blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

O sonho interrompido.

O sonho interrompido.

 

Esta semana, que começou no dia 15 de julho de 2007, não foi uma boa semana.

Não foi uma boa semana nem para mim nem para o Brasil.

O sonho de um companheiro de toda uma vida foi bruscamente interrompido por um câncer de pulmão, que rapidamente o levou de nossa companhia.

O meu primo, Sérgio Barroso de Assis Fonseca, professor emérito da UNB, que galgou todas as fases da carreira pedagógica superior chegando a vice-reitor antes de se aposentar, foi sepultado nesta quinta feira passada.

Somos os dois nascidos em 1944, sendo o Sérgio seis meses mais jovem do que eu. Em Belo Horizonte, sempre fomos companheiros em todas as coisas e aventuras do tempo de juventude.

Sergio tinha um sonho, como o meu sonho, de que de alguma forma algo se pudesse ser feito, para que como em um passe de mágica, estes pulhas que se apresentam como políticos pudessem repentinamente desaparecer, dando lugar para as pessoas decentes, que realmente pudessem fazer algo melhor para o Brasil, para que seus filhos pudessem viver em um mundo sonhado por nossos pais.

Às vezes pensávamos juntos, as coisas que poderiam ser feitas para mudar este rumo insano que está caminhando o Brasil. Ele achava que eu era um pouco otimista demais, e talvez tivesse razão, mas não posso mudar, vou seguir lutando por mudanças drásticas mas para melhor. O câncer interrompeu os sonhos do Sérgio. Vou sentir muita falta dele.

Esta semana também foi muito mal para o Brasil.garcia-e-asistente.jpg

Depois de longa espera e esperança, 184 pessoas conseguiram embarcar em um avião em Porto Alegre rumo a São Paulo. Eram de idosos a crianças, passando por uma senhora grávida de sete meses.

Os sonhos de todos estes brasileiros foram interrompidos bruscamente, ao chegarem a seu destino.

Por uma razão ainda parcialmente desconhecida, o avião que os abrigava e transportava, não conseguiu parar na pista do aeroporto de Congonhas, e acabou por se espatifar contra um prédio fora dos limites do aeroporto, se incendiando e matando todos a bordo.

Uma tragédia, Uma tragédia.

Esta é a segunda tragédia aérea do governo do Lula. Foram apenas dez meses entre uma e outra, sendo que ambas foram em seus respectivos tempos as maiores tragédias aéreas da história deste país.

“Nunca na história deste país” se apreciou tanto descaso pelo sofrimento das pessoas de classe média como neste governo.

Eu queria sinceramente parar de bater no governo (ou desgoverno) do presidente Lula, mas não tem jeito, ele não ajuda em nada.

E para coroar toda esta falta de governo, os seus ministros escolhidos a dedo, depois de muita polêmica, não param de falar besteiras e fazerem gestos obscenos em público, mostrando total descaso pelos cidadãos deste país.

E o Lula não faz nada. E quem cala consente. Eu pessoalmente acho que o Lula, está aprovando estas maluquices que são ditas e feitas pelos seus ministros, porque ele os mantém em seus postos, e os presenteia com concessões como aviões particulares etc.

Eu gostaria de ver o Ministro Mantega dizer para as famílias das pessoas mortas e incineradas no acidente do vôo 3054, que isto é apenas um reflexo e conseqüência do estupendo crescimento econômico desempenhado pelo Brasil durante o Governo Lula.

Gostaria também que como conforto para as pessoas e parentes das vítimas do acidente do vôo 3054, a ministra  Marta sinistra se apresentasse e repetisse as famosas palavras “relaxa e gozem, porque depois tudo vai ser maravilhoso”.

E que o conselheiro mor do presidente, Marco Aurélio Garcia o apresentasse em público, batendo com a palma da mão, em cima da outra mão fechada, e dizendo: “viram como estes bestas se f…..”fina-flor.jpg

Enquanto que seu assessor ficava ao lado imitando o gesto da cópula.

E o Waldir Pires, mostrando uma enorme surpresa, diria: “acidente, não vi nenhum acidente. Isto deve ser coisa que os inimigos do país devem estar inventando para desestabilizar o governo”

E para não faltar ao seu desempenho, o Lula se apresentaria e faria seu discur5so predileto:

“e, nunca na história deste País, tive tanta confiança em meus assessores e como sempre, ponho a mão no fogo por eles.” “ Estas pessoas da zelite, estão é gostando que o circo pegue fogo, para tentarem desta forma impedir que o sucesso de meu governo seja reconhecido pelo povo de meu país”

“ estou profundamente triste com estes acontecimentos e tragédias que recentemente abalaram nossa nação, mas como disse o Ministro Mantega, sempre ocorre alguma tragédia quando se está em marcha acelerada como anda correndo o Brasil.”

“ E como disse a ministra Marta Sinistra, neste momento de tristeza profunda vocês devem relaxar e gozar, preparando-se para melhores dias que estão por vir.”

“e depois da confiança demonstrada pelo nosso corajoso ministro da defesa o Waldir Pires, em nossa aviação, estes pequenos problemas estão em sua reta final e serão resolvidos em uma data próxima”

“estou dizendo isto, porque ontem dei uma ordem expressa para que todos os problemas sejam resolvidos e assim serão.”

Aplausos ou vaias?

Vocês decidam.a-catastrofe.jpg

 

Voltando para a realidade, temos reportagens         indicando o maior descaso feito por este governo aos mecanismos de segurança aérea do país. Os radares do sistema SIVAM, estão sucateados e as estações desativadas ou não funcionando. Os aviões Super Tucanos, que deveriam estar patrulhando a Amazônia, foram transferidos para Goiás, os sistemas de comunicação como telefones remotos estão sem funcionar e os radares que deveriam abranger todo o sistema estão apenas acompanhando parcialmente os vôos comerciais acima de três mil metros.

Os traficantes estão soltos para voar abaixo desta altitude e nada pode ser feito. E gastamos para isto, a bagatela de 1,7 bilhões de dólares.

As rotas do leste estão sendo monitoradas pelos antigos radares do sistema Frances da Tomson. As modernizações necessárias ao sistema estão esperando a verba que no momento está ocupada a preencher a lacuna do “Superávit Primário”.

É, mas as reformas superfaturadas dos estacionamentos e saguões dos aeroportos, “para dar comodidade e luxo para os viajantes”, no comando do ex e agora deputado Carlos Wilson, estão lindas e a todo o vapor.

Seria uma boa idéia, construir também um anexo aos aeroportos para abrigar uma parte do IML e dos necrotérios, para agilizar e confortar os parentes das vítimas nos acidentes que apenas começaram.

Eta Brasil.

 

E para não deixar de mostrar uma boa reportagem escrita por um excelente repórter. Leiam o texto do Reinaldo de Azevedo, retirada de seu Blog, intitulada:

 “Os nojentos”

 

Asquerosa!

Deprimente!

Revoltante!

Vagabunda!

Delinqüente!

 

A que outras palavras se pode recorrer para definir os gestos despudorados do velho Marco Aurélio Garcia (publico acima, de novo, o vídeo), assessor especial de Lula, e do ainda jovem Bruno Gaspar, assessor de Imprensa? Vejam aí: a maturidade não faz o decoro. Num, a idade foi acrescentando tolice, fatuidade, arrogância. No outro, a falta dela confere jactância, fanfarrice, prepotência. E o velho, ali, era o retrato bem-sucedido do moço. Marco Aurélio é Bruno quando maduro. Bruno é Marco Aurélio quando jovem. Essa gente é uma espécie.

O Brasil ainda chora quase 200 vítimas; enlutadas, as famílias anseiam, ao menos, pelos despojos de seus mortos, para que possam concluir suas respectivas tragédias, já que aqueles a quem amavam lhes foram arrancados, surrupiados, seqüestrados por um governo incompetente; que, quando não é só incompetente, consegue ser pior porque incompetente e corrupto. Corrupção e incompetência fartamente documentadas justamente na Infraero, especialmente na reforma do Aeroporto de Congonhas, mortalha de inocentes; picadeiros de palhaços da morte; valhacouto de assassinos.

O que tanto comemoravam aquelas duas tristes figuras? Quem Marco Aurélio achava que estava f_ _ _ _ _o? Quem estava sendo violado pelo sr. Bruno Gaspar? Quais eram seus inimigos imaginários que estavam ali sendo subjugados em seu festim patético? Por que tripudiavam, eufóricos, sobre 200 mortos, sobre histórias interrompidas, sobre famílias moralmente destruídas, que, a esta altura, não têm de seu nem os corpos para enterrar, carbonizados que foram na pira da incúria, da loucura, da irresponsabilidade, da prevaricação? Por que festejam estes vândalos? Qual foi a grande vitória que obtiveram? Quem o assessorzinho chama de “filho da puta”?

A resposta é simples e chegou a este blog na pena dos acólitos, da Al Qaeda eletrônica, dos esbirros menores da ditadura da corrupção, da incompetência e da vulgaridade. Para estas alimárias, a matéria de William Bonner, no Jornal Nacional, provando que a aeronave estava com um dos reversores desativado (e que enfrentara problema no dia anterior ao do acidente) livrava o governo de qualquer responsabilidade. Mais uma vez, a “mídia”, inimiga eterna de ditadores e, por que não?, dos petistas, seria, então, acusada de conspiração. Como se a informação não tivesse sido tornada pública pela própria mídia que se procurava execrar, ferrar, violar, subjugar, submeter, humilhar.

Feios! Sujos! Malvados!

 

Só que não prova nada! O reversor desativado lhes saiu pela culatra. Todos os técnicos, incluindo a voz oficial da Aeronáutica, sustentam que, em pista adequada, é perfeitamente possível aterrissar sem o reversor — de fato, sem os dois reversores. Ele pode ajudar a diminuir a velocidade de um avião, mas, deixam claríssimos os especialistas, naquela situação vivida pelo AirBus, teria sido inútil. Sabem o que isso significa? Que a hipótese de problema na pista, em vez de ter diminuído, aumentou. A reportagem do Jornal Nacional, não obstante, é muito importante: em sua entrevista coletiva, Marco Antonio Blogna, presidente da TAM, omitira tal dado. Disse que a aeronave estava em perfeitas condições. Poderiam até ser adequadas, mas perfeitas não eram. Também omitiu que a mesma aeronave quase saíra na pista no dia anterior ao acidente. A relação Infraero-empresas-Anac, vai ficando evidente a cada dia, não pode ser mais obscura, confusa, estranha. Sargento Garcia e o Tonto vibraram inutilmente.

Vocês leram; os posts estão nos arquivos. Desde a primeira hora do acidente, apontei a responsabilidade do governo, seja lá qual for a causa desta tragédia em particular. Tanto é, que Lula vai hoje à TV anunciar medidas. Os três órgãos que cuidam do setor são subordinados ao Executivo: Infraero, Anac e Ministério da Aeronáutica. Lembrem-se: quase uma hora depois do acidente, não se sabia que avião ardia em chamas, não se sabia o nº do vôo, não se sabia nada. Trata-se do maior acidente aéreo no mundo em cinco anos. Na história da aviação, é a primeira vez que um país registra dois casos tão graves em prazo tão curto: 10 meses. Não! Ocorre que este governo não suporta cobranças. Como fica claro num vídeo que postei ontem, Lula ainda espera que lhe sejamos gratos por cumprir tão mal as suas obrigações.

Desde o primeiro post sobre o caso, a Al Qaeda eletrônica tenta se infiltrar aqui. A acusação estúpida, maledicente, que segue o velho princípio de acusar os adversários dos vícios que “eles” têm, é que eu estaria contente com a tragédia. A cobrança política que fiz foi tachada de exploração da dor alheia; foi chamada de insensível. O lema passou a ser, então: “Vamos parar de politizar o acidente”. Revejam o vídeo de Marco Aurélio e de Bruno Gaspar. Agora respondam: quem, de fato, explora a tragédia? Quem se ocupa unicamente de sua dimensão política? Quem, com efeito, está mais preocupado com a imagem do governo do que com a dor das famílias dos mortos?

Marco Aurélio, o Dom Giovanni da ditadura do proletariado, e seu Leporello pegador, de crachá e camisa amarrotada, são mais indecorosos pelo que pensam do que pelos gestos obscenos que fazem. São o retrato de um governo mais interessado em achar uma desculpa do que uma resposta; mais interessado em se safar do juízo da opinião pública do que em resolver um problema. E poderia ser diferente? Garcia é um dos artífices de nossa política externa; foi o homem enviado por Lula à Venezuela, logo nos primeiros dias de seu primeiro mandato, para atestar a “democracia até em excesso” de Hugo Chávez. É o pensador por trás da aproximação de Lula com as ditaduras islâmicas. É, não custa lembrar, co-fundador, com o Apedeuta, do Foro de São Paulo, um ajuntamento de partidos e grupos de esquerda da América Latina em que as narcoguilheiras Farc têm assento. Presidiu o PT durante a crise do dossiê e foi um dos formuladores da tese de que se tratava, vejam só, de uma tentativa de golpe de Estado.

 

Tremores e desculpa

Marco Aurélio resolveu dar uma pequena entrevista se explicando, com seus óculos redondinhos, como a anunciar que atrás daquelas lentes mora um intelectual refinado. Nós vimos. Classificou as imagens de “clandestinas” e disse que, em público, não se comportaria daquela maneira. Falo já disso. Clandestinas? Ele estava no Palácio do Planalto, na sede do Poder Executivo. Talvez ignore, mas aquele é um espaço público, e ele podia ser visto próximo à janela. Ninguém invadiu a sua casa para flagrá-lo na intimidade. Muito ao contrário. O que ele esperava? Que o cinegrafista, vendo-o ali, desligasse por pudor a câmera? Talvez sim. Os indecorosos sempre esperam que os decorosos se intimidem. Contam com isso.

Mas estupenda e reveladora é sua afirmação de que jamais faria aquilo em público. Ora, todos sabemos, não é? A frase é um emblema. Existe o petismo público e existe o petismo de corredor; existe o petismo para a massa de néscios, e existe o petismo para os escolhidos; existe o petismo oficial, e existe o petismo não-contabilizado, paralelo, caixa dois. Estamos falando, afinal, desde sempre, de um esquerdista para quem, por definição, a moral está a serviço de um projeto. E, na trajetória da esquerda, nunca importou quantos poderiam ou precisariam morrer para que esse projeto se realizasse.

“A nossa moral e a deles”

Marco Aurélio não vem da banda do PT stalinista. Vem do trotskismo — e ele não se curou: ficou mais doente. Porque agora aderiu também à vida pançuda da burocracia estatal. Trotsky é autor de um célebre texto em que fala da “nossa moral [dos socialistas] e da deles [dos burgueses]” Saibam, leitores: tudo aquilo que reconhecemos como escrúpulo, decência, limite, individualidade, respeito ao outro, tudo isso não passa da moral burguesa, a ser descartada liminarmente em nome de uma outra moral, uma doutrina aberta que, supostamente, vai-se construindo na história, mas que, de fato, atende exclusivamente aos interesses do partido encarregado da revolução. No caso, a revolução possível: essa porcaria que o PT vem fazendo.

Para realizar seus objetivos, temos outros exemplos, essa gente já demonstrou não ter limites e não se intimidar jamais. Nas suas explicações, ao ajeitar os seus óculos redondinhos, Marco Aurélio tremia feito uma gelatina. Era alguém acostumado, como se viu, a gestos bastante eloqüentes nos bastidores obrigando-se a fingir uma civilidade que, com efeito, não tem. Pelo menos, vá lá, é um medalhão do partido. E aquele outro coitado? E o Robin ideológico do Batman pançudo do socialismo?

Acusam seus adversários daquilo que eles próprios fazem. Não! Eu não celebrei a morte de ninguém. Lamentei. Lamentei todas elas e uma em particular, a do deputado Julio Redecker (PSDB-RS), e já expus aqui os motivos. Ah, eles sim. Eles tentaram comemorar o que seria a vitória sobre os adversários. Na entrevista, Marco Aurélio teve o mau gosto adicional de citar os mortos, que seriam a causa original de sua indignação. Conversa! Ele julgou, junto com o seu “Menino Prodígio” rompedor, que a fatura estava liquidada. Para ele, Lula havia ganhado mais essa. Para ele, Lula havia derrotado os 200 mortos.

Mas não derrotou. Eles lhe pesam sobre os ombros, junto com os 154 do avião da Gol. Hoje o demiurgo fala. Embora “não tenha nada com isso”, vai anunciar medidas. Se não der um pé no traseiro do Batman Gorducho e do Robin matusquela, estará repetindo ele próprio o gesto de seus subordinados. E, aí, para todo o povo brasileiro. Nunca uma gente tão baixa chegou tão alto. E, por isso, morremos assim: esturricados na fogueira de sua incompetência.

E saibam: eles sempre podem ir um pouco mais longe.

Vejam o vídeo no link:

 

http://www.youtube.com/watch?v=dai2DYOiu9U&eurl=http%3A%2F%2Fveja%2Eabril%2Ecom%2Ebr%2Fblogs%2Freinaldo%2F

 

E aproveitando o embalo, vejam a fúria do Reinaldo para com o Marco Aurélio Garcia:

 

Marco Aurélio Top, Top, o Rei do Tártaro

 

Marco Aurélio, o do “top, top”, agora está acusando a mídia de explorar evento privado. Ele vá fazer coisas privadas em sua casa. Despudorado! Tivesse alguma reserva de dignidade, pediria demissão.

Este senhor cuida tão bem das idéias quanto cuida dos dentes. É o verdadeiro Rei do Tártaro, tanto o odonto como o mitológico. Os petralhas vão dizer que este é um dos meus “argumentum ad hominem”. Não é: pela absoluta ausência do segundo termo da expressão. Ele tem aquela boca porque quer. É uma escolha, não uma determinação da natureza. Talvez um dentista desse um jeito na sua boca, mas não há o que possa consertar a sua alma.

Suas idéias não seriam menos repugnantes se ele fosse um Apolo, mas não posso deixar de apontar que ele é dono de impressionante coerência paradigmática, adaptando a aparência à essência, numa cadeia de repugnâncias.

Ele vai permanecer no cargo, prova cabal de que o estado brasileiro foi seqüestrado por uma súcia. O texto, abaixo, em que trato de suas obscenidades morais tem publicados, até o momento em que escrevo este post, 495 comentários. Deve ter recebido o dobro disso. É que muitos leitores ultrapassam, muitas vezes, a linha da indignação. Até compreendo os motivos. Há um casamento perfeito entre a demanda por higiene física e a demanda por higiene moral. Mas recomendo alguma contenção.

 

 

 

  

 

  

 

20 Jul 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | ABOBRINHAS, O SONHO, POLÍTICA, ÉTICA | | 1 Comentário