O painel de partidas em Santos Dumont.
O painel de partidas em Santos Dumont.
A ministra Martha, deveria pedir demissão, para parar de envergonhar o governo.
Logo ao assumir o cargo, com muito desdém admitiu que não soubesse nada de turismo.
E não sabe mesmo. Até o momento, a única coisa que o seu ministério produziu foi desentendimento, brigas e bobagens, em uma tentativa de absorver o Ministério dos Esportes que já pertenceu ao turismo. A única coisa que ela entende é de verba. Quer ter verba porque para ela, verba é poder. Dinheiro compra tudo. E com muita verba para gastar a Martinha pode até comprar dignidade e reconhecimento. A sua administração na prefeitura de São Paulo foi tão corrupta que as contas não fecharam e quando viram que ela poderia ir para cana, o PT deu um jeitinho e modificou a lei para salvar a Rainha do Laquê. Martha Está segurando ao cargo como o Renan Calheiros à presidência do Senado, mas este barco está fazendo água e vai afundar,
Adeus Martha, vá para o inferno e fique por lá.
A foto que já foi tirada.
A foto que já foi tirada.
( Frase de Agripino Maia)
Roberto Leite escreve:
Este governo é mesmo cara de pau. Primeiro tenta de todos os modos comandar o legislativo que por constituição deve ser um poder independente. Tentou impedir de maneira truculenta um direito da minoria de se instalar uma CPI para investigar o caos aéreo que se instalou no país i mediatamente após o terrível acidente da Gol. Alegando que de acordo com as regras, a CPI deveria se basear em um fato definido o que não existia naquela instancia, o conselho barrou a instalação da CPI. O fato ou fatos que não existiam eram:
1. Acidente da Gol.
2. Insubordinação de militares na aeronáutica.
3. Vôos cancelados deixando os passageiros sem nenhuma explicação.
4. Caos nos atrasos e milhares de pessoas morando dias a fio em aeroportos esperando chegar ao seu destino.
5. Óbitos gerados por atrasos e falta de vôos.
6. Contingenciamento de verbas desviadas de apoio aos equipamentos de controle, para outras coisas do governo, incluindo a compra do BAF-LI (Brasilian Air Force 51).
7. Os bilhões de reais arrecadados com as taxas de embarque mais caras do mundo e que deveriam ser usadas para melhorar os serviços incluindo os equipamentos de controle de vôo. E que foram usadas em outros assuntos.
8. A inércia e o desgoverno durante o caos aéreo tanto do Ministro da Defesa como do Presidente Lulla. (com dois eles para não ofender o molusco seu homônimo).
9. A tentativa de desmoralização da disciplina militar por ordem do presidente Lulla.
10. A gestão fraudulenta de Carlos Wilson do PT de Pernambuco sendo investigada pelo TCU.
Estes fatos são reais e justificam qualquer CPI, pois os abusos cometidos levaram tremendos prejuízos aos eleitores e alguns dos prejuízos são irreparáveis, como as mortes prematuras dos protagonistas desta crise. A única forma que resta aos prejudicados seria um pequeno consolo na forma de uma investigação correta e punição severa aos responsáveis.
A CPI do Apagão, como não poderia deixar de ser, foi defendida pelo supremo com um voto unânime e foi instalada com tremenda má vontade pela câmara comandada pelo governo, e que agora quer ditar as regras e dizer o pode ou que não pode ser investigado pela casa do povo.
Ora seu governinho de republica de banana, isto aqui não é a Venezuela, e o que estiver errado e dentro do foco que está causando esta repercussão internacional sobre a segurança de vôo dentro do território brasileiro, deverá ser investigado sim senhor e se a Infraero, que é sem a menor dúvida parte do problema deve sim ser investigado. Se aparecer algum culpado, deverá ser punido e este recorrente problema das CPIs se transformarem em pizza, deve ser abolida para que a casa do povo começa a merecer um pouco de credibilidade.
Leiam a notícia abaixo que gerou este comentário:
Tribuna da Imprensa on line
Governo ameaça reagir se CPI focar Infraero
BRASÍLIA – Depois de tentar inviabilizar a abertura da CPI do Apagão Aéreo no Senado, os governistas mudaram a estratégia: resolveram indicar os integrantes da comissão e apostar que a concorrência com a mesma CPI na Câmara vai enfraquecer as investigações.
Os líderes dos partidos da base no Senado prometeram indicar, na próxima terça-feira, também os integrantes da CPI das ONGs, que deveria ter iniciado no fim do ano passado. Mais uma vez, com a expectativa de que as CPIs vão atrapalhar umas as outras.
Apesar da aposta de naufrágio das CPIs, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), deixou claro que haverá reação se a oposição insistir em investigar denúncias de irregularidades, como superfaturamento e direcionamento de licitações, na Infraero, a estatal responsável pelos aeroportos do País.
A tática será mostrar que a Infraero firmou convênios e parcerias com os governos estaduais, inclusive os da oposição. “No caso da Infraero, os governos são parte da operação. Governo de Goiás, governo de Pernambuco”, afirmou Jucá ontem.
Até o ano passado, Goiás era administrado pelo tucano Marconi Perillo e Pernambuco, pelo peemedebista Jarbas Vasconcelos. Ambos fora eleitos senadores e estão na linha de frente da oposição no Senado. O próprio líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN) tem dito que a Infraero não será o foco inicial das investigações.
Ele diz que as diligências mostrarão uma opção do governo por investir mais em aeroportos do que em segurança de vôo e, aí sim, será a vez da CPI se voltar para os contratos da estatal. Agripino diz que o governo erra por apostar no esvaziamento das CPIs.
“Eles desistiram de tentar evitar o inevitável. Não querem ficar mal na fotografia que já foi tirada”, afirmou o líder do DEM. Segundo Agripino, a CPI do Apagão Aéreo no Senado terá mais facilidade para fazer convocações do que a da Câmara, dominada por parlamentares governistas, que ocupam a presidência e a relatoria.
No Senado, o mais provável é que o PMDB, de ampla maioria governista, fique com a presidência e o DEM com a relatoria da CPI, por serem as duas maiores bancadas. Para evitar o excesso de CPIs, o DEM poderá adiar a instalação da CPI das ONGs.
“Não queremos fazer manobra para evitar CPI, só se fosse por entendimento político”, afirmou Jucá. “No fundo, vai ter disputa entre as CPIs”, previu o líder. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que decidir, na próxima semana, o que fazer com um requerimento do senador em que pede o arquivamento da CPI no Senado, segundo ele inconstitucional por já existir outra na Câmara com o mesmo foco.
O mais provável é que Renan Calheiros mande o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Mas a questão de ordem não tem efeito suspensivo, não impede o andamento das CPIs”, afirmou Jucá.
Os dias (c)sem Lula
Os cem dias de Lula
Esta charge, está se referindo apenas no segundo mandato, pois o primeiro, que foram 1461 dias de malandragem, viagens e vadiagens incansáveis, de corrupção, de enganação e mentiras, de diplomação em “Horroris causis” terminou em apagão aéreo, que devido à falta de atitude proveniente do primeiro mandato, continua sem uma solução.
Adriana Vandoni faz um raio-X de parte do problema:
O Sistema Está Nu
Por Adriana Vandoni
O espaço aéreo brasileiro é gerenciado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável também pelo treinamento, fiscalização e execução do controle aéreo e pela defesa aérea brasileira. A INFRAERO é quem administra os aeroportos, 66 dos 81 existentes no país estão sob controle da empresa, além de 32 terminais de carga.
Mas quem efetivamente executa a função são os Controladores de Tráfego Aéreo, porém, esta profissão não existe no Brasil, não é reconhecida, nem regulamentada. Apenas a atividade existe. Neste ponto começa a salada. A função é exercida por Sargentos da aeronáutica, por civis funcionários públicos estatutários, vinculados a aeronáutica, que são os DACTAs, e por civis, funcionários públicos, CLTistas da INFRAERO.
Primeiro ponto: se a profissão não existe, como pensar em uma desmilitarização? Não seria melhor antes criar e regulamentar? Essa discussão em torno da desmilitarização ou não é apenas “encheção” de lingüiça.
O controle aéreo brasileiro tem sido cada vez mais militarizado, não por uma questão estratégica ou natural, mas pela necessidade, para suprir a falta de pessoal capacitado, pois os baixos salários, a estrutura deficiente para o trabalho e a imensa pressão, têm provocado uma grande evasão de profissionais capacitados. Os Controladores que abandonam a profissão, o fazem exatamente no momento em que atingem a experiência plena de trabalho, entre cinco a dez anos de carreira. Este quadro tem se agravado nos últimos cinco anos, com o conhecimento do governo federal.
Para suprir essa evasão de pessoal são escalados os Sargentos, que tentam sim realizar um bom trabalho, mas sem a estrutura necessária. Mas eles não têm escolha, recebem a missão de operar equipamentos deficientes, controlam um tráfego além da capacidade e trabalham além da jornada estabelecida pelos organismos internacionais. Os que tentam reclamar ou questionar a situação, são reprimidos, inclusive com punições disciplinares, transferências indesejadas e assim por diante.
Acontece aqui uma simples distorção de formação. Os Sargentos são preparados e treinados para a defesa do espaço aéreo. É apenas uma questão de foco, não é por maldade ou por irresponsabilidade, apenas e tão somente o foco. Defesa e não Controle.
Após o acidente que matou 154 pessoas, os controladores do CINDACTA 1 estavam atônitos, perplexos e chocados com o ocorrido, quando um oficial, em discurso para a turma que estava assumindo o setor após o acidente disse: “Chega de choradeira, vamos lá, menos dois pra controlar, ficou melhor!” O oficial não disse isso por insensibilidade, mas porque assim aprendeu que se deve fazer em casos de baixa durante uma guerra. A sua missão é levantar o moral da tropa para que esteja preparada para o próximo ataque inimigo. Só que não estamos em guerra e os controladores não estão em uma missão militar.
O oficial não está errado, ele cumpre sua missão e coloca em prática seu treinamento. Errado está o governo reativo, omisso, irresponsável, e eu diria até mais, diria que o governo é assassino, pois esperou morrer 154 pessoas para escutar o grito dos controladores. Enquanto isso, o “bibelô” do Ministério da Defesa tenta minimizar a crise dizendo que tudo isso não passa de “rotina” em “países em desenvolvimento”. Conversa fiada. É pura falta de planejamento, compromisso, responsabilidade, competência, etc., etc. e etc. Em mais de seis meses de crise o que vimos foram reuniões, formação de Grupos de Trabalho, “puxão de orelha” do Presidente… nossa, como ele é firme!…tudo encenação. De concreto nenhuma medida foi tomada. O governo está inerte, os passageiros continuam correndo riscos e os controladores, pressionados a aceitar a porca situação de trabalho, são responsabilizados quando algo dá errado.
As informações acima foram obtidas através de conversas que mantive com controladores, da ativa ou não. E foi durante um dessas conversas que um deles me definiu com a mais absoluta perfeição a situação brasileira:
O SISTEMA ESTÁ NU.
GIULIO COMENTA:
Giulio Fala assim:
|
Q |
uando iniciei este Blog, em julho do 2006, foi por sugestão de meu sobrinho, o José Melo (Blog do Zé Melo – http://traveler.com.br/blogs/ze/). Eu estava em franca campanha do Voto Nulo, assunto no qual fui fatalmente atingido quando o ministro Arco Aurélio Mello (não é parente do Zé Melo, notem que falta um L no nome do Zé) mudou a interpretação que estava no site do TSE sobre o voto nulo. Com a nova interpretação, (ainda afirmo que esta interpretação não está dentro da legislação), o Blog do Voto Nulo, ficou descaracterizado. Com isto, o Blog entrou em estado de recesso, e parei de colocar artigos. Em novembro de 2006, outra vez o Zé Melo, cobrou de mim a falta de interesse no Blog.
|
C |
om esta nova cobrança, e querendo participar a minha opinião sobre vários assuntos polêmicos da atualidade, restabeleci uma nova relação com o Blog, e adotei um sistema já adotado em vários blogs. Vasculho os assuntos da mídia diária em várias fontes e outros blogs, e quando um deles me chama a atenção, comento sobre o assunto e publico na integra a reportagem que gerou o comentário, obviamente com os devidos créditos.
|
U |
Ma de minhas fontes de assunto é o Blog Prosa e Política, editado pelo jornalista Giulio Sanmartini (http://pep-home.blogspot.com/) . Hoje ao ler as matérias deste endereço, encontrei uma boa versão do Giulio, sobre o que seja governar, ( FATO HISTÓRICO) e também sobre a crise dos controladores.
Estes artigos vieram em vários formatos, mas para resumir, vou colocar tudo junto, mas os créditos continuam a ser do Giulio e de outros mencionados por ele:
Giulio escreve sobre mão firme na administração
Por Giulio Sanmartini
Depois da derrubada de João Goulart (1964), no Brasil existiam 3 candidatos civis à presidência: Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto.
Juscelino, logo saiu da disputa, pois teve seus direitos políticos cassados em junho de 1964.
Os dois restantes, então governadores, Lacerda do Estado da Guanabara e Magalhães de Minas Gerais, quiseram eleições diretas para o governo do seu estado, que seria uma forma de garantir as presidencias no fim do mandato de Castello Branco, o primeiro presidente do regime militar. Castello atendeu a ambos e assim em 1965, na Guanabara foi eleito Francisco Negrão de Lima e em Minas Israel Pinheiro, ambos ligadíssimos a Juscelino, o que representou uma derrota aos dois ex-governadores.
Lacerda tentou convencer Castello Branco a não dar posse aos governadores eleitos, mas este fez pé firme e disse-lhe sem meias palavras que fora ele, Lacerda, quem quisera as eleições e estas seriam honradas. Lacerda inconformado começou a insuflar o ministro da Guerra Arthur da Costa e Silva e a oficialidade jovem da Vila Militar, no sentido que forçassem Castello a não dar a posse.
Na época, a Vila Militar representava o núcleo mais forte do exército brasileiro, era lá que se definiam as coisas. Costa e Silva foi à Vila, e os coronéis o ovacionaram, sentindo-se forte, pediu audiência ao presidente. Este o fez esperar dois dias, lhe era superior por dois motivos, primeiro era presidente da República, depois, militarmente, por ser de turma mais antiga. Quando Costa e Silva chegou ao palácio, foi logo introduzido no gabinete do presidente, que lia alguns papeis e sem levantar a cabeça disse:
- Pois, não general?
- Queria falar com o senhor, presidente.
Castelo levantou a cabeça e olhando fixamente o ministro perguntou de chofre:
- O senhor veio sentar em minha cadeira?
- De forma alguma, presidente.
- Então quando sair feche a porta – Castello encerrou a conversa. Voltou a ler os papeis e terminou com a crise que vinha se desenhando.
A outra crise, em 1977, não teve uma forma tão educada para ser resolvida, mas mudando o que deve ser mudado, foi a mesma coisa.
Governava o Brasil, o 4° presidente militar, Ernesto Geisel, o ministério da Guerra não existia mais com esse nome, em 1967, mudara para ministério do exército era seu titular, o general linha dura Silvio Frota, que queria substituir Geisel, mas este sabia que a escolha de Frota seria um retrocesso e foi contra. Frota usou os mesmo métodos de Lacerda, levantou a turma linha dura da Vila Militar, com um discurso inflamado, e foi dizer a Geisel, que queria ser seu substituto, este lhe disse sem meias palavras que não.
- Mas eu sou o ministro do Exército – argumentou Silvio.
- Mas o cargo e meu e o senhor está exonerado – contra argumentou Geisel
- Pega o cargo e enfia no rabo! – respondeu Silvio.
- Vai tomar no cu e sai daqui seu filho da puta. – encerrou Geisel
Silvio Frota saiu batendo a porta. E a crise estava resolvida.
Quando existe respeito à hierarquia, de forma inteligente ou de forma “digna” de um sargentão casca grossa, as crises são resolvidas de forma rápida e sem problemas futuros.
Desejar isso do incompetente e inerme governo Lula é querer demais!
Giulio escreve sobre fatos na crise aérea:
Flagrante da vítima sendo apunhalada pelas costas.
“Até tu Brutus” (RL)
Desde o primeiro “Apagão” em outubro de 2006, nada foi feito pelas autoridades a começar pelo presidente da República e do ministro da Defesa,Waldir Pires, ambos esperavam que tudo se resolvesse sozinho. Sabiam na ocasião que o equipamento falhará, desde a queda do Boeing (29/9).
A crise começou de fato de 27 de outro 2006, quando operadores do Cindacta-1 iniciaram uma operação-padrão para chamar atenção para suas condições de trabalho, e passaram a aplicar com exatidão regras internacionais de espaçamento entre pousos e decolagens. A medida gerou problemas em diversos aeroportos. Só em São Paulo, pelo menos 32 vôos atrasam.
No dia 5 de dezembro o presidente decidiu que seriam instaladas novas centrais de controle em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mandou comprar quatro equipamentos (US$ 2,5milhões cada), o ministro do Planejamento Paulo Bernardo, não que tinha problemas – “Tudo que precisar será liberado”
Nada foi comprado e a crise acalmou-se sozinha, Waldir Pires ficou na sua e o presidente fingiu que nada acontecera.
Na primeira crise do apagão aéreo, Lula pegou seu avião e foi passear de sunga na Bahia.
Neste segundo surto, Lula pegou seu avião e foi de camisa vermelha fazer campanha eleitoral na Venezuela, para o “compañero” Hugo Chávez
Ninguém mais falava no assunto, mas no último dia 15 de março Miriam Leitão publicou em seu blog, algo que ouvira do jornalista Kiko Brito
“Como ultimamente só vinha ouvindo falar do caos nos aeroportos brasileiros em situações chamadas de exceção – como as tempestades sobre São Paulo -, ontem me dirigi com alguma tranqüilidade até Congonhas para pegar a ponte aérea de 22h da Gol. Cheguei uma hora antes da hora do vôo mas acabei embarcando somente 3 horas e 48 minutos depois. Finalmente no avião, o comandante nos informava, pelo alto-falante, que, se os passageiros que chegavam a bordo não se acomodassem logo, não conseguiríamos decolar antes de uma da manhã, a pista seria fechada e o avião não poderia partir. Naquele instante, eu e os demais passageiros tivemos certeza de que, se não chegássemos ao Rio, a culpa seria nossa.
Nas quase cinco horas que passei em Congonhas, tempo suficiente para chegar de carro ao Rio, não vi nenhum vôo decolar no horário marcado. Todos saíram com atrasos de, pelo menos, 3 horas. Durante todo esse tempo, a única explicação que ouvíamos era que os atrasos se deviam ao intenso tráfego aéreo em Congonhas. Em outras palavras, se não houvesse tantos de nós querendo utilizar aviões como transporte, toda aquela confusão simplesmente não estaria acontecendo. O curioso era que, segundo as informações nos balcões das companhias e nos painéis do saguão, nada de anormal estava acontecendo. Em tese, todos os vôos estavam confirmados para sair à hora marcada. Mais curioso ainda foi quando desligaram os painéis com informações sobre as partidas de vôos na sala de embarque. Para completar, por volta de meia-noite, o ar condicionado do aeroporto foi gentilmente desligado.
Como acontece muito nestes momentos, nada de encontrar os funcionários das companhias aéreas; a não ser em raras aparições logo seguidas de sumiço. O tráfego aéreo, claro, era a explicação dada para todos os problemas. No fim, cheguei mesmo a conclusão de que os culpados somos nós, por insistir nesta idéia de usar o avião como meio de transporte num país continental como o Brasil.”
Tinha razão Kiko Brito,
Vejamos:
18/3 – houve uma pane no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego
Aéreo (Cindacta 1) provocando uma caos infernal nos principais aeroportos do país.
19/3 – Lula irritou-se (pela enésima vez) e convocou uma reunião de emergência.
20/3 – O caos deu uma melhorada, mas os atrasos continuaram.
21/3 Nova pane no Cindacta 1, os engenheiros dizem que a pane foi provocada por sabotagem.
23/3 – Segundo a Infraero, a crise começou com o movimento dos controladores de tráfego, ligados ao departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, que após o acidente exigiram melhorias no sistema, visando a mais investimentos. Os aeroportos sofreram com essa crise associada à excessiva demanda de passageiros em seus terminais, que cresceu o dobro em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) no período. Como os vôos não conseguiram vagas no espaço aéreo, os atrasos foram inevitáveis.
27/ 3 – Lula exige dia e hora para a solução definitiva do “apagão”, na reunião com os representantes do setor aéreo.
28/3 O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária, brigadeiro José Carlos Pereira disse ser impossível estabelecer dia e hora para resolver a crise. Tem começo o movimento dos controladores preparando-se para um greve.
30/3 – Teve início a greve!
31/3 – O Palácio do Planalto confirmou no início da madrugada deste sábado o fechamento de um acordo que põe fim à greve dos controladores de vôo e cujo principal ponto é a desmilitarização gradual da atividade. De acordo com minuta assinada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e a secretária-executiva da Casa Civil da Presidência, Erenice Guerra, a discussão de um novo modelo de controle de tráfego aéreo começará na próxima terça-feira.
2/4 – Lula se diz surpreendido pelo sucateamento dos aparelhos para controle aéreo, ele já sabia disso em 2006, tanto que ordenou a compra emergencial de equipamentos.
3/4 – “Eles (os controladores de vôo) me apunhalaram pelas costas. Só esperaram eu sair do país para causar confusão.” – disse Lula
A nota do primeiro parágrafo da crise, em 2006, mostra que presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, como é seu hábito, mente, ele não podia surpreender-se do sucateamento, já sabia disso desde dezembro.
Fazer a parte de vítima, como fez a vida inteira, não tem mais seriedade, pois ele é o algoz de si mesmo por incompetência, descaso e não querer trabalhar. Ninguém o apunhalou pelas costas, a confusão já se arrastava desde o dia 18 de março e ele viajou tão somente no dia 30. A greve já estava fermentando antes de sua viagem, o governo nas coisas básicas, não pode ter surpresas, isto é, fatos inesperados, repentinos, não anunciados previamente, imprevistos.
Não havia mínima preocupação por parte dos controladores de vôo, onde estivesse Lula, se no Brasil, ou se no exterior. Eles não esperaram sua viagem, foi ele quem quis viajar, para distanciar-se da crise, assim como das outras vezes, foi tirar férias, fazer campanha eleitoral para o “compañero” Chávez, dessa vez ele foi aos Estados Unidos, para resolver assuntos importantíssimos, pena que voltou sem ter resolvido nada, porque nada tinha a resolver.
Se ele não teve conhecimento do que poderia acontecer é que seu serviço de inteligência, ou não funcionou, ou ele não lhe deu importância. Também esperar algo relacionado com a inteligência nesse governo é querer demais. Não é mesmo?
MENSALÃO, NÃO SABIA DE NADA
DA EMINÊNCIA DA CRISE AÉREA IDEM.
DE FORMAR MINISTÉRIOS IDEM.
E DE GOVERNAR?(RL)
A definição de NADA.
A DEFINIÇÃO DE NADA.
Quando era eu estudante do primeiro ano ginasial em Minas Gerais, no Colégio Estadual de Belo Horizonte, e cursando o primeiro ano ginasial, o meu professor de desenho e geometria era o Professor Osvaldo Pierosette. Um excelente professor, como todos os professores que eu tive.
Um dia, estando eu sem muito interesse em sua aula, estava com a cabeça baixa lendo alguma coisa diferente do assunto sendo discutido em classe. O professor percebendo que o meu primeiro interesse estava fora de sua matéria, me chamou a atenção e perguntou o que estava eu fazendo.
Eu respondi que não estava fazendo nada. Resposta padrão de menino apanhado fazendo arte.
Ele então me disse:
“Nada? Como nada? Se estava fazendo nada então defina nada para a classe.”
“Bem nada, é nada, é tudo o que eu sei de nada”
“Então você estava fazendo nada, e não sabe o que é nada”
Nesse ponto, eu era o foco de atenção da classe, que diante do meu dilema, já estava começando a rir de mim.
E o professor Pierosette seguia com sua pergunta sobre o nada:
“Como é possível eu ter em minha classe de aula um aluno que me afirma que está fazendo nada, e que não consegue dizer para a classe nem para mim o que seja nada? Ele seguramente estava fazendo algo, mas não sabe o que era e se sabe não diz, e em vez de dizer, diz que estava fazendo nada sem saber o que seja nada. Como pode ser possível uma pessoa fazer algo sem saber o que esteja fazendo ou fazer nada sem conseguir dizer para a gente o que seja nada.”
Nesse ponto, o meu constrangimento era total e para deleite da classe, o meu ridículo já era a alegria geral.
Então, para tirar o foco de cima de mim, o professor Pierosette perguntou para a classe toda:
“Alguém sabe o que seja nada?”
Ninguém respondeu
Ele então saiu com esta:
“Nada é uma faca sem cabo que perdeu a lâmina. E chega de nada para hoje e vamos seguir com a aula.”
Nunca mais me esqueci desta aula e daí por diante, antes de responder algo com a palavra nada, lembro-me desta lição e sempre troco a palavra nada, por outra palavra que indique realmente o que seja desejado saber.
Hoje de manhã, ao ler as notícias na mídia noticiosa da net, encontrei várias referencias sobre a viagem relâmpago do nosso presidente aos EEUU. Ao ser perguntado pela mídia sobre o resultado de sua viagem e sua conversa com o Presidente Bush, e o que tinha resultado para o Brasil nas conversas, sua resposta foi esta:
“NADA”
Aí eu tive vontade de dizer para ele:
“Nada! Defina nada para o Brasil saber o que seja NADA!”
Tenho a absoluta convicção que o nosso presidente Apedeuta não saberia responder a esta questão.
“Presidente NADA é uma faca sem cabo que perdeu a lâmina, invente ou pense se for capaz em outra desculpa para sair passeando pelo mundo e deixar para trás as responsabilidades de governar, com milhares de brasileiros que confiaram a você o país, parados em aeroportos, morrendo em aeroportos esperando uma solução que teria de acordo com Vossa Excelência, data e hora para ocorrer.
A hora e a data, foram:
Zero hora de primeiro de Abril.
Leiam agora a notícia que gerou este post:
31/03/2007 – 20h23
Lula diz que volta ao Brasil com “nada”, mas que reunião com Bush foi mais produtiva
Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que volta ao Brasil “certamente” com “nada” em termos de acordos efetivos, mas afirmou que a reunião de duas horas com George W. Bush foi “a mais produtiva” que teve com o colega americano.
“Eu quero dizer, presidente Bush, que de todas as reuniões que participei, em reuniões com o governo americano, esta foi a reunião mais produtiva”, afirmou o presidente Lula, durante conferência de imprensa em Camp David (EUA), ao lado de Bush.
“Se alguém perguntar para mim: ‘o que você está levando para o Brasil?’ Certamente, eu direi: ‘nada’. Agora, certamente, os acordos que nós assinamos hoje e os acordos que poderemos assinar daqui para adiante podem garantir, definitivamente, que as relações entre os Estados Unidos e o Brasil não só são necessárias, mas são estratégicas”, acrescentou.
A visita do presidente Lula é parte de um processo de negociação entre Brasil e Estados Unidos para os americanos reduzam a tarifa cobrada sobre o álcool brasileiro. O presidente Bush, ainda em território brasileiro, havia afirmado que um ajuste nessas tarifas não aconteceria antes de 2009.
Na declaração conjunta veiculada após a conferência, os dois mandatários mencionam avanços na discussão sobre o álcool brasileiro, mas aparentemente restritos ao âmbito de cooperação técnica entre os dois países.
Lula também afirmou que mencionou ao colega americano que não seria possível avançar na questão do álcool brasileiro sem discutir o fim dos subsídios agrícolas nos EUA, outra questão polêmica na negociação entre os dois países. Nos EUA, os fazendeiros não apreciam a idéia do país ajudar a indústria brasileira, vista como um possível competidor no mercado interno.
“Sem a eliminação dos subsídios, a oportunidade de desenvolvimento representada pelos biocombustíveis será perdida e, com ela, a possibilidade de melhoria das condições de vida de centenas de milhões de homens e mulheres”, disse Lula.
O presidente brasileiro também afirmou que discutiu com Bush sobre o auxílio a países mais pobres, e que foi objeto de acordo entre os dois países para auxiliar no combate e erradicação de doenças em países africanos.
“Estou disposto a reunir-me com ele [Bush] quantas vezes forem necessárias, e com todos os chefes de Estado do mundo quantas vezes forem necessárias, para que a gente possa neste século 21 despertar um pouco de alento na parte da população mais pobre do planeta”,afirmou.
Com agências internacionais
Murro na mesa
“Eu quero prazo, dia e hora para anunciar que não haverá mais problemas nos aeroportos brasileiros”,
Logo depois desta frase, o nosso presidente foi passear nos EEUU, para um “chat” com o Bush, e deixou o caos para que seus eleitores, os 58.000.000, que representam aproximadamente 1/3 de todos os brasileiros fiquem sabendo quem é ele de fato.
Ele quer mais é que os brasileiros vão se lixar.
Eu fico até imaginando se tudo isto não está friamente calculado para tirar das mãos dos militares o controle aéreo do Brasil, que é uma função extremamente vital e estratégica para o país, e colocar nas mãos de sindicatos que são mais fáceis de comprar do que os militares.
Ele, que com seu administrador da Infraero Carlos Wilson PT/PE, contingenciaram toda a verba arrecadada com as taxas de embarque, que superfaturaram as reformas dos aeroportos por todo o Brasil, e que não investiram em infra-estrutura técnica e com o pessoal técnico, e que são diretamente responsáveis por toda esta bagunça generalizada que se instalou no sistema aéreo.
O Lula, que tem como ministro da defesa, uma pessoa ineficiente ao extremo, mas que está por ele encarregado de resolver esta crise vive apenas dizendo estas frases de efeito, cada vez mais sem conteúdo e que não resolvem nada dos problemas da crise aérea no Brasil.
E o Lula não quer de nenhuma forma que se instale uma CPI do Apagão, com medo que esta CPI descubra de tabela as falcatruas na Infraero na administração de Carlos Wilson.
-
Arquivos
- Outubro 2009 (1)
- Setembro 2009 (3)
- Agosto 2009 (3)
- Julho 2009 (1)
- Abril 2009 (3)
- Março 2009 (8)
- Janeiro 2009 (1)
- Dezembro 2008 (1)
- Novembro 2008 (2)
- Outubro 2008 (8)
- Setembro 2008 (6)
- Agosto 2008 (7)
-
Categorias
- ABOBRINHAS
- ABUSOS LEGISLATIVOS
- ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- ANEDOTAS
- APAGÃO AÉREO
- ARTIGOS
- assistencialismo
- AUTORITARISMO
- ÉTICA
- CENSURA
- Cinismo
- CPMF
- CRESCIMENTO ECONÔMICO
- Crimes e emntiras
- CRISE ECONÔMICA
- CRONICAS
- CURIOSIDADES
- Desarmamento
- ECONOMIA
- EDUCAÇÃO
- ELEIÇÕES
- entrevistas
- exemplos
- GOVERNO
- Humor
- ideologias
- IMPOSTO ÚNICO
- Justiça
- O SONHO
- PAC
- PINGA
- POLÍTICA
- Racismo
- Reforma eleitoral
- REFORMA POLÍTICA
- Respostas
- Respostas on line
- Tolerância Zero
- TRABALHO
- Uncategorized
- Vídeos
-
RSS
Entradas RSS
Comentários RSS










