Perguntas respostas e lorotas.
Perguntas respostas e lorotas.
Encontrei este artigo na coluna da Miriam Leitão. Este foi seu comentário hoje na CBN.
Achei muito bem balanceado e verdadeiro, além de óbvio. Eu continuo perguntando novamente, porque é que as pessoas em geral não conseguem enxergar o rumo que este idiota está levando o Brasil?
Leiam a coluna da Mirian:
É hora de mais seriedade
O presidente Lula adotou uma nova metáfora para falar da crise. Disse que ela não passa de uma gripe, e que brasileiro “cabra macho” não pode deixar de trabalhar por conta disso. O presidente deveria, primeiramente, se lembrar das mulheres, já que grande parte da força de trabalho do país não é composta de “cabras machos”.
A declaração é politicamente incorreta e é economicamente equivocada. Não estamos passando por uma gripe, o Brasil teve uma queda muito forte de produção industrial e ainda sofreu uma retração de 3,6% do PIB.
O grande problema dessa análise populista do presidente é que ela subestima a crise. E quando você subestima uma crise, você não se prepara para ela, o diagnóstico está errado. Falando em português claro, para que o presidente compreenda, se o paciente tem uma pneumonia e o médico receita remédios para gripe, é certo que ele vai piorar.
A crise é forte e é preciso remédios fortes. Como qualquer infecção, ela é oportunista e vai atrás das fragilidades do organismo. E o Brasil tem várias fragilidades, entre elas um governo que gasta demais e tributa demais todos os setores da economia.
Melhor seria dizer: “a crise é grave, mas vamos trabalhar para vencê-la”. É preciso confiança, mas com um discurso que tempere a gravidade da situação para a população.
É hora de mais seriedade, presidente. Vamos trabalhar, mas isso não significa subestimar a crise. Essa é a função do líder.
O meu amigo Maninho me enviou por e-mail, um Power-Point com várias perguntas. Como este programa fica muito grande e difícil de colocar no Blog, reverti AM formato DOC e vou responder a estas perguntas.
1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?
Resposta: – como mandatário principal, que recebeu 60 milhões de votos, seja ele do povo ou não, deve sempre se apresentar de maneira impecável, para que os outros países vejam o presidente como uma figura de destaque. Até aí bem esta é a razão da existência do fato que gerou a pergunta. Mas o Lula tem um problema, o Armani nele parece que saiu de um espantalho, ou de outra pessoa porque ele não tem nenhum porte para usar ternos ou
outra roupa de mais luxo.
O Armani no Lula parece um diamante no rabo de um bode. Puro desperdício.
2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?
Resposta: – Não existe em nenhuma lei, nenhum requisito para que o candidato tenha que ter ensino superior ou médio ou qualquer outro, apenas para que não seja analfabeto, o que o Lula apenas cumpre. Eu nunca vi nada escrito por ele, e ele detesta ler qualquer coisa até jornal de esporte, como ele admitiu. Quem não gosta de ler, é um analfabeto funcional. Quanto ao gari, o concurso para o cargo exige ensino fundamental, então tem que ter.
Eu já postei vários artigos com uma mudança política onde qualquer cargo político ou contratação política, como ministro ou secretários, deva ter um diploma de educação política, ética e administração pública. Sem estes requisitos, não poderia ser candidato. Se existisse algo assim, o Lula não estaria aí envergonhando tudo e todos.
3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de ‘perseguido político isento de Imposto de Renda, salário de presidente de honra do PT e salário
de presidente da república?
Resposta: – O Brasil é o país da lei de Gerson, onde algumas pessoas incluindo o presidente têm que tirar proveito de qualquer ocasião e como o Lula não acredita em
ética, e a lei permitindo, ele nada de braçada engordando o patrimônio. Tem que haver mudanças na lei para coibir este tipo de coisas. Mesmo sendo contra a lei, eles incluindo o presidente vão continuar agindo, mas pelo menos existe a oportunidade de ser pego.
4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?
Resposta: – Outra vez os furos na legislação permitem então ele esbanja. Mas não é somente ele, o seu irmão mais velho, o tal Frei Chico que não é nem frei nem Chico, passou 15 dias preso por baderna e desacato às autoridades, e recebeu uma indenização e um salário vitalício mensal. Até o Cony, recebeu, o Ziraldo, a Zélia, é tudo uma festa. O advogado das indenizações, que pega 20% dos ganhos, não é outro que o Greenhalg, sabe quem é? Foi ele que ajudou a enterrar o caso do Celso Daniel e foi ele que defendeu e soltou o José Rainha, assassino e líder dos sem terra.
E corrigindo a pergunta, o Lula passou 31 dias preso, mas com muita mordomia, e nunca foi torturado. Durante a sua prisão, a sua mãe faleceu e ele foi solto para comparecer ao velório.
5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?
Resposta: – Eu já expliquei esta em alguns artigos no blog, mas vou fazer um resumo. A compra do AB 319, uma aeronave fora de linha e defasada, foi arranjada pelo compadre do Lula, o Roberto Teixeira, que está no ramo da aviação. Se um jato da Embraer fosse comprado, haveria mais transparência e as comissões e superfaturamentos ficariam mais difíceis. E então. Entra o Dirceu, o Okamoto, e o Compadre arruma tudo. Compra-se uma aeronave antiga e defasada, por um preço muito mais caro, e divide-se a comissão e o suborno pelos arquitetos da maracutaia.
A desculpa de que se necessitaria de uma aeronave moderna para poder ir de Brasília à Europa sem reabastecer, é lorota. O AF51, não consegue levantar de Brasília, que está a 1000 metros de altitude com o tanque cheio. Então tem que fazer escala no Rio de Janeiro, nível do mar para poder levantar com toda a carga de combustível. E tem mais, o antigo sucatão, um Boeing 707, é muito mais avião do que o AF51. Na época da compra eu pesquisei e por 12 milhões de dólares, poderia modernizar totalmente o sucatão com motores tubo-fan, os mesmos do Airbus, só que quatro, em vez de dois, com maior velocidade e autonomia do que o atual Airbus. A empresa que faria as conversões tem páginas na internet, e existem vários destes aviões voando sem nenhum caso de acidente. Mas as comissões e suborno seriam bem menos.
6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?
Resposta: – Ele não trabalha e nem nunca trabalhou em sua vida. Sempre foi um jeitinho
para cá, ou para lá e ele sempre se acomodou sem trabalhar. Ele realmente não é chegado. Quanto à aposentadoria, é novamente a legislação que permite e pronto lá vai o Lula tirando todas as vantagens.
7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?
Resposta: – Porque a gente deixa, não existe oposição, e a legislação é muito fraca. Apenas o PT, motivou as massas e conseguiu os caras pintadas para saírem às ruas e fazer pressão para o impedimento do Collor. Este foi expulso por muito menos do que o Lula fez. Aparte disto, o FHC mudou a lei do impeachment durante o seu governo e ficou realmente mais difícil se expulsar um presidente.
8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?
Resposta: – Eu acredito que o Lula, seja mais uma vítima da precariedade do ensino no Brasil. Ajuntando esta precariedade com a falta de força de vontade para estudar, deu no que deu e temos um presidente que nos enche de vergonha. Quanto aos seus filhos estudarem no exterior, tendo as oportunidades é válido. O Roberto Teixeira, que ficou muito rico com os contratos superfaturados nas prefeituras do PT no ABC paulista, e em Ribeirão Preto com o Palocci, mostrou um pouco de gratidão, e pagou os estudos dos filhos do Lula.
9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?
Resposta: – Esta é fácil, ele não sabia o que fazer e para continuar enganando, ficou de longe, apenas observando. De vez em quando, quando tinha certeza que não seria interrompido e nem argüido ele fazia algum discurso inflamado, sem nenhum nexo aparente e cheio de erros gramaticais e concordância. No Youtube aparecem alguns destes
10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com as FARC e ninguém comenta isto?
Resposta: – Comentam sim, existem vários blogs que comentam e mostram os fatos. Mas entra novamente a legislação brasileira, onde para se investigar qualquer destas ligações tem que se pedir muita permissão, e no primeiro mandato, o Lula convidou para o ministério da justiça, que manda na Polícia Federal, um brilhante advogado criminal, que soube tirar vantagens dos furos legais e parou qualquer investigação que poderia atingir o presidente ou o seu partido.
O Dr. Márcio Thomas Bastos, quase se estrepou no caso Palocci e logo depois se afastou. Para não ser atingido pelos respingos daquele caso foi muito difícil.
11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada?
Resposta: É a mesma coisa, ela é totalmente incompetente e coitada ela é apenas uma baranga que casou com um líder sindical que virou presidente. Ela costurou a primeira bandeira do PT. Coisa de baranga. Depois, com a estrela vermelha habitando o seu cérebro, não pode produzir mais nada. Tentou destruir um patrimônio tombado, desfigurando um dos jardins do Burle Max, com uma estrela vermelha.
Corrigiram este problema e depois disto foi somente fazer caipirinha e curar as ressacas do Lula.
12. Por que o presidente do povo não sofreu impeachment como o Collor sofreu?
Resposta: – Esta eu já respondi acima. Houve uma mudança na legislação desta competência no governo FHC.
13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep. cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra ilegal de sigilo bancário e outros crimes) não o foram?
Resposta: – Esta é novamente uma diferença em ideologia. A Tuma da Heloisa e do Babá, queriam a maneira radical e ideológica da esquerda tradicional. O estado mandando em tudo, estatizando tudo de volta, não pagando compromissos. Não havia em seus planos tirar vantagens pessoais nem ficarem ricos. Como a turma do Lula não entrou na deles, eles começaram a boicotar votações, e criarem dificuldades para a turma do mensalão. Aí na teve jeito, tiveram de se livrar deles
14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES?
Resposta: – Ele sabe melhor do que ninguém. Sabe de tudo. Sabe tudo sobre a morte do Celso Daniel. Sobre a morte do Toninho do PT, sabe tudo sobre o mensalão, sabe de tudo sobre o dinheiro dos aloprados, sabe de tudo sobre a compra do Aero lula, e dos governos anteriores, ele não sabe quase nada. As asneiras que ele diz sobre o JK ou o Getúlio Vargas podem encher de vergonha até os ignorantes como ele. Acontece que durante debates e alguns discursos escritos por outros, ele é ligeiramente instruído a dizer coisas de efeito sobre governos imediatamente anteriores aos dele. Como por exemplo, chamar o governo do FHC de herança maldita.
15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país continuam apoiando o presidente do povo?
Resposta: – Fanatismo, ignorância ou cumplicidade
Peleguismo
Peleguismo.

Eu fico impressionado com a capacidade do Lula em convencer as pessoas de que ele é a salvação do Brasil, e um exemplo para o mundo.
Ele nunca me convenceu.
Eu sempre vi no Lula um retrato do Sindicato Brasileiro, que diferente de outros sindicatos, usa uma taxa compulsória para existir, faz muito pouco para os sindicalizados, e não tem que prestar contas.
Este terreno fértil para proliferação da desonestidade, do peleguismo, e para vantagens em uso próprio foi a escola do Lula.
Ali ele aprendeu a mentir, usar as pessoas certas, e a roubar o dinheiro do sindicato para ajudar em suas ambições pessoais e políticas. Daí para ser presidente e fundador de um partido político foi um pulo pequeno e este partido tem como alicerce os fundamentos sindicais, onde todos os fundos são para uso dos dirigentes que não têm que prestar contas.
Foi esta singeleza de atitude para com o dinheiro público ou da tesouraria dos sindicatos ou partidos políticos, que alimentou as peripécias do mensalão e outros escândalos, que apenas por ser o Lula, o imigrante pau de arara que chegou lá, foram tolerados pela população durante tanto tempo.
A bonança causada por seis anos ininterruptos de crescimento global também ajudaram a tolerar as peripécias do Lula.
Mas como tudo no mundo, tudo tem um fim e a sorte do Lula tomou uma quinada para pior com esta crise. Como tudo foi festa durante seis anos, festa e mentiras, o Brasil não se preparou para uma eventualidade como agora e a turma do barulho, está sem rumo.
Não existe nenhum plano para tirar o Brasil desta crise.
Para os que não acreditam nos problemas do futuro podem se atualizar no artigo abaixo:
Encontrei isto hoje na coluna da Miriam Leitão:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/
Coluna Panorama Econômico
Nau sem rumo
A crise já atingiu o Brasil há meses, mas o governo ainda não formulou qualquer resposta à altura. Se o governo tivesse mantido suas despesas com pessoal e previdência em proporção do PIB, no patamar de 2003, teria R$ 75 bilhões a mais para investir. As decisões tomadas nos últimos anos limitam a resposta governamental, a tendência de subestimar a crise é um complicador a mais.
A conta acima foi feita pelo economista político Alexandre Marinis, da Mosaico. Os gastos com pessoal subiram de 4,2% para 5% do PIB, as despesas previdenciárias, em parte pelos aumentos reais do salário mínimo, subiram de 5,9% para 7,2% do PIB. Como são despesas que não podem ser reduzidas, o governo não tem muita margem agora para fazer política contracíclica. E há mais gastos em andamento.
— Apenas para 2009, o Orçamento da União prevê que o Executivo [sem o Judiciário e Legislativo] contratará mais 30.879 servidores, a um custo anual de R$ 1,8 bilhão. Além disso, prevê a substituição de mais 19.423 terceirizados, a um custo de R$ 678 milhões. Como o governo Lula aumentou o quadro de servidores civis e militares em 298.232 servidores, podemos dizer que as contratações custaram R$ 17,2 bilhões por ano aos contribuintes. Como a maioria das contratações foi efetuada a partir do ano eleitoral de 2006, temos um impacto total nas contas públicas de R$ 51,7 bilhões — diz Alexandre Marinis.
Números estarrecedores, que mostram exatamente o peso que o estado brasileiro assumiu para os próximos anos e décadas e que, neste momento, limita a ação do governo.
Os aumentos salariais são outro peso.
— Só em 2008, conforme dados do Ministério do Planejamento, a reestruturação de cargos e carreiras teve impacto de R$ 30,5 bilhões nos gastos de pessoal — conta Marinis.
Isso impactará, no médio e longo prazos, os gastos da previdência pública, que já tem déficit anual de R$ 43 bilhões em 2009.
— Em síntese, os dados mostram que o governo Lula cometeu um tremendo erro de estratégia fiscal ao contratar um número excessivo de servidores e reajustar seus salários em demasia. Este erro custará caro ao país, já que agora não tem recursos para enfrentar o tsunami mundial que já varre emprego e crescimento no Brasil — conclui Alexandre Marinis.
Além da estratégia errada nos tempos do boom, o governo não tem estratégia agora para enfrentar a crise. Foram tomadas medidas tópicas, o Banco Central acudiu as emergências bancárias que estouraram em outubro, quando secou o crédito externo. O presidente Lula suou de palco em palco, desde o início da crise, em discursos em que apostava no improvável: o Brasil não seria atingido.
Um líder não pode dizer que o país será derrotado. Mas basta comparar com o que os outros presidentes dizem: todos admitem a gravidade da crise, todos avisam que esse é um ano terrível, todos alertam para os perigos, e a partir destas constatações é que passam a convocar o país para a superação da crise. Assim faz presidente Barack Obama o tempo todo. Assim faz o presidente da França, o primeiro ministro do Reino Unido. Mas para ficar num exemplo mais emergente, até o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, de um país conhecido pela absurda capacidade de censurar as informações até na web, disse claramente, ao abrir a reunião anual do Congresso, que este seria “um dos anos mais difíceis da história da China”.
A crise é grave, chegou há meses ao Brasil. Só nos últimos dias, o país soube que a produção industrial de janeiro caiu 17%, que o PIB teve queda de 3,6% no último trimestre de 2008, que o governo arrecadou R$ 10 bilhões a menos do que previa no primeiro bimestre, que o Ministério do Trabalho registrou quase 800 mil empregos perdidos de novembro a janeiro, que a Fiesp contou 235 mil postos de trabalho eliminados de outubro para cá. Ninguém precisa de um novo número para saber que a crise está entre nós. Cabe ao governo ter uma equipe que lide com o problema com seriedade, que se antecipe aos fatos, que saiba em que direção está indo. Não há uma ação que resolva tudo. Portanto, o plano habitacional que está sendo aguardado há meses, se for bem formulado, será uma parte da resposta. Mas não toda ela.
O governo Lula teve duas vantagens. Primeiro, recebeu de herança uma economia que tinha feito avanços importantes, como a estabilização, as metas de inflação, o câmbio flutuante, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a autonomia do Banco Central. Segundo, o país passou a ser extraordinariamente favorecido pela onda internacional de crescimento, provocada em grande parte pela bolha de crédito americana. A alta das commodities metálicas, o boom de comércio de alimentos, o aumento do fluxo de comércio, a explosão do fluxo de capitais de toda a natureza.
Estar preparado para aproveitar uma boa onda é tão importante quanto saber que ela é temporária leva a decisões sensatas. Foi o que alguns países fizeram, como o Chile, ao montar um fundo para acumular o excesso de receitas dos bons tempos. O governo Lula tomou algumas decisões certas, como a de manter o superávit primário, acumular as reservas, aumentar os gastos com os muito pobres. Mas ele desperdiçou o bom momento ao interromper o ciclo de reformas que preparariam o país para tempos mais duros e ao aumentar de forma extravagante as despesas que não pode cortar.
O improviso diário do presidente, as apostas do ministro da Fazenda, o ensaio de campanha da ministra da Casa Civil não vão resolver a crise. Podem aprofundá-la.

O Lula, o Câncer e o Tsunami.
O Lula, o Câncer e o Tsunami.
Outro dia, lendo com sempre faço as repercussões e o pulso da mídia geral encontrei um artigo do coronel, (http://coturnonoturno.blogspot.com/) muito bem escrito e apropriado para a atual situação.
O Blog do Coronel tem sido chamado de “Apócrifo”, pois o autor é apenas parcialmente identificado como Coronel e se proclama professor.
Seria muito bom que ele se identificasse totalmente para dar mais transparência aos seus bons artigos como este que vou reproduzir abaixo.
O Roque Sponholz , sem nenhum medo se identifica totalmente e suas criticas ao governo são realmente pesadas e muito bem feitas.
Lula e o câncer.
Lula disse ontem a empresários que a “coragem” do vice-presidente José Alencar deve servir de “inspiração” para vencer os obstáculos da crise. Na sua luta contra o câncer, Alencar recentemente passou 27 dias internado por conta de uma cirurgia no abdôme para retirar nove tumores cancerígenos.A seguir, Lula narrou a volta de Alencar ao Planalto, sorridente e bem-disposto. “O caso dele deve me inspirar, inspirar os ministros e toda a iniciativa privada”, disse. Se para Lula o Brasil está com câncer, ele não foi contraído nos últimos seis meses, mas sim nos últimos seis anos em que o aparelho petista está no comando do país. Não podemos esquecer que enquanto o câncer roía a economia por dentro, Lula comemorava a ausência dos seus efeitos, espalhando aos quatro ventos o famoso “nunca na história deste país”. O remédio lulista contra o câncer que aí está sempre foi anestésico ou de uso tópico. A Bolsa Família. Os empréstimos consignados. O empreguismo dos 200 mil companheiros. O mensalão. O loteamento do país com os corruptos do PMDB. A roubalheira dos fundos de pensão. Os juros estratosféricos. A dívida pública interna impagável. O deficit público que cresce 10% mais do que o PIB. E, por último, um coquetel de drogas denominado PAC. Mesmo com o câncer se espalhando por todo o corpo, Lula continua tratando o doente com o remédio do populismo e do curandeirismo político. Não vem aí a casa de graça para o moribundo? O câncer petista está levando o país para um estado terminal. Ao contrário de Alencar, que tem o Sírio-Libanês, o povo brasileiro tem apenas a fila do SUS. Desejamos que, pelo menos lá, os 84% finalmente descubram quem vem há seis anos matando o país. O nome deste câncer é Luiz Inácio Lula da Silva e extirpar este imenso tumor é a única chance de sobrevivência.
Postado por Coronel às 08:07:00
Eu tenho criticado em vários artigos as coisas mencionadas no artigo do coronel, a falta de transparência, a falta de programas, o PAC, uma grande enganação, a falta de ética e honestidade, e principalmente a falta de capacidade de administrar o país.
Enquanto a coisa ia de carona na maré mansa do crescimento global, o Brasil ia de carona, e aproveitando a marola positiva. Se houvesse um pessoal competente para administrar a boa onda, em vez de estatizar tudo novamente, em vez de se concretizar dando esmolas, em vez de falar tantas mentiras, em vez de criar um programa mentiroso como o PAC onde os investimentos agendados nada mais são do que o que se haveria de fazer normalmente com os projetos de longo e médio prazo da Petrobras, que são 70% dos investimentos do PAC, o Brasil estaria bem melhor, e em situação de encarar esta crise olhando de cima para baixo em vez de se sentir acuado, e sem nenhum plano diretor para gerenciar esta crise.
O Grande enganador, primeiro chamou a crise de marolinha, depois ameaçou ligar para o Bush e mandar-lo cuidar de seus problemas sem envolver o Brasil, depois disse que o Natal deveria ser dos melhores já visto pelo povo brasileiro que deveria gastar sem dó nem piedade porque a crise não se instalaria no Brasil. Este discurso foi depois da CVRD a Vale ter despedido mais de cinco mil trabalhadores. Ele disse que esta ação era falta de cidadania por parte da Vale. Ah bom, os impostos que a Vale paga ao governo e os dividendos que o governo tira, de lá de dentro, são conseguidos com uma administração enxuta e coerente, não com cabide para empregos como era antes.
Os fornecedores internacionais cancelaram todas as ordens futuras e o Magnânimo gostaria que a Vale continuasse minerando apenas para que não houvesse desemprego.
Por causa disto é que as estatais não podem dar certo.
O mesmo discurso foi feito depois que a Embraer, sem nenhum pedido novo e com os antigos cancelados despediu 4.000 funcionários.
E ainda o único plano para contornar esta crise foi fazer de conta que ela não existe.
E seu competente ministério, para puxar saco bateu em cima desta tese aclamando uma previsão de crescimento de 4/5% ao ano para 2009. O MMM, ou seja, Ministro Mantega Mentira, quando confrontado com a verdade pelos repórteres sobre as previsões de menos de 1%, saiu com esta pérola: 
- “A nossa meta continua sendo 4% de crescimento para 2009, se existem previsões diferentes, é problema das previsões, eu garanto que não vamos nos afastar de nossas metas”.
Que beleza ministro que beleza…..
No Estadão de hoje encontrei um bom artigo:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090313/not_imp338121,0.php
o Autor , *Dionísio Dias Carneiro, economista, é diretor da Galanto Consultoria e do IEPE/CdG
terminou com um parágrafo interessante, e que poderia servir de modelo para os incompetentes que andam falando abobrinhas por todo o congresso e ministérios:
“O Brasil precisa de um diagnóstico realista. A exemplo de outros países, há um excesso de marketing político (“ a crise é dos ricos, eles que resolvam”, agora eles precisam do Estado”). Mas não há marketing bem-sucedido se não houver produto a vender. No caso da política, sem capacidade de processar os conflitos e encontrar uma estratégia nacional a partir de um diagnóstico adequado, não há como convidar empresários e consumidores a surfar uma onda que pode ser um tsunami.”

Resposta à Johnny
Resposta à Johnny
Em um post antigo, (http://rleite.wordpress.com/2007/04/06/sera-falta-de-informacao/)
Publicado no dia 6 de abril de 2007, recebi o comentário abaixo:
caro amigo só queria te perguntar uma coisa
o que prefere presidentes que falam abobrinhas e faz do nosso pais um pais digno lá fora e aqui dentro , um presidente que mudou a cara do brasil , um presidente que melhorou a exportação e que deu uma guinada no nosso país ou um que n fale abobrinhas e que somente afunde o nosso brasil como foi o presidente anterior fhc ?
( despreze as letras minúsculas )
um fraterno abraço
obs: n sou de nenhum partido e tenho apenas 18 anos
obridago !!!!
Respondo:
Caro Johnny,
Em primeiro lugar quero agradecer sua visita, e o seu tempo gasto com seu comentário.
E agora quero responder ao seu comentário:
Quando você nasceu, a inflação no Brasil
alcançou um nível nunca visto de mais de 200% ao ano, causado principalmente pelo fracassado “Plano Collor”, comandado pela Drª. Zélia Cardoso. Depois o Itamar Franco, na época Vice-presidente do Collor, assumiu a presidência e chamou o Chanceler FHC para ser o ministro da Fazenda e comandar um plano para acabar com a inflação.
Foi uma grande responsabilidade, sem a menor possibilidade de erro, pois o Brasil não agüentaria outro plano mirabolante que não poderia funcionar.
O FHC formou uma equipe de economistas sérios principalmente da PUC/RJ, comandados pelo economista Pedro Malan.
Foi criado então o plano real que passou a tratar a economia com uma diferença básica, passando por um sistema intermediário chamado URV.
No regime inflacionário, as contas do Brasil, eram pagas com dinheiro impresso sem nenhum lastro, o que instantaneamente promovia a inflação. 
Os contratos com o governo eram todos superfaturados, pois para sobreviver, as empresas, que seriam pagas com dinheiro sem lastro, colocavam em seus contratos o preço da inflação. Os assalariados, não recebiam esta diferença no salário e apenas uma vez ao ano eram reajustados e seu poder aquisitivo diminuía sempre. Era um regime muito injusto onde as empresas cresciam e os funcionários decresciam. Isto estava acontecendo desde o início dos anos 70.
Com a formação do novo plano, acabou o dinheiro sem lastro, e neste caso faltou dinheiro para o governo pagar as suas contas. Foi então necessário elevar drasticamente os impostos pagos pelo povo para se ter dinheiro para cumprir as obrigações assumidas.
Os impostos que estavam na casa dos 25% do PIB, em pouco tempo estavam em 36% do PIB, o que era e continua sendo muito alto.
Ainda com esta elevação, foi necessário privatizar muita coisa que no momento desta mudança era apenas cabide de emprego e sempre deficitário.
E foi criado, já no Governo FHC, o projeto de privatização onde foram privatizados com muita polêmica, a Vale, as teles, e muitas outras pequenas empresas do governo que não serviam para nada útil.
A elevação dos impostos, e as privatizações, foram severamente criticadas pelo PT e os políticos do PT inclusive o Lula constantemente iam ao plenário pedir o impedimento do FHC.
Os bancos brasileiros, que somente operavam com a inflação ficaram desorientados com o novo regime e começaram a falir, e então foi criado pela equipe econômica o PROER, que quando o banco falia, pagava os pequenos depositantes até 10.000 reais e o governo assumia os ativos do banco e processava os donos. Esta prática foi severamente criticada pelo Lula, e os políticos do PT.
Este programa foi extinto em 2001, com um saldo positivo de seis bilhões de reais.
Com este programa, os bancos sérios brasileiros ficaram mais fortes, nenhum depositante tomou calote, e os bancos pilantras foram eliminados e os donos processados.
A justiça brasileira que precisa de uma reforma urgente, ainda não resolveu os casos e estes processos vão ser encerrados por tempo.
Com as vendas das estatais, a inflação sob controle, os impostos teriam que ser gradativamente diminuídos, para alcançarem um patamar de 20% do PIB ao ano possibilitando com isto um crescimento contínuo e sustentável.
Somente não aconteceu durante o governo FHC, por causa de três crises internacionais muito severas, a da Ásia, a crise da Rússia que declarou concordata e a pior para o Brasil foi a crise da Argentina que é o maior parceiro do Brasil.
Com estas crises, não foi possível diminuir os juros que em seguia diminuiriam os impostos.
Em 2002, com a aproximação das eleições e com a possibilidade de se eleger o Lula que em sua campanha, falava em re-estatizar tudo, declarar moratória, acabar com o “Superávit Primário” (dinheiro para garantir o pagamento dos juros) houve um temor por parte dos empresários e bancários que retraiu o dinheiro e causou uma inflação artificial de 12% ao ano, e que estava neste patamar quando o Lula assumiu o comando da nação.
Não foi feito nada de drástico nos seis primeiros meses e o Lula contratou o Meireles, que era do partido do FHC e um grande economista formado em engenharia mecânica e civil, para comandar o plano Real. Com isto, houve tranqüilidade por parte dos empresários e a inflação foi novamente para baixo ficando nos patamares atuais.
Durante o governo Lula, foram criadas mais 37 estatais, e contratados 300.000 funcionários públicos, foram criados os planos de distribuição de renda sem nenhum propósito para finalizar, (esmola) e desta forma o custo de governar alcançou níveis nunca vistos no Brasil. Os impostos que deveriam ir abaixando gradativamente foram subindo, e no momento estão a mais de 42% do PIB, em uma nova forma de medir inventada pelo IBGE, aparelhado para isto pelo governo.
Pela medida antiga que vigorava no governo FHC a porcentagem tarifária seria atualmente 44% do Pib, uma das mais altas do mundo, sem nenhuma contra partida.
A saúde está igual ou pior do que quando o Lula assumiu, a educação está visivelmente pior e a segurança pública não se pode nem falar, pois está muito pior do que no governo FHC.
Se houvesse um governo sério após o FHC, que tivesse aproveitado a bonança do crescimento global sem nenhuma crise, baixado os juros, e as tarifas e impostos, o Brasil teria crescido muito mais, e talvez nesta enorme crise que não é nenhuma marolinha com, diz o Lula, estivéssemos em uma posição para assumir o comando econômico do mundo. O que está segurando os bancos brasileiros, incrível ou não foi o PROER tão criticado pelo Lula durante o governo FHC.
O Lula há pouco tempo em uma de seus acessos de ignorância chegou a oferecer para o Bush o PROER para resolver a crise bancária americana (E que não resolveria, pois não foi desenhado para isto, mas o Lula que nunca entendeu não poderia saber).
Durante a campanha eleitoral o Lula prometeu o “Fome Zero” que morreu, a reforma tributária, pois não se poderia sobreviver com impostos tão altos, e aumentou mais ainda, disse que a reforma previdenciária era falta de vontade política e sua solução foi mandar para fila os velhinhos para provar que estariam vivos, prometeu o programa primeiro emprego que morreu, aproveitou o programa assistencial de Dna. Ruth Cardoso que era o “Bolsa Escola” com tempo determinado e contrapartida programada, e mudou para “Bolsa Família” sem tempo determinado e sem contrapartida, em outra palavras uma esmola permanente que tira qualquer incentivo para melhorar o desempenho familiar.
E querido Johnny, eu me sinto envergonhado por este desperdício, por esta alta taxa de impostos, e mais ainda pelas ignorâncias destiladas pelo Lula. Sinto muito mais vergonha da falta de ética do governo, tornando descaradamente multimilionário o seu filho Fábio Luiz, a sua filha ilegítima Luriam, os gastos desenfreados da primeira dama com cartões corporativos, e sinto vergonha de ao ler os jornais estrangeiros ver o seu presidente ser alvo de piadas e de constrangimentos constantes como dormir na reunião da ONU, de aproveitar os aplausos dirigidos ao presidente da ONU Cofie Anan e dizer que foram para ele. E outras coisas assim, que emanam de seu governo como o asilo político a criminosos ficando diplomaticamente inferior a paises antes nossos aliados.
Por sua idade declarada você apenas viveu desde os 11 para 12 anos, início de sua idade cognitiva na era Lula que está permeada de mentiras.
Em sua tenra idade, investigue estas posições apresentadas acima e poderá ver, sem nenhum fanatismo que o Brasil perdeu durante o governo do Lula uma ótima oportunidade de ficar infinitamente melhor do que está.
Para apenas não falar mal quero dizer que o maior mérito do governo Lula está em manter a política econômica que foi implantada a duros custos e durante duras crises no governo FHC e que também foi duramente criticada por ele durante este mesmo tempo. Eu sinto vergonha deste cinismo por parte do dirigente da nação.
Você pelo que parece vai votar na próxima eleição e deveria aproveitar para entender um pouco antes de exercer a escolha que poderá afundar ainda mais o Brasil.
Tenha um bom dia e muito sucesso em sua vida.
Roberto Leite
-Mais obras, mais mentiras?
-Mais obras, mais mentiras?
Estão se aproximando dos seis anos de governo do PT. Eu digo governo, porque foi para isto é que ele foi eleito com o voto de 60 milhões de brasileiros. 
Para governar.
Seria em primeiro lugar, dar continuidade aos programas de governo que ele herdou do governo anterior, e que estariam dando certo e beneficiando os cidadãos do país. Em segundo lugar seria cumprir as promessas de campanha, em que ele frisou e repetiu inúmeras vezes seriam sua prioridade com o a redução da carga tributária segundo ele a mais nociva e perniciosa já imposta ao povo brasileiro. Segundo ele também a primeira coisa que faria quando começasse a governar seria mandar ao congresso uma reforma tributária para reduzir esta perniciosa carga aos brasileiros.
Depois, outras inúmeras vezes na campanha, ele frisou de forma contundente que a reforma da previdência era coisa de vontade política, e que a previdência seria em seu governo uma instituição limpa e eficiente, pois para isto somente seria necessário a vontade política e que dinheiro sobrava na previdência e que era mantida na penúria por motivos espúrios.
Houve outras coisas que prometeu, como reforma política, ETC, mas estas duas foram incansavelmente repetidas.
Em terceiro, o mandatário em um regime presidencialista sério, deveria tentar diminuir os gastos federais para que sobrasse dinheiro para as obras de infra-estrutura do país, obras estas que permitiriam ao país uma curva ascendente de progresso continuado, mesmo depois de sua administração terminada.
E quarto, em uma administração séria deveria haver transparência nos gastos do governo, deveria ser evitado o favoritismo e o nepotismo, e qualquer suspeita deveria ser imediatamente investigada e se o suspeito estivesse ocupando um cargo político de confiança deveria ser temporariamente e imediatamente afastado para que as acusações fossem propriamente apuradas.
E o que foi que o Lula fez?
O Lula herdou de seu antecessor uma estabilidade monetária nunca vista na história do Brasil. Havia sim uma pequena onda inflacionária, devido às incertezas dos investidores em suas ações futuras sobre a economia. Estas incertezas eram justificadas pelos pensamentos retrógrados de uma facção petista, que insistia em reestatizar tudo o que fora privatizado, recontratar todos demitidos por justa causa com as privatizações e outras coisas como moratória da dívida, fim do superávit primário, etc.
Quando o Lula contratou um técnico do governo anterior para gerir as finanças do país, e manter o sistema financeiro herdado, os medos se amainaram e a tendência inflacionária acabou.
Demagogicamente como de praxe, ele apregoa sabendo ser mentira, que ele herdou uma economia em estado calamitoso e que foi o seu governo que colocou ordem na casa.
Durante o governo anterior, a economia se manteve todo o tempo em cheque devido a crises internacionais e nacionais. A crise da Ásia em 1997, a da Rússia com moratória em 1998, em 2001 houve uma crise nacional do Apagão, que foi causada por motivos técnicos e climáticos e a crise do nosso maior parceiro no continente que foi a crise da Argentina em 2001/02.
Durante o atual seis anos de governo, o crescimento global foi o maior da história moderna, e não houve nenhuma crise econômica que pusesse em cheque o sistema econômico até o momento. A atual crise que tem proporções muito superiores às crises do governo anterior vai colocar e governo Lula em sua primeira prova real de controle econômico.
O gráfico abaixo ilustra um pouco até 2005, a tendência de crescimento do PIB mundial e que continuou até a presente crise econômica. Este crescimento contínuo levou junto o Brasil do Lula.
Durante estes anos de bonança, o governo deveria ter aproveitado e investido pesado em infra-estrutura para poder nos momentos de crise, ter um pouco de paz sobre as necessidades imediatas.
O governo Lula não fez nada disto, apenas acumulou uma reserva econômica, que apesar do bom tamanho, não dará para sustentar o Brasil em uma crise que promete ser demorada para se acalmar. Sem nenhuma infra-estrutura melhorada, o Brasil não vai se desenvolver, e a reserva acumulada não poderá aprimorar a infra-estrutura agora que toda a economia global vai diminuir ou se acomodar.
E a reserva acumulada é do tamanho da dívida externa. O serviço da dívida do Brasil atual consome a metade da arrecadação anual.
E a maior prova da falta de trabalho deste governo, é a ausência total de qualquer obra de infra-estrutura de qualquer porte, que foi iniciada e terminada neste governo. A única exceção foi a inauguração sem realmente ter terminado, da plataforma P51 da Petrobrás com três anos de atraso. O governo vem incessantemente inaugurando canteiros de obras, início de obras, sem ter terminada nada. Inaugurou algumas obras iniciadas no governo passado como a duplicação da rodovia entre Brasília e Goiânia, e outras pequenas obras. Em energia, comprou várias pequenas e emergenciais usinas termo-elétricas, Perdeu as refinarias da Petrobrás na Bolívia, investiu dinheiro do BNDES (o que é constitucionalmente proibido) no Peru, na Venezuela e em outros países. Não criou ou terminou nem uma hidroelétrica de porte projetada para a rede de estabilidade energética nacional.
Os programas sociais, de ajuda, foram modificados com cunho eleitoral e se transformaram em programas assistencialista perenes e sem data para terminarem. O programa Luz para Todos, foi parcialmente implementado com ajuda de alta corrupção pelas empreiteiras. O programa fome Zero, foi inaugurado em uma cidade pobre da Paraíba, que em recente análise estava pior do que antes do programa. E por aí vai o trabalho de seis anos de total letargia e inutilidade.
E a política de ética, transparência, e de responsabilidade fiscal apregoada constantemente nas campanhas políticas, foi para o espaço. O filho mais velho do atual casamento, o Flávio Luis, se mostrou um gênio da informática e se tronou o mais novo milionário do Brasil. O Compadre Roberto que lhe emprestou uma casa para morar a fundo perdido, ganhou vários favores do governo como a venda da Varig para a Gol, com misterioso perdão das dívidas fiscais. A comissão e os honorários admitidos foram a princípio 300 mil, depois de outras provas descobertas cresceram para 1,5 milhões, depois de outras provas foram apresentadas continuaram a crescer para 2,7 milhões e até hoje não se confirmou qual foi a repartida final de dinheiro dessa transação.
Então ética e transparência foram esquecidas depois da eleição e neste tocar da carruagem, a soma dos feitos em seis anos de governo foi muito pequena em verdade. Quase nada foi realmente executado pelo executivo.
Gráfico de crescimento do PIB mundial até 2005
Este artigo recente de Veja on Line, mostra mais uma das faces deste desgoverno do PT.
Veja on line
União
Imposto sobe 7 vezes mais que salário
12 de novembro de 2008
Os impostos líquidos sobre produção e importação subiram 7,7% entre os anos de 2000 e 2006, enquanto que a renda do trabalhador teve uma expansão de apenas 1% no mesmo período, revelam dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Os números fazem parte do estudo Distribuição Funcional de Renda no Brasil: Situação Recente, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e no Sistema Nacional de Contas, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento aponta ainda que, no período avaliado, o governo gastou no pagamento de juros da dívida pública mais de oito vezes o que destinou ao setor da educação. Ao total, os juros consumiram 1,268 trilhão de reais dos cofres públicos, ao tempo que somente 149,9 bilhões de reais foram reservados à educação, de acordo com o Ipea. No setor da saúde, o montante também foi bem menor do que o usado para o pagamento de juros: 310,9 bilhões de reais, ou quatro vezes menos.
Segundo o IPEA, os gastos da União com saúde, educação e investimento entre 2000 e 2007, somados, equivalem a 43,8% das despesas com juros no período. E na avaliação do próprio órgão, o gasto com juros é “considerado improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores, termina fundamentalmente favorecendo a maior apropriação da renda nacional pelos detentores de renda da propriedade”.
Quanto aos rendimentos dos brasileiros, o estudo do IPEA concluiu que os trabalhadores mistos (que têm meios próprios de geração de renda) foram os mais prejudicados entre os anos de 2000 e 2006. De acordo com a pesquisa, eles viram sua remuneração diminuir em 21,1% no período. Já a renda dos proprietários (obtida na forma de lucros, juros, aluguéis e renda da terra), cresceu 2,4%, mais do que o dobro dos salários dos trabalhadores (1%). No total, a renda nacional evoluiu 19,3% no período, segundo o instituto.
Certamente, talvez…..
“Certamente, talvez seja uma das maiores crises que o mundo já viveu”.(Lula da Silva)
Que tremenda falta faz uma escolinha básica ao seu presidente.
Sem uma boa escola básica, que o presidente menospreza e despreza as 300.000 vagas universitárias que ele está apregoando vão ser preenchidas por pessoas como ele e o que sair destas vagas universitárias estarão envergonhando o mundo com suas asneiras.
Exatamente como ele.
E as obras do PAC (Programa de Aceleração da Corrupção)?
Desde que foi implementado, não pararam de sair notícias sobre as irregularidades nas obras do PAC.
Para início de conversa, o tal PAC, nada mais é do que as obrigatoriedades orçamentárias do governo sob um novo nome de mercado. 70% destes investimentos serão feitos pela Petrobrás, que já constavam de seus planos orçamentários de longo prazo. Os restantes 30%, são as obras que deveriam ter sido feitas no primeiro mandato, que foram esquecidas em favor do aparelhamento da máquina e o inchaço no governo.
Depois que a infra-estrutura desabou, o governo resolve fazer a toque de caixa o que deveria ter feito e que não foi feito e chama isto de PAC.
O resultado é o que se esperava, sem controle e com metas impossíveis de serem cumpridas, os recibos e notas são esquecidos em favor da urgência, o superfaturamento vira uma constante, e o contribuinte se encarrega de cobrir este enriquecimento ilícito.
Este enriquecimento não é privilégio das obras do PAC, o Flavio Luiz da Silva, não está executando nenhuma obra do PAC e se enriqueceu repentinamente, e provavelmente ilicitamente.
Na inútil e perigosa OBRA DA TRRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO, o encarregado da obra, Agatunado Gedel Vieira Lima, gastou os primeiros 90 milhões com poucas ou nenhuma nota fiscal ou empenho regularizado e a obra foi embargada pelo TCU.
Vocês estão lembrado da famosa operação de emergência “Tapa Buracos” pouco antes das eleições de 2006 ?
Pois é 90% destas obras estão em dívida com o TCU, por falta de justificativa dos gastos.
O seu presidente (meu eu garanto que não é) como recompensa por este escalavro, por suas famosas abobrinhas ganha em uma pesquisa (questionável) 80% de
aprovação do seu governo.
É mole?
Para não ficar como apenas fofoca reproduzo uma recente reportagem sobre as obras deste governo, e apenas a mais recente de várias que geralmente aparecem nas notícias.
Com estas freqüentes notícias e esta aprovação de 80%, fica evidente que 80% dos eleitores usam o jornal apenas para limpar o rabo
Leiam a reportagem:
TCU pede a paralisação de 48 obras da União
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Atualizada às 16h26
O TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou nesta terça-feira a paralisação de 48 obras federais, sendo 13 do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A recomendação foi feita ao Congresso Nacional, que é quem decidirá pela paralisação ou não das obras.
Entre as obras do PAC está a construção do terceiro terminal de passageiros em Guarulhos (SP). O tribunal encontrou sobrepreço no projeto básico, além de restrições à competição no edital e outras irregularidades no documento. O tribunal pediu também a paralisação da reforma do aeroporto Santos Dumont (RJ), que, de acordo com o tribunal, apresentou alterações indevidas no projeto.
O tribunal pediu ainda a retenção do pagamento de 12 obras. O órgão encontrou ainda 78 obras com irregularidades, mas não recomendou a paralisação. Das 153 obras fiscalizadas, apenas 15 não tinham ressalvas.
A previsão é que as recomendações do tribunal tragam uma economia de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. O total de obras fiscalizadas soma R$ 26 bilhões.
No ano passado, o tribunal determinou a paralisação de 77 obras, entre as quais a transposição do rio São Francisco
O Grande comunicador?
Todos os dias, eu encontro nos jornais ou nas colunas políticas da rede, notícias sobre o grande comunicador Lula.
Em um artigo muito bom do Jabor, este disse que estamos diante de um fenômeno de comunicação que descobriu uma nova fórmula de aplicar os ensinamentos de Maquiavel – Mais refinado – Se isto for possível –
Eu fico então pensando:
“- Devo ser realmente insensível, pois não consigo sentir onde está o convencimento estratégico do Lula ou posso até estar vacinado contra este encantamento das covinhas sorridentes ou contra o medo de sua carranca raivosa.”
“-Devo estar realmente fora da realidade, pois não consigo encontrar nenhuma obra de médio para grande porte, que foi iniciada e terminada em seus governos. Ele já está no poder a mais tempo do que o JK a quem ele gosta de se comparar, mas o JK
iniciou e entregou, várias obras de porte gigantesco, incluindo a nova capital, rodovias, usinas hidroelétricas, aeroportos, ETC. E olhe que o JK enfrentou várias crises políticas e oposição ferrenha.”
“- Não devo ser uma pessoa patriótica, pois não encontro nenhuma obra de cunho social, que tenha sido iniciada ou mantida em seu governo, que tenha causado impacto na vida social do meu país.”
O Brasileiro está pagando mais impostos do que nunca, a arrecadação está maior do que nunca e a renda média do trabalhador brasileiro está inferior no momento do que em 1997.
O tamanho e o inchaço do governo é descaradamente o maior da história. Pensando bem, esta é uma obra de grande porte que o governo Lula iniciou, mas que ainda não terminou. – “O inchaço do governo” – Continua crescendo.
Eu pessoalmente não vejo nesta situação nenhum mérito do governo do grande mentiroso. Se em meios as grandes crises internacionais, com uma taxa básica de juros muito maior, para conter e segurar a inflação, o cidadão brasileiro incluindo eu, estava ganhando mais em 1997 do que agora, como pode ser possível que os nossos cidadãos dêem uma avaliação tão positiva ao governo mais corrupto da história brasileira?
Incrível mesmo.
Eu pequeno empresário, estou muito pior agora do que em 1997, e não aprovo este governo de engodos e mentiras.
Estou entre os 36% que desaprovam este governo, e com muito orgulho.
Vejam esta reportagem de hoje em ”Veja on Line” sobre o rendimento da população brasileira
Brasil
Pnad 2007
Renda do brasileiro sobe, mas é inferior à de 97
18 de Setembro de 2008
O rendimento médio do trabalhador brasileiro aumentou em 2007 pelo terceiro ano, com alta de 3,2% frente a 2006, mas ainda não recuperou as perdas acumuladas nos últimos dez anos e está 5% abaixo do nível de 1997. Os dados constam da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira.
O avanço de 3,2% foi menor que o observado em 2006 (7,5% ante 2005) e em 2005 (4,5% frente a 2004). “Isso pode estar relacionado com o aumento menor do salário mínimo em 2007″, explicou a economista do IBGE Márcia Quinstlr.
Segundo o IBGE, desde 2004 a renda do trabalhador brasileiro ocupado acumula crescimento de 15,6%. Em 2007, o rendimento nominal alcançou 956 reais – valor ainda abaixo do verificado em 1997, que era de 1.011 reais. “Os resultados da Pnad mostram que o patamar de rendimento médio real de 1997 ainda não foi retornado, embora tenha ocorrido ganho, especialmente entre 2004 e 2007”, informou o IBGE em relatório.
A alta do rendimento contribuiu para que o país registrasse em 2007 mais um pequeno avanço no índice de Gini, parâmetro internacional para avaliar as condições de vida da população. O indicador passou de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007. Quanto mais próximo de zero, melhor é a condição de vida de um cidadão. Em 2004, o Gini era de 0,547 e em 2005, de 0,543.
Apesar da melhora, a concentração de renda no país permaneceu bastante aguda no ano passado, segundo a pesquisa. “Os avanços mencionados, apesar de persistentes, são de baixo impacto no que se refere aos rendimentos mais baixos e mais elevados”, avaliou o documento.
Concentração – “A despeito da redução do Gini, se verificou que, em 2007, os 10% da população ocupada com mais baixos rendimentos detiveram 1,1% dos rendimentos do trabalho, enquanto aos 10% com os maiores rendimentos corresponderam 43,2% do total das remunerações”, acrescentou o relatório. Esse comportamento se mostrou praticamente inalterado em relação aos anos anterior.
O Grande comunicador acreditando no casamento gay
Candidata à sucessão do grande comunicador
Eta Brasil……
O povo sempre tem o presidente que……
O povo sempre tem o presidente que……
Passando os olhos pelas notícias na rede, depois de ver o treino da fórmula 1, encontrei estas duas referencias na coluna do Cláudio Humberto:
País de lorotas
Se JK fez Brasília em três anos, não custa perguntar: qual universidade, estrada, usina, hospital, qualquer coisa, construída na era Lula?
JK era outro
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) não agüenta a insistência de Lula de comparar-se a Juscelino Kubitschek: “A história não registra que JK tenha sido obrigado a demitir os principais auxiliares”.
Com referencia à primeira delas, podem procurar que não tem.
O Lula inaugurou algumas obras iniciadas no governo passado, como a estrada de Brasília/Goiânia, duplicação da Fernão Dias ( esta realmente não sei se inaugurou) e coisas assim. Mas obra iniciada e terminada nos dois governos Lula, isto não tem.
A especialidade dele é inaugurar canteiros de obra.
Na segunda referencia, com autoria dada pelo CH ao deputado baiano José Carlos Aleluia, é bem verdade o que foi dito apenas que não somente o JK, mas nenhum outro governante brasileiro teve que trocar seus principais colaboradores por ilegalidades cometidas.
E quero fazer uma observação, que apesar de não ser apenas minha, não encontra hospedagem na mídia nacional.
Vocês se lembram da luta do governo para manter a CPMF? Luta esta até irregular, usando os ministérios, principalmente o da Fazenda e o da Saúde, para mentirem descaradamente até fazendo ameaças pela não continuação da CPMF.
Pois uma das causas desta boa onda da economia é a ausência deste imposto nojento que punia principalmente os pobres. O governo nunca irá admitir isto, mas vários economistas podem confirmar esta situação.
Esta crise mundial que aos poucos nos vai atingindo já estaria a pleno vapor se existisse a CPMF.
E segue o mistério!!!!
Como pode ser possível esta aprovação recorde do Lula?
64% – Data Folha –
Será possível que somente eu esteja errado?
Será que o bom trabalho reconhecido seja: roubar, dar cobertura a criminosos, não fazer absolutamente nada, promover o imbecil do filho a empresário de sucesso com o dinheiro do erário, deixar a esposa
detonar o jardim tombado do Burle Max no palácio da alvorada com uma estrela do PT, passear pelo mundo com sua galega à custa do povo, falar abobrinhas e mentiras, se comparar idiotamente a líderes do passado, doar as coisas do povo brasileiro à Bolívia (Refinarias da Petrobrás), construir estradas e pontes na Venezuela, com o dinheiro do BNDES, que é dos trabalhadores (75% do BNDES é do FAT), perdoar dívidas nos países africanos, vender para a Argentina energia mais barata do que custa gerar, e dizer todos os tipos de grosserias aos seus auxiliares e ministros, e mais outras barbaridades?
Este é o Lula que eu vejo, e que nos moldes de uma nação decente, já estaria fora há muito tempo.
A popularidade do desgoverno
A popularidade do desgoverno
Eu não sei como o desgoverno Lula pode ser tão popular.
Outro dia em uma estatística do IBGE, o número de eleitores para esta próxima eleição está bem perto dos 130.000.000. Deste total apenas 3% tem curso superior (3.900.000).
Em outra pesquisa sobre o ensino básico no Brasil – WWW.todospelaeducacao.com.br –, estamos, entre os 56 países pesquisados, em ultimo lugar geral, e em todas as matérias.
Em política internacional, depois da euforia inicial, perdemos em tudo que investimos. Culminando agora na rodada de Doha onde além das gafes internacionais do Ministro Celso Amorim, ficamos mal com os países latino americanos, ficamos mal com os países do G8, e ficamos mal também com a China. Na América Latina, estamos bancando e financiando tudo sozinhos e os parceiros apenas entram para tirar vantagens em tudo e o Brasil entra com as perdas. Na sociedade para construir uma refinaria em Pernambuco, a sócia Venezuela apenas entrou com a presença e duas visitas e cobranças pelo Hugo Chavez de sua aprovação no congresso brasileiro para fazer parte do MERCOSUL. Dinheiro nada. O BNDES já emprestou a fundo perdido para a Venezuela, mais de 12 bilhões de dólares. Este dinheiro não é do Lula, é dinheiro do FAT e, portanto dos trabalhadores brasileiros que podem tomar um grande calote.
A tentativa de uma cadeira permanente no comitê deliberativo da ONU, onde para isto perdoamos dívidas enormes aos países africanos, o Lula visitando países africanos sem nenhum motivo aparente, nem político nem comercial, apenas para tentar angariar os votos destes países para a posição na ONU. E no final não ficamos com nada apenas perdas.
Agora nos esportes, entramos nas olimpíadas de Pequim, com o maior contingente das ultimas presenças e vamos nos retirar com o pior resultado dos últimos tempos.
O comitê olímpico, presidido a mais de vinte anos pelo Carlos Arthur Nuzman, é uma mina de corrupção como durante os jogos pan-americanos, onde 12 das vinte empreiteiras que faziam parte dos trabalhos de implantação do parque para os jogos pertenciam a parentes e amigos pessoais do senhor Nuzman. Esta notícia rolou e parou e ninguém fez nada a respeito. Cadê o TCU ou a Policia Federal com os grampos?
A Polícia Federal, nuca prendeu tantos corruptos como agora, mas isto não é apenas por causa do trabalho da polícia como também nunca na história deste país se transgrediu tanto, se roubou tanto, com tanto cinismo e descaramento. Apesar dos caros e incessantes trabalhos da Polícia Federal, não tem nenhum contraventor, ladrão, político, preso por seus atos ilegais. Dentro da cúpula do desgoverno, dentro dos ambientes mais íntimos das vísceras desgovernamentais, se encontram os cabeças e executores de vários dos mais flagrantes delitos sem que nenhuma destas pessoas esteja ao menos preocupada com qualquer tipo de punição. O Apedeuta chamou seus mais próximos colaboradores de “ALOPRADOS”, e pronto já foi castigo suficiente. Os 1,7 milhões de reais que foram flagrados nas mãos dos aloprados, estão até hoje esperando o dono aparecer.
Estamos em uma crise inflacionária, nem tanto por causa do desgoverno, mas também por questões internacionais diversas, (que por sinal foram também responsáveis pelo crescimento durante o desgoverno) mas o desgoverno não entrega os pontos e diz que estamos muito bem.
Agora, em um rampante totalitário, o desgoverno quer criar uma nova estatal, paralela à Petrobrás, para explorar o pré-sal, reserva esta descoberta pela Petrobrás com recursos dos acionistas. Isto segundo notícias é para não ter que dividir os lucros com os acionistas que pagaram os contratos de risco para a exploração e descoberta das reservas do pré-sal. Deve ser coisa da cabeça doentia do rei do tártaro, o Marco Aurélio “top top” Garcia.
Grande roubo este, bem comparado ao do EVO MORALES com as refinarias da Petrobrás.
Coisa ruim e ditatorial, este governo aprende rápido.
Resultados bons com as idéias mirabolantes, o apedeuta não apregoa porque não os tem.
Veja esta reportagem abaixo, exemplo dos feitos do governo.
Quem está aprovando este governo não sabe disto e se sabe não lhe interessa, pois deve estar se locupletando com as peripécias do desgoverno.
5. Berço do Fome Zero, Guaribas segue na miséria
O Valor Econômico (para assinantes) teve a oportuna idéia de visitar a pequena Guaribas, no Piauí, cinco anos e meio depois de ter sido escolhida como vitrine do então recém-lançado Fome Zero. A lógica do programa de fazer um trabalho emergencial (alimentar a população) para que depois a cidade se desenvolvesse pelas próprias pernas fracassou. Passada a empolgação inicial, Guaribas não avançou nada. A agricultura e o comércio são insignificantes e quase a totalidade das famílias continua dependendo do Bolsa-Família, num ciclo que dificilmente vai se encerrar a curto prazo. Um retrato bem brasileiro.
Bem que outro dia recebi por Email o resultado de uma estatística, que não apregoaram a fonte e não sei se verdadeira, mas está pelo menos engraçada e pela aprovação recorde do desgoverno Lula, pode muito bem ser verdadeira:
Da totalidade dos eleitores, apenas 20% têm o hábito de ler o jornal. Os demais 80% usam o jornal apenas para limpar o rabo.
Situação atual.
Situação atual.
A situação econômica do Brasil atual é muito séria.
Os indícios inflacionários herdados do governo FHC se deviam claramente ao medo empresarial que o governo Lula inspirava ao ser eleito, pois suas idéias econômicas eram desconhecidas, mas os radicais do partido pregavam uma economia de estado, re-estatização de empresas públicas, entre outras coisas. Quando estes medos não se realizaram e o novo governo seguiu basicamente a política herdada do governo anterior, os empresários se acalmaram, investiram na economia e a inflação que dava sinais de vida foi enterrada temporariamente. O mundo todo estava em franca ascensão e o Brasil foi de carona, as importações aumentaram, a balança comercial ficou superavitária trazendo muitos dólares ao país. Com a chegada de dólares, o valor da moeda americana caiu, prejudicando as exportações, e para valorizar a moeda incentivando os exportadores, o governo começou a comprar dólares. Foram tantas as compras, que as reservas externas brasileiras superaram os empréstimos junto ao FMI pela primeira vez na história, e isto melhora a credibilidade e o Brasil passa a ser economia de mercado.
Tudo azul, e o governo foi um sucesso econômico. Não longe disto, para comprar os dólares que criavam a melhor reserva da história, o governo se endividou internamente pagando um serviço desta dívida na ordem de 14% em média anual. Foi a maior dívida interna da história com a maior percentagem do PIB para pagar juros na história do país. 48% de toda a arrecadação vai ao encontro do serviço da dívida. Mas isto tende a acabar, pois a arrecadação está em alta e pode pagar esta dívida também. Erro, a arrecadação realmente está em alta, mas os gastos do governo também nunca foram tão altos. Este governo criou 29 novas estatais, contratou mais de 300.000 funcionários de confiança, liberou empréstimo a fundo perdido para países com crédito duvidoso, emprestou energia elétrica para a Argentina a preços inferiores ao preço de geração, (paga para gerar uma média de 275 reais o megawatt e cobra da Argentina apenas 70 reais) e gastou apenas com combustível das usinas termo-elétricas para evitar um apagão este ano, 1,3 bilhões de reais.
Agora este mês, o governo disse que iria cortar gastos e com a arrecadação em alta isto seria suficiente para segurar a inflação. Mas o governo não parou de gastar em coisas duvidosas, apenas vai gastar menos. A arrecadação aumenta 13% comparado ao ano passado e o governo propõe um corte de 4% no orçamento deste ano. O superávit primário, que é dinheiro para pagar juros vai passar de 3,8% para 4,5% do PIB. A arrecadação este ano vai beirar 01 trilhão de reais, que será bem perto de 40% do PIB (pela nova maneira de avaliar o PIB pelo IBGE aparelhado).
E porque existiria um problema com a inflação?
O governo Lula, não soube aproveitar um bom momento da economia mundial, e em vez de fazer as melhorias infra-estruturares tão necessárias ao país, gastou em tentativas assistencialistas e programas eleitoreiros visando uma fácil reeleição. Investiu em programas superfaturados e diretamente ilegais para satisfazer políticos aliados, investiu em viagens e empréstimos a países africanos buscando um apoio para conseguir uma cadeira permanente na ONU para o Brasil. Gastamos muito dinheiro, mas não conseguimos o apoio e esta parte da meta Lula está fora de cogitação. Não há cadeira permanente na ONU.
Sem infra-estrutura, o custo Brasil fica muito alto. Com a inflação internacional nos preços de alimentos, o Brasil acompanha. Com os juros um pouco mais baixos, (ainda o maior do mundo) o Brasil incentivou o crédito e com a renda familiar aumentada com os programas assistencialistas, o governo está incentivando o consumo, com o dinheiro da classe média.
Nunca se vendeu tanto a crédito como agora e com este consumo aumentando, as mercadorias e os alimentos estão em falta e os preços estão em alta causando uma inflação, que engole os ganhos reais que a classe mais pobre amealhou nos últimos anos de governo.
Com a inflação em alta, a tendência de inadimplência é alta e se generalizada será uma explosão como a crise imobiliária americana.
Para conter a inflação, existe a possibilidade de se subir os juros ficando mais caro para a indústria adquirir nova matéria-prima, e sem poder aumentar os juros em contratos de seis e sete anos, será uma tremenda crise industrial. Poderia o governo cortar drasticamente os gastos, vender as estatais adquiridas e com o dinheiro que sobrar amortizar parte da dívida interna, e gastar com infra-estrutura. Isto será um pouco para médio ou longo prazo e deveria ter sido pensado seis a sete anos no passado, mas não foi. Agora em ano eleitoral seria cortar os programas eleitoreiros dos partidos aliados, e o governo não vai fazer isto.
Com todo o mundo em uma crise, e sem ter fundos sobrando para servir de amortecedor, o governo não pode subir tarifas, pois a classe média não consegue mais absorver estes impostos, e a situação fica meio sem solução. Esta inflação está aqui para ficar e crescer.
Pobre Brasil!!!!!!!
O fim do IPEA.
De Élio Gaspari, hoje, da Folha de São Paulo:
29 de junho de 2008.
O comissariado petista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, está destruindo uma instituição sacrossanta surgida em 1964 e respeitada até mesmo pelas bruxas da ditadura. Fazem isso com a grosseria dos bolcheviques e os instintos manipuladores dos economistas de Néstor Kirchner. O último golpe da moçada foi a alteração da periodicidade da divulgação de projeções pela Carta de Conjuntura, uma publicação trimestral do instituto, criada em 1986.Mais: embargaram a divulgação de projeções macroeconômicas que já haviam sido mandadas para a próxima publicação. Pior: mantiveram um cenário de previsão do aumento do consumo entre 3,3% e 5%, quando cálculos já fechados indicam que a expansão poderá ficar entre 6% e 8%. Esse texto foi reescrito por pessoas que se julgam detentoras da visão genial do problema. Isso tudo acontece sob o guarda-chuva do ministro Mangabeira Unger, que até bem pouco tempo trabalhava em Harvard, e do professor Márcio Pochmann, vindo da Unicamp.Segundo o companheiro Miguel Bruno, que dirige a Carta, “o Ipea não quer alimentar especulações do mercado”. Falso, o negócio é não provocar expectativas ruins na sociedade. Felizmente Bruno nunca operou no mercado, pois teria quebrado se esperasse dados do Ipea para fechar seus negócios. A turma do papelório dos bancos lida com projeções diárias muito mais refinadas. Além disso, o Banco Central produz e divulga análises de boa qualidade. O que o comissariado quer é brincar de felicidade.Desse jeito, acabarão querendo orientar as pesquisas do IBGE. O mercado, ao contrário da roubalheira e do aparelhamento do Estado, é uma coisa essencialmente boa. Os países que seguiram sua dinâmica prosperaram. Os que tiveram idéia melhor, arruinaram-se.Bruno foi além e disse que, “antes, o Ipea atuava em dobradinha com o mercado financeiro”. O comissário precisa definir “antes”, “Ipea” , “atuava” e “dobradinha”. Até lá, fica no ar a desprimorosa suspeita de que o instituto esteve dominado por uma cáfila de especuladores.Havendo “antes”, há de haver “quem”. Está acontecendo no Ipea algo mais grave e primitivo do que o velho e bom disfarce das notícias ruins. Estão encostados ex-diretores recentes e pesquisadores de renome internacional, como Ricardo Paes de Barros. Foi ele quem fez as contas que puseram de pé o Bolsa Família.PB, como é conhecido, continua no Ipea por amor à camisa da Seleção, pois teve vários convites para saltar. Um deles, da Universidade de Yale. Num astucioso episódio, o economista Fábio Giambiagi foi defenestrado e devolvido ao BNDES. O Grupo de Conjuntura, onde se discutem tendências da economia, foi expurgado. Isso no campo do patrulhamento intelectual.Há também patrulhas funcionais. Já ocorreu caso de transferência, pelo telefone, de um economista que tinha mais de 20 anos de experiência num setor. O diretor de estudos macroeconômicos, doutor João Sicsu, jamais pôs os pés num seminário (exceção para uma homenagem a Maria da Conceição Tavares). Ele pode estar certo ao não usar o sistema de mensagens eletrônicas do instituto, mas isso não ajuda o bom andamento dos trabalhos.Com 300 economistas, o Ipea tornou-se uma instituição desorganizada, convertida em orquestra e platéia do egocentrismo de seu presidente que, do pódio, oferece refogados de pesquisas velhas com farofas novas, ao gosto do Planalto. Falta aos comissários a generosidade profissional de chefes recentes, como Roberto Martins, que contribuiu para o reconhecimento de Paes de Barros. Caso o doutor Pochmann queira seguir um exemplo, pode prestar atenção na conduta do presidente do IBGE, Eduardo Nunes.Se as práticas do comissariado petista estivessem em vigor ao tempo da ditadura, teriam sido afogadas as carreiras de economistas como Pedro Malan, Edmar Bacha, Regis Bonelli e Claudio Moura Castro. Foi graças a eles que os futuros petistas aprenderam (se é que aprenderam) de onde viria a crise da economia do Milagre Brasileiro.
Comentário final:
Alei de “Tolerância Zero” está em vigor
Se beber não dirija nada. Nem carros, Nem caminhões, nem motos, nem aviões, e muito menos o país.
Mudanças & promessas.
Mudanças & promessas.
Lula foi eleito com muita esperança por mudanças prometidas e repetidas em campanha. Mudanças no sistema tributário que ele definiu com extorsivo e inibidor de um crescimento que o Brasil merecia.
Mudanças políticas definidas por ele como a única forma do Brasil poder ser chamado de um país sério.
Mudanças éticas em todo o aparato administrativo, pois ele definiu em campanha que a transparência na administração publica seria uma de suas metas se fosse eleito presidente.
E ele foi eleito presidente e de acordo com a sua agencia de propaganda, a sua eleição foi definida como “A esperança venceu o medo”.
Depois de eleito, aconteceu muita coisa, menos as mudanças prometidas em sua campanha.
A mudança no sistema tributário onde ele alegava ser impossível um país crescer com tamanha carga tributária, ele aumentou descaradamente todos os tributos, e as mudanças prometidas foram esquecidas, o modo do IBGE calcular o PIB (Produto Interno Bruto) foi modificado para camuflar tanto o crescimento como a carga tributária, mas a nossa arrecadação tributária bate recordes atrás de recordes e é descaradamente a maior da planeta. O lema entre os empresários é :
“Se não sonegar não agüenta”.
As mudanças políticas ele fez, foram uma festa de compra do legislativo corrupto, que todo comprado aprova as mais loucas medidas antidemocráticas jamais vista neste país.
As mudanças éticas e a transparência foram por água abaixo, e hoje a definição de ética no Brasil, está totalmente desvirtuada em favor da falta de pudor e de deslavada propagação da mentira por parte principalmente do primeiro mandatário.
Os seus programas de governo no primeiro mandato, como “Fome Zero”
“Primeiro Emprego” entre outros fizeram água e descaradamente foram esquecidos em favor de outro que veio parcialmente do governo anterior. Este programa foi renomeado e desvirtuado, se transformando no carro chefe do governo. No governo anterior foi criado para manter as crianças na escola, vacinadas e atendidas em postos de saúde. Esta era principalmente a condição de permanência no programa que se chamava “Bolsa Escola”. Tinha fiscalização, era um pouco limitado às regiões onde a evasão escolar era maior, e as condições de saúde eram piores. Este novo governo onde a esperança venceu o medo, renomeou o programa “Bolsa Família”, tirou as contra partidas, e expandiu este programa rapidamente por todo o território nacional. Com o aumento vertiginoso do tamanho do programa, a fiscalização ficou difícil, e as fraudes aumentaram também vertiginosamente, a ponto de funcionários públicos em Brasília serem pegos participando do programa.
Não existe contra partida e recentemente o IBGE (Órgão do Governo) constatou que nos municípios onde o gasto com o programa foi maior, a evasão escolar aumentou, o nível do ensino piorou e a criminalidade aumentou.
Hoje são 46 milhões de pessoas inscritas no programa “Bolsa Família”,
recebendo esmola do governo, sem nenhum incentivo para abandonar o programa e se transformarem em cidadãos independentes e colaboradores com a sociedade.
Estes participantes do programa com o pequeno acréscimo de renda do programa se transformaram em consumidores, aumentando o consumo de bens, levando com isto a um crescimento da indústria fornecedora dos materiais consumidos.
Mas pensem bem quem está sendo realmente o consumidor.
O governo é que está consumindo bens, pois está tirando dinheiro da classe média e dando para os mais pobres gastarem.
Seria como economizar andando a pé em vez de pegar o ônibus, sem contabilizar o gasto de energia, sapatos, tempo. E a economia seria ainda maior se em vez de ônibus, se corresse atrás de um taxi.
A indústria está crescendo, com as compras do governo, que para comprar mais eleva impostos que retira da classe média.
A indústria também está crescendo com o crédito desenfreado que foi dado ao consumidor, com prazos muito longos, juros altos, e promessas de estabilidade eterna. A inadimplência está crescendo mais do que a indústria, e quando a bolha explodir vai ser um “Deus nos acuda”.
E recentemente, a inflação, que foi durante cinco anos a menina dos olhos do governo, está dando sinais de retorno, sem que se encontre uma forma de controle por parte do governo que venceu o medo e agora está com medo.
E falando de mudanças reais temos a seguinte situação no Brasil
Transformações diretas
Baranga em Dama.
Pilantra em Presidente
Vavá em lambari
Crescimento Real
Crescimento da dignidade pessoal.
Trabalhando duro
Durante o caso do Vavá, vendendo influência em que foi pego pela segunda vez, o medico e escritor Carlos Alberto Reis Lima escreveu este artigo:
UM HOMEM DE AZAR
por Carlos Alberto Reis Lima
Lula é um azarado. Tudo o que ele toca suja suas mãos. Seus amigos têm uma vocação irresistível para a fraude, para a trapaça. Lula está cercado de mau olhado. Só os piores tipos dele se acercam abusando de sua extrema generosidade, de sua grande alma (mahatma), de sua bondade de coração – de sua maneira manteiga-derretida!
Lula por onde anda está cercado de gente que não presta; seus auxiliares o traem a toda hora; seus colaboradores tramam contra ele. Até o presidente Hugo Chàvez, que ele pensava que era seu amigo, disse coisas horríveis do Congresso brasileiro que ele comprou com tanto carinho! A traição o espreita. Uma vez, em Paris – lembram? – ele se queixou dela.
Essa Operação Navalha só pode ser coisa de invejosos do seu sucesso, dos seus discursos apurados de intelectual, de suas tiradas metafísicas-futebolísticas, embora ditas com amor, com compaixão pelos pobres, pelos irmãos, pelos gentios. Lula é um injustiçado. Agora querem acusá-lo de ter um irmão vigarista! Até a Polícia Federal o traiu. Tarso Genro, quem diria, seu Ministro da Justiça, trama contra ele. Renan Calheiros é injustamente envolvido em uma falcatrua com empresários e tem a sua vida privada aberta à execração popular. Sarney faz de tudo para protegê-lo … mas até quando? Um compadre seu, pasmem, teria relações promíscuas com dinheiro público em Diadema. Querem prejudicá-lo prendendo e denunciando seus amigos próximos e seus parentes mais queridos, querendo insinuar que ele, de novo, sabia de tudo.
Lula é um azarado. O presidente do seu Partido é um “aloprado”. O ex-presidente do PT, Genoíno, tem um irmão cujo assessor forrava as cuecas com dólares só para prejudicar Lula. O “nosso” Delúbio fazia maracutaias com o Marcos Valério (onde andará?) deixando o PT com a injusta fama de partido desonesto e corrupto. Sabem para quê tudo isso? Para atingir Lula; para ferir de morte a sua honestidade e a sua caridade! Essa gente que acompanha Lula há 30 anos não presta!
Chegaram a acusá-lo agora de ter vendido a Petrobrás da Bolívia ao Hugo Chàvez! Vejam aonde chega a maledicência desses invejosos! Imaginem se um presidente eleito pelo Foro de São Paulo faria tal coisa contra o patrimônio nacional! Lula está cercado. Tem gente embaixo de sua cama o roubando; tem ascensorista suspeito, motoristas inconfiáveis, que à primeira oportunidade o trairão e o deixarão mal junto à opinião pública. Seu amigo Bruno Maranhão o traiu ao depredar o Congresso nacional. Pois foi deixado impune para que essa maldição antidemocrática fosse assacada contra ele, Lula. Os seus amigos mais próximos são suspeitos de assassinarem dois prefeitos e de ameaçar familiares sobreviventes. Jornalistas agora são perseguidos. Tudo apenas para sujar o seu nome. É muito azar!
Em vista de tudo isso, em vista da enorme injustiça que se comete à miúde contra esse santo homem, alguém deve dele se aproximar e dizer claramente: Presidente, cuidado, eles querem lhe pegar! Mas talvez isso não seja necessário. Soube hoje, com alívio, que os especialistas da mídia, essa sim muito fiel e solidária, já garantem que Lula sairá sobranceiro de mais essa crise – a crise de número 145! –, que ele dará a volta por cima como sempre deu com a ajuda do seu povo faminto, dos seus parlamentares fiéis no Congresso. Afinal, se há alguma coisa que é sincera e fiel aliada do Lula é esse tal de Congresso e essa tal de mídia. Custa caro para o Lula, a gente sabe, mas como assegurar tanta fidelidade em apenas um ou dois mandatos? Da imprensa ele só tem alegrias. Coitado, ultimamente estava tão alegre que resolveu fazer uma televisão só para ele e com gente confiável. Mas já tem gente falando mal dele, que ele está imitando o Chàvez, e outras inverdades.
Então, seus secadores, tirem o cavalinho da chuva: o “affair” Vavá não vai dar em nada, de novo. O homem é azarado, mas tem um santo forte, blindado, comprado a peso de ouro, incorruptível, um santo impoluto como só ele sabe ser. Só falta agora a Justiça, que ele criou à sua feição, virar-se contra ele e de forma erótica e libidinosa condená-lo a uma multa de R$100,00! A maldade humana não tem limites!
Tenha piedade.
Tenha piedade.
Mas com muito cuidado!!!
Dê uma esmola a um pobre sem trabalho, e se ele o conhecer e souber o seu nome e vai sem dúvida falar bem de você.
É a natureza humana. Se por acaso o contemplado pela generosidade falar mal de você, pode acontecer, mas não é a regra.
Agora pergunto eu no caso do Rio de Janeiro:
-Quantas são as pessoas que estão sendo contempladas pela Bolsa Família o maior e mais custoso programa assistencialista do atual governo?
Eu realmente não sei, mas pela atenção dada pela mídia ao estado e à cidade do Rio de Janeiro, deduzo que sejam várias famílias atendidas por este programa que distribui em média R$ 170,00 por cada família inscrita no tal programa.
Se antes estavam desempregados e agora podem contar com esta renda esmola e que pode melhorar um pouco a miséria em que viviam antes, tanto melhor. Que falem bem do autor da esmola, que fiquem contentes com o seu presidente.
O Rio de Janeiro está vivendo uma das piores epidemias de Dengue de que se tem notícia, e este é o resultado de vários vetores independentes que se combinaram para chegarem ao resultado atual.
1. Para fazer frente ao derretimento do Dólar Americano, que dificultava as exportações brasileiras, o governo comprava dólares em quantidades cada vez maiores. Os dólares eram comprados internamente com títulos da dívida publica interna e se paga em média 14% ao ano por estes empréstimos para comprar dólares. As compras de dólares resultaram em uma reserva maior do que a dívida externa que por esta razão pode ser quitada e ainda sobra dinheiro.
2. De todo o dinheiro arrecadado com as maiores tarifas do mundo, forma-se um tremendo bolo tarifário que se aproximou em 2007 a 950 bilhões de reais dos quais aproximadamente 40% foram gastos em pagamento dos juros da dívida interna, 25% com a previdência social, 0.44% com a segurança pública 2,25% com a educação e 4,8% com a saúde.
3. Sem nenhuma ou quase nenhuma educação, noção de higiene, e comportamento social adequado, uma família dependente na Bolsa Família, compra com o novo poder aquisitivo refrigerantes embalados em garrafas PET, e as deixam descartadas em qualquer lugar nas proximidades de sua residência. Vem a chuva, vem os mosquitos e vem a dengue.
4. A família é vítima de uma infecção de dengue e vai para o hospital, onde sem verba não tem tratamento adequado e o membro da família vem a óbito.
5. Será que valeu a pena este dinheirinho miserável que o governo anda espalhando por aí com finalidade eleitoreira?
6. Os países como o México Argentina, Chile, gastam com estes três orçamentos obrigatórios Saúde, Educação e Segurança, aproximadamente 40% do PIB correspondente a cada país o Brasil gasta 9%. E o Brasil da atualidade arrecada muito mais do que estes países visinhos. A arrecadação brasileira em números totais está a 39% do PIB, mas o potencial pleno, que é a arrecadação sem nenhuma sonegação está a 80% do PIB. Isto quer dizer que uma pessoa que pague todos os seus impostos deixa nas mãos do governo 80% do que recebe, e com a pífia contrapartida de que deste confisco apenas 9% será usado em seu benefício e os demais para as mordomias do governo e os programas nocivos e eleitoreiros
Eta Brasil
O artigo abaixo do cientista político Francisco Marcos foi retirado do blog Prosa e Política
- http://pep-home.blogspot.com/ -
e postado por Adriana Vandoni.
Muito real e muito bom:
Por Francisco Marcos, cientista político
O texto abaixo e aspado é de Élio Gaspari e sobre o qual alinho considerações que julgo pertinentes à conjuntura que vivemos no surrealismo brasileiro.
“O governo decidiu segurar o preço da energia que vende aos grandes consumidores. Não faz isso só porque gosta deles mas também porque o megawatt-hora comprado a R$ 80 ajuda a baixar a inflação.
Essa filantropia transfere dinheiro do andar de baixo para o de cima. A patuléia, consumidora de energia nos relógios, paga de R$ 100 até R$ 800 pelo mesmo megawatt. Depois de pagar pela construção das hidrelétricas que produzem energia barata, a choldra se vê obrigada a financiar as térmicas do megawatt caro.”
O portento que há seis anos é inquilino do Palácio da Alvorada vive a apregoar que é o pai dos pobres, mormente defronte à uma platéia nordestina. Lembremos que o saudoso Getúlio Vargas era considerado como tal. Existe uma enorme distância entre as duas figuras. Gegê possuía visão de estadista, se comportava como tal, dotado de uma sagacidade política muito mais acurada do que o gnomo de boteco, fez-se chefe de uma revolução e venceu. A história se divide entre antes e pós Getúlio. A urbanização no Brasil teve início com ele, Volta Redonda e sua usina, a Petrobrás hoje tão cafetinada pelos “cultores da ética na política.” Fundou dois partidos: PSD voltado para os fazendeiros e elite política, e o PTB visando neutralizar o préstimo e monitorar o movimento trabalhista, bem como incomodar os industriais paulistas. Criou a CLT, mas para o campo criou o que?
O eterno candidato teflon distribui migalhas aos pobres e fartos banquetes aos que ele chama de elite, esquecendo que jamais teve pejo de aceitar doações contabilizadas ou não desta mesma elite. Dentro da minha ignorância e desimportância resolvi conceder-lo o título de “Mãe Amantíssima” das elites,destacando Andrade, Jereissati, Dantas, Setubal. Moreira Salles, magnatas espanhóis dos mais diversos segmentos econômicos e outros menos votados. Os conspiradores é que destilam ódio propagando inverdades: Dengue, Febre Amarela, Alta Arrecadação Tributária, Estradas mal cuidadas, Portos obsoletos, Ferrovias abandonadas, Falência do ensino público. Domínio do crime organizado, Corrupção endêmica, Mau caratismo, Mentira travestida de verdade.
“Talvez a maior lição da história seja a de que ninguém aprendeu as lições da história.”
Respondendo ao Valdir.
Recebo constantemente comentários no blog, e em geral, eu agradeço pessoalmente por Email aos visitantes que se deram ao trabalho de comentar nos artigos que escrevo.
Os comentários, eu deixo todos no blog, contra ou a favor, pois o interessante é mesmo a democracia existente na internet, a diferença e opinião, e a divulgação de divergências que podem gerar melhores comentários em futuros artigos.
No entanto, recebi um comentário de um colaborador, que por estar visivelmente enganado e fora do contexto atual merece ser respondido no blog e é o que vou fazer com este comentário que vou publicar na íntegra.
Se gerar mais comentários a respeito, eu publico tudo também.
É triste ver pessoas que se fazem campanha contra o governo se valendo apenas de informações de revistas tipo Veja e emissoras de TV como a Globo.
Deveria ver sites com noticias reais que mostra a realidade do politicos ou até ler reportagens pequenas que a Folha e o Globo escrevem sem muito destaque.
O Lula ta fzendo pelo Brasil o que me 40 anos OUTROS não fizeram. O Brasil ta se tornando 1º mundo gracas ao LULA em apenas 4/5 anos. Ta um pouco longe ainda de se tornar 1º mundo, mas ja dá pra prever até com data quan do nos tornaremos, sem ser vidente. Pra saber o que a Globo faz com as noticias, assim como a Veja acesse esse link abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=x02cBnIUa5g&feature=related
Entrevista que arrassou o FHC -1a Parte
http://www.youtube.com/watch?v=o0t2i5mv1cs
Entrevista que arrassou o FHC -2a Parte
http://www.youtube.com/watch?v=30O47FolIbI&feature=related
Essas são verdades inquestionaveis. vc hoje esta melhor, ganhando mais graças ao LULA e sua EQUIPE que tentaram mas nao provaram nada ainda. Aliás estao até pedindo desculpas pelo que fizeram a alguns ex do governo.
Se assistir aos videos ai acima vai mudar de opiniao. Ou entao é muito tapado que so ve o que a midia fala e nao procura saber se as noticias estao corretas ou editadas.
Comentário por Valdir | 24 Fev 2008 |
O artigo que você leu e comentou:
http://rleite.wordpress.com/2007/10/14/verdades-e-realidades/
está até leve comparado com os outros que publiquei sobre este governo corrupto, Mentiroso e vagabundo que não fez absolutamente nada para melhorar o Brasil. A única coisa que pode ser mencionado como positiva do governo Lula foi a manutenção do sistema de metas que ele herdou do governo FHC e contratou o Meireles que veio do governo FHC para dirigir as finanças.
Se você tiver tempo ou quiser pesquisar no blog, tenho documentos e mais documentos que não foram retirados da mídia, nem do Fantástico nem da Veja, mas do Ministério Público, do Portal da Transparência, e outros meios de informação. Foi o Procurador Geral, contratado pelo Lula que disse que os quarenta indiciados no esquema mensalão foi a maior quadrilha formada para roubar o país. Foi o Mangabeira Hunger, ministro do Lula que disse que o governo Lula, é o mais indolente e mais corrupto da história deste país.
Quanto aos vídeos que você sugeriu que eu visse, eu assisti tudo.
O do Cid Moreira me lembrou um comentário do Max Gehringer na CBN (Claro que é da Globo):![]()
Uma ouvinte perguntou a ele se valeria a pena, depois de despedida de uma empresa, denunciar certas práticas fora da ética ocorrendo na empresa e que ela sabia. A Resposta do Max foi a seguinte:
“Quando você sabe de algo incorreto e fora das normas dentro de uma empresa, vai ao seu superior e denuncia, sua denuncia tem força e pode se ouvida, mas se você esteve lá o tempo todo vendo o que acontecia e depois de ser despedida resolveu denunciar, sua denuncia não tem mais força e vai te colocar como uma pessoa amarga e ressentida depois de despedida do emprego provavelmente por justa causa. Se não falou antes agora é melhor ficar calada.
E finalmente, se você viu o clip, e o Cid resolveu voltar a trabalhar na empresa que ele denunciou e que provavelmente não mudou nada por causa de suas denuncias, ele não tem credibilidade nem vergonha na cara.
SE este é o exemplo que você tem para abonar o governo Lula, você está mal.
Mas vamos aos do FHC:
Se você realmente viu o clip, você observou que o entrevistador não deixou o FHC responder quase nada, e que na maioria do tempo respondeu por ele.
Mas não foi tão mal assim, pois eu pensei que o FHC falasse melhor inglês.
Eu garanto que falo melhor do que ele. Ele gaguejou muito, mas no que conseguiu responder, ficou claro que o Lula apenas deixou acontecer o que foi iniciado no governo do Itamar/FHC, e o título arrasou, induz a pensar em algum tipo de escândalo, mas como o FHC diz na entrevista, no seu governo não houve escândalos como o do governo do Lula e o Geraldo Brindeiro, foi o engavetador de processos porque a maioria deles era de origem exclusivamente política, motivados pela oposição ao seu governo e completamente inconseqüentes. E mais ele disse, ele pode ter engavetado, mas eles ficaram lá. Porque então o governo do PT que iniciou a maioria deles não desengavetou e processou? Eu gostei da entrevista, e se for baseado nela que eu deveria ver os méritos do governo do PT, então ficou pior porque agora eu tenho uma resposta sobre o engavetador de processos.
Você ainda me chamou de tapado por não ver a verdade baseada nos três clips enviados.
Ao que aparenta você não viu ou não entendeu o que viu, pois eles não abonam em nada o governo imbecil, tapado, presunçoso, idiota, corrupto, festeiro, inconseqüente, incompetente, do cachaceiro Lula.![]()
Eu sugiro alguma pesquisa no blog:
http://rleite.wordpress.com/2008/01/12/a-compra-de-votos/
http://rleite.wordpress.com/2008/01/09/promessas-e-mentiras/
http://rleite.wordpress.com/2008/02/05/723/
http://rleite.wordpress.com/2007/12/18/um-bom-governo/
Waldir, estes são apenas alguns dos artigos que contêm dados sobre o governo do Lula.
Não sei se você conhece alguma coisa do primeiro mundo, para ficar falando disto.
Se você estiver na Inglaterra, Canadá, Alemanha, França, Espanha, e escorregar na calçada e quebrar a perna, você será atendido em um hospital público imediatamente, e o atendimento, é igual ou melhor do que um hospital privado. Quase como aqui.
Se você tiver um filho na idade escolar nos Estados Unidos, o ônibus escolar, aqueles amarelos que o Lula gosta tanto, vai apanhar o seu filho em casa às 7 da manhã e vai trazê-lo de volta às quatro da tarde, com duas boas refeições, esporte dever tudo pronto. Quase como aqui.
SE você tiver a sua casa roubada por ladrões, em qualquer país de primeiro mundo, as chances de recuperar os seus pertences será quase de 100%, o seguro vai repor tudo que você perdeu e os bandidos serão presos e vão cumprir pena na cadeia. Quase como aqui.
SE você viajar em um carro pelas rodovias dos países do primeiro mundo, sem pagar pedágios o seu carro provavelmente não vai quebrar por passar em buracos, furar pneus, ser assaltado, e atingido por bala perdida. Quase como aqui.
E nestes países se paga menos impostos do que no Brasil
Acorda Waldir olhe à sua volta, durante o governo Lula, os países emergentes como o Brasil, cresceram em média 6%, (Brasil 3,4%) sendo que os outros países da America Latina cresceram mais do que o Brasil. Com exceção do Haiti, todos cresceram mais do que o Brasil. O mundo deu uma grande chance para o Brasil e o Brasil com o Lula perdeu esta chance.
Se você realmente quer mostrar os clips do youtube como uma demonstração da verdade, então veja este e diga que este governo está cumprindo o seu dever com o povo que o elegeu:
http://rleite.wordpress.com/2008/01/24/717/
Este post tem um vídeo das promessas do Lula.
E este outro, que chama os políticos de predadores, todos eles incluindo o principal que é o Lula pé de cana,
descreve todos os impostos que pagamos para que a monarquia se esbanje em mordomias:
http://rleite.wordpress.com/2008/02/21/predadores/
São 75 impostos que se forem calculados direitinhos tiram da classe média 80% do que ganham para gastar como quiserem.
Tenha um bom dia e não generalize, pois eu posso tirar alguma coisa da mídia, mas vou conferir tudo nos sites do governo.
Tenha um bom dia e obrigado pelo comentário e pela visita.
A fábrica de vagabundos II.
A fábrica de vagabundos II.
Há algum tempo no passado recente, (20 de março de 2007) publiquei um artigo sobre a “Fábrica de Vagamundos”
http://rleite.wordpress.com/2007/03/20/uma-fabrica-de-vagabundos/
que gerou muita polêmica.
Eu recebi este artigo por Email, como se estivesse sido publicado na Folha de São Paulo, e cometi o erro de um principiante que sou de não conferir a origem alegada do assunto e publiquei como verdade.
Depois das polêmicas nos comentários, fui atrás para tentar descobrir a origem do artigo e não consegui encontrar na data citada no artigo nada referente ao assunto.
Mantive no Blog, o artigo, pois os comentários sobre o assunto dão riqueza às opiniões conflitantes deste blog.
Agora, este artigo da Folha de São Paulo, é uma espécie do outro artigo tão condenado, escrito por um autor reconhecido e que praticamente corrobora a outra ficção como uma verdade.
Leiam e comentem sobre este artigo.
Folha de São Paulo,
Domingo 03 de fevereiro de 2008.
Barrigas cheias, cabeças vazias
Gaudêncio Torquato
É irrefutável a tese de que uma pessoa faminta precisa, primeiro, comer o peixe para, depois, aprender a arte de pescar. Sob esse escudo de salvação humanitária as economias mundiais, entre elas a brasileira, tiraram, nos últimos 20 anos, cerca de 2 bilhões de pessoas da pobreza. O esforço merece aplausos até o instante em que os governantes, com o argumento de diminuir as desigualdades, usam o conceito de justiça social como sinônimo de nivelamento material, esquecendo que só encher barriga é um exercício capenga de promoção de cidadania. O viajante que observar com atenção a paisagem social nordestina será surpreendido com uma efervescência consumista que se espraia pela miríade de cidades e povoados dos nove Estados, com milhares de consumidores das classes D e C acessando gôndolas de supermercados, entupindo lojas, comprando celulares, indo ao cabeleireiro, enfim, enchendo carrinhos de compras. O programa de distribuição de renda do governo Lula movimenta de fato o comércio local.
A surpresa, porém, vai além da performance consumista. É assombrosa a constatação de que, no Nordeste, o descontrolado assistencialismo do Estado paternalista plasma uma deformidade que já começa a ter conseqüências nefastas sobre a tessitura produtiva da região: o comodismo, a preguiça, a mediocridade. A cultura da indolência se expande. A postura parasitária finca raízes na terra fertilizada por um sistema que não oferece alternativas sólidas para a elevação humana. Ao contrário, incentiva o atraso. Hoje, o Bolsa-Família abriga 46 milhões de pessoas, um em cada quatro brasileiros. A geometria da acomodação entorta as relações de trabalho. Empregadas domésticas, por exemplo, rejeitam a carteira assinada, com a qual perderiam o benefício. Quando se dispõem a trabalhar, recebem “por fora” o salário do patrão. Caso tivessem registro, ultrapassariam a renda per capita mínima mensal de R$ 120, teto para não perder o direito ao Bolsa-Família. São comuns os casos em que, no núcleo familiar, o pai, aposentado, provedor dos filhos desempregados, recebe proventos do Funrural, a mãe fica com o benefício do governo, além do ganho extra como doméstica (que esconde), enquanto os filhos passam a ser meros registros para ganhos adicionais.
Para cada filho a família recebe R$ 18, quantia que funciona como incentivo ao aumento do núcleo familiar. O dinheirinho a mais ganhou, na região, o epíteto de bolsa-transa. Aliás um bolsa-criança já era adotado pelo velho Getúlio Vargas. Para ter direito ao pacote se exige que os filhos pequenos obtenham na escola 85% de freqüência mínima. Se os trabalhadores rurais também recusam a carteira assinada – para garantirem o benefício do programa -, os proprietários comemoram o fato, pois sem registro não pagam direitos trabalhistas. Desse modo, o governo acaba transferindo para os ricos parte da renda dos pobres. Ao lado dessa incongruência, o sistema produtivo se ressente da carência de trabalhadores para funções modestas, como a de auxiliar de pedreiro. Viver na maciota é o sonho de jovens e adultos. Prefeitos lamentam a falta de mão-de-obra para limpar ruas, por exemplo. Parcela da “nova classe média” prefere os botecos. A lupa de que tanto Lula fala não flagra as distorções.
Lula comemora a chegada dos crustáceos às mesas dos pobres. Em 2002, o exportador Arimar França, do Rio Grande do Norte, recebia por um contêiner de camarão cerca de US$ 100 mil, equivalentes, na época, a R$ 399,6 mil. Hoje recebe R$ 176 mil e exporta 50% menos. O excedente vai para o mercado interno. Por isso, o camarão começou a entrar no cardápio de quem recebe cerca de R$ 1,5 mil. A fotografia nordestina é uma paisagem cheia de borrões. Grandes obras se espalham pela região. Apenas para Pernambuco há uma previsão de R$ 20 bilhões de investimentos nos próximos anos. A banda colorida da foto é enfeitada de progresso. A banda em preto-e-branco esconde o precário sistema educacional, a corrosão do sistema de saúde e crescente violência nas cidades. O analfabetismo funcional chega a 70% da população economicamente ativa. Aos “filhos do Estado”, acomodados no colchão protecionista, se somam os cabides de empregos públicos, esticando a distância entre a esfera privada, ágil, agressiva, competitiva, e a esfera pública, paquidérmica, preguiçosa, autofágica.
Não por acaso, as massas nordestinas exaltam a figura de Lula. Em 2006, deram-lhe, no segundo turno, uma vitória de 77,1%, contra apenas 22,9% de Geraldo Alckmin. Na América Latina, os governantes jogam na bolsa eleitoral as moedas fortes de seus governos, mesmo que esse capital seja contaminado pelo vírus populista. Hugo Chávez, na Venezuela, comanda o populista Missiones, com orçamento de US$ 5 bilhões; a Argentina dos Kirchners conta com o programa Chefe do Lar, voltado para garantir renda e dar empregos; no Chile, a presidente Michelle Bachelet implantou uma rede de programas assistenciais nas áreas de saúde, habitação e educação; na Bolívia, Evo Morales desenvolve a Operação Milagre (cirurgias), além de projetos educacionais; e, no México, a versão do Bolsa-Família é o programa Oportunidades. Quando oferecem meios e recursos para que os beneficiados desenvolvam aptidões e habilidades e ganhem status de cidadãos, tais programas merecem encômios.
Não é o que se constata no Brasil. A política social do governo Lula é inspirada por um distributivismo unilateral. Dá-se o peixe a multidões crescentes. E o anzol é esquecido. Forma-se na base do edifício da cidadania uma argamassa frouxa, inconsistente. Jamais essa estrutura terá condições de sustentar os eixos do civismo, do amor ao trabalho, da elevação dos valores éticos e morais para a construção de uma Pátria mais igualitária e mais justa. Forjam-se em algumas regiões do País contingentes de acomodados, alinhados ao utilitarismo egoísta, imediato, mesquinho. Pessoas de barrigas cheias e cabeças vazias.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP e consultor político.
Mas para não ficar somente na seriedade política, vejam só o que recebi na net.
Com os devidos e merecidos respeitos aos patrícios.
Reforma ou morte.
Reforma ou morte.
Há vários anos se comenta e se fala em uma reforma política no Brasil.
A constituinte de 1998 foi um documento permeado de emoções, feito às pressas e com sede de vingança.
As pessoas responsáveis por este documento tentaram fazer por decreto um remédio para as injustiças sociais, que deveriam ser sanadas por um crescimento sustentável da economia.
Criaram por tentar fazer justiça uma previdência para quem nunca contribuiu, abrindo com isto um rombo no sistema que naturalmente se fragiliza automaticamente à medida que a população envelhece e a contribuição diminui.
Deveriam ter feito, era uma maneira para que os contribuintes rurais fossem mantidos com um pouco de contribuição das pessoas que os empregaram e nunca recolheram nada para a previdência. Mas o loby dos produtores impediu que se fizesse a coisa justa e certa e agora estamos neste barco junto com todos eles os produtores. Às vezes, querem tratar um assunto como se existissem dois Brasis, um para eles e outro para os outros. Mas isto é um terrível engano e as injustiças cometidas para favorecerem alguns acabam finalmente recaindo sobre as costas de todos incluindo os que já se beneficiaram.
Os constituintes criaram as compensações pelas injustiças cometidas pelos militares e as perseguições políticas.
Isto deveria ter sido feito de outra forma com bons empregos e com empregos remunerados para a família dos injustiçados, mas da forma com foi feito causou mais distorções e injustiças do que as causadas pelos exílios e as perseguições. O Lula, por exemplo, e seu irmão frei Chico que não é nem frei e nem Chico ficaram presos porque infringiram uma lei, que poderia ser exagerada, mas era a lei, e para ser mudada deveria ser votada e não desrespeitada, e compensaram estes dois com uma pensão vitalícia de R$ 3.700,00 por nossa conta. O Lula ficou preso por 30 dias, com privilégios de sair quando queria ou pedia como foi liberado para o enterro de sua mãe.

Frei Chico foi menos ainda, ficou detido por baderneiro por um período de 20 dias, e recebe uma pensão vitalícia.
O jornalista Carlos Heitor Cony, perdeu o emprego de jornalista quando a ditadura acabou com o jornal em que trabalhava. Como compensação pela possibilidade de ter sido um tremendo jornalista, com carreira brilhante e não pode ter seguido seu destino por culpa do então governo, foi compensado com uma indenização milionária e uma pensão não menos milionária.
Ele realmente tem valor profissional, mas estas compensações não são condizentes com os parâmetros do país e apesar de talentoso, eu realmente duvido que se tivesse seguido a carreira jornalística no pequeno jornal que foi encerrado, teria em sua poupança a metade das compensações pagas à ele pela viúva.
Estes erros da constituinte são vícios que necessitam ser sanados o quanto antes, e estes vícios causam uma distorção social tremenda e os antigos perseguidos políticos hoje fazem parte da classe privilegiada do Brasil.
E nós pagamos as contas.
Este post começou com a idéia de uma reforma política.
Então vamos a ela sem mais delongas.
· Reforma política no executivo:
v O voto deverá ser voluntário sempre.
v Não poderiam votar pessoas que recebessem ou fizessem parte de programas assistencialistas do governo.
v O mandato presidencial deverá ser de oito anos consecutivos.
v De dois em dois anos deveria haver um plebiscito em dezembro para avaliação do desempenho presidencial.
v O governo não poderia fazer campanha para este plebiscito. E a oposição não poderia fazer campanha contra o mandato. Nada mais seria decidido neste plebiscito.
v Poderia fazer sim propaganda dos feitos de seu mandato, mas se fosse pego com mentiras e números exagerados, seria imediatamente desclassificado para continuar a governar.
v O governo teria que dar prioridades às promessas de campanha, e se estas se mostrassem impossível de se concretizar, (demagogia durante a campanha) ele perderia o mandato nos primeiros dois anos.
v No caso de desclassificação, seria marcada uma nova eleição para outubro e o país neste período seria governado por uma junta formada pelo legislativo, que teria de levar adiante o governo que foi interrompido. (menos nos casos de ações claramente em detrimento do país). Para interromper estas ações a junta teria auxilio do supremo, que julgaria pertinente ou não uma mudança do rumo estabelecido.
v Será identificado na lei da reforma política as atitudes éticas e econômicas para a desclassificação do mandato do presidente, como viagens supérfluas, nepotismo, contas secretas, despesas exageradas, destruição de patrimônio público, ETC.
v Todo e qualquer cidadão que se candidatar e for eleito para cargos públicos, assim como o primeiro e segundo escalão do governo deverão abrir mão de seus sigilos bancários telefônicos, e fiscais, durante o período do mandato e até um ano após deixar o cargo.
· Reforma política no legislativo:
v Se o mandato é do partido como reza a constituição e foi recentemente aprovado pelo supremo, o presidente do partido deveria ser o único que apareceria nos programas de propaganda do partido. O candidato ou candidatos pelo cargo ficariam à disposição do partido para ocuparem o cargo assim que os partidos ganhassem as eleições. Poderia haver eleições internas para as preferências aos cargos a serem ocupados.
v O partido teria que fornecer um curso de administração política e publica para os candidatos, com reciclagem periódica, e um número mínimo de horas atendidas. Este curso deverá ser comprovado com provas finais tipo exame da OAB, e somente poderiam ser candidatos os que obtivessem uma nota mínima nestes cursos. Os exames finais seriam preparados por organização autônoma. Os futuros candidatos desta forma passariam a ser políticos profissionais e não aventureiros como acontece atualmente com grande parte da representatividade política.
v Os suplentes seriam automaticamente os segundos colocados nas eleições internas.
v Os representantes dos estados serão em número condizente com a população do estado. Maiores populações mais representantes dentro do congresso.
v No caso do Senado, um representante por estado e mais um por 10 milhões de habitantes deste estado. No caso atual seria assim:
Ø São Paulo teria um mais quatro – Total cinco representantes
Ø Minas teria um mais dois Total três representantes
Ø Rio de Janeiro, Bahia, Rio grande do Sul e Paraná teriam um mais um – Total dois representantes.
Ø Os demais estados teriam apenas um representante no senado federal, e este seria o de melhor desempenho nas eleições internas do partido e o suplente deste senador seria o segundo lugar nas eleições internas.
Ø O senado federal seria então ocupado por 37 senadores, e seria mais representativo do que na atualidade
v Na câmara federal ficariam assim, dez representantes em cada dez milhões de habitantes em cada estado. Menos de dez milhões, 10 representantes.
Ø São Paulo teria cinqüenta deputados,
Ø Minas Gerais teria trinta deputados
Ø Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná, vinte deputados e os demais estados com dez deputados cada um. A câmara federal seria então constituída por 370 deputados com uma representatividade mais distribuída e justa.
Na parte jurídica, os representantes eleitos deveriam ser contemplados com um fórum político, onde este parlamentar que fosse acusado pelo MP de algum desvio de conduta, perderia durante o julgamento o recebimento de seu salário, e seria este julgado por um júri popular em 30 dias.
A razão do júri popular seria a de que ele foi eleito pelo povo e deveria ser julgado pelo povo.
Teria pleno direito de defesa, mas seria um julgamento rápido sem as delongas legais que acontecem atualmente. Se fosse absolvido das acusações, receberia de volta os seus salários suspensos e não poderia mais ser julgado por este mesmo crime. Se houver novas acusações, do mesmo desvio, será um novo julgamento.
Se a acusação for de desvio de verba pública ou recebimento de propina, as contas bancárias do acusado ficarão inacessíveis até o resultado do julgamento. Se for julgado culpado, seu patrimônio pessoal será seqüestrado para cobrir os danos ao erário.
Na parte eleitoral, os dados do cidadão que irá requisitar o título de eleitor deverão constar o nº da declaração do IR, para ficar comprovado que não está recebendo ajuda assistencialista do governo. Se mentir para conseguir votar assim mesmo, ficará sujeito às penas legais.
Esta questão é muito importante, pois a ajuda assistencial passa assim a não constatar compra de voto.
No atual sistema os 47 milhões de pessoas contempladas pelo programa Bolsa Família, constituem uma força eleitoral tremenda e que causam uma distorção enorme na representatividade popular.
Não sei se as minhas idéias sobre a reforma terão uma aceitação pelos atuais políticos, mas eu penso que o Brasil ficaria mais respeitado no mundo inteiro e que subiríamos no índice de país menos corrupto.
As reformas políticas seguidas de uma reforma fiscal, como a idéia do Imposto Único (http://www.marcoscintra.org/novo/) poderiam colocar o Brasil na vanguarda dos países sérios e com crescimento garantido.
As verdades!…..
As verdades!…..
Outro dia, um comentarista do blog, meu homônimo, (agradeço o comentário e a visita e o comentário está publicado) comentou que a oposição é muito cara de pau, por querer pautar o Brasil com a agenda derrotada em 2006.
Eu não me considero oposição política, sou sim oposição desta corja que o MP reconheceu como a maior quadrilha já posta em prática para roubar o erário.
A oposição não perdeu em 2006 com uma agenda derrotada, perdeu simplesmente por não saber fazer a campanha política necessária, por pensar que os problemas que envolviam o governo Lula iriam derrotá-lo por si só, e perdeu por excesso de selo em fazer uma campanha limpa e politicamente correta.
Perdeu por não insistir que o Lula explicasse a súbita fortuna de seu filho Luiz Flávio. Perdeu por não insistir que o Lula explicasse a reforma de seu apartamento com os cartões corporativos. Perdeu por deixar que os beneficiados pelos programas como a “Bolsa Esmola” pudessem votar.
Pelas ultimas contas, os beneficiados pela “Bolsa Família” são mais de 40 milhões, e estes quarenta milhões, como não poderia deixar de ser votaram no Lula.
Outro dia um prefeito perdeu o mandato por usar uma publicação oficial para fazer campanha política. Se estes quarenta milhões de beneficiados, que são realmente votos comprados, fossem impedidos de votar, o Lula iria ter somente 18 milhões de votos e perderia.
O TSE viu tudo isto de olhos fechados, e fez vista grossa quando a campanha do
Lula insinuou que se o opositor fosse eleito, o programa da esmola iria acabar.
A oposição viu tudo isto, e não fez nada e mereceu perder.
A agenda da oposição é a mesma do atual governo, pois o governo do Lula não tem agenda própria e segue na mesma política do governo anterior só que um pouco pior. E isto não quer dizer que a agenda do governo anterior está correta.
Está realmente parcialmente correta, mas também tem erros incríveis e distorções fantásticas que deveriam ter sido corrigidas se este atual governo tivesse competência para tal.
Os índices favoráveis da atual política estão assim porque o mundo permitiu e está crescendo como um todo. Poderia ter sido mais bem aproveitada se existisse um mínimo de boa vontade e competência por parte do governo.
Com a preocupação do governo em re-estatizar o país, aparelhar a máquina, e ao mesmo tempo se locupletar, esqueceu de governar.
E não foi falta de conhecimento, pois pessoas capazes e conhecedoras do problema não faltaram para não apenas criticar, mas oferecer as soluções cabíveis que colocariam o Brasil em um patamar superior frente ao mundo.
Leiam abaixo o artigo do economista Rodrigo Vieira de Ávila, permeado de pesquisas e verdades, que se fosse levado em conta poderia ter havido uma melhora considerável no Brasil.
PAC: Programa de Atendimento aos Credores
Rodrigo Vieira de Ávila (*)
Dia 22 de janeiro de 2007, o Governo Federal anunciou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que consiste na suposta realização de investimentos de R$ 503 bilhões até 2010. Tais investimentos estariam dividos em três grandes áreas: “Logística” (transportes), “Energia” e “Infra Estrutura Social e Urbana” (habitação e saneamento). Com este Programa, o governo busca obter taxas de crescimento econômico maiores que as pífias taxas ocorridas nos últimos anos.
À primeira vista, esta quantia de R$ 503 bilhões parece algo monstruoso (valor este equivalente a quase 70% de todos os gastos do governo federal em 2006[1]), e sugeriria que o governo estaria realmente empenhado em melhorar a infra-estrutura do país, e as condições de vida da população brasileira. Mas o PAC não significa isso. Na realidade, o PAC aprofunda a política de superávits primários e de priorização aos gastos com a dívida pública, adotando medidas que implementam a proposta feita recentemente por Delfim Netto, do chamado “Déficit Nominal Zero”. Esta proposta consiste em aumentar o superávit primário de forma a viabilizar o pagamento de todos os juros da dívida. Visto que hoje o superávit equivale a menos da metade dos juros, a proposta de Delfim prega a realização de um ajuste fiscal de longo prazo, que busque cortar os gastos sociais (principalmente os da previdência, salário mínimo e dos servidores públicos) por um período de 10 anos, de forma a viabilizar o total pagamento dos encargos da dívida.
Para implementar a idéia proposta por um dos maiores ícones da ditadura militar, o governo Lula incluiu no PAC medidas que visam cortar gastos sociais pelos próximos 10 anos. Não por acaso, um dos itens do Programa denomina-se “Medidas Fiscais de Longo Prazo”, e prevê a limitação por 10 anos dos gastos com os servidores públicos, a limitação do reajuste do salário mínimo a índices pífios até 2011 e a criação do Fórum Nacional da Previdência Social, que visa propor uma nova Reforma da Previdência, para retirar mais direitos duramente conquistados pelos trabalhadores.
A Dívida Pública, o verdadeiro entrave ao desenvolvimento
Em 2006, o país sofreu uma sangria nunca antes vista na história. Os gastos federais com juros e amortizações das dívidas interna e externa[2] atingiram nada menos que R$ 275 bilhões, valor este equivalente a 37% do Orçamento de 2006. Parece impossível acreditar que esta fortuna, que beneficia uma elite de rentistas, foi muito maior que todos os gastos em 2006 da Previdência Social (R$ 193 bilhões), que atenderam a 24,2 milhões de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social e suas famílias, além de mais de um milhão de servidores públicos federais inativos e seus pensionistas. O gráfico da página seguinte mostra como os gastos com a dívida em 2006 foram muitas vezes superiores aos gastos destinados a importantes áreas sociais.
Estes R$ 275 bilhões, gastos com a dívida apenas em 2006, equivalem a mais da metade do valor anunciado para o PAC para os próximos 4 anos (R$ 503 bilhões). Enquanto limita pesadamente os gastos sociais, o PAC, assim como todas as medidas econômicas deste governo e dos anteriores, não traz limite algum aos gastos com a dívida pública. Como veremos a seguir, esse Programa implementa, por lei, limitações nunca antes feitas aos gastos sociais, razão pela qual o PAC representa, na realidade, um verdadeiro “Programa de Atendimento aos Credores”.
Orçamento Geral da União – 2006 – Executado até 31/12/2006
Fonte: Orçamento Geral da União (Sistema Access da Câmara dos Deputados)
Nota: Não inclui o Refinanciamento da Dívida
Limite para os gastos com servidores
Uma das medidas do PAC é o Projeto de Lei Complementar (já editado) que limita os gastos com servidores. Ele altera a “Lei de Responsabilidade Fiscal”, e diz que o gasto com funcionalismo somente poderá aumentar pela inflação mais 1,5% de aumento real, pelos próximos 10 anos (dentro da idéia do Déficit Nominal Zero). Esta medida elimina a possibilidade da recuperação, pelos servidores, das perdas passadas, uma vez que o próprio crescimento do número de servidores (pela realização de concursos públicos) ou a progressão na carreira dos servidores em atividade já consome a maior parte deste 1,5% de aumento real anual.
Importante lembrar que, em 1995, os gastos com pessoal equivaliam a 56,2% da Receita Corrente Líquida[3] do Governo Federal. Em 2005, equivaliam a apenas 30,9% (segundo o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, de março/2006). E os neoliberais de plantão continuam apregoando que os gastos com pessoal são o grande problema das contas públicas. Mas o pior é que o governo adota esta idéia, e ainda propõe limitar de forma inédita (por meio de Lei Complementar) os aumentos dos servidores pelos próximos 10 anos.
Um detalhe importante dessa medida é que este limite – de aumento real de 1,5% ao ano – é para a folha de pagamento como um todo, ou seja: algumas categorias de servidores podem receber aumentos diferenciados. Ou seja: trata-se de incentivar uma guerra entre os próprios servidores, que terão de disputar entre si os parcos recursos para seus respectivos reajustes.
Um pequeno atenuante desta medida é o fato dela excluir do limite o impacto financeiro das alterações de legislação (resultantes das negociações com os servidores) efetivadas até 31 de dezembro de 2006.
Limite para o aumento do salário mínimo
Com relação ao salário mínimo, o PAC transforma em Lei o recente acordo com centrais sindicais, segundo o qual o índice anual de reajuste nos próximos quatro anos será baseado na inflação mais a variação real do PIB de dois anos atrás. Ou seja: dadas as últimas projeções para o crescimento econômico brasileiro nos próximos anos, o mínimo apenas crescerá cerca de 3% ao ano em termos reais. Sempre é bom lembrar que o “salário mínimo necessário” (calculado pelo DIEESE) era de R$ 1.510 em outubro de 2006. Este é o valor que garante o cumprimento do Artigo 7º da Constituição, segundo o qual é direito do trabalhador o salário mínimo capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Porém, com este índice de reajuste definido pelo governo e centrais sindicais, serão necessários 50 anos para que o mínimo atinja R$ 1.510. Isso considerando que o PIB crescerá 3% ao ano no período.
Essa limitação ao salário mínimo também segue a lógica do “Déficit Nominal Zero”, uma vez que visa impedir o aumento, como proporção do PIB, dos gastos com a Previdência. Dentro desta visão neoliberal, a Previdência seria a grande vilã das contas públicas, pois apresentaria imenso “déficit”, que teria de ser combatido com a redução dos benefícios previdenciários. Porém, sabemos que este “déficit” é fabricado através da mera comparação entre benefícios previdenciários e contribuições sobre a folha de salários. Esta falsa comparação omite escandalosamente que a Constituição de 1988 definiu que as fontes de financiamento da Seguridade Social (que inclui as áreas de saúde, assistência e previdência) não seriam apenas as contribuições sobre a folha, mas também contribuições como a Cofins, a CPMF e a CSLL. Quando computamos estas outras fontes de receita, verificamos que a Seguridade Social é altamente superavitária.
Criação do Fórum Nacional da Previdência Social
A Reforma da Previdência também é um dos pontos centrais da proposta de Déficit Nominal Zero, de Delfim Netto, e adotada por Lula. Por Decreto Presidencial de 22/01/2007, o PAC criou Fórum para a elaboração de uma proposta de Reforma da Previdência, tanto para o setor privado (INSS) como para os servidores públicos.[4] Para não ter de assumir o ônus político de propor a Reforma, Lula cria um Fórum que contará com a participação das centrais sindicais, governo e empresários. Em notícia do jornal Estado de São Paulo, de 23/01/2007, o Secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, diz abertamente que um dos objetivos do governo com o Fórum da Previdência é estabelecer a idade mínima para a aposentadoria no INSS. A notícia mostra também que o governo ainda vai “subsidiar” o Fórum com estudos encomendados. Ora, já vimos este filme. É claro que estes estudos tendenciosos irão justificar uma nova reforma. É claro também que tudo isso não passa de encenação para que o governo tente fazer a reforma sem “sujar as mãos”.
Em notícia do jornal Investnews, no dia 24/01/2007, representante do setor financeiro afirma que “O Fórum permitirá a reunião de amplos setores da sociedade para discutir medidas polêmicas, que o governo não consegue adotar unilateralmente. Entre elas, por exemplo, o aumento da idade mínima para aposentadoria e o fim da aposentadoria especial para as mulheres (…) Com o Fórum poderão ser encontradas soluções consensuais, fazendo com que o Congresso acolha as medidas”. Está claro que os bancos, que terão assento garantido no Fórum (ao lado dos empresários, que também defendem pesadas reformas da Previdência) irão buscar a deterioração da previdência pública, para que possam ganhar rios de dinheiro explorando a previdência privada.
Resta saber qual será o papel das Centrais Sindicais neste Fórum. Irão novamente contra o interesse dos trabalhadores, assim como o foram na Reforma da Previdência de 2003?[5] Irão legitimar uma nova reforma, para livrar a cara do governo? Irão novamente se utilizar de um Fórum para tentar criar um falso consenso, como no recente episódio da Reforma Sindical?
É importante ressaltar também a contradição no fato do governo estar criando um Fórum para a discussão da Previdência e estar, ao mesmo tempo, impondo a aprovação do projeto da “Super Receita”, já em fase final de tramitação no Congresso. Ora, se a unificação dos fiscos já está concentrando no Tesouro os recursos da Previdência, qual a utilidade da criação deste Fórum, senão para implementar uma reforma previdenciária?
O PAC e a falsa redução do superávit primário
Apresentado pelo governo e pela imprensa como um Programa ambicioso de meio trilhão de reais em investimentos, o PAC, na verdade, é mais do mesmo. Nada menos que R$ 274 bilhões (dos R$ 503 bilhões totais) são investimentos em energia, oriundos de empresas estatais – principalmente a Petrobrás, cujos investimentos já estavam previstos antes do PAC – e outras fontes (fora do Orçamento Geral da União), ou seja: isso não representa um aumento significativo nos investimentos públicos. Outros R$ 146 bilhões referem-se a supostos investimentos em habitação e saneamento. Porém, não se trata de investimento público, e sim, preponderantemente, de financiamentos a empresas e pessoas físicas, que podem não ser contratados, e caso o sejam, terão de ser reembolsados ao governo. Outros R$ 58,3 bilhões são investimentos em transportes, em obras que, na maioria das vezes, já estavam previstas no Plano Plurianual de Investimentos (2004-2007).
A única fonte adicional relevante de recursos do Orçamento Geral da União para o PAC é o Projeto Piloto de Investimentos (PPI), que fornecerá R$ 52,5 bilhões nos próximos 4 anos, que não são contabilizados no cálculo do superávit primário. O PPI subirá dos atuais 0,2% do PIB para 0,5% do PIB nestes 4 anos, o que reduziria o superávit primário de 4,25% para 3,75% do PIB. O governo e setores da mídia apregoam que, desta forma, o governo Lula estaria priorizando os gastos sociais ao invés de gastar com a dívida. Errado. Em primeiro lugar, esta suposta redução no superávit se equivale a “retirar o bode da sala”, ou seja, reduzir o superávit para os níveis ocorridos durante o governo FHC. Em segundo lugar, por imposição do FMI, o PPI somente pode abranger empreendimentos que tenham retorno financeiro, principalmente por meio da cobrança de pedágios e tarifas. A maior parte destes investimentos se dá no setor de transportes, com a recuperação ou construção de rodovias. Após o Estado fazer os maiores dispêndios, estes empreendimentos podem ser repassados à iniciativa privada, que cobrará tarifas ou pedágio. É bom lembrar que o governo já anunciou que vai conceder à iniciativa privada 7 trechos de rodovias, onde serão instalados pedágios.
Ou seja: o PPI é, na verdade, mais uma forma de financiar privatizações, e esta suposta “redução” no superávit é falsa, pois o povo pagará por isso na forma de pedágios e tarifas. Ao mesmo tempo em que destina a maior parte do orçamento para o pagamento da dívida e contingencia os recursos da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), criada exatamente para custear as melhorias na rede viária, o governo obriga as pessoas a pagarem mais uma vez para poderem trafegar em estradas com boas condições.
Crescimento Econômico: para quem?
Em sua obsessão em atingir um crescimento econômico de 5% ao ano, o governo esquece de uma questão fundamental: quais seriam os setores que deveriam ser beneficiados? O PAC não questiona o modelo econômico brasileiro, que serve principalmente ao pagamento da dívida. Para tanto, este modelo privilegia os setores exportadores (que garantem as divisas necessárias para o pagamento aos credores externos) e o setor financeiro. É bastante ilustrativo o fato de que, logo após a divulgação do PAC – que teria por objetivo o aumento dos investimentos – o Banco Central reduziu o ritmo de queda das taxas de juros brasileiras, que são as maiores do mundo.
Na área de energia elétrica, por exemplo, o PAC prevê facilidades para os financiamentos concedidos pelo BNDES. A idéia seria afastar a hipótese de um novo apagão. Porém, temos de entender a lógica do sistema elétrico brasileiro, que hoje privilegia o atendimento das indústrias eletro-intensivas (como por exemplo as de alumínio, papel, celulose, etc), que consomem cerca de 32% da energia utilizada no Brasil[6]. São indústrias que produzem preponderantemente para a exportação, causam danos ambientais e geram poucos empregos, e ainda se beneficiam de tarifas baixíssimas de energia, muito menores que as pagas pelos consumidores residenciais. Ao invés de reverter este modelo que está depredando o meio ambiente e privilegiando pouquíssimos, o PAC faz o contrário: altera a legislação ambiental, de forma a agilizar os processos de licenciamento de empreendimentos energéticos.
Outra característica do PAC que ilustra a manutenção do modelo econômico é a ausência total do tema da Reforma Agrária, que, este sim, teria papel fundamental no desenvolvimento do país. Pesquisas comprovam[7] que os assentamentos de Reforma Agrária promovem uma dinamização da economia local e a distribuição de renda, diferentemente do chamado “agronegócio”, que não gera emprego e produz para a exportação. Ilustra bem esse aspecto a inclusão, no PAC, do Projeto de Transposição do São Francisco, que afetará seriamente o meio ambiente, para beneficiar o agronegócio.
No setor de transportes, a prioridade também é a facilitação do escoamento da produção nacional para o resto do mundo, através de ferrovias, hidrovias, rodovias e melhoria de portos. Alguns destes projetos são altamente danosos ao meio ambiente, como a hidrovia Paraná-Paraguai e o complexo do Rio Madeira, formado pelas hidrelétricas do Jirau e Santo Antônio, que visa também a criação de um grande sistema de hidrovias. Estes projetos visam escoar uma produção principalmente de minérios e commodities agrícolas, que beneficiam poucas empresas (muitas delas transnacionais), e não o povo brasileiro, que apenas fica com os danos ambientais causados por tais empreendimentos.
Outra prova de que o PAC não muda a lógica econômica é a ausência de uma reforma tributária realmente distributiva. As medidas tributárias do PAC se limitam a pequenas isenções fiscais a determinados setores, muitos deles altamente oligopolizados (como os do aço) que irão simplesmente embolsar tais isenções, não as repassando para o consumidor final.
Mudar o modelo de desenvolvimento
Para o Brasil realmente se desenvolver, é necessário alterar o modelo econômico, baseado no atendimento aos credores financeiros e exportadores. Para isso, deve alterar a política relativa ao endividamento. Não é possível que um país continue gastando 37% de seu orçamento anual (o equivalente a mais da metade dos supostos investimentos do PAC em 4 anos) para remunerar os rentistas. Os gastos com a dívida impedem os verdadeiros investimentos nas áreas que o país precisa, como educação, saúde e reforma agrária que, não por acaso, estão de fora do PAC.
A política de priorização aos rentistas impede os verdadeiros investimentos públicos, enquanto o nível altíssimo de endividamento brasileiro deixa o governo na mão do mercado financeiro, que assim continua cobrando altos juros para rolar a dívida. O Banco Central continua alheio aos anseios do país, mantendo e aprofundando a política dos juros mais altos do mundo, o que impede também o investimento privado.
Sem enfrentar o endividamento, não há mágica que faça o país se desenvolver. E para enfrentar o endividamento, o estoque atual da dívida deve ser questionado. Do contrário, continuaremos a pagar juros para sempre, pois, mesmo que a taxa Selic fosse drasticamente reduzida, o enorme estoque do endividamento nos obrigaria a gerar superávits primários monstruosos para pagarmos apenas os juros desta dívida.
E para questionarmos de forma soberana o estoque desta dívida obscura e repleta de irregularidades, nada melhor do que uma ampla e profunda auditoria com a participação da sociedade civil. Temos de identificar, por exemplo, as responsabilidades da ditadura militar sobre a dívida externa, uma vez que seu estoque atual decorre da elevação unilateral e ilegal das taxas de juros pelos EUA no final dos anos 70. Temos de identificar as irregularidades na sua contratação, já denunciadas em relatórios do Congresso Nacional. Temos de identificar como este endividamento externo implicou no enorme endividamento interno, provocado pelas altíssimas taxas de juros brasileiras, uma vez que estas foram estabelecidas para se atrair o capital estrangeiro, garantindo-se assim as divisas necessárias ao pagamento dos credores externos.
Temos de identificar também porque as dívidas dos estados foram completamente assumidas pelo Governo Federal no final dos anos 90 (quando já se encontravam infladas pelas atronômicas taxas de juros do governo federal), sem nenhum questionamento da origem obscura e muitas vezes ilegal destas dívidas. Temos também de questionar a legalidade das taxas de juros da dívida interna, uma vez que caracterizam crime de usura. Temos também de questionar os pagamentos antecipados da dívida externa, uma vez que foram feitos por meio da geração de mais dívida interna, mais cara e com prazos mais curtos.
É necessário uma auditoria sobre a dívida para que possamos recuperar o dinheiro que foi saqueado dos cofres públicos por todas estas décadas, punirmos os responsáveis por tais crimes, e, principalmente, mudarmos nosso modelo de desenvolvimento, por outro que não implique na depredação ambiental, na concentração de renda e no privilégio a um pequeno grupo de rentistas.
Brasília, 26/01/2007
(*) Economista da Campanha Auditoria Cidadã da Dívida, inserida na Rede Jubileu Sul Brasil.
[1] Exclusive o gasto com o Refinanciamento da Dívida (ou seja, a troca de títulos velhos por novos).
[2] Idem nota acima. Fonte: Orçamento Geral da União (Sistema Access da Câmara dos Deputados, 31/12/2006)
[3] A Receita Corrente Líquida do Governo Federal equivale às receitas menos as transferências a estados e municípios, a contribuição para o PIS/PASEP e os benefícios previdenciários do INSS.
[4] Em seu Artigo 1º, inciso I, o Decreto diz que o objetivo do Fórum é “promover o debate entre os representantes dos trabalhadores, dos aposentados e pensionistas, dos empregadores e do Governo Federal com vistas ao aperfeiçoamento e sustentabilidade dos regimes de previdência social e sua coordenação com as políticas de assistência social” (grifos nossos). Ou seja, a Fórum abrangerá tanto o Regime Geral de Previdência Social (INSS) como também o Regime Próprio de Previdência dos Servidores.
[5] O presidente da CUT, Luiz Marinho, chegou a ser contrário à greve dos servidores públicos pela retirada da proposta de Reforma da Previdência em 2003. Ver notícia da Folha de São Paulo, de 12/06/2003, “Protesto opõe direção da CUT e servidores”.
[6] Dado fornecido pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), no site http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=1143&alterarHomeAtual=1
[7] Ver, por exemplo, pesquisa do NEAD (Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural), “Impactos dos Assentamentos: Um estudo sobre o meio rural brasileiro”, de 2004.
Um bom governo?
Um bom governo?
Tem gente pensando que o governo do Lula está sendo muito bom.
Porque será?
Vamos pensar seriamente em que consiste um bom governo:
1. Educação – Obrigação de Fazer pelo governo – piorou e muito. Principalmente e educação básica.
· Existem projetos universitários de relativo sucesso, como o “Prouni”, mas é um projeto para lá de eleitoreiro e demagogo, pois a educação universitária apesar de muitíssimo necessária, ela precisa da educação de base para poder formar pessoas que tenham qualidades para exercer as profissões liberais e cooperar para o crescimento do país.
· A educação básica ficou em segundo plano como em todos os governos anteriores e, portanto neste quesito o atual governo deixou a desejar como todos os outros.
2. Saúde – Obrigação de fazer do governo - estava mal no início do governo Lula e ficou pior nestes cinco anos de abandono.
· Existe atualmente uma epidemia de Dengue em formação nunca vista antes neste país.
· Endemias erradicadas como tuberculose e varíola, febre amarela, entre outras estão mostrando a cara por todo o país sem que nada seja feito.
· O salário do SUS pago aos médicos que deveria atingir 10 reais no meio do primeiro governo Lula está em sete reais com um atraso de três anos e com defasamento de 30%. E mesmo sendo que dez reais é uma verdadeira miséria para um clínico ganhar por uma consulta.
· O abandono em hospitais públicos é notório e a falta de verba está mais acentuada neste governo.
· O controle das verbas públicas está pior e o pouco dinheiro disponível está sendo roubado pelos afilhados e aspones do governo do toma lá dá cá.
3. Segurança – Obrigação de Fazer do governo – Está pior do que antes, principalmente em um governo que se preocupou em confiscar armas e construir presídios melhores.
· Este governo iniciou com toda uma pompa de fazer uma política de melhorar a segurança do país, confiscando as armas do cidadão honesto. O ministro da justiça, um renomado advogado criminal, saiu pelo Brasil com uma comitiva recebendo as armas das mãos do cidadão honesto e pagando uma mixaria de 100 reais por estas armas confiscadas. No começo realmente quem entregou suas armas recebeu seu cem reais, mas da metade para diante foi calote mesmo e tem até hoje pessoas que entregaram suas armas e não receberam nada. Quando perguntado por um cidadão em São Paulo quantos AR15 ou granadas eles haviam recebido, o Ministro saiu com esta pérola “Nos não estamos em campanha para desarmar bandidos, isto é trabalho para polícia. Estamos é tentando evitar que as pessoa honestas se machuquem com suas armas” Ah bom…. Depois desta campanha caloteira, as estatísticas mostram que não houve nenhuma melhora mensurável no índice de acidentes com armas de fogo.
· Dos sete presídios federais de primeiro mundo que deveriam ter sido construídos, o segundo acaba de ser inaugurado, mas de acordo com a mídia, o Fernandinho Beira Mar preso em um deles, continua a comandar o tráfico com aparelhos celulares.
· A Força de Segurança Nacional, criada com toda pompa, ainda está por mostrar a que veio. Falta verba para comida e alojamento, falta treinamento adequado e falta inteligência para coordenar as funções desta força.
Estas que deveriam ser as funções básicas do governo ficaram a desejar. Portanto no quesito básico o governo falhou. E vamos às outras partes componentes do governo para verificar como ficou:
4. Melhoria na infra-estrutura básica – Promessa de campanha do governo – ficou a desejar.
· Os portos brasileiros são dos piores e mais caros do mundo tanto para embarcar como para desembarcar mercadorias, fazendo com isto que as nossas importações fiquem mais caras e demoradas e as exportações também mais caras e lentas com enorme desperdício de mercadorias e tempo. Nada foi feito neste governo para melhorar esta situação que vem de outros governos.
· As estradas brasileiras estão pela morte, são totalmente fora do padrão internacional e também nacional, pois acreditem ou não, tempos também um padrão para ser seguido. Estão com sinalização precária, pavimentação acabada, obras de arte como pontes e viadutos sem manutenção e caindo aos pedaços. No início de 2006, houve uma campanha nacional de emergência em plena época das chuvas, para tapar buracos, tudo sem licitação pelo caráter emergencial. O TCU condenou 97% destas obras por superfaturamento, falta de notas fiscais, e outros delitos, mas as estradas, com raríssimas exceções continuam iguais ou piores do que antes da campanha.
· Os aeroportos, estes sim foram reformados. Foram em sua maioria reformados em seus saguões, estacionamentos e áreas de conforto aos passageiros, e esquecidos nos detalhes técnicos como as pistas e os equipamentos de segurança que continuam a serem os mesmos de anos antes, resultando ou colaborando com os mais terríveis acidentes aéreos da história deste país. E o famoso apagão aéreo está aí pára ficar, pois mesmo depois de tudo, os serviços estão de mal a pior.
5. Os programas sociais – promessa de campanha – Estes ficaram também pelo caminho:
· Primeiro emprego – Mal pensado, mal administrado. Faliu.
· Fome Zero – Logo no começo do governo o IBGE, órgão do governo constatou que o maior problema no Brasil era a obesidade e não a fome e o programa perdeu força. A filha do presidente, a Lurian Cordeiro, fundou em Santa Catarina uma ONG, para difundir o “Fome Zero”. Era a ONG “Rede 13”, que de ONG não tinha nada, pois receberam do governo 7,2 milhões para suas funções, sumiu com tudo e foi preciso o emissário especial do palácio, o Lorenzetti, ir até Santa Catarina e terminar a ONG.
· Luz para todos – Até que este programa funcionou em algumas partes do Brasil. Em alguns lugares realmente a rede elétrica foi estendida e os habitantes receberam pela primeira vez energia tão necessários para a dignidade humana. Houve, porém muito abuso e em um deles, o empresário favorito do governo foi pego cobrando, mas não fazendo o combinado. O Zuleido Veras foi pego pela PF em suas mutretas e locais que deveriam ter sido iluminados e servidos com energia foram esquecidos.
· Bolsa família – Este sim é um programa social muito bem falado pelos que dele se beneficiam. É um programa social assistencialista que foi copiado do governo FHC, com uma diferença marcante. No programa anterior, havia muitas contrapartidas para que o beneficiário pudesse continuar a receber o benefício. Crianças nas escolas, vacinas em dia, procura de trabalho, visitas aos postos de saúde, e uma finalidade e treinamento aos beneficiários para que depois de algum tempo pudessem sair do programa e fazer a sua vida com dignidade. Na modalidade atual, o beneficiário apenas deve estar desempregado. Isto causa uma situação inédita, pessoas não querem trabalhar com a sua carteira assinada, pois perderiam o benefício. E a fiscalização deixa a desejar e já foram pegas em flagrantes, pessoas que eram até funcionários públicos e recebendo o benefício. Este programa se tornou uma Esmola permanente para 45 milhões de pessoas, inscritas no programa.
6. Sistema financeiro – O sistema financeiro deste governo se resume na continuidade do sistema anterior, – o que é bom – dirigido por um membro do governo anterior, mas com uma diferença marcante, na pouca autoridade do presidente do Banco Central de ditar as políticas monetárias. Estas são de propriedade do Ministro da Fazenda, que por falta de experiência, gastou demasiado dinheiro com programas malucos e assistencialistas, comprando empresas, estatizando outras, e aumentando de tal modo o tamanho do estado que faltou dinheiro e a dívida pública interna estourou. É a maior jamais vista neste país. Em 2006, com os juros nas alturas o Brasil pagou para os bancos privados nada mais do que 37% do orçamento anual ou seja R$ 275 bilhões de reais somente nos juros. E agora você sabe a origem dos lucros estratosféricos nos bancos do Brasil. A nossa economia se crescer este ano os 5% com previsto, vai ter uma média nos cinco anos de 3,7%, a pior da América Latina e os bancos um lucro médio de 125% nestes mesmos cinco anos. A Petrobrás, o orgulho nacional com muita propriedade, perdeu produção pela primeira vez nos últimos 30 anos.
E a pergunta do início volta agora ao final para a resposta deste autor:
Em minha opinião, este governo atual apenas no que se refere ao ato de governar ficou muito a desejar e apesar de ter conseguido algumas melhoras, no geral foi e está sendo um péssimo governo. Se for considerado o quesito corrupção e roubo dos cofres públicos, este foi e está sendo o mais corrupto de todos os governos na história deste país.
O ótimo artigo do Jornalista Laurence Bittencourt Leite, entra em mais detalhes técnicos sobre o desempenho deste governo
Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista
Números não mentem. Ao contrário dos políticos. Em cinco anos de governo Lula a iniciativa privada investiu no país 1 trilhão e 500 bilhões de reais. Reparem e pensem nos números. Pensem. Agora reparem: em cinco anos de governo Lula a arrecadação nas três esferas girou em torno (mais na verdade) de 4 trilhões de reais. Sabem quanto o governo Lula investiu em infra-estrutura? 65 bilhões de reais. Comparem. Comparem. É uma piada.
Enquanto a iniciativa privada investiu 1 trilhão e 500 bilhões no país, o governo investiu solamente 65 bilhões em infra-estrutura. A pergunta é: que infra-estrutura foi essa, se a malha rodoviária nesse país é uma piada? Claro, crescemos, ou iremos crescer, é o que dizem os números, este ano. Este ano. Foram quatro anos de desastre. Mas este ano vamos crescer. E por quê? Por causa desse governo? Só rindo. Só trouxa para acreditar. E vender essa idéia. Não tem noção do ocorre no mundo.
O grosso do dinheiro (mais de 4 trilhões) arrecadado, veja bem, que o governo se vangloria, vem de impostos. Impostos. E ele ainda queria mais com a CPFM. Com ou sem CPFM a saúde jamais iria melhorar. O PT queria o dinheiro para outras questões e você já sabe para quê. E para onde vai ou foi toda a dinheirama restante? Moramos no Brasil e estas coisas (economia, números) não têm a menor importância, quando deveria ser o contrario, sendo justamente o que ocorre em qualquer país serio. Mas para onde foi ou vai a dinheirama?
A nossa estrutura portuária (minimamente privatizada sob FHC e duramente criticada pelo PT) é uma piada. Mas para onde vai ou foi a dinheirama? Você já sabe: para a máquina (não governamental, diga-se) dita do PT. Pode isso? Para a máquina do PT, quando deveria ser máquina pública. Mas aqui aplaudimos essa coisa vergonhosa.
E crescemos por quê? Porque o mundo tem crescido incansavelmente, percebam. Lula realmente é uma anta. Não tivemos nenhuma crise mundial. A economia mundial não pára de crescer. Mas o que vemos internamente é a demagogia, a coisa pérfida que é esse governo, o desmando na educação, na saúde, na segurança, nas estradas. Adianta?
Apesar do PT e exclusivamente por conta dos investimentos privados e pelo crescimento da economia mundial estamos crescendo. Mas os nossos lunáticos aqui nada querem saber disso. Acham que o PT é uma maravilha. Não é. É um desastre coberto de demagogia.
Os petistas, claro, falam em aumento do IDH. É piada. Falam de “passagem” de aglomerados da “classe” média baixa para níveis melhores. Outra piada. O que mantem esse país minimamente funcionando continua sendo a iniciativa privada. A área de saúde continua sendo um verdadeiro açougueiro. O desprezo, o descaso, a perfídia. O crescimento do país, fique certo, não vem de investimento do governo, que é uma piada.
O que esse governo fez foi aumentar a divida interna de 650 bilhões em cinco anos para mais de 1 trilhão e 250 bilhões de reais. Os bancos nunca faturaram tanto como sob o governo “socialista” de Lula.
Lula é uma anta, claro. Uma piada.
Mas se você quiser mais dado, aqui vai: só no ano passado o governo pagou de juros e amortizações das dívidas interna e externa nada menos que R$ 275 bilhões, ou seja, 36,7% do orçamento de 2006 (quá, quá, quá. São dados da Auditoria Cidadã). Isso significa que, em um ano, esse governo elogiado, pagou mais que os R$ 197,4 bilhões do primeiro mandato de FHC, e também mais que os R$ 268,3 bilhões do segundo mandato tucano. Comparem. Comparem. Só piada para elogiar essa anta.
Essa montanha de dinheiro paga aos banqueiros para manter a máquina do PT, é retirada dos orçamentos da saúde, educação. E o que vemos é o total e brutal sucateamento dos hospitais públicos. E Lula esbanjando e viajando. Enquanto isso gente morrendo aos borbotões. Quanto socialismo! Quanto. Quanta sensibilidade. Mas vamos crescer esse ano. Sem dúvida: apesar do PT. Apesar dessa anta. Vamos crescer esse ano. Lembrem-se: 1 trilhão e 500 bilhões investidos pela iniciativa privada em 5 anos. Nesses mesmos 5 anos o governo “investiu” 65 bilhões de reais em infra-estrutura.
Mas vamos crescer.
A opinião de Comparato.
Ainda tem gente pensando que o governo Lula está sendo um bom governo????
Isto no mínimo é carência de informação.
O jurista e filósofo Fábio Konder Comparato tem outras idéias.
Sendo uma pessoa que foi realmente de esquerda e ligada ao PT, (que apoiou) a sua opinião contrária aos acontecimentos políticos atuais, em minha humilde visão, é uma opinião válida e imparcial.
O link abaixo leva a uma entrevista sobre a visão de Comparato, onde seu aprendizado começou na religião católica e amadureceu na França onde teve a visão de socialismo puro e democracia, como não se pode encontrar no Brasil.
Vale a pena conferir.
http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/comparato/comparato_td.html
Em 2004 deu uma entrevista sobre os rumos do governo Lula
Esta entrevista de Comparato foi em fevereiro de 2004
Analisando a conjuntura política brasileira
Entrevista com Fábio Konder Comparato
Brasil de Fato
Brasil de Fato – Como o senhor está vendo a situação do país, e principalmente, como analisa esse primeiro ano de governo?
Fábio Konder Comparato – A situação geral do país é preocupante. Não só deste ano, mas de vários anos. Nós estamos há muito tempo com o crescimento do PIB e sem nenhuma possibilidade aparente de melhorar a má distribuição de renda. O governo Lula veio fundado em uma esperança muito grande, um calor humano extraordinário, e ele está aos poucos destruindo a nossa esperança, o que é muito grave, porque governar não é só exercer o poder. É também ter um fundamento das ações do Governo na consciência e na esperança do povo. Isso está acontecendo porque o governo Lula adotou a política econômica do pensamento único, e aprofundou as diretrizes do governo passado. O crescimento desse ano foi negativo, está havendo um empobrecimento da classe trabalhadora e também um aumento da miséria. E, ao mesmo tempo, há um verdadeiro estouro de lucratividade das instituições financeiras. Ou seja, nós embarcamos de corpo e alma no capitalismo financeiro, que é um sistema econômico que nada produz e que vive exclusivamente da intermediação e da especulação. Isso, evidentemente, não pode durar muito tempo. Falta uma base econômica para que esse sistema permaneça. Eu não acredito que essa opção do governo Lula tenha sido feita por razões meramente econômicas, mas sim por uma razão política. A cúpula do partido entendeu, em junho de 2002, que o candidato Lula não poderia perder pela quarta vez a corrida pela presidência da república. Se isso acontecesse, o PT teria que mudar inteiramente, saindo toda a equipe de direção. Era, portanto, um jogo de tudo ou nada, e eles apostaram nessa possibilidade quase que desesperante de chegar ao poder. Agora, o poder significou para eles uma aceitação do jogo do poder como ele é, ou seja, separado da vida do país. A história do poder se fecha sobre si mesma. Essa é uma tendência incoercível: todo poder tende a se concentrar e se concentra sobre si mesmo, é uma espécie de doença psicológica. Os homens no poder têm a tentação de só se enxergarem, eles não enxergam mais a realidade fora do ciclo de poder. Eles ficam cegos e surdo, mas, evidentemente, não ficam mudos; ao contrário, eles podem falar cada vez mais para dar a impressão de que ainda mantêm contato com a realidade social. Isso não significa que os homens do governo Lula, a começar por ele próprio, sejam ruins, tenham uma deficiência de caráter, longe disso. O que acontece é que eles não estavam preparados para enfrentar esse jogo do poder e acharam que iriam dominar o establishment.
BDF – Acabaram sendo dominados.
Fábio Konder Comparato – Eles acabaram sendo engolidos por essa voragem do poder.
BDF – Eles têm justificado muito que este ano foi de preparação para o crescimento e para as mudanças. O senhor acredita que isso é possível da forma como está colocado?
Comparato – Eu acho que isso é impossível, e me pergunto se o pessoal que está lá em cima, que é inteligente e tem um conhecimento dos dados, acredita realmente no que fala. Impossível porque crescimento não precisa ser em 2004, mas 2005 ou 2006 necessitaria de investimento. No ano de 2003, o total dos investimentos no país foi 10% menos do que em 2002. Lula disse que em 2004 vai mudar, mas isso não pode mudar o ano que vem, pois o que asfixia a economia brasileira é o grau de endividamento do Estado.
BDF – É um pouco da justificativa que a equipe do governo tem dado: que pegaram o país com uma herança, principalmente do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Comparato – Não é justificativa porque, em vez de reduzir, eles aprofundaram isso. Eles aumentaram os constrangimentos financeiros que não tinham sido exigidos pelo FMI, como o aumento do superávit primário, mas eles acabam de dizer, pela boca do ministro da fazendo, que tem sido elogiado quase todos os dias pelo presidente da república, que esse superávit primário de 4,25 tem que durar pelo menos dez anos. É impossível criar uma poupança pública para investimento com esse constrangimento. Eu não acredito que o pessoal do Banco Central e do Ministério da Fazenda não saibam fazer contas. Eles têm perfeita noção disso. Em contrário, poderia ser dito: o que significa não pagar a dívida pública? É uma maneira do Partido dos Trabalhadores. O que acontece é que eles nunca se prepararam seriamente para isso, porque há a dívida externa e a interna. A dívida interna é, em grande parte, manipulada pelos bancos. Eles têm, seguramente, a metade dos títulos públicos emitidos pelo governo na sua carteira, e o resto eles distribuem entre fundos de investimento. A conversa com os bancos tem que ser uma conversa de poder para súdito, e o governo se coloca na posição inferior, na posição de alguém que é obrigado a se submeter ao poder dos bancos e cede simplesmente um certo alívio a eles. Isso não tem cabimento. Por outro lado, a questão da dívida externa seria perfeitamente negociável se o governo tivesse um plano coerente para enfrentar este problema da falta de poupança pública. O que acontece é que o governo, um ano depois de instalado, revelou-se incapaz de apresentar um projeto de país. Nós não sabemos para onde vamos, temos simplesmente de acreditar nas informações repetidas de que a prosperidade está na esquina, é só esperar um pouco, precisa ter paciência para os fatos que virão, inevitavelmente. Claro que, durante alguns meses, nós demos esse crédito de confiança, mas agora queremos fatos, e os fatos estão aí. Há cada vez menos investimento, é cada vez maior o desemprego, há uma desnacionalização da economia brasileira e há manifesta impossibilidade de se conseguirem recursos, ainda que modestos, para enfrentar o programa de políticas sociais que foi apresentado. Não há recursos para a educação, para a saúde, para a reforma agrária e, como constatamos, entre reduzir os juros ou reduzir os benefícios da previdência social, o governo optou por essa última opção. Significa que no choque entre os banqueiros e a grande massa do povo pobre, o governo optou claramente por não se indispor com os banqueiros. Tudo isso é desastroso.
BDF – E essas políticas sociais, como o combate à fome através do Fome Zero, a Bolsa-Escola?
Comparato – Isso é uma migalha. Há um princípio fundamental que não foi entendido pelo governo: o desenvolvimento econômico é apoiado em uma política econômica correta. A desigualdade social não é provocada pela falta de políticas sociais, mas por uma política econômica perversa, intrinsicamente redutora da igualdade social e cada vez mais concentradora de renda. Lutar contra a miséria não se faz por meio de políticas sociais, simplesmente. É preciso corrigir esta fábrica de miséria que é o sistema capitalista. Para enfrentar esse sistema, é preciso uma boa preparação, uma preparação ética, sobretudo. Optar por manter o sistema capitalista significa optar por manter aqueles que esmagam o povo. Não há absolutamente a menor justificativa, a mais leve explicação aceitável, legítima, de que, para resolver problemas financeiros do governo, é preciso pôr na rua um milhão de trabalhadores empregados, com carteira assinada, que são, portanto, despedidos, e arruinar milhares de pequenas e médias empresas. Isto só é possível quando se aceita o pensamento único, como se a economia fosse uma ciência da natureza, como se ela não tivesse a ver com a vida humana. Nós podemos errar na parte de técnica econômica, mas não podemos aceitar uma direção da economia que é uma criação contínua, perpétua de miséria e pobreza. Isso é eticamente inaceitável.
BDF – Parece que a análise que o senhor fez do governo FHC, quatro anos atrás, se repete agora. O senhor tem esse sensação? Pois a única coisa que eu noto de diferença é a decepção, o sentimento de frustração, que é maior.
Comparato – É verdade. Eu gostaria de lembrar um pensamento de Confúcio a respeito do governo. O discípulo pergunta: “Mestre, no que consiste a arte do governo?”. E Confúcio responde: “Em três coisas. Dar alimentos à população, distribuir armas e suscitar a confiança”. O discípulo volta a perguntar: “Mas, se tivéssemos de eliminar uma dessas três coisas, qual seria?”, e ele diz: “As armas”. “E entre as duas restantes? Se nós tivéssemos que optar, nós eliminaríamos qual delas?”. Ele diz: “Os alimentos, que a morte acompanha a humanidade desde o início. Mas um governo não pode existir sem o mínimo de confiança do povo”. È por isso que esta situação me parece trágica. Podem dizer que as últimas pesquisas de opinião mostram que o povo continua a ter confiança pessoal no presidente, não tem no governo, mas no presidente. É verdade, mas isso é típico da relação política atual, no mundo todo, e sobretudo no Brasil. O povo não faz uma reflexão crítica em relação ao governo. Ele tem sentimentos e intuições, e é sobretudo dominado pelo carisma pessoal. O carisma pessoal do Lula permanece praticamente o mesmo desde a eleição. O povo não sabe que, se é trabalhador, por exemplo, se ele for despedido, é porque os bancos pressionaram a sua empresa, e ele não sabe que se os bancos têm esse poder, é porque o governo está aliado aos bancos. Se ele fizesse esse raciocínio, evidentemente, a popularidade do presidente cairia praticamente a zero. Não digo a zero porque ainda sobraria um percentual de pessoas ligadas aos bancos, mas até mesmo a grande indústria. Enquanto se fala na impossibilidade do governo do PT enfrentar poderosos, eu me pergunto se eles não têm contato com a grande indústria. A grande indústria também está sofrendo com essa hegemonia bancária, e as pequenas e médias indústrias estão comendo o pão que o diabo amassou. Politicamente, era portanto viável que o governo tentasse se aliar com esse setor econômico. Ele não tinha de hostilizá-lo, mas chamá-lo para ser seu aliado perante os bancos, mas não fez isso. Ele sentiu que não poderia fazer isso, mas é possível, percebeu que não haveria nenhuma massa de manobra para mudar a situação atual. Mas neste caso o juízo moral é horrível, pois eles aceitaram tomar o poder sabendo que não poderiam fazer nada pelo povo. Isso é inadmissível. Temos que dar sempre às pessoas um mínimo de confiança, e não podemos fazer um julgamento definitivo do caráter das pessoas. Eu ainda acho que esta situação em que o governo se colocou é uma situação típica do aprendiz de feiticeiro, o velho mito do doutor Fausto, que assumiu o poder e achou que poderia negociar com o diabo em condições vantajosas. Ele superestimou sua capacidade de negociar com o diabo, e agora vai ter que amargar a sua situação de sujeição. Por incrível que pareça, o governo só se enxerga, ele não vê o entorno. É preciso que alguém de fora do Estado diga a eles a verdade simples: o PT não veio ao governo para aumentar a pobreza e miséria do povo, para arruinar pequenas e médias empresas. Isto é um caminho sem volta.
BDF – Algumas pessoas que já se posicionaram contrárias a toda essa linha política e econômica que o governo adotou estão sofrendo conseqüências. Gostaria que o senhor comentasse a expulsão dos chamados radicais do PT.
Comparato – É lamentável. Disseram que o PT no passado já expulsou gente. É verdade. Mas o PT do passado não é o PT do presente. O PT tinha autoridade moral da expulsa. Hoje, tem feito aliança com o PTB. Tendo feito acordos com José Sarney e com Antonio Carlos Magalhães, tendo aceito negociar com os plantadores gaúchos de soja transgênica, qual a autoridade que o PT tem para expulsar esse pessoal? Até agora, a política externa do governo tem sido praticamente a única que se salva. Não que os demais ministérios fora da área econômica estejam apresentando um desempenho ruim, é que eles estão sendo asfixiados pela política econômica do governo.
BDF – E sobre a política externa do governo, que análise o senhor faz?
Comparato – No caso da política externa, tradicionalmente essa asfixia não acontece. Apesar de todos os cortes feitos pela Secretaria do Tesouro no Ministério das Relações Exteriores, que fazem com que muitas vezes os diplomatas brasileiros enfrentem um constrangimento no exterior, a política externa pode se desenvolver livre desses constrangimentos financeiros, porque não é uma política de investimento econômico. Acontece que nenhuma política econômica progressista pode permanecer muito tempo nessa linha com um governo conservador e retrógrado, porque há uma contradição evidente no governo brasileiro liderar movimentos de libertação da periferia do mundo capitalista, das injunções que vêm do centro do sistema, e ao mesmo tempo se conformar aplicadamente com todas as obrigações que são impostas ao país pelo Fundo Monetário Internacional. Um país que tem crescimento expressivo da sua economia e que reduz sua pobreza, ele tem autoridade para falar dos pobres. Mas um governo que se afunda na estagnação econômica e só faz lamentar a desigualdade social não é um bom exemplo para os demais países pobres do mundo. Então é preciso entender isso. Durante o governo militar, por exemplo, é claro que a política militar do país não podia ser favorável à defesa dos direitos humanos. Seria uma contradição manifesta com o que existia no Brasil. E essa contradição começa a aparecer agora no campo da política econômica. A Argentina, por exemplo, suspendeu o pagamento da dívida pública, e com isso teve um alívio extraordinário, o país voltou a crescer e o desemprego foi reduzido de maneira substancial. A Argentina mostrou que já estava podendo respirar fora daquela câmara hermética em que ela havia sido encerrada pelos governos anteriores mancomunados com os organismos financeiros internacionais. A Argentina apresenta melhores condições que o Brasil para propugnar a realização de um política externa independente. E a coisa se coloca perspectivamente: o Brasil, até agora, graças à excelente administração do Ministério das Relações Exteriores, tem mantido uma política independente no que diz respeito às injunções que vêm dos Estados Unidos quanto à formação da Alca. Mas tudo isso precisa ser visto com cuidado. Por que os Estados Unidos acabaram aceitando a posição brasileira na Alca? Não se pode esquecer que eles estão às vésperas de eleições presidenciais. Um fracasso neste campo acabaria repercutindo negativamente. Até que ponto, se viermos depender mais uma vez do FMI, os Estados Unidos não estarão por trás do FMI para nos pressionar exigindo uma política mais razoável no que diz respeito à constituição da Alca? Então são essas dúvidas que ficam pairando sobre todos nós, e mais uma vez repito: não se trata de algo que vem da maldade dos homens em si. Eles fizeram uma opção errada, e entraram de ponta-cabeça em um sistema de poder que dificilmente permite uma saída.
BDF – O PT representa o maior acúmulo já conquistado pelas forças de esquerda no país, nos últimos anos. O fracasso de um governo do PT pode trazer sérias conseqüências para a esquerda. Como o senhor vê esse fracasso?
Comparato – Eu não sou tão pessimista assim. O que eu acho é que a esquerda vai sofrer uma espécie de depuração. Ela vai ter que abandonar necessariamente essa crença de que, chegando ao poder, ela vai dominar as forças que tradicionalmente organizam o país, ou desorganizam. A esquerda vai entender que é preciso um outro tipo de trajeto para o país, sobretudo outro tipo de preparação para o exercício do poder.
BDF – Como o senhor vê o papel dos movimentos sociais em uma conjuntura como esta?
Comparato – É fundamental. Queria aproveitar para afirmar com toda a convicção o acerto da linha seguida pelo MST. Existe, em toda relação de poder, uma espécie de dialética entre o poder que manda e o poder que impede. Até agora, a esquerda só se preocupou em chegar lá para mandar, mas não percebeu que a tendência natural do poder de mando é se concentrar em si mesmo e eliminar os seus rivais ou os obstáculos ao desempenho de sua ação. Ao contrário, o poder que pertence ao povo deve ser sempre um poder de impedir, de fixar limites àqueles que mandam, e é exatamente isso que faz o MST, com muita propriedade. Ele procura impedir que o poder enlouqueça, e a todo momento ele chama atenção para o fato de que o poder se deixa levar por uma certa negligência, por uma certa preguiça, por um certo conformismo burocrático, e ele tem de ser sempre acordado por aqueles que não se conformam com a injustiça. Quando o MST decidiu não se tornar um partido político, uma ele teve uma visão muito sábia da realidade, porque ele defende muito mais o povo e seus direitos fundamentais mergulhado na sociedade civil, atuando como fermento na massa, do que se ele quisesse se catapultar para o centro do poder e começar a mandar. O que temos de fazer com o governo do PT é nos fortalecer como movimentos sociais para, a todo momento, mostrar ao governo a realidade que ele não quer ver. E, a todo momento, apontar implacavelmente os erros que têm sido cometidos. É preciso fazer isso de maneira ensurdecedora para que eles não tenham nem um minuto de descanso, porque, na verdade, eles são servos do povo. Eles estão na condição, ou deveriam estar, de simples ministros, e ministro é uma palavra que vem de minus, quer dizer, de menor. Eles sempre são menores em relação ao povo; é o povo que é soberano.
BDF – Qual seria a medida imediata que o governo deveria tomar para mudar o rumo do país?
Comparato – Estabelecer a moratória da dívida externa e uma mudança substancial da dívida interna. Colocar o resto do mundo em uma posição de fato consumado. A partir daí poderíamos negociar. Mas não é esse o rumo que está sendo tomado. O que há de terrível na renovação do acordo com o FMI não é, obviamente, o fato do FMI nos dar mais dinheiro, embora isso aumente a dívida. O que há de terrível na renovação do acordo com o FMI é que isso torna muito mais traumático para o país mudar a política econômica. Porque, a partir desse momento, se por exemplo o governo quisesse mudar substancialmente a política econômica não se conformando com as exigências do Fundo Monetário Internacional, teria de reembolsar imediatamente a dívida, e se colocaria em uma posição de fraqueza. Foi lamentabilíssimo que o governo não tivesse aproveitado uma ocasião que não foi criada por ele, mas pelo governo anterior, que era o final do acordo com o FMI, e isso foi dito, por incrível que pareça, até por personalidades de destaque do Fundo Monetário Internacional: o Brasil não precisa de um novo acordo. Mas para a equipe econômica do governo, era indispensável esse novo acordo porque isso era uma espécie de cinto de segurança, para impedir que as pressões sobre a mudança da política econômica chegassem a um extremo, que não houvesse nenhuma possibilidade de retorno.
Agora, depois de três anos, Comparato ainda pensa o mesmo de três anos atrás sobre o governo Lula.
Está sendo um governo inócuo, e aumentando assustadoramente o abismo entre os ricos e os pobres.
O professor Fabio Konder Comparato, mostra alguns números, que se Deus é brasileiro como disse o presidente da República, certamente está de férias, pois aqueles reservam um negro futuro.
1 – “Em 2006, o serviço da dívida pública (amortização e juros) custou ao País R$ 158 bilhões. Vale dizer, quase o quádruplo do (falso) déficit da Previdência Social, que o governo atual e o anterior sempre apontaram como a causa do nosso descontrole financeiro”.
2 – “Entre 2002 e 2006 (governo Lula), as despesas orçamentárias da União no campo da saúde, para o qual se destinariam integralmente os recursos arrecadados com a CPMF, quando foi criada, representaram menos de um quarto do total dos gastos com a dívida pública. As referentes à educação, pouco mais de 10%”.
3 – “O programa de auxílio aos pobres representou, no ano passado, 5% dos juros pagos aos detentores de títulos da dívida pública… A classe média desagrega-se rapidamente: entre 2002 e 2006 (governo Lula), a renda dos que ganham entre 3 a 10 salários mínimos decresceu 46%”.
Recebendo a “GRAN-CRUZ” em 2005.
E recapitulando tudo:
Em 2004 deu uma entrevista condenando o sistema de governo do Lula.
Em 2005 recebeu do Lula a Gran-Cruz.
E em 2007 revelou como anda a economia e o futuro do Brasil.
E ainda tem gente que pensa que está tudo bom com o Brasil.
Eu pessoalmente não participo de muitas das opiniões de Comparato, mas respeito seus princípios e sua visão do estado real dos acontecimentos atuais.
Fúria do Lula.
E de novo o Lula tenta esconder sua incompetência e a de seu governo, com discursos improvisados de efeito.
E as mentiras e engodos estão ficando velhos e a sua retórica datada.
A prova disto foi este discurso sobre a falta de energia, onde ele parecia um louco quando de dedo em riste e com os olhos esbugalhados tentava convencer os brasileiros que existe energia sobrando no Brasil.
E não existe mesmo.
O governo FHC, não investiu muito em geração de energia elétrica e no transporte da mesma, mas investiu bem mais do que o governo do PT, e mesmo assim, foi somente aparecer um período maior de seca e faltou energia.
Sem investimento em infra-estrutura de energia elétrica, o governo do PT apenas deu muita sorte de que não houve uma estiagem maior até agora e apenas neste ano de 2007º regime de chuvas foi menor um pouco e começaram a aparecer os problemas de racionamento de gás.
O fato permanece de que no final de 2006, durante a campanha presidencial, os oponentes do PT investigaram e ficou constatado de que existia energia suficiente para o Brasil crescer 8% e pronto. Como não houve em 2007 nenhum aumento na matriz energética brasileira, estes números continuam a serem verdadeiros e se como o governo diz que o Brasil vai crescer este ano 4%, vai ficar apenas 4% de espaço de crescimento para o país depois deste ano.
Quando esta semana foi publicada com estardalhaço a descoberta da reserva Tupi, foi uma notícia boa para o Brasil, mas era notícia antiga e a surpresa foi para tapar a possibilidade do Brasil descobrir que não tem nenhuma reserva energética para curto prazo.
Veja esta notícia que encontrei no blog Prosa e Política –
Giulio, para complementar:
Leia a reportagem de Sabrina Lorenzi na Gazeta Mercantil de 6/09/2005 — há mais de dois anos(parte aqui reproduzida).
“O grande desafio da Petrobras agora é extrair o óleo a 6.000 metros de profundidade. A ousadia de ir mais fundo rendeu à Petrobras o que deverá se tornar a mais valiosa reserva de petróleo e gás já encontrada. A estatal encontrou óleo leve — de excelente qualidade — a 6.000 metros de profundidade, na Bacia de Santos, numa prévia da jazida gigante que avista.”
O gerente- executivo de exploração e produção da estatal, Francisco Nepomucemo, revela a expectativa que a companhia vive após a descoberta. “É uma nova província petrolífera no Brasil. Não está concluído o poço; vamos perfurar mais para fazer o teste de produtividade (volume) do óleo e confirmar a existência de um reservatório”, comemora com cautela. Ele prefere não falar em quantidade antes dos testes de confirmação, mas admite que pode ser volume suficiente para revolucionar os planos da estatal.
“Só digo que, confirmando a descoberta e a produtividade dessa área, aumenta muito o potencial petrolífero da Bacia de Santos. É o grande potencial do Brasil hoje”, disse. Há uma semana, a Petrobras comunicou ao mercado a descoberta de indícios de hidrocarbonetos no seu poço mais profundo, no bloco BM-S-10 a 6,4 mil metros de profundidade, na Bacia de Santos. O poço RJ-S-61 fica na frente de Paraty, no Rio, divisa com São Paulo. A Petrobras é a principal detentora do bloco (65%), junto com a Partex (10%) e BG (25%).
Viram que a notícia poderia ter sido apenas atualizada, mas não, a Dilma falou até de fazer parte da OPEP, em uma euforia como se o petróleo fosse jorrar em seu quintal amanhã de manhã.
Eta turma danada que faz da propaganda distorcida e mentirosa uma arte.
Leiam este edital do Estadão:
O Estado de São Paulo – Sexta-feira, 9 novembro de 2007
O gás que não vai faltar
Só quem assistiu ao evento in loco, ou pela TV, pôde ter a exata medida do grau de exaltação, próximo da apoplexia, com que o presidente Lula reagiu, em discurso no Palácio do Planalto, na quarta-feira, àqueles que falaram em crise, quando, como ele disse, “aconteceu um probleminha de gás no Rio de Janeiro”. “Ah! acabou a energia no mundo”, esbravejou ele de olhos esbugalhados como se estivesse respondendo a um insulto, para concluir dizendo que não acabou e “este país já tem energia garantida até 2012”.
Não tem – e o contraste entre essa realidade e os tão freqüentes pronunciamentos presidenciais, marcados pelo triunfalismo ficcional, torna ainda mais estranha a extrema veemência com que ele se manifestou. Como se a ênfase, o arroubo, os olhos arregalados e o dedo em riste pudessem por um passe de mágica transformar situações sumamente inquietantes em cenários edênicos. Falando de improviso, Lula assegurou (o verbo é dele) “que o governo vai muito bem, o Brasil vai muito bem e está bem gerenciado”.
É verdade que o Brasil vai muito bem. Graças, no entanto, muito menos à qualidade do gerenciamento das questões inerentes à agenda administrativa do País do que aos ventos excepcionalmente favoráveis da economia globalizada na sua presente quadra – os quais, por sinal, ameaçam se transformar no seu contrário, em razão da mais recente crise bancária nos Estados Unidos, do petróleo a US$ 100 e da queda incontida da cotação da moeda americana.
E se há um setor em que o governo vai muito mal e o Brasil está mal gerenciado é precisamente o da energia. A exemplo do apagão aéreo, fruto da generalizada falta de “mão-de-obra qualificada” no governo petista, o risco, que é real, de um apagão não se dissipará a golpes oratórios com gesticulação estudada.
Só pode piorar as coisas a tentativa do presidente Lula de varrer para debaixo do tapete o alerta vermelho que foi, há poucos dias, o “probleminha de gás” a que ele se referiu, desdenhosamente, no seu lamentável improviso de anteontem, aludindo à decisão da Petrobrás, suspensa por liminar, de não aumentar o suprimento do produto para o Rio de Janeiro, para abastecer com ele as termoelétricas movidas a esse insumo. Escaldados, os agentes econômicos não se deixam engambelar pela retórica lulista – e buscam soluções próprias para a crise anunciada.
Outro disparate do improviso de Lula é sua reclamação de que “tem muita gente dando palpite no gerenciamento do governo”. Em primeiro lugar, dar palpite no gerenciamento do governo é exercício de cidadania e função principal da imprensa. Por isso, a estocada obviamente dirigida a ela tem o mesmo nível da sua impagável comparação entre o jogo bruto de Chávez para se eternizar no poder e as sucessivas reeleições dos ex-primeiros-ministros Margareth Thatcher e Helmut Kohl, normais em regimes parlamentaristas. Em vez de levar a sério as críticas, ainda que não desse o braço a torcer em público, quando tenta reduzi-las ao que não são – palpites -, ele apenas reforça as preocupações de todos quantos conhecem a distância entre os problemas objetivos de que cinco anos de lulismo não deram conta e os discursos do cotidiano presidencial.
“Nós vamos descobrir os gases (sic) que precisamos descobrir”, profetizou ele em dado momento, “ou vamos comprar o gás que precisar comprar”. “Vamos descobrir” graças à força do pensamento positivo? E “vamos comprar” de quem? Da Rússia, no outro lado do mundo? E a que preço? Por via das dúvidas, a Petrobrás está anunciando um aumento de até 25% no preço do gás.
A colisão frontal entre a realidade implacável e a fantasia presidencial está na cara, como se diz, na justaposição de dois títulos numa página da edição de ontem do jornal Valor. O de baixo enuncia: “Lula afirma que Brasil tem energia garantida até 2012.” O de cima resume um texto que mostra por que não existe essa garantia: “Petrobrás não cumpriu metas de expansão.” Citando dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) até setembro, o texto que se segue informa que a oferta de gás natural brasileiro este ano ficou aquém não só da marca de 2006 (queda de 3,4%), mas também das metas estabelecidas no plano estratégico da empresa (menos 22%, a se manter a tendência).
Por enquanto só está garantido que não faltará gás para a oratória de Lula.
Abobrinhas recentes.
Outro dia, o Brasil de Lula formou uma grande comitiva, que levou até o bruxo Paulo Coelho, à Suíça este mesmo o exímio arqueiro, para ajudar o Brasil ganhar o direito de hospedar a Copa de 2014.
Considerando que o Brasil era o único candidato, foi uma luta muito árdua para conquistar este direito.
Competindo com ninguém, o Brasil precisou da enorme comitiva e do auxílio do bruxo para sair da Suíça com o privilégio de tentar hospedar a copa.
Sim tentar pois ainda temos que demonstrar para a FIFA que no Brasil existem realmente as condições necessárias de segurança, transporte e hospedagem para o evento.
Mas o melhor ficou para o fim, com um discurso de improviso do nosso Apedeuta onde ele disse:
“Vamos ter uma copa para argentino nenhum botar defeito.”
Que complexo terrível será este que o nosso (pode ser seu, mas meu ele não é) presidente pretende fazer uma copa não para o bem e conforto de nossos cidadãos, e prestígio para o país, mas para esnobar a Argentina.
Realmente ao ouvir esta declaração na CBN, fiquei envergonhado de ser brasileiro.
E dizem que de futebol ele realmente entende muito.
Então ele está no lugar errado.
Deveria ser o presidente do Coríntias o seu time que vai de mal a pior, e aonde a ética administrativa vai batendo com as práticas da administração pública.

Como presidente do Brasil, ele não faz nada. Apenas passeia pelo mundo.
Outra abobrinha foi quando muito irado ele disse que os pessimistas de plantão ficam torcendo por uma crise energética no Brasil para macular o seu governo.
Disse que a energia do Brasil está garantida até 2012.
Que reflitam isto os motoristas de taxi do Rio de Janeiro, e para ficar sem crise de energia em um futuro próximo o Brasil não pode crescer. Temos energia nos moldes atuais para crescer 4% e pronto.
Ele está indo correndo para pedir pinico ao Evo Morales e outra vez investir na Bolívia, sem nenhuma garantia para aumentar a entrega de gás ao Brasil.
Morro de vergonha disto também.
Política externa fraca e ineficiente.
O que deveria ter feito se o Lula fosse uma pessoa de decisões, seria apelar para uma mediação do Mercado Comum, e fechado as fronteiras do Brasil para a Bolívia até que os contratos fossem respeitados. O porto de Santos deveria ter ficado inacessível até a resolução destes litígios onde o Brasil através da Petrobrás foi inexoravelmente ultrajado.
Eta Brasil…….
-
Arquivos
- Outubro 2009 (1)
- Setembro 2009 (3)
- Agosto 2009 (3)
- Julho 2009 (1)
- Abril 2009 (3)
- Março 2009 (8)
- Janeiro 2009 (1)
- Dezembro 2008 (1)
- Novembro 2008 (2)
- Outubro 2008 (8)
- Setembro 2008 (6)
- Agosto 2008 (7)
-
Categorias
- ABOBRINHAS
- ABUSOS LEGISLATIVOS
- ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- ANEDOTAS
- APAGÃO AÉREO
- ARTIGOS
- assistencialismo
- AUTORITARISMO
- ÉTICA
- CENSURA
- Cinismo
- CPMF
- CRESCIMENTO ECONÔMICO
- Crimes e emntiras
- CRISE ECONÔMICA
- CRONICAS
- CURIOSIDADES
- Desarmamento
- ECONOMIA
- EDUCAÇÃO
- ELEIÇÕES
- entrevistas
- exemplos
- GOVERNO
- Humor
- ideologias
- IMPOSTO ÚNICO
- Justiça
- O SONHO
- PAC
- PINGA
- POLÍTICA
- Racismo
- Reforma eleitoral
- REFORMA POLÍTICA
- Respostas
- Respostas on line
- Tolerância Zero
- TRABALHO
- Uncategorized
- Vídeos
-
RSS
Entradas RSS
Comentários RSS

























































