blog do Roberto Leite

Assuntos de interesses multiplos e atuais.

O ponto G.

O ponto G.

Ouvindo a rádio CBN hoje, escutei o comentário de Arnaldo Jabor.

Ele, como sempre apimentado, falou sobre a última (?) metáfora do imbecil, o ponto G. Ele usou um termo muito apropriado e feliz sobre as metáforas do Apedeuta.

O Jabor comentou uma realidade de que as metáforas estão cada vez mais ousadas.

E isto é verdade, como se neste segundo mandato, ele o Lula não tem nada a perder e pode mostrar de público a cara sem vergonha que tentou esconder no primeiro mandato.

O comentário do Jabor, a bem da verdade, não foi sobre o ponto G, mas foi sobre os governos de mentirinha como os do Lula. Ele comentou que a inflação quem acabou com ele foi o FHC. A bolsa família foi roubada de um programa também do FHC. Aí eu quero interceder, e dizer que foi a esposa do FHC d. Ruth Cardoso com os seus programas sociais, que criou a bolsa escola e como estes programas eram muitos, tomaram até uma crítica do ministro Sergio Motta que chamou a iniciativa de d. Ruth de “Masturbação Sociológica”.

Que diferença entre as duas esposas dos últimos presidentes.

De um lado a D. Ruth que criou os programas que o Lula roubou, por incapacidade de criar os seus próprios.

De outro lado a D. Marisa Letícia que nos presenteou com um canteiro em forma de estrela e que plantou plantas vermelhas dentro da residência oficial onde tudo é tombado pelo patrimônio histórico e não era dela para modificar. E mais recentemente se apresentou em um maiô branco, com uma enorme estrela vermelha, ficando parecida com um barril de petróleo da Texaco.

D. Marisa, depois de andar escoltada pela funcionária pública Maria Emília Évora, com um dos cartões executivos ilimitados onde saca quase todos os dias dinheiro vivo em uma média de R$ 1.800,00 por dia não deixou nada de construtivo para o Brasil. Apenas o ridículo e a gastança pessoal.

E o Jabor comenta ainda que o pro álcool que o Lula também roubou foi feito pelo Geisel. Por isto, é que o governo de mentira existe.

Agora voltando ao ponto G.

Deveria ser um ponto dentro da vagina feminina onde seria encontrado o lugar secreto do orgasmo feminino.

Não tem nada cientificamente comprovado sobre este assunto.

Mas se o Lula tivesse vergonha na cara, ele deveria estar procurando o ponto G da classe média, pois esta classe está sendo violentada e estuprada todos os dias com impostos ilegais e viciados, e se pudesse ser encontrado o ponto G desta classe pelo menos poderia gozar ao ser violentada pelo governo de mentira do Lula que entre seus feitos de verdade está o aumento descarado do tamanho do governo, onde foram contratados 184.000 novos funcionários e foram criadas 27 estatais e que para sustentar tudo isto, o Lula elevou os já descaradamente pesados impostos brasileiros em 4% do PIB. Isto é quase duas vezes o crescimento do Brasil nos últimos quatro anos. (2,6%) E isto considerando que entre suas promessas de campanha estava a de diminuir os impostos e o milagre do crescimento.

Impostos + 4% – Crescimento + 2,6% ou seja, para crescer 2,6% o Brasil precisou elevar os impostos em 65% do crescimento obtido.

Com a promessa de crescer 5% nesta nova oportunidade, prepare-se classe média para sustentar esta taxa com 8,25% de elevação tributária. Isto tem sido a consistente média dos governos do PT.

Prepare-se classe média, pois o Lula não está preocupado em encontrar o seu ponto G, apenas o seu dinheiro, para crescer mais o governo já obeso.

Quem estiver querendo ouvir o comentário do Jabor que gerou este artigo, ligue o som e entre no link:

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/arnaldojabor.asp

13 Mar 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | Uncategorized | | Sem comentários ainda

A COBRANÇA

Ontem ao abrir os meus Emails, encontrei um de minha irmã Sônia que mora em BH.

Era uma cópia de uma publicação Publicada no Jornal do Comércio – Recife/PE, sobre uma carta de um embaixador mexicano de origem nativa, e que cobrava os europeus pelos desmandos cometidos durante a invasão do continente.

Para o bem da verdade, eu já conhecia algo semelhante por parte de um representante índio americano, que cobrava os homens brancos sobre as terras que eles arrancaram na marra dos índios americanos e os mataram ou prenderam para não haver resistência.

O tópico pode variar um pouco mas tudo que existe na América ou foi roubada ou usurpado pelos civilizadores europeus.

No entanto, este discurso está muito bom e quero compartilhá-lo com vocês:

Discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o pagamento da dívida externa do seu país, o México.

Dívida externa européia

DISCURSO DO EMBAIXADOR

Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia. A conferência dos chefes de Estado da União Européia, MERCOSUL e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.

Eis o discurso:

“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a “descobriram” só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento – ao meu país- ,com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no “Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais” que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “MARSHALL MONTEZUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata… quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros , seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica…”

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais. Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados.

Publicado no Jornal do Comércio – Recife/PE.


13 Mar 2007 Publicado por Roberto Leite de Assis Fonseca | Uncategorized | | Sem comentários ainda