Até mais tarde Renan.
Até mais tarde Renan.
O filósofo alemão – Tem um pouco de sua vida em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx
(Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883), criticava o sistema capitalista na ordem em que em sua opinião, este sistema de lucratividade, escravizava a sociedade que trabalhava, pagando pouco para que estes trabalhadores não pudessem melhorar de classe social, enquanto lucravam muito com o seu trabalho, ficando cada vez mais ricos e aumentando a distância social entre patrão e trabalhador.
Ele acusava a sociedade PRODUTORA, de que para obter lucro, pagava menos do que era decente para os trabalhadores, e a diferença entre o que deveria ser pago e o que se pagava, era a origem de seu lucro.
A isto ele denominou “MAIS VALIA”.
Em seu tempo, pode ser que tivesse razão, pois a revolução industrial estava em seus primórdios, e nas minas de carvão, fonte energética da época havia mesmo muita exploração. As legislações eram omissas quanto a controle das condições de trabalho e de pagamento mínimo, previdência social, etc.
Nestes tempos, o trabalho em minas de carvão, era mesmo quase um trabalho escravo, e o que era pago aos empregados mal dava para eles vestirem e comer. O que o patrão ganhava com o fruto do trabalho deles, era de fato muito dinheiro.
A sociedade mudou e as leis e as condições de trabalho melhoraram muito, e sua teoria ficou datada.
A essência do capitalismo, ainda é a “MAIS VALIA”, pois é o conjunto de trabalhadores que ganhando o suficiente para uma vida decente, proporcionam ao patrão, um lucro bem maior do que o seu salário.
No entanto,os salários atuais dos empregados , é um ganho confortável, sem muitos riscos e sem muita responsabilidade, sendo esta bem pequena, dividida entre todos os outros empregados.
O ganho dos patrões é maior como também é maior o seu investimento, riscos e responsabilidades.
Não tem como mudar isto, porque este é o espírito social humano. Uns assumem riscos e responsabilidades maiores, dando emprego e sustento a muitos que não querem assumir estes riscos e responsabilidades. A divisão dos lucros, não é simplesmente a valor físico da mão de obra, mas o pagamento pelo risco assumido, e das responsabilidades maiores sobre o todo.
Em geral, o lucro atual de uma empresa, é menor do que a soma dos salários de todos os funcionários.
Atualmente no Brasil, existem dois empreendimentos que ganham lucros exageradamente superiores ao custo da mão de obra, o que até justificaria as antigas idéias de Marx.
1. Os bancos. Estes estabelecimentos puramente capitalistas encontraram no Brasil, com os seus juros exorbitantes e suas outras condições propícias, território fértil para aumentarem os seus lucros de forma exponencial. Em 1995, as tarifas bancárias, sobre a movimentação de seus clientes, pagavam 20% do custo da mão de obra dos bancos. Hoje, estas tarifas, subiram de tal maneira desproporcional com o custo da mão de obra, que inverteu a proporção. 20% do ganho com as tarifas pagam o custo de todos os salários dos bancos. O seu dinheiro depositado na poupança de um banco rende em média 8% ao ano, e este mesmo dinheiro, usado para manter o cheque especial rende ao banco 80% ao ano em empréstimos simples, e quando se atrasa ou passa do limite do cheque especial, este custo vai para até 200% mais as multas etc. Comparado com os salários dos bancários, este lucro se encaixa na idéia de Marx da “MAIS VALIA”.
2. Os salários dos políticos. Aí a coisa foi invertida totalmente. Quem paga os salários de um empregado, é o patrão que de acordo com as regras do capitalismo deveria ganhar mais do que o empregado, e menos do que o conjunto deles, certo? No Brasil, a classe política, que é paga com os impostos recolhidos dos cidadãos, que neste caso são os patrões que deveriam determinar quanto se deveria pagar aos seus contratados, pelo tipo de trabalho executado. Estes mesmos cidadãos deveriam ser os que ao avaliar o desempenho destes contratados poderiam imediatamente despedi-los por justa causa, caso o seu desempenho fosse menor do que o esperado. Não acontece nada disto atualmente. Os exorbitantes salários pagos aos parlamentares, que absolutamente não representam a sociedade, foram legislados em causa própria, assim como os benefícios suplementares, que estes parlamentares desfrutam. As distorções ficaram de tal maneira, que o que o Brasil gasta com seus parlamentares, é proporcionalmente o seguinte: Para pagar os salários e os benefícios e as instalações onde trabalham 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores), tem que se somar um milhão e trezentos mil assalariados. Em uma comparação capitalista, seria como, 1.300.000 pessoas se associassem, corressem todos os riscos e investissem todo o seu salário mínimo, e assumissem todas as responsabilidades, para pagar os salários e as instalações de trabalho de 594 de seus funcionários, e sem condições de criticarem ou apreciassem seu trabalho. Lucro então nem se fala, somente prejuízo neste caso falência à vista.
E mesmo com toda esta mordomia, executando um trabalho em desfavor da sociedade, ganhando um salário pago por tantos trabalhadores sofredores, não estão satisfeitos e conseguem através de ações sombrias e ilegais, duplicarem, quadruplicarem, multiplicar por milhões, os ganhos pessoais.
Enquanto durar a paciência dos patrões com um trabalho mal feito, com o roubo das instituições, com um salário enorme que não condiz absolutamente com as condições atuais do país, estes empregados vão levando a vida na flauta, mas quando a paciência acaba eles têm que ser demitidos.
No caso do Renan Calheiros, que está roubando o nosso dinheiro sem trabalhar a muito tempo, a paciência esgotou. A venda de seu gado sem recibos os guias de embarque, as suas terras em nome de laranjas, as suas amantes sustentadas por empreiteiras favorecidas com a sua influência, tudo isto, ou melhor, qualquer destas razões é motivo suficiente para uma demissão por justa causa.
Até mais ver Renan.
Você já está frito.
Leiam a reportagem do Globo logo abaixo:
Cada senador custa mais de R$ 33 milhões por ano aos cofres públicos
Plantão | Publicada em 11/06/2007 às 19h13m
O Globo Online
BRASÍLIA – Um levantamento da Transparência Brasil sobre os orçamentos da União, dos estados e municípios revela que o Senado é a casa legislativa que tem o orçamento mais confortável por legislador: seus R$ 2,7 bilhões anuais correspondem a R$ 33,4 milhões para cada um dos 81 senadores. Na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais, segundo a ONG. Dentre as assembléias legislativas, o maior orçamento por legislador é o da Câmara Legislativa do Distrito Federal: equivale a R$ 9,8 milhões para cada um dos 24 deputados distritais (o DF não tem Câmara de Vereadores). O mais exíguo é o de Tocantins: pouco mais de R$ 2 milhões para cada um dos 24 deputados.
Nas câmaras municipais, a mais rica é a do Rio: seu orçamento equivale a R$ 5,9 milhões para cada um dos 50 vereadores. No outro extremo, em Rio Branco (AC), a provisão para 2007 equivale a R$ 715,3 mil para cada um dos 14 vereadores.
A Câmara dos Deputados custa R$ 18,14 por ano para cada brasileiro, enquanto o Senado sai por R$ 14,48. Entre os estados, a assembléia legislativa mais cara por habitante é a de Roraima (R$ 145,19), e a mais barata, a de São Paulo (R$ 10,63). Entre as capitais de estados, a câmara de vereadores mais cara por habitante é a de Palmas (TO), que custa anualmente R$ 83,10 para cada morador da cidade. A mais barata é a de Belém (PA), com R$ 21,09 por ano.
A fatia do Orçamento da União destinada ao Congresso Nacional (R$ 6,1 bilhões) chega perto de equivaler à soma do Orçamento destinado ao legislativo em todos os estados e capitais do país (R$ 6,4 bilhões). O montante orçamentário por parlamentar do Congresso (deputados federais e senadores) é mais do que o dobro do que custam os deputados estaduais, que por sua vez custam acima do dobro dos vereadores das capitais.
O estudo revela que as três esferas do legislativo custam em média R$ 117,42 por habitante nas capitais brasileiras e que o trabalho legislativo é mais caro para habitantes de capitais menos habitadas – geralmente, as mais pobres. Enquanto em Boa Vista (RR) cada habitante paga R$ 224,82 anuais pelos serviços associados ao trabalho de seus representantes eleitos nas três esferas, em São Paulo o custo é de R$ 68,51 por habitante.
Em Boa Vista, o gasto total com o legislativo (federal, estadual e municipal) representa 4,7% do PIB per capita. No outro extremo, em Vitória (ES), o gasto total de cada habitante com o legislativo representa 0,4%. Em cinco estados – Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins – e doze capitais os dados orçamentários não estavam disponíveis na internet. Em três casos, nem o orçamento estadual e nem o da capital estavam na internet: Rio, Tocantins e Sergipe.
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