blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

Um sonho justo.

Um sonho justo.

Ainda bem que podemos ainda sonhar com a restauração da ética no Brasil, depois da atuação de um relator do Supremo e um representante do MP que fizeram o seu trabalho e seu dever de casa.

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Ética

[Do lat. ethica < gr. ethiké.]

S. f. Filos.

1. Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

Esta definição é do Aurélio.

Está um pouco vaga e poderia ser mais determinante em direção ao que se refere ao bem.

Esta definição poderia ser acompanhada de um exemplo literário, ou algo mais sofrível de um esclarecimento como, por exemplo:

Uma boa conduta humana seria ético e uma má conduta seria anético.

Roubar, mentir, prevaricar, enganar, tirar vantagem, seria falta de ética.

Dizer sempre a verdade, trabalhar honestamente, não tirar vantagem ou enganar alguém, seria se comportar dentro da ética.

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Moral

[Do lat. morale, 'relativo aos costumes'.]

S. f.

1. Filos. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. [Cf. amoral (4 e 5) e ética.]

2. Conclusão moral que se tira de uma obra, de um fato, etc.

S. m.

3. O conjunto das nossas faculdades morais; brio, vergonha.

4. O que há de moralidade em qualquer coisa.

Adj. 2 g.

5. Relativo à moral.

6. Que tem bons costumes.

7. Relativo ao domínio espiritual (em oposição a físico ou material).

[Cf. mural.]

~ V. ciências morais, comédia –, consciência –, igualdade –, indiferença –, lei –, morte –, necessidade –, obrigação –, personalidade –, pessoa –, responsabilidade — e senso –.

u Moral da história.

1. Conclusão ou lição moral inerente a um fato narrado. [Us., às vezes, ironicamente.]

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Esta definição, também do Aurélio, está um pouco mais explicativa, mas a primeira definição, a filosófica, é a que mais se aplicaria no modo de viver bem em sociedade.

No tocante ao comportamento dos políticos, é justamente esta primeira definição que casando com a conduta ética, deveria nortear o comportamento dos representantes eleitos para representar os desejos dos cidadãos.

No terceiro congresso do PT, o presidente Lula, usou e abusou destas duas palavras:

“Ninguém tem mais autoridade moral e ética que o PT”

“Nenhum petista tem de ter vergonha de defender um companheiro”

“A vida é muito curta e nós vivemos em média, num país como o Brasil, 70 anos. Nós não temos o direito de nos sentir derrotados, qualquer que seja a adversidade que enfrentarmos. Mais importante: nenhum petista tem que ter vergonha de defender um companheiro.”

“O PT não pode se acovardar nesse debate.”

“Quando eu deixar a Presidência, voltarei a ser o Lula que sempre fui. Quero freqüentar os mesmos lugares, não vou fazer curso de pós-graduação nem estágio em nenhum lugar. Vou continuar viajando pelo Brasil, vou tentar continuar a única coisa que eu sei e gosto de fazer: mas quero fazer isso com a alma limpa, com muita tranqüilidade, sem mágoa, sem ressentimento, e não darei um palpite sobre quem me suceder, seja para o bem ou para o mal.”

O Lula é sincero. Acho que ele sacou do fundo da alma, quando disse que tem mais autoridade moral do que o PT, assim como já disse, em outra oportunidade, que nenhum brasileiro tem mais moral e honestidade do que ele, Lula.
O problema todo é que o conceito de ética, moral e honestidade do presidente tem uma semântica própria e peculiar a ele e ao PT.
Para ambos, a compra de deputados é ético, moral e honesto. Para eles, o Lulinha Telemar receber vinte milhões de reais de uma empresa com capital do governo é ético, moral e honesto. Para eles, receber dólares do estrangeiro, ou pagar o seu publicitário em moeda estrangeira em paraíso fiscal, é ético, moral e honesto. Para eles, o empreguismo e as aposentadorias vergonhosas, como a que Lula recebe como ANISTIADO POLÍTICO sem nunca ter sido anistiado político, são éticos, morais e honestos.
(por Lúcio Lopes)

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Além destas coisinhas éticas mencionadas pelo jornalista Lúcio Lopes, não devemos esquecer nos da ética de lambari do Vavá, que por duas vezes foi pego vendendo influência.

Da ética do Frei Chico, que não é nem Frei e nem Chico, e ficou preso por baderneiro por seis meses e agora virou anistiado político e teve uma indenização de R$400.000,00 e recebe por mês R$ 3.700,00 de salário de anistiado político.

Da ética da Lurian, com sua ONG deficitária e sua conta em Miami.

Da ética do Dirceu, primeiro com seu companheiro Waldomiro Dinis, filmado cobrando propina de um contraventor para campanha política do PT do Rio e de Brasília.

Depois com os mensaleiros, onde insiste que não existiu, mas agora é réu em processo criminal sobre o mensalão que não existiu. E é tão cínico que disse que em qualquer outro país seria absolvido. Possivelmente seria absolvido em Cuba, mas se fosse na China teria sido condenado à morte, com a família pagando pela bala da execução.

Para o bem da verdade, poderia ser absolvido também na Venezuela.

Ele agora tem em seu currículo Nove (9) acusações de Corrupção ativa e Uma (1) acusação de Formação de quadrilha
Da ética do Lorenzetti, com seus churrascos.

Da ética dos Aloprados, com seus 1,7 milhões, que até hoje estão na PF sem nenhum proprietário para reclamá-los.

Da ética de defender um companheiro que foi pego roubando.

Partindo de uma pessoa que se vangloria tanto de não ter estudado, de que em sua aposentadoria, vai descansar em sua pobre casa de praia no Guarujá em vez de dar palestras e fazer pós-graduado, pode ser até verdadeira a sua definição de ética, por culpa do Aurélio é claro, por que quem mandou ter uma definição sobre este assunto tão difícil de ser compreendida, e em moral deixou escapar esta ultima definição como a moral da história.

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“Ninguém tem mais autoridade moral e ética que o PT”

Traduzindo:

Ninguém tem mais ética petista do que o PT e a moral da história é que das coisas ruins, devemos lembrar as dos inimigos e devemos esquecer as dos amigos e companheiros.

O PT tem autoridade sobre a ética e a moral da história.

Estas foram os comentários desta autor sobre o comportamento do Lula e seu entendimento sobre a ética.

Mais preocupante do que o Lula é o comportamento do Dirceu e vamos a alguns de seus comentários durante o congresso do PT:

Palavras de José Dirceu no 3º congresso do PT (aquele que discute a ética…hehehe)
Para o 3º mandato:
“Espero que possamos, no próximo governo, nos dedicarmos à reforma do Estado”.

Pobre homem…e os PTcopatas acreditam!

“A única coisa que fiz em toda minha vida foi servir o Brasil e lutar pelos direitos de todo brasileiro. Trabalho no setor privado como empresário, contra minha vontade, para sobreviver. Paixão, eu tenho pela política, pelo Brasil, pelo meu partido”.

Agradecendo aos PTcopatas amigos:
“Foi um pouco de colo e solidariedade que a militância está me dando”.

Estes comentários do Dirceu foram surrupiados do blog da Adriana Vandoni.

http://pep-home.blogspot.com/

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A revista veja fez um resumo da ascensão do Lula:

PT no poder

25 de setembro de 2002

O que dizia a reportagem de VEJA

A democracia brasileira, a se fiar nas pesquisas de intenção de voto, pode levar ao poder Luís Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência pelo PT. A essa altura, os eleitores que não votam em Lula e os indecisos, ainda a maioria, estão se perguntando se o PT está preparado para governar o Brasil. Sua competência está sendo questionada nos programas eleitorais do tucano José Serra, para quem o Lula sorridente e flexível da televisão não passa de uma invenção de marketing. O que boa parte da opinião pública deseja saber é como o PT, que durante vinte anos se preparou para a construção do socialismo, vai se sair agora diante do desafio de governar de acordo com os padrões capitalistas que se compromete a seguir. Ainda existem dúvidas sobre certos aspectos da política econômica do PT. Não se sabe qual será a real influência no futuro governo dos militantes radicais do partido. E outro problema seriam as expectativas que o PT despertou em seu eleitorado. Esperam os que votam no PT que, se ganhar, o partido execute uma política inédita de benefícios sociais. Isso só se revelará inteiramente no decorrer de um virtual governo petista.

O que aconteceu depois

Com uma vitória histórica contra Serra no segundo turno, Lula e o PT chegaram ao poder e contrariaram quase todas as expectativas sobre o partido. Na economia, os temores sobre medidas heterodoxas e aventuras arriscadas acabaram dissipados por completo – a receita do governo FHC foi mantida e, para muitos, aprofundada. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tornaram-se símbolos de uma política econômica sólida e confiável – além de imune às pressões da ala esquerdista do PT. Os radicais, aliás, não conseguiram conquistar seu espaço no governo. Pelo contrário: excluídos da administração federal, foram combatidos pelos próprios petistas no Congresso. Quando contrariaram os interesses do governo em votações importantes, foram afastados das bancadas e expulsos da legenda.

As outras previsões contrariadas na gestão de Lula foram ainda mais surpreendentes. Na área social, o investimento foi reforçado, mas com poucos resultados visíveis – falhas na administração dos recursos e lentidão na implementação dos projetos atrapalharam o cumprimento das promessas de Lula. O que mais chocou o eleitor foi, contudo, o envolvimento de Lula e dos petistas em denúncias de corrupção generalizada. A imagem de partido ético e correto foi destroçada por uma série de relatos de irregularidades. Comprovou-se o uso de caixa dois nas campanhas eleitorais, a existência de movimentações financeiras no exterior, a concessão de contratos publicitários em troca de auxílio político e outras irregularidades graves. As estatais se tornaram alvo de achaques e tráfico de influência, com desvio de dinheiro para formar um grande fundo partidário – e, assim, custear a permanência do partido no poder por vários mandatos. No penúltimo ano de governo, Lula aparecia atrás de Serra nas pesquisas de opinião para a eleição seguinte.

A partir de março de 2006, contudo, a situação começou a virar para o presidente e o partido. Com a escolha de Geraldo Alckmin como candidato da oposição, Lula voltou a liderar as pesquisas. Apesar de não admitir que já era candidato à reeleição, o presidente passou a rodar o país discursando e defendendo as conquistas de seu governo. Nem mesmo a divulgação de um relatório do procurador-geral da República apontando a formação de uma “organização criminosa” envolvendo o PT e o governo foi suficiente para reduzir sua vantagem nas pesquisas. A prova maior de que a crise foi dada como superada pelo PT surgiu no encontro nacional do partido no início de maio. Lula e os petistas aprovaram a busca de alianças com os partidos que participaram do mensalão e decidiram adiar para depois das eleições a investigação interna sobre o escândalo. Segundo os petistas, era hora de apostar tudo na reeleição do presidente.

E para não deixar de lado não podemos nos esquecer na ética do Renan Calheiros.

Será que quem copiou de quem?

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04 Set 2007 - Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | O SONHO, POLÍTICA, ÉTICA | | Sem comentários ainda

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