blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Enganação e hipocrisia.

Enganação e hipocrisia.

Os dirigentes da nação, comandados pela presidente que com o seu alto conhecimento da língua pátria criou uma nova categoria excluindo o substantivo comum de dois, onde o gênero fica explicito pelo artigo do sujeito e não pela terminação do substantivo, inventando para si mesma o honroso título de presidenta(?).

O professor Helio Fontes, suposto autor de um texto que recebi por email diz o seguinte sobre este assunto:

“SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA”

Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos
e despachos iniciais de Dilma Rousseff.

As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras
(maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão, afinal os veículos de comunicação têm a
ética de escrever e falar certo.

* * *

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada
de Presidenta. E ponto final.

Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
intitulado “Olha a Vernácula”

Vejam:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
mendicar é mendicante.

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz a estudante, e
não “estudanta”; se diz a adolescente, e não “adolescenta”; se diz a
paciente, e não “pacienta”.

Um bom exemplo seria:

“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
português, só para ficar contenta.”

Assim ela pareceria mais inteligenta e menos jumenta.

Não bastasse esta cretinice demagoga, inventaram agora, uma nova lei, proposta pelo excelentíssimo ministro que comprou o título de doutor, plagiando uma tese de outrem Aloísio Mercadante, e sancionada pela presidente (a) de que nos diplomas conste também o gênero feminino e não somente o masculino ou o comum de dois.

Coisa de maluco que não tem mesmo o que fazer.

De acordo com o colunista Celso Arnaldo de Veja on Line, um diploma de um homem que terminou o curso técnico de torneiro seja descrito como sua profissão, “Torneiro Mecânico” e uma mulher que terminar o mesmo curso seja classificada como “Torneira Mecânica”.

É mole minha gente, com tanta coisa a ser feita, esta administração está preocupada com estas mesquinharias que em vez de solucionar algum problema vai criar embaraços na vida da futura Torneira Mecânica.

A primeira vez em que me vi envolvido com um sufrágio nacional foi em 1960 na eleição do Jânio Quadros.

Com apenas 16 anos, eu ainda não votava, mas participava das opiniões em casa, onde o meu pai votaria no General Teixeira Lott e parte da família votaria no Jânio Quadros.

Como reza a história ganhou a esperança do povo de mudança ética personalizada pela vassoura do candidato Quadros, que jurava varrer para o lixo toda a corrupção existente no país desde ou antes da república.

Eleito o Professor de português Jânio Quadros, tomou posse democraticamente e se instalou no recém inaugurado palácio da Alvorada.

Logo se encantou pela mordomia e dizem os historiadores que passava horas em fio assistindo filmes de faroeste na sala de projeção do palácio e bebendo cachaça da boa.

Seus primeiros atos foram um desastre, pois em vez de se preocupar com os problemas sérios herdados de seu antecessor, ele se preocupou com ninharias como proibir brigas de galos, exibição de soutiens em vitrines e proibir mulheres de usar biquínis na praia pública, e outras besteiras como estas. Sua primeira obra civil foi à construção de um horrível pregador de roupa que está lá até hoje, para servir de moradia a centenas de pombos na praça dos três poderes.

O seu governo durou apenas sete meses. Houve até uma anedota de que a UDN (partido do Jânio) que levou vinte anos para fazer um filho e o fez de sete meses!

Este novo governo está nos mesmos moldes das imbecilidades.

E temos problemas de sobra, somos de acordo com as estatísticas internacionais a sexta economia do mundo. Isto não é mérito do governo, pois o nosso PIB (Produto Interno Bruto) cresceu por conta do preço das comodites que exportamos e que subiram vertiginosamente. A distribuição de renda continua desigual, a nossa infraestrutura de energia transportes, segurança e educação estão pela morte. E a nossa indústria está diminuindo ano a ano em favor das importações principalmente da China com produtos baratos feitos com mão de obra escava.

O Power Point abaixo ilustra uma das rodovias federais.

Veja se na sétima economia do mundo, a Inglaterra tem algo semelhante!!!

 

CUIABA-MT – SANTAREM – PA

15 abr 2012 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

Fé e espiritualidade

Fé e espiritualidade

Eu realmente não tenho nenhuma religião ou fé religiosa, não acredito que haja um ser que controle a nossa vida, e achei sempre desde a mais tenra idade, que é o ser em si que determina o céu ou o inferno em sua vida e que estas posições são vividas aqui na terra durante a vida e não depois que esta termina.

Tenho tentado e com relativo sucesso viver em paz comigo e com outros, sem nenhuma necessidade de ajuda divina.

Ajudo a quem posso ajudar e como posso ajudar, sem pensar em nenhuma recompensa.

Isto reflete em minha vida desde o momento em que desperto pela manhã dia após dia e é suficiente para que eu sinta vontade de seguir vivendo.

Mas não sou contrário a nenhuma religião ou fé que possa trazer felicidade às pessoas que praticam estes ritos, desde que o pratiquem com verdadeira fé e com a mente voltada para o bem.

Mas a espiritualidade e a religião, apesar de parecerem andar de mãos dadas, são muito distante uma da outra, e encontrei em um blog uma boa definição destas diferenças.

Estou publicando com os devidos créditos:

O texto é do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes, que escreve em seu blog:

A religião não é apenas uma, são centenas.

A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.

A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que
fazer e querem ser guiados.

A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.

A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.

A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.

A espiritualidade lhe diz: “aprenda com o erro”..

A religião reprime tudo, te faz falso.

A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.

A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.

A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona.

A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.

A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.

A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.

A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.

A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.

A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.

A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.

A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.

A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.

A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.

A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.

A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.

A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.

A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.

A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.

A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida

 

15 abr 2012 Publicado por | ARTIGOS, religião | , , , , | 2 Comentários

Irritação.

Irritação.

Recebi a algum tempo um email de um de meus amigos com a história abaixo.

Não mencionava o autor. Procurei na internet e encontrei várias menções ao mesmo conto, sem nenhuma indicação de sua autoria.

Então por achar relevante o exemplo deste conto estou também publicando em um de meus posts.

O homem que não se irritava

Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.

Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.

A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa. Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:

- O que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente:

- A senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:

- Servi sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos. Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:

- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente. Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.

Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça. Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão. Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério. Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma. Queridos amigos!! Que possamos tirar ensinamentos dessa história. Vamos tentar não nos irritarmos por coisas poucas, vamos fazer esse bem para nosso próprio ser.

Quando alguém quiser lhe irritar não entre em seu jogo, encontre uma saída diferente, façamos como o homem no restaurante, tenhamos serenidade e calma diante das situações.

“ONDE HÁ RESPEITO HÁ PAZ”.

“Para compreender as pessoas devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer.”

John Powell

E finalmente, encontrei um dia a frase que também não conheço o autor, mas vale para finalizar este artigo:

“Guardar raiva a alguém ou alguma coisa, é como beber veneno e esperar que o outro morra”

15 abr 2012 Publicado por | ARTIGOS, CURIOSIDADES, exemplos | , , | 1 Comentário

Outra vez a educação básica.

Outra vez a educação básica.

Já escrevi vários artigos sobre a deficiência educacional no Brasil.

Já comentei sobre os gastos, sobre os métodos sobre os salários, sobre os méritos, e sempre todos estes tópicos, que são os alicerces de uma educação básica e onde esta é o alicerce da cultura de uma nação, mas estão sempre a desejar. E não é por falta de conhecimento sobre o assunto, porque os parlamentares sabem muito bem do problema, e como o resolver. Quase todos os parlamentares têm currículo razoável, alguns deles com currículo admirável, mas deixam o barco correr ao sabor da correnteza, sem realmente fazer coisa alguma.

Durante o governo do FHC, os gastos com a educação em geral eram bem mirrados, acho que somavam pouco mais de 2% do PIB (Produto Interno Bruto). No seu segundo mandato, houve por intermédio do Ministro Paulo Renato, uma decisão recomendável que foi a criação do sistema de Verba Direta para a escola básica cadastrada, sem passar pelas burocracias existentes até então.

No programa, bastava a escola se cadastrar, abrir uma conta bancária e solicitar a verba para qualquer melhoria, salários, programa docente, ou qualquer benefício para a instituição, e a verba era depositada. A escola então executaria o programa previsto nesta verba e mandaria um relatório da execução ou do resultado desta implementação.

O TCU iria supervisionar estes gastos e se tudo fosse feito de forma correta e legal, a escola poderia continuar a receber verbas que iriam melhorar o estabelecimento.

Eu creio que isto foi feito em 1996, e começou a dar resultados positivos, mas foi interrompido no governo Lula.

Outro dia escutando a radio CBN, ouvi uma notícia que o programa iria ser reaberto. Menos mal.

Como já mencionado em outros posts, a verba para educação melhorou no governo Lula chegando a 7% de um PIB bem maior.

Mas estes gastos foram com o ensino técnico, superior, ou a distancia, geralmente comandados por ONGs, ou o Pro Uni, onde as irregularidades são marcantes. O ensino básico continua desdenhado pelas autoridades, com salários da fome, prédios inadequados, professores sem condições de dar aulas e outras mazelas.

Outro dia passeando pelo blog do Giulio Sanmartini (http://prosaepolitica.wordpress.com), encontrei em um de seus artigos um comentário de um leitor que se identifica como “Joszef Janosek”. Este comentário se resumiu em um lindo artigo de autoria da professora,  Sandra Cavalcanti.Artigo repleto de verdades e que reproduzo agora:

Você pode gostar ou não da autora deste texto, mas aí está a colocação perfeita do regime de cotas.

POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES…
Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio.

Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados.

Eram jovens de todas as camadas.
Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.

Elas compunham um quadro muito equilibrado.

Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena.

As brancas também eram diferentes.

Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas.

Enfim, um pequeno Brasil em cada sala.
Todas estavam ali por mérito!
O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências.

Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos.
Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele!

Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.
Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante.

Eram os 50 anos da formatura delas!

Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não.

Lá estavam elas, muito felizes.

Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico. E as nortistas, com seu jeito de índias. Na minha opinião, as mais bem conservadas.
Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais.

Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.
Estabelecer igualdade com base na cor da pele?

A raiz do problema é bem outra.

Onde é que já se viu isso?

Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo.
Uma das minhas alunas hoje é titular na Uerj. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras.

As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras.

Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu.

O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza!

Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele.

Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.
Perguntei: qual é o problema, então?
É simples, mas é difícil.
A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada. Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres.

Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, mal cuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos.
Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.
Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo.

Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade.
Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres!
Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos.
Tratem de investir de verdade no ensino público básico.
Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá.
Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejarem que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.
O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto?
É claro que não.
É na largada que se consagra a igualdade.
Os pobres precisam de igualdade de condições na largada. Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério! Com elas, foi assim.

*Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.

 

 

 

15 abr 2012 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, EDUCAÇÃO, GOVERNO | , , | 1 Comentário

Fazer cumprir…

Fazer cumprir…

Recebi de meu amigo Marcelo uma pequena história que vou compartilhar com os leitores.

Vejamos:

 

Existem pessoas que têm o dom da síntese.

Esse Abraham Shapiro conseguiu em poucas palavras explicar, através de uma historinha, como funciona o governo Dilma!

então vejamos:

 

ABRAHAM SHAPIRO
Navegando há vários meses sem que os marujos tomassem banho ou trocassem de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio fedia.
O Capitão chama seu Imediato:
Mr. Simpson, o navio fede. Mande os homens trocarem de roupa!
Yes, Sir!
Simpson reúne seus homens e diz:
Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John. John troque a sua com Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred…
E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele retorna ao Capitão e diz:- — Sir, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.

 

Você acaba de entender exatamente o que é o Brasil no governo atual. 

 

 

12 mar 2012 Publicado por | ARTIGOS, GOVERNO, História, Humor, POLÍTICA | Deixe um comentário

Uma visão da realidade

Uma visão da realidade

Estou publicando esta coluna que me foi enviada por email, pelo meu primo Camilo, sem realmente pesquisar se a autoria é realmente do alegado Marcelo Tas.

Apesar de não possuir os fatos documentados na presente coluna, publico por concordar totalmente com o que está relatado.

Pelo conteudo, nota-se que é um artigo um pouco datado, escrito ha alguns anos, mas isto não retira dele as realidades retratadas.

Se alguém discordar ou comprovar que não seja dele(Marcelo), é somente me mandar algum comentário com as correções que eu corrijo. Apenas a autoria, pois o fato relatado está totalmente de acordo com os meus pensamentos.

Uma maneira de olhar o significado de PT, segundo Marcelo Tas do CQC

 

“Por não ser petista, sempre fui considerado “de direita” ou “tucano”
pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.”

Vejam, nunca fui “contra” o PT. Antes dessa fase arrogante
mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a
votar nos “cumpanheiro”.
A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de
80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual
aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido
dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas.
Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é
petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um
dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que “dos Trabalhadores”? Nunca
entendi. Qual a intenção? Quem é ou não é “trabalhador”? Se o PT
defende os interesses “dos Trabalhadores”, os demais partidos defendem
o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam.
Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava.
Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser
“dirigentes do partido”. Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae
deles.

Repare no choro do Zé Genuíno quando foi ejetado da presidência do
partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a
câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele.
Ia ter “que sobreviver” sem o partido. Isso é: procurar emprego. São
palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20,
talvez 30 anos… Diga-me, qual foi a última vez, antes de virar
presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando
metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu
da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina
mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe
no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores
não trabalhava!!!
Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a
enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é
sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir
para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de
um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e
conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de
dólares ou o Marcos Valério.
A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive
nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em
Paris…misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da
França…outro que está mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço
do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é
bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa
2…

Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram
convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe)
de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o
filme do início jogando todos na lama.
Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca
fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os
“dirigentes”, “conselheiros”, “tesoureiros”, “intelectuais” e demais
cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos,
todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal,
peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a
realidade brasileira.

Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no
batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de
trabalhadores.

11 mar 2012 Publicado por | ARTIGOS, GOVERNO, POLÍTICA, TRABALHO | Deixe um comentário

A despedida

A despedida

Recebi por email de minha amiga Pernelle, esta mensagem da ex-esposa de Hugo Chávez.

Pesquisei sobre o assunto para ter a certeza de que a informações recebidas são de fato verdadeiras.

Não encontrei nada em “El Universal” como se refere o Email, mas encontrei em uma revista chilena, uma referência em espanhol desta missiva de despedida precoce.

http://despiertachile.cl/not/469/despedida_de_nancy_iriarte_diaz__su_exesposa__a_hugo_chavez_/

 

Quanto ressentimento por parte de uma pessoa que participou e compartilhou sua vida com alguém.

Impressionante.

 

 

        Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:

          Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal… Porque o fim dos tempos não te alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu “ciclo vital” se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado… Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aparecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?… Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces… Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua corte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil… Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida? Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.

Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário… imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura… Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma corte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham… Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.

Também no Email que recebi faltou o final que está na publicação chilena:

“El Socialismo solo funciona en dos lugares:

en el Cielo, donde no lo necesitan, y en el Infierno donde ya lo tienen”

Nancy Iriarte Díaz

Que traduzo:

“O socialismo funciona apenas em dois lugares:

No céu onde não se necessita, e no inferno onde é a realidade”

Nancy Iriarte Díaz.

 

09 out 2011 Publicado por | ARTIGOS, CURIOSIDADES | Deixe um comentário

A seriedade do cinismo.

A seriedade do cinismo.

 

Durante as obras do Pan Americano, que diga-se de passagem  houve tempo de sobra para concluí-las em tempo hábil, houve uma tática protelatória onde foram envolvidos  agências regulatórias, políticos, e principalmente o presidente do COB  (Comitê Olímpico Brasileiro) Carlos Arthur Nuzman.

Atrasaram as obras com o propósito de dispensar as licitações, que segundo eles era muito burocrática e levava muito tempo. (Sabemos que isto é verdade, mas haveria tempo hábil para tudo isto se o cronograma original fosse seguido)

Para o Brasil não ser alvo de chacota internacional, abriram as portas do tesouro e a negada nadou de braçada.

Até o dia de hoje, segundo o TCU (Tribunal de Contas da União), 90% dos gastos estão pendentes de regularização como notas fiscais e outros documentos.

Por mera coincidência existiam 23 empresas no complexo do Pan,  que de alguma forma pertenciam à familiares do Nuzman.

Todos ficaram muito ricos à custa do erário com a desculpa de obras emergenciais para o Brasil poder fazer bonito (Como realmente fez).

Como na primeira vez deu tudo certinho, roubaram muito dinheiro e não foram punidos, resolveram assaltar o erário novamente com o mesmo processo.

È a mesma turma de sempre, com adição do Ricardo Teixeira, um facínora de primeira grandeza que conheço pessoalmente dede os tempos de adolescente em BH.

As obras vão se atrasando como a greve no Maracanã, e outras maracutaias e em cima da hora liberam tudo para salvar o nome do Brasil.

A FIFA (Órgão eivado de suspeitas também) deveria remover esta copa Brasil e levá-la a outro país dando uma lição aos pilantras e uma vergonha ao Brasil.

Mas não vai acontecer.

No final o Brasil vai fazer bonito e tudo vai entrar nos eixos menos a prestação de contas que irá para o espaço junto com os preços finais.

Bem hoje encontrei um artigo do colunista Ralph J. Hoffmann, (http://prosaepolitica.wordpress.com)  com uma parte histórica bem interessante, e uma idéia melhor ainda para mostrar aos pilantras que ainda temos brio e eles têm que entrar nos eixos.

Leiam o artigo e se entenderem a idéia vamos fazer uma forcinha da aplicá-la no Brasil.

Ralph J. Hofmann

Durante a segunda guerra os países mais exigidos economicamente para produzir armas assim como para desenvolvê-las, afora a Alemanha, foram os Estados Unidos e a Inglaterra.

Esta última esteve com as costas contra a parede entre 1939 e 1943. Lutava para sobreviver. Em função disto a capacidade produtiva do país estava toda engessada. O  Ministro da Produção de Guerra, Lord Beaverbrook, um magnata da imprensa nascido no Canadá, homem que viera do nada montou uma equipe que se encarregava de viabilizar as necessidades das forças armadas. Para tanto determinava o que e quanto as diferentes empresas deveriam produzir e inclusive podia influenciar a alocação mão de obra para os objetivos essenciais à sobrevivência do país.

Na ocasião, o país com todos os seus recursos comprometidos determinou que a figura do lucro, remuneração do capital seria assunto para mais adiante, mesmo por que, quando as empresas precisavam reconstruir em função do bombardeios, ou obter máquinas operatrizes em termos dos projetos isto também ocorria em função da necessidade, não mais da capacidade de investir da empresa.  

Após a guerra uma comissão determinou, dentro de certos parâmetros aprovados pelo parlamento, quanto cada empresa produzira e a que remuneração fazia jus. Lembro que Barnes Wallis, um dos maiores inventores, detentor de patentes vitais para o esforço de guerra só teve arbitrada sua remuneração na década de sessenta.

Algo semelhante foi arbitrado pela equipe dos economistas Bernard Baruch e John Kenneth Galbraith quanto à remuneração dos fabricantes dos EEUU, no período de1942 a1946.

Há pouco ouvi um  âncora de televisão descrever as obras da Copa do Mundo como sendo vitais ao país, em termos de provar a capacidade de realização do país, da dignidade do país e outras coisas mais. 

Como sabemos e muitos tem escrito, os atrasos na sobras da copa são pelo menos suspeitos. Foram gerados para gerar facilidades de arbitrariamente contratar sem concorrências. Tudo vai custar algumas vezes os mais altos preços do planeta.

Ora se completar essas obras é mais interessante do que simplesmente desistir da copa, esta deve ser tratada como a nossa guerra.

E no caso, deveria haver uma Autoridade de Realização da Copa com direito a chamar um empreiteiro, informá-lo que vai fazer tal obra, que deve apresentar as notas fiscais dos custos. Uma tal autoridade deve auditar os custos em função de preços internacionais e sumariamente prender os infratores para aguardar julgamento sem direito a responder processo em liberdade. A primeira obra seria uma penitenciaria confortável para não ser dito que se está humilhando os empreiteiros.

Sugiro isto como bandeira para o Romário, que está se tornando o Deputado da Copa. No caso da eleição dele Deus escreveu reto por linhas tortas. Uma grata surpresa.

Já nem, estou navegando na maionese.

Estou nadando nela.

 

18 set 2011 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Disfarce de uma ditadura.

Disfarce de uma ditadura.

Existem várias formas de se dominar uma nação ou povo, que depois de dominado, fica refém  das vontades dos conquistadores, que tentam se manter no poder o maior tempo possível

Ao exercer seu poder de mando, um ditador, tem que subjugar  de certo modo o seu povo dominado,  seja pela força, pela ilusão, pela propaganda  ou por qualquer outro meio que possibilite a manutenção de eu poder que conforme a história indica será sempre temporário.

Os países  do oriente médio, de maioria mulçumana, vivem em estado de constante ditadura, ou seja dominância por um monarca, ou um ditador em nome de Alá. Na Arábia Saudita por exemplo, os monarcas saudis estão no poder a muito tempo, mas sendo uma nação muito riça, eles distribuem conforto aos nativos, dando-lhe dinheiro, bolsas de estudo, independência financeira, desta forma mantendo-se no poder indefinidamente, pois os habitantes que vivem debaixo do julgo do monarca estão satisfeitos com a situação, e não necessitam de mudanças no regime no momento. Mas não exercem uma democracia. Os monarcas, fazem o que bem entendem, distribuem as riquezas da maneira que lhes convêm, e se algum dia faltar dinheiro, eles vão sempre estar muito bem enquanto o seu povo vai começar a sofrer.  Neste momento é quando o poder é questionado, e começam os problemas para se manter no poder.

Se o povo de alguma forma sente que o excesso de poder, está prejudicando a maioria, invariavelmente o ditador cai.

Em uma democracia verdadeira, onde o poder emana do povo, os direitos do povo devem ser preservados e o poder do mandatário está limitado e observado pelos representantes do povo, o direito à informação, à palavra, ao processo judicial, e todos os outros, o descontentamento do povo se manifesta em forma de votação voluntária, onde o descontentamento popular troca periodicamente de mandatários.

Em uma democracia, deve sempre haver uma oposição e uma situação, onde a situação sempre será fiscalizada pela oposição, e a alternância de poder entre a situação e a oposição sempre é muito recomendável.

Agora, existem ditaduras, travestidas de democracia.

Em nosso Brasil, ficamos sob o julgo de uma ditadura militar por mais de vinte anos, e com muita luta e perseverança, conseguimos nos libertar dos mandatários militares, que se mantinham no poder devido à força militar, e conseguimos  votar um novo mandatário civil, que levou a outro que por manifestação de descontentamento popular foi deposto, elegemos outro que ficou oito anos, que deu lugar a outro que era da oposição.

Até aí tudo bem, a democracia republicana se manifestando quase que puramente.

Quase, por um simples detalhe, o voto obrigatório, com sanções àqueles que não votam, macula inteiramente a teoria democrática, onde a liberdade de se expressar deveria ser estendida ao direito de votar.

 Depois que esta oposição assumiu o poder, está havendo uma tentativa, desde o primeiro momento de se perpetuar no poder indefinidamente, mascarando o processo democrático e usando táticas aprendidas e apregoadas por ditadores do passado, vão devagar corroendo as raízes democráticas, mudando estrategicamente a situação democrática por uma situação de poder absoluto.

Seguem as cartilhas ao pé da letra.

 Aparelham o sistema de governo com pessoas de confiança e dedicação ao partido da situação.

Aparelham as camadas mais ricas e poderosas, com o que mais lhes agrada que é poder monetário, distribuindo entre eles, grande parte dos impostos arrecadados.

Aparelham a classe mais pobre e mais numerosa, com migalhas pagas pelos contribuintes da classe média, mas estas migalhas melhoram ligeiramente a situação de pobreza  aparentando para esta gente excluída por muitos governos,  que o governo está bem, cuidando der sua gente.

Investem pesadamente em propaganda, mostrando a imagem do governo como uma de liberdade e funcionamento, técnico e social, ainda que estas propagandas sejam revestidas de mentiras e ilusões.

Investem muito pouco em educação de verdade, pois um povo bem educado e esclarecido não é desejo dos enganadores.  Fazem enorme propagando da melhoria no ensino, mas a realidade permanece sombria neste setor.

Tentam de todas as formas aparelhar e controlar a mídia livre, para evitar reportagens negativas, (Censura).

Não investem pesadamente na prevenção de doenças como sistema sanitário, água potável, educação familiar, pois o povo que está sadio perde a dependência em medicamentos distribuídos pelo governo como uma dádiva aos seus governados.

Aparelham o sistema judiciário com pessoas de confiança do partido da situação.

E finalmente, compram descaradamente o sistema democrático de fiscalização do governo que é o poder legislativo.  Em uma democracia fraca, recente, este poder ficou vulnerável, pois necessita urgentemente de ajustes, e o governo compra com seu poder de distribuição de dinheiro arrecadado, a consciência destes representantes do povo, que passam a serem representantes de si próprios.

Como agradar a toda a população como fazem os mandatários sauditas, onde a população é relativamente pequena e a quantidade de dinheiro é grande, está difícil no Brasil onde a população excluída é grande e o dinheiro pouco, ficou mais fácil agradar apenas  os  representantes de todo o povo, transformando um sistema democrático de direito em uma ditadura muita parecida com a dos mulçumanos.

E agora vivemos em uma ditadura disfarçada de democracia, e comanda por facínoras que vivem para se locupletar do dinheiro do povo, aumentar o seu poder com o dinheiro do povo, e que não quer largar o osso de forma nenhuma muito menos democraticamente.

A meu ver a tragédia que se aproxima não será muito saudável nestas circunstâncias.

O meu modo  de pensar não está só neste momento, como mostra o artigo que encontrei no Blog da Jurema Capelletti, em um artigo que foi creditado como enviado por Pedro Enrique, e de autoria do Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira:

Os indícios de que em breve a democracia no Brasil emitirá o seu último suspiro estão à nossa frente.

Não vê quem não quer. Depois, não adianta lamentar.

A dominação na teoria do Gramsci não ocorre de repente. Como vimos na caçada aos porcos selvagens, vai uma cerca aqui, outra acolá e um belo dia, lá está a vara, irremediavelmente, encurralada. E o pior, por seu livre arbítrio, pois durante o cerco, bastava uma firme reação para evitar a desdita.

E os indícios não faltaram.

Motivações ou argumentos politicamente corretos subverteram a capacidade de reação, e ficou fora de moda criticar. Se os outros não reclamavam, os poucos atentos, esmagados com a subalternidade dos demais, calaram – se para não dar o vexame de ser isoladamente do contra.

Assim, pelas bordas, um pequeno avanço, mais uma inexorável volta no parafuso. Por vezes, um recuo, uma falsa desistência para retornar no futuro com mais ênfase, com maiores pressões, e eis o sítio aos futuros servos.

A instrumentalização de dicotomias promovidas à larga, a criação de reservas, o endeusamento verbal dos índios, a entronização dos quilombolas, a desvalorização dos princípios, o desprezo aos tradicionais heróis, a promoção de falsidades e inverdades que minaram valores, corroeram convicções e abriram o caminho para a aceitação das questões mais esdrúxulas, enfatizaram que os fins justificam os meios.

O lançamento do PNDH3 foi mais um indício gritante de que havia algo de podre no reino da Banânia. Prematuro, foi um pequeno erro de cálculo. Eles foram com sede demais ao pote. Todavia, aprenderam e recuaram, juntaram forças, investiram no convencimento, e agora retornaram ensandecidos, coléricos.

A demagogia do estado forte aos poucos deu lugar ao ESTADO TOTALITÁRIO.

É o Estado na economia, é o Estado paternalista que tudo provê em troca de submissão, sugando através de pesados impostos o nosso ânimo, a nossa aspiração de liberdade e, assim, promovidos a zumbis de uma cúpula de sanguessugas, trocamos a grandeza por vileza, o orgulho por tibieza, pois o desgoverno dá tudo, desde qualquer bolsa, até camisinha, só não dar – nos – á dignidade.

Assim, abdicamos de coisas primordiais, mas que foram transformadas em desnecessárias, e de somenos.

Poderíamos elencar os indícios na direção da dominação. Podemos recordar, porém que a cada dia eles estão mais fortes, mais atrevidos, mais ávidos, e indóceis para assumir totalmente as rédeas de tudo.

O que falta, que ninguém duvide, é o controle da livre imprensa, do pensamento, pois calarão as vozes discordantes, não serão assolados com denúncias, e com a indignada pena de opositores.

Quando atingirem seu objetivo de amordaçar as poucas vozes da razão, terão o domínio total e, por isso, atiram – se de corpo e alma, com todas as forças e com todas as armas para eliminar o seu último obstáculo rumo a nossa servidão.

Na história da humanidade os regimes totalitários, em geral, começaram de mansinho, e somente assumiram a monitoração efetiva, quando tolheram a liberdade da imprensa. Quando ocorre, esvai – se o último bastião dos homens livres.

E, parodiando o trecho famoso (*) da Ordem do Dia, do intrépido Marechal Manoel Luís Osório, Marquês do Erval, um dos baluartes da história nacional, no Passo da Pátria, em 15 de abril de 1866, declaramos “é fácil submeter povos livres: basta retirar – lhes o direito de expressão”.

* “É fácil comandar homens livres; basta mostrar-lhes o caminho do dever”.

Brasília, DF, 04 de setembro de 2011.

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira 

07 set 2011 Publicado por | ARTIGOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | Deixe um comentário

VOZ DE PRISÃO

VOZ DE PRISÃO

Encontrei esta reportagem, escrita pelo jornalista Mino Pedrosa,

Se realmente isto for verdadeiro, melhor se tiver 10% de verdades, a podridão dentro do governo do Distrito Federal, está tão enraizada, que somente uma intervenção severa e séria poderia colocar nos eixos esta política nojenta que há anos solapa o dinheiro público no DF.

De acordo com esta reportagem, não escapa ninguém.

É cobra comendo cobra.

Vamos a ela:

 

 

Esquema com doleiro no DF é denunciado

Qui, 25 de Agosto de 2011 12:18 Escrito por Mino Pedrosa

A disputa pelo Governo do Distrito Federal nas eleições de 2010 trouxe à tona um processo volumoso de desvio de milhões em verbas públicas na gestão de Agnelo Queiroz no Ministério dos Esportes. O processo, que ainda tramita na Justiça, começou com exploração sexual de crianças e adolescentes, queima de arquivo com assassinato e fechou com um grande escândalo de ONGs fantasmas e está recheado de provas contra o atual governador do DF. Se fosse um filme, poderia se chamar Guerra entre Gangsters.

O processo, um dos mais rumorosos dos últimos anos envolvendo autoridades e empresários, teve um agente da Polícia Civil infiltrado na chamada Operação Shaolin, que foi assassinado, segundo a perícia, por alguém com o domínio das artes marciais.

Na campanha de 2010, Agnelo contou com a ajuda de Tadeu Filipelli, vice na chapa que hoje dirige o GDF. O argumento desse filme partiu de um vídeo onde Michael Vieira da Silva, um faz tudo da ONG Instituto Novo Horizonte, aparece no programa eleitoral do adversário Joaquim Roriz reiterando denuncias contra Agnelo e sua turma no Esporte.

Michael explicava, em horário nobre, como eram feitos os repasses de dinheiro desviado dos cofres do Ministério do Esporte e como Agnelo recebia a sua parte do leão.

Abatido, Agnelo contou com a ajuda de Filipelli para montar  estratégia para desqualificar Michael, e dar a volta por cima na campanha. Mas, o plano custava dinheiro.

A esta altura do roteiro, só quem tinha dinheiro em espécie, capaz de resolver tamanho problema, era o doleiro Fayed Antoine Traboulsi, muito conhecido nos meandros da política na Capital da República.

Naquele momento os responsáveis pela arrecadação de  dinheiro para a campanha de Agnelo e Filipelli, através de caixa 2, eram o delegado e ex-chefe da Inteligência da Polícia Civil, Miguel Lucena, e o hoje secretário de Saúde Rafael Barbosa. A mando de Agnelo e Filipelli, os “malas” procuraram Marcelo Toledo e Fayed, a fim de levantar a verba para comprar o depoimento de Marlene Vieira da Silva Santos, tia de Michael, e desqualificar o depoimento do rapaz.

Aí o roteiro do filme passa a esquentar. O doleiro, então, financiou a estratégia de Filipelli e Agnelo através de seu amigo Marcelo Toledo. Na mesa de negociações, ficou acertado que com a vitória de Agnelo e Filipelli a autarquia DF Trans –Transporte Urbano do Distrito Federal e a Corretora de Seguros do BRB, ficariam sob o comando de Toledo, que nomearia as diretorias, enquanto Lucena ficaria com a Secretaria de Segurança Pública.

Lucena e Rafael receberam das mãos do doleiro R$ 500 mil na hora, como uma parcela para engordar o Caixa 2 da campanha. O delegado saiu do primeiro encontro e convocou um amigo para testemunhar o pagamento de Marlene. João Dias, o homem que tem o domínio das artes marciais em Brasília, preside a Federação Brasiliense de Karatê e é o suspeito número um na morte do agente da Polícia Civil infiltrado na Operação Shaolin, que desvendou o esquema das ONGs no Ministério dos Esportes.

Dos R$ 500 mil repassados pelo doleiro, Marlene ficou com R$ 200 mil e a promessa de um cargo no novo governo. O vídeo já estava gravado e foi ao ar no programa eleitoral de Agnelo e Filipeli, como contra ataque ao depoimento de Michael.

A operação foi um sucesso. A campanha de Agnelo conseguiu estancar uma série de denuncias que seriam feitas por Michael.

Agnelo e Filipelli, vitoriosos, teriam que cumprir com os compromissos assumidos durante a campanha. O que não aconteceu. Lucena viajou para o exterior para descansar e se preparar para assumir a Secretaria de Segurança. Mas no retorno encontrou outro no seu lugar.

Lucena procurou Toledo e Fayed  para chorar as mágoas. Entre uma lamentação e outra desabafou e revelou todo o esquema do Caixa 2 da campanha minuciosamente explicado como operava junto com o já nomeado secretário de Saúde Rafael Barbosa. O assunto era dinheiro. E Fayed e Toledo, experientes, gravaram toda a conversa.

No primeiro encontro, a gravação tem o tempo de 46 minutos. Depois, Toledo e Fayed tiveram mais três encontros com Lucena, todos devidamente registrados.

Lucena então cobrou de Agnelo e Filipelli uma solução. Imediatamente foi nomeado presidente da Codeplan. Aí, o filme mudaria de nome: De volta ao Passado. Lucena passou a ocupar o mesmo cargo de Durval Barbosa, no Governo Arruda. Lembrando também que Durval foi o arrecadador de dinheiro do caixa 2 de Arruda.

Começa o jogo perigoso. Entra em campo outro personagem: Paulo Tadeu, secretário de Governo e responsável pela distribuição dos cargos no GDF. Com Filipelli e Agnelo, Paulo Tadeu resolveu enfrentar Marcelo Toledo e não cumpriu o acordo firmado na campanha, descartou o doleiro e o amigo. Toledo e Fayed procuraram Lucena, o avalista da operação. E começaram a cobrar: os cargos ou o dinheiro com juros e correção. Já não eram mais R$500 mil. Passavam de R$ 3 milhões.

Lucena, Filipelli e Agnelo resolveram montar um flagrante de extorsão e levar Toledo e Fayed pra cadeia. Encontro marcado, Fayed revelou a Lucena que o esquema para montagem do caixa 2 de Agnelo e Filipelli contado pelo delegado estava todo documentado.

Aí, Lucena convocou como testemunha novamente o policial militar e professor de artes marciais João Dias, e sua turma de caratecas para garantir a prisão de Toledo e Fayed no flagrante de extorsão. Mas o que Lucena e João não contavam é que do outro lado havia uma turma de policiais civis para “garantir” a conversa.

O bate papo aconteceu no Sudoeste, bairro classe A de Brasília, no Café Pães e Vinhos. Ali, Toledo e Fayed cobraram a fatura combinada. Sentados, a conversa começou a esquentar, e Toledo, percebendo que não sairia nem cargo nem dinheiro, com voz alterada ameaçou colocar na rua as gravações que tinha em seu poder. Lucena, com João preparado para o flagrante de extorsão, deu voz de prisão a dupla de cobradores. A confusão estava armada.

Turma de Toledo…Turma de João. Policiais e caratecas…Começam os empurrões e… chegam rapidamente as viaturas da PM, como que aguardassem a voz de prisão a qualquer momento. Todos para o 3º  Distrito Policial. Na chegada da Delegacia, procuraram Lucena e ele havia fugido.

Toledo e Fayed estavam detidos. João Dias fazia escândalo na Delegacia. No corre-corre, Fayed ainda dentro do carro, uma BMW vermelha, gritava , com sotaque árabe,“estou sendo preso por tentar recuperar meu dinheiro roubado por vocês! Quem tem que ir pra cadeia são vocês !”. Um dos policiais que fazia a escolta de Fayed e Marcelo sacou uma arma e deu fuga para o doleiro.

Dentro da Delegacia, João Dias, vestido de colete de proteção de luta e jeans, gritava e dava ordens para os agentes exigindo a prisão de Toledo e Fayed, e ameaçava telefonar para o secretário de Segurança, Sandro Avelar. O delegado titular, Onofre de Moraes, foi acordado1h15 da madrugada para tentar resolver o problema. Onofre disse a João que não poderia fazer a ocorrência policial porque Lucena e Fayed haviam fugido da Delegacia. João Dias revoltado disse ao Delegado que levaria o caso para o Ministério Público e abriria o verbo.

Na manhã seguinte, o delegado Onofre de Moraes se dirigiu ao local onde a voz de prisão foi dada a Fayed e Toledo, em busca de imagens que comprovassem a discussão. Onofre tentou juntar provas para guardar na gaveta, porque sabia que o desenrolar dessa história pode gerar um processo de prevaricação. Portanto, na gaveta do delegado pode estar um Boletim de Ocorrência contando toda a história.

Toda esta cena já tinha se passado no filme do Governo de José Roberto Arruda:Durval era o arrecadador e caixa 2 da campanha, assumiu a Codeplan, filmou e denunciou todo o esquema do Governo e se escorou numa delação premiada.

Agora Lucena, no mesmo papel, foi o caixa 2 e arrecadador da campanha de Agnelo e Filipelli, assumiu a Codeplan, foi parar na delegacia e também existem gravações de todos os lados que revelam as mazelas do Governo Agnelo e Filipeli. Só que Lucena tentou mudar a história colocando de imediato Toledo e Fayed na cadeia como chantagistas. Mas o plano falhou. Por equanto.

Aliás, nessa história a única pessoa que teve o prometido foi a tia de Michael, a 2º sargento da QPPMC Marlene Vieira da Silva Santos, matrícula 154.175-7, que foi nomeada conforme publicação na página 35 do Diário Oficial do DF, do dia 31 de março de 2011, “para exercer o Cargo em Comissão, Símbolo DFG-14, de Diretor, da Diretoria de Integração e Articulação Comunitária, da Subsecretaria de Programas Comunitários, da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, no lugar do major da PMPM Hélio de Almeida Jardim, matrícula 190.732-8.”

Agnelo e Filipelli, na tentativa de abafar escândalos, além pagar os serviços sujos, estão acomodando, aqueles que chamam chantagistas, em cargos no Governo.

 

28 ago 2011 Publicado por | ABUSOS LEGISLATIVOS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, Cinismo, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

O bicho fome.

O bicho fome.

Não posso deixar este ano de 2009 ir embora sem relatar uma pequena história verdadeira que aconteceu em meu lar.

Constituímos uma família de cinco pessoas, eu minha esposa, minha filha de 11 anos meu filho de 5 anos e o meu caçula de 4 anos. Este relato é sobre ele.

O nome dele é Arquimedes, mas logo ganhou dos outros dois o apelido de Kimo. Eu suponho que seja a lei do menor esforço mostrando sua presença.

Pois bem, o Kimo, é uma criança que tem um apetite ávido por proteínas, e tem a tendência de somente comer as carnes, ovos, e não gosta de comer nada de verduras ou massas. Ele cata no prato as carnes todas e pronto quando acabam já sai da mesa sem comer mais nada. Para tentar sanar este hábito, eu criei uma figura temerária, à qual dei o nome de “Bicho Fome”. E de acordo com minha criação, o Bicho Fome, mora dentro da barriga e se alimenta de arroz com feijão e muita coisa verde. Quando sente falta destas coisas, destes alimentos, ele fica furioso e morde a barriga com muita força e dói muito.

Kimo tem pouca tolerância para dores, e a estratégia deu certo, e apesar da relutância, ele com medo do tal Bicho Fome, começou a comer uma comida mais balanceada.

Outra coisa que comecei a moderar em minha casa na hora da comida foram os refrigerantes. Estavam realmente passando da conta e meus filhos só comiam com a presença de refrigerantes na mesa. Para controlar este hábito, determinei que somente houvesse refrigerantes no final da semana, e durante a semana se tomava água na hora das refeições.

Bem, certo sábado, como prometido, eu comprei uma garrafa de dois litros de Coca Cola, e na hora do almoço, eu servi os copos das crianças. A comida estava boa, minha esposa havia preparado um arroz com carne moída, pedaços de bacon, lingüiça, tudo bem cortadinho e misturado, um feijão carioquinha, e um quiabo sem baba nenhuma. Estava realmente muito saboroso.

O Kimo, logo de cara tomou um copo inteiro de Coca Cola, e começou a separar e comer toda a carne. Os pedaços eram realmente pequenos e ele foi separando tudo e somente comeu toda a carne, bacon, lingüiça, ignorando tudo mais. Enquanto comia estas proteínas, tomou outro copo inteiro de Coca Cola. Eu fiquei observando isto e esperando para ver o que ele ia fazer quando as carnes acabassem.

E acabaram como era inevitável e o Kimo disse:

“- Pronto, já comi tudo e estou cheio.”

Eu então disse:

“- Não senhor, falta comer o arroz, o feijão e este quiabo que está muito bom.”

Kimo respondeu:

“– Eu já estou cheio e na minha barriga não cabe mais nada”

Eu então:

“– Kimo, se você não der de comer para o Bicho Fome, ele vai ficar com raiva e vai morder a sua barriga e vai doer muito”

E Kimo retrucou imediatamente:

“– Pai, sabe o Bicho Fome, ele morreu afogado na Coca Cola.”

Eu tive muita vontade de rir da presença de espírito de uma criança de quatro anos, mas tive de bancar o durão, dizer a ele que o Bicho Fome não morreu coisa nenhuma e que ele teria de comer para que a barriga não doesse e coisas assim e ele relutantemente comeu tudo.

O Bicho Fome continua a ter presença na hora das refeições para que o Kimo tenha uma dieta  balanceada.

27 dez 2009 Publicado por | ARTIGOS, CRONICAS, Humor | 2 Comentários

O Brasil e a saúva II.

desordem

Este post foi escrito e publicado em junho de 2007, e continua muito atual. As coisas e os fatos sim mudaram, mas para pior. Os personagens ficaram desde então mais ousados, o cinismo aumentou, e as maracutaias estão a céu aberto.  Os políticos estão tratando povo como idiotas, o povo está tratando os políticos como se fossem de outro país.

As notícias, as entrevistas, são reais e estão acontecendo no Brasil.

Não é possível que os cidadãos que estão pagando por tudo isto estejam observando tudo como se estivesse acontecendo na China, no Iraque ou mesmo em Israel.

Quando um político diz em alto e bom tom que está se lixando para a opinião pública e sai rindo, é um sinal de que algo está muito errado.

Este tal de Paulo Duque, de 81 anos de idade, com cara de mascate, é o suplente do suplente, não recebeu nem um simples voto, e já anuncia antes de conhecer todos os fatos que irá arquivar todas as denúncias contra seu patrão o Zé Sir Ney.

Bem leiam o artigo abaixo com mais de dois anos de publicação, assim como os artigos no conteúdo que são de outros autores e julguem vocês mesmos se algo está diferente ou pior

etica e decouro

O Brasil e a saúva.

Ou o Brasil acaba com a Saúva ou a Saúva acaba com o Brasil.

Esta frase, de autor desconhecido, era propagada com afinco nos anos 60, e hoje está comprovado que era um equívoco total por parte dos pesquisadores.

Leiam sobre a saúva aqui:o senhor dos pasteis

http://fgaia.org.br/texts/brasil.html

Atualmente, existe uma linha de pensamento que até explora a possibilidade de que a frase seja de autoria de uma campanha dos produtores de agrotóxicos para justificar a venda dos seus produtos.

Agora, eu vou aproveitar esta frase equivocada para construir outra parecida, mas que não vai estar nunca equivocada, e vai permanecer atual para sempre.

Retirando-se a presunção aqui vai:

“Ou o Brasil acaba com a corrupção endêmica ou a corrupção acaba com o Brasil.”

O Lula em vez de mandar investigar a fundo o mensalão, abraçou o Roberto Jefferson e disse que confiaria sua vida à ele.

Disse algo parecido com ocaso do Palocci.

Agora vem falando o mesmo do seu irmão Vavá pela segunda vez, pois este já foi investigado por tráfico de influência e a investigação foi “influenciada” pelo ex-ministro da justiça.

Agora vem o caso do Renan Calheiros, que em uma averiguação fajuta pelo congresso, apresentou provas de que financeiramente poderia estar bancando a sua ex-amante e sua filha com esta. Este não é o caso, poderia é claro que poderia, pois ganha suficiente para isto. Mas se faria é outra coisa, pois a ganância não tem limites e como a revista veja publicou, o congresso tem é que vasculhar os extratos bancários dos dois para ver se saiu de um para ir para no outro. Existem inúmeras maneiras de se fazer isto, e uma delas é pelos pagamentos do CPMF. Pelo menos este imposto indecente deveria servir para algo decente.

Acorda Brasil, isto tem que acabar senão estamos perdidos.

Onde tem fumaça, certamente tem fogo.

Uma coisa o Brasil tem de sobra, são bons escritores e jornalistas falando sobre este assunto.sessão aberta

Liam o artigo do Jarbas logo abaixo:

Opinião: Endemia da ladroagem

Jarbas passarinho escreve:

Ao pregar diante de Dom João IV e sua corte, na Igreja da Misericórdia, o padre Vieira iniciou audaciosamente o sermão dizendo ser a Capela Real, e não aquela a que assomara, porque falaria de coisas atinentes à Sua Majestade Real e não de piedade, pois nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar, com eles, os reis.

Louvado em São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, vergastou os grandes que sabia ladrões, parte deles na Corte Real. Sem nomear quem quer que fosse, muitos que o ouviam sabiam ser seus alvos. Como vários santos trataram de ladrões protegidos pelos reis, advertiu: “O que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levarem consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno”.

Concluídas as invectivas, disse estar respondendo a Sua Majestade, que lhe perguntava se havia ou não conveniência de unirem-se as duas capitanias, do Maranhão e do Pará, em um só governo ou em dois. Menos mal – disse ele – será melhor um ladrão que dois, já que é mais difícil achar dois homens de bem.

Temos, hoje, 27 governadores e 38 ministros de Estado. Padre Vieira teria de mudar seus exemplos, pensando quão difícil é indicar não dois, mas muitos homens de bem para assessorarem Suas Excelências, sem o receio de desagradáveis procedimentos que os levem, junto com os protegidos, ao inferno. Há que fugirem de tal futuro os três poderes da República, bem assim as organizações sindicais patronais, até de terceiro grau, a representar milhares de empresários.

O quadro atual da desalentadora corrupção, que parece endêmica, bem mereceria uma defesa de tese de doutorado, receita para prevenir, evitar e impedir que o inferno do padre Vieira venha a ter dificuldade de alojá-los, tantos são. A triste realidade brasileira pode ser objeto não das increpações substantivas do padre Vieira, mas as adjetivas de seu contemporâneo Souza Macedo, o verdadeiro autor de A arte de furtar.

Não temos reis para ouvir, ao lado de seus ladrões, fingindo não saber nada, mas render-se aos indícios escandalosos de desonra, de pérfido exemplo, sobretudo para os jovens. São tantos, de pertinente autoridade não honrada, que, parodiando Norberto Bobbio, já não despertam a “santa indignação” que os provocava o furto do dinheiro público.

Repetir-se-ia, séculos depois, a engenhosa imaginação de Machado ao comparar as diversas fraudes com a conjugação dos tempos e modos do verbo rápio, de que derivam nosso rapinar e o substantivo rapina. Furtam pelo modo indicativo presente, quando, noviços, louvam os veteranos nas lições de como furtar nas licitações; pelo modo imperativo, mandando terceiros receber a propina depositada nos bancos ou no cofre das secretárias dos grandes empresários, e especialmente o imperativo negativo, ao bradarem, ofendidos, nunca terem recebido propina nem conhecerem sequer o propinador; pelo conjuntivo, lobistas experientes, que conjuntam a sua argúcia ao cabedal de magistrados, negociando suas sentenças, ou ao parlamentar zeloso e habilidoso a aprovar emendas para obras em que tem generosa participação e, descarado, ainda tenta chantagear o governo a cuja bancada pertence; pelo modo permissivo porque permitem que se furte, desde que se reparta o furto; pelo modo infinitivo, quando acha pouco e pede mais; e finalmente furtam pelo modo mais-que-perfeito, construindo pontes que ligam o nada ao nada coniventes com governador.

Mas o que essa novela Gautama mais estranha são os substantivos cuja significação varia com a mudança do gênero, em que Zuleide muda em Zuleido, original na troca e nada original na arte de furtar. Tantos se anteciparam, a ele, como os graúdos petistas, por exemplo, que surrupiaram, através de um intermediário experimentado na profissão de fraudador, muitos milhões de reais e quase mais ninguém se lembra disso. Talvez porque foram modestos e não furtaram o bilhão e meio de reais que o masculino de Zuleide amealhou em inocentes relações com seis ministérios e dezenas de honestos representantes de nosso povo.

Jarbas Passarinho foi ministro, senador, governador e é escritor

Agora, temos um excelente artigo do Laurence:ame-o ou...

Por Laurence Bittencourt Leite, jornalista

A política brasileira caberia num romance de Dostoievski, mas não certamente em “Crime e Castigo”. Aqui só há o crime. Lembrei-me dessa frase lendo a primorosa crônica do jornalista Woden Madruga do último sábado sobre a “mentira” no nosso mundo (ou seria submundo?) político. Lembrei-me também que no Brasil nunca (já imagino os defensores!) ganhamos um prêmio Nobel. Vale acrescentar: em nada. Nadica de nada. Talvez muitos quisessem acabar até mesmo com a Física e a Química porque seus cientistas criaram a energia a vapor que criou a revolução industrial. Quanta, quanta picaretagem. Mas haveria um Nobel que se fosse instituído nós seriamos imbatíveis: Nobel de corrupção. Nesse nós somos Phd, com todos os “méritos”. Nesse nós exportamos “tecnologia”. O crime da corrupção, esse, esse é o nosso grande “patrimônio cultural”, acrescido do dificílimo mérito de não haver o castigo.

Lembro agora que na década de 80, Henry Kissinger, em entrevista a jornalistas brasileiros, disse que o Brasil era o maior potencial econômico do mundo. Sequer falava-se em China ou Índia. Percebam. No entanto, outra figura notável, essa do mundo das letras, Stefan Zweig escreveu um livro chamado “Brasil, o país do futuro”. O primeiro, Kissinger, hoje, ninguém mais fala. E Zweig suicidou-se. Como acréscimo aconselho a leitura do livro biográfico do jornalista Alberto Dines sobre Zweig chamado “Morte no paraíso”. O paraíso, claro, é o Brasil. O paraíso fiscal, o paraíso das incoerências, da corrupção.

Mas numa coisa eu posso concordar tanto com Kissinger quanto com Zweig. Nossas riquezas são imensas, inúmeras. Mas estão enterradas. De que valem? A questão é que para desenterrá-las nos falta cabeça. Falta “cérebro” para explorá-las. Não conheço nenhuma árvore, que sozinha produza papel, é preciso a parte do homem, para explorar a árvore, que se faz o papel que se faz o jornal, por exemplo. Mas nosso cérebro só funciona quando é para a exploração política. Exploração, mentira e corrupção. Ai, ele é imbatível. Eis a nossa civilização. Uma civilização sem culpa.

E qual a raiz a sociológica ou psicológica para não mentir? Sem dúvida, o medo da punição. Esse é outro nosso grande mérito: nós abolimos a punição. Somos um país livre. É outro nosso paradoxo. Aqui se muda de ideologia como se muda de roupa. Aqui se muda de partido sem nenhum constrangimento. E nesse momento, eu fico me perguntando para aqueles que defendem a sociedade: onde está a força da nossa sociedade para punir a mentira, o excesso? Essa sociedade é uma miragem? Ou justamente pelo (excesso) de miséria se torna manipulável? Algo natural ou premeditado?

Aqui o que temos é o Estado gastador, assistencialista e provedor. Que vai entregar casa, comida e roupa lavada. Mas sem acabar com a miséria. Percebem a contradição? É a saída marota? Os pobres se avolumam com seus pedidos porque a idéia não é acabar com a miséria e sim “explorar” a miséria. A nossa política se faz com o assistencialismo que nunca termina com a miséria. É o Estado gerador da dependência.mamando

O incrível é que passamos mais de vinte anos de ditadura militar combatendo e criticando a dependência educacional, a dependência financeira, a dependência econômica da miséria, dos pobres ingnorantes e miseráveis. O combate, Jesus, hoje sabemos, era apenas para mudar de “dono” do Estado, ou de “dono” do poder. Resolver e acabar com a miséria pela geração de emprego e trabalho eles não querem nunca. Eles vivem de “dar” as coisas, mas esse “dar” é com o dinheiro dos outros, e pressupõe a continuação, a perpetuação da miséria. Pobre dependência.

Quem foi mesmo que disse que o homem se tornava homem quando recebia seu primeiro salário? Ah sim, foi Sartre. Ok. Mas repito: o nosso Nobel disparado seria o da corrupção. Esse é nosso eternamente.

Se não houver uma reforma política profunda, feita e comandada

pelos eleitores, a tendência é de um quadro pior no futuro

próximo, e de uma revolução violenta e sangrenta para tirar do

poder estes verdadeiros sanguesugas e carrapatos que não

querem largar o conforto de sugar o sangue dos brasileiros sem

serem importunados

cosa nostra

07 ago 2009 Publicado por | ABOBRINHAS, ABUSOS LEGISLATIVOS, ARTIGOS, ÉTICA, Crimes e emntiras, GOVERNO, POLÍTICA | 3 Comentários

Flores para los muertos.

Foi este artigo, que me mandaram por Email que chamou a minha atenção para o deputado Fernando Gabeira. Antes de ler este artigo do deputado, eu apenas sabia dele que ele havia participado do sequestro do embaixador americano, e que era como eu de Juiz de Fora. Depois de ler estre artigo acompanhei a atuação dele dentro do plenário peitando o presidente da câmara e outros parlamentares, como muita propriedade. Continuei a pesquisar sua atuação e deparei com um homem integro e coerente, que espero leve esta eleição do Rio de Janeiro, pois o Rio precisa dele.

Roberto Leite

Flores para los muertos.

Fernando Gabeira

Sempre que os fatos ganham velocidade, costumo comprar um bloco de notas. Anoto frases, idéias, intuições e deixo que se decantem com o tempo. Volto a elas, depois, para rejeitá-las ou desenvolvê-las. A primeira frase que me veio à cabeça foi a da vendedora de flores que encerra um filme.

O pequeno bloco também tem idéias. Por exemplo: comparar a ditadura com o governo Lula. Uma neutralizou o Congresso pelo medo; o outro, pelo pagamento de mesada. Ditadura e governo Lula compartilham o mesmo desprezo pela democracia, ambos violentaram a democracia reduzindo o Parlamento a uma ruína moral.

Os militares prepararam sua saída de forma organizada. Nem muito devagar para não parecer provocação nem muito rápido para não parecer que estavam com medo. Já o núcleo duro do governo Lula parece perdido, batendo cabeça, ou melhor, enfiando-a na areia, sem perceber que a polícia está chegando e, daqui a pouco, alguém vai gritar na porta do Planalto: “Se entrega, Corisco”.

Quando era menino e vivia em Juiz de Fora, fazíamos rodas de capoeira, bastante rudimentares, confesso. Mas cantávamos: “A polícia vem, que vem brava/quem não tem canoa, cai n’água”.

Tudo isso jorra aos borbotões na minha caderneta. Anotei: chamar alguém do “Guinness”, o livro dos recordes, para saber se algum tesoureiro de qualquer partido do mundo se desloca com batedores de motocicleta e carros clones para iludir perseguidores; se algum tesoureiro partidário se desloca com jatos particulares, semanalmente; se introduz no palácio associação de empreiteiros que receberam R$ 1,1 bilhão de dívidas.

Os militares batiam, davam choques e insultavam na sessão de tortura, mas vi muitos dizendo que me respeitavam porque deixei um bom emprego para combatê-los com risco de vida. Eles viam ideais no meu corpo arrasado pelo tiro e pela cadeia.

O PT queria que eu abrisse mão exatamente da minha alma, e me tornasse um deputado obediente, votando tudo o que o Professor Luizinho nos mandava votar. Os militares jamais pediriam isso. Desde o princípio, disseram que eu era irrecuperável e limitaram-se à tortura de rotina.

Jamais imaginei que seria grato aos torturadores por não me pedirem a alma. Não sabia que dias tão cinzentos ainda viriam pela frente. Que seria liderado por um homem que achava que Maurício de Nassau era um deputado de Pernambuco. Logo eu, que sou admirador de um deputado pernambucano chamado Joaquim Nabuco.

Foram os anos mais duros de minha vida. No meu caderno anoto frases e indicações das semelhanças da luta contra a ditadura e da luta contra este governo, desde que comecei a criticá-lo, com a importação de pneus usados. As pessoas têm suas carreiras, seus empregos, suas racionalizações. É preciso respeitá-las, atravessar o deserto sem ressentimentos.

Agora, sobretudo, é preciso respeitar o sofrimento dos vencidos. Outro dia, quando me referi a um núcleo na Casa Civil como um bando de ladrões que atentava contra a democracia, uma jovem deputada do PT estremeceu. Senti que não estava ainda preparada para essas palavras cruas. E fui percebendo pelas anotações que talvez esteja aí, para o escritor, o mais rico manancial de toda essa crise. Como estão as pessoas do PT? Como se ajustam a essa nova realidade, que destino tomaram na vida?

Procuro não confundir, entre os que ainda defendem o governo, aqueles que são cínicos cúmplices e os outros que apenas obedeceram a ordens sob a forma da aplicação do centralismo democrático. Alguns defendem porque ainda não conseguiram negociar com sua própria dor. Não podem suportá-la de frente. Mas terão de fazer algum dia, porque, por mais ingênuos que sejam, já perceberam que a mãe está no telhado.

Vamos ter de encarar juntos essa realidade. A grande experiência eleitoral da esquerda latino-americana, admirada por uma Europa desiludida com Cuba e Nicarágua, a grande novidade que verteu tintas, atraiu sábios, produziu livros e seminários, vai acabar na delegacia como um triste fato policial de roubo do dinheiro público e suborno de parlamentares.

Só os que se arriscarem a ir até o fundo dessa abjeção, compreendê-la em todos os seus detalhes mórbidos, têm chances de submergir para continuar o processo histórico. Por incrível que pareça, o Brasil continua, e a vontade de mudar é mais urgente do que em 2002. Por isso proponho agora um curto e eficaz trabalho de luto.

Anotação final: começa o espetáculo da CPI, secretárias e suas agendas, ex-mulheres e suas mágoas, arapongas, tesoureiros e seus charutos, vossa excelência para cá, vossa excelência para lá, sigilos bancários, telefônicos, emocionais. Viu, Duda, que cenas finais melancólicas quando um mercador tenta aplicar à complexidade da política a singeleza do vendedor de sabonetes?

Leia Também:

parte integrante do site

http://www.gabeira.com.br/fernandogabeira/

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Política de Segurança •

17 out 2008 Publicado por | ARTIGOS, ÉTICA, GOVERNO, POLÍTICA | 1 Comentário

O poder fazer…

O poder fazer…

Este post, está em meu outro blog, e foi ao ar em 1º de janeiro de 2007.

Como este novo blog que contém quase todos os posts do outro, somente começou em março de 2007, alguns posts do outro endereço não se encontram neste endereço. Esta semana estava editando alguns posts e encontrei este.

Li e decidi publicar, aproveitando a oportunidade para publicar também algumas charges atualizadas do  Roque Sponholz.

Então aqui estamos:

A diferença é poder fazer.

Eu nasci no ultimo ano da segunda guerra mundial, e lá pelos anos 50, em plena guerra da Coréia, eu já entendia um pouco das notícias do Repórter Esso.

O meu pai, que sempre foi professor universitário, (UFMG) na época ouvia todas as noites o Repórter Esso e fazia alguns comentários sobre a guerra da Coréia.

Um dos comentários que eu ouvi e que não entendi, ou entendi errado foi:

“Se esta guerra demorar muito, o Mac Arthur acaba jogando uma bomba atômica lá e aí sim acaba rápido.

Eu entendi assim:

“Se esta guerra não acabar rápido o macaco joga uma bomba lá… ETC.?

Eu perguntei para a minha mãe no dia seguinte:

“Mãe, quem é o macaco que joga bomba?

“Não sei meu filho, onde você ouviu isto?

“O papai disse isto ontem à noite depois do Repórter Esso.

“Então pergunte para ele na hora do almoço?

Esperei ansiosamente a hora do almoço, e assim que o meu pai chegou perguntei para ele:

“Pai quem é esse macaco que joga bomba?

“Que macaco filho?

“Este que você falou ontem depois do Repórter Esso?

“Eu não me lembro de ter falado nada de macaco?

“Falou sim, e disse que ele joga a bomba atômica para acabar com a guerra?

“Joga bomba atômica? – Ah sim, mas não é macaco, é o general americano Mac Arthur que comanda esta guerra, e se a guerra não acabar logo ele pode jogar uma bomba atômica como fez no Japão e a guerra acabou logo?

“E isto é bom?

“Não sei, respondeu meu pai e continuou” Se ele fizer isto, vai matar de uma morte horrível muita gente inocente, mas provavelmente vai acabar com a guerra.

“Porque ele quer matar tanta gente inocente?

“Ele não quer matar, mas quando existe uma guerra, muita gente morre mesmo os que não estão fazendo nada de mal.

“Ele pode matar gente como eu, o senhor, a mamãe que não estamos fazendo nada?

“Se existir uma guerra isto poderia acontecer”.

“Então eu não gosto dele”.

“Dele quem?

“Do general macaco americano.

“Meu filho, o nome do general é Mac Arthur e não macaco.

Aí terminou o nosso diálogo, e eu saí dali não entendendo como pede haver pessoas que matam em nome da guerra outras pessoas que não fizeram nada. Eu não sabia ainda o que seria uma bomba atômica, mas sentia que era uma coisa muito ruim para as pessoas.

E eu não gostava dos generais macacos americanos.

Depois disto, em pouco tempo faleceu o meu avô paterno, figura que eu tinha como homem sério que ele era e apesar de severo muito bom comigo e que senti muita falta nos anos que se seguiram. Esta foi minha primeira experiência em perder uma pessoa querida.

Depois disto os fatos que me marcaram foram a morte do Getúlio Vargas, a Martha Rocha, ganhando o concurso de Miss Brasil e São Paulo fazendo 400 anos de vida.

A eleição do Juscelino Kubitschek foi a primeira fase política da minha vida, principalmente porque o Juscelino era conhecido da família.

Ele tomou posse em 31 de janeiro de 1956

Em outubro de 1956 Aí houve a invasão da Hungria pela Rússia, e houve protestos nas ruas de Belo Horizonte, comandados pela Embaixada Americana.

Neste momento, veio na memória os fatos sobre o General macaco americano. Que matava os inocentes.

A revolução cubana e a vitória de Fidel Castro em 1959 foram divisórias quando os meus amigos e companheiros começaram a se definir entre direita e esquerda, na escola, clubes etc.

Em 1961, A União Soviética coloca Yuri Gagarin em órbita, na frente dos americanos e então, ponto para a esquerda que com isto tenta provar a superioridade do regime estatal russo.

Eu neste ponto estava muito indeciso sobre o assunto político internacional. De um lado, vários amigos, portando teorias de Carl Max e Engels como a esperança da raça humana. De outro lado, a sociedade americana, que representava o oposto do regime comunista e de onde eu conhecia através da revista Mecânica Popular em espanhol que o meu pai assinava. Eu gostava da idéia de fazer as coisas como havia aprendido com meu avô e meu pai, de não ter que depender de ninguém para desenvolver minhas idéias. Eu gostava dos projetos da revista e quando às vezes dependia de suprimentos encontrados apenas nos Estados Unidos, sentia vontade de ir para lá para poder concluir estes projetos. Aí eu me recordava da minha conversa com o meu pai sobre o General macaco e mudava de opinião.

Meus amigos, definidos como de esquerda, me estimulavam a ler Max e Engels, mas eu apesar de tentar, não consegui ver na teoria deles muita esperança para a humanidade.

Eu sabia então como sempre soube e até hoje de que os homens eram e são diferentes, e com diferentes capacidades de pensar e de se desenvolver e que a tão falada injustiça social popular, não poderia se somente culpa dos patrões mesquinhos, mas era a diferença entre os próprios homens que criava as escalas sociais. A mudança de escala e condições sociais ficava mais difícil uma vez estabelecida a condição de inferioridade, mas se houvesse uma pessoa com uma capacidade muito melhor do que a sua classe social, este indivíduo tinha chance de se sobressair e mudar de classe. Então os seus descendentes poderiam ser parte de outra classe melhor.

Eu sempre pensei que os valores individuais e que deveriam reger a divisão das classes sociais.

Com este pensamento, as teorias onde o estado controlaria tudo e onde não poderia haver diferença de classes sociais, pareciam no mínimo utópicas demais e que não teriam possibilidade de acontecer. Primeiro é que os indivíduos de melhor desempenho teriam que ou trabalhar por outros ou se igualarem aos outros para se comportarem dentro de uma classe única. Seria fazer a média por baixo e desta forma negar a possibilidade de progresso.

Nesta época, eu tinha lido praticamente todos os livros clássicos brasileiros como Monteiro Lobato, Machado de Assis, José de Alencar, Érico Veríssimo, e os contemporâneos como Rachel de Queirós, Graciliano Ramos, Estanislau Ponte Preta, Fernando Sabino, e os estrangeiros como Eça de Queirós, Tolstoi, Esteinbeck, Dumas, Twain, Exuperry, e havia olhado de forma breve, sem me aprofundar muito, os trabalhos dos filósofos gregos e alemães como Sócrates, Aristóteles, Kant, Nietzsche e outros. Eu lia e leio o tempo todo. Eu encontrava alegria em todos os livros, mas os meus amigos que pregavam as doutrinas de Max, não conheciam quase nada dos outros autores, e quando eu perguntava por que não liam outras coisas, eles vinham com as desculpas de que não eram relevantes.

Isto para mim estava ficando com cara de fanatismo ideológico e eu me afastei destas idéias políticas de esquerda. Mais tarde, fui morar nos Estados Unidos,e me encontrei com os sindicatos americanos, com suas idéias sociais muito parecidas com as dos meus amigos da juventude de esquerda, onde um comando único poderia fazer muito mais por mim . A força da massa, etc. E que deveria participar do sindicato pára poder sobreviver, ETC. Eu então comecei a ver que os sindicalizados trabalhavam menos sim, mas não melhoravam muito e que os líderes não trabalhavam , mas melhoravam muito e comecei a ver tudo diferente.

Eu pensava: “Se eu que estou aqui para trabalhar de qualquer forma, provar ao meu patrão que eu posso fazer o trabalho de quatro sindicalizados, e pedir para ganhar o dobro do que ganho, vou conseguir? e dito e feito, em menos de um mês estava ganhando muito mais sem a ajuda do sindicato. Sofri com isto, fui perseguido, mas os valores individuais sempre foram a minha idéia de vencer e melhorar na vida.

Este é o resumo de como me orientei entre esquerda e direita, dando mais peso aos valores individuais do que os valores políticos sociais. Eu não gosto muito do estado. De nenhum estado. Mas por mais que busque ver um meio da sociedade viver sem o estado, não consigo enxergar. Então eu penso: “Se a sociedade necessita de um estado para sobreviver, que este seja o menor possível?

E eu comungo nos ideais do pensamento anarquista:

“O estado é o maior opressor do homem.

Roberto Leite de Assis Fonseca

Brasília dia 1º de janeiro de 2007.

Depois de escrever este resumo, encontrei este bom artigo de outro autor com um tema parecido:

CONFISSÕES DE UM EX-COMUNISTA.

Por Adauto Medeiros, engenheiro civil e empresário

Eu era um jovem sonhador quando li o livro “O que você sabe sobre o petróleo, de Gondin da Fonseca. Nele as multinacionais do petróleo eram a causadora de todos os males do mundo. Nesta época o Brasil estava começando a fomentar e criar sua grande riqueza que era o petróleo com a criação de uma estatal chamada Petrobrás. Na época não havia capitais nem financeiros nem humanos nacionais para bancar a exploração do ouro negro, como se dizia naqueles dias.
Trouxeram então um diretor da Standar Oil chamado Walter Link, que presidiu a Petrobrás e deu toda a estrutura administrativa que ela tem até hoje. Na época um barril de petróleo custava em torno de U$ 2,00, mas mesmo assim ela sobreviveu especialmente porque ao emplacar um carro a pessoa era obrigada a comprar ações da nova empresa monopolista. O monopólio levou 50 anos para promover a auto-suficiência.
Mas o livro de Gondin da Fonseca me influenciou tanto que para ser comunista foi um passo. O que de fato ocorreu.

Na Universidade juntei-me à esquerda e passei a achar e ter certeza que o comunismo era a única solução para resolver os problemas da miséria, não só no Brasil como no mundo. No auge da Guerra Fria li um pronunciamento de John Foster Dulles, Secretário de Estado de Eisenhower dizendo que a guerra seria vencida pelos americanos porque os russos não tinham economia para enfrentar a economia americana. Ele estava certo, mas na época, como bom comunista não acreditei e passei a ler compulsivamente os escritos de Lênin, Trotsky, sem falar em Marx, Engels e Hegel. Finalmente, como jovem, tinha encontrado o caminho da salvação da classe trabalhadora.
Na Universidade o diretório acadêmico era dirigido pelos comunistas, não só os filiados do PCB, como aqueles que como eu nunca tinham pertencido aos quadros do partidão. Eu era comunista, acreditava firmemente, mas sempre quis ser um uma espécie de livre-pensador, algo que entrava em conflito, porque esse tipo de mentalidade não se coaduna com filiação nem em religião e nem em partido político.
Mas em 1962, a União Soviética estava patrocinando o Festival da Juventude e desta feita foi em Helsink, Finlândia. Lembro que ela dava hospedagem apenas, mas para ir até o Festival cada um pagava suas despesas. Não hesitei e vendi uma modesta casa que tinha recebido como herança de meu pai (o que me levou no futuro a refletir e a entender que se não houvesse propriedade privada não teria como ter vendido e sem democracia não teria liberdade de ir e vir), troquei o dinheiro em dólares, e juntamente com mais dois colegas do Partido fomos para Viena e lá encontramos a cúpula da UIE (União Internacional dos Estudantes) que na época era dirigida por Marco Jamovich, um judeu brasileiro muito influente no comunismo internacional, e que depois foi trocado pelo embaixador americano.
Nesta viagem estavam os cantores (na época faziam um sucesso máximo) Nora Ney e Jorge Goulart e o famoso (logo ficaria famoso) ator de novelas Lima Duarte, além do Fernando Mesquita que depois viria a ser porta voz do presidente Sarney. Apanhamos o trem e quando cheguei na Rússia tomaram todos os passaportes e nos colocaram próximo da divisa com a Finlândia. Logo de cara, percebi que as estações eram todas cercadas com arame farpado, isto para que os russos não tivessem contato com os estrangeiros, pois eles podiam trazer (era essa a mentalidade na época que nós ouvíamos) o micróbio do capitalismo. Nos parecia estranho, uma vez que nós também éramos estrangeiros.
Mas o que nós encontramos e isso ficou na minha mente, foram cidades pobres, não havia estradas de rodagem e uma burocracia terrível igual à de Brasília. Aliás, hoje Brasília é pior. Em Helsink hospedei-me em um colégio juntamente com a delegação de Angola e da Guiné, onde conheci os principais líderes dos dois países, inclusive Agostinho Neto e Marcelino Serafim Goia que foram presidente e vice respectivamente de Angola e Guiné. Através de Marco Jamovich fui convidado para visitar a Tchecoslováquia como convidado do governo, onde passei 12 dias. Tive a oportunidade de conhecer desde as fábricas, passando pelas fazendas coletivas, até boates. Tudo era estatal e controlado pelo governo, desde o garçom até as músicas. Como só havia em cidade grande, portanto, só havia também uma boate grande; a fila para entrar nela era enorme e levava-se (fiquei sabendo) às vezes até mais de duas horas para conseguir entrar, e como tinha um número definido de pessoas para freqüentar, muitos que estavam na fila voltavam porque não havia mais lugar. As coisas aos poucos foram ficando mais claras para mim, e o que era uma crença inabalável nos regimes de esquerda, começou a ser posta em xeque, e comecei a me perguntar se uma sociedade toda regida pelo estado não conseguia resolver nem os problemas básicos quanto mais de laser.
Minha viagem à Rússia para participar do Festival da Juventude comunista, aconteceu em 1962. E foi nessa viagem a Rússia que vi no que havia resultado a revolução. Em 1960 Kruchev já havia denunciado no famoso XX Congresso comunista, mas no Brasil ainda não se sabia por inteiro da paranóia e dos crimes de Stalin. De qualquer forma fiquei decepcionado com a vida dos camponeses, em especial suas casas que eram construídas de feno e com sanitário ao ar livre. Aquilo chamou minha atenção e fiquei impressionado como um país que tinha mandado Yuri Gagarin ao espaço poderia ter uma população no campo tão pobre e vivendo em condições tão subhumanas. Depois descobri que 80% do orçamento russo era para a defesa. A guerra fria havia destruído a tentativa de construir o paraíso comunista. Mas não só isso, claro. A economia americana conseguia fazer tudo isso e ainda proporcionar um bem estar social ao seu povo. Isto me fez enxergar na deficiência do sistema econômico centralizado e dirigido por funcionários públicos. Hoje ninguém mais acredita nisso, mas na época todos os dogmas das esquerdas eram verdadeiros. Isto, ninguém acredita, com exceção certamente ainda da América Latina.
No entanto, lembro-me de um judeu russo que tinha ido estudar nos USA, no começo do século. Chegando na casa do tio, este perguntou o que ele queria estudar e jovem disse que ia fazer medicina porque queria estudar os micróbios. O tio disse que os micróbios estavam na terra e portanto ele deveria ser agrônomo. De fato, o futuro agrônomo descobriu a terramicina. E foi esse judeu russo que disse certa vez que o homem que aos 20 anos não é comunista é um homem sem coração, e que aos 40 anos se continuar sendo é um homem sem juízo. Quando agora o nosso presidente disse algo parecido, um plágio grosseiro sem saber a fonte, nisso ele estava certo.
O que todos perguntam, é porque mesmo dizendo isso, ele estar perto de Hugo Chaves, Fidel, Evo Morales, e Cia. Coisas do nosso presidente, certamente.
Bom, eu terminei meu curso de engenharia em 1963, na Politécnica de Campina Grande, e nesta época a política ideológica fervia dentro da Universidade. Eu que já voltara da Rússia decepcionado, não via no comunismo mais a solução para os problemas materiais da humanidade. Portanto, eu e quatro alunos começamos a fazer oposição a esquerda e conseguimos colocar como diretor da Escola de Engenharia, o professor Linaldo Albuquerque que era um homem integro e não era ligado aos comunistas. Foi nomeado e transformou a universidade da Paraíba a segunda do Brasil perdendo apenas para a UFRJ. Na época já havia professores do ITA, mas depois veio gente da França, Canadá,
India, trazidos por Linaldo que transformou a Universidade como um todo, e não só num grande centro de engenharia e matemática. As escolas pertenciam a Universidade da Paraíba, hoje Universidade Federal de Campina Grande. Há poucos meses a Google recrutou um de seus professores para trabalhar nos USA, o que dá uma idéia de sua pujança.
Depois de formado comecei um pequeno negócio com uma pequena construtora. Eu tinha como contador um senhor que pertencia ao partido comunista que foi preso em 1967 e o levaram para João Pessoa. Fui a policia federal visitá-lo e tentar negociar mas não me deixaram falar com ele. Num sábado a tarde estava eu em casa quando fui preso pela policia federal pelo agente federal
Í
ndio Bugre, hoje aposentado. Preso fui levado para o Batalhão de Engenharia do Exercito em Campina Grande. Sei o quanto é desagradável um cidadão ser tirado de sua casa por forca do arbítrio e ter que prestar depoimento por algo que ele não sabe. Mesmo assim, apesar de ter sido preso político, nunca pedi indenização ao contribuinte e nem aposentadoria gorda como fizeram muitos e ainda continuam fazendo. Aliás eu não tenho nem mesmo aposentadoria, nem do INSS. Hoje aos 71 anos me considero um pequeno empresário, amante da livre iniciativa, pois tenho a consciência que o único meio de elevar o padrão material de um povo é pela democracia e pela geração de riquezas, e não somente sua divisão como os comunistas pensam, pois apenas ela pode dar ao homem a capacidade de criação e de gerar novas riquezas. Mas também sei que o capitalismo não é um sistema econômico capaz de resolver tudo, ele exige trabalho, talento e sobretudo talento para enfrentar as diversidades do mercado e as mudanças constantes. Mas só ele pode fazer migrar classes pobres para a classe média. Alias foi o capitalismo que criou a classe media. E basta um exemplo: a China antes da abertura capitalista tinha 1% de classe media, após a abertura já tem 11%. Eu costumo a dizer sempre que no capitalismo ou cresce ou empobrece, mas no comunismo nem cresce e portanto todos empobrecem. Trabalho todos os dias e acho ótimo a iniciativa privada, que junto com a democracia constituem o único sistema econômico e político em que um individuo pode viver sua plena cidadania. Neles, de fato, o contribuinte é valorizado. Por outro lado, é triste ver que a sociedade brasileira ainda não se definiu por nenhum sistema econômico. Aqui há uma democracia sem voto e um capitalismo sem lucro. Temos um regime em que a classe política vive como Reis olhando a ralé se debatendo com fome. Não é à toa que estamos parados no tempo há no mínimo 400 anos.

17 out 2008 Publicado por | ARTIGOS, GOVERNO, ideologias, POLÍTICA | Deixe um comentário

JK/Lula.

JK/Lula.

Quando vejo o Lula se comparar com Deus, todo poderoso, não me importo muito porque levo em consideração o seu nível de conhecimento e de experiência e tomo esta comparação por total ignorância e falta de bom senso.

Quando o vejo se comparar a Getúlio Vargas, também não dou muita importância porque apesar de Getúlio ter sido um populista como o Lula, e um ditador como o Lula desejaria ser, a época é outra e não consigo ver outro Getúlio surgindo da maré do petismo. Fico até esperançoso que como Getulio Vargas, “ele saia da vida para entrar para a história”.

Mas eu realmente saio do sério quando vejo o apedeuta querer se comparar ao JK.

O JK saiu também de uma juventude humilde e humildemente percorreu todos os caminhos políticos até chegar à presidência da Republica por seu mérito próprio e baseado em sua carreira profissional e política. Humildemente percorreu toda a carreira administrativa política sendo prefeito governador e presidente, angariando com isto experiência administrativa e currículo político que o levou a desempenhar o seu papel como presidente e cumprir sua meta de governo que foi tirar o Brasil de uma vida provinciana, e colocar o Brasil entre as nações em franco desenvolvimento. O seu lema de crescer cinqüenta anos em cinco, pode até ser considerado exagerado por alguns analistas, mas ele plantou esta semente que germinou e mudou a cara do Brasil.

O Lula, com uma origem também humilde, optou pelo caminho sindical onde impera o peleguismo e o favoritismo, onde os líderes tiram vantagens do sofrimento de seus companheiros, usam e abusam do direito de ganhar sem trabalhar. Dentro deste populismo sindical, o Lula, tendo ampla oportunidade de se aplicar, estudar alguma carreira, aprender outros idiomas, optou para não fazer nada disto confiante em seu carisma inegável para camuflar o seu despreparo em qualquer das áreas administrativas e políticas. Prova disto é que em sua única aparição política de sua carreira pré-presidencial, foi como deputado constituinte onde passou praticamente despercebido e nem participou da faina congressista.

Ultimamente o Lula anda dizendo para se esperar o ano de 2010 para que ele seja realmente reconhecido como o salvador da pátria depois que o seu “PAC” for totalmente aplicado e começar a dar frutos. Até disse que pode registrar em cartório esta afirmação. Que coisa mais ridícula.

Já pensou se o JK em vez de encarar todas as obras que realizou dissesse a mesma coisa.

Hoje não teríamos Brasília, Três Marias, Furnas, Indústria automobilística, Belém /Brasília, Rio/Brasília, Fernão Dias, e outras coisas que o JK prometeu e fez sem registrar em cartório nenhuma promessa idiota.

O que o Lula deveria ter feito e registrado em cartório, foram suas promessas de campanha presidenciais no primeiro e segundo mandato de:

1. Abaixar o nível de tarifas com uma reforma tributária/fiscal. Não somente não registrou como não realizou. Ao contrário aumentou a carga tributária brasileira, que segundo ele em sua campanha já era insustentável para o povo brasileiro.

2. Prometeu reparar o sistema previdenciário, que segundo ele era falta de vontade política, pois o sistema tinha dinheiro sobrando, mas era desviado pela corrupção e má gestão. Não fez nada disto como em seu primeiro mandato o seu ministro da previdência o atual presidente do PT Ricardo Berzoini quis obrigar todos os previdenciários incluindo os inválidos e idosos a enfrentarem uma tremenda fila nos prédios do INSS para provarem que existiam. Uma grande covardia e falta de bom senso.

3. Melhorar o ensino básico porque era uma vergonha um professor primário ganhar em Pernambuco R$ 15,00 por mês. Realmente o salário dos professores melhorou um pouco e recentemente foi decretado um piso salarial depois de cinco anos de governo. Mas o ensino continua fraco e nos testes escolares o Brasil continua nos últimos lugares entre os países testados. As universidades consomem quase toda a verba do MEC e o ensino básico que é o alicerce de toda a educação fica com as migalhas.

4. E por aí vai, promessas e promessas, como o seu programa “Fome Zero”, que fez água e parou como o “Primeiro Emprego” que também não vingou. Como suas promessas de parar com o desmatamento da Amazônia e que em seu governo foi o maior em todos os tempos.

Não há e nem pode haver nenhum termo de comparação entre os dois governos.

Hoje pela manhã ao ler o Blog da Adriana –

http://www.prosaepolitica.com.br/index.php

Encontrei um artigo do Giulio Sanmartini, que cita outro autor sobre este mesmo tema.

Vou reproduzir os dois:

O álcool fala mais alto

(Giulio Sanmartini) Tenho me referido à má administração do uso do álcool por parte do presidente Lula, que muitas coisas do que diz não fazem sentido por esse motivo. Todavia, comecei a preocupar-me de estar exagerando, por isso transcrevo abaixo trechos de um artigo do jornalista Cláudio Lessa, que tem um magnífico currículo: âncora da Rede Globo, Voz da América, Rádio JB e corresponde durante vários anos na Casa Branca. Me parece que nosso pensamentos coincidem:

E por falar em Fazendão, não é que Sua Etílica Excelência voltou ao descaramento de se comparar com JK? Devia estar de fogo, mais uma vez, quando deixou a língua se contorcer mais uma vez em torno dessa lorota. Logo com JK, que construiu Brasília, abriu estradas (a gigantesca Belém-Brasília é apenas uma delas), modernizou a indústria, estimulou a manutenção de um ambiente social que acabou propiciando o surgimento de fenômenos culturais (como a Bossa Nova), fenômenos esportivos (a vitória da Copa de 58 e o triunfo da tenista Maria Ester Bueno) e, sobretudo não teve o desprazer de ver seus companheiros de política e governo nas páginas policiais por causa corrupção, a ponto de quase ficar sozinho no palácio de governo.

Já o falastrão nunca fez nada em dois mandatos (JK só teve um), a não ser viajar, feliz da vida, depois de comprar os votos de 11 milhões de famílias com o bolsa-esmola; abominar publicamente a leitura e qualquer tipo de estímulo à formação cultural organizada de um povo inteiro que precisa desesperadamente disso para seguir em frente no mundo globalizado; agir como um boçal ao fazer a apologia do fumo, sem mostrar que possui a consciência da dimensão do cargo que ocupa, especialmente numa época em que a ciência comprova (e os hospitais estão abarrotados de gente morrendo de câncer de pulmão e enfisema) a necessidade premente de se coibir o uso dessas substâncias venenosas, enquanto o seu próprio ministro da Saúde está empenhado numa campanha nacional nesse sentido. Se na era JK buscava-se a excelência, na era atual a palavra de ordem é “mediocrizar a qualquer custo”.

“Não há comparação possível entre as duas figuras.

20 set 2008 Publicado por | ARTIGOS, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

A esquizofrenia da obsessão

A esquizofrenia da obsessão

Quando eu estava cursando o quarto ano primário, no Grupo Escolar Barão Do Rio Branco em Belo Horizonte/MG, a minha professora, uma paulista muito simpática de Campos do Jordão, e que se chamava (ou chama) Dona Maria Passos, passou para a nossa turma como dever de féria de julho, uma composição com o título “A esquizofrenia da obsessão”.

Pode até parecer uma loucura, mas é a mais pura verdade.

Com esta incumbência em foco, fui logo perguntar para minha mãe o que era isto. Ela me sugeriu procurar no dicionário.

O melhor dicionário que havia na minha casa, era uma coleção do “Laudelino Freire”.

Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa (1939-1944), de publicação póstuma, em cinco volumes.

Não tenho mais acesso a este dicionário, e como tenho o Aurélio no computador vamos às definições sobre o tema de acordo com o tio do Chico Buarque:

Esquizofrenia

[De esquiz(o)- + -fren(o)- + -ia1.]

Substantivo feminino.

1.Psiq. Termo que engloba várias formas clínicas de psicopatia e distúrbios mentais próximos a ela (v. distúrbio esquizotípico); sua característica fundamental é a dissociação e a assintonia das funções psíquicas, disto decorrendo fragmentação da personalidade e perda de contato com a realidade.

Esquizofrenia hebefrênica. 1. Psiq. Forma de esquizofrenia observada, em geral, em adolescente, e que se caracteriza por distúrbios da afetividade, regressão e hipocondria; hebefrenia.

obsessão

[Do lat. obsessione.]

Substantivo feminino.

1.Impertinência, perseguição, vexação.

2.Psiq. Pensamento, ou impulso, persistente ou recorrente, indesejado e aflitivo, e que vem à mente involuntariamente, a despeito de tentativa de ignorá-lo ou de suprimi-lo; idéia fixa, mania.

Eu me recordo bem que cheguei à conclusão que o tema deveria se referir, a uma loucura temporária sobre um assunto qualquer, em que o indivíduo perdia o contato com a realidade, se dedicando a uma idéia sua sobre qualquer assunto, mas que obstruiria as outras visões sobre o mesmo assunto. Em resumo, uma espécie de mania temporária. Se esta mania persistisse, poderia ser considerada uma loucura.

Foi o que escrevi sobre o tema em pauta. Uma análise pessoal sobre o significado do título proposto. Não se esqueçam que eu tinha apenas 10 anos de idade.

Dona Maria Passos, aceitou a redação, mas se mostrou desapontada, pois não era o que tinha em mente.

Dos 45 alunos, apenas três entregaram os trabalhos

Até hoje penso nisto e não sei qual era a idéia de dona Maria Passos sobre este tema.

Aí penso no Brasil, o mesmo Brasil do Laudelino Freire, o mesmo Brasil do Aurélio Buarque de Holanda, o mesmo Brasil de dona Maria Passos, o mesmo Brasil seu e o meu.

Vejo na televisão, uma propaganda caríssima do Ministério da Educação sobre o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Uma simpática e sorridente senhora aparece falando sobre este indicador, que em 2005 era de 3,8 e agora já está em 4,2 e que a meta almejada é de 6,0.

Enquanto fala, ela vai subindo uns degraus, e parece que a melhoria até o momento foi bem grande, mas não é. Prestem atenção de 3,8 para 4,2, é apenas um ganho de 0,4, mas na proporção do anuncio parece bem grande, e a distância da meta é proporcionalmente igual à distância percorrida nestes três anos. Mas, não é assim de 4,2 para 6,0 faltam 1,8 que significa 4,5 vezes o ganho em três anos. Neste ritmo levaríamos 13,5 anos para a meta de seis. Esta é mais uma propaganda enganosa e cara deste governo de mentiras.

Ficamos em ultimo lugar entre 56 países pesquisados sobre os conhecimentos do ensino médio, em quase todas as matérias, e nas matérias que não tiramos a pior nota ficamos bem próximas do final da escala.

O Brasil da atualidade, o mesmo Brasil do Pré-sal, o mesmo Brasil do futuro, o mesmo Brasil da erradicação da pobreza, está gastando com toda a educação pública, 2,5 do PIB (Produto Interno Bruto).

Os gastos com as propagandas enganosas com esta do IDEB somam três vezes mais do que o gasto com a educação básica.

Destes 2,5 do PIB (aproximadamente 62.000.000.000), 80% é gasto com a educação universitária, ou seja, 50 bilhões de reais. ( aí estão incluídos os cartões corporativos, as mordomias, e os desvios de praxe) Com a educação básica apenas esta merreca de 12 bilhões de reais.

Como poderemos esperar que o Brasil melhore, se os estudantes que chegam à universidade mal sabem ler e escrever?

Este governo está gastando muito com o ensino universitário (este dá votos), quando os alunos que lá chegam não foram preparados para absorver os ensinamentos universitários. Para se evitar uma reprovação geral, as universidades têm que abaixar o nível e formar estes ignorantes que serão o futuro do Brasil. Qual futuro?

O presidente Lula, umas das vítimas deste descaso escolar, não para de propagar o futuro do Brasil. Ele sim foi vítima do descaso, mas poderia ter se aplicado melhor, pois teve ampla oportunidade para isto, mas optou para continuar ignorante.

E apregoa aos quatro ventos o quanto está gastando com as universidades.

E o ensino básico senhor presidente? Este mesmo que lhe faltou e ainda faz falta quando em público sem nenhum pejo, recita estas abobrinhas que lhe parecem engraçadas, mas matam de vergonha os ex-alunos de dona Maria Passos, assim como matam de vergonha esta aluna da UFRG do curso de direito que escreveu a redação abaixo que me foi enviada por Email pelo meu amigo o Dr. João.

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES


Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de  jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.   REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES


Tema:‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’

Por Clarice Zeitel Vianna Silva

UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ


‘PÁTRIA MADRASTA VIL’

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez… Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos,
estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’ .

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com  outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

Se este tema da obsessão fosse dado nos tempos atuais eu certamente escreveria sobre a obsessão pelo poder do presidente Lula e da esquizofrenia para conseguir isto a todos os custos passando pelas mentiras, ridículos e tudo o mais, sem se importar realmente com o futuro da nação que sem dúvida nenhuma espera que algum mandatário se preocupe realmente com a educação básica, o que o Lula desconhece e por isto não está nem aí.

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10 set 2008 Publicado por | ARTIGOS, CRONICAS, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Revista velha…

Revista velha…

Outro dia, exatamente no dia 10 de agosto de 2008, fui a Belo Horizonte MG, para renovar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Este ano houve uma novidade, como a minha carteira é de 1962, tive de cumprir uma nova exigência do DETRAN e participar de 15 horas de curso de “Direção Defensiva”, fazer uma pequena prova sobre o assunto ensinado, e fazer o exame médico normal. Devo dizer que não foi uma coisa totalmente inútil como poderia ter sido. No pequeno tempo disponível, houve até muita informação trocada sobre o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), e algo de útil ficou gravado na memória minha e espero de outras pessoas que participaram do mesmo curso. Pelo preço pago, R$ 43,00 foi uma educação barata e pela duração periódica do evento, de cinco em cinco anos, não é uma coisa muito exagerada como algumas coisas inúteis e burocráticas e caras, fruto das mentes doentias dos legisladores brasileiros. (eu por completar 65 anos no ano que vem, devo depois de 2009 fazer esta reciclagem de três em três anos – Acho justo).

Outra coisa antes de entrar no assunto do título. Foi em um dos exames médicos do DETRAN, em 1994, que descobri a minha hipertensão e iniciei o tratamento.

E também foi durante a espera para efetuar este novo exame médico, que deparei com uma edição de “VEJA” esquecida na cadeira ao meu lado. Fiquei surpreso pela capa, pois se tratava de grampos no supremo, e do Ministro Gilmar Mendes. Assuntos muito atuais e isto me fez pensar que fosse a VEJA da semana que alguém havia esquecido no consultório médico. Como sempre faço (eu e muitas pessoas que conheço) abri na parte da entrevista das páginas amarelas, e era uma entrevista de cunho científico, e um assunto também atual e li esta interessante entrevista, ainda pensando estar lendo uma revista nova. O entrevistado, o primatologista holandês “Frans de Waal”, tem muitas coisa novas e interessantes e atuais, portanto não levantou suspeita de que fosse uma entrevista antiga.

Depois, fui à coluna do Millor onde na maioria das vezes ele fala de algo ocorrido durante a semana ou pouco antes, dando assim uma dica sobre a data da revista. Desta vez, ele não falou sobre nada disto e falou sobre a crase e sua idéia sobre ela.

Do Millor, pulei para o Radar do Lauro Jardim – aí, não teve jeito as notícias pareciam um caso de “Deja vu”. Li sobre a compra da Suzano Petroquímica, sobre o Renan Calheiros dando calote no IPTU (Realmente ele pode – somente ele) sobre Luiz Paulo Conde e Furnas, sobre o padre Marcelo Rossi e pensei será? Voltei então para a capa da revista VEJA em minhas mãos e procurei a data – 22 de agosto de 2007 – edição 2022 – incrível, esta revista tinha quase exatamente um ano e as notícias estavam muito atuais, os assuntos dos colunistas, tudo parecia dentro das datas atuais um ano depois. Incrível. Na sessão “CARTAS”, um leitor comparou o governo Lula ao de Getúlio Vargas. Um entregou Olga Benário para ser torturada e morta e o outro fez o mesmo com os refugiados boxeadores cubanos. Outro leitor, desta vez um português disse com certa dose de propriedade, que o Brasil é um país de primeiríssimo mundo com políticos de terceiro mundo.

Uma interessante visão do motivo de nossos problemas.

Na parte internacional, sobre as eleições americanas, dava como certa a vitória da Hillary que teria uma disputa com o Ex-prefeito Rudolph Giuliani, para disputar aparentemente o cargo com o ex-governador de Massachusets Mitt Romney pelos republicanos. Nada disto aconteceu e nesta parte a história teve outro desfecho.

Na parte econômica, falou-se sobre a primeira crise do século e que é a mesma que continua a movimentar as especulações atuais. Sobre este assunto poderia alguém um pouco desinformado pensar se tratar de assunto atual.

Nas entrevistas a outros economistas sobre o assunto, incrivelmente todos acertaram em uma forma ou de outra.

Sobre o “Recall de Brinquedos”, acaba de haver outro pela mesma empresa, “MATELL”. Assunto atual novamente. Em “DATAS”, quero enfatizar um assunto curioso. Em 1979, quando o Maluf fundou a Paulipetro, eu trabalhava para uma empresa americana de porte médio para grande no ramo de exploração de petróleo. Na época eu fazia parte de um corpo de 9.000 empregados em todo o mundo o que não é pouco. Esta empresa publicava mensalmente uma revista sobre o nosso assunto, mas era uma revista de variedades e curiosidades e tinha a parte de economia e investimentos. Na época da fundação da Paulipetro, a nossa revista aconselhava muita caução em investir na empresa de Maluf, pois possuíamos relatórios sobre as pesquisas na área da Paulipetro, e todos eles demonstravam a não existência de petróleo na área. Na época a nossa revista dizia ser um provável “SCAM” que quer dizer um golpe. E assim foi.

No Mainardi, este assunto de bater no PT, é comum e está atual em qualquer época, portanto não houve nenhuma surpresa por ali.

Agora, como a veja faz, deixei para o ultimo um dos colunistas favoritos. Roberto Pompeu de Toledo.

Não é por ele ser um exímio escritor que realmente o é. Não é por dizer coisas novas e sensacionais por que de vez em quanto ele faz isto. O meu favoritismo em sua coluna, é que Roberto é um escritor muito eclético, aborda qualquer assunto com maestria, e em seus artigos, ele sempre compõe certa dose de justiça. Não chega a ser um justiceiro, mas um apaziguador. Sua posição sobre vários temas é uma posição correta sempre. Isto promove ao ler os seus artigos uma leveza de opinião sobre os mesmos por parte do leitor.

Pelo menos no que me toca é assim.

Este artigo da revista velha também está atual e por isto publiquei na íntegra. Em um país no qual o principal mandatário, ao inaugurar o início de uma obra (aqui somente se inaugura o início) abre o seu discurso com a singela frase:

“- Aqui está o meu discurso que mandei imprimir com letras bem grande pra mim não errar”

Antes de abrir o discurso ( que provavelmente alguém escreveu para ele) ele errou pelo menos duas vezes.

Realmente parece que o Brasil acabou.

Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo

“O Brasil é isso mesmo que está aí”

Terrível parecer, de alguém que conhece o assunto, reforça uma sensação que paira no ar

Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A esses fatores, evidenciados por acontecimentos recentes, somam-se outros, crônicos, como a escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades. Se alguma dúvida restasse, ela se desfaz no parecer autorizado como poucos de um Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais somam oito anos de exercício da Presidência da República a mais de meio século de estudo do Brasil. “Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí”, declara ele, numa reportagem de João Moreira Salles na revista Piauí.

Ora, direis, como afirmar que o Brasil acabou? Certo perdeste o senso, pois, se estamos todos ainda morando, comendo, dormindo, pagando as contas, indo às compras, nos divertindo, sofrendo, amando e nos exasperando num lugar chamado Brasil, é porque ele ainda existe. Eu vos direi, no entanto, que, quando acaba a esperança, junto com ela acaba a coisa à qual a esperança se destinava. É à esperança no Brasil que o sociólogo-presidente se refere. Para ele, o Brasil jamais conhecerá um crescimento como o da China ou o da Índia. “Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo”, diz. O prognóstico é tão mais terrível quanto coincide com – e reforça – o sentimento que ultimamente tomou conta mesmo de quem não é sociólogo nem nunca conheceu por experiência própria os mecanismos de governo e de poder.

O Brasil que “é isso mesmo” é o das adolescentes grávidas e dos adolescentes a serviço do tráfico, das mães que tocam lares sem marido, das religiões que tomam dinheiro dos fiéis, dos recordes mundiais de assassinatos e de mortos em acidentes automobilísticos, dos presos que comandam de suas células o crime organizado, dos trabalhadores que gastam três horas para ir e três horas para voltar do trabalho, das cidades sujas, das ruas esburacadas.

Procura-se o governo e… não há governo. Há muito que nem o presidente, nem os governadores, nem os prefeitos mandam. Quem manda é a trindade formada pelas corporações, máfias e cartéis. Não há governo que se imponha a corporações como a dos policiais, ou a dos professores, ou a dos funcionários das estatais. Não há o que vença as máfias dos políticos craques em arrancar para seus apaniguados cargos em que possam distribuir favores e roubar. Para enfrentar – ou, humildemente, tentar enfrentar – cartéis como o das companhias aéreas, só em época em que elas estão fragilizadas, como agora. Às vezes os cartéis se aliam às máfias, em outras se transmudam nelas. Em outras ainda são as corporações que, quando não se aliam, se transformam em máfias. Em todos os casos, o interesse público, em tese corporificado pelos governos, não é forte o bastante para dobrar os fragmentados interesses privados.

A tais males soma-se o cinismo. Não há outra palavra para descrever o projeto, supostamente de fidelidade partidária, aprovado na semana passada na Câmara. O projeto, muito ao contrário de punir ou coibir os trânsfugas, perdoa-lhes o passado e garante-lhes o futuro. Quanto ao passado, estão anistiados os parlamentares que trocaram de partido e que por isso, no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, deveriam perder o mandato. No que concerne ao futuro, o projeto estabelece que a cada quatro anos os parlamentares terão folga de um mês na regra da fidelidade partidária, pois ninguém é de ferro, e estarão abertos a negócios e oportunidades. Estamos diante de uma das mais originais contribuições da imaginação brasileira ao repertório universal de regras político-eleitorais. Para concorrer a uma eleição, o candidato deve estar filiado a um partido há pelo menos um ano. Mas, segundo o projeto, no mês que antecede a esse ano de jejum o candidato pode trocar o partido pelo qual foi eleito por outro. Como a eleição é sempre em outubro, esse mês será o setembro do ano anterior. Eis o Carnaval transferido para setembro. O projeto é uma esposa compreensiva que, no Carnaval, libera o marido para a gandaia.

FHC não era tão descrente. No parágrafo final do livro A Arte da Política, em que rememora os anos de Presidência, escreveu: “Se houve no passado recente quem empunhasse a bandeira das reformas, da democracia e do progresso, não faltará quem possa olhar para a frente e levar adiante as transformações necessárias para restabelecer a confiança em nós mesmos e no futuro desse grande país”. Na reportagem da revista Piauí, ele não poupa nem seu próprio governo: “No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre”. Pálidos de espanto, como no soneto de Bilac, assistimos à desintegração da esperança na pátria, o que equivale a dizer que é a pátria mesma que se desintegra aos nossos olhos.

Outro assunto sem nenhum vínculo ao artigo do presente post mas que quero comentar, porque não sai de minha mente, é a coluna do Roberto Pompeu sobre a morte de D. Ruth Cardoso, que foi sensacional.

Acho que futuramente vou publicar este artigo.

Agora um pouco de humor para não deixar o Brasil acabar completamente.

Recebi por Email a seguinte frase muito sugestiva.

80% dos eleitores brasileiros não usam ler o jornal.

Usam sim o jornal para limpar o rabo.

Aí está simplesmente a razão do atual congresso.

14 ago 2008 Publicado por | ABOBRINHAS, ANEDOTAS, ARTIGOS, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

Comentário Surpresa.

Comentário Surpresa.

A maior prazer que encontro em escrever artigos para o blog, são os comentários, dos leitores.

Qualquer comentário pro ou contra, tem um enorme valor para mim.

Eu não tenho o costume de pescar, mas posso imaginar uma pessoa com uma vara e uma isca no anzol, esperando pegar alguma coisa. O pescador evidentemente sempre sonha com um bom resultado na forma de um peixe de bom tamanho e boa qualidade. E a surpresa do resultado deve ser a razão pela qual tantas pessoas têm esta verdadeira fascinação pela pescaria. Nunca se sabe qual será o resultado.

Também existem pessoas que vão pescar para ter uma razão para beber cachaça, e não se importam nada com os peixes, o negócio é beber. Peixes eles podem comprar no mercado depois. Não sei bem porque mas tenho uma idéia que este tipo de pescaria poderia ser o tipo que o Lula gostaria.

Mas o assunto hoje, é que pesquei com um de meus artigos um bom peixe.

Foi com grata surpresa que encontrei nos comentários de um dos meus artigos (http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=308)

O comentário de Haroldo Pereira Barbosa.

Quem é Haroldo?

Na internet, encontrei seu auto-perfil que copiei:

BIOGRAFIA

Haroldo Pereira Barboza

Carioca – Nascido em 1945 – Vila Isabel/Andaraí-RJ – Esposa : Irene (* anos) – Filho : Marcelo (27).

* de mulher não se diz a idade para não levar com o rolo de pastel na cuca.

Formado : Matemática (estudei no Pedro II) – Analista de Computador aposentado.

Desde 1997 comecei a participar de concursos literários (19 prêmios já obtidos).

Participei de 8 antologias (tenho 565 trabalhos no micro e registrados na FBN).

Time : Fluminense (nasci no mesmo dia de sua fundação – 21/07)

Música : Beatles, Dicró, Gabriel Pensador, Beth Carvalho, Chico Buarque e Ray Coniff.

Literatura : Veríssimo, Carlos E. Novaes, Ziraldo, Jô e Isaac Asimov.

Comida: strognoff, língua, abacate, manga e goiaba.

Bebida: sucos diversos sem álcool (menos abacaxi e maracujá).

Filmes: ficção científica, policiais e suspense.

Além de contos e poemas, gosto de escrever sobre política, esporte, temas infantis e sobre qualidade de vida. Várias matérias já publicadas em jornais da empresa, de clubes e de bairros (além de sítios da rede).

Assinante de Superinteressante, JB, O Farol, Alternativa, Ecos da Taba, DCL e Tribuna da Imprensa (35 artigos publicados).

Membro da UBQ e da SUIPA. Sócio dos clubes Fazenda Clube Marapendi e Tijuca Tênis Clube.

Jogo futebol, sinuca, bocha, ping-pong, xadrez e canastra (nesta preferência).

Nas horas vagas, dou aulas de Matemática para jovens (9 a 12 anos) que precisam tirar nota acima de 7 na prova dentro de 25 dias. Palestras grátis sobre qualidade de vida somente durante as festas sociais (grupos de 4 a 8 curiosos).

Autor do livro: Brinque e cresça feliz – minha contribuição contra uma das causas que estão tornando nossa hipócrita sociedade violenta além dos limites toleráveis.

Nunca tive certeza se minhas faculdades mentais são equilibradas. O certo é que jamais visitei a colônia Juliano Moreira com receio de ficar retido por lá … para sempre. Se me convidarem para alguma solenidade, deixem-me longe do microfone, pois sou capaz de tomá-lo e não largá-lo mais, contando piadas diversas. Creio que poderia ser um bom animador de auditório. Isto não significa que “dou” para radialista.

E o seu comentário foi o seguinte:

Só faltam 492.

Cavalos de raça são oriundos do acasalamento de animais de alta linhagem. Assim como o cruzamento de Dobermans produz filhotes com enormes chances de obterem prêmios em exposições caninas. Fato que não ocorrerá com filhotes gerados pelo encontro de uma Doberman com um vira-latas. Ou por dois vira-latas!

O mesmo se dá na espécie humana. Gerações produzidas por uma seqüência de acasalamentos entre seres possuidores de boas qualidades humanas vão refinando os elementos que contribuem para um longo aprimoramento da sociedade que os abriga.

Infelizmente nossa terra foi descoberta e usada apenas com o objetivo de servir de celeiro de recursos para a Europa e não como ponto de lazer ou futura moradia de seus descendentes. Por isto não se preocuparam em aprimorar o ambiente em pauta. Para realizar o sujo e estafante trabalho de extração das riquezas era preciso usar a mão de obra de pessoas sem um mínimo de preparo. O importante era serem fortes e receberem baixas gratificações (ou nada, sendo escravos).

E foi desta base heterogênea que nosso povo se formou. Jamais tivemos oportunidade de criar identidade própria, pois em curtos ciclos sofremos influência negativa de novos estrangeiros que aqui aportavam na busca de falsas promessas de seus algozes. Nossos antepassados não tiveram nenhuma oportunidade para lutarem por uma causa que unisse a nação e trouxesse orgulho aos seus herdeiros.

E o resultado desta miscigenação hoje se externa pelo comportamento de nossa sociedade sem nenhum vínculo positivo com alguma cultura vencedora do passado. É por causa desta nossa caminhada sem rumo onde a maioria pensa no individualismo sem perceber a deterioração do coletivo que a prejudicará mais à frente. Por isto seremos conhecidos por “colônia” até completarmos 1000 anos de idade. Só faltam 492!

Formamos legiões volumosas de adoradores de Big Bobo Brasil (pagamos tarifas para vermos calcinhas, cuecas e esfregadelas) e apreciadores de sons (que chamam de música) que fazem apologia de barbaridades comportamentais. Milhões de resignados que suportam ficar noites em filas em busca de escolas para filhos, que se contaminam em portas de hospitais degradados e tendo dezenas de direitos desrespeitados por feitores que possuem bom trânsito nos corredores da “justiça”(?). Nossos jovens não sabem 25% do Hino Nacional. A melodia que acompanha a maior parte deles (os que ainda não estão surdos) é o zumbido provocado pelas drogas comercializadas livremente. Nos resignamos com salários congelados enquanto banqueiros, operadoras de telefonia, empreiteiras e laboratórios lucram 70 vezes acima da inflação “oficial”.

Aceitamos que 50 ou 100 chefes da marginalidade dominem centros urbanos com mais de 6 milhões de habitantes e permitimos com naturalidade que dirigentes corruptos permaneçam em seus cargos e sejam reeleitos fazendo rodízios em todas as esferas. Idolatramos canalhas que desviam verbas que seriam destinadas em nosso benefício. Convivemos harmoniosamente com mosquitos dengosos e amarelados que ceifam vidas.

Nosso futuro próximo tende a ser pior, pois multidões de desesperançados são aprovadas nas escolas (até com nota zero) sem uma base mínima que lhes ofereça uma compreensão adequada em busca de uma qualidade razoável de vida em troca dos impostos desumanos que precisam pagar. Os poucos iluminados que superam estas adversidades e se projetam em suas atividades específicas, são atraídos para o estrangeiro onde podem desenvolver o potencial que carregam e são devidamente remunerados. No máximo permanecem aqui a serviço de alguma corporação multinacional.

O restante que não foi acostumado a raciocinar (apenas seguem a bula que a mídia coloca nas manchetes), atua como mera boiada para legitimar a farsa que dirigentes públicos encenam prometendo milagres para melhorar a vida de seus “eleitores”. Ficamos exultantes quando nossos herdeiros conseguem um diploma e montam uma barraca de camelô para vender produtos piratas.

Existem duas remotas chances para revertermos tal penúria:
1 – esgotamento completo das minas que farão com que nossos algozes nos abandonem na miséria total e então seremos obrigados a nos unir para levantar nossa pátria.
2 – Uma catástrofe natural (ou mesmo provocada pela ganância) que destrua toda a estrutura podre que nos envolve e nos permita enxergar um destino (ainda que distante) que ofereça esperanças.

Até lá continuaremos escorregando docilmente para o subterrâneo do poço, tendo em vista que o fundo deste já desabou há muito tempo e a luz da lanterna apagou-se por desvio de verbas reservadas para as pilhas.

A locomotiva dos condenados segue tranqüila para a estação zero da degradação humana. Quem desejar saltar antes, terá de pular pela janela e arriscar-se a pisar na lama podre encoberta pelos tapetes administrativos.

Boa viagem para todos nós.

Referendo de sucesso será o que permitir expurgo no Congresso.

Haroldo P. Barboza – Matemática e Recreação pedagógica.
Autor do livro: BRINQUE E CRESÇA FELIZ!

27 abr 2008 Publicado por | ARTIGOS | 1 Comentário

Cada coisa em seu lugar????

Cada coisa em seu lugar????

Estou bem longe de ser considerado puritano. Longe disto, eu falo palavras de baixo calão, esbravejo, conto anedotas cabeludas, e não me oponho a nada neste mundo desde que seja mais ou menos dentro dos limites que a sociedade convencionou.

Não acredito que os limites convencionais da sociedade sejam lá muito bem definidos, e sei que existe e dentro do sistema cultural de uma nação tão grande e diversa como o Brasil, várias interpretações de um mesmo conceito.

Tudo bem, a rigidez conceitual entre as pessoas leva ao preconceito o que também não é nada bom.

Recentemente, veio à tona umas impropriedades da ministra da Integração Racial A D. Matilde Ribeiro. O seu erro maior aconteceu a mais de um ano, quando se revelou preconceituosa contra as pessoas brancas. Ela disse que: “quando uma pessoa negra ou de origem negra sentisse raiva contra uma pessoa branca, esta pessoa de origem negra tinha razão, pois sua raça tinha sido maltratada pelos brancos durante anos”. Esta declaração em um governo sério deveria ser bastante para que ela fosse exonerada do cargo de representante do Governo.

Como seria possível que logo a Ministra da Integração Racial fosse fornecer a receita para um preconceito racial, e sendo ela da raça negra, este preconceito transpareceu em seu discurso contra a raça branca. Mas ela não foi exonerada por este motivo, e sim quando no portal da transparência que é do governo apareceram os seus gastos com o famoso cartão corporativo, e ela realmente exagerou nos gastos com suas mordomias. Se o governo fosse mais sério e tivesse removido a ministra por justa causa na demonstração racista, teria poupado o desgaste dos cartões.

Mas este não é o assunto deste post.

Buscando algo sobre o Clóvis Bornay, na internet, encontrei em outros blogs, uma referencia sobre o lustre que o deputado federal Clodovil Hernandes mandou fazer para ornamentar o seu gabinete na câmara dos deputados. De acordo com as notícias encontradas, se isto for realmente verdade, (pode ser montagem, pois a internet está cheia disto), e sendo seu gabinete de trabalho no congresso um lugar reservadamente público, esta demonstração do seu gosto pessoal está fugindo de suas atribuições assim como a demonstração racista da ministra. Como representante popular o deputado Clodovil, deve ser manter exercendo o seu mandato dentro das regras de conduta exigidas pelo código de ética e digo se existir realmente este lustre dependurado em seu gabinete, o conselho de ética da Câmara dos Deputados deveria investigar e punir com a perda de mandato esta demonstração de desrespeito com a sua obrigação dentro do congresso.

Se o gasto com o lustre foi pago como diz o artigo com a verba indenizatória este custo deverá ser imediatamente ressarcido aos cofres do erário.

Como eu disse no início deste artigo, as preferências sexuais do Clodovil, é problema dele e não me afeta em nada, como não me afeta sua religião, seus gostos de comida, desde que mantidas debaixo de sua responsabilidade pessoal.

O que me afeta, é ajudar a manter com o dinheiro dos impostos que eu pago, uma irreverência e um gasto totalmente desnecessário como este da matéria apresentada.

Em sua casa e com o dinheiro dele, ele pode fazer o que quiser.

Dentro do congresso não.

Um dos blogs em que encontrei a matéria foi:

http://forum.hardmob.com.br/showthread.php?t=326996

Vejam a matéria abaixo:

[Clodovil] Lustre Traquinas

Desenhado pelo próprio Clodovil, o lustre foi montado pela estilista mato-grossense Chiquita Folharal. Chiquita Folharal foi a responsável pelos ornamentos do caixão de Clóvis Bornay.

O lustre custou 300 mil reais e consumiu quase toda a verba de gabinete do Deputado mais alegre do Brasil. “Ele é tudo de bom! O problema, meu Amor”, reclama Clô, “é que ninguém consegue se concentrar no trabalho

“Uma ‘coisa’ dessa pendurada no meio do gabinete, balançando pra lá e pra cá”, prende a atenção de todos.

Subindo as sobrancelhas, Excelentíssimo deputado acrescenta: “Se bem que eu não vim aqui para trabalhar mesmo, hahahaha”, finaliza.

só pode ser sacanajem, como o povo de SP elege um fdp desse…

25 fev 2008 Publicado por | ABUSOS LEGISLATIVOS, ARTIGOS, ÉTICA, POLÍTICA, Racismo | 1 Comentário

Presidente vá se danar!

 

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Encontrei no blog da Adriana, (http://pep-home.blogspot.com/)

um artigo que ela escreveu em junho de 2005 e que foi publicado na “ A gazeta”

Apesar de não ter lido a versão publicada na internet, eu imagino como ficou, pois eu encontrei trechos de vários autores distribuídos e modificados na internet.

Eu estou republicando na íntegra o texto dela, que pode ter sido escrito a mais de dois anos, mas não perdeu a validade porque a verdade nunca tem data de vencimento.

Os acontecimentos atuais, e as maracutaias deste governo, não param de acontecer e o povo, vem absorvendo tudo isto e com esta absorção, a noção de ética e de moral vão se diluindo na formação de nossos jovens e com isto a reputação do Brasil vai junto, tudo para o lixo.

A menção no artigo de noção de justiça na cabeça de Fernandinho Beiramar, está correta, pois este criminoso também é um empresário, em sua empresa, empregou várias pessoas que dependem de sua organização para criar as suas famílias.

Aliás, o Fernandinho, apesar de contraventor e criminoso, trabalhou muito mais na formação de sua empresa do que o incapaz, ignorante, preguiçoso e dono da verdade Lula da Silva.

E continua trabalhando, pois deu na mídia outro dia que apesar de estar em uma prisão federal de segurança máxima continua a comandar o tráfico lá de dentro com o seu celular.

E como as aves da mesma espécie se congregam, a turma do Lula continua a desprezar a verdade e tratar as maracutaias descobertas dentro do site do próprio governo como coisa natural e como sensacionalismo da mídia.

 

 

 

 

 

Por Adriana Vandoniva-se-danar.jpg

Circula pela internet um texto meu com o título adulterado. Quero aqui explicar aos leitores que o artigo “Presidente, vá se danar!” foi publicado no dia 25 de julho de 2005, portanto, há dois anos. Jamais escreveria um texto com o título tão chulo como na versão adulterada, não por puritanismo ou por respeito ao presidente, mas é que apesar de ter a certeza de que Lula merece cada um dos palavrões que brasileiros de bom senso e saco cheio, atribuem a ele, eu não sou Marta Suplicy, não vulgarizo para criticar.
Agradeço a todos os mais de 30 mil e-mails que já recebi e que ainda estou recebendo, tanto os de apoio como os críticos, com esse eu me compadeço. Aos muitos brasileiros que sentiram no texto um grito de todos e que se expressaram penhorando apoio, meu muito obrigada.
O artigo, como tem dois anos, está defasado diante de tantos escândalos de corrupção envolvendo os homens do presidente Lula, diante de tanta incompetência e falta de responsabilidade, diante de tamanha covardia que ele vem demonstrando à nação. Por tudo isso, continuo com o firme propósito de mandar o Presidente se danar.

Presidente, vá se danar!
24 de julho de 2005 – Jornal A Gazeta – Edição Nº 5046

Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a “Instituição” Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se danar. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética “que qualquer um aqui neste país”? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?
Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.
Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.
Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!
E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?
Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!
Quem sabe “vossa excelência” tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.
Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.
O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro “amigo”.
Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! “Fernandinho beira-mar”, guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.
Desculpe-me, ‘presidente’, mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente, vá se danar!

 

E não adianta fingir que não é com ele, a responsabilidade do cargo vem com a responsabilidade dos atos dele e de outros

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10 fev 2008 Publicado por | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ARTIGOS, ÉTICA, Crimes e emntiras, GOVERNO, POLÍTICA | Deixe um comentário

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