blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Os incríveis?

Os incríveis?obras clásicas

É mesmo impressionante a passividade dos brasileiros.

Nós pagamos direta e indiretamente a maior carga tributária do

mundo civilizado, e não recebemos em troca absolutamente nada.

Deveríamos ser sem nenhuma dúvida, o país com a melhor

educação básica, a melhor saúde pública e o país de melhor

segurança no mundo.tranquilidade

Somos acreditem ou não exatamente o contrário. Somos na visão

do resto do mundo, um país de otários, que elegemos para

presidente um imbecil que roda o mundo inteiro falando

abobrinhas e que para representantes no congresso mantemos de

forma coagida pelas atuais leis os mesmos corruptos que deram o

Brasil o título de campeão de corrupção no mundo.

E os incríveis sofredores, deram ao Lula mais de 80% de

aprovação. Inrível, incrível mesmoseguindo lula

Depois de assistir na mídia local, e também na mídia

internacional, os escândalos cometidos dentro do senado federal.

Depois de ouvir nas rádios, o presidente do congresso contratar

sem concurso o namorado de sua neta para trabalhar no senado

federal, dizendo em alto e bom tom que a vaga existente é mesmo

da família, como se o voto de confiança recebido sem merecer do

estado do Amapá, também lhe dava o direito vitalício de um

pedaço do Senado Federal.   Depois de ouvir o presidente do

conselho de ética do Senado Federal, que não representa

ninguém, pois não recebeu nenhum voto para ocupar a posição

ocupada, adiantou para os eleitores a remissão do Senador

Sarney de qualquer culpa seja lá o que for.

O povo não faz nada.mausoleo

Em um país mais sério, este crápula do Duque seria linchado em

praça pública.

Mas este começo de post, nada tem haver com o assunto que me

trouxe hoje por aqui.

O povo brasileiro, além de pagar estes impostos abusivos, ainda

paga mais em forma de várias multas.

É verdade que as multas mais freqüentes atingem mais a classe

média, nas formas de multas de trânsito, mas também é a classe

média que suporta a maior carga tributária.

É também a classe média que tem maior acesso à mídia de todas

as formas e está mais informada sobre todos os assuntos.

E mesmo assim, esta classe tão sofrida, paga sem muito

questionar, este abuso que é a indústria das multas de trânsito.

E as administrações locais, principalmente as administrações

municipais, estão inventando a cada dia, mais uma maneira de

cobrar mais multas para poder financiar e saciar a sua fome por

recursos que são usados espuriamente da forma que lhes convier.

É também verdade, que o Código de Transito Brasileiro (CTB),

prevê que as multas de trânsito devam ser usadas na melhoria no

trânsito.mudando o senado

Esta disposição, é muito vaga e apesar de bem intencionada, leva

a más interpretações do assunto, deixando aberta a porta da

informalidade.

Por exemplo, no DF, o governador anuncia que as multas de

trânsito estão ajudando na implementação da segurança no

trânsito. Com este dinheiro, que não é pouco (aproximadamente

500 milhões de reais ao ano), ele contrata mais agentes para

multar, instala mais radares para multar mais, e a segurança está

em baixa, pois os acidentes continuam acontecendo, os roubos de

veículos aumentaram escandalosamente e as infrações que

causam muitos problemas com estacionamentos proibidos, estão

acontecendo em todos os recantos do DF.

E esta arrecadação escandalosa de multas, inconstitucionalmente

já faz parte da receita do DF.

Pensem como isto está totalmente errado.o pinto

A receita de qualquer município, estado ou da nação tem que ser

feita antecipadamente em forma de previsão orçamentária, que

deve ser aprovada, pelas câmaras de representantes, de cada

unidade.

Portanto esta arrecadação de multas, não pode ser parte da

receita, pois, teoricamente, não deveria existir se o povo se

educasse e parassem de cometer infrações.

Mas, com a fome de arrecadar cada vez mais, inventam há todos

os instantes, maneiras, regras idiotas, apenas para poderem ter

uma desculpa para continuar a usufruir desta arrecadação

espúria.

Esta arrecadação também promove outra infração como o

suborno que freqüentemente acontece quando um oficial recebe

do cidadão alguma recompensa para não emitir a multa.

E esta situação está em tendência de alta, sem muita perspectiva

de acabar.

Isto precisa acabar sim. Esta indústria da multa, qualquer multa,

tem que ser coibida de alguma forma.

Realmente, a multa tem que existir, pois sem ela os abusos

tendem a aumentar.

O que fazer então????

Eu tive outro dia uma idéia, que precisa ser difundida e encontrar

algum representante honesto o suficiente para apresentar no

congresso.

Seria criado o Fundo Nacional da Multa.

Toda e qualquer multa aplicada punitivamente a qualquer

cidadão ou pessoa jurídica, seria depositado neste fundo único.

Isto se aplica a qualquer unidade federativa seja município,

estado ou união.

Os recursos arrecadados neste fundo seriam distribuídos

diretamente e, igualmente no Ensino Básico e na Saúde Pública.

O TCU, o Ministério Público e uma comissão de representantes,

iriam fiscalizar esta distribuição, ficando totalmente proibido,

repassar estes fundos para qualquer ministério, secretaria ou

qualquer outro órgão que não o usuário final, como uma escola

ou hospital público que deveria apresentar ao fundo uma

necessidade emergencial, que seria analisada pelo conselho

dentro do fundo.

Os motivos poderiam ser os mais diversos, como uma melhoria

nos salários, dos médicos e professores para incentivar médicos

e professores decentes em municípios mais pobres.

A compra de materiais de emergência para escolas e municípios

pobres.

Não poderiam ser usados estes recursos para obras inteiras como

construção de hospitais ou escolas novas, pois isto poderia

reverter em distorções nas distribuições e em corrupção durante

as obras como super faturamento, etc.

Os membros e diretores deste fundo seriam remunerados pelos

órgãos a que pertencerem sem retirar do fundo absolutamente

nenhum centavo para o funcionamento deste.

As medidas legais e os estatutos do fundo seriam criados por

entidades com experiência jurídica legal como a OAB ou algo

parecido.

Com esta medida, a fome arrecadatória seria amainada, e as

escolas e hospitais públicos iriam se beneficiar destas multas.

Vamos gente, vamos deixar de ficar incrivelmente passivos, e

mostrar para os incrivelmente corruptos que o povo também tem

vontade de fazer as coisas acontecerem, sem legislar em causa

própria.

E para dar um exemplo de alguém que não está na impassividade,

leiam este Email que recebi, dando credito a este professor da

USP.

FORREST LULA (o professor foi genial)

Finalmente alguém abordou o tema com uma simplicidade

franciscana, foi direto ao ponto.

O melhor de tudo é que o autor é docente de uma grande

universidade onde, via de regra, a grande maioria é de esquerda,

festiva, burra e eleitora de LULA.

APROVEITEM A ANALISE INTELIGENTE DO PROFESSOR DA

USP Wagner Valenti*

Professor da USP / Departamento de Biologia Aplicada. Esse

professor da USP fez um belo resumo, que aí vai ….

‘Todos conhecem o filme Forrest Gump , que narra a história de

um imbecil que sobe na vida auxiliado por circunstâncias a ele

absurdamente favoráveis.

Pois nós brasileiros temos aqui nosso Forrest Lula, pelas razões

que apresentarei abaixo.

1) Ele pensa que chegou a presidente pela competência, mas foi

por uma junção entre sua persistência malufiana e o

‘mudancismo’ do eleitor, que só pelo desejo de mudar nem se

sabe o quê vota alternadamente em candidatos como Collor e

Maluf, e depois em Lula & companhia.

2) Ele pensa que é respeitado lá fora, mas não passa de uma

curiosidade zoológica, como o mico-leão dourado. A esquerda

romântica de lá acha lindo um operário do terceiro mundo ter

virado presidente: Se ele é competente ou não, o terceiro mundo

que se dane. Ele recebe essa corda toda e acredita.

3 ) Ele pensa que trouxe programas sociais, mas a única coisa que

o PT fez foi proteger os terroristas sem-terra, e transformar o

bolsa-escola em bolsa-esmola.

4) Ele pensa que faz sucesso com a imprensa, mas na verdade

contou, pelo menos até os recentes escândalos, com uma

imprensa domesticada e cordial.

5) Ele pensa que não existe ninguém que possa questioná-lo tanto

em ética quanto em política, mas isso só acontece por que ele

nunca se expôs a entrevistas coletivas sérias, com jornalistas

especializados, onde teria de dar uma satisfação objetiva de seu

desempenho.

6) Ele pensa que é imune a essa crise porque seu percentual de

aprovação ainda é alto, mas as pessoas que ainda confiam nele são

aquelas tão avessas à leitura quanto seu presidente, e por isso

nem sabem o que acontece.

7) Ele pensa que é responsável pelo sucesso da política

econômica, mas isso aconteceu porque a diretriz econômica foi a

única herança do governo anterior que ele não estragou.

8) Ele pensa que causou o aumento das exportações, embora isso

tenha sido

conseqüência de uma série de fatores anteriores a seu governo,

mais as circunstâncias favoráveis no cenário internacional.

9) Ele pensa que não sofrerá impeachment por estar acima de

tudo o que acontece, embora Collor tenha sido defenestrado por

muito menos. Na verdade, ele só vai ficar lá porque não interessa

a ninguém transformá-lo em mártir,

dando-lhe chance de retornar à cena política, ao mesmo tempo

que ninguém quer ver o escroto do Alencar tomar o poder e

arruinar a política macro-econômica..

Wagner Valenti* Professor da USP / Departamento de Biologia

Aplicada ‘ ..

(*) é um bom prof. de Biologia, pois, mostrou que entende bem

de moluscos, vermes e parasitas…

ditadura

05 Ago 2009 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABOBRINHAS, ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, TRABALHO, ÉTICA | | Sem comentários ainda

Perguntas respostas e lorotas.

Perguntas respostas e lorotas.mais-marolinha-1

Encontrei este artigo na coluna da Miriam Leitão. Este foi seu comentário hoje na CBN.

Achei muito bem balanceado e verdadeiro, além de óbvio. Eu continuo perguntando novamente, porque é que as pessoas em geral não conseguem enxergar o rumo que este idiota está levando o Brasil?

Leiam a coluna da Mirian:

É hora de mais seriedade

O presidente Lula adotou uma nova metáfora para falar da crise. Disse que ela não passa de uma gripe, e que brasileiro “cabra macho” não pode deixar de trabalhar por conta disso. O presidente deveria, primeiramente, se lembrar das mulheres, já que grande parte da força de trabalho do país não é composta de “cabras machos”.mais-marolinha

A declaração é politicamente incorreta e é economicamente equivocada. Não estamos passando por uma gripe, o Brasil teve uma queda muito forte de produção industrial e ainda sofreu uma retração de 3,6% do PIB.

O grande problema dessa análise populista do presidente é que ela subestima a crise. E quando você subestima uma crise, você não se prepara para ela, o diagnóstico está errado. Falando em português claro, para que o presidente compreenda, se o paciente tem uma pneumonia e o médico receita remédios para gripe, é certo que ele vai piorar.

A crise é forte e é preciso remédios fortes. Como qualquer infecção, ela é oportunista e vai atrás das fragilidades do organismo. E o Brasil tem várias fragilidades, entre elas um governo que gasta demais e tributa demais todos os setores da economia.

Melhor seria dizer: “a crise é grave, mas vamos trabalhar para vencê-la”. É preciso confiança, mas com um discurso que tempere a gravidade da situação para a população.

É hora de mais seriedade, presidente. Vamos trabalhar, mas isso não significa subestimar a crise. Essa é a função do líder.brasil-no-lixo

O meu amigo Maninho me enviou por e-mail, um Power-Point com várias perguntas. Como este programa fica muito grande e difícil de colocar no Blog, reverti AM formato DOC e vou responder a estas perguntas.

1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?

Resposta: – como mandatário principal, que recebeu 60 milhões de votos, seja ele do povo ou não, deve sempre se apresentar de maneira impecável, para que os outros países vejam o presidente como uma figura de destaque. Até aí bem esta é a razão da existência do fato que gerou a pergunta. Mas o Lula tem um problema, o Armani nele parece que saiu de um espantalho, ou de outra pessoa porque ele não tem nenhum porte para usar ternos ou coandoosacooutra roupa de mais luxo. lula-mostrando-o-cerebrolulaO Armani no Lula parece um diamante no rabo de um bode. Puro desperdício.

2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?

Resposta: – Não existe em nenhuma lei, nenhum requisito para que o candidato tenha que ter ensino superior ou médio ou qualquer outro, apenas para que não seja analfabeto, o que o Lula apenas cumpre. Eu nunca vi nada escrito por ele, e ele detesta ler qualquer coisa até jornal de esporte, como ele admitiu. Quem não gosta de ler, é um analfabeto funcional. Quanto ao gari, o concurso para o cargo exige ensino fundamental, então tem que ter.o-livro-do-lula

Eu já postei vários artigos com uma mudança política onde qualquer cargo político ou contratação política, como ministro ou secretários, deva ter um diploma de educação política, ética e administração pública. Sem estes requisitos, não poderia ser candidato. Se existisse algo assim, o Lula não estaria aí envergonhando tudo e todos.

3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de ‘perseguido político isento de Imposto de Renda, salário de presidente de honra do PT e salário
de presidente da república?

Resposta: – O Brasil é o país da lei de Gerson, onde algumas pessoas incluindo o presidente têm que tirar proveito de qualquer ocasião e como o Lula não acredita emfora-a-etica ética, e a lei permitindo, ele nada de braçada engordando o patrimônio. Tem que haver mudanças na lei para coibir este tipo de coisas. Mesmo sendo contra a lei, eles incluindo o presidente vão continuar agindo, mas pelo menos existe a oportunidade de ser pego.

4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?

Resposta: – Outra vez os furos na legislação permitem então ele esbanja. Mas não é somente ele, o seu irmão mais velho, o tal Frei Chico que não é nem frei nem Chico, passou 15 dias preso por baderna e desacato às autoridades, e recebeu uma indenização e um salário vitalício mensal. Até o Cony, recebeu, o Ziraldo, a Zélia, é tudo uma festa. O advogado das indenizações, que pega 20% dos ganhos, não é outro que o Greenhalg, sabe quem é? Foi ele que ajudou a enterrar o caso do Celso Daniel e foi ele que defendeu e soltou o José Rainha, assassino e líder dos sem terra.

E corrigindo a pergunta, o Lula passou 31 dias preso, mas com muita mordomia, e nunca foi torturado. Durante a sua prisão, a sua mãe faleceu e ele foi solto para comparecer ao velório.

5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?

Resposta: – Eu já expliquei esta em alguns artigos no blog, mas vou fazer um resumo. A compra do AB 319, uma aeronave fora de linha e defasada, foi arranjada pelo compadre do Lula, o Roberto Teixeira, que está no ramo da aviação. Se um jato da Embraer fosse comprado, haveria mais transparência e as comissões e superfaturamentos ficariam mais difíceis. E então. Entra o Dirceu, o Okamoto, e o Compadre arruma tudo. Compra-se uma aeronave antiga e defasada, por um preço muito mais caro, e divide-se a comissão e o suborno pelos arquitetos da maracutaia.aerolula A desculpa de que se necessitaria de uma aeronave moderna para poder ir de Brasília à Europa sem reabastecer, é lorota. O AF51, não consegue levantar de Brasília, que está a 1000 metros de altitude com o tanque cheio. Então tem que fazer escala no Rio de Janeiro, nível do mar para poder levantar com toda a carga de combustível. E tem mais, o antigo sucatão, um Boeing 707, é muito mais avião do que o AF51. Na época da compra eu pesquisei e por 12 milhões de dólares, poderia modernizar totalmente o sucatão com motores tubo-fan, os mesmos do Airbus, só que quatro, em vez de dois, com maior velocidade e autonomia do que o atual Airbus. A empresa que faria as conversões tem páginas na internet, e existem vários destes aviões voando sem nenhum caso de acidente. Mas as comissões e suborno seriam bem menos.

6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?

Resposta: – Ele não trabalha e nem nunca trabalhou em sua vida. Sempre foi um jeitinhoas-qualidades-do-lula para cá, ou para lá e ele sempre se acomodou sem trabalhar. Ele realmente não é chegado. Quanto à aposentadoria, é novamente a legislação que permite e pronto lá vai o Lula tirando todas as vantagens.

7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?

Resposta: – Porque a gente deixa, não existe oposição, e a legislação é muito fraca. Apenas o PT, motivou as massas e conseguiu os caras pintadas para saírem às ruas e fazer pressão para o impedimento do Collor. Este foi expulso por muito menos do que o Lula fez. Aparte disto, o FHC mudou a lei do impeachment durante o seu governo e ficou realmente mais difícil se expulsar um presidente.

8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?

Resposta: – Eu acredito que o Lula, seja mais uma vítima da precariedade do ensino no Brasil. Ajuntando esta precariedade com a falta de força de vontade para estudar, deu no que deu e temos um presidente que nos enche de vergonha. Quanto aos seus filhos estudarem no exterior, tendo as oportunidades é válido. O Roberto Teixeira, que ficou muito rico com os contratos superfaturados nas prefeituras do PT no ABC paulista, e em Ribeirão Preto com o Palocci, mostrou um pouco de gratidão, e pagou os estudos dos filhos do Lula.

9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?

Resposta: – Esta é fácil, ele não sabia o que fazer e para continuar enganando, ficou de longe, apenas observando. De vez em quando, quando tinha certeza que não seria interrompido e nem argüido ele fazia algum discurso inflamado, sem nenhum nexo aparente e cheio de erros gramaticais e concordância. No Youtube aparecem alguns destes

10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com as FARC e ninguém comenta isto?

Resposta: – Comentam sim, existem vários blogs que comentam e mostram os fatos. Mas entra novamente a legislação brasileira, onde para se investigar qualquer destas ligações tem que se pedir muita permissão, e no primeiro mandato, o Lula convidou para o ministério da justiça, que manda na Polícia Federal, um brilhante advogado criminal, que soube tirar vantagens dos furos legais e parou qualquer investigação que poderia atingir o presidente ou o seu partido.

O Dr. Márcio Thomas Bastos, quase se estrepou no caso Palocci e logo depois se afastou. Para não ser atingido pelos respingos daquele caso foi muito difícil.

11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada?mudancas

Resposta: É a mesma coisa, ela é totalmente incompetente e coitada ela é apenas uma baranga que casou com um líder sindical que virou presidente. Ela costurou a primeira bandeira do PT. Coisa de baranga. Depois, com a estrela vermelha habitando o seu cérebro, não pode produzir mais nada. Tentou destruir um patrimônio tombado, desfigurando um dos jardins do Burle Max, com uma estrela vermelha.estrelanojardim Corrigiram este problema e depois disto foi somente fazer caipirinha e curar as ressacas do Lula.

12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment como o Collor sofreu?

Resposta: – Esta eu já respondi acima. Houve uma mudança na legislação desta competência no governo FHC.

13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep. cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?

Resposta: – Esta é novamente uma diferença em ideologia. A Tuma da Heloisa e do Babá, queriam a maneira radical e ideológica da esquerda tradicional. O estado mandando em tudo, estatizando tudo de volta, não pagando compromissos. Não havia em seus planos tirar vantagens pessoais nem ficarem ricos. Como a turma do Lula não entrou na deles, eles começaram a boicotar votações, e criarem dificuldades para a turma do mensalão. Aí na teve jeito, tiveram de se livrar deles

14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES?

Resposta: – Ele sabe melhor do que ninguém. Sabe de tudo. Sabe tudo sobre a morte do Celso Daniel. Sobre a morte do Toninho do PT, sabe tudo sobre o mensalão, sabe de tudo sobre o dinheiro dos aloprados, sabe de tudo sobre a compra do Aero lula, e dos governos anteriores, ele não sabe quase nada. As asneiras que ele diz sobre o JK ou o Getúlio Vargas podem encher de vergonha até os ignorantes como ele. Acontece que durante debates e alguns discursos escritos por outros, ele é ligeiramente instruído a dizer coisas de efeito sobre governos imediatamente anteriores aos dele. Como por exemplo, chamar o governo do FHC de herança maldita.

15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país continuam apoiando o presidente do povo?

Resposta: – Fanatismo, ignorância ou cumplicidade

25 Mar 2009 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABOBRINHAS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, CRISE ECONÔMICA, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, Respostas, ÉTICA | | 5 Comentários

Resposta à Johnny

Resposta à Johnnyinterrogacaoppg

Em um post antigo, (http://rleite.wordpress.com/2007/04/06/sera-falta-de-informacao/)

Publicado no dia 6 de abril de 2007, recebi o comentário abaixo:

caro amigo só queria te perguntar uma coisa
o que prefere presidentes que falam abobrinhas e faz do nosso pais um pais digno lá fora e aqui dentro , um presidente que mudou a cara do brasil , um presidente que melhorou a exportação e que deu uma guinada no nosso país ou um que n fale abobrinhas e que somente afunde o nosso brasil como foi o presidente anterior fhc ?

( despreze as letras minúsculas )

um fraterno abraço
obs: n sou de nenhum partido e tenho apenas 18 anos
obridago !!!!

Respondo:farca-do-inacio

Caro Johnny,

Em primeiro lugar quero agradecer sua visita, e o seu tempo gasto com seu comentário.

E agora quero responder ao seu comentário:

Quando você nasceu, a inflação no Brasil inflacaoalcançou um nível nunca visto de mais de 200% ao ano, causado principalmente pelo fracassado “Plano Collor”, comandado pela Drª. Zélia Cardoso. Depois o Itamar Franco, na época Vice-presidente do Collor, assumiu a presidência e chamou o Chanceler FHC para ser o ministro da Fazenda e comandar um plano para acabar com a inflação.

Foi uma grande responsabilidade, sem a menor possibilidade de erro, pois o Brasil não agüentaria outro plano mirabolante que não poderia funcionar.

grafico_inflacaoO FHC formou uma equipe de economistas sérios principalmente da PUC/RJ, comandados pelo economista Pedro Malan.

Foi criado então o plano real que passou a tratar a economia com uma diferença básica, passando por um sistema intermediário chamado URV.

No regime inflacionário, as contas do Brasil, eram pagas com dinheiro impresso sem nenhum lastro, o que instantaneamente promovia a inflação. inflacao-e-moeda

Os contratos com o governo eram todos superfaturados, pois para sobreviver, as empresas, que seriam pagas com dinheiro sem lastro, colocavam em seus contratos o preço da inflação. Os assalariados, não recebiam esta diferença no salário e apenas uma vez ao ano eram reajustados e seu poder aquisitivo diminuía sempre. Era um regime muito injusto onde as empresas cresciam e os funcionários decresciam. Isto estava acontecendo desde o início dos anos 70.

Com a formação do novo plano, acabou o dinheiro sem lastro, e neste caso faltou dinheiro para o governo pagar as suas contas. Foi então necessário elevar drasticamente os impostos pagos pelo povo para se ter dinheiro para cumprir as obrigações assumidas.

Os impostos que estavam na casa dos 25% do PIB, em pouco tempo estavam em 36% do PIB, o que era e continua sendo muito alto.

Ainda com esta elevação, foi necessário privatizar muita coisa que no momento desta mudança era apenas cabide de emprego e sempre deficitário.

E foi criado, já no Governo FHC, o projeto de privatização onde foram privatizados com muita polêmica, a Vale, as teles, e muitas outras pequenas empresas do governo que não serviam para nada útil.privastizacoes

A elevação dos impostos, e as privatizações, foram severamente criticadas pelo PT e os políticos do PT inclusive o Lula constantemente iam ao plenário pedir o impedimento do FHC.

Os bancos brasileiros, que somente operavam com a inflação ficaram desorientados com o novo regime e começaram a falir, e então foi criado pela equipe econômica o PROER, que quando o banco falia, pagava os pequenos depositantes até 10.000 reais e o governo assumia os ativos do banco e processava os donos. Esta prática foi severamente criticada pelo Lula, e os políticos do PT.

Este programa foi extinto em 2001, com um saldo positivo de seis bilhões de reais.

Com este programa, os bancos sérios brasileiros ficaram mais fortes, nenhum depositante tomou calote, e os bancos pilantras foram eliminados e os donos processados.

A justiça brasileira que precisa de uma reforma urgente, ainda não resolveu os casos e estes processos vão ser encerrados por tempo.

Com as vendas das estatais, a inflação sob controle, os impostos teriam que ser gradativamente diminuídos, para alcançarem um patamar de 20% do PIB ao ano possibilitando com isto um crescimento contínuo e sustentável.

Somente não aconteceu durante o governo FHC, por causa de três crises internacionais muito severas, a da Ásia, a crise da Rússia que declarou concordata e a pior para o Brasil foi a crise da Argentina que é o maior parceiro do Brasil.

Com estas crises, não foi possível diminuir os juros que em seguia diminuiriam os impostos.

Em 2002, com a aproximação das eleições e com a possibilidade de se eleger o Lula que em sua campanha, falava em re-estatizar tudo, declarar moratória, acabar com o “Superávit Primário” (dinheiro para garantir o pagamento dos juros) houve um temor por parte dos empresários e bancários que retraiu o dinheiro e causou uma inflação artificial de 12% ao ano, e que estava neste patamar quando o Lula assumiu o comando da nação.

Não foi feito nada de drástico nos seis primeiros meses e o Lula contratou o Meireles, que era do partido do FHC e um grande economista formado em engenharia mecânica e civil, para comandar o plano Real. Com isto, houve tranqüilidade por parte dos empresários e a inflação foi novamente para baixo ficando nos patamares atuais.

Durante o governo Lula, foram criadas mais 37 estatais, e contratados 300.000 funcionários públicos, foram criados os planos de distribuição de renda sem nenhum propósito para finalizar, (esmola) e desta forma o custo de governar alcançou níveis nunca vistos no Brasil. Os impostos que deveriam ir abaixando gradativamente foram subindo, e no momento estão a mais de 42% do PIB, em uma nova forma de medir inventada pelo IBGE, aparelhado para isto pelo governo.

Pela medida antiga que vigorava no governo FHC a porcentagem tarifária seria atualmente 44% do Pib, uma das mais altas do mundo, sem nenhuma contra partida.

A saúde está igual ou pior do que quando o Lula assumiu, a educação está visivelmente pior e a segurança pública não se pode nem falar, pois está muito pior do que no governo FHC.

Se houvesse um governo sério após o FHC, que tivesse aproveitado a bonança do crescimento global sem nenhuma crise, baixado os juros, e as tarifas e impostos, o Brasil teria crescido muito mais, e talvez nesta enorme crise que não é nenhuma marolinha com, diz o Lula, estivéssemos em uma posição para assumir o comando econômico do mundo. O que está segurando os bancos brasileiros, incrível ou não foi o PROER tão criticado pelo Lula durante o governo FHC.

O Lula há pouco tempo em uma de seus acessos de ignorância chegou a oferecer para o Bush o PROER para resolver a crise bancária americana (E que não resolveria, pois não foi desenhado para isto, mas o Lula que nunca entendeu não poderia saber).

Durante a campanha eleitoral o Lula prometeu o “Fome Zero” que morreu, a reforma tributária, pois não se poderia sobreviver com impostos tão altos, e aumentou mais ainda, disse que a reforma previdenciária era falta de vontade política e sua solução foi mandar para fila os velhinhos para provar que estariam vivos, prometeu  o programa primeiro emprego que morreu, aproveitou o programa assistencial de Dna. Ruth Cardoso que era o “Bolsa Escola” com tempo determinado e contrapartida programada, e mudou para “Bolsa Família” sem tempo determinado e sem contrapartida, em outra palavras uma esmola permanente que tira qualquer incentivo para melhorar o desempenho familiar.crusadinha

E querido Johnny, eu me sinto envergonhado por este desperdício, por esta alta taxa de impostos, e mais ainda pelas ignorâncias destiladas pelo Lula. Sinto muito mais vergonha da falta de ética do governo, tornando descaradamente multimilionário o seu filho Fábio Luiz, a sua filha ilegítima Luriam, os gastos desenfreados da primeira dama com cartões corporativos, e sinto vergonha de ao ler os jornais estrangeiros ver o seu presidente ser alvo de piadas e de constrangimentos constantes como dormir na reunião da ONU, de aproveitar os aplausos dirigidos ao presidente da ONU Cofie Anan e dizer que foram para ele. E outras coisas assim, que emanam de seu governo como o asilo político a criminosos ficando diplomaticamente inferior a paises antes nossos aliados.

Por sua idade declarada você apenas viveu desde os 11 para 12 anos, início de sua idade cognitiva na era Lula que está permeada de mentiras.

Em sua tenra idade, investigue estas posições apresentadas acima e poderá ver, sem nenhum fanatismo que o Brasil perdeu durante o governo do Lula uma ótima oportunidade de ficar infinitamente melhor do que está.

Para apenas não falar mal quero dizer que o maior mérito do governo Lula está em manter a política econômica que foi implantada a duros custos e durante duras crises no governo FHC e que também foi duramente criticada por ele durante este mesmo tempo. Eu sinto vergonha deste cinismo por parte do dirigente da nação.

Você pelo que parece vai votar na próxima eleição e deveria aproveitar para entender um pouco antes de exercer a escolha que poderá afundar ainda mais o Brasil.

Tenha um bom dia e muito sucesso em sua vida.pibinho

Roberto Leite

11 Mar 2009 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | CRESCIMENTO ECONÔMICO, CRISE ECONÔMICA, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, Respostas, ÉTICA | | Sem comentários ainda

A crise e as verdades.

A crise e as verdades

É nos momentos de crise que surgem as verdades.

E que verdades!!!

As conclusões que se pode tirar dos últimos acontecimentos, é mesmo fantástica. A mídia noticiosa está cheia de evidencias para os que quiserem ver. Vamos a elas por minha parte:

1. Encontrei um mapa interessante sobre os votos de São Paulo. Nas periferias só deu Kassab e no centro só deu Marta Relaxa e Goza. O que tem isto a ver? Bem as pesquisas de campanha, davam sempre Marta na frente de Kassab por vários pontos. E quem é o maior cliente das pesquisadoras de praxe? O governo federal. E as empresas de pesquisa sabem muito bem onde está o eleitor de quem. Vem uma ordem lá de cima, façam as pesquisas onde for aparecer melhor o nosso candidato para pegar aquele eleitor indeciso. E pronto fazem as pesquisas nos pontos mais propícios aos candidatos do governo. Em várias partes do Brasil deu uma enorme zebra contra os candidatos do governo. Suspeito seriamente de manipulação de informação a favor dos candidatos do governo. Deveria ser proibido realizar pesquisas nos 15 dias antes dos pleitos eleitorais.

2. E as pesquisas da popularidade do governo, de 80% de aprovação, podem facilmente estar sendo manipuladas do mesmo jeito para ver se esta popularidade pode ser transferida para os candidatos do governo. Não foi assim que aconteceu sabem o que eu desconfio? É que estas pesquisas sobre a popularidade do Lula também são fajutas e realizadas nas zonas de maior aceitação dele. Aposto que é chantagem federal contra as empresas de pesquisas. Foi assim que o Hitler subiu artificialmente sua popularidade, usando os meios de comunicação daquele tempo, retocando fotos de lideranças, inventando aprovações e alianças inexistentes, ETC. Este é um dos métodos de Antônio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937 – foi um político, filósofo e cientista político, comunista e antifascista italiano), para ganhar forças dentro de outro poder.

3. Pelas notícias internacionais recentes, nota-se que o governo brasileiro está perdido e assustado com a crise internacional, e este incentivo do Lula para que os brasileiros continuem e gastar para o Natal como se não houvesse crise, provem do medo da queda de receita caso o brasileiro se torne conservador e faça a correta opção de não se endividar antes da solução desta crise. Para que a popularidade do apedeuta possa seguir em alta, os gastos com programas assistencialistas e a farra das contratações não podem parar. Para isto as receitas devem se manter em alta o que não aconteceria se os brasileiros tivessem o bom senso de economizar e parar de gastar, até que surja uma perspectiva permanente sobre a solução destas crise.

4. Pobre Brasil, enganado novamente pelas palavras de efeito do mais ignorante e desonesto e mentiroso presidente na História desth paíhs.

www.blogdojefferson.com/

Perdidos no temporal
O ministro Mantega parece tão perdido diante da atual crise mundial que durante a entrevista coletiva para anunciar medidas do governo, afirmou que o mundo vai assistir a um período de aumento das taxas de juros, como se já quisesse justificar o novo aumento da taxa Selic na próxima reunião do Copom. O ministro foi desmentido menos de 48 horas depois de suas declarações. O mercado amanheceu nesta quarta com o anúncio de redução das taxas de juros feitas por bancos centrais de vários países, na tentativa de estancar a crise confiança que se alastrou por todo o sistema financeiro mundial. O momento exige que o Brasil mude suas convicções em relação à taxa de juros e para frear a escalada do dólar. Como dizem os americanos, chegou a hora de separar os homens dos meninos.

O loroteiro

http://www.prosaepolitica.com.br/index.php

(Adriana Vandoni) Mas tem gente que não se enxerga mesmo, hein??? O ministro Mantega disse a jornalistas brasileiros que ELE pediu uma reunião do G20, prevista para sábado (11), em Washington. Na verdade a reunião foi marcada por Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA. Foi ele mesmo que contou que discou para o Brasil, que exerce, em 2008, a presidência rotativa do G-20, e sugeriu a convocação do grupo.

Ou bebeu mais que o de hábito, ou despirocou de vez

(Giulio Sanmartini) Lula voltou a afirmar que o Brasil está preparado para a crise e garantiu que o Natal será extraordinário no país. Em entrevista a um portal de internet no Palácio do Planalto, o presidente disse que a turbulência não atingiu em cheio o Brasil, cuja economia está hoje estabilizada como poucas vezes esteve em toda a história. Para Lula “é como se tivéssemos tomado uma vacina contra uma doença”. Segundo o presidente, o brasileiro poderá comprar tudo o que sonha nas festas de fim de ano. “Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha comprar no Natal e torcer para o Ano Novo ser infinitamente melhor”, disse Lula

Sua insanidade ou monumental carraspana, já atingiu o ponto de sacanear o brasileiro.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

E têm muito mais opiniões sobre este governo, todas desfavoráveis e fico pensando e os 80%????

Até quando???

11 Out 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | CRISE ECONÔMICA, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | Sem comentários ainda

O Grande comunicador?

O Grande comunicador?

Todos os dias, eu encontro nos jornais ou nas colunas políticas da rede, notícias sobre o grande comunicador Lula.

Em um artigo muito bom do Jabor, este disse que estamos diante de um fenômeno de comunicação que descobriu uma nova fórmula de aplicar os ensinamentos de Maquiavel – Mais refinado – Se isto for possível –

Eu fico então pensando:

“- Devo ser realmente insensível, pois não consigo sentir onde está o convencimento estratégico do Lula ou posso até estar vacinado contra este encantamento das covinhas sorridentes ou contra o medo de sua carranca raivosa.”

“-Devo estar realmente fora da realidade, pois não consigo encontrar nenhuma obra de médio para grande porte, que foi iniciada e terminada em seus governos. Ele já está no poder a mais tempo do que o JK a quem ele gosta de se comparar, mas o JK iniciou e entregou, várias obras de porte gigantesco, incluindo a nova capital, rodovias, usinas hidroelétricas, aeroportos, ETC. E olhe que o JK enfrentou várias crises políticas e oposição ferrenha.”

“- Não devo ser uma pessoa patriótica, pois não encontro nenhuma obra de cunho social, que tenha sido iniciada ou mantida em seu governo, que tenha causado impacto na vida social do meu país.”

O Brasileiro está pagando mais impostos do que nunca, a arrecadação está maior do que nunca e a renda média do trabalhador brasileiro está inferior no momento do que em 1997.

O tamanho e o inchaço do governo é descaradamente o maior da história. Pensando bem, esta é uma obra de grande porte que o governo Lula iniciou, mas que ainda não terminou. – “O inchaço do governo” – Continua crescendo.

Eu pessoalmente não vejo nesta situação nenhum mérito do governo do grande mentiroso. Se em meios as grandes crises internacionais, com uma taxa básica de juros muito maior, para conter e segurar a inflação, o cidadão brasileiro incluindo eu, estava ganhando mais em 1997 do que agora, como pode ser possível que os nossos cidadãos dêem uma avaliação tão positiva ao governo mais corrupto da história brasileira?

64% de aprovação.

Incrível mesmo.

Eu pequeno empresário, estou muito pior agora do que em 1997, e não aprovo este governo de engodos e mentiras.

Estou entre os 36% que desaprovam este governo, e com muito orgulho.

Vejam esta reportagem de hoje em ”Veja on Line” sobre o rendimento da população brasileira

Brasil

Pnad 2007

Renda do brasileiro sobe, mas é inferior à de 97

18 de Setembro de 2008

Com agência Reuters

O rendimento médio do trabalhador brasileiro aumentou em 2007 pelo terceiro ano, com alta de 3,2% frente a 2006, mas ainda não recuperou as perdas acumuladas nos últimos dez anos e está 5% abaixo do nível de 1997. Os dados constam da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira.

O avanço de 3,2% foi menor que o observado em 2006 (7,5% ante 2005) e em 2005 (4,5% frente a 2004). “Isso pode estar relacionado com o aumento menor do salário mínimo em 2007″, explicou a economista do IBGE Márcia Quinstlr.

Segundo o IBGE, desde 2004 a renda do trabalhador brasileiro ocupado acumula crescimento de 15,6%. Em 2007, o rendimento nominal alcançou 956 reais – valor ainda abaixo do verificado em 1997, que era de 1.011 reais. “Os resultados da Pnad mostram que o patamar de rendimento médio real de 1997 ainda não foi retornado, embora tenha ocorrido ganho, especialmente entre 2004 e 2007”, informou o IBGE em relatório.

A alta do rendimento contribuiu para que o país registrasse em 2007 mais um pequeno avanço no índice de Gini, parâmetro internacional para avaliar as condições de vida da população. O indicador passou de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007. Quanto mais próximo de zero, melhor é a condição de vida de um cidadão. Em 2004, o Gini era de 0,547 e em 2005, de 0,543.

Apesar da melhora, a concentração de renda no país permaneceu bastante aguda no ano passado, segundo a pesquisa. “Os avanços mencionados, apesar de persistentes, são de baixo impacto no que se refere aos rendimentos mais baixos e mais elevados”, avaliou o documento.

Concentração – “A despeito da redução do Gini, se verificou que, em 2007, os 10% da população ocupada com mais baixos rendimentos detiveram 1,1% dos rendimentos do trabalho, enquanto aos 10% com os maiores rendimentos corresponderam 43,2% do total das remunerações”, acrescentou o relatório. Esse comportamento se mostrou praticamente inalterado em relação aos anos anterior.

O Grande comunicador acreditando no casamento gay

Candidata à sucessão do grande comunicador

Eta Brasil……

19 Set 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA | | Sem comentários ainda

Brasil um país de todos!!!!!!

Brasil um país de todos!!!!!!

De acordo com as propagandas milionárias do governo federal, o Brasil é um país de todos.

Será?

O Daniel Dantas quebrou todos os recordes de velocidade na emissão de um HC não por uma comissão do Supremo, mas por um juiz que sem verificar qualquer possibilidade de periculosidade estando solto ( um criminoso com tremendo poder econômico que podia como pode prejudicar o andamento das investigações de seus crimes) deu não um HC mas dois seguidos e ainda disse que o juiz dando ordem de prisão estaria descumprindo uma ordem do supremo.

Para nós mortais comuns, o supremo deve ser uma espécie de Deus onipotente, que de acordo com o poder do capital fala mais alto em circunstâncias estranhas e específicas.

E veja esta reportagem de hoje sobre a justiça para todos no Brasil:

Homem acusado de roubar R$ 20 é condenado a 5 anos de prisão

A família e a defesa de Cleiton Aparecido alegam a inocência dele.

Assalto teria sido cometido por amigos da vítima, no ABC, em 2007.

Carolina Iskandarian Do G1, em São Paulo

Podem ler a reportagem completa aqui:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL756676-5605,00-HOMEM+ACUSADO+DE+ROUBAR+R+E+CONDENADO+A+ANOS+DE+PRISAO.html

E no Brasil de todos, ainda temos o MMM (Ministro Mantega Mentira) dizendo que o Brasil está blindado pelas ações pragmáticas do governo Lula está incólume contra os problemas da crise mundial.

E o Lula ordenou muito seriamente que o Bush conserte o seu problema porque o Brasil não tirou dinheiro emprestado para comprar casas nos Estados Unidos.

Como faz falta um pouco de educação primária.

Vejam também esta coluna do Sardenberg sobre a crise:

Crise afeta o Brasil, e muito

Carlos Alberto Sardenberg

Eis como a crise mundial chega ao Brasil, em primeiro lugar. Aliás, já chegou: pela falta e/ou encarecimento de capitais e financiamentos para novos investimentos.

Um exemplo que interessa diretamente: as empresas brasileiras que já ganharam licitações da Petrobrás para a construção de navios e sondas de exploração de petróleo estão, neste momento, negociando financiamentos de bancos internacionais.

Segundo reportagem do jornal “Valor Econômico” de hoje, bancos estrangeiros suspenderam, provisoriamente, por enquanto, operações para financiar R$ 12 bilhões – operações que já estavam em andamento.

Isso porque, no mercado internacional, a taxa de juros pela qual os bancos captam dinheiro subiu fortemente, pela simples razão de que há menos dinheiro disponível.

Eis um exemplo da alta dos juros. A companhia brasileira Braskem fechou recentemente um financiamento internacional, pagando taxa de juros de 1,75% ao ano acima da Libor, taxa de juros que os bancos cobram entre si no mercado de Londres. É a taxa de referência. Pois bem, no empréstimo que fez à seguradora AIG, o Fed, banco central dos EUA, cobrou Libor mais 8,5% ao ano.

Outro exemplo: o risco Brasil, que havia caído para 190 pontos, subiu para perto dos 350 pontos – isso significa que as empresas brasileiras, ao tomarem empréstimos externos, pagam agora a taxa de juros dos títulos americanos, mais 3,5% ao ano, contra 1,9% antes da crise.

Para um país que necessita de capitais para novos investimentos – e que não os tem no país – a crise financeira internacional afeta , e muito.

17 Set 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABOBRINHAS, Cinismo, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | 1 Comentário

Situaçao atual II.

Situaçao atual II.

Em meu ultimo artigo, falei sobre a preocupante situação da economia brasileira. Agora tem mais sobre o mesmo assunto.

Neste cenário de marasmo internacional de crescimento, bolha na economia americana, preço escalante do petróleo, e conseqüentemente elevação nos insumos agrícolas que são derivados do petróleo. Com esta elevação, os alimentos que são o fruto resultante dos insumos agrícolas, estão em franca escalada trazendo aos consumidores brasileiros uma preocupação constante de como adaptar o orçamento doméstico à esta nova realidade.

Diariamente nos órgãos noticiosos existem reportagens a respeito das maquininhas de marcar e remarcar os preços, a respeito também dos hábitos de fazer compras, hábitos de se evitar o supérfluo, ETC.

Não bastasse isto, o brasileiro da classe média, que paga 90% de todos os impostos arrecadados, está aprendendo a investir um pouco do que sobra nas bolsas de valores, introduzindo com isto uma nova dimensão à economia nacional que são os investimentos de capital. Neste mundo capitalista globalizado, esta prática é muito sadia para a economia. Depois da estabilização monetária desfrutada nos últimos dez anos, os brasileiros começaram a se aventurar nos investimentos de capital. Com esta inflação presente, todos os investimentos perderam para a inflação, ou melhor, houve perda de dinheiro investido. O investidor brasileiro que acreditou no sistema anunciado pelo governo perdeu dinheiro quando investiu na economia. Isto é muito preocupante.

O governo que prometeu a estabilidade, não vai acomodar as perdas destes investidores.

E o governo aparentemente está dizendo que não tem preocupação com esta inflação, que segundo também o governo, está sob controle, e é apenas fruto de safra diferencial e que liberou mais dinheiro para financiar a nova safra que deverá ser maior 15% do que a anterior, e que este aumento vai reduzir o preço dos alimentos. Os alimentos básicos da mesa do brasileiro, carne, feijão e arroz, estão em média pelo Brasil 30% mais caros, e o pão, que é feito com trigo, quase todo importado da Argentina, está também 50% mais caro em média. Agora, a Argentina está em crise séria, e a elevação da safra brasileira de grãos, vai se basear em soja para exportação, onde está bem valorizada. O Arroz, onde uma grande parte que era produzida no norte, onde existe conflitos territoriais, vai continuar escasso e com preços altos, a carne, vai precisar de pelo menos dois anos para se introduzir novas matrizes no mercado pois as existentes foram abatidas para equilibrar o mercado decrescente alguns anos antes. O feijão, este pode se ajustar com uma boa safra, mas este cereal apenas não irá afetar a regularização dos preços em geral.

Em um ambiente como este, o governo, ou melhor, os integrantes do governo que podem ter um pouco de bom senso econômico devem saber que existe no Brasil, uma situação com potencial explosivo para uma inflação elevada e constante nos anos porvir e que esta situação, se houver muita competência no gerenciamento da crise inflacionária, pode ser de uma duração de no mínimo dois anos.

E hoje em minha viagem habitual pelos blogs, encontrei no site da Adriana Vandoni, (http://www.prosaepolitica.com.br) um interessante relato em forma de parábola sobre um típico brasileiro introduzido ao consumismo.

Este elemento pode ser o pavio de uma explosão inflacionária no futuro próximo.

A história do João

Por Raphael Curvo

Advogado pela PUC-RJ e pós graduado pela Universidade Cândido Mendes-RJ

João, técnico aposentado, recebe R$ 1.300,00 mensais. Algumas estripulias, como cerveja com os amigos e cinema com a patroa nos finais de semana, dá para realizar sem apertar o orçamento. Afinal, os aumentos nos preços dos alimentos estão sob controle e os ganhos da aposentadoria garantem a geladeira da casa. Estou satisfeito e sobra para uns abusos de fim de ano, diz João.

Vendo um programa de TV, João se depara com anúncio, aos gritos, de que agora todos podem ter o seu carro. Como, eu ter um carro? O anúncio da revendedora lhe dispara o coração. Percebe que com menos de 30% da sua aposentadoria poderá financiar o sonho quase impossível. Ter um carro? “Miráculo”!!! E mais entusiasmado fica ao descobrir que não será necessária a entrada para a concretização do sonho de consumo. Quase desmaia quando o anunciante grita “e ainda tem troco de três mil reais”.

Sem pestanejar, em segundos estava lá. Concretizou a compra de um reluzente automóvel em 84 prestações mensais de 400 reais. Lógico, teve um gasto extra com o seguro, impostos e taxinhas, insignificantes ante as chaves do carro na mão. Mal saiu da revendedora, passou em uma loja de som e investiu os três mil recebidos como troco. Como o carro é flex, se subir o álcool enche o tanque com gasolina e vice – versa; tá resolvida a questão de combustível.

Outro programa na TV, outra surpresa ao perceber que também pode ter uma televisão de plasma de 32’ na pequena sala da casa. Apenas pouco mais de 10% do que ganha e a patroa ficará feliz em ver melhor as novelas do dia-a-dia. E João vai aos poucos se sentindo poderoso, com certo ar de vencedor. Já tem carro e TV de plasma. Daí, para a compra de um novo conjunto de sofá mais sofisticado para a sala foi um passo. É, a sala ficou apertada e carro precisa de uma garagem coberta. Decidiu: vamos às obras. É só fazer um empréstimo consignado com juros tão pequenos que não serão sentidos nas prestações. Com essa inflação controlada, dá para levar e alçar vôos baixos.

Passados alguns meses, o direito de ter carro e consumir, defendido pelo presidente e assumido pelo João, começou a sofrer turbulências das quais pensava nunca iria passar. Luz, água, telefone, remédios, combustível, alimentação e outros tantos produtos começaram a sair do controle financeiro doméstico com pequenos aumentos, mas constantes. João começou a perceber que o provento estava se tornando pequeno. Um aumento na aposentadoria se tornou uma necessidade. Enfim, o governo pode promover isso, está arrecadando como nunca. Por que não dar aumento? É uma questão de tempo, pensa. Até lá fará um novo empréstimo consignado para suprir os buracos no orçamento e diminuir os atrasos das prestações.

João hoje faz parte do cálculo feito pela Associação Comercial de São Paulo sobre a evolução da inadimplência que constata ser o dobro da oficial de 7,3%, excluído o crédito consignado. Esta situação de desconto em folha retira do tomador do empréstimo a possibilidade de atrasos, mas, por outro lado, implica em dificuldade de atendimento de outras necessidades prioritárias que podem ser urgentes, tais como problemas de saúde.

A irresponsável política de expansão de crédito está começando a apresentar a fatura. João e muitos outros vão entrar em desespero com agravante da redução do feijão com arroz na sua mesa. Não fossem estimulados ao consumo selvagem da superficialidade, suas vidas poderiam estar com melhor qualidade naquilo que é essencial.

É preciso constatar que não é somente no bojo dos aposentados que tal situação está em evolução. Os assalariados começam a perceber, logo após a compra, que o carro também exige manutenção e esta não está incluída na prestação mensal. Terão os mesmos sintomas e sofrerão os mesmos efeitos dos aposentados. E mais, descobrirão que sem estudo e preparação qualificada não terão espaços para crescer salarialmente. Este fato coloca mais de 90% da população brasileira ativa em situação de conflito e insegurança pessoal. Mudança, só com educação responsável e de qualidade. Caso contrário, sempre terá “a história do João”.

Depois deste conto do João, um detalhe que encontrei também hoje na coluna do Claudio Humberto:

A culpa da falta de escolas é dos políticos que compram votos

Desembargador Estácio Gama , presidente do TRE-AL, sobre os políticos de ficha suja

O Brasil gastava no governo do FHC, 3% do PIB com a educação, sendo que destes míseros 3%, 70% era investido em educação superior. Uma vergonhosa realidade.

No atual governo, são gastos 2,5% do PIB (o PIB cresceu) com a educação. Destes mízeros 2,5%, 80% são investidos em educação superior. Outra vergonhosa realidade.

Em países em desenvolvimento, como a Índia e Coréia do Sul, Chile e Argentina, os gastos com a educação são em média 18% do PIB correspondente a cada país. O melhor desempenho entre estes países é o da Coréia que vem investindo consistentemente pelos últimos 25 anos, 25% do seu PIB em educação básica, sendo que no ensino universitário, os investimentos são no financiamento dos cursos, mas todo ensino superior é cobrado dos alunos. No Brasil, onde ensino superior grátis dá dividendo político, e o ensino básico não dá, este ensino está sendo deixado no ostracismo.

Agora, sem nenhuma estrutura básica, o que poderemos esperar dos alunos universitários?

Apenas a mediocridade crescente que aparece nos testes de avaliação e nas pérolas dos vestibulares em todo o país.

18 Jul 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA | | Sem comentários ainda

Pesquisa de opinião.

Pesquisa de opinião.

Eu nunca fiz parte de nenhuma pesquisa de opinião. Indo um pouco mais longe, eu não conheço ninguém de minhas relações, incluindo parentes e amigos, e amigos dos parentes e amigos que tenham participado de alguma pesquisa de mercado. E veja que eu tenho uma família de média para grande. Somos seis pessoas, todas vivas e desfrutando de relativa saúde, todos casados com filhos e netos, e com muitos conhecidos e amigos.

Outro dia em uma reunião celebrando um aniversário, estavam reunidas pelo menos umas cinqüenta pessoas. Fiz uma ligeira pesquisa e nenhum deles havia participado de pesquisa ou conheciam alguém que tivesse participado.

E para terminar uma comparação, eu pessoalmente conheço duas pessoas que ganharam na megacena. E não é ninguém relacionado com o João Alves (anão do orçamento).

Sendo totalmente ignorante do conteúdo do questionário de pesquisa da “CNT Census”, que pertence ao ex-sócio do Marcus Valério, e vendo o resultado das recentes pesquisas sobre a aprovação do Lula e a vontade de um terceiro mandato, eu chego à seguinte conclusão:

· A pesquisa foi feita bem longe do meu circulo de relações.

· O questionário deve ter sido formulado na seguinte seqüência:

a. O que sabe você sobre o governo do presidente Lula

Resposta: Nada

b. Então conheça os fatos:

A saúde no Brasil está de primeiro mundo!

A educação também está entre as melhores e teremos este ano, mais quarenta mil vagas nas universidades.

Estamos totalmente independentes de petróleo e em pouco tempo seremos exportadores.

Pagamos a dívida externa, e ainda sobrou quaro bilhões de dólares.

Temos quarenta milhões de pessoas sendo atendida no programa de distribuição de renda.

Temos o governo mais ético e responsável da história deste país. Haja vista a quantidade de prisões sendo feita pela Polícia Federal, que é sintonizada com o governo.

Este governo do Lula com suas viagens diplomáticas por todo o mundo tornou o Brasil reconhecido e quase conseguimos a vaga de nação permanente no conselho da ONU.

A energia do Brasil está em franca ascensão e teremos a garantia de energia até 2014.

Temos a gasolina da mais barata do mundo e apesar da alta do petróleo não houve nenhum aumento de preços.

Somos autoridades na produção de álcool, e este governo foi o responsável pela tecnologia.

As nossas estradas estão entre as melhores do mundo.

Os portos brasileiros são reconhecidamente os melhores do mundo.

O sistema de aviação mais seguro e reconhecidamente melhor do mundo é o brasileiro através de seu ministro da defesa e da ANAC.

O Brasil é um exemplo de democracia.

Formamos a Força de Segurança Nacional, e com isto garantimos a total segurança dos cidadãos brasileiros.

Construímos três prisões federais que são modelos de segurança, e estamos licitando mais seis.

Tem mais, mas muito mais, mas estes bastam para se ter uma idéia da qualidade do governo do presidente Lula da Silva.

c. Agora conhecedor dos fatos, você aprova o governo do Presidente Lula?

d. Se houvesse uma possibilidade de se modificar a constituição, para o presidente Lula continuar a governar o Brasil você aprovaria?

Com um questionário destes, a aprovação que deveria ser de 100% foi de 58% e na pergunta D sobre a continuidade do mandato foi de 52%, quando deveria ser de 100% também.

Eu penso que quando a esmola é demasiada até o pobre desconfia.

Você acha que se os brasileiros tivessem um vislumbre da realidade a pesquisa teria o mesmo resultado?

a. Saúde foi abandonada por este governo, com um gasto inferior a 5% do PIB, os resultados são uma pequena amostra de como se comporta o governo na maior e mais mortífera epidemia de Dengue que se tem notícia.

b. Educação foi abandonada pelo governo com um investimento de 2,5% do PIB, sendo que deste parco percentual, 80% é investido com universidades (isto dá voto). Abandono total do ensino básico e que a evasão escolar está em maré crescente, e a qualidade deste ensino está entre as piores do mundo dentre os países emergentes.

c. Nunca se importou tanto petróleo como agora, e com o preço nas alturas, esta importação está causando um tremendo buraco no superávit exportador brasileiro, e quanto às descobertas anunciadas, estas não são recentes e são apenas expectativas e para que o Brasil possa começar a desfrutar destas descobertas serão pelo menos dez anos de exploração.

d. Dívida Externa, devido á compra desesperada de dólares no mercado pelo Banco Central, para tentar evitar uma desvalorização do Dólar, prejudicando com isto a balança superavitária do mercado brasileiro, o Brasil acumulou uma reserva internacional maior do que a dívida externa e se quiser liquidar esta dívida pode ainda sobrar uns quatro bilhões de dólares. Mas não foi de graça esta façanha, e os dólares adquiridos, foram muito caros e acarretou a maior dívida interna da história deste país. Esta dívida paga um juros de 14% ao ano de média e a dívida externa paga apenas 3% de média ao ano. O que o Brasil fez, foi se como uma pessoa pagasse o seu carro com o cartão de crédito parcelado e quitasse a dívida no banco. E sabe qual é o montante da dívida? Sabe quanto se paga de juros aos bancos nacionais?

Leia esta reportagem da Radiobrás:

(Brasília – A dívida interna do país cresceu R$ 25,27 bilhões no mês de fevereiro, chegando à marca histórica de R$ 1,01 trilhão. Os títulos da dívida, emitidos pelo Tesouro Nacional, aumentaram 2,6% no mês passado, se comparados com janeiro. O anúncio foi feito hoje (15) por Paulo Valle, coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro.

Valle considerou normal o resultado, já que Plano Anual de Financiamento (PAF) estima endividamento de até R$ 1,2 trilhão no final deste ano. O aumento, segundo ele, é resultado da emissão de títulos, que superou os resgates em R$ 14,82 bilhões e dos gastos de R$ 10,45 bilhões.

A maior parte da dívida pública brasileira é corrigida pela taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) – a taxa básica de juros da economia brasileira. Cerca de 47,20% da dívida está atrelada à Selic. Quase 28% dos títulos tem com correção prefixada – já que têm sua correção definida previamente e não são corrigidas por nenhum índice. Outros 20,46% são corrigidos por índices de preços e apenas 2,39% são remunerados pelo câmbio. “)


http://www.radiobras.gov.br/abrn/brasilagora/materia.phtml?materia=258 896

Você pode calcular agora porque o lucro absurdo dos bancos brasileiros que enquanto toda a economia do país cresce 4% ao ano, o lucro dos principais bancos saltou 110% em 2007.

E pelo andar da carruagem vai ser maior este ano.

E com 47% de toda a arrecadação sendo dirigida ao serviço da dívida não sobra muito para os problemas do país.

e. Os programas assistenciais, que o governo está chamando de uma distribuição mais justa de renda, dos quais o carro chefe é o “Bolsa Família”, nada mais é do que uma assistência sem contra partida nem fiscalização do programa iniciado no governo FHC denominado “Bolsa Escola”, que no entanto tinha uma fiscalização severa e uma contra partida, que incentivava o participante a se empenhar em melhorar a sua situação. O “Bolsa Família” pelo contrário, torna os participantes totalmente dependentes no programa e a distribuição de renda alegada pelo governo Lula nada mais é do que uma esmola perene sem chance de se programar uma agenda para o beneficiado a deixar o programa para uma vida melhor fora do programa. São realmente mais de 40 milhões de participantes e isto representa mais de 30% do eleitorado brasileiro tornando este programa uma máquina de fazer votos.

f. A ética neste governo foi totalmente e cinicamente enterrada. No primeiro governo, todos os principais colaboradores do Lula foram indiciados pelo Procurador Federal como a maior quadrilha formada para lesar o erário. As prisões e apreensões feitas pela Polícia Federal se devem ao fato de nunca na história deste país tanta gente roubou ou usou o cargo para tirar vantagens pecuniárias. E a atuação da PF quando a investigação que podem prejudicar o governo, nada acontece como no caso dos aloprados onde o dinheiro continua retido na PF sem chance de se descobrir a origem.

g. As viagens do Lula em sua maioria são apenas passeio. Os países visitados e beneficiados pelas viagens do Lula votaram contra a permanência do Brasil no conselho da ONU. A imagem do Brasil, com seu presidente falastrão e ignorante perante o mundo são motivos de deboche por parte da comunidade internacional. Lula foi flagrado dormindo em uma conferência na ONU, e os marqueteiros editaram uma filmagem colocando para Lula os aplausos dirigidos ao Coffe Anan, então o presidente da ONU.

h. O gerenciamento da energia brasileira está muito aquém para um país em desenvolvimento. Este ano, com a seca prolongada, faltou muito pouco para um apagão geral. O desvio de gás pela Petrobrás para o abastecimento das termoelétricas emergenciais foi o que impediu um apagão. Com este desvio, faltou combustível para abastecer a frota brasileira de veículos movidos a GLP. Esta energia emergencial além de poluir, tem um custo 100% maior para o governo, que subsidia para se evitar a inflação.

i. A gasolina brasileira está entre as mais caras do mundo devido à extorsiva carga tributária embutida nela. São aproximadamente 60% do preço total. Com o aumento do preço do petróleo que atualmente custa ao Brasil 8 bilhões de dólares ao mês, o governo subsidiou o preço da gasolina em detrimento ao lucro da Petrobrás, que também é do Brasil. Pelo menos no controle ineficiente da estatal. Se fosse uma empresa privada visando lucro, o preço estaria nas bombas. Para pagar o subsídio, faltou dinheiro para outros programas. Mas já se fala em aumento do produto e não deve tardar. Se o governo fosse um bom governo, poderia abrir mão de parte da tributação embutida para amenizar a alta no final do produto. Mas não irá fazer isto, pelo contrário como a tributação faz uma parte percentual do preço final. O governo Lula com um aumento no preço da gasolina vai ganhar mais dinheiro com a tributação. Tirando principalmente da CLASSE MÉDIA.

j. A tecnologia do programa do álcool foi um legado da ditadura militar, que iniciou o Proálcool.

k. As estradas brasileiras são as mais perigosas e mortais do planeta, por falta de fiscalização, segurança, sinalização e capeamento asfáltico. Em 2006, ano eleitoral o governo Lula promoveu um programa emergencial de tapa buracos, em plena estação chuvosa que devido ao caráter emergencial dispensava licitação. Foi tanta a roubalheira que até hoje as contas não foram aprovadas pelo TCU.

l. Os portos brasileiros foram totalmente abandonados nos cinco anos de governo do Lula. São os mais ineficientes e caros dos países emergentes, e a combinação de péssimas estradas e péssimos e caros portos tiram do Brasil uma vantagem comercial. Devida à nossa alta tecnologia em agricultura, o preço da mão de obra e o clima favorável, temos um preço no plantio de soja, de setenta e cinco dólares mais barato por tonelada do produto comparado aos Estados Unidos. Isto no mercado internacional seria uma vantagem imbatível. No entanto esta vantagem se perde e se transforma em uma diferença de 25 dólares favorável aos Estados Unidos, depois do embarque nos portos de Santos e Paranaguá.

m. A aviação civil brasileira está entre as piores do mundo. Vários aeroportos foram realmente modernizados, apenas nos saguões e estacionamentos que são visíveis ao eleitorado, mas os equipamentos de segurança foram esquecidos e durante este governo os dois piores acidentes aéreos da história deste país foram ocasionados pelas péssimas condições de segurança dos aeroportos, pistas, equipamentos de navegação e segurança de vôo.

n. A democracia no Brasil é muito tênue e este governo tentou de tudo para piorar esta democracia. No primeiro governo foi feito uma tentativa de comprar o legislativo através de propinas. Um legislativo totalmente comprado e votando com o governo é o fim da democracia. Depois foi tentado o amordaçamento da imprensa com a criação de um controle dos jornalistas e repórteres através de uma agencia controladora da profissão. Não conseguiram, mas não está descartada. Foi tentado também um plebiscito para desarmar totalmente o cidadão honesto, que também não vingou. Entre todas tentativas neste governo do Lula, a democracia foi realmente desvirtuada. Outros meios antidemocráticos são os decretos ilegais como o que criou a TV pública, as incessantes medidas provisórias que não têm nada de emergencial e são usadas para impedir votações não favoráveis ao governo. Tudo isto torna este o governo menos democrático da história deste país. (fora o período da ditadura militar)

o. A Força Nacional de Segurança, foi criada como uma medida emergencial, não tem função declarada ou específica e não tem quartel nem residência. Com toda esta desorganização, esta força tem realmente servido e tem sido útil no controle do crime. Mérito dos componentes da força e não do governo.

p. As prisões federais de segurança máxima são apenas duas concluídas e na prisão de MS, Campo Grande, está o Fernandinho Beira Mar que lá de dentro continua a monitorar o crime através de telefone celular.

Depois dos esclarecimentos sobre a real situação do Brasil, o que você poderia esperar de uma pesquisa de opinião real e meritória de crédito?

Confira mais este bom artigo do Laurence.

Por Laurence Bittencourt Leite

Lula está nas alturas e os lulistas idem. Lula faz pose ainda que o disfarce seja evidente. Disse a frase chavão e a meu ver peculiar: “ninguém consegue fazer tudo em oito anos”.

O que isso significa? E daria para fazer em quanto em tempo, cara pálida? Lula disfarça a euforia, mas claro, seu Ibope subiu ainda mais, e o mais surpreendente (confesso a vocês que não para mim) foi ler que mais da metade da população ouvida na pesquisa, admite ser favorável (ops!) a um terceiro mandato para Lula. Que país! A miséria imensa, a falta de futuro, a falta de capitalismo, a falta de perspectiva leva a isso. Mas o mérito é de Lula ou a culpa é das elites (humm, que elite!!??) que passaram antes dele pelo governo e não colocaram esse país nos rumos do capitalismo? No Brasil a hipocrisia é tamanha, que é possível vermos pessoas agindo de forma capitalista, mas negando o capitalismo.

De qualquer forma, afirmo sem medo: Lula é um populista e o populismo é a morada principal na América Latina. Permanentemente. E daí? Podem perguntar alguns. È o velho mote para encerrar o debate. Outros dirão que isso é desculpa e coisa de derrotado. Risos. Mas por que desculpa, se é uma verdade? De qualquer forma como em futebol, o que importa é “bola na rede”, ou seja, o que importa é o resultado final. Ok.

Mas há questões de fundo, e é preciso enfrentá-las, ainda que o resultado não invalide de nenhuma maneira, de dizermos que Lula é um populista e paternalista. O nosso eterno “pai dos pobres”. Como isso é repetitivo. É o anti-capitalismo, o anti-Marx, sim senhor e o anti-mundo moderno. Mas Lula entende de marxismo? Nem ele, nem os lulistas. Marx jamais apoiaria Lula. No “Manifesto do Partido Comunista”, Marx deixou claro: a maior revolução até aquele momento (em que ele escreveu o livrinho) era a revolução capitalista, que (sic) acabou com todos os laços paternais e feudais. Marx cientificamente defendia isso e diria com todas as letras, que Lula deveria liberar os meios de produção capitalista. Mas Lula nada entende disso, e faz violentamente populismo e paternalismo, fazendo transferência de impostos para os miseráveis. E ai cabe a questão: imagine uma legião de miseráveis que sequer recebiam (devido a vários fatores) cem reais ao mês, e agora com os Bolsas da vida, que sequer foi um programa criado pelo PT, conseguem receber (algumas famílias chegam a isso) mais de mil reais ao mês. Quem pode ser contra isso, no sentido humano? As nossas elites estão pagando um preço alto, se bem que todas elas vivam confortavelmente. Mas a questão humana por trás do Bolsa família, Lembra muito aquilo que Bernard Shaw disse de Marx, ao ler “O Capital” a primeira vez, que em sua fúria contra o capitalismo “Marx nos ganhava moralmente”. A questão é: mas o que rendeu o comunismo? Nada. Faliu. Caiu de podre. É fato. Na China, na União Soviética, ou em Cuba. Aqui no Brasil nem somos capitalistas nem socialistas, somos aquilo que Marx identificou como o atraso supremo, um misto de nacionalismo, populismo e paternalismo. É isso que Lula faz com sua transferência de impostos. E tome ibope.

É essa transferência de impostos (que alguns chamam de “renda”) para os bolsa família que coloca Lula nas alturas. Imagine alguém que nunca recebeu nada, passar receber mais de mil reais, e melhor, ou pior, sei lá, não recair sobre ele ou família nenhuma a exigência produtiva. Nenhuma. Eu estando no lugar dessa gente, jamais deixaria de votar no Lula. É fácil explicar.

Lula conseguiu (sem esforço algum, repito, já que nem o programa partiu da cabeça do PT) tirar dinheiro dos impostos para as famílias miseráveis. Mesmo que as estradas (a infra-estrutura para ser mais exato) não funcionem, que os postos de saúde continuem sendo uns matadouros, que a educação básica seja um desastre e que o PAC seja uma farsa. Só para se ter uma idéia, o investimento do PAC (a parte do governo) para os próximos quatro anos, consegue ser menor que o que foi aplicado, imagine, nos primeiros quatros anos desse mesmo governo. Vocês entendem? O resto é conversa fiada e populismo, garantido por um sujeito competente que é o Henrique Meireles.

A máquina pública cresceu nos quatro primeiro anos de governo Lula a uma media de 6% ao ano. O consumo (por conta da transferência de impostos, ainda que não seja crescimento sustentável) cresceu algo em torno de 5% e agora no segundo mandato já chega próximo de 8 a 9%. Por isso Lula diz que “pobre está comendo”. Já o PIB, o crescimento da produção, nos primeiros quatro anos, cresceu em média de 2,5%, e agora a previsão é para algo em tornou de 4,5%, o que mostra a nossa realidade nua e crua. Lula é um ferrenho populista e paternalista. Está em casa na América Latina. É o seu palco.

30 Abr 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | Cinismo, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, Uncategorized | | 1 Comentário

Tenha piedade.

Tenha piedade.

Mas com muito cuidado!!!

Dê uma esmola a um pobre sem trabalho, e se ele o conhecer e souber o seu nome e vai sem dúvida falar bem de você.

É a natureza humana. Se por acaso o contemplado pela generosidade falar mal de você, pode acontecer, mas não é a regra.

Agora pergunto eu no caso do Rio de Janeiro:

-Quantas são as pessoas que estão sendo contempladas pela Bolsa Família o maior e mais custoso programa assistencialista do atual governo?

Eu realmente não sei, mas pela atenção dada pela mídia ao estado e à cidade do Rio de Janeiro, deduzo que sejam várias famílias atendidas por este programa que distribui em média R$ 170,00 por cada família inscrita no tal programa.

Se antes estavam desempregados e agora podem contar com esta renda esmola e que pode melhorar um pouco a miséria em que viviam antes, tanto melhor. Que falem bem do autor da esmola, que fiquem contentes com o seu presidente.

O Rio de Janeiro está vivendo uma das piores epidemias de Dengue de que se tem notícia, e este é o resultado de vários vetores independentes que se combinaram para chegarem ao resultado atual.

Vamos a alguns deles:xo-dengue.jpg

1.  Para fazer frente ao derretimento do Dólar Americano, que dificultava as exportações brasileiras, o governo comprava dólares em quantidades cada vez maiores. Os dólares eram comprados internamente com títulos da dívida publica interna e se paga em média 14% ao ano por estes empréstimos para comprar dólares. As compras de dólares resultaram em uma reserva maior do que a dívida externa que por esta razão pode ser quitada e ainda sobra dinheiro.

2.  De todo o dinheiro arrecadado com as maiores tarifas do mundo, forma-se um tremendo bolo tarifário que se aproximou em 2007 a 950 bilhões de reais dos quais aproximadamente 40% foram gastos em pagamento dos juros da dívida interna, 25% com a previdência social, 0.44% com a segurança pública 2,25% com a educação e 4,8% com a saúde.

3.  Sem nenhuma ou quase nenhuma educação, noção de higiene, e comportamento social adequado, uma família dependente na Bolsa Família, compra com o novo poder aquisitivo refrigerantes embalados em garrafas PET, e as  deixam descartadas em qualquer lugar nas proximidades de sua residência. Vem a chuva, vem os mosquitos e vem a dengue.

4.  A família é vítima de uma infecção de dengue e vai para o hospital, onde sem verba não tem tratamento adequado e o membro da família vem a óbito.

5.  Será que valeu a pena este dinheirinho miserável que o governo anda espalhando por aí com finalidade eleitoreira?

6.  Os países como o México Argentina, Chile, gastam com estes três orçamentos obrigatórios Saúde, Educação e Segurança, aproximadamente 40% do PIB correspondente a cada país o Brasil gasta 9%. E o Brasil da atualidade arrecada muito mais do que estes países visinhos. A arrecadação brasileira em números totais está a 39% do PIB, mas o potencial pleno, que é a arrecadação sem nenhuma sonegação está a 80% do PIB. Isto quer dizer que uma pessoa que pague todos os seus impostos deixa nas mãos do governo 80% do que recebe, e com a pífia contrapartida de que deste confisco apenas 9% será usado em seu benefício e os demais para as mordomias do governo e os programas nocivos e eleitoreiros

Eta Brasil

O artigo abaixo do cientista político Francisco Marcos foi retirado do blog Prosa e Política

- http://pep-home.blogspot.com/ -

 e postado por Adriana Vandoni.

Muito real e muito bom:

 

Por Francisco Marcos, cientista político

 

O texto abaixo e aspado é de Élio Gaspari e sobre o qual alinho considerações que julgo pertinentes à conjuntura que vivemos no surrealismo brasileiro.

 

    “O governo decidiu segurar o preço da energia que vende aos grandes consumidores. Não faz isso só porque gosta deles mas também porque o megawatt-hora comprado a R$ 80 ajuda a baixar a inflação.

    Essa filantropia transfere dinheiro do andar de baixo para o de cima. A patuléia, consumidora de energia nos relógios, paga de R$ 100 até R$ 800 pelo mesmo megawatt. Depois de pagar pela construção das hidrelétricas que produzem energia barata, a choldra se vê obrigada a financiar as térmicas do megawatt caro.”

 

O portento que há seis anos é inquilino do Palácio da Alvorada vive a apregoar que é o pai dos pobres, mormente defronte à uma platéia nordestina. Lembremos que o saudoso Getúlio Vargas era considerado como tal. Existe uma enorme distância entre as duas figuras. Gegê possuía visão de estadista, se comportava como tal, dotado de uma sagacidade política muito mais acurada do que o gnomo de boteco, fez-se chefe de uma revolução e venceu. A história se divide entre antes e pós Getúlio. A urbanização no Brasil teve início com ele, Volta Redonda e sua usina, a Petrobrás hoje tão cafetinada pelos “cultores da ética na política.” Fundou dois partidos: PSD voltado para os fazendeiros e elite política, e o PTB visando neutralizar o préstimo e monitorar o movimento trabalhista, bem como incomodar os industriais paulistas. Criou a CLT, mas para o campo criou o que?

O eterno candidato teflon distribui migalhas aos pobres e fartos banquetes aos que ele chama de elite, esquecendo que jamais teve pejo de aceitar doações contabilizadas ou não desta mesma elite. Dentro da minha ignorância e desimportância resolvi conceder-lo o título de “Mãe Amantíssima” das elites,destacando Andrade, Jereissati, Dantas, Setubal. Moreira Salles, magnatas espanhóis dos mais diversos segmentos econômicos e outros menos votados. Os conspiradores é que destilam ódio propagando inverdades: Dengue, Febre Amarela, Alta Arrecadação Tributária, Estradas mal cuidadas, Portos obsoletos, Ferrovias abandonadas, Falência do ensino público. Domínio do crime organizado, Corrupção endêmica, Mau caratismo, Mentira travestida de verdade.

“Talvez a maior lição da história seja a de que ninguém aprendeu as lições da história.”

30 Mar 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | Sem comentários ainda

Reforma ou morte.

Reforma ou morte.

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Há vários anos se comenta e se fala em uma reforma política no Brasil.

A constituinte de 1998 foi um documento permeado de emoções, feito às pressas e com sede de vingança.

As pessoas responsáveis por este documento tentaram fazer por decreto um remédio para as injustiças sociais, que deveriam ser sanadas por um crescimento sustentável da economia.

Criaram por tentar fazer justiça uma previdência para quem nunca contribuiu, abrindo com isto um rombo no sistema que naturalmente se fragiliza automaticamente à medida que a população envelhece e a contribuição diminui.

Deveriam ter feito, era uma maneira para que os contribuintes rurais fossem mantidos com um pouco de contribuição das pessoas que os empregaram e nunca recolheram nada para a previdência. Mas o loby dos produtores impediu que se fizesse a coisa justa e certa e agora estamos neste barco junto com todos eles os produtores. Às vezes, querem tratar um assunto como se existissem dois Brasis, um para eles e outro para os outros. Mas isto é um terrível engano e as injustiças cometidas para favorecerem alguns acabam finalmente recaindo sobre as costas de todos incluindo os que já se beneficiaram.olho-no-dinheiro.jpg

Os constituintes criaram as compensações pelas injustiças cometidas pelos militares e as perseguições políticas.

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Isto deveria ter sido feito de outra forma com bons empregos e com empregos remunerados para a família dos injustiçados, mas da forma com foi feito causou mais distorções e injustiças do que as causadas pelos exílios e as perseguições. O Lula, por exemplo, e seu irmão frei Chico que não é nem frei e nem Chico ficaram presos porque infringiram uma lei, que poderia ser exagerada, mas era a lei, e para ser mudada deveria ser votada e não desrespeitada, e compensaram estes dois com uma pensão vitalícia de R$ 3.700,00 por nossa conta. O Lula ficou preso por 30 dias, com privilégios de sair quando queria ou pedia como foi liberado para o enterro de sua mãe.super-51.jpglula-de-ferias.jpg

Frei Chico foi menos ainda, ficou detido por baderneiro por um período de 20 dias, e recebe uma pensão vitalícia.

O jornalista Carlos Heitor Cony, perdeu o emprego de jornalista quando a ditadura acabou com o jornal em que trabalhava. Como compensação pela possibilidade de ter sido um tremendo jornalista, com carreira brilhante e não pode ter seguido seu destino por culpa do então governo, foi compensado com uma indenização milionária e uma pensão não menos milionária.

Ele realmente tem valor profissional, mas estas compensações não são condizentes com os parâmetros do país e apesar de talentoso, eu realmente duvido que se tivesse seguido a carreira jornalística no pequeno jornal que foi encerrado, teria em sua poupança a metade das compensações pagas à ele pela viúva.

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Estes erros da constituinte são vícios que necessitam ser sanados o quanto antes, e estes vícios causam uma distorção social tremenda e os antigos perseguidos políticos hoje fazem parte da classe privilegiada do Brasil.

E nós pagamos as contas.

Este post começou com a idéia de uma reforma política.

Então vamos a ela sem mais delongas.

· Reforma política no executivo:

v O voto deverá ser voluntário sempre.

v Não poderiam votar pessoas que recebessem ou fizessem parte de programas assistencialistas do governo.

v O mandato presidencial deverá ser de oito anos consecutivos.

v De dois em dois anos deveria haver um plebiscito em dezembro para avaliação do desempenho presidencial.

v O governo não poderia fazer campanha para este plebiscito. E a oposição não poderia fazer campanha contra o mandato. Nada mais seria decidido neste plebiscito.

v Poderia fazer sim propaganda dos feitos de seu mandato, mas se fosse pego com mentiras e números exagerados, seria imediatamente desclassificado para continuar a governar.

v O governo teria que dar prioridades às promessas de campanha, e se estas se mostrassem impossível de se concretizar, (demagogia durante a campanha) ele perderia o mandato nos primeiros dois anos.

v No caso de desclassificação, seria marcada uma nova eleição para outubro e o país neste período seria governado por uma junta formada pelo legislativo, que teria de levar adiante o governo que foi interrompido. (menos nos casos de ações claramente em detrimento do país). Para interromper estas ações a junta teria auxilio do supremo, que julgaria pertinente ou não uma mudança do rumo estabelecido.

v Será identificado na lei da reforma política as atitudes éticas e econômicas para a desclassificação do mandato do presidente, como viagens supérfluas, nepotismo, contas secretas, despesas exageradas, destruição de patrimônio público, ETC.

v Todo e qualquer cidadão que se candidatar e for eleito para cargos públicos, assim como o primeiro e segundo escalão do governo deverão abrir mão de seus sigilos bancários telefônicos, e fiscais, durante o período do mandato e até um ano após deixar o cargo.

· Reforma política no legislativo:

v Se o mandato é do partido como reza a constituição e foi recentemente aprovado pelo supremo, o presidente do partido deveria ser o único que apareceria nos programas de propaganda do partido. O candidato ou candidatos pelo cargo ficariam à disposição do partido para ocuparem o cargo assim que os partidos ganhassem as eleições. Poderia haver eleições internas para as preferências aos cargos a serem ocupados.

v O partido teria que fornecer um curso de administração política e publica para os candidatos, com reciclagem periódica, e um número mínimo de horas atendidas. Este curso deverá ser comprovado com provas finais tipo exame da OAB, e somente poderiam ser candidatos os que obtivessem uma nota mínima nestes cursos. Os exames finais seriam preparados por organização autônoma. Os futuros candidatos desta forma passariam a ser políticos profissionais e não aventureiros como acontece atualmente com grande parte da representatividade política.

v Os suplentes seriam automaticamente os segundos colocados nas eleições internas.

v Os representantes dos estados serão em número condizente com a população do estado. Maiores populações mais representantes dentro do congresso.

v No caso do Senado, um representante por estado e mais um por 10 milhões de habitantes deste estado. No caso atual seria assim:

Ø São Paulo teria um mais quatro – Total cinco representantes

Ø Minas teria um mais dois Total três representantes

Ø Rio de Janeiro, Bahia, Rio grande do Sul e Paraná teriam um mais um – Total dois representantes.

Ø Os demais estados teriam apenas um representante no senado federal, e este seria o de melhor desempenho nas eleições internas do partido e o suplente deste senador seria o segundo lugar nas eleições internas.

Ø O senado federal seria então ocupado por 37 senadores, e seria mais representativo do que na atualidade

v Na câmara federal ficariam assim, dez representantes em cada dez milhões de habitantes em cada estado. Menos de dez milhões, 10 representantes.

Ø São Paulo teria cinqüenta deputados,

Ø Minas Gerais teria trinta deputados

Ø Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná, vinte deputados e os demais estados com dez deputados cada um. A câmara federal seria então constituída por 370 deputados com uma representatividade mais distribuída e justa.

Na parte jurídica, os representantes eleitos deveriam ser contemplados com um fórum político, onde este parlamentar que fosse acusado pelo MP de algum desvio de conduta, perderia durante o julgamento o recebimento de seu salário, e seria este julgado por um júri popular em 30 dias.

A razão do júri popular seria a de que ele foi eleito pelo povo e deveria ser julgado pelo povo.

Teria pleno direito de defesa, mas seria um julgamento rápido sem as delongas legais que acontecem atualmente. Se fosse absolvido das acusações, receberia de volta os seus salários suspensos e não poderia mais ser julgado por este mesmo crime. Se houver novas acusações, do mesmo desvio, será um novo julgamento.

Se a acusação for de desvio de verba pública ou recebimento de propina, as contas bancárias do acusado ficarão inacessíveis até o resultado do julgamento. Se for julgado culpado, seu patrimônio pessoal será seqüestrado para cobrir os danos ao erário.

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Na parte eleitoral, os dados do cidadão que irá requisitar o título de eleitor deverão constar o nº da declaração do IR, para ficar comprovado que não está recebendo ajuda assistencialista do governo. Se mentir para conseguir votar assim mesmo, ficará sujeito às penas legais.

Esta questão é muito importante, pois a ajuda assistencial passa assim a não constatar compra de voto.

No atual sistema os 47 milhões de pessoas contempladas pelo programa Bolsa Família, constituem uma força eleitoral tremenda e que causam uma distorção enorme na representatividade popular.

Não sei se as minhas idéias sobre a reforma terão uma aceitação pelos atuais políticos, mas eu penso que o Brasil ficaria mais respeitado no mundo inteiro e que subiríamos no índice de país menos corrupto.

As reformas políticas seguidas de uma reforma fiscal, como a idéia do Imposto Único (http://www.marcoscintra.org/novo/) poderiam colocar o Brasil na vanguarda dos países sérios e com crescimento garantido.

 

 

 

 

 

07 Jan 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA, ÉTICA | | Sem comentários ainda

Um bom governo?

Um bom governo?

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Tem gente pensando que o governo do Lula está sendo muito bom.

Porque será?

Vamos pensar seriamente em que consiste um bom governo:

1. Educação – Obrigação de Fazer pelo governo – piorou e muito. Principalmente e educação básica.

· Existem projetos universitários de relativo sucesso, como o “Prouni”, mas é um projeto para lá de eleitoreiro e demagogo, pois a educação universitária apesar de muitíssimo necessária, ela precisa da educação de base para poder formar pessoas que tenham qualidades para exercer as profissões liberais e cooperar para o crescimento do país.

· A educação básica ficou em segundo plano como em todos os governos anteriores e, portanto neste quesito o atual governo deixou a desejar como todos os outros.

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2. Saúde – Obrigação de fazer do governo - estava mal no início do governo Lula e ficou pior nestes cinco anos de abandono.

· Existe atualmente uma epidemia de Dengue em formação nunca vista antes neste país.

· Endemias erradicadas como tuberculose e varíola, febre amarela, entre outras estão mostrando a cara por todo o país sem que nada seja feito.

· O salário do SUS pago aos médicos que deveria atingir 10 reais no meio do primeiro governo Lula está em sete reais com um atraso de três anos e com defasamento de 30%. E mesmo sendo que dez reais é uma verdadeira miséria para um clínico ganhar por uma consulta.

· O abandono em hospitais públicos é notório e a falta de verba está mais acentuada neste governo.

· O controle das verbas públicas está pior e o pouco dinheiro disponível está sendo roubado pelos afilhados e aspones do governo do toma lá dá cá.

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3. Segurança – Obrigação de Fazer do governo – Está pior do que antes, principalmente em um governo que se preocupou em confiscar armas e construir presídios melhores.

· Este governo iniciou com toda uma pompa de fazer uma política de melhorar a segurança do país, confiscando as armas do cidadão honesto. O ministro da justiça, um renomado advogado criminal, saiu pelo Brasil com uma comitiva recebendo as armas das mãos do cidadão honesto e pagando uma mixaria de 100 reais por estas armas confiscadas. No começo realmente quem entregou suas armas recebeu seu cem reais, mas da metade para diante foi calote mesmo e tem até hoje pessoas que entregaram suas armas e não receberam nada. Quando perguntado por um cidadão em São Paulo quantos AR15 ou granadas eles haviam recebido, o Ministro saiu com esta pérola “Nos não estamos em campanha para desarmar bandidos, isto é trabalho para polícia. Estamos é tentando evitar que as pessoa honestas se machuquem com suas armas” Ah bom…. Depois desta campanha caloteira, as estatísticas mostram que não houve nenhuma melhora mensurável no índice de acidentes com armas de fogo.

· Dos sete presídios federais de primeiro mundo que deveriam ter sido construídos, o segundo acaba de ser inaugurado, mas de acordo com a mídia, o Fernandinho Beira Mar preso em um deles, continua a comandar o tráfico com aparelhos celulares.

· A Força de Segurança Nacional, criada com toda pompa, ainda está por mostrar a que veio. Falta verba para comida e alojamento, falta treinamento adequado e falta inteligência para coordenar as funções desta força.

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Estas que deveriam ser as funções básicas do governo ficaram a desejar. Portanto no quesito básico o governo falhou. E vamos às outras partes componentes do governo para verificar como ficou:

4. Melhoria na infra-estrutura básica – Promessa de campanha do governo – ficou a desejar.

· Os portos brasileiros são dos piores e mais caros do mundo tanto para embarcar como para desembarcar mercadorias, fazendo com isto que as nossas importações fiquem mais caras e demoradas e as exportações também mais caras e lentas com enorme desperdício de mercadorias e tempo. Nada foi feito neste governo para melhorar esta situação que vem de outros governos.

· As estradas brasileiras estão pela morte, são totalmente fora do padrão internacional e também nacional, pois acreditem ou não, tempos também um padrão para ser seguido. Estão com sinalização precária, pavimentação acabada, obras de arte como pontes e viadutos sem manutenção e caindo aos pedaços. No início de 2006, houve uma campanha nacional de emergência em plena época das chuvas, para tapar buracos, tudo sem licitação pelo caráter emergencial. O TCU condenou 97% destas obras por superfaturamento, falta de notas fiscais, e outros delitos, mas as estradas, com raríssimas exceções continuam iguais ou piores do que antes da campanha.

· Os aeroportos, estes sim foram reformados. Foram em sua maioria reformados em seus saguões, estacionamentos e áreas de conforto aos passageiros, e esquecidos nos detalhes técnicos como as pistas e os equipamentos de segurança que continuam a serem os mesmos de anos antes, resultando ou colaborando com os mais terríveis acidentes aéreos da história deste país. E o famoso apagão aéreo está aí pára ficar, pois mesmo depois de tudo, os serviços estão de mal a pior.

5. Os programas sociais – promessa de campanha – Estes ficaram também pelo caminho:

· Primeiro emprego – Mal pensado, mal administrado. Faliu.

· Fome Zero – Logo no começo do governo o IBGE, órgão do governo constatou que o maior problema no Brasil era a obesidade e não a fome e o programa perdeu força. A filha do presidente, a Lurian Cordeiro, fundou em Santa Catarina uma ONG, para difundir o “Fome Zero”. Era a ONG “Rede 13”, que de ONG não tinha nada, pois receberam do governo 7,2 milhões para suas funções, sumiu com tudo e foi preciso o emissário especial do palácio, o Lorenzetti, ir até Santa Catarina e terminar a ONG.

· Luz para todos – Até que este programa funcionou em algumas partes do Brasil. Em alguns lugares realmente a rede elétrica foi estendida e os habitantes receberam pela primeira vez energia tão necessários para a dignidade humana. Houve, porém muito abuso e em um deles, o empresário favorito do governo foi pego cobrando, mas não fazendo o combinado. O Zuleido Veras foi pego pela PF em suas mutretas e locais que deveriam ter sido iluminados e servidos com energia foram esquecidos.

· Bolsa família – Este sim é um programa social muito bem falado pelos que dele se beneficiam. É um programa social assistencialista que foi copiado do governo FHC, com uma diferença marcante. No programa anterior, havia muitas contrapartidas para que o beneficiário pudesse continuar a receber o benefício. Crianças nas escolas, vacinas em dia, procura de trabalho, visitas aos postos de saúde, e uma finalidade e treinamento aos beneficiários para que depois de algum tempo pudessem sair do programa e fazer a sua vida com dignidade. Na modalidade atual, o beneficiário apenas deve estar desempregado. Isto causa uma situação inédita, pessoas não querem trabalhar com a sua carteira assinada, pois perderiam o benefício. E a fiscalização deixa a desejar e já foram pegas em flagrantes, pessoas que eram até funcionários públicos e recebendo o benefício. Este programa se tornou uma Esmola permanente para 45 milhões de pessoas, inscritas no programa.

6. Sistema financeiro – O sistema financeiro deste governo se resume na continuidade do sistema anterior, – o que é bom – dirigido por um membro do governo anterior, mas com uma diferença marcante, na pouca autoridade do presidente do Banco Central de ditar as políticas monetárias. Estas são de propriedade do Ministro da Fazenda, que por falta de experiência, gastou demasiado dinheiro com programas malucos e assistencialistas, comprando empresas, estatizando outras, e aumentando de tal modo o tamanho do estado que faltou dinheiro e a dívida pública interna estourou. É a maior jamais vista neste país. Em 2006, com os juros nas alturas o Brasil pagou para os bancos privados nada mais do que 37% do orçamento anual ou seja R$ 275 bilhões de reais somente nos juros. E agora você sabe a origem dos lucros estratosféricos nos bancos do Brasil. A nossa economia se crescer este ano os 5% com previsto, vai ter uma média nos cinco anos de 3,7%, a pior da América Latina e os bancos um lucro médio de 125% nestes mesmos cinco anos. A Petrobrás, o orgulho nacional com muita propriedade, perdeu produção pela primeira vez nos últimos 30 anos.

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E a pergunta do início volta agora ao final para a resposta deste autor:

Em minha opinião, este governo atual apenas no que se refere ao ato de governar ficou muito a desejar e apesar de ter conseguido algumas melhoras, no geral foi e está sendo um péssimo governo. Se for considerado o quesito corrupção e roubo dos cofres públicos, este foi e está sendo o mais corrupto de todos os governos na história deste país.

O ótimo artigo do Jornalista Laurence Bittencourt Leite, entra em mais detalhes técnicos sobre o desempenho deste governo

 

 

 

 

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

Números não mentem. Ao contrário dos políticos. Em cinco anos de governo Lula a iniciativa privada investiu no país 1 trilhão e 500 bilhões de reais. Reparem e pensem nos números. Pensem. Agora reparem: em cinco anos de governo Lula a arrecadação nas três esferas girou em torno (mais na verdade) de 4 trilhões de reais. Sabem quanto o governo Lula investiu em infra-estrutura? 65 bilhões de reais. Comparem. Comparem. É uma piada.

Enquanto a iniciativa privada investiu 1 trilhão e 500 bilhões no país, o governo investiu solamente 65 bilhões em infra-estrutura. A pergunta é: que infra-estrutura foi essa, se a malha rodoviária nesse país é uma piada? Claro, crescemos, ou iremos crescer, é o que dizem os números, este ano. Este ano. Foram quatro anos de desastre. Mas este ano vamos crescer. E por quê? Por causa desse governo? Só rindo. Só trouxa para acreditar. E vender essa idéia. Não tem noção do ocorre no mundo.

O grosso do dinheiro (mais de 4 trilhões) arrecadado, veja bem, que o governo se vangloria, vem de impostos. Impostos. E ele ainda queria mais com a CPFM. Com ou sem CPFM a saúde jamais iria melhorar. O PT queria o dinheiro para outras questões e você já sabe para quê. E para onde vai ou foi toda a dinheirama restante? Moramos no Brasil e estas coisas (economia, números) não têm a menor importância, quando deveria ser o contrario, sendo justamente o que ocorre em qualquer país serio. Mas para onde foi ou vai a dinheirama?

A nossa estrutura portuária (minimamente privatizada sob FHC e duramente criticada pelo PT) é uma piada. Mas para onde vai ou foi a dinheirama? Você já sabe: para a máquina (não governamental, diga-se) dita do PT. Pode isso? Para a máquina do PT, quando deveria ser máquina pública. Mas aqui aplaudimos essa coisa vergonhosa.

E crescemos por quê? Porque o mundo tem crescido incansavelmente, percebam. Lula realmente é uma anta. Não tivemos nenhuma crise mundial. A economia mundial não pára de crescer. Mas o que vemos internamente é a demagogia, a coisa pérfida que é esse governo, o desmando na educação, na saúde, na segurança, nas estradas. Adianta?

Apesar do PT e exclusivamente por conta dos investimentos privados e pelo crescimento da economia mundial estamos crescendo. Mas os nossos lunáticos aqui nada querem saber disso. Acham que o PT é uma maravilha. Não é. É um desastre coberto de demagogia.

Os petistas, claro, falam em aumento do IDH. É piada. Falam de “passagem” de aglomerados da “classe” média baixa para níveis melhores. Outra piada. O que mantem esse país minimamente funcionando continua sendo a iniciativa privada. A área de saúde continua sendo um verdadeiro açougueiro. O desprezo, o descaso, a perfídia. O crescimento do país, fique certo, não vem de investimento do governo, que é uma piada.

O que esse governo fez foi aumentar a divida interna de 650 bilhões em cinco anos para mais de 1 trilhão e 250 bilhões de reais. Os bancos nunca faturaram tanto como sob o governo “socialista” de Lula.

Lula é uma anta, claro. Uma piada.

Mas se você quiser mais dado, aqui vai: só no ano passado o governo pagou de juros e amortizações das dívidas interna e externa nada menos que R$ 275 bilhões, ou seja, 36,7% do orçamento de 2006 (quá, quá, quá. São dados da Auditoria Cidadã). Isso significa que, em um ano, esse governo elogiado, pagou mais que os R$ 197,4 bilhões do primeiro mandato de FHC, e também mais que os R$ 268,3 bilhões do segundo mandato tucano. Comparem. Comparem. Só piada para elogiar essa anta.

Essa montanha de dinheiro paga aos banqueiros para manter a máquina do PT, é retirada dos orçamentos da saúde, educação. E o que vemos é o total e brutal sucateamento dos hospitais públicos. E Lula esbanjando e viajando. Enquanto isso gente morrendo aos borbotões. Quanto socialismo! Quanto. Quanta sensibilidade. Mas vamos crescer esse ano. Sem dúvida: apesar do PT. Apesar dessa anta. Vamos crescer esse ano. Lembrem-se: 1 trilhão e 500 bilhões investidos pela iniciativa privada em 5 anos. Nesses mesmos 5 anos o governo “investiu” 65 bilhões de reais em infra-estrutura.

Mas vamos crescer.

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18 Dez 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | 1 Comentário

A opinião de Comparato.

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Ainda tem gente pensando que o governo Lula está sendo um bom governo????

Isto no mínimo é carência de informação.

O jurista e filósofo Fábio Konder Comparato tem outras idéias.

Sendo uma pessoa que foi realmente de esquerda e ligada ao PT, (que apoiou) a sua opinião contrária aos acontecimentos políticos atuais, em minha humilde visão, é uma opinião válida e imparcial.

 

O link abaixo leva a uma entrevista sobre a visão de Comparato, onde seu aprendizado começou na religião católica e amadureceu na França onde teve a visão de socialismo puro e democracia, como não se pode encontrar no Brasil.

Vale a pena conferir.

http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/comparato/comparato_td.html

Em 2004 deu uma entrevista sobre os rumos do governo Lula

Esta entrevista de Comparato foi em fevereiro de 2004

Analisando a conjuntura política brasileira

 

Entrevista com Fábio Konder Comparato

 

 

Brasil de Fato

Brasil de Fato – Como o senhor está vendo a situação do país, e principalmente, como analisa esse primeiro ano de governo?

Fábio Konder Comparato – A situação geral do país é preocupante. Não só deste ano, mas de vários anos. Nós estamos há muito tempo com o crescimento do PIB e sem nenhuma possibilidade aparente de melhorar a má distribuição de renda. O governo Lula veio fundado em uma esperança muito grande, um calor humano extraordinário, e ele está aos poucos destruindo a nossa esperança, o que é muito grave, porque governar não é só exercer o poder. É também ter um fundamento das ações do Governo na consciência e na esperança do povo. Isso está acontecendo porque o governo Lula adotou a política econômica do pensamento único, e aprofundou as diretrizes do governo passado. O crescimento desse ano foi negativo, está havendo um empobrecimento da classe trabalhadora e também um aumento da miséria. E, ao mesmo tempo, há um verdadeiro estouro de lucratividade das instituições financeiras. Ou seja, nós embarcamos de corpo e alma no capitalismo financeiro, que é um sistema econômico que nada produz e que vive exclusivamente da intermediação e da especulação. Isso, evidentemente, não pode durar muito tempo. Falta uma base econômica para que esse sistema permaneça. Eu não acredito que essa opção do governo Lula tenha sido feita por razões meramente econômicas, mas sim por uma razão política. A cúpula do partido entendeu, em junho de 2002, que o candidato Lula não poderia perder pela quarta vez a corrida pela presidência da república. Se isso acontecesse, o PT teria que mudar inteiramente, saindo toda a equipe de direção. Era, portanto, um jogo de tudo ou nada, e eles apostaram nessa possibilidade quase que desesperante de chegar ao poder. Agora, o poder significou para eles uma aceitação do jogo do poder como ele é, ou seja, separado da vida do país. A história do poder se fecha sobre si mesma. Essa é uma tendência incoercível: todo poder tende a se concentrar e se concentra sobre si mesmo, é uma espécie de doença psicológica. Os homens no poder têm a tentação de só se enxergarem, eles não enxergam mais a realidade fora do ciclo de poder. Eles ficam cegos e surdo, mas, evidentemente, não ficam mudos; ao contrário, eles podem falar cada vez mais para dar a impressão de que ainda mantêm contato com a realidade social. Isso não significa que os homens do governo Lula, a começar por ele próprio, sejam ruins, tenham uma deficiência de caráter, longe disso. O que acontece é que eles não estavam preparados para enfrentar esse jogo do poder e acharam que iriam dominar o establishment.

BDF – Acabaram sendo dominados.

Fábio Konder Comparato – Eles acabaram sendo engolidos por essa voragem do poder.

BDF – Eles têm justificado muito que este ano foi de preparação para o crescimento e para as mudanças. O senhor acredita que isso é possível da forma como está colocado?

Comparato – Eu acho que isso é impossível, e me pergunto se o pessoal que está lá em cima, que é inteligente e tem um conhecimento dos dados, acredita realmente no que fala. Impossível porque crescimento não precisa ser em 2004, mas 2005 ou 2006 necessitaria de investimento. No ano de 2003, o total dos investimentos no país foi 10% menos do que em 2002. Lula disse que em 2004 vai mudar, mas isso não pode mudar o ano que vem, pois o que asfixia a economia brasileira é o grau de endividamento do Estado.

BDF – É um pouco da justificativa que a equipe do governo tem dado: que pegaram o país com uma herança, principalmente do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Comparato – Não é justificativa porque, em vez de reduzir, eles aprofundaram isso. Eles aumentaram os constrangimentos financeiros que não tinham sido exigidos pelo FMI, como o aumento do superávit primário, mas eles acabam de dizer, pela boca do ministro da fazendo, que tem sido elogiado quase todos os dias pelo presidente da república, que esse superávit primário de 4,25 tem que durar pelo menos dez anos. É impossível criar uma poupança pública para investimento com esse constrangimento. Eu não acredito que o pessoal do Banco Central e do Ministério da Fazenda não saibam fazer contas. Eles têm perfeita noção disso. Em contrário, poderia ser dito: o que significa não pagar a dívida pública? É uma maneira do Partido dos Trabalhadores. O que acontece é que eles nunca se prepararam seriamente para isso, porque há a dívida externa e a interna. A dívida interna é, em grande parte, manipulada pelos bancos. Eles têm, seguramente, a metade dos títulos públicos emitidos pelo governo na sua carteira, e o resto eles distribuem entre fundos de investimento. A conversa com os bancos tem que ser uma conversa de poder para súdito, e o governo se coloca na posição inferior, na posição de alguém que é obrigado a se submeter ao poder dos bancos e cede simplesmente um certo alívio a eles. Isso não tem cabimento. Por outro lado, a questão da dívida externa seria perfeitamente negociável se o governo tivesse um plano coerente para enfrentar este problema da falta de poupança pública. O que acontece é que o governo, um ano depois de instalado, revelou-se incapaz de apresentar um projeto de país. Nós não sabemos para onde vamos, temos simplesmente de acreditar nas informações repetidas de que a prosperidade está na esquina, é só esperar um pouco, precisa ter paciência para os fatos que virão, inevitavelmente. Claro que, durante alguns meses, nós demos esse crédito de confiança, mas agora queremos fatos, e os fatos estão aí. Há cada vez menos investimento, é cada vez maior o desemprego, há uma desnacionalização da economia brasileira e há manifesta impossibilidade de se conseguirem recursos, ainda que modestos, para enfrentar o programa de políticas sociais que foi apresentado. Não há recursos para a educação, para a saúde, para a reforma agrária e, como constatamos, entre reduzir os juros ou reduzir os benefícios da previdência social, o governo optou por essa última opção. Significa que no choque entre os banqueiros e a grande massa do povo pobre, o governo optou claramente por não se indispor com os banqueiros. Tudo isso é desastroso.

BDF – E essas políticas sociais, como o combate à fome através do Fome Zero, a Bolsa-Escola?

Comparato – Isso é uma migalha. Há um princípio fundamental que não foi entendido pelo governo: o desenvolvimento econômico é apoiado em uma política econômica correta. A desigualdade social não é provocada pela falta de políticas sociais, mas por uma política econômica perversa, intrinsicamente redutora da igualdade social e cada vez mais concentradora de renda. Lutar contra a miséria não se faz por meio de políticas sociais, simplesmente. É preciso corrigir esta fábrica de miséria que é o sistema capitalista. Para enfrentar esse sistema, é preciso uma boa preparação, uma preparação ética, sobretudo. Optar por manter o sistema capitalista significa optar por manter aqueles que esmagam o povo. Não há absolutamente a menor justificativa, a mais leve explicação aceitável, legítima, de que, para resolver problemas financeiros do governo, é preciso pôr na rua um milhão de trabalhadores empregados, com carteira assinada, que são, portanto, despedidos, e arruinar milhares de pequenas e médias empresas. Isto só é possível quando se aceita o pensamento único, como se a economia fosse uma ciência da natureza, como se ela não tivesse a ver com a vida humana. Nós podemos errar na parte de técnica econômica, mas não podemos aceitar uma direção da economia que é uma criação contínua, perpétua de miséria e pobreza. Isso é eticamente inaceitável.

BDF – Parece que a análise que o senhor fez do governo FHC, quatro anos atrás, se repete agora. O senhor tem esse sensação? Pois a única coisa que eu noto de diferença é a decepção, o sentimento de frustração, que é maior.

Comparato – É verdade. Eu gostaria de lembrar um pensamento de Confúcio a respeito do governo. O discípulo pergunta: “Mestre, no que consiste a arte do governo?”. E Confúcio responde: “Em três coisas. Dar alimentos à população, distribuir armas e suscitar a confiança”. O discípulo volta a perguntar: “Mas, se tivéssemos de eliminar uma dessas três coisas, qual seria?”, e ele diz: “As armas”. “E entre as duas restantes? Se nós tivéssemos que optar, nós eliminaríamos qual delas?”. Ele diz: “Os alimentos, que a morte acompanha a humanidade desde o início. Mas um governo não pode existir sem o mínimo de confiança do povo”. È por isso que esta situação me parece trágica. Podem dizer que as últimas pesquisas de opinião mostram que o povo continua a ter confiança pessoal no presidente, não tem no governo, mas no presidente. É verdade, mas isso é típico da relação política atual, no mundo todo, e sobretudo no Brasil. O povo não faz uma reflexão crítica em relação ao governo. Ele tem sentimentos e intuições, e é sobretudo dominado pelo carisma pessoal. O carisma pessoal do Lula permanece praticamente o mesmo desde a eleição. O povo não sabe que, se é trabalhador, por exemplo, se ele for despedido, é porque os bancos pressionaram a sua empresa, e ele não sabe que se os bancos têm esse poder, é porque o governo está aliado aos bancos. Se ele fizesse esse raciocínio, evidentemente, a popularidade do presidente cairia praticamente a zero. Não digo a zero porque ainda sobraria um percentual de pessoas ligadas aos bancos, mas até mesmo a grande indústria. Enquanto se fala na impossibilidade do governo do PT enfrentar poderosos, eu me pergunto se eles não têm contato com a grande indústria. A grande indústria também está sofrendo com essa hegemonia bancária, e as pequenas e médias indústrias estão comendo o pão que o diabo amassou. Politicamente, era portanto viável que o governo tentasse se aliar com esse setor econômico. Ele não tinha de hostilizá-lo, mas chamá-lo para ser seu aliado perante os bancos, mas não fez isso. Ele sentiu que não poderia fazer isso, mas é possível, percebeu que não haveria nenhuma massa de manobra para mudar a situação atual. Mas neste caso o juízo moral é horrível, pois eles aceitaram tomar o poder sabendo que não poderiam fazer nada pelo povo. Isso é inadmissível. Temos que dar sempre às pessoas um mínimo de confiança, e não podemos fazer um julgamento definitivo do caráter das pessoas. Eu ainda acho que esta situação em que o governo se colocou é uma situação típica do aprendiz de feiticeiro, o velho mito do doutor Fausto, que assumiu o poder e achou que poderia negociar com o diabo em condições vantajosas. Ele superestimou sua capacidade de negociar com o diabo, e agora vai ter que amargar a sua situação de sujeição. Por incrível que pareça, o governo só se enxerga, ele não vê o entorno. É preciso que alguém de fora do Estado diga a eles a verdade simples: o PT não veio ao governo para aumentar a pobreza e miséria do povo, para arruinar pequenas e médias empresas. Isto é um caminho sem volta.

BDF – Algumas pessoas que já se posicionaram contrárias a toda essa linha política e econômica que o governo adotou estão sofrendo conseqüências. Gostaria que o senhor comentasse a expulsão dos chamados radicais do PT.

Comparato – É lamentável. Disseram que o PT no passado já expulsou gente. É verdade. Mas o PT do passado não é o PT do presente. O PT tinha autoridade moral da expulsa. Hoje, tem feito aliança com o PTB. Tendo feito acordos com José Sarney e com Antonio Carlos Magalhães, tendo aceito negociar com os plantadores gaúchos de soja transgênica, qual a autoridade que o PT tem para expulsar esse pessoal? Até agora, a política externa do governo tem sido praticamente a única que se salva. Não que os demais ministérios fora da área econômica estejam apresentando um desempenho ruim, é que eles estão sendo asfixiados pela política econômica do governo.

BDF – E sobre a política externa do governo, que análise o senhor faz?

Comparato – No caso da política externa, tradicionalmente essa asfixia não acontece. Apesar de todos os cortes feitos pela Secretaria do Tesouro no Ministério das Relações Exteriores, que fazem com que muitas vezes os diplomatas brasileiros enfrentem um constrangimento no exterior, a política externa pode se desenvolver livre desses constrangimentos financeiros, porque não é uma política de investimento econômico. Acontece que nenhuma política econômica progressista pode permanecer muito tempo nessa linha com um governo conservador e retrógrado, porque há uma contradição evidente no governo brasileiro liderar movimentos de libertação da periferia do mundo capitalista, das injunções que vêm do centro do sistema, e ao mesmo tempo se conformar aplicadamente com todas as obrigações que são impostas ao país pelo Fundo Monetário Internacional. Um país que tem crescimento expressivo da sua economia e que reduz sua pobreza, ele tem autoridade para falar dos pobres. Mas um governo que se afunda na estagnação econômica e só faz lamentar a desigualdade social não é um bom exemplo para os demais países pobres do mundo. Então é preciso entender isso. Durante o governo militar, por exemplo, é claro que a política militar do país não podia ser favorável à defesa dos direitos humanos. Seria uma contradição manifesta com o que existia no Brasil. E essa contradição começa a aparecer agora no campo da política econômica. A Argentina, por exemplo, suspendeu o pagamento da dívida pública, e com isso teve um alívio extraordinário, o país voltou a crescer e o desemprego foi reduzido de maneira substancial. A Argentina mostrou que já estava podendo respirar fora daquela câmara hermética em que ela havia sido encerrada pelos governos anteriores mancomunados com os organismos financeiros internacionais. A Argentina apresenta melhores condições que o Brasil para propugnar a realização de um política externa independente. E a coisa se coloca perspectivamente: o Brasil, até agora, graças à excelente administração do Ministério das Relações Exteriores, tem mantido uma política independente no que diz respeito às injunções que vêm dos Estados Unidos quanto à formação da Alca. Mas tudo isso precisa ser visto com cuidado. Por que os Estados Unidos acabaram aceitando a posição brasileira na Alca? Não se pode esquecer que eles estão às vésperas de eleições presidenciais. Um fracasso neste campo acabaria repercutindo negativamente. Até que ponto, se viermos depender mais uma vez do FMI, os Estados Unidos não estarão por trás do FMI para nos pressionar exigindo uma política mais razoável no que diz respeito à constituição da Alca? Então são essas dúvidas que ficam pairando sobre todos nós, e mais uma vez repito: não se trata de algo que vem da maldade dos homens em si. Eles fizeram uma opção errada, e entraram de ponta-cabeça em um sistema de poder que dificilmente permite uma saída.

BDF – O PT representa o maior acúmulo já conquistado pelas forças de esquerda no país, nos últimos anos. O fracasso de um governo do PT pode trazer sérias conseqüências para a esquerda. Como o senhor vê esse fracasso?

Comparato – Eu não sou tão pessimista assim. O que eu acho é que a esquerda vai sofrer uma espécie de depuração. Ela vai ter que abandonar necessariamente essa crença de que, chegando ao poder, ela vai dominar as forças que tradicionalmente organizam o país, ou desorganizam. A esquerda vai entender que é preciso um outro tipo de trajeto para o país, sobretudo outro tipo de preparação para o exercício do poder.

BDF – Como o senhor vê o papel dos movimentos sociais em uma conjuntura como esta?

Comparato – É fundamental. Queria aproveitar para afirmar com toda a convicção o acerto da linha seguida pelo MST. Existe, em toda relação de poder, uma espécie de dialética entre o poder que manda e o poder que impede. Até agora, a esquerda só se preocupou em chegar lá para mandar, mas não percebeu que a tendência natural do poder de mando é se concentrar em si mesmo e eliminar os seus rivais ou os obstáculos ao desempenho de sua ação. Ao contrário, o poder que pertence ao povo deve ser sempre um poder de impedir, de fixar limites àqueles que mandam, e é exatamente isso que faz o MST, com muita propriedade. Ele procura impedir que o poder enlouqueça, e a todo momento ele chama atenção para o fato de que o poder se deixa levar por uma certa negligência, por uma certa preguiça, por um certo conformismo burocrático, e ele tem de ser sempre acordado por aqueles que não se conformam com a injustiça. Quando o MST decidiu não se tornar um partido político, uma ele teve uma visão muito sábia da realidade, porque ele defende muito mais o povo e seus direitos fundamentais mergulhado na sociedade civil, atuando como fermento na massa, do que se ele quisesse se catapultar para o centro do poder e começar a mandar. O que temos de fazer com o governo do PT é nos fortalecer como movimentos sociais para, a todo momento, mostrar ao governo a realidade que ele não quer ver. E, a todo momento, apontar implacavelmente os erros que têm sido cometidos. É preciso fazer isso de maneira ensurdecedora para que eles não tenham nem um minuto de descanso, porque, na verdade, eles são servos do povo. Eles estão na condição, ou deveriam estar, de simples ministros, e ministro é uma palavra que vem de minus, quer dizer, de menor. Eles sempre são menores em relação ao povo; é o povo que é soberano.

BDF – Qual seria a medida imediata que o governo deveria tomar para mudar o rumo do país?

Comparato – Estabelecer a moratória da dívida externa e uma mudança substancial da dívida interna. Colocar o resto do mundo em uma posição de fato consumado. A partir daí poderíamos negociar. Mas não é esse o rumo que está sendo tomado. O que há de terrível na renovação do acordo com o FMI não é, obviamente, o fato do FMI nos dar mais dinheiro, embora isso aumente a dívida. O que há de terrível na renovação do acordo com o FMI é que isso torna muito mais traumático para o país mudar a política econômica. Porque, a partir desse momento, se por exemplo o governo quisesse mudar substancialmente a política econômica não se conformando com as exigências do Fundo Monetário Internacional, teria de reembolsar imediatamente a dívida, e se colocaria em uma posição de fraqueza. Foi lamentabilíssimo que o governo não tivesse aproveitado uma ocasião que não foi criada por ele, mas pelo governo anterior, que era o final do acordo com o FMI, e isso foi dito, por incrível que pareça, até por personalidades de destaque do Fundo Monetário Internacional: o Brasil não precisa de um novo acordo. Mas para a equipe econômica do governo, era indispensável esse novo acordo porque isso era uma espécie de cinto de segurança, para impedir que as pressões sobre a mudança da política econômica chegassem a um extremo, que não houvesse nenhuma possibilidade de retorno.

Agora, depois de três anos, Comparato ainda pensa o mesmo de três anos atrás sobre o governo Lula.

Está sendo um governo inócuo, e aumentando assustadoramente o abismo entre os ricos e os pobres.

O professor Fabio Konder Comparato, mostra alguns números, que se Deus é brasileiro como disse o presidente da República, certamente está de férias, pois aqueles reservam um negro futuro.
  1 – “Em 2006, o serviço da dívida pública (amortização e juros) custou ao País R$ 158 bilhões. Vale dizer, quase o quádruplo do (falso) déficit da Previdência Social, que o governo atual e o anterior sempre apontaram como a causa do nosso descontrole financeiro”.
2 – “Entre 2002 e 2006 (governo Lula), as despesas orçamentárias da União no campo da saúde, para o qual se destinariam integralmente os recursos arrecadados com a CPMF, quando foi criada, representaram menos de um quarto do total dos gastos com a dívida pública. As referentes à educação, pouco mais de 10%”.
3 – “O programa de auxílio aos pobres representou, no ano passado, 5% dos juros pagos aos detentores de títulos da dívida pública… A classe média desagrega-se rapidamente: entre 2002 e 2006 (governo Lula), a renda dos que ganham entre 3 a 10 salários mínimos decresceu 46%”.

 

Recebendo a “GRAN-CRUZ” em 2005.

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 E recapitulando tudo:

Em 2004 deu uma entrevista condenando o sistema de governo do Lula.

Em 2005 recebeu do Lula a Gran-Cruz.

E em 2007 revelou como anda a economia e o futuro do Brasil.

E ainda tem gente que pensa que está tudo bom com o Brasil.

Eu pessoalmente não participo de muitas das opiniões de Comparato, mas respeito seus princípios e sua visão do estado real dos acontecimentos atuais.

 

25 Nov 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA | | Sem comentários ainda

Abobrinhas recentes.

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Outro dia, o Brasil de Lula formou uma grande comitiva, que levou até o bruxo Paulo Coelho, à Suíça este mesmo o exímio arqueiro, para ajudar o Brasil ganhar o direito de hospedar a Copa de 2014.

Considerando que o Brasil era o único candidato, foi uma luta muito árdua para conquistar este direito.copula-do-mundo.jpg

Competindo com ninguém, o Brasil precisou da enorme comitiva e do auxílio do bruxo para sair da Suíça com o privilégio de tentar hospedar a copa.

Sim tentar pois ainda temos que demonstrar para a FIFA que no Brasil existem realmente as condições necessárias de segurança, transporte e hospedagem para o evento.

Mas o melhor ficou para o fim, com um discurso de improviso do nosso Apedeuta onde ele disse:

“Vamos ter uma copa para argentino nenhum botar defeito.”

Que complexo terrível será este que o nosso (pode ser seu, mas meu ele não é) presidente pretende fazer uma copa não para o bem e conforto de nossos cidadãos, e prestígio para o país, mas para esnobar a Argentina.

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Realmente ao ouvir esta declaração na CBN, fiquei envergonhado de ser brasileiro.

E dizem que de futebol ele realmente entende muito.

Então ele está no lugar errado.

Deveria ser o presidente do Coríntias o seu time que vai de mal a pior, e aonde a ética administrativa vai batendo com as práticas da administração pública.mascote-da-copa.jpgconfirmacao.jpg

Como presidente do Brasil, ele não faz nada. Apenas passeia pelo mundo.

Outra abobrinha foi quando muito irado ele disse que os pessimistas de plantão ficam torcendo por uma crise energética no Brasil para macular o seu governo.

Disse que a energia do Brasil está garantida até 2012.

Que reflitam isto os motoristas de taxi do Rio de Janeiro, e para ficar sem crise de energia em um futuro próximo o Brasil não pode crescer. Temos energia nos moldes atuais para crescer 4% e pronto.

Ele está indo correndo para pedir pinico ao Evo Morales e outra vez investir na Bolívia, sem nenhuma garantia para aumentar a entrega de gás ao Brasil.

Morro de vergonha disto também.

Política externa fraca e ineficiente.

O que deveria ter feito se o Lula fosse uma pessoa de decisões, seria apelar para uma mediação do Mercado Comum, e fechado as fronteiras do Brasil para a Bolívia até que os contratos fossem respeitados. O porto de Santos deveria ter ficado inacessível até a resolução destes litígios onde o Brasil através da Petrobrás foi inexoravelmente ultrajado.

Eta Brasil…….

08 Nov 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABOBRINHAS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | Sem comentários ainda

A CPMF da corrupção?

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Outro dia li em um comentário de um dos Blogs noticiosos, não me recordo qual, uma observação interessante:

“o dinheiro da corrupção não paga CPMF, os dólares na cueca, o mensalão, o dinheiro dos aloprados, a caixa de bebida que continha dólares, a contribuição das FARC ao PT, etc.”

Realmente, uma das desculpas ou justificativas da permanência da CPMF era de fiscalizar as contas para se evitar principalmente a lavagem de dinheiro. Este crime é o que faz possível o roubo de dinheiro público, pois se não se lavasse e limpasse este dinheiro da alguma forma o ladrão ficaria exposto e não poderia roubar.

Mas não funciona assim não, a CPMF existe a mais de dez anos e não me consigo lembrar um único ladrão que foi capturado por ela.

Até no caso do Renan Calheiros, não houve uma única menção de que a CPMF serviria como prova contra ou até mesmo a favor para provar a fortuna amealhada pelo senador nos poucos anos de vida política, principalmente depois de assumir a presidência do senado.

A CPMF em si, é criminosa e inconstitucional, pois taxa e tarifa até no dinheiro que vai servir para pagar outros tributos.

Se em uma declaração de imposto de renda, ficar comprovado de que a renda declarada deve ser taxada, o dinheiro retirado da CC para pagar ao fisco será taxado em 0,38%. Totalmente inconstitucional, e, portanto as pessoas que estão trabalhando para perpetuar esta situação, estão envolvidas e são cúmplices de um crime de lesão contra os cidadãos brasileiros.

Os mais ricos que conseguem realmente e legalmente enviar recursos para o exterior, não pagam CPMF, portanto não é um imposto justo.

A própria filha do Lula, a Lurian, que desviou uma quantia milionária de uma ONG, para sua conta em Miami, está isenta de pagar a CPMF.

E como as transações monetárias estão diretamente interligadas com o crescimento do país, e são feitas inúmeras vezes com o mesmo dinheiro, a pujança da CPMF, é aproximadamente cinco vezes o crescimento do PIB.

O PIB brasileiro cresceu nos últimos cinco anos aproximadamente 16%, com uma ajuda do IBGE, que mudou a maneira de calculo no meio do jogo.

Uma média de 3,2% ao ano

A CPMF em 2002 arrecadou em 2002 dezenove bilhões de reais, e no final de 2007 vai arrecadar quarenta bilhões.

Um crescimento de 100% em cinco anos

Uma média de 20% ao ano. Ou seja, uma diferença anual 6,25% em favor da CPMF por 1% de crescimento do PIB brasileiro.

Se o PIB brasileiro de acordo com o governo, vai crescer 4% em 2007, a CPMF vai arrecadar 25% a mais em 2008.

E não vai parar nunca mais se a gente não fizer uma campanha séria sobre esta taxação.

Para quem gosta do imposto, como eu gosto, para ser mantido, teria que se abolir os demais impostos.

O doutor Marcus Cintra, da FGV que foi deputado federal no período de 98/02, tem aprovado por uma comissão mista um estudo sobre o imposto único, que não é nada mais do que uma CPMF de 2%, abolindo todos os outros impostos. A figura de 2% promoverá uma arrecadação do nível atual e com a economia que se terá sobre a burocracia arrecadatória atual, poderá ser diminuída gradativamente até a figura de 1,2%, que promoverá uma taxa de arrecadação de 25% do PIB o que será sadio para o crescimento do Brasil

Confira a idéia no site – < http://www.marcoscintra.org/novo/>

Leiam este artigo da manifestação da cara de pau do Lula:

Lula: povo é quem precisa da CPMF

Presidente afirma que “não dá para dispensar R$ 40 bilhões sem criar outro imposto”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem disse estar “tranqüilo” em relação à aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado “porque eles (os senadores) sabem que, se não aprovar, quem vai perder, na verdade, é o povo brasileiro”. “Eu só quero que as pessoas compreendam que quem precisa da CPMF não é o presidente da República, quem precisa da CPMF é o Brasil”, declarou.

Lula destacou que os eventuais derrotados seriam os beneficiários “das políticas públicas que estão previstas nos investimentos do governo”.

Para ele, a aprovação da contribuição poderá ser compensada, “apesar das diferenças político-ideológicas”, com uma proposta de reforma que será enviada ao Congresso “para que os congressistas possam fazer os ajustes na política tributária que melhor interessem ao Brasil”.

Lula visitou ontem o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras, na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio, onde distribuiu autógrafos, posou para fotografias e recebeu abraços e beijos de funcionários da estatal, que comemoravam, cantando “Parabéns pra você”, o aniversário dele, que completa 62 anos hoje.

Lula disse que há “muito barulho” em torno do imposto. “O dado concreto é que todo e qualquer brasileiro de bom senso sabe, perfeitamente, bem que não há país no mundo e não há empresa no mundo que possa prescindir de um imposto que lhe garante R$ 40 bilhões no orçamento sem criar um outro imposto”, disse.

O presidente afirmou não acreditar, “piamente”, que nenhum senador de nenhum partido, porque não gosta do presidente, porque não gosta da legenda do presidente ou porque tem pretensões de disputar eleições em 2010, pense em votar contra o imposto para prejudicar o governo. “Porque não será o governo prejudicado, será o País prejudicado, até porque boa parte dessa verba vai para a educação.”

Lula também citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre os projetos que estariam ameaçados, caso o tributo não seja mantido. “Além do que, nós temos um PAC, que não é pouca coisa, são R$ 504 bilhões até 2010, dos quais, grande parte, com obras já iniciadas, com projetos já contratados, com licitações já feitas”, disse. “Nós vamos continuar dessa forma tranqüila, sabendo que o Senado vai repetir o mesmo que a Câmara já fez: aprovar a CPMF.”

Um jornalista perguntou ao presidente se a aprovação da CPMF seria um grande presente de aniversário. Lula começou a resposta dizendo é bom completar 62 anos porque acumulou experiência, mas que, por outro lado, gostaria de ter 30.

Continuou dizendo que, com 30 anos, não tinha a consciência política que tem hoje, e, possivelmente, não tenha aproveitado os 30 como hoje pensa que aproveitaria. “Mas não vou ficar chorando o leite derramado. Eu tenho é que viver bem agora, preparando-me para os 63.” Em seguida, disse que queria dizer, “definitivamente”, o que pensa da CPMF.

E finalmente um comentário final:

Definitivamente a petulância e a irresponsabilidade do governo são de tal modo pacóvias que ao enviar a previsão orçamentária para 2008 ao congresso para aprovação, já incluía os valores arrecadação da CPMF, que ainda não havia sido aprovada nem na câmara. Esta prática invalida esta previsão, pois não se pode mandar uma previsão para ser aprovada, contando com o ovo ainda dentro da galinha.

Legalmente a aprovação do orçamento está definitivamente comprometida e na eventualidade da não aprovação da CPMF, estará mais do que morta e terá de ser refeita.

 

E o lula ainda está pensando no 3º mandato, mas está mentindo de novo de que não quer saber disto.

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E a Marisa o que estará pensando?

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28 Out 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CPMF, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | 1 Comentário

Verdades e realidades.

Verdades e realidades.

Hoje é domingo dia 14 de outubro de 2007.

Começa hoje o horário de verão de 2007.horario-de-verao.jpg

Só que os meus dois filhos de respectivamente dois e três anos, não sabem o que é isto. Eles levantam invariavelmente às seis horas da manhã todos os dias e invariavelmente me despertam para ir tomar café com eles.

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Eu acho isto o máximo e vou com eles à mesa de café para desfrutar com eles os primeiros momentos de cada dia. São momentos maravilhosos e que provavelmente acabarão com o crescimento deles, com as responsabilidades escolares, ou com outros compromissos de seu jovem futuro.

Depois do café, liguei a TV no Globo Rural. Acho este programa formidável e simpático.

A última seção desta manhã foi sobre uma alternativa de se conseguir água potável para o nordeste da parte árida ou semi-árida.

A água que se retira no sub-solo, ou é salgada ou salobra e causa problemas de saúde.

A reportagem sobre este assunto se localizou no Rio Grande Do Norte.

Quem quiser se informar melhor pode ler a reportagem na íntegra em:

http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-305917-1,00.html

Parece incrível que a solução prática e permanente está tão próxima, e tão longe ao mesmo tempo para solucionar e dignificar o sofrido povo nordestino.

Já escrevi vários artigos contra a transposição do Rio São Francisco.

Uma obra a meu ver desnecessária e cara, controlada por ninguém menos do que o Agatunado Vieira Lima, com um orçamento de seis bilhões de reais e que nem começou direito, já foi alvo da TCU por irregularidades nos gastos recém começados.

Aliás, para variar 72% das obras do PAC foram questionadas por irregularidades segundo o TCU.

Quem tiver interesse, pode ler o artigo e confrontar as minhas conclusões.

Obra da transposição:

Preço estimado – 6,2 bilhões de reais, que com a tradição brasileira vai acabar muito mais caro do que isto, se acabar, pois temos historicamente obras caríssimas paradas há anos.

Custo de operação –

Consumo energético para bombear segundo projeto original 26m³ por segundo:

900 MW hora, que é quase toda a produção média de Barragem de Sobradinho.

O projeto prevê uma implantação de uma infra-estrutura 1200 km de canais para uma vazão de 127m³ por segundo, o que acontece em média no Rio São Francisco a cada quatro anos. Não existe a capacidade energética no momento para esta produção.

O projeto também prevê uma estrutura de armazenamento de água, em açudes, para normalizar o fornecimento de água durante a seca. A evaporação desta água vai consumir 30% e vai terminar nos estados do Pará e Amazonas.

O link abaixo é um documento da PUC Minas, bem escrito e responsável, sobre as considerações da transposição.

http://www.pucminas.br/jornal/materia.php?codigo=10&&pai=27&menu=926&cabecalho=1&lateral=1&PHPSESSID=cae7dee68306b6ae1d0b6409ec5662ad&codigo=120&PHPSESSID=cae7dee68306b6ae1d0b6409ec5662ad

E mais sobre a propaganda oficial sobre as obras da transposição.

O presidente Lula já disse inúmeras vezes e foi repetido pelos ministros, que o dinheiro gasto para solucionar o problema do nordestino que não tem o que beber, é dinheiro bem gasto e necessário.

E demagogicamente, disse “Eu não entendo como podem estas pessoas ficarem contra uma obra para colocar água nas residências de milhares de pessoas carentes. Seria como negar a um faminto um copo de água, tendo-se água sobrando.”

Para se colocar água nas casas de moradores do Semi-árido segundo a reportagem do

Globo Rural

Planta de dessalinização – preço médio de cada uma R$ 40.000,00

São aproximadamente 448 municípios que sistematicamente vêm sofrendo com a seca no nordeste.

Preço total para colocar uma planta dessalinizadora, em cada um dos 448 municípios que têm problemas constantes com a seca –

R$ 18 milhões de reais.

Juros de 4% ao ano sobre os seis bilhões orçados para a obra de transposição:

240 milhões de reais por ano.

Custo para colocar uma planta dessalinizadora em todos os 1.793 municípios nordestinos.

72 milhões de reais.

E de acordo com a reportagem, os dejetos salobros das plantas dessalinizadoras estão servindo para criadeiras de peixes e irrigação de uma planta australiana que serve para fonte de alimentação para o gado.

E agora Lula que apareceu uma oportunidade mais barata para solucionar o problema da seca e água nas casas das pessoas?

Esta solução não serve para políticos.

Se aparecesse alguma coisa patética, mas que custasse mais do que a transposição, iria ser adotada, pois para os políticos brasi8leiros, quanto mais caro melhor.

O dinheiro não é deles e para gastar o seu dinheiro fica fácil.

Os interesses empresariais tanto nas construções como na água a ser bombeada, é que está fomentando a existência desta obra faraônica que tem tudo para não dar certo,

Os empresários da pecuária e da indústria de frutas em terras irrigadas é que vão se beneficiar desta obra, se ela vingar, e as empreiteiras vão nadar de braçada nos superfaturamentos e os políticos nas propinas provenientes dos superfaturamentos.

Eta Brasil……..

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14 Out 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | 3 Comentários

O pedágio.

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pedágio
[Do lat. vulg. *pedaticu, pelo it. pedaggio.]
Substantivo masculino.
Bras.
1.
Tributo cobrado pelo direito de passagem por uma via de transporte terrestre, como uma estrada, uma ponte, um túnel, etc.
[Sin.: (ant.): peagem.]

2.
P. ext. Local onde se paga esse tributo; passagem. [Sin. ger. (lus.): portagem.]

democracia
[Do gr. demokratía.]
Substantivo feminino.

1.
Governo do povo; soberania popular; democratismo.
[Cf. vulgocracia.]

2.
Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade, i. e., dos poderes de decisão e de execução; democratismo.
[Cf. (nesta acepç.) ditadura (1).]
3.
País cujo regime é democrático.
4.
As classes populares; povo, proletariado.

Democracia autoritária. 1. Ciênc. Pol. Sistema de governo surgido após a 1a Guerra Mundial, em geral anticomunista, firmado na supremacia do poder executivo em relação aos demais poderes.
Democracia popular. 1. Ciênc. Pol. Designação comum aos regimes políticos monopartidários dominantes nos países da área socialista. [Cf., nesta acepç., república popular.]

república
[Do lat. republica < lat. res publica, 'coisa pública'.]
Substantivo feminino.

1.
Organização política de um Estado com vista a servir à coisa pública, ao interesse comum.
2.
Sistema de governo em que um ou vários indivíduos eleitos pelo povo exercem o poder supremo por tempo determinado.
3.
O país assim governado:

a república romana.

4.Grupo de estudantes que residem na mesma casa.
5.
Essa casa.
6.
Fam. Associação, agremiação, onde impera a desordem. [Dim. irreg.: republiqueta. Cf. republica, do v. republicar.]

República Nova.
1. O período republicano brasileiro compreendido entre a vitória da revolução de 1930 e a implantação do Estado Novo, em 1937.
República popular. 1. Ciênc. Pol. Designação dada aos Estados constituídos por uma Frente Popular formada por todas as correntes democráticas do país, com a hegemonia do proletariado e de seu Partido Comunista. [Cf. democracia popular.]
República Velha. 1. O período republicano brasileiro compreendido entre a proclamação da República, em 1889, e a revolução de 1930.

direito
[Do lat. cláss. directu.]
9.
Aquilo que é justo, reto e conforme à lei.
10.
Faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato.
11.
Prerrogativa, que alguém possui, de exigir de outrem a prática ou abstenção de certos atos, ou o respeito a situações que lhe aproveitam; jus.
12.
Faculdade concedida pela lei; poder legítimo:

As definições acima são retiradas do Dicionário Aurélio.

O propósito que estou publicando estas definições, é para tentar ilustrar o quanto tudo feito no Brasil atual está totalmente em desacordo com as definições em que pensamos estar vivendo, e que são as bases para o regime do povo, ou seja, democrático.

Em nossas leis, copiadas ou imitadas de outras democracias, o direito do cidadão livre de “Ir e Vir” é sacramentado. Isto quer dizer que se eu quiser ir a algum lugar público, e me comportar dentro das normas sociais, tenho este direito garantido pelas normas democráticas em que supostamente vivemos e desfrutamos.

A primeira discrepância sobre este assunto é a obrigação de votar.

Se eu como cidadão e vivendo debaixo de um regime livre e democrático, votar deveria ser um privilégio do cidadão e não uma obrigação deste cidadão.

Mas este assunto está por demais debatido e continua a ser polêmico.

O assunto que me trás hoje a falar em direitos e obrigações, foram as privatizações das rodovias federais.

Em meu ponto de vista, está tudo errado.

Nos países desenvolvidos, onde se cobra para trafegar em rodovias particulares, existem outros meios de ligação entre pontos para que o cidadão faça sua escolha:

1. Entra na rodovia particular, por sua própria vontade, e ciente de que ao trafegar nesta via, estará pagando pelos direitos de usufruir de uma rota melhor e mais rápida, do que o caminho grátis.

2. Escolhe uma via pública, feita e mantida com o dinheiro dos seus impostos, não paga mais nada, mas poderá ser um caminho mais longo e menos direto, com semáforos e outros obstáculos.

Recordo-me um episódio de uma época em que morei em Houston Texas USA.

Se fez necessário, construir uma rodovia rápida e direta, ligando o centro de Houston ao aeroporto internacional que ficava mais ou menos 40km de distância.

Foi proposta uma via direta, onde o terreno foi totalmente desapropriado pelo governo municipal, que colocou então em licitação para alguma empresa particular que se interessasse para explorar a rodovia.

Não apareceu nenhum interesse.

Como a demanda continuava, foram calculados os custos e se chegou à conclusão de que se os impostos municipais fossem elevados durante dois anos em 2%, o município poderia arcar com os custos de fazer a rodovia.

Houve um referendo popular onde os cidadãos voluntariamente compareceram e votaram este acréscimo nos impostos municipais.

O governo municipal então fez a rodovia, e cobrou este imposto por dois anos.

Ao fim deste período, o imposto voltou a ser cobrado sem os 2%.

Como o município, iria ficar encarregado pela manutenção desta rodovia, foi feito outro referendo para saber se os cidadãos estariam interessados a pagar um pedágio dirigido à manutenção desta via.

Ficou então aprovado por referendo popular de que para se trafegar na via rápida e direta do centro de Houston ao aeroporto, teria que ser cobrado um pedágio para a manutenção desta via.

Se você quiser ir ao aeroporto de Houston, pela via antiga e mais lenta, não custa nada.

Esta situação ilustrada e verdadeira, vivida por mim durante o tempo em que estive em Houston, é a maneira livre e democrática de se trafegar por uma via de acesso onde o tráfego será cobrado do usuário.

E agora no Brasil recente:

O governo Lula, que durante as campanhas políticas criticou as privatizações dos governos anteriores, sem nenhum critério, diga-se de passagem, resolveu engolir as suas palavras e privatizar várias rodovias federais para que as empresas explorem o tráfego nestas rodovias.

Até aí tudo de bom. Eu pessoalmente já trafeguei nestas rodovias privatizadas como a ligação entre Juiz de Fora ao Rio de Janeiro, e constatei que estas vias são realmente bem mantidas e seguras do que as estradas antigas com manutenção pelo governo federal.

O que a meu ver está errado, é a obrigação de pagar para ir e vir, pois não existe opção grátis. Não existe uma forma de que eu possa viajar de carro de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro sem ter que pagar pedágio.

Isto fere o direito de ir e vir, contemplado na constituição e nas leis brasileiras.

Se estivermos em um regime democrático, tem que existir uma opção.

As vias rápidas e melhores nos outros países são opcionais.

Os impostos cobrados constroem e mantêm as estradas secundárias, que podem ser usadas pelas pessoas que não quiserem pagar pedágio.

Ontem, depois de muita polêmica foi privatizada a via Fernão Dias que liga as cidades de Belo Horizonte a São Paulo. Esta é uma via longa, de mais de quatrocentos quilômetros, com muitas pontes e viadutos, sobre rios e ferrovias.

Entre várias cidades no percurso, não existe nenhuma opção onde se poderia viajar grátis. O governo gastou o dinheiro de nossos impostos, duplicou toda a rodovia, inclusive construindo com o nosso dinheiro as praças de pedágio, e agora vendeu tudo para ser explorado por uma empresa espanhola que vai assumir tudo o que está pronto e pago, e é claro vai pagar ao governo federal por este direito, e o governo federal vai pegar este dinheiro e fazer com ele o que bem entender.

Seria decente e reto, o governo com este dinheiro arrecadado com a venda da concessão da Fernão Dias, fazer umas vias alternativas para as pessoas que não quiserem ou não puderem pagar o pedágio possam exercer o seu direito de ir e vir.

Teriam que ser construídas várias pontes e passagens de nível, passar por dentro de cidades com semáforos, mas deveria existir esta opção.

A meu ver, as estradas particulares deveriam ser construídas pelas empresas que as exploram, deixando as existentes como opção para os cidadãos que já pagaram por elas uma vez possam exercer seu direito de cidadania.

A função do governo seria entregar o terreno, onde seriam construídas estas estradas, totalmente desobstruídos e com os direitos livres para construção.

As licenças ambientais, os pagamentos indenizatórios, e os outros estudos necessários seriam a parte do governo. A empresa com tudo garantido faria um contrato de longo prazo e investiria na construção desta via.

Desta forma se justificaria a cobrança do pedágio, pois houve de fato um investimento e um trabalho por parte da empresa particular.

Da maneira que foi feito, seria você comprar um lote, pagar para construir a sua casa, pagar todos os impostos, taxas e direitos, e de repente o governo vender a sua rua para ser explorada por uma empresa privada que irá cobrar de você pelo direito de ir e sair de sua casa, sem nenhuma outra opção, a não ser se mudar para outro lugar sem nenhuma garantia de que não vai acontecer de novo.

Assim, as definições que postei acima, e que servem para nortear a nossa vida social, estão sendo usadas apenas pelo valor gramatical e vernacular, sendo que na prática está tudo sendo feito em detrimento do povo. O mesmo povo que seria quem deveria decidir como as coisas deveriam ser feitas, não apita nada, apenas paga e faz.

 

E no caso da venda das rodovias brasileiras, existe uma situação ainda mais perniciosa e que se mistura diretamente com as possibilidades de um crescimento econômico sustentável.

Todo o transporte brasileiro, ou quase todo se baseia na malha rodoviária nacional.

É um transporte caro e precário, pelo estado das rodovias que destroem os caminhões, facilitam os assaltos, e se perde muito material transportado.

Com a cobrança de pedágio, que é cobrado pelo número de eixos do caminhão, e sem nenhuma outra opção, este transporte tende a encarecer muito, deixando o custo Brasil muito elevado, impedindo com isto um crescimento real e decente da economia. Tudo o que se compra e se vende passará pelas praças de pedágio, acrescentando este custo ao preço da mercadoria.

Um exemplo disto é a soja brasileira comparada à soja americana.

O nosso custo de produção, pela eficiência nossa, pelo nosso solo e por mão de obra mais barata, sai setenta e cinco dólares mais barata do que a produção americana por tonelada.

Pelo custo do transporte, pelo tempo de embarque, pelos custos portuários, esta vantagem que tivemos na produção, se transforma em desvantagem de vinte e quatro dólares por tonelada.

Isto mostra que a nossa soja, competindo com a soja americana, está no final, e é onde conta, vinte e quatro dólares mais cara.

Se tiver de pagar pedágio para chegar ao porto de embarque, vai ficar mais cara ainda, inibindo desta forma uma evolução nesta cultura que é a base de nossa economia de exportação.

Os valores apresentados acima foram retirados de reportagens de julho de 2007.

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10 Out 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ECONOMIA, GOVERNO, POLÍTICA, ÉTICA | | Sem comentários ainda

O preço da verdade.

O preço da verdade.

A jornalista Salete Lemos,salete.jpguma excelente jornalista, diga-se de passagem, foi despedida no mês de julho da TV cultura, por falar a verdade.

A verdade sobre os bancos.

http://podevideo.blogspot.com/2007/09/comentrio-de-salete-lemos.html

http://www.youtube.com/watch?v=vsfg3iUR5sA

Sobre principalmente o Bradesco e a Caixa e as perdas do cidadão para o plano Bresser.

Falta realmente seriedade e vontade no povo para fazer uma limpeza geral e mudar as regras deste jogo sujo e indecente no qual quem perde sempre é o cidadão que paga os impostos.

Os bancos, por meio de uma legislação especial e privilegiada, pagam em média menos do que o simples que é um imposto feito para incentivar o progresso das pequenas empresas.

Somente pra se entender como os bancos ganham dinheiro fácil, a legislação atual permite o uso das tarifas que os bancos quiserem cobrar.

Isto, como dizem os legisladores, é para incentivar a concorrência.

Somente que não funciona assim. Os bancos formaram um cartel, ( A FEBRABAN) e as tarifas cobradas por eles são sempre as mesmas. Para se evitar uma investigação, eles mudam os valores de umas tarifas. Em um banco, a tarifa de emissão de cheques é maior do que em outro banco. Mas em compensação a dos outro banco é menor para compensar cheque de baixo valor.

Mas a média é a mesma sempre e não tem como evitar pagar o que eles querem.

Com os juros é a mesma coisa, um banco cobra mais no cheque especial e menos no cartão e o outro inverte para parecer diferente. A média é sempre a mesma

Em 1995, a tarifa bancaria pagavam 80% da mão de obra dos serviços bancários. Em 2006, ou seja, em 10 anos, a folha de pagamento bancário é apenas 20% do ganho com as tarifas. Isto é parte por um enxugamento sistemático da folha de pagamentos devido ao uso de caixas eletrônicos e somado ao preço das tarifas.

E o pior é que está tudo no Brasil intimamente ligado a bancos, em uma promiscuidade total entre Poder Monetário, Poder Executivo, Poder Legislativo, e até o Poder Judiciário.

 

Todos estes poderes estão em uma orgia infinda comandados pelo principal poder e principal corruptor, o Poder Monetário, que é comandado por sua vez pelo cartel dos bancos particulares e estatais oficiais.

A FEBRABAN.

Uma vergonha que precisa ser atendida com urgência.

A economia brasileira está se debatendo para crescer 5% ao ano, e os principais bancos do país, vêm ano após ano com um crescimento de 30% ao ano.

Existe algo de inconsistente e destoante nesta conta e que provavelmente é a legislação favorável que estas instituições estão comprando com os seus lobbies no Congresso, no palácio do Planalto e no palácio da Justiça.

E finalizando, não podemos deixar que os jornalistas corajosos como a Salete Lemos e outros sejam perseguidos e prejudicados por falar a verdade.

Que vergonha.

Eta Brasil…….

Outra coisa que cresce em dissonância com o crescimento nacional é a arrecadação de tributos que em um ano cresceu 13%.

E o PIB? 4,5%

25 Set 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABUSOS LEGISLATIVOS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, Justiça, POLÍTICA, ÉTICA | | 2 Comentários

Hienas e Abutres.

Hienas e Abutres.

 

Outro dia, um dos jornalistas que leio diariamente, o Ralph J. Hofmann falou sobre a Receita Federal.

Ele dentro do conteúdo de sua matéria mencionou que o animal que representa a Receita, o Leão, deveria ser substituído por outro animal como a Hiena, ou o Abutre.

Ele em sua matéria estava com a sua razão que falava sobre a absurda carga tributária brasileira. Concordo com tudo o que ele disse.

Eu vou mais longe, o site do Ex-deputado Marcus Cintra, autor da idéia do imposto único, deve ser visitado e avaliado, pois a sua idéia é muito boa e seria o fim da burocracia empresarial e uma oportunidade para que as médias e pequenas empresas possam florescer de verdade no Brasil, sem ter que contemplar a informalidade.

Confira o site:

http://www.marcoscintra.org/novo/

A gora falando sobre os abutres, desfrutem a visão dos parlamentares chegando para trabalhar no que eles fazem de melhor:

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Leiam o artigo do Ralph:

 

Por Ralph J. Hofmann

Não adianta espernear, não adianta chorar, não adianta nada. As empresas tentam reduzir custos, os indivíduos tentam reduzir o saque desmesurado aos seus ganhos, usando fórmulas perfeitamente legais, mas o governo persiste em persegui-los.

O símbolo da Receita Federal neste país não deveria ser um leão. Deveria ser uma hiena ou um abutre.

Sugestão para um logo da Receita Federal. Um abutre numa árvore observando um homem estrebuchante. Ou, em termos de heráldica um abutre rampante sobre um “homo sapiens” moribundo.

A emenda N° 3, em relação às prestadoras de serviços, vetada pelo Grande Timoneiro tem uma mensagem clara. “ Queremos que vocês comam três refeições ao dia, tenham uma muda de roupa, e possam se locomover até seus postos de trabalho. O resto é para a estrutura de apoio do executivo e para os sem-terra. E estamos conversados.”

Acho que a grande massa de pessoas que realmente trabalha deve começar a pegar cotações de plástico preto. Assim no dia que for necessário já teremos como construir nossas barracas embaixo da ponte.

Usamos o máximo de nossa ingenuidade para minorar nossas perdas ante o absoluto egocentrismo de nossos governantes, e estes, que no mais não demonstram a menor capacidade administrativa, no que tange fechar qualquer brecha legal para assistirmos nossas famílias se revelam gênios, aliás, gênios operosos.

Em 1968 o AI 5 foi desencadeado por uma sugestão de que as meninas não deveriam namorar membros das forças armadas.

Será que seria demais hoje sugerirmos que as meninas não namorem filhos de deputados, senadores, fiscais da recita federal e estadual, ou mesmo os pais desses?

27 Mai 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ECONOMIA, IMPOSTO ÚNICO | | Sem comentários ainda

O consumo e a poupança.

         

O consumo e a poupança.

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Não sou economista, mas tenho lido bastante sobre economia, principalmente sobre a economia dos países emergentes.

Em todas as economias que estão crescendo de maneira coerente e permanente, existe uma formula para o sucesso:

1. A carga tributária máxima para a economia poder crescer é de 25% do PIB.

2. O tamanho da poupança, para um crescimento sustentável é de no mínimo 25% do PIB.

3. E o investimento em educação básica de qualidade, nas nações que se sobressaíram em crescimento permanente foi de no mínimo 20% do PIB.

· Ainda neste tópico Educação, o ensino universitário destas nações em crescimento constante é quase todo pago. Quase não existe universidade grátis. As universidades estatais, são mais baratas, têm mais crédito e mais longa forma de pagamento, mas são pagas.

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Lula em sua sessão de mágica procurando o PIB que aumentou para tirá-lo da cartola.

 

Depois que o IBGE inventou a nova forma de se medir o PIB, levando em conta o consumo como um fator relevante do PIB, com a seguinte teoria: “Se consumiu é porque tem, e se tem é porque cresceu”, o crescimento do PIB melhorou um pouco e a carga tributária direta conseqüentemente diminuiu um pouco, de 40% para 38,5%. Mas ainda é altíssima para proporcionar um crescimento sustentável. Esta enorme carga tributária recai sobremaneira para os assalariados e os empregadores formais e seus empregados, mas também fomenta uma evasão de pagadores de imposto e uma economia informal de tamanho incerto. Se o tamanho da economia informal é incerta, o tamanho do PIB também é incerto. O aumento real dos salários que ocorreu nesta administração foi muito maior do que o crescimento do PIB. Este aumento proporciona mais consumo, mas se foi maior do que o PIB então alguém financiou este aumento. Este alguém foram as classes média B & C que encolheu. Se os programas assistencialistas como a bolsa família ou bolsa escola melhoraram o consumo, porque as pessoas beneficentes destes programas realmente consomem mais, alguém pagou por estes programas. Foi de novo a classe média B & C.

Moral da história: “ o consumo realmente aumentou mas foi sustentado pelo aumento da carga tributária que também subiu”.

Agora a poupança também aumentou um pouco nesta administração e chegou perto de 18% do PIB. Mas com o aumento artificial do PIB, regrediu para 16,5% do PIB.

Então o Brasil não chega a ter poupança para crescer.

E a educação básica no Brasil, até hoje, pois o presidente lançou um novo programa para a educação e não sabemos como vai ser ainda. Se for uma mágica como o PAC, está natimorta como o PAC. Mas voltando para a educação, o Brasil gastava até hoje uma merreca de 4% do PIB com educação e a maior parte destes recursos iam para o ensino superior gratuito. Se o ensino básico está esquecido, os alunos que chegam até as universidades, são pessoas com pouca cultura e o resultado é que o nível das universidades é muito ruim. Desta forma o crescimento sustentável está muito longe ainda de ser alcançado no Brasil.

Com um presidente, que não tem nenhuma educação, nem ruim nem boa, não gosta de ler e nem vê importância nisto, fala um português atroz, e usa metáforas imbecis o tempo todo, fica mais difícil ainda.

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Encontrei um artigo bem escrito na internet sobre a diferença entre consumo e poupança e o crescimento resultante.

Eis o artigo:

O que gera crescimento é a poupança, não o consumo
por
João Luiz Mauad em 23 de abril de 2007

Resumo: Defender os programas de transferência involuntária de renda como socialmente necessários, é uma coisa. Agora, dizer que estas iniciativas são economicamente producentes e vantajosas é um pouco demais

A mais nova falácia econômica na praça, defendida com energia, bravura e elevadas doses de imaginação por onze de cada dez economistas e jornalistas esquerdistas, prega que os tais programas de transferência involuntária de renda, tipo Bolsa-Família, Cheque-Cidadão, LOAS, etc., teriam o efeito de “turbinar” o crescimento da economia, através do aquecimento do consumo de baixa renda.

Recentemente, durante a inauguração de uma nova fábrica da Nestlé no Nordeste, o presidente Lula também defendeu o disparate, argumentando que o investimento da multinacional suíça naquelas plagas nordestinas só teria sido possível graças ao aumento da renda e, conseqüentemente, da demanda na região, aumento este derivado da expansão do programa Bolsa-Família e das aposentadorias do setor rural. O raciocínio (mais uma das muitas corruptelas da teoria keynesiana) parece, em princípio, bastante lógico e consistente, no entanto, como diria o grande Bastiat, ele está baseado somente naquilo que se vê e desconsidera todos os efeitos que permanecem ocultos, bem como os de longo-prazo.

O primeiro ponto a destacar é que crescimento econômico é sinônimo de geração de novas riquezas, algo só possível com novos investimentos (uma máxima econômica tão óbvia que nem mesmo os socialistas já ousaram negar). Todo e qualquer investimento, por seu turno, tem como pressuposto básico a formação prévia de poupança, cuja origem está na abstenção voluntária do consumo por parte de alguém, seja ele o próprio investidor ou terceiros. Num certo exagero retórico, Alfred Marshall chegou a dizer que o consumo poderia ser considerado como “produção negativa”.

Pois bem, tomemos o caso da famigerada unidade de produção da Nestlé na Bahia como exemplo. Sua implantação requereu, antes de mais nada, a realização de capital para o respectivo investimento que pode ter sido obtido de três formas distintas, porém não excludentes:

1. Lucros anteriores – e não distribuídos – da própria empresa (poupança de antigos acionistas);

2. Captação de recursos no mercado de capitais (poupança de novos acionistas);

3. Captação no mercado financeiro (poupança de terceiros).

O importante a destacar aqui é que a existência e disponibilidade dos recursos alocados no investimento pela Nestlé não guardam qualquer relação, direta ou indireta, com os programas assistencialistas do governo, cuja influência, no caso específico, se deu única e exclusivamente em relação à escolha do local da nova planta, já que pesquisas de mercado muito provavelmente detectaram alguma demanda reprimida naquela região.

A economia é chamada “ciência da escassez” justamente porque os recursos disponíveis são limitados, enquanto os desejos e necessidades são ilimitados. Dessa verdade, deriva que se não podemos ter tudo o que queremos ou precisamos e estamos forçados, constantemente, a fazer escolhas. Quando a Nestlé utiliza recursos para construir uma fábrica na Bahia, outro(s) investimento(s), desta ou de outra(s) empresas deixa(m) de ser realizado(s). Chama-se a isto de “custo de oportunidade”. Em outras palavras, o custo de determinado investimento “X” equivale ao de outro(s) que poderia(m) ter sido realizado(s) – utilizando a mesma poupança – mas não foram, em virtude da escolha “X”.

Entender este conceito é importante para que possamos inferir algumas outras coisas. Em primeiro lugar, como já foi dito, outro(s) investimento(s) deixaram de ser realizados para que a Bahia ganhasse uma nova fábrica. Quem sabe alguma outra indústria em São Paulo, um novo shopping no Rio de Janeiro, algumas escolas em Pernambuco ou um conjunto residencial em Porto Alegre? Não importa. O certo é que aquele mesmo capital estaria, agora ou em algum momento do futuro próximo, gerando riquezas – e trabalho – de alguma outra maneira, na Bahia ou alhures.

O segundo ponto, este quase sempre negligenciado pela maioria dos opinantes esquerdistas, está relacionado ao efeito altamente recessivo dos programas de transferência de renda – ditos sociais. Estou falando, especificamente, de uma parcela da poupança dos brasileiros que tem se transformado em consumo, no lugar de seguir o seu caminho natural de gerar investimento.

Vamos supor, apenas para efeito de raciocínio, que Paulo seja um cidadão de classe média baixa, cujo salário mal dá conta de suas próprias necessidades. Entretanto, com grande sacrifício e esforço ele consegue poupar todo mês uma pequena parte do que ganha para no futuro comprar a casa própria.

Imagine agora que um novo governo tomou posse e, para realizar as promessas de campanha, especialmente a de distribuir renda, tenha implementado um aumento na carga tributária do país de, digamos, 5%. Este aumento – que atingiu Paulo em cheio em função da redução do limite de isenção do IR – conjugado com o aumento generalizado dos preços que ele desencadeou, tornou impossível a Paulo continuar a sua poupança mensal, forçando-o, ademais, a cortar alguns itens de consumo.

Imaginemos ainda que todo o dinheiro tirado, coercitivamente, da família de Paulo pelo governo seja repassado à família de Pedro (relembro que falamos apenas hipoteticamente, já que, na vida real, boa parte ficaria retida para pagar as despesas de custeio do próprio governo), beneficiária da “caridade” pública que o consumirá por inteiro. Temos então a seguinte situação: dos recursos tirados de Paulo por este ente magnânimo e benemerente que é o Estado, uma parte deixou de ser consumida por sua família e outra deixou de ser poupada. Na outra ponta, os recursos destinados à família de Pedro serão integralmente consumidos.

Se a transferência de renda aumentou o consumo agregado na Bahia, onde mora Pedro, ele provavelmente diminuiu no Rio de Janeiro, onde mora Paulo. O incremento da demanda por laticínios e biscoitos no Nordeste é semelhante à redução da demanda por calçados, camisas ou qualquer outro item, no Sudeste. Se, por um lado, a Nestlé criou alguns empregos na Bahia, a Alpargatas pode ter demitido funcionários em São Paulo, bem como a Hering em Santa Catarina. Lembram-se do custo de oportunidade?

Em termos econômicos, o aspecto mais terrível desta estória, no entanto, não está na alteração dos padrões de consumo, mas no fato, extremamente pernicioso, de que uma parte da poupança privada foi apropriada pelo governo e transformada em consumo, freando novos investimentos e, conseqüentemente, o crescimento.

Defender os programas de transferência involuntária de renda como socialmente necessários, ainda que possamos discordar em seus aspectos morais, é uma coisa. Agora, dizer que estas iniciativas são economicamente producentes e vantajosas é um pouco demais.

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24 Abr 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO | | 4 Comentários

Governar sem problemas.

Governar sem problemas.

Em novembro de 2006, o jornalista Josias de Sousa escreveu um artigo sobre a visão de governar do Lula. Um excelente que artigo que ilustra perfeitamente, o interior do pensamento lulista de governar (ou porque não faz nada, o que vem a ser a mesma coisa.)

Escreveu Josias:

A palavra da moda é “destravar”. Sua Excelência o Magnânimo vem repetindo o vocábulo a mais não poder. “Neste primeiro mandato, eu já estou há dez dias fazendo reuniões setoriais para destravar esse país”, disse nesta sexta. “Quero começar o segundo mandato agindo de forma muito mais forte e ousada. Eu quero anunciar esse processo de desobstrução do Estado brasileiro ainda neste primeiro mandato.”

O caminho de um governante, disse Lula, é pontilhado de provações: “Quando a gente é oposição, está tudo na ponta da língua. Mas quando a gente é governo, tem que fazer as coisas. E ao tentar fazer as coisas, encontra uma série de obstáculos.”
Que obstáculos são esses? O presidente esclareceu: “As leis, as questões ambientais, a burocracia, a oposição, o Congresso, o Ministério Público e o TCU.” Ora, ora, ora. Nunca na história desse país um governante foi assim, digamos, tão explícito. Chama de obstáculos o que, em verdade, é salvaguarda da coletividade contra eventuais abusos de seus governantes.
Desejaria o presidente governar acima das leis, devastando florestas à revelia, livre de incômodos opositores, sem a intermediação congressual e imune a fiscalizações? Por sorte, a democracia brasileira já ultrapassou a fase do pé-de-cabra destravador.

Agora vem o problema do PAC não conseguir sair da meta de partida, o anuncio com todo o estardalhaço, em que o presidente estranhamente não participou e deixou o encargo para a ministra professora Dilma, com o seu PPS e a sua gagueira e o ministro Mantega com a sua explicação cheia de entraves e contradições o lançamento do PAC. Aí parou.

Leia agora duas notícias sobre a espinha dorsal do PAC, a construção de três hidroelétricas, e a irritação do Lula com os entraves legais e necessários.

O artigo do Josias,

http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=50

Está outra vez em cima da questão.

Lula definitivamente tem a certeza de ele é Deus. Ou o direto enviado do Mesmo.

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Ibama adia licença para hidrelétricas
21/04/2007

O Ibama pediu mais informações antes de autorizar a continuidade dos projetos de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Esta semana, o presidente Lula se mostrou irritado quanto à morosidade na liberação da licença pelo órgão.
O Ibama decidiu adiar a autorização para a continuidade dos projetos após detectar problemas que impediam a concessão. Entre esses entraves estão o acúmulo de sedimentos no rio em decorrência da futura construção das barragens e a ameaça à população de bagres, peixes grandes responsáveis pela sobrevivência de uma comunidade de 15 mil pescadores do Madeira.
Com a decisão do Ibama, o cronograma do PAC fica atrasado. A emissão de licença ambiental prévia estava prevista para o início de fevereiro. O atraso também provoca adiamento na data prevista para o leilão: maio, no caso da hidrelétrica de Santo Antônio, e outubro, no caso de Jirau.
A ministra do meio-ambiente, Marina Silva, declarou nesta sexta que não há razão para o Ibama se apressar.

País

Lula acusa Ibama de atrasar concessão de licença ambiental

20/04/2007

 

Rio Madeira

A demora na concessão de licença ambiental para construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Roraima, irrita o presidente.

Lula considera os empreendimentos importantes para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e para a garantia de produção de energia elétrica a médio prazo.

Três obras são consideradas vitais pelo governo Lula para garantir crescimento econômico de 5% nos próximos anos: as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira – que prevêem a produção de 6.450 MW de energia elétrica – e a Belo Monte, um projeto de usina para o Norte.

 

Falta agora o Lula aparelhar melhor o IBAMA, no estilo do IBGE,

(QUE CRESCEU O PIB NO PAPEL)

para poder fazer seu governo sem muita preocupação com o

“MEIO AMBIENTE”.

22 Abr 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CRESCIMENTO ECONÔMICO, ECONOMIA, GOVERNO, PAC | | Sem comentários ainda