PROGRAMAS DE GOVERNO
Programas de Governo(?)
Meu amigo Ronaldo me mandou por Email uma relação dos novos programas do Governo Lula.
Estes programas vieram depois do sucesso mercadológico do PAC
1 – Base de Operações Legislativas Avançadas – B.O.L.A.
2 – Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto – P.I.A.D.A.
3 – Projeto de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais Nacionais e Autarquias – P.R.O.P.I.N. A.
4 – Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas – M.E.R.D.A
5 – PROGRAMA ORGANIZACIONAL DE RECUPERAÇÃO DAS RODOVIAS ASFALTADAS. – P.O.R.R.A.
6 – PROJETO DE INVENÇÕES NACIONAIS GOZADAS AUTÁRQUICAS. - P.I.N.G.A
A ética do PT
E as maracutaias do governo Lula continuam
Até quando?
Vejam a cara de pau deste governo ético do PT.
Lula disse :
“Está para nascer um brasileiro que possa discutir ética comigo”
Depois do incidente milionário do Lulinha, que inexplicavelmente não foi mencionado na campanha eleitoral, vieram à tona muitos incidentes provando que a palavra ética, não está dentro das conhecidas pelo Senhor das Verdades, o molusco Apedeuta Lula da Silva.
E agora, neste negócio milionário, quem mediou?
Seu amigo de muitos anos, que lhe vendeu (?) sua cobertura em São Bernardo, que é padrinho do Lulinha, que pagou os estudos deste no estrangeiro, que emprestou a custo zero sua casa para o Lula morar, e que foi alvo das acusações de Wenceslau sobre maracutaias e propinas no governo Erundina.
Roberto Teixeira
Leiam primeiro um muito bem escrito artigo de Karla Correia e depois uma entrevista de Wenceslau de um ano atrás.
Advogado amigo de Lula articulou negócio
Karla Correia
BRASÍLIA.O pedido do presidente Lula para que a Gol comprasse a Varig não é o único detalhe curioso do maior negócio realizado na aviação civil brasileira. O advogado e compadre do presidente, Roberto Teixeira, foi um dos articuladores da operação. Ontem, Teixeira acompanhou os donos da Gol na visita que fizeram ao Palácio do Planalto para anunciar a Lula o fechamento do negócio.
Após deixar o encontro com o presidente, o empresário Constantino Júnior explicou os motivos que levaram a Gol a pagar um valor muito superior ao que foi pago pela Varilog, no ano passado, para adquirir a Varig.
- É preciso ressaltar que houve um investimento importante por parte do antigo acionista. A Varig saiu de dois aviões, na época do leilão, e hoje opera com 17 – explicou.
O empresário também disse que a operação não envolve risco de concentração de mercado.
- A Gol e a Varig serão empresas administradas com independência, que competirão entre si, inclusive atraindo novos clientes com suas vocações específicas. Cada uma atua para atrair um público determinado.
A compra da Varig, que se manterá como marca independente, foi feita por uma subsidiária da Gol, a GTI S.A. A manobra evitará que os bilionários passivos trabalhistas, previdenciários e tributários da Varig pesem sobre o caixa da Gol.
A operação comercial foi desenhada por Roberto Teixeira, que trabalhou em conjunto com o dono da Gol, Nenê Constantino. As duas empresas acertaram a compra há, pelo menos, oito dias, quando marcaram a audiência com o presidente Lula.
Segundo o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, a agência deve se manifestar sobre a compra dentro de dois meses.
Ontem mesmo manifestou-se informalmente o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.
- Não acho a melhor solução – criticou.
Venceslau se diz vingado do PT
Publicada em 30-01-2006
Raquel Lima e Ricardo Alécio / Agência Anhangüera
Dez anos se passaram até que o economista Paulo de Tarso Venceslau se sentisse finalmente vingado. Foi em 1995 que ele levou a Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente nacional do PT, a denúncia de esquema de arrecadação de caixa 2 promovido pela empresa Consultoria para Empresas e Municípios (Cpem) em prefeituras petistas. A Cpem era representada por Roberto Teixeira, compadre de Lula, e Paulo Okamotto, ex-dirigente do partido. A denúncia foi abafada e Venceslau, além de tachado de louco, foi expulso do PT no início de 1998. Agora, assiste o partido que ajudou a criar se afundar em denúncias de corrupção e levar o Brasil a uma de suas piores crises políticas.
“De um lado não deixa de ser, evidentemente, uma satisfação pessoal ver uma história sendo colocada no seu lugar”, desabafou. Ex-secretário de Finanças e da Fazenda em duas importantes cidades administradas pelo PT (Campinas e São José dos Campos), e ex-diretor financeiro da Companhia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo (CMTC) durante a administração de Luiza Erundina, Venceslau não esconde o rancor que sente do atual presidente da República, a quem se refere como “caudilho”.
“Quem rasgou o estatuto do PT foi o Lula. Ele tem um padrão de comportamento que não muda, que é sempre tampar o sol com a peneira e fingir que não vê e não sabe”, disse. “O Lula sabe perfeitamente o que está acontecendo e tem uma responsabilidade muito grande sobre isso”, completou.
Filho de integralista, ex-guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) e um dos seqüestradores do embaixador norte-americano Charles Elbrick, no Rio de Janeiro, em 1969, o economista também não poupa o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. “Lamento muito que um companheiro das origens tenha se desvirtuado dos compromissos éticos e morais que construímos.”
Desde que foi expulso do PT, não se filiou a nenhuma outra legenda e disse que nem pretende. Venceslau afirmou não saber em quem votar nas eleições deste ano. Em Lula? “Prefiro anular o voto a votar nele.” Aliás, o economista disse que só votou no petista em 1989.
Venceslau voltou à cena política na semana passada, ao depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos. Reafirmou toda a denúncia que fez em 1995 ao PT e em 1997 à imprensa. Agora pensa como contar a sua trajetória num livro. Mas quer um romance.
Leia abaixo a entrevista que Venceslau concedeu à Agência Anhangüera de Notícias (AAN), a décima oitava que analisa a atual crise política no País.
Agência Anhangüera – Depois de dez anos que você denunciou o Caso Cpem ao PT, que resultou na sua expulsão do partido, o senhor se sente vingado?
Paulo de Tarso Venceslau – É um sentimento muito ambíguo para mim. De um lado, não deixa de ser, evidentemente, uma satisfação pessoal por ver uma história sendo colocado no lugar. E foi por causa dessa história que eu fui, literalmente, linchado pelo PT. Tive que agüentar todas as mentiras que eles inventaram. Nunca divulgaram os fatos corretamente dentro da militância. Foi algo assim deliberado, no melhor estilo da burocracia soviética. Foi um horror. Fui chamado de louco, psicótico, maníaco, depressivo, obsessivo e até de agente do Sérgio Motta (ex-ministro das Comunicações durante a gestão do PSDB, morto em 1998) dentro do PT. Por outro lado, fico desconfortável por ser um partido que ajudei a criar. Velhos companheiros seduzidos pelo poder fizeram essa barbaridade que estamos vendo. Se o problema tivesse sido tratado lá atrás, baseado no estatuto do partido, muita coisa poderia ter sido evitada. Mas eles cederam às pressões do Lula, curvaram-se aos desejos do caudilho e deu nisso que deu.
Agência Anhangüera – O Caso Cpem pode ser considerado como a primeira grande denúncia de irregularidades dentro PT?
Paulo de Tarso Venceslau – Não saberia dizer. Na época passou batido e pouca gente entendeu.
Agência Anhangüera – Mas o senhor entende que foi a partir desse caso que começou a deterioração ética do partido?
Paulo de Tarso Venceslau – Eu diria que ali foi quando se consumou uma situação em que os militantes e os dirigentes do partido perderam a autoridade perante o caudilho Lula. A partir dali, tudo dependeria da bênção do Lula. Quem rasgou o estatuto do partido foi o Lula. Não estou dizendo que o Lula foi quem fez essa parafernália toda, mas ao defender o compadre dele como ele defendeu, ele instituiu uma prática.
Agência Anhangüera – É possível fazer um paralelo entre o Caso Cpem e o escândalo do mensalão?
Paulo de Tarso Venceslau – É difícil traçar esse paralelo porque um caso é anterior à chegada ao poder e outro depois. Acho que, a partir do momento que um esquema de captação de recursos começa a funcionar, quando se chega ao poder você pode comprar a governabilidade.
Agência Anhangüera – O senhor fez a denúncia ao partido em março de 1995. Quando foi que o senhor tomou conhecimento do que denunciou?
Paulo de Tarso Venceslau – Em 95 eu fiz a denúncia formalmente ao PT por meio de uma carta ao Lula. Dentro do partido, já havia dois anos que eu vinha tentando alguma providência. Já tinha conversado com muita gente…
Agência Anhangüera – E além do Lula, quem foi o principal obstáculo para que a sua denúncia fosse investigada?
Paulo de Tarso Venceslau – Um monte de gente. Todos os dirigentes da época que acataram as ameaças do Lula. O Lula ameaçou claramente: ou ele ou eu. Na época, se alguém se comprometesse com as minhas posições, iria ter o ódio eterno dele e iria perder status dentro do PT. Quando ele recebeu minha carta, via cartório, ele ficou transtornado. E ninguém queria cair em desgraça com o Lula. Era o caminho natural para quem queria fazer uma carreira política.
Agência Anhangüera – E você tem alguma mágoa do PT?
Paulo de Tarso Venceslau – Não, muito pelo contrário. Admiro muito a militância petista, que considero a mais combativa, a mais firme, a mais séria e a mais honesta, inclusive. Não confundo o papel dessa burocracia da direção petista, que levou o PT para esse desastre, com a militância, que não vive do dinheiro do partido, que não está ligada à máfia do partido, que está inserida nos movimentos sociais e se recusa, de certa forma, a acreditar que tudo isso seja verdade. Eu sei porque já vivi essa realidade. As pessoas têm resistência em acreditar nisso para não perder o seu norte.
Agência Anhangüera – E como o senhor analisa o comportamento do partido diante da atual crise?
Paulo de Tarso Venceslau – Não sei porque não estou mais no PT. Pelas pessoas que saíram, pelas manifestações de solidariedade que venho recebendo, tenho a impressão de que quem ficar no partido é aquele pessoal que faz muito esforço para acreditar que tudo isso não é verdade. Na minha opinião, a saída para o PT é dar um jeito de se livrar dos Lulas e dos Dirceus da vida, que são os maiores causadores desse atraso, dessa dificuldade que nós estamos vivendo.
Agência Anhangüera – E o senhor acha que isso seria de fato possível?
Paulo de Tarso Venceslau – Claro que isso não acontece em um passe de mágica. Tem que ter uma corrente dentro do partido que tome consciência dentro disso e que reconstrua o partido numa direção em que se torne incompatível com as práticas do Lula e do Zé Dirceu. Não é simplesmente extirpá-los do partido no sentido de força, mas extirpá-los politicamente.
Agência Anhangüera – À CPI, o senhor também não poupou o presidente Lula. O senhor entende que o Lula está tendo hoje, diante da crise, um comportamento semelhante ao que ele teve quando o senhor o comunicou do Caso Cpem?
Paulo de Tarso Venceslau – Ele tem um padrão de comportamento que não muda, que é sempre tapar o sol com a peneira e fingir que não vê e não sabe. Ele nunca sabe de nada. O Zé Dirceu é outro. É uma conversa muito antiga essa. O Lula sabe perfeitamente o que está acontecendo e tem uma responsabilidade muito grande sobre isso.
Agência Anhangüera – Na sua avaliação, quem seria o responsável pela adoção de esquemas obscuros de arrecadação dentro do partido?
Paulo de Tarso Venceslau – Acho que não tem um nome só. É resultado de uma cultura que foi plantada dentro do partido e que foi assumida. Muito difícil você ver um dirigente do partido que está participando do processo eleitoral e que, de repente, vê recursos incompatíveis com aqueles recursos que estariam vindo de fontes tradicionais, como venda de broches e camisetas, ficar num silêncio conivente. É resultado da cultura que se criou. Por isso, não dá para nomear os responsáveis. É mais justo generalizar a conivência em relação à burocracia petista.
Agência Anhangüera – O senhor acha que o PT se tornou ou sempre foi um partido igual aos outros?
Paulo de Tarso Venceslau – Acho que se tornou. Na busca desesperada de se chegar ao poder, o PT acabou assumindo uma prática que o jogou numa vala comum. Quando o Lula rasgou o estatuto do partido em 1997, naquele momento ele institucionalizou uma cultura. A coisa complicou a partir dali. Ou seja, as regras não são para todos. Quando isso fica claro, o PT já não é o mesmo partido que pretendia ser. E a burocracia foi responsável por isso porque sabia o que estava acontecendo. Eu vivi isso de perto. O partido foi levado a isso por dirigentes irresponsáveis, ambiciosos por chegar ao poder a qualquer custo.
Agência Anhangüera – O senhor se filiou a outro partido?
Paulo de Tarso Venceslau – Não
Agência Anhangüera – Pretende se filiar?
Paulo de Tarso Venceslau – Não. Acho que há outras formas de se fazer política que não seja dentro de um partido político.
Agência Anhangüera – Qual a sua opinião sobre o PSOL?
Paulo de Tarso Venceslau – É muito interessante, tenho bons amigos lá dentro, mas tem muita coisa parecida com o projeto original do PT e vai dar muita cabeçada até entrar nos eixos. Não existe uma unidade político-ideológica e de ação. Isso é muito difícil num partido hoje. Mas quem sabe daqui a algum tempo eles possam encontrar um rumo que permita construir um partido, quem sabe, à imagem e semelhança do PT de antigamente.
Agência Anhangüera – Como antigo militante da esquerda radical e ex-guerrilheiro, qual a sua avaliação sobre o futuro da esquerda no País?
Paulo de Tarso Venceslau – A esquerda do Brasil sofreu muito com esse problema do PT. Vai passar por um período muito difícil para se recuperar desse golpe, mas acho que tem um lado positivo: a esquerda não é só o PT. O PT tentou o tempo todo assumir o monopólio da esquerda. Ao tentar fazer isso, o partido transferiu para a esquerda o ônus de uma prática extremamente nefasta. A esquerda hoje tem de combater esse tipo de prática, sem cair no moralismo e, ao mesmo tempo, ter em seus princípios e valores o compromisso de que a regra será aplicada para todos. Sem exceções. Eu cumpri a regra do PT e fui punido por isso, por ordem de um caudilho. Se a esquerda conseguir construir um programa, restabelecer uma prática de inserção social, com certeza vai crescer e recuperar o seu espaço, e vai separar a sua imagem do PT. O PT já não é mais um partido de esquerda faz tempo. É um partido de centro. Esse Campo Majoritário (ala que perdeu poder nas últimas eleições internas, mas mantém o comando da legenda desde 1995) é o PFL do PT.
Agência Anhangüera – O senhor entende que a atual crise pode abrir espaço para projetos mais radicalmente à direita?
Paulo de Tarso Venceslau – Uma retomada de uma ditadura ou de um governo autoritário acho muito difícil. A democracia brasileira já está razoavelmente consolidada. Hoje não existe espaço para esse tipo de golpe.
Agência Anhangüera – Qual a sua expectativa para a eleição deste ano?
Paulo de Tarso Venceslau – Espero que apareça algum candidato que me motive a votar nele. Por enquanto, não tem nenhum.
Agência Anhangüera – O senhor votou no Lula depois de ser expulso do PT?
Paulo de Tarso Venceslau – Votei no Lula uma única vez, em 1989. Em 1994 já o conhecia suficientemente para não votar nele. Participei da campanha porque era um compromisso partidário. Prefiro anular o voto do que votar nele.
Agência Anhangüera – O senhor foi do grupo do José Dirceu, nos anos 60. Qual o seu relacionamento com ele hoje?
Paulo de Tarso Venceslau – Nenhum e isso faz muito tempo. Não tenho mais nenhuma simpatia e amizade por ele. Lamento muito que um companheiro das origens tenha se desvirtuado dos compromissos éticos e morais que construímos.
Agência Anhangüera – E com o senador Aloizio Mercadante (petista que também foi comunicado na época do Caso Cpem)?
Paulo de Tarso Venceslau – Com o Mercadante a situação não é a mesma. De certa forma, ele tentou tomar alguma iniciativa, mas tenho que reconhecer que ele tem uma carreira política promissora e ele não iria abrir mão dessa carreira para defender um companheiro. Ele ficou em cima do muro. Mas eu não o coloco no mesmo patamar do Zé Dirceu.
Agência Anhangüera – Você pretende contar a sua história em um livro?
Paulo de Tarso Venceslau – Esse livro já tenho, mas preciso arrumar um tempo para organizá-lo. Eu tenho a fantasia de escrevê-lo em forma de romance. Tem um escritor que sou vidrado nele, que eu acho brilhante, que é o Jorge Semprún, um escritor espanhol. Me identifico muito com a maneira com que ele conta as histórias.
Agência Anhangüera – Série está disponível na internet
Paulo de Tarso Venceslau – O economista Paulo de Tarso Venceslau é o décimo oitavo entrevistado da série sobre a crise política no País publicada aos domingos pelo Correio Popular. Agora, as entrevistas também estão disponíveis no Cosmo Online (www.cosmo.com.br), da Rede Anhangüera de Comunicação (RAC). A série começou no dia 18 de setembro do ano passado, no auge da crise, com a entrevista do filósofo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano. Também foram ouvidos o sociólogo e ex-petista Francisco de Oliveira (ele foi um dos fundadores do PT); o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) São Paulo, Luiz Flávio Borges D’Urso; o deputado e presidente do PMDB, Michel Temer; o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini; o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB); o cartunista e jornalista Ziraldo; o escritor Luis Fernando Verissimo, entre outros.
PERFIL
NOME – Paulo de Tarso Venceslau
BIOGRAFIA – O economista nasceu em Santa Bárbara d’Oeste, em 15 de setembro de 1943. Mora em São Paulo. É casado, tem um filho e uma enteada.
ATIVIDADES – Ex-guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN), participou do histórico seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em setembro de 1969. Após ter sido preso durante cinco anos por conta do seqüestro e de ter se exilado no Chile, Venceslau foi convidado pelo PT para participar, como economista, de vários governos do partido.
ATUAÇÃO – Foi diretor da Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC), durante o governo Luiza Erundina. Também foi secretário de Finanças da Prefeitura de Campinas, durante a gestão do ex-prefeito Jacó Bittar, e secretário da Fazenda da Prefeitura de São José dos Campos, na administração de Angela Guadagnin. Atualmente, mantém um jornal semanal em Taubaté e um escritório de consulta e pesquisa em São Paulo.
AS FRASES
“Lamento que um companheiro das origens tenha se desvirtuado dos compromissos éticos.”, Ao comentar sobre José Dirceu
“Votei no Lula uma única vez, em 1989. (…) Prefiro anular o voto do que votar nele.”, Sobre a sua votação nas eleições.
Temos sangue de barata!
O cinismo é mesmo impressionante,
E o povo absorve tudo. Pura mágica.
A mudança nos métodos usados pelo IBGE para calcular o novo pibão, foi muito conveniente ao governo do pipinho.
Não existe nesta turma nenhum burro e os mais bobos de lá estão dando nó em pingo d’água. Meireles, Mantega e a Dilma, foram encarregados pelo Lula da seguinte tarefa:
“companheiros, assim não vai dar, temos que fazer o Brasil crescer de qualquer forma, e tem que ser rápido.”
E o IBGE, que está todo comprado e aparelhado com os cartões executivos do governo resolveu o problema da seguinte forma:
Em alguns países do primeiro mundo, o consumo é uma das formas de se medir o PIB.
No Brasil, como existe uma grande economia informal, o consumo era apenas estimado, e seus números, eram considerados apenas percentualmente dentro da configuração do PIP.
Com o Bolsa esmola, e os outros programas assistencialistas, e o aumento real dos salários, apareceu uma oportunidade de se medir o consumo de uma forma positiva, apesar de artificial.
Para sustentar o aumento real dos salários e para financiar os programas assistencialistas, o governo incrementou a carga tributária em 4% diretamente. E continua querendo elevar a arrecadação, exemplo visto é a tentativa de cinicamente elevar as taxas de embarque para encontrar mais dinheiro para aplicar nos aeroportos e solver os problemas dos apagões aéreos.
Se houve acréscimo nos tributos, e este acréscimo financiou o consumo, este consumo financiado pela classe média não poderia fazer parte direta do calculo do PIB. Como poderia estar havendo um acréscimo do PIP, baseado no aumento de consumo se os números da produção industrial diminuíram?
Se o consumo estivesse realmente aumentando, a indústria estaria aumentando também para suprir esta demanda. E por detrás disto, está o tal PAC, que deveria encontrar parte dos recursos no encolhimento do Superávit Primário. Como isto pegaria mal, pois representaria uma mudança de regras no meio do jogo e as economias internacionais com potencial para investir no Brasil poderiam ver estas mudanças como um sinal de falta de seriedade por parte do governo, esta mudança de método, propiciou este ganho no superávit primário, sem o trauma de mudanças de regra.
Tudo muito conveniente para este governo mágico e ineficiente que está nos tratando como se fossemos um bando de imbecis.
Todos os índices indicam que a classe média está encolhendo e que os impostos estão aumentando e que os pequenos empresários estão passando para a informalidade para poderem sobreviver, e que a vida para eles está pior. E vem o IBGE que trabalha para o governo com estes novos números, que mostram o Brasil crescendo, somente no papel.
Haja paciência, e sangue de barata.
Hoje também a mídia está cheia dos comentários racista da Ministra Matilde Ribeiro.
Pelas conclusões desta ministra, as minorias podem fazer o que quiserem, porque existe em sua condição um pretexto para serem perdoadas, pois se elas são hoje minoria, deve haver um motivo muito forte por parte das maiorias que no mínimos as oprimiu. Os crimes praticados pela minoria devem ser relevados e até perdoados, pois eles as minorias sofreram algum dano moral nas mãos das maiorias oligarcas.
Este deve ser o pensamento Petista explicando a razão pela qual o Pit-Bull Bruno Maranhão, comandou uma invasão totalmente desrespeitosa e danosa ao congresso nacional, não foi punido por isto e até foi premiado com um cargo de confiança no governo da Bahia. Ele no momento do crime estava representando uma minoria explorada pela maioria. Aí pode. Ah bem.
Leiam um dos artigos muito bem escritos sobre a matéria:
DORA KRAMER
A ministra Matilde tem o direito de pensar o que bem entender e se expressar como melhor lhe aprouver. Não pode, contudo, esperar compreensão nem candidatar-se ao perdão
Racismo de Estado
A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial da Igualdade Racial, talvez não tenha consciência de que ninguém mais além do presidente Luiz Inácio da Silva dispõe, neste País, do direito de dizer disparates impunemente.
Lula conquistou essa prerrogativa e dela faz uso diário e permanente. Tornou-se inimputável no assunto. Não causa espécie nem provoca desconforto porque fala muito e a inconveniência de hoje é sempre anulada pela incontinência de amanhã.
Já a ministra Matilde raramente pronuncia-se em público. Ontem, manifestou-se em entrevista à BBC Brasil a propósito da passagem dos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico. E, convenhamos, caprichou no desatino.
Superou o chefe. Lula, em matéria de incorreção política havia produzido uma declaração imbatível quando de sua visita à capital da Namíbia, surpreendendo-se pelo fato de Windhoek não dar ao visitante a impressão de estar na África, tão desenvolvida apresentava-se a cidade.
A ministra Matilde – note-se, da Igualdade Racial -, em sua entrevista à BBC, foi além do politicamente incorreto. Incorreu em manifestação de racismo puro. Aquele que quando se configura um crime é inafiançável e pune quem prega a distinção – ou exibe convicção sobre as diferenças – entre os seres humanos mediante o critério racial.
Disse, sem nenhum pejo e muito vezo, a ministra a título de justificativa do preconceito de negros contra brancos: Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta os direitos dos outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.
Defende, portanto, a seguinte idéia: oprimidos ancestrais têm todo o direito de repudiar os que lhe invocam a opressão, ainda que no cerne dessa reação esteja a disseminação da intolerância racial na Humanidade. Minorias, só por serem minorias, sejam elas políticas, econômicas, raciais ou simplesmente numéricas dispõem de licença social e legal ao exercício do preconceito e da insurgência.
A se considerar aceitável o pensamento da ministra de que o racismo se traduz no poder da maioria de coibir ou vetar o direito do semelhante – sendo inválido o inverso – teríamos de aceitar que às minorias tudo é permitido, inclusive o crime.
A ministra Matilde tem o direito de pensar o que bem entender e se expressar como melhor lhe aprouver. Não pode, contudo, esperar compreensão nem candidatar-se ao perdão.
E não parece adequado que, sendo defensora convicta da naturalidade contida no ato de um ser humano recusar-se à convivência do outro por rejeição à cor de sua pele e ao formato de suas feições, a ministra Matilde Ribeiro permaneça no cargo de representante do Estado brasileiro na pasta responsável pela promoção da igualdade racial. Por um simples e óbvio motivo:
dona Matilde é racista.
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