Brasil um país de todos!!!!!!
De acordo com as propagandas milionárias do governo federal, o Brasil é um país de todos.
Será?
O Daniel Dantas quebrou todos os recordes de velocidade na emissão de um HC não por uma comissão do Supremo, mas por um juiz que sem verificar qualquer possibilidade de periculosidade estando solto ( um criminoso com tremendo poder econômico que podia como pode prejudicar o andamento das investigações de seus crimes) deu não um HC mas dois seguidos e ainda disse que o juiz dando ordem de prisão estaria descumprindo uma ordem do supremo.
Para nós mortais comuns, o supremo deve ser uma espécie de Deus onipotente, que de acordo com o poder do capital fala mais alto em circunstâncias estranhas e específicas.
E veja esta reportagem de hoje sobre a justiça para todos no Brasil:
Homem acusado de roubar R$ 20 é condenado a 5 anos de prisão
A família e a defesa de Cleiton Aparecido alegam a inocência dele.
Assalto teria sido cometido por amigos da vítima, no ABC, em 2007.
Carolina Iskandarian Do G1, em São Paulo
Podem ler a reportagem completa aqui:
E no Brasil de todos, ainda temos o MMM (Ministro Mantega Mentira) dizendo que o Brasil está blindado pelas ações pragmáticas do governo Lula está incólume contra os problemas da crise mundial.
E o Lula ordenou muito seriamente que o Bush conserte o seu
problema porque o Brasil não tirou dinheiro emprestado para comprar casas nos Estados Unidos.
Como faz falta um pouco de educação primária.
Vejam também esta coluna do Sardenberg sobre a crise:
Crise afeta o Brasil, e muito
Carlos Alberto Sardenberg
Eis como a crise mundial chega ao Brasil, em primeiro lugar. Aliás, já chegou: pela falta e/ou encarecimento de capitais e financiamentos para novos investimentos.
Um exemplo que interessa diretamente: as empresas brasileiras que já ganharam licitações da Petrobrás para a construção de navios e sondas de exploração de petróleo estão, neste momento, negociando financiamentos de bancos internacionais.
Segundo reportagem do jornal “Valor Econômico” de hoje, bancos estrangeiros suspenderam, provisoriamente, por enquanto, operações para financiar R$ 12 bilhões – operações que já estavam em andamento.
Isso porque, no mercado internacional, a taxa de juros pela qual os bancos captam dinheiro subiu fortemente, pela simples razão de que há menos dinheiro disponível.
Eis um exemplo da alta dos juros. A companhia brasileira Braskem fechou recentemente um financiamento internacional, pagando taxa de juros de 1,75% ao ano acima da Libor, taxa de juros que os bancos cobram entre si no mercado de Londres. É a taxa de referência. Pois bem, no empréstimo que fez à seguradora AIG, o Fed, banco central dos EUA, cobrou Libor mais 8,5% ao ano.
Outro exemplo: o risco Brasil, que havia caído para 190 pontos, subiu para perto dos 350 pontos – isso significa que as empresas brasileiras, ao tomarem empréstimos externos, pagam agora a taxa de juros dos títulos americanos, mais 3,5% ao ano, contra 1,9% antes da crise.
Para um país que necessita de capitais para novos investimentos – e que não os tem no país – a crise financeira internacional afeta , e muito.
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