blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Comentário Surpresa.

Comentário Surpresa.

A maior prazer que encontro em escrever artigos para o blog, são os comentários, dos leitores.

Qualquer comentário pro ou contra, tem um enorme valor para mim.

Eu não tenho o costume de pescar, mas posso imaginar uma pessoa com uma vara e uma isca no anzol, esperando pegar alguma coisa. O pescador evidentemente sempre sonha com um bom resultado na forma de um peixe de bom tamanho e boa qualidade. E a surpresa do resultado deve ser a razão pela qual tantas pessoas têm esta verdadeira fascinação pela pescaria. Nunca se sabe qual será o resultado.

Também existem pessoas que vão pescar para ter uma razão para beber cachaça, e não se importam nada com os peixes, o negócio é beber. Peixes eles podem comprar no mercado depois. Não sei bem porque mas tenho uma idéia que este tipo de pescaria poderia ser o tipo que o Lula gostaria.

Mas o assunto hoje, é que pesquei com um de meus artigos um bom peixe.

Foi com grata surpresa que encontrei nos comentários de um dos meus artigos (http://robertoleite.assisfonseca.com.br/?p=308)

O comentário de Haroldo Pereira Barbosa.

Quem é Haroldo?

Na internet, encontrei seu auto-perfil que copiei:

BIOGRAFIA

Haroldo Pereira Barboza

Carioca – Nascido em 1945 – Vila Isabel/Andaraí-RJ – Esposa : Irene (* anos) – Filho : Marcelo (27).

* de mulher não se diz a idade para não levar com o rolo de pastel na cuca.

Formado : Matemática (estudei no Pedro II) – Analista de Computador aposentado.

Desde 1997 comecei a participar de concursos literários (19 prêmios já obtidos).

Participei de 8 antologias (tenho 565 trabalhos no micro e registrados na FBN).

Time : Fluminense (nasci no mesmo dia de sua fundação – 21/07)

Música : Beatles, Dicró, Gabriel Pensador, Beth Carvalho, Chico Buarque e Ray Coniff.

Literatura : Veríssimo, Carlos E. Novaes, Ziraldo, Jô e Isaac Asimov.

Comida: strognoff, língua, abacate, manga e goiaba.

Bebida: sucos diversos sem álcool (menos abacaxi e maracujá).

Filmes: ficção científica, policiais e suspense.

Além de contos e poemas, gosto de escrever sobre política, esporte, temas infantis e sobre qualidade de vida. Várias matérias já publicadas em jornais da empresa, de clubes e de bairros (além de sítios da rede).

Assinante de Superinteressante, JB, O Farol, Alternativa, Ecos da Taba, DCL e Tribuna da Imprensa (35 artigos publicados).

Membro da UBQ e da SUIPA. Sócio dos clubes Fazenda Clube Marapendi e Tijuca Tênis Clube.

Jogo futebol, sinuca, bocha, ping-pong, xadrez e canastra (nesta preferência).

Nas horas vagas, dou aulas de Matemática para jovens (9 a 12 anos) que precisam tirar nota acima de 7 na prova dentro de 25 dias. Palestras grátis sobre qualidade de vida somente durante as festas sociais (grupos de 4 a 8 curiosos).

Autor do livro: Brinque e cresça feliz – minha contribuição contra uma das causas que estão tornando nossa hipócrita sociedade violenta além dos limites toleráveis.

Nunca tive certeza se minhas faculdades mentais são equilibradas. O certo é que jamais visitei a colônia Juliano Moreira com receio de ficar retido por lá … para sempre. Se me convidarem para alguma solenidade, deixem-me longe do microfone, pois sou capaz de tomá-lo e não largá-lo mais, contando piadas diversas. Creio que poderia ser um bom animador de auditório. Isto não significa que “dou” para radialista.

E o seu comentário foi o seguinte:

Só faltam 492.

Cavalos de raça são oriundos do acasalamento de animais de alta linhagem. Assim como o cruzamento de Dobermans produz filhotes com enormes chances de obterem prêmios em exposições caninas. Fato que não ocorrerá com filhotes gerados pelo encontro de uma Doberman com um vira-latas. Ou por dois vira-latas!

O mesmo se dá na espécie humana. Gerações produzidas por uma seqüência de acasalamentos entre seres possuidores de boas qualidades humanas vão refinando os elementos que contribuem para um longo aprimoramento da sociedade que os abriga.

Infelizmente nossa terra foi descoberta e usada apenas com o objetivo de servir de celeiro de recursos para a Europa e não como ponto de lazer ou futura moradia de seus descendentes. Por isto não se preocuparam em aprimorar o ambiente em pauta. Para realizar o sujo e estafante trabalho de extração das riquezas era preciso usar a mão de obra de pessoas sem um mínimo de preparo. O importante era serem fortes e receberem baixas gratificações (ou nada, sendo escravos).

E foi desta base heterogênea que nosso povo se formou. Jamais tivemos oportunidade de criar identidade própria, pois em curtos ciclos sofremos influência negativa de novos estrangeiros que aqui aportavam na busca de falsas promessas de seus algozes. Nossos antepassados não tiveram nenhuma oportunidade para lutarem por uma causa que unisse a nação e trouxesse orgulho aos seus herdeiros.

E o resultado desta miscigenação hoje se externa pelo comportamento de nossa sociedade sem nenhum vínculo positivo com alguma cultura vencedora do passado. É por causa desta nossa caminhada sem rumo onde a maioria pensa no individualismo sem perceber a deterioração do coletivo que a prejudicará mais à frente. Por isto seremos conhecidos por “colônia” até completarmos 1000 anos de idade. Só faltam 492!

Formamos legiões volumosas de adoradores de Big Bobo Brasil (pagamos tarifas para vermos calcinhas, cuecas e esfregadelas) e apreciadores de sons (que chamam de música) que fazem apologia de barbaridades comportamentais. Milhões de resignados que suportam ficar noites em filas em busca de escolas para filhos, que se contaminam em portas de hospitais degradados e tendo dezenas de direitos desrespeitados por feitores que possuem bom trânsito nos corredores da “justiça”(?). Nossos jovens não sabem 25% do Hino Nacional. A melodia que acompanha a maior parte deles (os que ainda não estão surdos) é o zumbido provocado pelas drogas comercializadas livremente. Nos resignamos com salários congelados enquanto banqueiros, operadoras de telefonia, empreiteiras e laboratórios lucram 70 vezes acima da inflação “oficial”.

Aceitamos que 50 ou 100 chefes da marginalidade dominem centros urbanos com mais de 6 milhões de habitantes e permitimos com naturalidade que dirigentes corruptos permaneçam em seus cargos e sejam reeleitos fazendo rodízios em todas as esferas. Idolatramos canalhas que desviam verbas que seriam destinadas em nosso benefício. Convivemos harmoniosamente com mosquitos dengosos e amarelados que ceifam vidas.

Nosso futuro próximo tende a ser pior, pois multidões de desesperançados são aprovadas nas escolas (até com nota zero) sem uma base mínima que lhes ofereça uma compreensão adequada em busca de uma qualidade razoável de vida em troca dos impostos desumanos que precisam pagar. Os poucos iluminados que superam estas adversidades e se projetam em suas atividades específicas, são atraídos para o estrangeiro onde podem desenvolver o potencial que carregam e são devidamente remunerados. No máximo permanecem aqui a serviço de alguma corporação multinacional.

O restante que não foi acostumado a raciocinar (apenas seguem a bula que a mídia coloca nas manchetes), atua como mera boiada para legitimar a farsa que dirigentes públicos encenam prometendo milagres para melhorar a vida de seus “eleitores”. Ficamos exultantes quando nossos herdeiros conseguem um diploma e montam uma barraca de camelô para vender produtos piratas.

Existem duas remotas chances para revertermos tal penúria:
1 – esgotamento completo das minas que farão com que nossos algozes nos abandonem na miséria total e então seremos obrigados a nos unir para levantar nossa pátria.
2 – Uma catástrofe natural (ou mesmo provocada pela ganância) que destrua toda a estrutura podre que nos envolve e nos permita enxergar um destino (ainda que distante) que ofereça esperanças.

Até lá continuaremos escorregando docilmente para o subterrâneo do poço, tendo em vista que o fundo deste já desabou há muito tempo e a luz da lanterna apagou-se por desvio de verbas reservadas para as pilhas.

A locomotiva dos condenados segue tranqüila para a estação zero da degradação humana. Quem desejar saltar antes, terá de pular pela janela e arriscar-se a pisar na lama podre encoberta pelos tapetes administrativos.

Boa viagem para todos nós.

Referendo de sucesso será o que permitir expurgo no Congresso.

Haroldo P. Barboza – Matemática e Recreação pedagógica.
Autor do livro: BRINQUE E CRESÇA FELIZ!

27 Abr 2008 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ARTIGOS | | 1 Comentário