Podem escrever….
Quando perguntaram ao Lula sobre as eleições em São Paulo para prefeito, ele saiu com esta:
“- Vocês podem escrever isto, a próxima prefeita de São Paulo será a Marta.”
Isto é uma afirmativa muito forte, para quem sabia que nas pesquisas de preferência, naquele momento, a Marta andava mal, uns 16 pontos abaixo de seu opositor o atual prefeito Kasab.
Ou o Lula não acredita nas pesquisas, onde ele tem uma aprovação de 80% (eu não acredito também), ou ele sabe que de uma forma ou de outra eles vão virar a mesa e ganhar na marra.
Isto me faz lembrar uma anedota muito contada em Nova York.
Nos Estados Unidos, principalmente na parte nordeste, o emigrante polonês leva afama de ser burro. (como o português no Brasil).
Então aí vai a piada:
Com se reconhece o polonês em uma rinha de galos?
Resposta:
È o que tem o pato debaixo do braço.
E como se sabe que a máfia está controlando a rinha?
Resposta:
O pato ganhou a briga.
Se a Marta levar esta eleição em Sampa, as cartas foram marcadas.
Se não levar, o Lula perdeu uma boa oportunidade em ficar calado.
E como bem sabemos não foi a única e nem será a ultima.
Falar asneiras é com ele mesmo.
Além de falastrão, ignorante e presunçoso, o Lula também é um hipócrita, e lendo a coluna da Adriana http://www.prosaepolitica.com.br/index.php
Encontrei este artigo do Raphael Curvo que fala justamente desta hipocrisia:
Hipocrisia, eu?
Por Raphael Curvo (*)
Estranhos movimentos estão a volver as ações e medidas legais, em tramitação, pelos bastidores do Congresso Nacional voltadas a “amparar” o sistema financeiro nacional contra a crise que, segundo o presidente, ainda não chegou ao Brasil. São “marolinhas”. Mal sabe que o “tsuname” econômico vem precedido de algumas marolas financeiras. Em seus discursos sempre prega a solidez do nosso mercado, das instituições bancárias e empresariais. No estilo do Galo da Madrugada, do carnaval de Recife, o governo botou o bloco da MP 443 na rua.
É notório que o discurso presidencial não tem seu devido lastro na realidade brasileira. O temor do resultado desta crise econômica nas eleições de 2010 está levando o governo à um processo de desespero político muito cedo. Isto se deve a aura criada em torno do mantra “nunca antes neste País”, que levou o governo e seus séquitos a imaginar longos anos no poder sob a égide do “mito”. Os processos e resultados eleitorais de 2008 estão traduzindo o momento político do Brasil. Percebe-se, com claridade, que a transferência de dinheiro, dos programas sociais e outros, não implica, necessariamente, em transferências de votos. Aí está o elo do desespero político atual e de 2010.
O presidente procura a todo custo desvincular a sua aprovação popular deste procedimento de distribuição de dinheiro. Quer fazer entender que, os índices das pesquisas, têm muito ou só a ver com a sua capacidade e competência de governar. Os seus ataques estão nitidamente inseridos de insegurança na manutenção do poder em 2010, via este fator. Fórmulas como as que foram apresentadas pelo governador Blairo Maggi, estender os mandatos até 2012, são de alta potência resolutória ao governo neste ponto e, também, para os acontecimentos que ainda estão a caminho em 2009 e seus efeitos nas próximas eleições.
Não é difícil entender, penso, que ao tomar tais atitudes contidas na MP 443, estas vão além do simples fato da crise. Há algo de podre no bojo dessa Maldade Pública 443. Basta atentar um pouquinho e veremos que lembra a “habilitante chavista” para o setor e perfumada com saudosas rosas vermelhas. Traz no seu bojo um forte cheiro de estatização. Não estabelece o retorno da participação, de forma concreta e real, às empresas atingidas pelos tentáculos oficiais. Oficializa, entendo, de forma disfarçada, a compra de empresas, financeiras ou de serviços, sem necessidade de qualquer ato legal de aprovação.
Essa história de que a MP 443 “é mais um instrumento de ajuda às instituições financeiras com problema de liquidez provocadas pela crise internacional” é a pura indicação da esperteza que está em curso para manutenção do controle do Poder nas próximas eleições. O sistema de apoio existente é suficiente para o atendimento das necessidades na área econômica e perfeitamente controlável.
Qual empresário da construção civil não vai querer a CEF como
sócia? É um monstruoso arranjo financeiro e que tem um forte odor de caixa de campanha. Onde estão a robustez do mercado e a sólida economia esbravejadas nos discursos do presidente e nas entrevistas do ministro da Fazenda? Era mentira?
A verdade, que sempre esconderam e escondem, virá à tona antes do Natal de 2008. O Sr. Mantega será um dos bodes. Não é um exercício de adivinhação, é o sentido lógico dos acontecimentos. O nosso Ministro da Fazenda é uma fraude. Assim será considerado para proteger o “enganado”, que nada sabe. Alimentou falsas esperanças em toda população. Os interesses eleitorais e de poder, razão maior no cerne do governo, não permitiram a decência política em ser transparente à população. O desespero é grande. Já sabem o tamanho da pedra que engoliram, mas não avaliaram se tinham um canal de saída compatível.
A campanha do pré-sal foi ladeira abaixo. Este fato me leva a pensar que o governo e seus auxiliares nada sabiam do que andava se passando na economia mundial. Deixaram o presidente sonhando com o dinheiro do pré-sal, impossível àquela época e muito menos agora e por muitos anos. Presidente, onde está o hipócrita?
(*) Raphael Curvo é jornalista, advogado pela PUC-RJ e pos graduado pela Cândido Mendes-RJ.
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