WALDIR PIRES
Quem é Waldir Pires.
Estamos falando em currículo histórico do atual ministro da Defesa.
Nos parâmetros de educação e política, o atual ministro tem um curríclo de fazer vergonha ao do presidente Lula. Ainda que se contasse o diploma de Horroris Causis, recebido da universidade da Bahia, o currículo do presidente deixa muito a desejar e se comparado ao do atual ministro deixa então tudo a desejar.
Estou publicando o currículo do ministro da defesa:
Francisco Waldir Pires de Souza tem uma história de mudança de partidos. Começou sua carreira no PTB, passou pelo PSD e PMDB, chegou a ser um nome forte do PDT e acabou no PT.
O ex-governador da Bahia e ex-deputado federal Waldir Pires tem experiência nesta pasta. Ele ocupou o Ministério da Previdência Social entre 1985-86.
Waldir Pires nasceu em outrubro de 1926, na Bahia. É casado com Yolanda Avena Pires e tem quatro filhos. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Bahia em 1949 e também é professor de direito constitucional da Universidade de Brasília.
O primeiro mandato eletivo de Waldir Pires foi como deputado estadual pela Bahia, de 1955 a 59, quando era filiado ao PTB. Depois, em 1959, foi eleito deputado federal, agora já no PSD. Fez oposição a Ditadura Militar e teve seus direitos políticos suspensos, por força do AI-1, 1964. Exilou-se no Uruguai e na França, retornando ao Brasil em 1970.
Entre 1985 e 1986, foi ministro da previdência social, no governo do presidente José Sarney. Em 1986, impôs uma das poucas derrotas políticas ao grupo do senador eleito Antônio Carlos Magalhães na Bahia ao vencer as eleições para governador, agora pelo PMDB. Até hoje, ACM e Waldir Pires são inimigos políticos. Seu governo na Bahia acabou com severas críticas e pouco depois se filiou ao PDT.
Em 1991, se elegeu deputado federal. Entrou em choque com o grupo do líder do PDT, Leonel Brizola, e acabou se filiando ao PT. Pelo Partido dos Trabalhadores, foi eleito deputado federal pelar terceira vez nas eleições de 1998.
Em suas legislaturas, ocupou diversas comissões, principalmente na área de ciência, comunicação e tecnologia. Também participou da Subcomissão de Relações Exteriores da Câmara. Recentemente, o projeto de lei nº 2.238/99, de sua autoria foi aprovado. Este projeto unirá todos os projetos e iniciativas de combate a seca em único programa.
Com uma bagagem destas e fazendo um trabalho onde não está sendo reconhecido, parece um mistério a permanência desta pessoa no Ministério da Defesa.
Está com toda a certeza sendo coagido a ficar.
Apesar de sua experiência, o cargo está totalmente acima das possibilidades do Waldir Pires.
E isto não quer dizer que ele seja incompetente, apenas que para ocupar esta pasta se necessite de uma pessoa com outro perfil e pronto.
O grande problema, eu penso, deve estar na relutância do Lula de deixar partir um correligionário, que seja competente e possa ajudar-lo a pensar e tomar decisões.
Poderia criar um cargo de conselheiro pessoal e empossar o Waldir como tal.
Os dias (c)sem Lula
Os cem dias de Lula
Esta charge, está se referindo apenas no segundo mandato, pois o primeiro, que foram 1461 dias de malandragem, viagens e vadiagens incansáveis, de corrupção, de enganação e mentiras, de diplomação em “Horroris causis” terminou em apagão aéreo, que devido à falta de atitude proveniente do primeiro mandato, continua sem uma solução.
Adriana Vandoni faz um raio-X de parte do problema:
O Sistema Está Nu
Por Adriana Vandoni
O espaço aéreo brasileiro é gerenciado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, responsável também pelo treinamento, fiscalização e execução do controle aéreo e pela defesa aérea brasileira. A INFRAERO é quem administra os aeroportos, 66 dos 81 existentes no país estão sob controle da empresa, além de 32 terminais de carga.
Mas quem efetivamente executa a função são os Controladores de Tráfego Aéreo, porém, esta profissão não existe no Brasil, não é reconhecida, nem regulamentada. Apenas a atividade existe. Neste ponto começa a salada. A função é exercida por Sargentos da aeronáutica, por civis funcionários públicos estatutários, vinculados a aeronáutica, que são os DACTAs, e por civis, funcionários públicos, CLTistas da INFRAERO.
Primeiro ponto: se a profissão não existe, como pensar em uma desmilitarização? Não seria melhor antes criar e regulamentar? Essa discussão em torno da desmilitarização ou não é apenas “encheção” de lingüiça.
O controle aéreo brasileiro tem sido cada vez mais militarizado, não por uma questão estratégica ou natural, mas pela necessidade, para suprir a falta de pessoal capacitado, pois os baixos salários, a estrutura deficiente para o trabalho e a imensa pressão, têm provocado uma grande evasão de profissionais capacitados. Os Controladores que abandonam a profissão, o fazem exatamente no momento em que atingem a experiência plena de trabalho, entre cinco a dez anos de carreira. Este quadro tem se agravado nos últimos cinco anos, com o conhecimento do governo federal.
Para suprir essa evasão de pessoal são escalados os Sargentos, que tentam sim realizar um bom trabalho, mas sem a estrutura necessária. Mas eles não têm escolha, recebem a missão de operar equipamentos deficientes, controlam um tráfego além da capacidade e trabalham além da jornada estabelecida pelos organismos internacionais. Os que tentam reclamar ou questionar a situação, são reprimidos, inclusive com punições disciplinares, transferências indesejadas e assim por diante.
Acontece aqui uma simples distorção de formação. Os Sargentos são preparados e treinados para a defesa do espaço aéreo. É apenas uma questão de foco, não é por maldade ou por irresponsabilidade, apenas e tão somente o foco. Defesa e não Controle.
Após o acidente que matou 154 pessoas, os controladores do CINDACTA 1 estavam atônitos, perplexos e chocados com o ocorrido, quando um oficial, em discurso para a turma que estava assumindo o setor após o acidente disse: “Chega de choradeira, vamos lá, menos dois pra controlar, ficou melhor!” O oficial não disse isso por insensibilidade, mas porque assim aprendeu que se deve fazer em casos de baixa durante uma guerra. A sua missão é levantar o moral da tropa para que esteja preparada para o próximo ataque inimigo. Só que não estamos em guerra e os controladores não estão em uma missão militar.
O oficial não está errado, ele cumpre sua missão e coloca em prática seu treinamento. Errado está o governo reativo, omisso, irresponsável, e eu diria até mais, diria que o governo é assassino, pois esperou morrer 154 pessoas para escutar o grito dos controladores. Enquanto isso, o “bibelô” do Ministério da Defesa tenta minimizar a crise dizendo que tudo isso não passa de “rotina” em “países em desenvolvimento”. Conversa fiada. É pura falta de planejamento, compromisso, responsabilidade, competência, etc., etc. e etc. Em mais de seis meses de crise o que vimos foram reuniões, formação de Grupos de Trabalho, “puxão de orelha” do Presidente… nossa, como ele é firme!…tudo encenação. De concreto nenhuma medida foi tomada. O governo está inerte, os passageiros continuam correndo riscos e os controladores, pressionados a aceitar a porca situação de trabalho, são responsabilizados quando algo dá errado.
As informações acima foram obtidas através de conversas que mantive com controladores, da ativa ou não. E foi durante um dessas conversas que um deles me definiu com a mais absoluta perfeição a situação brasileira:
O SISTEMA ESTÁ NU.
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