Podem escrever….
Quando perguntaram ao Lula sobre as eleições em São Paulo para prefeito, ele saiu com esta:
“- Vocês podem escrever isto, a próxima prefeita de São Paulo será a Marta.”
Isto é uma afirmativa muito forte, para quem sabia que nas pesquisas de preferência, naquele momento, a Marta andava mal, uns 16 pontos abaixo de seu opositor o atual prefeito Kasab.
Ou o Lula não acredita nas pesquisas, onde ele tem uma aprovação de 80% (eu não acredito também), ou ele sabe que de uma forma ou de outra eles vão virar a mesa e ganhar na marra.
Isto me faz lembrar uma anedota muito contada em Nova York.
Nos Estados Unidos, principalmente na parte nordeste, o emigrante polonês leva afama de ser burro. (como o português no Brasil).
Então aí vai a piada:
Com se reconhece o polonês em uma rinha de galos?
Resposta:
È o que tem o pato debaixo do braço.
E como se sabe que a máfia está controlando a rinha?
Resposta:
O pato ganhou a briga.
Se a Marta levar esta eleição em Sampa, as cartas foram marcadas.
Se não levar, o Lula perdeu uma boa oportunidade em ficar calado.
E como bem sabemos não foi a única e nem será a ultima.
Falar asneiras é com ele mesmo.
Além de falastrão, ignorante e presunçoso, o Lula também é um hipócrita, e lendo a coluna da Adriana http://www.prosaepolitica.com.br/index.php
Encontrei este artigo do Raphael Curvo que fala justamente desta hipocrisia:
Hipocrisia, eu?
Por Raphael Curvo (*)
Estranhos movimentos estão a volver as ações e medidas legais, em tramitação, pelos bastidores do Congresso Nacional voltadas a “amparar” o sistema financeiro nacional contra a crise que, segundo o presidente, ainda não chegou ao Brasil. São “marolinhas”. Mal sabe que o “tsuname” econômico vem precedido de algumas marolas financeiras. Em seus discursos sempre prega a solidez do nosso mercado, das instituições bancárias e empresariais. No estilo do Galo da Madrugada, do carnaval de Recife, o governo botou o bloco da MP 443 na rua.
É notório que o discurso presidencial não tem seu devido lastro na realidade brasileira. O temor do resultado desta crise econômica nas eleições de 2010 está levando o governo à um processo de desespero político muito cedo. Isto se deve a aura criada em torno do mantra “nunca antes neste País”, que levou o governo e seus séquitos a imaginar longos anos no poder sob a égide do “mito”. Os processos e resultados eleitorais de 2008 estão traduzindo o momento político do Brasil. Percebe-se, com claridade, que a transferência de dinheiro, dos programas sociais e outros, não implica, necessariamente, em transferências de votos. Aí está o elo do desespero político atual e de 2010.
O presidente procura a todo custo desvincular a sua aprovação popular deste procedimento de distribuição de dinheiro. Quer fazer entender que, os índices das pesquisas, têm muito ou só a ver com a sua capacidade e competência de governar. Os seus ataques estão nitidamente inseridos de insegurança na manutenção do poder em 2010, via este fator. Fórmulas como as que foram apresentadas pelo governador Blairo Maggi, estender os mandatos até 2012, são de alta potência resolutória ao governo neste ponto e, também, para os acontecimentos que ainda estão a caminho em 2009 e seus efeitos nas próximas eleições.
Não é difícil entender, penso, que ao tomar tais atitudes contidas na MP 443, estas vão além do simples fato da crise. Há algo de podre no bojo dessa Maldade Pública 443. Basta atentar um pouquinho e veremos que lembra a “habilitante chavista” para o setor e perfumada com saudosas rosas vermelhas. Traz no seu bojo um forte cheiro de estatização. Não estabelece o retorno da participação, de forma concreta e real, às empresas atingidas pelos tentáculos oficiais. Oficializa, entendo, de forma disfarçada, a compra de empresas, financeiras ou de serviços, sem necessidade de qualquer ato legal de aprovação.
Essa história de que a MP 443 “é mais um instrumento de ajuda às instituições financeiras com problema de liquidez provocadas pela crise internacional” é a pura indicação da esperteza que está em curso para manutenção do controle do Poder nas próximas eleições. O sistema de apoio existente é suficiente para o atendimento das necessidades na área econômica e perfeitamente controlável.
Qual empresário da construção civil não vai querer a CEF como
sócia? É um monstruoso arranjo financeiro e que tem um forte odor de caixa de campanha. Onde estão a robustez do mercado e a sólida economia esbravejadas nos discursos do presidente e nas entrevistas do ministro da Fazenda? Era mentira?
A verdade, que sempre esconderam e escondem, virá à tona antes do Natal de 2008. O Sr. Mantega será um dos bodes. Não é um exercício de adivinhação, é o sentido lógico dos acontecimentos. O nosso Ministro da Fazenda é uma fraude. Assim será considerado para proteger o “enganado”, que nada sabe. Alimentou falsas esperanças em toda população. Os interesses eleitorais e de poder, razão maior no cerne do governo, não permitiram a decência política em ser transparente à população. O desespero é grande. Já sabem o tamanho da pedra que engoliram, mas não avaliaram se tinham um canal de saída compatível.
A campanha do pré-sal foi ladeira abaixo. Este fato me leva a pensar que o governo e seus auxiliares nada sabiam do que andava se passando na economia mundial. Deixaram o presidente sonhando com o dinheiro do pré-sal, impossível àquela época e muito menos agora e por muitos anos. Presidente, onde está o hipócrita?
(*) Raphael Curvo é jornalista, advogado pela PUC-RJ e pos graduado pela Cândido Mendes-RJ.
Flores para los muertos.
Foi este artigo, que me mandaram por Email que chamou a minha atenção para o deputado Fernando Gabeira. Antes de ler este artigo do deputado, eu apenas sabia dele que ele havia participado do sequestro do embaixador americano, e que era como eu de Juiz de Fora. Depois de ler estre artigo acompanhei a atuação dele dentro do plenário peitando o presidente da câmara e outros parlamentares, como muita propriedade. Continuei a pesquisar sua atuação e deparei com um homem integro e coerente, que espero leve esta eleição do Rio de Janeiro, pois o Rio precisa dele.
Roberto Leite
Flores para los muertos.
Fernando Gabeira
Sempre que os fatos ganham velocidade, costumo comprar um bloco de notas. Anoto frases, idéias, intuições e deixo que se decantem com o tempo. Volto a elas, depois, para rejeitá-las ou desenvolvê-las. A primeira frase que me veio à cabeça foi a da vendedora de flores que encerra um filme.
O pequeno bloco também tem idéias. Por exemplo: comparar a ditadura com o governo Lula. Uma neutralizou o Congresso pelo medo; o outro, pelo pagamento de mesada. Ditadura e governo Lula compartilham o mesmo desprezo pela democracia, ambos violentaram a democracia reduzindo o Parlamento a uma ruína moral.
Os militares prepararam sua saída de forma organizada. Nem muito devagar para não parecer provocação nem muito rápido para não parecer que estavam com medo. Já o núcleo duro do governo Lula parece perdido, batendo cabeça, ou melhor, enfiando-a na areia, sem perceber que a polícia está chegando e, daqui a pouco, alguém vai gritar na porta do Planalto: “Se entrega, Corisco”.
Quando era menino e vivia em Juiz de Fora, fazíamos rodas de capoeira, bastante rudimentares, confesso. Mas cantávamos: “A polícia vem, que vem brava/quem não tem canoa, cai n’água”.
Tudo isso jorra aos borbotões na minha caderneta. Anotei: chamar alguém do “Guinness”, o livro dos recordes, para saber se algum tesoureiro de qualquer partido do mundo se desloca com batedores de motocicleta e carros clones para iludir perseguidores; se algum tesoureiro partidário se desloca com jatos particulares, semanalmente; se introduz no palácio associação de empreiteiros que receberam R$ 1,1 bilhão de dívidas.
Os militares batiam, davam choques e insultavam na sessão de tortura, mas vi muitos dizendo que me respeitavam porque deixei um bom emprego para combatê-los com risco de vida. Eles viam ideais no meu corpo arrasado pelo tiro e pela cadeia.
O PT queria que eu abrisse mão exatamente da minha alma, e me tornasse um deputado obediente, votando tudo o que o Professor Luizinho nos mandava votar. Os militares jamais pediriam isso. Desde o princípio, disseram que eu era irrecuperável e limitaram-se à tortura de rotina.
Jamais imaginei que seria grato aos torturadores por não me pedirem a alma. Não sabia que dias tão cinzentos ainda viriam pela frente. Que seria liderado por um homem que achava que Maurício de Nassau era um deputado de Pernambuco. Logo eu, que sou admirador de um deputado pernambucano chamado Joaquim Nabuco.
Foram os anos mais duros de minha vida. No meu caderno anoto frases e indicações das semelhanças da luta contra a ditadura e da luta contra este governo, desde que comecei a criticá-lo, com a importação de pneus usados. As pessoas têm suas carreiras, seus empregos, suas racionalizações. É preciso respeitá-las, atravessar o deserto sem ressentimentos.
Agora, sobretudo, é preciso respeitar o sofrimento dos vencidos. Outro dia, quando me referi a um núcleo na Casa Civil como um bando de ladrões que atentava contra a democracia, uma jovem deputada do PT estremeceu. Senti que não estava ainda preparada para essas palavras cruas. E fui percebendo pelas anotações que talvez esteja aí, para o escritor, o mais rico manancial de toda essa crise. Como estão as pessoas do PT? Como se ajustam a essa nova realidade, que destino tomaram na vida?
Procuro não confundir, entre os que ainda defendem o governo, aqueles que são cínicos cúmplices e os outros que apenas obedeceram a ordens sob a forma da aplicação do centralismo democrático. Alguns defendem porque ainda não conseguiram negociar com sua própria dor. Não podem suportá-la de frente. Mas terão de fazer algum dia, porque, por mais ingênuos que sejam, já perceberam que a mãe está no telhado.
Vamos ter de encarar juntos essa realidade. A grande experiência eleitoral da esquerda latino-americana, admirada por uma Europa desiludida com Cuba e Nicarágua, a grande novidade que verteu tintas, atraiu sábios, produziu livros e seminários, vai acabar na delegacia como um triste fato policial de roubo do dinheiro público e suborno de parlamentares.
Só os que se arriscarem a ir até o fundo dessa abjeção, compreendê-la em todos os seus detalhes mórbidos, têm chances de submergir para continuar o processo histórico. Por incrível que pareça, o Brasil continua, e a vontade de mudar é mais urgente do que em 2002. Por isso proponho agora um curto e eficaz trabalho de luto.
Anotação final: começa o espetáculo da CPI, secretárias e suas agendas, ex-mulheres e suas mágoas, arapongas, tesoureiros e seus charutos, vossa excelência para cá, vossa excelência para lá, sigilos bancários, telefônicos, emocionais. Viu, Duda, que cenas finais melancólicas quando um mercador tenta aplicar à complexidade da política a singeleza do vendedor de sabonetes?
Leia Também:
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Política de Segurança •
A força da lei
Eu não entendo porque em uma campanha política, acirrada coma a de São Paulo, não aparecem todos os fatos ligados à infração da lei de responsabilidade fiscal pela candidata Martha Favre, quando prefeita da capital paulista.
O desdém à lei foi muito fragrante e propiciou a emissão de uma medida provisória Nº 237 pelo executivo para se evitar e descartar a possibilidade de uma condenação de Marta.
Existe uma sentença de 2005 pelo supremo que arquiva o processo contra Martha, mas também admite que houve transgressões da lei pela então prefeita.
Bem aqui se pode notar que a medida provisória, com força de lei, Praticamente obrigou ao Ministro do Supremo Eros Grau, relator do processo contra Martha, a arquivar o processo.
Se fosse considerado processo antes da medida provisória, Martha correria sim o serio risco de ir para a cadeia.
O blog do marido dela, apenas fala que ela foi absolvida de qualquer crime pelo supremo.
Isto não é verdade, e pode-se notar isto na sentença. Ela foi absolvida do crime constante do processo porque depois de feito o processo pelo MP, apareceu a modificação na lei, com a medida provisória, que levou o relator do supremo a arquivar o processo.
Mas mesmo assim consta da sentença que existiam outros crimes na administração de Martha, mas que não constavam deste processo.
As despesas assumidas por Martha pouco antes de sair do governo, foram amenizadas pelo conteúdo da medida provisória.
. Em suma, embora se tenham verificado algumas irregularidades de cunho formal, a Corte de Contas constatou a necessidade da execução das despesas realizadas e dos procedimentos adotados para a contínua atuação da Administração em satisfação ao interesse público.
9. Nos termos do art. 359-C, do Código Penal, dispositivo que tutela a observância da LRF, constitui crime:
´Art. 359-C. Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação, nos dois últimos quadrimestres do último ano de mandato ou legislatura, cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou, caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte, que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa.
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.´
10. No caso em tela, as irregularidades apontadas no julgamento das contas do exercício de 2004 não foram suficientes para configurar o descumprimento do art. 42 da LRF, o que afasta o crime previsto no art.359-C acima transcrito. Inclusive, a Assessoria Jurídica de Controle Externo asseverou estar caracterizada conduta ativa do Executivo para o atendimento da LRF (fls. 70, do apenso 01).
Determino o arquivamento do feito.
Junte-se a petição protocolada sob o n. STF-182.694/2007.
Publique-se.
Brasília, 11 de fevereiro de 2008.
Ministro Eros Grau
- Relator -
Medida Provisória nº 237, de 27 de janeiro de 2005
DOU de 28.1.2005, Edição Extra
Autoriza a União a prestar auxílio financeiro aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, com o objetivo de fomentar as exportações do País, e dá outras providências.
Alterada pela Medida Provisória no 240, de 1 de março de 2005.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1o Fica a União autorizada a entregar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, no exercício de 2005, o montante de R$ 900.000.000,00 (novecentos milhões de reais), com o objetivo de fomentar as exportações do País, de acordo com os critérios, prazos e condições previstos nesta Medida Provisória.
Art. 2o A parcela pertencente a cada Estado, incluídas as parcelas de seus Municípios, e ao Distrito Federal será proporcional aos coeficientes individuais de participação discriminados no Anexo desta Medida Provisória.
Parágrafo único. O montante citado no art. 1o será entregue aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na razão de um doze avos no último dia útil de cada mês, observado o disposto no art. 6o.
Art. 3o Do montante dos recursos que cabe a cada Estado, a União entregará diretamente ao próprio Estado setenta e cinco por cento, e aos seus Municípios, vinte e cinco por cento.
Parágrafo único. O rateio das parcelas dos Municípios obedecerá aos coeficientes individuais de participação na distribuição da parcela do ICMS de seus respectivos Estados, a serem aplicados no exercício de 2005.
Art. 4o Para a entrega dos recursos à unidade federada, a ser realizada por uma das formas previstas no art. 5o, serão obrigatoriamente considerados, pela ordem e até o montante total da entrega apurado no respectivo período, os valores das seguintes dívidas:
I – contraídas junto ao Tesouro Nacional pela unidade federada, vencidas e não pagas, computadas primeiro as da administração direta e depois as da administração indireta;
II – contraídas pela unidade federada com garantia da União, inclusive dívida externa, vencidas e não pagas, computadas inicialmente as da administração direta e posteriormente as da administração indireta; e
III – contraídas pela unidade federada junto aos demais entes da administração federal, direta e indireta, vencidas e não pagas, computadas inicialmente as da administração direta e posteriormente as da administração indireta.
Parágrafo único. Para efeito do disposto no inciso III deste artigo, ato do Poder Executivo Federal poderá autorizar:
I – a inclusão, como mais uma opção para efeito da entrega dos recursos, e na ordem que determinar, do valor correspondente a título da respectiva unidade federada na carteira da União, inclusive entes de sua administração indireta, primeiro relativamente aos valores vencidos e não pagos e, depois, aos vincendos no mês seguinte àquele em que serão entregues os recursos; e
II – a suspensão temporária da dedução de dívida compreendida pelo inciso III do caput, quando não estiverem disponíveis, no prazo devido, as necessárias informações.
Art. 5o Os recursos a serem entregues mensalmente à unidade federada, equivalentes ao montante das dívidas apurado na forma do art. 4o, serão satisfeitos pela União pelas seguintes formas:
I – entrega de obrigações do Tesouro Nacional, de série especial, inalienáveis, com vencimento não inferior a dez anos, remunerados por taxa igual ao custo médio das dívidas da respectiva unidade federada junto ao Tesouro Nacional, com poder liberatório para pagamento das referidas dívidas; ou
II – correspondente compensação.
Parágrafo único. Os recursos a serem entregues mensalmente à unidade federada equivalentes à diferença positiva entre o valor total que lhe cabe e o valor da dívida apurada nos termos do art. 4o, e liquidada na forma do inciso II deste artigo, serão satisfeitos por meio de crédito, em moeda corrente, à conta bancária do beneficiário.
Art. 6o Para efeito de aplicação desta Medida Provisória, o Ministério da Fazenda definirá, em até sessenta dias a contar de sua publicação, as regras da prestação de informação pelos Estados e pelo Distrito Federal sobre a efetiva manutenção e aproveitamento de créditos pelos exportadores a que se refere o art. 155, § 2o, inciso X, alínea “a”, da Constituição.
Parágrafo único. O ente federado que não enviar as informações referidas no caput ficará sujeito à suspensão do recebimento do auxílio de que trata esta Medida Provisória.
Art. 7o A regularização do envio das informações de que trata o art. 6o permitirá o recebimento dos recursos no mês imediatamente posterior, observado o disposto no parágrafo único do art. 2o.
Art. 8o (Revogado pela Medida Provisória no 240, de 1 de março de 2005).
Art. 9o O art. 8o da Medida Provisória no 2.185-35, de 24 de agosto de 2001, fica acrescido de § 2o, passando o seu parágrafo único a vigorar como § 1o, com a seguinte redação:
“§ 1o Excluem-se das vedações a que se refere o inciso II:
I – a contratação de operações de crédito instituídas por programas federais, destinadas à modernização e ao aparelhamento da máquina administrativa dos Municípios;
II – os empréstimos ou financiamentos junto a organismos financeiros multilaterais e a instituições de fomento e cooperação ligadas a governos estrangeiros, que tenham avaliação positiva da agência financiadora, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e à Caixa Econômica Federal, desde que contratados dentro do prazo de seis anos contados de 30 de junho de 1999 e destinados exclusivamente à complementação de programas em andamento; e
III – as operações de crédito destinadas à implantação de projeto de melhoria em sistemas de iluminação pública, no âmbito do Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente – Reluz.
§ 2o Os efeitos da exclusão a que se refere o inciso III do § 1o retroagem a 29 de junho de 2000.” (NR)
Art. 10. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de janeiro de 2005; 184o da Independência e 117o da República.
Agora leiam este artigo que encontrei no blog do Noblat, de autoria da Lúcia Hippolito:
Marta Suplicy e a irresponsabilidade fiscal
Comentário da cientista política Lucia Hippolito na CBN:
” Antes tarde do que muito tarde. Finalmente, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou um pedido ao Ministério Público de São Paulo para que abra inquérito contra a ex-prefeita Marta Suplicy por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O assunto ainda tem que ir ao plenário, mas é sintomático que a ex-prefeita só tenha obtido o apoio dos quatro senadores petistas que são membros da CAE. O restante votou contra ela.
A ex-prefeita pode ser condenada até a dois anos de prisão e, principalmente, poderá ter que dar adeus ao sonho de ser candidata do PT ao governo de São Paulo.
No início do ano passado, Marta contratou uma operação de crédito para ampliar um programa em andamento na Prefeitura de São Paulo, mas sem autorização prévia da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, como manda a lei. A CAE é responsável pela análise e aprovação dos pedidos de créditos feitos pelas Prefeituras.
O Ministério da Fazenda fez tudo para ajudar a ex-prefeita, chegando inclusive a editar a Medida Provisória nº 237, para tentar ajeitar a irregularidade.
Mas a Câmara de Vereadores de São Paulo e a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado não concordaram.
É verdade que a atitude de Marta Suplicy não contribuiu para melhorar as coisas. Convidada várias vezes a comparecer à CAE para se explicar, Marta preferiu desconsiderar o chamado dos senadores e enviar uma correspondência, que foi considerada insuficiente.
O relatório aprovado na CAE pede ao Ministério Público que processe a ex-prefeita por improbidade administrativa, crime de responsabilidade e descumprimento do Código Penal.
Em sua defesa, Marta Suplicy argumentou que as Prefeituras do Rio de Janeiro, Salvador, Campinas, Araçatuba e Valinhos fizeram a mesma coisa.
Com todo o respeito por essas valorosas cidades, alguém acha mesmo que se Marta Suplicy não estivesse correndo o risco de ir para a cadeia, o governo Lula ia se lembrar de fazer uma Medida Provisória para salvar o prefeito de Araçatuba e de Valinhos?!”
O poder fazer…
Este post, está em meu outro blog, e foi ao ar em 1º de janeiro de 2007.
Como este novo blog que contém quase todos os posts do outro, somente começou em março de 2007, alguns posts do outro endereço não se encontram neste endereço. Esta semana estava editando alguns posts e encontrei este.
Li e decidi publicar, aproveitando a oportunidade para publicar também algumas charges atualizadas do Roque Sponholz.
Então aqui estamos:
Eu nasci no ultimo ano da segunda guerra mundial, e lá pelos anos 50, em plena guerra da Coréia, eu já entendia um pouco das notícias do Repórter Esso.
O meu pai, que sempre foi professor universitário, (UFMG) na época ouvia todas as noites o Repórter Esso e fazia alguns comentários sobre a guerra da Coréia.
Um dos comentários que eu ouvi e que não entendi, ou entendi errado foi:
“Se esta guerra demorar muito, o Mac Arthur acaba jogando uma bomba atômica lá e aí sim acaba rápido. 
Eu entendi assim:
“Se esta guerra não acabar rápido o macaco joga uma bomba lá… ETC.?
Eu perguntei para a minha mãe no dia seguinte:
“Mãe, quem é o macaco que joga bomba?
“Não sei meu filho, onde você ouviu isto?
“O papai disse isto ontem à noite depois do Repórter Esso.
“Então pergunte para ele na hora do almoço?
Esperei ansiosamente a hora do almoço, e assim que o meu pai chegou perguntei para ele:
“Pai quem é esse macaco que joga bomba?
“Que macaco filho?
“Este que você falou ontem depois do Repórter Esso?
“Eu não me lembro de ter falado nada de macaco?
“Falou sim, e disse que ele joga a bomba atômica para acabar com a guerra?
“Joga bomba atômica? – Ah sim, mas não é macaco, é o general americano Mac Arthur que comanda esta guerra, e se a guerra não acabar logo ele pode jogar uma bomba atômica como fez no Japão e a guerra acabou logo?
“E isto é bom?
“Não sei, respondeu meu pai e continuou” Se ele fizer isto, vai matar de uma morte horrível muita gente inocente, mas provavelmente vai acabar com a guerra.
“Porque ele quer matar tanta gente inocente?
“Ele não quer matar, mas quando existe uma guerra, muita gente morre mesmo os que não estão fazendo nada de mal.
“Ele pode matar gente como eu, o senhor, a mamãe que não estamos fazendo nada?
“Se existir uma guerra isto poderia acontecer”.
“Então eu não gosto dele”.
“Dele quem?
“Do general macaco americano.
“Meu filho, o nome do general é Mac Arthur e não macaco.
Aí terminou o nosso diálogo, e eu saí dali não entendendo como pede haver pessoas que matam em nome da guerra outras pessoas que não fizeram nada. Eu não sabia ainda o que seria uma bomba atômica, mas sentia que era uma coisa muito ruim para as pessoas.
E eu não gostava dos generais macacos americanos.
Depois disto, em pouco tempo faleceu o meu avô paterno, figura que eu tinha como homem sério que ele era e apesar de severo muito bom comigo e que senti muita falta nos anos que se seguiram. Esta foi minha primeira experiência em perder uma pessoa querida.
Depois disto os fatos que me marcaram foram a morte do Getúlio Vargas, a Martha Rocha, ganhando o concurso de Miss Brasil e São Paulo fazendo 400 anos de vida.
A eleição do Juscelino Kubitschek foi a primeira fase política da minha vida, principalmente porque o Juscelino era conhecido da família.
Ele tomou posse em 31 de janeiro de 1956
Em outubro de 1956 Aí houve a invasão da Hungria pela Rússia, e houve protestos nas ruas de Belo Horizonte, comandados pela Embaixada Americana.
Neste momento, veio na memória os fatos sobre o General macaco americano. Que matava os inocentes.
A revolução cubana e a vitória de Fidel Castro em 1959 foram divisórias quando os meus amigos e companheiros começaram a se definir entre direita e esquerda, na escola, clubes etc.
Em 1961, A União Soviética coloca Yuri Gagarin em órbita, na frente dos americanos e então, ponto para a esquerda que com isto tenta provar a superioridade do regime estatal russo.
Eu neste ponto estava muito indeciso sobre o assunto político internacional. De um lado, vários amigos, portando teorias de Carl Max e Engels como a esperança da raça humana. De outro lado, a sociedade americana, que representava o oposto do regime comunista e de onde eu conhecia através da revista Mecânica Popular em espanhol que o meu pai assinava. Eu gostava da idéia de fazer as coisas como havia aprendido com meu avô e meu pai, de não ter que depender de ninguém para desenvolver minhas idéias. Eu gostava dos projetos da revista e quando às vezes dependia de suprimentos encontrados apenas nos Estados Unidos, sentia vontade de ir para lá para poder concluir estes projetos. Aí eu me recordava da minha conversa com o meu pai sobre o General macaco e mudava de opinião.
Meus amigos, definidos como de esquerda, me estimulavam a ler Max e Engels, mas eu apesar de tentar, não consegui ver na teoria deles muita esperança para a humanidade.
Eu sabia então como sempre soube e até hoje de que os homens eram e são diferentes, e com diferentes capacidades de pensar e de se desenvolver e que a tão falada injustiça social popular, não poderia se somente culpa dos patrões mesquinhos, mas era a diferença entre os próprios homens que criava as escalas sociais. A mudança de escala e condições sociais ficava mais difícil uma vez estabelecida a condição de inferioridade, mas se houvesse uma pessoa com uma capacidade muito melhor do que a sua classe social, este indivíduo tinha chance de se sobressair e mudar de classe. Então os seus descendentes poderiam ser parte de outra classe melhor.
Eu sempre pensei que os valores individuais e que deveriam reger a divisão das classes sociais.
Com este pensamento, as teorias onde o estado controlaria tudo e onde não poderia haver diferença de classes sociais, pareciam no mínimo utópicas demais e que não teriam possibilidade de acontecer. Primeiro é que os indivíduos de melhor desempenho teriam que ou trabalhar por outros ou se igualarem aos outros para se comportarem dentro de uma classe única. Seria fazer a média por baixo e desta forma negar a possibilidade de progresso.
Nesta época, eu tinha lido praticamente todos os livros clássicos brasileiros como Monteiro Lobato, Machado de Assis, José de Alencar, Érico Veríssimo, e os contemporâneos como Rachel de Queirós, Graciliano Ramos, Estanislau Ponte Preta, Fernando Sabino, e os estrangeiros como Eça de Queirós, Tolstoi, Esteinbeck, Dumas, Twain, Exuperry, e havia olhado de forma breve, sem me aprofundar muito, os trabalhos dos filósofos gregos e alemães como Sócrates, Aristóteles, Kant, Nietzsche e outros. Eu lia e leio o tempo todo. Eu encontrava alegria em todos os livros, mas os meus amigos que pregavam as doutrinas de Max, não conheciam quase nada dos outros autores, e quando eu perguntava por que não liam outras coisas, eles vinham com as desculpas de que não eram relevantes.
Isto para mim estava ficando com cara de fanatismo ideológico e eu me afastei destas idéias políticas de esquerda. Mais tarde, fui morar nos Estados Unidos,e me encontrei com os sindicatos americanos, com suas idéias sociais muito parecidas com as dos meus amigos da juventude de esquerda, onde um comando único poderia fazer muito mais por mim . A força da massa, etc. E que deveria participar do sindicato pára poder sobreviver, ETC. Eu então comecei a ver que os sindicalizados trabalhavam menos sim, mas não melhoravam muito e que os líderes não trabalhavam , mas melhoravam muito e comecei a ver tudo diferente.
Eu pensava: “Se eu que estou aqui para trabalhar de qualquer forma, provar ao meu patrão que eu posso fazer o trabalho de quatro sindicalizados, e pedir para ganhar o dobro do que ganho, vou conseguir? e dito e feito, em menos de um mês estava ganhando muito mais sem a ajuda do sindicato. Sofri com isto, fui perseguido, mas os valores individuais sempre foram a minha idéia de vencer e melhorar na vida.
Este é o resumo de como me orientei entre esquerda e direita, dando mais peso aos valores individuais do que os valores políticos sociais. Eu não gosto muito do estado. De nenhum estado. Mas por mais que busque ver um meio da sociedade viver sem o estado, não consigo enxergar. Então eu penso: “Se a sociedade necessita de um estado para sobreviver, que este seja o menor possível?
E eu comungo nos ideais do pensamento anarquista:
“O estado é o maior opressor do homem.
Roberto Leite de Assis Fonseca
Brasília dia 1º de janeiro de 2007.
Depois de escrever este resumo, encontrei este bom artigo de outro autor com um tema parecido:
CONFISSÕES DE UM EX-COMUNISTA.
Por Adauto Medeiros, engenheiro civil e empresário
Eu era um jovem sonhador quando li o livro “O que você sabe sobre o petróleo, de Gondin da Fonseca. Nele as multinacionais do petróleo eram a causadora de todos os males do mundo. Nesta época o Brasil estava começando a fomentar e criar sua grande riqueza que era o petróleo com a criação de uma estatal chamada Petrobrás. Na época não havia capitais nem financeiros nem humanos nacionais para bancar a exploração do ouro negro, como se dizia naqueles dias.
Trouxeram então um diretor da Standar Oil chamado Walter Link, que presidiu a Petrobrás e deu toda a estrutura administrativa que ela tem até hoje. Na época um barril de petróleo custava em torno de U$ 2,00, mas mesmo assim ela sobreviveu especialmente porque ao emplacar um carro a pessoa era obrigada a comprar ações da nova empresa monopolista. O monopólio levou 50 anos para promover a auto-suficiência.
Mas o livro de Gondin da Fonseca me influenciou tanto que para ser comunista foi um passo. O que de fato ocorreu.
Na Universidade juntei-me à esquerda e passei a achar e ter certeza que o comunismo era a única solução para resolver os problemas da miséria, não só no Brasil como no mundo. No auge da Guerra Fria li um pronunciamento de John Foster Dulles, Secretário de Estado de Eisenhower dizendo que a guerra seria vencida pelos americanos porque os russos não tinham economia para enfrentar a economia americana. Ele estava certo, mas na época, como bom comunista não acreditei e passei a ler compulsivamente os escritos de Lênin, Trotsky, sem falar em Marx, Engels e Hegel. Finalmente, como jovem, tinha encontrado o caminho da salvação da classe trabalhadora.
Na Universidade o diretório acadêmico era dirigido pelos comunistas, não só os filiados do PCB, como aqueles que como eu nunca tinham pertencido aos quadros do partidão. Eu era comunista, acreditava firmemente, mas sempre quis ser um uma espécie de livre-pensador, algo que entrava em conflito, porque esse tipo de mentalidade não se coaduna com filiação nem em religião e nem em partido político.
Mas em 1962, a União Soviética estava patrocinando o Festival da Juventude e desta feita foi em Helsink, Finlândia. Lembro que ela dava hospedagem apenas, mas para ir até o Festival cada um pagava suas despesas. Não hesitei e vendi uma modesta casa que tinha recebido como herança de meu pai (o que me levou no futuro a refletir e a entender que se não houvesse propriedade privada não teria como ter vendido e sem democracia não teria liberdade de ir e vir), troquei o dinheiro em dólares, e juntamente com mais dois colegas do Partido fomos para Viena e lá encontramos a cúpula da UIE (União Internacional dos Estudantes) que na época era dirigida por Marco Jamovich, um judeu brasileiro muito influente no comunismo internacional, e que depois foi trocado pelo embaixador americano.
Nesta viagem estavam os cantores (na época faziam um sucesso máximo) Nora Ney e Jorge Goulart e o famoso (logo ficaria famoso) ator de novelas Lima Duarte, além do Fernando Mesquita que depois viria a ser porta voz do presidente Sarney. Apanhamos o trem e quando cheguei na Rússia tomaram todos os passaportes e nos colocaram próximo da divisa com a Finlândia. Logo de cara, percebi que as estações eram todas cercadas com arame farpado, isto para que os russos não tivessem contato com os estrangeiros, pois eles podiam trazer (era essa a mentalidade na época que nós ouvíamos) o micróbio do capitalismo. Nos parecia estranho, uma vez que nós também éramos estrangeiros.
Mas o que nós encontramos e isso ficou na minha mente, foram cidades pobres, não havia estradas de rodagem e uma burocracia terrível igual à de Brasília. Aliás, hoje Brasília é pior. Em Helsink hospedei-me em um colégio juntamente com a delegação de Angola e da Guiné, onde conheci os principais líderes dos dois países, inclusive Agostinho Neto e Marcelino Serafim Goia que foram presidente e vice respectivamente de Angola e Guiné. Através de Marco Jamovich fui convidado para visitar a Tchecoslováquia como convidado do governo, onde passei 12 dias. Tive a oportunidade de conhecer desde as fábricas, passando pelas fazendas coletivas, até boates. Tudo era estatal e controlado pelo governo, desde o garçom até as músicas. Como só havia em cidade grande, portanto, só havia também uma boate grande; a fila para entrar nela era enorme e levava-se (fiquei sabendo) às vezes até mais de duas horas para conseguir entrar, e como tinha um número definido de pessoas para freqüentar, muitos que estavam na fila voltavam porque não havia mais lugar. As coisas aos poucos foram ficando mais claras para mim, e o que era uma crença inabalável nos regimes de esquerda, começou a ser posta em xeque, e comecei a me perguntar se uma sociedade toda regida pelo estado não conseguia resolver nem os problemas básicos quanto mais de laser.
Minha viagem à Rússia para participar do Festival da Juventude comunista, aconteceu em 1962. E foi nessa viagem a Rússia que vi no que havia resultado a revolução. Em 1960 Kruchev já havia denunciado no famoso XX Congresso comunista, mas no Brasil ainda não se sabia por inteiro da paranóia e dos crimes de Stalin. De qualquer forma fiquei decepcionado com a vida dos camponeses, em especial suas casas que eram construídas de feno e com sanitário ao ar livre. Aquilo chamou minha atenção e fiquei impressionado como um país que tinha mandado Yuri Gagarin ao espaço poderia ter uma população no campo tão pobre e vivendo em condições tão subhumanas. Depois descobri que 80% do orçamento russo era para a defesa. A guerra fria havia destruído a tentativa de construir o paraíso comunista. Mas não só isso, claro. A economia americana conseguia fazer tudo isso e ainda proporcionar um bem estar social ao seu povo. Isto me fez enxergar na deficiência do sistema econômico centralizado e dirigido por funcionários públicos. Hoje ninguém mais acredita nisso, mas na época todos os dogmas das esquerdas eram verdadeiros. Isto, ninguém acredita, com exceção certamente ainda da América Latina.
No entanto, lembro-me de um judeu russo que tinha ido estudar nos USA, no começo do século. Chegando na casa do tio, este perguntou o que ele queria estudar e jovem disse que ia fazer medicina porque queria estudar os micróbios. O tio disse que os micróbios estavam na terra e portanto ele deveria ser agrônomo. De fato, o futuro agrônomo descobriu a terramicina. E foi esse judeu russo que disse certa vez que o homem que aos 20 anos não é comunista é um homem sem coração, e que aos 40 anos se continuar sendo é um homem sem juízo. Quando agora o nosso presidente disse algo parecido, um plágio grosseiro sem saber a fonte, nisso ele estava certo.
O que todos perguntam, é porque mesmo dizendo isso, ele estar perto de Hugo Chaves, Fidel, Evo Morales, e Cia. Coisas do nosso presidente, certamente.
Bom, eu terminei meu curso de engenharia em 1963, na Politécnica de Campina Grande, e nesta época a política ideológica fervia dentro da Universidade. Eu que já voltara da Rússia decepcionado, não via no comunismo mais a solução para os problemas materiais da humanidade. Portanto, eu e quatro alunos começamos a fazer oposição a esquerda e conseguimos colocar como diretor da Escola de Engenharia, o professor Linaldo Albuquerque que era um homem integro e não era ligado aos comunistas. Foi nomeado e transformou a universidade da Paraíba a segunda do Brasil perdendo apenas para a UFRJ. Na época já havia professores do ITA, mas depois veio gente da França, Canadá, India, trazidos por Linaldo que transformou a Universidade como um todo, e não só num grande centro de engenharia e matemática. As escolas pertenciam a Universidade da Paraíba, hoje Universidade Federal de Campina Grande. Há poucos meses a Google recrutou um de seus professores para trabalhar nos USA, o que dá uma idéia de sua pujança.
Depois de formado comecei um pequeno negócio com uma pequena construtora. Eu tinha como contador um senhor que pertencia ao partido comunista que foi preso em 1967 e o levaram para João Pessoa. Fui a policia federal visitá-lo e tentar negociar mas não me deixaram falar com ele. Num sábado a tarde estava eu em casa quando fui preso pela policia federal pelo agente federal Índio Bugre, hoje aposentado. Preso fui levado para o Batalhão de Engenharia do Exercito em Campina Grande. Sei o quanto é desagradável um cidadão ser tirado de sua casa por forca do arbítrio e ter que prestar depoimento por algo que ele não sabe. Mesmo assim, apesar de ter sido preso político, nunca pedi indenização ao contribuinte e nem aposentadoria gorda como fizeram muitos e ainda continuam fazendo. Aliás eu não tenho nem mesmo aposentadoria, nem do INSS. Hoje aos 71 anos me considero um pequeno empresário, amante da livre iniciativa, pois tenho a consciência que o único meio de elevar o padrão material de um povo é pela democracia e pela geração de riquezas, e não somente sua divisão como os comunistas pensam, pois apenas ela pode dar ao homem a capacidade de criação e de gerar novas riquezas. Mas também sei que o capitalismo não é um sistema econômico capaz de resolver tudo, ele exige trabalho, talento e sobretudo talento para enfrentar as diversidades do mercado e as mudanças constantes. Mas só ele pode fazer migrar classes pobres para a classe média. Alias foi o capitalismo que criou a classe media. E basta um exemplo: a China antes da abertura capitalista tinha 1% de classe media, após a abertura já tem 11%. Eu costumo a dizer sempre que no capitalismo ou cresce ou empobrece, mas no comunismo nem cresce e portanto todos empobrecem. Trabalho todos os dias e acho ótimo a iniciativa privada, que junto com a democracia constituem o único sistema econômico e político em que um individuo pode viver sua plena cidadania. Neles, de fato, o contribuinte é valorizado. Por outro lado, é triste ver que a sociedade brasileira ainda não se definiu por nenhum sistema econômico. Aqui há uma democracia sem voto e um capitalismo sem lucro. Temos um regime em que a classe política vive como Reis olhando a ralé se debatendo com fome. Não é à toa que estamos parados no tempo há no mínimo 400 anos.
A crise e as verdades.
É nos momentos de crise que surgem as verdades.
E que verdades!!!
As conclusões que se pode tirar dos últimos acontecimentos, é mesmo fantástica. A mídia noticiosa está cheia de evidencias para os que quiserem ver. Vamos a elas por minha parte:
1. Encontrei um mapa interessante sobre os votos de São Paulo. Nas periferias só deu Kassab e no centro só deu Marta Relaxa e Goza. O que tem isto a ver? Bem as pesquisas de campanha, davam sempre Marta na frente de Kassab por vários pontos. E quem é o maior cliente das pesquisadoras de praxe? O governo federal. E as empresas de pesquisa sabem muito bem onde está o eleitor de quem. Vem uma ordem lá de cima, façam as pesquisas onde for aparecer melhor o nosso candidato para pegar aquele eleitor indeciso. E pronto fazem as pesquisas nos pontos mais propícios aos candidatos do governo. Em várias partes do Brasil deu uma enorme zebra contra os candidatos do governo. Suspeito seriamente de manipulação de informação a favor dos candidatos do governo. Deveria ser proibido realizar pesquisas nos 15 dias antes dos pleitos eleitorais. 
2. E as pesquisas da popularidade do governo, de 80% de aprovação, podem facilmente estar sendo manipuladas do mesmo jeito para ver se esta popularidade pode ser transferida para os candidatos do governo. Não foi assim que aconteceu sabem o que eu desconfio? É que estas pesquisas sobre a popularidade do Lula também são fajutas e realizadas nas zonas de maior aceitação dele. Aposto que é chantagem federal contra as empresas de pesquisas. Foi assim que o Hitler subiu artificialmente sua popularidade, usando os meios de comunicação daquele tempo, retocando fotos de lideranças, inventando aprovações e alianças inexistentes, ETC. Este é um dos métodos de Antônio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937 – foi um político, filósofo e cientista político, comunista e antifascista italiano), para ganhar forças dentro de outro poder.
3. Pelas notícias internacionais recentes, nota-se que o governo brasileiro está perdido e assustado com a crise internacional, e este incentivo do Lula para que os brasileiros continuem e gastar para o Natal como se não houvesse crise, provem do medo da queda de receita caso o brasileiro se torne conservador e faça a correta opção de não se endividar antes da solução desta crise. Para que a popularidade do apedeuta possa seguir em alta, os gastos com programas assistencialistas e a farra das contratações não podem parar. Para isto as receitas devem se manter em alta o que não aconteceria se os brasileiros tivessem o bom senso de economizar e parar de gastar, até que surja uma perspectiva permanente sobre a solução destas crise.
4. Pobre Brasil, enganado novamente pelas palavras de efeito do mais ignorante e desonesto e mentiroso presidente na História desth paíhs.
Perdidos no temporal
O ministro Mantega parece tão perdido diante da atual crise mundial que durante a entrevista coletiva para anunciar medidas do governo, afirmou que o mundo vai assistir a um período de aumento das taxas de juros, como se já quisesse justificar o novo aumento da taxa Selic na próxima reunião do Copom. O ministro foi desmentido menos de 48 horas depois de suas declarações. O mercado amanheceu nesta quarta com o anúncio de redução das taxas de juros feitas por bancos centrais de vários países, na tentativa de estancar a crise confiança que se alastrou por todo o sistema financeiro mundial. O momento exige que o Brasil mude suas convicções em relação à taxa de juros e para frear a escalada do dólar. Como dizem os americanos, chegou a hora de separar os homens dos meninos.
O loroteiro
http://www.prosaepolitica.com.br/index.php
(Adriana Vandoni) Mas tem gente que não se enxerga mesmo, hein??? O ministro Mantega disse a jornalistas brasileiros que ELE pediu uma reunião do G20, prevista para sábado (11), em Washington. Na verdade a reunião foi marcada por Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA. Foi ele mesmo que contou que discou para o Brasil, que exerce, em 2008, a presidência rotativa do G-20, e sugeriu a convocação do grupo.
Ou bebeu mais que o de hábito, ou despirocou de vez
(Giulio Sanmartini) Lula voltou a afirmar que o Brasil está preparado para a crise e garantiu que o Natal será extraordinário no país. Em entrevista a um portal de internet no Palácio do Planalto, o presidente disse que a turbulência não atingiu em cheio o Brasil, cuja economia está hoje estabilizada como poucas vezes esteve em toda a história. Para Lula “é como se tivéssemos tomado uma vacina contra uma doença”. Segundo o presidente, o brasileiro poderá comprar tudo o que sonha nas festas de fim de ano. “Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha comprar no Natal e torcer para o Ano Novo ser infinitamente melhor”, disse Lula
Sua insanidade ou monumental carraspana, já atingiu o ponto de sacanear o brasileiro.
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E têm muito mais opiniões sobre este governo, todas desfavoráveis e fico pensando e os 80%????
O efeito 51!!!!!
Bem finalmente o Lula inaugurou alguma coisa. Parece que esta é a primeira coisa que começou e terminou nos governos dele. A plataforma P51, que estava contratada para ser feita nos estaleiros da Coréia do Sul, junto com a P52, e para serem entregues em julho de 2005. Assim que assumiu o governo, o Lula, cheio de energia e 51, anunciou com estardalhaço que estava revigorando a indústria naval brasileira e que estas duas plataformas deveriam ser feitas no Brasil e por Brasileiros.
Bem como faltava muita tecnologia no Brasil, a mesma empresa coreana, que iria fazer as plataformas na Coréia, veio ao Brasil, comprou os estaleiros falidos brasileiros por preço de banana, e trouxe os técnicos coreanos e empregou mão de obra sem qualificação brasileira. Os comandos eletrônicos tiveram de ser importados, pois não temos fabricado por aqui.
Com o cancelamento do contrato, foi paga uma multa, e as plataformas foram sendo feitas no Rio de Janeiro. Em 2005 e 2006, a Petrobrás teve uma queda na sua produção pela primeira vez em 30 anos, e que foi devida ao atraso da entrega das plataformas P51 & P52. Agora em 2008, a primeira plataforma brasileira foi entregue com mais de três anos de atraso e a P52 quem sabe quando entrará em serviço. O que foi que o Lula conseguiu para o Brasil neste rampante de industrializar novamente a indústria naval brasileira?
1. Pagou multa de rescisão de contrato.
2. Trouxe para o Brasil a mesma empresa que faria as plataformas.
3. Atrasou terrivelmente as entregas e a Petrobrás perdeu produção.
4. Empregou mão de obra desqualificada brasileira.
5. Teve que importar equipamentos de comando não existentes no Brasil.
6. Ainda não se sabe quando se entregará a segunda plataforma.
Algumas coisas neste mundo globalizado são melhores feitas e compradas nos lugares onde já estão sendo construídas. O que o Lula fez com as plataformas foi o mesmo que montar uma fábrica de tijolos, uma de cimento, uma madeireira, para construir uma casa, apenas pelo orgulho de dizer que tudo foi feito por ele.
Mas o efeito 51 que foi o título deste post, não estava se referindo à plataforma, mas o que foi dito durante esta tardia inauguração. O efeito etílico 51 na cabeça do apedeuta, se manifestou em sua fala e nas asneiras e abobrinhas que se fizeram presentes naquele dia.
Ele aboliu a palavra “PACOTE” do dicionário lulista para em vez de pacote dizer “MEDIDAS CABÌVEIS”, que são um conjunto de medidas que formaria o “PACOTE” que ele tanto despreza. Depois, quis dar uma lição de moral nos investidores americanos e europeus, dizendo que eles são agiotas internacionais? O Brasil cobra a maior taxa de juros do mundo e os pobres contribuintes estão pagando a maior taxa tarifária do mundo e os americanos e europeus são os agiotas. Ah Bom.
Para ele, no Brasil não tem crise, isto é para os especuladores americanos.
De acordo com o apedeuta, o Brasil vai enviar o MMM (Ministro Mantega Mentira) e o Meireles com as sugestões de como se deve fazer para se contornar a crise sem que o Brasil sofra as conseqüências.
Foi realmente um show de asneiras que somente poderia ser a conseqüência etílica 51.
O cinismo do MMM é impressionante. Primeiro o Brasil estava vacinado contra a crise porque o governo em sua austeridade havia construído uma RESERVA GIGANTESCA DE DÓLARES!!!!!
Tem realmente uma reserva aplicada em títulos do tesouro americano, do tamanho da dívida externa brasileira. Se formos usar esta reserva para garantir solvência e credito nos bancos brasileiros, a dívida fica descoberta e o crédito vai embora. Depois, os títulos do tesouro americano são relativamente seguros, mas se a economia dos Estados Unidos for para o brejo, as garantias destes títulos ficam comprometidas, e seu valor pode cair ficando o Brasil com um problema de liquidez.
Depois, a crise euro/americana se aprofundou e sim o Brasil poderia ser mais uma das vítimas desta crise. Este Mantega deve pensar que somos todos idiotas para acreditar que em uma economia totalmente globalizada, esta crise iria passar por cima e deixar o Brasil de fora.
Em tom com o governo, as centrais sindicais escolheram para fazer greve bancária, sem nenhuma reivindicação importante apenas para dificultar uma corrida aos bancos. Estão retornando favores como o que o? Lula ? produziu ilegalmente quando vetou a lei aprovada no congresso para que os fundos sindicais fossem fiscalizados pelo TCU. Arrecadação obrigatória é imposto e imposto tem que ser fiscalizado pelo TCU.
Isto deve ter sido uma das idéias distorcidas do rei do tártaro Marco Aurélio top/top Garcia. Isto bate com as idéias dele. Ou do também destorcido, mas um pouco mais inteligente Mangabeira Unger.
Mais recentes declarações do Ministro Mentiroso são de que sim tem uma série de medidas preventivas sendo tomadas para inibir o pânico e para facilitar os créditos que estavam e estão travados pela crise atual. Um conjunto de medidas, mas que definitivamente não pode ser chamada de “PACOTE” porque o Lula não admite a existência de pacote na sua administração ????.
E os mentirosos esqueceram que a bem pouco tempo não havia crise de acordo e em uníssono com as mentiras do Planalto encabeçadas pelo mentiroso maior do Brasil e o maior cara de pau do mundo.
Ouvi dizer (piada) que a maior verba para pesquisa no país é na EMBRAPA, visando a exterminação dos cupins, porque se eles chegarem perto do Lula não sobra nada.
A crise
Tenho pensado sobre esta crise ha bastante tempo antes de escrever algo a respeito
Estou falando da crise econômica dos Estados Unidos e do mundo em geral.
Depois de muito pensar, entrei na página do FDIC, para ver se havia algo que mudou desde que eu tinha mais contato com o sistema bancário americano. 1990. Mudou para melhor, em minha época este órgão “Federal Deposit Insurance Corporation”, assegurava ao cliente do banco afiliado em 20 mil dólares caso o banco falisse. Hoje este seguro subiu para US$100.000,00.
A página deles está interessante. Está em inglês, mas vale a pena para quem tiver alguma noção do idioma.
Sabendo disto, e conhecendo bem o governo americano, sou de opinião que não deveriam ter votado esta ajuda aos barões que por pura ganância levaram os bancos ao ponto de sufocar os depósitos dos cidadãos que neles confiavam.
O FDIC garante os depósitos ate 100mil dos pequenos clientes e os demais e que deveriam se lixar. Eles estavam arriscando em especulações para ganho pessoal o dinheiro de seus clientes e se faliram por causa desta prática não somente deveriam ficar falidos e perder os bancos para o FDIC como deveriam ser julgados como contraventores federais e ido para a cana como qualquer outro contraventor.
Se o pequeno cliente optou por um banco não segurado pelo FDIC então foi coisa dele e que se encarregue de fazer o que for necessário para rever o seu dinheiro.
O FDIC tem 75 anos de existência e protege os depósitos do pequeno depositante em até 100 mil dólares. A PARTICIPAÇÃO OU NÃO DO BANCO AO SISTEMA É VOLUNTÁRIA.
O PROER brasileiro que foi tão criticado no governo FHC, foi uma coisa parecida, mas temporária e emergencial com data para terminar. Foi estabelecido pelas dificuldades dos bancos de lidarem com o choque da mudança repentina de uma economia inflacionária para uma economia estável. Foi feito com o propósito de proteger o pequeno depositante e não os barões como foi apregoado na época pela oposição. Os donos dos bancos foram e estão sendo processados até hoje pela justiça mais lenta do mundo.
E por incrível que possa parecer, o saldo final do PROER foi positivo em seis bilhões de reais. Os ativos adquiridos dos bancos falidos tiveram uma valorização razoável e o PROER deu lucro.
Deveria estar funcionando até hoje.
Voltando à crise atual, eu sempre pensei e penso que o papel do governo em um regime capitalista seria apenas de regulamentação e de proteção aos pequenos clientes do banco.
Os bancos de investimento, que devido à dinâmica da economia e da morosidade de mudanças no sistema tentaram ganhar mais burlando o moroso sistema de regulamentação, deveriam ser deixados à sua sorte e depois que o FDIC pagasse aos pequenos, eles deveriam ser julgados e processados.
Esta ajuda por parte dos contribuintes americanos que não participaram da festa dos bancos é totalmente imprópria e vergonhosa e incrivelmente política.
A lei do cão deveria prevalecer sempre – “Gozou tem que pagar”
O sistema capitalista, com pouca intervenção por parte do governo tinha a característica de se auto-regular, mas com esta intervenção maciça e idiota, esta auto-regulação fica desmerecida e deturpa os méritos do sistema como um todo.
A meu ver esta intervenção, é uma mudança drástica no sistema capitalista que de agora em diante passa a ser não um sistema democrático, mas um sistema estatal, com muito pouca ingerência por parte dos cidadãos e contribuintes.
De agora em diante a democracia americana que já ia a declínio depois do “11 de setembro”, tomou uma quinada para pior em direção a um sistema ditatorial feudal.
É realmente uma pena,
POIS O POVO AMERICANO NÃO MERECE ISTO.
Certamente, talvez…..
“Certamente, talvez seja uma das maiores crises que o mundo já viveu”.(Lula da Silva)
Que tremenda falta faz uma escolinha básica ao seu presidente.
Sem uma boa escola básica, que o presidente menospreza e despreza as 300.000 vagas universitárias que ele está apregoando vão ser preenchidas por pessoas como ele e o que sair destas vagas universitárias estarão envergonhando o mundo com suas asneiras.
Exatamente como ele.
E as obras do PAC (Programa de Aceleração da Corrupção)?
Desde que foi implementado, não pararam de sair notícias sobre as irregularidades nas obras do PAC.
Para início de conversa, o tal PAC, nada mais é do que as obrigatoriedades orçamentárias do governo sob um novo nome de mercado. 70% destes investimentos serão feitos pela Petrobrás, que já constavam de seus planos orçamentários de longo prazo. Os restantes 30%, são as obras que deveriam ter sido feitas no primeiro mandato, que foram esquecidas em favor do aparelhamento da máquina e o inchaço no governo.
Depois que a infra-estrutura desabou, o governo resolve fazer a toque de caixa o que deveria ter feito e que não foi feito e chama isto de PAC.
O resultado é o que se esperava, sem controle e com metas impossíveis de serem cumpridas, os recibos e notas são esquecidos em favor da urgência, o superfaturamento vira uma constante, e o contribuinte se encarrega de cobrir este enriquecimento ilícito.
Este enriquecimento não é privilégio das obras do PAC, o Flavio Luiz da Silva, não está executando nenhuma obra do PAC e se enriqueceu repentinamente, e provavelmente ilicitamente.
Na inútil e perigosa OBRA DA TRRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO, o encarregado da obra, Agatunado Gedel Vieira Lima, gastou os primeiros 90 milhões com poucas ou nenhuma nota fiscal ou empenho regularizado e a obra foi embargada pelo TCU.
Vocês estão lembrado da famosa operação de emergência “Tapa Buracos” pouco antes das eleições de 2006 ?
Pois é 90% destas obras estão em dívida com o TCU, por falta de justificativa dos gastos.
O seu presidente (meu eu garanto que não é) como recompensa por este escalavro, por suas famosas abobrinhas ganha em uma pesquisa (questionável) 80% de
aprovação do seu governo.
É mole?
Para não ficar como apenas fofoca reproduzo uma recente reportagem sobre as obras deste governo, e apenas a mais recente de várias que geralmente aparecem nas notícias.
Com estas freqüentes notícias e esta aprovação de 80%, fica evidente que 80% dos eleitores usam o jornal apenas para limpar o rabo
Leiam a reportagem:
TCU pede a paralisação de 48 obras da União
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Atualizada às 16h26
O TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou nesta terça-feira a paralisação de 48 obras federais, sendo 13 do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A recomendação foi feita ao Congresso Nacional, que é quem decidirá pela paralisação ou não das obras.
Entre as obras do PAC está a construção do terceiro terminal de passageiros em Guarulhos (SP). O tribunal encontrou sobrepreço no projeto básico, além de restrições à competição no edital e outras irregularidades no documento. O tribunal pediu também a paralisação da reforma do aeroporto Santos Dumont (RJ), que, de acordo com o tribunal, apresentou alterações indevidas no projeto.
O tribunal pediu ainda a retenção do pagamento de 12 obras. O órgão encontrou ainda 78 obras com irregularidades, mas não recomendou a paralisação. Das 153 obras fiscalizadas, apenas 15 não tinham ressalvas.
A previsão é que as recomendações do tribunal tragam uma economia de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. O total de obras fiscalizadas soma R$ 26 bilhões.
No ano passado, o tribunal determinou a paralisação de 77 obras, entre as quais a transposição do rio São Francisco
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