No entanto, se somarmos os dois governos, Collor/Itamar, que na verdade é um só período, veremos que neste período perdemos para o crescimento do mundo todo com uma taxa de -1,3%. O que fica melhor do que os -2,2 do Lula.

Nos dois governos de FHC, foram governos de adaptação ao regime sem inflação, aumento muito alto dos juros e dos impostos para fazer caixa para substituir a impressão desenfreada de dinheiro, e as turbulências internacionais que refletiam muito nos investimentos voláteis no país.

Agora no governo Lula, onde não houve nem uma crise internacional ou interna, onde não houve planos mirabolantes (pelo menos isto foi bom), o Brasil cresceu muito pouco e a diferença para o resto do mundo somente foi maior nos dois anos do Collor.

Existem muitas razões para este dado estatístico:

 

A constituição Cidadã de 1988 estabeleceu muitos direitos que levaram o Brasil a gastar cada vez mais para atender a estes direitos. Os governos anteriores tentaram desarmar esta armadilha, privatizando as estatais e enxugando a folha de pagamento dos funcionários públicos, terceirizando muitos postos de trabalho. O governo Lula inverteu o processo:

Mandato

Postos de

trabalho

Empresas

estatais

Sarney

66 a menos

Collor

26 a menos

Itamar

38.000

Demissões

15 a menos

FHC

154.000

Demissões

39 a menos

Lula

184.000

contratados

27 a mais

 

Como podem observar, a inversão do processo de enxugamento da máquina estatal, foi invertido no governo Lula, com um tremendo custo para o país e pouquíssimos benefícios, erodindo desta forma qualquer resquício de possibilidade para aproveitar alguma herança bendita do FHC. Da forma em que foi feito, não havia muita possibilidade de se aproveitar nada dos 10 anos anteriores onde houve a preocupação de enxugar o gasto público. O governo Lula inverteu o processo. Em vez de aproveitar o embalo, primeiro parou o carro e depois engatou marcha ré.

E tem mais:

Nas 184.000 contratações, em sua maioria não foi usado um critério técnico mas sim um critério político, aparelhando politicamente a maquina administrativa em detrimento do serviço desempenhado.

A escalada das tarifas e impostos e contribuições.

Os impostos subiram muito nos dois períodos do FHC. Porém, houve uma razão específica para este crescimento nos tributos.

Antes do Plano Real, que acabou com a inflação, o governo, toda vez que necessitava de fundos, imprimia dinheiro e inflacionava ainda mais o sistema. Com a indexação automática chamada correção monetária, dava-se a impressão de que o governo inflacionava, mas repunha a diferença da inflação. Mas isto era apenas em teoria, porque na prática, os gastos do governo com contratos e pessoal, vinha em tempos diferentes. Precisando efetuar pagamentos o governo imprimia dinheiro e pagava.

A inflação gerada por esta emissão de moeda sem lastro, era compensada apenas dois ou três meses depois, gerando perda de poder aquisitivo do povo e gerando perda para as empresas que serviam ao governo. Estas empresas para sobreviver, superfaturavam tudo e sonegavam impostos gerando um sistema incontrolável. Com o Plano Real, a impressão de moeda sem lastro acabou e também o dinheiro para administrar o governo. Com isto foi necessário subir as tarifas e impostos.

No governo Lula, os impostos continuaram a subir apenas para sustentar os aumentos de gastos com as estatais criadas e o pessoal contratado.

A escalada tributária no Brasil

Em % do PIB

JK

Jânio

Jango

Castelo

Costa

Médici

Geisel

Figueiredo

Sarney

Collor

Itamar

FHC

1

FH

C2

Lula 1

17

17

17

21

25

25

26

24

24

25

28

29

35

39

E tem mais conseqüências este aumento desenfreado dos gastos públicos:

Para pagar a máquina estatal, os investimentos em infra-estrutura sumiram. A prova disto é a malha rodoviária, os apagões aéreos, os portos nacionais todos sem um investimento razoável para que o crescimento seja sustentável.

Conseguimos uma estatística sobre a construção rodoviária. O governo Lula afirma como fez durante toda a campanha que ele aumentou e muito a malha rodoviária nacional.

No gráfico exposto, uma duplicação de uma rodovia conta como quilômetros construídos.

Vejamos como andam os investimentos em rodovias:

Quilômetros construídos por ano de governo.


JK

Jânio

Jango

Castelo

Costa

Médici

Geisel

Fiqu

Sarney

Itamar

FHC 1 e 2

Lula 1

1.236

747

668

793

2.737

3.572

1.738

50

974

910

700

136

Excetuando o governo Figueiredo e o do Collor, onde praticamente não houve nenhum investimento nas rodovias, o governo Lula foi o pior de todos. Para fazer justiça e colocar as coisas em perspectiva, os números do governo Médici estão incluídos a Transamazônica, que ainda está muito ruim. No fim do primeiro ano de governo, em um pronunciamento oficial do governo, o Lula disse que a rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, estava praticamente duplicada e pronta. E até hoje….perguntem a quem trafega por lá. Isto foi uma mentira?, um engano? ou apenas ignorância? De todos os modos o Brasil perdeu.

E os investimentos em outras obras públicas em geral?

Estes dados estão um pouco incompletos então a pequena tabela abaixo mostrará o que foi gasto em % do PIP em obras públicas, nos governo onde foi possível encontrar os dados completos.

Gastos com obras públicas

Em % do PIB

Sarney

Color/Itamar

FHC 1

FHC 2

Lula

1,1%

1,2%

0.8%

0,9%

0,7%

A fonte destas estatísticas foram o IBGE e a Radiobrás, e também a revista Veja, onde foi utilizado o formato dos gráficos.

E foi onde encontrei a citação de Nelson Rodrigues.

E o Tema da campanha, “deixa o homem trabalhar”, apesar de bem bolado e carismático, não espelha a verdade dos quatro anos do governo Lula, que sim viajou muito, fez uma política externa muito sofrível e duvidosa, e 70% do tempo que deveria estar dentro do Palácio do Planalto passou dentro do BAF LI (Brasilian Air Force 51).

E trabalhar ele não trabalhou.

O seu currículo não mente e mostra que ele não é muito chegado.

O governo está parado depois de dois meses de novo mandato.

E “NUNCANAHISTÓRIADESTEPAÍS” houve um ministério do tamanho deste do Lula e com tamanha ineficiência.

São 34 ministérios e secretarias com estatus de ministério.

Em quatro anos de governo (?) ele nunca conseguiu reunir todos os ministros.

Roberto Leite de Assis Fonseca

Dia quatro de março de 2007.

Brasília

 

08 mar 2007 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

O brasil não vai crescer (publicado semanna passada)

O Brasil não vai cescer.

Com o PAC ou sem o PAC o Brasil não vai crescer.

 

Eu não sou pessimista, sou realista.

 

 

Eu me lembro muito claramente que quando a revista veja, falava mal do governo FHC, os petistas mais famosos como os Josés, Dirceu e Genuíno, o Mercadante, até o Chináglia que na época andava meio apagado, portavam as edições da revista e brandindo estas edições dentro do plenário, pediam até o impeachment do FHC.

Depois o PT virou vitrine e começou a levar pedrada e a revista continuou com o seu trabalho de publicar responsavelmente as matérias que obviamente venderiam melhor, pois a finalidade da revista não é ajudar este ou aquele governo e sim vender exemplar.

Agora, que o PT é a bola da vez, a revista já não presta mais. Está vendendo matéria paga pelo governo Bush para desestabilizar o governo brasileiro. Antes era uma revista séria quando falava mal do FHC e agora, foi vendida a um grupo de judeus e está trabalhando contra o governo do PT.

Quando os sem terra invadiram o congresso, causando muitos danos e ferindo inocentes, Veja publicou uma capa que dizia “Os PTbulls”.

Foi uma alegação aos petistas de carteirinha que comandaram aquela invasão, não foram punidos e os danos causados foram pagos pelo erário, que somos nós.

Naquela edição, houve uma onda de pessoas revoltadas com a revista porque como diziam, estavam denegrindo a imagem do PT, comparando o PT com o terrível animal que é o PIT BULL.

Ora gente, o PT não precisa de ninguém nem revista nem jornal para denegrir a sua imagem,

http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?mat=3915

Bruno Maranhão está solto, nunca pagou pelo que fez. Não se arrepende, e foi recentemente premiado com uma posição de destaque acredito no governo da Bahia.

As ações recentes do PT, com ligações íntimas com a CUT e o MST, invadindo terras no pontal do Paranapanema, dirigidos pelo José Rainha, criminoso defendido pelo petista Greenhalgh, todos sob a cobertura e o patrocínio do PT.

Estas ações, e as ações do passado recente:

http://www.resenha.inf.br/politica/?page=revistas&actions=viewnotice&revis_cod=1202

Fazem do PT, um covil de bandidos ou um canil de Pit-Bulls.

Todas estas ações dão à revista Veja mais credibilidade e imparcialidade do que nunca.

Leiam mais esta boa reportagem:

Reportagem de Veja On line:

 

Brasil

Só o que cresce é o Estado

 

Desde a Constituição de 1988, os gastos públicos aumentam

e travam a economia. A conta vem na forma de mini-PIBs

 

 

Giuliano Guandalini

 

Os brasileiros conheceram na semana passada o balanço econômico do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 2003 e 2006, o PIB (a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país) avançou lentamente, em um ritmo de 2,6% ao ano, bem abaixo da média mundial. Um primeiro olhar mostra um resultado tíbio, mas sem surpresas. Essa tem sido a toada da economia brasileira há duas décadas, desde que a Constituição de 1988 instituiu, por decreto, uma sociedade do bem-estar de nível europeu financiada pela porção produtiva de um país de nível de renda brasileiro. No entanto, dois fatos fazem do resultado do PIB do primeiro mandato de Lula um número especialmente desalentador na história econômica brasileira. O primeiro diz respeito ao contexto internacional. Ao contrário de governos anteriores, Lula presidiu o país durante quatro anos de rara prosperidade global. O governo petista não deparou com crises a debelar, não enfrentou choques financeiros de proporções sísmicas como a crise asiática, em 1997, nem os atentados terroristas de 11 de setembro, em 2001. Nos últimos quatro anos, houve apenas uma ou outra chacoalhada momentânea, como a turbulência nos mercados ocorrida na semana passada. Mas não se viu nenhum evento internacional que justificasse o marasmo interno. Ele foi exclusivamente made in Brazil. O segundo fato foi que o Estado voltou a inchar nos últimos quatro anos, revertendo várias tentativas, feitas nos anos 90, de desarmar a bomba do gasto público colocada no colo dos brasileiros pela Constituição de 1988.

 

Entre 2003 e 2006, o governo Lula fortaleceu o assistencialismo, contratou 182.000 funcionários públicos e criou 27 estatais. Quem pagou a conta foi a sociedade, na forma de cargas recordes de impostos. Com muito imposto, falta dinheiro para investimento e poupança. Resultado: mini-PIBs, PIBs envergonhados ou “pibinhos”, como escreveu, com rara felicidade, o jornal O Globo. No mesmo período, a carga tributária subiu de 35% para 39% do PIB. Ao ampliar cada vez mais os gastos assistencialistas e previdenciários, o governo diminuiu os investimentos públicos em infra-estrutura, deixando o país repleto de gargalos – aeroportos caóticos, portos no limite e estradas federais intransitáveis. Resta, portanto, óbvia a relação de causa e efeito entre o aumento dos gastos públicos e o crescimento pífio do PIB. Mas poucos levam essa constatação a sério no cada vez mais pobre debate público no Brasil. Depois da divulgação dos números do PIB, os “culpados de sempre” foram apontados: juros altos e câmbio desfavorável. Poucas e raras palavras foram gastas para comentar as reais causas da letargia econômica, que é o avassalador crescimento do peso do Estado. Para ilustrá-lo, VEJA compilou uma série de indicadores antigos e novos . A constatação é inequívoca: o governo tem aumentado a sua participação na economia, reprimindo os investimentos privados e tolhendo o poder de consumo das famílias.

Em seu mais recente livro, Brasil: Raízes do Atraso – Paternalismo Versus Produtividade (Campus Elsevier; 288 páginas; 59,90 reais), que será lançado nesta semana, o economista Fabio Giambiagi constata, fria e objetivamente, que não surpreende a atual pasmaceira econômica. “É simples, o Brasil não cresceu mais porque não mereceu, pois nos empenhamos em adotar políticas que conduzem à mediocridade”, afirma o economista. Para o autor, hoje já não há mais como negar que, no âmago do atraso, aparece com destaque a Constituição de 1988. O Brasil passava pela redemocratização, e a Constituição abraçou uma pletora de reivindicações, de todas as naturezas. Resume Giambiagi: “No esforço de garantir uma série de direitos pela força da lei, o país descuidou das condições para que a prosperidade econômica pudesse ser alcançada de maneira efetiva por todos. Usando uma velha metáfora, em vez de ‘ensinar a pescar’, o que se buscou, naquele momento, foi ‘dar o peixe para todos’, sem distinção”. O problema é que esses anseios não cabem no orçamento de um país como o Brasil. A ressaca chegou rápido. Primeiro como hiperinflação, no início dos anos 90. Em seguida, na forma de juros elevados, baixo investimento e queda na taxa de crescimento do país. Diz Giambiagi: “Um país é resultado de suas escolhas. Em 1988, nós fizemos as erradas”. A sociedade brasileira sofre até hoje o impacto dessas escolhas. O resultado é que o atual equilíbrio fiscal, ainda frágil, só se mantém por causa do aumento da carga de impostos e da diminuição dos investimentos públicos em infra-estrutura, dois fatores que frearam o potencial de crescimento do país. Obviamente nem todas as mazelas decorrem da nova Carta Magna. Certos privilégios nacionais são tão antigos quanto o país e alguns desequilíbrios foram ainda mais potencializados nos últimos anos. Governos anteriores tentaram desarmar essa bomba, vendendo empresas estatais e reduzindo o funcionalismo público. Com Lula, isso se perdeu. Todo o esforço para estancar o inchaço do Estado foi abandonado.

 

Como o setor público é menos produtivo, o seu inchaço depois da Constituição de 1988 reduziu a produtividade do país e derrubou o potencial de avanço do PIB. A produtividade é o principal determinante do desenvolvimento duradouro de um país. Se ela avança rapidamente, o PIB cresce a saltos largos. Sempre que algum país tenta correr mais rápido do que sua capacidade produtiva, ele acaba gerando mais inflação. Em resumo, a produtividade é o total produzido por hora, levando-se em conta os trabalhadores e as máquinas e os equipamentos utilizados. Quando uma empresa investe e compra uma máquina mais eficiente, por exemplo, eleva sua produtividade. Outra maneira de ampliar a produtividade é melhorar a qualidade da mão-de-obra, investindo em educação e treinamento. Na década de 1970, quando o Brasil era o país que mais crescia no planeta (em 1973 a taxa chegou a 14%), a produtividade progredia 8% ao ano em média. Hoje o avanço não passa de 1% ao ano. Nessas condições, não há como crescer muito. Só resta ao Banco Central ser cauteloso na queda dos juros – um remédio que, aos olhos de incautos, se confunde com a doença.

 

Alexandre Marinis, diretor da consultoria Mosaico Economia e Política, analisou o desempenho de 215 países, entre 1971 e 2005, e constatou: quanto maior o tamanho do Estado, menor o crescimento. Tome-se o caso do Brasil. Nas décadas de 70 e 80, o setor público tinha um peso de 10% no PIB, e, nesse período, o crescimento médio da economia foi de 8,4% ao ano. Nas duas décadas seguintes, a fatia do Estado no PIB dobrou e a taxa média de expansão econômica minguou para 2,7%, em média, ao ano. Segundo os dados compilados pelo economista, os países em que o peso do Estado não passa de 10% do PIB registraram um crescimento médio de 4,7% ano. Os países em que o tamanho do governo atinge 20% do PIB, como o Brasil, não conseguem crescer mais do que 3% ao ano.

 

As estatísticas mostram que, claramente, o divisor de águas nesse processo de elefantíase estatal foi a Constituição de 1988. O governo Lula não é responsável por ela. Mas, em vez de apagar o incêndio, jogou gasolina na fogueira. Colhe agora o “pibinho” que semeou.

 

Com reportagem de Cíntia Borsato

08 mar 2007 Publicado por | CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, PAC, POLÍTICA | Deixe um comentário

   

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