A revolução ética.
O povo tem que acordar.
Eu não morava no Brasil na época do Fernando Collor. Acompanhei os fatos da época nas revistas que eu conseguia ler nos consulados do Brasil. Acompanhei com surpresa, de que os brasileiros resolveram sair do ostracismo e demandar um pouco de ética nas políticas publicas. Os brasileiros foram às ruas e pintaram as caras e forçaram o congresso a fazer as coisas como era a vontade popular.
É bem verdade de que naquela época existia uma militância de esquerda, comandada pelo PT que era o partido mais popular. Esta militância está hoje com a alma partida, também depois de todos os esforços do passado, a mesma militância viu o seu partido, o PT cometer as mesmas vigarices ou muito pior do que as cometidas pelo governo Collor.
Não estou querendo dizer que os erros do presente possam ser comparados com os erros do passado como justificativa ou vice versa, os erros do passado possam justificar os erros do presente, mas se naquela época as malandragens do Collor indignaram a população, estas pilantragens do governo Lula, estas mentiradas empurradas goela abaixo da população, deveriam ser suficientes para um grito de
“BASTA CAMBADA DE LADRÕES”.
Os cinqüenta e oito milhões de votos não deram o Lula o direito de fazer o que quiser. Existe, além da constituição e as leis do código civil e criminal, uma ética moral com o povo que o elegeu como, por exemplo, cumprir as promessas de campanha. Uma delas, e que gerou milhares de votos foi a de diminuir a carga tributária.
Ele além de não fazer nem a tentativa de diminuir, aumentou descaradamente os impostos .
Os mais fanáticos dos eleitores do Lula continuam a querer justificar estas pilantragens, estas mentiras, estes gastos abusivos esta falta de iniciativa, este abandono da infra-estrutura, este descaso com a saúde pública e com a educação básica, usando o fato de ele ter sido eleito democraticamente e estar com uma aprovação acima de 60% da população.
Sadan Hussein foi eleito democraticamente e tinha uma aprovação de 99,5%.
Para não ser totalmente radical, temos no Brasil o Getúlio Vargas. Foi eleito democraticamente e tinha antes de se tornar ditador uma aprovação de mais de 70% da população votante.
Eu não consigo encontrar dentro do meu circulo de relações nem uma só pessoa que tenha respondido ao questionário de uma destas pesquisas de opinião. E não adianta dizer que estas pesquisas são éticas, porque não o são. Por dinheiro eles fazem as pesquisas onde o cliente quiser. Eu me recordo da eleição do segundo mandato do FHC, quando as pesquisas indicavam uma eleição sem segundo turno com a vitória de FHC e quando o Lula em um de seus discursos inflamados chamou a pesquisa de “Pesquisa Chapa Branca” e de “Pesquisa Fajuta”.
O Lula poderia até ter razão na época, mas agora, com o teto de vidro a coisa muda, a pesquisa é uma coisa séria.
Os inconformados eleitores do Lula ficam com vergonha das abobrinhas que o imbecil irradia todos os dias e promove a mídia a chamá-lo de ignorante e apedeuta, e os chargistas com insinuações de burro e imbecil, e dizem para se consolarem de que o imbecil ganhou democraticamente (com o voto obrigatório) do PHD Geraldo.
Mas não foi uma competição de sabedoria nem de preparo, foi uma competição de popularidade.
Eu, constantemente comparo o espetáculo da política brasileira com o BBB da Rede Globo.
Apenas neste ultimo episódio, um imbecil, e uma modelo sem nenhum preparo formal, sem saber conversar, não somente conseguiram uma votação maior do que a do Lula em um tempo de campanha muito menor. No processo e caminho da vitória, deixaram para trás, várias pessoas com muito mais preparo inclusive um médico formado. E no mesmo final a modelo apesar de despreparada tinha muito mais preparo do que o imbecil, e perdeu para ele. Assim é o Brasil.
O governo Lula botou a mão já sabe…..
Agora, eu não me conformo com a apatia destes eleitores do Lula, perante a demonstração de falta de caráter, lisura, atitude, hombridade, deste presidente.
Será que o fato deles terem acreditado que votando no Lula estariam melhorando o Brasil, e insistido no voto mesmo diante dos fatos do mensalão e das mentiras do dossiê, justifique esta insistência em defender um governo sem defesa?
Esta atitude seria como especular na bolsa, e com pouca sorte e ou conhecimento e preparo ver seus investimentos caírem, e insistirem em vender as ações pelo preço que pagaram dizendo que pagaram com bom dinheiro então elas valem.
O maior valor das ações Lula era a ética na política e a administração honesta, com reforma política e tributária.
Estes valores não apareceram e era uma mentira. E agora? Quanto vale estas ações sem as tangentes que lhe deram os valores iniciais?
Voltando à bolsa de valores, uma empresa de tecnologia anuncia que acabou de descobrir um carro que anda sem combustível e que o governo acreditou e vai comprar a idéia.
As suas ações sobem instantaneamente, e a empresa fica bem no pedaço.
Um ano depois se descobre de que era tudo uma farsa e que foi planejado para lesar o investidor.
O que acontece?
O preço das ações despenca, e os agentes reguladores entram com processo para punir a empresa mentirosa.
Provavelmente os investidores lesados, arcam com o prejuízo.
Porque será que os investidores que investiram no Lula,
não arcam com os seus prejuízos e metem este FDP na cadeia?
Seria muito melhor para o Brasil e para a democracia.
E no rastro dele, metessem também na cadeia, os representantes
corruptos que andam dando apoio a este governo de merda.
E também os corruptos que fazem oposição a este governo de merda.
Este artigo abaixo foi o que ocasionou o meu comentário e encontrei em outro blog:
E foi postado por Giulio Sanmartini.
Sexta-Feira, 11 de Abril de 2008 | Versão Impressa
Estadão
Uma questão de respeito
João Mellão Neto
Há poucas semanas, eu dava conta, aqui, da lassidão moral, do sentimento generalizado de indulgência que, de uns três anos para cá, vêm tomando conta da opinião pública brasileira. Que não venham alegar que a moralidade está fora de moda em todo o mundo, ou que as pessoas, na verdade, nunca se incomodaram para valer com a existência ou não de um mínimo de ética no trato da coisa pública. Há menos de 16 anos, quando fui ministro do então presidente Fernando Collor, vivenciei de perto um desses surtos de demanda ética que, de quando em quando, acometem toda a Nação, forçando a ocorrência de mudanças profundas. Por mais que se argumentasse, com pragmatismo, que os males do governo já haviam sido todos corrigidos, ou que se procurasse demonstrar que um trauma político de tais proporções jamais seria benéfico para a sociedade, nada disso adiantava. Ninguém estava disposto a perdoar Collor. Com o tempo, fui-me conformando com a queda iminente do presidente, o que eu considerava lastimável, uma vez que todas as medidas já haviam sido tomadas para que aquele governo, dali em diante, fosse um dos melhores de toda a História republicana.
Napoleão, num de seus momentos de reflexão, reconhecera, com toda a crueza, que havia vertido muito sangue, e talvez ainda vertesse mais, “não com ódio ou revanchismo, mas, tão-somente, porque a sangria faz parte da medicina política”. Conformei-me, então, com o óbvio: era crucial, naquele momento, para a auto-estima nacional, que a sacralidade do mandato presidencial fosse violada. Aquele povo que, por tantas décadas, fora espezinhado, despojado e vilipendiado em seus mais elementares direitos necessitava agora – como prova maior de sua cidadania – consumar um processo de impeachment.
Hoje em dia, mais e mais estou convicto de que, o que quer que Collor tenha feito, o problema, em 1992, não era ele, mas sim as circunstâncias. O Brasil ansiava por confrontar supremos mandatários. E o Fernando das Alagoas era a bola da vez.
Embora polêmica, essa tese não é de difícil comprovação. Basta comparar o que acontecia naqueles dias com o que ocorre hoje. Desde os escândalos do mensalão até agora, todas as feridas, embora continuem abertas, curiosamente jamais infeccionaram. Nesse ínterim, o próprio presidente Lula ainda foi premiado com a reeleição. Por muito menos o presidente Collor foi impiedosamente apeado do poder. O tempora, o mores…
O que mudou? O que ocorreu para que, em tão pouco tempo, os brios cívicos dos brasileiros se tivessem abrandado tanto? Há duas explicações, que se complementam.
A primeira é a de que Lula descobriu, meio sem querer, que custa muito barato comprar a consciência das camadas mais destituídas da população – R$ 70 por mês é o que o governo transfere para as cerca de 11 milhões de unidades familiares mais pobres do País. É discutível a eficácia de programas de transferência de renda como o Bolsa-Família na promoção econômica dos seus beneficiários. Como as contrapartidas das famílias-alvo não são fiscalizadas, tudo não passa de mero assistencialismo. Trata-se de uma “mãozinha” que o governo dá para atenuar as carências dos mais pobres. Não é tanto dinheiro assim, uma vez que tais dispêndios cabem folgadamente no Orçamento da Nação. O problema maior é que, se esmola curasse pobreza, há muito não haveria mais miseráveis no mundo. Lincoln, há um século e meio, já advertia sobre quão enganoso é acreditar que se ajudam efetivamente os cidadãos “fazendo por eles o que eles podem e devem fazer por si próprios”. As conseqüências diretas dessa política são a eterna dependência, o conformismo e o total aniquilamento do que ainda restava da ética do trabalho.
O problema é que esses R$ 70, que parecem muito pouco para uma família urbana do Sul ou do Sudeste, fazem toda a diferença quando o beneficiário habita as regiões mais pobres do Brasil. Volta e meia nos chegam notícias sobre a “falta de mão-de-obra” em certas comunidades pobres do País. Não se trata de falta de trabalhadores. A falta é de gente que queira trabalhar. Para muitos, os R$ 70 que o governo dá são mais do que suficientes para que os indivíduos deixem de procurar alguma outra forma de auferir renda. Essas pessoas formam uma clientela política extremamente fiel ao governo. Como são muitas, elas também ajudam a diluir e amortecer, na consciência geral, o impacto de eventuais transgressões morais por parte dos governantes. Tudo isso é muito conveniente ao status quo, mas a pergunta que não quer calar continua a ser a seguinte: existe, na História universal, o registro de um único povo que tenha prosperado por meio de esmolas? Não, não existe. E essa, sem dúvida, será a mais maldita das heranças legadas pela gestão Lula.
A outra explicação para a absoluta complacência moral em que vivemos advém do fato de que, em raras ocasiões, a economia internacional passou por uma fase tão próspera. O Brasil foi muito beneficiado com isso. Aos olhos de muitos se atribui tal afluência às virtudes do governo atual. Esse é outro poderoso fator que faz muitos relevarem ou mitigarem as recorrentes notícias de escândalos.
Esses fatores explicam, mas nem de longe justificam o torpor moral atual dos brasileiros. A história é uma só: todos os povos que, por um motivo ou outro, abriram mão de seus valores e convicções ou descuidaram de seus brios cívicos acabaram pagando um alto preço por isso. Quem no mundo haverá de respeitar um povo que, em troca de migalhas, deixou de se respeitar a si próprio? O tempo, como sempre, haverá de dar a resposta. Ai de ti, Brasil!
João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado
E-mail: j.mellao@uol.com.br
Fone-fax: (11) 3845 1794
Lula vai realizar uma reforma geral no Palácio da Alvorada.
Ele e a sua súcia estão de mudança para o Palácio do Buriti.
Deveria ser uma reforma geral na praça dos três poderes
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