Um Sonho petista.
Um Sonho petista.
Assim como eu, o PT e todos os outros partidos, assim como todas as pessoas têm sonhos.
Sonhar é necessário e um bom sonho com os pés no chão é uma condição primordial para o surgimento de idéias novas, de progresso, e de felicidade intima do ser humano.
Como tudo nesta vida tem que ser dosado e moderado, o sonho também tem que ser assim.
Temos que sonhar, um pouquinho acima de nossa capacidade, para que o nosso sonho seja talvez possível e se realizado possa trazer felicidade intima por ter atingido algo qua antes era apenas um pensamento. Se sonharmos dentro da capacidade, passa a não ser um sonho, mas uma demonstração de falta de atitude e se o nosso sonho algo abaixo de nossa capacidade, aí fica definido total incompetência para viver.
Se uma pessoa desempregada fica em casa sonhado ser admitida e conseguir um emprego sem sair para procurar este emprego, está sonhando abaixo de sua capacidade porque para sair e procurar esta pessoa pode fazer, e por não fazer mostra total apatia ou qualquer problema psicológico em sair e procurar emprego.
Se uma pessoa fica sonhando em ter um carro novo, tendo dinheiro no banco e podendo simplesmente comprar o carro que quiser, esta pessoa está simplesmente sonhando um sonho desnecessário, pois esta dentro de sua capacidade resolver esta vontade que não faz por alguma razão espúria.
Agora, como no primeiro exemplo, a pessoa sai e encontra um emprego que possa suprir as suas necessidades imediatas e fica sonhando em conseguir um emprego um pouco melhor, mas dentro de suas capacidades, esta pessoa está sonhando com os pés no chão e pode conseguir realizar o seu sonho. Se realizado, este sonho terá tido frutos e a sua realização será para este indivíduo, uma motivo de orgulho próprio e felicidade.
Durante o 3º Congresso Nacional do PT, entre outras coisas ficou estabelecida a posição do partido na estatização da CVRD. Realmente na reestatização, pois a Vale já foi estatizada por fundação. Esta posição não é apenas do PT. Outro dia assistindo o programa político do PSTU, também notei que a principal bandeira deles também é esta.
Eles querem um plebiscito para consultar o povo sobre esta situação.
No programa que assisti, a propaganda está equivocada e simplesmente mentirosa. Os fatos mencionados estão distorcidos e os fatos fora de contexto.
O TSE deveria fazer algo a respeito de propaganda enganosa deste tipo, mas não faz nada.
Se um partido começa a inventar fatos e propagar mentiras, deveria ser punido e perder a sua propaganda política.
A Cia Vale do Rio Doce, foi criada em Minas Gerais, quando o governo federal comprou algumas empresas mineradoras estrangeiras, e fundou o conglomerado que começou a esplorar o minério de ferro ao longo das jazidas percorridas pelo Rio Doce em Minas Gerais e Espirito Santo. Não eram apenas as do Vale do Rio Doce, mas também as de Belo Horizonte, que se encontram na bacia do rio São Francisco. Ela foi fundada com base sólida, comandada por engenheiros competentes, muitos provenientes da Faculdade de Minas e Metalurgia de Ouro Preto – MG.
E prosperou. Com investimentos do governo, a Vale construiu portos, ferrovias, rodovias próprias, aplicou tecnologia de ponta para a época, como a pelotização do minério de ferro, aumentando muito o seu valor. Projetou, construiu e instalou o primeiro mineroduto do mundo onde o minério de ferro era moído e pulverizado, misturado com água e bombeado para o Porto de Tubarão no Espírito Santo. A Vale era uma estatal de capital misto, mas totalmente controlada pelo governo federal.
Apesar de lucrativa, a empresa, pelo seu valor patrimonial, pelo tamanho do investimento, não dava um lucro compatível com outras empresas do ramo de mineração.
Como toda estatal no mundo e principalmente no Brasil, havia sempre ingerência política e era cabide de emprego e os postos chaves na empresa sempre era usado como moeda de troca política pelo governo em atuação.
Quando foi privatizada em 1997, a Vale tinha 54 anos como empresa de controle acionário pelo governo federal do Brasil. Nesta época o governo tinha 23% do capital total da empresa.
Destes 23%, o governo mantém ainda 20% por causa de um problema a ser ainda resolvido sobre os fundos de pensão da empresa. Aproximadamente 5% das ações totais da empresa.
O preço calculado sobre o valor das ações do governo, foi feito nas normas atuais de avaliação de uma empresa pelos métodos internacionais. Calcula-se o valor da empresa, pelo valor atual das ações, mais a média de 10 vezes do ultimo lucro dividido por dois.
Ou Seja: A soma do valor atual de todas as ações do governo (23%)=Y
O ultimo lucro da empresa, X 10=X
Y+X/2=Valor mínimo para o pregão de venda da empresa.
O Valor alcançado por este cálculo, aprovado pelos órgãos do governo, foi 3,5 bilhões de reais que equivalia nesta época ao Dólar então o preço mínimo estabelecido foi de 3,5 bilhões de dólares.
No site abaixo:
Encontra-se uma explicação totalmente fora da realidade, considerando o valor das reservas e tudo o mais, e o valor das ferrovias e portos, etc.
Não se pode calcular o valor de uma coisa qualquer na possibilidade irreal de lucro futuro.
As possibilidades reais já se encontram inseridas nos valores das ações da empresa
Para propaganda favorável ao tema da reestatização, e para os leigos tudo bem, pode ser que funcione.
Mas para a realidade dos fatos faltou informar que tudo o que havia de patrimônio da Vale estava refletida no valor das ações na época e portanto tudo estava calculado dentro da estimativa real.
Tudo foi feito pela valorização da Bolsa de Valores, e as ações que foram vendidas, refletiam apenas estes valores mais o potencial de lucratividade.
Se a gerencia deficiente do governo, não conseguiu imprimir mais lucro na empresa, o preço das ações refletia esta lacuna.
Não queiram enganar o mundo dizendo agora que o se o governo estivesse em controle da empresa, ela estaria na situação atual, dando o lucro atual.
Ela estaria como a Petrobrás, que apesar de lucrativa e muito técnica, tem apenas 10% de retorno de uma empresa estrangeira com o mesmo investimento.
O Brasil estaria melhor e com mais lucro se a Petrobrás fosse privatizada.
Uma empresa privada não levaria o calote que o Morales aplicou no Brasil.
Entraria na OMC e os contratos assinados teriam que valer e pronto.
E têm mais, os novos donos da VALE enxugaram a empresa e modernizaram as instalações sem as burocracias e as propinas e super faturamentos de empresas estatais, com isto aumentando a percentagem do lucro.
Considerando que entre janeiro de 1997 e julho de 2007, a Vale teve um lucro líquido de 50 bilhões de reais, e considerando que o governo ainda mantém 5% sobre os valores da empresa através de ações o governo teve um lucro neste período muito superior aos dez anos anteriores quando mantinha 23% das ações e o controle da Vale. Foram aproximadamente 2,5 bilhões líquidos nesta década de vida privatizada. E como o Brasil cobra sobre suas empresas, possivelmente a maior carga tributária do planeta, somente os impostos arrecadados com os movimentos financeiros da Vale, facilmente superam a lucratividade de quando era esta empresa estatal .
Para os reestatizantes, a quantidade de empregos gerada seria muito maior se a empresa fosse estatal.
Isto é verdade absoluta e a eficiência da empresa cairia no mesmo ritmo.
E para terror do reestatizantes, o valor atual da Vale, teria que ser avaliado nos mesmos moldes da privatização, e o preço seria impagável para qualquer governo.
Agora tomar na marra, isto é golpe sujo e não poderia acontecer no Brasil atual.
Brasil não é Bolívia ou Venezuela ou Cuba
Seria mais fácil um impedimento do Lula por mentiras e incompetência e gestão fraudulenta e peculato (por causa dos cartões coorporativos).
Então voltando ao título do artigo, e à análise dos tipos de sonhos, o sonho do PT (e de outros partidos de esquerda radical), para colocar as mãos em uma empresa do porte da Vale para lá dentro enfiar os seus incompetentes e usar do patrimônio como o fazem o da Petrobrás, não passa de um sonho medíocre, eleitoreiro, sem nenhuma possibilidade de realização honesta.
Então fica para o ultimo a classificação do sonho irreal, este que não tem a possibilidade de ser realizado. Como o sonho de um cidadão de ganhar na Mega Sena, e não faz mais nada. Apenas joga e começa a gastança em sua imaginação.
Ou ainda pior, sonhando ganhar nas patas dos cavalos, uma pessoa faz um empréstimo no banco para jogar no Jockey Clube.
Estes são os sonhos doentios, que realmente fazem danos aos sonhadores e aos que os cercam.
Os sonhos do PT e de outros partidos como o PSTU de reestatizar a Cia Vale do Rio Doce, provém de inveja do sucesso da empresa privada, que todos os 50 anos e todo o investimento do Brasil não conseguiram fazer o que a Vale fez em 10 anos.
Provém de ganância de colocar as mãos neste capital enorme.
E está baseada na irresponsabilidade de um jogador ciciado que faz empréstimos para jogar e quando perde prejudica a todos ao seu redor.
Se a Vale for comprada de volta (é impossível, mas vamos a esta hipótese) seria jogar dinheiro fora como apostar com dinheiro emprestado e se for tomada por um golpe, a La Boliviana, deixará marcas profundas nas responsabilidades brasileiras perante o mundo.
De qualquer forma todos perderão para a realização deste sonho.
O pensamento ilógico e pueril de reestatização da Vale depois de confirmar o gigantismo da empresa e o valor atual, seria como se vender um terreno abandonado, em meio de uma cidade, e os compradores beneficiarem tudo, construir um prédio de 30 andares com jardins e espelhos d’água, e depois o vendedor original vendo que o valor original de venda do imóvel decuplicou, decida entrar na justiça para reaver o imóvel atual alegando que foi lesado e que o preço de venda foi abaixo do valor de mercado.
Eta Brasil
E atenção reestatizantes:
Vocês querem falar de lucratividade ilegal e profunda com um tremendo impacto na competitividade do Brasil no mundo globalizado?
Então pensem em fazer campanha para abolir a CPMF, que em um ano apenas rouba de todos aproximadamente toda a lucratividade que a Cia Vale do Rio Doce conseguiu em sete anos.
E com pouquíssimo investimento próprio.
E a CPMF não cria empregos, ela tira os empregos formais.
Este ano apenas a CPMF vai arrecadar ilegalmente, 35 bilhões de reais, tudo lucro líquido.
Eu tenho um sonho que além de possível vai beneficiar o Brasil enormemente.
Vamos acabar com a CPMF
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Encaminho notícia do Ministério Público Federal
Flavia Lilian
MPF PEDE A PARALISAÇÃO DAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DO MINERODUTO MINAS-RIO
Belo Horizonte. O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF) ajuizou ação civil
pública perante a Justiça Federal em Belo Horizonte para impedir a
continuidade das obras de instalação do Mineroduto Minas-Rio. São réus,
na ação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Estado de
Minas Gerais, a MMX Minas-Rio Mineração e Logística Ltda, a Anglo
Ferrous Minas-Rio Mineração, a LLX Açu Operações Portuárias S/A, a LLX
Minas-Rio Logística Comercial Exportadora S/A e o Instituto Estadual do
Ambiente (INEA), do Rio de Janeiro.
O Mineroduto Minas-Rio é um empreendimento minerário composto por três
elementos: a mina, de onde será extraído o minério; o mineroduto
propriamente dito, com cerca de 500 km de extensão; e o porto de Açu,
construído especialmente para viabilizar a exportação do produto. A mina
está localizada em Minas Gerais, o porto no Rio de Janeiro. Ligando os
dois extremos, o mineroduto, que começa em território mineiro, no
Município de Conceição do Mato Dentro, e termina em território
fluminense, justamente no Porto de Açu, em São João da Barra/RJ.
Para o MPF, é óbvio que essas estruturas não existem de forma
independente; elas são indissociáveis, uma não funciona sem a outra. “No
entanto, o procedimento de licenciamento foi fragmentado. Apesar de ser
um empreendimento único, a mina vem sendo objeto de licenciamento pelo
Estado de Minas Gerais; o mineroduto foi licenciado pelo Ibama, como se
tal duto pudesse funcionar sem o minério que provém da mina, e,
finalmente, o Porto de Açu vem sendo licenciado pelo Estado do Rio,
através do Inea”.
A fragmentação do empreendimento foi totalmente ilegal, sustenta o MPF.
“Um empreendimento que irá gerar impactos em mais de uma unidade da
federação, com significativa degradação ambiental, atingindo localidade
reconhecida pela UNESCO como reserva da BIOSFERA, comunidades
tradicionais, áreas de Mata Atlântica em estágio primário, áreas de
preservação permanentes, além do próprio mar territorial brasileiro,
deve, por força da legislação nacional, ter o processo de licenciamento
conduzido pelo Ibama. Em inusitada decisão administrativa, o
empreendimento foi fracionado, gerando graves consequências.”, sustenta
a procuradora da República Zani Cajueiro Tobias de Souza.
O MPF entende que o fracionamento ocorreu para driblar os diversos
entraves ambientais que certamente teriam de ser enfrentados num
procedimento de licenciamento único. No caso do Ibama, há ainda a
agravante de que as licenças do mineroduto foram concedidas de forma
açodada, inclusive com lacunas no EIA/RIMA, o qual foi analisado por
equipe técnica multidisciplinar sem a formação exigida.
Impacto em Mata Atlântica e em 600 cursos d’água
O mineroduto, licenciado pelo Ibama, será construído em plena Serra do
Espinhaço, uma área de extrema relevância ambiental que foi inclusive
declarada Reserva da Biosfera pela Unesco. Ele irá atravessar uma bacia
hidrográfica de grande importância, impactando significativamente em
cerca de 600 cursos d’água e, até, no próprio mar territorial
brasileiro, já que a água que levará o minério será despejada no oceano
através do Porto de Açu.
E o que é mais grave: há ausência de informação, mesmo após a concessão
da licença de instalação, do traçado final do mineroduto. O parecer que
fundamentou tal licença não é claro quanto à supressão de Mata Atlântica
em estágio primário e secundário avançado de regeneração, o que é
absolutamente proibido. A lei exige que a supressão de Mata Atlântica
primária ou secundária somente ocorra por utilidade pública ou interesse
social. Como o mineroduto – empreendimento de caráter exclusivamente
privado – não se enquadra em qualquer dessas previsões legais, o Ibama,
na tentativa de viabilizar o licenciamento, classificou-o como uma
espécie de “acessório da mineração”, ainda que os estudos de impacto
tenham sido realizados de forma dissociada dos estudos da Mina.
Na verdade, o Ibama foi além: concedeu a licença prévia ante o
compromisso do empreendedor de alterar posteriormente o traçado original
do mineroduto de modo a não afetar a área de Mata Atlântica. “Ainda que
se possam aceitar pequenas correções em virtude de ocorrências
imprevistas, como ocorrem em qualquer obra, o traçado final é o básico
para o licenciamento. Seria o mesmo que uma prefeitura conceder alvará
para construção sem projeto. Ou seja, após a concessão da licença,
restou ao alvedrio do empreendedor apresentar o traçado final do
mineroduto, sem maior controle por parte da autarquia federal”, afirma a
procuradora Zani Cajueiro.
Em audiência pública realizada no Município de Alvorada de Minas, o
empreendedor afirmara ainda que não haveria qualquer interferência do
mineroduto em patrimônio cultural e arqueológico. Contudo, após essa
data, protocolizou relatório complementar ao EIA informando que o
traçado do mineroduto “atingirá diretamente vários sítios históricos
e arqueológicos”, mas sem especificar o impacto exato do duto nessas
áreas e se haveria demolição das construções históricas.
As irregularidades não param aí. A atuação do Ibama acabou por
facilitar também a desconsideração da existência de comunidades
tradicionais na área de abrangência do projeto. Essas comunidades, como
se sabe, merecem proteção especial do Estado, e não podem simplesmente
ser ignoradas durante um processo de licenciamento ambiental. Sua
existência foi detectada, inclusive, pela própria equipe do
licenciamento estadual da Mina Sapo-Ferrugem, que propôs, como
condicionante da licença prévia, um programa especial de negociação
fundiária com as famílias.
De acordo com o MPF, o Ibama teria chegado ao absurdo de afirmar que a
autarquia não analisa impactos sociais se não for sob o enfoque dos
recursos naturais, relegando tais análises a outras instituições. Na
verdade, até a própria designação do responsável para realizar a análise
dos impactos sociais desmascarou a formação de uma equipe
multidisciplinar como exige a lei: um arquiteto, sem nenhuma formação em
sociologia ou antropologia, foi o responsável pela elaboração da análise
do EIA/RIMA no que tange ao impacto social.
A ação elenca ainda diversas falhas graves existentes no licenciamento
estadual para a mina, desde a inobservância do zoneamento econômico
ecológico de Minas Gerais até a formação inadequada da barragem de
rejeitos.
Pedidos – O MPF pede que a Justiça conceda liminar determinando a
paralisação imediata de qualquer atividade de construção do Mineroduto
Minas-Rio e suspendendo os efeitos da licença prévia da Mina
Sapo-Ferrugem, das licenças prévia e de instalação do Mineroduto e das
licenças prévia e de instalação do Porto de Açu.
Pede ainda que, ao final da ação, seja decretada a nulidade dos
procedimentos de licenciamento e das licenças concedidas até o momento e
que seja declarada a atribuição do Ibama para realizar o licenciamento
do empreendimento, considerando-o como um todo único e indissolúvel
formado pelo conjunto Mina-Mineroduto-Porto.
Maria Célia Néri de Oliveira
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Outras notícias sobre o MPF em Minas em http://www.prmg.mpf.gov.br