blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

A popularidade do desgoverno

A popularidade do desgoverno

Eu não sei como o desgoverno Lula pode ser tão popular.

Outro dia em uma estatística do IBGE, o número de eleitores para esta próxima eleição está bem perto dos 130.000.000. Deste total apenas 3% tem curso superior (3.900.000).

Em outra pesquisa sobre o ensino básico no Brasil – WWW.todospelaeducacao.com.br –, estamos, entre os 56 países pesquisados, em ultimo lugar geral, e em todas as matérias.

Em política internacional, depois da euforia inicial, perdemos em tudo que investimos. Culminando agora na rodada de Doha onde além das gafes internacionais do Ministro Celso Amorim, ficamos mal com os países latino americanos, ficamos mal com os países do G8, e ficamos mal também com a China. Na América Latina, estamos bancando e financiando tudo sozinhos e os parceiros apenas entram para tirar vantagens em tudo e o Brasil entra com as perdas. Na sociedade para construir uma refinaria em Pernambuco, a sócia Venezuela apenas entrou com a presença e duas visitas e cobranças pelo Hugo Chavez de sua aprovação no congresso brasileiro para fazer parte do MERCOSUL. Dinheiro nada. O BNDES já emprestou a fundo perdido para a Venezuela, mais de 12 bilhões de dólares. Este dinheiro não é do Lula, é dinheiro do FAT e, portanto dos trabalhadores brasileiros que podem tomar um grande calote.

A tentativa de uma cadeira permanente no comitê deliberativo da ONU, onde para isto perdoamos dívidas enormes aos países africanos, o Lula visitando países africanos sem nenhum motivo aparente, nem político nem comercial, apenas para tentar angariar os votos destes países para a posição na ONU. E no final não ficamos com nada apenas perdas.

Agora nos esportes, entramos nas olimpíadas de Pequim, com o maior contingente das ultimas presenças e vamos nos retirar com o pior resultado dos últimos tempos.

O comitê olímpico, presidido a mais de vinte anos pelo Carlos Arthur Nuzman, é uma mina de corrupção como durante os jogos pan-americanos, onde 12 das vinte empreiteiras que faziam parte dos trabalhos de implantação do parque para os jogos pertenciam a parentes e amigos pessoais do senhor Nuzman. Esta notícia rolou e parou e ninguém fez nada a respeito. Cadê o TCU ou a Policia Federal com os grampos?

A Polícia Federal, nuca prendeu tantos corruptos como agora, mas isto não é apenas por causa do trabalho da polícia como também nunca na história deste país se transgrediu tanto, se roubou tanto, com tanto cinismo e descaramento. Apesar dos caros e incessantes trabalhos da Polícia Federal, não tem nenhum contraventor, ladrão, político, preso por seus atos ilegais. Dentro da cúpula do desgoverno, dentro dos ambientes mais íntimos das vísceras desgovernamentais, se encontram os cabeças e executores de vários dos mais flagrantes delitos sem que nenhuma destas pessoas esteja ao menos preocupada com qualquer tipo de punição. O Apedeuta chamou seus mais próximos colaboradores de “ALOPRADOS”, e pronto já foi castigo suficiente. Os 1,7 milhões de reais que foram flagrados nas mãos dos aloprados, estão até hoje esperando o dono aparecer.

Estamos em uma crise inflacionária, nem tanto por causa do desgoverno, mas também por questões internacionais diversas, (que por sinal foram também responsáveis pelo crescimento durante o desgoverno) mas o desgoverno não entrega os pontos e diz que estamos muito bem.

Agora, em um rampante totalitário, o desgoverno quer criar uma nova estatal, paralela à Petrobrás, para explorar o pré-sal, reserva esta descoberta pela Petrobrás com recursos dos acionistas. Isto segundo notícias é para não ter que dividir os lucros com os acionistas que pagaram os contratos de risco para a exploração e descoberta das reservas do pré-sal. Deve ser coisa da cabeça doentia do rei do tártaro, o Marco Aurélio “top top” Garcia.

Grande roubo este, bem comparado ao do EVO MORALES com as refinarias da Petrobrás.

Coisa ruim e ditatorial, este governo aprende rápido.

Resultados bons com as idéias mirabolantes, o apedeuta não apregoa porque não os tem.

Veja esta reportagem abaixo, exemplo dos feitos do governo.

Quem está aprovando este governo não sabe disto e se sabe não lhe interessa, pois deve estar se locupletando com as peripécias do desgoverno.

5. Berço do Fome Zero, Guaribas segue na miséria
O Valor Econômico (para assinantes) teve a oportuna idéia de visitar a pequena Guaribas, no Piauí, cinco anos e meio depois de ter sido escolhida como vitrine do então recém-lançado Fome Zero. A lógica do programa de fazer um trabalho emergencial (alimentar a população) para que depois a cidade se desenvolvesse pelas próprias pernas fracassou. Passada a empolgação inicial, Guaribas não avançou nada. A agricultura e o comércio são insignificantes e quase a totalidade das famílias continua dependendo do Bolsa-Família, num ciclo que dificilmente vai se encerrar a curto prazo. Um retrato bem brasileiro.

Bem que outro dia recebi por Email o resultado de uma estatística, que não apregoaram a fonte e não sei se verdadeira, mas está pelo menos engraçada e pela aprovação recorde do desgoverno Lula, pode muito bem ser verdadeira:

Da totalidade dos eleitores, apenas 20% têm o hábito de ler o jornal. Os demais 80% usam o jornal apenas para limpar o rabo.

19 Ago 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ANEDOTAS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, POLÍTICA | | 2 Comentários

Revista velha…

Revista velha…

Outro dia, exatamente no dia 10 de agosto de 2008, fui a Belo Horizonte MG, para renovar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Este ano houve uma novidade, como a minha carteira é de 1962, tive de cumprir uma nova exigência do DETRAN e participar de 15 horas de curso de “Direção Defensiva”, fazer uma pequena prova sobre o assunto ensinado, e fazer o exame médico normal. Devo dizer que não foi uma coisa totalmente inútil como poderia ter sido. No pequeno tempo disponível, houve até muita informação trocada sobre o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), e algo de útil ficou gravado na memória minha e espero de outras pessoas que participaram do mesmo curso. Pelo preço pago, R$ 43,00 foi uma educação barata e pela duração periódica do evento, de cinco em cinco anos, não é uma coisa muito exagerada como algumas coisas inúteis e burocráticas e caras, fruto das mentes doentias dos legisladores brasileiros. (eu por completar 65 anos no ano que vem, devo depois de 2009 fazer esta reciclagem de três em três anos – Acho justo).

Outra coisa antes de entrar no assunto do título. Foi em um dos exames médicos do DETRAN, em 1994, que descobri a minha hipertensão e iniciei o tratamento.

E também foi durante a espera para efetuar este novo exame médico, que deparei com uma edição de “VEJA” esquecida na cadeira ao meu lado. Fiquei surpreso pela capa, pois se tratava de grampos no supremo, e do Ministro Gilmar Mendes. Assuntos muito atuais e isto me fez pensar que fosse a VEJA da semana que alguém havia esquecido no consultório médico. Como sempre faço (eu e muitas pessoas que conheço) abri na parte da entrevista das páginas amarelas, e era uma entrevista de cunho científico, e um assunto também atual e li esta interessante entrevista, ainda pensando estar lendo uma revista nova. O entrevistado, o primatologista holandês “Frans de Waal”, tem muitas coisa novas e interessantes e atuais, portanto não levantou suspeita de que fosse uma entrevista antiga.

Depois, fui à coluna do Millor onde na maioria das vezes ele fala de algo ocorrido durante a semana ou pouco antes, dando assim uma dica sobre a data da revista. Desta vez, ele não falou sobre nada disto e falou sobre a crase e sua idéia sobre ela.

Do Millor, pulei para o Radar do Lauro Jardim – aí, não teve jeito as notícias pareciam um caso de “Deja vu”. Li sobre a compra da Suzano Petroquímica, sobre o Renan Calheiros dando calote no IPTU (Realmente ele pode – somente ele) sobre Luiz Paulo Conde e Furnas, sobre o padre Marcelo Rossi e pensei será? Voltei então para a capa da revista VEJA em minhas mãos e procurei a data – 22 de agosto de 2007 – edição 2022 – incrível, esta revista tinha quase exatamente um ano e as notícias estavam muito atuais, os assuntos dos colunistas, tudo parecia dentro das datas atuais um ano depois. Incrível. Na sessão “CARTAS”, um leitor comparou o governo Lula ao de Getúlio Vargas. Um entregou Olga Benário para ser torturada e morta e o outro fez o mesmo com os refugiados boxeadores cubanos. Outro leitor, desta vez um português disse com certa dose de propriedade, que o Brasil é um país de primeiríssimo mundo com políticos de terceiro mundo.

Uma interessante visão do motivo de nossos problemas.

Na parte internacional, sobre as eleições americanas, dava como certa a vitória da Hillary que teria uma disputa com o Ex-prefeito Rudolph Giuliani, para disputar aparentemente o cargo com o ex-governador de Massachusets Mitt Romney pelos republicanos. Nada disto aconteceu e nesta parte a história teve outro desfecho.

Na parte econômica, falou-se sobre a primeira crise do século e que é a mesma que continua a movimentar as especulações atuais. Sobre este assunto poderia alguém um pouco desinformado pensar se tratar de assunto atual.

Nas entrevistas a outros economistas sobre o assunto, incrivelmente todos acertaram em uma forma ou de outra.

Sobre o “Recall de Brinquedos”, acaba de haver outro pela mesma empresa, “MATELL”. Assunto atual novamente. Em “DATAS”, quero enfatizar um assunto curioso. Em 1979, quando o Maluf fundou a Paulipetro, eu trabalhava para uma empresa americana de porte médio para grande no ramo de exploração de petróleo. Na época eu fazia parte de um corpo de 9.000 empregados em todo o mundo o que não é pouco. Esta empresa publicava mensalmente uma revista sobre o nosso assunto, mas era uma revista de variedades e curiosidades e tinha a parte de economia e investimentos. Na época da fundação da Paulipetro, a nossa revista aconselhava muita caução em investir na empresa de Maluf, pois possuíamos relatórios sobre as pesquisas na área da Paulipetro, e todos eles demonstravam a não existência de petróleo na área. Na época a nossa revista dizia ser um provável “SCAM” que quer dizer um golpe. E assim foi.

No Mainardi, este assunto de bater no PT, é comum e está atual em qualquer época, portanto não houve nenhuma surpresa por ali.

Agora, como a veja faz, deixei para o ultimo um dos colunistas favoritos. Roberto Pompeu de Toledo.

Não é por ele ser um exímio escritor que realmente o é. Não é por dizer coisas novas e sensacionais por que de vez em quanto ele faz isto. O meu favoritismo em sua coluna, é que Roberto é um escritor muito eclético, aborda qualquer assunto com maestria, e em seus artigos, ele sempre compõe certa dose de justiça. Não chega a ser um justiceiro, mas um apaziguador. Sua posição sobre vários temas é uma posição correta sempre. Isto promove ao ler os seus artigos uma leveza de opinião sobre os mesmos por parte do leitor.

Pelo menos no que me toca é assim.

Este artigo da revista velha também está atual e por isto publiquei na íntegra. Em um país no qual o principal mandatário, ao inaugurar o início de uma obra (aqui somente se inaugura o início) abre o seu discurso com a singela frase:

“- Aqui está o meu discurso que mandei imprimir com letras bem grande pra mim não errar”

Antes de abrir o discurso ( que provavelmente alguém escreveu para ele) ele errou pelo menos duas vezes.

Realmente parece que o Brasil acabou.

Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo

“O Brasil é isso mesmo que está aí”

Terrível parecer, de alguém que conhece o assunto, reforça uma sensação que paira no ar

Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A esses fatores, evidenciados por acontecimentos recentes, somam-se outros, crônicos, como a escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades. Se alguma dúvida restasse, ela se desfaz no parecer autorizado como poucos de um Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais somam oito anos de exercício da Presidência da República a mais de meio século de estudo do Brasil. “Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí”, declara ele, numa reportagem de João Moreira Salles na revista Piauí.

Ora, direis, como afirmar que o Brasil acabou? Certo perdeste o senso, pois, se estamos todos ainda morando, comendo, dormindo, pagando as contas, indo às compras, nos divertindo, sofrendo, amando e nos exasperando num lugar chamado Brasil, é porque ele ainda existe. Eu vos direi, no entanto, que, quando acaba a esperança, junto com ela acaba a coisa à qual a esperança se destinava. É à esperança no Brasil que o sociólogo-presidente se refere. Para ele, o Brasil jamais conhecerá um crescimento como o da China ou o da Índia. “Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo”, diz. O prognóstico é tão mais terrível quanto coincide com – e reforça – o sentimento que ultimamente tomou conta mesmo de quem não é sociólogo nem nunca conheceu por experiência própria os mecanismos de governo e de poder.

O Brasil que “é isso mesmo” é o das adolescentes grávidas e dos adolescentes a serviço do tráfico, das mães que tocam lares sem marido, das religiões que tomam dinheiro dos fiéis, dos recordes mundiais de assassinatos e de mortos em acidentes automobilísticos, dos presos que comandam de suas células o crime organizado, dos trabalhadores que gastam três horas para ir e três horas para voltar do trabalho, das cidades sujas, das ruas esburacadas.

Procura-se o governo e… não há governo. Há muito que nem o presidente, nem os governadores, nem os prefeitos mandam. Quem manda é a trindade formada pelas corporações, máfias e cartéis. Não há governo que se imponha a corporações como a dos policiais, ou a dos professores, ou a dos funcionários das estatais. Não há o que vença as máfias dos políticos craques em arrancar para seus apaniguados cargos em que possam distribuir favores e roubar. Para enfrentar – ou, humildemente, tentar enfrentar – cartéis como o das companhias aéreas, só em época em que elas estão fragilizadas, como agora. Às vezes os cartéis se aliam às máfias, em outras se transmudam nelas. Em outras ainda são as corporações que, quando não se aliam, se transformam em máfias. Em todos os casos, o interesse público, em tese corporificado pelos governos, não é forte o bastante para dobrar os fragmentados interesses privados.

A tais males soma-se o cinismo. Não há outra palavra para descrever o projeto, supostamente de fidelidade partidária, aprovado na semana passada na Câmara. O projeto, muito ao contrário de punir ou coibir os trânsfugas, perdoa-lhes o passado e garante-lhes o futuro. Quanto ao passado, estão anistiados os parlamentares que trocaram de partido e que por isso, no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, deveriam perder o mandato. No que concerne ao futuro, o projeto estabelece que a cada quatro anos os parlamentares terão folga de um mês na regra da fidelidade partidária, pois ninguém é de ferro, e estarão abertos a negócios e oportunidades. Estamos diante de uma das mais originais contribuições da imaginação brasileira ao repertório universal de regras político-eleitorais. Para concorrer a uma eleição, o candidato deve estar filiado a um partido há pelo menos um ano. Mas, segundo o projeto, no mês que antecede a esse ano de jejum o candidato pode trocar o partido pelo qual foi eleito por outro. Como a eleição é sempre em outubro, esse mês será o setembro do ano anterior. Eis o Carnaval transferido para setembro. O projeto é uma esposa compreensiva que, no Carnaval, libera o marido para a gandaia.

FHC não era tão descrente. No parágrafo final do livro A Arte da Política, em que rememora os anos de Presidência, escreveu: “Se houve no passado recente quem empunhasse a bandeira das reformas, da democracia e do progresso, não faltará quem possa olhar para a frente e levar adiante as transformações necessárias para restabelecer a confiança em nós mesmos e no futuro desse grande país”. Na reportagem da revista Piauí, ele não poupa nem seu próprio governo: “No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre”. Pálidos de espanto, como no soneto de Bilac, assistimos à desintegração da esperança na pátria, o que equivale a dizer que é a pátria mesma que se desintegra aos nossos olhos.

Outro assunto sem nenhum vínculo ao artigo do presente post mas que quero comentar, porque não sai de minha mente, é a coluna do Roberto Pompeu sobre a morte de D. Ruth Cardoso, que foi sensacional.

Acho que futuramente vou publicar este artigo.

Agora um pouco de humor para não deixar o Brasil acabar completamente.

Recebi por Email a seguinte frase muito sugestiva.

80% dos eleitores brasileiros não usam ler o jornal.

Usam sim o jornal para limpar o rabo.

Aí está simplesmente a razão do atual congresso.

14 Ago 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABOBRINHAS, ANEDOTAS, ARTIGOS, GOVERNO, POLÍTICA | | Sem comentários ainda

Uma História do Norbelino

Uma História do Norbelino

Recebi outro dia por Email, do meu amigo Dr. João, esta interessante história que estou reproduzindo:

Para os que não conhecem a figura, Norbelino é um engenheiro de Teresina que também comete alguns escritos.

Uma das Histórias do Norbelino…

Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e liguei.
Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:
- Fale!!!
- Bom dia. Poderia falar com Andréa?
O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara.
Não podia acreditar que existia alguém tão grosso.
Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo.
Quando a mesma pessoa atendeu, falei:
- Você é um Filho da puta!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão ‘Filho Da puta’ e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava pra ele, e quando atendia, lhe dizia ‘Você é um Filho da puta’ e desligava sem esperar resposta.
Isto me fazia sentir realmente muito melhor. Ocorre que a Telemar introduziu o novo serviço ‘bina’ de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o ‘Filho da puta’.
Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo ‘Alô ‘ e mudei de identidade:
- Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telemar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas ‘bina’.
- Não estou interessado! – disse ele, e desligou na minha cara.
O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- Alô?
- É por isso que você é um Filho da puta!!! – e desliguei.
Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor: simplesmente disque 0xx86-xxxx.xxxx ou o número de algum outro Filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.
Acontece que eu fui até o Teresina Shoping, comprar umas camisas.
Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro deuma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair.
Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: ‘Grande!’ pensei, ‘finalmente vai embora’.
Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo. Diante da sua atitude, pensei: ‘esse cara é um grande Filho da puta! Com toda certeza tem uma grande quantidade de
Filhos da puta neste mundo!’. Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de ‘VENDE-SE’ no vidro do Vectra. Então,anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar.
Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone – após ter discado o 0xx86-xxxx.xxxx do meu velho amigo e dizer ‘Você é um Filho da puta’ (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: ‘Deveria ligar para esse
cara também’.
E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
- Alô.
- Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto?
- Sim, é ele.
- Poderia me dizer onde posso ver o carro?
- Sim, eu moro na Rua xx, n° xx. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente.
- Qual e o seu nome?
- Meu nome e Eduardo Marques – diz o cara.
- Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
- Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana.
- É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?
- Sim.
- Eduardo, você é um grande Filho da puta!!! – e desliguei o telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter ‘bina’, pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: eram dois
‘Filhos da puta’ para ligar.
Após algumas ligações ao par de ‘Filhos da puta’ e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes. Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o ‘Filho da puta 1′. O cara, mal-educado como sempre, atendeu:
- Alô – e então falei:
- Você é um Filho da puta – mas desta vez não desliguei.
O ‘Filho da puta 1′ diz:
- Ainda está aí, desgraçado?
- Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! – respondi rindo.
- Pare de me ligar, seu filho da mãe – disse ele, irritadíssimo.
- Não paro nããão, Filho da putinha querido!!!
- Qual é o teu nome, lazarento? – berrou ele, descontrolado!
Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
- Meu nome é Eduardo Marques, seu Filho da Puta. Porquê???
- Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado? – gritou ele.
- Você acha que eu tenho medo de um Filho da puta? Eu moro na Rua xx, n°xx, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na
frente. Seu palhaço filho da puta. E agora, vai fazer o quê???? – gritei eu.
- Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. – rosnou ele.
- Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, Filho da puta. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!! – e desliguei o telefone na cara dele.
Imediatamente liguei para o ‘Filho da puta 2′.
- Alô – diz ele.
- Olá, grande Filho da puta!!! – falei.
- Cara, se eu te encontrar vou…
- Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu Filho da puta!
- Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!!
- Acha que eu tenho medo de você, Filho da puta? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu Filho da puta!!! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu Filho da puta!!! – e bati o telefone no gancho.
Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua xx, n° xx, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa.
Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da Cidade Verde do Amadeu Campos, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua xx, n° xx. Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua xx, n° xx, para ver o espetáculo.
Foi demais, observar um par de ‘Filhos da puta’ chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.

27 Jul 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, CRONICAS, CURIOSIDADES, Humor | | 1 Comentário

Mais um pouco de humor…

Mais um pouco de humor…

Recebi esta mensagem bem humorada por Email, e dizem ser verdadeira.

Realmente não se sabe ao certo, mas poderia acontecer com qualquer um de nós.

“Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me informasse sobre o estado de um paciente. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou…

- Qual e o nome do paciente?

- Chama-se Celso e está no quarto 302.

- Um momentinho, eu vou transferir a ligação para o setor de enfermagem…

- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?

- Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso do quarto 302, por favor!

- Um minuto, vou localizar o médico de plantão.

- Aqui é o Dr. Carlos plantonista. Em que posso ajudar?

- Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.

- Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente… Um instante só! Hummm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias.

- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!

- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?

- Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302!

É que todo mundo entra e sai desta merda deste quarto e ninguém me diz porra nenhuma. Eu só queria saber como estou…..

20 Jun 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, Humor | | Sem comentários ainda

Horácio e Maria Helena

Horácio e Maria Helena

Às vezes fico pensando se vale a pena estar escrevendo e descrevendo as coisas erradas que estão acontecendo no Brasil, quando da obviedade dos fatos podem por si somente estar aos gritos dizendo que está tudo muito errado e que tem que haver uma mudança de rumos pois assim não vamos melhorar, vamos continuar a ser uma nação de poucos espertos e muitos bobões, que dizem amém aos gritantes desmandos e crimes quer são publicados e irradiados diariamente na mídia atuante.

Estou escrevendo, sem ter realmente tempo para isto, porque acredito na frase do Rui de que “maior do que a tristeza da derrota é a vergonha de não ter lutado.” Estou desempenhando a minha luta, com as armas que tenho e com as possibilidades e a democracia da internet.

Mas chega a um ponto que tem que haver uma pausa na luta contra este desgoverno que se instalou no Brasil. Uma pausa para uma reflexão sobre a luta e a possibilidade da vitória.

Então, desta vez vou publicar um post, com um diálogo que recebi à muito tempo por Email.

É de autoria de
Reinaldo Moraes

Está muito real e muito cômico

A linguagem, é um pouco crua, lembra um pouco os escritos do Nelson Rodrigues, e se por acaso alguém não gostar deste tipo de linguagem, peço que pare por aqui.

Horácio e Maria Helena

(Reinaldo Moraes)

- Vai, Horácio. Toma logo.!!!

- Eu não tomo nada sem antes ler a bula. Cadê meus óculos?

- Pendurados no seu pescoço.

- Isso é ridículo, Maria Helena. Ridículo.

- Então todos os homens da sua idade são ridículos. Porque todos estão tomando. E não me puxa esse lençol, fazendo o favor. Olha aí o bololô que você me faz nas cobertas – A humanidade conseguiu crescer e se multiplicar durante milênios sem isso..

Nós dois crescemos e nos multiplicamos sem isso. Taí o Pedro Paulo, taí o Zé Augusto que não me deixam mentir.Fora aquele aborto que você fez.

- Horácio, eu não vou discutir isso com você agora. Toma logo esse negócio..

- Isso aqui faz mal pro coração, sabia? Um monte de gente já morreu tentando dar uma trepadinha farmacêutica.

- Foi por uma boa causa. E não faz mal coisa nenhuma. Só pra quem é cardíaco e toma remédio.

Você não é cardíaco. Nem coração você tem mais.

- Não começa Maria Helena, não começa.

- Pode ficar sossegado que você não vai morrer do coração por causa dessa pilulinha.

Eu vi num programa do GNT um velhinho de 92 anos que toma isso todo dia.

- Sério?

- Preciso de sexo, Horácio.

- Mas hoje é segunda, Maria Helena…

- Quero trepar. Foder. Ser comida por um macho de pau duro.

- Francamente, Maria Helena, que boca. Parece que saiu da zona.

- Quero ser penetrada, quero gozar.

- O sexo é uma ditadura, Maria Helena. A gente tá na idade de se livrar dela.

- Saudades da dita dura. Olha só, você me fez fazer um trocadilho de merda..

- Além do mais, Maria Helena, nós já tivemos um número mais do que suficiente de relações sexuais na vida,por qualquer padrão de referência, nacional ou estrangeiro. A quantidade de esperma que eu já gastei nesses anos todos com você dava pra encher a piscina aqui do prédio.

- Com o esperma que você ordenhou manualmente, talvez. O que o senhor gastou comigo não daria nem pra encher o bidê aqui de casa. Um penico, talvez. Até a metade.

- Maria Helenaaaa………

- E faz quase um ano que não pinga uma gota lá dentro!

- Sossega o facho, mulher. Vai fazer ioga, tai chi chuan. Já ouviu falar em feng shui, bonsai, shiatsu?

Arranja um cachorro. Quer um cachorro? Um salsichinha?

- Quero um salsichão, Horácio.

Olha aí: outra piadinha infame.

- É porque você está com idéia fixa nessa porcaria.

- Que porcaria?

- O sexo, Maria Helena, o sexo.

- Sabe o que mais que deu naquele programa sobre sexo, Horácio?

- Não estou interessado.

- Deu que as mulheres com vida sexual ativa têm muito menos chance de ter câncer. É científico

- Come brócolis que é a mesma coisa, Maria Helena. Protege contra tudo que é câncer . Também é científico, sabia? E puxado no azeite, com alho, fica uma delícia.

- A que ponto chegamos, Horácio. Eu falando de sexo e você me vem com brócolis puxado no azeite!

- Com alho.

- Faça-me o favor, Horácio!

- Maria Helena, escuta aqui, você já tem 50 anos, minha filha, dois filhos adultos, já tirou um ovário, já…

- Não fiz 50 ainda. Não vem não. E o que é que filho e ovário têm a ver com sexo?

- Maria Helena, me escuta. Depois de certa idade as mulheres não precisam mais de sexo.

- Ah, não? Quem decidiu isso?

- Sexo nessa idade é pras imaturas. Pras deslumbradas, pras iludidas que não sabem envelhecer com dignidade.

- Prefiro envelhecer com orgasmos.

- O que é que o Freud não diria de você, Maria Helena.

- E de você, então, Horácio? No mínimo, que você virou gay depois de velho. Boiola.

- Maria Helena! Faça-me o favor. Eu tenho que ouvir isso na minha própria casa, na minha própria cama, diante da minha própria televisão?

- Aliás, gay gosta de trepar. É o que eles mais gostam de fazer. Você virou outra coisa, sei lá o quê.

Um pingüim de geladeira, talvez.

- Maria Helena, dá um tempo, tá? Tenho mais o que fazer.

- Fazer? Essa é boa. O que é que um funcionário público aposentado com salário integral tem pra fazer na vida, posso saber?

- Sem comentários, Maria Helena, sem comentários.

- Tá bom, sem comentários. Bota os óculos e lê duma vez essa bendita bula.

- Só que precisa de dois óculos pra ler isso. Olha só o tamanhico da letra.

Se é um negócio pra velho, deviam botar uma letra bem grande. Pelo menos isso.

- Vira o foco do abajur para cá…. assim… melhorou?

- Abaixa essa televisão também. Não consigo me concentrar ouvindo novela. Mais. Mais um pouco.

- Pronto, patrãozinho. Sem som. Vai, lê duma vez.

- O princípio ativo do medicamento é o citrato de sildenafil.

-Sei.

- Veículos excipientes: celulose microcristalina…

- Celulose vem da madeira. Pau, portanto. Bom sinal.

- Onde foi parar a sua pouca educação, Maria Helena?

- Vai lendo, Horácio. Depois conversamos sobre a minha pouca educação.

- Cros… camelose sádica. Croscamelose. Castrepa, Maria Helena.

Recuso-me a tomar um troço com esse nome. Deve ser alguma secreção de camelo. Se não for coisa pior.

- Não é camelose. Num tá vendo aí?

É caRmelose. Deve ser algum adoçante artificial. Pro seu pau ficar doce, meu bem.

- Putz. Só rindo mesmo. A menopausa acabou com a sua lucidez, Maria Helena.

- Troco toda a lucidez do mundo por um pau tinindo de tesão por mim.

- Absurdo, absurdo.

- Que mais, que mais, Horácio?

- Dióxido de titânio.

- Ah, titânio. Pro negócio ficar bem duro.

- índigo carmim…

- índigo? Deve ser o que dá o azul da pilulinha.

- Será que esse negócio não vai deixar o meu pau azul, Maria Helena?

- E daí, se deixar? Você não sai por aí exibindo o seu pênis, que eu saiba. Ou sai?

- Mas, e se eu for a um mictório público? O que é que o cara ao lado não vai pensar do meu pinto azul?

– Diz que você é um alienígena, ora bolas. Que o seu corpo está pouco a pouco se adaptando à Terra, que ainda faltam alguns detalhes. . Ou explica que você é um nobre, de sangue e pinto azul. Ou não diz nada, ora bolas. Acaba de mijar, guarda o pinto azul e vai embora, pô.

- Escuta. Agora vem a parte que explica como esse petardo funciona.

- Isso. Quero ver esse petardo funcionando direitinho.

- Presta atenção. “O óxido nítrico, responsável pela ereção do pênis, ativa a enzima guanilato ciclase que, por sua vez, induz um aumento dos níveis de monofosfato de guanosina cíclico, produzindo um relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis e permitindo assim o influxo de sangue. Cacete. Corpos cavernosos!….. ‘ Já pensou, Maria Helena? Corpos cavernosos sendo inundados de sangue? Puro Zé do Caixão.

- Corpo cavernoso só pode ser herança do homem das cavernas. Vocês homens evoluem muito lentamente.

- Pára de viajar, Maria Helena. Parece que fumou maconha.

- Não era má idéia. Pra relaxar. Vou roubar do Pedro Paulo. Eu sei onde ele esconde. Podíamos fumar juntos

– Eu já tô relaxado. Tô até com sono, pra falar a verdade.

– Lê, lê, lê, lê aí. …..Você já dormiu tudo a que tinha direito nessa vida.

– Vou ler. “Todavia, o sildenafil não exerce um efeito relaxante diretamente sobre os corpos cavernosos..:

– Não?

– Não, Maria Helena. Ele apenas “aumenta o efeito relaxante do óxido nítrico através da inibião da fosfodiesterase-5, a qual- veja bem, Maria Helena, veja bem -“a qual é a = responsável, pel degradação do monofosfato de guanosina cíclico no corpo cavernoso?”. Ouviu isso? Degradação, Mari Helena. Dentro dos meus próprios corpos cavernosos. Degradante..

– Degradante é pau mole.

– Olha o nível, Maria Helena, olha o nível. Vamos ver os efeitos colaterais. Olha lá: dor de cabeça. Você sabe muito bem que se tem uma coisa que eu não suporto na vida é dor de cabeça.

– Na cultura judaico-cristã é assim mesmo, Horácio. Pra cabeça de baixo gozar, a de cima tem que padecer.

– Não me venha com essa sua erudião de internet, Maria Helena. Estamos off-line.

– Deixa de ser criança, Horácio. Se der dor de cabeça você toma um Tylenol, reza uma ave-maria, canta o “Hava Naguila’; que passa.

- Outro efeito colateral: rubor.. Rá, rá. Vou ficar com cara de quê, Maria Helena? De camarão no espeto?

- Se for camarão com espeto, tá ótimo. Que mais, que mais?

- Enjôos. Ó céus. Enjôos…

- Você sempre foi um tipo enjoado, Horácio. Ninguém vai notar a diferença..

- Vamos ver o que mais… hum…. dispepsia. Que lindo. Vou trepar arrotando na sua cara.

- Você me come por trás. Arrota na minha nuca.

- É brincadeira… É essa a sua idéia de amor, Maria Helena?

- Isso não tem nada a ver com amor, Horácio. Já disse: é profilaxia contra o câncer

. E arrotar, você já arrota mesmo o dia inteiro, sem a menor cerimônia. Na mesa, na sala, em qualquer lugar.

– Como se você não arrotasse, Maria Helena.

– Mas não fico trombeteando os meus arrotos. Isso é coisa de machão broxa. Em vez de trepar com a esposa, fica arrotando alto pra se sentir o cara do pedaço.

– Como você é simplória, Maria Helena, como você é… menor. Desculpe, mas acho que o seu cérebro anda encolhendo, sabia? Ou mofando. Ou as duas coisas.

– Vai, Horácio, chega de conversa mole. E de pau idem. Pula os efeitos colaterais.

– Como, “pula os efeitos colaterais”? É porque não é você quem vai tomar essa meleca, né? Vou ler até o fim. Os efeitos colaterais são as partes mais importantes. Olha lá: gases. Que é que tá rindo aí

– Do efeito cu-lateral. Desculpa. Esse foi de propósito. Não agüentei.

– Admiro seu humor refinado, Maria Helena. Torna você uma mulher tão mais sedutora, sabia?

– Obrigada, Horácio.’Agora, quanto aos seus gases, pode relaxar o esfíncter, meu filho. Numa boa. Tô tão acostumada que até sinto falta quando estou sozinha. Sério. Fico pensando: Ah, se o Horácio estivesse aqui agora pra soltar uma bufa de feijoada com cerveja na minha cara…

– Maria Helena, qualquer dia você vai ganhar o Oscar da vulgaridade universal.

– Vou dedicar a você.

– Vamos ver que mais temos aqui em matéria de efeitos colaterais. Ah! Congestão nasal. Que gracinha. Vou ficar fanho, que nem o Donald. Qém, qém. Qém.

– Um pateta com voz de pato. Perfeito.

– Ridículo. Absurdo. Idiota.

– Ridículo você já é, Horácio. E quem não é? Além do mais, é só calar a boca que você não fica fanho.

– Ah, tá. E se eu quiser falar alguma coisa na hora?

– Você não diz nada de interessante há mais de dez anos, Horácio. Vai dizer justo na hora de trepar?

- Eu não nasci para dizer coisas interessantes a você, Maria Helena.

- Já percebi.

- Hum. Ouve só; diarréia!

– Quê?

- É outro efeito colateral dessa bomba aqui. Fala sério, Maria Helena. Isto aqui é um veneno.Não sei como eles vendem sem receita.

- Deixa de ser pueril, Horácio. Magina se alguém vai ter todos os efeitos colaterais ao mesmo tempo. No máximo um ou dois

- A caganeira e os arrotos, por exemplo? Ou a ânsia de vômito e os gases?

- Faz um cocozinho o antes. Pra esvaziar. Faz agora, Horácio. Eu espero.

- Eu não estou com vontade de fazer cocozinho nenhum, Maria Helena. Faça-me o favor. E olha aqui, mais um efeito colateral: visão turva.

– Você bota os seus óculos de leitura. E que tanto você quer ver que já não viu?

- Maria Helena, você não entendeu? Essa droga perturba seriamente a visão. Vou ficar cego por sei lá quantas horas, quantos dias. E tudo por causa de uma reles trepadinha? E se a minha visão não voltar? Vou andar de bengala branca pro resto da vida?

- Pode deixar que eu guio a sua bengala, Horácio. Olha, pensa no lado bom da cegueira: você vai poder me imaginar 20 anos mais moça. Trinta, se quiser.

– Maria Helena, desisto. Não vou tomar essa porcaria e ta acabado.

- Dá aqui essa cartela, Horácio. Abre a boca. Pronto. Engole. Olha a água aqui. Isso.

Que foi? Engasgou, amor?! Tosse pra lá,ô! Me borrifou toda! Que nojo! Quer . que bata nas suas costas? Ai, meu Deus! Horácio? Você está bem? Respira fundo! Isso, isso

… E aí, amor? Melhorou? Morrer afogado num copo d’água ia ser idiota demais, até prum cara como você.

-Arrr! E com essa pílula monstruosa entalada na garganta, ainda por cima! Ufff! Me dá mais água

- Quanto tempo isso aí demora pra bater?

- Isso aí o quê?

- A pílula, Horácio, a pílula.

- E eu sei lá?

- Vê na bula, Horácio.

- Hum… tá aqui: 30 minutos.

- Ótimo. Dá tempo de ver o fim da minha novela.

Espero que tenham gostado deste diálogo e para não ficar somente no descanso sem criticar o desgoverno atual, vou apenas pedir ajuda ao SPONHOTZ

Entregando os velhos amigos como de costume.

Escondendo as verdades como de costume.

Salvando apenas os seus interesses como de costume.

Mentindo novamente como de costume.

Fazendo o que deseja, como de costume.

19 Mai 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, CRONICAS | | Sem comentários ainda

Existência reaL e o local.


Existência reaL e o local.

Tentando manter um nível razoável dentro dos artigos deste blog, eu evito os xingamentos de baixo calão, colocando em seu lugar, as iniciais como FDP – PQP – Vá se danar – ………

Desta forma, a emoção do momento fica, mas o nível se mantém, (as vezes).

Aí, eu recebo do meu irmão o Guilherme, um email esclarecedor, sobre um local nas Minas Gerais, que possibilita substituir uma destas abreviaturas com o seu nome real sem ter que necessariamente baixar o nível do blog.

O Local:

Fica na cidade de Bela Vista de Minas…. Perto de Joao Monlevade..MG!!!

Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais, claro no Brasil, e uma grande surpresa. Um dos bairros tem esse nome… Acredite se quiser!

O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era (New Era City), declarando naquele momento, às margens do Córrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas.

A cidade é divida em 7 bairros, Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que pariu (que lugar é esse ?), e Boca das Cobras (A Europa de Bela Vista).

http://www.guiadosmunicipios.com.br/mg/Bela%20Vista%20de%20Minas/

Depois da descoberta deste bairro, em MG, quando um jornalista, um bloguista, ( Ou blogueiro) um cidadão qualquer que estiver indignado com uma ou outra posição de um político pode mandar este político desfrutar as suas férias na “Puta Que Pariu” sem medo de ser processado.


Veja as fotos abaixo.

22 Abr 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | Sem comentários ainda

Decisões.

Decisões.

Hoje pela manhã recebi um email do meu amigo Merison com este relato abaixo.

Servirá de carapuça a muita gente menos para o Lula.

O Lula sabe como ninguém espalhar merda e contar mentiras.

E Só.

Nem cortar cabeças o imbecil sabe.mentir-sempre.jpg

Esta sua ministra, que realmente pisou na bola, em um governo de decisões já estaria na rua há muito tempo.

Tomar decisões então, quando?

Falar mentiras aí sim.

Leiam este relato:

Esta é a fábula de um alto executivo que, estressado, foi ao psiquiatra e relatou ao médico o seu caso.

O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:

 

O Sr. precisa se afastar por duas semanas da sua atividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia-a-dia e busque algumas atividades que o relaxem.

Munido de vários livros, CDs e lap-top, mas sem o celular, partiu para a fazenda de um amigo.

Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs.
Continuava inquieto. Pensou então que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava. Chamou o administrador da fazenda e pediu para fazer algo.
O administrador ficou pensativo e viu uma montanha de esterco que havia acabado de chegar. Disse ao nosso executivo:
O Sr. pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.
O administrador pensou consigo: ‘Ele deverá gastar uma semana com essa tarefa’. Ledo engano. No dia seguinte o nosso executivo já tinha distribuído o esterco por toda a área.
O administrador então lhe deu a seguinte tarefa, abater 500 galinhas cortando as cabeças com uma faca.
Essa foi fácil em menos de 3 horas já estavam todas prontas para serem depenadas e pediu logo uma nova tarefa.
O administrador então lhe disse:
Estamos iniciando a colheita de laranjas. O Sr. vá ao laranjal levando três cestos para distribuir as laranjas por tamanho. Pequenas, médias e grandes.
No fim daquele primeiro dia o nosso executivo não retornou.

 

Preocupado, o administrador se dirigiu ao laranjal. Viu o nosso executivo com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, falando sozinho:
- Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena???
- Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média???
- Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???
Moral da história:
Espalhar merda e cortar cabeças é fácil.

O difícil é tomar decisões.


 

ficando-louco.jpg

02 Abr 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, GOVERNO, POLÍTICA | | Sem comentários ainda

A zona eleitoral.

A zona eleitoral.

homenstrablhando_brasilia.jpg

Recebi hoje um Email de minha irmã Sônia que vive em Belo Horizonte, e que está muito bom para colocar em perspectiva a classe de políticos que se passam por representantes dos outros ingênuos brasileiros que supostamente votaram neles.

Uma coisa incrível e que em geral não passa na cabeça dos eleitores, é o dinheiro gasto nas campanhas eleitorais.

Em uma campanha para Senador no Distrito Federal custa no mínimo R$ 10 milhões de reais.

Parta apenas recuperar este dinheiro nos oito anos de mandato, este cidadão que gastou este dinheiro teria que ganhar no mínimo

R$ 105.000,00 por mês de salário apenas para pagar o principal gasto em campanha. Se computado os juros deste dinheiro nos oito anos, teria que ganhar 150 mil no mínimo apenas para ficar no “ Zero a Zero”.

Constatado isto que descrevi acima, qualquer cidadão que se candidate e apresente estes gastos de campanha, está simplesmente dizendo:

“Vote em mim que eu vou roubar muito porque o salário é pequeno”

Gente tem que haver uma reforma na maneira em que estes gastos são computados e tem que ter um limite.

O cinismo é a maneira de viver da política brasileira.

Temos que fazer na marra uma reforma eleitoral, invadir aquela esplanada com 2 milhões de cidadãos, e mostrar ao Brasil que ainda temos gente que está preocupada com o futuro da nação.

Os atuais políticos, da classe do Gedel Vieira Lima estão apenas preocupados com o futuro de seu bolso. E este mesmo senhor, está no momento gerenciando um orçamento de 6,2 bilhões de reais, dos quais os primeiros 72 milhões gastos com a transposição do Rio São Francisco estão sendo contestados pelo TCU.

Eta Brasil……..

 

O poster abaixo foi retirado do site

http://www.entrelacos.blogger.com.br/

Blog interessante e uma boa leitura

 

horizonte_medo.jpg

 

 

E agora o Email da Sônia:

Haverá um dia em que

a felicidade voltará para todos…

Será o dia em que:

GENUINO será algo verdadeiro;

ROSINHA apenas flor;

GAROTINHO um moleque safado;

GENRO apenas o marido da filha;

SERRA um acidente geográfico;


SEVERINO apenas o porteiro do prédio;

FREUD voltará a ser só o criador da Psicanálise;

LORENZETTI será só uma ‘marca de chuveiro’;

GREENGALGH voltará a ser um almirante que

participou de nossa história;

Dirceu, Palloci, Delúbio, Silvio Pereira, Berzoini, Gedimar, Valdebran, Bargas, Expedito Veloso, Gushiken, Renan, etc,

serão simples presidiários.

E LULA APENAS UM FRUTO DO MAR!!!

E agora, quando olho meu título de eleitor

entendo o verdadeiro significado de


ZONA ELEITORAL

E tem também esta sugestiva foto, que também recebi da Sônia que poderá ser uma montagem, mas indica a vontade do eleitor honesto no Brasil e que foi vítima de um estelionato eleitoral.

cuidado-lula.jpg

 

Depois que publiquei esta foto, recebi esta explicação de sua origem:

 

É uma montagem … e posso te dizer que na foto original, a pessoa fotografada é “Christoph Blocher” o ex conselheiro federal da Suíça, que não fui reeleito dois meses atrás. A foto foi tirada no antigo escritório dele, no palácio federal em Berna (Suíça).

 A pintura é de “Ferdindand Hodler”.

 

05 Fev 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABUSOS LEGISLATIVOS, ANEDOTAS, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA | | Sem comentários ainda

A fábrica de vagabundos II.

A fábrica de vagabundos II.

Há algum tempo no passado recente, (20 de março de 2007) publiquei um artigo sobre a “Fábrica de Vagamundos”

http://rleite.wordpress.com/2007/03/20/uma-fabrica-de-vagabundos/

que gerou muita polêmica.

Eu recebi este artigo por Email, como se estivesse sido publicado na Folha de São Paulo, e cometi o erro de um principiante que sou de não conferir a origem alegada do assunto e publiquei como verdade.

Depois das polêmicas nos comentários, fui atrás para tentar descobrir a origem do artigo e não consegui encontrar na data citada no artigo nada referente ao assunto.

Mantive no Blog, o artigo, pois os comentários sobre o assunto dão riqueza às opiniões conflitantes deste blog.

Agora, este artigo da Folha de São Paulo, é uma espécie do outro artigo tão condenado, escrito por um autor reconhecido e que praticamente corrobora a outra ficção como uma verdade.

Leiam e comentem sobre este artigo.

Folha de São Paulo,

Domingo 03 de fevereiro de 2008.

Barrigas cheias, cabeças vazias

Gaudêncio Torquato

É irrefutável a tese de que uma pessoa faminta precisa, primeiro, comer o peixe para, depois, aprender a arte de pescar. Sob esse escudo de salvação humanitária as economias mundiais, entre elas a brasileira, tiraram, nos últimos 20 anos, cerca de 2 bilhões de pessoas da pobreza. O esforço merece aplausos até o instante em que os governantes, com o argumento de diminuir as desigualdades, usam o conceito de justiça social como sinônimo de nivelamento material, esquecendo que só encher barriga é um exercício capenga de promoção de cidadania. O viajante que observar com atenção a paisagem social nordestina será surpreendido com uma efervescência consumista que se espraia pela miríade de cidades e povoados dos nove Estados, com milhares de consumidores das classes D e C acessando gôndolas de supermercados, entupindo lojas, comprando celulares, indo ao cabeleireiro, enfim, enchendo carrinhos de compras. O programa de distribuição de renda do governo Lula movimenta de fato o comércio local.

A surpresa, porém, vai além da performance consumista. É assombrosa a constatação de que, no Nordeste, o descontrolado assistencialismo do Estado paternalista plasma uma deformidade que já começa a ter conseqüências nefastas sobre a tessitura produtiva da região: o comodismo, a preguiça, a mediocridade. A cultura da indolência se expande. A postura parasitária finca raízes na terra fertilizada por um sistema que não oferece alternativas sólidas para a elevação humana. Ao contrário, incentiva o atraso. Hoje, o Bolsa-Família abriga 46 milhões de pessoas, um em cada quatro brasileiros. A geometria da acomodação entorta as relações de trabalho. Empregadas domésticas, por exemplo, rejeitam a carteira assinada, com a qual perderiam o benefício. Quando se dispõem a trabalhar, recebem “por fora” o salário do patrão. Caso tivessem registro, ultrapassariam a renda per capita mínima mensal de R$ 120, teto para não perder o direito ao Bolsa-Família. São comuns os casos em que, no núcleo familiar, o pai, aposentado, provedor dos filhos desempregados, recebe proventos do Funrural, a mãe fica com o benefício do governo, além do ganho extra como doméstica (que esconde), enquanto os filhos passam a ser meros registros para ganhos adicionais.

Para cada filho a família recebe R$ 18, quantia que funciona como incentivo ao aumento do núcleo familiar. O dinheirinho a mais ganhou, na região, o epíteto de bolsa-transa. Aliás um bolsa-criança já era adotado pelo velho Getúlio Vargas. Para ter direito ao pacote se exige que os filhos pequenos obtenham na escola 85% de freqüência mínima. Se os trabalhadores rurais também recusam a carteira assinada – para garantirem o benefício do programa -, os proprietários comemoram o fato, pois sem registro não pagam direitos trabalhistas. Desse modo, o governo acaba transferindo para os ricos parte da renda dos pobres. Ao lado dessa incongruência, o sistema produtivo se ressente da carência de trabalhadores para funções modestas, como a de auxiliar de pedreiro. Viver na maciota é o sonho de jovens e adultos. Prefeitos lamentam a falta de mão-de-obra para limpar ruas, por exemplo. Parcela da “nova classe média” prefere os botecos. A lupa de que tanto Lula fala não flagra as distorções.

Lula comemora a chegada dos crustáceos às mesas dos pobres. Em 2002, o exportador Arimar França, do Rio Grande do Norte, recebia por um contêiner de camarão cerca de US$ 100 mil, equivalentes, na época, a R$ 399,6 mil. Hoje recebe R$ 176 mil e exporta 50% menos. O excedente vai para o mercado interno. Por isso, o camarão começou a entrar no cardápio de quem recebe cerca de R$ 1,5 mil. A fotografia nordestina é uma paisagem cheia de borrões. Grandes obras se espalham pela região. Apenas para Pernambuco há uma previsão de R$ 20 bilhões de investimentos nos próximos anos. A banda colorida da foto é enfeitada de progresso. A banda em preto-e-branco esconde o precário sistema educacional, a corrosão do sistema de saúde e crescente violência nas cidades. O analfabetismo funcional chega a 70% da população economicamente ativa. Aos “filhos do Estado”, acomodados no colchão protecionista, se somam os cabides de empregos públicos, esticando a distância entre a esfera privada, ágil, agressiva, competitiva, e a esfera pública, paquidérmica, preguiçosa, autofágica.

Não por acaso, as massas nordestinas exaltam a figura de Lula. Em 2006, deram-lhe, no segundo turno, uma vitória de 77,1%, contra apenas 22,9% de Geraldo Alckmin. Na América Latina, os governantes jogam na bolsa eleitoral as moedas fortes de seus governos, mesmo que esse capital seja contaminado pelo vírus populista. Hugo Chávez, na Venezuela, comanda o populista Missiones, com orçamento de US$ 5 bilhões; a Argentina dos Kirchners conta com o programa Chefe do Lar, voltado para garantir renda e dar empregos; no Chile, a presidente Michelle Bachelet implantou uma rede de programas assistenciais nas áreas de saúde, habitação e educação; na Bolívia, Evo Morales desenvolve a Operação Milagre (cirurgias), além de projetos educacionais; e, no México, a versão do Bolsa-Família é o programa Oportunidades. Quando oferecem meios e recursos para que os beneficiados desenvolvam aptidões e habilidades e ganhem status de cidadãos, tais programas merecem encômios.

Não é o que se constata no Brasil. A política social do governo Lula é inspirada por um distributivismo unilateral. Dá-se o peixe a multidões crescentes. E o anzol é esquecido. Forma-se na base do edifício da cidadania uma argamassa frouxa, inconsistente. Jamais essa estrutura terá condições de sustentar os eixos do civismo, do amor ao trabalho, da elevação dos valores éticos e morais para a construção de uma Pátria mais igualitária e mais justa. Forjam-se em algumas regiões do País contingentes de acomodados, alinhados ao utilitarismo egoísta, imediato, mesquinho. Pessoas de barrigas cheias e cabeças vazias.

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP e consultor político.

Mas para não ficar somente na seriedade política, vejam só o que recebi na net.

Com os devidos e merecidos respeitos aos patrícios.

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05 Fev 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, ANEDOTAS, CRESCIMENTO ECONÔMICO, GOVERNO, POLÍTICA, assistencialismo | | 1 Comentário

Vídeos.

Vídeos.

Eu custo a aprender as coisa do Blog, como as imagens que demoraram um pouco, mas aprendi.

Agora estou contente, pois aprendi a colocar vídeos no blog.

Vou começar com este que recebi por Email do meu amigo Walter.

São as promessas de campanha no primeiro mandato do Lula em 2002.a-quadrilha-do-lula.jpg

E o mais impressionante, é que ninguém cobra. Na segunda campanha, nunca entendi o marasmo da campanha do Geraldo.

1. Ele não cobrou os motivos da súbita riqueza e talento do Luis Flávio, o filho do Lula e como foi possível que se transferisse 10 milhões de reais do BNDES, para as contas do Lulinha, em uma empreitada para lá de suspeita, já que todo o capital da Telemar, é uma enorme dívida ao BNDES. Os negócios da “Gamecorp”, nunca deram lucro e está até hoje no vermelho.

2. Ele não cobrou enfaticamente as explicações dos cartões coorporativos, apenas foram mencionados em um dos debates, e o Lula desconversou e acabou.ze-de-novo.jpg

3. Ele não cobrou as contas da ONG “Rede 13” da Lurian Cordeiro, a filha ilegítima do Lula, que consumiu sem prestar contas 7,2 milhões de dinheiro do governo e mais uns 15 milhões de doações suspeita de dinheiro privado.

4. E ele não cobrou as promessas de campanha no primeiro mandato, como este vídeo que poderia ter sido publicado no horário eleitoral e cobrado o acréscimo de impostos onde o Lula prometeu controlar e em vez disto acelerou a gastança e o aperto ao contribuinte.

Veja o vídeo:

Depois disto, uma das coisas que poderiam ser feitas na campanha pelo fim da CPMF, poderiam também ser este vídeo para demonstrar que as promessas do Lula são todas vazias e destituídas de credibilidade. Nada disto foi feito. Porque? Eu não sei.

E tem gente que escreve bem e denuncias todos os dias na mídia escrita como este artigo do Villas no edital de hoje

 

Edital de hoje no Jornal do Brasil on Line

Villas Bôas Corrêa

Opinião – Quem dá mais pelos lotes do Lobão?acabou-o-vermelho.jpg

Na sua celebrada modéstia, o presidente Lula tem os seus momentos em que costuma abrir a guarda e transitar pela exaltação dos feitos do seu governo, sempre qualificado como os maiores do mundo e em todos os tempos. Pois foi um desses instantes de euforia, na oficialização do acordo com o PMDB – parceiro perfeito para as previsíveis dificuldades de um ano eleitoral – que o nosso iluminado dirigente viveu na posse do novo ministro de Minas e Energia, o experiente, sensato e conciliador senador maranhense Edison Lobão.

Posse de arromba, com a cúpula peemedebista em peso, não apenas presente, mas participante, na excitação dos diálogos que giraram sobre o rateio de um ministério de cutucar a inveja de legendas menores, que disputam as sobras de fim de feira.

Ninguém mais desembaraçado e à vontade, como mestre-sala em desfile de rancho, que o senador Waldir Raupp, líder da bancada no Senado. Falante e efusivo, comemorava o lucro do partido que está levando uma pasta que gerencia bilhões e, com porteiras abertas ou cerradas, está conseguindo abocanhar as mais cobiçadas fatias do bolo: o controle da Eletrobrás e da Eletronorte ao modesto custo da entrega da Eletrosul para a senadora Ideli Salvatti, líder do PT. Afinal não era possível deixar o PT fora do glorioso período que se abre para o PMDB, afinal parceiro do governo, na plena fidelidade aos seus princípios e à sua história.

Mas, na festa do PMDB, o presidente não é um convidado, mas a principal figura e com um desempenho que fez justiça à sua badalada esperteza.

Enquanto o senador Waldir Raupp detalhava a cota partidária, com destaque para o quinhão de uma diretoria da Eletrosul reservado para o ex-governador de Santa Catarina, Paulo Afonso, Lula assumiu a tribuna e enquadrou o novo ministro, enfim nomeado depois de longa espera e de sobressaltos, com a exuberância de elogios que apagam as marcas das intrigas e da insônia das dúvidas.

Fez um cafuné que raspou na imprudência ao desmentir que “ficara chateado com a sua indicação, diante da série de denuncias envolvendo o seu filho Edison Lobão Filho e as empresas da família”.

Certamente que a ministra Dilma Rousseff, com toda a malícia feminina e a segurança de quem sabe onde pisa, estava à vontade e achando uma imensa graça nos destemperos oratórios do desfile da festa.

No discurso escrito e no arranque do improviso, o ministro Edison Lobão achou jeito de colocar alguns pingos nas intrigas que “a todo instante tentou-se fazer entre ele e ela”. Ela é a sorridente ministra Dilma Rousseff, a candidata preferencial de Lula para sucedê-lo. Voltamos ao orador: “A ministra Dilma jamais indicou ou vetou nomes para o ministério”. Passou da conta no embalo: “Dizem que ela está tutelando o ministério, mas eu digo que ninguém tutela o ministro das Minas e Energia, a não ser o presidente Lula”.

Felizmente, a coisa parou por aí. Abraços, tapas nas costas, cumprimentos como em fim de transação em que todos acreditam que fizeram um bom negócio.

Convém parar um pouco para a avaliação crítica de tais exageros e do mergulho de cabeça do governo nas águas poluídas da barganha mais descarada e ostensiva de ministérios e autarquias, loteadas em troca da promessa de votos, sem qualquer cuidado na escolha dos responsáveis pela administração dos bilhões do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC de tantas obras prometidas mas empacadas, e os riscos potenciais de escândalos de um novo festival de CPIs.

E de o tiro sair pela culatra.

E finalmente para desopilar que tal apreciar uma das maneiras de prever o tempo em Potrugal.

pedrameteorologica.jpg

 

 

24 Jan 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, GOVERNO, POLÍTICA, Reforma eleitoral, Vídeos, ÉTICA | | 1 Comentário

Apóstrofo!!!

Apóstrofo!!!

Que a educação brasileira está mal todos sabemos.

E não é de hoje não, o meu pai que foi professor universitário toda a sua vida adulta, foram 33 anos de sacerdócio, corrigia as provas de sua matéria, que era odontologia, com um lápis de duas cores.

Os erros técnicos eram marcados em vermelho e os erros de caligrafia, ortografia e gramática eram corrigidos em azul.

Havia vezes que toda a prova era corrigida em azul e o meu pai comentava que não sabia de onde vinham estes estudantes sem a menor noção de português.

Mas depois de tanto tempo, era de se esperar que as coisas fossem mudadas para melhor, depois de tanto dinheiro gasto deveriam os alunos de curso superior pelo menos ter mais um pouco de preparo.

Não é esta a verdade, nós chegamos assistir os depoimentos do Delúbio Soares que profissionalmente é professor, e dava aflição de escutar seu palavreado, sem nenhuma noção de concordância ou gênero ou numero. Para ele não existia verbo no plural.

O próprio presidente, que não estudou mesmo e se recusa a admitir que estudo seja necessário, geralmente em seus discursos de improviso também não conjuga verbo.

Bem outro dia me enviaram por Email uma resposta sobre o apostrofo.

Não sei qual o teste foi feita esta pergunta, mas pode ter sido o ENEM, onde as pérolas são freqüentes, mas não tenho certeza.

Quero compartilhar com vocês:

4) qual é a função do apóstrofo?

Resposta:

Apóstrofos são os amigos de Jesus, que se juntaram naquela jantinha que Michelangelo fotografou.

Agora vejam na caligrafia original:

apostrofo.jpg

20 Nov 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, EDUCAÇÃO, GOVERNO | | Sem comentários ainda

As coisas não mudam.

As coisas não mudam.

Outro dia recebi pela internet o pôster abaixo:

bakunim.jpg


Por mais que possamos pensar que a patifaria nasceu no Brasil.

Que a política brasileira tem o privilégio de ser a mais corrupta do mundo.

Não é não, todo este movimento político vem de longa data. Somente que nos países mais desenvolvidos as tendências nocivas estão mais controladas. O Brasil para crescer tem que controlar esta corrupção, senão ficamos para traz e passamos a ser considerados e com razão como uma grande republica de bananas.

E para finalizar apareceu esta montagem também em minha caixa postal e vou compartilhar com vocês:

capa-da-playboy.jpg

14 Out 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS, POLÍTICA | | Sem comentários ainda

As perguntas sem respostas.

As perguntas sem respostas.

De vez em quanto se tem vontade de escrever besteiras, somente para se afastar das evidências da patifaria e sacanagem proveniente justamente dos lugares onde se deverias vir o exemplo.

Juízes, comprados? Como pode ser possível que o poder judiciário possa ser comprado?

Quando morava nos EUA, uma vez trabalhando em Nova York, ouvi uma anedota envolvendo os poloneses.

As piadas com poloneses no norte dos EUA são praticamente as mesmas que fazemos com os portugueses.

Porém esta anedota por sua natureza não dá para colocar os portugueses no lugar dos poloneses. Aí vai:

“como se identifica o polonês na rinha de galos?”

“É o que entra segurando um pato”

“E como se sabe que a máfia foi envolvida na decisão desta briga de pato com galo?

“É fácil, o pato ganhou a briga”

Com o judiciário se vendendo ao melhor preço, como pode haver justiça?

“Resposta direta: ‘Não há justiça no Brasil”.

E agora no poder legislativo?

Se existem juízes comprados, pessoas de carreira, com anos de estudo e experiência, então estes parlamentares, com trabalho transitório, e sem nenhuma representatividade (94% na câmara foram empossados sem nem um voto), não teriam escrúpulos nenhum em cometerem as maiores maracutaias e mamatas favorecendo a si mesmo principalmente, e aos seus mais chegados. Tem se o caso recente do sem voto nem representação do presidente do conselho de ética, o Ex coveiro o Sebastião Machado, que trocou Sebastião para Sibá para ficar mais exótico, que ocupa o posto que seria da Marina Lima. Ficou claro que este sem voto foi encarregado pela máfia de proclamar a vitória do pato, nesta briga desigual entre bons e maus elementos dentro do Senado Federal.

Da equipe dos bons elementos, até o Renan como presidente fez chacota de um deles ao ignorá-lo descaradamente dentro do plenário e cortando sua palavra. O senador Suplicy, senador verdadeiro, eleito com o voto popular, se ofereceu para ser o relator do processo e foi simplesmente ignorado pelo Ex-coveiro e quando em plenário o Senador Suplicy perguntou ao Renan se eram verdades os boatos de que ele estava chantageando vários senadores com os podres que sabia, o Renan disse rapidamente que não, citou até Franz Kafka que não leu e não conhece e imediatamente cortou no meio as palavras do Senador Suplicy. Suplicy é um honesto Galo de Briga, e o pato Renan, está ganhando uma briga que deveria ter sido perdida há umas três semanas atrás. Renan deveria ter sido preso e algemado como aconteceria em um país honesto, sem um judiciário comprado e um legislativo corrupto. Outro Galo de Briga,do mesmo time do pato Renan, o Senador Pedro Simon, do PMDB gaúcho e Senador real e representante popular, está claramente em desacordo com a montagem e do cenário preparados para arquivar o caso do Renan.

 

amizade-e-evidencia.jpg

E o Senador Jefferson Peres do PDT do Amazonas, outro verdadeiro Galo de Briga, e representante popular, está também muito contrariado com esta ferida aberta no senado, que foi apunhalado pelo Renan que agora quer ser sumariamente perdoado a força. Na marra mesmo. As evidências contra o Renan são claramente evidentes e suas mentiras, são tão óbvias, que mais parecem uma dissimulada confissão de culpa.

E tem uma pergunta que não necessita de resposta:

“Será Renan culpado?”

Hoje a minha prima de Juiz de Fora, a Claudia me mandou um Email com mais perguntas sem respostas.

Para descontrair e esquecer estes problemas perenes e intrínsecos de nosso pobre país vou publicar esta lista.

Alguns são mesmo engraçado.

PERGUNTAS SEM A NESSECIDADE DA RESPOSTA. ( tipo da pergunta sobre o Renan)

1. Porque laranja chama laranja e limão não chama verde?

2. Porque lojas abertas 24 horas possuem fechadura?

3. Porque que quem trabalha no mar se chama marujo? Então quem trabalha no ar deveria se Araujo, nao?
4. Porque “separado” se escreve tudo junto e “tudo junto” se escreve separado?
5. Porque os kamikazes usavam capacetes? (BOA!)
6. Porque se deve usar agulha esterilizada para injeção letal em um condenado a morte?

7. Como que os cegos sabem quando terminaram de se limpar quando estão no banheiro?
8. Para que serve um bolso em um pijama? (Muito Boa)
9. Porque os aviões não são fabricados com o mesmo material usado nas suas caixas pretas? (BOA!)
10. Adão tinha umbigo??????

11. Porque o Pato Donald depois do banho sai com uma toalha em volta da cintura, se ele nao usa short no desenho?
12. Se o Super Homem e tão inteligente, porque usa a cueca por fora da calca?
13. O Pluto e o pateta são cachorro certo? Porque o Pateta fala e o Pluto não?
14. Porque tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo?
15. Porque os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
16. Porque os filmes de batalhas espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo?
18. Se o vinho e liquido, como pode ser seco?

19. Como se escreve zero em algarismos romanos?
20. Porque as pessoas apertam o controle remoto com mais forca, quando a pilha esta mais fraca?
21. O instituto que emite os certificados de qualidade ISSO 9000 tem qualidade certificada por quem? (BOA!)
22. Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo?
23. Porque quando você para no sinal vermelho, tem sempre alguém no carro do lado com o dedo no nariz?
24. Se depois do banho estamos limpos porque lavamos a toalha?

25. Como foi que a placa “E proibido Pisar Na Grama” foi colocada?

26. Alguém já conseguiu ver um Chester vivo.
27. SE OS HOMENS SAO TODOS IGUAIS, PORQUE AS MULHERES ESCOLHEM TANTO????

 

 

relaxa-e-goza-bandeira.jpg

 

A nova bandeira do Brasil.

25 Jun 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABUSOS LEGISLATIVOS, ANEDOTAS, ÉTICA | | Sem comentários ainda

Foi tudo muito rápido.

Foi tudo muito rápido.

o-reino-do-ceu.jpg

A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou.
Deu um gemido e apagou.Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.
Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

- No céu.


- No céu?…

- É. Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero.


- Certamente. Aqui nós todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de
que aquela situação era inaceitável.

Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:


- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.


- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

- Assim? (…)

- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.
Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e…


- Executiva… Que palavra estranha. De que século você veio?


- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo “executiva”?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim
dizer, celestial ali na organização.

- Sabe meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?


- Ah, não sabemos.


- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?


- Hã?


- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aquí vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.


- Que interessante…


- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional
impactante, tipo: “O melhor céu da América Latina”.


- Fantástico!


- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.


- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista… Ele existe certo?


- Sobre todas as coisas.


- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto
valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.


- Incrível!


- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro.
Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e
mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical..


- Impressionante!


- Isso significa que podemos partir para a implementação?


- Não. Significa que você terá um futuro brilhante … se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno…

Autor: Max Gehringer (Revista Exame)

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18 Mai 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | 4 Comentários

Preparando para a entrevista

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Lula em seu camarim preparando para enfrentar os jornalistas,

na sua segunda entrevista coletiva depois de eleito

16 Mai 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | 2 Comentários

Economia friamente calculada?

 

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Friamente calculado.

Um Casal de contadores chega ao consultório de uma psicanalista especialista em disfunção sexual.
A psicanalista pergunta:

- O que posso fazer por vocês?
O rapaz responde:

- Você poderia ver a gente transando!
A psicanalista olha espantada, mas concorda.

Quando a relação amorosa termina, a psicanalista diz:
- Não há nada de errado na maneira como vocês fazem sexo.
E então, cobra R$ 70,00 pela consulta.

Isto se repete por várias semanas!
O casal marca horário, faz sexo sem nenhum problema, paga a psicanalista e deixa o consultório.
Finalmente a psicanalista resolve perguntar:
- O que vocês estão tentando descobrir?
E o rapaz respondendo, diz:
- Nada. O problema é que ela é casada e eu não posso ir a casa dela. Eu também sou casado e ela não pode ir até minha casa.
No Motel Dallas, um quarto custa R$ 140,00.
No Forest Hills custa R$ 120,00. Aqui nós transamos por R$ 70,00,
tenho acompanhamento psicanalítico, descolo um recibo, sou reembolsado em R$42,00 pelo meu plano de saúde e ainda consigo uma restituição do IR R$19,20. Tudo calculado o custo destas relações é só de R$ 8,80.
Tudo é questão de economia……

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19 Abr 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | Sem comentários ainda

DUAS SUGESTÕES DE PESO!

 

 

 

 

 selo-lula.jpg

pois de setenta e uma semanas de governo e trabalho intenso,

nada mais merecido.

Também ninguém é de ferro!

 

torrews-para-binladen2.jpg

 

 

 

em sugestiva esta mensagem.

Deveriam dinamitar e implodir as torres gêmeas da patifaria e da vergonha.

 

 

 

 

06 Abr 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | 1 Comentário

PROGRAMAS DE GOVERNO

Programas de Governo(?)

 

Meu amigo Ronaldo me mandou por Email uma relação dos novos programas do Governo Lula.

Estes programas vieram depois do sucesso mercadológico do PAC


1 – Base de Operações Legislativas Avançadas – B.O.L.A.
2 – Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto – P.I.A.D.A.
3 – Projeto de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais Nacionais e Autarquias – P.R.O.P.I.N. A.
4 – Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas – M.E.R.D.A

5 – PROGRAMA ORGANIZACIONAL DE RECUPERAÇÃO DAS RODOVIAS ASFALTADAS. – P.O.R.R.A.

6 – PROJETO DE INVENÇÕES NACIONAIS GOZADAS AUTÁRQUICAS. - P.I.N.G.A

29 Mar 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | Sem comentários ainda

O notório saber!!!

Ele tem respostas para tudo, e na ponta da língua!!!

Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela primeira vez, nós estávamos em transito do regime militar para a democracia.

O presidente era João Batista de Oliveira Figueiredo.

O Papa perguntou ao Presidente o motivo de ter tantos ministros, ao que obteve como resposta:

Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 ministros”.

Em 2007, quando o Papa Bento XVI chegar ao Brasil e perguntar ao Lula para quê 34 (35?) ministros?

O molusco, certamente irá responder:

“Veza bem companheiro santidade……Ali Babá num tinha 40 ladrões?

Tô chegando lá!”.

He. He. He. He.

 

 

“Para ser ministro no Governo Lula não precisa ter histórico, basta folha corrida”.

 

28 Mar 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | 1 Comentário

Vingança.

às vezes, aparece a necessidade de rir um pouco, para temperar as coisas sérias da vida real e atual.

A anedota abaixo, foi enviada para o meu Email e vou compartilhá-la com vocês:

A vingança

Um milionário, de passagem por São Paulo, entra no luxuosíssimo restaurante e senta no piano bar.
Chama o maitre , pede uma dose de whisky Royal Salut e reserva de uma mesa para jantar.
Após a quarta dose, diz ao maitre que irá para a mesa,
Consultando o menu sem preços, se surpreende quando o maitre ,em pé ao seu lado diz;
- Doutor, é política DA Casa informar aos clientes o valor das contas separadas do Bar e da mesa, e no seu caso a do piano bar: sua despesa lá foi de R$ 0,60 .
-Acho que houve um engano. Eu tomei quatro doses de Royal Salut.
- Com todo o respeito, nós nunca nos enganamos: quatro doses a R$ 0,15 cada , dão exatamente R$ 0,60
- Tudo bem, não quero discutir, vamos à comida, anote por favor: como entrada eu quero caviar DA Ucrânia com lentilhas finlandesas; depois Salmão DA Escandinávia com recheio de gengibre sul-africano e batatas Douradas. Para beber um Rostchild safra 1891.
- Ótima escolha Doutor, mas cabe a mim alertá-lo que
Isso ficará um pouco caro.
- Olha amigo, primeiro eu não perguntei o preço e, segundo, estou achando que isso aqui é uma Casa de malucos mas, já que você quer falar,fale.
- Pois não Doutor, o seu pedido vai ficar em R$18,00.
- Porra, você está querendo me sacanear? Cadê o dono dessa merda?
- Está lá em cima com a minha mulher.
- E o que ele está fazendo lá em cima com a sua mulher?
- O mesmo que eu estou fazendo aqui em baixo com o restaurante dele…

Tenham um bom dia

Roberto

08 Mar 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ANEDOTAS | | 3 Comentários