Situação atual.
Situação atual.
A situação econômica do Brasil atual é muito séria.
Os indícios inflacionários herdados do governo FHC se deviam claramente ao medo empresarial que o governo Lula inspirava ao ser eleito, pois suas idéias econômicas eram desconhecidas, mas os radicais do partido pregavam uma economia de estado, re-estatização de empresas públicas, entre outras coisas. Quando estes medos não se realizaram e o novo governo seguiu basicamente a política herdada do governo anterior, os empresários se acalmaram, investiram na economia e a inflação que dava sinais de vida foi enterrada temporariamente. O mundo todo estava em franca ascensão e o Brasil foi de carona, as importações aumentaram, a balança comercial ficou superavitária trazendo muitos dólares ao país. Com a chegada de dólares, o valor da moeda americana caiu, prejudicando as exportações, e para valorizar a moeda incentivando os exportadores, o governo começou a comprar dólares. Foram tantas as compras, que as reservas externas brasileiras superaram os empréstimos junto ao FMI pela primeira vez na história, e isto melhora a credibilidade e o Brasil passa a ser economia de mercado.
Tudo azul, e o governo foi um sucesso econômico. Não longe disto, para comprar os dólares que criavam a melhor reserva da história, o governo se endividou internamente pagando um serviço desta dívida na ordem de 14% em média anual. Foi a maior dívida interna da história com a maior percentagem do PIB para pagar juros na história do país. 48% de toda a arrecadação vai ao encontro do serviço da dívida. Mas isto tende a acabar, pois a arrecadação está em alta e pode pagar esta dívida também. Erro, a arrecadação realmente está em alta, mas os gastos do governo também nunca foram tão altos. Este governo criou 29 novas estatais, contratou mais de 300.000 funcionários de confiança, liberou empréstimo a fundo perdido para países com crédito duvidoso, emprestou energia elétrica para a Argentina a preços inferiores ao preço de geração, (paga para gerar uma média de 275 reais o megawatt e cobra da Argentina apenas 70 reais) e gastou apenas com combustível das usinas termo-elétricas para evitar um apagão este ano, 1,3 bilhões de reais.
Agora este mês, o governo disse que iria cortar gastos e com a arrecadação em alta isto seria suficiente para segurar a inflação. Mas o governo não parou de gastar em coisas duvidosas, apenas vai gastar menos. A arrecadação aumenta 13% comparado ao ano passado e o governo propõe um corte de 4% no orçamento deste ano. O superávit primário, que é dinheiro para pagar juros vai passar de 3,8% para 4,5% do PIB. A arrecadação este ano vai beirar 01 trilhão de reais, que será bem perto de 40% do PIB (pela nova maneira de avaliar o PIB pelo IBGE aparelhado).
E porque existiria um problema com a inflação?
O governo Lula, não soube aproveitar um bom momento da economia mundial, e em vez de fazer as melhorias infra-estruturares tão necessárias ao país, gastou em tentativas assistencialistas e programas eleitoreiros visando uma fácil reeleição. Investiu em programas superfaturados e diretamente ilegais para satisfazer políticos aliados, investiu em viagens e empréstimos a países africanos buscando um apoio para conseguir uma cadeira permanente na ONU para o Brasil. Gastamos muito dinheiro, mas não conseguimos o apoio e esta parte da meta Lula está fora de cogitação. Não há cadeira permanente na ONU.
Sem infra-estrutura, o custo Brasil fica muito alto. Com a inflação internacional nos preços de alimentos, o Brasil acompanha. Com os juros um pouco mais baixos, (ainda o maior do mundo) o Brasil incentivou o crédito e com a renda familiar aumentada com os programas assistencialistas, o governo está incentivando o consumo, com o dinheiro da classe média.
Nunca se vendeu tanto a crédito como agora e com este consumo aumentando, as mercadorias e os alimentos estão em falta e os preços estão em alta causando uma inflação, que engole os ganhos reais que a classe mais pobre amealhou nos últimos anos de governo.
Com a inflação em alta, a tendência de inadimplência é alta e se generalizada será uma explosão como a crise imobiliária americana.
Para conter a inflação, existe a possibilidade de se subir os juros ficando mais caro para a indústria adquirir nova matéria-prima, e sem poder aumentar os juros em contratos de seis e sete anos, será uma tremenda crise industrial. Poderia o governo cortar drasticamente os gastos, vender as estatais adquiridas e com o dinheiro que sobrar amortizar parte da dívida interna, e gastar com infra-estrutura. Isto será um pouco para médio ou longo prazo e deveria ter sido pensado seis a sete anos no passado, mas não foi. Agora em ano eleitoral seria cortar os programas eleitoreiros dos partidos aliados, e o governo não vai fazer isto.
Com todo o mundo em uma crise, e sem ter fundos sobrando para servir de amortecedor, o governo não pode subir tarifas, pois a classe média não consegue mais absorver estes impostos, e a situação fica meio sem solução. Esta inflação está aqui para ficar e crescer.
Pobre Brasil!!!!!!!
O fim do IPEA.
De Élio Gaspari, hoje, da Folha de São Paulo:
29 de junho de 2008.
O comissariado petista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, está destruindo uma instituição sacrossanta surgida em 1964 e respeitada até mesmo pelas bruxas da ditadura. Fazem isso com a grosseria dos bolcheviques e os instintos manipuladores dos economistas de Néstor Kirchner. O último golpe da moçada foi a alteração da periodicidade da divulgação de projeções pela Carta de Conjuntura, uma publicação trimestral do instituto, criada em 1986.Mais: embargaram a divulgação de projeções macroeconômicas que já haviam sido mandadas para a próxima publicação. Pior: mantiveram um cenário de previsão do aumento do consumo entre 3,3% e 5%, quando cálculos já fechados indicam que a expansão poderá ficar entre 6% e 8%. Esse texto foi reescrito por pessoas que se julgam detentoras da visão genial do problema. Isso tudo acontece sob o guarda-chuva do ministro Mangabeira Unger, que até bem pouco tempo trabalhava em Harvard, e do professor Márcio Pochmann, vindo da Unicamp.Segundo o companheiro Miguel Bruno, que dirige a Carta, “o Ipea não quer alimentar especulações do mercado”. Falso, o negócio é não provocar expectativas ruins na sociedade. Felizmente Bruno nunca operou no mercado, pois teria quebrado se esperasse dados do Ipea para fechar seus negócios. A turma do papelório dos bancos lida com projeções diárias muito mais refinadas. Além disso, o Banco Central produz e divulga análises de boa qualidade. O que o comissariado quer é brincar de felicidade.Desse jeito, acabarão querendo orientar as pesquisas do IBGE. O mercado, ao contrário da roubalheira e do aparelhamento do Estado, é uma coisa essencialmente boa. Os países que seguiram sua dinâmica prosperaram. Os que tiveram idéia melhor, arruinaram-se.Bruno foi além e disse que, “antes, o Ipea atuava em dobradinha com o mercado financeiro”. O comissário precisa definir “antes”, “Ipea” , “atuava” e “dobradinha”. Até lá, fica no ar a desprimorosa suspeita de que o instituto esteve dominado por uma cáfila de especuladores.Havendo “antes”, há de haver “quem”. Está acontecendo no Ipea algo mais grave e primitivo do que o velho e bom disfarce das notícias ruins. Estão encostados ex-diretores recentes e pesquisadores de renome internacional, como Ricardo Paes de Barros. Foi ele quem fez as contas que puseram de pé o Bolsa Família.PB, como é conhecido, continua no Ipea por amor à camisa da Seleção, pois teve vários convites para saltar. Um deles, da Universidade de Yale. Num astucioso episódio, o economista Fábio Giambiagi foi defenestrado e devolvido ao BNDES. O Grupo de Conjuntura, onde se discutem tendências da economia, foi expurgado. Isso no campo do patrulhamento intelectual.Há também patrulhas funcionais. Já ocorreu caso de transferência, pelo telefone, de um economista que tinha mais de 20 anos de experiência num setor. O diretor de estudos macroeconômicos, doutor João Sicsu, jamais pôs os pés num seminário (exceção para uma homenagem a Maria da Conceição Tavares). Ele pode estar certo ao não usar o sistema de mensagens eletrônicas do instituto, mas isso não ajuda o bom andamento dos trabalhos.Com 300 economistas, o Ipea tornou-se uma instituição desorganizada, convertida em orquestra e platéia do egocentrismo de seu presidente que, do pódio, oferece refogados de pesquisas velhas com farofas novas, ao gosto do Planalto. Falta aos comissários a generosidade profissional de chefes recentes, como Roberto Martins, que contribuiu para o reconhecimento de Paes de Barros. Caso o doutor Pochmann queira seguir um exemplo, pode prestar atenção na conduta do presidente do IBGE, Eduardo Nunes.Se as práticas do comissariado petista estivessem em vigor ao tempo da ditadura, teriam sido afogadas as carreiras de economistas como Pedro Malan, Edmar Bacha, Regis Bonelli e Claudio Moura Castro. Foi graças a eles que os futuros petistas aprenderam (se é que aprenderam) de onde viria a crise da economia do Milagre Brasileiro.
Comentário final:
Alei de “Tolerância Zero” está em vigor
Se beber não dirija nada. Nem carros, Nem caminhões, nem motos, nem aviões, e muito menos o país.
2 Comentários »
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achei muito interessante o texto sobre o crescimento atual, até estou fazendo um a pesquisa…
Ótimo post