Prosperidade e crescimento.
Prosperidade e crescimento.
Sabem vocês porque o Brasil não vai crescer?
È o óbvio ululante de que as condições para o Brasil crescer sustentavelmente e em um ritmo permanente condizente com os países em desenvolvimento, devem passar pelo estado atual da infra-estrutura essencial.
O primeiro governo do Lula foi um oba-oba sem fim, com experimentos sociais que não deram certo, com os postos chaves do governo ocupado por pessoas ineficientes, e sendo que os últimos dois anos foram anos de campanha para uma reeleição. De entre meio, a primeira administração foi permeada e temperada com escândalos e corrupção, que ajudaram a paralisar o andamento de qualquer vislumbre de administração que poderia ter havido.
Em outras palavras durante o primeiro ano do governo Lula o Brasil andou sozinho, sem comando algum e no embalo do Plano Real, herdado do governo anterior. O único mérito do governo neste sentido, foi não querer mudar esta situação, que ajudou o Brasil a se manter estável.
As melhorias na infra-estrutura, que no governo anterior foi pífia, e permeada de crises, internas e externas, no governo Lula foram nenhuma.
Para o bem da verdade, as obras de expansão do sistema de distribuição elétricas iniciadas timidamente no governo anterior foram mantidas, e as duplicações de rodovias também iniciadas no governo anterior seguiram em seu ritmo patético, mas seguiram.
O aumento da capacidade energética, as melhorias portuárias, as melhorias rodoviárias, ferroviárias e aeroviárias, foram praticamente nenhuma. E sem estas estruturas, o crescimento sustentável não pode existir.
O ministro Mantega não disse nada de errado quando disse: “São sinal de prosperidade. Parte do preço do sucesso da economia”. Se referindo ao caos aéreo. Somente esqueceu-se de acrescentar: “Prosperidade sem infra-estrutura”.
Se um governo qualquer, chega a um lugar rural e abandonado, e resolve mudar a economia local, investindo em educação, insumos, maquinaria adequada, pode sim ter um enorme sucesso na produção agrícola, mas se depois da colheita não existir um método eficiente para se transportar esta colheita, tudo vai acabar se perdendo. Em outras palavras, os métodos de transporte da safra, devem ser feitos antes da colheita senão, se perde a colheita e todos os investimentos feitos para esta colheita.
É simplesmente por esta razão óbvia que as terras localizadas perto das rodovias de acesso são mais caras.
Para que o Brasil cresça, deve investir primeiro na infra-estrutura base.
Os portos, por exemplo, estavam cotados no PAC para serem melhorados, pois não comportam os grandes navios modernos. O ministro encarregado destes portos está reclamando na mídia da falta de fundos para este serviço.
O PAC, é uma tremenda enganação e a única obra que está sendo feita a “toque de caixa”, é a obra mais desnecessária de todas, que é a transposição do Rio São Francisco. Está encarregado da verba desta obra, o senhor conhecido em seu estado natal, a BAHIA como “AGATUNADO”. A verba de seis bilhões, nas mãos do agatunado, será realmente bem aproveitadas por ele.
A grande besteira desta obra, é que quando falta água no nordeste, também falta água no rio São Francisco.
A despeito do que muita gente está acreditando, a captação da água em Cabrobó, está logo depois da barragem de Sobradinho, e vai prejudicar duas outras hidroelétricas à sua frente, Timbó e Paulo Afonso.
A equipe do Agatunado anda disseminando por aí, de que a água que eles vão captar, é a água que irá se perder no mar, coisa que se fosse verdade, justificaria o projeto. Mas não é nada disto não, podem acessar os mapas da região e verão que entre Cabrobó e o mar, existem duas usinas geradoras e o projeto de mais uma.
E voltando para a infra-estrutura, este projeto tocado pelo Agatunado, irá sem dúvida nenhuma, ralear mais ainda a quantidade de energia disponível para o crescimento sustentável.
E tem mais, para bombear 600m³ por segundo, de acordo com os projetos, vão ser consumidos 1.000MW de energia, que é a total produção da usina hidroelétrica de Sobradinho (1050MW), que irá fornecer esta energia.
Vejam que grande besteira esta:
Um projeto que vai funcionar somente quando o rio estiver com água suficiente, e que coincide com as chuvas do semi-árido que irá favorecer. Durante estas chuvas não será preciso retirar água do rio. E nesta carência energética em que estamos toda a produção de uma usina muito importante será desviada para o projeto. E mais ainda, somente em Paulo Afonso, a falta desta água diminuirá a energia produzida suficiente para alimentar uma cidade de 45.000 habitantes.
Este é o principal programa do PAC.
Dizem agora, que o projeto está mudando, (depois da verba aprovada).
Agora dizem que a água será retirada durante as cheias, e acumulada em açudes, para ser distribuída no período da seca. Ah bem…
A evaporação desta água será terrível, na casa dos 30%.
Um terço da energia gasta para retirar esta água, será gasto na evaporação que as correntes aéreas vão levar para a Amazônia onde não se precisa desta água.
300MW de energia para irrigar a Amazônia.
Este é o PAC, ou parte dele, e tudo o mais é assim mesmo.
E agora o que fazer?
Relaxa e goza.
Nenhum comentário ainda.
Deixe um comentário
-
Arquivos
- Outubro 2009 (1)
- Setembro 2009 (3)
- Agosto 2009 (3)
- Julho 2009 (1)
- Abril 2009 (3)
- Março 2009 (8)
- Janeiro 2009 (1)
- Dezembro 2008 (1)
- Novembro 2008 (2)
- Outubro 2008 (8)
- Setembro 2008 (6)
- Agosto 2008 (7)
-
Categorias
- ABOBRINHAS
- ABUSOS LEGISLATIVOS
- ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- ANEDOTAS
- APAGÃO AÉREO
- ARTIGOS
- assistencialismo
- AUTORITARISMO
- ÉTICA
- CENSURA
- Cinismo
- CPMF
- CRESCIMENTO ECONÔMICO
- Crimes e emntiras
- CRISE ECONÔMICA
- CRONICAS
- CURIOSIDADES
- Desarmamento
- ECONOMIA
- EDUCAÇÃO
- ELEIÇÕES
- entrevistas
- exemplos
- GOVERNO
- Humor
- ideologias
- IMPOSTO ÚNICO
- Justiça
- O SONHO
- PAC
- PINGA
- POLÍTICA
- Racismo
- Reforma eleitoral
- REFORMA POLÍTICA
- Respostas
- Respostas on line
- Tolerância Zero
- TRABALHO
- Uncategorized
- Vídeos
-
RSS
Entradas RSS
Comentários RSS





