Menos fiscalização.
Esta é a meta do governo Lula.
Seria muito bom se esta meta fosse para diminuir a burocracia, e o governo se meter menos na vida dos cidadãos honestos que pagam os custos desta praga desnecessária que é o tamanho do governo se metendo em tudo e na vida de todos.
Mas com o demonstrado pelo veto presidencial na fiscalização pelo TCU no dinheiro repassado aos sindicatos, indica que a desburocratização que ele prima é apenas nas contas em que existe interesse pessoal como nos sindicatos.
“[Quando] vieram me trazer para assinar, eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato”.
O nosso imbecil presidente perdeu uma grande chance de fazer a coisa certa.
Quando se tentou desvincular de obrigatoriedade o pagamento por parte do trabalhador da contribuição sindical, poderia ter sido um grande avanço em direção a uma democracia de fato, democracia que atualmente não existe no Brasil.
E seria a única possibilidade de autonomia sindical.
Como pode falar o idiota do presidente de autonomia vinculada a uma obrigatoriedade constitucional.
É a mesma autonomia que ele deseja com os cartões corporativos.
“O dinheiro vem do povo e eu fui eleito pelo povo para gastar com o que eu quiser!!!”
“Eu fui eleito pela maioria do povo, e agora posso fazer o que quiser com o dinheiro que eles pagam.”
Esta é a mensagem gritante que este molusco está divulgando.
Ele foi eleito com 58 milhões de votos em um universo de 120 milhões de eleitores, o que deixa de fora 62 milhões de eleitores.
Se ele quer gastar sem dar satisfação o dinheiro dos contribuintes, que seja o dinheiro dos que votaram nele e deixe os outros 62 milhões de brasileiros isentos de qualquer tributação.
Eu por exemplo estou entregando para ele gastar 80% do que eu produzo. Poderia me deixar de fora. A família agradeceria.
Ele com sua política de destilar ódio e separação dos brasileiros formando uma casta de pessoas e segregando outras (A Zelite) os paulistas e paranaenses, ele está acendendo um pavio em um paiol de munições.
A pressão sindical contra a medida criando o fim da obrigatoriedade foi tremenda, pois perderiam muito dinheiro que entra sem nenhum trabalho por parte do sindicato, mas por força da lei o que torna a maioria dos sindicatos um cabide de vantagens para os dirigentes e nenhuma contrapartida para o trabalhador que está pagando.
Agora, por lei e por definição, dinheiro pago por obrigação é imposto e imposto tem que ser fiscalizado pelo TCU, que é o órgão criado para este fim.
Então, o veto do presidente foi imoral e ilegal, e deve ser contestado na justiça.
Se a contribuição sindical fosse voluntária, seria como em uma agremiação onde os fundos que entram são pertinentes apenas para os associados desta agremiação como um clube, um condomínio e onde a fiscalização ficaria apenas por conta dos associados.
Agora cobram um imposto (imposto = imposição, obrigatoriedade) e imposto tem que ser fiscalizado pelo órgão criado para este fim e isto deveria ser a posição do presidente se este fosse ético, preparado, inteligente, e disposto a dar pelo Brasil e pela democracia, um passo à frente.
Leia um artigo sobre este assunto na Folha de São Paulo:
DEM vai ao STF contra veto de Lula à fiscalização de centrais sindicais pelo TCU
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da Folha Online
O presidente do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ), disse hoje que o seu partido vai ao STF (Supremo Tribunal Federal) nos próximos dias para questionar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao artigo do projeto de lei que regulamenta a atividade das centrais sindicais. O artigo vetado previa que o TCU (Tribunal de Contas da União) iria fiscalizar a utilização do imposto sindical repassado para as centrais sindicais.
Em nota, Maia diz que o veto de Lula contraria o que foi negociado no Congresso durante a aprovação do projeto de lei. “O Congresso estabeleceu a fiscalização do TCU”, afirma Maia. “O Congresso agiu de forma correta. Como se trata de contribuição obrigatória, imposta por lei, a cobrança de um dia de salário do trabalhador se transforma em um tributo. E todo tributo tem de ter a aplicação fiscalizada. Além do mais, até sindicalistas concordam em um ponto: o veto do presidente Lula beneficia a banda podre dos sindicatos.”
O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Marisco, criticou o veto do presidente Lula ao artigo da lei que possibilitava ao TCU fiscalizar as contas de sindicatos, confederações e federações.
Segundo o “Jornal Nacional”, Marisco chamou a decisão de retrocesso. “São milhares de sindicatos, milhares de documentos de despesa. Se isso fosse sistematizado pelos sindicatos, naturalmente ficaria muito mais fácil fiscalizar”, afirmou o procurador do TCU.
O veto também foi criticado por especialistas. Para o professor Pedro Serrano, da PUC-SP, “deve ser papel do TCU fiscalizar a aplicação de qualquer verba pública, em especial em entidades que são privadas, mas têm caráter comunitário”.
Segundo Serrano, o ponto central está na obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical. “Qualquer contribuição compulsória do dinheiro das pessoas ao governo é dinheiro público. Seria diferente se fosse pagamento voluntário”, afirma.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que vetou o artigo do projeto de lei que determinava ao TCU (Tribunal de Contas da União) o poder de fiscalizar as centrais sindicais por acreditar que os trabalhadores podem desempenhar essa função –por meio das categorias e entidades sindicais. Segundo ele, sua decisão foi tomada porque, assim, os trabalhadores ficarão resguardados.
“Não tem porque não acreditar que o trabalhador não é capaz de fazer a fiscalização. Por isso que eu vetei. É um mérito da persistência de vocês”, disse o presidente, no encontro que reuniu líderes de diversas centrais sindicais, no Palácio do Planalto.
Em março, a Câmara aprovou o projeto de lei que regulamenta as centrais sindicais. O texto previa que o TCU passaria a fiscalizar o uso do dinheiro arrecadado com o imposto sindical.
“Se nós não tomássemos o cuidado de vetar a fiscalização, eu já fico sabendo em cima de quem e em que momento iria a fiscalização”, afirmou o presidente, na cerimônia, referindo-se indiretamente às ameaças a que estariam submetidos os trabalhadores.
Em seguida, Lula afirmou: “Imagina se a cada vez que chegar uma eleição, uma campanha eleitoral no sindicato, alguém toma a decisão de fiscalizar, quanto nós estaremos tirando do trabalhador o direito de propor em assembléia mecanismo de fiscalização”.
Anteontem, ao anunciar o veto, o presidente contou ter sido influenciado por sua história como sindicalista. “[Quando] vieram me trazer para assinar, eu me lembrei que passei 30 anos da minha vida lutando por liberdade e autonomia sindical, e eu não podia compactuar com o fato de tirar do Ministério do Trabalho e colocar no Tribunal de Contas da União, para ficar fiscalizando o sindicato”, disse.
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