Um dia a casa cai!…
Um dia a casa cai!…
O deputado distrital Pedro Passos, tem um passado sombrio, e misterioso sobre a sua fortuna.
Ele e seus irmãos já foram autuados pelo MP e investigados pela PC de Brasília, o DEMA, sobre grilagem de terras, e até hoje não se sabe exatamente o resultado e no que deram os inquéritos sobre este problema de grilagem.
Também o ex-deputado Vigberto Tartuce, o Vigão, esteve metido em várias investigações e uma delas dobre um grande desvio de fundos do FAT, para criar uma escola para trabalhadores, foi tudo investigado e não deu em nada. Até hoje no site do TCU, existe um pedido de informações sobre esta investigação para ver se consegue provas suficientes para obrigar os envolvidos a devolverem o dinheiro desaparecido com o tal projeto de escola.
O ex-senador da republica, Luiz Estevão, também tem um passado misterioso e sombrio sobre a sua fortuna. Com o caso do Juiz Lalau, perdeu o cargo de senador, que foi preenchido pelo primeiro suplente Almir Amaral (também de passado misterioso e sombrio) que havia colaborado com sete milhões para a sua campanha. O Luiz Estevão virou cartola e é o dono do Brasiliense, um time de futebol que ainda novo se sobressaiu nos campeonatos locais e nacionais. Apesar de muitos indícios de fraudes durante seu mandato de Senador e durante seu mandato de Deputado Distrital, ele continua solto e vira e mexe está nas manchetes de jornais sobre algo obscuro.
A impunidade destes e outros políticos é uma coisa que acontece freqüentemente neste nosso país, e nos dá um indício de que o crime realmente compensa.
Às vezes dá zebra, como escreveu Adriana Vandoni em seu blog – http://pep-home.blogspot.com/
Com muita propriedade e com algumas charges que vou revelar Adriana mostra que ainda podemos ter alguma esperança de que estes políticos corruptos e de fortunas misteriosas, dêem um tiro no pé
Que os coloque em seu lugar apropriado.
Eu fico aguardando, tomando Chá de cadeira como diz o Juca Kfouri enquanto esperamos que o Ricardo Teixeira deixasse a presidência da CBF. ( E vá direto para a cadeia)
O Eurico Miranda foi condenado, já era tempo para isto acontecer e eu fico aguardando o Jader Barbalho pisar na bola.
Leiam os artigos retirados do site da Adriana:
Este é sobre o Roberto Jefferson :
A Operação Navalha revela, antes de mais nada, a falência absoluta da moral no trato da coisa pública, por administradores de todos os níveis e escalões. É triste, muito triste, constatar que obras e grandes projetos só saem do papel depois que o acerto prévio do butim foi repartido entre os cúmplices do assalto aos cofres da nação.
A frase acima é de ninguém menos que Roberto Jefferson em seu blog. Dá pra acreditar? Pois é, mas ele deve acreditar nisso. Tenho a impressão que algum distúrbio psíquico faz com que ele acredite no próprio cinismo. Essa não é uma síndrome apenas de Jefferson e infelizmente tem contagiado cada vez mais pessoas.
E este é sobre o Ex governador José Reinaldo Tavares:
Janio De Freitas em seu artigo de hoje na Folha, lembra da comemoração de vinte anos da concorrência pública fraudulenta que incriminou o então Ministro dos Transportes no governo Sarney, José Reinaldo Tavares. Vinte anos se passou, o ex-ministro e ex-governador nunca foi punido. Hoje ele está na cadeia, novamente por desvio de dinheiro público. Talvez seja solto nesta semana e talvez daqui a vinte anos ele ainda esteja impunemente na ativa.
Feliz aniversário
Por Janio de Freitas
Ainda que pareça, não é coincidência. É o final feliz, embora não para todos, construído pelo longo percurso que levou José Reinaldo Tavares a ministro, a parlamentar, a governador e, nesta semana, à cadeia. Na ocasião mesma em que faz exatos 20 anos, completados no dia 13, o maior dos escândalos provocados pela corrupção em licitações públicas: o da concorrência de US$ 2,5 bilhões, que a Folha comprovava ser fraudulenta, para construção da ferrovia Norte-Sul (ou Maranhão-Brasília) sob a responsabilidade de José Reinaldo Tavares, ministro dos Transportes no governo Sarney.
Concorrências e obras públicas sempre foram cenários de fraudes e alta corrupção, com duas barragens protetoras. Uma, a dificuldade de comprovação, na hipótese (nunca mais do que hipótese) de que um político se dispusesse à denúncia; outra, as variadas ligações das grandes empreiteiras com os meios de comunicação. Ao valor inicial fabuloso, porém, o projeto da Norte-Sul acrescentou a novidade de um esquema complexo para sua implantação.
Uma subsidiária obscura da então estatal Vale do Rio Doce, chamada Valec, foi reativada e deslocada para a órbita do Ministério dos Transportes, com o encargo de fazer as operações relativas à Norte-Sul. A longa extensão da ferrovia foi dividida em 18 setores de construção, cada um deles a ser atribuído a uma empreiteira. A licitação equivalia, portanto, a 18 concorrências. Ou à complicada acomodação dos interesses de 18 grandes empreiteiras, na divisão de lotes com tarefas e valores diferentes, e ainda, no outro lado, os interesses dos que criaram o projeto, geriam a concorrência e conduziriam a obra.
Ainda assim, no dia 7 de maio pude telefonar da redação carioca da Folha para a sede paulista, com um assunto importante. Já diretor de redação, Otavio Frias Filho estava no exterior, falei com Octavio Frias de Oliveira: na semana seguinte haveria uma concorrência de US$ 2,5 bilhões (ele estava a par) e nós já sabíamos os futuros ganhadores, mas o problema era a comprovação do conhecimento antecipado, que desnudaria a concorrência como farsa e demonstraria a fraude e a corrupção. “Já sabemos?” -era mais um desejo irônico de confirmação do que espanto. Sabemos, e a idéia seria publicar disfarçadamente o resultado em alguma parte do próprio jornal.
Não ouvi mais do que uma breve resposta com o sentido indireto de assentimento. Nenhuma advertência, nenhum sinal de apreensão. Não creio que alguém, em qualquer tempo do jornalismo brasileiro até então, pudesse imaginar uma atitude assim, tão objetivamente livre, tão puramente jornalística, de um empresário de imprensa diante de um assunto sempre imaculado por força dos seus muitos perigos. De minha parte, todos os minutos daqueles dias foram de tensão pura, mas com a certeza de que já encontrara naquele telefonema o momento culminante, para mim, de todo o episódio jornalístico da concorrência.
Com o aspecto de comunicado referente a sorteio ou algo assim, e sob o título “Lotes”, montei um anúncio, posto entre os classificados, combinando letras que identificassem cada empreiteira e, ao lado de cada uma, o número do setor que lhe caberia como “vencedora” na disputa das propostas técnicas e de preço. Presença já secular nos jornais, os classificados enfim tornavam-se parte do jornalismo: à noite do dia 12 a Valec divulgava o resultado da concorrência e, na manhã seguinte, a Folha reproduzia o anúncio publicado cinco dias antes. A relação oficial dos “vencedores” da disputa era exatamente igual ao antecipado pelo anúncio.
O escândalo foi imediato. No governo sucederam-se reuniões. José Reinaldo Tavares comunicou um processo contra mim na Lei de Segurança Nacional. Dissuadido por Saulo Ramos, consultor-geral da República, transferiu a Romeu Tuma, diretor da Polícia Federal, a instauração de inquérito policial para me incriminar pela afirmação, no texto do dia 13, da ocorrência de fraude e corrupção, que não estariam provadas. Poucos dias depois, em sua reportagem de capa, “Veja” explicava serem necessários uns 10 milhões de anúncios, considerando-se o alto número de concorrentes e de setores em disputa, para acertar o resultado com a precisão exibida.
O procurador da República designado para me interrogar com a PF, e participar da investigação, mostrou-se mais hostil e determinado a me incriminar do que o delegado incumbido do inquérito. Mas, no relatório final, chegou à conclusão da existência de motivos para processo criminal, sim, mas contra os responsáveis e operadores da concorrência, os do lado governamental como os das empreiteiras. Meses de manobras, para esfriar o assunto até o esquecimento, encerraram-se pelo arquivamento do inquérito e da recomendação do procurador.
A anulação da concorrência não impediu José Reinaldo Tavares de seguir sua carreira e sua vocação autêntica, até ser preso, agora, sob acusação de relações corruptas com uma empreiteira, quando governador do Maranhão (até cinco meses atrás). As grades da carceragem da Polícia Federal em Brasília o impediram de também estar na inauguração, feita anteontem por Lula, de um trecho da Norte-Sul. Mas, para celebrar ao menos os fatos que gerou, e que me permitiram provar a corrupção em concorrências de obras públicas, mandei-lhe na cadeia um cartão de cumprimentos. Acompanhado de um bolo com as velinhas de 20 anos.
Este político continuou a fazer mutretas e depois de vinte anos foi pego de novo com mais propriedade e provas difíceis de se esconder.
Eu continuo a esperar……..
Pelos demais.
Eta Brasil…….
2 Comentários »
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Prezado Roberto,
Parabéns pelos excelentes artigos.
você teria algum tipo de e.mail que pudesse entrar em contato com o Dr. Saulo Ramos?
Grato.
Ronald
Eu também estou cansado de muita coisa. E já estava cansado muito antes do atual governo.