blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Cada macaco no seu galho

Cada macaco no seu galhomacaco-no-galho

O meu pai foi professor universitário, desde antes eu nascer.

Ele deu aulas na UFMG por mais de trinta anos, e neste período foi paraninfo da turma formanda várias vezes.

Ele não tinha muito dinheiro, nunca sobrou nada, mas nós tínhamos uma vida confortável.

Muitas turmas formandas convidam um professor para ser seu paraninfo para que ele contribuísse com dinheiro para festa de formatura, comprando assim o seu ego. Era para que as outras pessoas pensassem que ele professorfosse um professor querido.

O meu pai, sem ter dinheiro para fazer isto, era convidado quase todos os anos pela simples razão de que os alunos realmente gostavam dele. E também pelo seu discurso no dia da formatura, onde ele que escrevia muito bem, sempre fazia bons discursos.

Pela opinião geral, ele era um excelente professor.

Nunca reprovou nenhum aluno, e dizia para as pessoas e outros professores que reprovavam maus alunos:

“O ato de reprovar um aluno, dá ao professor uma nota má. O professor deve ensinar e não reprovar.”

Eu lembro perfeitamente bem quando durante férias de meio do ano, apareciam lá em casa pessoas estranhas, e eu quando perguntava quem eram minha mãe dizia que eram os maus alunos de meu pai que iriam passar as férias estudando lá em casa para poderem passar de ano.

Meu pai era um excelente educador, e seus alunos normalmente se tornavam bons profissionais.

Durante sua carreira, como não poderia deixar de ser, o professor popular se tornou o diretor da escola.

E não deu certo. O meu pai era um mau político, não tinha muito jogo de cintura, e a diretoria para ele foi um mau negócio.

As pressões foram tantas, que ele conseguiu um enfarto, teve que se retirar, e pouco tempo depois se aposentou do magistério.

E porque estou contando estas coisas de meu pai?

Foi porque lendo as colunas de noticiários e os blogs como faço todos os dias, encontrei primeiro no Claudio Humberto http://www.claudiohumberto.com.br/ e depois no blog da Adriana Vandoni, http://www.prosaepolitica.com.br/ ,

duas referencias ao senador Cristovam Buarquecristovamque lembram o meu pai.

Eu tenho seguido a carreira deste senador desde a reitoria da UNB. Ele não soube administrar e não foi um bom reitor.

Depois como governador, também faltou tino administrativo e não foi um bom governador.

Realmente não sei se ele foi um bom professor, porque não pude acompanhar sua carreira docente. Pode ser que tenha sido um bom mestre.

Como ministro da educação, ele também foi mal por falta de jogo de cintura, e por ser pobre no jogo político.

Mas como legislador e senador representante do povo, tiro o meu chapéu para ele.

Vou postar agora os dois artigos que me chamaram a atenção e volto depois para comentar:gozacao-do-obama

Projeto de Cristovam propõe plebiscito para fechar o Congresso Nacional

Orlando Brito

Cristovam não explicou o que substituiria a democracia

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu, em entrevista à rádio 106.9, de Pernambuco, a apresentação de uma proposta para a realização de um plebiscito no qual a população brasileira deveria opinar sobre o fechamento ou não do Congresso Nacional. A idéia do senador surgiu após a enorme quantidade de denúncias e escândalos que tomam conta do noticiário. Segundo Cristovam ele defende manter o Legislativo aberto, mas “pode ser que o povo pense o contrário”. O senador concedeu a entrevista ao programa Frente a Frente do jornalista Magno Martins.

Para ver se deixam melhoraro-bigode1

(Giulio Sanmartini) Sou do tempo que o ensino público ombreava com o particular. O Colégio Pedro Segundo, um dos melhores do país era público. A coisa foi piorando gradativamente até chegar aos níveis atuais, em que pais que querem uma boa formação para seus filhos tem que matriculá-los em escolas particulares. Para que haja uma melhora o educador e senador Cristóvam Buarque encontrou uma solução engenhosa. Será votado, de sua autoria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto de lei que obriga vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da República a matricular seus filhos em escolas públicas.

inauguracaoPelo projeto, os filhos dos políticos estarão obrigados a cursar o ensino básico na rede pública. O projeto estabelece ainda que a medida deva ser implementada até 1º de janeiro de 2014. O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), mostrou-se crítico ao afirmar que a matéria é inconstitucional uma vez que “não se pode obrigar ninguém, seja pedreiro ou presidente da República, a colocar o filho em escola pública ou privada”. Em sua opinião, a matéria “é demagógica e eleitoreira” e serve apenas para gerar polêmica. Demóstenes Torres considera ainda que, uma vez rejeitado, “o projeto só servirá para jogar ainda mais a população contra o Senado”. vossa-casa

Voltei,

Como tenho escrito neste blog, como está na página de entrada, há muito tempo que estou criticando o congresso, com a falta de representatividade, com as decisões em causa própria, ignorando vários projetos de legisladores bem intencionados como o imposto único que já foi aprovado nas comissões de economia e outras mas nunca foi a votação. Com a decisão de abolir as cobranças mínimas e obrigatórias das empresas de telecomunicação, está parado há mais de ano. Este congresso tem que ser mudado e as regras para ser um representante do povo têm que ser mais rígidas. farsa-do-inacio

Se não bastasse isto, crápulas como o Sarnei, Barbalho, Gedel, Cunha Lima, e o maior de todos, Renan Calheiros estão em lugar errado. Deveriam estar presos e estão dentro do congresso, apodrecendo ainda mais o saco de batatas.

Dos 513 deputados da “Câmara de Representantes” apenas 32 agora que morreu o Clodoviu tiveram o voto popular. Os demais é o resultado de legenda ou suplência. Isto não tem legitimidade como representação.

Se conseguíssemos organizar um abaixo assinado de uns 10 milhões de pessoas, e com uns trezentos mil, invadir a explanada, tomar todo o congresso e mudar drasticamente as leis e procedimentos dos legisladores, acabando com as mordomias, seria muito bom, e não seria um golpe, mas uma benção para a democracia. O que existe hoje não tem nem vislumbre de democracia.sem-vergonha

Na segunda reportagem, acho uma grande idéia e não somente os filhos dos políticos deveriam freqüentar as escolas básicas, mas seus descendentes diretos como netos e sobrinhos. Ainda vou mais longe senador Cristovam, os políticos deveriam obrigatoriamente freqüentar a rede pública de saúde, onde as pessoas estão morrendo na fila e o Lula diz que a saúde está como no primeiro mundo.

Agora a opinião cretina do Senador demostenes_torresDemóstenes Torres, indica claramente que ele está mancomunado em deixar as escolas públicas como estão sendo premiado com os votos da ignorância popular.

Senador Demóstenes, se fosse de minha vontade, homem público perderia temporariamente, enquanto fosse pago com o dinheiro do contribuinte qualquer tipo de sigilo e ou privilégio como este ridículo “Fórum Privilegiado”. Deveria sim é estar sujeito a um “fórum parlamentar” onde deveria ser julgado pela justiça comum, mas com mais rapidez para se evitar como no caso do Jader Barbalho onde foi responsável pelo desaparecimento de 6 bilhões da SUDAM, que caducou e foi arquivado.

E Senador Demóstenes, onde é que o senhor anda se escondendo? Sua Infeliz frase, “Jogar ainda mais a população contra o senado” não tem um pingo de amparo na realidade.vergonha

A população não tem nenhuma afinidade com o congresso.

Como pode a população tão sofrida ver um crápula como estecasa-do-sarney Renan Calheiros agindo como dono do senado e ter alguma simpatia com esta casa?

Se houvesse realmente um senador que entrasse com um pedido de cassação contra o mandato dele, ou com uma ação cível para que ele mostrasse a origem da fortuna dele, aí sim a população poderia começar a ter simpatia com esta casa de corruptos.

Demagogia é a sua querendo se enrolar na constituição como se não fosse possível se votar uma PEC e obrigar os políticos a serem os primeiros usuários dos benefícios públicos.

Quando o interesse é do congresso, vota-se uma PEC sem nenhum problema, mas quando é da nação, então é inconstitucional.

Muito mais inconstitucional é a presença do senhor Renan.vitimas


06 abr 2009 - Posted by | ABUSOS LEGISLATIVOS, ÉTICA, EDUCAÇÃO, GOVERNO, POLÍTICA, REFORMA POLÍTICA

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