O sonho da educação.
O sonho da educação.
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!” (Rui Barbosa)
A educação básica brasileira é uma vergonha internacional.
Nas avaliações internacionais, sempre ficamos entre os piores, e nas ciências exatas, somos pior ainda.
Os nossos índices universitários, não são muito melhores, e as faculdades de ciências biológicas e médicas, formam pessoas incrivelmente incompetentes, que depois de formados irão fazer parte da saúde pública do país, inserindo no sistema sua incompetência enquanto esperam por uma vaga no serviço público, não como médico ou algo relacionado, mas alguma coisa como polícia rodoviário, polícia federal, ou algo parecido sem nenhum nexo com a profissão escolhida e diplomado.
Esta situação, está piorando todos os dias, simplesmente porque a educação básica piora todos os dias, e é a base do ensino universitário. O Brasil gasta pouco com educação. Gastamos com a educação aproximadamente 4% do PIB (Produto Interno Bruto) enquanto que a Argentina, gasta 12%. Em outras partes do mundo gastam mais, a Coréia do Sul gasta 20% do PIB.
E gastando pouco, ainda gastamos mal, desta cifra do PIB, que chega à cerca de R$110 bilhões, 75% são gastos com a educação superior, que depende do ensino básico para funcionar, e onde são gastas apenas 25% do orçamento da educação.
Para melhorar o ensino no Brasil, precisamos inverter esta distribuição orçamentária da educação, e aumentar os gastos com ela, a Educação Básica.
Em nenhum país evoluído do mundo existem universidades inteiramente gratuitas. Tudo a que se refere às universidades, tem um custo para o usuário. E as universidades, são todas mantidas com o seu lucro sobre os programas de desenvolvimento de projetos, os custos sobre os estudos, estacionamentos pagos, uso de laboratórios, etc. E são muito ricas, e pagam muito bem aos professores e as qualidades dos cursos estão sempre melhorando. Os projetos desenvolvidos para a indústria pelos monitores e alunos, não somente dão lucro como fazem a cama para os formandos que trabalharam no projeto que, geralmente são contratados pelas empresas que utilizaram os seus trabalhos.
Porque então, se temos um exemplo em várias partes do mundo, que um sistema assim está dando certo, não adotamos uma coisa parecida no Brasil? Muito simples a resposta, aluno da escola do ensino básico não vota, então não precisamos contemplá-lo com muita coisa, temos é que gastar com os que dão voto. Os universitários. Este é o pensamento político brasileiro e que não deixa o sistema ser melhorado. Os professores universitários, que nunca souberam ganhar o próprio dinheiro, e se formaram dentro de um sistema paternalístico, consideram a possibilidade de a universidade gerar o seu próprio dinheiro um sacrilégio, e sendo estes os principais elos do sistema, a coisa vai continuar como está.
E o sistema político, que se baseia nos votos do povo, se esmera em cuidar destes funcionários, para que os votos continuem a chegar. Eles votam e os meninos que se danem.
Eu tenho um sonho de como inverter esta situação. Temos que seguir os conselhos de dois mestres em ciência política.
Nicolau Maquiavel em o Príncipe, sua obra mais clássica disse: “…não há nada mais difícil de realizar, mais perigoso de conduzir ou de êxito mais incerto do que tomar a iniciativa na introdução de uma nova ordem de coisas. Porque o inovador tem como inimigo todos os que estavam bem nas condições antigas, e defensores pouco dispostos naqueles que talvez venham a ficar bem nas novas”.
E Mao Tse-tung, o lider chinês, que análogo do Maquiavel, dizia: “Somente a força pode mudar um sistema político implantado e atuante”
Então, com estes dois clássicos sobre os estudos da natureza humana se completando, estamos chegando à uma conclusão que somente à força poderemos fazer o que seria necessário para mudar esta indecência de congresso representativo, que apenas representam os seus interesses e que assassinam a ética e a decência em nome do conforto e do lucro pessoal.
Sempre fui contra a violência na política, e os golpes de estado, são com pouquíssimas exceções, seguidos de barbárie, injustiça, e despotismo. Mas os golpes de estado, como conhecemos, são em sua maioria desferidos contra o presidente eleito e algum golpista sempre ocupa o posto do presidente.
O meu sonho é diferente:
Temos que colocar pelo menos dois milhões de pessoas na esplanada dos ministérios, com ou sem as caras pintadas, e invadir o congresso, acompanhados dos comandantes militares, da OAB, e do Ministério Público.
Dentro do congresso, demitimos todos os representantes sem votos, Suplentes e legendas, e comandamos uma reforma constitucional, acabando com estas pastas, e convocamos uma eleição com as novas regras, que serão apresentadas e comandadas pelos os representantes da OAB. Esta reforma política e constitucional será completa, e envolverá os três poderes.
O presidente eleito continuará no poder, mas terá que aprovar estas reformas, e obedecer às modificações que lhe tocarem.
Esta revolução não será um golpe, mas uma reforma forçada e pacífica contra esta situação que está se formando, de ingovernabilidade extrema e que a atitude de poucos, pouquíssimos está prejudicando e impossibilitando o progresso e o futuro do Brasil.
Pode até parecer uma incoerência, mas o meu sonho é fazer uma revolução pacífica e sem nenhuma violência.
A única justificativa para a palavra revolução, é que esta palavra vem de revolta, que já existe no sentimento do povo contra esta oligarquia de ladrões e criminosos impunes disfarçados de representantes do povo.
Os representantes eleitos com os votos populares permanecem assim como o presidente eleito. Mudam-se apenas as regras.
E com esta reforma profunda, se tramitará também uma reforma do sistema educacional.
Eu penso que pode funcionar algo assim:
Por constituição, elabora-se um número da porcentagem do PIB que poderá e será usado na educação do povo.
Esta verba constitucional deverá ser no mínimo 10% do PIB e com uma previsão de aumento gradativo até alcançar a cifra de 20%.
Cria-se uma agencia federal da educação, que será totalmente autônoma e seus dirigentes serão apontados e aprovados pelo congresso nacional, com função vitalícia. O chefe da agencia educacional, deverá ao fim de cada ano prestar um depoimento no congresso e apresentar o que está acontecendo na educação do país e deverá se submeter à uma sabatina pelos membros.
O seu relatório poderá ser contestado por qualquer cidadão que não tiver de acordo com os dados apresentados.
Esta agencia se encarregará unicamente do ensino fundamental e básico.
O sistema universitário será temporariamente cuidado pelo MEC. As universidades públicas deverão gradativamente implementar programas lucrativos, os cursos deverão serem todos pagos, e se o aluno não tiver comprovadamente condição de arcar com estes custos, terá que se comprometer a reembolsar o governo do custo de sua educação e terá de apresentar um avalista para o seu compromisso. Se por acaso decidir mudar de curso terá de pagar por tudo que custou ao governo em seu curso anterior. Após sua formatura, a dívida poderá ser dividida em vários anos. Se não se formar terá de pagar pelo o que custou ao governo. Parte dos lucros das universidades poderá vir de estacionamentos que deixarão de ser gratuitos.
As universidades que puderem dentro de dez anos se tornarem lucrativas ou no mínimo auto-sustentantes, continuarão a existir por conta própria. As outras serão vendidas ou simplesmente extintas se não houver compradores.
Depois deste prazo, o MEC deixará de existir.
O Chile é nosso vizinho e o único país que apresenta uma economia de primeiro mundo e uma educação sistematicamente melhor do que a brasileira. Não é um país rico, existem ainda muitas diferenças sociais, existe analfabetismo, mas estão sendo sistematicamente melhorados. Eles privatizaram praticamente tudo. As universidades são pagas. E a economia deles apesar de menor do que a nossa, está com os pés no chão. Dando tempo, eles vão melhorar e fazer as diferenças sociais diminuírem, sem choques e sem violência.
Porque não podemos seguir o exemplo deles e caminhar no rumo certo?
Porque isto não é do agrado da classe política atuante no Brasil. Os nossos representantes não querem dividir as riquezas eles querem é roubar o mais possível. E sendo eles que fazem as leis, eles apenas fazem leis para perpetuar o “estatus quo”.
Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).
Estamos convocando voluntários para a revolução dos fracos.
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