Cai Cai Balan….Cai Cai Renão.
Cai Cai Balan….Cai Cai Renão.
A gente fica vendo as notícias, escutando a CBN no caminho do trabalho, e quando o assunto é Renan Calheiros, todo mundo sabe que ele quebrou a ética, ele mentiu, ele recebeu propina de empreiteira, e que mandou recados mentirosos aos colegas, mandou recibos frios para a Policia Federal, fez e quebrou promessas com os aliados, com o próprio partido, que o seu irmão e ele estão envolvidos com o superfaturamento da compra de uma fábrica de refrigerantes pela Schincariol, que em troca foi beneficiada por um acordo com o Renan de facilitar os atrasos fiscais da empresa.
Os comentaristas políticos deram como certa a queda do Renan.
É consenso entre todos eles que a permanência de Renan está ajudando a acabar com a reputação do congresso, e que a cassação do Renan seria pelo menos um tênue vislumbre de seriedade por parte dos parlamentares.
Mas o Renan segura firme.
E porque é isto?
Que força terá o Renan?
Bem recebi outro dia um Email de meu sobrinho o José Melo http://traveler.com.br/blogs/ze/
A respeito de um artigo interessante e bem escrito, porem sem autoria.
Gostaria de dar os créditos, mas como quero partilhar com vocês este artigo, vai sem os créditos e se alguém souber o autor mande para que eu publique.
QUEM MATOU TAÍS?
Lá para os idos de 1990, Renan Calheiros era um fiel escudeiro de Fernando
Collor. Lembro que ele chamava atenção pelo cabelo sempre despenteado.. Era
uma figura estranha, vivendo na sombra do poder. Foi eleito senador pelo
estado de Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. Quando do impeachment, fazia
parte da “tropa de choque” que defendia Collor.
Collor se foi, mas Renan ficou. E aprendeu como poucos a navegar no mundo da
política. Foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso,
ocasião em que presidiu a XI Conferência dos Ministros da Justiça dos Países
Ibero-Americanos, e pouco depois a reunião dos ministros do Interior do
Mercosul, Bolívia e Chile. Foi também presidente do Conselho Nacional de
Transito (Contran); do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda); do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e do
Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Em 2002, foi um dos
mentores do Estatuto do Desarmamento. Chegou a Presidente do Senado Federal
em 2005 e foi reeleito em 2007. O cabelo despenteado desapareceu, a roupa
melhorou, o patrimônio aumentou. E ele acabou traçando aquela tetéia que era
repórter da Rede Globo. O resto já sabemos. O escudeiro transforma-se na
figura central da política brasileira durante o primeiro semestre de 2007.
Surgem denúncias em cima de denúncias. Mas o cara não cai. Resiste
bravamente, de tal forma que começamos a desconfiar que ele tem mais do que
inocência.
Ele sabe das coisas. Ou melhor, ele sabe de coisas. Sabe tanto que pode
ameaçar:
- Se cair, levo um monte junto.
Esse é o risco que corre quem tem escudeiro. O escudeiro conhece as manias
do príncipe, as fraquezas do príncipe, as sacanagens do príncipe. E seu
conhecimento pode destruir o príncipe. Para livrar-se dele o príncipe tem
que mandar matar. Ou aceitar a chantagem.
O que assistimos nos últimos meses talvez seja um dos maiores escândalos de
chantagem pública “destepaíz”. Nunca antes um senador teve em suas mãos
tanto poder, tanto conhecimento para causar medo.
Veja só: provoca o afastamento de Fernando Collor, que se licencia de seu
mandato reconquistado depois de cumprir a pena pelo impeachment. Collor não
pode votar contra seu ex-escudeiro. Provoca a saída do país do Presidente
Lula, que faz teatro do outro lado do mundo. Destrói a carreira de Aloísio
Mercadante, que mais uma vez tenta explicar o inexplicável, justificar o
injustificável. Expõe a cara-de-pau de um Romero Jucá, de um Epitáfio
Cafeteira. Deixa explícito que a mídia pode muito, mas não pode tudo. Mancha
definitivamente a imagem do Senado. É poder demais para um senador só, o que
nos leva a perguntar: o que é que Renan sabe?
Eu posso imaginar. Sabe de outros senadores e deputados que usam dos mesmos
expedientes que ele usou para benefício próprio. Sabe tudinho do mensalão.
Sabe das negociatas para compra de votos, para mudança de legenda, para
proteção de empresas devedoras frente ao fisco. Sabe das doações de bancos e
grandes empresas. Sabe de concessões de rádio e televisão. Sabe quem come
quem. Sabe dos propinodutos variados (aliás, quando é que uma CPI vai
dedicar-se a esmiuçar os contratos da área de informática no governo?). Deve
saber dos acordos envolvendo as Farcs. Chavez. Fidel Castro. Sabe de muitos
outros filhos fora do casamento. Talvez Renan saiba quem matou Celso Daniel
e o Toninho do PT. Deve saber sobre os bastidores das privatizações. Conhece
alguns – ou muitos – podres envolvendo as grandes estatais. Sabe do Kia, do
Boris e do Corinthians…
Renan tem o poder supremo: informação. Ele manda em quem quiser. Ele dita
regras, exige apoio e faz tremer. Renan pode tudo. E sabe que pode. Daí
aquela segurança, aquela arrogância, aquele sorrisinho, aquele
“abisolutamente”, aquela certeza, aqueles abraços e apertos de mão
inexplicáveis. Renan é o cara.
Quer saber? Eu acho que Renan sabe até quem matou a Taís.
E nós, que pensamos que sabemos das coisas e na verdade sabemos de nada?
Vamos seguir a vida, bovinamente resignados e obedecendo ao supremo
mandamento do novo Brasil:
- Cale a boca. E compre.
Será que o Renan sabe até quando?
Meu comentário:
Será que o Renan, durante todo este tempo ficou fazendo o seu dever de casa, e criou uma rede de informação onde prendeu o rabo de todo mundo?
Se esta for a sua força, tanto melhor para o Brasil, se ele vier a ser cassado por outras mutretas que estão em andamento e depois com raiva chutar o pau da barraca e denunciar os podres de todo mundo colocando desta forma a nossa democracia a salvo, e restaurando a credibilidade das instituições.
Vamos torcer e escrever cartas e emails a todos os congressistas para a cassação sumária do Renan, e esperar que ele seja homem suficiente para concretizar as ameaças.
Vamos cassar o Renan.
Se ele tiver peito mesmo saberemos muitas verdades.
E se for um covarde, será um pilantra a menos.
Somente temos tudo a ganhar e nada a perder.
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